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sabia quais gritos eram mais altos - os de Gally ou os seus. Ele bateu - bateu nele como se liberasse cada gota de raiva acumulada em toda a sua vida. E então foi puxado dali por Minho e Newt, os braços ainda se agitando mesmo quando só atingiam o ar. Eles o arrastaram pelo chão; ele resistiu, se debateu, gritou para que o largassem. Não desviava os olhos de Gally, estirado lá, imóvel; Thomas sentia a raiva descarregar, como se a linha visível de uma chama os unisse. E então, sem mais nem menos, tudo desapareceu. Só restaram os pensamentos sobre Chuck. Ele se livrou das mãos de Minho e Newt, correu para o corpo imóvel e sem vida do amigo. Agarrou-o, puxou-o para os braços, ignorando o sangue, ignorando o semblante congelado da morte no rosto do garoto. - Não! - Thomas gritou, consumido pela tristeza. - Não! Teresa estava lá, pousou a mão sobre o seu ombro. Ele a repudiou com um movimento. - Eu prometi a ele! - gritou, percebendo no mesmo instante que a sua voz estava entremeada de algo errado. Quase insanidade. - Eu prometi que o salvaria, que o levaria para casa! Prometi a ele! Teresa não respondeu, apenas inclinou a cabeça, os olhos presos no chão. Thomas abraçou Chuck contra o peito, apertou-o o mais forte possível, como se de algum modo pudesse trazê-lo de volta, ou mostrar-se grato por salvar a sua vida, por ter sido seu amigo quando ninguém mais queria sê-lo. Thomas chorou, soluçou como nunca soluçara antes. Os seus soluços altos e roucos ecoaram por toda a câmara como os sons de uma dor torturada.

Maze Runner Correr ou Morrer - James Dashner  

Thomas acorda para uma realidade “insana” (insana para mim pelo menos, para ele nem tanto), ele está rodeado por meninos mais ou menos da id...

Maze Runner Correr ou Morrer - James Dashner  

Thomas acorda para uma realidade “insana” (insana para mim pelo menos, para ele nem tanto), ele está rodeado por meninos mais ou menos da id...

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