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Sobre a Terra e Sob o Mar

© Maria Emília Pires 2013


“Entender a água é compreender o universo, as  maravilhas da natureza e a própria vida.” Masaru Emoto


Nesta foto, com o José Antunes ao meu lado a ensinar, pela primeira vez vi a água de outra forma. Foi feita em Maio de 2010 num lago do Parque da Pena. Acho que foi por essa altura que comecei a “fazer”, mais do que a tirar fotos e a aprender a ver.


Depois fui para os lagos do meu jardim praticar o que tinha aprendido e apareceram as primeiras r達s.


Toda a beleza contida numa gota de รกgua


Sempre que posso, nos dias  de chuva, vou para a rua fotografar gotas.


Esta grande vontade de aprender a fotografar a ågua tem-me levado a conhecer melhor a minha câmara, o que posso fazer com ela e principalmente decidir que quantidade de luz quero deixar entrar.


natureza.

Outra sugestão do José Antunes numa ocasião em que visitou o meu jardim, foi a de que criasse condições para atrair aves como: bebedouros, sítios para se banharem, ninhos, etc. Já fui recompensada por ter seguido o conselho. Foi uma ternura ver esta pequena felosa musical a banhar-se, espojar-se, sacudir-se num simples prato de plástico cheio de água. Marasu Emoto tem mesmo razão quando diz que a água nos ensina a compreender as maravilhas da natureza.


Dizia a minha mãe que eu fui gerada a bordo de um barco, no meio do mar. Talvez essa seja a razão porque ele tanto me fascina. Quando me perco a olhá-lo, sinto-me grande como uma imensa onda e sei que sou uma pequena gota de água, mas sei o oceano ficaria mais s e fui gerada a bordo de também queDizia a minha mãe pobre que eu um barco, no meio do mar. Talvez essa seja a razão e u não fosse. porque ele tanto me fascina. Quando me perco a olhá-lo, sinto-me grande como uma imensa onda e sei que sou uma pequena gota de água, mas sei também que o o ceano ficaria mais pobre se eu não fosse.


A descoberta do mundo marinho não pára de nos maravilhar. O oceano constitui uma inesgotável fonte de inspiração para a criação artística. Criaturas bizarras, seres fluorescentes, o fundo do mar permanece até hoje um mistério para a humanidade.


Parte do meu ser ĂŠ feito de espuma do mar.


Um momento exacto, exactamente aquele, pode trazer a um fotógrafo uma alegria sem limites e a recompensa por todo o seu trabalho e esforço. Reflexos num lago, o movimento de uma cascata, as ondas do mar, inspiram interessantes meios fotográficos. Exposições a menor velocidade são o segredo para o bom resultado destas fotografias. O uso do tripé ou de qualquer apoio para a câmara torna-se necessário. Por vezes há que voltar ao mesmo local a diversas horas e em dias diferentes para se conseguir a luz pretendida. Os espelhos de água proporcionam encenações bastante cativantes. Mesmo sem movimento a água oferece espectáculos de rara beleza. Um céu nublado com a água desperta a melancolia. As cores incandescentes do pôr do sol reflectidas na água oferecem composições dramáticas. Há que estar atento às baixas aberturas para conseguir uma boa profundidade de campo. Congelar a água é também muito divertido. Por exemplo o embate de qualquer corpo ou objecto quando entra na água. Neste caso a velocidade deverá ser rápida: 1/500 ou superior e grandes aberturas. Um polarizador e um filtro de densidade neutra revelam-se muitas vezes de grande ajuda quando a intensidade da luz é muito grande.


P

orque a água sempre me atraiu e nela encontro muitas mensagens escondidas, tenho feito alguns milhares de fotografias ao longo do tempo. Escolhi umas poucas, mais recentes, para tentar falar sobre a sua importância para a vida na terra.

P

orque água mole em pedra dura, tanto dá até que fura”, vou continuar a trabalhar para que, “quando for grande” possa pensar de mim própria que sou “uma pequena grande fotógrafa”.


Este e-book foi elaborado em resposta a um desafio da Fotodigital.

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