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resposta totalmente diferente das demais, determina aluno comentou que a continuidade do trabalho não estaria na parede e sim na reação das pessoas ao ver o trabalho, ou seja a extensão do trabalho estaria dentro de cada pessoa que se permitiu refletir sobre a obra. A última resposta que vale a pena comentar tem um caráter no mínimo curioso: “O curso que faço não trabalha com a imaginação e criatividade! Não consigo responder essa pergunta”. Essa é uma argumentação totalmente inusitada tendo em vista que o dono dessa resposta foi a pessoa que produziu o questionário mais completo. Na minha opinião pessoal, todas a pessoas podem se utilizar da imaginação e da criatividade independente do curso que ela faz, nos dias que pintei conheci várias pessoas que tinham o ato de desenhar se utilizando da imaginação, tais pessoas eram de cursos diversos como direito e relações internacionais, para mim o grafite prega esse caráter democrático da arte, qualquer tipo de pessoa é capaz de produzir e de aprender com o grafite.

6.5: Questão 5 A última questão do questionário surgiu de um comentário que ocorreu nas redes sociais, um professor de filosofia criticou o meu trabalho questionando se a minha ilustração poderia ser considerada uma manifestação artística, ele afirmou que meu desenho não pode ser considerado arte, para este professor o grafite está a um nível muito abaixo de outras correntes artísticas. Eu particularmente não me importo com nomenclaturas, mas senti que a intenção desse comentário era de rebaixar o meu trabalho, esse professor foi a única pessoa que de certa forma falou mal do projeto, porém o comentário foi feito através das redes sociais, na internet as pessoas são mais sinceras e falam o que pensam. Depois deste ocorrido decidimos formular uma questão para que os aluno comentem sobre a definição do trabalho, ou seja, a partir desse projetos eu posso ser considerado um artista, um grafiteiro, ou um designer? Os nomes que se utilizaram para me definir como autor do trabalho foram, artista, grafiteiro, ilustrador e designer. As pessoas que me definiram como artista disseram que o caráter crítico e reflexivo da obra pode me enquadrar como artista, pois a arte é uma ferramenta de expressar pensamentos e ideias, outro aluno comentou que a ideia de arte depende do contexto que meu desenho está inserido, se estivesse localizado dentro de uma galeria muitos iriam considerar meu trabalho como arte. As pessoas que me classificaram como designer justificaram que houve um projeto, ou seja um planejamento antes de execução do mural, outro argumento é que a minha ilustração se trata de uma comunicação direcionada a um público especifico. Os que me chamaram de ilustrador, ou desenhista explicaram que o projeto exige técnicas especificas de desenho. O termo grafiteiro se deve pela questão do muro e das técnicas de grafite, as tintas e os sprays. Nos dias em que pintei o mural fui chamado por um termo que julgo pejorativo “pichador”, porém não aconteceu o mesmo nos questionários, nenhuma pessoa adotou esse termo para me definir.

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O desenho como forma de manifestação política  

trabalho de conclusão de curso feito no ano de 2013, pelo curso de design da instituição de ensino Facamp,

O desenho como forma de manifestação política  

trabalho de conclusão de curso feito no ano de 2013, pelo curso de design da instituição de ensino Facamp,

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