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Ficha Técnica

Publicação Anual Dia da Escola - 6 de Maio

Edição Escola Básica e Secundária Padre Manuel Álvares

Direção Equipa Multidisciplinar

Redação Professores e Alunos

Capa, Arranjo Gráfico e Montagem Catarina Gomes

Revisão Joana Luzirão

Impressão / Colocação Online Equipa Multidisciplinar

Tiragem 12 exemplares + Edição Online

Ano Letivo 2013 - 2014


Recordemos com carinho, palavras de quem um dia “olhou” o ensino, numa perspetiva muito própria da sua época, da sua experiência e da sua vivência, nesta instituição, que é hoje, a nossa escola: «As escolas são todas iguais? E se não são o que as torna diferentes? Não é a cor dos olhos, porque elas não têm olhos; nem o número de alunos, porque elas estão muito cheias; nem a forma do edifício, porque elas são quase todas muito parecidas… O que então faz uma escola diferente? Talvez o modo como lá dentro se sente (e se percebe) o (seu) próprio futuro. Hoje no ensino, a palavra de ordem é “mudança”». José Natálio Alves de Sousa - Vice-Presidente do Conselho Diretivo, 1993, in A Gaivota, série I – 93 nº 1

A Escola Padre Manuel Álvares é uma escola com História!… «No ano lectivo de 1972/73 surge a Escola Preparatória Padre Manuel Álvares na Ribeira Brava, situada a 30 Km do Funchal e com acessos muito deficientes. No entanto, quando o início das aulas desse ano lectivo, a existência da escola só estava assegurada no Diário do Governo, e, figurava apenas nas estatísticas; fisicamente consistia num terreno destinado à construção da dita escola.» Depoimento do Escultor Francisco Simões in O Elogia da Interdisciplinaridade – Compêndio de Memórias, 1998/99

A vontade de todos fez a diferença e aos poucos foi surgindo a escola edifício, do nada se fez muito, com a ajuda dos alunos, pais, encarregados de educação, funcionários, professores, isto é de toda a comunidade, que se uniu num esforço 02


conjunto: «Eis a Ribeira Brava situada na foz de uma ribeira do mesmo nome! Um lugar soalheiro, situada numa encruzilhada de caminhos…»

de um lado para outro! Um… um… mosquito faz isso! (…) Estarão cegos? Não conseguirão ver?

João Adriano Ribeiro in Ribeira Brava – Subsídios para a História do Concelho, s-d

O que levou a que a nossa escola fosse premiada, pelo “Funchal”, como a primeira escola secundária da zona oeste da Madeira, decorria o ano de 1990/91.

Não se aperceberão da glória que será quando Aprendermos realmente a voar? Não me interessa o que eles pensam Mostrar-lhes-ei o que é voar. Serei um banido,

Tendo sempre o espírito…

Se é isso que eles que eles querem.

«Vê mais longe a gaivota que voa mais alto»

E farei que se arrependam…» Richard Bach, in A história Fernão Capelo Gaivota

Richard Bach, in A história Fernão Capelo Gaivota

«Frase que serviu de inspiração a toda a dinâmica da Escola Básica e Secundária Padre Manuel Álvares, que desde o início se esforçou e demonstrou prazer em fazer as coisas bem-feitas e fazer de cada um dos seus alunos uma “gaivota”. Foi preocupação constante transmitir conhecimentos históricos, científicos e tecnológicos que lhes permitia alargar horizontes e vencer… No mundo do trabalho, na comunidade e na vida…» Professora Fernanda Gonçalves - ex-Presidente do Conselho Directivo da EBPMA in A Gaivota – 2001

Ao fim de quarenta e um anos a “gaivota” continua a voar, tal como nas palavras de Richard Bach, «Voar é muito mais que bater as asas

Testemunhos do passado, lembrados no presente e que se perpetuarão no futuro… é isto a escola! Pensamentos destemidos de muitos, e, poéticos de outros, mas onde as palavras não são suficientes para definir o valor que a educação e a formação têm no ser humano. O papel que a escola tem em cada um de nós não se pode resumir num pequeno texto de frases muitas vezes já ditas, ou noutras, criadas por quem tem um pequeno dom de dizer o que muitos sentem mas que poucos ousam exprimir… escola, um mundo de sonhos, de certezas e incertezas, descobertas e aventuras, de aprendizagens e conhecimentos! Escola de ontem, de hoje e de amanhã…escola, sempre escola, aquele lugar que serve de refúgio, de encontros e desencontros com as pessoas e com o saber, onde tudo começa e tudo acaba. Vivemos tempos 03


de mudança, onde se mantem os problemas e ao mesmo tempo a esperança, a esperança de voar e chegar mais longe… O “bater de cada asa” é um novo passo num caminho difícil de percorrer, mas onde cada um de nós, responsável pela educação se recusa a desistir, …desistir de um futuro que para muitos já deixou de existir, muito antes de começar…hoje não perguntamos de que cor são olhos da escola, mas que cor têm as mãos, que ainda acarinham e fazem acreditar os nossos alunos, e que nunca desistem de “ensinar” tudo o que aprenderam, mãos que falam, que escutam, que sorriem, mãos de todos os tamanhos e todas as cores, mãos que se entrelaçam para um objetivo comum. São essas as mãos que fazem a escola de hoje e que trabalham para o sucesso da mesma. Quarenta e um anos depois, com uma escola erguida pelas mãos de quem acreditou que era possível “chegar mais longe”, mantemos presente e lembramos a perseverança de quem soube, não só voar mais alto, mas teve também um olhar mais profundo para a necessidade da educação e do conhecimento. De um pequeno gesto a um grande feito, estão todos de parabéns, pela obra realizada…concluída!? Ainda não, obras como esta, nunca têm fim…cada ano é um novo começo, cada aluno, cada turma,… novos desafios para as mãos ternurentas de quem novamente acaricia esta profissão cada vez mais difícil de exercer, cada vez mais incompreendida, pelo desgaste de uma sociedade que o tempo transformou e, hoje, não são apenas as paredes da 04

escola que despertam o nosso olhar, hoje olhamos todos juntos para os “muros” que dificultam os sonhos e as vontades de quem gosta e acredita no que faz…professores ou docentes, o nome pouco importa, porque é destas mãos que o futuro de todos os jovens brilhará um dia. E é assim que a escola, esta escola de hoje, pretende estar no futuro, de mãos dadas, de mãos unidas, de mãos abertas…para receber todos os que queiram vencer, todos os que queiram aprender, todos os que “queiram voar”… É desta forma que abrimos a primeira página desta “nossa gaivota”, que caminha de mãos dadas connosco, todos os anos e nos ajuda a apagar mais uma vela de cada aniversário da nossa escola, e é também pelas mãos de todos, que esta revista continua a voar tão alto …e hoje o seu voo é especial, hoje voou mais alto que todas as vezes, para olhar com orgulho não só para a escola, mas para o centenário do nosso concelho… Parabéns Ribeira Brava, 100 anos de vida como concelho de todos nós, de todos os que nasceram, cresceram, vivem ou trabalham aqui… que continuem muitos anos a olhar para este mar que beija a nossa pequena Vila e acolhe todas as gaivotas…que os sonhos das “nossas gentes” possam voar tão alto, como a gaivota que nos simboliza!

Alda Almeida Presidente do Conselho Executivo


Associação de Estudantes

Desempenhar o nosso papel e respeitar o papel dos outros A escola é um sítio público, de todos os alunos, de todos os docentes e não docentes, onde passamos grande parte do nosso tempo, e por isso, devemos zelar e conservar para que seja um local harmonioso e com condições, propícias à aprendizagem. Não danificar o património escolar, não jogar lixo para o chão, preservar o meio ambiente escolar, usar de forma adequada os recursos tecnológicos fornecidos, ser solidário com o trabalho de limpeza dos funcionários, separar corretamente o lixo, são algumas tarefas simples que podemos adquirir como hábito, sem qualquer esforço e que são primordiais para o zelo da nossa escola, e da sua boa imagem. Consciencializar as pessoas sobre atitudes simples de como preservar o meio ambiente, como a separação do lixo e a sua reciclagem, são atividades em que a nossa escola se tem empenhado, tal como reutilizar alguns materiais fazendo objetos úteis para a escola. Contudo, e sabendo que a política dos 3 R’s é REUTILIZAR, RECICLAR e REDUZIR, e que há empenho nessas três tarefas, podemos juntar-lhe mais uma: RESPEITAR. Para que os resultados possam ser vistos a longo prazo, é necessário respeitar o esforço de todos para a conservação das nossas instalações escolares. Para que possamos todos viver em harmonia, temos de olhar para a escola como um local de vivência, temos todos de desempenhar o nosso papel e respeitar o papel dos outros, e, ter em conta, que a escola é um local onde, todos os anos, entram e saem alunos, entram alunos novos que vêm com uma grande expetativa, e nós que já lá estamos, e que um dia também fomos os alunos novos, somos os responsáveis para que as nossas instalações, ainda que modestas e antiquadas, possam estar no seu melhor! Somos também os responsáveis pela propagação das boas ideias adquiridas na escola a todas as gerações futuras.

Carlota Abreu - 11.ºC Associação de Estudantes

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A Vida Mágica da Sementinha

A Vida Mágica da Sementinha é uma obra escrita por Alves Redol, cuja personagem principal é a Sementinha. Foi a obra de educação literária analisada nas aulas de Português. Em primeiro lugar, adorei o livro, porque é uma história divertida, com capítulos interessantes, contando episódios, vivências, problemas e aventuras do dia-a-dia de uma sementinha. Um outro aspeto de que também gostei muito foi que a história conseguiu captar a nossa atenção do princípio ao fim. Fez com que nós percebêssemos a história do trigo, que se expandiu pelas terras agrestes do Oeste americano, graças à persistência de Carleton e fez com que matasse a fome a muita gente. Concluindo, esta foi uma das obras estudadas nas aulas de Português de que mais gostei. Aconselho a sua leitura a jovens e mesmo a adultos, porque conta a evolução do trigo e da ciência ao serviço do Homem, mas de uma forma engraçada e original, que ao mesmo tempo transmite paixão, mistério, alegria e tristeza ao longo do livro. Carina – 5.ºD 06


Grande quantidade de gaivotas que há na nossa escola. Andam sem parar… Imaginam coisas sem fim! Vivem com felicidade… Obviamente, numa sala sabem estar! Tanto para ler, tanto para aprender… Aulas, que maravilha! Saem e entram na Escola com vontade de voarem…

As Gaivotas Dulce Silva – 5.º C

Sou uma gaivota que gosta de voar e com os amigos brincar à beira mar. Gaivotas pequeninas, inteligentes… Estudar faz-me saber

Amadas por toda a gente.

e com os professores aprender a crescer

Ideias para sonhar,

a compreender a viver...

Voam sem parar… Outrora, outras gaivotas Também estudaram, voaram… Agora ensinam,

As gaivotas a voar Sabem histórias de encantar gostam de estudar

Sem se cansarem! Lara Silva – 5.º C

Gaivotas

decorar contar brincar no ar... Diogo e Joana - 5.º E

Gaivotas

A brincarem Iam para a escola Verdadeiras Orientadas por desejos Todas queriam reencontrar os professores Animadas, entram na sala Sentam-se e começam a estudar.

Na escola, Grandes gaivotas temos aqui, Tal como eu. Divertem-se o dia todo! Embora distraídos, Somos todos amigos.

Jéssica Freitas – 5.º C

Um dia, estas gaivotas darão voos… Como é bom ser uma gaivota! André Carvalho – 5.º C 07


A escola

Brincar com as amigas às apanhadas e às escondidas partilhar a alegria a escrever poesia. Estudar são prazeres e uma grande brincadeira acabar os afazeres em cada sexta-feira. Esta escola é alegria onde reina a harmonia somos todos amigos e muito divertidos. Merecemos boa nota no voo que brota símbolo desta escola Fernão Capelo Gaivota!

Joana e Vítor - 5.º D

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O maior desejo do mundo: Bem comunicar

A ilustração da capa do manual 6º ano de Português Despede-se da estação estival Com um sorriso cortês. A alegria paira no ar! O helicóptero sobrevoando O iate velejando As personagens passeando: - Aos pares, em grupo, rindo, brincando, conversando, jogando E os cães acompanhando. A Vida paira no ar! O bar enlaçado em flores O puto espreita sorrateiramente Os pais que namoram amorosamente Aguardam o almoço, os dois amores. O amor paira no ar!

Boa tarde professora Manuela, segue em anexo o agradecimento da Drª. Fernanda Costa na 1ª pessoa. Ao dispor, Bruno Silva Consultor Pedagógico Porto Editora

No cantinho da leitura

Cara colega Manuela,

Momentos de aventura.

É surpreendente o que conseguiu que os seus alunos vissem na capa do manual –

O farol é guia

mensagens otimistas, felizes e confiantes sobre a vida.

De noite e de dia. Por favor, transmita-lhes o prazer enorme

A confiança do 6.ºC paira no ar!

que o texto nos provocou, a mim e à Luísa. A si, agradeço-lhe sinceramente o cuidado

Alunos - turma 6.ºC

de nos ter feito chegar tão belo trabalho.

Professora Manuela Romano Sánchez

Votos de um ótimo ano e um beijo amigo.

Ribeira Brava, 23 de setembro de 2013

Fernanda Costa

Escola B+S Padre Manuel Álvares

Sex, 11 Out 2013 (14:26:04 WET)

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Concurso “Fazedores de Histórias” Jornadas Culturais – novembro 2013

1.º Classificado: A Gaivota que voou alto Um bando de Gaivotas espairecia livremente no muro da ribeira perto da Bagaceira, na Ribeira Brava. Este bando começou a ser mais visível naquela banda por volta do ano de 1973. De dia para dia o bando crescia. Entre elas destacava-se a Zita Gaivota. Esta Gaivota queria muito voar e de lá do alto avistou outras Gaivotas que se dirigiam para um espaço entre a ribeira e o alto rochedo. Foi até lá. Sem muitas cerimónias soube que aí funcionaria uma escola de Gaivotas que queriam estudar por vontade própria. Soube logo o que queria. Começou a sua aprendizagem nesse mesmo momento. Todas as manhãs a Zita Gaivota acordava cedo e descia o Pico a pique sobrevoando e aterrando na Escola Básica Padre Manuel Álvares. Era uma escola que não tinha nada de escola, só o nome. Os alunos eram poucos. Nessa altura não era obrigatório um currículo para alunos de ensino de voo por isso não havia necessidade de voar tão alto e quem se atrevia não era bem visto. Era banido do bando. Só para Gaivotas aventureiras. Tudo era estranho e não era. Os métodos de aprendizagem eram os mais estranhos de tudo! Em matemática os alunos Gaivotas iam ao mercado vender produtos da horta e traziam o dinheiro da venda certinho sem falhar um tostão – obtinham assim um satisfaz plenamente! Em História, subiam ao Porto Santo, e dali, bastava olhar à volta e assistiam a uma aula ao vivo sobre o relevo da Ribeira Brava: origem vulcânica, bastante montanhosa, vale profundo, a largueza da ribeira. Inglês e Francês, praticavam com os estrangeiros nas esplanadas da vila e no adro da igreja de São Bento. Português – não faltava cenários para estes alunos Gaivotas soltar o braço e redigir, descrever, entrevistar, as mais belas histórias a céu aberto. Gramática? 10


Era o que se aprendia mais com a gramática do Padre Manuel Álvares! Do miradouro do Pico, surgiu o primeiro desenho em planta da Vila da Ribeira Brava! Lá estava tracejada a escola das Gaivotas! A Zita Gaivota, trabalhava na horta, ao cuidado do Mestre João Gaivota, plantou morangos, tomate, couves, cenouras, alfaces, mondou, regou, colheu, os produtos, vendia no mercado e provou saber as contas certas de dividir, multiplicar, somar e diminuir o que colheu e vendeu. Tratou dos animais domésticos, alimentou a vaca Morena, os coelhos, as galinhas e o porco. Limpou as coelheiras, o chiqueiro, a capoeira… Ajudou a Gaivota Celina na cantina a preparar os sumos de tomate, de cenoura, a Gaivota Santos a distribuir as sandes, os sumos, o leite, a arrumar a mesa improvisada de caixas e lavou a loiça, os copos e as canecas do leite. Os pais Gaivotas reuniam-se com o diretor Gaivota da escola no cinema e algumas vezes ao ar livre. Os alunos Gaivotas tinham muitas aulas ao ar livre! Ao ar livre, era ver os alunos Gaivotas nas aulas de desenho pintar as paredes na praia, do mercado e outros muros públicos da Vila e as suas ideias voavam, voavam, voavam… Os alunos Gaivotas, tal com a Zita Gaivota, são hoje enfermeiras e enfermeiros Gaivotas, médicos e médicas Gaivotas, assistentes sociais Gaivotas, professoras e professores Gaivotas,…e andam espalhados por esse mundo fora, cruzando outros céus. Alguns alunos Gaivotas, são hoje professores Gaivotas e instrutores de voo n e s t a e s c o l a o n d e a p r e n d e ra m a vo a r, Pa d r e M a n u e l Á l va r e s . Estas Gaivotas aprenderam que vê mais longe as que voaram mais alto! João Gabriel Pestana Andrade – 6.ºC

2.º Classificado: O Paraíso O Carlos era um rapazinho especial. Estava quase a completar os onze anos. Vivia feliz com os seus pais na Ribeira Brava. Os professores elogiavam o seu trabalho e o seu comportamento. Frequentava o quinto ano, quando algumas mudanças de atitude e de 11


comportamento, os seus pais começaram a notar. Notaram as primeiras manifestações de linguagem fora do habitual. Às vezes, à mesa, os dois trocavam olhares tristes sobre a forma como comia rejeitando alimentos que antes apreciava, o quarto desarrumado, a secretária com os cadernos fora do sítio. A preocupação aumentava. Não sabiam como abordar a questão… A situação em casa foi ficando desagradável. Decidiram ir à escola. Assim fizeram logo pela manhã. - Obrigada por terem vindo! - Precisava mesmo de falar convosco - disse a diretora de turma – e continuou – O Carlos está a preocupar-me muito. - E a nós também. Por isso, estamos aqui – explicou a mãe do Carlos. - O Carlos baixou o rendimento para um nível negativo. Tem estado ausente da sala de aulas e tem sido visto, à porta da escola na companhia de colegas suspeitos com comportamentos inadequados. Já falei com o Carlos. Ele ouviume, mas daí a momentos estava com os mesmos amigos sentados no muro do lado da ribeira, a fumar e a atirar pedras aos patos. Prometeram falar com o filho…Tristes, regressaram a casa. Chegou o Natal e com ele a esperança. Passaram a noite de final de ano com a família na Choupana, como era habitual. A casa ficava na encosta. Lá do alto, via-se toda a baía do Funchal. Os barcos encostados ao cais. Outros salteados aqui e acolá à volta da baía. Ria-se, comia-se, jogava-se, à volta da fogueira acesa para assar a carne, enfiada nos espetos de louro. Ao anoitecer, ouviu-se a orquestra produzida pelas buzinas dos navios ancorados na baía para assistirem à festa mágica de luz, cor e som, na cidade do Funchal. Carlos assistia a tudo. Convivia com todos. Parecia que tudo estava bem. O momento da despedida do ano foi espetacular. O Carlos também pediu um desejo, apenas um desejo, enquanto comia as dozes passas: «Desejo ir viver para o Paraíso onde não haja escola, nem regras mas muitas guloseimas…». Aconteceu uma coisa especial. Deu por si…deitado num jardim relvado, ou melhor, num jardim relvado de gomas. As casas à volta eram feitas de chocolate. As flores eram chupa-chupas. As montanhas eram batatas fritas. A neve era farófias. As nuvens eram algodão doce. O mar, um mar de maionese. O melhor de tudo, uma chuva de moedas caía do ar espalhando-se por todo o lado. 12


- O meu desejo realizou-se! – exclamou o Carlos. A escritora Inês de Barros tem razão. Os desejos realizam-se mesmo. Eu estou no Paraíso! Um rapazinho aproximou-se de Carlos. - Olá - cumprimentou-o educadamente – Sou o Martin. E agora? - Não sei… - murmurou o Carlos meio receoso. - Bom, aceitas a minha ajuda? - Aceito. Se eu pudesse voltar atrás. Se o arrependimento matasse… - Não mata, mas cura e liberta. Sabes Carlos, o preço que nós pagamos para satisfazer os nossos desejos inadequados … Digo-te mais: deixar o que se quer, as nossas ilusões e opções erradas, é a maneira de obter o que se deseja, sem mágoas para nós e para as pessoas que nos amam, os nossos pais. - Oh Martim, meu amigo, eu deixo tudo o que fui e me fez desejar o que pedi, só para sentir novamente a força dos braços da minha mãe e do meu pai! - Carlos, pede um desejo, agora! - Desejo abraçar os meus pais! – disse deixando que as lágrimas se soltassem, correndo pela face. - Adeus, meu amigo, desejo-te um suave despertar… Acordou. Estava em casa, na sua cama, na Ribeira Brava. Então, exclamou com muita alegria: - Estou e sempre estive no Paraíso! João Francisco do Vale Silva – 6.ºC

3.º Classificado: A GAIVOTA

Durante várias semanas, a mãe gaivota aquecera os ovos com o calor das suas penas, até ao dia em que, na Primavera, nasceram sete gaivotas de uma só ninhada. A mãe gaivota ensinou-lhes tudo o que precisavam saber: voar, encontrar comida e defender-se dos outros animais seus inimigos. Já crescidas, as gaivotas decidiram aventurar-se por terras desconhecidas que sabiam existir pelas histórias das gaivotas mais velhas. A curiosidade e a insatisfação levaram-nas a voar vários dias sobre os mares e continentes. 13


Alimentavam-se de peixe e descansavam sobre as rochas. Aí recuperavam as suas energias para voos mais altos. Um dia, a gaivota mais pequena, a última a nascer, sentindo-se sem forças para acompanhar o resto do bando, despediu-se com tristeza das suas irmãs. Ficava por ali para não comprometer a viagem e se as forças permitissem, talvez um dia regressasse a casa. Passaram-se lentas semanas de solidão. Cada dia a gaivota sentia-se mais forte. Decidiu arriscar e explorar a ilha onde se encontrava. Encontrou casas enormes, carros, comboios e aviões que pensava serem gaivotas maiores do que ela. Viu jardins e animais de que nunca tinha ouvido falar. E num dia, por acaso, pousou num jardim à procura de alimentos. Encontrou uma flor de quem se tornou grande amiga. A flor falava-lhe das belezas da terra. A gaivota contava-lhe das maravilhas do céu e da liberdade do voo. A flor ficava triste por estar sempre no mesmo lugar. A gaivota triste ficava por sentir saudades das outras gaivotas. Decidiram acabar com a tristeza de ambos. A gaivota quis regressar a casa e levar consigo a flor, sua amiga. - Vens comigo? – Perguntou a gaivota. - É aquilo que mais desejo! – Respondeu a flor. Suavemente desprendeu com o bico a flor da planta que a suportava e num abrir e fechar de olhos, cortavam o céu azul em direção ao infinito. Sobrevoaram oceanos, florestas e jardins. Viram animais exóticos e plantas de todas as cores e feitios. Conheceram pessoas diferentes umas das outras. O mundo era uma novidade para a flor. Cada coisa era mais bela do que a anterior. Finalmente chegaram à ilha onde a gaivota nascera. Aí estava a mãe gaivota, já velhinha à sua espera, porque uma boa filha, sempre, à casa da mãe regressa. Nuno Afonso Corte – 5.º A

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Concurso “Poema sobre a Gaivota”

1.º Classificado

A Descoberta da Gaivota Alimento não nos falta Uma ilha verdejante

Nesta ilha de encantar

Uma gaivota encontrou

Encontraremos muito

Muita coisa para descobrir

Na terra, no ar e no mar.

E nela lá ficou. Esta ilha é bonita Poisou num rochedo

E boa para nidificar

E começou a observar

Até quero dizer

Que sítio tão bonito

É o meu lar doce lar.

Para poder morar. Na ilha tinha uma ribeira Ó gaivotas, ó gaivotas

Que a gaivota observou

Minhas parceiras, por onde andais

A ribeira era brava

Vinde ter comigo à ilha

E Ribeira Brava a chamou.

Há lugar para muito mais. Até hoje dá gosto ver Quando acabou de chamar

Elas todas a voar

Via ao longe aparecer

A limpar as impurezas

Não sabia o que era

E a Ribeira Brava alegrar.

Mas decidiu ir ver. Ficou o nome associado O grupo cresceu, cresceu

A esta parte da ilha

A gaivota formou um bando

Todas as pessoas sabem

As gaivotas todas juntas

Que as gaivotas são maravilhas.

À ilha foram chegando.

César Henrique Abreu Balona- 6.º E 15


3.º Classificado: 2.º Classificado: Gaivota E as gaivotas voam Quando tu voas, gaivota As gaivotas alegres beijam a água Do rio que corre manso e as refresca Vê-las voar com graça esquece a mágoa É como estar em permanente festa.

Sobre o céu da Ribeira Brava Todos ficamos encantados Com o bater da tua asa... E quando olhamos para o céu Sentimos alegria e liberdade

E as gaivotas voam airosas sem parar Seja em terra, no rio ou no mar…

E com uma certa nostalgia, Também sentimos saudade... Todos olham o horizonte

Voam sem parar em eterno rodopiar Seu canto é rouco aflitivo Será o alerta de quem vai pro mar Ou o amor pela vida o motivo.

Só para ver, o teu voar E ter em ti um exemplo, De como se deve lutar... Voa, voa linda gaivota Leva a esperança mais além

E as gaivotas voam airosas sem parar Seja em terra, no rio ou no mar…

Encanta as crianças do mundo Para que todas se sintam bem... Voa, voa linda gaivota

E voam belas e graciosas De alvas asas bem abertas Em batidas bem rigorosas Em busca das presas incertas.

Não queiras outro lugar Há mais de quarenta anos Que és o nosso símbolo escolar... Voa, voa linda gaivota Voa do sol ao luar

E as gaivotas voam airosas sem parar Seja em terra, no rio ou no mar…

Jéssica Silva - 6.º F

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E para mais longe que tu vás Nunca te esqueças deste mar...

Mateus Franco Sequeira – 5.º A


A Vida Mágica da Sementinha Feiticeira, feiticeirinha És a terra Infinito é o teu castelo Transformaste-me em trigo Imagina! Que grande confusão Corri, lutei… Enfim, já passou Infeliz, fui, mas agora percebi Recebi a luz do sol, sou livre Amo a minha liberdade

Ana Carolina Leodoro Pereira - 5.ºE

Somos os caloiros da escola

Somos os caloiros da escola Estamos aqui para aprender Gostamos muito de música Porque nos dá prazer… Somos o Marco e o Mateus Não gostamos de Bullying e violência P´ra nós os colegas são todos iguais Mesmo quando não temos paciência! Somos do 5ºA Estudamos a semana inteira Mas também temos tempo P´ra brincadeira Alguém nos arranja um jogo novo e nos tire os TPC, Bom, bom, bom, bom… Já, já, já, já… 17


Queremos estudar para sermos alguém Convivemos e brincamos sem agressão E gostaríamos com esta música Contribuir para a nossa avaliação… Somos todos amigos Gostamos da nossa escola Temos clubes, atividades e visitas de estudo Mas também jogamos à bola! Somos do 5ºA Estudamos a semana inteira Mas também temos tempo P´ra brincadeira Alguém nos arranja um jogo novo e nos tire os TPC, Bom, bom, bom, bom… Já, já, já, já… O pior é os trabalhos de casa… Que nos “estragam” o fim-de-semana Os quais fazemos com ajuda Da nossa família que é “bacana”… A turma é cinco estrelas Tem professores à maneira Formamos uma boa união Somos da Ilha da Madeira E temos muitos sonhos na mão… Somos do 5ºA Estudamos a semana inteira Mas também temos tempo P´ra brincadeira Alguém nos arranja um jogo novo e nos tire os TPC, Bom, bom, bom, bom… Já, já, já, já… Já !!!

Mateus Sequeira e Marcos Silva – 5.ºA Professora: Dina Quintal

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Concurso CTT - Melhor Carta

O desafio foi lançado pela ANACOM e pelos CTT e alguns alunos da nossa escola participaram e aguardam os resultados, que serão conhecidos este mês (maio), esperamos que alguns destes “pequenos escritores” tragam para a nossa escola o Software educativo. Aqui ficam algumas das cartas concorrentes, que pelas palavras sentidas de quem tem sonhos “musicais” ou ainda, por aqueles que acreditam que a música influencia a vida… Os nossos alunos merecem que as suas cartas sejam lidas pela população escolar… Se não forem vencedoras, já valeu a pena, pelas palavras bonitas e sonhadoras que estes jovens alunos ousaram escrever!

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Ribeira Brava, 25 de fevereiro de 2014

Exmo. Senhor Júri deste Concurso, Começo por vos dizer que gosto de cantar e ouvir música pois podemos estar tristes, alegres, apaixonados, desiludidos, ou seja, podemos inspirar-nos na música com todos os nossos sentimentos. Ouvir música permite imaginar, criar, sonhar… Mesmo para quem diz que não percebe de música não é bem assim… Quem diz que não a sente? E como vai direitinha ao nosso coração… Gosto de chegar à minha linda casinha e pegar no MP3, corro para o sofá, meto os fones nos ouvidos e «entro» no mundo da fantasia… Não se deve ter vergonha de cantar, deve-se ter orgulho de sentir a música e, se apetecer, dar um «pé» de dança. Qual é o problema? You! You! A música é fixe! Podemos ouvi-la em qualquer lugar. You…You… É só pegar nos fones e colocar. You… You… E começamos a ouvir: Dó, dó, dó, si, sol…Deixa passar esta minha musiquinha… que eu quero ganhar o tablet p’rá minha casinha… Esta carta veio de lá tão longe… esta carta veio de lá tão longe… é p’ra ganhar este prémio, é p´ra ganhar este prémio… E viva o Bailinho da Madeira! Dó, dó, dó, si, sol… A música «bombeia» e também diverte. As pessoas felizes aplaudem dançarinos e cantores e lançam foguetes pelos ares. E, em cima do palco, já se vê o microfone para a festa que está quase a começar… Dó, ré, mi… Por esse mundo além… quando cantares sente a música …em teu coração criativo … amigo e quando terminares… ficas muito orgulhoso de ti…de ti… Fá, sol, lá… Por esse mundo além… música… a tua fantasia continua… O que estou a ouvir? Parece o Hino da Madeira… Oiçam… «Do vale à montanha e do mar à serra, teu povo humilde, estoico e valente… Entre a rocha dura te lavrou a terra … Para lançar do pão à semente… Herói do trabalho na montanha agreste, que se fez ao mar em vagas procelosas: os louros da vitória, em tuas mãos calosas… Foram a herança que a teus filhos deste. Por esse mundo além, Madeira, teu nome continua em teus filhos saudosos, que além fronteiras …De ti, se mostram orgulhosos, Por esse mundo além, Madeira, honraremos tua história, 20


Na senda do trabalho, nós lutaremos, alcançaremos… teu bem estar e glória». Exmo. Júri gosta do Hino da Madeira? Eu adoro! Também adoro o Hino de Portugal! O quê? Estou a ouvir bem? Está no «ar» o nosso máximo, fantástico, talentoso e querido Max: «Ó ilha do Porto Santo, da uva tão saborosa, o teu sol é um encanto… A tua praia é a mais formosa… E até Zarco ao descobri-la… Terra amiga, como tu não há igual… És a jóia mais antiga, das jóias de Portugal… Porto Santo, o nome te fica bem, por isso te quero tanto como quero à minha mãe… Lá…lá…lá… Porto Santo… lá …lá…lá …Como quero à minha mãe… lá …lá…lá… Para finalizar esta minha carta, resta-me dizer que, eu e o meu irmão Artur andamos a aprender viola, na Casa do Povo da Ribeira Brava com o professor Eleutério. Adoro tocar viola e cantar esta música de Rui Veloso e que ao Exmo. Júri quero dedicar: «Não há estrelas no céu a dourar o meu caminho… Por mais amigos que tenha sinto-me sempre sozinho» … Lá.lá.á…lá.lá.á… Com os melhores cumprimentos e as melhores músicas, Luís Ramos

Ribeira Brava, 25 de fevereiro de 2014

Olá amigos da boa música, Bom, para começar queria dizer… quero dizer… Música, música… «chamar a música»! Sem música é tão difícil viver! É como o ar que respiro, a água que bebo, é mesmo complicado viver sem ela. Faz-me imensa falta… E agora quero explicar: se eu, pela manhã, ouvir boa música, o meu dia começa logo a sorrir! Fico cheio de energia e estou preparado para enfrentar a escola com alegria. Sinto que aprendo com mais vontade e as boas notas vão chegar. Sim, a música é inspiradora e é uma boa amiga. Viver sem música? 21


Não, nem pensar! Viver sem música é proibido! É como mar sem água, primavera sem flores, verão sem sol, vida sem oxigénio, biblioteca sem livros, escola sem meninos… Eu não sou um excelente aluno na disciplina de Educação Musical, não tenho um grande «ouvidinho», nem toco afinadinho mas gostar de música é entendê-la… é senti-la… é viver com emoção! Vou apresentar-vos um trabalho escrito que, numa aula, dediquei à minha professora de Música e espero que gostem:

Poema Musical Em Dó desafinado Dedicado À Prof. Dina Quintal

Dó, Ré, Mi, Fá … Dóóóóó… Tudo caladinho! E bem afinadinho! As aulas bem animadas Os alunos tão aplicados. Se há vozes desafinadas Ficamos logo calados… O Gonçalo afinadinho, Juntamente com o Britinho. O Hélder e a Érica, Sempre na Brincadeira. O André e o Leandro , Vão fazendo asneira… Valentim, o falador, E Tomás conversador, A Beatriz e a Letícia Tão concentradas… Arreliadas com a confusão… Entra logo em ação, o João. Toda a turma a tocar, Para a prof. Dina… não se zangar! Dó…dóó…dóóóó!! Gostaram? Escrevi um poema brincalhão mas uma coisa sei: com a música intensamente 22


eu viverei... Tenho a certeza! A música faz parte de mim… Acordo a ouvir música… música…. música… E a mãe a chamar: -Tomás, depressa! Está na hora de ires para a escola! Por mim, ficava o dia inteiro a ouvir música… Deito-me a ouvir música… Adormeço a ouvir música… E melhor que a música só mesmo a família. Família no coração e música no coração. Parece-me bem. Família e música de mãos dadas e as nossas faces encantadas. A música tem força, é brilhante, contagiante e com um cheiro mágico que nos enfeitiça… Torna-nos melhores pessoas, atentas aos problemas do nosso país e aos problemas do mundo. Sim, eu ouço bem as músicas e gosto de entender as letras para ficar a pensar, no que o mundo deverá mudar… A música é professora de uma aula especial… Tem a poderosa força da união, do entendimento, da harmonia, felicidade e tem caráter universal. É língua entendida, sentida, vivida. A música apela à paz, à tolerância, à fraternidade, igualdade e é contra a guerra. Decididamente contra os horrores da guerra! Já vos disse tanto e parece que é fácil mas não é… Música é sentir isto tudo mas como pôr numa carta toda a emoção e paixão que ela nos transmite? Termino «cantarolando» a minha música preferida: U2 – Ordinary Love (a canção foi escrita com o propósito de homenagear)

Amor Simples (Traduzida) O mar quer beijar a costa dourada A luz do sol aquece a sua pele Toda a beleza que já foi perdida antes Quer encontrar-nos novamente Não consigo mais lutar contra você É por você que eu estou lutando O mar atira pedras Mas o tempo deixa-nos pedras lapidadas Não podemos mais apaixonar-nos Se não podemos sentir um amor simples 23


E não podemos alcançar outro nível Se não podemos lidar com um simples amor Os pássaros voam bem alto no céu do verão E descansam na brisa O mesmo vento cuidará de você e de mim Construiremos as nossas casas nas árvores O seu coração está na minha manga Você o colocou lá com um marcador de magia? Por anos eu acreditei Que o mundo pudesse levá-lo embora (…) Despeço-me melodiosamente, P.S. Esta carta é uma homenagem ao meu querido papá Élvio que faleceu a 12 de Maio de 2012, vítima de cancro do pulmão. No céu a música é divina! … José Tomás Melício Fernandes

Ribeira Brava, 20 de fevereiro de 2014

Caros Senhores Esta carta, que hoje escrevo, não se dirige a ninguém em especial, mas destinase a todos aqueles a quem a música lhes mudou ou influenciou o seu destino, destino esse traçado por um “fado”, que muitos teimam em não aceitar, mas que no mais íntimo do seu ser acreditam numa magia sonora que os predestina para um caminho incerto…. É desta forma que abro a primeira página de uma carta, que não sei por quem será lida, mas que me deixa feliz, só pelo facto de a escrever. Também, alguém escreveu um dia que, a Paz é talvez um dos maiores sonhos humanos é tão grande que ainda não coube no coração de todos os Homens…tal como a Paz, a música é grandiosa e não apenas faz parte do sonho, mas também da alma humana. A música influencia a vida, cada “nota” tocada ou inventada transmite um som, uma magia ou uma balada que toca e embala o coração, desde a mais inocente criança ao mais experiente adulto. A música é graciosidade, é beleza, é o encanto e o sorriso, que só o sentido da audição nos pode despertar. “Olhar” a música 24


pode levar-nos a um passado de lembranças que as palavras por si só, não conseguem expressar, mas que a voz embargada de sentido e paixão e que brota do nosso interior pode engrandecer quem a escuta… Da nota mais simples à sinfonia mais completa, o mundo gira e gira e faz girar a esperança de quem acredita na magia da vida. Todos aqueles que são especiais, tem uma música só sua, que torna a sua vida, também, especial…uma nota,… uma lembrança; uma voz,…uma saudade; um compositor,…um criador de sonhos…. A música muda a vida, cria emoções e desperta paixões. Desde o “gemido” da guitarra, ao “grito” do violino, à nota “solitária” do piano, à “alegria” da concertina, ou até mesmo ao “eco” da bateria. A vida é como uma pauta musical onde cada nota simboliza um caminho que mais ou menos percorrido, não deixou de ser uma escolha. Tal como o sol, seja em clave ou em brilho, não deixa de iluminar ou até aquecer o espírito, quando a noite nos envolve em tristezas ou angústias próprias da cor da escuridão. À medida que vou escrevendo esta carta muitas ideias se cruzam, tal qual uma banda sonora, e penso em quantos povos já se uniram pela música e quantas músicas serviram para unir povos….Música é arte, alegria, sentimentos, música é vida! Nesta carta, mais do que justificar como a música influencia a vida quero ter o prazer de escrever sobre música, porque para muitos música é apenas música, para outros música é diversão, mas para mim a música é uma emoção que me enriquece a alma, me adoça os sentidos e me desperta para um dos mais valiosos princípios humanos: o saber escutar palavras em silêncio e o querer crescer sonhador num mundo cheio de cor, no qual eu ainda acredito apesar de ter apenas uma década de vida. A música também marcou muitas décadas e cada década, marcou “gentes”; “gentes” de um país conservador e melancólico como o nosso, onde a dor se pode cantar num Fado ou chorar num poema. A música influencia a vida e um povo…o povo português único no Fado…Fado, Património Imaterial da Humanidade…país de navegadores e aventureiros de cantores e cantadeiras. A música é como uma linguagem universal onde as notas musicais estão de mãos dadas com todas as cores dos Homens que formam esta esfera fascinante que é o mundo. Os dedos entrelaçados de cada menino, de cada homem, são como notas que se encaixam na mais límpida das vozes e torna quase perfeito o som infinito de cada tecla… A música influencia a vida…a música perpetua-se no tempo…a música é eterna! Com respeitosos cumprimentos Mateus Sequeira

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Ribeira Brava, 24 de fevereiro de 2014

Caro Tony Carreira Espero que as palavras que te dirijo, nesta carta, provoquem em ti, o mesmo fascínio e encantamento que a melodia das tuas músicas desperta na minha vida. Ainda não sabia escrever as primeiras letras e já os sons vindos dos instrumentos despertavam em mim uma sensação agradável aos ouvidos. Enchiam o coração e inundavam a alma. A música transportava-me para um mundo imaginário cheio de seres e de sentimentos que não se podem expressar por palavras. Eu acompanhava esses sons e, como se dotado de asas, voava até ao infinito, seguindo o percurso de cada nota. Cresci. A música foi sempre uma fiel companheira nos momentos alegres de partilha com os amigos e confidente nas horas solitárias de tristeza. Quando a angústia parecia tomar de mim, a música mantinha-se fiel a meu lado, equilibrando os nossos sentimentos. Às vezes acordava a cantar. E por isso acontecia, o dia corria da melhor forma. Parecia um feitiço que a música lançava sobre mime tudo à minha volta se tornava mais agradável. Aprendia melhor e mais depressa e as próprias brincadeiras eram mais agradáveis. Ouvindo concertos como aqueles que tens apresentado em Portugal ou no estrangeiro, a paixão pela tua música despertou em mim o gosto de conhecêla melhor. Aos seis anos, os meus pais matricularam-me no Conservatório- Escola das Artes, onde conheci as notas e as colcheias e onde ainda aprendo a tocar piano. Quis conhecer outros instrumentos. Inscrevi-me com uns amigos num grupo de guitarras. E para manter afinadas as cordas vocais, ensaio aos fins-desemana no coro infantil de cá da terra. A música tem-me proporcionado momentos inesquecíveis. Tenho participado, como solista ou em grupo, em espectáculos e festividades escolares. Depois vêm os elogios e com eles a vontade de cantar cada vez mais e melhor. Acompanho com interesse os programas musicais que a televisão transmite. Sobretudo aqueles que promovem os novos talentos. E imagino um dia poder participar e partilhar com outros jovens e crianças a alegria que me vai na alma. A minha música preferida é uma das tuas canções: um sonho de menino. Tal como tu, Tony, também eu tenho um sonho. Deixar de ser um menino desconhecido e ser um cantor daqueles que enchem salas de espectáculos, vendem milhares de discos e contagiam com a sua música e vida de muita gente. Ser um artista famoso e espalhar o calor da solidariedade, porque a música é um dom que temo poder de quebrar o gelo dos corações e unir todas as pessoas. 26


Quando ouço música, recordo com saudades os amigos que partiram e deixaram uma marca na minha vida Mesmo estando ausentes, a música torna-nos mais próximos e mais unidos. Não há nostalgia que a música não derrube. O seu poder é infinito. É com grande ansiedade que aguardo um concerto teu e a saída de um novo disco. É uma sensação indescritível, pois torno minhas as tuas palavras e vivo aquilo que tu cantas. A música deixa de ser tua. Sou eu que vivo nela. A música deixou de fazer parte da vida. Ela é a própria vida e razão de viver. Unidos pela música me despeço com um grande abraço. Que as tuas melodias continuem a maravilhar a minha vida. E as tuas notas encantem o universo. Um menino sonhador Nuno Afonso Corte

Ribeira Brava, 20 de fevereiro de 2014

Queridos músicos de Portugal e do Mundo: Antes de mais espero que estejam todos de perfeita saúde, pois se assim for a humanidade encontrar-se-á alegre e bem-disposta, graças às vossas criações e composições. Escrevo-vos esta pequena mensagem, unicamente para vos dizer que adoro as vossas melodias, de tal forma que não me consigo imaginar sem elas! Eu não sou nada sem a música! Quando estou triste oiço música… O meu amor pela música surgiu ainda estava eu na barriga da minha mãe. Ela costuma dizer que eu já dava os primeiros toques de bateria, fazendo uso das minhas baquetas improvisadas, talvez os pés e as mãos, pois era o que tinha à minha disposição. Cedo se revelou essencial este alimento invisível! Há uns anos atrás, e por verificarem a minha forte tendência musical, os meus pais inscreveram-me numa orquestra bandolinística, onde toco até hoje, e não me imagino a fazer outra coisa, para além de, um dia mais tarde, querer ser engenheiro agrícola. Até na escolha da minha profissão futura a música teve influência, pois descobri que os animais são capazes de se reproduzirem muito mais se beneficiarem desse “alimento celestial”. Vejam bem que até eles adoram! 27


Já os nossos antepassados se entendiam pela música, sem o requinte actual é certo, mas de qualquer maneira já se comunicavam musicalmente. Basta ver os bebés, que se acalmam ao ouvirem belas partituras. A minha mãe costuma dizer que que eu e as minhas irmãs eramos assim, mesmo ainda antes de soltarmos o primeiro grito. Para mim é tudo, e mais alguma coisa que se possa imaginar, é o amor que sinto pelos meus pais e pelas minhas irmãs, pela natureza, pelos animais, pelo sol, pelo vento, pela brisa marítima ao entardecer, pelo sumo de uma maçã acabada de apanhar da macieira, pelos bagos gordos e suculentos de uma uva do Douro, pelos figos doces e carnudos do Algarve, pelas cerejas vermelhinhas do Fundão…começo a falar de música e cresce-me água na boca tal e qual vos deve estar acrescer a vós com a minha descrição. Para mim música é isto! É boa disposição, é saudade, é o cheiro a fumo num entardecer de Inverno numa aldeia Transmontana, é o rebolar de um rio nas rochas cobertas de limos…porém música não é só isto! Esta definição dou-a eu com o coração, porque quando fala a razão, mais concretamente o dicionário de Língua Portuguesa, a definição que nos aparece prende-se com a “arte de combinar harmoniosamente vários sons, frequentemente de acordo com as regras definidas… Qualidade musical (de um texto, de uma voz). E pegando nas últimas palavras retiradas do dicionário, “qualidade musical de um texto”, dou por mim a escrever palavras, frases e poemas que possivelmente mais tarde irei tornar canções. Este por exemplo, que escrevi a pensar neste concurso: Passem para cá o tablet Para a minha mão Para eu jogar o POU Ou não me chame João! Eu sei que para isso Vou ter de me esforçar Ou o sonho de o ganhar Terei de abandonar! Os CTT e ANACOM têm grandes responsabilidades. Prevejo-vos uma dura tarefa! Os meus amigos estão sempre a cantarolar. Não me importo que o façam mesmo desafinando, pois só errando conseguimos melhorar. A minha irmã mais velha, que estuda na mesma escola que eu, por vezes comenta: ”Ai coitado de quem vos ouve diariamente! Isso é uma salada Russa de vozes, timbres e acordes…” e eu costumo dizer:” a salada Russa é parecida à de cá de casa, quando cada um ouve um tipo de música! A nossa sorte é que há pessoas que se dedicam a inventar coisas e os fones foram uma bela invenção, senão estão a imaginar o que seria? A minha mãe a ouvir fado de Amália, 28


“ O Fado nasceu um dia Quando o vento mal bulia…” O meu pai a ouvir António Variações, “Tu estás livre e eu estou livre…” e outras canções de outros cantores Portugueses! A minha irmã mais velha, que já fez parte de um grupo de canto, a ouvir sei lá o quê! A minha irmã do meio, que gosta de música e aprendeu a tocar viola, e eu, por fim, que gosto de toda a música, incluindo o Fado, por causa da guitarra portuguesa, que me relaxa e acalma levando-me onde eu quiser. Queridos amigos, ficaram a conhecer um pouco de mim e da minha família e a influência da música em nós! Deu pra ver que somos uma família animada e sempre rodeados de música. Estão todos convidados a vir passar uma tarde connosco, sempre em boa companhia! Até breve! João Xavier Figueiredo Tomé

Ribeira Brava, 21 de fevereiro de 2014

Caros amigos: Bem, nem sei por onde começar! Mesmo não sabendo, a música está presente dia a dia na nossa vida. A própria Natureza é constituída por sons, que ligados entre si, podem formar uma bela música. Os cantos dos pássaros Fazem-me animar O som da chuva a cair, Fazem-me relaxar. Mas os sons dos trovões São tão perturbantes. O mar que bate na rocha É tão pacífico. O som do vento É tão misterioso. 29


Costumam dizer que um bebé, mesmo na barriga da sua mãe, já pode ser influenciado pela música. Desta forma, muitas mulheres ouvem determinadas músicas e as mesmas vão influenciar na forma de estar do seu bebé, ao longo da sua vida. A minha mãe deve ter posto umas músicas calmas e, também, ritmadas pois eu, às vezes, sou meiga outras vezes sou rude. Há vários tipos de estilos de musicais: o pop, o pop rock, o hip-hop, o rap, o jazz, country, Rock`N`Roll…Cada estilo provoca diferentes emoções nas pessoas que as ouvem. Por vezes, quando ouço uma música triste eu, fico triste pois fazme lembrar as coisas más que me aconteceu mas, quando ouço músicas alegres, divertidas fico logo com muita energia, capaz de fazer e conseguir tudo. Uma variedade de emoções desperta em mim, dependendo do tipo de música que ouço. Assim podemos dizer que a música é poderosa pois o poder dela não tem limites. Muitas vezes, a música pode ser como uma “armadilha” em que somos apanhados por aquilo que ela nos transmite: tristeza, alegria, saudade, liberdade, paz, amor, união, força de que somos capazes de conseguir tudo…No entanto, temos também de ser fortes e ver nela uma aliada que nos ajuda a ultrapassar os problemas do dia-a-dia. Há pessoas que não sabem tocar nenhum instrumento e dizem mesmo que não gostam de música, no entanto, têm sempre na cabeça alguma letra ou melodia e que as faz, de vezem quando, cantarolar. Tenho contato com a música, desde muito cedo. Tive o privilégio de, a partir dos seis anos, frequentar o conservatório de música e de começar a tocar piano e clarinete. Nessa altura, comecei a sentir verdadeiramente a música. Ela está presente em mim e motiva-me todos os dias. Já não sei viver sem ela e, simplesmente, é a melhor companhia. Eu adoro pegar nos instrumentos, principalmente no meu piano e inventar melodias, porque, assim, sinto que posso criar algo meu e descobrir a minha verdadeira pessoa e a minha forma de estar. Na música posso exprimir sentimentos que são difíceis de descrever com palavras. Nesta altura, sinto que tenho na minha mão a ferramenta mais preciosa e que, com ela, posso fazer maravilhas. Além de tocar, também gosto de cantar. Quando canto, sinto-me aliviada, como se os meus problemas tivessem desaparecido. Sei que não é habitual, mas nestes momentos parece que estou noutra dimensão. Para concluir, atrevo-me a dizer que a música é vida. Com os melhores cumprimentos Carolina Andrade

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Ribeira Brava, 19 de fevereiro de 2014

Queridos cantores portugueses, brasileiros e de todo o mundo: Eu nem sei por onde começar com esta “carta” da música??? Bem, em primeiro lugar, eu nem sei bem o que é esta “coisa “ da música que influencia…com diz a minha professora de Português, “quando não sabem uma palavra, procurem no dicionário escolar de Língua Portuguesa e atualizado com o Acordo Ortográfico”. E lá vou eu pesquisar: influenciar- exercer influencia em; afetar; alterar. Bem, então…quer dizer que a música influência a vida? Parece que sim! O que é a música? Bem, música é a arte que ensina a cantar, a tocar ou a combinar os sons de maneira agradável; o produto dessa arte; conjunto de músicas; filarmónicas; orquestra; conjunto de sons agradáveis; harmonia; ritmo… E se o dicionário diz que é, eu vou pensar nisso… Começo a pensar agora como é que a música influencia a vida. Sim, a vida dos outros. Não sei…Mas posso tentar adivinhar… A música dos músicos é para chegar ao coração do mundo… As letras têm algo para cantar, para dizer, para sensibilizar… As músicas das novelas, são tão românticas como uma semente a beijar um rouxinol, que é a história que estamos a dar em Português, “A Vida Mágica da Sementinha”. As músicas das aulas de Música e das aulas de Português e História são mais divertidas, engraçadas e têm mais a ver com a nossa ilha, com Portugal Continental, com os povos… As músicas dos filmes são o máximo, podem ser de ballet, de aventura, de drama,… As músicas das discotecas são para dançar e “abanar o capacete”! As músicas das festas podem ser calmas, rápidas, depende da festa. As músicas das igrejas, são muito calmas, dá para relaxar,… As músicas da rádio escolar, das escolas, é muito fixe, engraçadas e eu acho que os alunos adoram! Eu adoro ouvir músicas calmas, quando estou calma; adoro ouvir músicas românticas, músicas de moda e parece que começo a perceber como a música influencia a minha vida… Assim, para mim, a música tem um efeito maravilhoso e aqui fica um poema meu…

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A minha música preferida, Está em todo o lado, São os sons dos pássaros a cantar. E as pessoas a bailar! Olho em redor Vejo o sol a brilhar Vejo a luz do dia a acordar. Assim brilho eu, Com a rádio a tocar e começo a sonhar Com um mundo d’encantar! Esta pequena “letra”(poema), fui eu que fiz, simplesmente olhei à minha volta e vi as maravilhas do nosso planeta! Mas, no nosso planeta, não há só maravilhas, há também desastres. Os desastres da “música desafinada” De música desafinada não gosto nada Está em tanto lado, encontra-se junto ao lixo E nos contentores. Olho em redor, Vejo a chuva cair Vejo as nuvens cinzentas a chorar Oiço o meu coração Parece que vai parar! A música é isto tudo, é tudo o que está à minha volta- é tudo o que me rodeia! Bem, eu penso que já perceberam o que é a música! Despeço-me com um melodioso abraço e espero que nos voltemos a encontrar todos juntos num palco!

Ana Luísa Abreu Trindade

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Ribeira Brava, 27 de fevereiro de 2014

Aos políticos do meu país:

A música influencia os responsáveis pelo governo do meu país…e não só…A mim toca-me no coração, gosto de ouvir não de cantar e quando a ouço sinto alegria no coração e paixão de viver. Políticos, deputados, ministros, presidentes, autarcas….Ouçam esta música e mudem as políticas! Se faz favor!

A liberdade “A paz, o pão Habitação, Saúde, educação…”

Viemos como peso do passado e da semente, Esperar tantos anos mais urgente E a sede de uma espera só se estanca na torrente, a sede de uma espera só Se estanca na torrente. Vivemos tantos anos a falar pela calada. Só se pode querer tudo quando não se teve nada. Só se quer a vida cheia quem teve a vida parada, Só se quer a vida cheia quem teve a vida parada. Aí, só há liberdade a sério quando houver.

Refrão

“A paz, o pão Habitação, 33


Saúde, educação…” Só há liberdade a sério quando houver. Liberdade de mudar e decidir quando pertencer ao povo o que o povo produzir, quando pertencer ao povo o que o povo produzir.

Refrão: “A paz, o pão Habitação, Saúde, educação…”

Sérgio Godinho

Isto ensina a governar e impor leis. Para todos andarem bem é preciso agir com verdade e abrirem os olhos e ver que o país está a desmoronar-se em frente aos seus… Mais desempregados, mais impostos, mais pobreza, mais corrupção… Voltando à música, todos da minha família adoram música, uns de música clássica, outros de pop, de jazz, rock, rapper, fado que é o tipo de música tradicional do meu país. Até na aula de Português há música, demos a história de Alves Redol “A Vida Mágica da Sementinha” fala de um rouxinol que é professor de Música e apaixonase por uma sementinha.

Afinal o que é pop? “Pop é um tipo de música geralmente entendida como música gravada para fins comerciais, muitas vezes direcionada para fins juvenis.”

Que interessante!!

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Vou dedicar, uma mensagem aos professores, especialmente à professora Emília que me ajudou: Aos professores!

“ As bolas de papel na cabeça, os inúmeros diários para se corrigirem, as críticas, as noites mal dormidas… Tudo isso não foi o suficiente para te fazer desistir do teu maior sonho. Tornar possíveis os sonhos do mundo (…) É por isso, que meras palavras não podem recompensar alguém que optou por esta carreira que muitas vezes é dolorosa e cheia de espinhos. Obrigado professor pelas broncas que nos deu, pois sem ela não poderíamos chegar até aqui. Obrigado professor por entrar em nossos caminhos. Obrigado pela sua dedicação e paciência. Obrigado professor pelo incentivo, pois quando tudo está difícil, você abre um sorriso e diz:- calma, você vai conseguir!” Obrigado professores!!

Esta música é uma das preferidas do meu tio Sebastião e os Quadrilha.

Não há dinheiro “Esta vida como vês É sempre a ver se chega ao fim do mês Mas por muito que eu queira Acaba sempre da mesma maneira Falta isto, falta aquilo Eu não sei o que é que falta primeiro Se é dinheiro que falta ou a falta que faz o dinheiro

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(…) Refrão Não há dinheiro Andamos nesta conversa o ano inteiro Não há dinheiro, não há dinheiro E cada um se amanhe Não há dinheiro”

Sebastião Antunes

As da minha tia são brasileiras.

Bossa Nova Classics

Só danço samba, só danço samba Vai, vai, vai Só danço samba, só danço samba Vai Só danço samba, só danço samba Vai, vai, vai

As minhas e as do meu irmão são mais mexidas. Por exemplo:

Katy Perry Roar

I used to like (...) 36


(…) You´re gone me roar (…) Altamente!!!

Estou a chegar ao fim mas vou-os deixar com um poema sobre a música

A música

A você música que Que canta e encanta com A magia de criar um som, De tocar os corações, De unir almas. A nossa singela homenagem!! Cante, toque e encante!!

Espero que o que eu escrevi ensine os políticos e ajude o nosso país! Portugal

Abraços da Ana Ana Celina Gomes Pereira do Vale

Cartas elaboradas pelos alunos do 5.º A e B, sob orientação da Professora de Português

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Matemática e o Malabarismo

No dia 6 de dezembro, as turmas C e D do 9º ano da nossa escola tiveram a oportunidade de ir assistir a uma aula sobre Matemática e o Malabarismo, no Centro da Ciência Viva, no Porto Moniz. Esta aula foi-nos dada pelo matemático António Machiavelo, docente na Faculdade de Ciências da Universidade do Porto. Com esta aula, ficámos a conhecer alguns matemáticos malabaristas e também a saber que no Antigo Egito já faziam malabarismo. Aprendemos alguns padrões do malabarismo e como funcionam. Constatámos que tínhamos uma ideia errada sobre o malabarismo e que este está interligado coma Matemática. Após a aula, e aos interessados, o matemático António Machiavelo, esteve a ajudar a fazer malabarismo. Na minha opinião, foi uma grande aula, interessante, divertida e motivadora. Acredito que muitos alunos que não gostavam de Matemática e mesmo os que gostavam, ficaram mais interessados a aprender e a praticar mais. Mas, contudo, fiquei com uma dúvida: será que os palhaços são bons matemáticos? Maria Ludovina Vieira Rodrigues – 9.º C

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As experiências literárias da turma do 6.ºC

No dia 17 do mês dezembro do ano de 2013, das 11:45 às 13:00 horas, a nossa turma, o 6.ºC, apresentou a obra de Educação Literária, A Árvore de Sophia de Mello Breyner, numa sala do Museu Etnográfico da Madeira: A Soraia expôs a biografia da autora, o Rodrigo apresentou um breve resumo sobre o assunto da ação inicial, a Mª Inês anunciou o problema e as peripécias do desenvolvimento da ação, o João revelou a resolução do problema e a Margarida localizou o contexto espacial e algumas curiosidades do Japão. Finalmente, a Emily resumiu, o conto, «O espelho», integrado na obra citada, cuja lição é maravilhosa.

No final da apresentação, a Dra. Margarida apareceu na sala, «disfarçada» de pai natal, com um saco de bombons para nós. No museu todos são nossos amigos!

Texto coletivo – 6.ºC

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No dia 3 do mês de dezembro do ano de 2013, fomos ao museu apresentar a obra de Educação Literária, Ulisses de Maria Alberta Menéres. Os colegas que apresentaram esta obra foram: A Inês falou de Ulisses como um herói. O Miguel contou os factos do herói da guerra de Troia. O Gabriel narrou as peripécias do regresso a Ítaca. O Vítor apresentou o Ulisses como Homem, (esposo, pai, amigo, solidário…). As paredes da sala estavam forradas com imagens bonitas de cenas das tradições da Madeira. Gostamos muito desta apresentação. Beatriz e Emily – 6.ºC

Na nossa opinião, a nossa turma tem muita sorte nos desafios que a nossa professora de português nos dá. No final do estudo da obra de Educação Literária, O principezinho, no dia 18 de fevereiro de 2014, cada um e o Dinarte da turma do 6ºA também, fomos apresentar os nossos trabalhos, que nesta obra todos tivemos a oportunidade de declamar o poema feito de cada capítulo da obra. Desta vez fomos apanhados e surpreendidos com muitas surpresas. Uma foi o aparecimento do piloto, Timóteo Costa, vestido como um real comandante que nos fez «voar» numa sala do museu. A outra surpresa é que os alunos bem comportados voarão de verdade com ele. Ora, o sonho do Alexandre é ser piloto, mas é uma pena porque é uma «peste» nalgumas aulas, mas como nas aulas de português porta-se bem, quem sabe? Se viverá esta maravilhosa experiência. Alexandre, Rodrigo e Salvador – 6.ºC 40


Excerto da mensagem que o piloto Tim贸teo Costa nos endere莽ou e que muito nos honra!

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Gostamos muito de apresentar as nossas obras de Educação Literária no museu. No dia 3 de março de 2014, das 11:40 às 13:00 horas, apresentamos o Romance da Bela Infanta. Desta vez a sala escolhida foi o quarto de dormir. A Beatriz apresentou um resumo do contexto histórico do romance. De seguida, o Vítor tocou e cantou os versos do poema e a Maria Inês sentada no banco dos pés da cama, penteava os seus cabelos com um pente escova (não era de ouro e marfim…) e o Salvador representaram em gestos. Tivemos um convidado muito especial, o Dr. Felisberto Almeida que foi diretor do serviço de Estrangeiros e Fronteiras no Funchal. Ajudou-nos a compreender «A Bela Infanta do século XXI» com o problema social que hoje algumas famílias estão a viver: a falta de trabalho e a necessidade de emigrar. Foi muito importante para nós escutar os seus conselhos. Muito obrigado ao museu e ao senhor diretor.

Texto coletivo – 6.ºC

Apresentação das obras de Educação Literária de acordo com as Metas Curriculares

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Escrita na 1ª Pessoa Autobiografia Há 16 anos atrás, em Londres, nasceu uma menina, no dia 23 de agosto. Agosto de 1997, uma data que realmente marcou o mundo pela morte da princesa Diana. Uns dizem que foi azar ter nascido nesse mês, mas, pensando bem, foi muita sorte nascer nesse mês, quem sabe se essa menina não marca o mundo! Agora, a sério, eu nasci no dia que já referi, sei que o meu nascimento foi uma grande alegria para a minha família, principalmente para a minha mãe. Uma alegria para a minha família porque fui a primeira e continuo a ser a única menina da família. O tempo foi passando, eu fui crescendo e o “perfeito” passou a ser “imperfeito”. A minha infância não foi uma infância que pude disfrutar realmente como muitas crianças o fazem. O triste mesmo é que ainda hoje as imagens são muito claras na minha cabeça; as marcas permanecem no meu corpo e no da minha mãe. O vício por ter a carteira gorda sem trabalho era mais forte que o amor e acabou por provocar violência doméstica. É isso mesmo, quando falam do meu passado, acho que é o ponto fraco que me faz facilmente ir abaixo, mas continuo aqui de pé, sendo uma lutadora contra cicatrizes incuráveis e sem poder “gabar-me” de ter o melhor pai do mundo. Afinal, não considero que tenha o tal pai que me fez nascer. Mas devemos aprender que a dor não dura para sempre e a Madeira foi o meu refúgio. Estou aqui desde os meus sete anos, já considero isto a minha casa, é o lugar onde me sinto segura e não pretendo sair daqui tão cedo apesar de a minha mãe viver em Londres. Até hoje, fiz várias conquistas e uma delas foi conquistar o décimo ano com boas notas e com esforço, dando o meu melhor. Continuo a lutar por mim e pela minha mãe. Quanto ao que espero do futuro, só espero mesmo que seja melhor que o meu passado e que a batalha daquela menina sem amor de pai seja mais fraca do que a daquela menina que é mais forte do que pensa. Alexandra Serrão, 10.º B 44


Autobiografia

O sol não brilhou num tom de amarelo mais claro, o mundo não se deu de conta e o vento não parou de soprar as folhas verdes do fim da primavera. No dia 16 de Junho, o meu aparecimento não foi notável para todos mas estou bem com isso porque sei que, por um instante, fui uma das mais jovens criaturas da natureza. Uma das pouquíssimas memórias que tenho da infância é de andar despida, usando apenas uma fralda e umas sapatilhas, pela vila com família que já não vejo, memória que só foi revivida ao folhear um álbum de fotografias muito vazio e desatualizado e, com desatualizado, refiro-me à cabeça cheia de cabelo do meu pai. A minha vida até ao quarto ano foi relativamente normal, rodeada por uma pequena comunidade que me habituou a ter poucas pessoas à volta embora não seja infeliz com isso. Desde nova que jogo pelo seguro, tinha boas notas para não ouvir da minha família e também para sentir algo da minha família que se assemelhasse a orgulho e/ou felicidade. Depois da primária, mudei para uma escola muito mais ‘’povoada’’, longe de quem me tinha acompanhado desde os meus três anos. Como mecanismo de defesa, fui mesmo muito má pessoa para quem me rodeava na altura e arrependo-me terrivelmente disso. Com o ar doente que deixei naquela escola, decidi parar a mim mesma e mudei de escola, para uma com caras familiares. Nos primeiros anos, ao estar nesta escola, os papéis inverteram-se. Ao olhar para trás acho que deveria ter engolido determinadas coisas e criado uma camada, mas não, assustada e miserável, ou corria para a casa de banho da escola para chorar, ou para a confiança superficial que obtinha dos braços da minha mãe pressionados contra as minhas costas. Avancei desse passado ainda de fresco, carreguei a minha carga de problemas trazidos daí, mas libertei-me da carga de comprimidos vazios para duas coisas que não me abandonam: depressão e ansiedade. Nestes dias, resta-me encontrar paz de espírito e o caminho até lá, porque só assim é que serei feliz.

Magda Ferreira – 10.º B

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Memória

Nas minhas memórias de infância, destaca-se não um acontecimento, mas sim uma pessoa: a minha avó. Tenho presente na minha memória vários momentos marcantes com a minha avó. Quando saía da escola, era sempre a minha avó que me vinha buscar, trazia sempre algo para eu comer. Em criança, pensava que a minha avó queriame ver gordinha. De facto, em criança tinha bochechas. Aos meus oito anos, a minha mãe foi para a Inglaterra trabalhar e eu e a minha irmã ficamos com a minha avó. Quando alguém ficava doente, a minha avó tinha sempre uma receita caseira que curava em qualquer circunstância. Lá em casa não faltavam “ervas milagrosas”. Dizia a minha avó “bebe isto, vais ficar melhor!” Sempre que saía da escola, a minha avó levava-me a um café para comer. Quando chegávamos a casa, ela perguntava-me sempre “queres uma sandes?”, e eu respondia-lhe que não e sorria porque era inevitável ela perguntar. Brincávamos muito, íamos a vários parques. Para além de ser minha avó, sentia que ela era como uma amiga para mim, contava-lhe tudo, não havia segredos. Lembro-me de um dia ter acordado a chorar por causa de um pesadelo, sonhei naquela noite que a minha avó tinha falecido. Senti um aperto no meu coração e logo fui a correr para a cama dela. O carinho da minha avó é uma das melhores lembranças que guardo da minha infância.

Andrea Teixeira – 10.ºB

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Memória

Tinha sete anos na altura e estava a dirigir-me para o meu quarto com grande relutância, pois não queria ir dormir. Achava que ir dormir cedo era a “bandeirabranca’’ na guerra contra a escola, como se ir dormir cedo fosse fazer com que a escola “acontecesse’’ e se fosse deitar-me mais tarde, não. Deitei-me na minha cama, que chiava sob o meu peso, e pouco depois encontrava-me especada para a luz vinda do corredor, que era a única luz que me fazia companhia. Do nada, encontrava-me numa pista de um aeroporto a correr. Lembro-me de o aeroporto ser muito nebuloso e de ter aquele cheiro caraterístico da préchuva, deu-me uma sensação de estar em Londres, onde o sol teme aparecer. Ao tomar essas sensações todas para dentro, havia me distraído e parei de correr e conseguia ouvir a voz de um homem, ameaçando lutas. A sua voz ecoava pela pista, mas a minha encontravase afogada pelo nevoeiro. Gritava para as famílias alegres que eram iluminadas por um sol abrasador e por uma orla de felicidade, mas ninguém parecia ouvir nem ver. Era como se a pista para eles tivesse outra “iluminação’’, a da ignorância, e isso assustou-me tremendamente. Sentia os joelhos a fraquejar, a voz também. Deiteime no chão e ouvi os passos a diminuírem, eram mais ocos e ninguém lá estava, só uma parede branca suavemente iluminada pela luz do meu corredor. Foi aí que acordei.

Magda Ferreira – 10.º B

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Uma memória de Infância

Viajar é como uma aventura, arriscar e ir para um país completamente diferente do nosso. Mas a sensação de viajar com sete anos e ser inglesa é algo estranho e sem noção do que se está a fazer. A primeira vez que fui ao Funchal tinha sete anos e só compreendia o português, nem sabia falar. Estava com a minha mãe e confesso que estava tão medrosa como um rato que se esconde do gato. Lembro-me de que quanto mais pessoas via com mais força segurava a mãe dela. Lembro-me também de que a minha mãe queria comprar macela e andava à procura daquelas senhoras idosas que a vendiam na rua. Lá no fundo da rua, uma senhora idosa estava a vender macela. Dava para ver a ternura no seu rosto e a simpatia no seu sorriso. Tinha uma manta preta nos ombros e outra manta a cobrir os joelhos. Minha mãe por acaso passou por lá e a senhora tão amigável pegou na minha mão e com a outra mão acariciou o meu rosto e disse: - “Nem todas as tempestades duram a vida toda, quando tudo der errado apenas muda de rumo.” Essa frase continua tão nítida na minha cabeça e sempre que tudo corre mal, lembro-me dessas palavras e sigo o conselho. Só espero que essa senhora tenha uma feliz velhice e que tenha muita sorte nos anos que lhe restam, só pelo fato de me ter dado tanta força com essas palavras.

Alexandra Serrão – 10.º B

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Portugal é o 3º país da União Europeia com maior índice de abandono escolar, 23,2%, segundo dados de 2011. O abandono escolar é preocupante, pois muitas vezes os alunos que decidem abandonar a escola, estão no último ano e fazem-no por razões diversas. Algumas dessas razões podem passar pelo insucesso escolar, o que leva os alunos a desinteressarem-se pelos estudos, podendo refletir-se mais tarde em comportamentos delinquentes e consumo de substâncias ilícitas. Outra das causas poderá estar relacionada com dificuldades em determinadas disciplinas, ou ainda, pela inadaptação à escola, ou até mesmo à turma. O aluno que abandona os estudos pode ser também vítima de bullying. Poderá ainda ser apontada como fator decisivo, a pouca oferta de cursos por parte da escola, o que leva o aluno a uma atração pelo mundo do trabalho e pela própria independência e autonomia financeira. Muitas vezes, os alunos sentem falta de incentivo por parte das famílias, isto é, quando a família ou o meio social onde vivem dão pouca importância à escola, este aspeto irá refletir-se na decisão do aluno: No entanto, outros problemas como a saúde do aluno também é um fator para o abandono escolar. As dificuldades económicas da família também poderá ser um fator para o abandono escolar. Na minha opinião, penso ser correta a

escolaridade obrigatória até aos dezoito anos de idade, pois assim os alunos concluem o 12ºano de escolaridade, ou chegam lá perto. Deveriam ser tomadas algumas medidas para que o abandono escolar diminua, medidas estas que podem ser tomadas pelas escolas e pelo governo. As escolas deveriam ter mais atenção aos alunos com dificuldades de aprendizagem, assim como alunos com comportamentos delinquentes. As escolas também poderiam procurar uma maior oferta de cursos, para que os alunos não tenham que sair da sua localidade para estudar, tendo a preocupação de informar os alunos acerca dos cursos que a escola pode oferecer, ou então, procurar mais informações acerca dos cursos mais procurados pelos jovens e informarlhes onde podem encontrar o curso e quais as condições para a frequência destes. Os professores e a família d e ve m e s t a r m a i s a t e n t o s a o comportamento do aluno, pois este pode não estar a adaptar-se à escola ou à turma, neste caso os professores devem procurar realizar atividades dentro da turma para que assim os alunos sejam mais unidos entre si e obtenham uma melhor aprendizagem. O governo deverá dar mais apoio às escolas, famílias e estudantes, apoio este que deveria ser financeiro e psicológico, e se necessário, aumentar o número de psicólogos existentes 49


numa escola. Muitas das vezes os alunos que decidem abandonar os estudos tomam essa decisão de “cabeça quente” e mais tarde arrependem-se, por isso devemos pensar seriamente e falar com os professores, colegas, amigos, ter ajuda psicológica, se necessário, e sobretudo falar com a família acerca da decisão de abandonar os estudos. Eu própria já pensei abandonar os estudos porque sentia dificuldades em determinadas disciplinas, mas quando falei com os meus pais acerca deste assunto, fizeram-me ver o que era “evidente”,

assim, com determinação, confiança e esforço alcançamos o que pretendemos, por mais difícil que seja, sempre podemos dar a volta por cima, pois o sucesso só parte de nós mesmos. O que será de nós sem estudos? É importante ter formação, pois esta é, sem dúvida, uma “porta” para o futuro…. Como dizem os meus pais, “com força de vontade alcançamos o que mais desejamos”.

Cláudia José Faria Silva – 12.º B

Sociologia em Ação

“As redes sociais são um bem ou um mal?” O que são as redes sociais? São um meio de comunicação pela internet através do computador, telemóvel, etc. Atualmente, existem vários sites de redes sociais a nível mundial, como as páginas da Web, Facebook, YouTube, Twitter, etc. Estas redes facilitam a ligação entre os membros de várias localidades e o seu objetivo é criar laços afetivos e profissionais, com os mesmos interesses. A importância da Internet é incontestável na sociedade atual. Ela assume cada vez mais um lugar predominante em todos os setores que têm um conjunto de redes interligadas em que milhões de pessoas de todo o planeta trocam mensagens online. No entanto, como nada é perfeito, atualmente estas redes têm milhões de utilizadores, alguns com várias contas em diversos sites, que são visitados por milhões de jovens e passando a maior parte destes muitas horas à frente do computador, o que é preocupante, porque estas redes tornaram-se ferramentas 50


úteis para o bem mas, também para o mal. Estas redes estão cheias de perigos, e crianças e jovens facilitam o trabalho a algumas pessoas mal-intencionadas, fornecendo dados pessoais, como o nome, número do telemóvel, morada, incluindo fotografias. Atualmente para estes jovens, o que importa é ser popular, ser o mais comentado e famoso ainda que só digam “asneiras“, o que interessa é a quantidade de amigos, mesmo que sejam apenas amigos virtuais, pois muitos destes jovens trocam o mundo real pelo mundo virtual. Defendo o uso das redes sociais, da internet, pois negá-las seria negar a ciência e retroceder no progresso, estas são uma mais-valia e não há como negar o seu poder fantástico, informam com uma rapidez nunca vista, são uma das formas mais populares de divulgação de informação e opinião e conseguem mobilizar multidões com simples palavras. As redes socias têm contribuído para encontrar criminosos e pessoas desaparecidas. Aconteceu com uma bebé raptada em criança, em que a própria criança aos 23 anos, conseguiu se identificar através de uma foto colocada no Facebook. Da menina que desapareceu numa tempestade na Venezuela e cerca de 12 anos depois a mãe reconhece-a numa foto no Facebook. Servem também, para incentivar as pessoas a fazer novas amizades a interagir com pessoas de outros lugares e de outras culturas, de preferência, com os mesmos interesses, comunicar com os amigos e familiares ou recuperar contatos com amigos perdidos, saber o que aconteceu ao nosso amigo de infância, conseguir um emprego ou oportunidade de negócio, comprar e vender coisas, pesquisar, ter sucesso e popularidade, divertir-se com os amigos ou até jogar. No entanto as redes sociais, não têm só os aspetos positivos, também têm aspetos negativos, a mesma rede que serve para o bem também serve para o mal como aliciar menores, roubar, raptar, violar, agredir, publicar falsidades e criar intrigas, difundir o ódio e o preconceito. Não sou contra as redes sociais, principalmente se forem utilizadas para o bem, mas temos que enfrentar os perigos, e por isso, deixo aqui um alerta, devemos manter privado os nossos sites, selecionar muito bem a quem mostrar o conteúdo e de preferência só aos amigos e familiares, não facultar dados pessoais a desconhecidos, só aceitar amizades de conhecidos ou, em caso excecional, de alguém interessante e que queiramos conhecer, não aceitar todos os pedidos, sem antes fazer uma averiguação do perfil e dos amigos em comum. Não passar demasiado tempo no computador, ter controlo das nossas ações na net, sem cair no exagero. Devemos repensar tudo aquilo que se coloca nas redes sociais, ter consciência dos nossos atos e arcar com as consequências. No entanto, os sites deviam ter uma melhor segurança contra os vírus e os invasores. Henrique Pinto – 12.º D 51


Stop bullying

Um dos problemas mais preocupantes

pessoa, por suicídio ou por assassínio,

nos dias de hoje nas escolas é o bullying

devido ao bullying.

e a maneira como isso afeta as vítimas a nível social, psicológico e a nível de rendimento escolar.

Sempre que alguém, seja ele, funcionário, professor, ou até mesmo um aluno, assista a um acontecimento

O bullying é a prática de atos violentos,

desta natureza, deve fazer os possíveis

intencionais e repetidos, contra uma

para que não se volte a repetir,

pessoa indefesa, que causam danos

reportando-o junto do Conselho

físicos e psicológicos. A violência é

Executivo.

praticada por um ou mais indivíduos, com o objetivo de intimidar ou agredir a vítima. É geralmente praticado contra alguém que não se consegue defender, daí a ser mais frequente os “miúdos grandes”

agredirem

os

mais

“pequenos”. Estes aproveitam-se da indefesa dos mais novos para lhes roubar dinheiro para alimentar vícios, ou até mesmo apenas por gozo, de modo a sentirem-se superiores. Porém, a agressão não é a única forma de bullying, insultar, humilhar, espalhar rumores/boatos, gozar com a família de uma pessoa, ou com a aparência pessoal, orientação sexual, religião, etnia, localidade ou nacionalidade, também são formas de bullying que podem fazer com que a vítima sofra de distúrbios no sono, ansiedade, dores de estômago, fraco rendimento escolar,

A escola, por sua vez, também deve assumir o seu papel e criar projetos que desincentivem os alunos a praticar bullying de modo a que, o ambiente seja mais favorável a toda a comunidade escolar, como o projeto “Amizade” que temos na nossa escola e que estimula a cooperação entre os alunos de 5.º ano e de 10º/11º ano. Um exemplo a seguir por outros estabelecimentos de ensino, sejam eles, regionais ou até nacionais. O bullying é cada vez mais frequente nas escolas, no entanto, pode não ser possível eliminá-lo, mas devemos estar todos atentos, de modo a podermos diminuir o sofrimento e angústia de pessoas inocentes, sobretudo crianças, que por serem o “alvo mais fraco” acabam por ser as mais afetadas.

isolamento social, depressão e, consequentemente, muitas vezes tentar o suicídio, o que conduz ao novo termo “Bulicídio” atribuído à morte de uma 52

Nance Gomes – 12.º B


"Pantera Negra", a lenda do futebol português

Existe um Eusébio para além do Benfica. Não é aquele Eusébio imortal, mas um Eusébio que quis continuar a praticar a modalidade pela qual é conhecido, o futebol. Os joelhos, porém, atormentavam-no; impediam-no que fizesse aquelas arrancadas fantásticas ou marcasse os golos fascinantes como nos velhos tempos. A sua frágil condição física levou a problemas de saúde mais graves com o decorrer do tempo. Assim, Pantera Negra, um ícone para milhões de pessoas à escala mundial e de gerações de portugueses espalhados pelos quatro cantos do mundo, deixa-nos com um sentimento de perda a 5 de Janeiro de 2014. Eusébio contribuiu para o brilho do nosso país no mundo. Era considerado um génio do futebol, um exemplo de humildade, um atleta de excelência, um homem generoso e solidário. Aos olhos dos seus apoiantes ele foi um exemplo de profissionalismo, determinação e, sobretudo, dedicação. A Federação Portuguesa de Futebol homenageou a “lenda” afirmando que “Eusébio nunca nos deixará. Ele é uma figura única do futebol português”. Cristiano Ronaldo, a estrela da seleção portuguesa, também quis deixar a sua m e n s a g e m : " E u s é b i o s e r á s e m p r e e t e r n o. D e s c a n s e e m p a z " . Dos mais pequeninos aos mais velhos, o orgulho e ao mesmo tempo tristeza, era notório durante a trajetória do seu funeral. Eusébio não foi só o melhor jogador do Benfica na sua época, Eusébio foi, é e sempre será parte de Portugal.

Bianca Ascensão, Cláudia Patrícia e Daniela Sousa

53


O tráfico de Seres Humanos

O tráfico humano é uma realidade cruel

melhor emprego ou procurando sair

que assistimos em pleno XXI, em plena

da sua condição de pobreza. No

era dos Direitos humanos em que

entanto, constituem o “ produto” de

todos, sem exceção, somos perante a

um negócio rentável sendo usadas para

lei e a cidadania considerados indivíduos

fins de exploração sexual (prostituição),

livres e dignos. Este fenómeno que se

exploração de mão-de-obra (trabalho

traduz em 800 milhões de pessoas

forçado) e tráfico de órgãos.

traficadas por ano, constitui uma verdadeira ameaça à integridade e liberdade humana.

Tal realidade é uma autêntica barbaridade, impondo aos indivíduos traficados a condição de escravos. Constituídas na sua maioria por mulheres e crianças, vítimas de violência e de rapto. Em simultâneo, durante o processo, são expostas a ameaças graves que as levam a ter medo pelas suas vidas e as dos seus familiares.

O

tráfico

de

seres

humanos

corresponde ao terceiro maior crime mundial, que afeta todas as sociedades em geral. Quer as sociedades possuidores de um nível de vida baixo ou as ditas “desenvolvidas”. Normalmente, as vítimas deste processo criminoso são aproveitadas pelos seus traficantes pelas suas qualidades físicas ou psicológicas.

54

Saindo do seu país de origem,

Pensamos, então como pode existir

enganadas pela perspetiva de uma

escravatura nos dias de hoje? E como

vida melhor: na esperança de um

podemos deixar que a penumbra da


nossa história se repita? Permitindo a

ajudar, nem que seja para nos

tortura, exploração e a escravatura

consciencializarmos para estas questões

humana! Esta cruel realidade persiste

pois de acordo com a Declaração dos

na nossa atualidade e como tal, não

Direitos Humanos – Artigo 1.º “Todos

deve manter-se intacta. As vítimas

os seres humanos nascem livres e

podem ser qualquer um de nós, e não

iguais em dignidade e em direitos”

apenas, em sociedades como o Brasil ou a Roménia. Também, em Portugal, Sara Jesus - 12.º D

existem vítimas de tráfico. E nós, enquanto

sociedade,

somos

responsáveis pela indiferença, é da nossa responsabilidade respeitar e

Repensar as nossas atitudes

No planeta Terra, existem várias espécies de seres vivos com evoluções ao longo da história. É, no entanto, o ser humano o único animal racional existente no planeta. Ao único, a quem, por ser racional, se exige a capacidade de respeitar as outras espécies para que assim se perpetue a vida na terra, dando continuidade às mesmas. Verificamos, porém, que tal não está a acontecer, pois de uma préhistória, em que o homem caçava para se alimentar, passamos à época contemporânea em que o homem caça por desporto, mata quando julga sentirse ameaçado, destrói seres vivos por desrespeito, por simples capricho com a finalidade de adornar uma sala ou escritório, para uso de objetos de adorno, enfim, mata por matar. Mata mesmo sabendo que poderá acabar com as espécies, terminando desta forma com o equilíbrio ambiental. Façamos então uma reflexão sobre o rumo que estamos a dar às nossas atitudes, ao planeta Terra e consequentemente à humanidade!

André Figueira, Beatriz Tomé Humberto Barros, Laura Gonçalves, Raquel Fernandes – 12.º D 55


A forma como ensinarmos as

perturbadores dos alunos, com

nossas crianças a resolverem os

repercussões nefastas na vida escolar,

seus conflitos

pessoal e profissional dos diversos

definirá, em parte, o sonho e o bem

agentes da comunidade educativa.

estar da sociedade futura.

Professores, técnicos e funcionários já não sabem onde encontrar energia e tanta competência para responder às

56

a) A trilogia do Projeto A´s

múltiplas solicitações, necessidades e

(antecipar, agir e acompanhar)

conflitos que a sua função demanda.

transporta a ideia de que a disciplina

Os alunos, por seu lado, dizem-se fartos

na escola é fundamental, não apenas

das

como um conjunto que organiza o

argumentando o elevado número de

ambiente escolar, mas também, como

disciplinas e a excessiva carga horária.

um objetivo educacional, que orienta

Os encarregados de educação, também

o aluno na construção do conhecimento

revoltados, corroboram este mal-estar,

e da sua autonomia. Uma disciplina

sustentando que a vida está muito

que constrói ordem, organização e

difícil e que já não sabem, em muitas

responsabilidade no exercício da

situações, o que fazer com os filhos,

liberdade e relações interpessoais, a

como orientá-los, nem como colaborar

partir da autoridade do professor, nunca

com os diretores de turma. Em certos

da arbitrariedade e autoritarismo.

casos, acusam os profissionais do

Neste tempo de crise generalizada

ensino de incompetentes que gozam

impera um clima relacional pouco fértil

de inúmeros privilégios (1). Este espírito

entre os agentes educativos. Por todos

conflituoso e acusatório precisa de ser

os recantos das escolas, muitos

repensado no seio da comunidade

docentes

dos

educativa, em nome de uma outra

comportamentos insubordinados e

mentalidade ou paradigma que defenda

queixam-se

aulas

e

dos

professores


o diálogo construtivo apesar da

observador. Por exemplo, as teorias,

eternidade dos problemas.

psicanalítica e comportamentais, são,

“Os jovens de hoje são uns tiranos,

por si sós, simultaneamente, relevantes

contradizem os seus pais,

(acrescentam informação valiosa), mas

devoram a sua comida e faltam ao

redutoras, à luz dos modelos sistémico

respeito aos seus professores.” (2)

e ecológico. Estes, por seu turno, apresentam-se demasiado generalistas perante os primeiros (demasiado

Sócrates, séc. V a.c.

especialistas). Como sair daqui? Através

“Um dos pilares fundamentais da educação do século XXI consiste

da convergência, do diálogo e da escolha consciente.

em aprender a ser e, aprender a

É possível viver sem conflitos?

viver juntos, a conhecer melhor os

Seria isso desejável? Segundo Mendel,

outros, criando projetos conjuntos

o conflito é o estado natural do homem

e

(5).

solucionando

pacífica

e

inteligentemente os conflitos.” Relatório para a UNESCO da Comissão Internacional sobre Educação para o Século XXI.

Conflito

e

violência

são

caraterísticas intrínsecas à própria existência da humanidade, assente na necessidade de sobrevivência, de convivialidade e na definição do paradigma social marcado pelos modos de interação entre crianças, jovens e

b) A noção de disciplina/

adultos. Apesar do conflito representar

indisciplina (3) tem uma grande

uma parte construtiva da vida, nas

amplitude semântica devido à sua

múltiplas dimensões, a verdade é que,

correlação com as condutas, regras,

ainda hoje, a sociedade continua a

princípios e valores vigentes numa

encará-lo negativamente. Encontra-se

determinada organização social, mas

interiorizado e estereotipado como um

também por causa da sua inevitável

desvio do “estado normal” das atitudes

ligação à noção de cidadania e à práxis

e dos comportamentos e, com

da liberdade. Esta polissemia também

frequência, associado à violência, à

é enriquecida pelas várias teorias ou

dor e à angústia, na pressuposição de

modelos que procuram, à sua maneira,

que a melhor opção consiste

compreender e explicar as complexas

precisamente em contorná-lo ou

idiossincrasias comportamentais. A

eliminá-lo. Todavia, a dialética entre

questão é que muitas vezes os

conflitos, litígios, diatribes, desacordos

problemas de comportamento (4) não

não representa necessariamente um

são devidamente avaliados devido à

processo destrutivo. Pallarés, assume

posição demasiado a jusante do

que o conflito (6) em si não é mau, 57


embora as pessoas lhe possam dar

modos de interagir dos agentes e à

respostas que assumem formas

qual as escolas em geral não escapam.

prejudiciais (7). Daqui se depreende

Para inverter esta tendência das

que a solução não passa pela negação

sociedades democráticas, torna-se

nem pela extinção do desacordo, antes

necessário desenvolver uma educação

pelo controlo, pelo esforço em

para a convivência e para a gestão

descortinar uma solução justa e não

positiva dos conflitos, a fim de se

violenta. Portanto, é preciso recorrer

construir uma cultura de paz, de

às estratégias mais adequadas que

cidadania e de sã convivialidade.

conduzam à resolução criativa e pacífica

Os programas de mediação (9) de

dos antagonismos, propiciando um

conflitos tiveram origem fora do

ambiente harmonioso ideal para toda

contexto escolar mas rapidamente (por

a estrutura escolar.

exemplo, no Brasil) o modelo tem sido adaptado às instituições educativas. A educação para a resolução de conflitos

c) A transferência da resolução

modela e ensina, de diferentes formas,

dos diferendos (8) da comunidade para

culturalmente significativas, uma

a escola terá partido, segundo Cohen,

variedade de processos, de práticas e

da conjetura que o mesmo é parte

de competências que ajudam a

integrante da vida social, constituindo

prevenir, a administrar de forma

uma oportunidade de aprendizagem e

construtiva e a resolver pacificamente

de crescimento pessoal para todos os

o conflito individual, interpessoal e

participantes da vida escolar. A

institucional (10).

comunidade escolar poderá, na maioria dos casos, resolver os seus conflitos com a ajuda de outros intervenientes, uma vez que a mediação também constitui uma forma de prevenir futuras divergências, baseada mais na colaboração,

respeito

e

responsabilidade, do que na ancestral cultura de culpa e imposição de soluções. Esta ideia está condensada no pensamento de M. Burguet: Educar para reduzir os conflitos supõe apostar na felicidade.

58

d) A mediação é uma negociação com a intervenção de um terceiro neutral, baseada nos princípios da voluntariedade

das

partes,

neutralidade, imparcialidade (11) do terceiro

(mediador)

e

na

confidencialidade do processo, com o fito de que as partes encontrem soluções que sejam mutuamente satisfatórias. Enquanto meio construtivo de resolução de conflitos (12), a mediação oferece, pelo que proporciona

Hodiernamente assistimos a uma

agentes no conflito, um espaço ideal

cultura de violência que sobressai nos

para desenvolver, quer naqueles que


desempenham o papel de mediadores,

e) Quanto mais “pobre” for uma

quer naqueles que como mediados

sociedade maior será o desafio das

trabalham para a resolução dos seus

entidades escolares, sobretudo as

problemas, a capacidade de respeito

funções dos agentes educativos. O

mútuo, comunicação assertiva e eficaz,

sistema educativo e a cultura escolar

compreensão da visão do outro e a

reinante estão alicerçados numa lógica

aceitação da diferente perceção da

bivalente

realidade. Na mediação trabalha-se a

vencedor/derrotado, melhor/pior) que

cooperação (para resolver um problema

favorece a competição desagregadora

comum), o respeito, a identidade e o

e um ambiente hostil para a lógica do

reconhecimento do outro enquanto

compromisso. O ideal da mediação

pessoa e ser total. Neste sentido,

pressupõe uma mudança, se necessário

defendo que o espaço ideal para

uma revolução, onde a mera disputa,

começar a desenvolver estes valores

fonte de indisciplina, de violência e de

é a escola. Este ideal vai ao encontro

guerras abra espaço ao diálogo

do Projeto Educativo da nossa escola

construtivo. A mediação não será,

“contribuir, de modo significativo,

portanto, uma mera técnica, mas um

para fazer desta Escola um lugar

projeto educativo, baluarte de uma

onde verdadeiramente se possa

Nova Cultura Escolar.

(verdadeiro/falso,

aprender a Ser e a Estar como Pessoas”(13). (PE, p.2).

Professor Martinho Macedo

59


Notas:

1 - Todos falam para ser ouvidos, ajudados,

resultante da fuga ao trabalho, outra

mas o ruído e outros mil e um fatores

emanada das relações entre pares e, a

distorcem o discurso sem atingir o âmago

terceira, originada da relação conflituosa

do conflito ou problema. São as várias

entre alunos e professores. Para cada uma

típicas de Gordon em ação: “Um homem

das dimensões, são sugeridos, na segunda

não chora”, “Deves ser responsável”, “Isso

parte da obra, Indisciplina e Violência na

passa com o tempo”, “Eu não tenho nada

Escola,

a ver com isso, desenrasca-te”, “A culpa

instrumentos de reflexão e orientação

é do professor que exige muito dos alunos”,

prática. Uma obra quase sempre atual.

“A família não faz nada, nem vêm buscar as notas”, remetendo aquele que fala para a zona do preconceito e do silêncio negativo. Em vez de se criar as condições para uma verdadeira escuta ativa, os interlocutores ajudantes são, na verdade mais um obstáculo à comunicação do falante em situação aporética, pois, em vez de ajudar e ouvir o outro, passam a

de

intervenção,

4 - “Comportamento social perturbador, o qual é frequentemente mais penoso para os outros do que para a pessoa que exibe o distúrbio. Constitui-se num padrão de conduta persistente que viola os direitos básicos dos outros e as principais normas ou regras da sociedade apropriada para a idade.” (DSM – IV).

julgá-lo a partir de pretensas posições,

5 - A indisciplina não é uma doença que

soluções e valores indubitáveis. Aquele

tem cura.

que vinha em busca de auxílio ficou lá atrás, menos compreendido, abandonado, sem saber o que fazer e com quem dialogar.

6 - Na obra de Xesús R. Jares, Educação e Conflito: guia de educação para a convivência, o conflito é perspectivado como: a) forma de sensibilização para

2 - Apesar da corrente cética, angustiante

determinadas situações; b) mecanismo

e acusatória, a verdade é que muitos

avaliador do andamento do grupo, do

desses jovens se tornaram políticos, juízes,

coletivo de pessoas ou da instituição; c)

médicos, professores, bombeiros, entre

recurso

outras profissões.

democrático e, d) objectivo educativo, no

3 - No contexto escolar, João Amado e Isabel Freire, Indisciplina e Violência na Escola - Compreender para intervir,

60

formas

para

o

aprofundamento

sentido de desenvolver as nossas competências para o comportamento positivo.

constatam três níveis de indisciplina e os

7 - Os conflitos são desencadeados por

diferentes fatores de risco que os

fontes endógenas e exógenas e a sua

desencadeiam: há uma indisciplina

tipificação permanece em aberto. Crawford


e Bodine (1996) e Torrego (2003) apontam

proceder à sua análise; programar a

três origens: escassez de recursos,

mudança e avaliar os resultados.

diferenças axiológicas e necessidades básicas.

12 - Segundo Uranda M. (1998, cit. por Torrego 2003:5), a mediação escolar

8 - Existem vários modelos de resolução

aponta os seguintes aspetos positivos:

de conflitos. Bell e Stefanich sugerem o

contribui para um ambiente mais

modelo de ação em cascata, dinâmico e

descontraído e produtivo; desenvolve

continuum, centralizado no aluno e

atitudes de interesse e respeito pelo outro;

professor, seguindo uma lógica do mais

reconhecimento dos sentimentos,

desejável até ao menos desejável,

interesses, necessidades e valores próprios

composta por várias medidas: preventivas,

e d o s o u t r o s ; f a vo r e c e a t i t u d e s

apoio e ajuda, correctivas e de adaptação.

cooperativas no tratamento dos conflitos,

O modelo de Gordon, composto por três

uma vez que as pessoas procuram em

métodos (ganha-perde, perde-ganha e

conjunto soluções satisfatórias para ambas

ambos ganham), não visa as pessoas em

as partes; aumenta a capacidade de

si mesmas, antes a superação dos seus

resolução de conflitos de forma não

conflitos ou problemas. Centra-se mais

violenta; promove a capacidade de diálogo

nos problemas e nos obstáculos às formas

e melhora as capacidades comunicativas,

de comunicação ativas com vista a

sobretudo a escuta ativa; melhora as

melhorar as relações interpessoais.

relações interpessoais; favorece a auto-

9 - Neste contexto, estamos a destacar a mediação informal ou emergente cujo escopo principal é a melhoria das relações interpessoais e, se possível, a superação das posições antagónicas.

regulação, através da procura de soluções autónomas e negociadas; diminui o número de conflitos, tal como o tempo gasto na resolução dos mesmos; ajuda a uma resolução de conflitos mais rápida e sem custos; reduz o número de sanções e

10 - Neste processo mediador, aprende-

expulsões e diminui a intervenção dos

se a gerir e a resolver conflitos,

adultos, levando os alunos a serem eles

desenvolvendo a capacidade de tomar

próprios os mediadores.

decisões, de comunicar de forma assertiva e eficaz, de gerar empatia, de estabelecer e manter as relações interpessoais, de

13 - Cf. Projeto Educativo da E.B.S.P.M.A., p. 2.

utilizar as emoções de forma adequada, de utilizar o pensamento crítico e criativo na resolução dos problemas. 11 - A intervenção na mediação tem estes requisitos a fim de: identificar o problema; 61


Explorar o seu potencial e sonhar mais alto

O Projeto de Educação Financeira está, mais uma vez, na nossa escola a dinamizar o programa “Economia para o Sucesso”, em parceria com a Junior Achievement – Portugal. Este programa está a permitir aos alunos explorar as suas aptidões, os seus interesses e os seus valores como auxiliares na tomada de decisões, numa atitude económica quanto às finanças pessoais. Proporciona igualmente uma reflexão sobre as escolhas a fazer ao longo da vida no âmbito da educação e da sua carreira profissional A Junior Achievement é uma associação sem fins lucrativos, fundada em setembro de 2005 em Portugal, empenhada em levar às escolas programas que desenvolvem nos jovens o gosto pelo empreendedorismo. A JAP é a congénere portuguesa da Junior Achievement (JA), a maior e mais antiga organização mundial educativa, sem fins lucrativos, criada em 1919, nos E.U.A. Desde a sua fundação a Junior Achievement desenvolveu mais de 30 programas para investir, envolver e inspirar jovens de todas as idades a desenvolver um espírito empreendedor, baseados em três valores, respeito, integridade e excelência. Bem haja! Professoras: Telma Ferraz e Bela Brito

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Grupo de Teatro “Voo à Fantasia”

Este ano arrancou um pouco conturbado. Muitos alunos inscritos, dos diferentes níveis, mas com horários incompatíveis. E agora? Este obstáculo foi dificilmente vencido, pois foi preciso fazer muita ginástica para conseguir realizar um trabalho coletivo. Lá arrancamos! Para o Natal preparamos a dramatização da Menina dos Fósforos de Hans Christien Andersen. Todos a dar ideias e a contribuir para a produção do espetáculo. Foi um trabalho bonito e a representação ultrapassou as nossas expetativas. Já no segundo período, fizemos renascer a Rua dos Enganos, com um novo rosto. Novamente as dificuldades de ensaiar com todos, pelas mesmas razões. Apesar das adversidades, o elenco empenhado e dinâmico, foi ao Festival de Teatro Escolar representar a nossa escola. Neste evento, os nervos estavam à flor da pele. O grupo não tivera a oportunidade de estar reunido nenhuma vez, nem no ensaio geral, apesar da intensificação dos ensaios nas últimas semanas. Não obstante ter sido a primeira representação desta nova versão do texto, o grupo foi reconhecido com um louvor pela “Dinâmica de Grupo” e ainda o aluno Vitor Contreras, 6.º B, foi distinguido com uma “Menção Honrosa”. Da responsabilidade do professor Bernardino Corte, o grupo também obteve o prémio de “Melhor Realização Plástica”. Bem hajam os alunos do grupo de teatro, pelo seu empenho e responsabilidade, pela energia e alegria com que fazem nascer um bom trabalho e boas relações entre todos. Professora Lília Pereira

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A Carta da Convivialidade é um projeto da Secretaria Regional de Educação e dos Recursos Humanos, e é transversal a todas as escolas do ensino básico do 2º e 3º ciclo da região, tendo como objetivo o combate ao fenómeno que é a indisciplina. Na nossa escola, este está a ser implementado nas aulas de Formação Pessoal e Social em parceria com o Diretor de Turma. Neste projeto, são abordados vários temas desde o 5.º ano ao 9.º ano de escolaridade. Os temas são: 5.º ano, «Socorro, estou numa escola nova!»; 6.º ano, «Ser Super Fixe»; 7.º ano, «Perdido no reino das emoções»; 8.º ano, «Declaro guerra a discriminação» e no 9.º ano, «G.P.S. Precisa-se». Este projeto está ao nível da prevenção e da intervenção em termos de indisciplina no contexto escolar. Não há sucesso escolar se não houver um bom ambiente nas escolas, este projeto está a ser aplicado nesta escola para criar as condições necessárias para haver um melhor ambiente escolar e,

consequentemente,

mais

sucesso.

Professoras: Fernanda Rodrigues e Nélia Reis

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Clube Europeu e dos Direitos Humanos

O grupo de dança – BLACK GIRLS - constituído por Ana Sofia, Sofia, Stephanie, Andreia e Beatriz, do oitavo ano, após o sucesso alcançado no primeiro período, prossegue, semanalmente, os seus ensaios, na qualidade de membros do subprojeto LIGA-TE, em interdisciplinaridade com a disciplina de Educação Moral e Religião Católica, sob o lema NÓS NÃO FUMAMOS E SOMOS FELIZES! Professor António Pereira

Parlamento dos Jovens (Nacional - Básico) No dia 17 de janeiro de 2014, decorreu, na Escola Básica e Secundária Padre Manuel Álvares, a Sessão Escolar do Parlamento dos Jovens (Nacional Básico) cujo tema são “As Drogas – Como evitá-las?” Na tomada de posse, foram lidas as medidas propostas por ambas as listas (A e B). Um dos deputados da lista A apresentou as medidas da sua lista e de seguida a lista B fez o mesmo. Após a apresentação das medidas, houve um debate de ideias no qual os deputados de ambas as listas apontaram os aspetos positivos e negativos das

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medidas propostas. Seguiu-se uma votação para eleger os deputados que irão representar a nossa escola a nível regional. Os deputados escolhidos através de uma votação secreta foram os seguintes: Alejandro, Sabrina, Rodrigo (9.º A), Carolina (9.º E) e, como suplente, Stephanie Carvalho (8.º F). Como candidato a Presidente de Mesa Regional, foi eleito Luís Calheta (9.º E). Fabrício Côrte – 8.º B

Sessão Regional, em 31 de março de 2014, no Funchal

PARLAMENTO DOS JOVENS-NACIONAL – BÁSICO – Fase regional na Assembleia Regional da Madeira, em 31 de março de 2014, no Funchal, com a participação, também, de seis alunos da Escola Básica e Secundária Padre Manuel Álvares. Tema em debate- Drogas – evitar e enfrentar as dependências A sessão de abertura contou com a presença de altas individualidades regionais, como documentam as nossas imagens, num exclusivo para o Clube Europeu e dos Direitos Humanos, nomeadamente: Drs. Miguel Mendonça, Jaime Freitas e Jaime Serrão, em representação, respetivamente, da Assembleia Legislativa Regional, da Educação e da Assembleia da República. Jovens deputados da Ribeira Brava: Sabrina Maltez, Manuel Alejandro, Maria Carolina e Rodrigo; suplente (Pedro); jornalista (Clara), todos das turmas 9.º A e 9.º E. Tema em debate, a nível básico, em 2014: A Comissão Parlamentar de Educação, Ciência e Cultura, da Assembleia da República, considerando o aumento crescente do consumo de drogas por um número alargado de pessoas, no qual se inclui uma parte significativa da população mais jovem, entendeu adequado promover uma reflexão sobre a matéria no âmbito das ações enquadradas e desenvolvidas no contexto da execução do Programa Parlamento dos Jovens: “Drogas: evitar e enfrentar as dependências”. Professor António Pereira 66


Feira da Ciência

Durante a manhã de 12 de março de 2014, decorreu a Feira de Ciência no âmbito do Concurso Nacional Mini Empreendedores/Science4You, que contemplou a demonstração dos vários projetos criados pelos alunos do 5.º A, 5.º B e 6.º A, da Escola Básica e Secundária Padre Manuel Álvares.

No primeiro período, juntaram-se 21 alunos, livre e autonomamente, em equipas de 3 elementos. Estes 3 elementos trabalharam em equipa de forma a desenvolverem o seu projeto de brinquedo científico educativo. Professores responsáveis: Emília Melício e António Pereira

Os objetivos da iniciativa Mini Empreendedores, de caráter nacional, consistem em elaborar um projeto de brinquedo de caráter científico e educativo, recorrendo a materiais facilmente acessíveis e que não levantem reservas do ponto de vista da saúde e segurança. Durante a Feira de Ciência foi estabelecido um júri composto por cinco professores que avaliou vários trabalhos e selecionou os três melhores. Após a seleção, os três melhores projetos de brinquedo desta Escola vão ser enviados para o Concurso Nacional Mini Empreendedores.

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European Week Against Cancer 2013 - Youth Poster Competition.

Winner of Junior Category: Taking Care in the Sun went to Carolina Aguiar and Winner of Junior Category: No Smoking went to Luís Silva aged 13, from Escola Básica e Secundária Padre Manuel Álvares, Ribeira Brava (Madeira - Portugal). Os nossos alunos, Carolina Aguiar e Luís Silva estão de parabéns pelos trabalhos realizados em prol da luta contra o cancro. Trabalhos reconhecidos internacionalmente, não só pela qualidade dos mesmos, mas também, pela mensagem que aliou a criatividade à consciencialização deste problema, que também ele, não têm fronteiras. Também está de parabéns a Professora Emília Melício, que me ajudou neste Projeto, incentivando os alunos a trabalharem neste e noutros desafios. Parabéns aos Pais e Encarregados de Educação destes dois alunos por estarem presentes na vida escolar dos seus educandos. Nós, professores que levamos avante estes projetos, e também a escola, estamos orgulhosos do feito destes nossos alunos que levaram o bom nome da nossa escola, da nossa ilha e do nosso país, tão longe …. como o mar que nos separa de todos os continentes! A coragem demonstrada na participação deste concurso é sinónimo também da capacidade e ousadia para responderem aos desafios nacionais e internacionais propostos a todos os alunos, seja qual for a parte do mundo onde se encontrem. Isto demonstra que a ilha e a nossa escola não é o limite para quem quer “voar mais longe”, estas duas “gaivotas”, voaram e venceram e por isso são um exemplo para todas as outras, que fazem parte desta simples e humilde escola, mas que mesmo assim, não é impedimento para que possam “voar”. Professor António Pereira

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União Europeia em debate

No dia 11 de março de 2014, decorreu na nossa escola, a primeira Sessão de Informação e Debate sobre questões europeias da atualidade, tendo como públicoalvo os alunos da turma 9.º E, incluindo membros do Clube Europeu e dos Direitos Humanos. A sessão foi dinamizada com o apoio da Comissão Europeia - Rede Team Europe, da Direção Geral de Comunicação, através de um dos seus membros Ana Rita Barros. Além dos problemas europeus da atualidade, abordou-se a questão do Alargamento do Quadro Financeiro Multianual, do funcionamento das Instituições, nomeadamente do Parlamento Europeu cujas eleições europeias estão agendadas, em Portugal, para o próximo dia 25 de maio. Os objetivos, valores e os princípios da União Europeia inspirados na célebre frase de um dos “pais” da Europa – “não coligamos Estados, unimos pessoas” – Jean Monet. Clara Mendonça - aluna do Clube Europeu Com o apoio do professor António Pereira

Visita de estudo Visita de estudo realizada no âmbito do Clube Europeu, na qual participaram os alunos: Íris, Camila e Carolina (7.º ano), Fabrício (8.ºano) e Daniela, Catarina e Marisa (12.º Ano):

Nau Santa Maria de Colombo

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Parlamento Jovem Regional

Como já é tradição, a nossa escola tem tido uma forte participação no Parlamento Jovem Regional. Neste ano letivo, a Direção Regional de Educação decidiu que uma das reuniões de preparação para a XIV Sessão "Parlamento Jovem Regional", com o tema "A Relação Escola e Sociedade", fosse realizada na EBSPMA. Assim, no dia 20 de março de 2014, realizou-se, na sala de sessões, a quarta reunião preparatória, com a participação das escolas: EBS Padre Manuel Álvares EB23 Cónego J.J. de Andrade (Campanário) EBS Calheta EB23 Prof. Francisco M. Santana Barreto (Fajã da Ovelha) EBS D. Lucinda Andrade (S. Vicente). A nossa escola teve uma excelente representação com a intervenção dos alunos, Catarina Diogo do 9.º A e Bárbara Silva, Francisco Pires, Laura Silva e Manuel Franco do 9.º C. Todo o trabalho, inerente à XIV Sessão "Parlamento Jovem Regional", culminará no dia 14 de maio, com a participação de 26 escolas da Região Autónoma da Madeira, na Assembleia Legislativa da Madeira.

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Jantar de Natal 2013

Mais uma vez, a nossa escola realizou, no dia 18 de dezembro, um jantar convívio de Natal onde o Pessoal Docente e Não Docente tiveram novamente a oportunidade de estreitar laços, conviver e descontrair, de mais um período de aulas. Apesar do cansaço próprio da época, a alegria foi uma constante, combinada que foi com as deliciosas iguarias preparadas pelo professor Paulo Azevedo, o nosso mestre da culinária. A ajuda de todos os professores que passaram pelo refeitório da escola, para colaborar com o nosso mestre, foi também importante para que a realização deste convívio tivesse sucesso. “Os jantares de Natal”, não só aproximam quem gosta de estar presente, mas tornaram-se uma “pequena tradição” a nível do bem-estar e da descontração, tão típica neste tipo de eventos. Aguardamos por mais um ano…a época ainda está longe, mas o sabor muito próprio deste “manjar” não dos deuses, mas do colega Paulo, ainda reina na nossa lembrança! Equipa Multidisciplinar

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Mundial do IDH -2014 O IDH é um indicador composto criado pela ONU, calculado a partir de outros indicadores simples, que mede o progresso de um país em três dimensões básicas: ter uma VIDA LONGA E SAUDÁVEL, RECEBER INSTRUÇÃO e ter um NÍVEL DE VIDA DIGNO. O seu valor varia entre O e 1 e é expresso em MILÉSIMAS. Se o valor for inferior a 0,500, os países têm um DESENVOLVIMENTO HUMANO BAIXO; entre 0,500 e 0,799, os países têm um DESENVOLVIMENTO HUMANO MÉDIO; igual ou superior a 0,800, os países têm um DESENVOLVIMENTO HUMANO ELEVADO. Este ano, no Campeonato do Mundo de Futebol do Brasil, vão estar 32 seleções. Aqui ficam alguns dados do país anfitrião e dos que integram o grupo de Portugal (grupo G). Adriano Pestana, Luísa Gonçalves, Sílvia Abreu, Alexandra Sargo, Carla Fernandes, Kelly Andrade, Ana Santos, Mariana Gouveia, Paulo Pestana, Bárbara Fernandes, Francisca Abreu e Mónica Araújo – alunos do 9.ºano com a orientação do professor de Geografia, Marco Cardoso.

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Comemoração do Dia Internacional da Floresta 21 de março Palestra alusiva à Floresta Laurissilva do Laurus (loureiro, lauráceas) e Silva (floresta, bosque)

No dia 21 de março, decorreu na sala de sessões uma palestra dinamizada por Paulo Moniz, técnico do Parque Natural da Madeira. Este veio falar-nos das caraterísticas e da importância desta Floresta, Património Mundial Natural da Unesco, atualmente apenas presente na região da Macaronésia, região formada pelos arquipélagos da Madeira, Açores, Canárias e Cabo Verde e que na ilha da Madeira ocupa 20% do território. Esta Floresta é reconhecida mundialmente pela reduzida distribuição e pela riqueza de espécies que abriga. As árvores mais caraterísticas são o Loureiro, o Til, o Vinhático e o Barbuzano, mas muitas outras se encontram como o Pau branco, o Folhado, a Faia e o Mocano. Os arbustos e herbáceas mais representativos são a uveira da serra, o isoplexis, o massaroco, as estreleiras, os gerânios, e a orquídea da serra. Quanto à fauna, são diversos os invertebrados encontrados, principalmente moluscos em que existe mais de uma centena de espécies endémicas. No grupo dos vertebrados, destacam-se os morcegos, o pombo trocaz, o bis-bis, a manta e o tentilhão. Desde a presença humana na ilha, têm aparecido espécies infestantes,

como os eucaliptos, as acácias, as hortênsias, a bananilha, entre outras, que têm vindo a ganhar terreno à floresta Laurissilva e que o Parque Natural tem tentado combater. Por último, ficámos a saber como podemos contribuir para a preservação deste Património – Primeiro é preciso conhecê-lo e usufruir dele! Depois alguns cuidados como Não deitar lixo! Não arrancar plantas! Evitar incêndios, fazendo apenas fogueiras nos locais apropriados e apagando-as depois da utilização! A turma 11.º E

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Na Escola com Saúde A luta contra o excesso de peso, porque interessa a todos!

O contexto atual

“A Organização Mundial de Saúde (OMS) define a Obesidade como uma doença crónica de difícil tratamento, caracterizada pelo excesso de gordura corporal. Estima-se que, se não forem tomadas medidas, mais de 50% da população mundial será obesa em 2025. Em crianças, a obesidade afecta a auto-estima, influencia o desenvolvimento cognitivo e social, e está associada a doenças como a diabetes, doenças cardiovasculares, doenças osteoarticulares e cancro, na vida adulta. Apesar da influência de fatores genéticos e hormonais, é o padrão de comportamento alimentar, rico em açúcares e gorduras, associado a baixos níveis de atividade física que estão na origem da grande epidemia do séc. XXI.” Drª Liliane Costa, nutricionista do Centro de Saúde da Ribeira Brava

O contexto da nossa escola entre 2011 e 2013

Através dos estudos da prevalência de excesso de peso e obesidade dos alunos da nossa escola, que já vêm sendo realizados desde o ano letivo de 2011-2012, constatámos que o excesso de peso e obesidade têm subido em todos os ciclos de ensino ao longo deste período de avaliação. No entanto, registou-se um maior aumento no 2.º Ciclo do Ensino Básico, onde se verificou uma evolução de 27%, (dezembro de 2011), para 35% (junho de 2013). Daqui podemos concluir que existe um aumento gradual ao longo do tempo, do número de alunos com excesso de peso e obesidade e que mais de um terço dos nossos alunos do 2.º Ciclo estava em situação de risco.

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Evolução do Excesso de peso e obesidade por ciclo de ensino

Depois desta constatação, considerámos pertinente intervir no ano inicial de ciclo e verificar o que se passava no tempo que medeia entre a entrada dos novos alunos na nossa escola em setembro e sua saída, no fim do 5.º ano, em junho. A realidade apontada pelos dados recolhidos, nos anos letivos de 2011-2012 e 2012-2013, mostra-nos sempre um aumento do número de alunos em situação de risco. Concluímos que com o decorrer do 5.º ano, existem alunos que passam de uma situação considerada como ausência de doença, dentro destes parâmetros, para alunos em situação de risco, ou seja, o número de alunos com excesso de peso e obesidade aumentam. Mais concretamente, em 2011-2012 iniciou-se o 5.º ano com 26% de alunos com excesso de peso e obesidade e terminámos com 30%, e nos alunos de 20122013 passaram de 30% para 35%. Daqui, concluímos que o número de crianças em risco aumenta no decorrer deste ano inicial de ciclo.

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Evolução do excesso de peso e obesidade das turmas de 5.º ano entre 2011 e 2013

O contexto da nossa escola em novembro de 2013 Do estudo dos primeiros dados recolhidos este ano letivo (2013-2014), constatámos que é novamente nos alunos do 2.º ciclo do Ensino Básico que se verifica a maior percentagem de alunos em situação de risco.

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E no que respeita aos dados recolhidos com os alunos provenientes do 4.º ano do 1.º ciclo do Ensino Básico, verificámos que 36,4% dos alunos têm excesso de peso, para a sua idade, género e estatura e que 12% já atingiram o grau de obesidade, sendo este aspeto mais grave no caso do género feminino, uma vez que a situação de obesidade afeta 17%, e combinado o excesso de peso com a obesidade, esta situação já atinge quase metade das nossas meninas (42,6%).

Excesso de peso e obesidade existente no 5.º ano em outubro de 2013

Perspetivas para o futuro

No que diz respeito ao presente ano letivo, podemos adiantar que este iniciouse com 36% de alunos em risco (com excesso de peso e obesidade) e se nada for feito para inverter esta situação e com base nos dados apresentados, a estimativa é que se chegue ou ultrapasse os 40% de alunos com excesso de peso e obesidade. Concretamente o que podemos inferir é que é possível que 4 a 6% dos alunos do 5.º ano que não estavam em situação de risco, poderão estar no fim do ano, portanto teremos que apostar não só na intervenção, mas também na prevenção. É por esta razão que este problema é uma preocupação para todos, inclusive para aqueles que não estão em risco, pois as estatísticas dizem-nos que alguns vão passar essa fronteira. 79


Prevenção e intervenção

A nossa escola está atenta ao evoluir desta situação e, no âmbito do Projeto Na Escola Com Saúde, pretende implementar nas turmas de 5.º ano, e em parceria com o Centro de Saúde da Ribeira Brava, um conjunto de intervenções que visam a prevenção e o combate desta doença, procurando contribuir para combater as causas que lhe dão origem, como a reeducação alimentar e a promoção de atividades físicas, procurando combater hábitos sedentários. Estas atividades tiveram início com a recolha de dados antropométricos, de forma a referenciar os alunos em risco. Posteriormente foram realizadas sessões de educação alimentar a todos os alunos do 5.º ano e palestras dirigidas aos pais, onde se falou da problemática do excesso de peso e obesidade nas crianças e jovens e as suas consequências. Paralelamente, foi apresentado o resultado do trabalho estatístico de caracterização da população discente do 5.º ano, bem como a existência do presente projeto, os seus objetivos e as possibilidades de participação no mesmo. Estas iniciativas contaram com a colaboração da nutricionista do Centro de Saúde da Ribeira Brava. Foram também constituídas equipas multidisciplinares que incluem acompanhamento e consultas de nutrição e serviços de enfermagem, acompanhamento psicológico, monitorização antropométrica, testes físicos, prescrição de exercícios e oferta de atividade física personalizada. Esta intervenção conta com a colaboração da nutricionista e das valências dos serviços de enfermagem do Centro de Saúde da Ribeira Brava e com a colaboração de toda a equipa de professores de Educação Física que colaboram no Projeto na Escola Com Saúde. Aos alunos interessados será realizado um trabalho semanal que oferece um maior leque de atividades físicas personalizadas, monitorização antropométrica, testes físicos, prescrição de exercícios e aconselhamento alimentar.

Este é um problema de todos Pelas razões apresentadas anteriormente, podemos concluir que este é um problema bem real e presente e que condiciona ou pode vir a condicionar as vidas das nossas crianças e jovens. O excesso de peso não surge de forma espontânea, só uma pequena percentagem 80


acontece devido a fatores não manipuláveis, tais como problemas hormonais ou de metabolismo. São antes fruto de fatores culturais erroneamente perpetuados, relacionados diretamente com maus hábitos alimentares e baixos níveis de atividade física. O problema existe e não pode simplesmente ser ignorado. O excesso de peso não é um fardo que alguns têm obrigatoriamente de carregar, não é um destino traçado individualmente e pode e deve ser contrariado. Esta doença começa dentro de casa de cada um e prolonga-se na escola, e são nestes dois locais que o problema pode ser resolvido. No entanto, não há milagres nem poções mágicas. Há sim informação pertinente e apoio adequado que conduzem à mudança de hábitos e atitudes. Mudanças que têm de ser orientadas para a obtenção de uma vida com qualidade e não para um número alvo na balança, e essas mudanças só irão acontecer quando conseguirmos admitir que essa situação não acontece só aos outros e que pode já estar dentro das nossas casas, mas que existe ajuda disponível. E quanto mais cedo acontecer essa intervenção, maiores são as probabilidades de sucesso, pois é preciso não esquecer que a obesidade não uma característica pessoal, como a cor do cabelo ou dos olhos. É uma doença! Luís Ramos O coordenador do Projeto Na Escola Com Saúde

São Valentim Nesta data tão especial, a nossa escola comemorou o dia de São Valentim, dia tão caro a muitos alunos, que aproveitaram para enviar uma mensagem ao ”seu/sua mais que tudo”. Desde os admiradores secretos aos namorados já declarados, quase todos aproveitaram os “miminhos” expostos na “barraquinha do amor” da Equipa Multidisciplinar e do Clube de Artes da escola. Com mais ou menos timidez e com o encanto da própria idade, notava-se os olhares apaixonados dos nossos jovens e os rostos felizes de quem esperava não ser esquecido neste dia… Equipa Multidisciplinar e Clube de Artes 81


Projeto de Educação Rodoviária

É com grande aceitação que a

deixam as suas crianças na EB1-PRÉ

Comunidade Escolar tem acolhido, em

da Ribeira Brava. Os alunos do 10.ºC

mais um ano letivo, o Projeto de

e do 6.ºE foram os “pequenos polícias”,

Educação Rodoviária.

que desta forma puderam apreciar

São diversas as atividades lançadas e

mais de perto a responsabilização dos

agendadas pelo PRER – Plano Regional

adultos na proteção dos seus filhos. E,

de Educação Rodoviária, a decorrer ao

nada melhor que os nossos jovens,

longo de todo o ano letivo. Destas

“condutores de amanhã”, para

atividades, sempre com incidência na

desenvolverem não só valores de

educação para as boas práticas

cidadania, mas para “ensinar as

rodoviárias, destacam-se: ações de

pequenas lições”, estudadas no Projeto

intervenção, uma prova de orientação,

de Prevenção Rodoviária da nossa

uma prova prática de maneabilidade

escola. Nesta ação, os alunos

de bicicletas, juntamente com teste

entregaram panfletos informativos, por

teórico, para apuramento dos alunos

eles realizados, sobre as corretas

de segundo e terceiro ciclos, que irão

práticas rodoviárias, participando

participar na Taça Regional da Madeira.

ativamente na sensibilização dos

Numa fase inicial, foi elaborado um

condutores e peões que circulavam

comunicado com o objetivo de informar

pela zona.

os alunos acerca deste projeto e para

Ainda durante o 1.º período, as turmas

que os mesmos pudessem proceder à

6.ºE e 10.ºC, recorreram à sua

respetiva inscrição, o qual teve uma

criatividade e imaginação e elaboraram

adesão imediata e intensa, com muitos

desenhos, que complementaram com

alunos a aderir tanto do 2.º como do

frases de incentivo às boas práticas

3.º ciclo.

rodoviárias. Em seguida, os desenhos

Nos dias 5 e 6 de dezembro, foram realizadas ações de intervenção sobre as boas práticas rodoviárias. O Projeto de Educação Rodoviária da EBSPMA, em colaboração com a PSP da Ribeira Brava, desenvolveu esta ação com o objetivo de consciencializar os pais condutores que todas as manhãs 82

e frases criadas foram aplicados a calendários para o novo ano, que foram distribuídos pela Comunidade Escolar em mais uma ação de intervenção que resultou na sensibilização para a responsabilização de condutores e peões.


prática) realizou-se na Escola Básica do 1.º Ciclo da Ribeira Brava, devido ao facto da mesma possuir uma pista desenhada para a realização deste tipo de atividades. A equipa do Projeto de Educação Rodoviária ressalva e agradece toda a hospitalidade com que foi acolhida e todo o apoio prestado pela referida escola e pela Delegação Escolar. Todo o ambiente da realização da prova caraterizou-se por um caráter de

interação,

onde

todos

os

intervenientes participaram de forma ativa, pelo espírito de entreajuda, pelo entusiasmo, empenho e pelo caloroso apoio do público presente, (alunos, No passado dia 14 de fevereiro realizou-

professores,

se a Prova de Maneabilidade, para a

encarregados de educação). Desta

disputa da VII Taça Escolar de Educação

iniciativa foram apurados os seguintes

Rodoviária (Fase-escola). A prova

alunos: Mateus Sequeira e Carolina

dividiu-se em duas componentes, uma

A g u i a r,

de índole teórica e outra prática. Na

respetivamente, que irão disputar a

primeira, os alunos aplicaram os seus

final regional em local a definir pela

conhecimentos teóricos acerca das

equipa do Plano Regional de Educação

regras e sinais de trânsito, sob a forma

Rodoviária.

do

funcionários

2.º

e

3.º

e

Ciclos,

de um Teste de Avaliação Sumativo, realizado previamente na nossa escola. Já na vertente prática, os mesmos passaram a ser “condutores” de b i c i c l e t a s e t e s t a ra m a s s u a s faculdades, face ao domínio técnico de condução dos velocípedes, assim como, o seu nível de conhecimentos relativo às regras e sinais de trânsito rodoviário, num percurso simulado para o efeito. A Prova de Maneabilidade (vertente 83


prova com muito empenho, dinamismo e

entusiasmo,

cumpriram

o

regulamento da prova e apresentaram um bom comportamento. Desta forma, e após a avaliação da prova, ficaram apurados para a Fase Regional os alunos João Tomé e Afonso Gaspar, do 2.º ciclo, e André Gouveia e Filipe Caldeira, do 3.º Ciclo.

No dia 28 de fevereiro decorreu no espaço escolar a Prova de Orientação Ro d ov i á r i a q u e c o n t o u c o m a participação de alunos inscritos no projeto e com outros entusiastas que prontamente se inscreveram na mesma, formando assim, dois grupos de alunos do 2.º e 3.º Ciclos, organizados por várias equipas. A estrutura da prova teve por base um Peddy-Paper composto por diversas questões relacionadas com as boas condutas a ter em conta no espaço rodoviário. As questões foram estrategicamente colocadas em pontos de referência do espaço escolar, aos quais as equipas deveriam aceder pela ordem imposta e responder às questões escritas. Os discentes realizaram a 84


Neste mesmo dia e após a Prova de Orientação, foi realizada uma Corrida de carros telecomandados, com normas e regras de trânsito. O “campo da Casa Verde” deu lugar a uma pista com sinais de trânsito, onde os alunos puderam testar as suas capacidades na condução de carros telecomandados, assim como os seus conhecimentos sobre as regras de trânsito. Esta foi uma atividade que juntou alunos do 2.º e 3.º ciclo e que proporcionou uma experiência didática diferente e divertida.

Até ao final do ano letivo, realizar-seão as restantes atividades do projeto as quais serão divulgadas no portal da nossa escola. Os dinamizadores do Projeto de Educação Rodoviária agradecem todo o empenho, disponibilidade e dedicação demonstrados pela Comunidade Escolar na concretização de todas estas atividades.

Mariana Cordeiro, Nuno Almeida e Catarina Gomes

Dinamizadores do Projeto de Educação Rodoviária

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Presépio de Natal

A Escola Básica e Secundária Padre Manuel Álvares conjuntamente com a Câmara Municipal da Ribeira Brava uniram as suas mais-valias e construíram no Largo do Herédia um presépio para que, nesta quadra, toda a população ribeirabravense e turistas em geral pudessem comtemplar e viver mais intensamente o espirito natalício. O Largo ficou mais enriquecido com a tonalidade da época, os olhares fixavamse para apreciar com alma e sentimento, todo o simbolismo marcante desta data. O Natal é a época do ano que nos toca e desperta para os valores de fraternidade, união e esperança. Com esta ação, tanto a escola como o Município, pretende proporcionar a todos os que nos queiram visitar, o prazer de, aqui na Vila, se sentirem mais próximos do ambiente natalício e do seu significado. A nossa escola agradece a todos os que colaboraram na realização desta iniciativa, desde os professores aos alunos e à Câmara Municipal. A Ebspma

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Jornadas Culturais 2013/2014

A nossa escola organizou, pela primeira vez, entre os dias 27 e 29 de novembro, uma jornada cultural. Esta pretendeu ir ao encontro das necessidades e preocupações dos nossos alunos. Daí que os temas abordados tenham sido escolhidos em função dos conteúdos programáticos dos vários níveis de ensino da nossa escola. Juntamos, assim o útil ao agradável, e desta forma pretendemos sensibilizar os nossos alunos, não só para a importância da leitura e da escrita, mas também para mobilizar saberes de diversas dimensões culturais, isto é, desde a escrita à poesia, passando pelas artes, até às palestras temáticas. Esta primeira jornada cultural pretendeu, também, promover o convívio entre todos os elementos da comunidade escolar, além do desenvolvimento das atividades pedagógicas e culturais. O sucesso escolar dos nossos alunos é sempre o objetivo principal de todo o nosso trabalho e esta jornada foi mais um passo para caminharmos nesse sentido. Na abertura deste evento, estiveram presentes as Entidades Concelhias e Regionais, como o caso da Secretaria Regional da Educação e Recursos Humanos. Na sua intervenção, o Dr. Bernardo Valério proferiu palavras de incentivo às atividades culturais e desenvolveu uma interatividade com os nossos alunos para que os mesmos expressassem as suas opiniões acerca da “cultura”. Das palavras passamos para a música, onde o nosso jovem aluno Nuno Afonso do 5.º A, deu voz a um dos mais bonitos poemas de Florbela Espanca, “ Ser Poeta é…”. Em seguida, o tão desejoso momento de entrega de prémios, referentes aos concursos, “Fazedores de Histórias” e realização de poemas alusivos à “Gaivota”, ambos destinados ao 2.º ciclo e ainda, o concurso “Master Artes”, destinado a todos os alunos da nossa escola.


Classificação do Concurso “ Fazedores de Histórias”: 1.º Classificado: João Gabriel Pestana Andrade- 6.º C; “A Gaivota que voou mais alto” 2.º Classificado: João Francisco do Vale Silva- 6.º C; “ O Paraíso” 3.º Classificado: Nuno Afonso Corte- 5.ºA; “A Gaivota”

Classificação do Concurso “ Poema sobre a Gaivota”: 1.º Classificado: César Henrique Balona- 6.ºE; “A descoberta da Gaivota” 2.º Classificado: Jéssica Silva- 6.ºF; “As Gaivotas voam” 3.º Classificado: Mateus Sequeira- 5.º A; “Gaivota”

Classificação do Concurso “ Master Artes”: 1.º Classificado: Mateus Franco Sequeira- 5.º A 2.º Classificado: André Joaquim Pestana Alexandre- 8.º E 3.º Classificado: Alexandre José Gonçalvez Chan- 8.º B Menção Honrosa: Hugo Manuel Ferreira Pestana- 5.º F

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Estas jornadas destinadas a todos os ciclos de ensino da nossa escola, desenvolveram “Encontros com o saber”, incidindo sobre conteúdos programáticos do 6.º, 9.º e 12.º anos. Foi uma experiência diferente para os nossos alunos, que através do teatro, da poesia ou mesmo de ações de sensibilização, ficaram mais próximos, dos temas tratados.

Um dos momentos mais emotivos destas jornadas, prendeu-se com a atividade: “O Maior Desejo do Mundo: Bem Falar”, homenagem à escritora Maria do Carmo Rodrigues, baseado na sua obra, “A Jóia do Imperador”. Uma “Senhora da escrita” que a todos nos encantou com a sua simplicidade e sabedoria. Bons momentos que ficam e que encerram estas jornadas com “chave de ouro”.

Equipa Multidisciplinar

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As caminhadas dos Júniores

O Clube das Caminhadas, direcionado a toda a comunidade escolar mas essencialmente aos alunos de todos os níveis de ensino, tem como objetivos principais proporcionar o contacto com a natureza, incutindo as normas básicas de segurança e preservação ecológica e promover o gosto pela prática regular de atividade física. No 1.º período foram realizadas duas caminhadas:

21 de novembro: saída da Escola, Tabua (Levada Nova), Lombada da Ponta do Sol (Levada do Cabo) e regresso. Nela participaram 36 alunos das turmas 8.º E, 9.º B, 10.º G e 11.º C.

3 de dezembro: Saída da Fajã da Ovelha (Ladeira dos Zimbreiros), Paúl do Mar e Subida para os Prazeres (Hotel Jardim Atlântico). Nesta participaram 34 alunos das turmas 8.º A, 8.º F e 12.º A.

Estão ainda previstas mais quatro caminhadas para o corrente ano letivo.

Professores responsáveis: Venâncio Abreu Edite Gonçalves Lídia Carvalho 90


Uma baleia no quarto

No dia 18 de março, pelas 10 horas, na Biblioteca Municipal, as turmas do 5.º C, D e 6.º B participaram no Festivalinho Literário Infantil com a atuação do escritor/jornalista João Miguel Tavares, numa atividade de escrita criativa. Esta fascinante atuação do contador de histórias cativou discentes e docentes e outros que assistiram ao evento. O escritor realçou que veio para proporcionar uma troca de experiências sobre a escrita do seu primeiro livro, Uma Baleia no Quarto, dedicado à sua filha Carolina e fomentar nos mais jovens o gosto pela escrita. Também foi projetado um vídeo sobre como foi feita a ilustração da história, da autoria do Ricardo Cabral. No final, houve um espaço dedicado às questões relacionadas com o processo criativo e uma sessão de autógrafos.

Texto coletivo - 5.ºD

91


Os projetos Comenius e Leonardo da Vinci

A nossa escola participa, há vários anos, no Programa de Aprendizagem ao Longo da Vida, onde se insere o Programa Setorial Comenius - Parcerias Multilaterais e o Programa Setorial Comenius - Mobilidade Individual de Alunos (MIA), no qual a escola participa há dois anos. Após o relatório final das atividades desenvolvidas neste âmbito, o parecer, dado pelas entidades habilitadas para a análise dos mesmos, concluiu que estes projetos têm sido uma mais-valia e um sucesso para a escola e que têm levado o bom nome da mesma além-fronteiras. Desta forma, expomos o conteúdo da análise feita aos nossos relatórios finais, pela Diretora da Agência Nacional do PROALV, (Programa Aprendizagem ao Longo da Vida), Maria do Céu Crespo:

92


93


Em seguida, e segundo a mesma Diretora, expõe-se também a análise realizada ao funcionamento do projeto MIA a decorrer na nossa escola:

94


Recentemente, a nossa escola aderiu ao projeto Leonardo da Vinci, no qual desenvolve uma parceria com a Espanha. Recebemos alunos de uma escola do nosso país vizinho, proporcionando-lhes a oportunidade de estagiar na nossa escola, estreitando laços, não só de amizade como a oportunidade de os mesmos adquirirem outros conhecimentos e práticas culturais diferentes. O programa Leonardo da Vinci inclui os vários tipos de ações descentralizadas, também geridas pela Agência Nacional. O programa Leonardo da Vinci visa atender às necessidades de ensino e aprendizagem de todos os intervenientes no ensino e formação profissionais, bem como às necessidades dos estabelecimentos e organizações que fornecem ou promovem esse ensino e formação.

A escola vai continuar a trabalhar nestes ou noutros projetos a nível internacional, cumprindo assim, mais uma vez, a sua função de educar e preparar os alunos para a “Aldeia Global” em que se transformou o mundo à nossa volta. O facto de sermos uma Ilha não nos impedirá de realizar os sonhos e proporcionar as mesmas oportunidades aos nossos alunos e aos alunos estrangeiros que nos queiram “conhecer”. Professor Luís Silva Coordenador do Projeto Comenius

95


Entrevista com Leontina Santos Dezassete de fevereiro de 2014

O espírito de Fernão Capelo Gaivota

96

A Escola Básica Secundária Padre

Prof.ª Leontina: Boa tarde. O meu

Manuel Álvares celebra 40 anos de

nome é Leontina Silva Santos e tenho

Existência. Foi fundada, formalmente,

cinquenta

no ano letivo de 1973/1974, tendo

qualificações académicas foram

como primeiro diretor o professor e

conquistadas de forma gradual e com

escultor Francisco Simões. A propósito

muita dedicação. Alcancei o grau de

do quadragésimo aniversário da Escola

mestre na área da Filosofia pela

vou entrevistar a professora Leontina

Universidade de Braga, extensão do

Santos, discípula ativa do espírito

Funchal. Em 1981, nesta escola, iniciei

precursor da instituição, inspirado na

a atividade docente, antes de possuir

obra de Richard Bach - Fernão Capelo

a formação universitária. O percurso

Gaivota.

académico foi realizado a trabalhar e

Entrevistador: Muito boa tarde,

a estudar simultaneamente.

senhora professora. Vamos iniciar esta

Quanto às experiências, elas são muitas

entrevista recordando algumas

e diversificadas. Umas são de ordem

experiências significativas que foram

privada e familiar, outras de ordem

compondo a sua biografia. Pode ser?

profissional. Inicialmente, no Ensino

Há quanto tempo abraçou o espírito

Diurno, comecei pelo Segundo Ciclo,

de “Fernão Capelo Gaivota”? Como foi

seguido do Terceiro Ciclo onde estive

a descoberta pela vocação do ensino?

menos tempo e, claro, a maior parte

e

quatro

anos.

As


do tempo foi partilhado com os alunos

o professor escultor Francisco Simões

do nível Secundário. Também passei

como primeiro Diretor. A professora

pela experiência dos vários programas

Leontina conheceu esta personalidade?

do Ensino Noturno nos diferentes níveis,

Prof.ª Leontina: Evidentemente.

desde o Ensino Recorrente até aos

Francisco Simões foi uma figura ímpar

atuais Cursos de Educação e Formação

que marcou todos os alunos,

(CEF) e Cursos de Educação e Formação

especialmente, os primeiros alunos

de Adultos (EFA).

que frequentaram esta escola, por ter

Ao longo destes anos desenvolvi várias

sido o impulsionador e o motivador

atividades e desempenhei múltiplas

para que a escola funcionasse nesse

funções dentro da escola. Entre aquelas

ano, em 1973/1974.

que mais interessam para este

Apesar da instituição não apresentar

momento, as de ordem profissional,

as melhores condições materiais, ele

são de realçar: o papel de animadora

achou oportuno começar desde logo

de diferentes clubes, abrangendo o

as atividades letivas para evitar que a

teatro, a natureza, aos projetos com

escola perdesse muitos alunos. Eu seria

as crianças, por exemplo, A Filosofia

uma daquelas que teria ficado sem a

para Crianças; o acompanhamento nas

escolaridade, na medida em que não

saídas de Visitas de Estudo, dentro e

tinha

fora da Região Autónoma da Madeira

continuidade aos estudos noutro local

(RAM); a lecionação enriquecedora nos

mais longínquo. Tendo consciência da

diferentes níveis escolares; o facto de

realidade precária das famílias e do

ter sido Orientadora de Estágios; o

facto de muitas crianças já terem

desempenho

de

iniciado o primeiro ano ou terem feito

Coordenadora dos Diretores de Turma

a Telescola, logo sem condições para

e, em última instância, o momento em

continuarem, Francisco Simões decidiu

que fui Presidente da Escola durante

abraçar este projeto e lançou-o de uma

dois anos. Tem sido um leque de

forma inédita.

experiências que me deixa confortável

Em 1973/1974, antes de ocorrer a

em relação ao ensino porque muita

Revolução do 25 de Abril, podemos

coisa não é nova e, ao mesmo tempo,

dizer que o concelho de Ribeira Brava

uma atitude crítica em relação a muitas

foi pioneiro, por desenvolver uma

outras.

atitude de liberdade, respeito, tolerância

Entrevistador: Foi uma descoberta

e diversidade que, olhando hoje, parece

exigente mas recompensadora, assente

inconcebível que se pudesse ter feito

na dedicação e no espírito de missão.

isso antes do 25 de Abril, mas

Em 1973/1974 emergiu a Escola Básica

aconteceu. Eu tive a felicidade de ter

da

função

as

condições

para

dar

e Secundária Padre Manuel Álvares e 97


sido uma dessas alunas e de ter

presentemente não tem. Hoje ela tem

partilhado com Francisco Simões o

fortes concorrentes, sobretudo do

espírito e a visão de Fernando Capelo

mundo audiovisual.

Gaivota. Nessa época era chamada de

Nesse tempo, vivia-se verdadeiramente

Leontina Gaivota, tal como todas as

um espírito de gosto, de interesse e

outras colegas e, desse modo, foi

de motivação por aprender. Tudo e

injetado no espírito dos jovens o gosto,

todos tinham a aprender e a ensinar

a missão, o esforço e o trabalho, dentro

e este foi o grande lema de Francisco

e fora da escola, por um futuro melhor.

Simões. Todos os colaboradores de cá

Acho fundamental que se voltasse a

de dentro, desde o senhor João, o

renovar e incentivar todos esses valores

antigo agricultor que cuidava da horta,

nos nossos jovens.

grande mestre e professor sem

Entrevistador: Deduzo das suas

escolaridade, foi professor dos

palavras a necessidade de reorientar

professores e de todos os alunos. Essa

os jovens no caminho de uma liberdade

motivação fez com que todos os alunos

mais dinâmica e responsável. Como

se empenhassem em manter, em

aluna desta escola, que olhar traz na

construir e criar a própria escola.

memória dessa passagem? Como era

Começamos por ter quatro salas e

o clima escolar, as aulas, enfim, quais

cinco turmas. Uma turma ficava sempre

foram os traços mais salientes dessa

ao relento. Havia uma disputa entre

época?

as turmas para ver quem conquistava

Prof.ª Leontina: Isso mesmo. Ora, o

primeiramente o espaço de cada sala.

que

r e f e r i r,

Nas primeiras semanas, nem cadeiras

essencialmente, era o gosto por

havia, apenas o teto e o abrigar do

aprender que animava todos os alunos

vento porque não havia imobiliário. Foi

que frequentavam a escola. A

uma alegria enorme os carros

escolaridade não era obrigatória, por

chegarem com cadeiras e mesas. Nós

isso os que cá estavam eram aqueles

ajudamos a descarregar o material e

que queriam, aqueles que insistiram

de seguida a montarmos as salas. São

com os familiares, tal como eu que

dias e memórias inesquecíveis.

chorei e bradei para voltar para a escola

Depois, todo o percurso, dentro e fora

e que, assim, aproveitavam ao máximo

da escola, motivado e muito trabalhado

tudo aquilo que a escola tinha para

pelo professor Francisco Simões,

oferecer. Também não havia a

professor da disciplina de desenho

concorrência de outros meios para

(hoje com a designação de EVT) que

chegar determinado tipo de informação.

sempre nos ensinou e incentivou a

Efetivamente, a escola tinha um papel

enquadrar o contexto social em que

eu

gostaria

privilegiado 98

nessa

de

época

que


estávamos inseridos. Lembro-me que

continuidade com o meio social. Claro

uma das primeiras aulas foi subir até

que as realidades são diferentes, a

a zona do pico e, a partir do miradouro,

realidade social atual oferece outros

tivemos de desenhar a planta da vila

perigos aos adolescentes e outras

da Ribeira Brava porque ele defendia

motivações que levou à colocação da

que a escola não podia estar

cerca, mas, realmente, o espírito que

desenraizada do seu meio. Esta

se viveu na altura é qualquer coisa que

iniciativa invulgar foi uma experiência

deixa

nova para essa época. E neste espírito

Entrevistador: Pois, os agentes

nasce o dia da Escola, o dia seis de

educativos é que fazem o espírito da

maio, porque é o aniversário da

escola apesar das adversidades. Neste

fundação do Concelho da Ribeira Brava.

contexto, a Escola Básica e Secundária

Depois destas práticas surgiram tantos

Padre Manuel Álvares celebra, no dia

teóricos,

e

6 de maio de 2014, o seu quadragésimo

ensinamentos que nos vêm dizer que

aniversário, como professora, qual é

a escola deve estar em sintonia com

para si o significado desta data? Pode

o contexto social onde está inserida.

referir algumas dificuldades e desafios

Mas ele não dizia, fazia. E por essa

da sua carreira profissional?

razão saímos vila abaixo: decoramos

Prof.ª Leontina: Sou realmente uma

paredes e aconteceram aulas em

pessoa apaixonada pela história desta

qualquer espaço, onde fossem possíveis

Escola e já o demonstrei em várias

as aprendizagens, quer sentados na

circunstâncias, nomeadamente quando

esplanada do café ou no adro da igreja,

exerci a função de presidente. Nessa

quer pintando as muralhas do mercado

altura tentei agregar os antigos alunos

que as pessoas mais conhecedoras

e, a partir de então, passámos a fazer

bem se recordam. Apesar de já ter

do seis de maio, a data do jantar das

sido demolido e restaurado, agora, o

antigas “Gaivotas”. Nesse primeiro

mercado já não apresenta qualquer

encontro, marcou presença o Francisco

vestígio dessas pinturas. Foi assim que

Simões que se dignou vir à Madeira.

também se fez da vila a Escola, pois

No ano seguinte, fazíamos vinte e cinco

qualquer meio é condição de

anos da existência da Escola e foi

possibilidade de aprendizagem. Quando

decidido assinalar essa data com um

Francisco Simões regressou à Ribeira

pequeno compêndio de algumas

Brava, passados muitos anos, o

memórias, com a colaboração de vários

professor ficou muito chocado ao

professores da altura e antigos alunos.

encontrar a escola rodeada por uma

Foi possível, grande parte com a

vedação enorme, o que contraria,

participação do professor escultor

pedagogos,

livros

uma

saudade

enorme.

naturalmente, o espírito de escola como 99


Francisco Simões, compor um pequeno

semelhante feito, apagando o seu nome

compêndio que realmente perdura até

de uma instituição tão importante numa

aos nossos dias e, algumas vezes,

comunidade como é a Escola. Para

utilizado como objeto para agraciar

mim, o quadragésimo aniversário deve

quem nos visita. Fico um pouco

ser assinalado com toda a pompa e

desapontada por não ter havido mais

circunstância, não só por respeito à

iniciativas para perpetuar a memória

memória do passado mas, sobretudo,

dos melhores ambientes escolares, os

para reavivar de determinados valores

verdadeiros ambientes escolares.

que possam tocar, sensibilizar e voltar

Nos anos posteriores seguiu-se a

a despertar o gosto pela Escola.

destruição de muitos vestígios que

Entrevistador: A Escola vive das suas

marcavam

os

referências, da sua história e identidade

documentos vivos da história desta

próprias. No ano passado foi

Escola. Hoje, entra-se na nossa Escola

apresentado o projeto de uma nova

e ela parece uma escola igual a todas

escola secundária. Parece que apenas

as outras porque se apagaram as

os concelhos de Ribeira Brava e Porto

pegadas, os elos e o espírito reinante

Santo foram os únicos que não

nas primeiras “Gaivotas”. Ainda

renovaram as escolas secundárias.

resistem duas frases nas fachadas da

Qual é a sua opinião sobre esta

entrada devido ao esforço que fiz, há

promessa?

u n s a n o s a t r á s , p a ra q u e s e

Prof.ª Leontina: Ora, uma escola

mantivessem essas frases de Fernão

nova! Não sei se será uma escola nova

Capelo Gaivota (1). Sobrevive alguns

ou serão apenas paredes novas. Muitas

pequenos vestígios como o nome da

vezes uma escola nova reporta-se

Rua das Sombras e a Avenida das

apenas a salas, mesas e cadeiras novas.

Gaivotas, mas a grande maioria das

Eu sonhava, sempre sonhei que a

pinturas desapareceram e, infelizmente,

Ribeira Brava voltaria a ser pioneira

o novo protótipo da Escola até quer

em termos escolares como já foi há

apagar o nome Padre Manuel Álvares

quarenta anos atrás, com uma “Escola

que, mais uma vez, visa suprimir os

Nova”. Fomos exemplo para os

vestígios

pedagogos, fomos exemplo para os

e

da

assinalavam

cultura

de

uma

determinada realidade.

professores do ensino básico do

O Padre Manuel Álvares, filho ilustre

continente, mais do que para os da

desta terra, é uma grande figura da

Madeira, infelizmente.

Língua Portuguesa, comparável com

Fiquei um pouco dececionada por saber

aos grandes escritores como Luís de

que a mudança passará pela renovação

Camões, cuja obra se divulgou mundo

das paredes. Vamos continuar com a

além. E agora até se pretende ignorar 100


mesma circunstância de que existem

O ideal seria conceber atividades para

disciplinas que vão ter de ser

aqueles que têm mais limitações no

administradas, repetidamente, fora

processo de aprendizagem e outras

daqui, caso da Educação Física,

iniciativas mais exigentes para aqueles

colocando os alunos em situações

que têm um ritmo de aprendizagem

desagradáveis como as situações de

mais avançado. A Escola pode ser uma

chuva e mau tempo, os perigos

fonte de enriquecimento dentro dessa

rodoviários, entre outros. Além disso,

natureza, permitindo, essencialmente,

ainda não conheço o interior deste

que a equipa docente tivesse a

projeto, mas se se repetir o que tem

possibilidade de ter momentos de

vindo a acontecer com as últimas

trabalho interdisciplinar, pois, só assim

construções escolares, esta será mais

se obtém os verdadeiros frutos no

um copy/paste (copiar e colar) igual a

ensino. Este ensino compartimentado,

tantos

qualquer

esta dificuldade dos professores se

caraterística que a diferencie.

reunirem e, sempre que o fazem, tem

Gostaria que a minha escola tivesse

de ser em horários pós-laborais, traduz,

capacidade para agregar os alunos

de facto, a desmotivação e o prejuízo

num só turno, que não houvesse dois

para a vida profissional de qualquer

turnos a funcionar porque isso nunca

docente. Um professor que entre na

produz bons efeitos. Não há medida

escola às oito, com aulas na parte da

nenhuma que o Ministério venha a

manhã e na parte da tarde, e depois

implementar, que vá dar o fruto

ainda tem uma reunião às dezanove

pretendido nas condições em que nós

ou às vinte horas, evidentemente que

trabalhamos, numa escola a três

a sua motivação para trabalhar é nula,

turnos, onde a funcionária tem de

antes pelo contrário, sente-se cansado

controlar os espaços e esgueirar-se,

e revoltado, como é óbvio. Assim, não

durante cinco minutos, para poder fazer

vamos a lugar nenhum.

a limpeza ou poder arejar uma sala.

Entrevistador: Muito interessante a

Este é um dos vários problemas. A

sua visão da nova escola. Antes do

questão essencial é que a escola

imóvel, urge promover um diálogo

deveria disponibilizar uma oferta

alargado sobre as ideias, quem deve

diversificada aos alunos e isso só é

orientar a construção, a organização

possível quando trabalhamos apenas

e a vida da Escola Secundária do

num turno. Num segundo turno, os

concelho. Agora, no papel de presidente

alunos escolheriam entre as diversas

da escola, tendo presente a sua

atividades extracurriculares aquelas

experiência, quais foram os aspetos

que pretendiam frequentar sem

mais relevantes?

qualquer tipo de constrangimento.

Prof.ª Leontina: Muito bem, a minha

outros,

sem

101


102

passagem pela direção desta Escola

instituições. Uma escola viva e social

não foi uma experiência inédita, pois

exige disciplina e desburocratização

já tinha assumido funções no Conselho

por parte das direções. Rodando um

Diretivo da Escola Básica da Ponta do

pouco o ponteiro indagador, tem

Sol. Mas, no caso concreto destes dois

alguma ideia sobre o novo modelo de

anos à frente desta Escola, o que mais

a va l i a ç ã o

me desagradou foi realmente o excesso

Prof.ª Leontina: Relativamente ao

de burocracia.

novo modelo, creio que é mais um

Em muitos casos, o cargo de direção

modelo. Modelos perfeitos de avaliação,

da escola cinge-se muito mais ao papel

julgo que não existem, mas este é

de um funcionário a executar tarefas

mais um para preencher papel e

burocráticas do que propriamente a

mostrar à opinião pública que existe

assumir a função de direção, sobretudo

um modelo de avaliação. Não me sinto

nas circunstâncias em que a escola se

confortável a tecer algumas críticas

encontrava: superlotada, na altura com

porque também não tenho o modelo

quase dois mil alunos, com problemas

alternativo que me diga: deve ser desta

disciplinares que se avizinhavam, desde

ou daquela maneira com clareza, com

então vividos com uma certa gravidade.

exatidão, objetivamente. No entanto,

Uma das coisas em que me empenhei,

penso que ele deveria ser sentido mais

com o apoio do Conselho Pedagógico

por dentro, que perpassasse o tecido

e outros meios, foi a implementação

escolar, e não devesse ficar à mercê,

de um Regulamento Interno onde

exclusivamente, de um professor para

pudesse travar essa escalada de

tecer a avaliação.

indisciplina, entretanto, barrado com

Nesse processo deveriam constar, antes

a questão da legislação em termos

de mais, os dados recolhidos em

gerais e com o Estatuto do Estudante.

Conselho de Turma, onde mais

Certas coisas não foram possíveis de

claramente se manifesta a dinâmica

desenvolver e isso contrariou-me um

pedagógica que um professor

pouco e desmotivou para continuar à

implementa dentro de uma sala com

frente da escola. Contribuiu também

os seus alunos, do que simplesmente

uma grande razão que foi o meu

uma avaliação assente num documento

envolvimento num outro projeto social,

escrito, em linguagem pedagógica e

onde mais direta e facilmente consigo

didática muito correta, mas que no

chegar às pessoas, sem tanta

fundo pouco ou nada avalia. E assistir

interposição burocrática, como é o caso

a uma ou duas aulas também poderá

do ensino em Portugal.

ser

Entrevistador: Portanto, a burocracia

c o m p a ra t i va m e n t e à ava l i a ç ã o

suga a energia vital das pessoas e das

consciente do trabalho complexo do

igual

da

classe

a

docente?

quase

nada,


professor.

participei como vereadora, não a tempo

Talvez fosse mais exequível e rigorosa

inteiro, apenas com assento nas

uma grelha onde o professor fosse

reuniões, mas que me deu realmente

registando o seu processo de trabalho

uma noção de como é que funciona a

ao longo do ano com algumas metas,

máquina por detrás daquilo que nós,

uma ferramenta não excessivamente

munícipes, nos apercebemos da

pormenorizada nem burocrática. O

realidade. Não gostaria de detalhar

parecer deveria contemplar as

pormenores dessa fase para não ferir

informações dos outros colegas de

suscetibilidades. E não dei continuidade

grupo e dos Conselhos de Turma, que

por falta de perfil da minha pessoa

resultaria numa avaliação feita por

para encaixar no sistema como estava

uma equipa e não apenas a visão de

montado.

uma pessoa. Acho que o modelo

Mas, olhando para o 6 de maio, eu

vigente, centrado num só avaliador e

vivo-o muito mais como professora do

apoiado num documento descritivo ou

que como munícipe. O seis de maio é,

em duas aulas assistidas deixa muito

efetivamente, o dia do concelho de

a desejar.

Ribeira Brava mas o dia mais celebrado

Entrevistador: Na realidade, parece

pela população é o dia de São Pedro,

um modelo de avaliação demasiado

29 de junho, e podíamos dizer que

redutor, tanto na forma como no

mais de sessenta por cento dos

conteúdo. Avançando agora para o

ribeirabravenses desconhece o que é

mundo da política, segundo julgo saber,

que se celebra no dia de 6 de maio.

também teve uma breve passagem

Para quem foi aluna e professora desta

por esta área da ação humana. Como

Escola, o seis de maio ganhou uma

agente política o que lhe apraz recordar

força muito grande. Este entusiasmo

sobre o centenário do concelho de

vem provar, novamente, a atitude e a

Ribeira Brava (2)? Quais foram as

perspetiva do professor Francisco

transformações mais marcantes e o

Simões de que a Escola não vive de

que nos deve fazer correr?

costas viradas para a comunidade. Pelo

Prof.ª Leontina: Como não consigo

contrário, transformou a vila da Ribeira

ficar parada, também fiz a experiência

Brava, a dinâmica do município na

de participar de outra forma na

dinâmica própria da Escola, convergindo

sociedade, embora a docência também

os dois polos na celebração da Nossa

seja uma forma de contributo social.

Festa. E aqui, mais uma vez, a Escola

A política permite uma interferência

da Ribeira Brava, foi precursora em

mais direta na realidade social. Ao

instituir o 6 de maio como seu dia,

longo de quatro anos, um mandato,

enquadrando-se nas raízes da comunidade onde está inserida. Foi 103


assim que o seis de maio entrou na

cooperação entre os munícipes. Existem

minha vida de uma forma indelével.

muitas pequenas coisas que fazem a

Quanto ao centenário do concelho e

diferença

às transformações ocorridas durante

harmonioso de uma comunidade.

este século, é claro que muita coisa

Entrevistador: De facto, as decisões

aconteceu e não apenas nesta parte

quando são demasiado estreitas

da Ilha. Todas as transformações e

depauperam e atrofiam a realidade

melhorias de qualidade de vida que a

social. Penso que ainda tem algum

Madeira assistiu, essencialmente, após

tempo para uma última pergunta.

o 25 de Abril de 1974, e neste caso,

Outrora os jovens seguiam os exemplos

de forma particular no Concelho da

dos mais adultos, hoje a grande

Ribeira Brava, também se assiste a um

inspiração parece emanar de inúmeras

desenvolvimento pouco harmonioso.

fontes, sobretudo as mais mediáticas.

Desenvolveu-se ou centralizou-se a

Ora, neste contexto, consegue indicar

atenção em determinados aspetos e

alguma obra (livro, personalidade,

negligenciou-se outros. Mas a sociedade

filme) que possam servir de referência

é um todo.

para a malta mais jovem?

Eu concebo a sociedade como um ser

Prof.ª Leontina: Eu costumo mostrar

vivo em que o desenvolvimento dos

aos meus alunos três grandes livros

membros faz-se em simultâneo e, a

que marcaram a minha formação. São

Ribeira Brava, poderíamos dizer, que

livros pequenos de fácil leitura e

em termos culturais, ficou muito

acessíveis a qualquer pessoa. Um deles

negligenciada, isto é, ficou muito pouco

inevitavelmente é o Fernão Capelo

alimentada. Quem esteve à frente dos

Gaivota de Richard Bach.

destinos deu mais comida a um filho

Foi o primeiro grande livro que me

do que a outro e, assim, um

marcou e que contribuiu imenso para

desenvolveu-se mais do que outro.

a minha personalidade: o não ficar

Agora, temos uma realidade um pouco

quieta à espera que as coisas

andrógena, com pernas e braços

aconteçam é o espírito do Fernão

disformes, logo a necessidade do

Capelo Gaivota. Acho que ele deveria

reajustamento. A atualidade impõe

ser fortemente incentivado, divulgado

limar algumas assimetrias e valorizar

e trabalhado nas escolas por que vem

todas as dimensões de uma sociedade.

muito ao encontro das necessidades

Essa valorização das dimensões de

atuais. Temos de sair da nossa zona

uma sociedade, às vezes, não envolve

de conforto e ir à luta, pois ninguém

grande investimento financeiro. E em

vive por nós. É preciso que os jovens

muitas situações, basta ter espírito

tomem consciência, quanto antes,

aberto, recetividade, e desenvolver a 104

no

desenvolvimento


desta realidade antes de sofrerem o

não pode continuar no mesmo ritmo

choque quando enfrentarem a

e na mesma direção. Há que parar,

sociedade, dado o estado paupérrimo

retroceder e virar noutros sentidos.

em que ela se encontra do ponto de

Acho que é a altura ideal de voltarmos

vista das oportunidades destinadas aos

a valorizar, despertar e dar a conhecer

jovens.

aos jovens outros valores e perspetivas.

Uma outra obra de referência é O

Entrevistador: Foi um privilégio fazer-

Principezinho de Saint-Exupéry. Acho

lhe esta entrevista e partilhar este

que é um livro imemorável para todas

inquietante testemunho. Oxalá que

as idades e indispensável para a vida

estas linhas escritas possam despertar

em sociedade, para a vida profissional

muitos sonhos adormecidos. Em nome

e para a vida em família, ao ressaltar

da escola Básica e Secundária Padre

a importância de criar laços que vem

Manuel Álvares e de toda a comunidade

confrontar a tendência do mundo

ribeirabravense, um sentido e especial

ocidental, mergulhado na cultura

obrigado por ter aceitado mais este

individualista. Aqui está a nu, os efeitos

desafio.

deste egocentrismo centrado no indivíduo que só conta com ele próprio.

Prof.ª Leontina: De nada, o prazer foi meu.

Por conseguinte, criar laços é uma pedra fundamental para viver e melhorar a sociedade. Outro livro pequenino e acutilante de que faço muito uso é o Papalagui escrito em 1920 por Erich Scheurmann e que, de uma forma brincalhona e caricata, analisa vários aspetos da cultura ocidental, aquela de que fazemos parte, no sentido de despertar a consciência para os caminhos que o homem ocidental tem percorrido, agarrado à verdade absoluta e detentor de poderes insuspeitos que, analisados por outros prismas, mostram o quanto estávamos redondamente iludidos. Com esta

Entrevistador: Professor Martinho Macedo

------------------------------------------------Notas: 1 - “Estão cegos? Não conseguirão ver? Não se aperceberão da glória que será quando aprendermos realmente a voar? Não me interessa o que eles pensam. Mostrar-lhes-ei o que é voar.” “Tu tens a liberdade de ser tu próprio, o teu verdadeiro eu, aqui e agora; nada se pode interpor no teu caminho. Essa é a lei da Grande Gaivota, a lei que é. - Queres dizer que posso voar? - Quero dizer que és livre?” (Richard Bach, Fernão Capelo Gaivota).

situação de crise, abre-se espaço para podermos promover as devidas reformulações e transformações em benefício do Bem Comum. A sociedade

2 - O Concelho de Ribeira Brava foi criado a 6 de maio de 1914, graças às iniciativas do visconde Francisco Correia de Herédia (18521918). 105


Memórias da ex-aluna Trindade Camarata 40 anos depois No dia vinte e quatro de fevereiro de

nomes, pois, poderei desconsiderar

2014 entrevistei uma ex-aluna da

alguns, o que poderá magoar algumas

Escola Básica Secundária Padre Manuel

pessoas que irão ler a entrevista.

Álvares que pertenceu ao primeiro

Nessa época criavam-se laços de

grupo das “Gaivotas”.

amizade, coisa que hoje em dia parece

Entrevistador: Muito boa tarde, como

difícil de acontecer. Existia uma união,

sabe a Escola celebra o 40.º

uma amizade sincera entre professores

aniversário. Penso que é o momento

e alunos. Perpassava um elo baseado

oportuno para recordar o testemunho

no respeito pelos professores e

de uma ex-aluna que pertenceu ao

funcionários. Foi um clima e uma

primeiro grupo das “Gaivotas” da Escola

convivialidade espetaculares. Fui muito

Básica e Secundária Padre Manuel

feliz nesse tempo.

Álvares. Em primeiro lugar, pode referir

Entrevistador: Nas relações humanas

alguns aspetos da sua biografia? Por

os laços são tão importantes para quase

exemplo, o nome, a idade, a atividade

tudo. Lembra-se com certeza do “parto”

profissional e algumas experiências

desta Escola no ano letivo de

mais marcantes na sua vida que possa

1973/1974 e do seu primeiro diretor

partilhar com os leitores?

Francisco Simões. Pode descrever

Sr.ª Trindade: Muito boa tarde. O

algumas memórias desse professor

meu nome é Trindade, mais conhecida

escultor?

por Camarata, e tenho cinquenta e

Sr.ª Trindade: O professor e diretor

sete anos. Trabalho como escriturária

Simões

numa empresa de transportes e

inesquecível. Ficou no nosso coração,

pertenci ao grupo das “Gaivotas” que

não só no meu, mas em todas as outras

frequentou esta escola de uma forma

alunas. Ainda ontem tive o privilégio

empreendedora. Esta experiência

de falar com ele ao telefone, pois,

memorável passou-se há quarenta

temos um grupo espetacular devido à

anos atrás. Esse tempo foi, acima de

amizade que perdurou ao longo destes

tudo, uma bela etapa da minha vida

anos todos. Desde os primórdios, ficou

onde aprendi a crescer e a respeitar

combinado o reencontro num jantar,

os outros, com o apoio dos professores

todos os anos, no dia seis de Maio,

espetaculares que eu tive. Recordo-os

com todos os alunos e professores do

com muitas saudades. Não vou nomear 106

é

uma

personalidade


grupo de “Gaivotas”. Atualmente,

diabruras dentro da sala; põem cadeiras

fazemos esse jantar na semana do seis

atrás das portas; quando o professor

de maio e, a propósito, o amigo Simões

entra na sala, fazem barulho, etc., etc.

ligou-me ontem a perguntar pelos

Bem...no meu tempo… eu não sei o

pormenores do jantar:

que era isso. Claro que éramos

– Então, Camarata, quando é que vai

brincalhões, mas havia regras e eram

ser o jantar? Não se esqueçam de

respeitadas. Nessa altura, a escola

avisar-me. Quero estar com vocês.

estava a nascer e nós respeitávamos

No ano transato ele marcou presença

os professores e empregadas,

e adorou o convívio. Houve algumas

i n c l u s i va m e n t e , l i m p á va m o s e

alunas das quais ele já estava esquecido

cuidávamos de uma horta para o nosso

mas depois ao falar e com a recordação

sustento. Havia, além disso, uma vaca

das experiências dessa época, começou

que era alimentada pela erva que os

a lembrar-se das pessoas. Nunca vou

rapazes apanhavam e nós tratávamos

esquecer o professor Simões e muitos

de outra parte da horta onde havia

outros que ficaram no nosso coração.

cenouras, couves, morangos, batatas

Entrevistador: Muito bem, falou-me do clima entre professores e alunos baseado na amizade, na camaradagem e no ritual do jantar comemorativo. Outro aspeto importante tem a ver com as aulas. Como eram as aulas e as aprendizagens de então? Eram parecidas com as de hoje ou diferentes? Sr.ª Trindade: O que eu sei das aulas do meu tempo é que nós estávamos quase sempre à hora marcada e entrávamos juntamente com o professor. Ele era a “Gaivota” principal e nós o bando que ia atrás. Lamento, hoje em dia, porque trabalho nas proximidades da escola, aquilo que vejo e ouço as pessoas comentarem, nomeadamente,

alguns

e também algumas galinhas. Ficávamos com as mãos sujas mas éramos felizes ao trabalhar em conjunto em prol de um alimentação rica e saudável para todos os alunos. Como muitos pais não tinham grandes possibilidades, a horta era uma forma de produzirmos o nosso próprio alimento, servido através da cantina. Entrevistador: O respeito e a solidariedade foram dois pilares essenciais da nossa Escola. Então, pelo que me disse, além das aulas, vocês ocupavam parte do vosso tempo com as tarefas relacionadas com a horta. Ora, além das virtudes de viver e estudar nesse período, peço-lhe que fale um pouco das vossas dificuldades.

comportamentos pouco dignos: certos

Sr.ª

Trindade:

Como

vivo

alunos saem de casa para a escola mas

relativamente perto da escola não tive,

não aparecem nas aulas; fazem

assim, muitas desvantagens. Também 107


108

não havia transporte para ir buscar a,

conjunto para dar a volta por cima em

b, ou c. Cada um tinha de se

prol do nosso estudo e de um futuro

desenvencilhar conforme podia. Eu

melhor para todos. Eu não sei bem o

percorria diariamente dois a três

que é que hoje existe, mas no âmbito

quilómetros de forma alegre, pois vinha

das atividades extracurriculares desse

ao encontro da escola, com a alegria

período, é de realçar as visitas de

de aprender e de estar com os amigos.

estudo, que deduzo que se mantêm;

Esse percurso era feito com o

os passeios a pé e de autocarro com

entusiasmo de chegar ao encontro de

professores e alunos e pouco mais.

alguém que está em sintonia com a

Entrevistador: É impressionante como

vida escolar. Naturalmente, a maioria

o

dos alunos gostava da escola, do estudo

perseverante foi suplantando as

e do convívio.

adversidades materiais em nome de

No entanto, sempre que havia um

um futuro mais risonho. Como membro

feriado também saltávamos de alegria

desse grupo das “Gaivotas”, como

e íamos lá para baixo ver os

elemento pioneiro da escola, qual é

estrangeiros saírem, em frente da

para si o significado de ser “Gaivota”?

igreja. Um dos grandes problemas

Sr.ª Trindade: Ora, para mim, ser

dessa altura, era a ausência de

“Gaivota”, como o próprio nome indica,

transporte para os alunos. Muitos

quer dizer, que éramos um grupo que

alunos do lado da Calheta que vieram

remávamos para o mesmo lado em

estudar para o nosso concelho, devido

prol de alguma coisa boa para as nossas

às dificuldades do transporte, ficavam

vidas. Por exemplo, alguém sugeria

na pensão da Ribeira Brava e só iam

uma ideia que depois era apoiada pelos

às suas casas no fim-de-semana.

professores, por exemplo, a pintura de

Outros alunos que viviam muito mais

uma parede. Foi assim que achamos

longe da escola tiveram que ultrapassar

por bem pintar a parede da entrada

o obstáculo da distância e outros fatores

da nossa Escola com as Gaivotas”,

de ordem socioeconómica. Claro que

relacionadas com os alunos que a

do ponto de vista material, as

frequentaram nessa época, inspiradas

instalações e as salas não eram tão

na obra de Fernão Capelo Gaivota de

cómodas como as atuais, mas, com o

Richard Bach.

passar do tempo, as coisas e as

Nesse tempo também ocorreu umas

transformações da escola foram

atividades

gradualmente se recompondo, no geral,

expressivas cujas fotos ainda guardo.

para melhor. Apesar de tudo, fizemos

Ocorreu num laboratório de fotografias

todos os esforços e iniciativas em

que havia na altura. Tirávamos a

vosso

espírito

insaciável

fotográficas

e

muito


fotografia e de seguida iniciava-se o

comemoramos um dia que ficou

processo de revelação: colocávamos a

celebrado nas nossas vidas de

folha numa máquina e depois

estudantes. Foi o seis de maio, o dia

imprimíamos as fotos a preto e branco.

da Ribeira Brava!

Nessa altura foi uma mais-valia, uma

Entrevistador: O jantar passou a

descoberta espetacular que despertou

identificar-vos com uma época e a

e alegrou todos os participantes nessa

passagem por esta Escola em particular.

atividade. Entrar no laboratório e depois

Todavia, esse ritual parece não se ter

cada um sair com a sua própria

propagado aos grupos de “Gaivotas”

fotografia, foi algo novo e extraordinário

q u e v i e ra m d e p o i s d e vo c ê s ?

para a época!

Sr.ª Trindade: É como tudo na vida.

Entrevistador: Como ser “Gaivota”

Há uns que estudam, casam, e acham

significa estar impregnado de uma

que já têm a vida organizada com a

liberdade ativa, também ouvi dizer que

família e o trabalho e muitas vezes

a senhora Trindade organiza os jantares

esquecem-se das amizades que ficaram

do grupo de “Gaivotas”. Existe alguma

para trás. Eu por acaso estudei,

razão para essa tradição?

trabalho e casei e nunca esqueci os

Sr.ª Trindade: Ora, isso começou

meus amigos. Temos de ter tempo

pois, como todos sabem, pelo menos

para conviver com aqueles que

os ribeirabravenses deveriam saber,

merecem a nossa amizade! É fantástico

no dia do concelho que é a seis de

o convívio, talvez seja por esta razão

maio. Algum colega sugeriu a realização

que movimento este reencontro das

de um jantar nesse dia. A partir de

“Gaivotas” no jantar anual. Então,

então incentivamos a celebração anual

começo a mexer na papelada e toda a

de um jantar com o grupo de

gente vem ao meu encontro. O que

“Gaivotas”. Nos primeiros anos, a

sei é que, nos meses de fevereiro e

colaboração foi mais intensa, depois

março, muita gente liga para saber o

arrefeceu um pouco, mas voltou a

lugar do jantar-reencontro que por

crescer na celebração do jantar.

vezes se prolonga pela noite dentro.

A maior parte desse grupo inicial está

Com o entusiasmo dos outros, fico

entre a Calheta, Ponta do Sol e Ribeira

contagiada e começo a mobilizar os

Brava, mas eu tenho o contato de

contatos e a fazer tudo para que as

quase todos, inclusive dos professores,

coisas aconteçam. É de louvar esta

e costumo através de SMS avisar toda

comunhão, esta amizade entre ex-

a gente e combinar a data do jantar.

alunos e professores (Simões,

A maioria adere com muita alegria,

Domingos, Orlando, Quim, Luz,

pois é uma vez por ano que nós

Mariana, Gilberta, Celeste, Zé) do nosso 109


110

tempo que estiveram na alvorada da

a pagar um preço demasiado elevado

Escola Básica e Secundária Padre

por a, b ou c, não ter tido a devida

Manuel Álvares.

educação desde a infância. Este tipo

Entrevistador: Pois bem, parece que

de situações é muito penalizador.

a amizade é uma experiência

Entrevistador: A convivência na

intemporal e gratificante em si mesma.

escola já não se rege pelos mesmos

Agora, olhando para a escola atual,

princípios. E continuando um pouco

como é que a vê? Na sua opinião o

mais

que é que permanece da escola dessa

recentemente os governantes regionais

época e o que nota de diferente? Pode

anunciaram um novo projeto para esta

falar, por exemplo, dos alunos,

escola, alterando inclusive o nome para

professores, funcionários, espaços,

Escola Básica e Secundária da Ribeira

encarregados de educação?

Brava, o que obliterou da designação

Sr.ª Trindade: Ora bem, a escola

da Instituição uma figura incontornável

mantêm-se no mesmo sítio, é claro, o

da cultura do concelho como o Padre

que diverge é a maneira como os alunos

Manuel Álvares. Não sei se já ouviu

se comportam. Isto merece o meu

falar destas mudanças? Tem algum

reparo. Não estou a dizer isto no sentido

conhecimento

pejorativo, pois muitos ainda lutam

empreendimento? O que acha do novo

pela escola, tal como nós no nosso

edifício?

tempo, mas talvez existe uma maior

Sr.ª Trindade: Olhe, tudo o que vem

percentagem de comportamentos

para bem da juventude é de louvar.

negativos. E acho que essas situações

Realmente a escola, pelo fato de já ter

são pouco construtivas.

40 anos, já se encontra degradada e

Ouço falar de muitas rivalidades entre

acho bem que renovem a escola porque

os alunos e da destruição das condições

há sempre maneiras de melhorar as

materiais da escola. Talvez fosse

condições que nos rodeiam e a escola

necessário precaver este estado de

em si mesma não é algo já feito,

coisas com outra educação antes de

acabado. A escola é um projeto vivo

entrarem nesta escola, outrora tão

para outros alunos que hão-de

acarinhada. Penso que a escola não é

frequentá-la. Contudo, nesta altura do

para educar os alunos mas está

campeonato, até acho um pouco

principalmente vocacionada para

estranho que esse plano se venha a

preparar os jovens para o futuro. A

concretizar. Oxalá que sim! Oxalá que

educação e valores deveriam ser

sim! Não é falta de organização da

ministrados, antes de mais, no contexto

escola porque tem tudo o que é de

familiar, não faz sentido a escola estar

bom, mas persistem outros fatores que

esta

nossa

conversa,

deste

novo


mostram

a

crise

económica

ver diretamente com a escola mas

avassaladora à nossa volta e não sei

apontam

para

se o novo edifício virá a será

responsabilidade das famílias.

materializado brevemente. Talvez no

Entrevistador: A família é um aliado

tempo dos meus netos seja possível

crucial na ação educativa. Sem querer

c o n t e m p l a r e s s a n ova e s c o l a .

invadir a sua vida privada, peço-lhe

Entrevistador: O sonho deve

que

alimentar a esperança. Imagine que

(experiência, livro, filme) ou uma breve

tinha a possibilidade de transformar a

mensagem destinada aos alunos em

escola, o que é que faria?

geral, os homens e mulheres do futuro.

Sr.ª Trindade: Talvez mudasse um

Sr.ª Trindade: Ora bem, eu acho que

pouco as excessivas cargas horárias

uns dos primeiros conselhos que eu

dos alunos e dos professores. Vejo os

daria à juventude é que se abstraiam

jovens com um horário demasiado

um pouco mais dos telemóveis e dos

ocupado. Os alunos passam muito

computadores. Diversifiquem a

tempo dentro da escola, de manhã até

ocupação dos seus tempos livres, tal

ao anoitecer e talvez esta situação não

como eu fiz no meu tempo: ler um

seja benéfica para ninguém, desde

bom livro; estabelecer uma relação

alunos, famílias e professores. Esta

direta com os seus amigos e dialogar

carga horária deveria ser repensada,

sobre diversos assuntos. Estas práticas

melhor dividida entre as várias turmas

parecem pouco usuais entre os jovens.

e professores, mas, como agora as

Hoje, os jovens encontram-se, por

coisas estão muito mais difíceis, ao

exemplo, num café mas cada um está

nível da colocação de professores, é

prisioneiro

capaz das coisas ficarem mais

computador, MP3, ou Ipad, a receber

sobrecarregadas para uns e menos

e a enviar mensagens, sem haver um

para outros.

diálogo efetivo, como se mais ninguém

Desta minha visão externa, vejo às

estivesse à sua volta. Estes jovens

vezes as funcionárias chamarem a

estão a perder um pouco as raízes que

atenção dos alunos para situações

eu tinha do meu tempo mas que não

irregulares e eles não revelam,

abdico de maneira nenhuma. Por isso

infelizmente, o devido respeito pelos

é que eu digo que no meu tempo, e

agentes auxiliares da ação educativa.

digo-o não porque já ultrapassei os

Também ouço dizer que o mesmo

cinquenta anos, mas afirmo-o com

acontece com os próprios professores,

orgulho e satisfação, de que no meu

o que é de todo inaceitável. Como já

tempo de estudante tive tempo para

referi, este tipo de atitudes não têm a

brincar com os meus amigos, ler,

indique

do

o

trabalho

algum

seu

e

exemplo

telemóvel,

111


estudar e estas experiências foram o

ao concelho de Ribeira Brava. O que

mais importante. Foi um tempo

não compreendo, às vezes na Ribeira

dedicado à amizade. Hoje em dia os

Brava, é que os presidentes colaboram

jovens agarram-se em demasia aos

em muita coisa, por exemplo,

computadores e aos telemóveis.

promovem eventos e animação mas,

Entrevistador: Todos ficamos mais

por volta das nove ou dez horas, as

ocos quando abandonamos as nossas

pessoas começam a retirar-se. Por um

raízes, a tradição, a identidade, as

lado, as pessoas reclamam, sentem-

relações interpessoais e os laços

se insatisfeitas por que não há

culturais. A propósito e como última

animação mas quando ela se concretiza

questão, este ano o concelho de Ribeira

as pessoas retornam às suas casas o

Brava celebra o seu centenário, o que

mais cedo possível. Então, ficam lá

lhe diz esta data? Quais foram na sua

meia dúzia de pessoas a assistir

opinião os acontecimentos mais

enquanto a maioria, talvez por estarem

relevantes? Se fosse presidente que

enraizadas a determinados horários,

medidas tomaria logo de imediato?

sentem a obrigação de se recolherem.

Sr.ª Trindade: (Risos). Eu acho que

Entrevistador: Esperemos que

a Ribeira Brava estendeu-se e evoluiu

algumas das suas ideias encontrem

de forma positiva, embora hajam vozes

solo fértil. Em nome de todas as

contra e a favor. Apareceram os

“Gaivotas”

grandes hipermercados, os novos

ribeirabravense muito obrigado pela

edifícios que trouxeram mais pessoas

sua disponibilidade e participação. Faço

para o concelho, as modificações na

votos que o próximo 40.º aniversário

zona da praia, mas também agora não

das “Gaivotas” seja celebrado de forma

há muito dinheiro. Aquela estrada, logo

animada e alegre.

abaixo do cemitério, poderia ser um

Sr.ª Trindade: Fico grata por me ter

bom polo atrativo se fosse bem

feito este convite. Para mim foi um

explorado. A partir do momento em

privilégio poder partilhar um pouco da

que fecharam essa estrada e abriram

história da Nossa Escola.

e

da

comunidade

o túnel que dá acesso à Tabua as pessoas foram desviadas da Ribeira Brava. Ora bem, deixa-me lá ver, se eu fosse presidente por um dia (risos), a primeira medida seria tornar gratuito o estacionamento aos fins-de-semana com o objetivo de atrair mais pessoas 112

Entrevistador: Professor Martinho Macedo


Jantar do 1.º Grupo de “Gaivotas” em 2013

113


Coordenação de TIC 2013-2014

Oficinas de TIC As Oficinas de TIC têm sido, ao longo destes últimos anos, uma mais-valia na promoção e utilização das novas Tecnologias de Informação e Comunicação, destinadas a toda a comunidade escola e dinamizadas por um grupo de professores de informática, colaboradores no Plano de TIC. O trabalho contínuo da equipa relativamente à produção, distribuição e utilização de conteúdos pedagógicos em suporte informático, desenvolvimento de atividades pedagógicas durante os tempos livres dos alunos, docentes e de todos os que desempenham funções na nossa Escola, tem sido uma persistente e ambiciosa tarefa de modo a chegar a todos os frequentadores das Oficinas TIC. O espaço Oficinas TIC foi também palco de workshops dinamizados pelos colaboradores, tais como “Trabalhar nas Nuvens” que abordou a temática computação nas nuvens, sendo exploradas as aplicações livres GoogleDrive e Skydrive e “Ideias em Movimento” que desenvolveu a criação de apresentações dinâmicas e interativas através do software livre Prezi. Há que salientar o apoio dado aos trabalhos realizados pelos alunos para as mais diversas disciplinas, aos alunos com currículo específico individual e à execução dos desafios do concurso Nacional Seguranet.

114

105


O cinema vem à escola

A atividade o “Cinema vem à escola” assenta na projeção de diversos filmes durante o ano letivo, que são selecionados segundo dois critérios: o conteúdo temático a ser desenvolvido e a idade do aluno. Através dos filmes projetados pretende-se desenvolver um trabalho transdisciplinar que tem como ponto de partida a sétima arte integrada numa temática. E ainda, o próprio visionamento numa sala de cinema torna necessário que o professor dialogue com o aluno sobre o comportamento a adoptar nesse espaço. Perante os objetivos propostos para o 1.º período, foram desenvolvidos os seguintes conteúdos temáticos: A Liderança - Projeção do filme “Invictus”; O trabalho em Equipa- Projeção do Filme “Madagáscar 3”, O Espírito de Natal- Projeção do Filme “Feliz Natal Madagáscar”. Esta atividade anual contou já no 1.º período com mais de uma centena de participantes e continua a aumentar.

115


Comemoração do Dia Mundial da Internet mais Segura 2014

No âmbito do Dia da Internet Segura 2014, a coordenação de TIC da Escola Básica e Secundária Padre Manuel Álvares organizou uma palestra subordinada ao tema “Crime Informático”, com Custódio Drumond, Inspetor-Chefe da Polícia Judiciária da Madeira. Phishing, Homebanking, Compras online, sofware livre, Redes Sociais, Cyberbullying, Encontros com Desconhecidos, foram alguns dos temas discutidos. Esta atividade contou com a participação de 97 alunos e 9 professores. Também nesta semana, foi lançado um desafio através da rede social Facebook das Oficinas de TIC, para a melhor frase sobre o tema “Para mim estar seguro na Internet é…” e os alunos vencedores foram Valério Mendes 5.º E, Paulo Sousa 7.º B e Ana Calheta do 8.º B. Todas as informações da Coordenação TIC estão disponíveis no portal: http://pticebspma.webnode.pt/ Coordenadora TIC: Teresa Vale

116


SeguraNet – Escola Vencedora 2011/12 e 2012/13

No âmbito do Projeto Escola

Computadores, Redes e Internet

Segura TIC – Desafios SeguraNet, a

(DGIDC-CRIE) do Ministério da

nossa escola tem sido um dos

Educação, desenvolveu, em 2004, o

estabelecimentos de ensino vencedor,

Projecto SeguraNet, para a promoção

a nível nacional em todas as suas

de uma utilização esclarecida, crítica

participações, resultado de inúmeras

e segura da Internet junto dos

atividades que têm sido desenvolvidas

estudantes do ensino básico e

neste projeto desde 2006 e da

secundário.

participação dos nossos alunos, de alguns docentes e de encarregados de educação nos desafios SeguraNet.

Na verdade, e como referido, desde 2006 temos desenvolvido um conjunto de atividades para promover a utilização segura e esclarecida da Internet tendo a articulação entre estas atividades e a importância atribuída pela nossa escola à promoção da utilização segura e esclarecida da Internet, por parte da nossa Comunidade, dado origem, em 2008, ao Projeto Escola Segura TIC.

O aparecimento deste projeto não é fruto do acaso e acompanha as orientações da Comissão Europeia na área da segurança da Internet, que lançou em 1999 o programa Safer Internet, a que se seguiu em 2005 o programa Safer Internet Plus, com o objetivo de dinamizar projetos nos

Anos depois, em outubro de

Estados Membros de promoção da

2011, em Sessão presidida por Sua

utilização segura da Internet.

Excelência o Secretário Regional de

Entretanto, no âmbito do programa Safer Internet, a Direção Geral de Inovação e Desenvolvimento Curricular, através da Equipa de Missão

Educação e Cultura, no auditório do Centro de Estudos de História do Atlântico (CEHA), era realizado o lançamento do projeto SeguraNet na Região Autónoma da Madeira. 117


No entanto, como desde 2008 a

“TICTIC” (Alexia Gomes, Ivana

nossa escola já atribuía especial

Mendonça e Joana Setim) com 283

importância

do

pontos, seguidas dos “HOTIC” (Adriana

SeguraNet, logo após a celebração do

Marques, Ari Pestana e Daniel Freitas)

protocolo entre a Secretária Regional

com 267 pontos e os “Soft3” (Bruna

de Educação e Cultura e o SeguraNet,

Oliveira, Domingos Abreu e Inês

fomos uma das primeiras Escolas da

Almedia) com 265 pontos. Neste

Região Autónoma da Madeira a

primeiro ano, as equipas apenas foram

participar no concurso nacional sobre

orientados por alguns docentes do

segurança na Internet e, desde então,

grupo de informática.

às

atividades

temos sido uma das poucas escolas básica e secundária a participar sempre e a conseguir os melhores resultados a nível regional nos Desafios SeguraNet.

ano

letivo

2012/13,

continuamos a melhorar os nossos resultados e conseguimos alcançar o 21.º lugar a nível nacional, voltando a

Desde fevereiro de 2012, em que

ser a escola regional melhor classificada

éramos a primeira escola regional com

nos Desafios SeguraNet, com 11005

pontos no SeguraNet e, nessa altura,

pontos, e pela primeira vez tínhamos

ocupávamos a 45.ª posição das escolas

2 equipas de encarregados de educação

nacionais, apesar de ser a nossa

a participar. O número de equipas

p r i m e i ra p a r t i c i p a ç ã o, c o m o s

participantes aumentou para 54 e o

“Guerreiros Informáticos”, com 147

de docentes para 16 verificando-se,

pontos, a liderarem a classificação,

pela primeira vez, a participação de

seguidos das “BadGirls” e dos “Sem

docentes

Sinal” respetivamente, 145 e 142

disciplinares. Os vencedores, a nível

pontos, muitas têm sido as equipas a

de escola no ano passado, foram “Os

participarem de forma meritória nos

Craques da Internet”, com 385 pontos,

Desafios SeguraNet.

seguido dos “Peço desculpa ” que

Nesse primeiro ano em que participámos nos Desafios SeguraNet (ano letivo 2011/12), fomos umas das 58 escolas vencedoras a nível nacional, tendo participado 42 equipas (com o número mínimo de 3 alunos) e 11 docentes. A nossa escola obteve 6365 pontos e ficamos classificados na 29.ª posição, com 6365 pontos. A equipa vencedora, a nível de escola, foi as 118

No

de

diversos

grupos

lideraram praticamente durante a maior parte do concurso, com 377 pontos e os “7.º E G2” com 362 pontos. Estas equipas foram constituídas por mais de 10 alunos de turmas do 7.º ano que desenvolveram as atividades nas aulas da disciplina de Tecnologias de Informação e Comunicação.


Seguranet 2011/12

Seguranet 2012/13

Seguranet 2013/14 Os Desafios SeguraNet continuam a ter uma maior participação que nos anos anteriores e, para além de estarem a ser desenvolvidos por alguns docentes do grupo de informática e de outras áreas nas suas disciplinas, constata-se a preocupação de alguns diretores de turma em reconhecer a importância da temática e em promover a participação das suas turmas no SeguraNet. Verificase que alguns encarregados de educação têm participado nos workshops realizados n a e s c o l a c o m o s s e u s e d u c a n d o s e n o s D e s a f i o s S e g u ra N e t . No final do mês de fevereiro estávamos no 18.º lugar a nível nacional, com 4920 pontos, estando inscritos 213 alunos, 13 docentes de diversos grupos disciplinares e 2 equipas de encarregados de educação (6.º C e 10.º F). Na classificação atual, podemos observar o excelente desempenho de muitas equipas que resolveram com sucesso todas os desafios desde o início do concurso e lideram com 250 pontos (máximo possível), seguidos de inúmeras equipas com boas pontuações o que permite afirmar que a luta pelo primeiro lugar estará em aberto até o último desafio. É importante referir que as inscrições estão abertas até final do mês de maio de 2014 e agradecemos aos encarregados de educação 119


e aos diretores de turma que sensibilizem os seus educandos a participarem nos Desafios SeguraNet. A organização da Semana da Internet Mais Segura continua a ser um dos eventos mais importantes deste projeto e, uma vez mais, estivemos associados à Secretaria Regional da Educação e Recursos Humanos (SRERH) que, em parceria com a SeguraNet, dinamizou a Semana da Internet Mais Segura (entre os dias 11 e 14 de fevereiro de 2014), para assinalar esta semana na nossa comunidade. Este ano o tema é “Juntos vamos criar uma Internet melhor” pelo que, para além da Competição Nacional do SeguraNet, em que os alunos resolveram os desafios do mês de fevereiro, ao mesmo tempo que sensibilizavam os seus colegas para a importância da Segurança na Internet, tivemos outras atividades como o workshop “Juntos vamos criar uma Internet Melhor”, destinado aos alunos do 3.º ciclo. A fase final do concurso entre turmas, iniciado no dia da Festa de Natal e a passagem de slots publicitários do SeguraNet na rádio escola. O Dia da Internet Mais Segura (dia 11 de fevereiro) foi um dia muito especial sendo assinalado com o segundo workshop: “Segurança no Computador” destinado aos encarregados de educação e educandos. O primeiro workshop, com a temática das “Redes Sociais”, foi realizado no 1.º período e, no dia 5 de maio, teremos a segunda parte do workshop: “Segurança no Computador”. Às comemorações desta semana, estiveram associadas a ação de sensibilização “Prudência nas compras e amizades na Internet”, com a oradora Dr.ª Graça Moniz do Serviço da Defesa para o Consumidor e dinamizada pelo Projeto Rede de Educação para o Consumidor e a conferência “Crime Informático”, realizada no dia 12 de fevereiro, cujo orador foi o Inspector Custódio Drumond, da Polícia Judiciária e que foi dinamizada pela Coordenação TIC. Para finalizar, salientamos que este projeto, para além da promoção dos Desafios SeguraNet, da organização de workshops, conferências, ações de formação, concursos, jogos educativos entre outras atividades realizados ao longo da sua existência, apenas continuará a ser bem-sucedido com a colaboração dos docentes de todos os grupos disciplinares que realizem os desafios nas disciplinas que abordam a temática da segurança da Internet, dos diretores de turma que promovam essas atividades nos seus conselhos de turma e dos encarregados de educação, através da sua participação e na sensibilização dos seus educandos para participarem nestas atividades. Os encarregados de educação têm realçado a importância deste projeto e alguns têm realizado um esforço em participar, na medida do possível, nas nossas atividades permitindo a criação de um espaço de 120

aprendizagem

e

reflexão

entre

educadores

e

educandos.


“TU decides por onde vais!!!” Inscreve-te com os teus Amigos ou Encarregado de Educação e participa no Concurso SeguraNet (até final de maio de 2014)

Professor Carlos Silva Responsável pelo Projeto Escola Segura TIC Desafios SeguraNet 121


7.º Concurso de Fotografia lançado pela Escola Básica e Secundária Padre Manuel Álvares, intitulado pelo terceiro ano consecutivo “Simplesmente Madeira”, com os seguintes objetivos:

122

- sensibilizar os mais jovens para a defesa, preservação e valorização do património cultural tradicional; - criar e consolidar o gosto pela fotografia; - promover a fotografia criativa.


Fotografias Vencedoras

1.º Classificado Ângela M. C. Morais Professora

2.º Classificado - Exequo Alexandra M. P. Freitas Aluna

2.º Classificado - Exequo Lígia L. Camacho Aluna

123


Menções Honrosas

Menção Honrosa - Exequo

Menção Honrosa - Exequo

Zane Costa | Aluno

Francisco Gomes| Aluno

Menção Honrosa - Exequo

Menção Honrosa - Exequo

José Jesus | Professor

Carolina Carujo | Aluna

Restantes trabalhos selecionados

Pascal Oliveira

124

Mariana Rodrigues

Mariana Rodrigues

Carolina Silva


Francisco Gomes

Helena Sousa

Cláudio Micael

Salvador Sequeira

Ângela Morais

Francisco Silva

Catarina Gomes

José Jesus

João Santos

Ana Mendonça

Mateus Freitas

Mateus Freitas

Elsa Fernandes

Helena Sequeira

Lígia Camacho

125


Numa altura em que cada vez mais se torna premente a defesa do ambiente, programas como o Eco-Escolas têm sido a semente que todos esperamos vir a germinar no futuro. Implementado na nossa escola desde 2010, este programa tem vindo, ano após ano, a sensibilizar a comunidade escolar para a preservação do ambiente através de boas práticas e da realização de uma série de iniciativas que promovem não só a temática ambiental mas também as regras de cidadania. Neste contexto, e no decorrer do presente ano letivo, foram realizadas algumas atividades em parceria com diferentes entidades e envolvendo vários projetos e disciplinas, numa crescente interdisciplinaridade, traduzindo-se numa maior envolvência que, gradualmente, vai mudando práticas e mentalidades de todos os agentes envolvidos. Assim, a primeira atividade, levada a cabo pelo Projeto de Educação Ambiental, foi a celebração do Dia do Mar, em 16 de novembro, contou com a colaboração do Programa Eco-Escolas e do município ribeirabravense, e consistiu numa limpeza da praia. O empenho dos alunos na recolha do lixo e na sua subsequente separação foi notável, o que perspetiva uma assimilação de valores ambientais. 126

Posteriormente, em 7 de novembro, comemorou-se o World Days of Action, uma iniciativa cujo objetivo é dar visibilidade ao trabalho que diariamente as Eco-Escolas fazem em prol da comunidade.

Um pouco mais tarde, foi a vez de os alunos da disciplina de Educação Tecnológica – 3.º ciclo entrarem em ação. Aproveitando a presença da temática ambiental no programa curricular da disciplina, os alunos das turmas A (2.º turno) e B (1º turno) do 7.º ano construíram uma árvore de Natal recorrendo à reutilização de


materiais, nomeadamente garrafas P E T. F o r a m m o m e n t o s d e consciencialização ambiental, com alguma diversão à mistura, comprovando que as atividades de caráter lúdico podem também constituir-se como espaços de aprendizagem.

Já no 2.º período, mais concretamente a partir do dia 10 do mês de fevereiro, esteve patente no Espaço Mercado da Ribeira Brava uma exposição de candeeiros construídos com material anteriormente utilizado, desta feita com cartão. Esta atividade, realizada pelos primeiros turnos das turmas de Educação Tecnológica – 3.º ciclo, do 8.º ano (turmas A, B, C e D), contou com a parceria, mais uma vez, do Projeto de Educação Ambiental, assim como da Câmara Municipal da Ribeira Brava. Para além da reutilização de cartão e da vertente estética do objeto em si, a realização deste trabalho permitiu a aplicação de diferentes

técnicas e utensílios e facultou a aprendizagem de conteúdos relacionados com eletricidade. De facto, foram os próprios alunos que efetuaram a montagem do circuito elétrico do candeeiro, com alguma hesitação e renitência iniciais, tendo-se rendido, no final, à utilidade e beleza do seu próprio trabalho.

No dia 21 de março, a escola esteve representada na exposição/competição “Eco-criativo”, promovida pelo município da Ribeira Brava, tendo arrecadado o 3.º lugar com a árvore de Natal construída pelas turmas A e B do 7.º ano, já referenciada anteriormente. 127


Com a aproximação do final do 2.º período e da Primavera, uma época convidativa à comunhão com a Natureza, foi levada a cabo uma atividade denominada “Mobilidade sustentável”, que consistiu na criação de um estacionamento para bicicletas no recinto escolar. Esta iniciativa contou com a colaboração da Câmara Municipal da Ribeira Brava e, tal como o nome indica, pretende incentivar à deslocação para a escola de forma mais saudável e amiga do ambiente.

Mais recentemente, no dia 24 de abril, foi formalmente assinalado o Dia EcoEscolas com o hastear da bandeira do programa e, simultaneamente, com a comemoração de mais um World Days of Action. Para além de um elevado número de membros da comunidade escolar, estiveram presentes igualmente o Diretor Regional do Ordenamento Territorial e Ambiente, Eng.º João Correia, a Coordenadora Regional do Programa Eco-Escolas, Drª Eunice Pinto, o Presidente da Câmara Municipal da Ribeira Brava, Dr. Ricardo Nascimento, a vereadora do pelouro da Cultura, Drª Natália Rodrigues e o Coordenador Municipal do Programa Eco-Escolas, Eng.º Dinarte Spínola. Esta atividade contou com a valiosa c o l a b o ra ç ã o d a A s s o c i a ç ã o d e Estudantes da escola, representada pelo seu presidente Michael Gomes, e pela Rádio Escola, na pessoa do aluno Miguel Lobo.

Ainda no âmbito desta atividade, decorreram alguns workshops, nomeadamente “Horta vertical – Agricultura biológica”, “Pintura de Mural” e “Pinturas faciais”, ao mesmo tempo que estava patente na sala 1 uma “Exposição flash” com os trabalhos de reutilização de materiais realizados na disciplina de Educação Tecnológica – 3.º ciclo. De referir que a Horta vertical 128


da nossa escola foi inscrita no Concurso/Desafio “Hortas Bio”, organizado a nível nacional pela Associação Bandeira Azul da Europa (ABAE) e pela Associação Portuguesa de Agricultura Biológica (AGROBIO).

O ano ainda não terminou e, embora o 3.º período seja curto, algumas atividades estão já agendadas: visitas de estudo à Estação de Tratamento de Resíduos Sólidos Urbanos da Zona Leste do Porto Novo (8.º ano de escolaridade), em colaboração com o Projeto de Educação Ambiental e a disciplina de Ciências Naturais; uma segunda exposição coletiva de candeeiros, representativa dos trabalhos a realizar pelos alunos de Educação Tecnológica – 3.º ciclo durante o segundo semestre; a contribuição dos alunos das turmas A e B do 7.º ano (primeiro e segundo turnos, respetivamente) para a Prova de Aptidão Profissional da aluna Lígia Camacho do curso profissional de Operador de Fotografia. Aguardemos, pois, que o espírito verde influencie toda a comunidade educativa e ganhe raízes – a preservação e defesa do ambiente começa em cada um de nós… e a Terra agradece! A dinamizadoras do projeto: Professoras Fábia Gomes e Fátima Simões 129


Experienciando materiais e tĂŠcnicas...

130


Curso Profissional de Apoio à Infância | 11.º E | disciplina: TPIE | prof.ª: Catarina Gomes 131


Concurso da escrita criativa 2013

Grande emoção No dia 18 de junho do ano de 2013, vivi um momento muito especial. Recebi o 1.º prémio do Concurso da escrita criativa 2013, «As minhas memórias», dinamizado pelo Bau de leitura, e promovido pela FNAC e DRE. O espaço da FNAC estava repleto de alunos, encarregados de educação e professores. A minha maior alegria foi ter ao meu lado os meus pais, o meu irmão, a professora Sónia e a professora Manuela. Emocionei-me muito. Ganhei um Leitor MP3.

Diogo Pita - 6.º C

132


Desafios SeguraNet No ano letivo 2012/13, conseguimos alcançar o 21.º lugar a nível nacional, voltando a ser a escola regional melhor classificada nos Desafios SeguraNet, com 11005 pontos.

European week against cancer 2013 Youth Poster Competition

Winner of Junior Category: Taking Care in the Sun went to Carolina Aguiar and Winner of Junior Category: No Smoking went to Luís Silva aged 13, from Escola Básica e Secundária Padre Manuel Álvares, Ribeira Brava (Madeira - Portugal).

Festival de Teatro No Festival de Teatro Escolar de 2014, o nosso grupo foi reconhecido com: - um louvor pela “Dinâmica de Grupo”; - uma “Menção Honrosa” para o aluno Vitor Contreras, 6.º B; - o prémio de “Melhor Realização Plástica” da responsabilidade do professor Bernardino Corte.

133


Concurso Triatlo Literário - 2.ª Fase

A dinamizadora do Baú de Leitura orgulha-se de divulgar o trabalho e empenho da aluna Caroline Teixeira Gouveia, da turma D do 8.º ano, que está de parabéns porque venceu o 1.º lugar, da segunda fase (Fase Escolas) no Concurso Triatlo Literário, do Projeto Baú de Leitura, realizado no passado dia 13 de março de 2014, na Escola Básica e Secundária da Ponta do Sol. A Caroline representou a nossa escola, tendo realizado com muito rigor e criatividade as provas de leitura, escrita e cultura, sobre o conto No Moinho de Eça de Queirós, perante um júri composto por professores de Português e pela escritora madeirense Adriana Mendes. Perante os vencedores das outras escolas - Ponta do Sol, Calheta, Fajã de Ovelha, Câmara de Lobos e Porto Santo – a Caroline ganhou o 1.º lugar e vai, mais uma vez representar a nossa escola, na terceira fase – Fase Regional – no dia 26 de maio na FNAC! A dinamizadora agradece a dedicação da aluna vencedora e aos seus encarregados de educação que se disponibilizaram para o transporte! Vejam as fotos… Professora Emília Silva

Projeto de Educação Rodoviária No passado dia 30 de abril decorreu, no Parque de Santa Catarina - Funchal, a VII Taça Escolar de Educação Rodoviária. O nosso aluno Mateus Franco Sequeira, da turma 5.º A, ganhou o 1.º Prémio na Prova de Maneabilidade de Bicicletas. 134


Concurso “Eco Criativo”

No dia 21 de março, a escola esteve

representada

na

exposição/competição “Ecocriativo”, promovida pelo município da Ribeira Brava, tendo arrecadado o 3.º lugar c o m a á r vo r e d e N a t a l construída pelas turmas A e B do 7.º ano.

Somos Eco-Escola!

A nossa escola foi distinguida como “Eco-Escola”, pela correta implementação do Programa Eco-Escolas, no ano letivo 2012-2013, recebendo um certificado e uma bandeira, que foi hasteada no passado dia 24 de abril.

135


Sugestões Culturais a) Aventuras na leitura

“Gaivota que se preza tem de sentir as estrelas, analisar paraísos, conquistar múltiplos espaços. Gaivota que se preza precisa buscar perfeição. Importante é olhar de frente, em uma, em dez, cem mil vidas. Para Fernão nada é limite: voa, treina, aprende, paira sobre o comum do viver.

“Tu tornas-te eternamente responsável por aquilo que cativas.” “O essencial é invisível aos olhos, e só se pode ver com o coração.” “É loucura odiar todas as rosas porque uma te picou.” “Só conheço uma liberdade, e essa é a liberdade do pensamento. 136

Se o destino é o infinito, o caminho é nas alturas!”


O Papalagui tem uma maneira confusa de pensar, está sempre a pensar o que lhe será útil ou não, preocupando-se mais consigo próprio do que com os homens em geral. “A palmeira é minha”, diz Papalagui, mas é só dele porque ela cresce, é-lhe útil. “Meu” e “Teu” são palavras de uso frequente. Meu é aquilo que só lhe pertence e que ninguém tem o direito de tocar. Teu é aquilo que só pertence aos outros. Ladrões, um termo deveras humilhante, são chamados àqueles que tocam no “meu” do Papalagui, coisas que ele mesmo se apropriou, convencendo-se que foi Deus que lhe deu tudo aquilo e que tudo lhe pertence. Os “meus” são muito utilizados mas os que têm poucos “meus” não roubam nem magoam a Deus. Papalagui rouba a Deus sem ter o mínimo de vergonha, sem ser capaz de agir de outro modo, desrespeita os mandamentos de Deus, criando as suas próprias leis. Com tantos “meus” e “teus” já lhe tiraram quase tudo. Deus manda-lhe inimigos, faz com que haja luta entre os que têm pouco ou nenhum poder e os que dele se apropriam, tirando assim a alegria de viver.

b) Desafios lógicos

1 - Ajude o filósofo a encontrar a Verdade:

Solução: A

137


2 - Entre as seis figuras duas encaixam entre si formando um cubo. Quais são?

Solução: 4 e 6 Solução: 4 e 6

3 - Em cada célula branca escreva um número entre 1 e 6 de maneira que à volta de cada célula verde cada um dos 6 algarismos apareça uma única vez. Nas células vizinhas não pode ocorrer algarismos iguais (Por exemplo, o 2 não pode estar ao lado do 2).

138


Sopa de Letras Descobre 12 palavras, em inglês, relacionadas com desporto.

basketball

football

hockey

rugby

skating

tennis

fencing

golf

rowing

running

soccer

volleyball

Turma 7º F no âmbito do tema “Friends and Fun - Sports” 139


Sudoku Para resolver o Jogo do Sudoku ("número sozinho" em japonês) é preciso inserir em cada linha, coluna e quadrado, de 3x3 casas, os números que faltam, de 1 a 9, sem quaisquer repetições. A invenção deste jogo é atribuída ao matemático suiço Leonhard Paul Euler (1707-1783).

Turma 7º F 140


Capa da revista “Descobrindo�

141


Gaivota2014  

Revista Online A Gaivota * Publicação Anual - Dia da Escola 6 de maio * Comemorações do 40.º Aniversário da Escola Básica e Secundária Pad...

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