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EDIÇÃO

VOCÊ QUE ESCREVE

GRÁTIS


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Publicação mensal março 2009_#6 Distribuição gratuita

Papo Incomum _Com Arthur Dapieve Pé na Estrada _Bonito faz jus ao nome Responsabilidade Social _Surfando as ondas do rádio Intercâmbio Cultural _Conhecendo a cultura Angolana

E MAIS: HORÓSCOPO, DICA EMBRANCO, CONVERSA DE BAR, INTERVENÇÕES E POR AÍ VAI...

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Expediente

Editorial

_EQUIPE EDITORIAL Thiago Gomide_thiago@embranco.com.br Editor 21 7839.6170 Rafael Carvalho_rafael@embranco.com.br Design e Projeto gráfico 21 9442.7180 Thiago Sampaio_sampaio@embranco.com.br Reportagem 21 8895.6551

_EQUIPE COMERCIAL Diogo Esteves_diogo@embranco.com.br Comercial 21 9221.7799 Thiago F. da Mata_francisco@embranco.com.br Comercial 21 9385.4245 Vitor Pastore_vitor@embranco.com.br Comercial 21 9399.7505 _EMBRANCO ONLINE editorial@embranco.com.br comercial@embranco.com.br blog@embranco.com.br www.embranco.com.br

A Plano B Edição e Comunicação Ltda. não se responsabiliza por conceitos emitidos em colunas e artigos assinados, assim como nas fotografias e charges. Ao enviar um texto, uma fotografia, uma charge, para o e-mail da revista, do editor ou de qualquer funcionário descrito no editorial, automaticamente haverá a liberação dos direitos de publicação. Portanto, só envie seu texto, sua fotografia, sua charge, seu artigo se tiver certeza do cumprimento das condições descritas acima.

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Agradecimentos: Agradecimentos especiais: Professor Jovenal, Joaquim Lauria, João Marcos Fonseca, Professor Arlindenor, Athayde Braga, Ricardo Ayres, professor Fábio Coelho, Rômulo Costa, Amália Maria, Omar Salomão, Ericson Pires, Rodrigo Gameiro, Vinicius Oberg, Marcos Godinho, José Correia Batista, Márcia Plácido, Luis Fernando Gomes, Ricardo Ballarini, Raphael Lemos, PUC, FGV, IBMEC, UERJ, UFRJ, UGF, UVA, Estácio de Madureira, FACHA, UniverCidade, UNIRIO e ESPM

Singularidade. Ego. Eu tenho, eu faço, eu sou. Eu, na verdade, sou a ação. Ou melhor, a reação. Individual, processual, meu. Meu jeito, minha maneira, meu pensamento, eu. Me dê, acredite em mim, sou mais eu. Da entrevista para trabalho ao convencimento mais banal, utilizamos a primeira pessoa do singular. Do pessimista ao egocêntrico, o eu figura em proporções altíssimas. E na boa, acredito que seja uma das palavras mais utilizadas depois do nascimento da Eva. Adão era introspectivo, falava pouco, pensava demais. Por falar em pensar, não é sobre nós que refletimos o dia todo? A guerra do Afeganistão, o tiroteio na Linha Amarela, a duvidosa eficiência do processo seletivo do vestibular só são postos em pauta quando atingem o eu. Ou, nesse caso, o nós. Afinal a tia, a mãe, a vizinha, o pessoal do bairro ao lado, da cidade ( até um determinado ponto), do país fazem parte de um eu amplificado, extenso, um pouco mais abrangente, um gueto onde conseguimos nos encontrar de alguma maneira, nem que seja pelos interesses mais isolados. Teorias da comunicação estudam com afinco esse caminho tão ardiloso e extremamente complexo. Da primordial Teoria Hipodérmica, da reação isolada às ordens, ao fluxo de comunicação em duas etapas, o homem busca entender o eu alheio. A individualidade do outro, do seu par, incomoda, cria espanto. E a repulsa é momentânea, julgando, oferecendo o que é bom e o que é ruim. Somos esses cagadores de regras que não assumem o eu tenho, o eu faço, o eu sou. Preferimos acreditar que somos simplesmente a reação à ação. Tem muita teoria para ser discutida, você quer pensar nisso? Thiago S. Gomide Editor da EMBRANCO


PAPO INCOMUMArthur Dapieve com

A EMBRANCO conseguiu juntar uma das apostas da nova geração de poetas cariocas com um professor de Comunicação da PUC, escritor e cronista do jornal O Globo. Já reconheceram os personagens? Não está nem a fim de fazer uma pesquisa rápida no Google? Desvendaremos então: Lucas Viriato, editor do jornal Plástico Bolha, autor do livro Memórias Indianas, pela editora Ibis Libris. E Arthur Dapieve, que acaba de lançar o livro Black Music, pela editora Objetiva. Vale muitíssimo a pena conferir o bate-papo. Lucas Viriato – Pensando na EMBRANCO, no Plástico Bolha, nessas mídias alternativas que geralmente nascem no ambiente universitário, queria saber o que você pensa delas, que em outras épocas, na ditadura, por exemplo, eram tão comuns. Arthur Dapieve – Há a desmobilização. É uma boa observação. Pode parecer paradoxal, mas algumas coisas eram mais fáceis na ditadura. Falar contra o poder, por exemplo. Porque era uma coisa distante, ele estava lá e você não tinha nada a ver com ele. Com a redemocratização fica mais difícil porque você tem participação. As pessoas que elegeram o Collor, elegeram o Lula e o Fernando Henrique. Você ajudou a fazer aquilo. E por parte da impressa, houve sim essa desmobilização. Eu me formei aqui na PUC em 85 e existiam muitas publicações alternativas vinculadas ou não ao departamento de Comunicação. Hoje você tem o Jornal da PUC, que é vinculado à universidade, mas fora isso tem pouca coisa. Mesmo com a vantagem da internet, que exclui o ônus do papel, que vocês sabem como é caro... Lucas Viriato – Sim, sabemos! Arthur Dapieve – Pois é, mesmo com a possibilidade do Blog (e outras ferramentas), não vemos articulação, um empenho em mobilizar. Apenas iniciativas individuais e isoladas. Eu acho que tem uma tendência na PUC, talvez mais do que em outras universidades, de o aluno achar que tudo é muito fácil. Sei que existe um pessoal que se esforça muito para estar aqui, mas o aluno padrão da PUC teve a vida um pouco fácil. Estudou em boas escolas, passou facilmente no vestibular e paga sem problemas a mensalidade. Aí tem uma atitude meio blasé que me irrita. Porque ensino não é uma relação mercantil do tipo você paga essa mensalidade durante x anos e eu te dou o “pacote Comunicação” ou o “kit Letras”. É uma troca. Até entendo que muitas vezes essa atitude é estimulada pelo lado dos professores... Lucas Viriato – Você faz sua parte? Arthur Dapieve – Eu faço minha parte: tô aqui todo dia,

Lucas Viriato

corrijo prova, estimulo trabalhos e não vejo resposta. Esse tipo de atitude condiz com essa pouca vontade nas mídias alternativas. Lucas Viriato – Vamos falar de quem está começando na literatura hoje em dia. Com essa opção de mídia impressa, com alguns blogs de qualidade e revistas que revelam talentos, qual seria o caminho para quem está começando hoje? Eu tenho minha experiência pessoal. Arthur Dapieve – Como foi sua experiência? Lucas Viriato – Eu vejo que tem a questão de ser bom ou não, mas tem uma realidade que envolve mercado e dinheiro.Tem que ter dinheiro. Arthur Dapieve - Tem até uma coisa que precede isso. As pessoas não estão escrevendo muito, não estão praticando. E escrever é prática. Escreve-se muito nas aulas o que se obriga, mas não é uma vontade. E isso se torna chato. Mas quem consegue praticar, consegue pagar ou atrair a atenção de alguém, acaba ganhando um destaque. Lucas Viriato – Você escreve muito sobre música. Você gosta de ler poesia? Tem o hábito? Arthur Dapieve – Eu sou um mau leitor. Eu não tenho o hábito.Na verdade eu tenho um gosto muito específico pra poesia, o que faz com que boa parte da produção fique fora do meu radar. Eu gosto de uma poesia usando prosa com dicção cotidiana, meio oral. Coisa que vejo na Alice Sant´Anna ( poetiza carioca, estudante de Letras da PUC). Um tipo de leitura que você chega na frente da platéia e lê. Se ficar mais no campo do experimento formal, não me toca tanto. Mas é claro que reconheço a importância. Poetas que gosto, como Ezra Pound e Stearns Eliot falam, você consegue ler aquilo. Pound dizia que sua experimentação tornava aquilo freqüentemente possível de entender. E a experimentação formal é responsável por uma larga parte da produção. Acho que a poesia mais falada me lembra mais a música e se adapta melhor a ela.

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á sendo atu O efeito borboleta ou a Teoria do Caos est

alizada com a ponta dos dedos

texto_Thiago Gomide

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E esse teu

eu?

Você se entende? É, você mesmo. Você se conhece perfeitamente, tem todos os domínios do seu eu? Não, não é loucura. Loucura minha, digo. Psicólogos, médicos, estudiosos são pagos para tentar entender esse seu eu – sabendo que antes disso, eles têm o objetivo de tentar se descobrir primeiro. Ou seja: tá todo mundo no mesmo barco, buscando incessantemente não passar por aquele já famoso momento do “ eu não tô me reconhecendo”. Ou pior: “ eu não estou te reconhecendo ”. É partindo desse princípio que a teoria da comunicação trabalha. Da Teoria Hipodérmica, na década de 30, até as teorias mais contemporâneas, o comunicólogo tenta decifrar o código de recepção desse consumidor da mensagem. A tal teoria Hipodérmica trabalhava com a idéia da reação isoladamente às ordens, encarando o individuo como átomo isolado. É óbvio que foi contestada, surgindo desta forma a Teoria Empírico- Experimental, do Carl Hovland, a Teoria da Informação, do Shannon, a Teoria da Dependência e a Sociedade até a discussão da Industria Cultural. Tudo isso por qual motivo? Tentar entender você, seu grupo, seus gostos, a melhor maneira de discutir, de vender. Os estudos de mídia e as tal teoria mostraram, com o tempo, que é muito complicado entender esse conjunto de “eus”. Em uma análise rápida podemos acreditar, por exemplo, que temos total domínio dos desejos dos nossos melhores amigos. Mas nem sempre é assim. Quer ver? Faça três ou quatro perguntas bastante genéricas e de forma isolada ( com eles em lugares diferentes, sem terem compartilhado de alguma discussão sobre o tema questionado) e o resultado será surpreendente. Eu fiz e posso garantir que ninguém compartilhava 100% das mesmas idéias. Então, um problema surge: como vender o refrigerante X, a cerveja S e o programa de televisão Z? A discussão do momento para a turma de publicidade e Marketing é o código dos consumidores da classe C. Eles, que até pouco tempo estavam fadados ao esquecimento, hoje, com poder de compra, tudo mudou. Tenta-se, então, entender esse bando de eus. Outro caso interessante é o surgimento de novas cadeias de relacionamento. O filósofo canadense McLuhan sempre discutiu a Aldeia Global, que nada mais que a possibilidade de se intercomunicar diretamente com qualquer pessoa que nesta aldeia vive. Porém, dentro desta grande Aldeia, existem as micro, que sofrem novos metódos de troca de informação. Orkut, Blogs, MSN, Twitter ... cada dia surge uma nova ferramenta que precisa ser estudada. E, por consequência, seus usuários. O efeito borboleta ou a Teoria do Caos está sendo atualizada com a ponta dos dedos. A crise financeira atual, alguns especialistas, defendem que está sendo agravada por isso. Poratnto, você se conhece? Você conhece seu amigo? Não, não é loucura. Loucura minha, digo.


CONVERSA DE BAR

Bruzzi Thiago

Você soube qu e a Joana fez u ma lipoaspira cimento repen ção? E você sa tino do Carlinh be mais sobre os? Meia hora sobre o eu alh o emagrede papo, e qu eio. Thiago Sa ase sempre, d mpaio, nosso administração iscutimos repórter Galala da FGV, Pedro u, encontrou o Bruzzi, para d aluno de iscutir o tema dessa edição.

Thiago – Nosso papo será um pouco filosófico.

Thiago – Você mudaria algo em você?

Bruzzi – Ih! Esses papos assim são complicados, mas vamos lá...

Bruzzi – Sempre tem alguma coisa pra mudar... ninguém é satisfeito plenamente...

Thiago – O tema do mês é “Eu”.

Thiago – O que você acha que falta para as pessoas ficarem totalmente satisfeitas com as suas aparências? Se é que isso pode ser possível.

Bruzzi – Você? Thiago – É...não... Bruzzi – Vamos falar sobre você?É isso? Thiago – Não... é... você quer falar sobre mim? Bruzzi – Isso que é papo filosófico? Thiago – Vamos falar sobre você. Bruzzi – Eita... isso tá ficando esquisito... mas antes de qualquer coisa, já te aviso que eu sou hétero. Thiago – Não, tá bom. Você, pelo que posso reparar, é um cara ligado a aparência. Você considera fundamental cuidar da parte física? Bruzzi – Considero... a parte de fora é o seu cartão de visitas, né? Ela também reflete muito das suas atitudes em relação a outras coisas da vida...

Bruzzi – Todo mundo é insatisfeito com alguma coisa. Aquela história de “estou bem comigo mesmo” é balela... mas isso é normal, e até produtivo. Esse incômodo faz as pessoas não se acomodarem, e buscarem sempre melhorar. E cabe ressaltar, também, que essa satisfação é de cada um pra cada um. Às vezes você vê uma menina perfeita e ela não se acha assim tão perfeita, quer fazer uma plástica, queria que o cabelo fosse mais liso, ou então mais cacheado. Thiago – Como você se vê daqui a alguns anos? Bruzzi – Eu já me considero bastante responsável, mas acredito que daqui a alguns anos estarei mais paciente. A experiência mostra o valor da calma e da paciência pra resolver os problemas. Hoje eu sou muito ansioso, quero resolver tudo na hora. Quando não consigo, fico sofrendo com aquele problema até resolver. Thiago – E fisicamente?

Thiago – Muita gente tem mania de ficar se olhando em frente ao espelho, procurando defeitos para consertar. Você é esse tipo de pessoa?

Bruzzi – Apesar de fazer o possível, a barriga será inevitável. Barriga é sinal de dinheiro no bolso, né?

Bruzzi – Só na academia. Mentira, eu gosto de me observar o tempo todo. Sou muito crítico com tudo... e com a minha aparência não é diferente...

Neste momento dei uma olhada para sua barriga e calculei que ele deveria estar bem de grana. Ele percebeu e não riu.

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Pé na estrada

FAZ JUS AO NOME texto_Anna Barros_Comunicação Social/Facha

O meu roteiro pé na estrada foi Bonito – Mato Grosso do Sul. Uma cidadezinha, que é uma graça, a 240 km da capital sul-mato-grossense, Campo Grande. É fácil chegar. Pode ser de van alugada ou de ônibus, que sai da rodoviária. Umas 5 horas de viagem e pronto: você está no paraíso. O primeiro desafio foi fazer um passeio de bote pelo Rio Formoso. Bem, passeio de bote não explica com clareza a aventura numa espécie de rafting bombam. São três cachoeiras em um rio caudaloso. Mas a vontade de ver animais típicos da região, à la Pantanal, era maior, permitia que houvesse o enfrentamento do que fosse necessário. Mas eu e minhas irmãs Renata e Tais ficamos frustradas: só vimos um mico amarelo, muito do sem graça. O outro lugar imperdível de Bonito é a gruta do Lago Azul, onde foi gravada a novela Alma Gêmea com a índia Serena,vivida por Priscila Fantin. Rola uma caminhada e uma descida de 280 degraus feitas na pedra. Vale, vale muito, afinal o visual é alucinante. Um lago azul que só é azul por causa da refração da luz. Imaginem! O guia Batata deu aulas de Biologia e de Física para nos explicar tudo. E a abertura da gruta com um facho de luz é maravilhoso. Não pude-

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mos chegar tão perto do lago porque desde que descobriram uma espécie rara de camarão não se pode chegar muito perto, muito menos mergulhar. A terceira dica é a flutuação no Rio Sucuri, onde você pode ver os peixes de pertinho, numa água límpida e transparente. Essa eu não embarquei porque fiquei com medo da profundidade do rio. É mole? Apesar de todos estarem providos de coletes, resolvi não arriscar. Como as minhas irmãs constataram, é bem tranqüilo, nada para apavorar. Quando se fala em Bonito pensamos imediatamente em aventura. Não estamos errados, mas tenho que contar sobre uma sorveteria. Uma das sorveterias mais legais que já vi. Simples, mas com sorvetes típicos do cerrado. Maravilhosos! O de jabuticaba foi o melhor que provei em toda a minha vida. O nome da sorveteria é Delícias do Cerrado e fica numa das ruas mais movimentadas do centro de Bonito, uma rua que lembra muito a famosa Rua das Pedras, em Búzios-RJ. Viajar é muito bom, com a família ou alguém que se gosta também, mas viajar pelo Brasil é melhor ainda. Há muito lugar bonito por aí que ninguém desconfia. E Bonito faz jus ao nome. É um dos lugares mais lindos que já visitei.


ANGOLA COMEMORA O DIA

Intercâmbio Cultural

DA MULHER ANGOLANA

A EMBRANCO busca, cada vez mais, incentivar o intercâmbio cultural. Olhar o que está sendo produzido intelectualmente, abrir o máximo de espaço para a profusão desses pensamentos e realizar a sinapse produtor/leitor têm sido os nossos grandes desafios. A partir deste mês, damos mais um passo nessa tentativa de pluralização, de mostrar outras culturas. Tudo isso, para que você possa conhecer, se aprofundar e conversar com novas informações. A Ponte Brasil – Angola pede atenção para o país amigo, que se reconstitui em velocidade impressionante e que demonstra a riqueza da sua cultura. Quem escreve o texto é a Amália Maria Alexandre, coordenadora do Espaço Cultural do Consulado Geral da Angola no Rio de Janeiro.

Comemoramos a 2 de Março o Dia da Mulher Angolana, como homenagem a quatro mulheres que, com o seu sacrifício, contribuíram para a Independência do Povo Angolano. A 2 de Março de 1964, quando cumpriam uma Missão, foram presas e mais tarde assassinadas. Comemorar esta data é relembrar, e mais que isso, é refletir sobre a Mulher, seus anseios, medos e perspectivas. A mulher Angolana, através de tempos, vem se mostrando aberta à reflexão no que diz respeito à violência.

Violência essa, que perpassa a do corpo, vai além, dói a alma, o sentimento e fere a auto-estima. O espaço Cultural do Consulado Geral de Angola comemorou esse dia, com uma Exposição de roupas típicas de Angola, e um debate sobre a violência doméstica e gênero. Essa Exposição estará aberta ao público durante dois meses, além de atividades extras que serão divulgadas posteriormente. O Espaço Cultural fica na Av. Presidente Wilson, 113, Centro.

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Responsabilidade Social

A DIFERENÇA NAS ONDAS DO RÁDIO

texto_Saulo Machado_CBA Marketing/Ibmec

A maior tela do mundo é instrumento de inclusão social. Rádio: o som que entra como um filme na nossa imaginação.É com esse meio de informação que a organização não-governamental União e Inclusão em Redes de Rádio (Unirr) trabalha há 14 anos. A missão da entidade é capacitar, assessorar e apoiar as instituições e indivíduos que usam ou queiram usar o rádio ou outros meios de comunicação para promover a construção de uma sociedade democrática e inclusiva. A Unirr percorre o Brasil e outros países com cursos, palestras e consultorias, que fortalecem a missão da instituição por onde ela passa e geram mudanças para melhor no desempenho dos participantes. Numa parceria com o Unicef e a ong MOC, de 1999 a 2000, a Unirr foi vitoriosa no treinamento de cinqüenta radialistas da região sisaleira da Bahia, onde foi articulada uma das frentes do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (PETI) para tirar as crianças do arriscado trabalho no sisal e estimular os pais a matriculá-las nas escolas da região. Esse é um dos muitos exemplos do rádio como meio de mobilização social. De 2002 a 2004, a ONG promoveu oficinas de rádio para jovens da Cidade de Deus, no Rio de Janeiro,

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em parceria com o Centro de Estudos e Ações de Cultura e Cidadania (CEACC). Com a formação de mais 700 alunos no Brasil e no exterior, a Unirr oferece, desde 1995, o curso Comunicador Integral, que dá aulas de locução, produção, texto para rádio, democratização da comunicação, ética e inclusão social. A organização atua também com turmas mistas, com a participação de cegos e pessoas com outros tipos de deficiência. O curso é realizado na sede da Unirr, que fica no Rio, e recebe inscrições de variados perfis de alunos. “A maior prova do que representa o Comunicador Integral é a qualidade dos nossos exestudantes. Muitos deles estão hoje em cargos estratégicos, tanto nos meios de comunicação comerciais como nos meios comunitários”, afirma Marcus Aurélio de Carvalho, fundador e um dos coordenadores da UNIRR. www.unirr.org.br unirr@unirr.org.br tel: (21) 2532-9942


Coluna do Meio Ambiente

ECO&PAPER CRIA UM NOVO CONCEITO EM PAPELARIAS

texto_Rodrigo Stafford

Foi inaugurada no dia 3 de novembro, na Freguesia, a Eco&Paper, uma papelaria preocupada e engajada com o meio ambiente. A idéia surgiu do publicitário Alexandre Costa, que além de notar a falta de investimento neste segmento de mercado, viu no verde um diferencial para sua loja, incentivando a prática de ações concretas na preservação do meio-ambiente. O trabalho planeja englobar toda a comunidade pela causa ecológica, incentivando campanhas escolares e empresariais à coleta voluntária, cedendo descontos a alunos e funcionários que se engajarem na campanha. Parte dos lucros do empreendimento será revertido para o resgate de gás carbônico emitido pelo consumo anual. Além de papelaria, a loja funcionará como um posto

de entrega voluntária para reaproveitamento de material reciclável, tais como plástico, vidro, papel, óleo, pilhas e baterias em parceria com ONGs e cooperativas da região. Para incentivar a entrega foi criada uma moeda própria, os eco-créditos, que serão ganhos a partir de determinada quantidade de material entregue e poderão ser trocados por produtos da loja. Campanhas voltadas à redução do impacto ambiental e ações para a conscientização ecológica já estão sendo implantadas em parceria com ONGs e Cooperativas de Catadores de material reciclado. A Eco&Paper também está trabalhando em parceria com o Lar de Betânia, uma instituição na Freguesia para moradores de rua, que se mantém com a venda dos materiais oriundos dos detritos.

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Intervenção

EMBRANCO Mande a sua foto (com uma intervenção ou não) para rafael@embranco.com.br

Dica EMBRANCO Nas últimas edições, recebemos alguns pedidos, principalmente dos professores, para que “oferecêssemos” dicas. Dicas sobre mercado de trabalho, sobre investimento na carreira, sobre mudanças comportamentais, sobre política e por aí vai. Depois de milhões de discussões sobre como isso poderia ser feito sem parecer pedantismo, não chegamos a conclusão alguma. Ou melhor, chegamos: você pode nos enviar a dica ou dizer quem seria interessante buscarmos para escrever esta lacuna. Aqui, como todo mundo já sabe, quem escreve é você. E quem pauta também. Então, já sabe,né? www. embranco.com.br é a maneira mais fácil de entrar em contato com a gente. Política. Discutir política. Na mesa de bar, com seu avô, em sala de aula, inevitavelmente ocorre uma discussão sobre a política. Há quem diga que ela é um dos três temas que não pode entrar jamais em discussão. Olhe só: impossível. Há quem taxe todo político de corrupto e nada vai mudar. Bobeira, real perda de tempo. Ao invés da crítica descabida, mal formulada, não é melhor o embasamento, a busca pela “singularidade” na concepção? Analisar propostas, acompanhar trajetórias são métodos eficientes de conseguir ponderar democraticamente os lados negativos desse ou daquele candidato, do partido A ou do partido B. Política, sem sombra de dúvidas, é informação. Por falar em informação e sendo direto ao assunto: nossa dica deste mês é abrir os olhos e se atentar para o que está sendo realizado na Alerj, a Assembléia Legislativa do Rio de Ja-

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neiro. Isso mesmo. Verificar as comissões de defesa do consumidor, de discriminação e preconceitos de raça, cor, etnia, religião e procedência nacional, assistir a TV Alerj, acompanhar votações, conhecer o Palácio Tiradentes, o incrível projeto Parlamento Juvenil e buscar o máximo de informação sobre a mesa diretora. Vale ressaltar que a mesa diretora é formada por um grupo de deputados responsáveis por dirigir os trabalhos legislativos e administrativos da Alerj. Então, não custa informar que o presidente da Alerj, o deputado Jorge Picciani, tem um site (www.jorgepicciani.com.br), onde sobra conteúdo. E a Assembléia também tem um endereço virtual (www.alerj.rj.gov.br) que consegue suprir boa parte das suas dúvidas. Política. Discutir política. Com o máximo de conhecimento. Essa é a dica da EmBranco. E a sua? Qual é?


Intervenção

EMBRANCO Mande a sua foto (com uma intervenção ou não) para rafael@embranco.com.br

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Palavras

Importante: este é um espaço destinado a textos livres, que não precisam obrigatoriamente responder ao tema da edição. Crônicas, contos, poesias, intervenções, posts (...) se encaixam perfeitamente nessa música. Vamos permitir o acesso a sua produção intelectual. Com certeza um monte de leitores querem interagir com a sua obra. Acesse nosso site www.embranco.com.br e envie seu texto.

QUEM SOU EU? texto_Elaine da S. Silveira

Chamo-me cidadã comum, fui produzida em série pelo meio social, sou alguém igual e diferente de tantos outros anônimos que circulam por aí, que passam por nós sem que percebamos. Desde bem pequena, ouvi canções de ninar que já me inseriam na agenda cotidiana, que me seguiriam a vida inteira. Melodias que têm o intuito de promover certa consciência sobre o mundo que nos espera. Inseriam-me a pauta racismo com a clássica cantiga Boi da Cara Preta. Na seqüência, sobre o tema violência cantaram-me O Cravo Brigou com a Rosa, Atirei o Pau no Gato, Samba Lelê Tá Doente. Quando fiquei maiorzinha, cantaram-me sobre o problema habitacional – na doce voz de Toquinho – Era Uma Casa Muito Engraçada...e concluíram o pequeno repertório dos problemas com questões políticas. Se Essa Rua, Se Essa Rua Fosse Minha...Enfim, preparada sobre os percalços que assolam o coletivo, prossegui minha vida , entre as brincadeiras na rua e o cenário da preparação produtiva (a escola). Fui educada para agir sempre de forma correta, pensar logicamente, obedecer regras, respeitar as leis e, ser mais uma na multidão dos soldadinhos adestrados – coisa que nem sempre é possível seguir.

Aprendi que devo estar sempre atualizada a respeito dos temas em voga. Aprendi a entrar na moda. Aprendi a alimentação indicada pelos especialistas de plantão. Aprendi a pensar como os Meios de Comunicação instigam. Diante de tanta controvérsia, de tanta indignação, tanto remorso social, tornei-me um ser confuso. Revoltada, meio perdida entre as obrigações a cumprir e a vontade de mudar. Pego-me seguindo o fluxo do “progresso”, destrutivo e desumano, e acordo atropelada por medo e mágoa, gerada pela incapacidade de ser, efetivamente, uma cidadã de direitos e deveres construtivos. Nasci e cresci entre o árduo duelo do mundo que temos e do mundo que, utopicamente, desejamos. Tão grande é a disparidade de mundos que habito, posso afirmar: não sou só uma, sou milhões de eus, perambulando, oscilando entre a alegria espetacular e a miséria escandalosa. No meio de tantos conflitos e contradições... Eu sou quem acredita em mim! Eu sou quem se explica, quando me complico. Eu sou quem atende as minhas preces. Eu sou quem escuta os meus próprios gritos. Eu sou alguém sem nada em meio a tudo. Eu sou alguém que vive a matar a sede nas areias do deserto da vida. Eu sou alguém que faz o jogo reverter pra mais justo ficar!

EU SOU texto_Márcia Tojal_Comunicação/FACHA

Eu, eu sou sagitariana, um pouco virgem, sou vinte anos em 25 de novembro. Sou um pouco Belém, bairro do marco, apartamento 202, avenida 25 de setembro, casa 66. Sou Brasília, 214 sul, sexto andar ou sítio do gama na quadra 31. Sou Rio de Janeiro há um ano, sou Santa Teresa 530, já fui um pouco Tijuca, mas só por causa da vovó. Também sou um pouco São Paulo, mas só um pouco mesmo. Sou muitos endereços e poucos amigos. Sou um pouco do meu pai e muito da minha mãe, sou mais os meus irmãos. Sou 1,87 de altura, sou olhos redondos e castanhos, sou óculos de grau desde os 6. Sou muitas e inúmeras reclamações, unhas roídas e sorrisos. Sou blusa branca lisa e batom vermelho, sou havaianas de manhã e salto alto à noite. Sou anti calça comprida (porque elas não conseguem cobrir nem meu cofre nem meus tornozelos), sou pé grande e muitas sardas. Sou 572 com ar, sou edredom até no verão, sou de chuva, mas só se puder ficar em casa. Sou ameixas de natal bem docinhas ainda no caroço e também sou pêras.

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Sou mais calor, mas só quando faz frio e vice versa. Sou oferta do big mac com batata grande, acompanhado de torta de maça, sou muita coca cola todos os dias. Sou MSN e café com leite, sou cereal ensopado no leite, sou Beatles e placebo. Sou muitos textos e uma única publicação, sou a ponta do extremo e o exagero personificado. Sou de praia mas só na sombra e uma vez ao ano. Sou espontânea e falante, sou a timidez disfarçada, sou uma louca desvairada. Sou pânico de cachorros e agulhas, sou um misto da delicadeza de uma manada de elefantes enfurecida com a sutileza e simpatia de um porco espinho. Sou abraços e carinhos quase sempre reprimidos, sou muito choro por nada. Sou um pouco de surdez e amor platônico, sou um monte de saudade, sou uma lista de planos não cumpridos, sou uma péssima tentativa de (auto) descrição. Sou caldas e tojal associados com muito amor, sou Márcia acima de tudo, sem tirar nem por muito prazer. E você ?


OS OLHOS DA CANTORA texto_Bárbara Perrout_Jornalismo/UERJ

Sobrancelhas altas, olhos fundos, pálpebras muito bem-maquiadas, apesar de o tom da sombra não combinar muito com a brancura de sua pele (mas quem se importa?, já que aos famosos quase todas as aberrações são permitidas). A foto do cd estava tão bem produzida quanto a cantora. A vida dela, pelo que sempre se leu nas revistas de fofoca, foi cheia de altos e baixos: dos casamentos desfeitos aos rumos que os filhos tomaram, dos discos renegados pela crítica às turnês que fizeram sucesso mundo afora. As plásticas? Muitas, e o pior: todas bem-sucedidas (talvez isso deixe os tablóides sensacionalistas ainda mais irados do que já são). Na manhã de uma terça-feira, na consulta semestral ao dentista, folheando uma revista surrada e rasgada nas bordas, dei de cara com uma foto dela, bem pequenininha, lá no rodapé. Era a semana de moda de Los Angeles, e a colocaram na primeira fila. Tudo muito distante do nosso mundo, o dos ordinários. Mas por que esses detalhes que não interferem em nada na minha vida, de repente, deram rumo às minhas divagações? Porque o olhar triste da cantora parece carregar toda a tragédia e miséria do mundo. Não sei se isso me incomodou tanto a ponto de também ficar triste, mas sei que a dor de seu olhar parecia ser muito maior que as das canções que cantava. E mesmo nunca tendo sido fã de carteirinha, lembrei que há alguns anos, numa loja de departamentos, comprei um cd dela a preço de banana. Chegando em casa o peguei para conferir. Depois que pesquisei algumas imagens no Google, a mesma sensação. Por mais que desse um sorriso aqui ou ali, nada mudava o “conjunto de sua obra”. Tristeza? Certamente. Infelicidade? Talvez não chegue a tanto. Mas ora!, todos carregamos nossas dores, frustrações, traumas, preocupações e afins em algum lugar, seja nos gestos, nas palavras, no andar, na postura, e, claro, o mais conhecido de todos, no olhar. E quem nunca fez de um desses itens um motivo para se trancar no banheiro, sentar no chão e desabar em prantos? Já ouvimos soar, baixinho: “...tristeza não tem fim, felicidade sim ...” A cantora sabe que a angústia existe e que algumas vezes ela pode se tornar uma sombra, mesmo que não a percebamos. Seu cabelo parece protegê-la de algum mal, mas vê-se que não consegue muito sucesso. O vermelho das unhas não impede que as veias azuis sobressaiam nas mãos. Coisas que um sapato de bico fino não resolvem, não mesmo. O meu dia vai acabando, envolto na piedade que me invadiu. Vejo que todos somos frágeis, que nos escondemos, que caímos. A voz grave da cantora toma conta do quarto. Alguns gritinhos suaves e sinceros acompanham a melodia embriagante. Algum dia, quem sabe, ainda encontre uma foto em que pareça estar feliz, nem que seja pelo curto instante do flash.

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O carioca, mais do que brasileiros de outras regiões, acostumou-se a usar os espaços públicos de forma muito intensa, costume que remonta, segundo os historiadores, ao período da escravidão e, mais diretamente, à fase pós-abolição, quando a venda de bens e serviços nas ruas passou a se constituir na única alternativa de subsistência de um grande contingente de pessoas. Essa tradição “rueira” compõe, hoje, o DNA do carioca, e muito da alegria e receptividade que se encontra em nossa Cidade deve ser a ela atribuída. Mas esse costume, intensificado pelo crescimento demográfico, pela redução do emprego formal, pela omissão da fiscalização e por gestões que utilizaram as outorgas de licenças como um espaço de manipulação política e um meio de arrecadação, tornou-se um símbolo da desordem e do caos urbano, especialmente em relação às calçadas, verdadeiro marco civilizatório, conquista do urbanismo contemporâneo. Todo bem de uso comum do povo tem uma finalidade, uma vocação, definida por lei ou por sua própria natureza. É o que se denomina, no Direito Urbanístico, como Afetação. Assim, as praças são bens afetados ao lazer e à convivência social; as ruas, à circulação de veículos; as calçadas, à circulação de pedestres e ao acesso às edificações. Mesmo nesse contexto, não é vedado ao Poder Público outorgar a particulares o chamado uso exclusivo sobre parcela dos bens de uso comum .Mas essa outorga somente será regular quando houver, junto ao interesse privado daquele que pretende usar com exclusividade o bem público, um interesse público a ser atendido. Nesse sentido, por exemplo, a presença de bancas de jornais nas calçadas só se justifica a partir da premissa de sua utilidade pública como difusora do hábito da leitura e da informação e da constatação de que a atividade poderia inviabilizar-se economicamente sem essa deferência estatal. O que não se pode é utilizar o “loteamento” de espaços públicos como meio de arrecadação ou de ação política, como, infelizmente, ocorre hoje em muitas cidades.

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Também o quantitativo de licenças deve ser limitado ao mínimo necessário ao atendimento do interesse público. Cabe à norma estabelecer esses limites. Uma banca de jornal por quarteirão, ou de tantos em tantos metros, por exemplo. Para garantir que as calçadas sirvam a sua função original é imprescindível que, mesmo quando admitida a instalação de atividades econômicas, reste sempre uma área livre para circulação de pessoas, o que hoje não ocorre. Andar nas calçadas é como participar de um jogo de obstáculos. Além do desafio de ultrapassar as barreiras de ambulantes, bancas, carros, fradinhos etc., há ainda os buracos e desníveis gerados pela falta de conservação e pelo abusivo abre e fecha promovido por concessionárias de água, luz e telefonia. Quem mais sofre é a população com necessidades especiais, os idosos, mães com carrinhos de bebês, portadores de deficiência. Daí a necessidade de uma mudança normativa e de modo de gestão de nossas calçadas, como proponho em projeto de lei recentemente apresentado na Câmara Municipal, que visa a nortear todas as atividades realizadas nas calçadas, exigindo da Prefeitura uma ação planejada e coordenada, com visão do todo, ponto de partida de uma nova concepção de urbanidade e de recuperação da estética urbana para que o título de Cidade Maravilhosa não se justifique apenas pelas belezas naturais que Deus nos deu.


Na AIESEC pude liderar um escritório local com mais de 50 membros, e agora, meu próximo desafio é liderar mais de 750 australianos do outro lado do mundo!

Pedro Montenegro, estudante de Economia ex-presidente da AIESEC Rio de Janeiro

Pedro é um jovem universitário como você! Sua história é uma entre as dos mais de 32 mil membros que compõem a rede global da AIESEC, a maior organização de estudantes do mundo. O desenvolvimento do potencial de liderança dos membros acontece através de uma experiência integrada que desenvolve competências pessoais e profissionais a partir de uma vivência internacional, troca de conhecimentos, valorização da diversidade e gestão d e equipes.

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The international platform for young people to discover and develop their potential.

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texto_Thiago Sampaio

Noite calorenta de uma sexta de fevereiro. Recebo uma ligação de um amigo do tempo de escola. Pedro Alvarenga. Tá decidido: vamos para um forró. Mas não sei dançar, rapaz. Eu te explico uns passos básicos e tudo certo, vamos lá. Estou sem grana. Cara, sem problema, é barato, você vai amar. Mas to duraço mesmo, nunca estive tão assim, dez pilas na carteira no máximo. Não é preciso mais que isso. Sério? Se precisar gastar mais, te fortaleço. Mesmo? Põe uma calça jeans, uma camisa tranqüila, daqui há dez to passando aí. Falou. Pedro é daqueles amigos que convencem sem muitos argumentos. Pô, vai demorar mais quanto para chegar? Já ta chegando. É barato, mas é longe pacas, né? Vejo uma casa simples, dessas com jardim lembrando um subúrbio cinematográfico. Pessoas, algumas cem pessoas na porta, fazendo uma fila bêbada. Um cartaz Forró do Bem Amado, banda Nós e Eles escrito com pilot em uma cartolina verde me dava a impressão de organização amadora. Como você ficou sabendo disso, Pedro? Foi o Vitinho que me trouxe aqui. E como o Vitinho veio parar aqui? Sei lá, nem perguntei. Mais alguns minutos de fila, três reais e let´s go. A banda tocava um forró raiz, típica mesmo. A luz do

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ambiente era fosca e grená, dando uma impressão tupiniquim das vitrines holandesas. O ar era contaminado com a fumaça peculiar do cigarro popular. Piões em movimento num salão improvisado. As mulheres faziam charmosos beicinhos procurando parceiros. Os homens, em menor número, se dividiam, tentavam suprir. Pode parecer síndrome de perseguição, mas parecia, de forma não combinada, que todos me fintavam. Bebi uma cerveja pra dar uma relaxada.Gelada, bastante gelada. No segundo gole, uma senhora me abordou. Vou ser sincero: não sei dançar nada.Te ensino, menino, te ensino. Ok. Apesar do chão me dar a sensação que havia o quádruplo de gravidade, ignorei. Pisadas de pé, mas vamos que vamos. Quando o relógio bateu seis horas da manhã, me entreguei, resolvi largar o carretel. Antes disso, procurar o Pedro. Onde você estava? No barzinho ali da frente. Todo tempo? É mais vazio. Bacana, legal você. Quatro da tarde, liguei pro Vitinho. Como você ficou sabendo do forró do Bem Amado? Bicho, você conhece o pagode do feijão? Vitor é daqueles amigos que sempre respondem com uma proposta.


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Jam Session texto_banda Lagrima Flor_www.myspace.com/lagrimaflor

As mais diversas influências musicais se encontrando em um estilo musical moderno e abrangente: essa é Lagrima Flor, banda integrada por alunos de Letras da PUC-Rio.

A banda, que traz a atriz Lua Blanco como vocalista, começou sua trajetória em 2006, no centro acadêmico de Letras da PUC, no qual seus integrantes se juntavam para tocar em eventos esporádicos organizados pelos alunos do departamento. Lagrima Flor (antes chamada Collecting Dreams) não demorou muito para conquistar os ouvidos e a atenção do campus da PUC, definindo

de forma rápida e natural sua nada convencional – e ainda assim acessível – personalidade musical. O guitarrista André Sigaud é também o principal compositor das canções que constituem o repertório bilíngüe da banda, composto por canções que tratam de temas tão variados quanto as influências musicais da banda. Desta forma, Lagrima Flor traz letras que focam em temas universais como amores falidos, questões existenciais, sonhos e sentimentos mal resolvidos, sem perder a levada jovem e moderna do cenário musical de hoje. Deve-se ressaltar também o fato de a personalidade musical de Lagrima Flor não estar apenas em seu repertório bilingue, mas também na forte presença feminina na banda, marcada não apenas por Lua Blanco no vocal, mas também por Carol Cabral no baixo. A banda também conta com o violinista Rique Meirelles, adicionando um toque um tanto quanto folk a sua sonoridade. O baterista Edu Mega completa o quinteto.

Sétima arte Essa coluna estreou na edição de Novembro. E não foi à toa: motivo de inúmeros pedidos, o cinema deveria ter um espaço na EmBranco. Os leitores mais uma vez mandaram e nós obedecemos. O resultado foi imediato: e-mails, telefonemas e scraps aprovando a nova iniciativa. Felipe Souza é o nome do aluno que assina a matéria desta edição. O curta é o já bem sucedido “Como Fazer um Curta Experimental, Cult e Pseudo-Intelectual”, do Vitor Alli, estudante de rádio e TV da UFRJ. Não custa ressaltar: é importante que o filme esteja disponível na internet.

O Como Fazer um Curta Experimental, Cult e Pseudo-Intelectual texto_Felipe Souza_Jornalismo/FACHA

Todo mundo já arriscou filmar alguém ou alguma coisa, certo? Sempre priorizamos o melhor angulo, o melhor foco, a tentativa permanente de não perder um segundo sequer da cena. Seja aniversário de criança ou casamento de prima encalhada, o importante é registrar com clareza. Caso isso não aconteça, a família crítica, os amigos sacaneam e o seu favor acaba virando motivo ou de chacota ou de revolta. Por isso, recomendo que você veja o filme do Vitor Alli. Ele, em cinco deliciosos e sarcásticos minutos, ensina os passos para a realização de um curta experimental, cult

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e/ou pseudo-intelectual. Isto é: uma mistureba de conceitos sempre muito discutidos por amantes do cinema. O curta já venceu alguns festivais e já passa a barreira dos 10.000 acessos no YouTube. Portanto, se você foi chamado ou está disposto a filmar a bodas de ouro dos seus tios-avós, ouça as dicas do Vitor. Pode ser muito útil na hora de explicar o motivo do teto ter sido o protagonista e os pés em movimento o antagonista. Ninguém mais acredita que a bebedeira pode gerar resultado tão desastroso – pelo menos, quando se fala em filmes caseiros.


Blog Precisa explicar? Uma lista de 10 itens sobre... tudo! Vai aí uma lista de 10 listas (...): 1- Os 10 Países que mais acessam o Google; 2- 10 atrizes pornô que utilizam MySpace; 3- 10 utilidades do celular; 4- 10 vídeos legais; 5- Os 10 jogadores mais feios do mundo; 6- 10 curiosidades sobre o carnaval; 7- As 10 cidades com mais bilionários; 8- 10 ações socioambientais; 9- Os 10 atores mais valiosos de Hollywood; 10- Os 10 brinquedos mais gays do mundo!

Contos e crônicas. Você gosta? Então fique a vontade para perder horas lendo o blog assinado pelo Rafa, pela Liza e pelo Lucas. Com textos leves e extremante interessantes, o “A arte não é minha” consegue te prender facilmente. E melhor: sem menos perceber, vira frequentador cativo. http://www.aartenaoeminha.blogspot.com/

http://lista10.org/

Michelle Kaplan é daquelas pessoas que defendem a poesia até o último minuto do segundo tempo. E não é à toa: a menina, além de jornalista, é poeta. O título do seu blog é sugestivo e demonstra claramente a interminável luta de Michelle. Então, com você, alguns versos: “Vida poética/Estrada desconexa/Poema concreto/ Formas e setas/Muitas setas!” http://www.poetasaindaexistem.blogspot.com/

Aumentando a biblioteca SEM VESTÍGIOS Autora: Taís Moraes Editora: Geração Editorial Sempre que é lançado um livro que permeia a Ditadura Militar, ficamos com uma leve sensação de repetição temática. Taís Moraes, que já tinha demonstrado brilhantismo no livro Operação Araguaia, volta a atacar, e revela fatos curiosos dos anos de chumbo. Definitivamente Sem Vestígios é peça fundamental para complementar o conhecimento sobre o período. OPERAÇÃO VALQUÍRIA Autor: Philipp Freiherr von Boeselager Editora: Record Para quem não conhece, a Operação Valquíria foi uma das mais importantes tentativas de assassinato da História. O livro narra o complô organizado por oficiais alemães em 1944 para tomar o poder. E quem era o alvo? Ninguém mais, ninguém menos que Adolph Hitler. Fato curioso: o autor foi um dos jovens oficiais que participaram da fracassada operação.

Os 10 Clubes de futebol mais endividados do Brasil 1º Flamengo: Dívidas no valor de R$ 292 milhões

JACK, O ESTRIPADOR Autor: Paulo Schmidt Editora: Geração Editorial O título já entrega quem é o protagonista desta obra. Paulo Schmidt não mediu esforços para produzir a mais completa obra já escrita sobre o mais famoso e misterioso serial killer da História. O misto de lenda com a veracidade dos fatos provoca a discussão. Num tom de romance, esta obra sintetiza tudo o que realmente se pode saber sobre Jack. A MUDANÇA DAS ESTAÇÕES Autora: Susana Lorena Editora: Editora Multifoco Susana, que é leitora da EMBRANCO, e já escreveu e tudo, acabou de lançar um livro. É óbvio que vamos fazer a máxima propaganda da obra dela. Com vocês, um pedaço do release: “...cada estação guarda em si características que pode também pertencer a algumas das pessoas a sua volta. O calor e paixão do verão. A alegria e inocência da primavera. A introspecção e solidão do outono. A frieza e distância do inverno. Todas essas estações em um ano. Todos esses sentimentos em nove contos, numa mistura de gêneros e histórias”.

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Academia, se manifeste!

Levando o Inconsciente aos palcos texto_Antonio Quinet_Professor do Mestrado de Psicanálise, Saúde e Sociedade/UVA_Inconscienteemcena@br.inter.net

Em 2007, foi criada a Cia. Inconsciente em Cena pelo Professor Antonio Quinet, do Mestrado de Psicanálise, Saúde e Sociedade, da UVA. O objetivo era montar Óidipous, filho de Laios – versão contemporânea de Édipo Rei de Sófocles. A montagem segue a estrutura da tragédia grega e utiliza música ao vivo e linguagem multi-mídia, situando a "tribo" de Tebas na "fronteira greco-xingu". A Cia. Inconsciente em Cena acentua o tema tão atual do filicídio – cujas notícias de pais abusando e matando seus próprios filhos nos deixou aterrados em 2008. Laios e sua esposa Locastei (Jocasta em grego) tentam matar seu filho, Óidipous, logo após ele nascer. O motivo: Laios tinha recebido, quando jovem, a maldição: "Se tiveres um filho ele te matará, e tua descendência desgraçada será". Isto porque ele cometera um grave crime ético: raptou Crísipo, seu amante, da casa de seu pai, Pélops, que o acolhera em seu lar quando ele, Laios, neném, tinha ficado órfão de pai e mãe. Esse rapto feriu as leis da hospitalidade e daí veio a maldição. Mas Óidipous sobreviveu à tentativa de assassinato dos pais e depois, adulto, acabou matando o pai e gerando com a mãe "uma geração horrível de se ver". Óidipous não conseguiu evitar a herança paterna da maldição. A peça transmite a importância da análise pessoal de cada um: Quem sou eu? De onde vim? O que estou herdando e carrego no meu inconsciente sem saber? Como evitar a desgraça herdada de gerações que me antecedem e que chamam de "destino"? Como melhor conviver com a condição humana em sua dimensão trágica? Questões presentes

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para os gregos, os índios e todos nós. A Cia. Inconsciente em Cena é formada por alunos e ex-alunos da UVA, da UNIRIO, do Conservatório de Música, atores profissionais e professores. Todos participam na pesquisa cênica, psicanalítica e musical que tem como objetivo levar ao público versões contemporâneas de temas universais que permitam à reflexão sobre o sujeito do desejo, da história e da ética e suas manifestações no indivíduo e na cultura. E assim, trazer para a cena, numa linguagem artística e não-acadêmica, questões da psicanálise, da filosofia, da história, da mitologia, etc.... A direção musical é do Prof. José Eduardo Costa Silva (UEMG), a preparação de voz do Prof. Domingos Sávio de Oliveira (UVA). A peça tem coreografia de Regina Miranda, figurinos e design de Valéria Naslausky, vídeos de Fernando Salis (A dor de Iocastei) e de Niúra Bellavinha (chorando pitangas). O texto foi todo reescrito numa linguagem coloquial, direta e atual, cuja força comunica imediatamente com o público. A Cia. Inconsciente em Cena vem apresentando ao público, em ocasiões especiais, Óidipous, filho de Laios, seu processo de trabalho que já foi visto por 1.500 pessoas. O elenco é constituído por Alexandre Braga, Aline de Luna, André Roman Infante, Carla Stank, Edson Barbosa, Guil Silveira, Lílian Chalub, Marcelo Mello, Priscila Paraíso, Simone Guimarães, Teresa Harmonny e Vinicius Couto. E em 2009, estará no Rio. Temporada no Espaço SESC de Copacabana de 12 de março a 5 de abril de 2009.


Giro nas Faculdades CINEMA NO FUNDÃO Serão exibidos respectivamente nos dias 16, 20, 23 e 24 de março, no Salão Nobre do Centro Cultural Professor Horácio Macedo, os filmes Glauber, o filme; O Signo da Cidade; Gregório de Mattos e Estômago. O início das sessões é sempre às 12h e a entrada é franca. O endereço do Centro Cultural é Avenida Athos da Silveira Ramos, 149, Cidade Universitária.

senhos de Santiago Ramón Y Cajal, o “pai da neurociência moderna”. Em cartaz, na Casa da Ciência, em Botafogo.

TV Está rolando, no canal universitário, 6 da Net Rio, os programas “Metalinguagem” e “Estação Realengo”. Os vídeos foram produzidos por ex-alunos da Facha, na conclusão de seus cursos.

NOVO COLETIVO Acaba de ser lançado o Caco Design. E a EMBRANCO, que é apaixonada por coletivos, sempre abre espaço para estas iniciativas. Leia o texto de lançamento e participe.

DIVÃ O livro, da Martha Medeiros, é ótimo. A peça, com Lília Cabral, é maravilhosa. E o filme? Dia 24, você poderá responder essa dúvida. Basta ir a Facha, às 9:30, e pronto. O endereço da Facha? Anote: Rua Muniz Barreto, 51. É bom lembrar que o evento será realizado por causa da parceria Cinema Facha e Brazucah.

PAISAGENS NEURONAIS O que será isso? Uma viagem pela evolução do conhecimento do sistema nervoso, desde o início do século XX, através de 50 imagens obtidas com técnicas tradicionais e de vanguarda, em laboratórios de todo o mundo, e 20 de-

SAINDO DO FORNO A banda Montanha Russa acaba de lançar o primeiro cd. O nome do álbum? Montanha Russa. Olha que maravilha. Pra quem não conhece o trabalho dos meninos, vale demais acessar www.bandamontanharussa.com. É isso.

LANÇAMENTO DO COLETIVO CARIOCA DE DESIGN Em fevereiro de 2009 um grupo de estudantes de design de diferentes universidades se reuniu para criar o Coletivo Carioca de Design – CACO Design. Seu principal objetivo: integrar estudantes das diversas instituições de ensino superior de design da cidade e profissionais, estimulando a mobilização e a pró-atividade e melhorando a articulação dos mesmos em suas realidades especificas e também em questões mais amplas. A motivação de formar o coletivo partiu da insatisfação desses estudantes com o seguinte contexto: apatia e superficialidade na sala de aula, desconhecimento do poder do estudante na transformação da sua educação e de seu papel na sociedade, falta de integração entre os cursos de design do Rio e distância entre estudantes e profissionais da área. Acreditando-se que aprendemos com a experiência do outro através do diálogo, o CACO Design foi criado para possibilitar que os designers cariocas se apresentem, conversem, fiquem amigos, tenham idéias em conjunto, se articulem e se organizem. A partir desse primeiro passo, acredita-se que possam ocorrer mobilizações que gerarão resultados, e os mesmos se multiplicarão. Dentre os objetivos do coletivo estão também o incentivo a abertura de CAs nos cursos de design cariocas, a divulgação para a sociedade carioca da produção em design de estudantes e profissionais e a reflexão sobre a importância do design para a cidade do Rio de Janeiro. As atividades do coletivo se iniciam ainda em março, quando serão realizadas apresentações para os estudantes de design de toda a cidade do Rio de Janeiro. No fim do mês, o CACO Design promove sua primeira ação, o Calouro Cidadão | Tira o Som do Lixo, evento de conscientização socioambiental que ocorrerá na Praia de Copacabana no dia 28 de março, integrando estudantes de todos os cursos de design da cidade. Os participantes participarão de uma gincana seguida de uma oficina de construção de objetos sonoros com o Grupo Sucateando. Um luau com apresentação do grupo musical encerrará a atividade. Já está no ar o site do CACO Design [www.cacodesign. com.br], uma rede social que funcionará como canal de comunicação entre estudantes e profissionais de design cariocas, possibilitando diferentes formas de interação e construção coletiva, tais como fórum de discussão, postagem de fotos e vídeos e blog. Fique atento e participe!

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Empreendedorismo Junior Nosso plano de negócios é fazer boas parcerias. Com esse lema, a EMBRANCO vai seguindo seu caminho e construindo fortes relações. Nesta página e na próxima, o espaço sempre será reservado para que as Empresas Juniores, parceiras da revista, expressem os seus trabalhos, dêem dicas sobre empreendedorismo, sobre mercado de trabalho (...) Também estarão presentes profissionais jovens gabaritados do mercado, que discutirão a sua área de atuação. Portanto, é com a vontade de mostrar caminhos e encontrar soluções seguras, que a EMBRANCO abre esse fundamental espaço para o Empreendedorismo Junior. Nessa edição de estréia, a palavra foi dada à Gama Junior, da Universidade Gama Filho, e a ESPM Junior, da ESPM. E o convidado a discorrer sobre o mercado é o talentoso economista Pedro Alvarenga, da Oi. PROJETO ‘SENHORAS DO CALENDÁRIO’ ARRECADA FUNDOS PARA O INCAVOLUNTÁRIO. Gama Júnior trabalha na realização do projeto

Com o objetivo de comprar um sofá para hospital de câncer, um grupo de senhoras têm uma idéia ousada: posar nuas para um calendário e reverter o dinheiro para a compra do móvel. A ideia central do filme “Garotas do Calendário” inspirou o projeto “Senhoras do Calendário”. Com o tema “Glamour no Rio de Janeiro” um grupo de senhoras, vestidas, posou para um calendário no intuito de arrecadar fundos para o INCAvoluntário. O projeto contou com a atuação da Gama Jr., empresa júnior da Universidade Gama Filho em parceria com Eduardo Araúju, o idealizador do projeto, na realização da assessoria de imprensa a qual foi útil na divulgação do evento para os principais veículos de comunicação da cidade, além da possibilidade dele ser realizado num grande shopping da Barra da Tijuca. A empresa também realizou contato e auxiliou com locações, fotógrafos, roupas e arte gráfica. As fotos do calendário foram produzidas em locais famosos do Rio como o Espaço Leal, Parque Lage, Mansão das Heras, Largo do Arruda, Vila Riso, JW Marriott e no Hotel Copacabana Palace. O cronograma para a venda dos calendários teve na agenda: pré-lançamento no INCAvoluntário, lançamento oficial no Baby Beef, passeio de Jipe com as Senhoras pela Orla do Rio e o lançamento para o público - com o desfile das Senhoras - no Via Parque Shopping no dia 17 de dezembro de 2008.

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A EXPERIÊNCIA EM SER UM JÚNIOR Pela consultora Georgiana Magacho

Não faz muito tempo que tive o primeiro contato com a empresa Junior. Era agosto de 2007 e, como caloura da ESPM, fui convidada para a aula inaugural. Nesse dia, a Jr. se apresentou. Na época não achava que seria possível um grupo de alunos formar uma empresa de consultoria em marketing e solucionar o problema de clientes. Ao que parecia não era só eu que tinha ficado com uma má impressão. Já havia escutado que os juniores eram um grupo de alunos “nerds” que estavam perdendo tempo. Mantive essa percepção, até que chegou o momento que minhas idéias começaram a amadurecer e passei a traçar objetivos ligados ao meu desenvolvimento profissional. O primeiro era a vontade de colocar em prática o que estava aprendendo na teoria. O profissional só aprende e fixa algo quando o coloca em prática. O segundo era conhecer o mercado, saber como ele funciona e chegar até ele. Por fim, mas não menos importante, era descobrir o que eu quero seguir como carreira, qual área exatamente quero entrar. Portanto, ao fim do 2º período já tinha esses objetivos em mente, só precisava encontrar uma forma de aplicá-los. A única coisa que tinha certeza era que não ficaria mais apenas assistindo às aulas e limitada ao que estava sendo ensinado. Assim, a ESPM Jr. comecou a fazer sentido para mim. Foi então que comecei a perceber que os juniores não eram o que eu imaginava no início, e sim o contrário, pessoas que querem ainda

fazer muito nessa vida e que estão ali para aprender e encontrar o caminho certo. Tendo isso em mente acabei entrando na empresa e tive a certeza que tinha feito a escolha certa. Hoje posso dizer que a empresa Junior, independente da faculdade que esteja inserida, é a melhor opção para o 1º estágio e o lugar ideal para aprender. Isso porque quem faz a empresa acontecer somos nós. Se algo der errado, não há a quem culpar. Lá não somos vistos e banalizados como alunos, que é o que acontece na maioria dos estágios, somos os consultores que guiam a empresa. Em relação aos meus objetivos iniciais o primeiro foi cumprido, o segundo foi iniciado e o terceiro está longe de ser alcançado, já que ao entrar na Jr. percebi que há um leque de possibilidades, maior do que eu pensava. Aprendi a lidar melhor em equipe, respeitar as peculiaridades de cada um e descobri que um excelente trabalho depende do esforço de cada membro. Ganhei mais confiança ao falar em público e hoje tenho uma exigência muito maior com os trabalhos que realizo. Quanto mais tempo fico na Jr. mais tenho vontade de aprender, porque sei que o profissional de hoje para bem sucedido precisa se destacar. E a empresa está me ajudando a conquistar isso. Apesar de estar sempre me desenvolvendo, e saber que estarei crescendo de alguma forma, foi na ESPM Jr que dei meu grande passo, trabalhando ao lado de pessoas interessadas buscando o seu melhor.

PROFISSÃO: ECONOMISTA texto_Pedro Alvarenga_Economista

Nos últimos 10 anos assistimos ao fortalecimento do mercado nacional e das empresas brasileiras, sendo um período rico em transformações e avanços nos mais variados setores da economia. Possuímos hoje o setor bancário como um dos mais avançados tecnologicamente do mundo, um mercado de telecomunicações forte e competitivo, a maior bolsa da América Latina exercendo papel de liderança em associações e entidades internacionais relevantes e, ainda, como membro fundador da América`s Central Securities Depositaries Association e único membro brasileiro da International Securities Services Association, uma das maiores empresas de energia do mundo, mercado de crédito crescente, entre outros. A preocupação com o desenvolvimento sustentável e com as boas práticas de governança corporativa, torna o desenvolvimento das atividades empresariais ainda mais complexo. Suprir as necessidades da geração presente sem afetar a habilidade das gerações futuras de suprir as suas será o grande desafio da sociedade. A falta de profissionais experientes e qualificados tem afetado empresas em todo o mundo. No Brasil, essa

preocupação é ainda maior: Nas áreas de finanças e contabilidade, por exemplo, de acordo com o segundo relatório anual Robert Half Global Financial Employment Monitor, 82% das empresas têm dificuldade em contratar. Esse número coloca o país em segundo lugar no ranking mundial, perdendo apenas para Hong Kong, que tem índice de 89%. Todos esses fatores indicam boas oportunidades para os profissionais qualificados. O mercado demanda cada vez mais por soluções diferenciadas, dado a complexidade e especificidade das atividades. Por isso, a necessidade de estar bem qualificado é cada vez maior. As empresas demandam por capital intelectual, pessoas capazes de fornecer informações estratégicas à tomada de decisão e de desenvolver habilidades para gerar soluções inovadoras. Exige-se, cada vez mais, profissionais renovados que não se atenham apenas a cumprir funções operacionais. O funcionário torna-se peça importante no planejamento estratégico da empresa, devendo possuir uma visão universal do negócio. Hoje, esse profissional precisa ter uma visão estratégica aliada ao tradicional rigor analítico.

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Horóscopo POR

MARA MAGDALENA A guru dos Astros e das Estrelas

Áries

21/3 a 20/4 - Para comemorar mais uma primavera (que clichê jornalístico barato!), você realizará uma festinha só para os íntimos. Se prepare para receber aquele primo esfomeado, a tradicional tia dos presentes inusitados e o ex-ficante pingunça que sempre traz aquele bando de gente desconhecida. Se você for mulher, controle os ânimos dos seus pais. Ninguém merece presenciar os dois dançarem Conga Conga Conga como se fossem a Gretchen e o Sidney Magal. Não necessariamente nesta ordem. Mas, se for homem, já vou logo avisando: você não conseguirá conter seus ímpetos masculinos e se entregará para a Lucinha, a baranga do administrativo viciada em comida integral. Rebolará com ela até o chão ao som de Dancin Days, irá fazer juras de amor e pedirá em namoro. Até os diretores da matriz, em Houston, vão te ligar para parabenizar a coragem e atitude. Ressaca é pouco perto do problemão que você vai se meter. Aproveite, relaxe e peça para ela entrar na comunidade da EMBRANCO.

Câncer

21/6 a 22/7 - Você tentará fazer uma surpresa incrível para seu namorado neste real começo de ano. Após passar minutos aprendendo as técnicas exatas para a produção de incensos caseiros, você irá colocar em prática tudo o que tinha imaginado. Você irá misturar o incenso de alfazema com o de gorgonzola, o de atum na brasa com o de violeta campestre e o de rosa com o de barba de cabrito. Seu namorado vai culpar o cheiro insuportável ao seu problema recorrente de disfunção erétil. Depois desse caso, você, em mais um momento de insensatez, tentará salvar seu relacionamento utilizando as técnicas marciais do Tai Chi Chuan. Você acertará, sem querer, dois chutes nas partes baixas, um soco no olho direito e um rabo de raia. Resultado: hospital na certa e dez pontos no supercílio. Entre na comunidade da EMBRANCO no Orkut e procure seu par ideal.

Libra

23/9 a 22/10 - Neste mês, você irá ultrapassar todas as barreiras da brincadeira, do sarcasmo, da gozação. Marcará encontros com velhos conhecidos nerds em lugares exóticos e não irá. Ou melhor: irá e filmará a reação deles. Com uma coletânea de 12 personagens, divulgará seu primeiro curta-metragem no YouTube. Mande o link para a EMBRANCO. Se você acha que vai parar por aí, ledo engano. Você irá mandar um e-mail para todas as amigas, dizendo que pretende lançar um livro contando as fantasias sexuais de cada uma delas. E mais: você avisará que já tem os dois primeiros capítulos já escritos e existem duas editoras interessadíssimas. Já vou logo advertindo: você passará o mês de abril pedindo desculpas e pagando jantares. Tudo passa, depois todos rirão, mas você irá se surpreender com algumas colegas querendo ler as primeiras 20 páginas.

Capricórnio

22/12 a 20/1 - Depois de ser convidado a viajar na Semana Santa para a Região dos Lagos com um grupo de funcionários mal remunerados do trabalho, faça compra exóticas. Sunga de oncinha, camisa branca com hieróglifos egípcios e bermuda com a foto da Monalisa estampada estão no topo das mais pedidas. Você, como de costume, irá se sentir o rei da casa. Lembre-se que todos pagaram a mesma coisa e a probabilidade de ainda saírem devendo é grande. Inspiração na chamada da seção da tarde da Rede Globo: muitas aventuras, paqueras e uma turma animada irão fazer do verão um momento especial na vida daquela galerinha da pesada. Você ficará convencido que a Lucinha, a baranga do administrativo, ficou maravilhosa naquele biquíni inspirado em espelho de motel. Mas nada fará com que ela largue o seu amigo Ariano. Sabe a próxima aula? Avise ao professor que ele também pode colaborar com a revista EMBRANCO.

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Touro

21/4 a 20/5 - Nesse mês, de uma hora para a outra, você cismará que é Mexicana(o). Quando menos esperar, estará usando um bigodão, trepará em um cavalo paraguaio e gritará “sí ariiiiiiiiiba viva Pancho Villa”. Na cabeça, sem dúvida, um sombrero plumoso e chamativo. Não preciso dizer que a mudança de nome irá fazer parte da transformação. Se você é mulher, sua alcunha será Guadalupe Cristina. Se for homem, também será Guadalupe Cristina. Sem mais nem menos, ficará em frente ao espelho imitando a Thalía, perderá horas tentando agradecer ao Sílvio Santos por sustentar as sensacionais novelas e, numa insensatez descabida, atravessará o deserto americano escondida(o) num Gurgel baleado. Estava me esquecendo: em um momento raro da ciência, conseguirá dublar suas próprias falas. Isto, claro, sem a mínima sincronização. Entendeu? Não? Essa(e) será você. Mas se acalme, tudo passará ao entrar na comunidade da EMBRANCO no Orkut.

Leão

23/7 a 22/8 - Sabe aquela agradável e educadíssima senhora do RH, que fez tantas plásticas, mas tantas plásticas, que se tiver um problema de gases estoura as sobrancelhas? Ela faz aniversário este mês. Você perderá horas e mais horas atrás de um presente perfeito, afinal é ela quem controla seu pagamento. Em um momento de desespero, entrará em uma Sex Shop e comprará um órgão masculino de chocolate. Tamanho GG. Dona Célia, ao contrário do espanto de todos, rirá igual uma criança. Era tudo que ela queria. Agora que oficialmente o ano começou, tudo vai correr com tranquilidade. Aliás, nem tanta. Lembra daquele teu amigo de décadas atrás, que você reencontrou vestido de Pikashu no Monobloco e por causa da embriaguez disse que estava lindo? Ele vai te ligar incessantemente para acompanhá-lo em feiras de Coldplay. Não perca a cabeça e peça para ele entrar na comunidade da EMBRANCO. Aqui todos são bem vindos.

Escorpião

23/10 a 21/11 - Quando você menos esperar, vai sentir pena das atuações monotemáticas do Eri Johnson. Para ele, não existe diferença entre um sambista fracassado e um terrorista procurado do Al-Qaeda. Vai sentir saudade de assistir com mais freqüência os debates épicos entre o Toninho do Diabo e o Inri Cristo. E nesse conflito de idéias, você irá sentir medo, muito medo. Importante avisar: alguém vai esquecer de você. Vai se arrepender de ter prometido casar no final do ano que vem. Aviso de amiga: não adianta argumentar que é preciso refletir com mais sensatez, pois, nesse caso específico, só piora a situação. Pra você que não prometeu casamento, mas deu uma aliança de compromisso, a realidade é a mesma. Vai se lembrar que a EMBRANCO é a revista que você escreve.

Aquário

21/1 a 19/2 - A família, unida somente nos feriados religiosos, se juntará para curtir o feriado da Semana Santa. Vai ter até amigo oculto, com direito a dar um Ovo da Kopenhagen número 24 e receber um delicioso Ovo caseiro feito pela amiga da avó. Já vou logo dizendo: seu tio, por parte de mãe, vai encher a cara de cana e assumirá que pulou a cerca duas vezes na vida. Momento de sinceridade em alta. Sua prima perguntará se está bonita. Seja educada, indique que ela processe a loja que vendeu aquela roupa. Ou melhor, que ela processe que aconselhou a compra daquela roupa. Ou melhor, que ela processe a loja, quem aconselhou e a consultora de moda cafona que cisma em aparecer nos programas populescos do horário nobre da REDETV!. Caso você queira ler as edições passadas da EMBRANCO, acesse www.embranco.com.br e boa leitura.

Gêmeos

21/5 a 20/6 - Mês de extremo estresse. Quando você menos esperar estará xingando aquele aviãozinho maldito que atravessa a praia fazendo propagandas desnecessárias. Também, de um momento para o outro, perderá a cabeça com a síndica caquética e não realizada sexualmente, por causa de algum motivo fútil. E, nessa maré de irritação, sobrará para seu parceiro(a) amoroso, que sofrerá as conseqüências de uma pressão psicológica e realizará, sob o tapete da sala, cenas dignas de pulgas amestradas. Ainda sofrendo os efeitos da crise, você ficará revoltada(o) com a necessidade de precisar de senha para tudo nesse mundo. Cuidado: essa irritação vai te causar um mal estar tremendo em casa. A namorada do seu irmão mais velho irá te perguntar: querida(o), você tomou banho? Você irá responder: não, tava fazendo um mergulho subaquático nos corais do meu vaso sanitário. Acesse www.embranco.com.br, participe da revista.

Virgem

23/8 a 22/9 - Começou o ano com problemas financeiros, amorosos (...)? Vá até a beira de um rio apropriado para o banho. Leve um balde de sal grosso, dois trevos de quatro folhas, três pés de hortelã, duas patas de coelho – de plástico, ok? Nada de ficar matando coelho por aí. Ah sim, estava me esquecendo: e uma carta para o Boto cor de Rosa. Essa é a dica para quem quer engravidar. Depois é só fazer uma dança estranha inspirada no Carlinhos Brown e tudo de ruim passará. Alerta importante: leitores de São Paulo, não façam isso no Tietê. É capaz de encontrar o Curupira e o Soneca bêbados e sedentos por quentes saliências. Esse mês é propício a grandes descobertas. Sabe aquela sua amiga Roberta que diz ter um relacionamento perfeito? Mentira. Só mês passado brigou três vezes e prometeu vingança pública pelas traições descobertas. Sabe aquele seu amigo que diz ter um relacionamento perfeito? Mentira. Ele namora a Roberta. Escreva para a EMBRANCO, se sinta em casa.

Sagitário

22/11 a 21/12 - Nesse mês vai te bater uma vontade louca de fazer os cursos mais desnecessários do planeta. Como não engasgar ao chupar bala Soft, As 10 leis dos campeões internacionais de ioiô, A motivação inconstitucional dos peladeiros do Aterro do Flamengo e Aprenda a fazer origami em apenas 1 hora estarão no topo da lista. O do Origami você vai até se inscrever, motivado pela vontade louca de tirar vantagem que consegue fazer uma floresta com um rolo de papel higiênico. Um grupo animado de amigos Zé Pifins (como o pessoal da EMBRANCO) te convidará para passar a Semana Santa numa casa alugada na Região dos Lagos. Opinião de amiga: faça um churrasco, com direito a farofa, fraldinha de promoção, bastante asa (com a borda queimada), pão com lingüiça e salada de maionese. Entre no espírito, ouça Alexandre Pires, Perlla, Latino e dê uma chance para o Molejão. Preocupação: não deixar que o Rubens, o gordinho do almoxarifado, fique tomando conta da churrasqueira. Ele adora jogar cerveja para agradecer aos Santos.

Peixes

20/2 a 20/3 - Mês de musicalidade. Tudo para você será motivo para cantar. Ao encontrar a mulher amada, soltará a clássica “ Doutor, eu não me engano, meu coração é Corinthiano”. Já com o chefe, aos berros à lá Pavarotti, cantará “ You can dance, you can jive, having the time of your life”. Resumo: perderá a namorada e o emprego. Triste, chutando pedras pela praia mais próxima da sua casa, resolverá virar poeta. E, vendo o mar, sonhando com fortunas inimagináveis, criará seus primeiros versos. “Ah, seu eu ganhar na Mega-Sena, vou me casar com a Filomena, e vou logo me mudar pra algum lugar ”. É ruim ser realista, mas invista na carreira de administrador. Clichê em alta. Atenção: não se irrite com quem diz mulher no volante, perigo constante, mentira tem perna curta ou japonês tem bingulim pequeno. Você já entrou na comunidade da revista EMBRANCO no Orkut? Não, sim, mais ou menos? Como assim mais ou menos? Você quer brincar de adedanha ou pedra papel tesoura?


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