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reportagem de capa

Para não ter zebra no checkout Códigos de barras inadequados dificultam leitura nos pontos de venda e causam transtornos para a indústria e para o varejo. O que fazer para minimizar esse problema Por Flávio Palhares

Não se sabe exatamente que parcela dos 7 bilhões de produtos com códigos de barras que passam diariamente pelos checkouts do varejo ao redor do mundo esbarram em problemas técnicos e imperfeições de execução, causando, entre outros, graves problemas de logística e de fluxo de vendas. É um aspecto em que o Brasil se destaca favoravelmente, por ter dados mais precisos. Mas nem por isso está num mar sereno, quadro que a rigor pode ser resolvido com relativa facilidade. É menos complicado do que parece evitar que aquela área com listras nas embalagens acabe se transformando em zebra no checkout. Segundo a GS1 Brasil – Associação Brasileira de Automação, que gerencia o uso de códigos de barras no País, cerca de 90% dos códigos de barras no Brasil apresentam algum tipo de problema, seja de impressão, de aplicação ou de padronização, e 7% dos mais de 2 milhões de itens codificados no comércio nacional – ou seja, cerca de 140 000 produtos – não dão leitura na primeira passagem pelo ponto de venda. A consequência é que o operador de caixa tem de gastar, em média, 23 segundos para solucionar a questão. Enquanto isso, aumentam as filas nos checkouts, o atendimento piora e a insatisfação se espalha entre os clientes, com prejuízos para o varejo e, em última instância, para a indústria. Uma das causas da inadequação dos códigos de barras está numa resistência entre designers e outros profissionais responsáveis pela criação de embalagens em aplicar a ferramenta. Muitos a veem como “interferência” e “fator de perturbação do visual”. De acordo com Patricia Amaral, assessora de soluções de negócios da GS1 Brasil, muitos erros encontrados em embalagens poderiam ser evitados se as recomendações de codificação fossem seguidas. “Os 14 | Dezembro 2012

designers nunca consultam a GS1, e eles têm cada vez mais poder de decisão”, ela afirma. “Hoje as empresas investem muito em design de embalagens, porque isso aumenta as vendas. Então não pode haver falhas na aplicação dos códigos.” E dá exemplos: “Às vezes o código está em lugar não muito adequado para leitura; noutras, a cor não é adequada, o que atrapalha a leitura. Há ocasiões em que designers perguntam se o código de barras é realmente necessário, porque ocupa espaço no rótulo e ‘estraga’ a arte. Então eles tentam explorar os códigos de barras. Daí, fazem desenhos com as barras. Acontece que, mudando-se o formato da barra, o leitor não identifica o código.”

Patrícia Amaral destaca alguns pontos que merecem atenção na hora da aplicação do código de barras. “Se diminuir, esticar ou colocar uma tinta que vai borrar e juntar as barras, não vai funcionar”, adverte a assessora da GS1. “Se um código não dá leitura, o varejo dirá que o produto atrapalha o checkout, atrasa o processo. Caso o erro persista, a compra do produto é interrompida.” Ela ressalta ainda: “Tem também o lado do consumidor. Se ele compra um produto uma vez e não dá leitura, compra uma segunda e uma terceira vez e não dá leitura, em suma, se o produto nunca passa, ele provavelmente não irá mais comprar aquela marca, ou vai não comprar naquele ponto de venda, ou seja, todos perdem.” A seguir, EmbalagemMarca descreve, com base na orientação da GS1, os principais equívocos que devem ser evitados na hora da aplicação de códigos de barras nas embalagens. A GS1 oferece o serviço “Certificação do Código de Barras” que permite a correção de problemas com eficiência de leitura em emb.bz/160gs1 100% dos casos.

EmbalagemMarca 160  
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Revista EmbalagemMarca Nº 160, Dezembro de 2012. Reportagem de capa: Codificação

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