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N O T Í C I A S

D A

India Vol. 5 Número 17

Produção industrial melhora taxa de crescimento

P6

Uma Publicação da Embaixada da Índia, Brasília

Chandigarh a 3.000 metros de altura P8

Alfabetização feminina, multiplicador de forças

N

o dia 8 de setembro, ao comemorar o Dia Internacional da Alfabetização, em Nova Delhi, a Presidente Smt. Pratibha Devisingh Patil disse que a alfabetização e a educação das mulheres rurais eram as áreas de prioridade da Índia no contexto da educação e do processo de alfabetização. Ela disse que o aumento da alfabetização feminina podia se tornar um multiplicador de forças para impulsionar o desenvolvimento sócio-econômico da nação. Ela também inaugurou uma Conferência Internacional sobre “Alfabetização da Mulher para um Desenvolvimento Sustentável e Inclusivo”, em Nova Delhi.

Texto do discurso da Presidente Patil: “Estou feliz em participar desta conferência internacional sobre o tema “Alfabetização da Mulher para um Desenvolvimento Sustentável e Inclusivo”, organizado conjuntamente pelo Governo da Índia e a UNESCO. Saúdo todos os participantes, incluindo ministros e outros dignitários dos países do E-9 e os países da SAARC. Esta conferência oferece uma oportunidade para todos os delegados de compartilhar experiências e melhores práticas no domínio da educação e programas de alfabetização. Hoje é um dia especial. É o Dia Internacional da Alfabetização, uma ocasião para reafirmar nosso compromisso com a difusão da educação e da alfabetização em nossos países. Transmito as minhas mais calorosas saudações a todos aqui presentes. Felicito também os vencedores do

Presidente Smt. Pratibha Devisingh Patil

Prêmio de Alfabetização King Sejong da UNESCO, o Prêmio de Alfabetização Confucius da UNESCO e os Prêmios de Alfabetização Saakshar Bharat. Espero que inspire outras pessoas a um maior esforço e sucesso. A educação é fundamental para alcançar o crescimento e, mais ainda, nas sociedades baseadas no conhecimento em que a falta de educação é em si um obstáculo ao progresso. O primeiro passo para a aprendizagem e educação é a alfabetização. Sem alfabetização, as pessoas estão excluídas do acesso aos circuitos de conhecimento, e, até mesmo, das informações mais básicas que possam necessitar para a vida diária. Oportunidades para educação são abertas apenas para pessoas alfabetizadas. Hoje, a alfabetização passou a incluir a alfabetização em outros campos como

“alfabetização em informática”, necessário para conectividade no mundo das TIC, em que a geração, transmissão e transformação do conhecimento quase sempre depende de escrita — seja em papel, tela do computador ou telefone celular. Lamentavelmente, cerca de 774 milhões de adultos carecem de habilidades básicas de alfabetização, dois terços dos quais são mulheres. A alfabetização para todos é ainda um alvo a ser alcançado e a educação para todos se encontra ainda mais distante. A educação é percebida por nós, na Índia, como um parâmetro do índice de desenvolvimento humano essencial para o desenvolvimento da nação, e para fazer com que cada indiano se torne um trunfo inestimável contribuindo para o desenvolvimento econômico do país. A Índia decidiu que atender os requisitos de educação e

Índia planeja fundo especial STI para BRICS

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Índia propôs um fundo especial de inovação, ciência e tecnologia para o Brasil, Índia, China e África do Sul (BRICS), no montante de US$ 2 milhões. O Ministro de Estado da Ciência e Tecnologia, Ciências da Terra e Comissão de Planejamento Dr. Ashwani Kumar anunciou o apoio da Índia na conferência de Verão de Davos em Dalian, China, organizada pelo Fórum Econômico Mundial e a Confederação das Indústrias Indianas (CII). Dr. Ashwani Kumar disse que a Índia estaria disposta a contribuir com uma soma inicial de US$ 2 milhões como parte de sua contribuição para a proposta de um fundo STI BRICS de US$ 10 milhões e também ofereceu três propostas fundamentais. Em seu discurso na reunião, Kumar enfatizou a necessidade de coletivamente aproveitar o conhecimento científico e tecnológico para enfrentar os desafios comuns enfrentados pela humanidade, neste século, como a fome, desnutrição, pandemias, mudanças

Dr. Ashwini Kumar, Ministro de Estado de Ciência e Tecnologia

climáticas, energia e segurança alimentar. Falando sobre as áreas potenciais para a colaboração em STI entre os países BRICS, ele opinou que os países BRICS eram grandes no tamanho e seus requisitos de energia ganhariam novas proporções com o crescimento de suas economias. Baseadas na segunda geração de biocombustíveis desenvolvidos através do recurso de biotecnologia, novas fontes de energia limpa poderiam formar um programa importante para co-investimento. O transporte eficiente de energia e as necessidades da aviação civil também devem ser multiplicados, comentou ele. Dr. Kumar deu informações sobre as oito missões indianas no âmbito do Plano Nacional sobre Mudanças Climáticas e enfatizou que o desafio de equilíbrio entre as responsabilidades para reduzir a emissão de gases de efeito estufa e manter o impulso de crescimento do PIB é comum a todas as nações BRICS. Esta é uma área em

ampliar as fronteiras da alfabetização são questões prioritárias no país. As políticas e os programas indianos são orientados para alcançar a meta de educação para todos. Desde a idade de 6 a 14 anos, todas as crianças devem se beneficiar com uma educação gratuita e obrigatória. Também estamos expandindo nossa escolarização secundária e nossa infra-estrutura de ensino superior. Fui informada de que os avanços da Índia no campo da educação e da alfabetização receberam uma menção em 2011 ‘Educação para todos’ no Relatório de Monitoramento Global da UNESCO. O último censo, que acaba de ser concluído no país, mostra que a alfabetização é agora de 74%, e que durante a última década, o acréscimo de alfabetizados de sexo feminino foi maior do que acréscimo de sexo masculino, reduzindo o hiato de gênero para 16%. Embora ainda não tenhamos atingido 100% de alfabetização, estamos no caminho certo. Há dois anos, no Dia Internacional da Alfabetização, o Governo da Índia lançou a Missão ‘Saakshar Bharat’ — com o objetivo de aumentar as taxas de alfabetização, e com um foco particular na alfabetização de mulheres adultas. Outra realidade é que o analfabetismo é mais disseminado em áreas rurais e, consequentemente, há uma maior necessidade de ampliar o trabalho nas áreas rurais do país, com o envolvimento de entidades locais. A alfabetização de mulheres e a educação rural são áreas prioritárias no contexto de nossa educação e processo de alfabetização. Continuação na Página 2 que todos os países BRICS podem cooperar e problemas globais podem ser melhor combatidos através da excelência de colaboração, mencionou. As três propostas-chaves incluem vários campos. Primeiro, a Índia dará prosseguimento às atividades de cooperação STI com os países BRICS nas áreas de prioridades comuns, como energia, água, saúde, gestão de desastres naturais, TIC, investigação básica em áreas emergentes de C&T, clusters industriais, especialmente envolvendo as MPMEs. Segundo, a Índia é a favor da criação de um Quadro de Cooperação STI nos países BRICS, que promova alguns objetivos comuns a serem supervisionados por um Grupo de Trabalho STI BRICS. Em terceiro, a criação de um ‘Fundo STI BRICS’, com contribuições anuais de cada país membro para apoiar atividades de cooperação no âmbito do quadro STI BRICS. Dr. Kumar anunciou que, para começar, a contribuição inicial poderia ser da ordem de US$ 2 milhões por país membro e que a Índia estava pronta para cumprir com sua parte no compromisso.


2 FOCO Índia Alfabetização feminina, multiplicador de forças Continuação da Página 1 A crescente alfabetização das mulheres pode se tornar um multiplicador de forças para impulsionar o desenvolvimento socioeconômico da nação. Se as mulheres forem alfabetizadas, elas serão autosuficientes e o impacto benéfico sobre a sociedade será múltiplo. Diz-se que ao educar um menino, se educa um indivíduo, mas ao educar uma menina, se educa a família inteira. Foi observado que quando as mulheres são instruídas, diminui a taxa de mortalidade e melhora a qualidade de vida. As mulheres alfabetizadas são mais conscientes sobre doenças, têm melhor capacidade para tratá-las e lidar com elas e confiam mais na assistência médica quando necessária. Isso ajuda em muitos aspectos de suas atividades domésticas. Além disso, quando as mulheres são ensinadas a ler e a escrever, elas começam, por sua vez, a enviar as filhas à escola, quebrando o padrão de discriminação de gênero social, que é uma forte barreira à educação das meninas. O que elas precisam é uma oportunidade de se educarem. Capacidade sem oportunidade conta pouco. Se forem educadas e tiverem oportunidades, elas serão inigualáveis. É importante que, nas escolas, as meninas tenham as mesmas oportunidades para estudar e adquirir competências e conhecimentos necessários. Na Índia, tivemos histórias de sucesso de mulheres que saíram da pobreza graças a movimentos de alfabetização. Fui informada de que como resultado de um programa de alfabetização, as mulheres ganharam uma medida de controle sobre suas vidas cotidianas e se organizaram em grupos de auto-ajuda. Transmitir educação às mulheres e meninas é importante para o pleno desenvolvimento das sociedades. Nossos esforços devem continuar incansavelmente. Mulheres educadas desempenham um papel importante para ajudar na promoção de programas de alfabetização de mulheres. Elas também podem contribuir, ajudando outras mulheres que não tiveram a sorte de serem instruídas, para torná-las socialmente conscientes. Esforços devem ser feitos para criar consciência sobre alfabetização. Todas as formas de mídia, tanto imprensa quanto eletrônica devem ser aproveitadas para esta finalidade. Além disso, os alunos devem ser incentivados a continuar com suas aspirações literárias, e realizar processos de aprendizagem ao longo da vida, seguindo opções de formação e ensino superior. Também significa considerar o desenvolvimento em um quadro de equivalência, a fim de melhorar o acesso para recém-alfabetizados, visando alcançar qualificações equivalentes à educação formal e facilitando pontes ao sistema formal. Uma abordagem da alfabetização que é ao mesmo tempo holística e relevante para o desenvolvimento, associando-a com a aprendizagem de outras competências necessárias para o desenvolvimento humano e sócio-econômico, o pode trazer grandes benefícios. É importante vincular a alfabetização com habilidades mais amplas, tais como competências técnicas e profissionais. Mahatma Gandhi disse uma vez: “A campanha de alfabetização não deve começar e terminar com o conhecimento do alfabeto, deve andar de mãos dadas com a difusão de conhecimentos úteis.”

NOTÍCIAS DA

Índia

A nação agradecida saúda seus professores

N

o Dia dos Professores, o Primeiro Ministro Manmohan Singh encontrou professores que foram homenageados com prêmios nacionais, em Nova Delhi. Ele disse que o governo tinha o compromisso de fornecer educação de qualidade a todas as crianças no país.

Segue trecho de seu discurso na ocasião. “Estou muito feliz de estar com vocês hoje, na ocasião do Dia do Professor. Como vocês sabem, hoje é o aniversário do nosso ex-Presidente Dr. Sarvepalli Radhakrishnan, que era um homem de grande sabedoria e um professor de capacidades extraordinárias. Sua vida e obra são uma fonte de inspiração permanente para todos nós. Hoje, expressamos nossa gratidão aos nossos professores e decidimos honrá-los pela imensa contribuição para os processos de construção da nação. “Dou as boas vindas a todos os professores do país na ocasião do Dia do Professor. Comecei minha carreira como professor e o magistério sempre teve um lugar preferido em meu coração. Por isso, estou especialmente feliz por ter esta oportunidade de conhecer os professores de destaque que serão homenageados hoje por seus serviços meritórios e sua contribuição à causa da educação escolar. Estes Prêmios Nacionais são um pequeno símbolo de nossa gratidão a nossa fraternidade de ensino. Parabenizo os professores premiados e

Primeiro Ministro Dr. Manmohan Singh com o Ministro para o Desenvolvimento das Relações Humanas, Kapil Sibal, e o Ministro de Estado das Relações Exteriores, E. Ahamed, com os professores homenageados no Dia do Professor, em 5 de setembro.

desejo-lhes o melhor para o futuro. Nosso governo tem o compromisso de oferecer educação de qualidade a todas as nossas crianças. O Direito à Educação de acordo com a legislação que promulgamos tem o potencial de transformar nossas escolas e as vidas de nossos filhos. A aplicação desta legislação não é apenas uma questão de proporcionar mais recursos. É a dedicação dos nossos professores que acabará por nos ajudar a atingir seus objetivos. Os professores têm um papel importante a desempenhar na definição do futuro da Índia. São eles que inculcam os valores morais em nossas crianças e inspiram a elas altos ideais de patriotismo, harmonia comunitária e compromisso com a causa da justiça social.

São eles que despertam nas crianças a fome de conhecimento. Eles têm o poder de desenvolver, em nossas crianças a capacidade de contribuir para a sociedade e os processos de construção da nação. Nos próximos anos cada vez mais crianças, com diversas origens, entrarão no sistema escolar. O desafio, portanto, será de trabalhar para uma sala de aula democrática em que todos as crianças participem nos processos de aprendizagem como parceiros iguais. Ao educar nossas crianças e jovens adultos, devemos manter um equilíbrio entre tradição e modernidade. Como professores, precisamos preservar nossa herança cultural e preparar as crianças para serem cidadãos globais.

Presença de Tagore na Espanha

T

alvez um erro histórico tenha sido corrigido quando o vencedor do Prêmio Nobel Rabindranath Tagore reconectou-se com milhares de admiradores na Espanha — um dos poucos países na Europa em que ele cancelou a visita — com um novo livro. O compêndio, ‘Redescubriendo Tagore’ (Repensando Tagore), foi lançado em 12 de setembro. Era parte de um projeto maior, Tagore na Espanha, uma celebração de sua literatura e artes cênicas em várias cidades na Espanha e Costa Rica. O livro foi coeditado por Indranil Chakravarty, professor e crítica de cinema no Whistling Woods International Film Institute, em Mumbai, e o acadêmico S.P. Ganguly, professor de espanhol na Universidade Jawaharlal Nehru em Nova Delhi. Os editores disseram que Tagore permaneceu popular na Espanha,

apesar de sua queda de popularidade no resto do mundo ocidental após a primeira Guerra Mundial, onde ele foi visto como um poeta místico oriental afastado da dura realidade da vida. “Ele era muito popular na América Latina devido ao interesse de muitas figuras literárias e socialmente ativistas,” disse Ganguly. Tagore disse que “a idéia da Espanha exercia uma atração tão forte em minha mente” que ele queria entrar num contato íntimo com ela. Mas, no último momento, ele cancelou uma visita programada ao país em 1921, com um telegrama dizendo que “outras coisas importantes tinham-no levado para longe,” disse Ganguly. O governo espanhol estava pronto para receber Tagore. Detalhes das preparações foram recolhidos pelo poeta espanhol

Juan Ramon Jimenez e sua esposa Zenobia Camprubi. Mas, apesar disso, a visita foi cancelada. “Nesse contexto, Tagore fez uma grande injustiça para a Espanha sem perceber,” disse Ganguly. O novo livro tem por objetivo reviver Tagore na América Latina e nos países de língua espanhola e re-apresentá-lo como um humanista, poeta, artista, músico e escritor nestes lugares. “A relevância de Tagore é reconhecida pelo ressurgimento do humanismo no mundo contemporâneo e a Europa agora percebe o valor de seu universalismo.” O volume, um tributo ao poeta no 150º aniversário de seu nascimento, foi lançado no Instituto Cervantes. É uma colaboração entre a Embaixada da Espanha, o Centro Cultural Espanhol e a Sahitya Akademi. Chakravarty disse: “Há menos de 5% da produção literária disponível de Tagore traduzida em espanhol.” O livro é um volume de coleção com 12 reproduções de página inteira de suas pinturas, música em notação ocidental e reflexões e ensaios de estudiosos da América Latina e da Espanha. Uma equipe de estudiosos e artistas indianos viajou para a Espanha para promover seus trabalhos e colaborar com estudantes e estudiosos em peças de teatro, música, poesia e dança, alguns deles traduzidos em espanhol, como parte do projeto. “Na primeira celebração de Tagore na Costa Rica, crianças vestidas com camisetas de Tagore recitaram, em coro, seus poemas em espanhol,” disse Chakravarty. Dois filmes, Charulata e Noukadubi, respectivamente baseados em histórias curtas e um romance de Tagore, foram projetados em todo o país.


NOTÍCIAS DA

Media MONITOR 3

Índia

Comemorações do dia da independência no Brasil

O

dia da independência indiana foi celebrado em 15 de agosto na Embaixada da Índia em Brasília com a tradicional cerimônia de hasteamento da bandeira nacional e a leitura da mensagem da presidente indiana pelo Vice-chefe da missão diplomática indiana, Vinod Sachdeva. Petiscos foram servidos no final da solenidade. Assistiram ao evento cerca de 50 cidadãos indianos e amigos da nação indiana. O dia da independência indiana foi também celebrado na manha do dia 15 de outubro, no Consulado e no Centro Cultural da Índia em São Paulo. Após o hasteamento da bandeira indiana pelo Cônsul-geral em exercício, a mensagem da Presidente da Índia foi lida em voz alta para os 40 convidados reunidos, seguida por uma leve refeição. Um programa cultural, inspirado da obra de Rabindranath Tagore e intitulado 'Paths of Peace', foi apresentado para

O embaixador indiano, B.S. Prakash, discursa para os convidados.

O Vice-chefe da missão diplomática indiana, V.K. Sachdeva, lê a mensagem da Presidente indiana, durante a cerimônia do dia da independência.

comemorar o Dia da Independência e homenagear o 150° aniversario do nascimento do primeiro indiano a receber o prêmio Nobel. O programa, que foi concebido e realizado por artistas indianos e brasileiros, apresentou várias poesias famosas de Gurudev Rabindranath Tagore, tais como '"Ekla Chalo Re" e "Where the

mind is without fear", cantadas em Bengali e acompanhadas de shows de danças Odissi e Kathak. Varias personalidades da cultura brasileira e membros da comunidade indiana assistiram ao evento. O convidado de honra da cerimônia da tarde, o embaixador da Índia no Brasil B.S. Prakash, discursou para a platéia.

Realizadas consultas informais do ‘Rio+20’ no Rio de Janeiro

Missão de estudo do Presidente da Assembléia Legislativa do Bihar

O Presidente da Assembléia Legislativa do estado do Bihar, Uday Narain Choudhary, apresenta o regime indiano de microcrédito. Rajneesh Dube, Secretário adjunto no Ministério indiano do Meioambiente e das Florestas, discursa na ocasião.

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PASSANDO eM ReViStA

s consultas informais da Conferência Rio+20 foram realizadas em 22-23 de agosto, no Rio de Janeiro. Mais de 40 países participaram da reunião. O tema de discussão do primeiro dia foi “Economia verde no contexto do desenvolvimento sustentável e da erradicação da pobreza” enquanto o tópico do segundo dia foi “Estrutura institucional para o desenvolvimento sustentável” A delegação indiana, liderada por Rajneesh Dube, Secretário adjunto no Ministério do Meioambiente e das Florestas, incluiu T.S. Tirumurthy, Secretário adjunto (UNES) no Ministério das Relações Exteriores; Vivek Wadekar, diretor no Ministério do Meio-ambiente e das Florestas; Amit Narang, Secretário adjunto (UNES) no Ministério das Relações Exteriores. Representantes do Brasil, da África do Sul, da Índia e da China (BASIC) se reuniram para debater questões relativas às mudanças climáticas, em Inhotim, no estado de Minas Gerais. A delegação indiana, liderada por J.M. Mauskar, Secretário especial no Ministério do Meio-ambiente e das Florestas, incluiu T.S. Tirumurthy, Secretário adjunto no Ministério das Relações Exteriores; R.R. Rashimi, Secretário adjunto no Ministério do Meio-ambiente e das Florestas; Dr. S. Satapathy, diretor no Ministério do Meio-ambiente e das Florestas. Também foram organizadas uma reunião de especialistas e uma reunião dos principais negociadores à margem do encontro ministerial BASIC, no dia 25 de outubro de 2011.

Ministro da Defesa do Quirguistão, General Abibilla Kudaberdiev, com o Ministro da Defesa, A. K. Antony, em Nova Delhi, 9 de setembro.

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Presidente Uday Narain Choudhary e o Secretário-geral Girish Jha da Assembléia Legislativa do Bihar realizaram uma missão de estudo em São Paulo, de 29 de julho a 4 de agosto de 2011. A delegação indiana encontrou em 3 de agosto o Professor Hugo Duarte, Presidente do Conselho de Administração do Banco de microcrédito ‘São Paulo Confia’. O banco fez uma apresentação sobre o regime de microcrédito em São Paulo para o presidente Choudhary que também apresentou os regimes de microcrédito vigentes na Índia e enfatizou o papel importante dos grupos de auto-ajuda no desenvolvimento dos programas indianos de microcrédito. Á tarde, a delegação visitou a Secretaria Municipal de Assistência Social de São Paulo e encontrou o Coordenador de gestão e benefícios da Secretaria, Luis Fernando Francisquini. No dia 4 de agosto, o presidente da assembléia legislativa do Bihar teve uma reunião com Barros Munhoz, Presidente da Assembléia Legislativa do estado de São Paulo. A delegação indiana foi recebida no Palácio Nove de Julho pelo presidente e por outros deputados da Assembléia Legislativa de São Paulo. Os dois lados debateram questões relativas às crescentes relações bilaterais entre a Índia e o Brasil e as semelhanças e complementaridades entre as duas economias emergentes. A delegação indiana encontrou-se com duas importantes organizações do setor sucroalcooleiro de São Paulo, a Copersucar e Unica, e visitou um engenho de açúcar na fazenda Iracema em Piracicaba. O Presidente Choudhary teve também uma reunião com o Prefeito de Piracicaba, Barjas Negri.

Ministro da educação do Bangladesh Nurul islam Nahid com o Ministro do Desenvolvimento de Recursos Humanos Kapil Sibal, em Nova Delhi, 9 de setembro.

Ministro para os Recursos Humanos do Sri Lanka. D.e.W. Gunasekera com o Ministro do Desenvolvimento de Recursos Humanos Kapil Sibal, em Nova Delhi, 8 de setembro.

Argentina vence Venezuela no primeiro jogo amistoso na Índia

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ela primeira vez, a Índia acolheu um jogo de futebol amistoso, de nível internacional, em que a Argentina venceu a Venezuela, com resultado de um a zero, em Calcutá. A partida contou com a estrela argentina Lionel Messi, eleito o melhor jogador mundial do ano. Ele foi assistido por mais de 120.000 espectadores que vibravam a cada vez que o capitão argentino mostrava suas habilidades. Os organizadores esperam que o jogo — realizado num estádio da cidade — inspire mais indianos a se interessar pelo futebol. A Índia foi classificada em 158ª posição na lista dos 203 países que jogam futebol. Rahul Tandon, da BBC em Calcutá, a capital indiana do futebol, diz que a cidade foi invadida pela mania Messi desde que o time argentino chegou lá na quarta-feira de manhã. “O deus do futebol está na cidade, é quase surreal”, disse Malay Banerjee, um profissional de software, à agência de notícias AFP. “Meu pai, meu filho e eu somos todos fãs da Argentina. Para nós, é um sonho assistirmos a este jogo em nossa cidade.” Rohini Biswas, que trabalha num escritório, disse que “mal conseguiu dormir nas duas últimas noites,” pensando no jogo. “Nunca pensei que fosse ter a chance de ver [Messi] jogar em um dos nossos estádios.” Entretanto, os críticos dizem que jogos deste tipo não contribuem muito para a popularidade do futebol. “Um jogo como este realmente não faz nada para a Índia como um país de futebol simplesmente porque, ao trazer times de futebol conhecidos, você realmente não melhora seu futebol. Isso é algo que você precisa fazer em seu próprio país,” disse o escritor de futebol Dhiman Sarkar à BBC. O futebol tem sido jogado e acompanhado aqui por quase 200 anos. A transmissão televisiva da Copa do Mundo de Futebol no México, em 1986, fez com que Maradona se tornasse um herói e criou uma geração de fãs na Argentina.

Para ler a história completa, acesse http://www.bbc.co.uk/news/worldsouth-asia-14758865

Ministro de Assuntos indianos no exterior e Aviação Civil, Vayalar Ravi, com o Ministro do trabalho dos emirados Árabes Unidos Saqr Ghobash Saeed Ghobash, em Nova Delhi.


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NOTÍCIAS DA

Índia

DRDO descobre tratamento com ervas para vitiligo

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Organização de Desenvolvimento e Pesquisa de Defesa (DRDO) criou um medicamento à base de ervas para tratar a doença de pele conhecida como vitiligo ou leucoderma. O produto, Lukoskin, foi lançado pelo Dr. W. Selvamurthy, um cientista da DRDO e controlador-chefe de Pesquisa e Desenvolvimento (Ciências da Vida e Cooperação Internacional), em Nova Delhi, no dia 8 de setembro. O medicamento deve beneficiar os pacientes de leucoderma, visto que é apoiado por extensos trabalhos de P&D por cientistas do Instituto de Defesa de Pesquisa BioEnergética (DIBER), conhecida previamente como Laboratório de Pesquisa Agrícola e Defesa, em Haldwani. DIBER, um laboratório da DRDO, realizou um extenso trabalho na área de plantas medicinais e é também está empenhado em P&D na geração de soluções bio-energéticas para a segurança energética. O produto, Lukoskin, foi desenvolvido pelo Dr. Narender Kumar, ex-diretor de DARL, e sua equipe. Foram feitos esforços especiais no desenvolvimento do produto à base de plantas pelo Dr. P. S. Rawat, exchefe da Divisão de Fitoterapia, e Dr. H. K. Pandey, cientista que lidera a Divisão FitoQuímica em Pithoragarh.

Funcionários da DRDO no lançamento do Lukoskin, em Nova Delhi, 8 de setembro

O produto à base de plantas estará disponível na forma de pomada e líquidos para uso oral. Dr. Zakwan Ahmed, diretor, DIBER, Haldwani, e Dr G. Ilavazhagan, diretor, Ciências Biológicas, perseveraram para que o produto chegasse ao mercado. Este produto deve ajudar as pessoas afetadas pela doença de vitiligo. Sob a orientação do Dr. W. Selvamurthy, a ‘Transferência de Tecnologia’ foi concedida a AIMIL Pharmaceuticals (India) Ltd em

Investimento para aumentar produção agrícola

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Ministro dos Assuntos do e o rendimento agrícola. Estas áreas Consumidor, Alimentação e cinzentas podem se tornar rapidamente Distribuição Pública, Prof. K. V. verdes e lançar uma segunda revolução Thomas pediu um aumento de investimen- verde. O papel das tecnologias, políticas e to na agricultura, por meio da participação infra-estrutura serão muito importantes pública e privada a fim de aumentar a pro- para a realização do potencial da agriculdutividade agrícola, um desafio funda- tura de sequeiro,” disse ele. “Associar os mental para garantir a segurança alimentar agricultores aos mercados é um pré-requinacional. Ele disse que era necessário sito para aumentar a produção agrícola e a investir especialmente nas regiões leste e renda dos agricultores. Neste contexto, o nordeste, onde o setor da agricultura tem papel das instituições inovadoras deve ser crítico para colher os benefícios de oporum grande potencial. Dirigindo-se à Cúpula de Liderança em tunidades emergentes,” disse ele. “Há uma extrema Agricultura 2011, em 14 necessidade em atrair de setembro, o Profeo investimento de ssor Thomas disse que capital na agricultura, um ‘Programa de Modo por meio da particide Missão’ também pação pública e privadeve ser considerado da nas regiões não em caráter prioritário atingidas pela revpara explorar o potenolução verde, particucial das existentes ‘lacularmente no leste e nas de produção’ e um nordeste da Índia, meca-nismo seguro onde há um grande deve ser desenvolvido potencial. Assim, as para associar os prioridades de investiagricultores ao mercamento devem ser do, sendo este um préagora orientadas para requisito para aumentar o crescimento real da a produção agrícola e a agricultura, visando renda dos agricultores. Prof. K.V. Thomas atender as necessi“Aumentar a produtividade agrícola é um desafio fundamen- dades crescentes da população,” disse. “A agricultura é confrontada a novas tal para garantir a segurança alimentar nacional. Para aumentar a produção, há formas de riscos e incertezas. Estes são uma tremenda oportunidade em explorar relacionados com calamidades naturais, o potencial das lacunas existentes. Assim, mudanças climáticas globais, uso de alié necessário lançar, de forma prioritária, mentos para biocombustíveis, incerteza um Programa de Modo Missão sobre sobre os preços, etc. O papel do sistema como ‘Vencer as Lacunas de de conhecimento e de mecanismos instiProdutividade’, com um zelo real e e um tucionais para a entrada de fornecimento, crédito, seguro da safra e rebanhos, etc. controle eficaz,” disse ele. “As áreas de sequeiro têm uma enorme deve ser importante na redução de ambos potencialidade para aumentar a produção os riscos e incertezas.

Nova Delhi para fabricar e comercializar este produto de pesquisa com base em suas credenciais de marketing e tecnológicas. Leucoderma ou vitiligo é uma doença de pele idiopática e adquirida. Os pacientes com vitiligo desenvolvem manchas brancas na pele de tamanho variado e que aparecem em diversos lugares do corpo. A incidência mundial de leucoderma foi considerada entre 1% e 2%. Na Índia, sua

incidência é de 4% a 5% em algumas partes do Rajastão e de 5% a 8% no Gujarat. Esta doença de pele é estigmatizada socialmente na Índia onde as pessoas a confundem com a lepra. Os indivíduos afetados estão em depressão constante devido ao fato de serem socialmente marginalizados. Há muitos tratamentos alopáticos, cirúrgicos e adjuntos para este tipo de doença. Entretanto, nenhuma dessas terapias prevê uma cura satisfatória. Em segundo lugar, os tratamentos são muito caros ou possuem um único componente de base, com baixíssimo nível de eficácia, e os pacientes desenvolvem ampolas, edemas, irritações na pele e, na maioria das vezes, acabam interrompendo o tratamento. Os cientistas da DIBER (DRDO), portanto, concentraram-se nas causas da doença (etiologia) e pesquisaram uma formula completa com ervas dos Himalaias para tratar a leucoderma. Os exaustivos estudos científicos conduziram ao desenvolvimento de uma droga que oferece benefícios em todas as frentes, de forma segura e eficiente. Clinicamente, o produto foi elaborado para ser completamente eficaz e auxiliar não só na restauração da pele normal, mas também para aliviar o estresse mental das pessoas afetadas.

State Bank of India vai expandir operações no exterior

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tate Bank of India, o maior credor continuará, em seguida, de acordo com a do país, pretende abrir novas filiais política existente,” conforme as normas e escritórios em cerca de 10 países, emitidas recentemente pelo RBI para incluindo Grã-Bretanha, China e África do comentários. Sul, disse o Ministro de Estado das “Terão o direito de promover a bancos Finanças, Namo Narain Meena, no dia 2 apenas as entidades do setor privado conde setembro. troladas por moradores com propriedade “O State Bank of India informou que o diversificada, credenciais sólidas e integribanco propõe a abertura de filiais e dade e ter um histórico de sucesso de, escritórios adicionais em Bahrein, pelo menos, 10 anos. Bangladesh, China, Alemanha, Hong As entidades que obtiveram 10% ou Kong, Reino Unido, África do Sul e Sri mais de bens imobiliários, construção ou Lanka.” atividades de corretagem, individualMeena acrescentou mente ou em conjunto, que o banco também nos últimos três anos, havia escolhido os paínão serão elegíveis ses com base em conpara tais licenças, siderações comerciais propôs o RBI. e, especialmente, O Banco Central da tendo em conta a preÍndia, que pediu sença de população de comentários de todas origem indiana. as partes interessadas “Os bancos abrem fiantes de 31 de outubro, liais no exterior com também afirmou que base em considerações certas exigências adicomerciais, regulamencionais poderiam ser tos nos países que os estipuladas no caso de acolhem, presença de empresas que ganham população de origem 40% ou mais de negóindiana, reciprocidade cios não-financeiros. e potencial de negócios No ano passado, o Namo Narain Meena no lugar,” disse ainda o Ministro das Finanças ministro. Pranab Mukherjee anunciou no discurso Casas de corretagem e empresas de do Orçamento da União que a intenção bens imóveis serão inelegíveis para novas do governo indiano era de abrir ainda licenças com vistas a operar bancos mais o setor bancário. O Banco Central comerciais, de acordo com as normas da Índia (RBI), por sua vez, também elaboradas pelo Reserve Bank of India lançou um documento de reflexão sobre o (RBI), o Banco Central da Índia. Serão assunto. admitidas como aspirantes entidades indiEntre as empresas indianas que esperam anas com um registro sólido de 10 anos. se candidatar às licenças bancárias encon“A participação de não-residentes agre- tram-se Grupo Tata, Grupo Aditya Birla, gados no novo banco não poderá exceder Grupo Reliance de Anil Ambani, Bajaj 49% nos primeiros cinco anos e Financial Services e Shriram Finance.


NOTÍCIAS DA

NOTÍCIAS Indianas5

Índia

Proposta para aumentar investimento em turismo

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grupo de trabalho de turismo criado pela Comissão de da Índia Planejamento recomendou quadruplicar o investimento em turismo durante o 12º Plano Quinquenal (2012-2017). Um montante de `215 bilhões deverá ser atribuído em comparação à quantia de `51,56 bilhões durante o 11 º Plano. O anúncio foi feito pelo Ministro do Turismo, Subodh Kant Sahai, ao discursar na reunião do Comitê Consultivo do Parlamento ligado a seu Ministério em 8 de setembro. A proposta faz referência a uma proporção substancial da despesa estimada que deve ser atribuída para melhorar a infra-estrutura turística, desenvolvimento de recursos humanos, formação de competências, promoção e publicidade. Sahai disse que a Comissão de Planejamento também projetou uma taxa de crescimento de 12% para o setor de turismo durante o 12º Plano. Ele disse que também foi previsto um aumento de, pelo menos, 1% da participação do país na chegada de turistas estrangeiros até o final do 12º Plano. Isso deve exigir um aumento anual de 12,38% durante o 12º Plano. O número de turistas e visitantes estrangeiros que chegaram ao país até o final do 12º

Ministro do Turismo Subodh Kant Sahai

Plano foi estimado em 11,24 milhões e 35,96 milhões, respectivamente. O Ministro disse que o número de turistas em visitas domésticas até o final do 12º Plano foi projetado para ser de 145,146 milhões. Ele informou aos membros que as divisas do turismo tendem a aumentar passando de `648,89 bilhões em 2010 para `1,34 trilhão até o final do 12º Plano. Durante o período de 2011-2016, as divisas adicionais provenientes do turismo devem ser estimadas em `694,940 milhões. Sobre o aumento nas

oportunidades de trabalho, o Ministro informou aos membros que o número total de empregos (diretos e indiretos) no setor do turismo, em 2016, deveria atingir 77,5 milhões em comparação aos 53 milhões em 2010. Portanto, um número adicional de 24,5 milhões de empregos deverá ser criado em 2010-2016. O Ministro Sahai disse aos membros que os impostos atuais cobrados no setor de turismo foram muito elevados em alguns estados. Ele sugeriu que os impostos cobrados na indústria do turismo devem ser unificados, racionalizados e globalmente competitivos para obter um máximo de dividendos dos setores do turismo. O Ministro disse que os impostos sobre mercadorias e serviços a serem implementados no país não devem ser superiores a 8% no setor do turismo. Ele disse que o setor do turismo era a maior indústria de serviços no país. Sua importância faz com que seja um instrumento para o desenvolvimento econômico e geração de empregos, principalmente nas áreas mais remotas do país. A contribuição do turismo no PIB do país e no total de empregos foi de 5,92% e 9,24% durante 2007-08. Em 2007-08, o número total de empregos em turismo no país foi de 49,8 milhões.

Limite de investimento corporativo FII aumenta para US$ 25 bilhões

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s Investidores Institucionais Estrangeiros (FII) devem ser autorizados a investir até US$ 25 bilhões em títulos corporativos de longo prazo no setor indiano de infraestrutura, afirmou o governo em 12 de setembro. “Em consulta com os reguladores, o governo elevou o limite de US$ 5 bilhões para US$ 25 bilhões para o investimento de longo prazo de FII em títulos corporativos emitidos pelas empresas no setor de infra-estrutura, de acordo com um comunicado do Ministério das Finanças. Conforme os regulamentos da Securities and Exchange Board da Índia (SEBI), os investimentos em títulos corporativos de longo prazo foram autorizados em títulos cotados e não cotados que tenham uma maturidade residual de, no mínimo, cinco anos e esses investimentos estavam sujeitos a um período mínimo de lock-in de três anos. “O regime foi concebido para abrir novos canais de financiamento para o setor de infra-estrutura, bem como para aprofundar o mercado de títulos corporativos,” disse o Ministério das Finanças.

Índia ajuda a diminuir desigualdade global: FMI

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esmo com o aumento da desigualdade em muitos países, a ascensão da Índia e de outras economias de mercados emergentes contribuiu para a diminuição da desigualdade global, de acordo com o FMI. “Como a Índia e a China se encontram muito acima dos níveis de renda passados, a renda média mundial aumenta e a desigualdade global começa a declinar,” diz a revista ‘Finance and Development’ do FMI que analisa as causas da crescente desigualdade de renda em todo o mundo. “É um pouco irônico que estes desenvolvimentos otimistas coincidam com a crise financeira global,” diz a edição da revista do mês de setembro. Mas “mesmo no meio da crise, a diminuição da desigualdade global, impulsionada por altos índices

de crescimento e padrões de vida das economias populosas e ainda relativamente pobres, como na China e na Índia, representa uma mudança de época.” “Isso reflete a prosperidade recente de milhões de pessoas. E, como o mundo se torna mais integrado, o significado político de uma desigualdade global menor pode vir a superar o problema das desigualdades crescentes no seio das nações,” afirmaram os analistas do FMI. “Estudos específicos sobre os países

chegaram às mesmas conclusões,” disse o FMI citando um estudo sobre o impacto das agências bancárias em zonas rurais da Índia que revelou um aumento da produção e uma diminuição da pobreza com o maior acesso ao financiamento, e um outro estudo que comprovou que um maior acesso a agências bancárias reduziu a desigualdade nos EUA. Usando medições de volume e interconectividade para classificar os principais 25 centros comerciais sistêmicos no mundo, uma análise recente do FMI mostrou que a China subiu nove lugares, entre 1999 e 2009, empatando

com os EUA como maior centro comercial. Índia e Brasil subiram sete e três lugares respectivamente na classificação, alcançando a décima-quarta e décima-nona posições mundiais, e Rússia e Turquia entraram na lista. Por outro lado, França, Canadá e Suíça desceram três lugares situando-se em sexta, décima-primeira e décima-sétima posições, respectivamente. Uma análise do FMI também implica que o impulso de crescimento deverá ser mais acentuado para alguns países asiáticos — como Índia e China — e um pouco menor, mas ainda positivo, para a maioria dos países da Europa Oriental. As economias de mercado emergentes estão, portanto, se tornando parceiros comerciais sistemicamente importantes, juntamente com as principais economias avançadas.

Medidas contra mudanças climáticas voluntárias: Natarajan

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Índia e alguns outros países em desenvolvimento tomaram medidas para resolver o problema das mudança climáticas por meio de ações puramente voluntárias. No dia 15 de setembro, numa conferência de imprensa com a mídia, ao compartilhar perspectivas importantes do ponto de vista da Índia, Jayanthi Natarajan, Ministra do Meio Ambiente e Florestas, afirmou: “Temos também de nos comprometermos com os esforços para reduzir a intensidade das emissões do PIB indiano de 20% a 25% até 2020, manifestando claramente a seriedade com que encaramos uma ação global sobre as mudanças climáticas. De fato, relatórios recentes indicam que o compromisso dos países em desenvolvimento é significativo e até bem maior do que a promessa os países desenvolvidos estão dispostos a cumprir.” Natarajan fez a declaração após assistir às consultas informais ministeriais sobre

Ministra de Estado do Meio Ambiente e Florestas Jayanthi Natarajan

as mudanças climáticas organizadas pela África do Sul que vai assumir a próxima Presidência da 17ª Conferência das Partes da Convenção do Clima (COP-17). Mais de 50 países assistiram às consultas. Ela disse: “Expresso o sincero apoio e solidariedade indiana com a África do Sul, com quem compartilhamos uma profunda

ligação histórica para a realização de uma conferência de sucesso em Durban. A África do Sul é o primeiro país em desenvolvimento desde 2007 a sediar uma COP e também é um parceiro valioso que faz parte do grupo BASIC. Liguei para as partes do Anexo I não só para honrar seus compromissos sob o Protocolo de Quioto para o período de compromisso atual, mas também para reforçar sua ambição e fortalecer o regime construído cuidadosamente ao longo das últimas duas décadas. Nosso empenho é fazer com que as partes do Anexo I cheguem a acordo para um segundo período de compromisso do Protocolo de Quioto.” A Ministra disse: “Para a Conferência das Partes de Durban, aguardamos a operacionalização das decisões de Cancun para assegurar que algumas das questões relacionadas com o Roteiro de Bali não sejam perdidas de vista. Questões relacionadas ao financiamento, transferência

de tecnologia, adaptação e REDD + são os objetivos fundamentais para a Conferência de Durban. Nossos negociadores estão empenhados em negociações paralelas para discutir os detalhes do Fundo do Clima Verde, a Comissão Executiva de Tecnologia e outros mecanismos. Isso deve trazer benefícios tangíveis para os países em desenvolvimento. Os países desenvolvidos também querem operacionalizar os mecanismos consentidos em Cancun sobre a Arquitetura de Transparência Internacional, incluindo Mediação, Relatório e Verificação (MRV), Revisão e Avaliação Internacional (IAR) para os países desenvolvidos e Análise e Consultoria Internacional (ICA) para os países em desenvolvimento.” Referindo-se à provisão de recursos financeiros aos países em desenvolvimento, Natarajan disse que era um compromisso claro para os países desenvolvidos no âmbito da Convenção-Quadro.


6 NOTÍCIAS Indianas

NOTÍCIAS DA

Bancos precisam manter atenção em ativos

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o dia 7 de setembro, em Nova Delhi, ao discursar na comemoração dos 106 anos da fundação do Bank of India, o Ministro das Finanças Pranab Mukherjee disse que o Governo da Índia acreditava que a inclusão financeira era uma condição necessária para o crescimento inclusivo. Ele disse que os bancos do setor público (PSBs em inglês) têm de desempenhar um papel importante na inclusão financeira no país, dada a plataforma de distribuição que usufruem e a experiência adquirida ao servir a zona rural nas últimas cinco décadas. Mukherjee disse que seria preciso financiar a demanda em tecnologia a fim de ampliar a iniciativa de inclusão financeira. A inclusão financeira faria mais sentido em termos de negócios se os bancos fizessem um esforço extra no desenvolvimento de modelos apropriados, acrescentou o Ministro das Finanças. Ele disse que o Bank of India era um dos maiores bancos indianos, servindo as necessidades bancárias de milhões de clientes através de cerca de 3.700 sucursais nacionais e 29 escritórios no exterior. Graças a sua ampla rede de agências, o Banco encontra-se numa boa posição de parceria com o governo para atenuar problemas associados a iniciativas de desenvolvimento e inclusão financeira, disse ele. Mukherjee disse que havia boas oportunidades de negócios na zona rural esperando para serem aproveitadas e que isto não deveria ser considerado apenas como uma responsabilidade social a ser cumprida pelos bancos. Ele disse que os PSBs com sua rede de agências rurais e semi-urbanas, juntamente com a experiência adquirida, devem aproveitar o potencial em maior medida do que têm feito até agora. Mukherjee disse que pediu ao Bank of India para avançar de um ano a data prevista para a inclusão financeira. Ele expressou sua satisfação dizendo que o banco tinha ultrapassado suas expectativas.

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Setor dos plásticos acumula `1 trilhão

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Ministro das Finanças Pranab Mukherjee discursando na comemoração dos 106 anos de fundação do Bank of India, em Nova Delhi, 7 de setembro.

O Ministro disse que, além da inclusão financeira, os bancos devem desempenhar um papel catalisador na promoção do talento empresarial na Índia rural. Ele disse que o segmento de PME, com seu talento empreendedor, tem um potencial muito elevado para geração de renda e empregos no país. Os bancos podem desempenhar um papel construtivo neste sentido, através do financiamento do segmento de PME. Ele ficou feliz ao saber que o Bank of India lançou alguns linhas de crédito inovadoras para atender às exigências deste segmento. Mukherjee disse que no setor dos serviços de personalização de produtos, processos, tecnologia e, acima de tudo, as pessoas responsáveis por estes serviços eram ingredientes importantes para o sucesso. Ele insistiu com o Banco para criar produtos diversificados, processos time-tested e tecnologia própria a fim de cumprir as ambições de crescimento e, para isso, o Banco deveria ter uma política de RH adequada. Ele disse que estava ciente dos desafios de RH enfrentados

pelos bancos atualmente. O sistema bancário não é mais um simples comércio, ele é agora complexo e baseado no conhecimento, disse ele. “Precisamos treinar constantemente nossa população e prepará-la para desempenhar ainda mais papéis de liderança,” disse o Ministro. Em suas considerações finais, o Ministro disse que viver num mundo globalizado tem suas vantagens, mas também coloca desafios e que um deles foi a crise financeira mundial. Ele afirmou que o desafio enfrentado pela Índia na luta contra a inflação foi em parte um disparo da resposta política dos países desenvolvidos em relação à crise. Ele disse que o compromisso com níveis moderados de inflação levou a taxas de juro mais elevadas. Neste contexto, os bancos precisam manter uma atenção constante na qualidade de seus ativos, disse ele. Mukherjee disse que os tempos eram difíceis e que deveríamos prestar atenção em cada passo dado. Mas isso não deve nos impedir de tomar medidas ousadas e inovadoras.

Exportações indianas cresceram 44,2% s exportações indianas aumentaram 44,2%, com US$ 24,3 bilhões em agosto, e as importações aumentaram 41,8%, com US$ 38,4 bilhões, levando a um déficit comercial de US$ 14,1 bilhões, conforme dados oficiais publicados em 9 de setembro. Embora o crescimento das exportações seja muito acima da meta do governo, ele diminuiu muito se for comparado com o mês anterior. As exportações cresceram 81,79% com

Índia

US$ 29,34 bilhões em julho, enquanto as importações cresceram 51,52% com US$ 40,42 bilhões, resultando em um déficit comercial no mês de US$ 11,08 bilhões. Ao falar com a imprensa após a publicação dos dados provisórios, o Secretário de Comércio Rahul Khullar disse que o governo vai ajudar os exportadores a manter o ímpeto de crescimento. O crescimento acumulado das exportações para o período de abril a agosto aumentou para

US$ 132,64, enquanto as importações no período aumentaram para US$ 189,44 bilhões, resultando em um déficit comercial de US$ 56,79 bilhões durante os primeiros cinco meses do ano fiscal. O Secretário de Comércio informou que o crescimento das exportações pode diminuir nos próximos meses, devido às incertezas econômicas nos EUA e nos países europeus, principais mercados tradicionais para as exportações indianas.

volume de negócios da indústria indiana de plásticos deve crescer e chegar a `1 trilhão em 2012, além dos atuais `850 bilhões, disse a Fundação Plastindia. O orgão baseou sua estimativa na expectativa de que o potencial de demanda vai crescer e passar das atuais 9 milhões de toneladas métricas (MMT) para 12,5 milhões de toneladas métricas. O consumo per capita de produtos de plástico na Índia está crescendo e o governo promove reformas econômicas visando impulsionar o setor. O número de unidades de processamento deve ter um aumento de 33% com 40.000, que por sua vez vai aumentar o potencial de empregos do setor. “Estudos independentes mostram que a indústria que atualmente contrata mais de três milhões de pessoas deverá empregar cerca de quatro milhões em 2012 e sete milhões em 2015,” segundo Plastindia. De acordo com um relatório da empresa de análise global Crisil, o comércio mundial de plásticos deve chegar a 140 MMT em 2012, oferecendo uma oportunidade lucrativa para a Índia. No entanto, o relatório afirma que, com apenas 1,5% de participação no volume das exportações mundiais, a Índia não está em posição de lucrar com tal oportunidade. A indústria precisa aumentar a capacidade, modernizar as instalações, melhorar a produtividade e aumentar a utilização de aplicações importantes de plástico. “O setor indiano de processamento de plástico precisa ser consolidado, obter economias de escala e se tornar competitivo,” disse o presidente de Plastindia, Ashok Goel. “A chave para alcançar este objetivo é modernizar, melhorar a produtividade e aumentar as exportações.” Ele disse que a indústria indiana precisa melhorar a situação no que diz respeito à reciclagem de produtos de plástico. Os “padrões de qualidade precisam ser estabelecidos para o setor de reciclagem, bem como uma fiscalização assegurada.” A organização representativa do setor disse que a conscientização da economia de energia no uso de plásticos e os benefícios para as indústrias que utilizam os mesmos estavam abaixo do esperado.

Produção industrial melhora taxa de crescimento

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crescimento industrial medido em termos de Índice de Produção Industrial (IIP em inglês) passou de 2,5% em 2008-09 para 5,3% em 200910 e, em seguida, para 8,2% em 2010-11. No primeiro trimestre deste ano, o crescimento moderado aumentou para 6,8% em comparação com um crescimento de 9,6% no primeiro trimestre do ano anterior. A moderação do crescimento no primeiro trimestre se deu em grande parte por conta de uma moderação do crescimento no setor de mineração. Os bens de consumo duráveis e intermediários no setor de fabricação também sofreram uma

moderação do crescimento. O endurecimento das taxas de juros afetou o crescimento nestes segmentos. A fim de melhorar o clima industrial durante o 11º Plano, as principais áreas de foco têm sido a criação de infra-estrutura com nível de excelência, a promoção e facilitação do investimento industrial, incluindo o investimento direto estrangeiro, a melhoria no ambiente de negócios e o desenvolvimento de competências relevantes da indústria. O Orçamento da União 2011-12 indicou claramente que. para o crescimento sustentado do PIB e do emprego produtivo

para as gerações mais jovens, é imperativa a retomada do crescimento no setor de produção. O Governo quer implantar uma política de produção que vai reduzir a carga de conformidade para a indústria, por meio de auto-regulação, visando ajudar a tornar a indústria indiana globalmente competitiva. Isso vai melhorar as taxas de crescimento da produção e da indústria. Esta informação foi dada pelo Viceministro do Comércio e Indústria, Jyotiraditya M. Scindia, em resposta escrita a uma pergunta, na Rajya Sabha em 2 de setembro.


NOTÍCIAS DA

TENDÊNCIAS Indianas 7

Índia

Potencial indiano de processamento

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Índia é o segundo maior produtor de alimentos e tem o potencial para se tornar o primeiro mundial no setor de alimentos e agricultura, de acordo com uma pesquisa da empresa Corporate Catalyst India (CCI). A indústria indiana de alimentos abrange a produção de alimentos e o processamento de alimentos. A indústria de processamento de alimentos é uma das maiores na Índia — é a quinta em termos de produção, consumo, exportações e crescimento. O setor da agricultura é vital para qualquer nação e é a principal fonte de subsistência para mais de 58% da população indiana. O setor agrícola indiano cresceu 4,4% no segundo trimestre de 2010-11, alcançando portanto uma taxa de crescimento global de 3,8% durante o primeiro semestre de 2010-11. A área da produção de alimentos passou de 122,78 milhões de hectares em 2001-02 para 125,73 milhões de hectares em 2010-11 (4ª estimativa antecipada). A produção de cereais aumentou de 212,85 milhões de toneladas (MT) em 2001-02 para 241,56 MT durante o período de 2010-11 (4ª estimativa antecipada). O objetivo da produção de cereais para o ano de 2011-12 foi fixado em 245 MT, o que deve provavelmente alcançado se houver condições climáticas favoráveis. Indústria de Processamento de Alimentos A indústria de processamento de alimentos tem uma importância enorme para o desenvolvimento da Índia pois uniu, de forma eficiente e eficaz, a economia, a indústria e a agricultura na Índia. Há 25.367 unidades de processamento de alimentos registradas no país com um total de capital investido de US$ 17,81 bilhões, de acordo com um relatório de competitividade do Conselho Nacional de Competitividade de Produção. O setor de processamento de alimentos cresce atualmente com uma taxa média de 13,5% ao ano. O documento intitulado ‘Vision Document 2015’ do Ministério das Indústrias de Processamento de Alimentos, Governo da Índia, prevê um aumento do valor agregado de 20% para 35% até 2015. A indústria de processamento de alimentos é uma das maiores indústrias que operam na Índia e se divide em vários segmentos tais como: l Frutas e legumes l Carnes e aves l Laticínios l Produtos marinhos, cereais e alimentos de consumo (que inclui alimentos embalados, bebidas e água potável embalada). O valor agregado de produtos alimentícios deve ter um aumento de 8% para 35% em 2025. O processamento de frutas e legumes também deve ter um aumento do nível atual da produção total de 2% para 25% em 2025, conforme o relatório da CCI. O setor de laticínios — que detém a maior participação no mercado de alimentos processados — tem um grande potencial a ser explorado. As indústrias indianas de processamento de alimentos atraíram um investimento direto estrangeiro (IDE) no valor de US$ 1,273 bilhão de abril de 2000 a junho de 2011, de acordo com os dados fornecidos pelo Departamento de Política Industrial e Promoção (DIPP). Bebidas O mercado indiano de bebidas nãoalcoólicas foi estimado em cerca de US$ 4,43 bilhões em 2008 e deve crescer com

uma taxa composta de crescimento agregado (CAGR) de cerca de 15% durante o período de 2009-2012, de acordo com um relatório publicado pela empresa de pesquisa de mercado RNCOS, intitulado ‘Indian NonAlcoholic Drinks Forecast to 2012’. Conforme o relatório, o mercado de suco de frutas e legumes terá uma CAGR de cerca de 30% em termos de valor durante o período de 2009-2012, seguido pelo segmento de bebidas energéticas que vai crescer com uma CAGR de cerca de 29% durante o mesmo período. Exportações As exportações de produtos alimentícios biológicos devem quintuplicar até 2015, de acordo com a Agência Indiana para o Desenvolvimento de Exportações de Produtos Alimentícios Processados (APEDA). A agência governamental espera que as exportações atinjam US$ 1,43 bilhão até 2014-15 em comparação aos US$ 280 milhões em 2010-11. “Há um total de 2.084 projetos orgânicos na Índia que foram certificados por nossos organismos de certificação. 191 destes são exportadores de produtos orgânicos,” de acordo com Shailender Singh, Consultor da Divisão Orgânica, APEDA. Operadores e Estratégias l O segmento de alimentos prontos para consumo (RTE em inglês) permanece em torno de US$ 17 milhões e US$ 22 milhões e cresce rapidamente com uma taxa de 30% ao ano, assinalou Asheesh Sharma, Gerente de Marketing, AgroTech Foods. l Mother Dairy não é a única empresa que oferece uma gama de petiscos congelados. Há toda uma série de novas ofertas de alimentos no mercado desde a marca Yummiez da Godrej Tyson Foods até a gigantesca marca canadense de batatas fritas McCain e a recém-adquirida marca Sumeru da India Equity Partners. l A categoria de alimentos congelados de marca é estimada em US$ 211,77 milhões e os operadores do setor dizem que está crescendo com uma taxa de 20% a 25% ao ano. l Amul foi classificada como a primeira marca indiana na lista das 1.000 marcas principais na Ásia pela revista The Campaign Magazine, publicada em

Hong Kong e Cingapura. Amul também foi classificada como a principal marca de laticínios, à frente de marcas líderes de alimentos e laticínios da região asiática como Dutch Lady e Dumex. l A gigantesca cooperativa leiteira Amul pretende expandir sua presença fora da Índia. A cooperativa pretende abrir uma unidade de processamento nos EUA e, posteriormente, no mercado europeu. “Existe um vasto âmbito para produzir e comercializar outros produtos lácteos nos EUA pois a marca Amul é a preferida pelos indianos residentes no exterior,” disse Rahul Kumar, Diretor Executivo, Amul Dairy. Iniciativas do governo O governo planeja criar 30 parques de alimentos em vários estados com o objetivo de ajudar o crescimento das pequenas e médias indústrias do setor, declarou um alto funcionário do Instituto Indiano de Embalagem (IIP). Os parques devem ser criados pelo Ministério das Indústrias de Processamento de Alimentos, o que deve auxiliar 20 mil pequenas e médias indústrias envolvidas na fabricação e transformação de produtos alimentícios a cada ano, conforme declarou N. C. Saha, Diretor do IIP. O volume da indústria de processamento de alimentos deve passar dos atuais US$ 200 bilhões para US$ 310 bilhões até 2015, acrescentou Saha. O Ministério das Indústrias de Processamento de Alimentos atribuiu US$ 126 milhões para os diferentes regimes a serem implementados no setor de processamento de alimentos durante o período de 2011-12. O Ministério também aprovou a instalação de uma cadeia de armazenamento refrigerado no distrito de Kamrup e um mega parque de alimentos no distrito de Nalbari, ambos no estado de Assam. O Orçamento da União para 2011-12 também atribuiu US$ 135 milhões para o Ministério de Processamento de Alimentos em comparação aos US$ 90 milhões anteriores. Com o objetivo de aumentar o investimento na agricultura, o Ministério ampliou o Programa de Financiamento da Diferença de Viabilidade para a parceria público-privada (PPP), com vistas a criar uma capacidade moderna de armazena-

mento, além de uma infra-estrutura para as redes de armazenamento refrigerado. Rumo a seguir A história do crescimento do consumo indiano deverá manter seu curso com cerca de 14% de crescimento ao longo dos próximos três anos, impulsionada por três fatores — inclusão, mudanças mistas e categorias de consumo específicas, como confirmam os experientes analistas Vijay Chugh, Ashvin Shetty e Shariq Merchant no relatório intitulado ‘The Indian Consumer: a robust operator in an uncertain world’. O Ministro das Finanças Pranab Mukherjee expressou a necessidade de explorar abordagens inovadoras para sustentar alto crescimento com estabilidade. O governo da Índia também anunciou ‘Vision 2015’, que se focaliza no reforço da competitividade da indústria de processamento de alimentos, tanto doméstico, quanto nos mercados internacionais, juntamente com a garantia de níveis de renda estável para os agricultores. ‘Vision 2015’ pretende melhorar o nível de processamento de perecíveis até 20%, aumentando o valor agregado em 35% e a participação no comércio mundial de alimentos de 1,5% para 3% até 2015. A indústria indiana de processamento de alimentos precisa de, pelo menos, US$ 35 bilhões em novos investimentos para todos os setores. Isto irá permitir a criação de nove milhões de empregos na indústria, estabilidade nos preços de alimentos, retornos razoáveis aos agricultores e outros interessados, e o mais importante, vai aumentar a participação da Índia no mercado de exportação mundial de alimentos processados, além dos atuais 2%, afirmaram os especialistas na FoodCon 2011, organizada pela Confederação das Indústrias Indianas (CII). Os principais operadores da acelerada indústria indiana de bens de consumo (FMCG) continuarão a buscar aquisições a médio prazo, dada a possibilidade de expansão em segmentos com baixa penetração de produtos e geografias, e as pressões competitivas que se intensificam no mercado interno. (Cortesia: India Brand Equity Foundation)


8 Viagem & TURISMO

NOTÍCIAS DA

Índia

CHandigarH a 3.000 mEtroS dE aLtura

E

sta Chandigarh não foi projetada pelo arquiteto francês Le Corbusier nem se encontra no sopé da cadeia de montanhas Shivaliks. Aqui cai neve e as pessoas até começaram a plantar macieiras. Esta Chandigarh é um vilarejo remoto e, ao contrário de seu homônimo famoso, não está localizada no estado de Punjab ou Haryana. Encontra-se a uma altitude de mais de 3.000 metros de altura no estado de Himachal Pradesh, próximo à fronteira do Tibete, no pitoresco Vale de Lahaul e no distrito Spiti que permanece isolado do mundo por mais de quatro meses ao ano, devido às fortes nevascas. Cerca de 320 km da capital do estado, Shimla, o vilarejo possui cerca de 15 casas, a maioria delas feitas de barro e pedra. “Depois da guerra entre a Índia e a China em 1962, os habitantes de Kaurik e Lepcha (perto da fronteira internacional) foram transferidos para Chandigarh por ordem do go-verno indiano. Desde então, temos vivido aqui,” disse Tsering Bodh, um morador octogenário do vilarejo. Bodh, no entanto, não consegue explicar porque este vilarejo se chama Chandigarh. O deserto frio foi transformado em terreno arborizado. Chhombel Singh, filho de Bodh, disse que os moradores começaram a plantar maçãs, ervilhas e batatas. “No início, toda a área era árida. Agora, as pessoas começaram a plantar maçãs. Não é de muita utilidade, já que durante o inverno, a neve pesada prejudica as macieiras. Mas o plantio de ervilhas e de batatas teve muito sucesso aqui,” disse ele. Até mesmo o governo voltou a plantar árvores, como salgueiros, em volta do

Esta Chandigarh não é a famosa cidade planejada por Le Corbusier, território da união, mas um vilarejo remoto localizado numa altitude de mais de 3.000 metros de altura no Vale de Spiti, a 300 km de Shimla, capital do estado de Himachal Pradesh.

Chandigarh era um centro de comércio de troca em que os tibetanos trocavam cobertores, garrafas, lã crua, ervas e produtos de couro por farinha de trigo, arroz, especiarias, produtos de plástico, implementos

agrícolas e animais. “Agora os comerciantes do outro lado da fronteira pararam de vir e os moradores já não são mais dependentes das tradicionais formas de subsistência. Eles começaram a plantar e a criar gado,” acrescentou. Chandigarh, situada na rodovia que liga Sumdoh a Kaza, centro principal de Spiti, não está isolada dos ventos de mudança que atravessa as colinas. É comum encontrar por aqui aparelhos modernos como aquecedores, TV a cabo e celulares. Hurling, conhecido por suas deliciosas maçãs e, Tabo, conhecido por um mosteiro budista situado numa caverna com mais de 1.000 anos, encontram-se perto de Chandigarh, localizada nas margens do borbulhante rio Spiti. A região é habitada principalmente por budistas. As condições climáticas da região são muito duras pois grande parte das terras está coberta por um deserto frio, onde o mercúrio cai abaixo de 20 graus Celsius negativos durante o inverno. O Vale de Spiti, com mais de duas dezenas de pequenos vilarejos dispersos, possui muitos mosteiros budistas antigos. O vale atrai viajantes do mundo inteiro não só pela atividades ligadas à natureza, mas também para conhecer os antigos mosteiros como Tabo, Dhankar, Gungri, Lidang e Hikkam.

vilarejo, empregando moradores no âmbito do regime rural de garantia de empregos do governo federal, a Lei Nacional de Garantia de Emprego Rural Mahatma Gandhi. Bodh disse que, antigamente,

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Noticias da Índia - 1 de Setembro 2011