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PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO PARANÁ ESCOLA DE ARQUITETURA E DESIGN CURSO DE DESIGN DE MODA EMANUEL GODOI SANTOS

CUSTO M A S C U L I N O MIZA SUPERF Í C I E ÇÃO EM MASSA DE VESTUÁRIO

CURITIBA 2017

FONTE: Pinterst, 2017

COM FOCO EM DESIGN DE


EMANUEL GODOI SANTOS

CUSTO M A S C U L I N O MIZA SUPERF Í C I E ÇÃO EM MASSA DE VESTUÁRIO

COM FOCO EM DESIGN DE

Trabalho de Conclusão de Curso apresentado ao Curso de Design de Moda da Pontifícia Universidade Católica do Paraná, como requisito parcial à obtenção do título de Bacharel em Design de Moda.

CURITIBA 2017

FONTE: Pinterst, 2017

Orientadora: Prof. Mª. Gabriela Garcez Duarte


RESUMO O presente projeto tem como propósito estudar os conceitos da customização em massa e sua execução no design de moda tendo como base de aplicação o vestuário masculino. O intuito é oferecer um serviço de personalização que promova a interação entre usuário e vestuário, proporcionando maior afetividade na experiência de compra e no desenvolvimento de produto. O foco criativo deu-se pelo design de superfície a fim de explorar técnicas e efeitos tridimensionais por meio da tecelagem manual e bordado. . Palavras-chave: Customização em massa. Design de superfície. Design de moda. Vestuário masculino.

Abstract The purpose of this present project is to study the concepts of bulk customization and the execution in fashion design based on male clothing. The intention is to offer a personalization service that promotes the interaction between user and clothing, providing higher affectivity in the shopping experience and product development. The creative focus was on surface design in order to explore three-dimensional techniques and effects through manual weaving and embroidery. Keywords: Bulk customization. Surface design. Fashion design. Male clothing.


Figura 1: Artigos de moda personalizados. Figura 2: Exemplos de aplicações do design de superfície. Figura 3: Renato Imbroisi Figura 4: Exemplos de técnicas utilizadas no design de moda Figura 5: Peças da coleção de Fernanda Yamamoto em 2016 Figura 6: Projeto “DOIS” da MOKO Figura 7: Sistema do ciclo de Realimentação da Customização Maciça de Pine Figura 8: Transição entre a “Padronização Pura” à “Customização Pura”. Figura 9: Modularidade por ajuste de componentes de PINE Figura 10: Modularidade por compartilhamento de componentes de PINE Figura 11: Modularidade por bus de PINE Figura 12: Plataforma de customização da Vans (esquerda) e da Nike (direita). Figura 13: Plataforma de customização da Adidas. Figura 14: Análise Diacrõnica Figura 15: Análise sincrõnica de outerwears Figura 16: Análise sincrõnica de customização Figura 17: Exemplos de outerwears Figura 18: Porcentagem faixa etária e renda mensal Figura 19: Peças de top carentes de inovação Figura 20: Motivação pelo consumo de importados Figura 21: Exclusividade e proposta Figura 22: Moodboard de público-alvo Figura 23: Cores da temporada Figura 24: Moodboard de tendências Figura 25: Moodboard de conceito Figura 26: Módulos combináveis Figura 27: Geração de alternativas (modelagem) Figura 28: Geração de alternativas (tecelagem)

04 07 09 09 10 12 15 15 16 17 18 20 20 23 27 29 31 33 31 34 34 36 37 37 39 41 42 46

LISTA DE TABELAS Tabela 1: Lógica da produção artesanal, em série e da Customização em massa. 14 Tabela 2: Mix de coleção 41


1.

INTRODUÇÃO

01

1.1. 1.3. 1.4. 1.4.1. 1.4.2. 2.

PROBLEMATIZAÇÃO JUSTIFICATIVA OBJETIVOS Objetivo Geral Objetivos Específicos REFERENCIAL TEÓRICO

02 03 04 04 04 05

2.1. Contexto histórico (social/ politico) da moda masculina 2.2. DESIGN DE SUPERFÍCIE 2.2.1. Técnicas do design de superfície inseridas no design de moda 2.2.1.1.Tecelagem manual (Design têxtil). 2.3. ARTESANATO CONCEITUAL. 2.4. DESIGN EMOCIONAL 2.4.1. Design emocional e o Design de moda 2.5. CUSTOMIZAÇÃO EM MASSA. 2.5.1. Modularidade por ajuste de componentes 2.5.2. Modularidade por compartilhamento de componentes 2.5.3. Modularidade por bus. 2.5.4. Customização em massa e odesign de moda.

06 07 08 09 10 11 12 13 16 17 18 19

3 3.1 3.1.1 3.1.2 3.2 3.3 3.3.1 3.3. 2 3.4 3.5 3.5.1 3.6 3.7 3.7.1 3.7.2 3.8 4 4.1 4.2 4.3 4.4 4. 5

21 01 22 22 26 31 32 33 35 37 39 39 41 42 42 46 47 48 49 50 52 54 56

MATERIAIS E MÉTODOS ANÁLISE DE SIMILARES Análise de similares diacrônica Análise de similares sincrõnica PESQUISA DE SEGMENTO PUBLICO ALVO Pesquisa Netnográfica Moodboard de lifestyle TENDÊNCIAS INSPIRAÇÃO Conceito MIX DE PRODUTO GERAÇÃO DE ALTERNATIVAS GERAÇÃO DE ALTERNATIVAS Modelagem GERAÇÃO DE ALTERNATIVAS Tecelagem COLOR STORY RESULTADOS CARTELA DE CORES CARTELA DE TECIDOS CARTELA DE SUPERFÍCIES CARTELA DE AVIAMENTOS SELEÇÃO DAS ALTERNATIVAS


INTRO

.DUÇÃO 16

Nos últimos dez anos pesquisadores e estudiosos têm observado o notável crescimento do consumo masculino, uma pesquisa efetuada pelo IBGE em 2013 revelou que anualmente este público desembolsa cerca de 80 milhões de reais na aquisição de produtos e serviços relacionados à aparência, isso se deve pela crescente preocupação com a saúde e com os efeitos da imagem pessoal na busca de uma profissão e realização amorosa. . . A seguir têm-se dados contundentes obtidos através de um estudo realizado em agosto de 2016 pela ABIHPEC (Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos), entre homens de classes A, B e C maiores de 18 anos, apontando que 43% dos entrevistados consideram-se vaidosos, no qual a maioria disse que esta vaidade está diretamente relacionada à valorização da autoestima e bem-estar. Dos participantes, 85% afirmaram que a era atual tem se mostrado um cenário propício para as vaidades masculinas, onde não apenas a mulher tem seu espaço nos salões, lojas e centros de estética, mas agora divide com eles um mercado de moda que está em crescente expansão. Pensar na imagem de um homem que não se importa com sua aparência é ter uma percepção retrógrada da sociedade contemporânea. .

O setor de produtos direcionados ao público masculino posiciona-se mediante a demanda vinda da população brasileira, notando nos últimos seis anos um crescimento significativo de 16% no mercado interno (voltado a este nicho), perdendo apenas para os Estados Unidos. Possibilitando assim perceber a frequente iniciativa de marcas na fidelização de seus clientes e sua consolidação no mercado, além da analogia feita pelo público entre a disposição de gastar mais, com a busca e exigência por itens de maior qualidade e que proporcionem novas experiências. Parte deste investimento refere-se ao vestuário, tornando-s e objeto de análise e aprimoramento. O projeto vigente trata-se de um trabalho de conclusão de curso referente à graduação em Design de moda da PUCPR no ano de 2017. O assunto de discussão foi iniciado através de um estudo da iniciação científica (PIBIC/Fundação Araucária), juntamente com as disciplinas de “Pesquisa e Experimentos têxteis” e “Design de Superfície” contidas na grade do curso. .


1.1

3

PROBLEMATIZAÇÃO Em 2016 o Instituto Qualibest, primeiro instituto de pesquisa online, declarou que apesar do avanço expressivo na procura e consumo de produtos especializados, os homens ainda estão insatisfeitos com a oferta presente no mercado brasileiro atual. Em entrevista para O globo, Luciana Ignez, coordenadora de atendimento, higiene e beleza da Nielsen afirma (2016): As indústrias ainda não trabalham bem o segmento masculino. Nos EUA, as lojas têm seções de beleza para o homem, gerando identificação e fazendo ele comprar mais de um produto. No Brasil, o apelo dos produtos é a família ou a mulher.

Para o presente projeto foi realizada uma pesquisa netnográfica (divulgada em redes sociais e comunidades virtuais) direcionada à homens, com o intuito de delimitar os problemas relacionados ao vestuário masculino outono/inverno, que demonstrou com maior precisão as necessidades específicas do público. Ao total obteve-se quarenta e quatro respostas, no qual 59% possuem idade entre 20 e 30 anos. Quando indagados sobre o item de vestuário de maior importância nas estações outono/ inverno 86% responderam que as peças de top (divididos em 29,5% jaquetas, 29,5% blusas e 27,3% casacos) são essenciais e as mais carentes de inovação, tanto na modelagem, textura quanto nas cores e estampas. Fato este que impulsiona 43,2% dos entrevistados a consumirem produtos de importação que em sua percepção possui melhor qualidade (durabilidade) e variedade de estilos. Por meio da pesquisa netnográfica foi possível concluir que diante desta produção sulista desenfreada visando a funcionalidade dos itens, o usuário não possui muitas opções atrativas que se adequem ao seu limite orçamentário e que se encaixem no seu gosto pessoal. Fazendo com que ele se renda às marcas estrangeiras ou que a peça comprada do comércio nacional seja só mais um artigo a ser adquirido (muitas vezes desconhecendo a origem exata dos materiais e do processo no qual foram fabricados) e que ao fim de sua vida útil será descartado. Portanto, como oferecer novos serviços e peças autorais (referentes ao segmento outono/inverno) que imprimam a identidade individual, fazendo do público–alvo participante ativo das etapas de design?

2


3

1.2 JUSTI

Levando em consideração que as indústrias voltadas ao segmento feminino possuem maior flexibilidade no desenvolvimento de seus produtos nos quesitos design e estética, percebe-se em contraponto que o nicho masculino (adulto) permanece inerte na adição de cores texturas e grafismos, porém com uma evolução significativa na qualidade dos tecidos, fato já manifestado pelos próprios consumidores. A proposta deste projeto é oferecer aos respectivos clientes da marca uma experiência de imersão, onde haja a interação afetiva entre objeto e usuário através do apelo tátil/ visual (design emocional/ sensorial), tornando-o conhecedor das etapas de fabricação e dos materiais utilizados na produção das texturas, além de ser integrante essencial para o bom funcionamento do sistema.

3

Segundo Moema C. Bispo da Costa (2013 p.VIII): A consideração do desempenho emocional, no desenvolvimento de um produto, tornou-se tão importante quanto outros fatores projetuais, uma vez que projetar para as emoções pode vir a influenciar o interesse do utilizador, estimulando a sua criatividade e gerando seu bem-estar. A vertente emocional do design pode ser justificada pelos paradigmas culturais, demandas comerciais ou necessidades individuais, como por exemplo: da procura de produtos que proporcionem novas experiências, da dificuldade em conseguir vantagens comerciais ou da busca por produtos personalizados que satisfaçam as necessidades fisiológicas e afetivas do utilizador

Além de proporcionar maior número de combinações e opções de materiais, diminuindo o estoque de produtos acabados, este contato com o processo individualiza cada experiência e personaliza o artigo de moda. Por meio de pesquisas mercadológicas efetuadas pelo instituto Qualibest e outros, observou-se que a tradução da personalidade do usuário (homem) num objeto de seu consumo e a objetividade na escolha é fator decisivo no comportamento geral de aquisição do público masculino. Portanto a compra planejada e consciente torna-se o grande atributo deste projeto.

O aplicativo utilizado para gerar a combinação possibilita uma pré-visualização para melhores resultados, pois através deste sistema o usuário julga com mais clareza a estética do seu produto facilitando a alteração dos atributos escolhidos por ele.


FICATIVA Fg.1

Artigos de moda peronalizados

Dolce

& Gab

bana

Hermés

A personalização de artigos de moda tem sido uma estratégia utilizada por inúmeras grifes internacionais e adotada por marcas brasileiras de requinte para tornar ainda mais exclusivas as suas mercadorias. Segundo Christina Pitanguy, consultora de moda, imagem e luxo do Shopping Leblon, no Rio de Janeiro, “A globalização deixou o mercado de luxo acessível a um número maior de pessoas. O serviço personalizado é uma saída para criar peças únicas para consumidores que querem ser diferentes” (PITANGUY, 2012).

1.3 OBJETIVOS

Louis Vuitton

1.3.1 Objetivo Geral Desenvolver um projeto de Design de Moda que aplique a customização em massa por meio de um sistema de produto-serviço (PSS), que explore o design de superfície no vestuário masculino

FONTE: Pinterst, 2017

1.3.2 Objetivos Específicos Tem-se exemplos como a Louis Vuitton, que estampa as iniciais de suas clientes em bolsas de viagem e de mão batizando este serviço de “Mon monogram”, a Hermés com a “Life in Silk” que imprime datas, iniciais e mensagens nos sofisticados carrés (lenços de seda), a marca Maria Bonita que altera comprimentos, cores e decotes além de aplicar bordados em suas peças (satisfazendo o gosto pessoal de suas clientes) e por fim a grife Dolce & Gabbana que oferece bolsas com pintura feita à mão, num processo totalmente particular e individual. Em todos os casos o valor do produto final e o prazo de entrega variam de acordo com a adição dos atributos.

a) Estudar os conceitos de customização em massa e empregá-los num sistema de produto-serviço (PSS) de moda masculina; b) Executar uma pesquisa sobre modelagem masculina e sua liberdade de customização; c) Executar uma pesquisa aprofundada sobre o design de superfície e sua aplicação no vestuário; d) Efetuar parcerias com artesãos locais para a produção das texturas (tecidos artesanais), incentivando a economia criativa; e) Produzir um aplicativo exclusivo (protótipo) que possibilite a operação e a pré-visualização da combinação efetuada pelo cliente; f) Promover a interação do usuário com a peça no seu processo de design (experiência de imersão).

4


5

REFE RENCIAL TEÓRICO

Fonte: Antoni Tudisco, 2017

2


Contexto social/ politico da moda masculina

Segundo Flügel (1996, p.100) Sartoriamente, este acontecimento tem por certo o direito de ser considerado como “A Grande Renúncia Masculina”. O homem abandonou sua reivindicação de ser considerado belo. Objetivou, assim, ser considerado somente útil. Se as roupas permaneceram importantes para ele, seu maior empenho ficou no sentido de estar “corretamente” trajado, não de estar elegante ou elaboradamente vestido.

17 , 20 est ter Pin te:

Desta forma nota-se que com o passar do tempo não apenas as modelagens e acessórios sofreram alterações, mas também a cor que outrora viva e eclética, tornou-se sóbria e básica, limitada a um senso comum de “masculinidade”, no qual a ousadia em termos de vestuário era uma regalia feminina. O escurecimento das roupas masculinas, segundo a mentalidade desse período fazia alusão a um sistema de poder e virilidade, enquanto que a policromia das vestimentas das mulheres em pleno século XIX representava uma problemática a não ser seguida (HARVEY, 2001). Contudo, por mais “supérflua” que a vaidade parecia aos olhos dos homens, a moda possuiu grande significado para a época. A liberdade de expressão é uma das características mais marcantes da era atual (século XXI), no qual os homens têm se permito cada vez mais rever conceitos e aceitar possibilidades em termos de vestuário, que consequentemente refletiram na fragmentação de comportamento desse público, dando origem ao termo “novo homem” (COSTA, 2007) e sendo classificados de acordo com seus cuidados estéticos em: metrossexuais, überssexuais, retrossexuais, dentre outros (SENA; CASTILHO, 2011). Portanto nota-se que em todas as categorias delimitadas e em todos os períodos históricos a moda configura-se como um vetor (enquanto discurso político e social) de autoafirmação e identificação

6

Fon

É a partir do final da idade média que se encontram os primeiros vestígios do que hoje se conhece por “moda”, no qual as preferências coletivas são levadas em consideração e a mudança de trajes para determinadas ocasiões varia mais rapidamente, tendo ciclos mais curtos de vida, em comparação aos séculos anteriores (LIPOVETSKY, 1989). Essas transições (eras) foram marcadas por mudanças na filosofia, sociologia e principalmente na visão de mundo dos homens e mulheres deste período. John Carl Flügel, psicólogo renomado e estudante ativo da psicanálise, descreve em seu livro “A psicologia das roupas” acerca do termo conhecido como “A grande renúncia masculina” no qual se percebe a desapropriação de ornamentos e enfeites no guarda-roupa masculino do século XIX.


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DESIGN DE SUPERFÍCIE

2.2 O Design de superfície é um dos mais novos termos reconhecidos e relacionados à área do Design, num âmbito nacional demonstra-se como um estudo em construção, porém seu surgimento excede décadas e conta sua história através do tempo. Segundo Renata Rubim o termo Design de superfície ou Surface Design é usado “para definir todo projeto elaborado por um designer, no que diz respeito ao tratamento e cor utilizados em uma superfície, industrial, ou não” (RUBIM, 2010, p.21). . Esta nomenclatura pesquisa como os componentes táteis e visuais de um produto de design interferem no modo de percepção do seu usuário (e/ou observador), ou seja, qual a relevância e quais aspectos podem ser explorados e melhorados para que os projetos desenvolvidos ganhem ainda mais significado. Dentro do mercado do design podem-se encontrar

inúmeros profissionais que trabalham com o design de superfície como designers gráficos,ilustradores, designers têxteis (FREITAS 2012), além de também abranger técnicas especializadas no manuseio de papéis, cerâmicas, plásticos, emborrachados dentre outros (RUBIM 2010). Portanto a superfície em determinados contextos é o fator diferencial no desenvolvimento e acepção de mercadorias como, por exemplo, na arquitetura de interiores e exteriores que destina texturas para cada espaço, no design de produto, móveis e objetos decorativos escolhendo cores e materiais diferenciados, nas artes visuais transformando formas e pigmentos, no vestuário manipulando tecidos em favor de uma estética específica, dentre muitos outros exemplos. Na figura abaixo se demon-

stra algumas das áreas citadas nas quais o design de superfície atua.

.

Fg. 2 Exemplos de aplicações do design de superfície. Design Digital Fontes Figura 3 (modificado pelo autor,2017) Imagem 1 disponível em: http://www.decorfacil.com/paredes-com-texturas/ Imagem 2 disponível em: https://s-media-cache-ak0.pinimg.com/originals/d8/4f/1d/d84f1d74513a6e0e2a135dac3b9b41c 1.jpg Imagem 3 disponível em: http://www.ifitshipitshere.com/giant-birdsnest-bed-evolves-formidable-piece-fu rniture/ Imagem 4 disponível em: https://www.behance.net/gallery/6273591/Paper-volume Imagem 5 disponível em: http://tempodadelicadeza.com.br/2013/03/02/balenciaga-outono-inverno-2013-2014/ Imagem 6 disponível em: http://3.bp.blogspot.com/-abxHlzXeX2g/TocUAqB6SrI/AAAAAAAAFss/t1p-3FvA_08/s1600/img_110 826_0001.jpg Fontes Figura 5 (modificado pelo autor,2017) Imagem 1 disponível em: https://m.pt.aliexpress.com/item/32796643082.html Imagem 2 disponível em: http://wehavenostyle.tumblr.com/image/74805881698 Imagem 3 disponível em: https://blogsigbolfashion.com/tag/tendencias/ Imagem 4 disponível em: https://s-media-cache-ak0.pinimg.com/originals/0e/ b8/a7/0eb8a7865ea90b9abf6a56bfef71b035.jpg Imagem 5 disponível em: http://ffw.uol.com.br/desfiles/sao-paulo/inverno-2016-rtw/fernandayamamoto/1542959/detalhes/2/ Imagem 6 disponível em: https://br.pinterest.com/pin/573223858803406473/


Fg 3. Renato Imbroisi

No Brasil, existem alguns “cases de sucesso” que merecem ser citados. A marca assinada pelo designer Ronaldo Fraga que leva o mesmo nome, mantém como identidade de suas coleções a transformação têxtil, as texturas e cores brasileiras, criando e trabalhando com diferentes superfícies a cada temporada. O designer e consultor de artesanato Renato Imbroisi que já coordenou inúmeros projetos ligados ao artesanto brasileiro, estuda e analisa possibilidades de inovação da superfície para as cooperativas e comunidades produtoras desses objetos. E por fim o concurso “Prêmio Estampa Brasil” que revela novos talentos criativos por toda a nação verde-amarela. .

Fonte: Pinterest, 2017

2.2.1

A moda é e sempre foi palco para inovação. Tornando-se um espaço de discussão, ela possibilita o teste e aprovação de inúmeras estratégias mercadológicas, estudos sociais, reflexões filosóficas e quase como principal alvo: a estética de produtos provenientes do design. E é por conta desse caráter absorvente do segmento de moda que o design de superfície se desenvolve de forma primorosa. Ele está relacionado geralmente ao vestuário e à construção têxtil, transformando silhuetas e de acordo com o contexto, modificando totalmente a aparência de uma peça de roupa.

DESIGN DE SUPERFÍCIE

Design de Moda

Fg. 4 Exemplos de técnicas aplicadas no Design de moda

8 Dentro deste mercado o design de superfície se desdobra em algumas técnicas comumente encontradas nas coleções de vestuário, que se resumem em: Bordado, Estamparia, Aplicações em geral, Transformação têxtil, Design têxtil, Modelagem, dentre outros. Portanto a moda é uma plataforma de criação que se renova progressivamente, descortinando constantemente novos processos e novas tecnologias que viabilizam o investimento nesse mercado, além de impulsionar a exploração da superfície e todas as possibilidades de elaboração que ela oferece.

Neste contexto foi escolhida uma técnicas do design de superfície a ser aplicadas na coleção final, sendo ela: Tecelagem manual (Design Têxtil).


2.2.1 .1 TECELAGEM Design Textil

A tecelagem é uma das técnicas mais primitivas conhecidas pelo ser humano, ocasionada pelo entrelaçamento de fibras ela caracteriza-se pela configuração e disposição de cabos de urdume (sentido vertical) em relação aos fios de trama (sentido horizontal), criando texturas e padrões variados. Os tecidos são classificados em “não tecidos”, tecidos planos, malhas, tecidos de laçada, especiais que dependem do arranjo estrutural e da especificidade dos fios empregados na construção do tecido (CHATAIGNIER, 2005; PEZZOLO, 2007). O fator artesanal ligado à tecelagem se dá pela diferença no compromisso industrial praticado por inúmeras empresas que detém grandes escalas de produção e padronização, enquanto a tecelagem manual mantém o aspecto rústico das fibras e é confeccionada em menores proporções sem a preocupação da total perfeição. Ela oportuniza a alteração de design no momento em que ocorre a produção (assim como outras técnicas artesanais) e favorece o processo criativo do designer têxtil, que pode fazer intervenções inesperadas que não comprometerão o resultado final. Geralmente os tecidos resultantes dessa técnica são de base plana e sem elasticidade (em contraste com a malha), tornando-se exclusivos pela desuniformidade e sendo inclusive muitas vezes classificados como “tecidos fantasia”. . Fon te: Pin ter est ,20 17

9

MANUAL


2.3

ARTESANATO CONCEITUAL De todas as tipologias registradas o arte-

A diversidade cultural é

sanato conceitual é um dos mais exóticos.

naturalmente percebida nos

Pois é uma prática que visa a elaboração

quatro cantos do Brasil, de florestas

intocadas

metrópoles

completamente

total de uma estética visual, preocupando-se

à

com a aplicação de um estilo num objeto. Possui veia de inovação e preza pela busca

tecnológicas encontra-se os marcos nação, anos

levantados que

ao

vêm

longo

se

de novas possibilidades no campo do design,

pela

assim torna-se grande veículo para experi-

dos

mentações e compartilhamento de técnicas.

tornando

Geralmente não está atrelada à preservação

referência para múltiplas áreas dos estudos sociais.

cultural, mas tem estado presente em diversos

.

O

SEBRAE

possui

análise

setorial

na

movimentos ecológicos e naturalistas (MAS-

uma

qual

CÊNE, 2010). É muito comum encontrar esta

é

categoria sendo trabalhada por designers de

realizada uma classificação a cerca

dos

moda.

artesanatos

.

mentos, dentre outros atribuação. Ao total são divididos em: Arte popular, Trabalhos

ato indígena, Artesanato de referência cultural e por fim Artesanato cêne (2010).

conceitual

Mas.

Fonte: Fashion Frisson,2017

Manuais, Produtos alimentícidustriais e industriais, Artesan-

é

a

Fg 5 Peças da coleção de Fernanda Yamamoto em 2016

consider-

os típicos, Produtos semi-in-

disto

ras da região do Cariri no sertão da Paraíba.

sos de feitio, materiais, instruem

concreto

2016 que realizou uma parceria entre rendei-

de acordo com o os proces-

levados

exemplo

coleção da designer Fernanda Yamamoto em

existentes, sendo tipificados

tos

Um

10


11

DESIGN EMOCIONAL

2.4

O design emocional é uma das faculdades relacionadas ao design que busca compreender os efeitos da relação entre usuários e produtos assim como as emoções provocadas por este contato, no qual a aplicação dos seus recursos promovem interações que resultam em diferentes espécies de sentimentos. Esse termo é alvo de estudo do design, neurociência, ciências cognitivas e inteligência artificial e analisam o desencadeamento de reações ligadas à experiência de compra e uso (MARAR, 2007). As experiências vividas não dizem respeito apenas aos aspectos que se relacionam com a usabilidade e funcionalidade dos produtos, mas também se referem às emoções muitas vezes provocadas pela estética e/ou pelo conceito que o serviço ou produto transmite (NORMAN 2004). .

Portanto pode-se afirmar que todos os produtos possuem uma personalidade. Norman (2004, p.77) ainda explica que “em cada manifestação, a personalidade daquele produto mudaria. O produto teria uma aparência e um comportamento diferente nos diferentes cenários apropriados para seu uso e seu público-alvo”, ou seja, é através da percepção do observador que o valor é agregado, sendo um mecanismo pessoal individual que ele mesmo entende e traduz. . Assim o designer é o profissional habilitado que transforma necessidades individuais em soluções coletivas. Neste contexto o produto criado parte de uma deficiência detectada e seu desenvolvimento depende do atendimento a estes pressupostos, tendo como ponto focal as suas diferentes funcionalidades. .

r inte

te: P

Fon

No entanto a evolução no processamento das tecnologias favoreceu o bom funcionamento dos objetos e serviços, fazendo com que o usuário não se satisfaça apenas com o cumprimento das funções práticas e exija o emprego do valor simbólico nos produtos que consome (consumo por associação/ dissociação), que muitas vezes é o principal fator de diferenciação no ato de aquisição. Por exemplo, é o caso dos selos do marketing verde, que transmitem uma transparência a seus consumidores, garantindo proteção ao meio ambiente e como algumas marcas que expondo seus modos de produção, delimitam a participação de seus colaboradores e utilizam disso como discurso de sensibilização e humanização da moda. .

17

20 est,


As roupas são testemunhas de nossas vivências e estão incrustadas de mensagens significativas para nós, da mesma forma como os objetos do dia-a-dia, portanto é essencial que sejam projetadas e vendidas de forma afetuosa e com a devida preocupação com o futuro usuário. .

Para cada objeto ou serviço criado pelo design os componentes emocionais são inevitáveis e destacam-se inúmeros exemplos demonstrando esta relação afetiva entre produtos e pessoas (aos quais possuem significados que são alteráveis de acordo com o usuário). Por exemplo, a roupa de um batismo carrega consigo uma memória pessoal de uma tradição religiosa, a primeira peça do um enxoval de um recém-nascido pode caracterizar um estado de amor maternal.

Como dito anteriormente a indústria do vestuário têm adotado a customização de seus produtos como ferramenta de aproximar ainda mais os clientes de seus serviços, assim ela individualiza o processo de absorção e de experiência, oferecendo um espaço colaborativo com maior índice de acertos e retornos satisfatórios. Essa customização aliada com a emoção de “fazer com” ou “fazer o que” é a chave que serve como combustível para um mercado cada vez mais competitivo. (PINE 1994).

2.4.1

Em toda a história há registros da relação entre humanos e o vestuário. As roupas assim como todos os produtos carregam consigo memórias, sejam elas de seus criadores ou de seus usuários e a moda tem a capacidade de identificar e significar estas memórias. Para Lima e Kosminky (2010 p.249)

DESIGN EMOCIONAL

Design de Moda

um vestido de noiva, beca de formatura, ou simplesmente uma peça de vestuário que tenha um significado específico seja pela estética, decorrência de uso, modo de produção provocam reações emocionais individualmente absorvidas. Para Harvey (2001, p.15) “Os significados das roupas são construções colocadas sobre elas, e não podem ser lidos num dicionário, como o podem os significados verbais” . Por este motivo o desenvolvimento do mercado de moda atual tem se preocupado cada vez mais com a mensagem transmitida pelas marcas, que oferecem mundos possíveis, nos quais os clientes podem habitar e desfrutar de todas as vivencias que estes universos disponibilizam. Esta aproximação e atendimento pessoal fideliza cada vez mais o consumidor e gera nele um caráter de associação com a marca, transformando-na numa extensão de seu c o m p o r t a m e n t o . Fg 6 Projeto “DOIS” da MOKO

Fonte: Moko Brazil, 2017

12


2.5

CUSTOMIZAÇÃO EM MASSA

A customização em massa teve seu presságio no ano de 1970 através do livro “Future Shock” de Alvin Toffler, porém o termo propriamente dito se originou em meados de 1980, fundindo dois modos distintos de produção, nos quais se pôde traçar ao longo da história, as qualidades e falhas destes sistemas opostos, não descartando a aplicabilidade real de ambos. Esse novo mecanismo descortinou inúmeras possibilidades de negócio e garantiu o desenvolvimento de mercados em crescente expansão. Pode-se dizer que a customização em massa foi e ainda é a resposta para públicos consumidores que se mostram cada vez mais exigentes e sedentos por exclusividade, além de ser uma válvula de inovação para os segmentos empresariais que necessitam reinventar-se a cada momento mediante tal demanda (PINE, 1994). Em

suma a customização em massa e seu paradoxo se resumem em uma palavra: equilíbrio.

13

É na segunda revolução industrial (no qual o uso da eletricidade e combustão substituem as máquinas à vapor) que a produção em série ganha ânimo, dando início aos conceitos de “processo”, que se resigna como a transformação de commodities (que neste caso referem-se à matéria-prima) em bens de maior valor agregado. Este mercado capitalista homogêneo preocupou-se com a oferta de produtos com extensos ciclos de vida e baixos custos de fabricação, absorvendo todas as possibilidades que essa tecnologia gerava o que, por exemplo, foi o sistema adotado pela indústria automobilística da época, gerando resultados satisfatórios para as empresas (PIRES, 2004).

Décadas mais tarde o computador foi inserido na sociedade afim de programar os equipamentos para automatizar a produção dos itens variados da indústria e começou a adentrar as casas e escritórios em meados dos anos de 1970 por meio de computadores pessoais.

Chris Anderson (empresário e escritor) disserta em seu livro “A cauda longa” (2006), a cerca da diversidade de produtos fabricados e consumidos que movimentaram e marcaram a transição do mercado de massa para o mercado de nicho. Notando (mediante os estudos realizados) que esta tendência evoluiu e veio a se tornar cada vez mais individual, agora precisando suprir necessidades pessoais de clientes específicos. Esse efeito causado pela revolução nas tecnologias de comunicação ganhou força com a chegada dos telefones celulares e da internet, que possibilitaram a criação de comunidades de consumo, as quais eram geradas a partir das preferências em comum de determinados públicos-alvo. O surgimento dessas comunidades tornou-se um alerta para grandes empresas como, por exemplo, a indústria do vestuário e de móveis que começaram a estudar este comportamento e a fabricar produtos específicos para os nichos percebidos (GARCIA; et al, 2005). .


No prefácio do livro “Customizando produtos e serviços” de Joseph Pine (1994), Stanley Davis autor premiado do livro “Future Perfect” (1987), relata o processo de estudo do conceito da customização em massa. Ele disserta sobre como muitos mecanismos encontrados na natureza servem de estratégia (referência) para a administração de diversos campos do saber, dentre eles o dos negócios. Uma das ferramentas naturais traduzidas para o âmbito empresarial é a visão (interpretação) das partes/ totais, preocupando-se com os setores que formam o “todo” e da presença do “todo” nas “partes”, sendo um dos fatores mais levados em consideração na percepção do cliente. Segundo Pine (1994, p.48).

A customização em massa é um serviço que passa da economia industrial coletiva, para a individual na Enquanto os praticantes da Produção em Série partilham metas comum qual a autenticidade é de desenvolvimento, produção, comercialização e entrega de mercadoa grande oferta e a rias e serviços a preços baixos e suficientes para que quase todos tenham demanda predomiacesso a eles, os praticantes da Customização Maciça partilham metas nante num sistema que de desenvolvimento, produção, comercialização e entrega de produtos agora se desenvolve e serviços disponíveis com suficiente variedade e personalização para como uma economia que quase todos encontrem exatamente o que eles querem. . de experiências. Em janeiro de 2009 Pine palestrou para o TED a cerca do desejo despertado nos consumidores, expressando em sua fala a visão sobre o mundo dos negócios, percebendo que até os bens e serviços estão sendo “comoditizados”, ou seja, perdendo o valor simbólico ao qual os fazem ser diferenciáveis num âmbito de concorrência, tornando-se cada vez mais difícil alcançar a tão desejada autenticidade. Para isso ele traça um caminho a respeito da customização em massa, dizendo que é mais inteligente criar um ambiente de vivência onde os consumidores possam experimentar quem ou o que é a empresa, ao invés de efetuar inúmeras promessas que muitas vezes não poderão ser cumpridas. Feito isso a imersão e satisfação do cliente é mais eficaz, pois ele passa de receptor para coprodutor, ou seja, parte dele está inserida no produto de seu próprio usufruto. Compreender o consumidor é fundamental para definir e desenvolver com maior efetividade o projeto de customização (MEDEIROS 2012). Tb. 1 : Lógica da produção artesanal, em série e da Customização em massa.

Produção Artesanal

Produção em série

Customização em massa

Artesão participa de todas as

Indústria dividida por setores

Melhor atendimento das

etapas de produção

Produtos com preços baixos

exigências dos usuários

Troca ou subsistência

Demanda estável

Demanda instável

Unidades limitadas

Maiores volumes

Variedade e Personalização

O Custo e lucro são do artesão

Custos baixos

Maiores lucros

Longo ciclo de vida dos produtos

Longo ciclo de vida dos produtos

Curto ciclo de vida dos produtos

Mercado arcaico (oficinas)

Mercado homogêneo

Mercado fragmentado

Fonte: O autor, 2017

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Uma das características necessárias para aplicação da Customização em Massa é a flexibilidade nos modos de produção, tendo respostas rápidas que ocasionalmente gerarão menores ciclos de desenvolvimento e menores ciclos de confecção. A demanda se mostra ainda mais fragmentada, e a inovação nas tecnologias é a grande aliada do sistema, reinventando os procedimentos que por consequência fornecem maior qualidade e variedade. Numa metodologia no qual os processos são mais importantes que os produtos o método de realimentação simbolizado na figura 8 por R é o combustível para o sucesso do funcionamento cíclico (PINE 1994). Figura 7: Sistema do ciclo de realimentação da Customização Maciça de PINE

15

Fonte: Lampel e Mintzberg (1996, p.24).

Figura 8: Transição entre a “Padronização Pura” à “Customização Pura”.

Fonte: Lampel e Mintzberg (1996, p.24).

Os autores Lampel e Mintzberg (1996) dissertaram a cerca da transição da “Padronização Pura” à “Customização Pura”, mostrando as especificidades de cada etapa e como elas se comportam de acordo com as condições em que estão inseridas. Por exemplo, na Padronização Pura as etapas de Design, Fabricação, Montagem e Distribuição não recebem interferência do consumidor final, enquanto na Customização Pura o produto é confeccionado exclusivamente para o cliente final recebendo em todas as etapas as especificações que este delimita. Os autores demarcam ainda dois tipos de customização (além da Customização Pura) que são a “Customização Padronizada”, que mantém alterações na montagem e distribuição, confeccionando o produto a partir dos componentes estabelecidos no design e fabricação. E a “Customização Sob medida” que mantém o design como único fator intocável, proporcionando maior customização nas etapas seguintes de acordo com as exigências do cliente final (LAMPEL; MINSTZBERG,1996). Segundo Pine (1994) a melhor forma de implementar este conceito num sistema de mercado competitivo é através da modularização de componentes, que confere maior personalização individual promovendo o alcance aos nichos e minimizando custos fabris de produção. Quando se trata de componentes modulares, não se refere-se apenas à produtos físicos, mas aos vários tipos de serviços que também têm ganhado espaço customizando processos e experiências intangíveis. Ao todo Pine delimita seis tipos de modularidades, sendo elas: 1-Modularidade por compartilhamento de componentes; 2- Modularidade por permuta de componentes; 3- Modularidade por ajuste de componentes; 4- Modularidade por Mix; 5- Modularidade por Bus e 6-Modularidade Seccional. As quais identificou-se necessária a abordagem de duas delas para melhor explicação e entendimento do projeto: Modularidade por ajuste de componentes e Modularidade por Bus. É interessante perceber que para um mesmo objeto de estudo ocorre a combinação de uma ou mais modularidades.


2.5.1

MODULARIDADE POR Na modularidade por ajuste, as proporções dos componentes são variáveis dentro de limites previamente estabelecidos. Essas variáveis podem ser entendidas com relação ao peso, tamanho, quantidade dentre outros atributos. O setor do vestuário encaixa-se perfeitamente nesse tipo de modularidade, uma vez que em ateliês e grandes indústrias de personalização, as dimensões específicas dos clientes são identificadas criando um padrão individual de biótipo no qual os dados obtidos da medição são enviados para produção que fabrica uma peça de roupa feita sob medida para o usuário final.

AJUSTE

DE COMPONENTES

Neste caso a modularização é delimitada aos tipos de modelagem, cores e acabamentos que dentro de uma grade disponível é escolhida pelo cliente, porém mantendo-se um sistema de confecção padronizado. Essa modularidade pode ser estipulada pela ação do cliente sob a peça, ou pelo ajuste automático que se adequa instantaneamente e confere ergonomia ao objeto

Fg 9 Modularidade por ajuste de componentes de PINE

Fonte: Adaptado de PINE (1994,p. 216)

16


2.5.2

MODULARIDADE POR

COMPARTILHAMENTO

17

DE COMPONENTES

Como o próprio nome já indica, este tipo de modularidade baseia-se no comportatilhamento de componentes, ou seja, o mesmo módulo pode ser utilizado para compor diferentes produtos. Desta forma o sistema garante maior variedade de resultados e redução no número de módulos a serem combinados (PINE,1994). Assim com a otimização das partes e pelo “encaixe padrão” o valor destinado as matrizes diminui já que independente das combinações os módulos sempre obterão espaço para serem compostos. Na moda geralmente são usados para dar unidade as coleções sendo empregados em detalhes como: aviamentos, tecidos, modelagens etc. Portanto os módulos a serem compartilhados no contexto deste projeto referem-se à mangas e golas que posteriormente poderão ser combinados com modelos específicos de outerwear (corpo), configurando assim um agasalho completo.

Fg 10 Modularidade por ajuste de componentes de PINE

Fonte: Adaptado de PINE (1994,p. 216)


Basicamente a modularidade por bus pode ser definida como uma estrutura de experimentação, onde há a possibilidade de variação e combinação de componentes que podem ser adicionados e alterados de acordo com a conveniência de cada situação. Não obstante ela é passível de transformações no qual pode haver mais de uma modalidade no sistema.

Nesse contexto o bus representa a base padrão (modelagem) onde haverá a atividade cambiante dos módulos componentes (tecidos, cores, texturas, etc).

BUS

Pine exemplifica o termo no seguinte trecho (1994, p.222): A chave para utilizar a modularidade por bus é, obviamente, a existência de um bus. Se seu produto ou serviço tem um padrão definido, mas uma estrutura cambiável pense em dividi-lo, definindo a arquitetura do produto ou infraestrutura do serviço realmente exigida para cada cliente, e depois modularizando tudo em componentes que podem ser encaixados dentro daquela estrutura padrão.

Fg 11 Modularidade por BUS de PINE

Fonte: Adaptado de PINE (1994,p. 216)

2.5.3

MODULARIDADE POR

18


EM MASSA 

Design de Moda

19

2.5.4

CUSTOMIZAÇÃO

Como visto anteriormente é perceptível a aplicabilidade real da customização em massa em diversos campos da indústria e na área do vestuário que assim como muitas outras é receptora e cobaia de diversos sistemas inovadores de produção. A instabilidade na demanda e a fragmentação cada vez mais corriqueira são reações assustadoras para a visão da produção em série e de tamanha complexidade quando tentam ser entendidas pela customização em massa, porém é no consumo de moda que se percebe a manifestação dessas reações e que por meio dessa identificação podem-se traçar estratégias para maior alcance lucrativo.

Segundo Pine (1994) a incerteza no mercado de moda se dá pela alta consciência de estilo que varia de acordo com o indivíduo, humor, temperamento dentre outras causas, gerando um grau de instabilidade que não pode ser controlado ou previsto. A ascensão das classes econômicas nas últimas décadas possibilitou a ramificação de nichos que passaram a existir mediante o acúmulo de capital de tais consumidores que apresentam altas taxas de mudanças de necessidades em curtos períodos de tempo (SEBRAE 2014).

A customização em massa tem aos poucos adentrado nos territórios nacionais e com impulso de organizações tem ganhado espaço em grandes empresas automobilísticas, alimentícias, dentre outras, o que é comumente notável em países estrangeiros que já adotaram e consolidaram o mercado dos produtos personalizáveis. Um ótimo exemplo disso aplicado na moda é o departamento de customização da empresa Vans que foi a pioneira na aplicação da customização em massa nos calçados, elevando os níveis de atendimento ao usuário por meio do e-commerce. Atualmente a Vans lança o concurso “Vans Custom Culture” em escolas brasileiras (públicas e particulares), no qual a empresa fornece os tênis, que são a base para criação e as 10 instituições (escolas) escolhidas concorrem numa competição de customização. As melhores personalizações são premiadas e expostas no site do concurso. Outro exemplo ainda no segmento dos calçados é a estratégia de customização da empresa Nike, que recebe o nome de “Nikeid”, no qual o cliente (por meio do site da marca) possui o controle no desenvolvimento da estética de seu próprio tênis, escolhendo materiais, modelos e cores. A Nike projetou a plataforma para inclusive coletar as dimensões corporais do cliente afim de em casos de pés com diferenças de tamanho, fornecer um par de calçados que se adeque ao corpo, atendendo melhor ao seu cliente individualmente. No entanto este serviço não está disponível para a América Latina.


Cases de sucesso

2.5.4

EXEMPLOS

CUSTOMIZAÇÃO

EM MASSA 

Design de Moda

Fg 12: Plataforma de customização da Vans (esquerda) e da Nike (direita).

Fontes: Fg 1: disponível em: h t t p s : / / w w w.vans.com/cust o m - s h o e s . h t m l Fg

2: disponível em: h t t p : / / w w w . n i ke.com/us/en_us/c/nikeid

Fonte: Adaptado pelo autor, 2017. Fg 13: Plataforma de customização da Adidas. No segmento do vestuário a adidas também tem se posicionado como uma marca que oferece os produtos exclusivos para clientes especiais e adotou uma plataforma de customização em seu site.

Fonte: Adidas,2017.

Portanto a aplicabilidade da customização em massa no mercado do vestuário é uma visão inovadora, no qual o grande fator que impulsiona essa lógica é a interação do usuário no processo de design. Um produto só pode ser considerado como customizado se envolver o cliente em alguma etapa do desenvolvimento, ou utilizar as modularidades e é a partir desse grau de interação que os resultados são avaliados e a eficácia do sistema é comprovada.

20


21

3

MATERIAIS

& MÉTODOS


3.1

ANÁLISE DE SIMILARES

As análises descritas a seguir são o resultado da coleta de dados relevantes acerca do produto em questão que auxiliam o designer e/ou empresas a identificar o caráter histórico evolucionista do artefato de estudo e possíveis concorrentes ativos no mercado atual.

22

3.1.1

O vestuário não é apenas um artigo funcional desenvolvido por humanos a fim de suprir necessidades diárias, mas configura-se como um veículo carregado de significados construídos culturalmente, socialmente e por vezes individualmente. A indumentária ao longo dos séculos se transformou em moda e a moda com sua personalidade efêmera ainda instiga cada vez mais a criatividade de seus usuários. É por meio da análise diacrônica que a evolução no vestuário masculino é observada e a partir de uma linha do tempo torna-se mais clara a visualização comparativa das transformações da estética masculina e do comportamento do homem através dos anos.

ANÁLISE

DIACRÔNICA


Fg 14: Análise Diacrônica de Outerwears

1200 – Séc XIII No século XIV o principal material de confecção de vestuário era a lã, no entanto as roupas eram caras fazendo da moda um símbolo de status. A roupa masculina era composta em sua superioridade por um manto ou xale longo adornado de bordados sem mangas e com aberturas laterais (parecido como o poncho dos dias de hoje), um sobretudo com mangas largas era usado abaixo do xale e também era composto por cintos, botões e adornos, além de muitos acessórios, fazendo do homem do Século XIV mais exuberante que a mulher.......................... . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

1450 – Séc XV Mais tarde já no século XV costumes e tradicionalidades foram revistas e adotadas. Os homens usavam uma capa chamada “Houppelande” que caía até o quadril ou tornozelo, meias compridas que foram se transformando em calças justas. Usavam muitos tipos de chapéus, inclusive um turbante drapeado chamado “chaperon”. Também calçavam sapatos pontudos chamados “poulaines”. Alguns modelos tinham pontas com mais de 15 cm.

1830 – Séc XIX

Em 1830 os homens tinham cada vez mais exigências em relação a moda, usavam capas largas com golas pregueadas e jogadas sobre os ombros, sendo fechadas por colchete e uma corrente. As cartolas eram indispensáveis, assim como as bengalas. .

1840 – Séc XIX

As capas largas mais tarde foram substituídas por sobretudos e as anteriores eram usadas somente pelos cocheiros. As golas destes sobretudos se apresentam cada vez maiores e o abotoamento é um detalhe a ser levado em consideração. As calças com padronagem xadrez ainda continuam em voga. V

23 1500– Séc XVI No início do século XVI, os homens vestiam-se com muitas roupas sobrepostas, algumas delas com um enchimento pesado. Usavam camisas de linho (chemise), sobre as quais vestiam um casaco justo chamado gibão que expunha as mangas. Sobre o gibão usavam uma jaqueta, prolongada em uma saia com pregas que descia até o quadril e revelava um protetor fálico. Uma capa sobre o joelho, com mangas largas, vinha sobre a jaqueta. Os homens também usavam calções curtos e bufantes, costurados a meias justas.

1650 – Séc XVII Casaco abotoado, com ou sem mangas, oriundo da época medieval. Original da brigantina, um atavio militar, e inicialmente era utilizado sob a armadura de forma a evitar ferimentos. Trata-se de uma das primeiras peças a demarcar a silhueta e a provocar a emancipação dos trajes masculinos. Era uma peça prática e útil e com o passar dos anos foi-se tornando cada vez mais elaborada e adornada. ..

DIACRÔNICA outerwears

1680 – Séc XVII A silhueta masculina alonga-se e no século XVII tem-se um vestido/casaco de seda com padrão decorações e rosetas, chamado de “justacorpus” forrado com cobre e ouro tiro de seda . Todos os bolsos verticais com abas, e as aberturas laterais e da parte traseira, são decorados com botões cobertos em fio de seda e de compensação com um ponto de cadeia. Há uma longa fileira de botões que fixam a casaca. A cinta de fixação colar foi adicionado mais tarde.. . . ..

1760– Séc XVIII A moda típica da roupa masculina no século XVIII tinha gola e quadrada, punhos largos, e dobras laterais profundas. Três peças eram principais: jaqueta, colete e calças com efeito moiré. O colete, feitas com sedas coloridas e prata está decorado e bordado com motivos florais. O fechamento com botões de metal laminado, revelava o colete interior com aba que eram mais curtos do que aqueles sobre o revestimento. Mesmo podendo ser abotoado até a cintura, era moda um único botão fechado três dos botões a nível da cintura, talvez com o objetivo de mostrar as rendas da camisa. .


1850– Séc XIX Ao lado temos o retrato de Marquis of Bejons, no qual se pode observar a grande mudança no traje de gala da alta sociedade, porém com referências das décadas anteriores. Camisas de algodão adornadas com abotoaduras nas mangas, gravatas e calça de cintura alta na cor branca são a base deste vestuário, sendo completadas por coletes abertos até a altura da cintura comumente em tons claros e um terno geralmente preto ou azul marinho com botões frontais banhados a ouro.

1960 – Séc XX A banda inglesa The Beatles, criada em 1960, foi um dos símbolos da Peacock Revolution, a revolução do pavão. Ela trouxe cores, estampas e bordados, até então destinados às mulheres, para o guarda-roupa masculino. Na foto de 1967, Paul McCartney usa camisa indiana bordada sob colete de crochê e calça boca de sino. .

.

1901 – Séc XX No início do século XX o homem teve necessidade por uma vida mais radical fazendo com que a demanda fosse por equipamentos elegantes, que servissem tanto para o ar quanto para a terra. Aqui começamos a observar o aparecimento das jaquetas de couro que não eram muito populares, e a fabricação era bem lenta. Poucos, mais entusiasmados, tinham trajes feitos especialmente para corridas, mas até mesmo os especialistas vestiam apenas malhas pesadas e casacos de algodão. Na foto o fundador da Indian Motorcycles, Carl Oscar Hedstöm, com o primeiro protótipo de uma moto Indian.

1910 – Séc XX Como visto anteriormente no começo da década os homens usavam ternos curtos, casacos e fraques que eram usados em ocasiões formais. Com intensos conflitos advindos da primeira guerra a moda foi influenciada pelos uniformes militares, fazendo dos sobretudos maiores e com lapelas e x p a n d i d a s

1920– Séc XX Ao lado uma jaqueta bomber estilo A-1, da década de 20. Feita em couro de cavalo marrom. Uma das primeiras jaquetas de aviação. Mesmo com essa popularidade, não existiam verdadeiras “jaquetas de moto” no início do século 20. O couro foi reconhecido como material que conferia proteção superior, mas não existia nenhum design específico para andar de moto, e os alfaiates se inspiravam em casacos esportivos e trajes militares. No Reino Unido, lojas de luxo como a Dunhill e a Harrods começaram a fazer jaquetas e sobretudos de couro personalizados, assim como alfaiates na França, Itália e A l e m a n h a .

1930 – Séc XX Nesta etapa a moda se mescla com o esporte e o estilo montaria fica em alta, tornando o ator Clark Gable um grande ícone de estilo masculino. Golas rolês, paletós minimalistas e calças com quadris largos são a grande sensação da época. Os ombros largos e quadrados contrastavam com cores escuras, listras e xadrezes. Um fato curioso foi a mistura do estilo gangster e homem de negócios, numa das cenas de “Aconteceu naquela noite” Clark tira a camisa revelando que não havia nenhuma camiseta por baixo que era costume da época. Isso fez cair o consumo de camisetas na década de 30.

1940 – Séc XX Em 1940 o ator Humprey Bogart tornou os trench coats (sobretudos) símbolo de estilo masculino sendo o grande precursor na adoção desta estética. Inicialmente feitos pela marca Burberry como uniformes militares com tecidos à prova de chuva. Eternizando o modelo que entrou tanto no guarda-roupa masculino como no feminino. .

1950– Séc XX

Na década de 50 Marlom Brando consagrou a combinação camiseta justa, calça jeans e jaqueta de couro. Entrando para a seleção de itens básicos do guarda-roupa masculino. O estilo radical e másculo de curtir a vida tornou-se um diferencial comportamental a ser estimulado e provado. As motos foram os grandes veículos dos jovens da época.

DIACRÔNICA outerwears

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1970 – Séc XX

Nos anos 70, tecidos sintéticos estavam em alta. As cores começam a ganhar mais espaço assim como as modelagens que variam cada vez mais, desde jaquetas com muitos recortes e abotoamentos. O tricô e o crochê ainda continuaram presente no guarda roupa masculino assim como em outros segmentos.

1980– Séc XX

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Em 1980 o “boom” foi o estilo de vida fitness e colorido. Os tecidos agora carregam a presença excessiva de estampas e texturas sintéticas que deram elasticidade para a moda, em contraste com modelagens amplas e tecidos jeans que estruturavam as roupas desta época. Parkas, jaquetas jeans e ternos compunham a estética masculina. .

1990 – Séc XX Ainda influenciados pela década anterior os anos 90 foram marcados pelas cores vibrantes e pelo emprego do tricô na moda de inverno. Os seriados se tornaram grande fonte de referência para os jovens. As jaquetas bombers estampadas eram um dos itens mais presentes na época. As camisas xadrez também eram peças indispensáveis, os ternos como um visual empresarial também continuaram em cena. .

2000 – Séc XXI A moda das boybands e das girlsbands assim como os popstars americanos eram a grande fonte de inspiração para o vestuário do começo do século XXI. A evolução das mídias e da internet possibilitou a informação e os looks dos cantores eram copiados pelos jovens. O patchwork com jeans, Os tecidos metalizados , as jaquetas e sobretudos amplos além de resgatar modelagens antigas revelam um estilo gangster voltado ao hip hop, os tênis de basquete também eram acessórios indispensáveis. .

2017 – Séc XXI Agora em 2017 pode-se traçar um estilo comportamental que garante maior liberdade ao homem de experimentar peças, modelagens, dentre outros atributos relacionados à estética. As jaquetas bombers continuam no guarda-roupa masculino, agora contando com novas versões em estampas, e materiais, assim como bordados em jaquetas que remetem as sukajans. Casacos amplos assim como justos compõem estilos diferentes que demostram tipos variados de homem. Peças metalizadas, padrões militares, couros e peles sintéticas silhuetas oversized compõem o estilo do homem que está cada vez mais exigente e proposto a viver novas experiências. O preto é cor chave presente em quase todos os looks masculinos. .

2010– Séc XXI Em meados de 2010 as boybands ainda continuam influenciando os jovens, agora se percebe uma valorização da música nacional. Em paralelo há um resgate no emprego das cores no vestuário masculino vividos nos 80, agora calças, casacos, jaquetas e blusas mostram-se superexpostas e vibrantes, com modelagens justas ao corpo. Os tênis também são base para combinações de cadarços com as texturas dos calçados. .

Fonte: Adaptado pelo autor, 2017

DIACRÔNICA outerwears


CONCLUSÃO - DIACRÔNICA

3.1.2

Esta pesquisa diacrônica possibilitou a análise da evolução de materiais, acabamentos modelagens e conceitos empregados através da história nas roupas do público masculino. Desta forma ficou mais simples entender e selecionar métodos já usados anteriormente que possivelmente contribuirão para o projeto de design. Portanto a inovação vem a ser alcançada mais facilmente compreendendo o que ainda não foi desenvolvido. . Outra questão notada com a pesquisa foi que no início a indumentária dos homens era carregada de adornos e enfeites que ao passar dos séculos foram sendo despojados e tidos como futilidades. A partir daí a moda ganha força e se desdobra em suas mais variadas facetas, porém o homem também vai se renovando e sendo mais receptivo gerando o “novo homem” do século XXI mais permissivo e consciente, capaz de deixar seus orgulhos de lado para experimentar novos ambientes. .

ANÁLISE

SINCRÔNICA

A análise em questão tem como objeto gerar um comparativo de marcas e empresas que possuem produtos ou sistemas similares e são possíveis concorrentes no mercado atual. Agora se observa quesitos como o tipo de produto, preço, composição tamanho dentre outros atributos pertinentes e relevantes para a pesquisa.

A seguir estão descritas duas análises realizadas para o projeto. A primeira referente a peças de top do segmento masculino outono/inverno no qual os principais elementos percebidos foram o emprego do design de superfícies a composição dos tecidos, cores e seus acabamentos e a segunda análise baseia-se na pesquisa de empresas que trabalham com a customização em massa de produtos variados.

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Fg 15: Análise Sincrônica de Outerwears

Marca: ELEPHUNK Produto: Jaqueta Full print LOL Jeans Preço: R$ 169,90 Tamanho: do P-GG Composição: 100% Poliéster Cores: Mix Azul/Vermelho Acabamentos: Zíper frontal, Ribana (punhos e barra) D.S: Estampa símbolos Lorem ipsum dolor sit amet, cons ectetuer

Marca: ELEPHUNK Produto: Casaco Galho Preço: R$189.90 Tamanho: do PP-GG Composição: Neoprene (100% Poliéster Cores: Preto e branco Acabamentos: A fio sem ribana D.S: Estampa de Galhos

Marca: EGUEIRAS Produto: Jaqueta pêlo discretona Preço: R$240.00 Tamanho: do PP-GG Composição: 100% Poliéster Cores: Preto, Dourado Acabamentos: Zíper frontal, Ribana (punhos e barra) pesponto de união. D.S: Tecido superior pêlo sintético Tecido inferior matelassê

Marca: ETHUS Produto: Jaqueta Holografic Preço: R$220.00 Tamanho: do P-G Composição: Malha100% Poliéster Cores: Preto e Holográfico Acabamentos: Zíper frontal, Elástico (barra e mangas) Gola careca. D.S: Tecido Holográfico.

27 Marca: VEINE Produto: Moletom juno camuflagem Preço: R$ 219.00 Tamanho: do P-GG Composição: Neoprene (92% Poliéster 8 % Elastano) Cores: Branco, Preto, Rosa e Azul. Acabamentos: Ribana (barra, punhos e gola) D.S: Estampa de Camuflagem

Marca: WEST COAST Produto: Jaqueta classic bomber Preço: R$328,00 Tamanho: do P-G Composição: Camurça (base 100% propileno, tecido 100% poliamida); Cores: Caramelo Acabamentos: Zíper frontal, Ribana (punhos e barra) D.S: Tecido liso

sinCRÔNICA outerwears

Marca: JOÃO ZUNINO Produto: Sobretudo Tweed; Preço: R$899,90; Tamanho: do PP-GG Composição: 100% Poliéster corpo. 97% Poliéster, 3% Elastano forro Cores: Cinza, Vermelho; Acabamentos: Sobretudo com forro e fechamento de botões. D.S: Padrão Tweed feito no tear.

Marca: PAULO TAWDR Produto: Sobretudo Dalmatian Skin; Preço: R$ 349,00; Tamanho: do PP-G; Composição: Superficie 80% Poliéster + 20% Acrilico / Base 100% Poliéster Cores: Preto e Branco; Acabamentos: Sobretudo com forro D.S: Tecido de pelúcia padrão dálmata.


Marca: OKSA Produto: Oversized Jacquard Bomber Jacket; Preço: R$ 5.250,00; Tamanho: do PP-G Composição: 50% Lã e 50% algodão Cores: Salmão e Marrom; Acabamentos: Fechamento frontal velcro D.S: Jacquard floreado de um sofá dos anos 50.

Marca: NEPHEW Produto: Moletom Nephew Cadarço; Preço: R$ 299,00; Tamanho: do P-GG Composição: 100% Algodão; Cores: Branco; Acabamentos: Gola careca Ribana (punhos e barra); D.S: Moletom com intervenções de cadarços.

Marca: CHOIX Produto: Casaco de moletom Estampa Rainforest Preço: R$ 525,00; Tamanho: do P-GG Composição: 100% algodão; Cores: Marrom, Verde, Laranja; Acabamentos: Bolsos e frontais e traseiro fechados com zíper e cordão Ribana (punhos e barra); D.S: Moletom estampa Rainforest.

Marca: HANDRED Produto: Robe Atoalhado Alto Preço: R$ 599,00; Tamanho: do P-GG Composição: 100% Viscose; Cores: Branco, Rosé, Cinza; Acabamentos: Costura francesa. D.S: Viscose, padrão “Alto” feito em tear.

Fonte: Adaptado pelo autor, 2017

CONCLUSÃO - SIN OUTERWEARS Com esta análise foi possível notar que o cenário de moda masculina tem inovado em tecnologias de produção, utilizando de tecidos alternativos que garantem um posicionamento de marca identificável e associativo para o público-alvo. Interessante observar que a grade de preços entre as marcas é ampla, o que contribui no atendimento de maiores números de clientes. Os acabamentos e cores se assemelham e diferem de acordo com a identidade da grife, porém um dos quesitos analisados e um dos mais importantes que refere-se ao design de superfície empregado nos produtos, no qual nota-se que ainda a maioria das marcas se rendem a estamparia e não inovam neste ponto. Dentre os pesquisados apenas quatro trabalham com tecidos exclusivos: João Zunino, Oksa, Nephew e Handred, porém nenhuma destas trabalha com características de processos artesanais.

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A pesquisa a seguir refere-se a uma análise de empresas que utilizam do sistema de customização em massa e oferecem seus produtos personalizáveis via e-commerce. Aqui foram observados quesitos como: tipo de produto, preço, grade de tamanho, Q.B.P (Quantidade de bases personalizáveis), Q.A.P (Quantidade de atributos personalizáveis), quantidade de cores, estampas e materiais, P.D.A (Produto depende dos atributos adicionados?) e o tipo de simulação digital.

sinCRÔNICA outerwears


Fg 16: Análise Sincrônica de Customização

Marca: SHOES OF PREY Produto: Calçados femininos Grade de Preço: $129 a $209; Grade deTamanho: 31US ao 48 US; Q. B.P: 20 Bases; Q.A.P: 4 Atributos; Qt. Cores: 13 paletas; Qt. Estampas: 4 padrões; Qt. Materiais: 179 tipos; P.D.A: Não Simulação: Objeto digital 3D, 360º

Marca: VANS

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Produto: Calçados; Grade de Preço: $85 a $105; Grade deTamanho: 4.0 ao 18.0; Q. B.P: 10 Bases; Q.A.P: 10 Atributos; Qt. Cores: 21 paletas; Qt. Estampas: 39 padrões; Qt. Materiais: 91 tipos; P.D.A: Sim Simulação: Objeto digital 3D, 360º

Marca: LAUDIVIDNI Produto: Bolsas Grade de Preço: $100 a $895; Grade deTamanho: - - - ; Q. B.P: 109 Bases; Q.A.P: 6 Atributos; Qt. Cores: 28 paletas; Qt. Estampas: - - -; Qt. Materiais: 81 tipos; P.D.A: Sim Simulação: Objeto digital 2D.

sinCRÔNICA customização

Marca: ADIDAS Produto: Blusas e calçados Grade de Preço: $120; Grade deTamanho: XS ao 3XL ; Q. B.P: 1 Bases; Q.A.P: 3 Atributos; Qt. Cores: 20 paletas; Qt. Estampas: 4 padrões; Qt. Materiais: 4 tipos; P.D.A: Não Simulação: Objeto digital 3D, 360º

Marca: GEMVARA Produto: Jóias Grade de Preço: - - - ; Grade deTamanho: dedo 4 ao 10 USA; Q. B.P: 302 Bases; Q.A.P: 6 Atributos; Qt. Cores: 23 paletas; Qt. Materiais: 7 tipos; P.D.A: Sim Simulação: Objeto digital 3D, Vistas.

Marca: ZAZZLE Produto: Presentes diversos Grade de Preço: - - - ; Grade deTamanho: - - - ; Q. B.P: 32 Bases; Q.A.P: 3 Atributos; Qt. Cores: 10 paletas; Qt. Materiais: - - - tipo; P.D.A: Sim Simulação: Objeto digital 3D, Vistas.


CONCLUSÃO- SIN CUSTOMIZAÇÃO Marca: ELEMENT BARS Produto: Barras de cereal Grade de Preço: : $2,99; Grade deTamanho: - - - ; Q. B.P: 5 Bases; Q.A.P: 6 Atributos; Qt. Ingredientes: 41 tipos; P.D.A: Não Simulação: Objetos fotografados.

Marca: VOLKSWAGEN Produto: Automóveis (carros) Grade de Preço: $17,895 a $49,495; Grade deTamanho: - - -; Q. B.P: 15 Bases; Q.A.P: 6 Atributos; Qt. Cores: 7 paletas; Qt. Materiais: 8 tipos; P.D.A: Não Simulação: Objeto digital 3D, 360º

Marca: MMS (MYMMS) Produto: Chocolate Grade de Preço: $1,79 a $303,99; Grade deTamanho: - - -; Q. B.P: 1 Bases; Q.A.P: 5 Atributos; Qt. Cores: 22 paletas; Qt. Materiais: 1 tipo; P.D.A: Sim Simulação: Objeto digital 3D.

Marca: BLANKLABEL Produto: Ternos masculinos (alfaiataria) Grade de Preço: - - -; Grade deTamanho: 4.0 ao 18.0; Q. B.P: 45 Bases; Q.A.P: 25 Atributos; Qt. Cores: 13 paletas; Qt. Estampas: 8; Qt. Materiais: 220 tipos; P.D.A: Sim; Simulação: Desenho manual.

Na análise de customização em massa percebe-se que há uma grande liberdade com relação das linhas de produtos que a personalização pode ser aplicada, disseminando a cultura de consumo que tem como comportamento a compra via web que inclusive tem crescido nos últimos anos. Essas plataformas digitais possibilitam novas experiências ao consumidor e merecem ganhar atenção acerca da arquitetura de informações dispostas nos sites, ou seja, em alguns casos ficam mais claro os passos a serem seguidos do que outros, portanto oferecer clareza e nitidez das etapas a serem completadas é o grande diferencial que fidelizam os públicos, seguidos da qualidade do produto e a entrega aos consumidores finais.

30

Outro aspecto observado é que oferecer muitas opções de materiais a serem agregados no design do produto pode confundir o usuário e deve ser repensado de acordo com cada público específico, além de limitar o cliente quando o preço varia mediante a adição desses materiais, pois dependendo dos casos este escolherá materiais que desencareçam a peça, o que muitas vezes fazendo o produto não ficar como o cliente desejaria caso todas as opções estivessem sob a mesma grade de preços.

Fonte: Adaptado pelo autor, 2017

sinCRÔNICA customização


31

PESQUISA DE SEGMENTO

3.2

A relação dos dados a seguir refere-se acerca do segmento outerwear que se define como roupas desenvolvidas para serem usadas sobrepostas a outras peças. Geralmente identificam-se dentro deste quadrante modelos de top como jaquetas, ponchos, blusas, casacos, capas, sobretudos, parkas, trench coats dentre outros.

Apoiando-se em dados internacionais em 2015 foi observado o crescimento significativo de 6,7% em vendas dos produtos ofertados pelo segmento, somando um total de 18,8 milhões de dólares. Dentro deste parâmetro a venda pela internet evoluiu em 13% (PORTUGAL TÊXTIL; 2016) dando aos pesquisadores o feedback de uma geração de consumidores que tem efetuado com mais frequência práticas como o ato compra por meio do campo virtual. Inicialmente o termo “outerwear” caracterizava peças destinadas a garantir proteção contra ameaças físicas e climáticas enfrentadas por caçadores, pescadores, dentre outras profissões de exposição, fazendo do vestuário um utilitário. Desta forma ao longo dos anos com a evolução da pesquisa inspiracional o cenário work (outdoor) forneceu possibilidades de criação para a indústria da moda, assim modelos foram reinterpretados e atualmente são lançados em inúmeras coleções ao redor do mundo, aprofundando-se tanto no caráter estético da roupa como no simbólico e funcional. A performance tem sido o grande alvo de peças desse segmento, agora além de comporem o lookbook das semanas de moda sua função inicial foi aprimorada por meio da evolução do estudo e da aplicação da tecnologia têxtil afim de aumentar o desempenho da atividade exercida na situação de uso da peça, aumentando proporcionalmente a qualidade de vida do consumidor.

Dentre os materiais utilizados na confecção dos modelos estão principalmente tecidos impermeáveis, sintéticos, corta-vento, algodão, lã, denim e fibras que confiram conforto ergonômico e térmico já que ocasionalmente esse segmento está ativo nas estações de outono / inverno. A proposta deste trabalho de conclusão de curso é ofertar uma coleção de vestuário masculino baseada em peças de top do segmento outerwear fundindo nas modelagens materiais bidimensionais (tecidos lisos) com a intervenção de tecidos tridimensionais (tecelagem artesanal ). A combinação como já dito anteriormente será efetuada através da personalização, fornecendo maior abstração do conceito do projeto. Devido ao contraste ocasionado por esta mistura de materiais que possuem caráter modular a concepção atende ao nicho moda de rua/slow fashion por conta dos grafismos que conferem uma identidade alternativa para a coleção Fg 17: Exemplos de modelos outerwear

Fonte: Pinterest, 2017


3.3

PÚBLICO - ALVO É perceptível nesta amostra o crescente interesse pela origem dos produtos que consomem e pelo processo no qual são produzidos, fazendo-os adeptos de peças que impulsionem a economia criativa e o mercado colaborativo que por sua vez encontra no handmade um ideal estético e simbólico que valoriza a cultura local contribuindo para a firmação do seu consumo consciente. É um público que possui condição financeira para investir (com frequência) em artigos de vestuário e estão dispostos a pagar mais por um produto de maior qualidade. Na página seguinte é possí vel observar os resultados da pesquisa netnográfica.

32

Fonte: Magdiel Lope

A seguir está documentado o estudo de público-alvo que se caracteriza pela leitura do consumidor final com relação ao estilo de vida, preferências, associações/ dissociações e a análise de pontos relevante que por consequência se tornam fatores contribuintes para o desenvolvimento de produtos, para cada grupo que possui suas especificidades existe um objeto ou serviço que sintetiza essas predileções. O público-alvo principal do projeto atual são homens de uma faixa etária ampla de 20 a 40 anos que estão atentos às tendências e novidades de moda, interessando-se também pelas manifestações artísticas e de responsabilidade social, deste modo tem grande participação em eventos noturnos (sociabilidades) assim como no âmbito virtual com extensas redes de contatos. Concentram-se em metrópoles e buscam por experiências de consumo além de almejarem a exclusividade, pois acreditam que ser único é a chave para o sucesso pessoal, portanto gostam de traduzir sua personalidade no próprio modo de vestir afim de incorporarem uma vida alternativa. Estes homens trabalham geralmente no campo das artes e em ocupações de comunicação visual dentre outras mídias.

z, 2

01

7

20 - 40

Classe B


3.3.1

PESQUISA NETNOGRÁFICA 

Resultados

Para a seguinte coleta de dados (reconhecimento de público) realizou-se uma pesquisa netnográfica quantitativa e qualitativa que forneceu informações que se mostraram pertinentes para a evolução do trabalho. As respostas obtidas confirmaram o embasamento das pesquisas teóricas. O questionário obteve 44 respostas, sendo todos homens, variando a faixa etária, entre 20 e 40 anos na sua maioria (72,2%) que possuem renda mensal fixa de até 3 salários mínimos (45,5%).

Fg 18: Porcentagem faixa etária e renda mensal.

Fonte: O autor, 2017

33

Outros questionamentos foram efetuados para entender como é o comportamento de consumo, preferências e opiniões (sugestões) dos sistemas atuais de comércio e desenvolvimento de vestuário outono/ inverno. Quando indagados sobre as peças essenciais que julgam ser as mais importantes na estação 86,3 % responderam que as peças de top (como casacos, jaquetas, blusas etc) são as mais usadas e consumidas, além de serem os artigos mais carentes de inovação em modelagens, cores e estampas.

Fg 19: Peças de top carentes de inovação.

Grande parte deste público consegue identificar falhas nos métodos de posicionamento de marcas, também sendo críticos com relação à qualidade e atributos ofertados pelas grifes, portanto, o intuito de contribuir para o comércio local muitas vezes é frustrado por erros ou pela ausência de propriedades como grades maiores de tamanho, vida útil dos materiais, características estéticas que não condizem com o público pretendido, dentre outras. Deste modo 43,2% do perfil identificado nesta pesquisa é impulsionado a consumir produtos de importação que em sua percepção possuem melhor qualidade (durabilidade) e variedade de estilos.


Fg 20: Motivação pelo consumo de importados.

Fonte: O autor, 2017

Ao fim da pesquisa os entrevistados foram interrogados primeiramente quanto a importância da exclusividade das peças que consomem, ou seja, como se dá o efeito do tratamento privativo ofertado pelas marcas no qual 50% responderam que dão muita valia a exclusividade. E por último com o intuito de receber um feedback (retorno) do público pesquisado, uma questão referente ao tema deste projeto foi delimitada como proposta, na qual o consumidor final fará parte do processo de desenvolvimento da coleção de moda, no qual 40 dos 44 entrevistados manifestaram reações positivas quanto à proposta.

Fg 21: Exclusividade e proposta

Fonte: O autor, 2017

Estas informações obtidas por meio da pesquisa netnográfica foram de grande importância para traçar o perfil consumidor do público, conseguindo notar como a moda se comporta em sua visão e as necessidades manifestadas por ele, assim tornou-se mais fácil alcançar o bom desempenho no desenvolvimento da coleção e no posicionamento de marca.

34


3.3.2 35

MOODBOARD

DE LIFESTYLE

O moodboard de lifestyle representado na figura 22 remete ao como já dito anteriormente estilo de vida do público-alvo. Portanto para caracterizar algumas peculiaridades dos consumidores imagens de cidades e festas simbolizam o caráter urbano que estes homens levam em suas rotinas, absorvendo os atributos que as metrópoles oferecem em todos os seus âmbitos. O trabalho também é retratado por imagens de escritórios alternativos, muito comuns atualmente, como por exemplo os espaços de coworking. O apreço e preocupação pelo consumo da economia criativa também foi retratado por meio de uma fotografia que demonstra a produção de um artigo handmade. E por fim ilustrações contextualizam este ambiente plural vivenciado pelo público alvo, no qual as referências visuais são de suma importância na construção de um estilo pessoal e de fibra crítica profissional.


Fg 22: Moodboard de público alvo

36

Fonte: imagens Pinterest Composição: O autor, 2017


3.4 37

TENDÊNCIAS

O estudo das tendências é etapa fundamental para o desenvolvimento de projetos de design, é através dessas análises que características e elementos estéticos são apontados como evidência podendo ser utilizados no processo criativo dos designers. O comportamento, estilo de vida, filosofias reflexivas, previsões mercadológicas dentre outras abordagens também são identificadas por meio do zeitgest de determinada época. .

O inverno 2018 tem a tarefa de conceber novos olhares para o comportamento humano, adotando um senso de livre expressão no qual torna-se uma plataforma para a prova de percepções originais. A revisão de escolhas e a reavaliação de estilos de vida tem causado uma desaceleração necessária no cenário produtivo e pessoal, a pausa agora garante um espaço para reconsiderações fazendo do coletivo peça chave para a mudança (USEFASHION, 2017).

Na moda este método se traduz na pesquisa de macrotendências e microtendências aspectos como o uso de cores, texturas, tecidos, temáticas, comportamento, processos, comunicação, marketing dentre muitos outros que são aplicados nas semanas de moda do mundo inteiro. Este cenário possibilita ao designer de moda delimitar as referências que fundamentarão o desenvolvimento das coleções, destinando o local onde estas serão aplicadas. .

A tecnologia se mostra como uma megatendência que se fortalece ainda mais com o passar do tempo, a interação digital transcende o contato entre humano e máquina e alcança sua evolução nos métodos de confecção, qualidade das matérias-primas e nas interfaces que possibilitam novas experiências de uso e consumo.

Fonte: Pinterest, 2017

O projeto em questão embasa prognósticos relevantes para o outono e principalmente para o inverno 2018 especificamente referente a moda masculina, no qual o portal Usefashion foi a principal fonte de consulta .

Em contraste, porém complementar ao anterior a estética artesanal vem tornando o trabalho mais humanitário e assume funções de purificação. Sua valorização como macrotendência aumenta à medida que o rústico feito à mão parte do simples para o elaborado diverso e passível de reprodução em série, muitas vezes fundido com o desenvolvimento digital (USEFASHION,2017)..


No âmbito das microtendências por espécie mais efêmeras, identifica-se uma grande expectativa quanto a continuação da evolução da estética masculina ao consumidor tornar-se mais permissivo e o como o produto moda pode agregar mais cores, texturas e conceitos ao vestuário do homem moderno, que se mostra mais espontâneo e vibrante. As modelagens amplas carregam consigo a funcionalidade aliada com o simbolismo de proteção e cuidado. As elaborações do design de superfície nos tecidos também ganham espaço, novos materiais e novas interpretações que segundo o site Usefashion “são ideias desse cenário reconstruir sem ter uma única referência e justapor, sobrepor e criar novas propostas em texturas, tramas e estampas, de forma livre” (USEFASHION, 2017) e ainda é complementado pelo SEBRAERJ “Os efeitos enrugados, plastificados, costurados e descosturados, brilhosos e foscos, além da mistura de fios, deverão ser atribuídos a peças confortáveis, num estilo “extra-size” (SEBRAERJ, 2017). Fg 23: Cores outono/inverno 2018

Fonte: Usefashion, 2017

Fg 24: Moodboard de tendências

38

Fonte: imagens Pinterest Composição: O autor, 2017

Nesta unidade o outono/ inverno se adequa a um universo plural estimulando o mix de tonalidades que foge dos padrões, proporcionando uma narrativa criativa em meio a épocas gélidas. O portal Usefashion distingue quatro cenários principais (previews) sendo eles: Diálogos possíveis, Liberdade narrativa, Sensível perfeição, Vestígios do tempo e um adicional chamado de Gerais da temporada, no qual reúne as principais tonalidades da estação (USEFASHION, 2017). Portanto neste contexto a Liberdade narrativa é o cenário que mais se adequa ao projeto.


3.5

INSPIRAÇÃO

O século XXI é marcado pela revolução nas tecnologias de informação e o mundo experimenta uma necessidade de rapidez e aproximação, além de um espaço em que as relações ultrapassam o campo físico e atingem níveis interpessoais muitas vezes mantidos pelos veículos digitais. Esse contato do humano com o tecnológico une dois universos distintos porem complementares o orgânico em contraste com o mecânico possuindo uma única característica em comum a metamorfose evolutiva. A partir disso percebe-se o progresso das representações acerca do real vivente realizadas pelo digital, porém isso não supre a carência de extrapolar aquilo que é surreal extraordinário, inimaginável. Portanto novas plataformas se dispõe a criar novos mundos carregados de referências e peculiaridades que estimulam a cultura visual.

39

3.5.1

CONCEITO

O gif art pode ser considerado patrimônio da sociedade contemporânea, utilizado como forma de linguagem ele comunica, instiga e provoca seus visualizadores com suas intervenções de sentido e repetição. Seus intuitos se adequam ao zeitgest atual, por ser uma mídia compartilhável e de encontro com o imediato, possui curtos tempos de duração arquitetados para a rápida circulação e consumo. Com a evolução e valorização desta arte, o gif ganha novas roupagens e torna-se cada vez mais aprimorável, buscando nas tecnologias novos processos e métodos aplicáveis. É configurada como uma arte acessível que traduz variados contextos, inspirados em inúmeras fontes e possui s

incontáveis estilos gráficos, que podem abranger fotografias, ilustrações, animações dentre outras técnicas. O recorte dado ao projeto se deu pela representação do motion graphic 3D utilizado geralmente por animadores digitais que utlizam das texturas e do trabalho com a superfície para revestir objetos e sobretudo corpos metamórficos. Essas texturas criam novas silhuetas e dão abertura para conceber o surreal, inumano, amorfo. Assim a superfície torna-se a marca de diferenciação que contextualiza o cenário em que o sujeito (gif) está inserido. Por meio dos loops infinitos o design de superfície é gerado e eternizado. Resumidamente a abordagem dada para criação da coleção se deu pelo complexo gráfico do motion design aplicado nos gifs inspirados em inúmeras texturas.


Fg 25: Moodboard de Inspiração/ Conceito

40

o sc di ios u T ud ny St 7 to od 201 n h s A et or, en e M aut g a s d :O : Im ura ão e nt fig siç Fo m po co om C


3.6

MIX DE PRODUTO

O mix de produto foi desenvolvido a partir da lógica de funcionamento do sistema de customização, portanto inicialmente foram gerados módulos e estes subdivididos em três seções, sendo elas: Golas, Corpos e Mangas. Desta forma a delimitação da coleção foi efe tuada por meio de uma análise combinatória que deu origem a tabela de mix. Considerando que a coleção final possui 20 peças, foram escolhidos 10 modelos e estes duplicados alterando e combinando módulos. Na tabela os modelos já definidos são identificados pelas cores semelhantes lidos na vertical. Em casos de módulos fixos como a capa que não possui mangas um X indica a impossibilidade de combinação.

41

Fg 26: Módulos combináveis S

S

Fonte: O autor, 2017

Tb 2: Tabela de Mix de coleção (produto) EXEMPLO

SOBRETUDO

CAPA

GOLA 1

5

GOLA 2

(Gola)

GOLA 3 GOLA 4 GOLA 5

1

MANGA 1

(Manga)

MANGA 2 MANGA 3 MANGA 4 MANGA 5 MANGA 6

PARKA (Corpo)

Fonte: O autor, 2017

MORCEGO

JAQ. BOMBER JAQ. CLUBBER JAQ. COLLEGE

PARKA

CASAQUETO

CAMISETÃO

SOBREVESTE


3.7

GERAÇÃO DE ALTERNATIVAS

Neste ambiente estão registradas todas as experimentações realizadas por análise combinatória para a coleção final que conta com 20 peças de outerwear. Está geração de alterrnativas possui duas seções: a primeira referente as gerações de possíveis modelagens que contou com 160 modelos desenhados a partir da combinação de 21 módulos e a segunda relacionada aos estudos de alternativas de superfícies dos tecidos artesanais a serem aplicados na coleção.

3.7. 1

MODELAGEM Fg 27: Geração de alternativas (modelagem)

42

Continua


43

ALTERNATIVAS MODELAGEM


44

ALTERNATIVAS MODELAGEM


45

Fonte: O autor, 2017

ALTERNATIVAS MODELAGEM


3.7. 2

TECELAGEM

Fg 28: Geração de alternativas (tecelagem)

46

Fonte: O autor, 2017

ALTERNATIVAS TECELAGEM


3.8 47

COLOR STORY


48


RESUL

TADOS

Fonte: Antoni Tudisco, 2017

49

4


CARTELA DE CORES

4.1

Fg 30: Cartela de cores (Geral)

Para o presente projeto foram desenvolvidas três cartelas de cores, sendo elas: 1 cartela geral da coleção final;

ART

REPLAY

INFINDA

PANTONE 125-14 U

PANTONE 102 CP

PANTONE 806 C

CMYK: 76 - 0 - 31- 27

CMYK: 2 - 8 - 91 - 0

CMYK: 48 - 82 - 0 - 0

RGB: 72 -135 -127

RGB: 0 - 255 - 224

RGB: 220 - 3 - 226

ZOOM

GENERATIVA

BLUR

1 cartela referente às cores disponíveis dos tecidos da coleção 1 cartela de cores das superfícies criadas. PANTONE 1505 XGC

Na figura 30 é possivel observar a cartela GERAL que é o resumo dos tons da coleção.

PANTONE 131 U

PANTONE 429 C

CMYK: 0 - 70 - 94 - 0

CMYK: 3 - 36 - 97 - 9

CMYK: 51- 40 - 40- 23

RGB: 255 - 107 - 0

RGB: 186 -128 - 50

RGB: 121 - 121- 121

PIXEL

TÉRMICA

RECURSIVA

PANTONE 575 C

PANTONE 7628 XGC

PANTONE 412 U

CMYK: 55 - 9 - 95 - 45

CMYK: 0 - 100 - 92 - 34

CMYK: 91 -79 - 62 - 97

RGB: 103 -130 - 58

RGB: 158 - 34 - 44

RGB: 0 - 0 - 0

Fonte: O autor, 2017

50


4.2

CARTELA DE TECIDOS Camberra

Cachimir Estampado

Comp: 80% PES; 20% CV Fornecedor: Inova Têxtil Preço: R$ 6,90 m

Comp: 67%PES; 33% CV Fornecedor: ACR Malhas Preço: R$ 44,92 kg

Comp: 100% PES Fornecedor: Inova Têxtil Preço: R$ 3,50 m

Lã batida

Matelassê

Moletinho

Moletom Liso

Comp: 80% WO; 20 %PES Fornecedor: Fortex Malhas Preço: R$ 29,90 kg

Comp: 100% PES Fornecedor: Fortex Malhas Preço: R$ 11,90 m

Nylon Duplamente Resinado

Nylon Resinado

Comp: 100 % PES Fornecedor: ACR Malhas Preço: R$ 14,97

Comp: 100% PES Fornecedor: Fortex Malhas Preço: R$ 10,90

A cartela de tecidos foi configurada após uma vasta pesquisa de materiais na qual foi possível destinar cada tecido e suas limitações para determinados módulos de acordo com o caimento de cada modelo desenhado.

Faillet

51

Comp: 65% PES; 35% CV Fornecedor: ACR Malhas Preço: R$ 30,19 kg

Ribana de lã

Comp:100% PAC Fornecedor: ACR Malhas Preço: 55,69 kg

Comp: 50% CO; 50% PES Fornecedor: Fortex Malhas Preço: R$ 17,00 kg

Tweed

Comp: 50% PAC; 50% CV

Fornecedor: Depósito Fábrica

Preço: R$60,00 kg


Fg 32: Cartela de cores (Por tecido)

001001

Camberra Camberra

DISPONIBILIDADE DE CORES POR TECIDO

002002

Faillet Faillet

003003

Lã Batida Lã Batida

004004

Matelassê Matelassê

005005

Moletinho Moletinho

006006

Cachimir Moletom

Estampado Estampado

007 007

Moletom Moletom Liso Liso

008008 Nylon Duplamente Nylon Duplamente Resinado Resinado 009 009

Nylon Nylon Resinado

Resinado

010 010

Ribana Ribana de Lã de Lã

011 011

Tweed Tweed

Fonte: O autor, 2017

52


4.3

CARTELA DE SUPERFÍCIES

NEON

DESCRIÇÃO DO PRODUTO Materiais: Fio de lã Composição: Fibras variadas

WO; CV

Tempo de confecção: 4 Horas Fornecedor: Vitoriana (artesã) Metragem produzida: 2 metros

BLOOM

53

VIBRAÇÃO

Preço por metro: R$ 60,00

DESCRIÇÃO DO PRODUTO Materiais: Fio de lã Composição: Fibras variadas WO; CV Tempo de confecção: 4 Horas Fornecedor: Vitoriana (artesã) Metragem produzida: 2 metros Preço por metro: R$ 60,00

DESCRIÇÃO DO PRODUTO Materiais: Fio de lã Lã merino (fibra) Composição: Fibras variadas WO; CV Tempo de confecção: 4 Horas Fornecedor: Vitoriana (artesã) Metragem produzida: 2 metros Preço por metro:R$ 70,00


54 NEON

NEON

VIBRANTE

VIBRANTE

BLOOM

BLOOM

DISPONIBILIDADE DE CORES POR TECIDO

Também nas versões


4.4 CARTELA DE AVIAMENTOS A cartela de aviamentos segue na mesma lógica da cartela de tecidos na qual possui também uma relação de cores e modelos de a v i a m e n t o s disponíveis para combinação.

Botão flexível

Botão c/ furos

Botão com pé

Botão de pressão

Comp: 100% Plástico Fornecedor: Aquarela Preço: R$ 1,20 un (2cm)

Comp: 100% Plástico Fornecedor: Aquarela Preço: R$ 0,60 un (2cm)

Comp: 100% Plástico Fornecedor: Arm. Voluntár. Preço: R$ 12,00 grosa (1,5 cm)

Cordão

Entretela Termocolante

Ilhós

55

Comp: 100% Metal Fornecedor: Fortex Malhas Preço: R$ 0,70 un (1,5cm)

Zíper Jacaré Destacável

Comp: 100 % PES Fornecedor: ACR Malhas Preço: R$ 1,20 un (70cm)

Comp: 100% CO Fornecedor: Elásticos Olympia Preço: R$ 2,00 m

Ponteira

Comp: 100% Latão Fornecedor: Roma Aviam. Preço: R$ 7,90 50 un. (4cm)

Comp: 65% PES; 35% CV Fornecedor: Aquarela Preço: R$ 7,90 m

Comp: 50% CO; 50% PES Fornecedor: Fortex Malhas Preço: R$ 17,00 grosa (2cm)

Linha de costura

Fios de lã

Comp:100% PAC Fornecedor: Arm São José Preço: 5,50 cone

Comp: 50% PAC; 50% CV

Fornecedor: Depósito Fábrica

Preço: R$11,90 novelo


001-A Botão com furos

001-C Botão de pressão

001-D Botão Flexível

002 Cordão

003 Ilhós

004 Zíper Jacaré

005 Ponteira

006 Linha de costura

DISPONIBILIDADE DE AVIAMENTOS

001-B Botão com pé

56


4.5 SELEÇÃO DAS 4.6

57


ALTERNATIVAS

58


4.5 SELEÇÃO DAS 4.6

59


ALTERNATIVAS

60


VISÃO LINEAR

61


DA COLEÇÃO

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