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Ano I - Nº 10 - abril de 2010

Revista

www.peninsulanet.com.br

este exemplar é seu

Faça as malas

Tour pelo velho mundo

Check-up predial

Você sabe o que é isto?

Ensaio fotográfico

Caminhar é preciso

Península

Segurança no trânsito


EDITORIAL E EXPEDIENTE

Presidente Carlos Felipe Andrade de Carvalho Vice-Presidente Sergio Lopes Diretor-Geral Joelcio Candido Gerente de Relacionamento Claudia Capitulino www.peninsulanet.com.br revistapeninsula@peninsulanet.com.br (21) 3325-0342 Revista Península é uma publicação

Editorial

Diretor-Executivo Paulo Roberto Mesquita

C

hegamos à nossa 10ª Edição e, durante todo este tempo, pensamos no melhor assunto para levar até você. Apresentamos a forma como a ASSAPE trabalha, sempre pensando em soluções para gerenciar um espaço do tamanho da Península. Apresentamos as pessoas que estão à frente do Conselho Comunitário, gente engajada em prol do bem-estar de todos. Cobrimos os eventos da Península, preparados especialmente para as comemorações de família e entre amigos. Publicamos a colaboração de moradores. Exaltamos o nosso bem maior, a preservação ambiental. Enfim, edição a edição, trabalhamos com o único intuito de prestar um bom serviço a quem nos lê. O que você quer ler é o que desejamos escrever. O que você quer ver é o que queremos fotografar. A Península é um universo rico, primoroso e, com você ao nosso lado, vamos saber explorá-lo de forma ímpar. Portanto, continue sugerindo, criticando, porque é com a sua participação que poderemos aprimorar a nossa Revista, traçar novas rotas, escolher outros caminhos. Boa leitura! ASSAPE

4 REVISTA PENÍNSULA | ABRIL 2010

Diretora Administrativa Rebeca Maia Diretor Comercial Marcio Ayres Comercial Victor Bakker | victor@utilcd.com.br Editora-Chefe Tereza Dalmacio | terezadalmacio@utilcd.com.br Estagiária Debora Rolim Colaboradores Antônio Félix Cidinha Fernandes Fotografia Bruno Leão Revisão Giselle Martins Diretora de Arte Tati Piqué Rua Jornalista Ricardo Marinho, 360, sala 243 Barra da Tijuca, Rio de Janeiro-RJ contato@utilcd.com.br | utilcomunicacao.blogspot.com (21) 3471-6799 | (21) 7898-7623


Telefones úteis

TELEFONES ÚTEIS

ABAM: 2232-4580

Folha Dirigida: 0800-055 4849

Aeroporto Internacional: 3398-5050 / 0800-999099

Guarda Municipal da Barra da Tijuca: 2431-2851

Aeroporto de Jacarepaguá: 3325-2833

Polícia Civil: 3399-3217

Aeroporto Santos Dumont: 0800-244646

Polícia Federal: 2291-2142

Água e Esgoto: 0800-282 1195

Polícia Militar do Rio de Janeiro: 190

Ambulância – Serviço de Remoção de Doentes: 192 Bombeiros (CBMERJ): 193

Polícia Rodoviária Estadual: 3399-4857

CEG: 0800-24 7766

2625-1530

CET-Rio: 2508-5500 Correios: 0800-570 0100

Receita Federal: 055-78300-78300

Defesa Civil do Município do Rio de Janeiro: 199

Telefonia Fixa - Oi: 103 31

DETRAN – Atendimento ao Cliente: 3460-4042

Telefonia Fixa - Livre (Embratel): 103 21

DETRAN – Disque Habilitação: 3460-4041

Telefonia Fixa - TIM: 0800 7414

DETRAN – Disque Vistoria: 3460-4040

TV por Assinatura – NET: 4004-8844

Disque Denúncia: 2253-1177

TV por Assinatura – SKY: 4004-2884 TV por Assinatura – TVA: 2223-6399

Enfoque – Dite sobre finanças, cotações entre outros: (11) 3957-5800

TV por Assinatura – VIA Embratel: 106 99


ARMAZÉM

V

ocê sabia que, mais de 500 anos depois do descobrimento do Brasil, a mais antiga das práticas comerciais, o escambo, ganha força novamente no mercado? Segundo o International Reciprocal Trade Association (IRTA), a troca de produtos e serviços movimenta, informalmente, quase 800 milhões de dólares por ano no país. E nós vamos aumentar, mesmo que timidamente, esta cifra. Este espaço aqui é o seu Armazém, para venda ou troca de objetos entre os moradores da Península e também para os parceiros que prestam serviços aqui.

Armazém

Vamos funcionar como um pequeno classificado. Anuncie o seu produto. Faça um bom negócio sem sair de casa. Maiores informações pelo telefone 3325-0342 ou pelo e-mail revistapeninsula@peninsulanet.com.br.

Caminho do sabor O morador do Quintas do Sol e entrevistado da última edição, Carlos Alberto, nos enviou e-mail para corrigir endereço do Restaurante Baroa, no centro da cidade. E se você passar por lá, não deixe de experimentar o cherne ao molho de tomate cereja ou o creme de bacalhau com requeijão, ou ainda o camarão com catupiry. Hummm... pratos de dar água na boca. Rua da Quitanda 187, Loja A, Centro, Rio de Janeiro | www.baroa.com.br | twitter.com/baroa_cafe

Personal trainer Daniela Camilo, moradora do Mandarim, é formada em Educação Física com pós-graduação em Nutrição Esportiva e oferece o serviço de personal trainer, com ênfase em musculação, ginástica localizada, alongamento, treinamento aeróbico e assessoria nutricional. As aulas podem ser individuais ou em grupo (máximo de 4 pessoas). Todos os treinos são personalizados e adaptados ao perfil do aluno. Os interessados podem ligar para os telefones 2135-8846/7814-6551 ou enviar um e-mail para daniela.camilo@hotmail.com.

Stephanie Nielsen, moradora do Fit, oferece serviços de personal trainer e aulas coletivas de ginástica na Península. Professora de Educação Física qualificada (cref. 015270), integra há 5 anos a equipe Cesar Parcias na Academia Pró-Forma Leblon. Informações pelo cel. 9605-0001 ou pelo email stephanie.nielsen@hotmail.com.

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É DE CASA | ENTREVISTA FERNANDA PAES LEME

É de

casa

N

este espaço, você vai sempre encontrar uma cara conhecida. Pode ser seu vizinho, alguém que tenha um trabalho relevante, que se destaque em sua atividade e que resida aqui na Península. E na décima edição, a atriz Fernanda Paes Leme, filha de um grande jornalista esportivo, conta pra gente um pouco da sua trajetória profissional.

Revista Península: Como iniciou sua carreira? Fernanda Paes Leme: Desde pequena, sempre fui muito extrovertida, gostava de aparecer na escola, levantava a mão para ler o texto da redação, e via que minhas amigas não gostavam, aí indagava ”como assim não gostam?”! Num dia, estava vendo televisão e dis-

se à minha mãe que queria estar ali dentro. Meu pai, Álvaro José, jornalista esportivo que trabalha na Record atualmente, mas trabalhou durante muitos anos na Bandeirantes, foi contra. Isto porque ele já estava neste meio televisivo, mesmo que fosse na área de esporte, ficava preocupado. Ainda assim, aos 9 anos, REVISTA PENÍNSULA | ABRIL 2010 7


É DE CASA | ENTREVISTA FERNANDA PAES LEME

ele me levou na agência de um amigo dele para fazer comercial, nada demais. Então, minha mãe me levava a todos os testes, e comecei a fazer vários comerciais. Até que surgiu a oportunidade para fazer o teste do seriado da Sandy e do Junior. Na verdade, era um teste para o piloto do seriado, que seria apresentado às emissoras. A Globo se interessou, aí, fiz outro teste, passei e integrei o elenco do seriado de especial de final de ano que, depois, foi para a grade. Foi meu primeiro trabalho. O seriado durou 4 anos, sendo os 3 primeiros gravados em Campinas e último no Rio de Janeiro. Foi nesta época que me mudei para a cidade, isto foi há 10 anos. Nunca mais voltei, porque quando “Sandy e Junior” terminou, fui chamada para outros trabalhos, então não parei mais. Dividi o apartamento com um amigo que também trabalhava no seriado durante 3 anos, depois fui morar sozinha.

teatro, e ainda protagonizar a Dona Flor é, sem dúvida, inacreditável. Ainda mais sendo uma obra de Jorge amado. A responsabilidade é muito grande, um personagem que ficou imortalizado com a Sonia Braga. Porém não há comparações, e o mais bacana é que ninguém compara muito a nossa versão do teatro com a minissérie ou com o cinema. A gente é muito fiel à adaptação, é uma adaptação do livro de Jorge Amado. Durante 1 mês, me preparei, decorei o texto, ensaiei, tive aulas de dança de salão e de culinária, para entrar no universo do personagem. Não assisti à minissérie, apesar de já ter assistido ao filme. Não fiz justamente para me preparar. Minha fonte de inspiração para construir o personagem foi realmente o livro. Fui na fonte e criei a minha Dona Flor, assim como a Carol construiu a dela, e a Sonia Braga também. Cada um com a sua flor (risos).

Revista Península: Quem foi o grande incentivador da Revista Península: Sendo a primeira vez no teatro, sua carreira? como foi este desafio, e ainda como protagonista? Fernanda Paes Leme: No início, foi minha mãe, que Fernanda Paes Leme: No primeiro momento, achei que me levava a todos os testes, me incentiva quando eu não conseguiria decorar todo o texto. Na estreia, semdesanimava e não tinha paciência. Ela me ajudou e pre dá certo, mas tem uma brincadeira, em que dizem continua me auxiliando, principalmente no meu aparque no segundo dia, o ator relaxa, já que na estreia tamento. Meu pai também, apesar deu tudo certo. E então, acontece de ter sido contra no primeiro mo“Embora tenha 11 anos de algo de errado. Mas, no meu caso, mento, hoje, ele é um coruja. Os deu tudo certo também. Há uma carreira, a sensação é de dois têm muito orgulho de mim, da energia quando se está no palco, minha carreia. o medo de errar e de ter de lidar começo a cada trabalho, com o improviso, mas no final, dá pois é sempre um Revista Península: Sendo filha de tudo certo. Já tive crise de riso, por aprendizado.” jornalista esportivo, você gosta de exemplo, e a plateia adora. A cada esporte? dia é um espetáculo diferente, uma Fernanda Paes Leme: Adoro. Fiz faculdade de jornarecepção diferente do público, novas descobertas e o lismo, queria ser jornalista esportiva, mas desisti. amadurecimento do personagem. Esta interação com Meu pai seguiu a carreira do meu avô, que também o público só há no teatro. O teatro se torna uma grande era um jornalista esportivo muito conhecido, Álvaro diversão para mim, uma doce brincadeira de contar hisPaes Leme. O esporte sempre esteve presente na mitória. Os atores londrinos dizem que encenar é se divernha vida, não tinha muito para onde fugir. Cresci com tir, o que eles chamam de “to play”. Encaro desta forma. meus primos, jogava bola com eles, meu pai me levava aos jogos e, até hoje, é uma paixão. Faço comentáRevista Península: O que a motiva na vida? rios sobre as partidas no twitter. Fernanda Paes Leme: Nunca estou satisfeita, acredito nunca estarei. Valorizo o que já conquistei e me sinto Revista Península: Qual é o seu time? vitoriosa por ter 26 anos e já conseguir comprar um Fernanda Paes Leme: Sou são paulina, mas no Rio, gosapartamento e morar em um lugar privilegiado. Tenho to do Flamengo. consciência de que são pouquíssimas as meninas da minha idade que têm esta oportunidade, como tamRevista Península: Você está cartaz com a peça “Dona bém a de conhecer diversos lugares. Gosto de buscar Flor e Seus Dois Maridos”. É grande o desafio de internovos desafios e novas experiências, esta busca é o motor que me faz almejar, crescer profissionalmente. pretar a Dona Flor, que já foi eternizada por Sonia Braga Sou geminiana, quero sempre mais. Gosto de trabalhar, e é uma das obras de grande sucesso do Jorge Amado? a monotonia me deixa louca, preciso de movimento, de Fernanda Paes Leme: Foi uma grande oportunidade novidade, sou muito determinada em meus anseios. que surgiu, uma peça de sucesso que já dura quase 3 anos. Quando me convidaram para substituir a Carol Revista Península: Você seleciona os trabalhos? Castro, já tinha como objetivo encenar uma peça asFernanda Paes Leme: O astro tem de saber administrar a sim que a novela “Paraíso” terminasse. A experiência sua carreira, saber escolher seus personagens. No enestá sendo incrível, nunca tinha feito um trabalho no 8 REVISTA PENÍNSULA | ABRIL 2010


É DE CASA | ENTREVISTA FERNANDA PAES LEME

tanto, quando é contratado por uma emissora ou ainda é iniciante na profissão, acaba aceitando convites que, se fosse mais experiente, não aceitaria. Passei por isso, foi um aprendizado, pois agora analiso melhor as propostas. Por exemplo, fiz 2 participações na Globo em “SOS Emergência” e “Força Tarefa”. O personagem tem que ser instigante, dar prazer de interpretar, não é só pelo dinheiro ou para aparecer que se aceita um personagem. Não largaria minha peça, onde me divirto e amadureço muito como atriz, para fazer algo que não me instigasse tanto assim. Procuro bons papéis, com os quais eu possa contar boas histórias e que seja possível fazê-lo de diversas maneiras. Revista Península: Fora o trabalho, o que faz para se divertir? Fernanda Paes Leme: Sou bem normal, estou há 11 anos neste meio e não me deslumbrei com minha profissão, mesmo na época em que poderia, com 16 anos. Sempre fui pé no chão, mantenho minhas amizades desde a época em que ainda não trabalhava na Globo. Prezo muito as amizade e minha família também, eu estou sempre junto com eles, gosto muito, ouço o que eles têm para falar. Não perdi minhas referências, o que fazem de mim. Enfim, sou uma pessoa normal, vou ao mercado, à praia, ao bloco de Carnaval do Rio, tomo meu chope. Não me privo de absolutamente nada devido à minha profissão. Faço tudo que qualquer jovem da minha idade faz, não

me considero diferente de ninguém. Revista Península: Você poderia fazer um “balanção” de sua carreira nestes 11 anos pra gente? Fernanda Paes Leme: Nestes 11 anos, subi um degrau de cada vez, e fico muito feliz por isso. Cada conquista que obtive foi muito comemorada, houve muito esforço. Ao longo destes anos, conheci pessoas maravilhosas que me ajudaram e que fazem parte da minha vida. Amigos tanto na vida pessoal, quanto de profissão. Embora tenha 11 anos de carreira, a sensação é de começo a cada trabalho, pois é sempre um aprendizado. Adoro o que faço não me vejo em outra carreira, a não ser que seja dentro deste meio. Por exemplo, tenho vontade de um dia dirigir e produzir, mas não agora, preciso me especializar na área. Preciso me estabilizar como atriz primeiro, me desenvolver na minha profissão e crescer na empresa em que trabalho. Revista Península: Como conheceu a Península? Fernanda Paes Leme: Procurava um apartamento e vi o anúncio no jornal, quando cheguei com o corretor e olhei, reconheci que era o andar do Eri, não tive dúvida em comprar. Por ironia do destino, eu vim morar aqui na Península e me tornei vizinha de porta do Eri, que é um pai de consideração para mim. Agora posso pedir açúcar para meu vizinho (risos).


TRILHA | DEPOIS DA CHUVA

A recuperação da trilha após

a chuva que castigou o Rio

O

mundo se emocionou com a catástrofe que o Rio de Janeiro passou recentemente. A solidariedade veio de todos os lados, inclusive de muitos moradores da Península. Graças a Deus, aqui ficamos protegidos da fúria da natureza, apesar de registrarmos que alguns espaços sofreram danos, como a trilha ecológica. Toda a extensão da trilha, 3,5 km, ficou submersa por mais ou menos um metro de água. Várias árvores tom-

baram por causa deste excesso. Assim que a água baixou, entrou em ação a equipe responsável pela manutenção, que começou o trabalho de limpeza e plantio de novas árvores. Um pequeno transtorno diante do que aconteceu com a nossa cidade. Em breve, a trilha estará majestosa como sempre foi, garante a equipe que se dedica diariamente à sua recuperação. E os resultados já podem ser comprovados. REVISTA PENÍNSULA | ABRIL 2010 11


CONSELHEIRO COMUNITÁRIO | ENTREVISTA CARLOS GUSTAVO RIBEIRO

Conselheiro Comunitário D

ando sequência à apresentação dos conselheiros comunitários da ASSAPE – Associação Amigos da Península –, nesta edição, apresentamos o senhor Carlos Gustavo, analista de sistema e morador do Style.

Revista Península: Como você conheceu a Península? Carlos Gustavo: Conheci a Península há 4 anos, quando minha avó comprou um apartamento para passar finais de semana. Nesta época, morávamos no Recreio, e decidimos mudar para um apartamento maior e com área de lazer para as crianças. Visitamos outros empreendimentos na Barra, mas a Península atendeu a todas as nossas necessidades. Gostamos não só do prédio, mas também da área comum, já estamos aqui há 2 anos. Revista Península: Do que você mais gosta na Península? Carlos Gustavo: O que mais gosto na Península é do espaço e da área verde que temos para desfrutar. Costumamos passear pela trilha ecológica e pelos jardins com árvores frutíferas. Quando saímos para passear com as crianças, sempre tenho que parar nas pitan12 REVISTA PENÍNSULA | ABRIL 2010

gueiras e pés de amora, pois meu filho mais velho não vai pra casa enquanto não comer uma pitanga. Revista Península: Quando e como se tornou conselheiro comunitário? Carlos Gustavo: Fui eleito conselheiro comunitário através de assembleia realizada no meu prédio. Também sou subsíndico e faço parte da Comissão de Orçamento e Festa Junina. Revista Península: Quais são as funções do conselheiro comunitário? Carlos Gustavo: Dentre várias, uma destas funções é representar os moradores de seu prédio dentro da ASSAPE. Esta participação pode ser deliberando sobre assuntos de interesse geral da Península ou específicos, como também levando dúvidas, reclamações e


CONSELHEIRO COMUNITÁRIO | ENTREVISTA CARLOS GUSTAVO RIBEIRO

sugestões dos moradores para que as mesmas possam ser endereçadas de forma correta. Podemos dizer que conselheiro é também um canal de comunicação entre os moradores e a ASSAPE. Revista Península: Qual é a diferença entre as funções de conselheiro comunitário e de subsíndico? Carlos Gustavo: O subsíndico zela pelo condomínio onde mora, apoia na decisão das questões que existem para resolver e substitui o síndico quando este não está presente. O conselheiro comunitário zela pela Península como um todo, pensado nos interesses gerais dos que moram aqui, decidindo tanto questões específicas, quanto questões gerais da Península, apoiando a ASSAPE. Revista Península: Como é a relação entre as comissões e os conselheiros comunitários? Carlos Gustavo: As comissões se reúnem e deliberam em cima dos pontos discutidos. Estes serão encaminhados para os conselheiros que irão tomar uma postura contra ou a favor. A função, neste caso, dos conselheiros é dar apoio para decisão daquilo que foi apontado pela comissão, colocando seu ponto de vista, apoiando ou pedindo mais explicação para a comissão. Revista Península: Como são estas trocas de experiências entre os conselheiros? Carlos Gustavo: São importantes, precisamos muito que isto aconteça, os conselheiros têm uma função fundamental, de suma importância dentro da Península. Estas funções são exercidas por pessoas de idades e profissões diferentes, com pontos de vista diversos e que se complementam, pois quando um não tem conhecimento sobre um determinado assunto, o outro agrega. As decisões são tomadas juntas, há reuniões somente de conselheiros. Esta interação é muito importante, a quantidade de habitantes dentro da Península hoje é maior do que muitas cidades do interior do estado do Rio de Janeiro, que possuem vereadores, secretários, dentre outros. Com isso, todas as decisões tomadas pelos conselheiros devem ser coerentes e de interesse comum.

Revista Península: Como é a relação do conselheiro comunitário com os moradores? Carlos Gustavo: O conselheiro é o representante direto do morador dentro da ASSAPE. Com isso, é importante que o conselheiro tenha um canal livre de comunicação com os moradores de seu prédio, não somente para levar os assuntos de interesse dos moradores para ASSAPE, mas também para consultar os mesmos em tomadas de decisões a respeito de alguns assuntos específicos. Nem todos os assuntos são levados aos moradores, pois teríamos que fazer diversas reuniões mensais para decidir sobre alguns pontos. Revista Península: Qual a sua opinião sobre a administração da ASSAPE? Carlos Gustavo: A ASSAPE vem fazendo um bom trabalho dentro da Península. Ela é responsável por diversos setores: desde a compra de um parafuso de porta à solução de problemas como transporte, até a organização de uma festa. Quando me tornei conselheiro, pude ver e participar mais da vida da ASSAPE e percebi que gerir a Península – uma pequena cidade do tamanho do Leblon, com diversas questões, necessidades e objetivos –, não é tarefa fácil. Revista Península: Como você vê a participação dos moradores na vida Península, eles contribuem com a sua administração? Carlos Gustavo: Pela quantidade de moradores que temos na Península, na minha visão, a participação dos moradores ainda é bem reduzida. É importante ter o maior número de pessoas participando das comissões ou até mesmo levando suas sugestões para ASSAPE. A participação de mais moradores com mais sugestões e soluções, pessoas com diversos pontos de vista e necessidades diferentes, vem somar com a administração da ASSAPE, potencializando esta administração da Península, o que irá beneficiar diretamente os moradores. A participação dos moradores é muito importante até mesmo para entender como funciona este processo, esta engrenagem.

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ACERVO CULTURAL | RUBEM GERCHMAN

Voyeur da cidade P

intor, desenhista, escultor. Rubens Gerchman foi um artista completo, seus traços estão presentes nas artes visuais e plásticas. Artista pop, de vanguarda, Rubens Gerchman interveio no Rio de Janeiro através de suas impressões da cidade. Cronista visual, um voyeur da cidade, suas obras demonstram os diversos ícones, facetas e acontecimentos da cultura carioca e dialogam com narrativa da vida urbana da cidade. A vivacidade de sua arte pode ser encontrada no acervo cultural da Península. Rubens Gerchman começou a desenhar no Liceu de Artes e Ofícios do Rio de Janeiro, em 1957. Na década de 60, matriculou-se na antiga Escola Nacional de Belas Artes, onde estudou xilogravura com o professor catedrático e artista plástico Aldir Botelho. Durante 8 anos, trabalhou como progamador visual em revistas e editoras do Rio. Em 1968, mudou-se para os Estados Unidos, onde morou por 4 anos e aprimorou a sua técnica. Estudou vídeo na Universidade de Nova Iorque e foi cofundador do Museu Latino-Americano do Imaginário. De volta ao Brasil, escolheu São Paulo como morada. Lá produziu, fez o roteiro, a cenografia e a direção do filme experimental “Triunfo Hermético”, que fala a respeito do conceito de arte em sua luta de construção e desconstrução na busca por equilíbrio.

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Sua primeira exposição de desenhos e litografias foi em 1964 na Galeria Vila Rica, o reconhecimento como vanguarda carioca veio durante a Mostra Opinião, em 1965, no Museu de Arte Moderna (MAM). Sua arte foi inspiração para a música tropicalista da década de 60, a letra “Lindoneia” de Caetano Veloso referencia o quadro “Lindoneia – a Gioconda do Subúrbio”. O artista também ilustrou a capa do álbum “Tropicália ou Panis et Circensis” (1968) . Em 2008, uma das pinturas da série “Beijos”, criada em 1989, virou estampa das camisetas do Bloco de Carnaval “Simpatia É Quase Amor”, de Ipanema. Em 1975, volta para o Rio de Janeiro, onde se torna cofundador e diretor da Revista Malasartes e diretor do antigo Instituto de Belas Artes, transformando-o na Escola de Artes Visuais do Paque Lage, referência em todo país e no mundo. Em 1981, recebe o prêmio Golfinho de Ouro do governo do estado do Rio de Janeiro e, em 1988, é condecorado como embaixador do Rio. Rubens Gerchman foi reconhecido nos quatro cantos do planeta, participou de inúmeros eventos no Brasil e no exterior (em países da América Latina, Europa e Ásia). Morreu em 2008, em São Paulo.


CANTINHO DO MORADOR | URUGUAIOS

Cidadão do Mundo N

a Península, encontramos gente dos quatro cantos do planeta. Gente que escolheu novos caminhos, novos lugares e que hoje soma com a nossa terra. Para esta edição, fomos conhecer os uruguaios Maria Carolina e Diego, que moram há 1 ano na Península, pais de 3 meninos: Nicolas, Matias e Santiago.

Revista Península: Por que se mudaram para o Brasil? Diego: Fui transferido para o Brasil em 2008, mas minha família só veio no ano passado. Sou presidente na empresa Ricoh, de soluções documentais, impressoras e fax. Revista Península: Estão gostando de morar no Brasil? Diego: São 2 culturas bem similares na questão da família, de ficar com a família e com os amigos no final de semana. Evidente que sentimos saudades dos nossos pais, irmãos e dos amigos. Porém, temos e fizemos muitos amigos no Brasil também, estamos quase em casa, quase no nosso país. Maria Carolina: Estamos, sim, gostando muito. Frequentemente, nossa família vem nos visitar, minha mãe, meus irmãos, a família dele, amigos, e sempre fazemos churrasco. Revista Península: Vocês falaram da semelhança com o Uruguai, e qual é a diferença entre estas culturas? Diego: Pra gente, é muito chocante a diferença de humor do brasileiro. É um otimismo, uma alegria, que o 16 REVISTA PENÍNSULA | ABRIL 2010

uruguaio não tem. O uruguaio é mais melancólico. Às vezes, me perguntam se é boa ou ruim esta característica. Não é que seja bom ou ruim, somos diferentes. Maria Carolina: Nosso ritmo é o tango, que é muito mais melancólico. O brasileiro é do samba, um ritmo pra cima, alegre. A característica do uruguaio é chorar por algo que se foi o ano inteiro. Acredito que o calor, o sol influenciam também no humor, deixam as pessoas mais bonitas. A cidade é para ser usufruída ao ar livre, sobretudo as atividades com crianças. Aqui, não estão preparados para o frio e para a chuva. Quando chove durante toda a semana aqui, as pessoas ficam mais preguiçosas. Por exemplo, o carioca tem o hábito de fazer muito exercício, vejo que, quando começa a chover, as pessoas vão menos à academia. Mesmo sendo um lugar fechado! Em contrapartida, no Uruguai, chove e faz muito frio, as pessoas estão preparadas para o frio, então é tudo fechado. Revista Península: Vocês moravam na capital do Uruguai? Maria Carolina: Morei quase 15 anos no interior do Uruguai, uma cidadezinha que faz fronteira com o Brasil. Não falo muito bem o idioma, mas o ouvido está


CANTINHO DO MORADOR | URUGUAIOS

muito preparado para o português, assistíamos à Globo, à Bandeirantes. Quando comecei a faculdade, voltei para a capital. Diego: Sempre morei em Montevidéu. Na verdade, mais da metade da população mora na capital, isto porque somos 3 milhões de habitantes. Mas muitos residem fora do país. Aqui no bairro, conhecemos 10 uruguaios, entre pais e filhos.

trocar fraldas e cuidar da casa. Agora já estamos nos adaptando. Mas ainda o que acho difícil aqui são as prestações dos serviços. Esperava dias até o funcionário chegar para prestar um serviço. Diego: O Rio de Janeiro é uma cidade incrível. Escutamos bastante sobre o carioca: que é esperto, que enrola. O uruguaio, o argentino, o paulista não são muito diferentes, o americano talvez não seja assim, mas aqueles outros falam do carioca, e também são. Maria Carolina: É cultural, é do sul-americano.

Revista Península: Mas por que há este grande êxodo de uruguaios? Maria Carolina: Falta oportunidade de emprego no país, Revista Península: O futebol é presente na vida de vocês? forma-se mão de obra qualificada, porém o país não Diego: Ainda não fomos ao Maracanã. Aqui no Rio, acompanha esta demanda. Até porque é um país muisomos flamenguistas e, no Uruguai, torcemos para o to pequeno com apenas 3 milhões de habitantes, não Penarol, os 2 times têm muito em comum. Assisto aos é um mercado consumidor atrativo em comparação ao jogos do Penarol pela Internet. Brasil, que tem 180 milhões. Por isto, ter um parceiro Maria Carolina: As crianças têm camisa do Uruguai e comercial como Brasil é importante. A qualidade de do Brasil e, como estão morando aqui, colocam a cavida no Uruguai é muito boa, as crianças brincam na misa do Brasil direto. rua, no interior, as portas ficam abertas, todo mundo Diego: É mais provável que tenhamos alegria com o se conhece. Alguns que saem retornam mais tarde, e Brasil do que com o Uruguai na Copa do Mundo (risos). europeus se mudam para o país depois que se aposentam, justamente por causa da qualidade de vida. Revista Península: Como conheceram a Península? Diego: A educação pública é muito boa, porém as oporDiego: Há um amigo de trabalho que também é urutunidades são pequenas. Podemos encontrar doutores guaio e que reside aqui na Península. Ele morava na dirigindo táxi. O profissional então Praia do Pepe e, por ter filhos, irá buscar emprego em outros luprocurava um lugar mais tranqui“Lembra minha cidade gares. É um ótimo país para se molo, então escolheu a Península. quando era criança. rar, tranquilo, não se compara ao Depois, quando procurávamos Literalmente, é uma Rio de janeiro. apartamentos, nos apresentou o empreendimento. península dentro Rio.” Revista Península: Como foi chegar a um país diferente e sem falar o idioma? Contem um Revista Península: Do que você mais gosta na Penínpouco desta experiência? sula? Maria Carolina: A princípio, sentimos diferença na coDiego: Estamos há 1 ano aqui, e não me imagino momida, é muito temperada, então começamos a procurando em outro lugar, porque é um lugar muito tranquilo para as crianças. rar aquilo com que estivéssemos acostumados para Maria Carolina: Da tranquilidade. As crianças podem nos alimentar. Outra dificuldade foi o idioma, como andar de bicicleta sem problemas, eles já têm uma disse anteriormente, o ouvido já estava treinado, o turminha, estão familiarizados com o lugar. Adoro os problema foi a comunicação, sobretudo para as crianparquinhos, a trilha onde fazemos piquenique. Lemças, que tiveram que aprender a falar e a ler. Foi muito bra minha cidade quando era criança. Literalmente, difícil, choravam muito na escola, a diretora falava que é uma península dentro Rio. É muito bom para quem era angústia por não conseguir se comunicar com os não conhece o Rio, é seguro, protegido. outros. Agora eles têm amigos, e o Santiago está misturando tudo, por exemplo, nós pedimos “helados” e Revista Península: Como é o relacionamento com os ele pede sorvete (risos)! Ele entende tanto português outros estrangeiros? como espanhol. Diego: É mais nos eventos que a ASSAPE realiza, no Diego: Agora, para ela, foi difícil deixar de trabalhar. prédio e na piscina. Maria Carolina: Trabalhava em uma auditoria de contaMaria Carolina: Fiz bastante amizade com as estranbilidade que demandava muito do meu tempo, porém geiras que moram aqui. Nos falamos no final de seera prazeroso. Quando nos mudamos para o Brasil, mana de semana, saímos para almoçar. Fazemos o Santiago era muito pequeno, e tinha a adaptação muitos programas com as famílias de estrangeiros. deles, então combinamos que não iria trabalhar. Isto Os cariocas são hospitaleiros, mas eles já têm suas foi muito difícil no início. Ficar dentro de casa 24 hovidas, suas rotinas, então é mais difícil sairmos com ras por dia, com as crianças chorando. Havia dias em eles, estabelecer uma amizade. que só falava com as crianças, sentia falta de relacionamento, de realizar outra atividade que não fosse REVISTA PENÍNSULA | ABRIL 2010 17


ACONTECE | PÁSCOA PENÍNSULA

Chocolate!

Eu só quero é chocolate.

F

oi o grito de guerra da criançada que se lambuzou com esta maravilha dos deuses na Páscoa da Península, realizada no primeiro sábado de abril. A garotada aproveitou cada atividade. O sorriso no rosto estava por todo lado: na surpresa ao ver o mágico tirar o coelho da cartola, na felicidade de ganhar os prêmios e na alegria de encontrar os chocolates numa animada caça ao tesouro. Mas não foi só a molecada que pulou, dançou e pintou. Pais e avós também se divertiram, foi a festa da família.

Brincadeiras...

A descoberta dos pequenos diante do coelhinho... 18 REVISTA PENÍNSULA | ABRIL 2010

Alegria...

Delícias...


ACONTECE | PÁSCOA PENÍNSULA

Mais uma vez, a ASSAPE promoveu a festa que ficará marcada no coração desta turma miúda e feliz. No ano que vem, tem mais Páscoa, mais renovação e muiiiiiiiiiiiito chocolate!


SAP | SERVIÇO DE ATENDIMENTO PENÍNSULA

Rápido, fácil

E

sta trilogia é o sonho de consumo quando nós, cidadãos, procuramos um serviço que atenda às nossas necessidades. É necessá rio agilidade, informação precisa, resposta imediata. Com o novo sistema implantado pela ASSAPE, o Serviço de Atendimento Península – SAP, já é assim aqui na Península. O tempo de espera, as informações truncadas e falhas ficaram para trás. Com o SAP, a comunicação entre administração e morador flui de forma clara e sem ruído. É a tecnologia de ponta ao seu dispor, somada à busca permanente da Associação Amigos da Península por eficiência e excelência nos serviços.

Siga o caminho... Digite www.peninsulanet.com.br. Depois de logado, clique no ícone SAP. Lá você terá o seu espaço privado para comunicação direta com a administração. E o melhor é que as informações não se perdem. Cada acesso ficará registrado e, no momento de outro aten20 REVISTA PENÍNSULA | ABRIL 2010

e eficiente dimento, todos os registros estarão no banco de dados. Desta forma, se constrói um perfil de suas necessidades e de sua família. E neste mesmo espaço, você poderá acompanhar todos os chamados que fez, o que solicitou e saber ainda como estão os processos de cada solicitação. Assim, você poderá não só acompanhar, mas cobrar e interagir mais com a administração do espaço que escolheu para morar.

Documentar... Você tem a possibilidade de anexar informações para enriquecer ou ilustrar o assunto em questão. Portanto, é possível, fácil e simples enviar fotos, textos ou planilhas. É a comunicação ágil, eficiente, como você sempre buscou. Descubra mais este canal e desfrute da tranquilidade de um serviço feito exclusivamente para quem vive, pensa e mora na Península.


PORTA-RETRATO

Porta-Retrato

D

epois de uma semana de chuva, uma manhã ensolarada para afastar a tristeza que tomou conta do carioca. E nada melhor do que a companhia daqueles que amamos, que somam e fazem a diferença na vida de cada um. A lente do fotógrafo Bruno Leão registrou a sintonia e a amorosidade nos parques, recantos e nas áreas comuns da Península.

Filipe, Fausto, Fernando, Maria Família reunida e feliz: Telma, João moradores do Green Garden Os ves. Este ina Crist e Fernanda ento. curtem os filhos e netos. Doce mom

Há 2 Serg meses m io e A rtu orando Park.r pedalamno Evide n Sinto nia topelo Lag ce, oon tal.

bicicleta, hoje, abriu pela Península de minhar com o seu ar sse pa ora ad e da maior: ca Henrique, qu yal Green. por um prazer ain mão deste prazer po em dia. Pai e filho moram no Ro pa o ar pai e coloc

o i e filh ro, pa car no d e P o Joã para brin e. dre e lf Alexan eitam o diaampo de go v c o r o d ap o d grama

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PORTA-RETRATO

A turminha Juliana. Eles do Style: Rafael, Laur a, fazem uma pausa para Sara, Lívia, Maria Edua o jogo e um a pose para rda e a foto.

la a filha Rafae Marcel e sum ao sabor da sa io descan ente ao préd brisa em fr , o Green Bay. am onde mor

Olívia inocênciae Gustavo: afeto e torn muito ma am o momento is especia l.

dro, João Pe Rafael e empre juntos. s o n e u s eq divertem tro dos p O encon vizinhos que se e s amigo

Leandro Atmosfera, e Leila, moradores do pa Maltine. Umsseiam com Melody e a manhã de liciosa.

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Sergio Lopes é empresário da área de Meio Ambiente, pai de 3 filhos, vice-presidente da ASSAPE e um apaixonado pela Península.

Sergio Lopes Vice-Presidente

Blog da Vice-Presidência

CARONA SOLIDÁRIA: ENQUANTO O ÔNIBUS PARA O CENTRO NÃO VEM... Pequenas atitudes em cadeia podem ajudar a mudar nossa vida e nosso planeta! Você já pensou em pegar carona ou dividir o carro com amigos e vizinhos na ida para o trabalho ou para a academia, para a escola ou para a universidade? Menos carros na rua, menos fumaça e, consequentemente, mais uma atitude que colabora com o meio ambiente, socializa, relaxa e ainda pesa menos no bolso, pois permite que você economize com o combustível e com a manutenção de seu veículo. Mas a atitude de dar carona também nos faz pen-

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sar em outros aspectos como “quem será a pessoa que entrará no meu carro?”, “como pedir carona?”, “será um chato?”, ou ainda “será um fumante?”. No entanto, por outro lado, esta atitude poderá ser o início de uma nova amizade, a descoberta de alguém com pontos em comum, e até a oportunidade de interações profissionais poderá surgir com esta convivência. Provavelmente, você deve estar achando tudo isso improvável, afinal, a imagem que nos surge de imediato é a de nós mesmos em frente ao nosso prédio ou no ponto de carona com o polegar estendido ou segurando uma plaquinha escrito “academia” ou “Centro” (risos). Absolutamente, não


seria esta a melhor solução. Alguns, com certeza, já pensam que na adolescência ou na época de faculdade talvez fossem capazes, mas hoje em dia.... seria uma situação inviável. É justamente para evitar este tipo de pensamento dou de hesitação, que estamos colocando uma ferramenta eletrônica para a “carona solidária” no site da Península. Lá, você poderá preencher seus dados e encontrar dados de pessoas que ofereçam ou busquem carona, que gostariam ou não de ratear as despesas, entre outros. Certamente, dentro da Península, existirão pessoas que frequentem a mesma faculdade, o mesmo colégio, que trabalhem no mesmo local, e este poderá ser um facilitador nestas relações. Quando falamos em carona, alguns logo levantam a “bandeira” de que isto não é solução, ou que é uma solução romântica e amadora. Ledo engano. É uma ferramenta que funciona muito bem em outros lugares e, com certeza, poderá auxiliar também aqui. Alguns já devem estar se perguntando: Por que simplesmente não aumentar o número de ônibus ou colocar o ônibus para o Centro? ESTATUTO SOCIAL Capitulo VIII - Artigo 49 § 1°. O custeio das despesas com o sistema de transporte coletivo dos moradores será suportado por todos os lotes integrantes do empreendimento Península construídos ou não, apenas para o transporte circular, o qual estará incluído nas contribuições ordinárias devidas pelos associados. § 2°. As eventuais despesas com o transporte coletivo de longa distância dos moradores, considerado ponto-a-ponto, será rateada apenas entre os usuários efetivos e na forma de rateio aprovada em assembleia geral pelos associados.

Este é o artigo do nosso estatuto que define o sistema de transporte em nosso condomínio. O transporte para o Centro é fundamental para quem necessita. No trajeto de ida, gasta-se, no mínimo, uma hora e meia e, no trajeto de volta, pode chegar a desgastantes duas horas e meia absolutamente perdidas em um interminável “anda e para”, fazendo com que cheguemos em casa exaustos e irritados muitas das vezes. Podemos falar em dezenas de vantagens do transporte coletivo ao Centro e outras dezenas de desvantagens para quem absolutamente não quer que exista este transporte. Lembre-se de que estas duas formas de pensamento existem no mesmo condomínio e conheço bem algumas pessoas que defendem distintamente cada corrente com entusiasmo e coerência. Estamos buscando soluções efetivas para o transporte ao Centro e sabemos que esta solução passa por diversas variáveis. Porém, não poderá ir de encontro ao Estatuto ou ter um custo que comprometa o orçamento familiar dos usuários. Transporte de massa, defendido pelos especialistas como sendo a grande solução, é um dever do poder público. Mas ficaremos esperando o metrô e as melhorias das linhas de ônibus até quando? Temos que buscar uma solução, mas, acima de tudo, temos um custo para qualquer solução e uma responsabilidade para com todos. Com certeza, a carona não é a solução definitiva, mas enquanto o ônibus para o Centro não vem... Nossa família e o meio ambiente agradecem. Forte abraço a todos, Sergio Lopes

Acesse meu blog: www.osergiolopes.com.br, clique no link Península.

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ESPORTE | ENSAIO FOTOGRÁFICO

“Caminhar é preciso.” E correr também...

A

Península é um convite permanente para a prática de esportes. Os amantes das corridas e caminhadas aproveitam cada manhã ensolarada para manter a forma e apreciar a beleza do lugar.

perde a manhã de ardo e Miguel não Assim a dupla Ric nham...caminham...caminham. sol. Eles cami

o ador d o, morenínsula. ld a n o P ,R ltas na ábado de. Todo sfera, dá 3 voporte é saú s s e Atmo ara ele, o P

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Par propoa Bianca sula rciona Pi, o bem é per , a sensaé fantástic -estar q u trilha feita. Comção é ain o. E sen e a corrid do d sono a ra. E seu mp3 a maior, a na Penín física para da , Bianca nature za , mús r a ica e o ritmo à proveita letrôn a a ica. tividade

Há 2 dia Martin, U s morando no Saint corrida pago Corti, aproveita a ra explo manter a forar a área e rma.


ESPORTE | ENSAIO FOTOGRÁFICO

co vida de Mar faz parte da se A corrida já 6 anos, mas quando a Antônio há ra a Península, há 2, mudou pa rnou-se mais ativa. prática to

Denise não abre mão do Mais do exercíci caminhada que uma obrigação, a o. é um prazer caminha 2 ve , tanto que ela zes ao dia.

O engenh morador eiro Wagner Trind na sua a do Fit, arranja te ade, minutos genda cheia pa mpo de ra 4 de recarrcaminhada. É a h 0 o egar as b aterias. ra

um estímulo Península é A beleza da ra Ana intensificar a to a mais pa espaço favorece mui “O caminhada. ica de exercícios”. a prát

“Caminhar pu você respira rifica o sangue e relaxa é ainda mel . E aqui neste paraíso, , hor!”, moradora dodiz Lusia Oliveira, Aquarela.

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TURISMO | VELHO MUNDO

Roma antiga

Diário de bordo:

tour pelo velho mundo Por Márcia Sanches

E

uropa, destino de muitos viajantes atraídos pela diversidade de sua história, cultura, arte, paisagem, arquitetura, clima, geografia etc. O equilíbrio entre o passado e o presente. No meu sonho de menina, ainda estudante, descobria o velho mundo pelos livros. Sonho que comecei a realizar há alguns anos atrás quando, pela primeira vez, tive a oportunidade e a grande emoção de visitar alguns dos países que conhecia somente através da literatura. E, como era a primeira vez, estava muito feliz, ansiosa e insegura em fazer uma viagem sozinha. Sabendo que poderia ter algumas dúvidas e dificuldades com relação à diversidade de idiomas, optei por fazer uma excursão. Pela segurança e também pela garantia de um guia acompanhante, de guias locais que davam todas as explicações e informações, de transporte etc. Sendo a minha primeira viagem, optei por um roteiro de 30 dias, queria conhecer o maior número de países e de cidades: Paris, Veneza, Florença e Roma, cidades que visitei e não esquecerei jamais. Mas nesta edição, vamos nos ater à capital italiana, é de tirar o fôlego de qualquer um.

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Roma, museu a céu aberto

Roma, cidade que conserva sua grandiosidade e reputação como um dos maiores centros culturais do mundo. Imperdível a arquitetura, a beleza e a história deste lugar. Roma é um lugar onde a cada esquina existe algo de interessante, desde um prédio, uma fonte, passando por igrejas, pórticos, estátuas, até chegar às lojas, cantinas, tratorias e adegas. Visitei a Basílica de São Pedro, o Vaticano, os museus do Vaticano, a Capela Sistina (uma emoção ver os afrescos no teto que foram pintados por Michelangelo), o Coliseu (maior anfiteatro romano, onde aconteciam combates mortais entre gladiadores e animais selvagens), a Piazza di Spagna, a Fontana di Trevi, a Piazza Venezia, o Phanteon, entre outros. Foram momentos de alegria e realização de um sonho, e essa é apenas uma parte da experiência que tive. Continuo viajando, agora escolhendo roteiros menores, que me possibilitem conhecer cada lugar de uma forma mais detalhada, descobrindo o modo de vida, a cultura e trocando experiências.


TURISMO | VELHO MUNDO

Basílica de São Pedro | Basilica di San Pietro é a maior das igrejas do cristianismo e um dos locais cristãos mais visitados. Cobre um área de 23.000 m² e pode receber mais de 60 mil devotos (mais de cem vezes a população do Vaticano). É o edifício com o interior mais proeminente do Vaticano, sendo sua cúpula uma característica dominante do horizonte de Roma. É adornada com 140 estátuas de santos, mártires e anjos. Situada na Praça de São Pedro, sua construção recebeu contribuições de alguns dos maiores artistas da história da humanidade, tais como Bramante, Michelangelo, Rafael e Bernini.

Coliseu, também conhecido como Anfiteatro Flaviano. Localizado no centro de Roma, originalmente, era capaz de abrigar perto de 50 mil pessoas e, com 48 metros de altura, era usado para variados espetáculos. Foi construído a leste do Fórum Romano e demorou entre 8 e 10 anos para ser construído. O Coliseu foi utilizado durante aproximadamente 500 anos. O último registro feito data do século VI da nossa era, bastante depois da queda de Roma em 476. O edifício deixou de ser usado para entretenimento no começo da Idade Média e, mais tarde, foi usado como habitação, oficina, forte, pedreira, sede de ordens religiosas e templo cristão. Embora esteja agora em ruínas devido a terremotos e pilhagens, o Coliseu sempre foi visto como símbolo do Império Romano.

Basílica Santa Maria de Maggiore, também conhecida como Basílica de Nossa Senhora das Neves é uma das basílicas patriarcais de Roma. Foi construída entre 432 e 440, durante o pontificado do Papa Sisto III, é dedicada ao culto de Maria, mãe de Deus, cujo dogma da Divina Maternidade acabara de ser declarado pelo Concílio de Éfeso (431).

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FESTA | PENÍNSULA

Dia das

Mães

Participe da festa no dia 08 de maio, às 9 horas, no Green Park

Vamos juntos comemorar o Dia das Mães.

Com muita alegria iremos brincar, dançar, nos divertir e celebrar este dia tão especial. Fotos de arquivo/Festa do Dia das Mães de 2009 30 REVISTA PENÍNSULA | ABRIL 2010


FESTA | PENÍNSULA

“O amor de mãe por seu filho é diferente de qualquer outra coisa no mundo. Ele não obedece lei ou piedade, ele ousa todas as coisas e extermina sem remorso tudo o que ficar em seu caminho.” Agatha Christie

Fotos de arquivo/Festa do Dia das Mães de 2009 REVISTA PENÍNSULA | ABRIL 2010 31


TRÂNSITO | RESPEITE A VIDA

A vida pede passagem A

excesso de velocidade oferece perigo a todos dentro da Península. E esta campanha vem para ratificar este pensamento, dando orientações e relembrando a todos sobre este perigo.

Dentre os principais fatos relatados pelos moradores, destacamos o excesso de velocidade, pequenos incidentes, além de crianças e adolescentes trafegando em alta velocidade com quadriciclos nas vias de automóveis.

A partir desta conscientização, cria-se um ambiente harmonizado, onde todos podemos viver e conviver ainda mais em paz. A ASSAPE não mede esforços para isso e conta com a colaboração de cada um nesta nova missão.

ASSAPE - Associação Amigos da Península, sempre trabalhando pelo bem estar de todos, lança campanha de conscientização do trânsito, com a intenção de reduzir pequenos acidentes e melhorar o tráfego dentro da Península.

A partir destas constatações, resolvemos lançar esta campanha para conscientização das normas, como o limite de 30km/h, que precisa ser cumprido para prevenir acidentes. Algumas atitudes já foram tomadas como as novas lombadas em locais estratégicos e a reforma das lombadas já existentes. A campanha será composta de: anúncio em nossa revista e site, galhardetes que ficarão temporariamente nos postes, placas de sinalizações nas cancelas e ações “pitstop” em nossos parques. É importante que todos tenham percepção de que o

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ASSUNTO SÉRIO | MANUTENÇÃO PREDIAL

Check-up predial P

elo menos uma vez ao ano, mesmo que não esteja sentindo nenhum sintoma, é aconselhável ir ao médico para verificar se a saúde está em dia, apenas como medida de prevenção. O mesmo pensamento deve-se ter com a nossa casa e com o nosso prédio. De tempos em tempos, temos que chamar um especialista para verificar a infraestrutura do condomínio ou de seu imóvel. Seria como fazer um check-up.

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Fachadas, instalações, encanamento, tudo isso, com o passar do tempo, pode sofrer avarias que não percebemos, e justamente por isso, é de suma importância a visita de um técnico para um olhar mais apurado e sistêmico da edificação. O profissional realiza uma vistoria minuciosa, detectando as condições de conservação e segurança do imóvel. Verificam-se os cômodos e áreas externas, localizando


ASSUNTO SÉRIO | MANUTENÇÃO PREDIAL

possíveis problemas nas instalações elétricas como sobrecarga e má conservação; na parte hidráulica, como pontos de vazamentos e desperdício de água; na estrutura, como trincas e rachaduras em paredes e pilares, apodrecimento de telhado, impermeabilização danificada em áreas molhadas como box, área de serviço e varanda; entre outros. Já nos condomínios, a atenção é voltada para outros pontos graves: infiltrações e corrosão por ferrugem na armadura de ferro de pilares, lajes e vigas; problemas no sistema de combate a incêndio; instalação, aterramento e fixação de para-raios incorretos; quadro de entrada e distribuição de eletricidade; áreas com impermeabilização danificada e vazamentos que encarecem a conta d’água do condomínio. Os dados obtidos pela vistoria qualificam as conformidades e desconformidades encontradas, estabelecendo prioridade de serviços para consertos e análise da gravidade dos problemas. Desta forma, o morador ou responsável é orientado para futuros planos de manutenção, o que torna mais fácil a administração do condomínio e a deliberação de responsabilidades entre os envolvidos. O resultado é a valorização do patrimônio, a conservação das instalações e, sobretudo, a segurança dos condôminos. A finalidade da inspeção predial é a prevenção de acontecimentos futuros. Além disto, é mais econômico, por

exemplo, consertar uma pequena rachadura ou infiltração do que fazê-lo depois que esteja tudo deteriorado. De acordo com a Norma de Inspeção Predial do Instituto Brasileiro de Avaliações e Perícias de Engenharia de São Paulo (IBAPE/SP), a definição de inspeção predial é: “A vistoria da edificação para determinar suas condições técnicas, funcionais e de conservação, visando direcionar o plano de manutenção.” No Rio de Janeiro, a autovistoria dos prédios é obrigatória e prevista na lei estadual nº 1237/2008. A lei consiste na prevenção de problemas estruturais que possam colocar em risco a vida dos moradores e transeuntes. A proposta é conscientizar sobre a importância de fazer vistorias periódicas e a responsabilidade dos especialistas e síndicos. O período para fazer a vistoria depende de alguns fatores como o tamanho, a idade e a complexidade das instalações da edificação verificada pelo técnico. O recomendável para os edifícios mais antigos, acima de 10, 15 anos, é que a inspeção seja anual. Para os prédios mais novos, este tempo pode ser ampliado para 2 ou 3 anos. Portanto, cuide do seu imóvel como você cuida de sua saúde.

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TRÂNSITO | REDUTOR DE VELOCIDADE

Lombada, segurança

para todos

N

a Península, a preocupação com a segurança é permanente, e dentro desde tema, está a segurança no trânsito. Milhares de pessoas circulam por aqui. Há crianças correndo, carrinhos de bebês sendo empurrados, idosos caminhando e atravessando ruas, enfim, uma célula vibrante, gente indo e vindo a todo tempo. Muitas vezes, é preciso trabalhar com rigidez para evitar acidentes, por isso a instalação das lombadas nas avenidas. Muita gente diz que é um mal necessário, mas é mais do que isso. É um controlador poderoso de velocidade e um disciplinador. O limite de velocidade é de 30km/h no espaço da Península. Nesta velocidade, é possível evitar acidentes, e as lombadas lembram, a 36 REVISTA PENÍNSULA | ABRIL 2010

cada instante que é preciso cumprir este limite. A lei diz que as lombadas devem ser sinalizadas com as faixas pintadas na transversal em amarelo, além de placas na vertical, a fim de alertar os motoristas da presença do redutor e, desta forma amenizar quaisquer danos que possam ocasionar aos veículos. Assim, como está na Península. Porém, não são somente os motoristas que devem seguir as orientações do condomínio, pedestres, ciclistas e crianças com carrinhos motorizados devem ter atenção ao transitar pelas ruas da Península. A ordem é para todos. O respeito às leis de trânsito é garantia de vida. E viver, é muito bom.


DECORAÇÃO | MILAN FURNITURE FAIR 2010

Milão o “berço” das

grandes criações Por Antonio Félix

N

este mês de abril, os olhares de profissionais de design de interiores de vários países se concentram no grande acontecimento na magnífica cidade de Milão. É a famosa Feira Internacional de Móveis, referência pra todos os admiradores e profissionais. É lá que as grandes novidades do setor são apresentadas.

sando a ser um divisor de águas entre o ano que passou e o que está começando.

O Brasil, durante a última década, passou a ter um papel importante, com a presença de grandes profissionais de reconhecimento internacional como Sergio Rodrigues e os irmãos Campana nesta feita. Estas participações vêm atraindo arquitetos e designers, principalmente do eixo Rio - São Paulo.

Vale a pena conferir, pois como já disse, acontece uma vez por ano. Esta influência pode ser constatada posteriormente com a chegada das novidades nas grandes lojas de shoppings de decoração, principalmente no sudeste do país.

É, sem dúvidas, um grande acontecimento anual, pas-

A cada ano, a feira surpreende, o setor vive em total ebulição. São três dias para observar, admirar, memorizar, contemplar este momento único que, fatalmente, irá influenciar todos com suas novidades.

Antonio Félix é arquiteto E-mail: a.fneto@ig.com.br


ENTREVISTA DRA. TEREZA CRISTINA RIBEIRO FURTADO

Saúde em casa N

esta edição, a entrevistada é a médica Tereza Cristina Furtado, moradora da Península, homeopata formada em Clínica Geral pela UFRJ, especialista em Medicina Ortomolecular pela Universidade Veiga de Almeida. A médica fala sobre o sério problema que aflige a população mundial, a gripe H1N1 e sobre temas atuais da nossa saúde em geral.

Revista Península: A gripe H1N1 foi, inicialmente, detectada no México no final de março de 2009 e, desde então, se alastrou por diversos países. Desde junho de 2009, a OMS elevou o nível de alerta de pandemia para a fase 6, indicando ampla transmissão em pelo menos 2 continentes . A campanha de vacinação é suficiente para diminuir o aparecimento de novos casos? Quais os cuidados que a população deve ter, já que os casos aumentam nesta época do ano? Dra. Tereza Cristina: O intuito da campanha, como de tantas outras campanhas de vacinação, é de não só 40 REVISTA PENÍNSULA | ABRIL 2010

evitar novos casos, mas tornar brandos os sintomas, no caso de adoecimento provocado pelo vírus. Devemos ficar atentos aos sintomas mais frequentes como febre, cefaleia, tosse, falta de ar e dores no corpo. Também os cuidados básicos como: evitar aglomerações, mantermos os ambientes arejados e cuidarmos de uma boa alimentação, rica em frutas, legumes, verduras, cereais, grãos e proteínas; pois desta forma, estaremos fortalecendo nosso sistema imunológico.


ENTREVISTA DRA. TEREZA CRISTINA RIBEIRO FURTADO

Revista Península: Recentemente, o Rio de Janeiro passou por uma grande enchente. As chuvas fizeram diversas vítimas em todo o estado. Quais os cuidados que a população deve ter com as ruas alagadas? E que doenças são mais frequentes por causa da água contaminada? Dra. Tereza Cristina: Infelizmente temos testemunhado verdadeiras tragédias. O contato com águas possivelmente contaminadas pode levar a doenças de pele e a outras de origem bacteriana como leptospirose (transmitida pela urina de roedores) ou de origem viral como a hepatite A (transmitida por ingestão de água contaminada). Temos que primar pelo bom senso e alertar aqueles que tiveram o infortúnio deste contato para ficarem atentos aos sintomas de febre, dores no corpo, náuseas e/ou vômitos e procurarem imediatamente auxílio médico nestes casos. Revista Península: Em recente pesquisa divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), parte do suplemento de Saúde da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) 2008, a doença crônica mais apontada por médicos ou profissionais de saúde, em 2008, foi a hipertensão. Qual a principal causa da doença e quais são as suas consequências? Dra. Tereza Cristina: A hipertensão arterial sistêmica é uma condição clínica de natureza multifatorial que, apesar dos avanços do conhecimento científico, 90 a 95% dos casos têm etiologia não esclarecida. Alguns fatores como hereditariedade, meio ambiente, maus hábitos de vida, hábitos alimentares inadequados, ansiedade e estresse podem modificar (aumentar) os níveis pressóricos do indivíduo. Os casos crônicos podem evoluir para lesões renais, lesões de retina, aneurismas, acidente vascular cerebral e sobrecarga cardíaca. Como se trata de uma patologia multifatorial, todos os fatores envolvidos devem ser considerados, e alguns casos ainda necessitam de medicação e de acompanhamento especializado. Revista Península: A hipertensão tem cura? Como evitá-la? Dra. Tereza Cristina: Como dito acima, manter um comportamento saudável com alimentação balanceada e práticas regulares de exercícios físicos, além de seguir as recomendações médicas, são fundamentais para o sucesso do tratamento.

Revista Península: Quais doenças são consideradas como resultado da modernidade? Dra. Tereza Cristina: A pior de todas é a ignorância, pois enquanto estivermos de olhos fechados para o desrespeito à natureza e aos seres vivos que com ela interagem, seremos vítimas de doenças do corpo e da alma. Revista Península: O sedentarismo é o mal do século? Dra. Tereza Cristina: Como posso considerar sedentarismo como o mal do século, se estou diante de tantos outros males que assolam a humanidade: AIDS, uso e abuso de drogas, miséria, injustiças sociais e tantos outros males aos quais não podemos estar alheios. Revista Península: A senhora é especialista em Medicina Ortomolecular. Recentemente, um programa de televisão de muita audiência falou que, nesta área, há muito charlatão e entrevistou diversos médicos sobre o tema. De que maneira a senhora vê esta repercussão? Como separar o joio do trigo? Dra. Tereza Cristina: Sempre devemos ter o máximo de cautela ao procurarmos um profissional de saúde. Alguns dos profissionais que foram entrevistados pelo programa de TV nem médicos eram!! Alguns eram “terapeutas”. Para clinicar com ortomolecular, é necessário possuir registro no Conselho Regional de Medicina, portanto, é necessário SER MÉDICO. Além disto, como são exigidos conhecimentos numa área muito específica da medicina, existem cursos de especialização e de pós-graduação que capacitam o médico a atuar com seriedade. Procurar um bom profissional pode ser uma tarefa mais simples se tivermos uma boa indicação de algum amigo ou parente. Revista Península: A vida de médica é corrida, estafante, é lidar diariamente com o sofrimento alheio. Morar na Península facilita o relaxamento? É onde recarrega as baterias para o trabalho? Dra. Tereza Cristina: A Península é o lugar para o bem-viver. Revista Península: Do que mais gosta na Península? Dra. Tereza Cristina: Da possibilidade de ter qualidade de vida.

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