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Ano I - Nº 8 - fevereiro de 2010

Revista

www.peninsulanet.com.br

este exemplar é seu

Búzios

O balneário mais charmoso do Brasil

Eri Johnson

Humor e irreverência

Campanha dos gatos

Controle de natalidade

Carnaval Península

Um show de alegria


EDITORIAL E EXPEDIENTE

Presidente Carlos Felipe Andrade de Carvalho Vice-Presidente Sergio Lopes Gerente Administrativo/Financeiro Jorge Leone Gerente de Relacionamento Claudia Capitulino www.peninsulanet.com.br revistapeninsula@peninsulanet.com.br 21 3325-0342 Revista Península é uma publicação

Diretor Executivo Paulo Roberto de Mesquita

Editorial

Diretora Administrativa Rebeca Maia

C

orrer, pedalar, caminhar, jogar bola, brincar, desenhar, navegar, dançar, desfilar. A oitava edição da Península chega leve e energética, em sintonia total com o verão e exalando vitalidade, alegria, descontração e alto astral. Este espírito livre que a natureza nos oferece contagia cada adulto, jovem e criança que aqui mora e nos leva a partilhar com o próximo esse espaço mágico, projetado e mantido para gerar qualidade de vida para todos nós e para nossa família. O verde mais lindo, o ar mais puro, a natureza sagrada e a mão do homem cuidando, mantendo, ajudando a renovar a extensão do seu lar, o quintal de todos. Esta é a Península, a sua casa, a casa de muitos, o espaço para você correr, pedalar, jogar, dançar, cantar, brincar, plantar, fazer o que a sua imaginação mandar... com alegria, respeito e em comunhão com a fauna e a flora desse lugar.

Diretor Comercial Marcio Ayres Comercial Victor Bakker | victor@utilcd.com.br Editora Responsável Tereza Dalmacio | terezadalmacio@utilcd.com.br Estagiária Debora Rolim Colaboradores Cidinha Fernandes Marcella Castro Fotografia Bruno Leão Revisão Giselle Martins Diretora de Arte Tati Piqué | tatipique@utilcd.com.br Rua Jornalista Ricardo Marinho, 360 / sala 243 Barra da Tijuca-RJ contato@utilcd.com.br utilcomunicacao.blogspot.com (21) 3471-6799 | 7898-7623

ASSAPE

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SUMÁRIO

Sumário

34

24 08 – Colônia de Férias 12 – Passeio Ciclístico 14 – Saúde em Casa | Acidentes Domésticos 20 – É de Casa 22 – Ensaio Esportivo 24 – Carnaval 27 – Curiosidade | Marchinhas 28 – Turismo | Búzios 30 – Cantinho do Morador 32 – Saúde e Sabor | Azeite 34 – Meio Ambiente | Controle de Gatos 40 - Caminhada

4 REVISTA PENÍNSULA | FEVEREIRO 2010

08


ARMAZÉM

V

ocê sabia que, mais de 500 anos depois do descobrimento do Brasil, a mais antiga das práticas comerciais, o escambo, ganha força novamente no mercado? Segundo o International Reciprocal Trade Association (IRTA), a troca de produtos e serviços movimenta, informalmente, quase 800 milhões de dólares por ano no país. E nós vamos aumentar, mesmo que timidamente, essa cifra. Este espaço aqui é o seu Armazém, para venda ou troca de objetos entre os moradores da Península e também para os parceiros que prestam serviços aqui.

Armazém

Vamos funcionar como um pequeno classificado. Anuncie o seu produto. Faça um bom negócio sem sair de casa. Mais informações pelo telefone 3325-0342 ou pelo e-mail revistapeninsula@peninsulanet.com.br.

Quer aprender inglês sem sair da Península? Déborah Grossman é formada em Inglês/ Português pela Universidade de São Paulo (USP) e possui especialização em Tradução. Oferece aulas para todos os níveis, reforço escolar e traduções. A professora é moradora do Atmosfera. Mais informações pelos telefones 3503-1560 / 8133-3362 ou pelo e-mail madevata@uol.com.br.

Aula de francês na sua casa Vera Stassen, moradora do Fit, formada em Letras pela UERJ, morou na França por mais de 2 décadas e, hoje, de volta ao Brasil definitivamente, ensina a língua de Molière para todos os níveis, além de dar aulas de conversação e de reforço escolar. Ela oferece também os serviços de tradução e de versão. Os interessados podem ligar para os telefones 3594-2934 ou 7712-6655 ou escrever para o e-mail verastassen@gmail.com.

Curso de artesanato Soraia Vieira, arte-educadora, moradora do Fit, ministra aulas de mosaico, modelagem em papel e cartonagem há 12 anos. As aulas são na própria casa do aluno, uma vez por semana, com 1h30 de duração. Os interessados devem ligar para 9845-9238 ou enviar e-mail para querocor@ig.com.br.

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SALA DE ESTAR E TELEFONES ÚTEIS

Sala de estar revistapeninsula@peninsulanet.com.br

A

Revista Península é um veículo de comunicação criado para você, morador, e por isso mesmo, é fundamental a sua participação para o sucesso deste lançamento.

Telefones úteis

Sugira temas, nos envie sugestão de pautas, mande a foto que quer ver publicada. Participe, interaja, escreva pra gente. Essa sala de estar é para receber você e saber o que gostaria de encontrar na sua Revista Península. Aponte o tema, e nós vamos buscar as informações que você deseja. Até o próximo encontro, e sempre com a sua participação.

ABAM: 2232-4580

Folha Dirigida: 0800-055 4849

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Aeroporto de Jacarepaguá: 3325-2833

Polícia Civil: 3399-3217

Aeroporto Santos Dumont: 0800-244646

Polícia Federal: 2291-2142

Água e Esgoto: 0800-282 1195

Polícia Militar do Rio de Janeiro: 190

Ambulância – Serviço de Remoção de Doentes: 192 Bombeiros (CBMERJ): 193

Polícia Rodoviária Estadual: 3399-4857

CEG: 0800-24 7766

2625-1530

CET-Rio: 2508-5500 Correios: 0800-570 0100

Receita Federal: 055-78300-78300

Defesa Civil do Município do Rio de Janeiro: 199

Telefonia Fixa - Oi: 103 31

DETRAN – Atendimento ao Cliente: 3460-4042

Telefonia Fixa - Livre (Embratel): 103 21

DETRAN – Disque Habilitação: 3460-4041

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DETRAN – Disque Vistoria: 3460-4040

TV por Assinatura – NET: 4004-8844

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TV por Assinatura – SKY: 4004-2884 TV por Assinatura – TVA: 2223-6399

Enfoque – Dite sobre finanças, cotações entre outros: (11) 3957-5800

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TV por Assinatura – VIA Embratel: 106 99


PONTO DE VISTA

Ah!

Fala Sério! Por Cidinha Fernandes

F

alar a sério requer a disposição de parar, respirar fundo, sair da superfície e, gradativamente, acessar o mais íntimo do nosso ser. E aí, nos deparamos com nossos medos, dúvidas, fragilidades e dificuldades. Porque alegria, satisfação, vitórias e conquistas, ninguém esconde. Só que a vida não é só isto, é isto também.

manifesta, a reconhecer e permitir os sentimentos que afloram em nós.

E como falar de nós mesmos, do ser integral que somos, sem retirar os véus da aparência, da falsa imagem, da frágil segurança e estabilidade que tanto nos esforçamos para demonstrar? Ao nos desnudarmos, estamos correndo riscos, o que significa que, depois disso, nada será como antes.

A congruência entre o pensar, sentir e agir leva-nos ao estado de saúde físico e emocional, pois não há como separar mente e corpo.

Falar a sério nos leva a uma autoanálise crítica, a prestar atenção aos sintomas que o nosso corpo

A partir daí, poderemos mobilizar as energias para a transformação, para as mudanças necessárias que vão tornar a nossa existência tão mais leve, quanto mais autêntica for.

E a proposta da psicoterapia é ajudar quem quer mesmo “falar a sério”. Cidinha Fernandes, moradora da Península, é terapeuta, possui especialização em Clínica Psicológica na abordagem da Gestalt-Terapia, utilizando método fenomenológico e técnicas vivenciais.


ATIVIDADE | COLÔNIA DE FÉRIAS

A alegria da meninada A

terceira colônia de férias do Matoso agitou as férias da meninada. No período de 11 a 29 de janeiro, cerca de 100 crianças com idades entre 4 e 12 anos pularam, brincaram e pintaram por toda a Península.

A diversão foi garantida: tênis, futebol, atividades lúdicas, artísticas e manuais. Passeios ao Jardim Botânico, ao Museu Aeroespacial e ao Bosque da Barra, além de concurso de fantasias, dia da reciclagem e trilha com piquenique coloriram as férias desses pequenos. E, para aliviar o calor... ufaaaa... muito banho de mangueira! No encerramento, no último dia 29, confraternização e muito mais diversão.

As princesas Carolina, Mariana e Isa e do que mais gostaram?bella se divertiram na colônia de férias Do banho de mangueira .

rregar as baterias.

Pausa para o lanche. Hora de reca

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ATIVIDADE | COLÔNIA DE FÉRIAS

da nas atividades vessuras ou s patricinhas de tra s na , do ra “a fu o de , seja no papo beram o títul Sempre juntasrias, essas meninas rece ula”. Lindas de viver! fé ns ní de Pe a da colôni Beverly Hills

O banho de man Um refrescogueira era o mais es pera para o calo r de 40°. do.

cas, ua e Carlos Lunce. la aventura, Josh a um or nh ad ne e e qu rd o pe A dupla de cima e nã observa tudo

E no fin

al... ale

gria... a

legria e

diversã

o!

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Sergio Lopes é empresário da área de Meio Ambiente, pai de 3 filhos, vice-presidente da ASSAPE e um apaixonado pela Península.

Sergio Lopes Vice-Presidente

Blog da Vice-Presidência

DIVIDINDO ALEGRIAS A oitava edição da Revista Península retrata bem a energia, o alto astral e o trabalho da Associação Amigos da Península nos quesitos integração, fraternidade e confraternização entre os moradores. Atividades infantis, esportivas e festivas estampam a alegria das famílias que aqui vivem. Este porta-retrato gigante está em total sintonia com a essência do projeto Península: gerar qualidade de vida em todos os seus aspectos. A interação homem e meio ambiente, nesta forma de respeito e cuidado, é o melhor retorno para todos que colaboram, idealizam, promovem e trabalham na logística da ASSAPE. É preciso fazer acontecer, esse é o nosso lema. É preciso fazer acontecer com sustentabilidade. É preciso fazer acontecer em sintonia com você, morador. Dia a dia, pensamos na segurança, no transporte, no meio ambiente, nas festividades, em soluções para os problemas que surgem; enfim, 24 horas, de domingo a domingo, 365 dias por ano, do faxineiro ao presidente, todos sintonizados em aten-

der e manter a Península como um polo de qualidade e excelência de serviços. Acreditamos em dividir tarefas e responsabilidades. Acreditamos no trabalho em equipe e na transparência. Acreditamos em nossa parceria. Sabemos também que há muito que fazer, que resolver, que solucionar, mas sentimos que percorremos o caminho certo, que estamos cercados de pessoas como você, que torce sempre pelo melhor possível. A administração participativa, esse modelo que empregamos, nos faz corresponsáveis, nos faz vibrar, trabalhar, torcer, criar, produzir com mais determinação e comprometimento. Voltando à nossa edição, esta alegria estampada em tantos é nossa maior recompensa pelo trabalho feito. Estamos juntos para as festas e para os problemas. E sempre com essa energia transformadora, do bem, do bom, da multiplicação de ideias de ações. Forte abraço.

Acesse meu blog: www.osergiolopes.com.br, clique no link Península.

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PORTA-RETRATO | ESPECIAL CICLISMO

Pedalar é preciso.... A

r puro. Verde por todo lado. E alegria no coração. Assim foi o Passeio Ciclístico na Península no feriado de São Sebastião. Famílias inteiras pedalaram e se divertiram em mais este evento promovido pela ASSAPE.

Mãe e filha . Amigas. atividades Companheiras. Georg da Penínsu la, sempre ia e Elen participam de assim, junt as e felizes todas as . o mante d to, um ajá demonss u g u A o Luis riela, O médice sua filha Gab ixe, peixinho é. , e esporte que filha de p trando

As amigas inseparáveis Isabelle, Camila e Nathalia adoraram desbravar as ruas da Península em cima de duas rodas. É sempre diversão garantida, afirmam as meninas.

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PORTA-RETRATO | ESPECIAL CICLISMO

“Andar de bicicleta é sentir a brisa no rosto, vencer obstáculos, é a sensação de bem-estar, de interação com os amigos e de contato com a natureza.”

aéo

atividade físic ostrou que a a, galera! m e to en ev Até a próxim participou do A turma que de barato na Península. gran

o O nome dele é disposição e . sobrenome saúde e energiade Assim é a vida do professornão educação física Walter, que para nunca.

Natha lia com , que es ganha as amigastava passea d levou ora do Pa , foi a gran ndo uma b s d ike no seio Ciclístice vinha pra ca o e sa.

O Passe foi um e io Ciclístico fo exercen ncontro de gei mais que uma ra do o dir eito má ções. Pais, filhatividade físic a ximo de o levar a s, netos, amig numa manhã de vida com os amor e , famílias inteir sol, muita q a ualidad s, e.

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SAÚDE EM CASA | ARTIGO DR. MARCO DAIHA

Acidentes domésticos

N

esta edição, a coluna Saúde em Casa publica o artigo do cirurgião pediátrico Marco Daiha, morador do Quintas. O tema é de interesse da grande maioria das famílias: acidentes domésticos com crianças.

E

m nossa imaginação, para os filhos, os pais são perfeitos e estão acima de qualquer “lei”. Mesmo assim, o filho - também “perfeito”- pode sofrer um acidente totalmente evitável, por isso, é importante avaliarmos a eficácia dos itens de segurança para esses pequenos tesouros em nossas casas.

Convivendo com a culpa Após o acidente de um filho, a culpa dos pais é normal e intensa nas primeiras horas. Em certas situações, podem durar anos ou a vida toda. Muitas vezes, a culpa se dá pela ausência dos pais no momento do acidente, mas esse sentimento se dissipa rapidamente com a forte presença deles no momento do atendimento médico e durante a recuperação da criança.

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Os acidentes dentro de casa Entre os acidentes mais comuns, estão as quedas. Em casa, devemos seguir as orientações para com as crianças semelhantes àquelas reservadas aos idosos: os tapetes devem ter tiras emborrachadas antiderrapantes e as escadas devem ter redes ou grades nas laterais que impeçam a passagem da criança. Estas redes de segurança são muito úteis, apesar de muitos pensarem que só podem ser instaladas em janelas, sua facilidade de instalação dá margem à criatividade. Devemos evitar os pisos molhados e, em caso de reforma, atentar para os pisos com muitas saliências, pois facilitam os tropeços e, comumente, causam cortes em cabeça e membros. Quando a criança começa a andar, os riscos aumentam muito. São extremamente comuns os traumatismos da cabeça em quinas e mesas. Nestes casos, não existe


SAÚDE EM CASA | ARTIGO DR. MARCO DAIHA

nada melhor para prevenir do que a supervisão direta, mas a utilização de protetores de silicone para quinas de móveis pode minimizar esse risco e, por serem adesivos, não estragam as superfícies onde serão colados. Queimaduras elétricas também são comuns e as consequências podem ser drásticas, como a amputação desde as falanges dos dedos até as mãos, além do risco de parada cardiorrespiratória. Felizmente, a quantidade de dispositivos para ocluir as tomadas disponíveis no mercado é muito grande e o preço atende até as camadas de renda mais baixa. A normatização de plugues e conexões elétricas mudou para melhor, os novos dispositivos impedem a criança de tocar na parte desencapada do plugue. Mas ainda levará tempo para estar disponível em todos os lares. Fios desencapados também são problemáticos, pois as crianças são muito curiosas. Ao colocar a mão em um fio desencapado, a descarga elétrica faz com que a mão se feche “em garra”, contraindo a musculatura e perpetuando o tempo de descarga até a intervenção de um adulto e, consequentemente, a interrupção do circuito elétrico.

Outras duas situações relacionadas às queimaduras merecem destaque. A primeira é o acidente com ferro elétrico e a segunda é o contato das mãos com o forno quente. As crianças pequenas e, principalmente, os bebês, ao contrário dos adultos, ainda não têm desenvolvido o reflexo involuntário de retirar a parte do corpo quando este se encontra em contato com superfície quente. A criança chora, mas não tira a mão da fonte de calor, piorando cada vez mais a queimadura. Para prevenir estas lesões, os ferros elétricos devem ser guardados em locais altos e bem fixos, fora do alcance de crianças. Quem nunca viu um ferro quente sendo colocado para esfriar no chão? Mas existem no mercado suportes próprios e decorados com essa finalidade. Quanto ao forno quente, a medida mais eficaz são os portões de grades que se adaptam às portas, impedindo a sua abertura. Mas a criatividade ganha espaço com o uso de anteparos na frente do forno, como caixas de papelão ou bancos que possam obstruir a passagem dos pequenos. Modelos modernos de cozinhas planejadas utilizam o estilo de “cooktop”, onde o forno fica desvinculado dos queimadores e pode ser instaREVISTA PENÍNSULA | FEVEREIRO 2010 15


A falta de equipamento de segurança é risco constante.

SAÚDE EM CASA | ARTIGO DR. MARCO DAIHA

não percebe seus limites nem os riscos de um mergulho mais fundo ou de uma distância maior que sua capacidade. A melhor forma de prevenção é o monitoramento e a visualização direta com orientação em 100% do tempo. As boias de braço são muito úteis para os menores, mas podem escorregar facilmente. Os coletes são mais seguros, mas a criança perde mobilidade e se defende menos de outros agentes. A colocação de redes de proteção e portões que limitem o acesso à área da piscina também são excelentes instrumentos de proteção. É importante ressaltar que crianças até 5 anos que já saibam nadar ainda necessitam de vigilância permanente.

Acidentes nos ambientes fora de casa Equipamentos de segurança para a prática de esportes radicais como capacetes, joelheiras, cotoveleiras, protetores bucais são absolutamente necessários, principalmente para o skate e para o ciclismo. Várias casas de festas infantis oferecem brincadeiras como tirolesas, escaladas ou arvorismo. Comumente os monitores são adolescentes, e o uso dos equipamentos de segurança nem sempre é adequado. Antes de deixar seu filho entrar na fila de um entretenimento deste porte, verifique a segurança e se o monitor está adequadamente familiarizado com o equipamento e usando-o de maneira correta.

lado sobre uma bancada ou em um móvel mais alto. O fogão também se torna perigoso durante a fervura de água ou com panelas ou frigideiras contendo óleo quente. Deve-se utilizar mais frequentemente as bocas traseiras, e os cabos das panelas devem estar sempre virados para o centro do fogão. É fundamental transmitir essas informações às empregadas domésticas e babás. Uma boa dica é deixar lembretes, de forma amigável, para que estejam sempre atentas.

O perigo também está nas áreas externas

Para tranquilizar os pais que possuem piscina em casa, a prática da natação deve ser estimulada nos primeiros anos de vida, mas isso não é tudo. A criança 16 REVISTA PENÍNSULA | FEVEREIRO 2010

Cada vez mais, são lançados novos jogos infantis para festas, mas um deles merece destaque pela popularidade: o “futebol de sabão”. Um brinquedo inflável que simula uma quadra de futebol, utilizando água e sabão em pó, onde as crianças se lançam num futebol escorregadio e que propicia as mais variadas contusões e fraturas, sem contar a abrasividade do sabão em pó, que provoca queimaduras de primeiro e segundo graus e reações cutâneas após longo tempo de exposição. Outro brinquedo perigoso está presente em alguns shoppings do Rio de Janeiro, e consiste em uma bola de plástico inflada com vento quente, dentro da qual a criança é colocada e, em seguida, a bola é lançada em uma piscina com bordas de encanamento de ferro. As crianças ficam correndo dentro das bolas (como ratos de laboratório) e, numa eventual queda, podem bater suas cabeças nas bordas, além do risco de síncope (desmaio) por falta de oxigenação adequada no interior da bola. Esse brinquedo foi amplamente utilizado nas férias do meio do ano de 2009, em pleno auge das contaminações por gripe H1N1. O objetivo desse artigo não é apavorar os pais, mas alertá-los quanto aos riscos nem sempre perceptíveis. Lembrem-se: ¨O melhor remédio para os acidentes do lar com crianças é a prevenção e a observação constante dos filhos. ¨


INFORME ASSAPE

Saiba mais ento ionam c n u f o de às Horári PE – 8h A a S t x S e A s a da echa gunda iação não f ene s e D oc cionam A ass 19h ( lmoço, o fun rário deso a para o errupto no h t in dos to é in e feria cima). crito a s, domingos ias, a aso sd Sábad 19h (Neste 2h30 às s à a d s1 – 8h fecha o) o ã ç ia soc lmoç ara o a 14h p

Passa p Os pr orte / tran ocedi ment sporte (ôn os pa i ra sol bus e bals Morad icitar a or - Ca a cart ) dastro e i rinha na AS do tra Funci SAPE nspor onário . Leva te são com d r 2 fot domé : st os 3x a 4 colo 3x4 c dos do fu ico de mor ridas n olorid a e atua as e a cionário e dor - Fich a de is. assin tuais. cadas ada p As ca tro pr elo m rteirin e orado ha Carte r. Lev enchida irinha s são conf a r 2 fo ec s solic do dia tos itadas cionadas d s e segu Carte eguinte; até as irinha n 12h s d s 17h d ão en a a sexta: o dia solicitadas tregu s es a p Carte eguin após iri artir d te as 12 as 12 a par nhas solic ; h s ã tir da i o h t a e d ntreg as se s 12h ues a xta-fe . i ra são partir Caso entre das o gues ciona morador n a ou segun u da-fei sema ma carteir funcioná ra rio nã na. O inha p o ten prazo mo da rovisó h p a ri a carte irinha ra confec a sem foto foto, a AS ção d S defini a cart , com a va APE conf tiva. eclidade eirinh a prov d isória e uma éom es-

Reservas quadras de As reservas das areia, de de tênis, de vôlei po m de futedespor to, do ca ues, devem bol e dos quiosq s do site vé ser feitas atra t.c om .b r, ne w w w.p en in su la ser caso is bastando para dastrado. campo e os As quadras, o m ser utilizaquiosques pode dos até as 22h.

Novi d Está ades no t f ônib unciona ranspor te us q n CION ue a do na P t Á e e nín R nd IO nos dois S, no h e MORA sula um sent D o m idos rário d ORES E icroCIRC as 6 , faz FU end U o o t h às 2 NRua LAR - s 3h, raje a d to: Av. d as Bau ída - Po h r o t í dás s Flam neas | aria de b | Serv Av. do oyants Rua da Serviço s Fla s | iço. mbo Rua do Acácias | yant s Ja | Esse s| Por t caranô n ibus aria cheg de é a lizaç da ao P impor t a ão d í n e te p r da aces a sar a Balsa, Peníns ara fac ilit fic ul Aven ida d a mais a. Com ar a a fá as A mér cil e rá utiicas pido .

REVISTA PENÍNSULA | FEVEREIRO 2010 17


CONSELHEIRO COMUNITÁRIO | ENTREVISTA MARCELLA CASTRO

Conselheiro

Comunitário

D

amos sequência à apresentação dos conselheiros comunitários da ASSAPE – Associação Amigos da Península. Nesta edição, é a vez da senhora Marcella Castro, advogada, gestora ambiental, casada e moradora do Excellence.

Revista Península: Como conheceu a Península? Marcella Castro: Não sou do Rio, nasci e morei em Goiânia até os 28 anos. Tive uma infância muito bacana e sempre tive muito contato com a natureza. Quando me mudei para o Rio, fui morar em Ipanema, mas quando me casei, queria morar num apartamento com cara de casa. Comecei, então, a procurar um apartamento com o conceito de loft. Nesta busca, conheci o Excellence que, em seu projeto original, era um condomínio de lofts. Foi aí que conheci a Península e, ao chegar aqui, me senti em casa, fiquei muito feliz de encontrar um paraíso desses dentro do Rio. O projeto do meu condomínio foi alterado e não mais seria um empreendimento de lofts, mas a essa altura, eu já estava 18 REVISTA PENÍNSULA | FEVEREIRO 2010

completamente apaixonada pela Península e mandei tirar as paredes do meu apartamento. Revista Península: Por que veio morar na Península? Marcella Castro: Como disse anteriormente, por me sentir em casa. Por poder caminhar por essa trilha e estar totalmente desconectada do caos urbano. Por poder ver as corujas, os quero-queros e os passarinhos. E por último, por ter a esperança de que um dia eu possa ver essa lagoa despoluída, com muitas pequeninas embarcações a vela e crianças se divertindo. Revista Península: O que destacaria de melhor na Península? Marcella Castro: A sensação de estar numa cidade pe-


CONSELHEIRO COMUNITÁRIO | ENTREVISTA MARCELLA CASTRO

quena que vai ficar melhor a cada dia, mas que vai continuar sendo o que é. Um lugar que pode ser cuidado por aqueles que o amam e vivem aqui. Aqui, tenho a impressão de que o mundo é menos individualista. Revista Península: Quando e como se tornou conselheira comunitária? Marcella Castro: Sempre me envolvi com o dia-a-dia da Península, mesmo antes do meu apartamento ser entregue. Conversava muito sobre minhas opiniões com a síndica do meu condomínio, a Célia, que sempre me deu a maior força e me convidou para participar das reuniões que antecederam a transição da administração para a ASSAPE. Acompanhamos tudo e, com a criação do Conselho Comunitário, a Célia me indicou como representante do Excellence. Revista Península: Quais são as funções do conselheiro comunitário? Marcella Castro: O Conselho Comunitário é um órgão de deliberação colegiada sobre normas gerais e diretrizes relativas à gestão da ASSAPE. Nossa função é zelar para que sejam alcançados os objetivos sociais elencados no Estatuto Social da Associação. Revista Península: Como é a relação do conselheiro comunitário com os moradores?

Marcella Castro: Os conselheiros comunitários são representantes dos condomínios, ou seja, nós representamos os proprietários e moradores. É uma relação de muita responsabilidade, pois devemos estar atentos aos interesses da associação e de seus associados, para que sejam sempre respeitados. Revista Península: Qual a sua opinião sobre a administração da ASSAPE? Marcella Castro: A ASSAPE faz um trabalho muito bom. Sempre digo que estamos numa pequena cidade, na qual a ASSAPE é nossa “prefeitura”. É um trabalho muito difícil, estou sempre presente e convivo com os problemas que aparecem a todo o momento, afinal, seremos cerca de 20 mil habitantes vivendo e convivendo aqui num futuro muito próximo. Revista Península: Como os moradores poderiam participar mais da vida da Península, contribuindo com sua administração? Marcella Castro: É só ter em mente que nós nos autoadministramos, somos uma associação e não devemos ficar esperando que as coisas aconteçam. Somos responsáveis por nosso bem-estar e pelo aprimoramento de todas as benfeitorias que quisermos programar aqui. Para que a Península dê certo, temos que cuidar dela como nossa casa e lembrar que isso é um privilégio.


É DE CASA | ENTREVISTA ERI JOHNSON

Eri Johnson: humor e irreverência

N

este espaço, você vai sempre encontrar uma cara conhecida. Pode ser o seu vizinho, alguém que tenha um trabalho relevante, que se destaque em sua atividade e que resida aqui na Península. E na oitava edição, vamos conversar com o Eri Johnson, um grande ator com quase 30 anos de carreira e muita história para contar.

A

década de 80 trouxe muita coisa boa: a Constituição Brasileira, o Rock in Rio, atores jovens, irreverentes e talentosos. Entre eles, o mágico Eri Johnson, que chegou e mostrou a que veio. E nesse balaio, trabalhos marcantes como na novela “Hipertensão”, o inesquecível Lulu de “Barriga de Aluguel”, Adilson Gaivota de “Explode Coração”, Ligeirinho de “O Clone’ e Valdomiro de “América”. No cinema, no teatro ou na TV, Eri empresta o seu talento à dramaturgia brasileira e, com seus personagens divertidos, faz o brasileiro mais feliz. Revista Península: Em que momento você percebeu que queria ser ator? Eri Johnson: No momento em que nasci. Revista Península: Como foi essa decisão para a família? Eri Johnson: Foi maravilhosa, eles sempre apoiaram. Revista Península: É verdade que você já pensou em

20 REVISTA PENÍNSULA | FEVEREIRO 2010

ser palhaço de circo? Eri Johnson: Sim, é verdade. E ainda acredito que um dia posso vir a ser! Revista Península: Quem foi o grande incentivador da sua carreira? Eri Johnson: Muita gente. Minha família, meus amigos, mas, principalmente, DEUS. Revista Península: Qual foi o maior desafio da sua carreira? Eri Johnson: Essa carreira é feita, até hoje, de grandes desafios. O próximo trabalho será mais um. Revista Península: Você está em cartaz no Teatro dos Grandes Atores, aqui na Barra, com a peça “Eri pinta Johnson borda”, onde abre o seu baú e coloca o público no túnel do tempo, relembrando quase 3 décadas de trabalho na televisão brasileira. São 75 minutos de gargalhada. Feliz com esse sucesso? Eri Johnson: Feliz, principalmente, por poder mostrar


É DE CASA | ENTREVISTA ERI JOHNSON

ao público que a comédia pode ser feita com qualidade e naturalidade. Revista Península: Como foi a elaboração desse trabalho, o ponto de partida? Eri Johnson: Pesquisando e observando. Senti uma necessidade de o público me conhecer como meus amigos me conhecem. Apesar de não ser uma autobiografia, em determinados momentos, eu falo de mim e da importância da minha família. Revista Península: A comédia é a sua praia? Eri Johnson: Se a comédia não for minha praia, eu sou a praia dela. (risos) Revista Península: Na mídia, sempre aparecem notinhas falando sobre sua vida pessoal, que está namorando fulana ou sicrana. Revele pra gente, está casado, apaixonado ou solteiríssimo? Eri Johnson: Estou livre e feliz. Revista Península: Samba, suor e futebol, verdadeiros prazeres da multidão. Tudo isso é a cara do Rio, a sua cara. Como um carioca típico, fale pra gente desta paixão. Eri Johnson: Sou carioca, e o carioca é, naturalmente, feliz. Se eu não fosse carioca, ainda assim, seria feliz,

pois faço aquilo que amo. Revista Península: O que mexe com você, que toca mais fundo, que sacode a sua alma? Eri Johnson: Quando penso nos meus pais e no meu irmão. Enfim, nas pessoas que eu amo e com quem não consigo mais encontrar pessoalmente. Revista Península: Como você conheceu a Península e como é morar nesse espaço onde o verde é a grande moldura? Eri Johnson: Não me lembro como conheci, mas gosto muito de morar nesse lugar paradisíaco. Revista Península: Para finalizar, deixe um recado para o nosso leitor. Eri Johnson: RIR É MUITO BOM. COM QUALIDADE, É MELHOR AINDA. “ERI PINTA JOHNSON BORDA” ESPERA POR VOCÊS. Teatro dos Grandes Atores “Eri pinta Johnson borda” Quintas, sextas e sábados | 21h Domingo | 20h

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ESPORTE | ENSAIO FOTOGRÁFICO

Vôlei

“Não importa o tamanho do seu talento se você é incapaz de fazer parte de um grupo, de uma comunidade, e se dá mais importância ao ‘eu’ do que ao ‘nós’.” Bernardinho

A

frase acima é inspiradora e traduz bem o espírito desse jogo. Assim o maior técnico de vôlei de todos os tempos define bem o espírito de união dessa turma que salta, corre e levanta areia todas as quartas-feiras na Península. Aqui, ninguém esquenta banco, seja em grupo ou em dupla, o bate-bola rola até a hora em que acabar a energia. Mas é claro que a amizade dessa turma cheia de saúde não fica restrita às linhas da quadra, ela se estende aos churrascos e às festas de confraternização.

tá Aline es Galileu elo esporte la p u d o pe ia da A sintonadra e na paixãntude. em qu desde a juve

Essa seleçã Leandro, Wo está unida há mais alter, Aline de e Thiago. A 2 anos. Em pé: Cas gachados: tanheira, S Galileu, Toni ue nho e Fran rda, klin.

Muito animado pela volta à quadra de areia, Galileu disputa a jogada com Walter, frequentador assíduo do vôlei de quarta e fanático pelo esporte.

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ESPORTE | ENSAIO FOTOGRÁFICO

Rona Deficien ldo e Thiago: jo tes Aud itivos, h garam vôlei de oje, jog quad Campeõam pela Assocra pela Seleçã o es na a ia rena e n ção de Surdo Brasileira de s de Sã a vida. o Paulo .

ia de 2 da experiênc o olhar atento, Franklin e Toninho. b So o. nt po as para definir o s para as arei Leandro saltae migraram das quadra qu s re do joga

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BAILE DE CARNAVAL | INFANTIL

Carnaval Península O

Carnaval da Península passou e levantou a galera. A cidade maravilhosa ferveu com inúmeros blocos de rua e com os desfiles das escolas de samba. A Península não ficou de fora da festa e entrou no ritmo do Carnaval. No último dia 07 a meninada evoluiu e exibiu muita animação no baile infantil. Recreação, pula-pula, cama elástica, entrega de kits do CNA e o tão esperado concurso de fantasias levantaram a galera.

Luis Guilherme – “Morte” dalisca”

Luiza – “O

(troféu)

Gustavo – “Spartacus” (Jogo CNA)

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(troféu)

“Quanto riso , oh superherói , quanta alegria, mai s, cininhos , piratas, ods de 1000 palhaços”. .. aliscas no salão!


BAILE DE CARNAVAL | INFANTIL

“Ó abre alas que eu quero passar...”

A festa é sua, a festa é nossa, é de quem chegar...

“Mas que ca lo Mande ág r, ô ô ô ô ô ô Mande águaua pra ioiô pra Iaiá...”

que, nos desta turma mba-enredo ão, é nota 10. sa o xa pu ho Ricardin unto e animaç quesitos conj

A inocê ncia tom do , a alegria e a Baile In fantil dabeleza deram o Penínsu la.

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BAILE DE CARNAVAL | GERAL

Domingo de Carnaval na Península

A

alegria pediu passagem e contagiou todos. Samba no pé, sorriso no rosto e a vontade de brincar, se divertir e ser feliz. Abram alas...a hora é de dançar e cantar!

enínsula Vou pra Prepuscular c u é c m num l, meu be é Carnavame acabar u vo eu

arvalho or r Carlos C m Criada po por aqui o seu a e gaviões lpiu bás que escuatas, micos, gam m rdejantes

ve

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Que pais é a Barra magem mais bela ostrando se u valor

É qualidad e de vida morando em, que jamais foi esqu ecida nossos cora ções


CURIOSIDADE | MARCHINHA DE CARNAVAL

“Taí Eu fiz tudo pra você gostar de mim Ó, meu bem Não faz assim comigo, não Você tem Você tem Que me dar seu coração” (Joubert de Carvalho – 1930)

Marchinha de carnaval,

tradição e alegria Por Gabriel Gallindo

Q

uem, ao ouvir alguém cantando “Mamãe eu quero, mamãe eu quero, mamãe eu quero mamar...” ou então a própria “Eu fiz tudo pra você gostar de mim”, não se lembra imediatamente de Carnaval? Estas e tantas outras marchinhas marcaram toda uma geração e, até hoje, fazem sucesso quando cantadas durante a maior festa do Brasil. Os primeiros blocos carnavalescos começaram a aparecer no final do século XIX. As pessoas se fantasiavam, decoravam seus carros, desfilavam pelas ruas das cidades... uma verdadeira festa! No início do século XX, as marchinhas já dominavam os salões de bailes durante o feriado, popularizando de vez esta mistura de um ritmo militar, melodia simples, forte apelo popular das letras irônicas, sensuais e engraçadas que chamamos de marcha de Carnaval. Com letras atuais até hoje, as marchinhas falavam do dia-a-dia do carioca, de temas políticos, usando e abusando da ambiguidade, que fazia uma questão séria se tornar motivo de risadas. Podemos perceber isso claramente na marchinha “Daqui não saio” de Paquito e Romeu Gentil de 1950: “Daqui não saio / Daqui ninguém me tira (bis) Onde é que eu vou morar / O senhor tem paciência de esperar Ainda mais com quatro filhos / Aonde é que vou parar (bis)” Ou ainda em “Cabeleira do Zezé”, escrita por João Roberto Kelly e Roberto Faissal já em 1964:

“Olha a cabeleira do Zezé / será que ele é... / será que ele é...” O auge das criações e da popularização do estilo musical foi entre décadas de 30 a 50, inflamadas pelo sucesso do rádio e do disco de vinil. Cantores famosos da época gravavam marchinhas e venciam muitos carnavais com elas: Dalva de Oliveira, Sílvio Caldas, Mário Reis eram alguns dos intérpretes de grandes criadores como Noel Rosa, Braguinha, Lamartine Babo e Ary Barroso. Nestas 3 décadas de alta produtividade, foram feitas canções inesquecíveis, porém a época de ouro das marchinhas chegaria ao fim. A partir da década de 60, o samba-enredo começou a tomar o lugar das marchas no Carnaval como símbolo carioca, e as escolas de samba ditavam os sucessos da temporada. Alguns compositores como Chico Buarque, se arriscaram a escrever as suas marchinhas, porém nada comparado à chuva de composições feitas nas décadas passadas. Em 1970, foi gravada a marcha “Bandeira Branca” de Max Nunes e Laércio Alves, o último sucesso do gênero, já superado pelo samba-enredo. Uma composição romântica, de melodia e versos tristes, tornou-se, paradoxalmente, o último clássico do repertório carnavalesco: “Bandeira branca, amor / Não posso mais / Pela saudade que me invade / Eu peço paz...” Mas não precisamos chorar a morte da marchinha, porque ela permanece viva tanto na memória das pessoas quanto nas ruas do Rio de Janeiro na época dessa festa que para a cidade e traz alegria e diversão em contraste com a seriedade e a formalidade do trabalho cotidiano. REVISTA PENÍNSULA | FEVEREIRO 2010 27


TURISMO | BÚZIOS

A caminho

do mar

Armação de Búzios

É

a península mais charmosa do Brasil e, com 8 quilômetros de extensão e 23 praias, atrai turistas dos 4 cantos do planeta. Mas foi na década de 60 que o pequeno povoado explodiu para o mundo, quando Brigitte Bardot desfilou por suas praias e se apaixonou pelo lugar. Na época, a atriz namorava o marroquino Bob Zaguri, que residia no Brasil, e hospedou-se na casa do russo André Mouriav, represente da ONU no Rio de Janeiro. Foi ela quem lançou o olhar da imprensa mundial sobre aquela vila de pescadores e, mais de 40 anos depois, esse fato é uma informação turística importante. Mick Jagger, do Rolling Stones, é outro que foi fisgado pelos encantos do lugar e, em 1976, tocou o seu violão para um grupo de garotos na praia do Canto. Algo inusitado e que também faz parte da história do município. 28 REVISTA PENÍNSULA | FEVEREIRO 2010


TURISMO | BÚZIOS

Mas não foi apenas a passagem de Bardot e de outros famosos por Búzios que colocou a cidade nas páginas dos jornais do mundo, o caso Doca Street - uma tragédia passional que teve como vítima a socialite Ângela Diniz na praia dos Ossos - também acendeu os holofotes em direção a Búzios, precisamente às seis da tarde do dia 30 de dezembro de 1976. Mas, independente desses acontecimentos, Búzios se consolidou como destino dos ricos, famosos e das pessoas que se deliciam com o estilo, o charme e a leveza do lugar. Há opções para todos os gostos: mergulho, pesca, voo livre, ecoturismo, esportes radicais,

balada, espaço vip, hotelaria 5 estrelas. A região oferece um pouco de tudo. De programas culturais às pistas de boates famosas com DJ’s de Ibiza; de praias quase virgens ao metro quadrado de areia mais disputado da cidade; de pequenos bistrôs a grandes bares e restaurantes. Geribá, João Fernandes, Ferradura, Ferradurinha, Armação, Manguinhos, Tartaruga, Ossos, Tucuns, Brava e Olho-de-Boi, esta última reservada para a prática do nudismo, cartões postais de tirar o fôlego. Quer saber mais, visite o site www.buziosonline.com.br .

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CANTINHO DO MORADOR | VENEZUELANOS

Os brasileiros de coração

E

ste espaço também é seu. Aqui, você poderá publicar sua crônica ou poesia, contar algo relevante que fez, enfim, dividir com o seu vizinho um pouco da sua vida. Nesta edição, você vai conhecer a história de um “casal cidadão do mundo”, Libertad e Pedro, venezuelanos de origem e brasileiros de coração. Adoram picanha, música brasileira, Carnaval e desfilar na Sapucaí. Casados há 17 anos, moradores do Bernini, eles têm muita história para contar. Revista Península: Há quanto tempo vocês moram no Brasil? Pedro: Desta vez, estamos há 6 meses, desde agosto. Mas já moramos no Brasil no período de 2005 a 2007, aqui mesmo na Península, no Condomínio Monet. Como trabalho numa multinacional do setor de petróleo, fomos para Malásia, mas acabei sendo transferido novamente para cá. Revista Península: Do que vocês mais gostam aqui na Península? Pedro: Gostamos tanto daqui que, da outra vez, alugamos nosso apartamento no Monet e, quando voltamos, alugamos aqui no Bernini. Tivemos até a oportunidade de morar na zona sul, que seria até mais perto do meu trabalho, além de outras opções aqui na Barra, mas preferimos voltar para a Península. Além de ser muito tranquilo, de não haver muito barulho, o que sempre me impressionou foi o projeto a longo prazo. 30 REVISTA PENÍNSULA | FEVEREIRO 2010

Libertad: Aqui tem tudo, muitas atividades em um só lugar: quadra de vôlei de praia, futevôlei, quadras de tênis e a balsa. Também gosto muito de caminhar na trilha. Além de cada prédio oferecer serviços diversos, perto daqui, temos outros serviços e opções de lazer como shoppings e shows. Os eventos que são organizados pela ASSAPE como as festas juninas e a iniciativa da doação de brinquedos são muito legais. Outro ponto que considero importante e fundamental é a segurança, achei bem interessante o novo sistema de controle remoto. Revista Península: Há muitos estrangeiros na Península? Como é o relacionamento entre vocês? Libertad: Há, sim. Há um grupo grande de venezuelanos e também de outros países. Muita gente do ramo do petróleo. O relacionamento é muito bom, e é rápido o reconhecimento de um estrangeiro, logo trocamos contatos. Pedro: Normalmente, quando se é estrangeiro, há este


CANTINHO DO MORADOR | VENEZUELANOS

reconhecimento rápido. Quando viemos em 2005, não escutávamos muito o espanhol como agora. Revista Península: A Venezuela passa por um momento conturbado, tanto na política como na economia. Como vocês veem o governo de Hugo Chávez? Libertad: Nós não concordamos com o governo nem com a situação do país. Pedro: Sim. Estamos olhando de fora, mas sabemos que é um momento muito difícil. Perguntam-nos como podem viver o dia-a-dia? Quem pode sai, no entanto, quem não pode - que é o caso da maioria - tem de ficar. Eles vão se acostumando, aceitando as limitações impostas por um sistema autoritário. Lamento por tudo isso. Revista Península: Vocês têm familiares morando na Venezuela? Libertad: Meus pais, irmãos, a família toda. É muito triste ver a situação deles. Cada vez que nos falamos, minha preocupação aumenta. Vivo perguntando a minha mãe se quer sair do país, mas ela sempre responde a mesma coisa: “Aqui é minha vida, minha casa, não vou saber viver em outro lugar”. Recentemente, quando meu pai veio nos visitar no Brasil, num belo dia, foi ao supermercado comigo e a sua reação está marcada no meu coração. Ele ficou espantado com a fartura, com a quantidade e a variedade de arroz. Isso dói, aperta o coração. Os nossos pais trabalharam a vida toda e não podem comprar o que eu posso, por exemplo. É uma situação muito delicada. Não tem comida, não tem liberdade, não tem trabalho e ainda tem o racionamento de energia. Vou contar outro episódio que aconteceu aqui em casa. Outro dia, eu e Pedro recebemos amigos venezuelanos para jantar. Meu marido, por engano, apagou a luz. A reação do casal foi impressionante. Exclamaram: “De novo não, a luz outra vez!” Eles acharam que aqui no Brasil também tinha racionamento de ener-

Revista

gia. E esse engano do Pedro, de desligar o interruptor, levou segundos e, mesmo assim, houve essa reação forte. O povo anda assustado, cansado. Revista Península: Mesmo estando fora da Venezuela, como é o relacionamento de vocês com o país? Libertad: Nós apoiamos muito a embaixada, sobretudo em relação à nossa cultura. Fazemos tudo que tiver ao nosso alcance, independente do corpo político. É o nosso país. Revista Península: Vocês já residiram em muitos países, conta um pouco desta experiência? Pedro: É interessante quando você muda de país, há certa dose de ansiedade para conhecer a nova cultura e os novos amigos. Aos poucos, começa a vivenciar as experiências daquele novo lugar e adquire o que há de melhor. Sabemos que todo país tem seus problemas, porém, o que fica são as experiências positivas. Por exemplo, no Peru, a cultura inca e a comida são incríveis. No Equador, ficamos em Quito, a capital do país que é bem pequena, onde tivemos um grande contato com a natureza, como o vulcão Cotopaxi, por exemplo. Aqui no Rio de Janeiro, gostamos muito da alegria do carioca e da música, somos apaixonados. Conhecemos muitas culturas diferentes: Malásia, China, Indonésia, Tailândia, Camboja e Austrália. Vamos pegando um pouco de cada lugar e guardamos os bons momentos. Revista Península: Qual é a maior dificuldade que vocês encontraram nos países em que moraram? Pedro: O primeiro, com certeza, é o idioma. Nos casos em que não dominamos, é sempre difícil. Sobretudo, para entrar em contato com os serviços úteis como instalação de TV a cabo, da Internet e também para resolver burocracia. Coisas que, às vezes, parecem fáceis, se tornam-se extremamente complexas. Libertad: Tanto que, em certas ocasiões, pedimos para alguém falar por nós, pois não nos entendem, principalmente, quando é por telefone. (risos)

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PRAZER À MESA | AZEITE

Azeite de Oliva:

lendas, história e prazer à mesa

S

ão várias as lendas que mostram o nascimento da oliveira. A mais conhecida conta que o fruto é o resultado de uma disputa por um pedaço de terra entre os deuses Posêidon (deus do mar) e Atena (deusa da sabedoria). Neste embate, Posêidon fez nascer o mar quando usou a força de seu tridente numa rocha. Atena, por sua vez, fez brotar a oliveira da terra e, por isso mesmo, foi a vencedora da contenda, segundo Zeus, ganhando a posse da terra. Daí em diante, os frutos dessa árvore serviriam de alimento, e deles seria extraído um óleo sagrado que alimentaria e fortificaria o homem, aliviando as suas dores e as suas feridas. Lendas à parte, o azeite é pano de fundo da história universal. Os mesopotâmicos, por exemplo, usavam o óleo para untar o corpo na proteção contra o frio há mais de 6 mil anos. Entre os séculos VII e III a.C., os filósofos, os médicos e os historiadores perceberam que havia mais de um tipo de azeite de oliva. Data daquela época a sua primeira classificação e, é ainda nesse mesmo período, que foram feitas referências às propriedades terapêuticas desse alimento. Hoje sabemos que mais da metade da composição do azeite é pura gordura monoinsaturada, contendo, ainda pitadas de ômega-3 e substâncias antioxidantes, com destaque para os polifenóis, que protegem nosso coração. Além disso, apresenta boa concentração de

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vitamina E, nutriente que afasta o risco de tumores.

Aprenda a escolher o melhor azeite: Extravirgem: Após uma única prensagem a frio da azeitona, obtém-se o azeite extravirgem. Por causa disso, é o mais puro e sua acidez é de no máximo 1%. Após a prensagem, é apenas filtrado e conserva o sabor acentuado. Seu consumo é recomendado em saladas, queijos, pães ou em receitas que não necessitem ir ao fogo. Virgem: Resultado da segunda ou terceira prensagem da azeitona. A acidez pode ser de até 2%, e seu sabor é menos acentuado em relação ao extravirgem e um pouco mais adocicado. É usado em pratos que necessitam ir ao fogo. Refinado: Adquirido em outras prensagens ou com azeitonas que não obedeçam necessariamente às mesmas exigências dos azeites extravirgem e virgem, este tipo passa por processos de descoloração, desodorização e neutralização. É mais utilizado em frituras. Puro: É uma mistura entre os azeites refinado e virgem. Como são menos concentrados, o sabor deste tipo é suave e ele também é mais barato.


ACERVO CULTURAL

A arte de

Zélia Salgado

V

iveu 104 anos e deixou um rico acervo para a humanidade. Estamos falando da escultora, desenhista, professora e pintora Zélia Salgado, um dos principais nomes da escultura no Brasil. Parte do seu trabalho, cerca de 30 obras, está no acervo do Museu Nacional de Belas Artes, aqui no Rio. Na Península, a escultura Dualidade, exposta no Lagoon Park, imprime mais beleza ao lugar e valoriza ainda mais o acervo cultural da Península. Na infância, a artista brincou com Roberto Burle Marx e Lucio Costa. Na sala de aula, teve como colega de classe Cândido Portinari. Especialistas garantem que Zélia Ferreira Salgado foi a primeira escultora de Arte Abstrata do país. Começou seus estudos com Henrique Bernadelli e, na sequência, ingressou na ENBA – Escola Nacional de Belas Artes, no Rio de Janeiro. Já na década de 30, mudou-se para Paris e passou a frequentar a Académie de La Grande Chaumière. Seis anos depois, vem a estudar com Othon Friesz, Robert Wlérick e Isaac Dobrinsky. No retorno ao Brasil, em 1947, começa a trabalhar com seu querido amigo Burle Marx. Já em 1950, monta seu próprio ateliê em Ipanema. Passa a integrar a Comissão Nacional de Belas Artes em 1962 e preside a seção brasileira da Association Internationale des Arts Plastiques, filiada à Unesco. Em 1953, participa da 1ª Exposição Nacional de Arte Abstrata, realizada no Hotel Quitandinha. Um ano depois, começa a lecionar no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro - MAM/RJ. Uma vida pontuada pela beleza, pela arte e pela total dedicação à formação de novos artistas.

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MEIO AMBIENTE | CONTROLE DE GATOS

Controle da

população de gatos

Por Marcella Castro

O

programa CED (Captura, Esterilização e Devolução) para felinos de rua da Península foi implantado no final do ano passado. Para quem não sabe, a superpopulação de animais é um problema vivido pela maioria dos centros urbanos em todo o mundo. Entre os desafios, está o controle da população destes animais. O problema, na Península, teve início a partir do abandono de gatos trazidos para as obras com o propósito de acabar com ratos. Muitos moradores têm reclamado da proliferação dos felinos por toda a Península e com razão, pois o número de animais pode aumentar vertiginosamente, caso não seja feito o controle adequado das colônias. Para que o controle aconteça, foi criada uma comissão cuja finalidade é melhorar a vida dos gatos, por meio do apoio à captura, à esterilização e, posterior34 REVISTA PENÍNSULA | FEVEREIRO 2010

mente, à liberação do animal em seu meio. Sabemos que, cada vez mais, há casos de ninhadas envenenadas, de crias atropeladas ou vítimas de doença. Mas alertamos, isso é crime previsto na Lei Federal 9605, regulamentado pelo decreto 3179 em 21/09/99, expresso no artigo 32, que diz o seguinte: “aquele que praticar ato de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos, sofre pena de detenção de 3 meses a 1 ano, e multa de R$ 500,00 a R$ 2.000,00.”

O nosso trabalho O objetivo é o desenvolvimento da atividade chamada TNR (Trap-Neuter-Return), em português CED (Capturar-Esterilizar-Devolver), um método eficaz de controle das colônias de gatos e de redução da população felina silvestre. O processo envolve a captura dos gatos de uma colônia, sua esterilização, identificação, des-


MEIO AMBIENTE | CONTROLE DE GATOS

parasitação e, por fim, a devolução do animal ao seu território de origem. O grupo voluntário e a ASSAPE fornecerão comida e abrigo aos gatos devolvidos, monitorizando as colônias à procura de elementos novos. Este trabalho oferece uma série de vantagens tanto para as colônias como para a comunidade. O nosso trabalho é paralelo e complementar ao trabalho de outros voluntários. Os animais dóceis capturados e os filhotes desmamados são encaminhados ao Pet Shop Alvorada quando disponíveis ou são libertados novamente no seu meio, enquanto procuramos famílias que os queiram adotar.

Saiba por que é uma boa ideia devolver os gatos ao local onde foram encontrados. Por que esterilizar os gatos de uma colônia? • Se todos os gatos forem esterilizados, não haverá mais ninhadas, e a população diminuirá com o tempo. Se, eventualmente, novos elementos da colônia forem rapidamente capturados e castrados ou entregues para adoção, o tamanho da colônia diminuirá drasticamente com o tempo. • Evita a criação de nova colônia não esterilizada. Retirar a maioria ou todos os gatos de uma colônia deixa o território aberto para ser novamente colonizado. Gatos novos e “inteiros” tomarão o lugar dos anteriores e os problemas antigos regressarão (efeito de vácuo). Esterilizar a colônia e deixá-la no seu território quebra este ciclo de repovoação.

• Redução drástica do barulho. A grande parte do barulho proveniente de uma colônia fértil tem origem no acasalamento e nas lutas, comportamentos que são fortemente reduzidos com a esterilização. • O odor torna-se muito menos intenso. Os machos “inteiros” marcam o seu território com urina carregada de testosterona, dando origem a um cheiro especialmente forte e desagradável. Os machos castrados, ao contrário, marcam muito menos o território e, em muitos casos, deixam de fazê-lo por completo. • Mantém-se o controle de roedores. Os gatos são um método natural e muito eficaz de controle da população de roedores, principalmente, devido ao seu cheiro. Devolver os gatos ao seu território vai permitir que este controle se mantenha. • Uma colônia mais saudável e menos visível. A esterilização, a alimentação regular e os abrigos adequados melhoram substancialmente a saúde da colônia. Uma vantagem disto é a redução do número de parasitas, tais como pulgas. Além disso, os gatos não ficarão mais perambulando em busca de comida e de parceiros nem para acasalar, fazendo com que se tornem também menos visíveis. • A presença de um prestador de cuidados. Com o CED, haverá alguém responsável pela colônia, a fim de cuidar dela e tratar de quaisquer problemas que possam surgir com a vizinhança. Outras informações: www.animaisderua.org, www.ambientebrasil.com.br Pet Shop Alvorada: www.alvoradapetshop.com.br

REVISTA PENÍNSULA | FEVEREIRO 2010 35


MUNDO LEGAL | ENTREVISTA MARCELO GUIMARÃES

Dúvidas Jurídicas

revistapeninsula@peninsulanet.com.br

N

esta seção, teremos sempre um advogado para tirar as suas dúvidas jurídicas. E nesta edição, Dr. Marcelo Guimarães - advogado, professor de 4 universidades cariocas, entre elas a PUC e a Cândido Mendes-, responde às mais variadas perguntas enviadas para o nosso e-mail. Ele é casado, tem 2 filhos e mora na Península há 3 anos. Vale lembrar que, aqui, sempre divulgamos as perguntas, mas não o nome do morador quando este nos solicita o anonimato.

Revista Península: Mensalidades de cursos livres, academias, cursos de idioma etc. podem sofrer reajustes no período inferior a 1 ano? E as mensalidades escolares? Dr. Marcelo Guimarães: No que tange a academias e cursos livres, por prestarem um serviço específico que não é tido como de primeira necessidade, não tem seu preço controlado pelo poder público, sendo livre a contratação. Desta forma, não estão adstritos a qualquer forma de controle, tabelamento ou limite, competindo a quem de interesse avaliar o preço a ser cobrado diante das regras da oferta e da procura. Com relação às escolas e cursos de idioma, o procedimento para o reajuste de mensalidades encontra-se regulado através da lei 8170/91, na qual é determinada não só uma data base, mas também que todo aumento acima da inflação seja acompanhado de um planejamento pedagógico e econômico-financeiro. Este valor deve ser apresentado aos alunos, pais e responsáveis até 45 dias antes do início das matrículas. Caso os 36 REVISTA PENÍNSULA | FEVEREIRO 2010

pais não concordem, devem reunir pelo menos 10% de pais para negociar com a escola e, se ainda assim não chegarem a um acordo, podem procurar o Poder Judiciário. Revista Península: Como funciona a questão dos horários de silêncio nos condomínios? Dr. Marcelo Guimarães: O horário de silêncio é de ordem legal e impera para todos independentemente de regulamento. Entretanto, o regulamento do condomínio pode prever situações especiais e, nestes casos, havendo infratores, o síndico deve aplicar a multa prevista na convenção de condomínio ou no regulamento. Em casos de abuso, a polícia pode ser acionada, no entanto, para fins judiciais, é importante que este abuso seja comprovado pelos vizinhos e que o infrator seja advertido pelo síndico pelo menos 2 vezes. No estado do Rio de Janeiro, a lei conhecida popularmente como Lei do Silêncio (LEI Nº 126, DE 10 DE MAIO DE


MUNDO LEGAL | ENTREVISTA MARCELO GUIMARÃES

1977) estabelece que, no período entre 22 e 7 horas, consideram-se prejudiciais à saúde, à segurança ou ao sossego públicos quaisquer ruídos que: I - atinjam, no ambiente exterior ao recinto em que têm origem, nível sonoro superior a 85 decibéis medidos na curva C do medidor de intensidade de som, de acordo com o método MB-268, prescrito pela Associação Brasileira de Normas Técnicas; II - alcancem, no interior do recinto em que têm origem, níveis de sons superiores aos considerados normais pela Associação Brasileira de Normas Técnicas.

condomínio deve ser responsabilizado, notadamente, porque é desconhecido o agente que praticou o ato. O atual art. 938 do Código Civil (antigo art. 1.529) parece bastante claro neste sentido, estabelecendo a solidariedade da massa condominial ao dispor que responde pelo dano proveniente das coisas que caírem ou forem lançadas do prédio aquele que habitá-lo. Vê-se, ademais, que a responsabilidade é objetiva, porque o dispositivo não contempla a necessidade de culpa, bastando, então, o nexo de causalidade entre o ato e o dano, esse entendimento também é adotado pelo STJ.

Revista Península: Como definir responsabilidade? Quando ela é do condomínio? E do condômino? Dr. Marcelo Guimarães: No que tange, por exemplo, à responsabilidade por furto ou por roubo, a doutrina e a jurisprudência do STJ afirmaram entendimento no sentido de que, inexistindo cláusula expressa na convenção relativa à guarda e à vigilância, não responde o condomínio por eventuais furtos ocorridos na garagem do prédio. Outra vertente interessante sobre a responsabilidade civil extracontratual do condomínio diz respeito às questões que envolvem terceiros, ou seja, aqueles que não são condôminos. A nosso ver, o

Revista Península: Como faço para adotar uma criança do Haiti? Dr. Marcelo Guimarães: Minha dica para quem realmente quer adotar uma criança haitiana é procurar o consulado ou a embaixada do Haiti. O endereço da embaixada do Haiti no Brasil é: SHIS, QI 10, conj. 6, casa 16, Brasília, Distrito Federal. CEP: 70465-900. Telefone: (0xx61) 3248-1337 e 3248-6860. Fax: (0xx61) 3248-7472. E-mail: embhaiti@terra.com.br. Dúvidas ou informações: Dr. Marcelo Guimarães. Telefone: 78454234. E-mail: mg.direito@hotmail.com

REVISTA PENÍNSULA | FEVEREIRO 2010 37


MEIO AMBIENTE | FRUTAS DA ESTAÇÃO

Manga: doce, saborosa e com

a cara do Brasil Por Cláudio Henrique

Curiosidades Manga (Mangifera indica) Nome científico: Mangifera indica L. Família: Anarcadiaceae Nome popular: Manga Nome em inglês: Mango Origem: Sul da Ásia

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O

Brasil é quinto maior produtor mundial da fruta. Na Índia, encontram-se mais de 1000 tipos de manga, já no Brasil, há cerca de 500 variedades da fruta. A manga atua no funcionamento intestinal, combate bronquites e tem função expectorante. Na culinária, é bastante apreciada como acompanhamento e ingrediente de pratos exóticos.


MEIO AMBIENTE | FRUTAS DA ESTAÇÃO

A polpa da manga é suculenta, algumas vezes, fibrosa, com sabor bem característico e de cor que varia do amarelo-claro ao alaranjado mais escuro.

Nutrientes Vitamina A, vitaminas do complexo B (B1, B2 e B3), vitamina C, cálcio, ferro, fósforo, potássio.

Variedades encontradas na Península Manga-rosa, manga-maçã, manga-espada e coração-de-boi. Contam-se cerca de 500 variedades espalhadas por quintais, praças, pomares e ruas do território nacional, desde o Paraná ao extremo Norte, região onde a manga atinge o máximo em brilho na coloração, em aroma e em sabor. Aqui e ali, por toda parte, industrializada ou consumida ao natural - nas lambuzadas de cara inteira que são a marca da apreciação do fruto -, a manga vai confirmando o nome que lhe deram em sânscrito - amra, aquele que serve às criaturas.

A cultura da manga A manga é uma das frutas mais procuradas no mundo. A procura tem aumentado bastante nos mercados interno e externo, alcançando preços compensadores. Mas para que se tenha êxito na sua cultura, é preciso adotar práticas de cultivo adequadas, de modo que o produto atenda às exigências do mercado consumidor

Clima A mangueira se adapta bem a áreas onde as estações seca e chuvosa se apresentem bem definidas. O período seco deve ocorrer bem antes do florescimento, de modo a permitir à planta um período de repouso vegetativo, e prolongar-se até a frutificação, para evitar os danos causados pela antracnose e o oídio. Após a frutificação, é benéfica a ocorrência de chuva, pois estimula o desenvolvimento dos frutos e impede sua queda.

Solo A mangueira vegeta tanto em solos arenosos quanto nos argilosos. Solos de baixadas, sujeitos a encharcamento, e os pedregosos devem ser evitados. As áreas que permitem a mecanização são especialmente indicadas. O espaçamento deve ser de 10m entre ruas por 10m entre plantas. Outros espaçamentos podem ser usados, conforme as condições do solo e do manejo da cultura: 9 x 9m, 9 x 6m, 10 x 8m, 8 x 8m, 8 x 5m, 6 x 6m, 5 x 5m.

Cultivares As cultivares mais indicadas são as que aliam alta produtividade a qualidades como coloração atraente do fruto, bom sabor, pouca fibra, etc. Cláudio Henrique é biólogo e responsável pela manutenção do Parque Ambiental Professor Mello Barreto e da Avenida Via Parque, áreas associadas à Península.

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PORTA-RETRATO | ESPECIAL CAMINHADA

Caminhando

contra o vento...

S

aem as bicicletas, entram os tênis. No domingo, 24 de janeiro, foi a vez dos corredores invadirem e desfilarem os corpos cheios de saúde e muita energia pelas ruas da Península. A largada foi divida em 2 pelotões, feminino e masculino, que percorreram um circuito com cerca de 3 km.

s da o alongamento coletivo ante A preparação dos atletas com ton. Clay r ruto inst pelo ado pux corrida

Para o morador do Marcos Novotny, Green Lake, segundo colocado da comp correr é um espo etição, rte perfeito para a saúde.

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É dada a la

rgada, os ho men saem na fr s entram em ação e ente.

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PORTA-RETRATO | ESPECIAL CAMINHADA

Primei Península ra vez correndo na e Luciana fic já chegou ganhando ou em segu . ndo lugar.

A beleza de 2 gerações unidas pe moradora do Mandarim, lo amor ao esporte. e sua filha Olívia, Cristina.

ue dos nossos atletas. Cansados e felizes. Um cliq

aí o anece unido até no pódio. Olha Casal que corre unido perm ficaram em terceiro lugar. que Osny e a Gizza

E os grande s ca Rosane e O mpeões: felio.

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