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Outros títulos da Elsevier em Enfermagem:

Tratado de Enfermagem Médico-Cirúrgica 8ª edição Sharon L. Lewis, Rn, PhD, FAAN Shannon Ruff Dirksen, RN, PhD Margaret McLean Heitkemper, RN, PhD, FAAN Linda Bucher, RN, PhD, CEN Ian M. Camera, RN, MSN, ND Jarvis, Exame Físico e Avaliação de Saúde para Enfermagem 6ª edição Carolyn Jarvis, PhD, APN, CNP

FUNDAMENTOS DE

Enfermagem

9ª EDIÇÃO

Pediátrica Q

uando se trata de cuidar de crianças, nenhuma outra ferramenta prepara melhor você para a prática do que Wong Fundamentos de Enfermagem Pediátrica, 9ª edição. Nesta edição brasileira, adicionamos à precisa e agradável obra de Marilyn Hockenberry e David Wilson, dois dos nomes mais conhecidos e respeitados da área, uma adaptação à realidade brasileira. Para a abordagem sobre o Brasil, preocupamo-nos em incluir conteúdos específicos da política nacional de atenção integral à saúde da criança e do adolescente, a legislação de proteção à infância e os aspectos éticos da prática de enfermagem em saúde da criança no país, bem como buscamos preservar os fármacos que são aprovados pela Anvisa. Também foram destacados aspectos relativos aos atos da prática profissional que conflitavam com aqueles privativos dos médicos, os quais foram definidos pela Lei nº 12.842 de 10 de julho de 2013 que regulamenta o exercício da medicina no país.

CARACTERÍSTICAS: • A abordagem de desenvolvimento identifica claramente questões-chave em cada estágio do crescimento da criança para ajudar

você a proporcionar cuidados apropriados e individualizados para cada criança. • O foco na família inclui um capítulo separado sobre o seu papel na saúde da criança, conteúdos sobre o tema ao longo do texto, além de quadros sobre Cuidados Centrados na Família que destacam informações sobre orientação de pacientes, cuidado domiciliar e a incorporação da família nos cuidados às crianças. • A ênfase no bem-estar proporciona a promoção da saúde e estratégias de prevenção de acidentes para cada faixa etária. • Quadros sobre a Prática Baseada em Evidências demonstram como a pesquisa é aplicada aos cuidados de enfermagem no ambiente clínico. • Quadros sobre Cuidados Atraumáticos fornecem orientação sobre a oferta de cuidados de enfermagem na dor com o mínimo de estresse para a criança, a família e a enfermeira.

QSEN para melhores resultados dos cuidados de enfermagem. • Conteúdo sobre Qualidade dos Resultados Esperados para o Paciente em discussões que englobam os Cuidados de Enfermagem em doenças e distúrbios graves ajudam a compreender como o cuidado prestado impacta a segurança do paciente e gera resultados positivos. • Estudos de Caso de pensamento crítico permitem que você teste e desenvolva suas habilidades analíticas em diversas situações clínicas. • Alertas sobre Medicamentos ao longo do texto enfatizam informações importantes sobre eles e destacam possíveis questões problemáticas. • Revisões Fisiopatológicas destacam e esclarecem informações complexas sobre a fisiopatologia. • O conteúdo inteiramente atualizado concentra-se em assuntos práticos e oportunos, incluindo métodos de mensuração de competência e resultados, o papel da enfermagem na prevenção de acidentes, síndrome do bebê sacudido/traumatismo cranioencefálico, Healthy People 2020, assentos infantis em automóveis, imunizações, prematuridade tardia e obesidade infantil.

FUNDAMENTOS DE

• Alertas de Segurança chamam a atenção para considerações importantes de segurança do paciente e apoiam a iniciativa

Enfermagem

NOVIDADES NESTA EDIÇÃO:

Pediátrica

Ligações Nanda, NOC – NIC 3ª edição Marion Johnson, PhD, RN Sue Moorhead, PhD, RN Gloria Bulechek, PhD, RN, FAAN Howard Butcher, PhD, RN, PMHCNS-BC Meridean Maas, PhD, RN, FAAN Elizabeth Swanson, PhD, RN

HOCKENBERRY WILSON

WONG

Wong Manual Clínico de Enfermagem Pediátrica 8ª edição David Wilson, MS, RNC Marilyn J. Hockenberry, PhD, RN, PNP-BC, FAAN

WONG

WONG

Os Autores Marilyn J. Hockenberry, PhD, RN, PNP-BC, FAAN Professor, Duke School of Nursing; Chair, Duke Institutional Research Board Duke University Durham, North Carolina David Wilson, MS, RNC-NIC Staff Children’s Hospital at Saint Francis Tulsa, Oklahoma

Marilyn J. HOCKENBERRY David WILSON

FUNDAMENTOS DE

Enfermagem

Pediátrica

EDIÇÃO

Classificação de Arquivo Recomendada ENFERMAGEM PEDIÁTRICA SAÚDE DA CRIANÇA www.elsevier.com/enfermagem

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TRADUÇÃO DA 9ª EDIÇÃO

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Fundamentos de Enfermagem Pediรกtrica

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9ª EDIÇÃO

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Fundamentos de Enfermagem Pediátrica Marilyn J. Hockenberry, PhD, RN, PNP-BC, FAAN Professor, Duke School of Nursing; Chair, Duke Institutional Research Board Duke University Durham, North Carolina

David Wilson, MS, RNC-NIC Staff Children’s Hospital at Saint Francis Tulsa, Oklahoma

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© 2014 Elsevier Editora Ltda. Tradução autorizada do idioma inglês da edição publicada por Mosby – um selo editorial Elsevier Inc. Todos os direitos reservados e protegidos pela Lei 9.610, de 19/02/1998. Nenhuma parte deste livro, sem autorização prévia por escrito da editora, poderá ser reproduzida ou transmitida sejam quais forem os meios empregados: eletrônicos, mecânicos, fotográficos, gravação ou quaisquer outros. NANDA. Diagnóstico de Enfermagem da Nanda: Definições e Classificação 2009-2011. Porto Alegre, Artmed, 2010. ISBN: 978-85-352-6822-5 ISBN (versão eletrônica): 978-85-352-6975-8 ISBN (plataformas digitais): 978-85-352-6777-8 Copyright © 2013 by Mosby, an imprint of Elsevier Inc. Previous editions Copyright © 2009, 2005, 2001, 1997, 1993, 1989, 1985, 1982 by Mosby, Inc., an affiliate of Elsevier Inc. This edition of Wong’s Essentials of Pediatric Nursing, 9th edition by Marilyn J. Hockenberry and David Wilson, is published by arrangement with Elsevier Inc. ISBN: 978-0-323-08343-0 Capa Mello & Mayer Design Editoração Eletrônica Thomson Digital Elsevier Editora Ltda. Conhecimento sem Fronteiras Rua Sete de Setembro, n° 111 – 16° andar 20050-006 – Centro – Rio de Janeiro – RJ Rua Quintana, n° 753 – 8° andar 04569-011 – Brooklin – São Paulo – SP Serviço de Atendimento ao Cliente 0800 026 53 40 atendimento1@elsevier.com Consulte nosso catálogo completo, os últimos lançamentos e os serviços exclusivos no site www.elsevier.com.br NOTA Como as novas pesquisas e a experiência ampliam o nosso conhecimento, pode haver necessidade de alteração dos métodos de pesquisa, das práticas profissionais ou do tratamento médico. Tanto médicos quanto pesquisadores devem sempre basear-se em sua própria experiência e conhecimento para avaliar e empregar quaisquer informações, métodos, substâncias ou experimentos descritos neste texto. Ao utilizar qualquer informação ou método, devem ser criteriosos com relação à sua própria segurança ou à segurança de outras pessoas, incluindo aquelas sobre as quais tenham responsabilidade profissional. Com relação a qualquer fármaco ou produto farmacêutico especificado, aconselha-se o leitor a cercar-se da mais atual informação fornecida (i) a respeito dos procedimentos descritos, ou (ii) pelo fabricante de cada produto a ser administrado, de modo a certificar-se sobre a dose recomendada ou a fórmula, o método e a duração da administração, e as contraindicações. É responsabilidade do médico, com base em sua experiência pessoal e no conhecimento de seus pacientes, determinar as posologias e o melhor tratamento para cada paciente individualmente, e adotar todas as precauções de segurança apropriadas. Para todos os efeitos legais, nem a Editora, nem autores, nem editores, nem tradutores, nem revisores ou colaboradores assumem qualquer responsabilidade por qualquer efeito danoso e/ou malefício a pessoas ou propriedades envolvendo responsabilidade, negligência etc. de produtos, ou advindos de qualquer uso ou emprego de quaisquer métodos, produtos, instruções ou ideias contidos no material aqui publicado. O Editor CIP-BRASIL. CATALOGAÇÃO NA PUBLICAÇÃO SINDICATO NACIONAL DOS EDITORES DE LIVROS, RJ W852 9. ed. Wong, fundamentos de enfermagem pediátrica / Marilyn J. Hockenberry, David Wilson; tradução Maria Inês Corrêa Nascimento. - 9. ed. - Rio de Janeiro : Elsevier, 2014. il. ; 27 cm. Tradução de: Wong`s essentials of pediatric nursing Inclui apêndice Inclui bibliografia e índice ISBN 978-85-352-6822-5 1. Enfermagem pediátrica - Manuais, guias, etc. I. Wong, Donna L., 1948- 2008. II. Hockenberry, Marilyn J. III. Wilson, David, 1950-. 14-09103

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REVISÃO CIENTÍFICA E TRADUÇÃO SUPERVISÃO DA REVISÃO CIENTÍFICA Ivone Evangelista Cabral Pós-doutorado em Mental Health and Transcultural Psychiatry, McGill University. Montreal-Canadá Doutorado em Enfermagem pela Escola de Enfermagem Anna Nery da Universidade Federal do Rio de Janeiro (EEAN/UFRJ) Mestrado em Enfermagem (EEAN/UFRJ) Especialista em Enfermagem Pediátrica (EEAN/UFRJ) Especialista em Estimulação Essencial ao Desenvolvimento da Criança (EEAN/UFRJ) da Sociedade Pestalozzi do Brasil Professora Associada do Departamento de Enfermagem Materno-Infantil da EEAN/UFRJ

REVISÃO CIENTÍFICA Eliane Tatsch Neves (Caps. 10, 11, 24, 25, 29, 30, 31, 34) Doutorado em Enfermagem (EEAN/UFRJ) Mestrado em Enfermagem pela Escola de Enfermagem da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) Especialista em Enfermagem Pediátrica Especialista em Saúde Coletiva Graduada em Enfermagem pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) Professora Adjunta do Departamento de Enfermagem do Centro de Ciências da Saúde (UFSM) Coordenadora da Comissão Permanente de Assistência da Sociedade Brasileira de Enfermeiros Pediatras (SOBEP) Elisa da Conceição Rodrigues (Caps. 8, 9, 23) Graduada em Enfermagem (EEAN/UFRJ) Professora Adjunta do Departamento de Enfermagem Materno-Infantil da EEAN/UFRJ Especialista em Enfermagem Pediátrica Mestrado em Enfermagem (EEAN/UFRJ) Doutorado em Ciências pelo Instituto Fernandes Figueira da Fundação Oswaldo Cruz (IFF/FIOCRUZ) Ivone Evangelista Cabral (Caps. 1 a 7, 12 a 15, 17 a 19, 21, 28, 32 35 a 37, 39, 41, 42) Márcia Tereza Luz Lisboa (Caps. 16, 20, 40) Professora Associada do Departamento de Enfermagem Fundamental da EEAN/UFRJ Doutorado em Enfermagem (EEAN/UFRJ) Mestrado em Enfermagem – Boston University - School of Nursing Membro do Núcleo de Pesquisa em Enfermagem e Saúde do Trabalhador e do Núcleo de Pesquisa Fundamentos do Cuidado de Enfermagem (EEAN/UFRJ) Tania Vignuda de Souza (Caps. 22, 26, 27, 33, 38) Doutorado em Enfermagem pela Escola de Enfermagem Anna Nery da Universidade Federal do Rio de Janeiro (EEAN/UFRJ) Mestrado em Enfermagem (EEAN/UFRJ) Especialista em Enfermagem Intensivista pela Faculdade de Enfermagem da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (FE/UERJ) Graduação em Enfermagem e Obstetrícia (EEAN/UFRJ) Professora Adjunta do Departamento de Enfermagem Materno-Infantil (EEAN/UFRJ) Membro do Núcleo de Pesquisa de Enfermagem em Saúde da Criança e do Adolescente (NUPESC) Membro do Grupo de Pesquisa “Saúde da Criança-Cenário Hospitalar”

TRADUÇÃO Alexandre Vianna Aldighieri Soares Médico Graduado pela UFRJ Especialista em Clínica Médica e Endocrinologia Elisa da Conceição Rodrigues Ez2 Translate Empresa Especializada em Traduções Técnicas Fernando Gomes do Nascimento Mestrado em Patologia Experimental pelo Departamento de Patologia Clínica da Universidade Federal Fluminense (UFF) Keila Kazue Ida Doutoranda em Anestesiologia – Laboratório de Investigação Médica 8 (LIM-8), Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FM USP) e Department of Neuroinflammation, Institute of Neurology (IoN), University College London (UCL) Mestrado em Cirurgia Veterinária pela Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da USP (FMVZ/USP) Graduação em Medicina Veterinária pela Universidade Estadual de Londrina (UEL)

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REVISÃO CIENTÍFICA E TRADUÇÃO

Luísa Maria Larcher Caliri Detentora do Certificate of Proficiency in English pela University of Michigan Certificação em Anatomia e Fisiologia pela Penn Foster Career School International (EUA) Maria Helena Lucatelli Médica Veterinária Graduada pela FMVZ/USP Residência em Clínica e Cirurgia de Pequenos Animais pela FMVZ/USP Maria Inês Corrêa Nascimento Bacharel em Tradução Bilíngue (PUC-RJ) ATA Member 252612 Medical and Portuguese Language Divisions Stephani Amanda Lukasewicz Ferreira Graduada em Enfermagem pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRS) Tatiana F. Robaina Doutorado em Ciências (UFRJ) Mestrado em Patologia (UFF) Especialista em Estomatologia (UFRJ) Cirurgiã-dentista pela Universidade Federal de Pelotas (UFPel)

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PREFÁCIO À EDIÇÃO BRASILEIRA A obra Wong Fundamentos de Enfermagem Pediátrica, 9a edição, foi ampliada e atualizada para atender às necessidades de ensino-aprendizagem dos estudantes e profissionais de enfermagem, em consonância com os avanços da produção do conhecimento científico. Considerou-se o processo de saúde e doença do recém-nascido, da criança e nos diferentes segmentos etários do adolescente para a apresentação dos conteúdos, que foram didaticamente organizados. Estudos de caso, planos de cuidados para condições específicas e quadros sobre cuidados à criança baseados em evidência e centrado na família estão, entre outros recursos de aprendizagem, distribuídos ao longo do livro-texto, articulando a teoria com a prática de cuidados e tendo a família como unidade de cuidado. O texto é ilustrado com imagens, desenhos e fotografias coloridas para criar uma atmosfera de realismo, contribuindo para a mais completa compreensão do leitor. Na versão brasileira da obra foram acrescentados conteúdos inerentes às peculiaridades das políticas públicas sociais e de saúde envolvendo o grupo infantil e de adolescentes; programas, estratégias e ações protetoras da infância e da adolescência brasileira; a legislação de proteção à infância e à adolescência, as normatizações da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) sobre procedimentos adotados no cuidado clínico a recém-nascidos, crianças e adolescentes hospitalizados. Os nomes dos fármacos foram atuali-

zados de acordo com a listagem da Anvisa, tanto para comercialização como para autorização de importação. Em vários capítulos ao longo da obra o leitor é alertado sobre textos específicos da infância brasileira e adolescência indicados pelo ícone a seguir.

Na adaptação à realidade brasileira, observaram-se dispositivos previstos na Lei do Exercício Profissional de Enfermagem, o decreto que a regulamentou e a última versão do Código de Ética dos Profissionais de Enfermagem para destacar as competências legais e éticas na realização de procedimentos específicos desenvolvidos pela Enfermagem pediátrica. Desse modo, a equipe de revisores procurou oferecer aos leitores brasileiros, estudantes e profissionais de enfermagem um conteúdo de enfermagem pediátrica mais específico quanto à realidade da infância e adolescência brasileiras. Bom estudo! Ivone Evangelista Cabral Supervisora da Revisão Científica Responsável pelas Adaptações à Realidade Brasileira

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COLABORADORES Annette L. Baker, RN, MSN, PNP

Patricia M. Conlon, RN, MS, CNS, CNP

Valerie J. Groben, RN, MSN, APRN-BC

Pediatric Nurse Practitioner Cardiovascular Program Children’s Hospital, Boston Boston, Massachusetts

Pediatric Clinical Nurse Specialist Mayo Eugenio Litta Children’s Hospital Mayo Clinic Children’s Center Rochester, Minnesota

Pediatric Nurse Practitioner, Neuro Oncology St. Jude Children’s Research Hospital Memphis, Tennessee

Rose Ann Urdiales Baker, PhD, PMHCNS-BC

Martha Curry, MS, RN, CPNP

Sarah M. Gutknecht, DNP, RN, CPNP

Assistant Professor University of Akron College of Health Professionals Akron, Ohio

Linda K. Ballard, CPNP, MSN Pediatric Nurse Practitioner Aflac Cancer Center and Blood Disorders Service Children’s Healthcare of Atlanta Atlanta, Georgia

Pediatric Nurse Practitioner Rheumatology Service Texas Children’s Hospital; Instructor Department of Pediatrics Baylor College of Medicine Houston, Texas

Pediatric Nurse Practitioner Pediatric Orthopaedics Gillette Children’s Specialty Healthcare St. Paul, Minnesota

Eufemia Jacob, PhD, RN Assistant Professor University of California Los Angeles Los Angeles, California

Amy E. Delaney, RN, MSN, CPNP-ACIP Pediatric Nurse Practitioner Hyde Park Pediatrics Hyde Park, Massachusetts

Kristine C. Jordan, PhD, MPH, RD Assistant Professor University of Utah Salt Lake City, Utah

Ray Barfield, MD, PhD

Sharron L. Docherty, CPNP, PhD

Associate Professor of Pediatrics, Christian Philosophy; Director, Pediatric Palliative Care Duke University Durham, North Carolina

Associate Professor, School of Nursing Associate Professor, Department of Pediatrics, School of Medicine Duke University Durham, North Carolina

Linda M. Kollar, RN, MSN

Debra Brandon, PhD, RN, CCNS, FAAN

Quinn Franklin, MS, CCLS

Associate Professor and Director PhD Program, Duke University School of Nursing; Associate Professor, Department of Pediatrics; Neonatal CNS, Duke Intensive Care Nursery Durham, North Carolina

Research Specialist Texas Children’s Hospital Adjunct Faculty University of Alabama Adjunct Instructor San Jacinto Community College Houston, Texas

Deborah Suzanne Lammert, APRN-CNS, CCRN-P, MSN

Clinical Director Surgical Weight Loss Program for Teens Cincinnati Children’s Hospital Medical Center Cincinnati, Ohio

Samaritans Purse International Relief Boone, North Carolina; Physician Support Services International Tulsa, Oklahoma

Debbie Fraser, MN, RNC-NIC

Kathy McCarthy, BSN, RN

Associate Professor of Nursing-Clinical University of Texas Health Science Center Houston School of Nursing Houston, Texas

Associate Professor Advanced Nurse Practitioner Program Centre for Nursing and Health Studies Athabasca University Athabasca, Alberta, Canada

Senior Research Nurse Baylor College of Medicine Texas Children’s Cancer and Hematology Centers Houston, Texas

Terri L. Brown, MSN, RN, CPN

Martina R. Gallagher, PhD, RN

Patricia Barry McElfresh, MN, RN, PNP-BC

Clinical Specialist Texas Children’s Hospital Houston, Texas

Assistant Professor University of Texas Health Science Center at Houston School of Nursing Department of Nursing Systems Houston, Texas

Pediatric Nurse Practitioner Children’s Healthcare of Atlanta Aflac Cancer Center and Blood Disorders Service Atlanta, Georgia

Christine A. Brosnan, DrPH, RN

Rosalind Bryant, PhD, APRN-BC, PNP Pediatric Nurse Practitioner Texas Children’s Hospital; Instructor Baylor College of Medicine Houston, Texas

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COLABORADORES

Tara Taneski Merck, MS, RN, CPNP

Cheryl C. Rodgers, RN, PhD, CPNP, CPON

Pediatric Nurse Practitioner Children’s Healthcare of Atlanta Aflac Cancer Center and Blood Disorders Service Leukemia and Lymphoma Program Atlanta, Georgia

Pediatric Nurse Practitioner Texas Children’s Cancer Center Texas Children’s Hospital; Instructor Department of Pediatrics Baylor College of Medicine Houston, Texas

Senior Research Coordinator Texas Children’s Cancer and Hematology Centers Quality Transformation Core Houston, Texas

Burn Center Education/Outreach Coordinator Akron Children’s Hospital; The Paul and Carol David Foundation Burn Institute The Clifford R. Roeckman, MD Regional Burn Center Akron, Ohio

Margaret L. Schroeder, MSN, RN, PNP-BC

Slides da Palestra em PowerPoint

Rebecca A. Monroe, MSN, RN, CPNP

Certified Pediatric Nurse Practitioner Gillette Children’s Specialty Healthcare St. Paul, Minnesota

Assistant Professor Duke University School of Nursing Durham, North Carolina

Cheryl Ann Thaxton, RN, MN, CPNP-PC

Ensino para Enfermeiras Estudos de Caso

Quadros de Prática Baseada em Evidência Olga A. Taylor, MPH

Mary A. Mondozzi, MSN, PNP-BC

Pediatric Nurse Practitioner Pediatrics After Hours Plano, Texas

Barbara Montagnino, MS, RN, CNS Clinical Nurse Specialist Progressive Care Unit Texas Children’s Hospital Houston, Texas

Cardiovascular Surgery Pediatric Nurse Practitioner Children’s Hospital Boston Boston, Massachusetts

Jean C.K. Stansbury, RN, MSN, CNP Pediatrics

Certified Hospice and Palliative Pediatric Nurse; Program Coordinator Pediatric Quality of Life Duke Children’s Hospital and Health Center Durham, North Carolina

Kim Mooney-Doyle, MSN, CPNP, CPON PhD Student; Instructor University of Pennsylvania School of Nursing Philadelphia, Pennsylvania

Sandra L. Upchurch, PhD, RN

Cynthia A. Prows, MSN, CNS, FAAN

Barbara J. Wheeler, MN, RN, IBCLC, RLC

Clinical Nurse Specialist, Genetics Children’s Hospital Medical Center Cincinnati, Ohio

Neonatal Clinical Nurse Specialist Lactation Consultant St. Boniface General Hospital; Professional Affiliate Manitoba Centre for Nursing and Health Research Winnipeg, Manitoba, Canada

Elizabeth Record, BSN, MSN, DNP Pediatric Nurse Practitioner Hematology/Oncology Department Children’s Healthcare of Atlanta Atlanta, Georgia

Robyn Rice, PhD, RN Clinical Manager, SSM Hospice St. Louis, Missouri; Graduate Online Faculty Department of Nursing University of Phoenix Phoenix, Arizona

Director of Curriculum Review and Testing Elsevier Houston, Texas

Kristina D. Wilson, PhD, CCC-SLP Senior Speech Language Pathologist and Clinical Researcher Texas Children’s Hospital; Adjunct Assistant Professor Department of Plastic Surgery Baylor College of Medicine Houston, Texas

Brigit Carter, RN, PhD, CCRN Assistant Professor Duke University School of Nursing Durham, North Carolina

Anne Derouin, RN, DNP, CPNP

Lynne Tier, MSN, RN Florida Hospital College of Health Sciences School of Nursing Orlando, Florida

Estratégias de Ensino, Padrões de Currículos e Foco de Ensino Cheryl C. Rodgers, RN, PhD, CPNP, CPON Pediatric Nurse Practitioner Texas Children’s Cancer Center Texas Children’s Hospital; Instructor Department of Pediatrics Baylor College of Medicine Houston, Texas

Banco de Teste Mary L. Dowell, PhD, RN, BC Assistant Professor Nursing Department San Antonio College; LVN-ADN Program Coordinator Kerrville Distance Site Kerrville, Texas

Os Autores Gostariam Também de Agradecer às Seguintes Pessoas pela Contribuição às Edições Anteriores

Patricia A. Ring, MSN, RN, CPNP

Terry Jean Brandt, RN, BSN, CPON, CPN

Pediatric Nephrology Children’s Hospital of Wisconsin Milwaukee, Wisconsin

Education Coordinator Inpatient Hematology Oncology Unit Texas Children’s Cancer Center and Hematology Service Texas Children’s Hospital Houston, Texas

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COLABORADORES Carol Turnage Carrier, MSN, RN, CNS

Jessica Hilburn, MT (ASCP), CIC

Shelly Nalbone, MS, RN, CPNP

Newborn Clinical Nurse Specialist Texas Children’s Hospital; Clinical Faculty The University of Texas Health Science Center at Houston School of Nursing Houston, Texas

Director, Infection Control and Prevention Eastern New Mexico Medical Center Roswell, New Mexico

Assistant Director Texas Children’s Hospital Houston, Texas

Brandi Horvath, RN, BSN, CPON

Theresa E. Reed, RN, BSN

Cancer Center and Hematology Service Texas Children’s Hospital Houston, Texas

Clinical Nurse Coordinator Nutrition Support Nurses Texas Children’s Hospital Houston, Texas

Miguel F. Da Cunha, PhD Former Professor The University of Texas Health Science Center at Houston School of Nursing Houston, Texas

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Anh Mac, RN, BSN Staff Nurse Texas Children’s Hospital Houston, Texas

Curt Roberts, RN Staff Nurse, PICU Texas Children’s Hospital Houston, Texas

Angela C. Morgan, MS, RN, CCRN Janet DeJean, RN, CPON Cancer Center and Hematology Service Texas Children’s Hospital Houston, Texas

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Clinical Nurse Specialist, PICU Texas Children’s Hospital Houston, Texas

Danna Salinas, RN, BSN Staff Nurse, PICU Texas Children’s Hospital Houston, Texas

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REVISORES Angela Brocker, MS, RNC

Kathy Hodgson, RN, MSN

Beverly J. Rossiter, MN, MSN, RN, CPNP

Clinical Faculty Georgetown University Washington, DC

Nurse Educator Lutheran School of Nursing St. Louis, Missouri

Assistant Professor Indiana University of Pennsylvania Indiana, Pennsylvania

William T. Campbell, EdD, RN

Alan B. Jauregui, MD, APN, MSN

Patricia L. Webb, DNP, APRN, CPNP-PC

Associate Professor Department of Nursing Salisbury University Salisbury, Maryland

Lecturer Scholarship Affairs Council Chairperson University of Nevada Las Vegas, School of Nursing Las Vegas, Nevada

Clinical Assistant Professor Department of Nursing Missouri State University Springfield, Missouri

Claire M. Creamer, RN, MS, CPNP-BC

Kerstin West-Wilson, RNC, MS, IBCLC

Assistant Professor Rhode Island College School of Nursing Providence, Rhode Island

Katherine Moore, MS, RN-C (NICU)

Nancy Crego, PHD-C, MSN, RN, CCRN

Kathleen Murphy-Ende, RN, PhD, AOCNP

Faculty Georgetown University School of Nursing and Health Studies Washington, DC

Nurse Practitioner Formally at the University of Wisconsin Hospital and Clinics and School of Nursing Madison, Wisconsin; Clinical Psychology Intern Veterans Administration Hospital of Central Iowa Des Moines, Iowa

Nkonye Ezeobah, PhD, MSN, RN, FNP, CCDC Associate Professor of Nursing Los Angeles Southwest College Los Angeles, California

Marian L. Farrell, PhD, PHM-NP, CRNP, CS Professor of Nursing University of Scranton Scranton, Pennsylvania

Instructor Langston University Tulsa, Oklahoma

Henry Zarrow Neonatal Intensive Care Unit Children’s Hospital at Saint Francis Tulsa, Oklahoma

Questões de Revisão no Estilo NCLEX e Estudos de Casos Colleen W. Bible, MSN, RN Nursing Faculty Division of Health Sciences, Nursing Technical College of the Lowcountry Beaufort, South Carolina

Banco de Testes Alan B. Jauregui, MD, APN, MSN

Katherine A. Roberts, MSN, RN Assistant Professor of Nursing Lamar University Beaumont, Texas

Scholarship Affairs Committee Chairperson University of Nevada, Las Vegas School of Nursing Las Vegas, Nevada

Christina Keller, RN, MSN Instructor Clinical Simulation Center Radford University Radford, Virginia

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AGRADECIMENTOS

Somos gratos a Donna Wong, cuja orientação e apoio nos fizeram melhores enfermeiros pediátricos. Ainda sentimos muita saudade dela. Agradecemos também aos professores dos cursos de enfermagem, profissionais e alunos que fizeram comentários, recomendações e sugestões. Somos especialmente gratos aos colaboradores e aos diversos revisores que trouxeram críticas construtivas, sugestões e experiência clínica para esta edição, que não teria sido concluída sem a dedicação dessas pessoas especiais. Somos especialmente gratos a Patrick Barrera por todas as suas contribuições. Seu compromisso com a excelência e a atenção aos detalhes é essencial para mantermos a qualidade deste livro. Nosso muito obrigado a Olga Taylor, por seu apoio experiente na atualização dos quadros de prática com base em evidências ao longo de todo o livro. Nenhum livro se torna uma realidade sem a dedicação e a perseverança da equipe editorial. Apesar de ser impossível listar todos os profissionais da Elsevier que fizeram um trabalho excepcional para produzir este livro, agradecemos especialmente a Shelly Hayden, Heather Bays e Megan Isenberg por seu apoio e compromisso com a excelência. Finalmente, agradecemos às nossas famílias e aos nossos filhos – pelo amor incondicional e pela paciência infinita que nos permitem dedicarmos essa grande parte das nossas vidas às nossas carreiras. Nossos filhos nos dão a oportunidade de observar diretamente as maravilhas da infância. Marilyn J. Hockenberry David Wilson

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PREFÁCIO Wong Fundamentos de Enfermagem Pediátrica é um dos principais livros de enfermagem pediátrica desde que foi publicado pela primeira vez, mais de três décadas atrás. Esse reconhecimento nos confere uma enorme responsabilidade e confiabilidade para conquistarmos mais uma vez o seu aval em cada nova edição. Por isso, com o seu apoio e comentários construtivos, oferecemos esta 9ª edição do Wong Fundamentos de Enfermagem Pediátrica revisada e completa. Para tanto, Marilyn J. Hockenberry, como editora-chefe, em conjunto com David Wilson, coeditor, além de muitas enfermeiras especializadas e outros especialistas multidisciplinares, revisaram, reescreveram ou elaboraram partes do texto relativas a áreas que estão passando por mudanças rápidas e complexas. Essas áreas incluem enfermagem na comunidade, imunizações, genética, cuidado domiciliar, avaliação e tratamento da dor, cuidados ao recém-nascido de alto risco, questões de saúde do adolescente, cuidados em fim de vida e diversas doenças. Preservamos cuidadosamente aspectos do livro que mereceram aceitação universal – suas informações de vanguarda baseadas em pesquisas; seu foco intenso e integrado na família e na comunidade; sua organização lógica e fácil de usar; e seu estilo de leitura fácil. Tentamos atender às crescentes demandas de colegas e estudantes para ensinar e aprender em um ambiente caracterizado por rápidas mudanças, quantidades enormes de informações, menos serviços de saúde tradicionais e menos tempo. Este texto estimula os alunos a pensar criticamente. Esta edição inclui planos de cuidados de enfermagem extensivamente revisados, que podem ser individualizados de acordo com as necessidades do paciente. Os planos de cuidados de enfermagem incluem a terminologia da Classificação de Intervenções de Enfermagem e da Classificação de Resultados de Enfermagem, bem como os diagnósticos aprovados da North American Nursing Diagnosis Association (NANDA). Os Estudos de Caso Exercitando o Pensamento Crítico fazem que a enfermeira examine as evidências, considere as hipóteses, estabeleça prioridades e avalie perspectivas alternativas em relação à situação de cada paciente. Além disso, corroboram nossa crença de que a ciência da enfermagem e profissões relacionadas não é “preto no branco”. Em muitos casos, incluem sombreamento cinza, como nas áreas de testagem genética, reanimação, aspectos culturais, cuidados em fim de vida e qualidade de vida. Os quadros revisados de prática baseada em evidência incluem competências, qualidade e segurança do website Quality and Safety Education for Nurses (Educação em Qualidade e Segurança para Enfermeiras). As competências são desenvolvidas especificamente para enfermeiras recém-graduadas. Este livro serve também como um manual de consulta para enfermeiras. As recomendações de organizações especializadas mais atuais foram incluídas, como da American Academy of Pediatrics, do Centers for Disease Control and Prevention, do Institute of Medicine, da Agency for Healthcare Research and Quality, da American Pain Society, da American Nurses Association e da National Association of Pediatric Nurse Associates and Practitioners.

ORGANIZAÇÃO DO LIVRO A mesma abordagem geral à apresentação do conteúdo foi preservada desde a 1ª edição, embora alguns assuntos tenham sido acrescentados, condensados e rearranjados dentro dessa estrutura para melhorar o fluxo, minimizar repetições e enfatizar tendências dos cuidados à saúde, como o cuidado em ambiente domiciliar e comunitário. O livro é dividido em duas partes principais. A primeira parte, dos Capítulos 1 a 17, segue o que às vezes chamamos de abordagem por “idade e estágio de desenvolvimento”, considerando a lactância, a infância e a adolescência em um contexto de desenvolvimento. Esta parte enfatiza a importância do papel da enfermagem na promoção e na manutenção da saúde e considera a família o foco do cuidado. A partir de uma perspectiva desenvolvimental, é apresentado o cuidado que deve ser direcionado aos problemas de saúde comuns, dando aos leitores uma visão dos problemas normais esperados em crianças sadias sob os demais aspectos

e demonstrando quando, no curso da infância, esses problemas são mais passíveis de acontecer. O restante do livro, dos Capítulos 18 a 32, apresenta os problemas de saúde mais graves da lactância, infância e adolescência não associados a uma faixa etária em particular e que com frequência demandam hospitalização, importantes intervenções médicas e de enfermagem e cuidados domiciliares ou internação domiciliar. A UNIDADE UM (Capítulos 1 a 5) fornece uma visão longitudinal da criança como um indivíduo em um continuum de mudanças do desenvolvimento, desde o nascimento até a adolescência, e como membro de uma unidade familiar amadurecendo dentro de uma cultura e de uma comunidade. O Capítulo 1 inclui uma discussão a respeito da morbidade e mortalidade na lactância e na infância e examina o cuidado à saúde infantil a partir de uma perspectiva histórica. Na medida em que as lesões acidentais são uma das principais causas de óbito entre crianças, incluiu-se uma visão geral deste tópico. O processo de enfermagem é apresentado com ênfase no diagnóstico e nos resultados de enfermagem e na importância de desenvolver habilidades de pensamento crítico. Nesta edição, os componentes críticos da prática baseada em evidência foram acrescentados e proporcionam um modelo para explorar as mais recentes pesquisas em enfermagem pediátrica ou diretrizes de prática ao longo de todo o livro. Este livro, que é sobre famílias com filhos, enfatiza a filosofia do cuidado centrado na família trata também da promoção de cuidados atraumáticos – cuidados que minimizam o estresse psicológico e físico que a promoção da saúde e o tratamento de doenças podem infligir. Recursos como os quadros Prática Baseada em Evidências, Cuidado Centrado na Família, Foco na Comunidade, Foco na Pesquisa, Alerta sobre Medicamentos e Cuidado Atraumático trazem essas filosofias para o texto. Por fim, é abordada a filosofia de prestação de cuidados de enfermagem. Acreditamos fortemente que crianças e famílias precisam de cuidadores consistentes. O estabelecimento da relação terapêutica com a criança e a família é explorado como a base essencial para prestar cuidados de enfermagem de qualidade. O Capítulo 2 oferece informações importantes a respeito de cuidados de enfermagem com base na comunidade, com ênfase na epidemiologia aplicada à detecção e à identificação de causas de morbidade e mortalidade em pediatria. Um projeto comunitário apresentado neste capítulo reflete os componentes importantes do processo de enfermagem, como a realização de uma estimativa das necessidades de uma comunidade, fase de planejamento, implementação e avaliação. O Capítulo 3, dedicado à família, enfatiza ainda mais a importância desse grupo social em relação à saúde e ao bem-estar das crianças. Teorias de família estabelecem o tom do capítulo, que inclui uma variedade de situações parentais que refletem a sociedade contemporânea. Os pontos fortes e as vulnerabilidades são tratados, e achados atuais sobre adoção, divórcio, pais solteiros, famílias formadas por novos casamentos e famílias de dupla renda foram incorporados. O Capítulo 4 dá uma oportunidade de expandir a discussão das influências sociais, culturais e religiosas no desenvolvimento e na promoção da saúde da criança, incluindo fatores socioeconômicos, costumes, crenças e práticas em saúde. O conteúdo descreve mais claramente o papel da enfermagem, com ênfase na sensibilidade cultural e no cuidado culturalmente sensível. Ao longo de todo este capítulo, foram feitas revisões extensivas às tabelas, detalhando fatores culturais e religiosos para tornar as informações mais acessíveis e fáceis de usar. A visão geral básica do desenvolvimento infantil no Capítulo 5 permanece atualizada e expande a abordagem teórica ao desenvolvimento da personalidade e à aprendizagem. O desenvolvimento dos sistemas biológicos não está enfatizado neste capítulo, mas é discutido com mais detalhes em relação a importantes disfunções dos sistemas nos capítulos posteriores. A UNIDADE DOIS (Capítulos 6 e 7) dirige-se para os princípios de avaliação da enfermagem, incluindo habilidades de comunicação e entrevista, observação, exames físico e comportamental, orientações de saúde e as últimas informações a respeito de diretrizes de cuidados preventivos em saúde. O Capítulo 6 contém diretrizes para comunicar-se com crianças, adolescentes e

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suas famílias, bem como uma descrição detalhada de uma avaliação da saúde, incluindo discussão da avaliação familiar, avaliação nutricional e história sexual. O conteúdo sobre técnicas de comunicação é detalhado de maneira a proporcionar num formato conciso para consultas. O Capítulo 6 prossegue fazendo uma abordagem abrangente ao exame físico e à avaliação do desenvolvimento, com material atualizado sobre medida de temperatura, diretrizes de índice de massa corporal (IMC) para a idade e as últimas tabelas de avaliação clínica do crescimento recomendadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pelo CDC. O Capítulo 7 é novo nesta edição e dedica-se à avaliação crítica e ao manejo da dor em crianças. Embora a literatura sobre avaliação e manejo da dor em crianças tenha crescido consideravelmente, este conhecimento ainda não está amplamente aplicado na prática. O Capítulo 7 foi acrescentado para tratar essa questão, apresentando estratégias detalhadas de avaliação e manejo, incluindo a discussão de estados comuns de dor em crianças. A UNIDADE TRÊS (Capítulos 8 e 9) enfatiza a importância do período neonatal em relação à sobrevida da criança durante os primeiros meses e o impacto na saúde posteriormente na vida. No Capítulo 8, diversas áreas foram revisadas para refletir os assuntos atuais, especialmente em termos das necessidades de aprendizagem da família durante a transição do recém-nascido para a vida extrauterina, bem como o reconhecimento de problemas do recém-nascido nas primeiras semanas de vida. Questões correntes que foram atualizadas incluem medidas proativas para prevenir o sequestro/ rapto de crianças; iniciativas de amamentação fáceis para o lactente e com base hospitalar; maior ênfase em escolhas por analgesia na circuncisão; cuidados atraumáticos ao recém-nascido; e a triagem neonatal, incluindo o rastreamento auditivo neonatal universal. As diretrizes de cuidados da pele do recém-nascido também foram atualizadas e opções de cuidados do coto umbilical são discutidas. O Capítulo 9 enfatiza o papel da enfermagem no cuidado de recém-nascidos de alto risco e a importância de observações criteriosas da sobrevida deste grupo vulnerável de lactentes. Avanços modernos no cuidado neonatal levaram à revisão extensa com uma sensibilidade maior quanto às necessidades diversas dos lactentes, desde aqueles com pesos de nascimento extremamente baixos, prematuros tardios, até os de idade gestacional normal que têm dificuldades em fazer uma transição efetiva para a vida extrauterina. As atualizações no Capítulo 9 incluem informações sobre cuidados do recém-nascido prematuro; diretrizes de monitoração e intervenção da bilirrubina neonatal; equilíbrio acidobásico; hipotermia terapêutica; nutrição do prematuro e exposição neonatal a condições do ambiente materno, como álcool, tabaco e drogas recreacionais, bem como exposição a infecções virais, incluindo o parvovírus humano e herpes. Este capítulo também inclui atualizações de imunizações necessárias no período neonatal e detecção e manejo de erros inatos do metabolismo. As UNIDADES QUATRO a SEIS (Capítulos 10 a 17) apresentam os principais estágios do desenvolvimento descritos na Unidade Um, expandidos de maneira a oferecer um conceito mais amplo desses estágios e dos problemas de saúde mais frequentemente associados a cada faixa etária. Uma ênfase especial é dada a aspectos dos cuidados preventivos. Os capítulos sobre promoção da saúde seguem uma abordagem padrão usada consistentemente para cada faixa etária. O Capítulo 10 inclui as informações mais recentes relativas a imunizações na infância, bem como uma discussão a respeito da associação entre as imunizações na infância e o autismo. O Capítulo 11 foi simplificado em relação aos desequilíbrios de vitaminas e minerais, embora continue a focar sobre a influência da nutrição na primeira infância pelo fato de esta impactar no estado de saúde na idade adulta. As seções sobre cólica, síndrome da morte súbita do lactente e segurança no assento do carro na infância também foram atualizadas. A influência da nutrição nas crianças em idades pré-escolar e escolar (especialmente reduzindo-se a ingesta de gordura) em relação a doenças crônicas posteriores, como obesidade e hipertensão, também é discutida. Os efeitos negativos em potencial da exposição à violência e ao terrorismo também foram incluídos. Os capítulos sobre problemas de saúde nessas unidades refletem primariamente questões mais típicas e relacionadas à idade. As informações sobre muitas doenças foram revisadas de maneira a refletirem mudanças recentes. Alguns exemplos incluem síndrome da morte súbita do lactente, intoxicação por chumbo, cicatrização de feridas, transtorno do déficit de atenção/hiperatividade, contracepção, gravidez na adolescência e abuso de substâncias. Os capítulos sobre adolescência incluem as mais recentes informações a respeito do abuso de substâncias, imunizações de adolescentes e o impacto da nutrição dos adolescentes na saúde cardiovascular.

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A UNIDADE SETE (Capítulos 18 a 20) lida com crianças que têm as mesmas necessidades que aquelas em crescimento, mas que, em decorrência de problemas congênitos ou físicos adquiridos, cognitivos ou de deficiência sensorial, precisam de outras intervenções para facilitar o seu desenvolvimento. O Capítulo 18 reflete as tendências atuais no cuidado de famílias e crianças com doenças crônicas ou necessidades especiais, como a prestação de cuidados domiciliares, normalização da vida das crianças, foco nas necessidades do desenvolvimento, capacitação e fortalecimento das famílias e promoção de intervenções precoces. Foram feitas extensas revisões para refletir a maior consciência da necessidade de cuidados de enfermagem de qualidade no fim da vida. Esta seção destaca os temores comuns sentidos pela criança e pela família e inclui a discussão do manejo de sintomas e as reações da enfermagem ao cuidado de crianças em fim de vida. O conteúdo do Capítulo 19 sobre deficiências cognitivas e sensoriais inclui atualizações importantes da definição e da classificação de comprometimento cognitivo. O autismo é discutido neste capítulo, dando uma visão coesa das deficiências cognitivas e sensoriais. O Capítulo 20 foi completamente revisado por um especialista em cuidado domiciliar pediátrico. O Capítulo 20 fornece uma visão geral do cuidado domiciliar no contexto da família sob o ponto de vista do especialista nos cuidados à criança com doença crônica ou aguda que necessita de cuidados domiciliares. Este capítulo apresenta discussões importantes relacionadas à seleção de serviço de internação domiciliar, ao papel da enfermagem no empoderamento da família e à gestão de caso na saúde domiciliar. A UNIDADE OITO (Capítulos 21 e 22) lida com o impacto da hospitalização sobre a criança e sua família e apresenta uma visão abrangente dos fatores de estresse impostos pela hospitalização, discutindo intervenções de enfermagem para preveni-los ou eliminá-los. Novas pesquisas em internações curtas ou admissões ambulatoriais tratam de preparar as crianças para essas experiências. O Capítulo 21 oferece informações atualizadas sobre os efeitos da doença e da hospitalização nas crianças em idades específicas e os efeitos no seu desenvolvimento. O papel crescente dos cenários de práticas ambulatoriais e externos para procedimentos cirúrgicos também é discutido. O Capítulo 22 inclui vários quadros de Prática Baseada em Evidência revisados que incluem competências QSEN e são elaborados para fundamentar as novas intervenções discutidas no capítulo. Um novo foco neste capítulo são as evidências relacionadas ao preparo da criança para procedimentos comumente realizados pela enfermagem. Recomendações para a prática com base em evidências são apresentadas de maneira concisa nos quadros Prática Baseada em Evidência ao longo do capítulo. As UNIDADES NOVE a DOZE (Capítulos 23 a 32) consideram problemas graves de saúde de lactentes e crianças basicamente a partir de uma orientação dos sistemas biológicos, que tem o valor organizacional prático de permitir que problemas de saúde e considerações de enfermagem sejam relacionados a transtornos fisiopatológicos específicos. Revisões importantes incluem discussões sobre hepatite, ressuscitação cardiopulmonar, distúrbios hematológicos, doenças respiratórias, incluindo influenza, lesões agudas de pulmão e vírus sincicial respiratório, tuberculose, asma, efeitos do tabagismo passivo, convulsões, quimioterapia, síndrome da imunodeficiência adquirida, diabetes melito e queimaduras. As informações sobre lesões ortopédicas e musculares na infância em consequência da participação em esportes ou outras lesões foram extensamente revisadas para refletirem as modalidades de tratamento atuais. O Capítulo 29 trata do diabetes tipo 2 e de novas informações sobre formulações de insulina e tipos de medidores de glicose. Vários apêndices foram incluídos, contendo informações sobre avaliação do desenvolvimento, medidas do crescimento e valores laboratoriais. Todo o material do apêndice reflete as versões mais atuais de formulários, gráficos e medidas.

PRINCÍPIOS UNIFICADORES Vários princípios unificadores orientaram a estrutura organizacional deste livro desde a sua concepção. Esses princípios continuam a fortalecer o livro em cada revisão, de maneira a produzir um texto compatível com a abordagem ao longo de todos os capítulos.

A Família como Unidade de Cuidado A criança é um membro essencial da unidade familiar. O cuidado de enfermagem é mais efetivo quando realizado com a crença de que a família é o

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PREFÁCIO paciente. Tal crença permeia o livro. Quando uma criança está sadia, a saúde dela adquire destaque quando a família é vista como um sistema promotor de saúde funcional em sua totalidade. A unidade familiar pode manifestar-se em uma série de estruturas, cada uma com o potencial de prover um ambiente acolhedor e seguro no qual a criança possa crescer, amadurecer e maximizar seu potencial humano. Além da integração do cuidado centrado na família a cada capítulo, há um capítulo inteiro dedicado a entender a família como o foco central na vida da criança. Outro capítulo discute as influências sociais, culturais e religiosas que afetam as crenças familiares. Seções distintas em outro capítulo lidam em profundidade com a comunicação e a avaliação familiares. O impacto de doenças e hospitalizações, do cuidado domiciliar, do cuidado comunitário e da morte de uma criança é coberto extensamente em outros quatro capítulos. As necessidades da família são enfatizadas por todo o texto em Cuidados de Enfermagem, uma seção distinta sobre apoio familiar. Diversos quadros de Cuidado Centrado na Família estão incluídos para ajudar as enfermeiras a entender e fornecer informações úteis às famílias.

Uma Abordagem Integrada ao Desenvolvimento Crianças não são adultos em miniatura, mas indivíduos especiais com mentes, corpos e necessidades únicos. Nenhum livro de enfermagem pediátrica é completo sem a cobertura abrangente de comunicação, nutrição, brincadeira, segurança, cuidado bucal, sexualidade, sono, autoestima e, é claro, paternidade e maternidade. A enfermagem promove a expressão saudável de todas essas dimensões da pessoa e precisa entender como essas funções são expressas por diferentes crianças em diferentes idades e estágios de desenvolvimento. A paternidade e a maternidade efetivas dependem do conhecimento dos pais sobre o desenvolvimento, e muitas vezes é responsabilidade da enfermagem conscientizá-los acerca das necessidades de desenvolvimento dos filhos. Por essas razões, a cobertura de muitas dimensões da infância está integrada dentro de capítulos de crescimento e desenvolvimento, em vez de ser apresentada em capítulos distintos. Por exemplo, questões de segurança para uma criança de 1 a 3 anos de idade são muito diferentes das de um adolescente. As necessidades de sono mudam com a idade, assim como as nutricionais. Consequentemente, as unidades em cada estágio da infância contêm informações completas a respeito de todas essas funções e como elas se relacionam com a idade específica. Na unidade sobre a criança em idade escolar, há informações, por exemplo, sobre necessidades nutricionais, brincadeiras apropriadas à idade e sua importância, questões de segurança características da faixa etária, cuidado bucal apropriado, características do sono e meios de promover a autoestima – uma preocupação significativa para crianças em idade escolar. Os desafios de ser pai e mãe de uma criança em idade escolar são apresentados e intervenções são sugeridas às enfermeiras para serem usadas visando promover a criação saudável. Usando uma abordagem integrada, os alunos obtêm uma apreciação das características singulares e das necessidades das crianças em cada idade e cada estágio do desenvolvimento.

Foco no Bem-estar e na Doença: Criança, Família e Comunidade Em um livro de enfermagem pediátrica espera-se um foco na doença. As crianças ficam doentes e a enfermagem tipicamente envolve-se em ajudá-las a ficarem bem. Entretanto, no preparo de estudantes de enfermagem isso não é suficiente para, principalmente, cuidar de crianças doentes. Primeiramente, saúde é mais do que ausência de doença. Estar sadio é ter mente, espírito e corpo íntegros, portanto grande parte da primeira metade do livro dedica-se a discussões que promovem o bem-estar físico, emocional, psicossocial, mental e espiritual. Uma grande ênfase é colocada na orientação antecipada dos pais para evitar lesões ou doenças na criança. Em segundo lugar, o cuidado em saúde é mais do que algum tipo de prevenção. Os objetivos fixados pelo relatário do Healthy People 2020 estabelecem claramente uma agenda de cuidados em saúde na qual as soluções de problemas médicos e sociais dependem de estratégias preventivas. Em terceiro lugar, os cuidados em saúde estão saindo do contexto de cuidados agudos para a comunidade, o lar, centros de internação de curta duração e clínicas. A enfermagem deve estar preparada para atuar em todos os cenários de prática. Para obter êxito, as

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enfermeiras precisam entender a fisiopatologia, o diagnóstico e o tratamento de problemas de saúde. O cuidado de enfermagem competente começa com este conhecimento e é realçado por uma percepção do desenvolvimento infantil, da dinâmica familiar e das habilidades de comunicação.

Cuidado de Enfermagem Embora o conteúdo deste livro incorpore informações de diversas disciplinas (medicina, fisiopatologia, farmacologia, nutrição, psicologia, sociologia), seu objetivo fundamental é fornecer informações sobre os cuidados de enfermagem às crianças e às famílias. As discussões sobre todos os distúrbios convergem para a seção de Cuidado de Enfermagem. Além disso, 14 planos de cuidados foram incluídos. Conjuntamente, eles cobrem o cuidado de enfermagem de muitas doenças, distúrbios e problemas infantis. A finalidade dos planos de cuidados, assim como todos os demais aspectos do livro, é ensinar e transmitir informações. Esses planos incluem todos os diagnósticos de enfermagem atuais aprovados pela NANDA International que tenham uma relação potencial com o problema de saúde. Para cada diagnóstico, características definidoras, resultados apropriados do paciente e a seleção de possíveis intervenções com justificativas são apresentados. Os planos de cuidados têm como objetivo estimular o pensamento crítico e encorajar o aluno a individualizar resultados e intervenções para a criança, em vez de proporcionar um quadro extenso de todos os diagnósticos, resultados e intervenções de enfermagem para determinada doença ou problema.

Cuidado Culturalmente Competente A diversidade cultural crescente nos Estados Unidos requer que a enfermeira que trabalha com crianças e famílias desenvolva experiência no cuidado de crianças de origens diversas. O cuidado de enfermagem culturalmente competente exige mais do que adquirir conhecimento a respeito de grupos étnicos e culturais. Ele abrange não só a percepção da influência da cultura na criança e na família, mas também a capacidade de intervir apropriada e efetivamente. A enfermeira deve aprender habilidades objetivas para concentrar-se nas características culturais da criança, da família e da comunidade. A autopercepção da enfermeira sobre as origens culturais, pessoais e únicas deve ser reconhecida para entender como elas contribuem para a comunicação intercultural. A importância do ambiente de cuidados dentro de um cenário intercultural deve ser considerada ao se fornecerem cuidados clínicos de enfermagem a famílias culturalmente diversas. Esta edição proporciona numerosas experiências de aprendizagem que examinam a comunicação intercultural, avaliação cultural, interpretação cultural e intervenções de enfermagem apropriadas.

O Papel Fundamental da Pesquisa e da Prática Baseada em Evidência Esta 9ª edição é o produto de uma revisão extensa da literatura publicada desde que o livro foi revisado pela última vez. Muitos leitores e pesquisadores passaram a basear-se nas inúmeras referências que refletem as contribuições significativas de uma ampla gama de profissionais. Para garantir que as informações sejam corretas e atuais, a maioria das citações tem menos de 5 anos, e quase todos os capítulos têm referências de 1 ano antes da publicação deste livro. Esta obra reflete a arte e a ciência da enfermagem pediátrica. O objetivo central de todas as revisões é basear o cuidado em pesquisas, em vez de na tradição. A prática baseada em evidências produz resultados mensuráveis que a enfermagem pode usar para validar seu papel singular no sistema de cuidado à saúde. Ao longo de todo o livro, os quadros de Prática Baseada em Evidência refletem a importância da ciência do cuidado de enfermagem.

CONTEÚDO BRASILEIRO A 9a edição deste livro inclui estatísticas brasileiras atualizadas concernentes à saúde do recém-nascido e da criança no Capítulo 1 e programa de imunização brasileira no Capítulo 10. Numerosas organizações brasileiras também são citadas ao longo do texto. Esses esforços pretendem tornar o texto o mais valioso possível para os leitores no Brasil.

Nota da Revisão Científica: Devido ao fato de 90% da mão de obra do serviço de saúde ser de mulheres, resolvemos adotar neste livro o termo enfermeira.

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CARACTERÍSTICAS ESPECIAIS Foi necessário muito esforço para fazer deste livro uma ferramenta fácil para o ensino e, mais importante, fácil para o aprendizado. Nesta edição, foram incluídas as seguintes características para beneficiar os educadores, os alunos e os profissionais: CUIDADO ATRAUMÁTICO quadros que enfatizam a importância de oferecer um cuidado competente sem criar desconfortos físico e psicológico desnecessários. Embora muitos destes quadros contenham sugestões para tratamento da dor, o cuidado atraumático também considera as abordagens para promover a autoestima e evitar o constrangimento. FOCO NA COMUNIDADE quadros que abordam as questões que se estendem à comunidade, como as taxas elevadas de imunização, a prevenção do envenenamento por chumbo e a redução do tabagismo entre adolescentes. Em ESTUDOS DE CASO EXERCITANDO O PENSAMENTO CRÍTICO peça à enfermeira para examinar a evidência, considere as suposições, estabeleça prioridades e avalie as perspectivas alternativas com base na situação de cada paciente. CONSIDERAÇÕES CULTURAIS quadros que integram os conceitos do cuidado culturalmente sensível em todo o livro. A ênfase é concentrada na aplicação clínica de informações, estejam elas focadas no treinamento para uso de toalete ou na circuncisão de homens ou mulheres. ALERTAS SOBRE MEDICAMENTOS destaca as preocupações críticas sobre a segurança de fármacos para um melhor tratamento terapêutico. TRATAMENTO DE EMERGÊNCIA os quadros são sinalizados por abas coloridas, possibilitando que o leitor localize rapidamente as intervenções para situações de crise. PRÁTICA BASEADA EM EVIDÊNCIAS os quadros foram atualizados nesta edição para voltar a atenção do leitor à aplicação dos processos do pensamento crítico e de pesquisa para apoiar e guiar os resultados do cuidado de enfermagem. Os quadros PBE incluem as competências QSEN e oferecem resultados mensuráveis que as enfermeiras podem utilizar para validar sua função essencial no sistema do cuidado médico. CUIDADO CENTRADO NA FAMÍLIA os quadros apresentam as questões de significância especial às famílias que têm uma criança com um distúrbio específico. Essa característica é outro método de destacar as necessidades ou preocupações das famílias que devem ser abordadas quando o cuidado centrado na família for oferecido. ALERTA PARA A ENFERMAGEM as características chamam a atenção do leitor para as considerações que, se ignoradas, podem levar a uma situação de piora ou emergencial. Os dados principais de avaliação, os fatores de risco e os sinais de perigo estão entre as informações incluídas. DIRETRIZES PARA O CUIDADO DE ENFERMAGEM resume as intervenções de enfermagem para uma variedade de situações e condições. PLANO DE CUIDADOS DE ENFERMAGEM inclui os últimos diagnósticos de enfermagem NANDA e as características definidoras associadas (sinais e sintomas) que auxiliam a enfermeira na validação do diagnóstico de enfermagem selecionado. O plano de cuidados de enfermagem também inclui os resultados e a terminologia da Classificação dos Resultados de Enfermagem. As intervenções de enfermagem selecionadas e a terminologia da Classificação das Intervenções de Enfermagem são

desenvolvidas para guiar o aluno na individualização do cuidado à criança e à sua família. A inclusão da terminologia de classificação, incluindo os diagnósticos NANDA, a Classificação das Intervenções de Enfermagem e a Classificação dos Resultados de Enfermagem, oferece uma linguagem comum para que a enfermeira identifique as necessidades específicas das crianças e suas famílias. PROCESSO DE ENFERMAGEM os quadros agilizam as informações sobre o processo de enfermagem das principais doenças e condições para uma fácil identificação. DICA PARA A ENFERMAGEM as observações apresentam informações úteis de natureza não emergencial que deixam os pacientes mais confortáveis e o trabalho da enfermeira mais fácil. REVISÕES SOBRE A FISIOPATOLOGIA foram adicionadas nesta edição para proporcionar ao aluno uma representação visual dos efeitos do processo da doença da criança. Essas ilustrações proveem o conhecimento necessário para que a enfermeira execute as intervenções de enfermagem apropriadas com base na evidência e fornecem cuidado independente e colaborativo com outros profissionais da área. QUALIDADE DOS RESULTADOS ESPERADOS PARA O PACIENTE são adicionados por todo o texto para mostrar uma estrutura de medida do desempenho do cuidado de enfermagem. As medidas do resultado sensível à enfermagem são integradas nos indicadores de resultado utilizados por todo o livro. FOCO DE PESQUISA os quadros revisam a nova evidência sobre os tópicos importantes de uma maneira concisa. ALERTAS DE SEGURANÇA destacam a segurança do paciente como parte da iniciativa QSEN para melhores resultados do cuidado de enfermagem. AD APTAÇÃO À REALIDADE BRASILEIRA. Inúmeros instrumentos pedagógicos das edições anteriores que aprimoram o aprendizado do aluno foram mantidos: • SUMÁRIOS DO CAPÍTULO com números da página começam cada capítulo e permitem que os leitores localizem rapidamente os tópicos de interesse. • Um FORMATO TOTALMENTE COLORIDO, funcional e atraente aprimora visualmente a organização de cada capítulo, assim como das características especiais. • Um ÍNDICE detalhado e com referências cruzadas permite que os leitores tenham rápido acesso às discussões. • TERMOS-CHAVE são destacados em todos os capítulos para reforçar o aprendizado do aluno. • Centenas de TABELAS e QUADROS destacam os conceitos principais e as intervenções de enfermagem. • PONTOS-CHAVE localizados no final de cada capítulo ajudam o leitor a resumir os conceitos principais, fazer conexões e sintetizar informações. • OBJETIVOS DA APRENDIZAGEM em cada capítulo proporcionam ao leitor uma diretriz básica para os pontos principais apresentados no capítulo e aprendidos nele. • Muitas das FOTOGRAFIAS COLORIDAS são novas, e os desenhos anatômicos são fáceis de acompanhar, com a cor utilizada adequadamente para ilustrar aspectos importantes, como o sangue saturado e dessaturado. Como exemplo, as ilustrações do coração totalmente coloridas no Capítulo 25 representam claramente os defeitos cardíacos congênitos e as alterações hemodinâmicas associadas.

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ÍNDICE

UNIDADE 1

CRIANÇAS, SUAS FAMÍLIAS E A ENFERMAGEM, 1

1 Perspectivas de Enfermagem Pediátrica, 1 2 Cuidados de Enfermagem à Criança e à Família com Base na Comunidade, 17 3 Influências da Família na Promoção da Saúde da Criança, 24 4 Influências Sociais, Culturais e Religiosas na Promoção da Saúde da Criança, 43 5 Influências Genéticas e de Desenvolvimento na Promoção de Saúde da Criança, 64

19 Impacto do Comprometimento Cognitivo ou Sensorial na Criança e sua Família, 548 20 Cuidados Domiciliares Centrados na Família, 573

UNIDADE 8

21 Cuidados à Criança Centrados na Família durante a Doença e a Hospitalização, 588 22 Especificidades Pediátricas das Intervenções de Enfermagem, 610

UNIDADE 9 UNIDADE 2

AVALIAÇÃO DA CRIANÇA E SUA FAMÍLIA, 85

6 Comunicação e Avaliação Física da Criança, 85 7 Avaliação e Controle da Dor em Crianças, 140

UNIDADE 3

CUIDADO CENTRADO NA FAMÍLIA AO RECÉM-NASCIDO, 179

8 Promoção da Saúde do Recém-nascido e da Família, 179 9 Problemas de Saúde dos Recém-nascidos, 220

UNIDADE 4

CUIDADO CENTRADO NA FAMÍLIA AO LACTENTE, 296

10 Promoção da Saúde do Lactente e da Família, 296 11 Problemas de Saúde do Lactente, 341

UNIDADE 5

CUIDADO CENTRADO NA FAMÍLIA DE CRIANÇAS PEQUENAS, 363

12 Promoção da Saúde da Criança de 1 a 3 Anos e de Sua Família, 363 13 Promoção da Saúde do Pré-escolar e de Sua Família, 391 14 Problemas de Saúde de Crianças de 1 a 3 Anos e Pré-escolares, 405

UNIDADE 6

CUIDADO CENTRADO NA FAMÍLIA DE CRIANÇAS NA IDADE ESCOLAR E ADOLESCENTES, 440

15 Promoção da Saúde do Escolar e de Sua Família, 440 16 Promoção da Saúde do Adolescente e de Sua Família, 458 17 Problemas de Saúde que Afetam as Crianças em Idade Escolar e Adolescentes, 479

UNIDADE 7

CUIDADO CENTRADO NA FAMÍLIA DE CRIANÇAS COM NECESSIDADES ESPECIAIS, 515

18 A Qualidade de Vida de Crianças que Vivem com Doenças Crônicas ou Complexas, 515

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A CRIANÇA HOSPITALIZADA, 588

A CRIANÇA COM PROBLEMAS RELACIONADOS À TRANSFERÊNCIA DE OXIGÊNIO E NUTRIENTES, 677

23 A Criança com Infecção Respiratória, 677 24 A Criança com Disfunção Gastrointestinal, 730

UNIDADE 10 A CRIANÇA COM PROBLEMAS RELACIONADOS A PRODUÇÃO E CIRCULAÇÃO DE SANGUE, 784 25 A Criança com Disfunção Cardiovascular, 784 26 A Criança com Disfunção Hematológica ou Imunológica, 831

UNIDADE 11 A CRIANÇA COM PERTURBAÇÃO DOS MECANISMOS REGULADORES, 866 27 28 29 30

A Criança com Disfunção Geniturinária, 866 A Criança com Disfunção Cerebral, 889 A Criança com Disfunção Endócrina, 933 A Criança com Disfunção Tegumentar, 967

UNIDADE 12 A CRIANÇA COM UM PROBLEMA QUE INTERFERE NA MOBILIDADE FÍSICA, 1007 31 A Criança com Disfunção Musculoesquelética ou Articular, 1007 32 A Criança com Disfunção Neuromuscular ou Muscular, 1044

APÊNDICES, 1073 A B C D

Medidas do Crescimento, 1073 Exames Laboratoriais Comuns, 1082 Tradução da Escala de Classificação de Faces de Dor de Wong-Baker, 1091 Níveis de Pressão Arterial, 1092

RESPOSTAS PARA OS ESTUDOS DE CASO, 1095

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SUMÁRIO UNIDADE 1

CRIANÇAS, SUAS FAMÍLIAS E A ENFERMAGEM, 1

1 Perspectivas de Enfermagem Pediátrica, 1 Marilyn J. Hockenberry e Patrick Barrera Cuidado em saúde da criança, 1 Promoção de saúde, 2 Problemas de saúde na infância, 3 Mortalidade e morbidade, 8 A arte da enfermagem pediátrica, 9 Filosofia de cuidado, 9 Papel da enfermeira pediátrica, 10 Pesquisa e prática baseada em evidência, 12 Raciocínio clínico e o processo de prestação de cuidado de enfermagem às crianças e suas famílias, 13 Raciocínio clínico, 13 Processo de enfermagem, 13 Medidas de qualidade do resultado, 15 2 Cuidados de Enfermagem à Criança e à Família com Base na Comunidade, 17 Christine A. Brosnan, Sandra L. Upchurch e Martina R. Gallagher Enfermagem na comunidade, 17 Conceitos de comunidade, 17 Comunidade, 17 Demografia, 19 Epidemiologia, 19 Economia em saúde, 20 Processo de enfermagem na comunidade, 20 Histórico e diagnóstico das necessidades da comunidade, 21 Planejamento da comunidade, 21 Implementação na comunidade, 21 Avaliação da comunidade, 21 3 Influências da Família na Promoção da Saúde da Criança, 24 Marilyn J. Hockenberry Conceitos gerais, 24 Definição de família, 24 Teorias sobre família, 25 Intervenções de enfermagem e família, 26 Estrutura e função da família, 26 Estrutura familiar, 26 Pontos fortes e estilo de funcionamento da família, 28 Papéis e relações familiares, 29 Papéis dos pais, 29 Aprendizagem de papel, 29 Parentalidade, 32 Motivação parental, 32 Preparo parental, 32

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Transição parental, 32 Comportamentos parentais, 33 Estabelecimento de limites e disciplina, 34 Situações parentais especiais, 36 Parentalidade de filho adotivo, 36 Parentalidade e divórcio, 37 Monoparentalidade, 39 Parentalidade em famílias reconstituídas, 40 Parentalidade em famílias com dois provedores, 40 Parentalidade na família substituta, 40 Acomodação às situações parentais contemporâneas, 40 4 Influências Sociais, Culturais e Religiosas na Promoção da Saúde da Criança, 43 Kim Mooney-Doyle Cultura, 43 A criança e a família na américa do norte, 45 Papéis sociais, 45 Choque cultural e sensibilidade cultural, 46 Influências subculturais, 46 Etnia, 46 Membros de grupos minoritários, 47 Classe social, 47 Escolas, 47 Comunidades, 48 Pares culturais, 48 Biculturalidade, 48 Meios de comunicação de massa, 49 Influências socioeconômicas, 50 Pobreza, 50 Famílias vivendo em situação de rua, 51 Famílias migrantes, 51 Influências culturais, 52 Relativismo cultural, 52 Relações com os profissionais da saúde, 52 Hábitos alimentares, 53 Crenças e práticas em saúde, 54 Crenças em saúde, 54 Práticas em saúde, 55 Importância do desenvolvimento da competência cultural para a enfermagem, 56 Consciência cultural, 56 Influências religiosas, 59 Crenças religiosas, 59 5 Influências Genéticas e de Desenvolvimento na Promoção de Saúde da Criança, 64 Quinn Franklin e Cynthia Prows Crescimento e desenvolvimento, 65 Bases do crescimento e desenvolvimento, 65 Crescimento biológico e desenvolvimento físico, 66

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SUMÁRIO Mudanças fisiológicas, 68 Nutrição, 69 Temperamento, 69 Significado do temperamento, 70 Desenvolvimento da personalidade e da função mental, 70 Bases teóricas do desenvolvimento da personalidade, 70 Bases teóricas do desenvolvimento intelectual, 72 Desenvolvimento do autoconceito, 74 Papel da brincadeira no desenvolvimento, 74 Classificação das brincadeiras, 74 Caráter social das brincadeiras, 75 Funções da brincadeira, 76 Brinquedos, 77 Avaliação do desenvolvimento, 77 Denver II, 78 Questionário do desenvolvimento pré-triagem Denver II, 79 Fatores genéticos que influenciam o desenvolvimento, 79 Considerações sobre genética e genômica, 79

UNIDADE 2

AVALIAÇÃO DA CRIANÇA E SUA FAMÍLIA, 85

6 Comunicação e Avaliação Física da Criança, 85 Marilyn J. Hockenberry Diretrizes para a comunicação e entrevista, 86 Estabelecimento de um ambiente de comunicação, 86 Privacidade de informações computadorizadas e aplicações à enfermagem, 86 Triagem e aconselhamento por telefone, 86 Comunicação com as famílias, 87 Comunicação com os pais, 87 Comunicação com crianças, 89 Técnicas de comunicação, 91 Elaboração do histórico, 93 Elaborar o histórico de saúde, 93 Avaliação nutricional, 99 Ingestão alimentar, 99 Exame clínico de nutrição, 100 Avaliação nutricional, 100 Abordagens gerais relacionadas ao exame da criança, 103 Sequência do exame, 103 Preparo da criança, 103 Exame físico, 103 Medidas de crescimento, 104 Medidas fisiológicas, 109 Aparência geral, 116 Pele, 116 Linfonodos, 117 Cabeça e pescoço, 118 Olhos, 118 Orelhas, 122 Nariz, 124 Boca e garganta, 125

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Tórax, 126 Pulmões, 127 Coração, 129 Abdome, 131 Órgãos genitais, 133 Ânus, 134 Dorso e membros, 135 Avaliação neurológica, 136 7 Avaliação e Controle da Dor em Crianças, 140 Eufemia Jacob Avaliação da dor, 140 Avaliação da dor aguda, 141 Avaliação da dor crônica e recorrente, 147 Medidas multidimensionais, 147 Avaliação da dor em populações específicas, 148 Dor em recém-nascidos, 148 Crianças com comprometimento cognitivo e de comunicação, 149 Diferenças culturais, 151 Crianças com doença crônica e dor complexa, 154 Controle da dor, 154 Abordagens não farmacológicas, 154 Abordagens farmacológicas, 158 Consequências da dor não Tratada, 170 Situações comuns de dor em crianças, 170 Manejo de casos de dor na atenção primária, 170 Procedimentos dolorosos e invasivos, 171 Dor pós-operatória, 171 Dor de queimadura, 172 Dor de cabeça recorrente, 172 Dor abdominal recorrente, 172 Dor na doença falciforme, 173 Dor no câncer, 173 Dor e sedação no cuidado em fim de vida, 174

UNIDADE 3

CUIDADO CENTRADO NA FAMÍLIA AO RECÉM-NASCIDO, 179

8 Promoção da Saúde do Recém-nascido e da Família, 179 Barbara J. Wheeler Adaptação à vida extrauterina, 180 Adaptações imediatas, 180 Estado fisiológico de outros sistemas, 180 Cuidado de enfermagem ao neonato e à sua família, 182 Avaliação, 182 Manutenção de via aérea permeável, 199 Manutenção de uma temperatura corporal estável, 199 Proteção contra infecção e lesão, 200 Fornecimento de nutrição ideal, 207 Promoção do vínculo afetivo pais-bebê, 211 Preparo para alta e cuidado domiciliar, 214 9 Problemas de Saúde dos Recém-nascidos, 220 Debbie Fraser Tocotraumatismos, 221 Lesão do tecido mole, 221 Trauma cefálico, 221 Fraturas, 223 Paralisia, 223

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SUMÁRIO Problemas comuns do recém-nascido, 224 Eritema tóxico neonatal, 224 Candidíase, 224 Vírus herpes simples, 225 Marcas de nascimento, 225 Cuidado de enfermagem ao recém-nascido de alto risco e à sua família, 226 Identificação dos recém-nascidos de alto risco, 226 O cuidado de recém-nascidos de alto risco, 227 Alto risco relacionado à dismaturidade, 244 Recém-nascidos pré-termo, 244 Recém-nascidos pós-termo, 247 Alto risco relacionado aos fatores fisiológicos, 247 Hiperbilirrubinemia, 247 Doença hemolítica do recém-nascido, 254 Complicações metabólicas, 257 Síndrome do desconforto respiratório, 257 Complicações respiratórias, 263 Complicações cardiovasculares, 269 Complicações neurológicas, 269 Convulsões neonatais, 270 Alto risco relacionado aos processos infecciosos, 272 Sepse, 272 Enterocolite necrosante (ECN), 273 Alto risco relacionado às condições maternas, 275 Recém-nascidos de mães diabéticas, 275 Recém-nascidos expostos a drogas, 276 Infecções maternas, 279 Anomalias congênitas, 279 Etiologia genética das anomalias congênitas, 282 Defeitos provocados por agentes químicos, 284 Erros inatos de metabolismo, 284 Hipotireoidismo congênito, 284 Fenilcetonúria, 287 Galactosemia, 289 Avaliação genética e aconselhamento, 289 Aspectos psicológicos da doença genética, 290

UNIDADE 4

CUIDADO CENTRADO NA FAMÍLIA AO LACTENTE, 296

10 Promoção da Saúde do Lactente e da Família, 296 David Wilson Promoção do crescimento e desenvolvimento ideais, 297 Desenvolvimento biológico, 297 Desenvolvimento psicossocial: desenvolvimento de um senso de confiança (Erikson), 305 Desenvolvimento cognitivo: fase sensório-motora (Piaget), 307 Desenvolvimento da imagem corporal, 308 Desenvolvimento social, 308 Temperamento, 310 Lidando com as preocupações relacionadas ao crescimento e desenvolvimento normais, 310 Promoção da saúde ideal durante a primeira infância, 313 Nutrição, 313 Sono e atividade, 316

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Saúde bucal, 317 Imunizações, 318 Promoção da segurança e prevenção de lesões, 330 Recomendações preventivas para as famílias, 337 11 Problemas de Saúde do Lactente, 341 David Wilson Distúrbios nutricionais, 341 Desequilíbrios de vitaminas, 342 Desequilíbrios de minerais, 342 Considerações de enfermagem, 343 Desnutrição proteico-energética (subnutrição infantil grave), 343 Alergia alimentar, 345 Retardo do crescimento (déficit de desenvolvimento), 348 Problemas do sono, 351 Plagiocefalia posicional, 352 Conduta terapêutica, 352 Considerações de enfermagem, 353 Distúrbios de etiologia desconhecida, 353 Cólica (dor abdominal paroxística), 353 Síndrome da morte súbita do lactente, 354 Evento evidente potencialmente fatal, 358

UNIDADE 5

CUIDADO CENTRADO NA FAMÍLIA DE CRIANÇAS PEQUENAS, 363

12 Promoção da Saúde da Criança de 1 a 3 Anos e de Sua Família, 363 David Wilson Promoção do crescimento e do desenvolvimento ideais, 364 Desenvolvimento biológico, 364 Desenvolvimento psicossocial, 365 Desenvolvimento cognitivo: fases sensório-motora e pré-operacional (Piaget), 365 Desenvolvimento espiritual, 366 Desenvolvimento da imagem corporal, 367 Desenvolvimento da identidade de gênero, 368 Desenvolvimento social, 368 Enfrentamento de questões relacionadas com o crescimento e o desenvolvimento normal, 370 Promoção da saúde ideal durante a infância, 375 Nutrição, 375 Medicina complementar e alternativa, 377 Sono e atividade, 377 Saúde bucal, 378 Promoção da segurança e prevenção de acidentes, 380 Orientação antecipada — cuidado às famílias, 387 13 Promoção da Saúde do Pré-escolar e de Sua Família, 391 Rebecca A. Monroe Promoção do crescimento e do desenvolvimento ideais, 391 Desenvolvimento biológico, 391 Desenvolvimento psicossocial, 392 Desenvolvimento cognitivo, 392 Desenvolvimento moral, 393 Desenvolvimento espiritual, 393

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SUMÁRIO

Desenvolvimento da imagem corporal, 393 Desenvolvimento da sexualidade, 393 Desenvolvimento social, 393 Enfrentamento de preocupações relacionadas com o crescimento e desenvolvimentos normais, 395 Promoção da saúde ideal durante a fase pré-escolar, 400 Nutrição, 400 Sono e atividade, 401 Saúde bucal, 402 Prevenção de acidentes, 402 Diretrizes antecipadas — o cuidado às famílias, 403 14 Problemas de Saúde de Crianças de 1 a 3 Anos e Pré-escolares, 405 Kathy McCarthy Distúrbios infecciosos, 406 Doenças transmissíveis, 406 Conjuntivite, 416 Estomatite, 416 Doenças parasitárias intestinais, 417 Cuidados gerais de enfermagem, 417 Giardíase, 417 Enterobíase (oxiuríase), 419 Ingestão de agentes nocivos, 420 Princípios do tratamento de emergência, 420 Envenenamento por metal pesado, 424 Intoxicação por chumbo, 424 Maus-tratos infantis, 429 Negligência infantil, 429 Abuso físico, 429 Abuso sexual, 430 Cuidados de enfermagem da criança vítima de maus-tratos, 431

UNIDADE 6

CUIDADO CENTRADO NA FAMÍLIA DE CRIANÇAS NA IDADE ESCOLAR E ADOLESCENTES, 440

15 Promoção da Saúde do Escolar e de Sua Família, 440 Cheryl C. Rodgers Promoção do crescimento e do desenvolvimento ideais, 440 Desenvolvimento biológico, 441 Desenvolvimento psicossocial: desenvolvimento do senso de industriosidade (Erikson), 442 Desenvolvimento cognitivo (Piaget), 442 Desenvolvimento moral (Kohlberg), 443 Desenvolvimento espiritual, 444 Desenvolvimento social, 444 Desenvolvimento de autoconceito, 446 Enfrentamento de questões relacionadas com o crescimento e o desenvolvimento normais, 448 Promoção da saúde ideal durante os anos da idade escolar, 450 Nutrição, 450 Sono e repouso, 451 Exercício e atividade, 451 Saúde bucal, 452

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Educação sexual, 453 Saúde escolar, 453 Prevenção de acidentes, 454 Diretrizes antecipadas — cuidado às famílias, 454 16 Promoção da Saúde do Adolescente e de sua Família, 458 Linda M. Kollar Promovendo o crescimento e o desenvolvimento ideais, 459 Desenvolvimento biológico, 459 Desenvolvimento psicossocial, 463 Desenvolvimento cognitivo (Piaget), 464 Desenvolvimento moral (Kohlberg), 464 Desenvolvimento espiritual, 464 Desenvolvimento social, 464 Sexualidade na adolescência, 466 Desenvolvimento do autoconceito e da imagem corporal, 467 Promoção da saúde ideal durante a adolescência, 468 Imunizações, 469 Nutrição, 470 Sono e repouso, 472 Saúde bucal, 473 Cuidados pessoais, 473 Redução do estresse, 474 Educação e orientação sobre sexualidade, 474 Promoção da segurança e prevenção de lesões, 475 Diretrizes antecipadas — o cuidado das famílias, 477 17 Problemas de Saúde que Afetam as Crianças em Idade Escolar e Adolescentes, 479 Linda M. Kollar, Kristine Jordan e David Wilson Problemas de saúde de crianças em idade escolar, 480 Problemas relacionados à eliminação, 480 Distúrbios comportamentais na idade escolar, 482 Problemas de saúde de adolescentes, 487 Mudanças no crescimento e desenvolvimento, 487 Distúrbios relacionados ao sistema reprodutor, 488 Problemas de saúde relacionados à sexualidade, 490 Nutrição e distúrbios alimentares, 497 Distúrbios adolescentes com um componente comportamental, 506

UNIDADE 7

CUIDADO CENTRADO NA FAMÍLIA DE CRIANÇAS COM NECESSIDADES ESPECIAIS, 515

18 A Qualidade de Vida de Crianças que Vivem com Doenças Crônicas ou Complexas, 515 Sharron L. Docherty, Raymond Barfield, Cheryl Thaxton e Debra Brandon Perspectivas do cuidado às crianças e famílias que vivem com ou que morrem em decorrência de doenças crônicas ou complexas, 516 Escopo do problema, 516 Tendências dos cuidados, 516 A família da criança que vive com uma condição crônica ou complexa, 518 O impacto da doença crônica infantil, 519

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SUMÁRIO Enfrentamento do estresse permanente e crises periódicas, 521 Ajudar os membros da família no manejo de seus sentimentos, 521 Estabelecimento de um sistema de apoio, 522 A criança com uma condição crônica ou complexa, 523 Aspectos do desenvolvimento, 523 Mecanismos de enfrentamento, 523 Respostas ao comportamento dos pais, 526 Tipo de doença ou condição, 526 O cuidado de enfermagem à família e à criança que vive com uma condição crônica ou complexa, 526 Histórico, 526 O apoio no momento do diagnóstico, 527 Apoio aos métodos de enfrentamento da família, 527 Educação sobre o distúrbio e saúde geral, 530 Promoção do desenvolvimento normal, 531 Estabelecimento de metas realistas para o futuro, 533 Perspectivas do cuidado de crianças em fim de vida, 533 Princípios dos cuidados paliativos, 533 A tomada de decisões em fim de vida, 535 Cuidado de enfermagem a criança em fim de vida e sua família, 538 Medo da dor e do sofrimento, 538 Medo de morrer sozinho ou de não estar presente quando o filho morrer, 541 Medo da morte real, 542 Doação de órgão ou tecido e autópsia, 543 Pesar e luto, 543 Reações da enfermeira ao cuidado com crianças em fim de vida, 544 19 Impacto do Comprometimento Cognitivo ou Sensorial na Criança e sua Família, 548 Rosalind Bryant Comprometimento cognitivo, 549 Conceitos gerais, 549 Cuidados às crianças com comprometimento das funções cognitivas, 550 Síndrome de Down, 554 Síndrome do X frágil, 556 Comprometimento sensorial, 557 Comprometimento auditivo, 557 Comprometimento visual, 562 Comprometimento auditivo-visual, 567 Retinoblastoma, 567 Transtornos do espectro autista, 568 20 Cuidados Domiciliares Centrados na Família, 573 Robin Rice Conceitos gerais de cuidados domiciliares, 573 Tendências dos cuidados domiciliares, 574 Cuidados domiciliares eficazes, 575 Planejamento de alta e seleção de uma instituição de cuidados domiciliares, 576 Coordenação dos cuidados (gestão de caso), 577 O papel da enfermeira, treinamento e padrões de cuidados, 578

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Cuidado centrado na família, 579 Diversidade nos cuidados domiciliares, 580 Colaboração entre os pais e os profissionais, 580 O processo de enfermagem, 582 Promoção do desenvolvimento ótimo, autocuidado e educação, 583 Questões de segurança em casa, 585 Apoio interfamiliar, 586

UNIDADE 8

A CRIANÇA HOSPITALIZADA, 588

21 Cuidados à Criança Centrados na Família durante a Doença e a Hospitalização, 588 Tara Merck e Patricia McElfresh Fatores estressores da hospitalização e as reações das crianças, 588 Ansiedade de separação, 589 Perda de controle, 591 Efeitos da hospitalização sobre a criança, 592 Fatores estressores e reações da família da criança hospitalizada, 593 Reações dos pais, 593 Reações dos irmãos, 593 Cuidados de enfermagem à criança hospitalizada, 593 Preparação para a intenação, 593 Intervenções de enfermagem, 596 Cuidados de enfermagem à família, 602 Oferecer apoio aos membros da família, 603 Fornecer informação, 603 Estimular a participação dos pais, 604 Preparo para a alta e os cuidados domiciliares, 604 Cuidados à criança e à família em situações hospitalares especiais, 605 Cenário ambulatorial ou de pacientes externos, 605 Isolamento, 606 Admissão no serviço de emergência, 606 Unidade de cuidados intensivos, 606 22 Especificidades Pediátricas das Intervenções de Enfermagem, 610 Terri L. Brown Conceitos gerais relacionados com os procedimentos pediátricos, 611 Consentimento informado, 611 Preparo para procedimentos diagnósticos e terapêuticos, 613 Procedimentos cirúrgicos, 619 Adesão, 621 Cuidado com a pele e higiene geral, 622 Manutenção de uma pele saudável, 622 Banho, 623 Higiene oral, 624 Cuidados com o cabelo, 624 Alimentação da criança doente, 624 Controle de temperaturas elevadas, 625 Educação da família e cuidados domiciliares, 626

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SUMÁRIO Segurança, 626 Fatores ambientais, 626 Controle de infecções, 628 Transporte de lactentes e crianças, 629 Métodos de contenção e imobilização terapêutica, 630 Posicionamento para os procedimentos, 631 Punção venosa femoral, 631 Punção venosa ou injeção nas extremidades, 631 Punção lombar, 631 Aspiração ou biópsia da medula óssea, 632 Coleta de amostras, 632 Etapas do procedimento fundamental comum a todos os procedimentos, 632 Amostras de urina, 633 Amostras de fezes, 635 Amostras de sangue, 636 Amostras de secreção respiratória, 638 Administração de medicamento, 638 Determinação da dose do medicamento, 638 Administração oral, 639 Administração intramuscular, 640 Administração subcutânea e intradérmica, 645 Administração intravenosa, 645 Administração nasogástrica, orogástrica e por gastrostomia, 649 Administração retal, 651 Administração oftálmica, otológica e nasal, 652 Aerossolterapia, 652 Educação da família e cuidados domiciliares, 653 Mantendo o equilíbrio líquido, 653 Medida da ingesta e débito, 653 Terapia com solução parenteral, 654 Procedimentos para a manutenção da função respiratória, 660 Inaloterapia, 660 Monitoramento do dióxido de carbono na corrente final, 661 Drenagem brônquica (postural), 661 Fisioterapia respiratória, 662 Entubação, 662 Ventilação mecânica, 662 Procedimentos relacionados com o dreno torácico, 665 Técnicas de alimentação alternativa, 666 Alimentação por gavagem, 667 Alimentação por gastrostomia, 669 Sondas nasoduodenais e nasojejunais, 672 Nutrição parenteral total, 672 Educação da família e cuidados domiciliares, 672 Procedimentos relacionados com a eliminação, 673 Enema, 673 Ostomia, 673 Educação da família e cuidados domiciliares, 674

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UNIDADE 9

A CRIANÇA COM PROBLEMAS RELACIONADOS À TRANSFERÊNCIA DE OXIGÊNIO E NUTRIENTES, 677

23 A Criança com Infecção Respiratória, 677 Patricia M. Conlon Infecção respiratória, 678 Infecções das vias aéreas superiores, 681 Nasofaringite viral aguda, 681 Faringite estreptocócica aguda, 685 Amigdalite (tonsilite), 686 Influenza, 687 Otite média, 688 Mononucleose infecciosa, 690 Síndromes do crupe, 691 Epiglotite aguda, 692 Larigotraqueobronquite aguda, 693 Laringite espasmódica aguda, 693 Traqueíte bacteriana, 693 Infecções das vias aéreas inferiores, 694 Bronquite, 694 Vírus sincicial respiratório e bronquiolite, 694 Pneumonias, 696 Outras infecções do trato respiratório, 699 Coqueluche (tosse comprida), 699 Tuberculose, 699 Disfunção pulmonar causada por agentes irritantes não infecciosos, 702 Aspiração de corpo estranho, 702 Pneumonia por aspiração, 702 Edema pulmonar, 703 Sindrome do desconforto respiratório agudo e lesão pulmonar aguda, 703 Lesão por inalação de fumaça, 704 Exposição ambiental à fumaça do cigarro, 705 Disfunções respiratórias de longo prazo, 706 Asma, 706 Fibrose cística, 716 Distúrbio respiratório obstrutivo do sono, 722 Emergências respiratórias, 722 Insuficiência respiratória, 722 Ressuscitação cardiopulmonar, 723 Obstrução das vias aéreas, 726 24 A Criança com Disfunção Gastrointestinal, 730 Debi S. Lammert, Kristina D. Wilson e David Wilson Distribuição dos líquidos corporais, 731 Alterações no volume hídrico relacionadas com o crescimento, 731 Distúrbios do equilíbrio hidreletrolítico, 732 Disfunção gastrointestinal, 739 Distúrbios da motilidade, 739 Dor abdominal funcional e recorrente, 751 Distúrbios inflamatórios, 752 Apendicite aguda, 752 Divertículo de Meckel, 753 Doença inflamatória intestinal, 756 Doença da úlcera péptica, 758 Distúrbios hepáticos, 760

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SUMÁRIO Hepatite aguda, 760 Cirrose, 764 Atresia biliar, 764 Defeitos estruturais, 766 Fissura labial e fenda palatina, 766 Atresia esofágica e fístula traqueoesofágica, 768 Hérnias, 771 Distúrbios obstrutivos, 773 Estenose pilórica hipertrófica, 773 Intussuscepção, 774 Má rotação e vólvulo, 776 Malformações anorretais, 776 Síndromes de má absorção, 778 Doença celíaca (enteropatia sensível ao glúten), 778 Síndrome do intestino curto, 780

UNIDADE 10 A CRIANÇA COM PROBLEMAS RELACIONADOS A PRODUÇÃO E CIRCULAÇÃO DE SANGUE, 784 25 A Criança com Disfunção Cardiovascular, 784 Margaret L. Schroeder, Amy Delaney e Annette L. Baker Disfunção cardiovascular, 785 Histórico e exame físico, 785 Doença cardíaca congênita, 788 Alterações circulatórias ao nascimento, 788 Alterações hemodinâmicas, 789 Classificação dos defeitos, 789 Consequências clínicas da doença cardíaca congênita, 799 Insuficiência cardíaca, 799 Hipoxemia, 805 Cuidado de enfermagem à criança com doença cardíaca congênita e à sua família, 808 Ajudar a família a lidar com o distúrbio, 808 Orientar a família acerca do distúrbio, 808 Ajudar a família a lidar com a enfermidade em casa, 809 Preparar a criança e a família para procedimentos invasivos, 809 Desenvolver cuidados pós-operatórios, 810 Plano para a alta e cuidado domiciliar, 812 Doenças cardiovasculares adquiridas, 813 Endocardite bacteriana (infecciosa), 813 Febre reumática, 814 Hiperlipidemia (hipercolesterolemia), 815 Arritmias cardíacas, 817 Hipertensão arterial pulmonar, 819 Cardiomiopatia, 819 Transplante cardíaco, 820 Considerações de enfermagem, 821 Disfunção vascular, 821 Hipertensão sistêmica, 821 Doença de Kawasaki (síndrome do linfonodo mucocutâneo), 822 Choque, 824 Anafilaxia, 826 Choque séptico, 827 Síndrome do choque tóxico, 827

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26 A Criança com Disfunção Hematológica ou Imunológica, 831 Rosalind Bryant Disfunção hematológica e imunológica, 832 Transtornos sanguíneos, 832 Anemia, 832 Anemia ferropriva, 835 Anemia falciforme, 836 ␤-talassemia (anemia de Cooley), 844 Anemia aplástica ou aplásica, 845 Defeitos na hemóstase, 846 Hemofilia, 846 Trombocitopenia imune (púrpura trombocitopênica idiopática), 849 Coagulação intravascular disseminada, 850 Epistaxe (sangramento do nariz), 851 Distúrbios neoplásicos, 851 Leucemias, 851 Linfomas, 855 Distúrbios da deficiência imunológica, 857 Infecção por vírus da imunodeficiência humana e síndrome da imunodeficiência adquirida, 857 Doença da imunodeficiência combinada grave, 860 Síndrome de Wiskott-Aldrich, 860 Manejo tecnológico dos transtornos hematológicos e imunológicos, 860 Hemotransfusão, 860 Transplante de medula óssea, 862 Aférese, 862

UNIDADE 11 A CRIANÇA COM PERTURBAÇÃO DOS MECANISMOS REGULADORES, 866 27 A Criança com Disfunção Geniturinária, 866 Barbara A. Montagnino e Patricia A. Ring Disfunção geniturinária, 866 Manifestações clínicas, 867 Exames laboratoriais, 867 Cuidado de enfermagem, 867 Distúrbios e defeitos do trato geniturinário, 867 Infecção do trato urinário, 867 Uropatia obstrutiva, 873 Defeitos externos, 874 Doença glomerular, 875 Síndrome nefrótica, 875 Glomerulonefrite aguda, 877 Distúrbios renais diversos, 879 Síndrome hemolítico-urêmica, 879 Tumor de Wilms, 879 Insuficiência renal, 881 Insuficiência renal aguda, 881 Insuficiência renal crônica, 883 Tratamento tecnológico da insuficiência renal, 886 Diálise, 886 Transplante, 887 28 A Criança com Disfunção Cerebral, 889 Cheryl C. Rodgers e Valerie J. Groben Disfunção cerebral, 890

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SUMÁRIO

Aumento da pressão intracraniana, 890 Alteração do estado de consciência, 890 Aspectos gerais, 891 Exame neurológico, 892 Procedimentos diagnósticos especiais, 894 Cuidado de enfermagem à criança inconsciente, 894 Manejo respiratório, 896 Monitoração da pressão intracraniana, 897 Nutrição e hidratação, 898 Medicamentos, 898 Termorregulação, 899 Eliminações, 899 Cuidados de higiene, 899 Posicionamento e exercícios, 899 Estimulação, 899 Apoio à família, 899 Traumatismo cranioencefálico, 900 Traumatismo craniano, 900 Lesão por submersão, 906 Tumores do sistema nervoso, 907 Tumores cerebrais, 907 Neuroblastoma, 909 Infecções intracranianas, 910 Meningite bacteriana, 910 Meningite não bacteriana (asséptica), 914 Encefalite, 914 Raiva, 915 Síndrome de Reye, 915 Distúrbios convulsivos, 916 Etiologia, 916 Fisiopatologia, 916 Classificação das convulsões e manifestações clínicas, 916 Convulsões febris, 926 Malformações cerebrais, 926 Deformidades cranianas, 926 Hidrocefalia, 927 29 A Criança com Disfunção Endócrina, 933 Elizabeth Record e Linda K. Ballard O sistema endócrino, 934 Hormônios, 936 Distúrbios da função da hipófise, 937 Hipopituitarismo, 937 Hiperfunção da hipófise, 939 Puberdade precoce, 939 Diabetes insípido, 940 Síndrome da secreção inapropriada de hormônio antidiurético, 941 Distúrbios da função da tireoide, 941 Hipotireoidismo juvenil, 941 Bócio, 942 Tireoidite linfocítica, 942 Hipertireoidismo, 943 Considerações de enfermagem, 944 Distúrbios da função da paratireoide, 944 Hipoparatireoidismo, 944 Hiperparatireoidismo, 945 Distúrbios da função da suprarrenal, 946

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Insuficiência adrenocortical aguda, 946 Insuficiência adrenocortical crônica (doença de Addison), 947 Síndrome de Cushing, 948 Hiperplasia suprarrenal congênita, 949 Feocromocitoma, 950 Distúrbios da secreção do hormônio pancreático, 951 Diabetes melito, 951 30 A Criança com Disfunção Tegumentar, 967 Marilyn J. Hockenberry, Rose U. Baker e Mary A. Mondozzi Disfunção tegumentar, 968 Lesões cutâneas, 968 Feridas, 968 Abordagem terapêutica geral, 971 Considerações de enfermagem, 972 Cuidado domiciliar e suporte da família, 974 Infecções da pele, 974 Infecções bacterianas, 974 Infecções virais, 976 Dermatofitoses (infecções fúngicas), 976 Infecções micóticas (fúngicas) sistêmicas, 976 Distúrbios cutâneos relacionados aos contatos com agentes químicos ou físicos, 976 Dermatite de contato, 976 Veneno de hera, carvalho e sumagre, 980 Reações medicamentosas, 981 Corpos estranhos, 981 Distúrbios cutâneos relacionados aos contatos com animais, 981 Mordeduras e picadas de artrópodes, 981 Escabiose, 983 Pediculose capilar, 984 Doenças por riquétsias, 985 Doença de Lyme, 985 Mordeduras de animais de estimação e selvagens, 986 Mordeduras humanas, 987 Doença da arranhadura do gato, 987 Distúrbios cutâneos diversos, 987 Distúrbios cutâneos associados a grupos etários específicos, 987 Dermatite de fraldas, 987 Dermatite atópica (eczema), 990 Dermatite seborreica, 992 Acne, 992 Lesão térmica, 994 Queimaduras, 994 Queimadura solar, 1004 Lesão provocada pelo frio, 1004

UNIDADE 12 A CRIANÇA COM UM PROBLEMA QUE INTERFERE NA MOBILIDADE FÍSICA, 1007 31 A Criança com Disfunção Musculoesquelética ou Articular, 1007 Martha R. Curry, Sarah Gutknecht e Linda Kollar A criança com imobilização, 1008 Imobilização, 1008

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SUMÁRIO Lesão traumática, 1012 Lesão de tecidos moles, 1012 Fraturas, 1013 A criança com aparelho gessado, 1016 A criança em tração, 1018 Procedimento de distração, 1022 Amputação, 1022 Participação em esportes e lesão, 1023 Síndromes do uso excessivo, 1023 Papel da enfermagem nos esportes para crianças e adolescentes, 1024 Defeitos congênitos e de desenvolvimento, 1024 Displasia de desenvolvimento do quadril, 1024 Pé torto congênito, 1027 Metatarso aduzido (varus), 1028 Deficiência esquelética do membro, 1028 Osteogênese imperfeita, 1029 Defeitos adquiridos, 1030 Doença de Legg-Calvé-Perthes, 1030 Deslizamento epifisário da cabeça do fêmur, 1031 Cifose e lordose, 1031 Escoliose idiopática, 1032 Avaliação diagnóstica, 1032 Infecções de ossos e articulações, 1034 Osteomielite, 1034 Artrite séptica, 1035 Tuberculose esquelética, 1036 Tumores ósseos e de tecidos moles, 1036 Conceitos gerais: tumores ósseos, 1036 Osteossarcoma, 1036 Sarcoma de Ewing (tumor neuroectodérmico primitivo), 1037 Rabdomiossarcoma, 1038

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Distúrbios articulares, 1039 Artrite idiopática juvenil (artrite reumatoide juvenil), 1039 Lúpus eritematoso sistêmico, 1041 32 A Criança com Disfunção Neuromuscular ou Muscular, 1044 Jean Stansbury, Barbara Montagnino e David Wilson Distúrbios neuromusculares ou musculares congênitos, 1044 Paralisia cerebral, 1044 Defeitos do tubo neural (mielomeningocele), 1052 Atrofia muscular espinal tipo 1 (doença de Werdnig-Hoffmann), 1058 Atrofia muscular espinal tipo 3 (doença de Kugelberg-Welander), 1059 Distrofias musculares, 1060 Distrofia muscular de Duchenne (pseudo-hipertrófica), 1060 Distúrbios neuromusculares adquiridos, 1063 Síndrome de Guillain-Barré (polineurite infecciosa), 1063 Tétano, 1064 Botulismo, 1066 Lesões da medula espinal (LME), 1067

APÊNDICES, 1073 A B C D

Medidas do Crescimento, 1073 Exames Laboratoriais Comuns, 1082 Tradução da Escala de Classificação de Faces de Dor de Wong-Baker, 1091 Níveis de Pressão Arterial, 1092

RESPOSTAS PARA OS ESTUDOS DE CASO, 1095

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CAPÍTULO

1 Perspectivas de Enfermagem Pediátrica Marilyn J. Hockenberry e Patrick Barrera

SUMÁRIO DO CAPÍTULO Cuidado em Saúde da Criança, 1 Promoção de Saúde, 2 Nutrição, 2 Cuidados de Saúde Bucal, 2 Imunizações, 3 Problemas de Saúde na Infância, 3 Obesidade e Diabetes Tipo 2, 3 Acidentes na Infância, 4 Violência, 6 Abuso de Substâncias, 7 Problemas de Saúde Mental, 7 Mortalidade e Morbidade, 8 Mortalidade Infantil, 8

Mortalidade na Infância e entre maiores de 5 anos, 8 Morbidade Infantil, 9 A Arte da Enfermagem Pediátrica, 9 Filosofia de Cuidado, 9 Cuidado Centrado na Família, 9 Cuidado Atraumático, 10 Papel da Enfermeira Pediátrica, 10 Relação Terapêutica, 10 Proteção e Cuidados da Família, 10 Prevenção de Doenças e Promoção da Saúde, 10 Educação em Saúde, 11 Prevenção de Acidentes, 11 Apoio e Aconselhamento, 12

Coordenação e Colaboração, 12 Tomada de Decisão Ética, 12 Pesquisa e prática Baseada em Evidência, 12 Raciocínio Clínico e o Processo de Prestação de Cuidado de Enfermagem às Crianças e suas Famílias, 13 Raciocínio Clínico, 13 Processo de Enfermagem, 13 Histórico, 13 Diagnóstico de Enfermagem, 13 Planejamento, 14 Implementação, 14 Avaliação, 14 Documentação e Registro, 15 Medidas de Qualidade do Resultado, 15

OBJETIVOS DA APRENDIZAGEM Ao final deste capítulo, o leitor será capaz de: • Definir os termos mortalidade e morbidade. • Identificar duas formas pelas quais o conhecimento da mortalidade e morbidade pode melhorar a saúde da criança. • Enumerar as três principais causas de óbito na lactância, na primeira infância, na infância tardia e na adolescência. • Enumerar duas causas principais de doença na infância. • Descrever cinco funções abrangentes da enfermagem pediátrica na promoção de saúde da criança.

CUIDADO EM SAÚDE DA CRIANÇA A principal meta da enfermagem pediátrica é melhorar a qualidade dos cuidados em saúde da criança e de sua família. Em 2010, quase 75 milhões de crianças de 0 a 17 anos de idade viviam nos Estados Unidos, compreendendo 24% da população (Federal Interangency Forum on Child and Family Statistics, 2011). O estado de saúde das crianças nos Estados Unidos melhorou em inúmeros aspectos, incluindo o aumento das taxas de imunização para todas as crianças, diminuição da taxa de natalidade entre adolescentes, e melhora dos resultados de saúde para a criança. Infelizmente, milhões de crianças e suas famílias não possuem seguro de saúde, o que resulta em falta de acesso

• • • • •

Definir pensamento crítico. Identificar as cinco etapas do processo de enfermagem. Definir diagnóstico de enfermagem. Definir prática baseada em evidências. Identificar os seis domínios adotados pelo Institute of Medicine (Instituto de Medicina) para avaliação dos resultados da qualidade dos cuidados aos pacientes.

aos cuidados e serviços de promoção à saúde. Além disso, as disparidades nos cuidados em saúde da criança estão relacionadas com a etnia, raça, condições socioeconômicas e fatores geográficos (consulte o Quadro Foco de Pesquisa). Os padrões de saúde infantil são delineados pelo progresso médico e tendências sociais (Starmer, Duby, Slaw, et al., 2010). Mudanças na demografia da população, estrutura familiar, renda, níveis de escolaridade e normas culturais afetam diretamente a saúde das crianças (Leslie, Slaw, Edwards et al., 2010). Os Principais Indicadores de Saúde do Healthy People 2020 (Quadro 1-1) mostram uma estrutura para identificar componentes essenciais dos programas de promoção de saúde da criança com o objetivo de prevenir futuros problemas de saúde nas crianças americanas.

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CAPÍTULO 1 QUADRO 1-1

Perspectivas de Enfermagem Pediátrica

HEALTHY PEOPLE 2020

Metas • Alcançar uma vida mais longa, de alta qualidade; uma vida livre de doença evitável, de incapacidades, de acidentes e de morte prematura. • Atingir a equidade na saúde, eliminar as desigualdades e melhorar a saúde de todos os grupos. • Criar ambientes sociais e físicos que promovam uma boa saúde para todos. • Promover a qualidade de vida, o desenvolvimento e comportamentos saudáveis em todas as fases da vida. Principais Indicadores de Saúde – Tópicos • Acesso aos Serviços de Saúde • Serviços Clínicos Preventivos • Qualidade Ambiental • Acidentes e Violência • Saúde Materna, do Recém-nascido e da Criança • Saúde Mental • Nutrição, Atividade Física e Obesidade • Saúde Oral • Saúde Sexual e Saúde Reprodutiva • Determinantes Sociais • Abuso de Substâncias • Tabaco Do U.S. Department of Health and Human Services, Office of Disease Prevention and Health Promotion: Healthy people 2020, Washington, DC, retrieved August 15, 2011, de http://www.healthypeople. gov/2020/about/default.aspx.

No Brasil, dados do Censo Demográfico de 2010 apontam que a população de 0 a 14 anos de idade representa 24,1% dos 190.755.799 habitantes, enquanto a faixa etária entre 15 e 19 anos representa aproximadamente 9% (16.990.872) desse total. Isso significa dizer que as crianças e adolescentes representam mais de um terço da população total do país. Fonte: IBGE. Censo Demográfico 2010. Características gerais da população, religião e pessoas com deficiência. Brasília (DF): Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, 2012.

PROMOÇÃO DE SAÚDE Muitas das principais causas de óbito, doença e incapacidade em crianças (prematuridade, deficiências nutricionais, acidentes, doenças pulmonares crônicas, obesidade, doenças cardiovasculares, depressão, violência, abuso de substância, vírus da imunodeficiência humana/síndrome da imunodeficiência adquirida [HIV/AIDS) podem ser significativamente reduzidas ou evitadas em crianças e adolescentes abordando-se seis categorias de comportamentos (Organização Mundial da Saúde [OMS], 2011): 1. Uso de tabaco 2. Comportamento que resulte em acidente e violência 3. Uso de álcool e drogas 4. Práticas alimentares e higiênicas que causam doenças 5. Estilo de vida sedentário 6. Comportamento sexual que causa gravidez indesejada e doenças A promoção de saúde da criança oferece oportunidades para reduzir diferenças no atual estado de saúde entre membros de diferentes grupos e garantir oportunidades e recursos iguais a fim de permitir que todas as crianças atinjam seu potencial de saúde máximo.

Nutrição A nutrição é um componente essencial para o crescimento e o desenvolvimento saudável. O leite humano é a forma preferencial de nutrição para todos os lactentes. A amamentação proporciona ao lactente micronutrientes, propriedades imunológicas e várias enzimas que melhoram a digestão e a absorção desses nutrientes. O recente ressurgimento da amamentação ocorreu porque mães e pais tiveram mais acesso à

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FOCO DE PESQUISA National Children's Study (Estudo Nacional sobre as Crianças) O National Children's Study é o maior estudo retrospectivo sobre saúde e desenvolvimento infantil de longo prazo que está sendo conduzido nos Estados Unidos. O estudo pretende acompanhar 100.000 crianças e suas famílias do nascimento aos 21 anos de idade e entender a relação entre o ambiente e o desenvolvimento físico e emocional da criança (American Academy of Pediatrics, 2008). Os pesquisadores esperam que um estudo de tal magnitude ofereça informações sobre intervenções inovadoras junto às famílias, crianças e profissionais de saúde para eliminar o consumo de alimentos não saudáveis, as cáries dentárias e a obesidade infantil, bem como reduzir significativamente nos índices de violência, de acidentes, de abuso de substâncias e distúrbios mentais entre as crianças americanas. Esse estudo corrobora as metas fundamentais do Healthy People 2020 de aumentar a qualidade e os anos de vida saudável e eliminar disparidades de saúde relacionadas a raça, etnia e condição socioeconômica (U.S. Department of Health and Human Services, 2009).

educação sobre seus benefícios e maior apoio social para implementar essa prática. As crianças, durante os primeiros 3 anos de vida, estabelecem hábitos alimentares para todo o ciclo da vida, e as enfermeiras são fundamentais na educação dos pais sobre o processo de alimentação e a importância da nutrição. A maioria das preferências e atitudes alimentares relacionadas à alimentação é estabelecida por influências da família e da cultura. Durante a adolescência, a influência parental diminui, e os adolescentes fazem escolhas alimentares relacionadas à aceitabilidade e à sociabilidade dos colegas. Ocasionalmente, essas escolhas são prejudiciais aos adolescentes com doenças crônicas, como diabetes, obesidade, doença pulmonar crônica, hipertensão arterial, fatores de risco cardiovascular e doença renal. As famílias de baixa renda, com falta de moradia, e aquelas em situação de migração em geral carecem de recursos para fornecer aos seus filhos a ingestão adequada de alimentos, alimentos nutritivos como frutas frescas e vegetais, e um consumo adequado de proteína. Os resultados são as deficiências nutricionais, com subsequentes atrasos de crescimento e desenvolvimento, depressão e problemas comportamentais.

Cuidados de Saúde Bucal A cárie dentária é a doença crônica infantil mais comum (Cheng, Han, e Gansky, 2008; Heuer, 2007). Aproximadamente uma em cada cinco crianças com idades entre 2 e 4 anos tem cavidades visíveis (Kagihara, Niederhauser e Stark, 2009). A forma mais comum de doença dentária precoce é a cárie infantil, que pode iniciar-se antes do primeiro ano de vida e evoluir para dor e infecção nos próximos 2 anos de vida (Kagihara, Niederhauser e Stark, 2009). Os pré-escolares de famílias de baixa renda são duas vezes mais propensos a desenvolver cáries, e apenas a metade dessas crianças provavelmente é levada ao dentista com a mesma frequência de outras crianças. A cárie precoce na infância é uma doença prevenível, e as enfermeiras desempenham um papel essencial na educação das crianças e de seus pais sobre a prática de higiene oral e dentária que inicia com a erupção do primeiro dente; a água fluoretada, incluindo água mineral; e a instituição precoce do cuidado oral preventivo.

No Brasil, em 2003 o Ministério da Saúde publicou o Levantamento Nacional de Saúde Bucal, cabendo destacar os seguintes dados reveladores do pouco acesso de crianças e adolescentes aos serviços odontológicos: 13% dos adolescentes nunca foram ao dentista e 45% dos brasileiros não tinham acesso regular à escova de dente. A inexistência de uma política nacional de saúde bucal em muito contribuía para manter milhões de pessoas excluídas da assistência odontológica, no país. A Política Nacional de Saúde Bucal (PNSB) foi implantada no Brasil no ano de 2004, quando foi lançado o “Programa Brasil Sorridente”. As Diretrizes da Política Nacional de Saúde Bucal (Brasil, 2004) inclui, entre outros objetivos, garantir rede de atenção básica articulada com e

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CAPÍTULO 1 como parte indissociável da rede de serviços; assegurar a integralidade nas ações de saúde bucal, articulando o individual com o coletivo, a promoção e a prevenção com o tratamento e a recuperação da saúde da população adstrita; incorporar a saúde da família como uma importante estratégia na reorganização da atenção básica. Nesse sentido, a PNSB inclui a atenção à criança e ao adolescente para desenvolver ações de promoção e proteção de saúde, de recuperação e de reabilitação. As principais linhas de ação no campo da promoção e proteção consistem em fluoretação das águas, educação em saúde, higiene bucal supervisionada, aplicação tópica de flúor. As ações de recuperação envolvem o diagnóstico e o tratamento de doenças bucais e dentárias e as de reabilitação consistem na recuperação parcial ou total das capacidades perdidas. Tais ações são desenvolvidas em cenários da atenção básica, secundária e terciária das redes de atenção do Sistema Único de Saúde, que na atenção à infância e à adolescência organizam-se em dois grupos: de 0 a 5 anos e 6 a 18 anos. No primeiro grupo (0 a 5 anos), o ingresso no sistema acontece no máximo a partir de 6 meses, seja nas campanhas de vacinação, consultas clínicas e atividades em espaços sociais. Na puericultura, a atenção acontece como parte do programa integral de saúde da criança, compartilhada pela equipe multiprofissional. Para essa faixa etária destacam-se as atividades de educação em saúde com os familiares cuidadores; identificação e encaminhamento de crianças de alto risco ou com necessidades de atenção individual, com ampliação de procedimentos como ortopedia funcional e ortodontia preventiva. Para o segundo grupo, que inclui os escolares e adolescentes, a atenção se ajusta à situação epidemiológica local, identificando-se e encaminhando-se os grupos de risco para atenção curativa individual. A organização do fluxo serviço deve assegurar atendimento aos adolescentes. No ano de 2011, o Ministério da Saúde lançou as Diretrizes do Componente Indígena da Política Nacional de Saúde Bucal para organizar a atenção à saúde bucal dos povos indígenas, preservando as linhas de cuidado e de ações previstas nas diretrizes gerais da política nacional de saúde bucal. No entanto, entre os pressupostos do componente indígena destacam-se a valorização das representações culturais dos povos indígenas e subsídios para profissionais e gestores locais no estabelecimento de padrões e metas de atendimento para a saúde bucal para esse grupo populacional. Fonte: Brasil, Diretrizes da Política Nacional de Saúde Bucal. Brasília (DF): Ministério da Saúde, 2004, 14 p. Brasil, Diretrizes do Componente Indígena da Política Nacional de Saúde Bucal. Brasília (DF): Ministério da Saúde, 2011, 13 p.

Imunizações As duas intervenções de saúde pública que tiveram o maior impacto na saúde mundial são o consumo de água potável e os programas de vacinação na infância. As taxas de imunização podem variar dependendo de uma série de fatores, incluindo raça e etnia das crianças, renda familiar, localização geográfica, tipos de vacinas, e idade da criança. A enfermeira deve rever a caderneta de vacinação da criança em cada consulta clínica, evitar a perda de oportunidades para vaciná-las e incentivar os pais a manter as imunizações atualizadas. As enfermeiras são responsáveis pelo acompanhamento das mudanças nos calendários de vacinação, das recomendações, e das pesquisas relacionadas com vacinas infantis.

No Brasil, o Programa Nacional de Imunizações (PNI) entrou em vigor em 18 de setembro de 1973. As vacinas do programa estão à disposição de todas as pessoas, nos postos ou nas unidades de saúde da família e/ou nas Campanhas de Vacinação. O PNI brasileiro foi considerado pela Organização Pan-Americana de Saúde/Organização Mundial de Saúde (OMS) uma referência mundial de cobertura vacinal e de eficácia comprovada. No ano de 2013, o Brasil celebrou 40 anos de implantação do Programa Nacional de Imunização. Silva Junior (2013) ressalta que a complexidade do quadro epidemiológico e o desenvolvimento de novas vacinas exigiram uma organização inédita e mais adequada das ações de vacinação no território nacional. Dessa maneira, assegurou-se a

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Perspectivas de Enfermagem Pediátrica uniformidade do calendário vacinal e introduziu-se novas vacinas de forma sustentável. Segundo o autor, a padronização técnica e a adoção de estratégias inovadoras, como a combinação de vacinação de rotina com campanhas de vacinação, tiveram um papel essencial na eliminação da poliomielite e do sarampo. Em 29 de setembro de 1994, o Brasil recebeu da Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS) o certificado de interrupção da transmissão dos vírus selvagens da poliomielite no Brasil. A oferta de vacinas seguras e eficazes para todos os grupos populacionais que são alvo de ações de imunização, como crianças e adolescentes, ampliou-se com a incorporação de novas vacinas ao calendário de imunização: em 2006, vacina oral contra o rotavírus humano; 2010, a pneumocócica 10 valente e a vacina meningocócica C (conjugada); 2012, a pentavalente – vacina adsorvida contra difteria, tétano, pertussis, hepatite B (recombinante) e Haemophilus influenzae tipo b (conjugada); e 2012, a vacina contra a poliomielite inativada.

Fonte: Brasil. Programa Nacional de Imunizações. 30 anos. Série Projetos e Programas e Relatórios. Brasília (DF): Ministério da Saúde, 2003. Silva Junior, JB da. 40 anos do Programa Nacional de Imunizações: uma conquista da Saúde Pública brasileira. Epidemiol. Serv. Saúde, Brasília, v. 22, n. 1, mar. 2013. Acesso em 12 de junho de 2013. Disponível em: <http://scielo.iec.pa.gov.br/scielo. php?script(sci_arttext&pid(S1679-49742013000100001&lng(pt&nrm(iso>.

PROBLEMAS DE SAÚDE NA INFÂNCIA As mudanças na sociedade moderna, incluindo o avanço do conhecimento e da tecnologia em saúde, a proliferação de sistemas de informação, tempos economicamente difíceis e várias mudanças e influências que perturbam a família, estão levando a problemas de saúde importantes que afetam a saúde da criança (Leslie, Slaw, Edwards et al., 2010). Preocupação recente tem se concentrado em grupos de crianças de maior risco, como aquelas que nascem prematuras ou com muito baixo peso (MBP) ou baixo peso ao nascimento (BPN), as crianças que frequentam creches, as crianças que vivem em situação de pobreza ou situação de rua, filhos de famílias imigrantes, e crianças com doenças crônica e distúrbios psiquiátricos e que vivem com necessidade especial ou deficiência. Além disso, essas crianças e suas famílias enfrentam múltiplas barreiras de acesso ao cuidado em saúde, odontológico e psiquiátrico adequado. A nova morbidade, também conhecida como doença pediátrica social, refere-se ao comportamento e problemas sociais e educacionais que as crianças enfrentam. Problemas que podem impactar negativamente o desenvolvimento de uma criança incluem pobreza, violência, agressão, abandono, baixo desempenho escolar e a adaptação à separação dos pais e ao divórcio. Além disso, problemas de saúde mental causam desafios para a infância e adolescência.

Obesidade e Diabetes Tipo 2 A obesidade infantil é o problema nutricional mais comum entre as crianças americanas, está aumentando em proporções epidêmicas, e está associada ao diabetes tipo 2 (Cali e Caprio, 2008; de Onis, Blössner, e Borghi, 2010; Matyka, 2008; Raj e Kumar, 2010). A obesidade em crianças e adolescentes é definida como um índice de massa corporal (IMC) igual ou superior a 95% para jovens da mesma idade e do mesmo sexo (Schwartz e Chadha, 2008). O National Health and Nutrition Examination Survey registra que a prevalência de crianças com sobrepeso dobrou e a prevalência de adolescentes com sobrepeso triplicou entre 1980 e 2000 (American Dietetic Association, 2008). Avanços na tecnologia de entretenimento, como televisão, computadores e videogames, contribuíram para o crescimento da obesidade infantil nos Estados Unidos. No Estudo Longitudinal Nacional da Saúde do Adolescente (National Longitudinal Study of Adolescent Health), o tempo de tela (TV, vídeo, uso de computador) associa-se a fatores genéticos para influenciar as mudanças do IMC (Graff, North, Monda et al., 2011). A combinação de falta de atividade física relacionada à limitação de recursos, ambientes inseguros, e pouca disponibilidade de instalações para jogos e exercícios com o fácil acesso a televisão e jogos de videogame aumenta a incidência de obesidade entre grupos minoritários de crianças de baixa renda. Jovens com excesso de peso têm maior risco para o desenvolvimento de hipercolesterolemia, resistência à insulina, diabetes, hipertensão e doenças do coração (Matyka, 2008; Schwartz e Chadha, 2008) (Fig. 1-1). O U.S. Department of Health

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C A P Í T U LO

14 Problemas de Saúde de Crianças de 1 a 3 Anos e Pré-escolares Kathy McCarthy

S U M Á R I O D O C A P Í T U LO Distúrbios Infecciosos, 406 Doenças Transmissíveis, 406 Cuidados de Enfermagem, 406 Conjuntivite, 416 Conduta Terapêutica, 416 Cuidados de Enfermagem, 416 Estomatite, 416 Conduta Terapêutica, 417 Cuidados de Enfermagem, 417 Doenças Parasitárias Intestinais, 417 Cuidados de Enfermagem, 417 Giardíase, 417 Conduta Terapêutica, 419 Enterobíase (Oxiuríase), 419 Avaliação Diagnóstica, 419 Conduta Terapêutica, 419 Cuidados de Enfermagem, 419 Ingestão de Agentes Nocivos, 420 Princípios do Tratamento de Emergência, 420 Avaliação, 420

Descontaminação Gástrica, 421 Prevenção da Recorrência, 423 Envenenamento por Metal Pesado, 424 Intoxicação por Chumbo, 424 Causas de Intoxicação por Chumbo, 425 Fisiopatologia e Manifestação Clínica, 425 Avaliação Diagnóstica, 426 Orientação Antecipada, 426 Triagem para a Intoxicação pelo Chumbo, 427 Conduta Terapêutica, 427 Cuidados de Enfermagem, 428 Maus-tratos Infantis, 429 Negligência Infantil, 429 Tipos de Negligência, 429 Abuso Físico, 429 Síndrome do Bebê Sacudido, 429 Síndrome de Munchausen por Procuração, 430

Fatores Predisponentes para o Abuso Físico, 430 Abuso Sexual, 430 Características dos Abusadores e das Vítimas, 431 Início e Perpetuação do Abuso Sexual, 431 Cuidados de Enfermagem à Criança Vítima de Maus-tratos, 431 Interação entre os Cuidadores e a Criança, 431 História e Entrevista, 432 Avaliação Física, 434 Plano de Cuidados de Enfermagem, 434

O B J E T I VO S D O A P R E N D I Z A D O Ao final deste capítulo, o leitor será capaz de: • Descrever as principais características das doenças transmissíveis mais comuns da infância. • Listar três princípios dos cuidados de enfermagem às crianças com doenças transmissíveis. • Descrever os cuidados de enfermagem à criança com conjuntivite. • Distinguir estomatite aftosa de gengivoestomatite herpética. • Elaborar um plano de cuidado para prevenir a transmissão de parasitas intestinais.

• • • • • •

Identificar os princípios do tratamento de emergência no envenenamento. Indicar quatro fontes ambientais de chumbo. Descrever os cuidados de enfermagem à criança com intoxicação por chumbo. Indicar três fatores que se acredita estejam associados ao abuso infantil. Determinar quatro áreas do histórico que podem levantar suspeitas de abuso. Descrever os cuidados de enfermagem à criança vítima de abuso.

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CAPÍTULO 14

Problemas de Saúde de Crianças de 1 a 3 Anos e Pré-escolares

DISTÚRBIOS INFECCIOSOS DOENÇAS TRANSMISSÍVEIS A incidência de doenças transmissíveis na infância declinou significantemente desde o advento das vacinas. As complicações graves resultantes dessas infecções reduziram ainda mais com o uso de antibióticos e antitoxinas. Todavia, as doenças infecciosas ocorrem, e as enfermeiras devem estar familiarizadas com o agente infeccioso para identificar a doença e instituir intervenções preventivas e de suporte apropriadas ( Tabela 14-1). (Veja também o Cap. 30 para uma discussão sobre cuidados de enfermagem nas condições dermatológicas.)

Cuidados de Enfermagem A Tabela 14-1 descreve as doenças transmissíveis mais comuns da infância, a conduta terapêutica e os cuidados específicos de enfermagem. A seguir, apresenta-se uma discussão geral sobre os cuidados de enfermagem nos casos de doenças transmissíveis. O processo de enfermagem relacionado com os cuidados à criança com doença transmissível se encontra resumido no quadro Processo de Enfermagem. A identificação do agente infeccioso é fundamental para prevenir a exposição dos indivíduos suscetíveis. As enfermeiras que atuam em ambulatórios, creches e escolas são frequentemente as primeiras pessoas a observar os sinais de uma doença transmissível, como uma erupção cutânea ou dor de garganta. A enfermeira deve estar atenta à suspeita de doenças mais comuns da infância a fim de identificar casos potencialmente infecciosos e as doenças que exigem intervenção médica. Um exemplo é a queixa comum de dor de garganta. Embora mais frequentemente constitua um sintoma de infecção viral de menor importância, pode ser um sinal de difteria ou de uma infecção estreptocócica, como a escarlatina. Cada uma dessas condições bacterianas exige tratamento médico apropriado a fim de prevenir sequelas graves. Sempre que se suspeitar de uma doença transmissível, é importante avaliar: • Exposição recente a um caso conhecido • Sintomas prodrômicos (sintomas que ocorrem entre as manifestações iniciais da doença e a síndrome clínica manifesta) ou evidências de sintomas constitucionais, como febre ou erupção cutânea ( Tabela 14-1) • História vacinal • História de doença anterior As vacinações estão disponíveis para muitas doenças, e a infecção geralmente confere uma imunidade vitalícia; portanto, a possibilidade de muitos agentes infecciosos pode ser eliminada com base nesses dois critérios.

Prevenção da Disseminação A prevenção consiste em dois componentes: prevenção da doença e controle de sua disseminação para terceiros. A prevenção primária depende quase exclusivamente da imunização. (O Cap. 10 discute o papel da enfermagem na vacinação infantil.) As medidas de controle na prevenção da disseminação da doença incluem técnicas para reduzir o risco de transmissão cruzada de organismos infecciosos entre pacientes e a proteção dos profissionais da saúde contra organismos de que os pacientes são portadores. Se uma criança for internada, as normas da unidade para o controle de infecções devem ser seguidas (Cap. 22). O procedimento mais importante é a lavagem das mãos. As pessoas que cuidam diretamente das crianças e que lidam com objetos contaminados devem lavar as mãos e praticar Precauções Padrão eficazes nos cuidados de seus pacientes. Oriente as crianças a praticar uma boa técnica de lavagem das mãos antes de comer ou após a ida ao banheiro. Para as doenças transmitidas por gotículas, instrua os pais sobre as medidas de redução da transmissão aérea. As crianças que forem grandes o bastante devem usar um lenço para cobrir o rosto durante os episódios de tosse ou espirros; caso contrário, os pais devem cobrir a boca da crianças com um lenço e, então, descartá-lo. Enfatize as medidas habituais de higiene, como não compartilhar utensílios na alimentação e para beber entre as pessoas da família.

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PROCESSO DE ENFERMAGEM Doença Transmissível Histórico Avalie em busca de sinais e sintomas de uma doença transmissível e suas consequências. (Consulte a Tabela 14-1 para uma discussão relativa a doenças transmissíveis específicas.) Diagnóstico (Identificação do Problema) Após uma avaliação completa, vários diagnósticos de enfermagem podem ser evidentes: • Risco de infecção relacionada com o hospedeiro suscetível e os agentes infecciosos • Dor relacionada com as lesões cutâneas e o mal-estar • Comprometimento da interação social relacionada com o isolamento dos colegas • Risco de comprometimento da integridade cutânea relacionado com coceira ou prurido • Interrupção dos processos familiares relacionada com a criança com doença aguda Planejamento Os resultados esperados para o paciente incluem: • A criança não disseminará a infecção para terceiros. • A criança não experimentará complicações. • A criança sentirá um desconforto mínimo. • A criança e a família receberão suporte emocional adequado. Implementação Diversas estratégias de intervenção estão discutidas nas pp. 406-416. Avaliação A eficácia das intervenções de enfermagem para a criança com doença transmissível é determinada pelo monitoramento contínuo e pela avaliação dos cuidados com base nas seguintes diretrizes: • Observe ou questione o uso de medidas de controle pelos membros da família; observe a ocorrência de sinais de doença nos contatos familiares. • Monitore os sinais vitais, especialmente a temperatura; indague sobre a identificação dos contatos de alto risco e o isolamento de contato apropriado; observe ou pergunte sobre a adesão ao tratamento antibiótico ou antiviral. • Questione sobre a eficácia das medidas de conforto. • Entreviste a família e a criança sobre seus sentimentos e preocupações quando a criança retornar à escola.

ALERTA PARA A ENFERMAGEM Se uma criança for admitida no hospital com exantema não diagnosticado, instituir precauções baseadas na transmissão (contato, respiratória) e as Precauções Padrão até que haja confirmação diagnóstica. As doenças transmissíveis mais comuns da infância que exigem essas precauções incluem difteria, catapora, sarampo, tuberculose, adenovírus, Haemophilus influenza do tipo b, influenza, caxumba, infecção pelo Mycoplasma pneumoniae, coqueluche, peste, faringite estreptocócica, pneumonia e escarlatina (American Academy of Pediatrics, Committee on Infectious Diseases, 2009).

Prevenção de Complicações Embora a maioria das crianças se recupere sem dificuldade, certos grupos estão em risco para complicações graves, mesmo fatais, decorrentes de doenças transmissíveis, especialmente as doenças virais catapora e eritema infeccioso (EI) (a “quinta doença”) provocado pelo parvovírus humano (HPV) B19.

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CAPÍTULO 14 TABELA 14-1 DOENÇA

Problemas de Saúde de Crianças de 1 a 3 Anos e Pré-escolares

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DOENÇAS TRANSMISSÍVEIS MAIS COMUNS DA INFÂNCIA MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS

Catapora (Varicela) (Fig. 14-1) Agente — vírus varicela-zóster (VVZ) Estágio prodrômico — Febre leve, mal-estar e anorexia nas primeiras Fonte — Secreções primárias do trato 24 horas; erupção cutânea altamente respiratório das pessoas infectadas; pruriginosa; começa como uma em menor grau, lesões cutâneas (as mácula, progride rapidamente para crostas não são infectantes) pápula e, então, vesícula (circundada Transmissão — Contato direto, por base eritematosa; torna-se disseminação por gotículas (aérea) e umbilicada e turva; rompe-se por objetos contaminados facilmente e forma crostas); os três Período de incubação — duas a estágios (pápula, vesículae crosta) três semanas, geralmente 14-16 dias se apresentam em graus variáveis Período de transmissibilidade em um mesmo momento — Provavelmente de um dia antes Distribuição — Centrípeta, da erupção das lesões (período disseminando-se para a face e prodrômico) a seis dias após o extremidades proximais, mas primeiro surto de formação de esparsas nas extremidades distais vesículas, quando as crostas se dos membros e menos nas áreas não formaram expostas ao calor (i.e., das roupas ou do sol) Sinais e sintomas constitucionais — Elevação da temperatura decorrente da linfadenopatia, irritabilidade pelo prurido

CONDUTA TERAPÊUTICA E COMPLICAÇÕES Específica — Agente antiviral aciclovir (Zovirax®); globulina imune para a varicela-zóster (VariZIG®) ou imunoglobulina intravenosa (IGIV®) após a exposição em crianças de alto risco Suporte — Cloridrato de difenidramina ou anti-histamínicos para aliviar o prurido; cuidados cutâneos para prevenir a infecção bacteriana secundária Acetaminofeno para febre Complicações — Infecções bacterianas secundárias (abscessos, celulite, fasciíte necrosante, pneumonia, sepse) Encefalite Pneumonia por varicela (rara em crianças normais) Varicela hemorrágica (pequenas hemorragias nas vesículas e inúmeras petéquias) Trombocitopenia crônica ou transitória Preventiva — Vacinação infantil

Pápula

CUIDADOS DE ENFERMAGEM Observar as Precauções Padrão, para Transmissão Aérea e por Contato, se internado, até que todas as lesões tenham formado crostas; quanto a crianças vacinadas com varicela leve que rompeu a proteção vacinal, isole até que nenhuma lesão nova seja observada. Mantenha a criança em casa afastada de indivíduos suscetíveis até que as vesículas tenham secado (geralmente uma semana após o início da doença), e isole a criança de alto risco das crianças infectadas. Realize os cuidados cutâneos: dê banho e troque as roupas e lençóis diariamente; administre loção tópica de calamina; mantenha as unhas curtas e limpas; aplique luvas se a criança se coçar. Mantenha a criança em ambiente frio (pode reduzir o número de lesões). Redução do prurido: mantenha a criança ocupada. Remova as crostas soltas que atritam e irritam a pele. Evite o uso de aspirina (possível associação com a síndrome de Reye).

Crosta

Vesícula Erupções cutâneas relativamente profusas no tronco

Erupções cutâneas distalmente esparsas

B C

A FIG 14-1 Catapora (varicela). A, Progressão da doença. B, Estágios simultâneos das lesões na catapora. C, Aspecto clínico. (C, De Habif TP: Clinical dermatology: a color guide to diagnosis and therapy, ed 5, St. Louis, 2010, Mosby.) (Continua)

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CAPÍTULO 14

TABELA 14-1 DOENÇA

Problemas de Saúde de Crianças de 1 a 3 Anos e Pré-escolares

DOENÇAS TRANSMISSÍVEIS MAIS COMUNS DA INFÂNCIA (cont.) MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS

Caxumba Estágio prodrômico — Febre, Agente — Paramixovírus cefaleia, mal-estar e anorexia por 24 Fonte — Saliva de pessoas infectadas horas seguidos por “dor de ouvido”, Transmissão — Contato direto com que é agravada com a mastigação gotículas disseminadas por uma Parotidite — Por volta do terceiro pessoa infectada dia, a(s) glândula(s) parótida(s) (uni Período de incubação — De 14 a ou bilateralmente) aumenta(m) e 21 dias atingem o tamanho máximo em um Período de transmissibilidade — a três dias; acompanhada de dor e Mais transmissível imediatamente hipersensibilidade; outras glândulas antes de o edema começar exócrinas (submandibulares) também podem estar inchadas

Coqueluche (Tosse Comprida) Agente — Bordetella pertussis Estágio prodrômico (catarral) — Começa com sintomas de infecção Fonte — Secreção do trato do trato respiratório superior, como respiratório das pessoas infectadas coriza, espirros, lacrimejamento, Transmissão — Contato direto ou tosse e febre baixa; os sintomas gotículas disseminadas por pessoa continuam por uma a duas semanas; infectada; contato indireto com quando as secreções secam, a tosse objetos recentemente contaminados seca se torna mais grave Período de incubação — De seis a Estágio paroxístico — A tosse é 20 dias; geralmente sete a 10 dias mais comum à noite; consiste em Período de transmissibilidade — episódios curtos e rápidos seguidos Maior durante a fase catarral antes por inspiração súbita associada do início dos paroxismos a um som estridente intenso; as bochechas ficam enrubescidas ou cianóticas, os olhos ficam salientes e a língua se projeta; o paroxismo pode continuar até que um grumo mucoso espesso seja desalojado; os vômitos frequentemente se seguem à crise; esse estágio geralmente dura de quatro a seis semanas, seguido por um estágio de convalescença Os lactentes com menos de 6 meses de vida podem não apresentar a tosse típica da coqueluche, mas ter dificuldade em manter a oxigenação adequada com a quantidade de secreções, vômitos frequentes de muco e da fórmula láctea ou do leite materno.

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CONDUTA TERAPÊUTICA E COMPLICAÇÕES

CUIDADOS DE ENFERMAGEM

Preventiva — Vacinação infantil Sintomática e de suporte — Analgésicos para a dor e antitérmicos para a febre Líquidos intravenosos são necessários para a criança que se recuse a beber ou que esteja vomitando por causa da meningoencefalite Complicações — Surdez sensório-neural Encefalite pós-infecciosa Miocardite Artrite Hepatite Epididimorquite Ooforite Pancreatite Esterilidade (extremamente rara em homens adultos) Meningite

Mantenha o isolamento durante o período de transmissibilidade; institua as Precauções para Gotículas e de Contato durante a internação. Estimule o repouso e a redução da atividade durante a fase prodrômica até que o edema diminua. Administre analgésicos para a dor; se a criança estiver relutante em deglutir a medicação em pílulas ou comprimidos, use a formulação líquida. Estimule a ingesta hídrica e de alimentos macios e mais leves; evite alimentos que exijam mastigação. Aplique compressas quentes ou frias no pescoço, o que for mais confortável. Para o alívio da orquite, proporcione calor e suporte local com cuecas justas.

Preventiva — Vacinação; atualmente, acredita-se que as vacinas da infância para a coqueluche não conferem imunidade vitalícia. Desse modo, recomenda-se uma dose de reforço para adolescentes e adultos, (Cap. 10, Calendário de Vacinações) Tratamento antimicrobiano (p. ex., eritromicina, claritromicina, azitromicina) Suporte — A internação algumas vezes é necessária para os lactentes e crianças que estejam desidratados, ou para aqueles que apresentem complicações Aumento da inalação de oxigênio e da umidade Hidratação adequada Cuidados intensivos e ventilação mecânica, se necessário, para lactentes com menos de 6 meses de vida Complicações — Pneumonia (causa usual de óbito entre crianças pequenas) Apneia (lactentes com menos de 1 ano de idade) Atelectasias Otite média Convulsões Hemorragia (escleras, conjuntivas, epistaxe; hemorragia pulmonar em neonato)

Mantenha o isolamento durante o estágio catarral; se a criança estiver internada, institua as Precauções Respiratórias para Gotículas. Obtenha culturas de nasofaringe para diagnóstico. Estimule a ingesta oral de líquidos; ofereça pequenas quantidades de líquidos frequentemente. Assegure oxigenação adequada durante os paroxismos; posicione o lactente de lado para reduzir a chance de aspiração se houver episódios de vômitos. Proporcione oxigênio umidificado; succione conforme necessário para prevenir a sufocação pelas secreções. Observe sinais de obstrução das vias aéreas (aumento da inquietude, apreensão, retrações, cianose). Estimule a adesão ao tratamento antibiótico dos contatos familiares. Estimule os adolescentes a obter o reforço da vacina para pertússis (DPTa) (ver também Vacinações, Cap. 10). Use as Precauções Padrão e máscara nos profissionais da saúde expostos às crianças com tosse persistente e suspeita elevada de coqueluche.

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CAPÍTULO 14 TABELA 14-1 DOENÇA

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DOENÇAS TRANSMISSÍVEIS MAIS COMUNS DA INFÂNCIA (cont.) MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS A coqueluche pode ocorrer em adolescentes e adultos com manifestações variáveis; tosse e a tosse típica da coqueluche podem estar ausentes; todavia, até 50% dos adolescentes podem apresentar tosse por ≤ 10 semanas (American Academy of Pediatrics, Committee on Infectious Diseases, 2009) Sintomas adicionais em adolescentes incluem dificuldade respiratória e vômito após a tosse (Ver também Vacinações, Cap. 10, para uma discussão sobre o calendário de vacinação para a coqueluche.)

Difteria Agente — Corynebacterium diphteriae Varia de acordo com a localização anatômica da pseudomembrana Fonte — Secreções das membranas mucosas do nariz e nasofaringe, pele Nasal — Assemelha-se ao resfriado comum, secreção nasal e outras lesões da pessoa infectada serossanguinolenta mucopurulenta Transmissão — Contato direto com sem sintomas constitucionais; a pessoa infectada, um portador ou pode apresentar epistaxe objetos contaminados ostensiva Período de incubação — Tonsilar-faríngea — Mal-estar; Geralmente, de dois a cinco dias, anorexia; dor de garganta; febre possivelmente mais prolongado baixa; aumento do pulso acima do Período de transmissibilidade esperado para a temperatura dentro — Variável; até que os bacilos de 24 horas; membrana lisa, não virulentos não estejam mais aderente, branca ou acinzentada; presentes (identificado com três linfadenite possivelmente resultados de cultura negativos); destacada (“pescoço de boi”); nos geralmente, duas semanas, mas casos graves, toxemia, choque pode chegar a quatro semanas séptico e óbito dentro de seis a 10 dias Laríngea — Febre, rouquidão, tosse, com ou sem os sinais previamente listados; potencial obstrução das vias aéreas; apreensão; retrações dispneicas; cianose

CONDUTA TERAPÊUTICA E COMPLICAÇÕES

CUIDADOS DE ENFERMAGEM

Perda de peso e desidratação Hérnias (umbilicais e inguinais) Prolapso retal As complicações descritas entre adolescentes incluem síncope, distúrbios do sono, fraturas de costelas, incontinência e pneumonia (American Academy of Pediatrics, Committee on Infectious Diseases, 2009)

A medicação para tosse provavelmente não ajudará e não está recomendada para as crianças com menos de 2 anos de idade (http://www.fda.gov, 2008).

Antitoxina equina (geralmente por via intravenosa) precedida de um teste cutâneo ou conjuntival para descartar a sensibilidade ao soro de cavalo Antibióticos (penicilina G procaína ou eritromicina), além da antitoxina equina Repouso absoluto no leito (prevenção da miocardite) Traqueostomia para a obstrução das vias aéreas Tratamento dos contatos infectados e portadores Complicações — Miocardiopatia tóxica (segunda a terceira semanas) Neuropatia tóxica Preventiva — Vacinação infantil

Siga as Precauções Padrão e para Transmissão Aérea e por Gotículas até que dois resultados de cultura sejam negativos para C. diphteriae; use as Precauções de Contato com manifestações cutâneas. Administre os antibióticos de modo oportuno. Participe do teste de sensibilidade e tenha epinefrina disponível. Implemente cuidados gerais de manutenção de repouso no leito. Use aspiração de vias aéreas, quando necessário. Observe a respiração em busca de sinais de obstrução. Administre oxigênio umidificado, conforme a prescrição.

(Continua)

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CAPÍTULO 14

TABELA 14-1 DOENÇA

Problemas de Saúde de Crianças de 1 a 3 Anos e Pré-escolares

DOENÇAS TRANSMISSÍVEIS MAIS COMUNS DA INFÂNCIA (cont.) MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS

Eritema Infeccioso (a Quinta Doença) (Fig. 14-2) A erupção cutânea surge em três Agente — Parvovírus humano (HPV) estágios: B19 I — Eritema na face, principalmente Fonte — Pessoas infectadas, nas bochechas (aspecto de “rosto principalmente crianças em idade esbofeteado”); desaparece por volta escolar de um a quatro dias Transmissão — Secreções II — Cerca de um dia após o respiratórias e sangue, surgimento da erupção cutânea na hemoderivados face, manchas vermelhas surgem Período de incubação — Quatro a simetricamente distribuídas nas 14 dias; pode ser de até 21 dias extremidades superiores e inferiores; Período de transmissibilidade — a erupção progride das superfícies Variável, mas antes do início dos proximais para as distais, podendo sintomas em crianças com crise durar uma semana ou mais aplásica III — A erupção regride, mas reaparece se a pele é irritada ou traumatizada (sol, calor, frio, fricção) Na criança com crise aplásica, a erupção geralmente está ausente e a enfermidade prodrômica inclui febre, mialgia, letargia, náusea, vômitos e dor abdominal As crianças com anemia falciforme podem ter crise vaso-oclusiva concomitante

CONDUTA TERAPÊUTICA E COMPLICAÇÕES

CUIDADOS DE ENFERMAGEM

O isolamento da criança não é Sintomática e de suporte — necessário, exceto daquela Medicamentos antipiréticos, internada (imunodeprimida ou com analgésicos e anti-inflamatórios. Complicações — Artrite autolimitada crise aplásica) com suspeita de infecção pelo HPV, que é colocada e artralgia (a artrite pode se tornar sob Precauções para Gotículas e crônica); mais comum em mulheres Precauções Padrão. Pode resultar em complicações graves As gestantes não precisam ser (anemia, hidropisia) ou em óbito excluídas do local de trabalho onde fetal se a mãe for infectada durante a infecção pelo HPV esteja presente; a gravidez (primariamente durante o elas não devem cuidar de pacientes segundo trimestre) com crises aplásicas. Explique o Crise aplásica em crianças com doença baixo risco de morte fetal para hemolítica ou imunodeficiência aquelas em contato com crianças Miocardite (rara) afetadas; auxilie na ultrassonografia fetal de rotina para a detecção de hidropisia.

FIG 14-2 Eritema infeccioso. (De Habif TP: Clinical dermatology: a color guide to diagnosis and therapy, ed 5, St. Louis, 2010, Mosby.)

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CAPÍTULO 14 TABELA 14-1

Problemas de Saúde de Crianças de 1 a 3 Anos e Pré-escolares

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DOENÇAS TRANSMISSÍVEIS MAIS COMUNS DA INFÂNCIA (cont.)

DOENÇA

MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS

CONDUTA TERAPÊUTICA E COMPLICAÇÕES

Escarlatina (Fig. 14-3) Um ciclo completo de penicilina (ou Agente — Estreptococo ␤-hemolítico Estágio prodrômico — Febre alta eritromicina em crianças sensíveis à abrupta, aumento da pulsação do grupo A penicilina) ou cefalosporinas orais desproporcional à febre, vômitos, Fonte — Geralmente secreções Antibioticoterapia para os portadores cefaleia, calafrios, mal-estar, dor nasofaríngeas de pessoas infectadas recém-diagnosticados (culturas abdominal, halitose e portadores positivas de nariz ou garganta para Enantema — Amígdalas aumentadas, Transmissão — Contato direto com estreptococos) edematosas, avermelhadas e cobertas pessoa infectada ou disseminação Suporte — Repouso durante a fase com placas de exsudatos; nos casos por gotículas; indiretamente, por febril, analgésicos para a dor de graves, o aspecto se assemelha ao contato com objetos contaminados garganta; antipruriginosos para a da difteria; a faringe é edematosa e ou pela ingestão de leite ou outros erupção cutânea, se incômoda vermelho-escura; durante os primeiros alimentos contaminados Complicações — Abscesso dois dias, a língua está recoberta e Período de incubação — Dois a periamigdaliano e retrofaríngeo as papilas se tornam vermelhas e cinco dias com variação de um a Sinusite intumescidas (língua com aspecto de sete dias morango branco); por volta do quarto ou Otite média Período de transmissibilidade quinto dia, a cobertura branca se solta, Glomerulonefrite aguda — Durante o período de incubação Febre reumática aguda deixando as papilas proeminentes e o quadro clínico da doença, Poliartrite (rara) (língua com aspecto de morango aproximadamente 10 dias; durante vermelho); o palato é recoberto por as primeiras duas semanas da fase lesões puntiformes eritematosas de portador, embora possa persistir Exantema — A erupção cutânea surge por meses dentro de 12 horas após os sinais prodrômicos; lesões puntiformes avermelhadas do tamanho de cabeça de alfinete rapidamente se tornam generalizadas, mas estão ausentes na face, que se torna enrubescida com acentuada palidez perioral; a erupção é mais intensa nas pregas e articulações; ao final da primeira semana, a descamação começa (fina e áspera no tronco; descamação foliácea nas palmas e solas), que pode estar completa por volta de três ou mais semanas Primeiro dia de erupção cutânea Bochechas enrubescidas Língua com aspecto de morango branco (ver suplemento) Aumento da densidade no pescoço Linhas transversas (sinal de Pastia) Aumento da densidade na virilha

CUIDADOS DE ENFERMAGEM Institua as Precauções Padrão e para Gotículas até 24 horas após o início do tratamento. Assegure-se da adesão ao tratamento antibiótico oral; a penicilina G benzatina intramuscular [Bicilin®] pode ser administrada. Estimule o repouso durante a fase febril; proporcione atividade tranquila durante o período de convalescença. Alivie o desconforto da dor de garganta com analgésicos, gargarejos, pastilhas, sprays antissépticos de garganta e inalação de névoa fria. Estimule a ingesta de líquidos durante a fase febril; evite líquidos irritantes (certos sucos cítricos) e alimentos ásperos (batatas fritas); quando a criança for capaz de comer, comece com uma dieta pastosa. Oriente os pais a consultar o médico se a febre persistir após o início do tratamento. Converse com os pais sobre os procedimentos para prevenção da disseminação da infecção — descarte a escova de dentes; evitar compartilhar os utensílios para bebida e alimentação.

Terceiro dia de erupção cutânea Palidez perioral Língua com aspecto de morango vermelho Aumento da densidade na axila

Primeiro dia

Terceiro dia

Língua com aspecto de morango branco

Língua com aspecto de morango vermelho

Teste de branqueamento positivo (Schultz-Charlton)

FIG 14-3 Escarlatina. (Continua)

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CAPÍTULO 14

TABELA 14-1

Problemas de Saúde de Crianças de 1 a 3 Anos e Pré-escolares

DOENÇAS TRANSMISSÍVEIS MAIS COMUNS DA INFÂNCIA (cont.)

DOENÇA

MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS

Exantema Súbito (Roséola Infantil) (Fig. 14-4) Febre alta persistente por três a quatro Agente — Herpes-vírus humano do dias em crianças que parecem estar tipo 6 (HHV-6; raramente HHV-7) bem Fonte — Possivelmente adquirido Redução abrupta da febre ao nível pela saliva de um adulto saudável; normal com o surgimento da erupção entrada pelas mucosas nasal, oral ou cutânea conjuntival Transmissão — Ao longo do ano; na Erupção cutânea — Discretas máculas rosadas ou maior parte dos casos, não é descrito maculopapulosas que surgem contato com um indivíduo infectado primeiramente no tronco e, então, (virtualmente limitado a crianças se disseminam para o pescoço e com menos de 3 anos, mas com pico extremidades; não pruriginosas; etário entre 6 e 15 meses) empalidecem sob pressão; duram de Período de incubação — um a dois dias Geralmente de cinco a 15 dias Sinais e sintomas associados Período de transmissibilidade — — Linfadenopatia cervical e Desconhecido pós-auricular, faringe inflamada, tosse, coriza

CONDUTA TERAPÊUTICA E COMPLICAÇÕES Não específica Antipiréticos para controlar a febre Complicações — Convulsões febris recorrentes (talvez pela infecção latente do sistema nervoso central reativada pela febre) Encfalite (rara)

CUIDADOS DE ENFERMAGEM Ensine aos pais medidas para diminuir a temperatura (medicação antipirética); assegure-se do entendimento adequado por parte dos pais da dosagem do antipirético específico a fim de prevenir acidente por dose excessiva. Se a criança for predisposta a convulsões, aborde as precauções apropriadas e a possibilidade de convulsões febris recorrentes.

FIG 14-4 Roséola infantil. (De Habif TP: Clinical dermatology: a color guide to diagnosis and therapy, ed 5, St. Louis, 2010, Mosby.)

Poliomielite Agente — Enterovírus de três tipos: o tipo 1 é a causa mais frequente de paralisia, tanto a epidêmica quanto a endêmica; o tipo 2 está menos frequentemente associado à paralisia; o tipo 3 é o segundo mais frequentemente associado à paralisia Fonte — Fezes e secreções orofaríngeas de pessoas infectadas, especialmente crianças pequenas Transmissão — Contato direto com pessoas com infecção ativa aparente ou inaparente; disseminação pelas vias fecal-oral e faríngea-orofaríngea Pólio paralítica adquirida pela vacina pode ocorrer como resultado da vacina com vírus vivo atenuado, por via oral, para a poliomielite

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Pode manifestar-se de três formas diferentes: Forma abortiva ou inaparente — Febre, inquietação, dor de garganta, cefaleia, anorexia, vômitos, dor abdominal; dura de poucas horas a poucos dias Não paralítica — As mesmas manifestações da forma abortiva, porém mais severas, com dor e rigidez no pescoço, costas e pernas Paralítica — Curso inicial semelhante ao do tipo não paralítico, seguido de recuperação e, então, de sinais de paralisia do sistema nervoso central

Preventiva — Vacinação infantil Suporte — Repouso absoluto no leito durante a fase aguda Ventilação mecânica ou assistida na hipótese de paralisia respiratória Fisioterapia para a musculatura após o estágio agudo Complicações — paralisia permanente Parada respiratória Hipertensão Cálculos renais causados pela desmineralização óssea durante a imobilidade prolongada

Institua as Precauções de Contato. Administre sedativos leves conforme necessário para aliviar a ansiedade e promover o repouso. Participe dos procedimentos de fisioterapia (utilize bolsas de calor úmido e exercícios de amplitude de movimento). Posicione a criança para manter o corpo alinhado e prevenir as lesões cutâneas; use suporte para os pés a fim de prevenir a queda plantar; utilize colchões pneumáticos para a imobilidade prolongada.

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CAPÍTULO 14 TABELA 14-1

Problemas de Saúde de Crianças de 1 a 3 Anos e Pré-escolares

DOENÇAS TRANSMISSÍVEIS MAIS COMUNS DA INFÂNCIA (cont.)

DOENÇA

MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS

CONDUTA TERAPÊUTICA E COMPLICAÇÕES

CUIDADOS DE ENFERMAGEM Estimule a criança a realizar atividades de vida diária para preservação da função; promova a deambulação precoce com dispositivos de apoio; administre analgésicos para o máximo conforto durante a atividade física; administre uma dieta rica em proteínas e terapia colônica para a imobilidade prolongada. Observe a ocorrência de paralisia respiratória (dificuldade da fala, tosse ineficaz, incapacidade de sustentar a respiração, respirações rápidas e superficiais); relate esse sinais e sintomas para o médico.

Período de incubação — Geralmente, de sete a 14 dias, com variação de cinco a 35 dias Período de transmissibilidade — Não exatamente conhecido; o vírus está presente na garganta e fezes logo após a infecção e persiste por cerca de uma semana na garganta e por quatro a seis semanas nas fezes

Rubéola (Sarampo Alemão) (Fig. 14-5) Período prodrômico — Ausente Agente — Rubella virus em crianças, presente em adultos e Fonte — Secreções primariamente nos adolescentes; consiste em febre nasofaríngeas da pessoa com baixa, cefaleia, mal-estar, anorexia, infecção aparente ou inaparente; conjuntivite leve, coriza, dor de o vírus também está presente no garganta, tosse a linfadenopatia; sangue, fezes e urina dura de um a cinco dias, regride um Período de incubação — De 14 a dia após o surgimento da erupção 21 dias Erupção cutânea — Aparece Período de transmissibilidade — primeiramente na face e se espalha Sete dias antes a cerca de cinco rapidamente para baixo, para o dias após o surgimento da erupção pescoço, braços, tronco e pernas; ao cutânea final do primeiro dia, o corpo está Sinais e sintomas constitucionais recoberto por um discreto exantema — Ocasionalmente, febre baixa, maculopapuloso, rosa-avermelhado cefaleia, mal-estar e linfadenopatia que desaparece na mesma ordem de seu surgimento e geralmente acaba por volta do terceiro dia

Primeiro dia de erupção cutânea Erupção cutânea discreta

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Preventiva — Vacinação infantil Nenhum tratamento é necessário que não os antipiréticos para a febre de baixo grau e os analgésicos para o desconforto Complicações — Raras (artrite, encefalite ou púrpura); a mais benigna de todas as doenças transmissíveis da infância; seu maior perigo é o efeito teratogênico sobre o feto

Institua as Precauções para Gotículas. Tranquilize os pais quanto à natureza benigna da enfermidade na criança afetada. Empregue medidas de conforto quando necessário. Evite o contato com gestantes. Monitore a titulação da rubéola nas adolescentes grávidas.

Terceiro dia de erupção cutânea

FIG 14-5 Rubéola. A, Progressão da erupção cutânea. B, Aspecto clínico. (B, De Habif TP: Clinical dermatology: a color guide to diagnosis and therapy, ed 5, St. Louis, 2010, Mosby.)

A

B (Continua)

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TABELA 14-1

DOENÇAS TRANSMISSÍVEIS MAIS COMUNS DA INFÂNCIA (cont.)

DOENÇA

CONDUTA TERAPÊUTICA E COMPLICAÇÕES

MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS

Sarampo (Fig. 14-6) Estágio prodrômico (catarral) — Agente — Vírus Febre e mal-estar seguidos em 24 Fonte — Secreções do trato horas por coriza, tosse, conjuntivite, respiratório, sangue e urina da manchas de Koplik (pequenos pessoa infectada pontos vermelhos irregulares com Transmissão — Normalmente, por um diminuto centro branco azulado, contato direto com gotículas da primeiramente observado na mucosa pessoa infectada; primariamente no oral oposta aos molares, dois dias inverno antes da erupção cutânea); os Período de incubação — Dez a 20 sintomas aumentam gradualmente dias de intensidade até o segundo dia Período de transmissibilidade após o surgimento da erupção — De quatro a cinco dias após o cutânea, quando começam a regredir surgimento da erupção cutânea, mas Erupção cutânea — Surge em principalmente durante o estágio três a quatro dias após o início do prodrômico (catarral) estágio prodrômico; começa como uma erupção maculopapulosa na face, gradualmente se estendendo inferiormente; mais grave nos locais iniciais (aspecto confluente) e menos intensa nos locais tardios (aspecto discreto); após três a quatro dias, assume um aspecto acastanhado e uma descamação fina ocorre sobre a área extensivamente comprometida Sinais e sintomas constitucionais — Anorexia, dor abdominal, mal-estar, linfadenopatia generalizada Primeiro dia de erupção cutânea Manchas de Koplik na mucosa oral

Preventiva — Vacinação infantil Suplementação de vitamina A (ver p. 415) Suporte — Repouso no leito durante o período febril; antitérmicos Antibióticos para prevenir a infecção bacteriana secundária em crianças de alto risco Complicações — Otite média Pneumonia (bacteriana) Laringite obstrutiva e laringotraqueíte Encefalite (rara, mas com elevada mortalidade)

CUIDADOS DE ENFERMAGEM Mantenha o isolamento até o quinto dia da erupção cutânea; se a criança estiver internada, institua as Precauções Respiratórias. Estimule o repouso durante o estágio prodrômico; proporcione atividade tranquila. Febre — Oriente os pais sobre a administração de antitérmicos; evite o resfriamento; se a criança apresentar tendência a convulsões, institua precauções apropriadas. Cuidados oftalmológicos — Reduza a iluminação se a fotofobia estiver presente; limpe as pálpebras com soro fisiológico aquecido para remover as secreções ou crostas; evite que a criança esfregue os olhos. Coriza, tosse — Use um vaporizador de névoa fria; proteja a pele ao redor das narinas com uma camada de vaselina; estimule a ingesta de líquidos e de alimentos macios e leves. Cuidados cutâneos — Mantenha a pele limpa; utilize banhos mornos conforme necessário.

Terceiro dia de erupção cutânea

Maculopápulas confluentes

Erupção discreta

B Maculopápulas discretas

A

FIG 14-6 Sarampo. A, Progressão da doença. B, Aspecto clínico. C, Manchas de Koplik. (B, De Paller SA, Mancini AJ: Hurwitz clinical pediatric dermatology, ed 4, St. Louis, 2011, Saunders; C, De Habif TP: Clinical dermatology: a color guide to diagnosis and therapy, ed 5, St. Louis, 2010, Mosby.)

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CAPÍTULO 14

Problemas de Saúde de Crianças de 1 a 3 Anos e Pré-escolares

As crianças com imunodeficiência — aquelas que estão recebendo esteroides ou outras terapias imunossupressoras, aquelas com malignidade generalizada, como a leucemia ou o linfoma, e aquelas com distúrbio imunológico — estão em risco de viremia decorrente da replicação do vírus varicela-zóster (VVZ)* no sangue. O VVZ recebe esse nome porque provoca duas diferentes doenças: a varicela (catapora) e o zóster (herpes-zóster ou cobreiro). A varicela ocorre primariamente em crianças com menos de 15 anos de idade. No entanto, ela deixa a ameaça do herpes-zóster, uma varicela intensamente dolorosa que se localiza em um único dermátomo (área corporal inervada por um segmento particular da medula espinhal). Nas crianças, os dermátomos mais comumente afetados pelo herpes-zóster são os dermátomos cervical e sacro (Leung, Robson e Leong, 2006). Os pacientes imunocomprometidos e os lactentes saudáveis com menos de 1 ano de idade (que também apresentam redução da imunidade) estão em maior risco de reativação do VVZ provocando herpes-zóster, provavelmente, como resultado de uma deficiência da imunidade celular (American Academy of Pediatrics [AAP], Committee on Infectious Diseases, 2009; Galea, Sweet, Beninger et al., 2008). As complicações do herpes-zóster em crianças incluem infecção bacteriana secundária, despigmentação e formação de cicatrizes. A neuralgia pós-herpética é rara em crianças (Leung, Robson e Leong, 2006). O uso da globulina imune VCZ (VariZIG®) ou da globulina imune intravenosa (IGIV) está recomendado para as crianças que estão imunocomprometidas, que não apresentam história prévia de varicela e que estão propensas a contrair a doença e apresentar as complicações como resultado (AAP, Committee on Infectious Diseases, 2009). O agente antiviral aciclovir (Zovirax®) pode ser usado para tratar as infecções pela varicela em indivíduos imunocomprometidos suscetíveis. Ele é eficaz na redução do número de lesões e do tempo de duração da febre e do prurido, da letargia e da anorexia. Considere o aciclovir oral para as crianças imunocomprometidas sem história de doença pela varicela, neonatos cujas mães apresentaram varicela dentro de cinco dias antes do parto ou dentro de 48 horas após este e em lactentes pré-termo internados com significante exposição à varicela (AAP, Committee on Infectious Diseases, 2009). Crianças com doença hemolítica, como a anemia falciforme, estão em risco de anemia aplásica pelo EI. O HPV B19 infecta e destrói os precursores das hemácias, interrompendo, assim, sua produção. Por conseguinte, o vírus pode precipitar uma grave crise aplásica em pacientes que necessitam de aumento da produção de eritrócitos para manter volumes normais de hemácias. A trombocitopenia e a neutropenia também podem ocorrer como resultado da infecção pelo HPV B19. Os fetos apresentam taxa relativamente alta de produção de hemácias e sistemas imunes imaturos; eles podem desenvolver anemia grave e hidropisia como resultado da infecção materna pelo HPV. As taxas de óbito fetal como resultado do HPV B19 foram estimadas entre 2% e 6% (AAP, Committee on Infectious Diseases, 2009).

ALERTA PARA A ENFERMAGEM Encaminhe imediatamente as crianças em risco de contrair essas doenças transmissíveis para o médico na hipótese de exposição conhecida ou de surtos. Na última década, a incidência de coqueluche aumentou, particularmente entre lactentes com menos de 6 meses de vida e crianças de 10 a 14 anos de idade. As manifestações clínicas iniciais da coqueluche em lactentes podem incluir engasgos, tosse, vômitos e apneia; a tosse “comprida” típica associada à doença está ausente (Teng e Wang, 2011, Wood e McIntyre, 2008). Nas crianças mais velhas, a doença pode manifestar-se como um resfriado comum (Tabela 14-1). Atualmente, recomenda-se que os jovens com idades entre 11 e 18 anos recebam um reforço da vacina tríplice bacteriana acelular (DPTa) para prevenção da doença (veja Vacinações, Cap. 10). Uma vez que a coqueluche é contagiosa, especialmente entre os familiares próximos, identifique a pertússis precocemente e inicie o tratamento da criança e daqueles que foram expostos. Azitromicina (para lactentes com menos de 1 mês de vida) e claritromicina ou azitromicina são administradas para os lactentes e crianças com coqueluche (Teng e Wang, 2011; Wood e McIntyre, 2008). * Materiais educativos podem ser obtidos na National Shingles Foundation, 603 West 115th St., Suite 371, New York, NY 10025; 212-222-3390; www. vzvfoundation.org.

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A prevenção das complicações por doenças como a difteria, a coqueluche e a escarlatina exige a adesão à antibioticoterapia. Com os preparados orais, enfatize a necessidade de completar o ciclo completo do tratamento (Veja Adesão, Cap. 22). As evidências sugerem que a suplementação com vitamina A reduz a morbidade e a mortalidade por sarampo e que todas as crianças com sarampo grave devem receber suplementos de vitamina A. Uma dose oral única de 200 mil UI para as crianças de no mínimo 1 ano de idade está recomendada (empregue a metade da dose para as crianças de 6 a 12 meses de vida). A dosagem mais alta pode estar associada a vômitos e cefaleia por umas poucas horas. A dose deve ser repetida no dia seguinte e por quatro semanas nas crianças com evidências oftalmológicas de deficiência de vitamina A (AAP, Committee on Infectious Diseases, 2009).

ALERTA PARA A ENFERMAGEM Embora o risco de toxicidade pela vitamina A com essas doses (elas são 100-200 vezes a Ingestão Dietética Recomendada) seja relativamente baixo, as enfermeiras devem orientar os pacientes sobre o armazenamento seguro do medicamento. Idealmente, a vitamina A deve ser distribuída na unidade de dosagem apropriada para a idade a fim de prevenir a administração excessiva e possível toxicidade.

Proporcione Conforto Muitas doenças transmissíveis provocam manifestações cutâneas que são incômodas para as crianças. O principal desconforto da maior parte das erupções cutâneas é o prurido, e medidas como banhos frios (geralmente sem sabão) e loções (p. ex., calamina) são úteis.

ALERTA PARA A ENFERMAGEM Quando loções com ingredientes ativos como a difenidramina no Caladryl® são usadas, são aplicadas com moderação, especialmente sobre as lesões abertas, em que a absorção excessiva pode levar à toxicidade pela substância. Use essas loções com cautela em crianças que estão simultaneamente recebendo anti-histamínico oral. O resfriamento prévio da loção no refrigerador a torna mais relaxante sobre a pele do que à temperatura ambiente. Para evitar o aquecimento excessivo, que aumenta a coçadura, as crianças devem vestir roupas leves, soltas e não irritantes e se afastar do sol. Se a criança continuar a se coçar, mantenha as unhas curtas e lisas, ou com luvas e roupas com mangas ou pernas compridas. Nos casos de coçadura grave, um medicamento antipruriginoso, como difenidramina (Benadryl®) ou hidroxizina (Atarax®), pode ser necessário, especialmente quando a criança tem problema para dormir por causa da coceira. A loratadina, a cetirizina e a fexofenadina podem não provocar sonolência, sendo preferíveis para a urticária durante o dia. Uma temperatura elevada é comum, e tanto os medicamentos antipiréticos (acetaminofeno ou iboprofeno) quanto a manipulação ambiental são implementados (Veja Controle de Temperaturas Elevadas, Cap. 22). O acetaminofeno é eficaz na redução da febre, mas não reduz significantemente os sintomas de prurido, anorexia, dor abdominal ou irritabilidade. A dor de garganta, outro sintoma frequente, é tratada com pastilhas, gargarejos com soro fisiológico (se a criança tiver idade suficiente para cooperar) e analgésicos. Uma vez que a maioria das crianças fica anoréxica durante a enfermidade, alimentos macios e o aumento da ingesta líquida geralmente são preferidos. Durante os estágios iniciais da doença, as crianças voluntariamente cerceiam suas atividades e, embora o repouso ao leito seja benéfico, ele não deve ser imposto a menos que especificamente indicado. Durante períodos de irritabilidade, uma atividade tranquila (p. ex., leitura, música, televisão, videogames, quebra-cabeças, colorir) ajuda a distrair a criança do desconforto.

Apoio à Criança e à Família A maior parte das doenças transmissíveis é benigna, mas pode produzir preocupação e ansiedade consideráveis nos pais. Frequentemente, a ocorrência de uma doença como a catapora constitui a primeira vez em que a criança apresenta desconforto agudo. Os pais precisam de ajuda para enfrentar as manifestações

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CAPÍTULO 14

Problemas de Saúde de Crianças de 1 a 3 Anos e Pré-escolares

da doença, como o aumento do prurido. A família e a criança precisam ser tranquilizadas no sentido de que a recuperação geralmente é rápida. Todavia, os sinais visíveis da dermatose podem estar presentes por algum tempo depois que a criança estiver bem o bastante para retomar suas atividades habituais.

CONJUNTIVITE A conjuntivite aguda (inflamação da conjuntiva) ocorre em decorrência de uma variedade de causas que são tipicamente relacionadas com a idade. Em neonatos, a conjuntivite pode ocorrer em consequência de infecção durante o parto, mais frequentemente pela Chlamydia trachomatis (conjuntivite de inclusão) ou pela Neisseria gonorrhoeae. Esses organismos, assim como o herpes-vírus simples (HVS), provocam grave lesão ocular. Nos lactentes, a conjuntivite recorrente pode constituir um sinal de obstrução do canal nasolacrimal. Uma conjuntivite química pode ocorrer dentro de 24 horas após a instilação de profilaxia oftalmológica neonatal; as características clínicas incluem leve edema palpebral e secreção ocular não purulenta (Fuloria e Kreiter, 2002). Em crianças, as causas comuns de conjuntivite são viral, bacteriana, alérgica, ou as relacionadas com corpo estranho. A infecção bacteriana é responsável pela maior parte dos casos de conjuntivite aguda em crianças. O diagnóstico é primariamente feito a partir das manifestações clínicas (Quadro 14-1), embora as culturas da secreção purulenta possam ser necessárias para identificar a causa específica.

Conduta Terapêutica O tratamento da conjuntivite depende de sua causa. A conjuntivite viral é autolimitante, e o tratamento se limita à remoção das secreções acumuladas. A conjuntivite bacteriana tem sido tradicionalmente tratada com agentes bacterianos tópicos, como polimixina e bacitracina (Polysporin®), sulfacetamida sódica ou trimetoprima e polimixina (Polytrim®). Contudo, em um estudo com crianças com conjuntivite infecciosa aguda tratadas com placebo versus cloranfenicol tópico, houve pouca diferença nas taxas de cura; os autores concluíram que a maioria das crianças ficou melhor sem tratamento antibiótico (Rose, Harnden, Brueggemann et al., 2005). As fluoroquinolonas, aprovadas para crianças com 1 ano ou mais de idade, são vistas pelos oftalmologistas como os melhores agentes oftálmicos disponíveis (Lichtenstein, Rinehart e Levofloxacin Bacterial Conjunctivitis Study Group, 2003). As gotas oftálmicas podem ser usadas durante o dia, e a pomada, na hora de dormir, porque ela permanece nos olhos por mais

QUADRO 14-1

MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS DA CONJUNTIVITE

Conjuntivite Bacteriana (“Olho Rosa”) Drenagem purulenta Crostas palpebrais, especialmente ao despertar Conjuntiva inflamada Pálpebras edemaciadas Conjuntivite Viral Geralmente ocorre na infecção do trato respiratório superior Drenagem serosa (aquosa) Conjuntiva inflamada Pálpebras edemaciadas

tempo, mas turva a visão. Os corticosteroides são evitados porque reduzem a resistência ocular às bactérias.

Cuidados de Enfermagem Os cuidados de enfermagem incluem a manutenção dos olhos limpos e a administração adequada da medicação oftalmológica. Remova as secreções acumuladas limpando da parte interna do canto para baixo e para fora, afastando-se do olho oposto. Compressas quentes e úmidas, como uma toalhinha limpa torcida com água de torneira quente, são úteis na remoção das crostas. As compressas não são mantidas nos olhos, porque uma cobertura oclusiva promove o crescimento bacteriano. A medicação deve ser instilada imediatamente após os olhos terem sido limpos e de acordo com o procedimento correto (Cap. 22). A prevenção da infecção em outros membros da família constitui uma consideração importante na conjuntivite bacteriana. Mantenha a toalhinha e a toalha de banho da criança separadas daquelas usadas pelos demais. Descarte os lenços usados para limpar os olhos. Oriente a criança a evitar esfregar os olhos e a utilizar uma boa técnica de lavagem das mãos.

ALERTA PARA A ENFERMAGEM Os sinais de conjuntivite grave incluem a redução ou a perda da visão, dor ocular, fotofobia, exoftalmia (protuberância do globo ocular), redução da motilidade ocular, ulceração corneal e padrões incomuns de inflamação (p. ex., rubor perilímbico associado a irite ou inflamação localizada associada a esclerite). Se um paciente apresentar qualquer desses sinais, encaminhe-o imediatamente a um oftalmologista (Lederman e Lederman, 2003).

ESTOMATITE A estomatite é a inflamação da mucosa oral, o que pode incluir mucosas oral (bochechas) e labial, língua, gengivas, palato e soalho da boca. Pode ser infecciosa ou não infecciosa e ser provocada por fatores locais ou sistêmicos. Nas crianças, a estomatite aftosa e a estomatite herpética são tipicamente observadas. As crianças com imunossupressão e aquelas que estão recebendo quimioterapia ou radioterapia da cabeça e pescoço estão em maior risco de desenvolvimento da ulceração mucosa e estomatite herpética. A estomatite aftosa (úlcera aftosa, aftas) é uma condição benigna, porém dolorosa, cuja causa é desconhecida. Seu início geralmente está associado a uma lesão traumática leve (morder a bochecha, atingir a mucosa com a escova de dente, ou aparelho bucal atritando contra a mucosa), alergia ou estresse emocional. As lesões são ulcerações dolorosas, pequenas, esbranquiçadas e circundadas por uma borda avermelhada. São diferenciadas dos outros tipos de estomatite pelos tecidos adjacentes saudáveis e pela ausência de vesículas e de enfermidade sistêmica. As úlceras persistem por quatro a 12 dias e se cicatrizam sem complicações. A gengivoestomatite herpética (GEH) é provocada pelo HVS, mais frequentemente o do tipo 1, e pode ocorrer como uma infecção primária ou recidivar em uma forma menos grave conhecida como herpes labial recorrente (comumente denominado feridas pelo frio ou bolhas de febre). A infecção primária geralmente começa com uma febre; a faringe se torna edematosa e eritematosa e as vesículas irrompem na mucosa, provocando dor grave (Fig. 14-7).

Conjuntivite Alérgica Prurido Secreção aquosa e espessa, pegajosa Conjuntiva inflamada Pálpebras edemaciadas Conjuntivite Provocada por Corpo Estranho Lacrimejamento Dor Conjuntiva inflamada Geralmente só um olho afetado

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FIG 14-7 Gengivoestomatite primária. (De Thompson JM, McFarland GM, Hirsch JE et al.: Mosby's clinic nursing, ed 5, St. Louis, 2002, Mosby.)

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CAPÍTULO

22 Especificidades Pediátricas das Intervenções de Enfermagem* Terri L. Brown

SUMÁRIO DO CAPÍTULO Conceitos Gerais Relacionados com os Procedimentos Pediátricos, 611 Consentimento Informado, 611 Requisitos para a Obtenção do Consentimento Informado, 611 Elegibilidade para Fornecer o Consentimento Informado, 612 Preparo para Procedimentos Diagnósticos e Terapêuticos, 613 Preparo Psicológico, 613 Preparo Físico, 616 Realização do Procedimento, 616 Apoio Pós-procedimento, 617 Uso da Brincadeira nos Procedimentos, 617 Preparação da Família, 617 Procedimentos Cirúrgicos, 619 Cuidados Pré-operatórios, 619 Cuidados Pós-operatórios, 620 Adesão, 621 Estratégias de Adesão, 622 Cuidado com a Pele e Higiene Geral, 622 Manutenção de uma Pele Saudável, 622 Banho, 623 Higiene Oral, 624 Cuidados com o Cabelo, 624 Alimentação da Criança Doente, 624 Controle de Temperaturas Elevadas, 625 Conduta Terapêutica, 625

Educação da Família e Cuidados Domiciliares, 626 Segurança, 626 Fatores Ambientais, 626 Brinquedos, 627 Prevenção de Quedas, 627 Controle de Infecções, 628 Transporte de Lactentes e Crianças, 629 Métodos de Contenção e Imobilização Terapêutica, 630 Contenção em Múmia ou em Cueiro, 630 Colete ou Jaqueta de Contenção, 631 Contenções de Extremidades, 631 Contenções de Cotovelo, 631 Posicionamento para os Procedimentos, 631 Punção Venosa Femoral, 631 Punção Venosa ou Injeção nas Extremidades, 631 Punção Lombar, 631 Aspiração ou Biópsia da Medula Óssea, 632 Coleta de Amostras, 632 Etapas do Procedimento Fundamental Comum a Todos os Procedimentos, 632 Amostras de Urina, 633 Amostras Limpas, 633

Coleta de 24 Horas, 633 Cateterização Vesical e Outras Técnicas, 634 Amostras de Fezes, 635 Amostras de Sangue, 636 Amostras de Secreção Respiratória, 638 Administração de Medicamento, 638 Determinação da Dose do Medicamento, 638 Verificação da Dose, 639 Identificação, 639 Preparo dos Pais, 639 Preparo da Criança, 639 Administração Oral, 639 Preparação, 639 Administração, 640 Administração Intramuscular, 640 Seleção da Seringa e Agulha, 640 Determinação do Local, 642 Administração, 642 Administração Subcutânea e Intradérmica, 645 Administração intravenosa, 645 Dispositivo de Infusão Intermitente Periférica, 646 Dispositivo de Acesso Venoso Central, 647

* Nota da Revisão Científica: No Brasil, os procedimentos invasivos e não invasivos descritos neste livro serão realizados por enfermeiras, técnicos e auxiliares de enfermagem, desde que amparados pela Lei do Exercício Profissional de Enfermagem, n° 7.498 de 1986 e o Decreto Regulamentador n° 94.406 de 1987, e conforme as competências legais definidas pela legislação. Requer especial atenção a Lei do Exercício Profissional da Medicina, n° 12.842, de 10 de julho de 2013, que tornou privativas do médico a indicação e execução de procedimentos invasivos, como: acessos vasculares profundos e intubação traqueal. Além disso, tornou privativa a coordenação da estratégia ventilatória inicial para a ventilação mecânica invasiva, bem como das mudanças necessárias diante das intercorrências clínicas, e do programa de interrupção da ventilação mecânica invasiva, incluindo a desintubação traqueal. Ao definir procedimentos invasivos como sendo caracterizados pela invasão dos orifícios naturais do corpo, atingindo órgãos internos, surgiu a necessidade de os serviços definirem quais procedimentos poderão ser realizados pela enfermagem, como é o caso da inserção de cateteres, tubos e sondas.

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CAPÍTULO 22

Especificidades Pediátricas das Intervenções de Enfermagem

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SUMÁRIO DO CAPÍTULO (Cont.) Administração Nasogástrica, Orogástrica e por Gastrostomia, 649 Administração Retal, 651 Administração Oftálmica, Otológica e Nasal, 652 Aerossolterapia, 652 Educação da Família e Cuidados Domiciliares, 653 Mantendo o Equilíbrio Líquido, 653 Medida da ingesta e débito, 653 Necessidades Especiais quando a Criança Está em Dieta Zero, 654 Terapia com solução parenteral, 654 Local e Materiais, 654 Cateteres de Segurança e Sistemas sem Agulha, 656 Bombas de Infusão, 656 Fixação do Acesso Venoso Periférico, 656

Retirada do Acesso Venoso Periférico, 659 Complicações, 659 Procedimentos para a Manutenção da Função Respiratória, 660 Inaloterapia, 660 Oxigenoterapia, 660 Monitoração da Oxigenoterapia, 660 Monitoramento do Dióxido de Carbono na Corrente Final, 661 Drenagem Brônquica (Postural), 661 Fisioterapia Respiratória, 662 Intubação, 662 Ventilação Mecânica, 662 Traqueostomia, 662 Procedimentos Relacionados com o Dreno Torácico, 665

Técnicas de Alimentação Alternativa, 666 Alimentação por Gavagem, 667 Preparação, 667 Procedimento, 667 Alimentação por Gastrostomia, 669 Sondas Nasoduodenais e Nasojejunais, 672 Nutrição Parenteral Total, 672 Educação da Família e Cuidados Domiciliares, 672 Procedimentos Relacionados com a Eliminação, 673 Enema, 673 Ostomia, 673 Educação da Família e Cuidados Domiciliares, 674

OBJETIVOS DA APRENDIZAGEM Ao final deste capítulo, o leitor será capaz de: • Identificar os casos em que o consentimento informado é necessário e nos quais menores de idade podem ser considerados emancipados. • Formular diretrizes gerais de preparo da criança para os procedimentos, incluindo a cirurgia. • Implementar a brincadeira nos procedimentos terapêuticos. • Listar estratégias gerais para aumentar a adesão das crianças e das famílias. • Destacar procedimentos gerais de higiene e cuidados para as crianças hospitalizadas. • Implementar técnicas de alimentação que incentivem a ingestão de alimentos e líquidos. • Descrever métodos para reduzir a temperatura da criança com febre ou hipertermia.

CONCEITOS GERAIS RELACIONADOS COM OS PROCEDIMENTOS PEDIÁTRICOS CONSENTIMENTO INFORMADO Antes de se submeter a qualquer procedimento invasivo, o paciente ou o seu responsável legal deve receber informações suficientes para que possa tomar uma decisão bem informada sobre os cuidados clínicos. O consentimento informado deve incluir o atendimento ou tratamento esperado, riscos em potencial, benefícios, alternativas e o que pode acontecer se o paciente decidir não consentir. Para obter um consentimento informado válido, as três condições a seguir devem ser cumpridas: 1. A pessoa deve ser capaz de dar o consentimento; deve ser maior de idade (geralmente acima de 18 anos); e deve ser considerada competente (p. ex., em posse da capacidade mental para fazer escolhas e entender suas consequências).

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• •

• • • •

Descrever formas de prevenção que possam ser usadas para o controle da infecção. Descrever métodos seguros de administração de medicações pelas vias oral, parenteral, retal, oftálmica, otológica e nasal em crianças. Identificar as responsabilidades de enfermagem na manutenção do equilíbrio hídrico. Demonstrar procedimentos corretos para a drenagem postural e os cuidados com a traqueostomia. Descrever os procedimentos envolvidos no fornecimento da nutrição por meio de gavagem, gastrostomia e vias parenterais. Descrever os procedimentos envolvidos na lavagem intestinal e os cuidados com a ostomia das crianças.

2. A pessoa deve receber as informações necessárias para tomar uma decisão consciente. 3. A pessoa deve agir voluntariamente ao exercer a liberdade de escolha, sem ser forçada e sem utilizar outras formas de restrição ou coerção, como fraude, artifícios e coação. O paciente tem o direito de aceitar ou recusar qualquer atendimento de saúde. Se ele for tratado sem o consentimento, o hospital ou profissional de saúde poderá ser processado por assédio e considerado o responsável pelos danos.

Requisitos para a Obtenção do Consentimento Informado O consentimento informado dos pais ou do tutor legal por escrito é geralmente necessário para o menor tratamento clínico ou cirúrgico, incluindo diversos procedimentos diagnósticos. Um consentimento universal não é suficiente. Permissões informadas devem ser obtidas separadamente para cada procedimento cirúrgico ou de diagnóstico, incluindo:

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CAPÍTULO 22 Especificidades Pediátricas das Intervenções de Enfermagem

• •

Cirurgia de grande porte Cirurgia de pequeno porte (p. ex., corte, biópsia, extração de dente, suturar uma laceração [especialmente aquela que pode ter efeito cosmético], remoção de cisto, redução de fratura) • Exames diagnósticos com elemento de risco (p. ex., broncoscopia, angiografia, punção lombar, cateterismo cardíaco, aspiração de medula óssea) • Tratamentos clínicos com um elemento de risco (p. ex., transfusão de sangue, toracocentese ou paracentese, radioterapia) Outras situações que exigem o consentimento dos pais incluem: • Fotografias para uso clínico, educativo ou público • Remoção da criança da instituição de saúde contrária à recomendação médica • Exames post-mortem, exceto em mortes inexplicáveis, como morte súbita infantil, morte violenta ou suspeita de suicídio • Liberação das informações clínicas O processo de tomada de decisão que envolve o cuidado às crianças maiores ou adolescentes deve incluir, até onde possível, o assentimento do paciente e também dos pais. O assentimento significa que a criança ou adolescente foi informado sobre o que acontecerá durante o tratamento ou procedimento e está disposto a permitir que um profissional de saúde o realize. O assentimento deve incluir: • Ajudar o paciente na tomada de consciência conforme seu nível de desenvolvimento e a natureza de sua condição • Informar o paciente sobre o que ele deve esperar • Fazer uma avaliação clínica do entendimento do paciente • Solicitar que o paciente expresse sua disposição para aceitar o procedimento proposto Os profissionais de saúde podem utilizar vários métodos para fornecer informações, incluindo aqueles apropriados para a idade (p. ex., fitas de vídeo, discussões com os colegas, diagramas e materiais por escrito). A enfermeira deve fornecer um formulário de assentimento para a criança assinar, e esta precisa receber uma cópia. Incluindo a criança no processo da decisão e obtendo sua aceitação, os membros da equipe demonstram que a respeitam. O assentimento não é uma exigência legal e sim ética, para proteger os direitos da criança.

Elegibilidade para Fornecer o Consentimento Informado Consentimento Informado dos Pais ou Tutor Legal Os pais têm a responsabilidade total no cuidado e na criação de seus filhos menores de idade, incluindo o controle legal sobre eles. Se a criança for menor, seus pais ou o tutor legal devem fornecer o consentimento informado antes que o tratamento clínico seja prestado ou qualquer procedimento realizado. Se os pais forem casados, é necessário o consentimento de apenas um deles para um tratamento pediátrico sem caráter de urgência. Se forem divorciados, geralmente o consentimento é responsabilidade daquele que possui a guarda (Berger e American Academy of Pediatrics [AAP], Committe on Medical Liability, 2003). Os pais também têm o direito de cancelar o consentimento a qualquer momento.

Evidência do Consentimento O processo de obter o consentimento informado varia entre as jurisdições, e as diretivas diferem segundo a instituição de saúde. É responsabilidade do médico explicar o procedimento, bem como riscos, benefícios e alternativas. A enfermeira serve como testemunha da assinatura do paciente, pais ou tutor legal no formulário de consentimento e pode reforçar as informações fornecidas. O formulário de consentimento assinado é um documento legal que significa que o processo do consentimento informado ocorreu. Se os pais não estiverem disponíveis para assinar os formulários, o consentimento verbal pode ser obtido por telefone na presença de duas testemunhas. Ambas registram que o consentimento informado foi fornecido e por quem. As assinaturas indicam que elas testemunharam o consentimento verbal.

Consentimento Verbal de Menores Emancipados As leis diferem em relação à chamada idade da maioridade, a idade em que se considera que a pessoa tem todos os direitos e responsabilidades legais de um adulto. Na maioria dos locais, essa idade é de 18 anos. Os

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adultos competentes podem dar um consentimento informado em seu próprio nome. O menor emancipado é aquele que legalmente é menor de idade, mas é reconhecido como o detentor da capacidade legal de um adulto sob as circunstâncias prescritas pela lei local em casos como gravidez, casamento, conclusão do ensino médio, moradia independente ou serviço militar.

Tratamento sem o Consentimento dos Pais As exceções à exigência de obter o consentimento dos pais antes de tratar crianças menores de idade ocorrem quando ela precisa de um tratamento clínico ou cirúrgico urgente e um dos pais não está disponível ou se recusa a fornecer o consentimento. Por exemplo, a criança pode ser trazida ao serviço de emergência acompanhada por um avô, educador de creche, professor ou outros. Na ausência dos pais ou tutores legais, as pessoas encarregadas pela criança podem receber a permissão dos pais para dar o consentimento informado por procuração. Nas emergências, incluindo situações com risco de morrer ou possibilidade de lesão permanente, o atendimento apropriado não deve ser negado ou retardado por causa de problemas com a obtenção do consentimento (Berger e AAP Committe on Medical Liability, 2003; American Academy of Pediatrics, 2003). A enfermeira deve registrar todos os esforços feitos para se obter o consentimento. A recusa em fornecer o consentimento pode ocorrer quando o tratamento, como uma transfusão de sangue, conflita com as crenças religiosas dos pais. Todos os estados reconhecem essas exceções e possuem procedimentos estatutários para permitir o tratamento se a vida ou a saúde da criança estiverem em risco, ou se o atraso no tratamento gerar um risco para a saúde. Na maioria dos locais, a avaliação do abuso ou negligência da criança pode ocorrer sem o consentimento dos pais e sem notificação ao estado antes da avaliação.

Adolescentes, Consentimento e Sigilo Nos Estados Unidos, a Lei de Responsabilidade e Portabilidade de Seguros de Saúde (Health Insurance Portability and Accountability Act – HIPAA), de 1996, foi aprovada para ajudar e proteger a segurança e o sigilo das informações de saúde. Uma vez que os adolescentes ainda não são adultos, os pais têm o direito de tomar decisões em seu nome e receber informações. No entanto, é provável que os adolescentes procurem o atendimento em um ambiente no qual eles acreditam que sua privacidade será mantida. Todos os 50 estados norte-americanos possuem uma legislação aprovada que permite aos adolescentes consentir com o tratamento sem o conhecimento dos pais para uma ou mais condições “clinicamente emancipadas”, como infecções sexualmente transmissíveis, abuso de álcool e dependência de drogas, além da necessidade de orientação contraceptiva (AAP, 2003; Anderson, Schaechter, Brosco, 2005; Tillett, 2005). Nos Estados Unidos, o consentimento para o aborto é controverso e varia de estado para estado. A lei estadual HIPAA, independentemente do que a lei proíbe, obriga ou permite discrição sobre a divulgação.

No Brasil, a prática do aborto é proibida e um crime contra a vida, à exceção daquelas situações indicativas de abortamento por questões clínicas e em cumprimento de medida judicial. O aborto induzido é controverso, e os debates empreendidos não produziram mudanças no Código Penal desde 1940. Há apenas duas circunstâncias nas quais a lei brasileira permite a interrupção de gestações: em caso de estupro ou de necessidade de preservação da vida da mulher. Desde 1989, entretanto, tem-se multiplicado o número de autorizações judiciais permitindo abortos nas gestações em que existem anormalidades fetais incompatíveis com a vida. O aumento dessas decisões judiciais tem criado um corpo de jurisprudência que pode levar a futuras mudanças no Código Penal. A Constituição Brasileira protege a vida humana sem distinções, e o Estatuto da Criança e do Adolescente, em seu artigo 7°, capítulo I, intitulado “Do direito à vida e à saúde”, descreve que a criança e o adolescente têm direito a proteção à vida e à saúde, mediante a efetivação de políticas sociais públicas que permitam o nascimento e o desenvolvimento sadio e harmonioso, em condições dignas de existência. Referência: Brasil. [Estatuto da criança e do adolescente (1990)]. Estatuto da criança e do adolescente. 7.ed. Brasília: Câmara dos Deputados, Edições Câmara, 2010.

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Especificidades Pediátricas das Intervenções de Enfermagem

Consentimento Informado e Direito de Acesso dos Pais ao Prontuário da Criança Algumas leis estaduais conferem aos pais o direito irrestrito de fazer uma cópia do prontuário da criança. Nos locais em que não há regulamento, a melhor prática é permitir que os pais analisem ou vejam uma cópia dos prontuários em circunstâncias coerentes. Devem-se evitar restrições, como, por exemplo, permitir a leitura do prontuário somente na presença de um profissional de saúde. Em vez disso, um profissional de saúde apropriado deve estar disponível para responder a qualquer dúvida dos pais durante as leituras.

A Resolução no 41 de 2005, da CONANDA, aprova em sua íntegra o texto oriundo da Sociedade Brasileira de Pediatria relativo aos direitos da criança e do adolescente hospitalizados, constando no item 8 a garantia do direito a ter conhecimento adequado de sua enfermidade, dos cuidados terapêuticos e diagnósticos a serem utilizados, do prognóstico, respeitando sua fase cognitiva, além de receber amparo psicológico, quando se fizer necessário. Ainda no item 10, é garantido o direito a que seus pais ou responsáveis participem ativamente do seu diagnóstico, tratamento e prognóstico, recebendo informações sobre os procedimentos a que será submetido. Referência: Brasil. Conselho Nacional de Defesa dos Direitos da Criança e Adolescente. Direitos da criança e do adolescente hospitalizados. Resolução 41, 13 de outubro de 1995. Diário Oficial da República Federativa do Brasil. Seção 1:163, 1995.

PREPARO PARA PROCEDIMENTOS DIAGNÓSTICOS E TERAPÊUTICOS Os avanços tecnológicos e as mudanças no sistema de saúde resultaram no fato de que mais procedimentos pediátricos são realizados em uma variedade de ambientes. Muitos procedimentos são experiências estressantes e dolorosas. Na maioria deles, o enfoque do atendimento é o preparo psicológico da criança e da família. Entretanto, alguns procedimentos exigem a administração de sedativos ou analgésicos.

Preparo Psicológico Preparar a criança para os procedimentos diminui sua ansiedade, promove sua cooperação, sustenta sua prontidão para o enfrentamento e pode ensinar outras capacidades, além de fornecer uma sensação de autonomia ao passar por um evento potencialmente estressante. Muitas instituições desenvolveram programas educativos pré-internação, projetados para orientar o paciente pediátrico e sua família, oferecendo uma experiência prática com o material e equipamento hospitalar, informações sobre o procedimento que será realizado e uma visão geral dos serviços que eles irão visitar. Os métodos preparatórios podem ser formais, como a preparação em grupo para a hospitalização. A maioria das estratégias utilizadas para a preparação é informal, concentra-se em fornecer informações sobre experiências e direciona-se aos procedimentos dolorosos ou estressantes. A preparação mais eficaz inclui o fornecimento de informações sensoriais sobre o procedimento e ajuda a criança a desenvolver sua prontidão para o enfrentamento, como imagem orientada, distração e relaxamento. O quadro de Diretrizes para o Cuidado de Enfermagem descreve as diretrizes gerais para o preparo das crianças para orientações de acordo com as idades específicas, considerando as necessidades de desenvolvimento das crianças e habilidades cognitivas. Além dessas sugestões, as enfermeiras devem considerar o temperamento da criança, as estratégias e as experiências anteriores para individualizar o processo preparatório. Crianças agitadas e muito ativas, além daquelas que são “difíceis de acalmar”, podem precisar de sessões individualizadas – mais curtas para a criança ativa e mais lentas para a tímida. As crianças mais jovens, que tendem a enfrentar bem, podem precisar de mais ênfase no uso de suas habilidades atuais; já aquelas que enfrentam menos adequadamente se beneficiam quando se dedica mais tempo a estratégias simples, como exercícios de relaxamento, respiração, contagem, segurar a mão ou cantar. Crianças com experiências anteriores relacionada com a saúde ainda precisam de preparação para novos procedimentos ou repetição; no entanto, a enfermeira deve avaliar

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o que elas sabem, corrigir os equívocos, fornecer novas informações e introduzir novas habilidades, como indicado por reações anteriores. Principalmente para procedimentos dolorosos, a preparação mais eficaz inclui o fornecimento de informações sensoriais sobre o procedimento e ajuda a criança a desenvolver sua prontidão para o enfrentamento, como imagem orientada, distração e relaxamento (veja o quadro Diretrizes para o Cuidado de Enfermagem, p. 614).

DIRETRIZES PARA O CUIDADO DE ENFERMAGEM Preparo de Crianças para os Procedimentos • Determine os detalhes do exato procedimento que será realizado. • Reveja o conhecimento que os pais e a criança já possuem. • As instruções devem ser baseadas na idade de desenvolvimento e no conhecimento prévio. • Inclua os pais às orientações se eles desejarem, principalmente se planejam participar do tratamento. • Informe aos pais o seu papel de apoio durante o procedimento, como ficar perto da criança ou em seu campo de visão e conversar delicadamente com ela, assim como típicas respostas da criança sob o procedimento. • Permita uma discussão ampla para impedir a sobrecarga de informações e garantir o feedback adequado. • Use termos concretos e não abstratos, bem como recursos visuais para descrever o procedimento. Por exemplo, use um desenho simples de um menino ou menina e marque a parte do corpo que está envolvida no procedimento. Utilize simuladores que não sejam ameaçadores para a criança, mas que sejam realistas.* • Enfatize que nenhuma outra parte do corpo será envolvida. • Se a parte do corpo for associada a uma função específica, enfatize se essa capacidade será ou não alterada (p. ex., depois da tonsilectomia, a criança ainda pode falar). • Use palavras cumprindo a sentença apropriada para o nível de compreensão da criança (a regra de ouro para o número de palavras na frase de uma criança é igual à sua idade em mais um ano). • Evite palavras e frases com significado duplo (Tabela 22-1), a não ser que a criança possa compreendê-las. • Esclareça todas as palavras desconhecidas (p. ex., “Anestesia é um sono especial”). • Enfatize os aspectos sensoriais do procedimento – o que a criança irá ver, sentir, ouvir, cheirar e tocar e o que ela pode fazer durante o procedimento (p. ex., ficar deitada imóvel, contar em voz alta, apertar a mão de alguém, abraçar uma boneca). • Permita que a criança pratique os procedimentos que exigem a cooperação (p. ex., virar-se, respirar profundamente, espirometria de incentivo). • Introduza, por último, as informações que geram mais ansiedade (p. ex., iniciar a punção venosa). • Seja honesto com a criança em relação aos aspectos desagradáveis do procedimento, mas evite criar uma preocupação indevida. Ao descrever que um procedimento pode ser desconfortável, diga que ele provoca sensações diferentes em cada pessoa. • Enfatize o final do procedimento e qualquer evento agradável que venha depois (p. ex., voltar para casa, ver os pais). • Enfatize os benefícios positivos do procedimento (p. ex., “Depois de curar suas amídalas, você não terá mais dor de garganta”). • Forneça um final positivo, elogiando os esforços de cooperação e enfrentamento. *Bonecas soft esculpidas e adaptadores personalizados e sobreposição para preparar as crianças e as famílias sobre os procedimentos e como ensinar modelos sobre cuidados técnicos estão disponíveis em: Legacy Products, Inc, 508 S. Green St, PO Box 267, Cambridge City, IN 47327; 800-238-7951; e-mail: info@ legacyproductsinc.com; http://legacyproductsinc.com.

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CAPÍTULO 22 Especificidades Pediátricas das Intervenções de Enfermagem

DIRETRIZES PARA O CUIDADO DE ENFERMAGEM Preparação da Criança para os Procedimentos, com Base nas Características Específicas de Desenvolvimento Etário Lactentes – Desenvolvimento do Senso de Confiança e Pensamento Sensório-Motor Apego aos Pais Envolva os pais no procedimento, se desejado.* Mantenha os pais no campo de visão do lactente. Se um dos pais não puder ficar com o lactente, coloque um objeto conhecido com ele (p. ex., um bichinho de pelúcia).

Animismo Mantenha os objetos assustadores fora da visão (nesta idade, as crianças acreditam que os objetos têm vida e podem machucá-las).

Medo de Estranhos Profissionais de saúde já conhecidos devem realizar ou ajudar no procedimento.* Aproxime-se lentamente e sem ameaças. Limite o número de pessoas estranhas que entram no quarto durante o procedimento.*

Habilidades de Linguagem Limitadas Comunique-se usando gestos e demonstrações. Use poucos termos, que sejam simples e conhecidos da criança. Dê uma instrução de cada vez (p. ex., “Deite-se” e depois “Segure a minha mão”). Use réplicas pequenas do material e equipamento; deixe a criança mexer neles. Use brincadeiras; demonstre em uma boneca – mas não na favorita da criança –, porque ela acha que a boneca está realmente “sentindo” o procedimento. Prepare os pais separadamente, para evitar que a criança interprete mal as palavras.

Fase Sensório-motora da Aprendizagem Durante o procedimento, use medidas sensoriais para acalmar a criança (p. ex., carinho na pele, falar delicadamente, oferecer uma chupeta). Use analgésicos (p. ex., anestésico tópico, opioide intravenoso) para controlar o desconforto.* Segure e reconforte o lactente depois de um procedimento estressante; incentive os pais a confortá-lo.

Conceito de Tempo Limitado Prepare a criança imediatamente antes do procedimento. Faça sessões educativas curtas (= cerca de 5 a 10 minutos). Organize todos os preparativos antes de envolver a criança no procedimento. Deixe os equipamentos adicionais próximos (p. ex., algodão com álcool, agulha nova, fitas adesivas) para evitar atrasos. Diga à criança quando o procedimento terminar.

Controle Muscular Elevado Preveja que os lactentes maiores irão resistir. Faça as contenções adequadas. Mantenha os objetos perigosos fora do alcance.

Luta pela Independência Permita escolhas sempre que possível; a criança ainda pode ser resistente e negativa. Permita que a criança participe do tratamento e ajude sempre que possível (p. ex., tomar medicamento no copo, segurar o curativo).

Memória de Experiências Passadas Saiba que os lactentes maiores podem associar objetos, lugares ou pessoas com as quais já teve experiências dolorosas anteriores e que irão chorar e resistir quando os virem. Mantenha os objetos assustadores fora do campo de visão da criança.* Realize os procedimentos dolorosos em um quarto separado, não no berço (ou leito).* Use procedimentos não invasivos sempre que possível (p. ex., temperatura axilar, medicações orais).* Imitação dos Gestos Represente o comportamento desejado (p. ex., abrir a boca). Crianças entre 1 e 4 Anos – Desenvolvimento de Senso de Autonomia e Pensamento Sensório-Motor no Pré-operatório Use as mesmas abordagens que para os lactentes, além do seguinte: Pensamento Egocêntrico Explique o procedimento em relação ao que a criança irá ver, ouvir, saborear, cheirar e sentir. Enfatize os aspectos do procedimento que exigem a cooperação (p. ex., ficar deitado imóvel). Diga à criança que não há problemas se ela chorar, gritar ou usar outros meios para expressar o desconforto verbalmente. Designe um profissional de saúde para falar durante o procedimento. Escutar mais de um pode ser confuso para a criança.* Comportamento Negativo Preveja que haverá resistência ao tratamento; a criança pode tentar sair correndo. Use uma abordagem firme e direta. Ignore os ataques de birra. Use técnicas de distração (p. ex., cantar uma música com a criança). Faça as contenções adequadas.

Pré-escolar – Desenvolvimento da Iniciativa e do Pensamento Pré-operatório Egocentrismo Explique o procedimento em termos simples e sobre como ele afeta a criança (p. ex., do mesmo modo que a criança menor, enfatize os aspectos sensoriais). Demonstre o uso do equipamento. Permita que a criança brinque com o material e equipamentos reais ou com miniaturas. Incentive “experiências lúdicas” com uma boneca antes e depois do procedimento, para esclarecer as concepções erradas. Use palavras neutras para descrever o procedimento (Tabela 22-1). Habilidades de Linguagem Complexas Use as explicações verbais; evite superestimar a compreensão das palavras. Incentive a criança a verbalizar ideias e sentimentos. Limitação do Conceito de Tempo e Tolerância à Frustração Implemente as mesmas abordagens que para a criança menor, mas planeje uma sessão educativa mais longa (10 a 15 minutos). Divida as informações em mais de uma sessão. Doença e Hospitalização Vistas como Punição Esclareça por que cada procedimento é realizado; a criança terá dificuldade de entender como uma medicação pode fazê-la melhorar e ter um sabor ruim ao mesmo tempo. Pergunte à criança por que ela acha que o procedimento será feito. Afirme diretamente que os procedimentos não são formas de punição. Animismo Mantenha o material e o equipamento fora da visão, exceto quando forem mostrados ou usados na criança.

*Aplica-se a qualquer idade.

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DIRETRIZES PARA O CUIDADO DE ENFERMAGEM Preparação da Criança para os Procedimentos, com Base nas Características Específicas de Desenvolvimento Etário (Cont.) Medo de Danos Corporais, Invasão e Castração Aponte em um desenho, boneco ou na criança onde o procedimento será realizado. Enfatize que nenhuma outra parte do corpo será envolvida. Use procedimentos não invasivos sempre que possível (p. ex., temperatura axilar, medicação oral). Aplique uma fita adesiva sobre o local da punção. Incentive a presença dos pais. Lembre-se de que os procedimentos que envolvem a genitália provocam ansiedade. Permita que a criança use roupa de baixo junto com avental. Explique as situações desconhecidas, principalmente ruídos e luzes. Luta pela Iniciativa Envolva a criança no tratamento sempre que possível (p. ex., segurar o equipamento, remover o curativo). Ofereça opções sempre que possível, mas evite os atrasos excessivos. Elogie a criança por ajudar e tentar cooperar; nunca a envergonhe pela falta de cooperação. Escolar – Desenvolvimento da Construtividade e do Pensamento Concreto Elevada Habilidade de Linguagem; Interesse em Adquirir Conhecimento Explique os procedimentos usando a terminologia científica ou médica correta. Explique o motivo do procedimento, usando diagramas e fotografias simples. Explique por que o procedimento é necessário; conceitos de doença e funções do corpo são, em geral, vagos. Explique o funcionamento e a operação do equipamento em termos concretos. Permita que a criança mexa no equipamento; use uma boneca ou outra pessoa como modelo para praticar o uso do equipamento, sempre que possível (brincadeiras com bonecas podem ser consideradas infantis pelos escolares). Reserve um tempo antes e depois do procedimento para as perguntas e discussões. Melhora do Conceito de Tempo Planeje sessões educativas mais longas (= cerca de 20 minutos). Prepare-se um dia antes do procedimento para permitir o processamento das informações. Melhora do Autocontrole Obtenha a cooperação da criança. Diga à criança o que é esperado. Sugira maneiras de manter o controle (p. ex., respiração profunda, relaxamento, contagem). Luta para Ser Construtivo Deixe que a criança se responsabilize pelas tarefas simples (p. ex., coleta de amostras).

DICA PARA A ENFERMAGEM Prepare uma cesta, baú de brinquedos ou carrinho para deixar perto da área de tratamento. Os objetos na cesta incluem uma mola colorida; uma varinha mágica brilhante (um tubo acrílico vedado parcialmente e com líquido e confetes metálicos dentro); uma bola de espuma macia; uma solução para fazer bolhas; línguas de sogra; livros com cenas tridimensionais e dobráveis; equipamentos médicos reais, como uma seringa, bandagens e embalagens de álcool; suprimentos e um kit médico de brinquedo; canetas marcadoras; um bloco de notas e adesivos. A criança deve escolher um item que a ajude a se distrair e relaxar durante o procedimento. Em seguida, ela pode escolher um brinde, como um adesivo, ou brincar com um dos itens, como o equipamento médico.

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Inclua a criança na decisão (p. ex., horário do dia para realizar o procedimento, local preferido). Incentive uma participação ativa (p. ex., remover o curativo, mexer no equipamento, abrir embalagens). Desenvolvimento de Relacionamento com os Colegas Prepare duas ou mais crianças para o mesmo procedimento ou incentive uma criança a ajudar a preparar a outra. Forneça a privacidade para os colegas durante o procedimento, para manter a autoestima. Adolescente – Desenvolvimento de Identidade e do Pensamento Abstrato Aumento do Pensamento e Raciocínio Abstrato Explique por que o procedimento é necessário ou benéfico. Explique consequências do procedimento a longo prazo; inclua informações sobre o sistema corporal e seu trabalho integrado. Saiba que o adolescente pode ter medo da morte, da incapacidade ou de outros riscos potenciais. Incentive as perguntas sobre medos, opções e alternativas. Consciência da Aparência Forneça privacidade; descreva como o corpo será coberto e o que será exposto. Discuta como o procedimento pode afetar a aparência (p. ex., cicatrizes) e o que pode ser feito para minimizar esse efeito. Enfatize os benefícios físicos do procedimento. Mais Preocupado com o Presente do que com o Futuro Observe que os efeitos imediatos do procedimento são mais significativos que os futuros. Luta pela Independência Envolva-o na decisão e no planejamento (p. ex., horário, local, indivíduos presentes durante o procedimento, roupas, enquanto eles veem o procedimento) Imponha o mínimo de restrições possível. Explore as estratégias de enfrentamento que foram trabalhadas no passado; talvez precise de sugestões de várias técnicas. Aceite os métodos de regressão mais infantis de enfrentamento com a situação. Observe que o adolescente pode ter dificuldade em aceitar novas figuras de autoridade e pode resistir a cooperar com os procedimentos. Desenvolvimento de Relacionamentos com Amigos e Identidade Grupal O mesmo que para a criança em idade escolar, porém de maior importância. Permita conversas com outros adolescentes que já passaram pelo mesmo procedimento.

As crianças diferem em sua “dimensão pela busca de informações”. Algumas solicitam ativamente as informações sobre o procedimento previsto, enquanto outras as evitam. Os pais podem orientar as enfermeiras ao decidir quanta informação é suficiente, pois eles sabem se a criança é tipicamente inquisitiva ou se fica satisfeita com respostas curtas. É importante perguntar à criança maior qual é sua preferência sobre a quantidade de explicações. O tempo exato de preparo para um procedimento varia segundo a idade da criança e o tipo de procedimento. Nenhuma diretriz exata direciona esse aspecto, mas, em geral, quanto menor a criança, mais próxima do real deve ser a explicação, para impedir fantasias e preocupações indevidas. Para os procedimentos complexos, pode ser necessário mais tempo para a assimilação das informações, principalmente em crianças maiores. Por exemplo, a explicação de uma injeção pode preceder o procedimento imediatamente em todas as idades, enquanto a preparação para a cirurgia pode começar no

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Outros títulos da Elsevier em Enfermagem:

Tratado de Enfermagem Médico-Cirúrgica 8ª edição Sharon L. Lewis, Rn, PhD, FAAN Shannon Ruff Dirksen, RN, PhD Margaret McLean Heitkemper, RN, PhD, FAAN Linda Bucher, RN, PhD, CEN Ian M. Camera, RN, MSN, ND Jarvis, Exame Físico e Avaliação de Saúde para Enfermagem 6ª edição Carolyn Jarvis, PhD, APN, CNP

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Os Autores Marilyn J. Hockenberry, PhD, RN, PNP-BC, FAAN Professor, Duke School of Nursing; Chair, Duke Institutional Research Board Duke University Durham, North Carolina David Wilson, MS, RNC-NIC Staff Children’s Hospital at Saint Francis Tulsa, Oklahoma

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Fundamentos de Enfermagem Pediátrica 9ª edição  

Esta 9ª edição tem uma abordagem de desenvolvimento que identifica claramente questões-chave em cada estágio do crescimento da criança para...

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