Page 1

NIC

Classificação das Intervenções de Enfermagem 6a edição

Gloria M. Bulechek Howard K. Butcher Joanne M. Dochterman Cheryl M. Wagner

Editores Bulechek Butcher Dochterman Wagner

NIC

A Classificação das Intervenções de Enfermagem (NIC) é uma ferramenta clínica que padroniza a linguagem para a documentação das intervenções de enfermagem e auxilia o profissional na seleção das intervenções adequadas. Esta taxonomia é ideal para profissionais da área de enfermagem (enfermeiros, estudantes, gestores e docentes) que buscam melhorar ampliar seu conhecimento e aperfeiçoar sua prática.

O texto em duas cores proporciona maior facilidade de leitura.

554 títulos de intervenção de enfermagem com quase 13.000 atividades específicas.

23 intervenções adicionais incluem: Controle de Dispositivo de Acesso Venoso Central, Atribuição de Mérito, Toque Curativo, Controle da Demência: Perambulação, Melhora de Habilidades de Vida, Planejamento da Dieta: Cirurgia para Perda de Peso, Infusão de Células-tronco, e muitos mais.

133 intervenções revisadas para 49 especialidades, incluindo 5 novas intervenções essenciais das áreas de especialidade.

A lista atualizada do tempo estimado e do nível educacional foi expandida para abordar todas as intervenções incluídas no texto.

NIC Classificação das Intervenções de Enfermagem

Novidades desta edição

6ª edição

Classificação das Intervenções de Enfermagem

Tradução da 6ª edição

Classificação de Arquivo Recomendada ENFERMAGEM DIAGNÓSTICO DE ENFERMAGEM PROCESSO DE ENFERMAGEM SAE www.elsevier.com.br/enfermagem

capa_bulechek.indd 1

Gloria M. Bulechek Howard K. Butcher Joanne M. Dochterman Cheryl M. Wagner

11/6/15 2:32 PM


Classificação das Intervenções de Enfermagem (NIC)

C0275.indd i

06/11/15 12:33 AM


O LOGOTIPO NIC O logotipo NIC, que consiste em uma folha e uma árvore juntas, aparece abaixo e na capa deste livro. Essa folha é uma réplica exata da original de uma árvore do Linnaeus Botanical Garden, em Uppsala, Suécia. A folha foi apanhada, há muitos anos, por uma artista que vivia nas proximidades do parque, para estampar um vaso que ela estava fazendo. O vaso foi dado de presente a um dos membros da equipe de pesquisa, em 1990, justamente quando estava à procura de um logotipo. Uma vez que a folha viera do Linnaeus Garden, a equipe achou que seria um logotipo significativo, pois Carl Linnaeus (1701–1778) foi o grande classificador que ordenou os reinos vegetal e animal. No logotipo, a folha aparece junto a uma árvore, o símbolo universal da taxonomia.

Permissões e Licenciamento O uso de qualquer parte do NIC em qualquer publicação ou folheto impresso requer permissão por escrito do editor. Favor enviar todas as solicitações de permissão por escrito para: Elsevier Global Rights Langford Lane Kidlington, Oxford OX5 1GB UNITED KINGDOM HYPERLINK mailto:healthpermissions@elsevier. com healthpermissions@elsevier.com Fax: +44-1865-85-3333 Aguarde 4 a 6 semanas para processamento. Qualquer uso eletrônico da NIC requer autorização. Informações sobre autorização podem ser obtidas enviando uma solicitação por escrito para Licensing Department, Elsevier, 1600 JFK Blvd, Suíte 1800, Philadelphia, PA 19103 ou para HYPERLINK mailto:nicnoc@elsevier.com nicnoc@elsevier.com.

C0275.indd ii

06/11/15 12:33 AM


Classificação das Intervenções de Enfermagem (NIC)

6ª E d i ç ã o Autoras Gloria M. Bulechek, PhD, RN, FAAN Professor Emerita The University of Iowa College of Nursing Iowa City, Iowa Howard K. Butcher, PhD, RN Associate Professor The University of Iowa College of Nursing Iowa City, Iowa

C0275.indd iii

Joanne M. Dochterman, PhD Professor Emerita The University of Iowa College of Nursing Iowa City, Iowa Cheryl M. Wagner, PhD, MBA/MSN, RN Associate Dean American Sentinel University MSN Programs Aurora, Colorado

06/11/15 12:33 AM


© 2016 Elsevier Editora Ltda. Todos os direitos reservados e protegidos pela Lei 9.610 de 19/02/1998. Nenhuma parte deste livro, sem autorização prévia por escrito da editora, poderá ser reproduzida ou transmitida, sejam quais forem os meios empregados: eletrônicos, mecânicos, fotográficos, gravação ou quaisquer outros. ISBN: 978-85-352-6987-1 ISBN versão eletrônica: 978-85-352-6918-5 NURSING INTERVENTIONS CLASSIFICATION (NIC), SIXTH EDITION Copyright © 2013 by Mosby, an imprint of Elsevier Inc. Copyright © 2008, 2004, 2000, 1997 by Mosby, Inc., an affiliate of Elsevier Inc. This translation of Nursing Interventions Classification (NIC), sixth edition, by Gloria M. Bulechek, Howard K. Butcher, Joanne M. Dochterman, and Cheryl M. Wagner was undertaken by Elsevier Editora Ltda and is published by arrangement with Elsevier Inc. Esta tradução de Nursing Interventions Classification (NIC), sixth edition, de Gloria M. Bulechek, Howard K. Butcher, Joanne M. Dochterman, and Cheryl M. Wagner foi produzida por Elsevier Editora Ltda e publicada em conjunto com Elsevier Inc. ISBN: 978-0-323-10011-3 Capa Studio Creamcrackers – Aline Haluch Editoração Eletrônica Thomson Digital Elsevier Editora Ltda. Conhecimento sem Fronteiras Rua Sete de Setembro, n° 111 – 16° andar 20050-006 – Centro – Rio de Janeiro – RJ Rua Quintana, n° 753 – 8° andar 04569-011 – Brooklin – São Paulo – SP Serviço de Atendimento ao Cliente 0800 026 53 40 atendimento1@elsevier.com Consulte nosso catálogo completo, os últimos lançamentos e os serviços exclusivos no site www.elsevier.com.br

Nota Como as novas pesquisas e a experiência ampliam o nosso conhecimento, pode haver necessidade de alteração dos métodos de pesquisa, das práticas profissionais ou do tratamento médico. Tanto médicos quanto pesquisadores devem sempre basear-se em sua própria experiência e conhecimento para avaliar e empregar quaisquer informações, métodos, substâncias ou experimentos descritos neste texto. Ao utilizar qualquer informação ou método, devem ser criteriosos com relação a sua própria segurança ou a segurança de outras pessoas, incluindo aquelas sobre as quais tenham responsabilidade profissional. Com relação a qualquer fármaco ou produto farmacêutico especificado, aconselha-se o leitor a cercar-se da mais atual informação fornecida (i) a respeito dos procedimentos descritos, ou (ii) pelo fabricante de cada produto a ser administrado, de modo a certificar-se sobre a dose recomendada ou a fórmula, o método e a duração da administração, e as contraindicações. É responsabilidade do médico, com base em sua experiência pessoal e no conhecimento de seus pacientes, determinar as posologias e o melhor tratamento para cada paciente individualmente, e adotar todas as precauções de segurança apropriadas. Para todos os efeitos legais, nem a Editora, nem autores, nem editores, nem tradutores, nem revisores ou colaboradores, assumem qualquer responsabilidade por qualquer efeito danoso e/ou malefício a pessoas ou propriedades envolvendo responsabilidade, negligência etc. de produtos, ou advindos de qualquer uso ou emprego de quaisquer métodos, produtos, instruções ou ideias contidos no material aqui publicado. O Editor

CIP-BRASIL. CATALOGAÇÃO NA PUBLICAÇÃO SINDICATO NACIONAL DOS EDITORES DE LIVROS, RJ C551 6. ed. Classificação das intervenções em enfermagem (NIC) / Gloria M. Bulechek ... [et. al.] ; [tradução de Denise Costa Rodrigues]. - 6. ed. - Rio de Janeiro : Elsevier, 2016. 25 cm. Tradução de: Nursing interventions classification (NIC) Inclui apêndice Inclui índice ISBN 978-85-352-6987-1 1. Enfermagem - Classificação. I. Wagner, Cheryl M. II. Dochterman, Joanne M. III. Butcher, Howard K. 15-27086

C0280.indd iv

CDD: 610.73012 CDU: 616-083

06/11/15 12:40 AM


Supervisão da Revisão Científica

Alba Lucia Bottura Leite de Barros Professora Titular da Universidade Federal de São Paulo Coordenadora do Grupo de Estudos e Pesquisa “Sistematização da Assistência de Enfermagem” da Escola Paulista de Enfermagem da UNIFESP

Revisão Científica Camila Takáo Lopes Enfermeira Graduada pela Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (FAMERP) Mestre em Ciências pela Escola Paulista de Medicina (UNIFESP) Doutora em Ciências pela Escola Paulista de Enfermagem da UNIFESP Enfermeira da UTI Adulto do Hospital Universitário da Universidade de São Paulo (HU-USP) Heloísa Crisitina Quatrini Carvalho Passos Guimarães Doutora em Enfermagem e Pós-doutoranda pela Escola Paulista de Enfermagem da UNIFESP Enfermeira, Estomaterapeuta e Pesquisadora Científica Nível VI do Instituto Lauro de Souza Lima Membro do Grupo de Estudo e Pesquisa em Sistematização da Assistência de Enfermagem da UNIFESP Juliana de Lima Lopes Enfermeira Graduada pela Universidade Federal de São Paulo Mestre em Ciências pela Escola Paulista de Enfermagem (UNIFESP) Doutora em Ciências pela Escola Paulista de Enfermagem da UNIFESP Professora Adjunta da Escola Paulista de Enfermagem da UNIFESP Vice-coordenadora do Grupo de Estudos, Pesquisa e Assistência “Sistematização da Assistência de Enfermagem” da Escola Paulista de Enfermagem da UNIFESP

Tradução Ângela Scarparo Caldo Teixeira Especialista em Odontopediatria (FOP/UNICAMP) Mestre em Materiais Dentários (FOP/UNICAMP) Doutora em Odontopediatria (UFSC) Professora Adjunta I da Faculdade de Odontologia do Polo Universitário de Nova Friburgo da Universidade Federal Fluminense (FOUFF/NF) Denise C. Rodrigues Tradutora Especialista em Textos da Área de Saúde Douglas Futuro Médico Ortopedista – RJ Isabela Bazzo Mestre em Ciências Biológicas, Departamento de Farmacologia, Universidade Estadual de São Paulo (UNESP) Doutora em Medicina Veterinária, Departamento de Reprodução Animal, Universidade Estadual de São Paulo (UNESP) Pós-doutorado em Medicina, Departamento de Genética, Faculdade de Medicina de Marília (FAMEMA)

v

C0285.indd v

06/11/15 12:48 AM


vi

Supervisão da Revisão Científica

Keila Carolina de O. Dutka Garcia Médica Veterinária Mestranda no Laboratório de Ornitopatologia, UNESP—Botucatu Regina Machado Garcez Graduada em Letras pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos Pós-graduada em Inglês pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos Certificado de Proficiência em Inglês (Cambridge-Inglaterra) Soraya Imon de Oliveira Biomédica pela Universidade Estadual Paulista (UNESP) Especialista em Imunopatologia e Sorodiagnóstico pela Faculdade de Medicina da UNESP Doutora em Imunologia pelo Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB-USP) Taís Facina Letra Certa Comunicação e Produção Editorial

C0285.indd vi

06/11/15 12:48 AM


Prefácio

A equipe da NIC foi fundada em 1987; portanto, com esta sexta edição, aproximamo-nos de 30 anos de experiência com a padronização da linguagem de enfermagem. As edições anteriores foram publicadas em 1992, 1996, 2000, 2004 e 2008. Joanne McCloskey Dochterman e Gloria M. Bulechek foram editoras em todas as seis edições. Howard K. Butcher juntou-se na quinta edição, e damos boas-vindas a Cheryl M. Wagner como mais uma editora nesta presente edição. NIC é uma linguagem padronizada abrangente que descreve os tratamentos executados por enfermeiros. Expandimos e revisamos a Classificação com esforços de pesquisa continuada e sugestões da comunidade profissional. As características desta edição são: • Dois capítulos atualizados introduzem a classificação: o Capítulo 1 apresenta uma revisão da NIC e aborda 21 perguntas que algumas vezes surgem sobre a NIC. O Capítulo 2 enfoca a inserção e a utilização da NIC na prática, na educação e na pesquisa. Cada um desses capítulos será interessante tanto para o novato como para usuário experiente da NIC. Edições anteriores fornecem material que descreve o início da NIC, em 1987, e a pesquisa para o desenvolvimento da classificação, não incluídos nesta edição. O Apêndice C contém uma linha do tempo com destaques da evolução da NIC. • Nesta edição, há um total de 554 intervenções, dentre as quais 23 são novas e 128 intervenções previamente incluídas foram revisadas. (Veja o Apêndice A para a lista de intervenções novas, revisadas e excluídas.) O formato de cada intervenção é o mesmo das edições anteriores. Cada intervenção tem um título, uma definição, uma lista de atividades que um enfermeiro pode fazer para efetuá-la na ordem lógica, uma linha de fatos da publicação e uma pequena lista de leituras complementares. A linguagem padronizada compreende o título e a definição que o acompanha. As atividades podem ser selecionadas ou modificadas conforme necessário para atender às necessidades específicas da população ou indivíduo. Assim, a NIC pode ser utilizada para comunicar um significado comum em diferentes áreas, mas ainda fornecer uma maneira para os enfermeiros individualizarem o cuidado. As leituras complementares para muitas intervenções foram atualizadas nesta edição, com alterações nas atividades efetuadas conforme indicado. As leituras complementares não incluem, de modo algum, uma listagem completa de referências para qualquer que seja a intervenção. Houve esforço para incluir diretrizes clínicas, quando

disponíveis, e livros-texto que fossem baseados em pesquisas. Eles representam algumas das fontes utilizadas para o desenvolvimento das definições das intervenções e da lista de atividades e comprovam que essas intervenções são usadas por enfermeiros. Cada uma das intervenções tem um código numérico único para auxiliar na informatização da NIC e facilitar o reembolso aos enfermeiros. A Introdução contém uma página com dicas sobre como encontrar uma intervenção. A taxonomia da NIC, que foi incluída pela primeira vez na segunda edição, foi atualizada de modo a conter todas as novas intervenções. A taxonomia, nesta edição, como nas três anteriores, inclui sete domínios e 30 classes. A taxonomia, que aparece na Parte Dois, ajuda os enfermeiros a localizar e escolher uma intervenção e fornece uma estrutura que pode auxiliar na concepção curricular. (Para maiores detalhes, verifique a visão geral da taxonomia NIC na p. 38.) Um recurso mantido desde a terceira edição são as intervenções essenciais para as áreas de especialidade, que ajudam a definir a natureza da especialidade. Essas listas de intervenções essenciais aparecem na Parte Quatro e foram atualizadas e ampliadas nesta edição. A adição de cinco especialidades, incluindo Enfermagem em Diabetes, Enfermagem em HIV/AIDS, Enfermagem em Casa de Repouso, Enfermagem em Cirurgia Plástica e Enfermagem em Transplantes, perfaz um total de 49 especialidades, com intervenções essenciais. (Para maiores informações, verifique a introdução às intervenções essenciais na p. 432.) A Parte Cinco desta edição traz, para todas as 554 intervenções, a estimativa de tempo e o nível mínimo de formação que um profissional necessita para administrar com segurança e competência cada intervenção (Introdução do tempo e da formação prevista na p. 458). As ligações entre as intervenções NIC e os diagnósticos NANDA-I foram atualizadas para esta edição e aparecem na Parte Seis. Na quinta edição, essas ligações haviam sido disponibilizadas em um site. Devido às solicitações dos usuários, constam novamente nesta sexta edição. Para a certeza de refletir a prática atual nesta edição, participaram da revisão e atualização das intervenções mais de 60 enfermeiros, citados na Lista de Reconhecimento na Introdução. As intervenções foram enviadas eletronicamente para a revisão, que incluiu uma atualização de leituras complementares e adições à lista de atividades e, em alguns casos, a revisão de definições. Foi um prazer vii

C0290.indd vii

06/11/15 12:57 AM


viii

Prefácio

receber sugestões de novas intervenções, vindas de vários países. O Apêndice B contém as diretrizes para submissão de intervenções novas ou revisadas. • Esta edição contém uma lista de todas as edições anteriores e traduções da NIC (Apêndice E). Edições anteriores incluíam uma bibliografia de publicações sobre a NIC; no entanto, o número crescente de publicações de vários países dificultou a tarefa de compilar uma bibliografia abrangente. Informações acerca de publicações têm sido transferidas para o site do Center for Nursing Classification and Clinical Effectiveness (www.nursing.uiowa.edu/cnc). Em resumo, a NIC capta as intervenções realizadas por todos os enfermeiros. Tal como no passado, todas as intervenções incluídas na NIC destinam-se a ser clinicamente úteis, embora algumas sejam mais gerais do que outras. Uma vez que as intervenções englobam uma ampla gama de práticas de enfermagem, não se poderia esperar a realização de todas as intervenções indicadas aqui, ou mesmo uma grande porção. Muitas das intervenções requerem formação especializada e algumas não podem ser feitas sem certificação apropriada. Outras intervenções descrevem medidas básicas de higiene e conforto que, em alguns casos, podem ser delegadas aos auxiliares de enfermagem, mas, ainda assim, necessitam ser planejadas e avaliadas pelos enfermeiros. As utilizações da NIC incluem os seguintes: • Ajuda a demonstrar o impacto que os enfermeiros têm no sistema de prestação de cuidados de saúde. • Padroniza e define a base de conhecimento para os currículos e a prática de enfermagem. • Facilita a escolha adequada de uma intervenção de enfermagem. • Facilita a comunicação dos tratamentos de enfermagem para outros enfermeiros e demais profissionais.

C0290.indd viii

• Permite que pesquisadores examinem a eficácia e o custo dos cuidados de enfermagem. • Auxilia os educadores a desenvolver currículos que articulem-se melhor com a prática clínica. • Facilita o ensino de tomada de decisão clínica aos enfermeiros novatos. • Auxilia administradores no planejamento de pessoal e no equipamento necessário de forma mais eficaz. • Promove o desenvolvimento de um sistema de reembolso para os serviços de enfermagem. • Facilita o desenvolvimento e uso de sistemas de informação de enfermagem. • Comunica a natureza da enfermagem para o público. Quando a linguagem padronizada é usada para documentar a prática, pode-se comparar e avaliar a eficácia dos cuidados prestados em múltiplos contextos por diferentes profissionais. O uso de linguagem padronizada não inibe nossa prática, mas sim comunica a essência dos cuidados de enfermagem aos outros, e ajuda-nos a melhorar a nossa prática por meio da pesquisa. O desenvolvimento e a utilização dessa Classificação contribuem para o avanço do conhecimento de enfermagem, facilitando ensaios clínicos de intervenções de enfermagem. Acreditamos que o contínuo desenvolvimento e o uso dessa Classificação ajudam no avanço do conhecimento de enfermagem e nos esforços da enfermagem em ganhar mais voz no cenário da política de saúde. Nós continuamos a acolher o seu retorno e aguardamos sugestões ansiosamente. Gloria M. Bulechek Howard K. Butcher Joanne M. Dochterman Cheryl M. Wagner

06/11/15 12:57 AM


Pontos Fortes da Classificação das Intervenções de Enfermagem • Abrangente — A NIC inclui toda a gama de intervenções de enfermagem para a prática geral, bem como para as áreas de especialidades. Incluem-se intervenções fisiológicas e psicossociais, prevenção e tratamento de doenças, promoção da saúde, intervenções para indivíduos, famílias e comunidades e cuidado indireto. Tanto intervenções independentes como colaborativas estão incluídas, podendo ser utilizadas em qualquer cenário da prática, independentemente da orientação filosófica. • Baseada em pesquisas — A pesquisa para o desenvolvimento da NIC utilizou-se da abordagem multimétodos, incluindo análise de conteúdo, aplicação de questionários a especialistas, revisão de grupo focal, análise de similaridades, agrupamento hierárquico, escalonamento multidimensional e testes em campos clínicos. A pesquisa inicial foi parcialmente financiada pelo National Institutes of Health e o National Institute of Nursing Research. Há um trabalho contínuo para atualização da classificação, com base na opinião de especialistas e publicações científicas. • Desenvolvida indutivamente com base na prática existente — As fontes originais incluem livros-texto didáticos atualizados, manuais de planejamento de cuidados e sistemas de informação em enfermagem da prática clínica, acrescidos da expertise clínica dos membros da equipe e especialistas de cada uma das áreas da prática. As adições e as melhoras são resultado das sugestões dos usuários e dos colegas revisores. • Reflete a prática clínica e pesquisas atuais — Todas as intervenções são acompanhadas por uma lista de leituras complementares que apoiam o desenvolvimento da intervenção. Todas as intervenções foram revistas por especialistas na prática clínica, e muitas, ainda, por relevantes organizações de especialistas na prática clínica. Um processo de pareceres é usado para incorporar as sugestões dos usuários na prática. • Tem uma estrutura de organização fácil de usar (domínios, classes, intervenções e atividades) — Todos os domínios, classes e intervenções têm definições. Princípios foram estabelecidos para manter a coerência e coesão na Classificação; as intervenções são codificadas numericamente. • Utiliza linguagem clara e clinicamente significativa — Do início ao fim desta obra, a linguagem selecionada é a mais útil na prática clínica. A linguagem reflete clareza em questões conceituais, incluindo apenas as intervenções, e não diagnósticos ou resultados. • Apresenta estrutura e processo estabelecidos para refinamento contínuo — Sugestões para melhoras de usuários

ao redor do mundo são aceitas. O refinamento contínuo da NIC é facilitado pelo Center for Nursing Classification and Clinical Effectiveness, estabelecido na College of Nursing da University of Iowa, em 1995, pelo Conselho de Regentes de Iowa. Passou por testes de campo — O processo de implementação foi inicialmente estudado em cinco campos que representam os vários locais nos quais os cuidados de enfermagem ocorrem. Centenas de outras agências clínicas e de ensino também estão implantando a Classificação, e passos para a implementação foram desenvolvidos para ajudar nesse processo de mudança. Acessível por meio de inúmeras publicações e mídia — Além da própria classificação, numerosos artigos e capítulos têm sido publicados desde 1990. Livros, revisões e publicações sobre o uso e o valor da NIC atestam o significado desse trabalho. Um vídeo foi feito sobre o início do desenvolvimento da NIC. A Elsevier publica um boletim informativo trimestral e administra uma página na rede social Facebook, para manter as pessoas a par dos desenvolvimentos recentes. Ligada a outras classificações de enfermagem — As ligações entre a NIC e os diagnósticos NANDA-I são apresentadas na Parte 6 deste livro, para auxiliar na tomada das decisões clínicas. A terceira edição de um livro que liga os resultados da Classificação dos Resultados de Enfermagem (NOC) e intervenções NIC aos diagnósticos NANDA-I e outras condições clínicas também encontra-se disponível, pela Elsevier. Edições anteriores da NIC eram vinculadas aos problemas do Sistema Omaha, aos resultados da NOC, aos Protocolos de Avaliação Residente (RAP) para cuidados de longo prazo, e ao OASIS (Outcome and Assessment Information Set) para cuidados de saúde em domicílio. Reconhecida nacionalmente nos Estados Unidos da América — A NIC é reconhecida pela American Nurses Association, incluída na National Library of Medicine’s Metathesaurus for a Unified Medical Language, faz parte dos índices da CINAHL, é mapeada no SNOMED (Systematized Nomenclature of Medicine) e está registrada no HL7 (Health Level 7 International). Desenvolvida na mesma universidade que a classificação de resultados — A NOC dos resultados dos pacientes sensíveis à prática de enfermagem também foi desenvolvida em Iowa. Ambas, NIC e NOC, situam-se no Center for Nursing Classification and Clinical Effectiveness (www. nursing.uiowa.edu/cnc). ix

C0295.indd ix

06/11/15 1:04 AM


x

Pontos Fortes da Classificação das Intervenções de Enfermagem

• Incluída em um número crescente de fornecedores de softwares de sistemas de informações clínicas — O SNOMED incluiu a NIC em seu sistema de registro multidisciplinar. Vários fornecedores licenciaram a NIC para inclusão em seus softwares, voltados tanto para contextos hospitalares quanto comunitários, para profissionais generalistas ou especialistas.

C0295.indd x

• Uso mundial — A NIC é uma classificação de intervenções de enfermagem com 20 anos de uso em vários países. Traduções estão concluídas, ou em andamento, nos seguintes idiomas: chinês, holandês, francês, alemão, islandês, italiano, japonês, coreano, norueguês, português e espanhol.

06/11/15 1:04 AM


Agradecimentos Nada dessa magnitude é feito sozinho. Assim como nas edições anteriores, gostaríamos de agradecer a ajuda de uma variedade de fontes: Às pessoas e aos grupos que submeteram sugestões de novas intervenções ou revisaram as intervenções e aqueles que analisaram as submissões. Isto inclui os “Center Fellows”, com diferentes expertises, e os colegas revisores, que doam seu tempo e expertise. Essa classificação é aprimorada continuamente, para melhor refletir a prática clínica e melhores práticas, com a participação de muitos profissionais. Os nomes dos colaboradores nas mudanças desta edição constam na lista de reconhecimento, nas páginas de apresentação. À University of Iowa College of Nursing, pelo apoio ao Center for Nursing Classification and Clinical Effectiveness, fundado em 1995 para facilitar o desenvolvimento da NIC e da NOC, então em andamento. O apoio dos colaboradores tem criado um fundo de doação na University of Iowa Foundation, que dará apoio permanente para a continuidade e manutenção da Classificação. À nossa editora, Sandra Clark, na Mosby/Elsevier, que já orienta essa classificação há duas edições. Agradecemos também aos seus associados Michael Wisniewski, ex-diretor de Licenciamento em Vendas, e Karen Delany, especialista em licenciamento, por seu trabalho circunspecto com fornecedores e agências, que estão migrando a enfermagem para o mundo eletrônico. Agradecemos também à Karen

Delany, pela produção do Boletim NIC/NOC e manutenção da página do Facebook, que nos ajuda a trazer novas informações para a comunidade profissional. À ajuda de Sharon Sweeney, Coordenadora do Center for Nursing Classification and Clinical Effectiveness na College of Nursing, University of Iowa, que auxiliou as reuniões da equipe da NIC, o processo de revisão e manteve os documentos eletrônicos. Este foi um complicado e demorado trabalho que ela desempenhou bem. Apreciamos muito também o auxílio da doutoranda Meghan McGonigal-Kenney e de Tess Judge-Ellis, professor clínico associado, por reverem e revisarem as intervenções. À NANDA Internacional e aos pesquisadores da NOC, por sua contínua cooperação, por meio da Aliança NNN (NANDA-I, NOC e NIC) em trabalhar juntos, facilitando as ligações entre os diagnósticos NANDA-I, intervenções NIC e os resultados NOC e a implementação de linguagem padronizada na prática. À resposta entusiasmada à Classificação de muitos dos enfermeiros nos Estados Unidos, e ao redor do mundo, que estão usando a NIC de diversas maneiras — para documentar a sua prática, para ajudar os alunos a aprender a planejar cuidados de enfermagem, a organizar livros de enfermagem e para conduzir pesquisas. As solicitações de profissionais e estudantes têm resultado na inclusão da linguagem padronizada em softwares clínicos e educacionais.

xi

C0300.indd xi

06/11/15 1:11 AM


Lista de Reconhecimento, Sexta Edição

As seguintes pessoas contribuíram para esta edição da NIC de várias maneiras. Algumas submeteram novas intervenções apresentadas para consideração ou sugeriram revisões às intervenções existentes. Algumas auxiliaram no processo de revisão das adições, revisões ou exclusões da classificação. Outras submeteram exemplos de como implementaram a NIC na prática ou no ensino. De qualquer forma, todos contribuíram valiosamente para os usuários da NIC. Deborah K. Bahe, Health Services Provider, University of Iowa Health Care, Iowa City, Iowa Jessica Block, Nursing Instructor, Kirkwood Community College, Cedar Rapids, Iowa Tom Blodgett, Lecturer, The University of Iowa College of Nursing, and StaffNurse, University of Iowa Hospitals and Clinics, Iowa City, Iowa Nicole Petsas Blodgett, Doctoral Student, The University of Iowa College of Nursing, Iowa City, Iowa Jane Brokel, Assistant Professor, The University of Iowa College of Nursing, Iowa City, Iowa Mary Clarke, Director, Nursing Practice, Research and Innovation Management, Genesis Medical Center, Davenport, Iowa Rose Constantino, Associate Professor, University of Pittsburgh School of Nursing, Pittsburgh, Pennsylvania Kennith Culp, Professor, The University of Iowa College of Nursing, Iowa City, Iowa Sheri Cutler, Nursing Content Analyst, McKesson Provider Technologies, Westminster, Colorado Jeanette Daly, Associate Research Scientist, University of Iowa Hospitals and Clinics Department of Family Medicine, Iowa City, Iowa Martha Driessnack, Assistant Professor, The University of Iowa College of Nursing, Iowa City, Iowa Kristi Febus, Graduate Student, The University of Iowa College of Nursing, Iowa City, Iowa Susanna Funk, Graduate Student, The University of Iowa College of Nursing, Iowa City, Iowa Vicente de la Osa Garcia, Supervising Nursing, Clinical Unit Department of Hematology and Hemotherapy, University Hospital Virgen del Rocio, Seville, Spain Sue Gardner, Associate Professor, The University of Iowa College of Nursing, Iowa City, Iowa Joe Greiner, Advanced Practice Nurse, University of Iowa Hospitals and Clinics, Iowa City, Iowa Elem Kocaçal Güler, Research Assistant, Fundamentals of Nursing Department, Ege University School of Nursing, Bornova Izmir, Turkey

Andrew Hanson, Staff Nurse, Froedtert Hospital, Milwaukee, Wisconsin Laura K. Hart, Associate Professor Emerita, The University of Iowa College of Nursing, Iowa City, Iowa Helen Heiskell, Assistant Professor, South University College of Nursing, Savannah, Georgia Deborah Hubbard, Nursing Clinical Specialist, University of Iowa Health Care, Iowa City, Iowa Stacey Huynh, Graduate Student, The University of Iowa College of Nursing, Iowa City, Iowa Todd Ingram, Assistant Professor Clinical, The University of Iowa College of Nursing, Iowa City, Iowa Benjamin J. Jaggers, Staff Nurse, University of Iowa Hospitals and Clinics Geriatric Psychiatry, Iowa City, Iowa Tess Judge-Ellis, Associate Professor Clinical, The University of Iowa College of Nursing, Iowa City, Iowa Clare E. Kasse-Katuramu, Cambridge Health Alliance Whidden Memorial Hospital, Everett, Massachusetts Teresa Kelechi, Associate Professor, Medical University of South Carolina College of Nursing, Charleston, South Carolina María Rosario Jiménez León, Diplomado en enfermería, Hospitales Universitarios Virgen del Rocío, Seville, Spain Ángela Cejudo López, Enfermera Gestora de Casos de Atención Primaria, Seville, Spain Begoña López López, Associate Care Direction Liaison Nursing, Sanitary District of Primary Health Care of Seville, Seville, Spain Rosairo López López, Nursing Staff, Bone Marrow Transplantation Unit, Department of Hematology and Hemotherapy, University Hospital Virgen del Rocio, Seville, Spain Juan Mateu Lorenzo, Head of Nursing for Emergency and Radiology Services, Hospital ASEPEYO Sant Cugat del Vallès, Barcelona, Spain Thomas J. Loveless, Coordinator of the Adult Nurse Practitioner Program, Thomas Jefferson University School of Nursing, Philadelphia, Pennsylvania Der-Fa Lu, Assistant Professor, The University of Iowa College of Nursing, Iowa City, Iowa Francisco José Márquez Malaver, Nursing Staff, Bone Marrow Transplantation Unit, Department of Hematology and Hemotherapy, University Hospital Virgen del Rocio, Seville, Spain Ana Eva Granados Matute, Supervisora Unidad de Coordinación Cuidados Interniveles, Hospitales Universitarios Virgen del Rocío, Seville, Spain

xii

C0305.indd xii

06/11/15 1:19 AM


Lista de Reconhecimento, Sexta Edição

Meghan McGonigal-Kenney, Student Research Assistant, The University of Iowa College of Nursing, Iowa City, Iowa Dorothy Metz, Graduate Student, The University of Iowa College of Nursing, Iowa City, Iowa Pamela Nelson, Clinical Nurse Specialist, Assistant Professor, Mayo School of Medicine, Rochester, Minnesota David G. O’Dell, Graduate Program Director, South University, West Palm Beach, Florida Abbey Pachter, Program Director, South University College of Nursing, Virginia Beach, Virginia Montserrat Cordero Ponce, Diplomada en Enfermería, Hospital Duques Del Infantado Virgen del Rocío, Seville, Spain Rebecca Porter, Doctoral Student, The University of Iowa College of Nursing, Iowa City, Iowa Eugenio Coll del Rey, Nurse, University Hospital Virgen de las Nieves de Granada, Spain Marcia E. Ring, Assistant Professor, University of Vermont College of Nursing and Health Sciences, Burlington Vermont Cheryl Rodgers, Nursing Instructor, South University, Richmond, Virginia Libby Rollinson, Director, Content Solutions, McKesson Provider Technologies, Westminster, Colorado Serafín Fernández Salazar, Hospital de Alta Resolución Sierra de Segura, Empresa Pública Hospital Alto Guadalquivir, Jaén, Spain Isabel María Romero Sánchez, Diplomada en Enfermería, Hospital Duques del Infantado, Hospitales Universitarios Virgen del Rocío, Seville, Spain Lisa Segre, Assistant Professor, The University of Iowa College of Nursing, Iowa City, Iowa

C0305.indd xiii

xiii

Jamie Smith, Graduate Student, The University of Iowa College of Nursing, Iowa City, Iowa Sashi Solomon, Graduate Student, The University of Iowa College of Nursing, Iowa City, Iowa Victoria Steelman, Assistant Professor, The University of Iowa College of Nursing, Iowa City, Iowa Elaine E. Steinke, Professor, Wichita State University, Wichita, Kansas Ruth Swart, Instructor, Clinical Simulation Learning Center, University of Calgary Faculty of Nursing, Calgary, Alberta, Canada Mary P. Tarbox, Professor and Chair, Mount Mercy University Department of Nursing, Cedar Rapids, Iowa Holly Toomey, Director, Nursing Solutions Product Management, McKesson Provider Technologies, Westminster, Colorado Sharon Tucker, Director, Nursing Research & EBP, Department of Nursing & Patient Care Services, University of Iowa Hospitals & Clinics, Iowa City, Iowa José Carlos Bellido Vallejo, Surgical Area Nurse, Jaén Hospital Complex, Jaén-Andalusia-Spain Juan Carlos Quero Vallejo, Surgical Area Supervisor, Jaén Hospital Complex, Jaén-Andalusia-Spain Mercedes Barroso Vázquez, Coordinación de Gestión Clínica de Cuidados, Unidad de Coordinación Asistencial, Hospitales Universitarios Virgen del Rocío, Seville, Spain Bonnie J. Wakefield, Associate Research Professor, Sinclair School of Nursing, University of Missouri, Columbia, Missouri Nancy Walker, Functional Analyst, Horizon Expert Plan, McKesson Provider Technologies, Westminster, Colorado

06/11/15 1:19 AM


Fellows — Center for Nursing Classification & Clinical Effectiveness O Center for Nursing Classification and Clinical Effectiveness (CNC), da College of Nursing, University of Iowa, tem um programa de fellows. O Fellows, Center for Nursing Classification & Clinical Effectiveness é designado àqueles que contribuem significativamente para a atualização, manutenção e implementação da NIC e da NOC. Esses indivíduos têm contribuído ativamente com o Centro e incluem membros da equipe de pesquisa, o pessoal de agências de cooperação, professores aposentados e professores visitantes. Estudantes em seu último ano de doutorado, e que fizeram contribuições substanciais para o trabalho do CNC, são elegíveis. Os Fellows doam uma parte de seu tempo executando alguma das atividades do Centro. Eles estão disponíveis como pessoas de recurso para tais atividades, como: revisões ad hoc sobre propostas de novas intervenções e resultados, participando de equipes ou reuniões, trabalhando em um comitê de planejamento de conferências, revisando projetos de monografias, participando de atividades de escrita para solicitação de recursos financeiros e aconselhando o atual conselho de desenvolvimento da classificação. O período de participação de um Fellow é de até 3 anos, ou um tempo menor, dependendo da necessidade (p. ex., professor-visitante). As seguintes pessoas estão trabalhando como Fellows, desde 1° de julho de 2012: Mary Ann Anderson, Associate Professor, University of Illinois, College of Nursing, Quad Cities Regional Program, Moline, IL Ida Androwich, Professor, Loyola University, School of Nursing, Chicago, IL Sandra Bellinger, Retired, Trinity College of Nursing & Health Sciences, Rock Island, IL Sharon Eck Birmingham, Chief Nursing Executive, Clairvia Business Unit, Cerner Corporation, Durham, NC Veronica Brighton, Assistant Professor Clinical, University of Iowa, College of Nursing Jane Brokel, Assistant Professor, University of Iowa, College of Nursing Gloria Bulechek, Professor Emerita, University of Iowa, College of Nursing Lisa Burkhart, Associate Professor, Loyola University, School of Nursing, Chicago, IL Howard Butcher, Associate Professor, University of Iowa, College of Nursing Jill Scott-Cawiezell, Professor and Associate Dean for Academic Affairs, University of Iowa, College of Nursing

Teresa Clark, Advance Practice Nurse, Informatics, University of Iowa Hospitals and Clinics Mary Clarke, Director of Nursing Practice, Research, and Innovation, Genesis Medical Center, Davenport, IA Deborah Conley, Gerontological Clinical Nurse Specialist, Nebraska Methodist Hospital, Omaha, NE Elaine Cook, Assistant Professor, Mount Mercy University, Cedar Rapids, IA Sister Ruth Cox, Faculty, Kirkwood Community College, Cedar Rapids, IA Martha Craft-Rosenberg, Professor Emerita, University of Iowa, College of Nursing Jeanette Daly, Associate Research Scientist, University of Iowa Hospitals and Clinics Connie Delaney, Dean and Professor, University of Minnesota, School of Nursing, Minneapolis, MN Janice Denehy, Associate Professor Emerita, University of Iowa, College of Nursing Joanne M. Dochterman, Professor Emerita, College of Nursing, University of Iowa Gloria Dorr, Advance Practice Nurse, Informatics, University of Iowa Hospitals and Clinics Mary Ann Fahrenkrug, Adjunct Faculty, Ambrose University, Davenport, IA Joe Greiner, Advanced Practice Nurse, University of Iowa Hospitals and Clinics Barbara Head, Assistant Professor Emerita, University of Nebraska Medical Center, College of Nursing, Omaha, NE Todd Ingram, Assistant Professor Clinical, University of Iowa, College of Nursing Gwenneth Jensen, Clinical Nurse Specialist, Sandford Health, Sioux Falls, SD Marion Johnson, Professor Emerita, University of Iowa, College of Nursing Tess Judge-Ellis, Associate Professor Clinical, University of Iowa, College of Nursing Gail Keenan, Associate Professor, Director Nursing Informatics Initiative, University of Illinois, College of Nursing, Chicago, IL Peg Kerr, Associate Professor, Nursing Department Head, University of Dubuque, Dubuque, IA Cathy Konrad, Faculty, Trinity College of Nursing & Health Sciences, Rock Island, IL Marie Kozel, CARE Project Lead, Methodist Health System, Omaha, NE Mikyoung Lee, Assistant Professor, Indiana University, School of Nursing, Indianapolis, IN

xiv

C0310.indd xiv

06/11/15 1:24 AM


Fellows — Center for Nursing Classification & Clinical Effectiveness

Sue Lehmann, Assistant Professor Clinical, University of Iowa, College of Nursing Der-Fa Lu, Assistant Professor, University of Iowa, College of Nursing Meridean Maas, Professor Emerita, University of Iowa, College of Nursing Paula Mobily, Associate Professor, University of Iowa, College of Nursing Lou Ann Montgomery, Director Nursing Administration, Co-Director Nursing Clinical Education Center, University of Iowa Hospitals and Clinics Sue Moorhead, Associate Professor & Director, Center for Nursing Classification & Clinical Effectiveness, University of Iowa, College of Nursing Hye Jin Park, Assistant Professor, Florida State University, College of Nursing, Tallahassee, FL Shelley-Rae Pehler, Associate Professor, University of Wisconsin- Eau Claire, Eau Claire, WI Aleta Porcella, Clinical Nurse Specialist, Informatics, University of Iowa Hospitals and Clinics Barb Rakel, Assistant Professor, College of Nursing, University of Iowa David Reed, Associate, University of North Carolina, Cecil G. Sheps Center for Health Services Research, Chapel Hill, NC K. Reeder, Assistant Professor, Goldfarb School of Nursing at Barnes-Jewish College, St. Louis, MO Debra Schutte, Associate Professor, Michigan State University, College of Nursing Cindy Scherb, Professor, Winona State University, Graduate Programs in Nursing University Center Rochester, Winona, MN

C0310.indd xv

xv

Lisa Segre, Assistant Professor, University of Iowa, College of Nursing Margaret Simons, Diabetes Nurse Specialist, Iowa City VA Medical Center Kelly Smith, Instructor Clinical, University of Iowa, College of Nursing Janet Specht, Professor, College of Nursing, University of Iowa Anita Stineman, Associate Professor Clinical, College of Nursing, University of Iowa Elizabeth Swanson, Associate Professor, College of Nursing, University of Iowa Mary Tarbox, Professor and Chair, Department of Nursing, Mt. Mercy University, Cedar Rapids, IA Toni Tripp-Reimer, Professor, University of Iowa, College of Nursing Hui-Chen Tseng, Postdoctoral Fellow, University of Utah, College of Nursing, Salt Lake City, UT Sharon Tucker, Director, Nursing Research and Evidence-Based Practice, University of Iowa Hospitals and Clinics Bonnie Wakefield, Associate Research Professor, University of Missouri, Sinclair School of Nursing, Columbia, MO Cheryl M. Wagner, Associate Dean, American Sentinel University, MSN Programs, Aurora, CO Ann Williamson, Associate Vice President for Nursing, UI Health Care and Chief Nursing Officer, University of Iowa Hospitals and Clinics

06/11/15 1:24 AM


Organizações que Contribuíram para o Desenvolvimento da NIC Enfermeiros de várias organizações de especialistas participaram do desenvolvimento e validação da NIC, incluindo as instituições a seguir: Academy of Medical-Surgical Nurses Advocates for Child Psychiatric Nursing American Academy of Ambulatory Care Nursing American Association of Critical-Care Nurses American Association of Diabetes Educators American Association of Neuroscience Nurses American Association of Nurse Anesthetists American Association of Occupational Health Nurses American Association of Spinal Cord Injury Nurses American Board of Neuroscience Nurses American College of Nurse-Midwives American Holistic Nurses Association American Nephrology Nurses Association American Nurses Association ANA Council on Gerontological Nursing ANA Council on Maternal-Child Nursing ANA Council on Psychiatric and Mental Health Nursing American Psychiatric Nurses Association American Radiological Nurses Association American Society of Ophthalmic Registered Nurses, Inc. American Society of Pain Management Nurses American Society of Post-Anesthesia Nurses American Urological Association Allied Association for Practitioners in Infection Control Association for Professionals in Infection Control and Epidemiology, Inc. Association of Child and Adolescent Psychiatric Nurses, Inc. Association of Community Health Nursing Educators Association of Nurses in AIDS Care

Association of Operating Room Nurses, Inc. Association of Pediatric Oncology Nurses Association of Rehabilitation Nurses Association of Women’s Health, Obstetric and Neonatal Nurses Dermatology Nurses Association Developmental Disabilities Nurses Association Drug and Alcohol Nursing Association, Inc. Emergency Nurses Association International Association for the Study of Pain International Society of Nurses in Genetics Intravenous Nurses Society Midwest Nursing Research Society NAACOG: The Organization for Obstetric, Gynecologic, Neonatal Nurses National Association of Hispanic Nurses National Association of Neonatal Nurses National Association of School Nurses, Inc. National Consortium of Chemical Dependency Nurses National Flight Nurses Association National Gerontological Nursing Association National Nurses Society on Addictions North American Nursing Diagnosis Association Oncology Nursing Society Society for Education and Research in Psychiatric-Mental Health Nursing Society for Peripheral Vascular Nursing Society for Vascular Nursing Society of Gastroenterology Nurses and Associates, Inc. Society of Otorhinolaryngology and Head-Neck Nurses, Inc. Society of Pediatric Nurses Society of Urologic Nurses and Associates

xvi

C0315.indd xvi

06/11/15 1:28 AM


Definições dos Termos

TERMOS DA CLASSIFICAÇÃO Intervenção de Enfermagem

em direção ao resultado desejado. Uma série de atividades é necessária para efetuar uma intervenção.

Qualquer tratamento que, baseado em julgamento e conhecimento clínico, um enfermeiro ponha em prática para intensificar os resultados do paciente. As intervenções de enfermagem incluem tanto a assistência direta como a indireta; as assistências voltadas para indivíduos, famílias e comunidade; e a assistência prestada em tratamentos iniciados pelo enfermeiro, médico e outro prestador. A intervenção de cuidado direto é um tratamento realizado por meio da interação direta com o paciente. Intervenções de cuidado direto incluem tanto ações fisiológicas e psicossociais, como as ações manuais e as de natureza mais de apoio e aconselhamento. A intervenção de cuidado indireto é um tratamento realizado a distância, mas favorecendo o paciente ou o grupo de pacientes. As intervenções de cuidado indireto incluem ações destinadas ao gerenciamento do ambiente de cuidado do paciente e colaboração multidisciplinar. Essas ações apoiam a efetividade das intervenções de cuidados diretos. A intervenção comunitária (ou de saúde pública) é direcionada para promover e preservar a saúde das populações. Intervenções comunitárias enfatizam a promoção e a manutenção da saúde e prevenção de doenças populacionais, e incluem estratégias para lidar com o ambiente político e social em que determinada população reside. O tratamento iniciado pelo enfermeiro consiste em uma intervenção em resposta ao diagnóstico de enfermagem; é uma ação autônoma baseada no raciocínio científico, executada para beneficiar o paciente de uma forma prevista pelo diagnóstico de enfermagem e resultados projetados. Essas ações incluem os tratamentos iniciados pelos profissionais com prática avançada de enfermagem. O tratamento iniciado pelo médico é uma intervenção iniciada por um médico em resposta a um diagnóstico clínico, porém efetuada por um enfermeiro; é uma ação baseada na “ordem do médico”. Os enfermeiros também podem realizar tratamentos iniciados por outros provedores de serviços, tais como farmacêuticos, fisioterapeutas ou assistentes do médico.

Classificação das Intervenções de Enfermagem

Atividades de Enfermagem Atividades de enfermagem estão no nível concreto de ação, focando no comportamento de enfermagem, pois são as condutas ou ações específicas tomadas para implementar uma intervenção e que auxiliam os pacientes a progredir

A ordenação ou organização das atividades de enfermagem em grupos ou conjuntos com base em suas relações e a nomenclatura de identificação da intervenção para estes grupos padronizados de atividades.

Taxonomia das Intervenções de Enfermagem Agrupamento das intervenções com base em semelhanças, o que pode ser considerado uma organização sistemática. A estrutura taxonômica da NIC tem três níveis: domínios, classes e intervenções.

OUTROS TERMOS Paciente Paciente é qualquer indivíduo, grupo, família ou comunidade que é o foco da intervenção de enfermagem. Os termos “paciente”, “indivíduo” e “pessoa” são utilizados neste livro, mas, em alguns contextos, “cliente” ou outra palavra pode ser o termo preferido. Os usuários devem se sentir livres para usar o termo que é mais relevante ao seu ambiente de cuidados.

Família Dois ou mais indivíduos ligados por laços de sangue ou por escolha, com responsabilidade partilhada, para promover o desenvolvimento mútuo, saúde e manutenção de relacionamentos.

Comunidade Um grupo de pessoas e as inter-relações que se desenvolvem conforme compartilham um ambiente físico e alguns órgãos e instituições (p. ex., escola, corpo de bombeiros, assembleias).

Progenitores Mãe, pai ou outro indivíduo que assumir o papel de educar e criar os filhos.

Cuidador Qualquer pessoa que presta cuidados de saúde ou atua em nome de alguém.

xvii

C0320.indd xvii

06/11/15 1:32 AM


Como Encontrar uma Intervenção

A presente edição da Classificação contém 554 intervenções. Há vários métodos disponíveis para encontrar a intervenção desejada. Ordem Alfabética: Quando se sabe o nome da intervenção e deseja-se ver a lista completa de atividades e leituras complementares (Parte Três). Taxonomia da NIC: Quando se deseja identificar intervenções relacionadas a áreas e temas específicos (Parte Dois). Ligações com os Diagnósticos NANDA-I: Quando se tem um diagnóstico NANDA-I e pretende-se obter uma lista de intervenções sugeridas (Parte Seis). Intervenções Essenciais por Especialidade: Quando se planeja um curso ou sistema de informação para um grupo de uma área de especialidade, esta é uma ótima sessão para se começar (Parte Quatro). Ligações com Diagnósticos NANDA-I e Resultados NOC: Quando se pretende rever as ligações entre NANDA-I, NOC e NIC deve-se encaminhar ao livro de apoio, NOC and NIC

Linkages to NANDA-I and Clinical Conditions: Supporting Critical Reasoning and Quality Care (Ligações NOC e NIC a NANDA-I e Condições Clínicas: Suporte ao Raciocínio Crítico e Assistência de Qualidade) (Johnson et al., 2012). As pessoas não devem se sentir sobrecarregadas pelo tamanho da Classificação, que pretende ser abrangente para todas as áreas de especialidades e todas as disciplinas. Não requer muito tempo para familiarizar-se com a Classificação e para localizar as intervenções mais relevantes para a prática específica de cada profissional. A seleção de uma intervenção de enfermagem para um paciente em particular é parte da tomada de decisão clínica do enfermeiro. Seis fatores devem ser considerados ao se escolher uma intervenção: (1) resultados desejados dos pacientes, (2) características do diagnóstico de enfermagem, (3) base de investigação para a intervenção, (4) base científica para a intervenção, (5) aceitabilidade do paciente e (6) capacidade do enfermeiro. Esses fatores são explicados com mais detalhes no Capítulo Dois.

xviii

C0325.indd xviii

06/11/15 1:37 AM


Sumário

PARTE UM

Visão Geral da NIC, 1

Capítulo Um: Entendendo a NIC, 2 Capítulo Dois: Utilização da NIC na Prática, Educação e Pesquisa, 13

PARTE CINCO Tempo Estimado e Nível de Formação Necessário para a Realização das Intervenções NIC, 457 PARTE SEIS Ligações entre as Intervenções da NIC e os Diagnósticos da NANDA-I, 469

PARTE DOIS Taxonomia das Intervenções de Enfermagem, 37 PARTE SETE PARTE TRÊS

A Classificação, 61

PARTE QUATRO Intervenções Essenciais para as Áreas de Especialidades de Enfermagem, 431

Apêndices, 569

A: Intervenções: Novas, Revisadas e Removidas desde a Quinta Edição, 570 B: Orientações para Submissão de uma Intervenção Nova ou Revisada, 573 C: Linha do Tempo e Pontos de Interesse da NIC, 577 D: Abreviações, 580 E: Edições e Traduções Anteriores, 582

xix

C0330.indd xix

06/11/15 6:31 PM


C0330.indd xx

06/11/15 6:31 PM


Sumário Detalhado PARTE UM

Visão Geral da NIC, 1

CAPÍTULO UM Entendendo a NIC, 2 Descrição da NIC, 2 Classificação relacionada: classificação dos resultados de enfermagem, 4 Center for nursing classification & clinical effectiveness, 5 Perguntas que ocasionalmente surgem sobre a NIC, 5 Tipos de Intervenção, 5 1. A NIC abrange tratamentos utilizados por enfermeiros que atuam em áreas de especialidades?, 5 2. A NIC inclui as importantes funções de monitoramento do enfermeiro?, 5 3. A NIC inclui intervenções que podem ser usadas por profissionais na atenção primária, especialmente intervenções destinadas à promoção da saúde?, 5 4. A NIC inclui terapias complementares e alternativas?, 6 5. A Classificação inclui intervenções administrativas?, 6 Escolhendo uma Intervenção, 6 6. Como encontro as intervenções que utilizo entre tantas apresentadas na NIC?, 6 7. Como decido qual intervenção usar quando uma intervenção incluir uma atividade que se refere a outra intervenção?, 6 8. Quando é elaborada uma nova intervenção?, 6 9. Em um plano de cuidados, qual é a estrutura para a NIC e a NOC? O que é escolhido e pensado primeiro?, 7 Atividades, 7 10. Por que certas atividades consideradas básicas estão incluídas na lista de atividades de algumas intervenções e em outras não?, 7 11. Posso mudar as atividades de uma intervenção ao usá-la com meu paciente?, 7 12. Por que as atividades não são padronizadas?, 8 Implementação/Informatização da NIC, 8 13. Minha instituição de assistência em saúde precisa ser informatizada para utilizar a NIC?, 8 14. Como a NIC deve ser incluída no meu computador?, 8 15. Qual seria o melhor modo de implementar a NIC em minha instituição?, 9 16. Quando é necessário obter uma licença?, 9 17. Como explicar para o administrador da minha instituição que é necessário obter uma licença?, 10 18. O que é um modelo de terminologia referencial? Por que estão sendo desenvolvidos? Eles tornarão obsoletas as Classificações como a NIC?, 10 19. Existe algum software disponível no mercado que inclua a NIC? Existem fornecedores que possuem softwares de enfermagem clínica com a NIC incluída?, 10 Outras, 11 20. Como a NIC se compara a outras classificações?, 11 21. Devemos usar uma classificação de enfermagem quando a maior parte dos cuidados de saúde está sendo prestada por equipes interdisciplinares?, 11 22. Como a NIC contribui para o desenvolvimento de teorias na enfermagem?, 11 Resumo, 12

xxi

C0335.indd xxi

06/11/15 1:53 AM


xxii Sumário Detalhado CAPÍTULO DOIS Utilização da NIC na Prática, Educação e Pesquisa, 13 Utilização da NIC na prática, 13 Selecionando uma Intervenção, 13 Resultados Desejados dos Pacientes, 13 Características do Diagnóstico de Enfermagem, 14 Base Científica para a Intervenção, 15 Viabilidade para Desempenho da Intervenção, 15 Aceitabilidade do Paciente, 15 Capacidade do Enfermeiro, 15 Implementando a NIC em uma Instituição de Prática Clínica, 16 Utilização de um Modelo de Linguagem Padronizada, 18 Custo, 23 Qualidade, 23 Uso da NIC na educação, 25 Usando a NIC no Modelo de Raciocínio Clínico Reflexivo Outcome Present State Test (OPT), 27 Uso da NIC na pesquisa, 28 Pesquisa de Eficácia da Intervenção, 29 Pesquisa de Efetividade da Intervenção, 30 Tradução de NIC para Protocolos Baseados em Evidências, 34 Resumo, 34

PARTE DOIS Taxonomia das Intervenções de Enfermagem, 37 Visão Geral da Taxonomia NIC, 38 Taxonomia NIC, 40

PARTE TRÊS

A Classificação, 61

Acompanhamento por Telefone, 62 Aconselhamento, 62 Aconselhamento Genético, 63 Aconselhamento na Preconcepção, 63 Aconselhamento Nutricional, 64 Aconselhamento para Lactação, 65 Aconselhamento Sexual, 66 Acupressão, 66 Administração de Analgésicos, 67 Administração de Analgésicos: Intraespinal, 68 Administração de Anestesia, 68 Administração de Enema, 69 Administração de Hemoderivados, 70 Administração de Medicamentos, 70 Administração de Medicamentos: Endovenosa (EV), 71 Administração de Medicamentos: Enteral, 71 Administração de Medicamentos: Inalatória, 72 Administração de Medicamentos: Interpleural, 73 Administração de Medicamentos: Intradérmica, 73 Administração de Medicamentos: Intraespinal, 74 Administração de Medicamentos: Intramuscular (IM), 74 Administração de Medicamentos: Intraóssea, 75 Administração de Medicamentos: Nasal, 75 Administração de Medicamentos: Oftálmica, 76

C0335.indd xxii

Administração de Medicamentos: Oral, 76 Administração de Medicamentos: Otológica, 77 Administração de Medicamentos: Reservatório Ventricular, 77 Administração de Medicamentos: Retal, 78 Administração de Medicamentos: Subcutânea, 78 Administração de Medicamentos: Tópica, 79 Administração de Medicamentos: Vaginal, 79 Administração de Nutrição Parenteral Total (NPT), 79 Alimentação, 80 Alimentação com Copo: Recém-Nascido, 81 Alimentação por Mamadeira, 81 Alimentação por Sonda Enteral, 82 Amnioinfusão, 82 Amostra de Sangue Capilar, 83 Aplicação do Calor/Frio, 84 Apoio a Irmãos, 84 Apoio à Proteção contra Abuso: Idoso, 85 Apoio à Proteção contra Abuso: Infantil, 86 Apoio à Proteção contra Abuso: Parceiro no Lar, 88 Apoio à Proteção contra Abuso: Religioso, 89 Apoio à Tomada de Decisão, 89 Apoio ao Cuidador, 90 Apoio ao Médico, 90 Apoio ao Sustento, 91 Apoio Emocional, 91 Apoio Espiritual, 92 Apoio Familiar, 92 Aromaterapia, 93 Arteterapia, 94 Aspiração de Vias Aéreas, 94 Assistência à Analgesia Controlada pelo Paciente (ACP), 95

06/11/15 1:53 AM


Sumário Detalhado xxiii

Assistência ao Morrer, 96 Assistência Cirúrgica, 96 Assistência em Exames, 97 Assistência na Automodificação, 97 Assistência no Autocuidado, 98 Assistência no Autocuidado: Alimentação, 99 Assistência no Autocuidado: Atividades Essenciais da Vida Diária, 99 Assistência no Autocuidado: Banho/Higiene, 100 Assistência no Autocuidado: Transferência, 101 Assistência no Autocuidado: Uso de Vaso Sanitário, 101 Assistência no Autocuidado: Vestir-se/Arrumar-se, 102 Assistência no Controle da Raiva, 102 Assistência para Ganho de Peso, 103 Assistência para Manutenção do Lar, 103 Assistência para Parar de Fumar, 104 Assistência para Redução de Peso, 105 Assistência quanto a Recursos Financeiros, 105 Assistência Ventilatória, 106 Atribuição de Mérito, 107 Aumento da Segurança, 107 Autorização do Seguro, 108 Autotransfusão, 108 Avaliação de Saúde, 109 Avaliação de Produto, 109 Banho, 110 Biblioterapia, 110 Biofeedback, 111 Brinquedo Terapêutico, 111 Captação de Órgãos, 112 Checagem de Substância Controlada, 112 Coleta de Dados de Pesquisa, 113 Coleta de Dados Forenses, 113 Conduta da Radioterapia, 114 Construção de Relação Complexa, 115 Consulta, 116 Consulta por Telefone, 117 Contenção de Custos, 118 Contenção Física, 118 Contenção Química, 119 Contrato com o Paciente, 120 Controle Acidobásico, 121 Controle Acidobásico: Acidose Metabólica, 122 Controle Acidobásico: Acidose Respiratória, 123 Controle Acidobásico: Alcalose Metabólica, 124 Controle Acidobásico: Alcalose Respiratória, 125 Controle da Anafilaxia, 126 Controle da Asma, 126 Controle da Demência, 127 Controle da Demência: Banho, 128 Controle da Demência: Perambulação, 128 Controle da Diarreia, 129 Controle da Disreflexia, 130 Controle da Dor, 130

C0335.indd xxiii

Controle da Eliminação Urinária, 131 Controle da Hiperglicemia, 132 Controle da Hipervolemia, 132 Controle da Hipoglicemia, 133 Controle da Hipovolemia, 134 Controle da Instrumentação Cirúrgica, 135 Controle da Náusea, 135 Controle da Negligência Unilateral, 136 Controle da Nutrição, 137 Controle da Pressão, 137 Controle da Quimioterapia, 138 Controle da Sedação, 139 Controle da Sensibilidade Periférica, 139 Controle da Síndrome Pré-Menstrual (TPM), 140 Controle da Tecnologia, 141 Controle da Tecnologia Reprodutiva, 141 Controle da Terapia Trombolítica, 142 Controle da Ventilação Mecânica: Invasiva, 143 Controle da Ventilação Mecânica: Não Invasiva, 144 Controle da Ventilação Mecânica: Prevenção de Pneumonia, 145 Controle de Alergias, 146 Controle das Alucinações, 146 Controle de Amostras para Exames, 147 Controle de Arritmias, 147 Controle de Constipação/Impactação, 148 Controle de Convulsões, 149 Controle de Dispositivo de Acesso Venoso Central, 149 Controle de Distúrbios Alimentares, 151 Controle de Doenças Transmissíveis, 152 Controle de Edema Cerebral, 152 Controle de Eletroconvulsoterapia (ECT), 153 Controle de Eletrólitos, 154 Controle de Eletrólitos: Hipercalcemia, 155 Controle de Eletrólitos: Hipercalemia, 156 Controle de Eletrólitos: Hiperfosfatemia, 157 Controle de Eletrólitos: Hipermagnesemia, 157 Controle de Eletrólitos: Hipernatremia, 158 Controle de Eletrólitos: Hipocalcemia, 159 Controle de Eletrólitos: Hipocalemia, 160 Controle de Eletrólitos: Hipofosfatemia, 161 Controle de Eletrólitos: Hipomagnesemia, 162 Controle de Eletrólitos: Hiponatremia, 163 Controle de Energia, 164 Controle de Ideias Delirantes, 165 Controle de Imunização/Vacinação, 165 Controle de Infecção, 166 Controle de Infecção: Transoperatória, 167 Controle de Medicamentos, 168 Controle do Prurido, 169 Controle de Qualidade, 169 Controle de Suprimentos, 170 Controle de Vias Aéreas, 170 Controle de Vias Aéreas Artificiais, 171

06/11/15 1:53 AM


xxiv Sumário Detalhado Controle do Ambiente, 172 Controle do Ambiente: Comunidade, 173 Controle do Ambiente: Conforto, 173 Controle do Ambiente: Preparo do Lar, 174 Controle do Ambiente: Prevenção de Violência, 174 Controle do Ambiente: Segurança, 175 Controle do Ambiente: Segurança do Trabalhador, 176 Controle do Choque, 176 Controle do Choque: Cardiogênico, 177 Controle do Choque: Hipovolêmico, 178 Controle do Choque: Vasogênico, 178 Controle do Comportamento, 179 Controle do Comportamento: Autoagressão, 180 Controle do Comportamento: Hiperatividade/ Desatenção, 181 Controle do Comportamento: Sexual, 182 Controle do Delírio, 182 Controle do Desfibrilador: Externo, 183 Controle do Desfibrilador: Interno, 184 Controle do Humor, 185 Controle de Marca-Passo: Definitivo, 186 Controle do Marca-Passo: Temporário, 188 Controle do Peso, 189 Controle do Pessário, 189 Controle do Prolapso Retal, 190 Controle do Vômito, 191 Controle Hídrico, 191 Controle Hidroeletrolítico, 192 Controle Intestinal, 193 Coordenação Pré-Operatória, 194 Cuidado Neonatal: Método Canguru, 194 Cuidado Ocular, 195 Cuidado Perineal, 195 Cuidados Cardíacos, 196 Cuidados Cardíacos: Fase Aguda, 197 Cuidados Cardíacos: Reabilitação, 198 Cuidados Circulatórios: Equipamentos de Suporte Circulatório Mecânico, 198 Cuidados Circulatórios: Insuficiência Arterial, 199 Cuidados Circulatórios: Insuficiência Venosa, 199 Cuidados com a Circuncisão, 200 Cuidados com Tração/Imobilização, 200 Cuidados com Aparelho Gessado: Manutenção, 201 Cuidados com Aparelho Gessado: Úmido, 201 Cuidado com as Unhas, 202 Cuidados com o Cabelo e o Couro Cabeludo, 202 Cuidados com Cateter: Linha Umbilical, 203 Cuidados com Drenos: Torácico, 203 Cuidados com Drenos: Ventriculostomia/Dreno Lombar, 204 Cuidados com o Lactente, 205 Cuidado Infantil: Pré-Termo, 206 Cuidado Infantil: Neonato, 207 Cuidados com Lentes de Contato, 208

C0335.indd xxiv

Cuidados com Lesões, 209 Cuidados com Lesões: Drenagem Fechada, 209 Cuidados com Lesões: Lesão que não Cicatriza, 210 Cuidados com Lesões: Queimaduras, 210 Cuidados com Cateter Central de Inserção Periférica (PICC), 211 Cuidados com o Local de Incisão, 212 Cuidados com o Repouso no Leito, 213 Cuidados com os Ouvidos, 213 Cuidado com os Pés, 214 Cuidados com Ostomias, 215 Cuidados com Sondas/Drenos, 215 Cuidados com Sondas: Gastrointestinal, 216 Cuidados com Sondas: Urinária, 217 Cuidados com Úlceras por Pressão, 218 Cuidados da Pele: Local da Doação, 218 Cuidados da Pele: Local do Enxerto, 219 Cuidados da Pele: Tratamentos Tópicos, 219 Cuidados de Emergência, 220 Cuidados durante o Parto, 221 Cuidados durante o Parto: Partos de Alto Risco, 222 Cuidados durante o Repouso do Cuidador, 222 Cuidados na Admissão, 223 Cuidados na Amputação, 223 Cuidados na Embolia: Periférica, 224 Cuidados na Embolia: Pulmonar, 225 Cuidados na Gravidez de Alto Risco, 226 Cuidados na Incontinência Intestinal, 227 Cuidados na Incontinência Intestinal: Encoprese, 228 Cuidados na Incontinência Urinária, 228 Cuidados na Incontinência Urinária: Enurese, 229 Cuidados na Interrupção da Gravidez, 229 Cuidados na Retenção Urinária, 230 Cuidados no Parto Cesáreo, 230 Cuidados no Pré-Natal, 231 Cuidados Pós-Anestesia, 232 Cuidados Pós-Morte, 232 Cuidados Pós-Parto, 233 Delegação, 234 Depoimento/Testemunho, 234 Desenvolvimento da Saúde Comunitária, 235 Desenvolvimento de Funcionários, 235 Desenvolvimento de Programa de Saúde, 236 Desenvolvimento de Protocolos de Cuidados, 236 Desmame da Ventilação Mecânica, 237 Distração, 237 Dizer a Verdade, 238 Documentação, 239 Educação em Saúde, 240 Encaminhamentos, 241 Ensino: Cuidados com os Pés, 241 Ensino: Dieta Prescrita, 242 Ensino: Estimulação do Lactente de 0-4 Meses, 243 Ensino: Estimulação do Lactente 5-8 Meses, 244

06/11/15 1:53 AM


Sumário Detalhado

Ensino: Estimulação do Lactente de 9-12 Meses, 244 Ensino: Exercício Prescrito, 245 Ensino: Grupo, 245 Ensino: Habilidades Psicomotoras, 246 Ensino: Indivíduo, 247 Ensino: Medicamentos Prescritos, 247 Ensino: Nutrição do Lactente de 0-3 Meses, 248 Ensino: Nutrição do Lactente de 4-6 Meses, 249 Ensino: Nutrição do Lactente de 7-9 Meses, 249 Ensino: Nutrição do Lactente de 10-12 Meses, 250 Ensino: Nutrição Infantil 13-18 Meses, 250 Ensino: Nutrição Infantil 19-24 Meses, 251 Ensino: Nutrição Infantil 25-36 Meses, 251 Ensino: Pré-Operatório, 252 Ensino: Procedimento/Tratamento, 253 Ensino: Processo da Doença, 253 Ensino: Segurança do Lactente de 0-3 Meses, 254 Ensino: Segurança do Lactente de 4-6 Meses, 254 Ensino: Segurança do Lactente de 7-9 Meses, 255 Ensino: Segurança do Lactente de 10-12 Meses, 255 Ensino: Segurança Infantil 13-18 Meses, 256 Ensino: Segurança Infantil 19-24 Meses, 256 Ensino: Segurança Infantil 25-36 Meses, 257 Ensino: Sexo Seguro, 257 Ensino: Sexualidade, 258 Ensino: Treinamento dos Esfíncteres, 258 Esclarecimento de Valores, 259 Escuta Ativa, 259 Estabelecimento de Limites, 260 Estabelecimento de Metas Mútuas, 261 Estimulação Cognitiva, 261 Estimulação Cutânea, 262 Estimulação da Tosse, 263 Estimulação Elétrica Nervosa Transcutânea (TENS), 263 Estímulo para Rituais Religiosos, 264 Exame das Mamas, 264 Exercícios para a Musculatura Pélvica, 265 Extubação Endotraqueal, 265 Facilitação da Aprendizagem, 266 Facilitação da Auto-Hipnose, 266 Facilitação da Autorresponsabilidade, 267 Facilitação da Licença, 268 Facilitação da Meditação, 268 Facilitação da Presença da Família, 269 Facilitação da Visita, 269 Facilitação do Crescimento Espiritual, 270 Facilitação do Perdão, 271 Facilitação do Processo de Culpa, 271 Facilitação do Processo de Pesar, 272 Facilitação do Processo de Pesar: Morte Perinatal, 272 Fisioterapia Respiratória, 273 Fortalecimento da Autoestima, 274 Fototerapia: Recém-Nascido, 275 Fototerapia: Regulação do Humor/Sono, 275

C0335.indd xxv

xxv

Gerenciamento de Caso, 276 Gerenciamento de Recursos Financeiros, 276 Gerenciamento do Protocolo de Emergência, 277 Grupo de Apoio, 278 Hipnose, 279 Humor, 279 Identificação de Risco, 281 Identificação de Risco: Família que Espera um Filho, 281 Identificação de Risco: Genético, 282 Identificação do Paciente, 284 Imaginação Guiada, 283 Imobilização, 285 Indução da Hipotermia, 285 Indução do Trabalho de Parto, 286 Informação Sensorial Preparatória, 284 Infusão de Células-Tronco, 286 Inserção e Estabilização de Vias Aéreas Artificiais, 287 Intermediação Cultural, 288 Interpretação de Dados Laboratoriais, 288 Intervenção na Crise, 289 Irrigação de Lesões, 290 Irrigação Nasal, 290 Irrigação Vesical, 291 Manutenção da Saúde Oral, 292 Manutenção de Acesso para Diálise, 292 Manutenção do Processo Familiar, 293 Marketing Social, 293 Massagem, 294 Mediação de Conflitos, 294 Melhora da Autoeficácia, 295 Melhora da Autopercepção, 295 Melhora na Educação em Saúde, 296 Melhora da Comunicação: Deficit Auditivo, 297 Melhora da Comunicação: Deficit da Fala, 297 Melhora da Comunicação: Deficit Visual, 298 Melhora da Disposição para Aprender, 299 Melhora da Imagem Corporal, 300 Melhora da Socialização, 301 Melhora das Habilidades de Vida, 301 Melhora do Desenvolvimento: Adolescente, 302 Melhora do Desenvolvimento: Criança, 303 Melhora do Desenvolvimento: Lactente, 304 Melhora do Enfrentamento, 305 Melhora do Papel, 306 Melhora do Sistema de Apoio, 306 Melhora do Sono, 307 Micção Induzida, 308 Mobilização Familiar, 308 Modificação do Comportamento, 309 Modificação do Comportamento: Habilidades Sociais, 310 Monitoração Acidobásica, 310 Monitoração da Pressão Intracraniana (PIC), 311 Monitoração das Extremidades Inferiores, 312 Monitoração de Eletrólitos, 313

06/11/15 1:53 AM


xxvi Sumário Detalhado Monitoração da Política de Saúde, 314 Monitoração de Sinais Vitais, 314 Monitoração Eletrônica do Feto: Intraparto, 315 Monitoração Eletrônica do Feto: Pré-Parto, 316 Monitoração Hemodinâmico Invasivo, 317 Monitoração Hídrica, 318 Monitoração Neurológica, 319 Monitoração Nutricional, 320 Monitoração Respiratória, 321 Musicoterapia, 322 Orientação Antecipada, 323 Orientação aos Pais: Adolescentes, 323 Orientação aos Pais: Educando os Filhos, 324 Orientação dos Pais: Lactente, 325 Orientação para a Realidade, 326 Orientação quanto ao Sistema de Saúde, 327 Oxigenoterapia, 328 Parto, 329 Passagem de Plantão, 330 Planejamento da Dieta, 330 Planejamento da Dieta: Cirurgia para Perda de Peso, 331 Planejamento Familiar: Contracepção, 332 Planejamento Familiar: Gravidez não Planejada, 332 Planejamento Familiar: Infertilidade, 333 Plano de Alta, 333 Posicionamento, 334 Posicionamento: Cadeira de Rodas, 334 Posicionamento: Intraoperatório, 335 Posicionamento: Neurológico, 336 Precauções Cardíacas, 337 Precauções Circulatórias, 338 Precauções Cirúrgicas, 338 Precauções contra Aspiração, 339 Precauções contra Convulsões, 340 Precauções contra Embolia, 341 Precauções contra Fuga, 342 Precauções contra Hemorragia Subaracnoide, 342 Precauções contra Hipertermia Maligna, 343 Precauções contra Incêndio, 344 Precauções contra Sangramento, 344 Precauções no Uso de Artigos de Látex, 345 Precauções no Uso do Laser, 345 Precauções no Uso do Torniquete Pneumático, 346 Preceptor: Estudante, 346 Preceptor: Funcionário, 347 Preparo Cirúrgico, 347 Preparo contra o Bioterrorismo, 348 Preparo da Comunidade para Catástrofes, 349 Preparo para o Nascimento, 349 Prescrição de Medicamentos, 350 Prescrevendo: Teste Diagnóstico, 351 Prescrição: Tratamento não Farmacológico, 351 Presença, 352 Preservação da Fertilidade, 352

C0335.indd xxvi

Prevenção contra Quedas, 353 Prevenção contra Ressecamento Ocular, 354 Prevenção de Dependência Religiosa, 354 Prevenção de Lesões Desportivas: Jovens, 355 Prevenção de Úlceras por Pressão, 355 Prevenção do Choque, 356 Prevenção do Suicídio, 357 Prevenção do Uso de Drogas, 358 Primeiros Socorros, 359 Promoção da Integridade Familiar, 359 Promoção da Integridade Familiar: Família que Espera um Filho, 360 Promoção da Mecânica Corporal, 360 Promoção da Normalidade, 361 Promoção da Paternidade/Maternidade, 362 Promoção da Perfusão Cerebral, 362 Promoção da Resiliência, 363 Promoção da Saúde Oral, 364 Promoção da Segurança em Veículos, 364 Promoção da Esperança, 365 Promoção de Vínculo, 366 Promoção do Envolvimento Familiar, 367 Promoção do Exercício, 367 Promoção do Exercício: Alongamento, 368 Promoção do Exercício: Treino para Fortalecimento, 368 Proteção contra Infecção, 369 Proteção contra Riscos Ambientais, 370 Proteção dos Direitos do Paciente, 370 Punção de Vaso Cateterizado: Amostra de Sangue, 371 Punção de Vaso: Amostra de Sangue Arterial, 371 Punção de Vaso: Amostra de Sangue Venoso, 372 Punção de Vaso: Doação de Sangue, 372 Punção Endovenosa (EV), 373 Reclusão, 374 Reconciliação de Medicamentos, 375 Redução da Ansiedade, 375 Redução da Flatulência, 376 Redução do Estresse por Mudança, 376 Redução do Sangramento, 377 Redução do Sangramento: Ferimento, 377 Redução do Sangramento: Gastrointestinal, 378 Redução do Sangramento: Nasal, 378 Redução do Sangramento: Útero Pós-Parto, 379 Redução do Sangramento: Útero Pré-Parto, 379 Reestruturação Cognitiva, 380 Registro de Ações, 380 Regulação da Temperatura, 381 Regulação da Temperatura: Perioperatória, 382 Regulação Hemodinâmica, 382 Reiki, 383 Relato de Incidentes, 384 Relaxamento Muscular Progressivo, 384 Reposição Volêmica, 385 Ressuscitação Cardiopulmonar, 385

07/11/15 9:56 AM


Sumário Detalhado xxvii

Ressuscitação Cardiopulmonar: Feto, 386 Ressuscitação Cardiopulmonar: Neonato, 386 Restauração da Saúde Oral, 387 Restrição de Área, 388 Reunião para Avaliação dos Cuidados Multidisciplinares, 389 Revisão por Pares, 389 Sondagem Gastrointestinal, 390 Sondagem Vesical, 390 Sondagem Vesical: Intermitente, 391 Sucção não Nutritiva, 391 Supervisão, 392 Supervisão da Pele, 393 Supervisão de Funcionários, 393 Supervisão: Comunidade, 394 Supervisão: Eletrônica Remota, 394 Supervisão: Gravidez Tardia, 395 Supressão da Lactação, 396 Supressão do Trabalho de Parto, 396 Sutura, 397 Técnica para Acalmar, 398 Terapia com Animais, 398 Terapia com Exercício: Controle Muscular, 399 Terapia com Exercício: Deambulação, 400 Terapia com Exercício: Equilíbrio, 400 Terapia com Exercício: Mobilidade Articular, 401 Terapia com Sanguessugas, 401 Terapia de Deglutição, 402 Terapia de Diálise Peritoneal, 403 Terapia de Grupo, 403 Terapia de Recordações, 404 Terapia de Relaxamento, 405 Terapia de Reposição Hormonal, 405 Terapia de Validação, 406 Terapia Endovenosa (EV), 406 Terapia Familiar, 407 Terapia Nutricional, 407 Terapia Ocupacional, 408 Terapia para Trauma: Infantil, 409 Terapia por Hemodiálise, 409 Terapia por Hemofiltração, 410 Terapia Recreacional, 410 Terapia Socioambiental, 411 Testes Laboratoriais à Beira do Leito, 411 Toque, 412 Toque Curativo, 412 Toque Terapêutico, 413 Transcrição de Prescrições, 413 Transferência, 414 Transporte: Inter-Hospitalar, 415 Transporte: Intra-Hospitalar, 415 Tratamento da Febre, 416 Tratamento da Hipertermia, 416 Tratamento da Hipotermia, 417 Tratamento do Trauma por Estupro, 418

C0335.indd xxvii

Tratamento do Uso de Drogas, 418 Tratamento do Uso de Drogas: Abstinência, 419 Tratamento para o Uso de Drogas: Abstinência de Álcool, 420 Tratamento para o Uso de Drogas: Overdose, 420 Treinamento da Assertividade, 421 Treinamento da Memória, 421 Treinamento de Autossugestão, 422 Treinamento do Hábito Urinário, 422 Treinamento Intestinal, 423 Treinamento para Controle de Impulsos, 423 Treinamento Vesical, 424 Triagem: Catástrofe, 424 Triagem: Centro de Emergência, 425 Triagem: Telefone, 425 Troca de Informações sobre Cuidados de Saúde, 426 Ultrassonografia: Obstétrica, 427 Verificação do Carrinho de Emergências, 428 Vestir, 428 Visitas para Escuta, 429

PARTE QUATRO Intervenções Essenciais para as Áreas de Especialidades de Enfermagem, 431 Intervenções Essenciais para as Áreas de Especialidades de Enfermagem, 432 Enfermagem Ambulatorial, 433 Enfermagem Corretiva, 433 Enfermagem de Bordo, 433 Enfermagem de Cuidados Críticos, 434 Enfermagem Dermatológica, 434 Enfermagem em Cirurgia Plástica, 435 Enfermagem em Cuidados Paliativos, 435 Enfermagem em Diabetes, 435 Enfermagem em Genética, 436 Enfermagem em HIV/AIDS, 436 Enfermagem em Neurociências, 437 Enfermagem em Oncologia Pediátrica, 437 Enfermagem em Saúde Domiciliar, 437 Enfermagem em Saúde Ocupacional, 438 Enfermagem em Transplante, 438 Enfermagem Endovenosa, 439 Enfermagem Escolar, 439 Enfermagem Forense, 440 Enfermagem Gastroenterológica, 440 Enfermagem Gerontológica, 440 Enfermagem Holística, 441 Enfermagem Médico-Cirúrgica, 441 Enfermagem na Anestesia, 442 Enfermagem na Dependência Química e Adição, 443 Enfermagem na Emergência, 444 Enfermagem na Incapacidade Desenvolvimental, 444 Enfermagem na Lesão da Coluna Espinal, 444

07/11/15 9:56 AM


xxviii

Sumário Detalhado

Enfermagem na Psiquiatria da Criança e do Adolescente, 445 Enfermagem na Psiquiatria/Saúde Mental, 445 Enfermagem na Reabilitação, 446 Enfermagem na Saúde da Mulher, 446 Enfermagem na Saúde Escolar, 447 Enfermagem na Saúde Pública e Comunitária, 447 Enfermagem Nefrológica, 448 Enfermagem Neonatal, 448 Enfermagem no Controle à Infecção e na Epidemiologia, 449 Enfermagem no Controle da Dor, 449 Enfermagem no Parto, 450 Enfermagem Obstétrica, 450 Enfermagem Oftálmica, 450 Enfermagem Oncológica, 451 Enfermagem Ortopédica, 451 Enfermagem Otorrinolaringológica e de Cabeça/Pescoço, 452 Enfermagem Paroquial, 452 Enfermagem Pediátrica, 452 Enfermagem Perioperatória, 453 Enfermagem Radiológica, 453 Enfermagem Urológica, 454 Enfermagem Vascular, 455

PARTE CINCO Tempo Estimado e Nível de Formação Necessário para a Realização das Intervenções NIC, 457 Tempo Estimado e Nível de Formação Necessário para a Realização das Intervenções NIC, 458 Lista de Tempo & Nível de Formação para as 558 Intervenções NIC em Ordem Alfabética, 459

PARTE SEIS Ligações entre as Intervenções da NIC e os Diagnósticos da NANDA-I, 469 Introdução às Ligações com a NANDA-I, 470 Amamentação Ineficaz, 471 Amamentação Interrompida, 471 Ansiedade, 471 Ansiedade Relacionada à Morte, 472 Atividade de Recreação Deficiente, 472 Atraso no Crescimento e no Desenvolvimento, 473 Autocontrole Ineficaz da Saúde, 473 Automutilação, 474 Autonegligência, 474 Baixa Autoestima Crônica, 475 Baixa Autoestima Situacional, 475 Campo de Energia Perturbado, 476 Capacidade Adaptativa Intracraniana Diminuída, 476 Capacidade de Transferência Prejudicada, 476 Comportamento de Saúde Propenso a Risco, 477

C0335.indd xxviii

Comportamento Desorganizado do Lactente, 477 Comunicação Verbal Prejudicada, 477 Conflito de Decisão, 478 Conflito no Papel de Pai/Mãe, 478 Conforto Prejudicado, 479 Confusão Aguda, 479 Confusão Crônica, 479 Conhecimento Deficiente, 480 Constipação, 481 Constipação percebida, 481 Contaminação, 482 Controle de Impulsos Ineficaz, 482 Controle Familiar Ineficaz do Regime Terapêutico, 482 Deambulação Prejudicada, 484 Débito Cardíaco Diminuído, 484 Deficit no Autocuidado para Alimentação, 485 Deficit no Autocuidado para Banho, 485 Deficit no Autocuidado para Higiene Íntima, 485 Deficit no Autocuidado para Vestir-se, 486 Deglutição Prejudicada, 486 Dentição Prejudicada, 486 Desempenho de Papel Ineficaz, 487 Desesperança, 487 Desobstrução Ineficaz de Vias Aéreas, 488 Diarreia, 488 Disfunção Sexual, 489 Disposição para Amamentação Melhorada, 489 Disposição para Autoconceito Melhorado, 489 Disposição para Autocontrole da Saúde Melhorado, 490 Disposição para Bem-estar Espiritual Melhorado, 490 Disposição para Comunicação Melhorada, 490 Disposição para Conhecimento Melhorado, 491 Disposição para Eliminação Urinária Melhorada, 491 Disposição para Enfrentamento Comunitário Melhorado, 492 Disposição para Enfrentamento Familiar Melhorado, 492 Disposição para Enfrentamento Melhorado, 493 Disposição para Equilíbrio de Líquidos Melhorado, 493 Disposição para Estado de Imunização Melhorado, 493 Disposição para Melhora da Competência Comportamental do Lactente, 494 Disposição para Melhora da Esperança, 494 Disposição para Melhora da Tomada de Decisão, 494 Disposição para Melhora do Autocuidado, 495 Disposição para Melhora do Conforto, 495 Disposição para Nutrição Melhorada, 496 Disposição para Paternidade ou Maternidade Melhorada, 496 Disposição para Poder Melhorado, 497 Disposição para Processo de Criação de Filhos Melhorado, 497 Disposição para Processos Familiares Melhorados, 497 Disposição para Relacionamento Melhorado, 498 Disposição para Religiosidade Melhorada, 498 Disposição para Resiliência Melhorada, 498

06/11/15 1:53 AM


Sumário Detalhado xxix

Disposição para Sono Melhorado, 498 Disreflexia Autonômica, 499 Distúrbio na Imagem Corporal, 499 Distúrbios da Identidade Pessoal, 499 Dor Aguda, 500 Dor Crônica, 501 Eliminação Urinária Prejudicada, 502 Enfrentamento Comunitário Ineficaz, 502 Enfrentamento Defensivo, 502 Enfrentamento Familiar Comprometido, 503 Enfrentamento Familiar Incapacitado, 503 Enfrentamento Ineficaz, 504 Estilo de Vida Sedentário, 504 Fadiga, 505 Falta de Adesão, 505 Hipertermia, 506 Hipotermia, 506 Icterícia Neonatal, 507 Incontinência Intestinal, 507 Incontinência Urinária de Esforço, 507 Incontinência Urinária de Urgência, 507 Incontinência Urinária Funcional, 508 Incontinência Urinária por Transbordamento, 508 Incontinência Urinária Reflexa, 508 Insônia, 508 Insuficiência na Capacidade do Adulto para Melhorar, 509 Integridade da Pele Prejudicada, 509 Integridade Tissular Prejudicada, 510 Interação Social Prejudicada, 510 Intolerância à Atividade, 511 Isolamento Social, 511 Leite Materno Insuficiente, 513 Manutenção do Lar Prejudicado, 514 Manutenção Ineficaz da Saúde, 514 Medo, 514 Memória Prejudicada, 515 Mobilidade com Cadeira de Rodas Prejudicada, 515 Mobilidade Física Prejudicada, 516 Mobilidade no Leito Prejudicada, 516 Motilidade Gastrointestinal Disfuncional, 517 Mucosa Oral Prejudicada, 517 Náusea, 518 Negação Ineficaz, 518 Negligência Unilateral, 518 Nutrição Desequilibrada: Mais do que as Necessidades Corporais, 519 Nutrição Desequilibrada: Menos do que as Necessidades Corporais, 519 Padrão de Sexualidade Ineficaz, 520 Padrão de Sono Prejudicado, 520 Padrão Ineficaz de Alimentação do Lactente, 520 Padrão Respiratório Ineficaz, 521 Paternidade ou Maternidade Prejudicada, 521 Perambulação, 522 Perfusão Tissular Periférica Ineficaz, 522

C0335.indd xxix

Pesar, 523 Pesar Complicado, 523 Planejamento de Atividade Ineficaz, 524 Privação de Sono, 524 Processo de Criação de Filhos Ineficaz, 524 Processos Familiares Disfuncionais, 525 Processos Familiares Interrompidos, 525 Proteção Ineficaz, 526 Recuperação Cirúrgica Retardada, 527 Relacionamento Ineficaz, 527 Religiosidade Prejudicada, 528 Resiliência Individual Prejudicada, 528 Resposta Alérgica ao Látex, 528 Resposta Disfuncional ao Desmame Ventilatório, 529 Retenção Urinária, 529 Risco de Aspiração, 530 Risco de Atraso no Desenvolvimento, 530 Risco de Automutilação, 531 Risco de Baixa Autoestima Crônica, 531 Risco de Baixa Autoestima Situacional, 532 Risco de Binômio Mãe-Feto Perturbado, 532 Risco de Choque, 533 Risco de Comportamento Desorganizado do Lactente, 533 Risco de Confusão Aguda, 534 Risco de Constipação, 534 Risco de Contaminação, 535 Risco de Crescimento Desproporcional, 535 Risco de Desequilíbrio do Volume de Líquidos, 536 Risco de Desequilíbrio Eletrolítico, 536 Risco de Desequilíbrio na Temperatura Corporal, 537 Risco de Dignidade Humana Comprometida, 537 Risco de Disfunção Neurovascular Periférica, 537 Risco de Disreflexia Autonômica, 538 Risco de Distúrbios da Identidade Pessoal, 538 Risco de Envenenamento, 539 Risco de Função Hepática Prejudicada, 539 Risco de Glicemia Instável, 539 Risco de Icterícia Neonatal, 540 Risco de Incontinência Urinária de Urgência, 540 Risco de Infecção, 540 Risco de Integridade da Pele Prejudicada, 541 Risco de Intolerância à Atividade, 542 Risco de Lesão, 542 Risco de Lesão por Posicionamento Perioperatório, 543 Risco de Lesão Térmica, 543 Risco de Motilidade Gastrointestinal Disfuncional, 544 Risco de Nutrição Desequilibrada: Mais do que as Necessidades Corporais, 544 Risco de Olho Seco, 544 Risco de Paternidade ou Maternidade Prejudicada, 545 Risco de Perfusão Gastrointestinal Ineficaz, 545 Risco de Perfusão Renal Ineficaz, 546 Risco de Perfusão Tissular Cardíaca Diminuída, 546 Risco de Perfusão Tissular Cerebral Ineficaz, 546 Risco de Perfusão Tissular Periférica Ineficaz, 547

06/11/15 1:53 AM


xxx Sumário Detalhado Risco de Pesar Complicado, 547 Risco de Planejamento de Atividade Ineficaz, 548 Risco de Processo de Criação de Filhos Ineficaz, 548 Risco de Quedas, 548 Risco de Relacionamento Ineficaz, 549 Risco de Religiosidade Prejudicada, 549 Risco de Resiliência Comprometida, 549 Risco de Resposta Adversa a Meio de Contraste com Iodo, 550 Risco de Resposta Alérgica, 550 Risco de Resposta Alérgica ao Látex, 550 Risco de Sangramento, 551 Risco de Sentimento de Impotência, 551 Risco de Síndrome da Morte Súbita do Lactente, 552 Risco de Síndrome do Desuso, 552 Risco de Síndrome do Estresse por Mudança, 553 Risco de Síndrome Pós-Trauma, 553 Risco de Sofrimento Espiritual, 554 Risco de Solidão, 554 Risco de Sufocação, 555 Risco de Suicídio, 555 Risco de Tensão do Papel de Cuidador, 556 Risco de Trauma, 556 Risco de Trauma Vascular, 557 Risco de Vínculo Prejudicado, 557 Risco de Violência Direcionada a Outros, 558 Risco de Violência Direcionada a Si Mesmo, 558

C0335.indd xxx

Risco de Volume de Líquidos Deficiente, 559 Saúde da Comunidade Deficiente, 560 Sentimento de Impotência, 560 Síndrome da Interpretação Ambiental Prejudicada, 560 Síndrome do Estresse por Mudança, 561 Síndrome do trauma de estupro, 561 Síndrome pós-trauma, 562 Sobrecarga de estresse, 562 Sofrimento espiritual, 563 Sofrimento moral, 563 Tensão do Papel de Cuidador, 564 Termorregulação Ineficaz, 564 Tristeza Crônica, 565 Troca de Gases Prejudicada, 565 Ventilação Espontânea Prejudicada, 566 Volume de Líquidos Deficiente, 566 Volume de Líquidos Excessivo, 567

PARTE SETE

Apêndices, 569

A: Intervenções: Novas, Revisadas e Removidas desde a Quinta Edição, 570 B: Orientações para a Submissão de uma Intervenção Nova ou Revisada, 573 C: Linha do Tempo e Pontos de Interesse da NIC, 577 D: Abreviações, 580 E: Edições e Traduções Anteriores, 582

06/11/15 1:53 AM


CAPÍTULO DOIS

Utilização da NIC na Prática, Educação e Pesquisa Em seu livro The Information: A History, A Theory, A Flood, James Gleick23 afirma que nosso mundo funciona com um combustível e um princípio vital: a informação. Gleick descreve em profundidade como a informação permeia todas as ciências e transforma todos os ramos do conhecimento. Da mesma forma, o teórico evolucionista Richard Dawkins18 afirmou: “o que está no coração de todos os seres vivos não é um fogo, não é o hálito quente, nem uma centelha de vida... sim, se você quiser entender a vida, você precisa pensar em termos de informação, palavras, instruções e tecnologia da informação”. As noções de Gleick e Dawkins sobre centralidade da informação aplicam-se a todos os campos da ciência, incluindo a enfermagem. A informação está no coração da enfermagem. Informação é conhecimento. A enfermagem é uma disciplina científica, e como todas as disciplinas, tem um único corpo de conhecimento. De acordo com Nursing’s Social Policy Statement: The Essence of The Profession,3 o objetivo da enfermagem inclui a aplicação do conhecimento científico, nos processos de diagnóstico e tratamento, pelo uso de julgamento e pelo pensamento crítico, no contexto de uma  relação cuidadosa que facilite a saúde e a cura. Sendo uma área do conhecimento, a enfermagem é composta de informações sobre a natureza da saúde e da doença, bem como de estratégias e de tratamentos para promover a saúde e o bem-estar. É essencial para qualquer sistema de conhecimento científico ter meios de classificar e estruturar categorias de informação.11,23,35 A NIC identifica os tratamentos que os enfermeiros realizam, organiza essas informações em uma estrutura coerente e fornece a linguagem para comunicação com pessoas, famílias, comunidades, membros de outras disciplinas e público em geral. Quando a NIC é usada para documentar o trabalho dos enfermeiros na prática, temos o início de um mecanismo para determinar o impacto dos cuidados de enfermagem nos resultados do paciente. Clark e Lang16 lembram-nos da importância das linguagens e classificações de enfermagem ao afirmarem: “Se não podemos nomeá-las, não podemos controlá-las, financiá-las, ensiná-las ou colocá-las na política pública” (p. 27). Este capítulo tem três principais seções. A primeira aborda o uso da NIC na prática, incluindo a maneira de selecionar uma intervenção para determinado paciente, a implementação da NIC na instituição de prática clínica e a implementação e usos da NIC em sistemas de informação com bases de dados computadorizados. A segunda seção aborda o uso na educação, incluindo integração da NIC nos currículos de enfermagem e como a NIC é usada para tomada

de decisão clínica no modelo de raciocínio reflexivo clínico Outcome-Present State-Test (OPT). A terceira seção enfoca a utilização da NIC na pesquisa com ênfase no modo como ela pode ser usada em pesquisas de eficácia e efetividade.

UTILIZAÇÃO DA NIC NA PRÁTICA Selecionando uma Intervenção Enfermeiros usam o julgamento clínico com indivíduos, famílias e comunidades para melhorar sua saúde, aperfeiçoar sua capacidade de lidar com problemas de saúde e promover sua qualidade de vida. A seleção de uma intervenção de enfermagem para um paciente em particular é parte do julgamento clínico do enfermeiro. Seis fatores devem ser considerados na escolha de uma intervenção: (1) os resultados desejados do paciente, (2) características do diagnóstico de enfermagem, (3) base de pesquisas para a intervenção, (4) viabilidade para realização da intervenção, (5) aceitabilidade para o paciente e (6) capacidade do enfermeiro. Resultados Desejados dos Pacientes Os resultados dos pacientes devem ser especificados antes que uma intervenção seja escolhida. Eles servem como os critérios que avaliam o sucesso de uma intervenção de enfermagem. Os resultados descrevem comportamentos, respostas e sentimentos do paciente em relação ao atendimento prestado. Muitas variáveis influenciam os resultados, incluindo o problema clínico, intervenções prescritas pelos profissionais de saúde, os próprios profissionais de saúde, o ambiente no qual o cuidado é recebido, a própria motivação do paciente, a estrutura genética e fisiopatologia e as pessoas significativas do paciente. Existem muitas variáveis intervenientes ou mediadoras em cada situação, o que torna difícil estabelecer uma relação causal entre as intervenções de enfermagem e os resultados do paciente em alguns casos. O enfermeiro deve identificar para cada paciente o resultado que pode ser razoavelmente esperado e alcançado em consequência dos cuidados de enfermagem. A maneira mais eficaz para especificar os resultados é pelo uso da Classificação de Resultados de Enfermagem (NOC).40 A NOC contém 490 resultados para os indivíduos, famílias e comunidades, que são representativos para os os ambientes e especialidades clínicas. Cada resultado NOC descreve os estados do paciente em um nível conceitual, esperando-se que os indicadores sejam modificáveis pela intervenção de enfermagem. Os indicadores de cada resultado permitem a mensuração dos resultados em qualquer ponto, em uma escala Likert de 5 pontos, do mais negativo para o mais positivo. Com o tempo, avaliações repetidas permitem a identificação 13

C0010.indd 13

04/11/15 3:46 PM


14

Parte Um

Visão Geral da NIC

de alterações na condição do paciente. Assim, os resultados NOC são usados para monitorar o grau de progresso, ou falta de progresso, ao longo de um episódio de cuidados. Os resultados NOC foram desenvolvidos para serem usados em todos os ambientes, todas as especialidades e ao longo do continuum do cuidado. O resultado NOC Estado de Conforto é exibido no Quadro 2-1 para mostrar o título, a definição, os indicadores e a escala de mensuração. Os resultados NOC foram ligados aos diagnósticos NANDA International (NANDA-I), e essas ligações aparecem no verso do livro da NOC. As intervenções NIC também foram associadas a resultados NOC e diagnósticos NANDA-I, e as ligações estão disponíveis em um livro intitulado: Ligações NANDA NOC–NIC. Condições Clínicas, Suporte ao Raciocínio e Assistência de Qualidade.32

Características do Diagnóstico de Enfermagem Os resultados e as intervenções são selecionados em relação a diagnósticos de enfermagem em particular. O uso da linguagem de enfermagem padronizada começou no início de 1970, com o desenvolvimento da classificação de diagnósticos de enfermagem NANDA. Um diagnóstico de enfermagem de acordo com NANDA-I é “um julgamento clínico sobre as respostas atuais ou potenciais do indivíduo, família, grupo ou comunidade às condições de saúde/processos vida” e “fornece a base para a seleção das intervenções de enfermagem para atingir resultados pelos quais o enfermeiro é responsável.”41. Os elementos de uma declaração diagnóstica real NANDA-I são o título, os fatores relacionados (causas ou fatores associados) e as características definidoras (sinais e sintomas). As intervenções são dirigidas

Quadro 2-1

Exemplo de Resultado NOC Estado de Conforto—2008 Definições: Conforto geral físico, psicoespiritual, sociocultural e ambiental e segurança de um indivíduo Manter em______ Aumentar para______

GRADUAÇÃO DO RESULTADO-ALVO Indicadores: 200801 Bem-estar físico 200802 Controle de sintomas 200803 Bem-estar psicológico 200804 Ambiente físico 200805 Temperatura do ambiente 200806 Apoio social da família 200807 Apoio social dos amigos 200808 Relações sociais 200809 Vida espiritual 200810 Cuidados coerentes com as crenças culturais 200811 Cuidados coerentes com as necessidades 200812 Capacidade de comunicar as necessidades Domínio – Saúde Percebida (V)

Gravemente comprometido 1

Muito Moderadamente Levemente Não comprometido comprometido comprometido comprometido 2 3 4 5

1 1 1 1 1

2 2 2 2 2

3 3 3 3 3

4 4 4 4 4

5 5 5 5 5

NA NA NA NA NA

1 1

2 2

3 3

4 4

5 5

NA NA

1 1 1

2 2 2

3 3 3

4 4 4

5 5 5

NA NA NA

1

2

3

4

5

NA

1

2

3

4

5

NA

Classe – Saúde e Qualidade de Vida (U),

4ª edição, 2008.

Referências do Conteúdo do Resultado Gropper, E. (1992). Promoting health by promoting comfort. Nursing Forum, 27 (2), 5–8. Hamilton, J. (1989). Comfort and the hospitalized chronically ill. Journal of Gerontological Nursing, 15 (4), 28–33. Kennedy, G. (1991). A nursing investigation of comfort and comforting care of the acutely ill patient. Unpublished doctoral dissertation, The University of Texas, Austin. Kolcaba, K. (2003). Comfort theory and practice: A vision for holistic health care and research. New York: Springer. Kolcaba, K., &DiMarco, M. (2005). Comfort theory and its application to pediatric nursing. Pediatric Nursing, 31 (3), 187–194. Kolcaba, K., Panno, J., & Holder, C. (2000). Acute care for elders (ACE): A holistic model for geriatric orthopaedic nursing care. Journal of Orthopaedic Nursing, 19 (6), 53–60. Tipton, L. (2001). A qualitative study of hope and the environment of persons living with cancer. Dissertation Abstracts International, 62 (03), 1326B. (UMI N°. 3008460).

Fonte: Moorhead, S., Johnson, M., Maas, M., & Swanson, E. (Eds.). (2013). Nursing outcomes classification (NOC) (5th ed.). St. Louis: Elsevier.

C0010.indd 14

04/11/15 3:46 PM


Capítulo 2

para alterar os fatores etiológicos (fatores relacionados) ou causas do diagnóstico. Se a intervenção é bem-sucedida na alteração da sua etiologia, pode-se esperar que o estado do paciente melhore. Nem sempre é possível modificar os fatores etiológicos, e nesses casos é necessário tratar as características definidoras (sinais e sintomas). Para auxiliar na escolha de intervenções de enfermagem apropriadas, a Parte Seis deste livro lista as intervenções principais e sugeridas para tratar os diagnósticos de enfermagem NANDA-I. Além disso, o texto recentemente publicado: Ligações NANDA NOC – NIC. Condições Clínicas, Suporte ao Raciocínio e Assistência de Qualidade32 é um recurso inestimável para a identificação de resultados e intervenções de todos os diagnósticos de enfermagem NANDA-I, bem como para 10 condições clínicas comuns: asma, doença pulmonar obstrutiva crônica, câncer de cólon e reto, depressão, diabetes melito, insuficiência cardíaca, hipertensão, pneumonia, acidente vascular encefálico e substituição total da articulação: quadril/joelho. Base Científica para a Intervenção O Institute of Medicine (IOM), no relatório Health Professions Education: A Bridge to Quality25, descreveu alterações na formação de todas as profissões de saúde, que incluíram emprego da prática baseada em evidências. A Agency for Healthcare Research and Quality (AHRQ), o IOM e outras agências governamentais que são centros de diretrizes clínicas já sancionaram o uso da prática baseada em evidência como base para todos os cuidados de saúde.24 Essas agências têm enfatizado que as intervenções apoiadas em evidências científicas melhoram os resultados dos pacientes e a prática clínica. É essencial que os enfermeiros desenvolvam habilidades de investigação clínica, o que exige que questionem continuamente se o cuidado realizado é a melhor prática possível. Para determinar a melhor prática, evidências baseadas em pesquisa precisam ser conhecidas e utilizadas na escolha de intervenções. Assim, o enfermeiro que usa uma intervenção precisa estar familiarizado com a sua base de pesquisa. A pesquisa indica a eficácia da utilização da intervenção com certos tipos de pacientes. Algumas intervenções e suas atividades de enfermagem correspondentes têm sido amplamente testadas para populações específicas, ao passo que outras devem ser testadas e são baseadas no conhecimento clínico de especialistas. Manuais de diagnóstico de enfermagem, como Ackley e Ladwig,1 fornecem referências de pesquisa de estudos de caso sobre um único cliente para revisões sistemáticas que fornecem evidências de pesquisas adicionais relacionadas a intervenções NIC. Enfermeiros aprendem sobre a investigação relacionada a intervenções específicas por meio de seus programas de educação e também em como manter o seu conhecimento atual, encontrando e avaliando estudos de investigação. Se não houvesse nenhuma base de pesquisa para auxiliar o enfermeiro a selecionar uma intervenção, então o enfermeiro usaria princípios científicos (p. ex., transmissão de infecção) ou iria consultar um especialista sobre as populações específicas para as quais a intervenção pode trabalhar.49 Além disso, as instituições usam modelos, como

C0010.indd 15

Utilização da NIC na Prática, Educação e Pesquisa

15

o Iowa Model for Evidence-Based Practice to Promote Quality of Care, para orientar o trabalho no uso de evidência para o tratamento de um determinado problema clínico e para decidir sobre um protocolo de prática.50 Viabilidade para Desempenho da Intervenção Preocupações sobre a viabilidade incluem as formas com que a intervenção em particular interage com outras intervenções, tanto as do enfermeiro como as de outros profissionais de saúde. É importante que o enfermeiro esteja envolvido no plano total de tratamento do paciente. Outras preocupações sobre a viabilidade essenciais na configuração atual de cuidados de saúde são o custo da intervenção e a quantidade de tempo necessário para a implementação. O enfermeiro precisa considerar as intervenções de outros profissionais, o custo da intervenção, bem como o tempo necessário para implementar adequadamente uma intervenção ao escolher um curso de ação. Aceitabilidade do Paciente Uma intervenção deve ser aceitável para o paciente e família. O enfermeiro frequentemente é capaz de recomendar a escolha de intervenções para ajudar a alcançar um determinado resultado. Para facilitar a escolha informada, o paciente deverá receber informação sobre cada intervenção e de como se espera que ele participe. Mais importante ainda, os valores do paciente, crenças e cultura devem ser considerados na escolha de uma intervenção. Capacidade do Enfermeiro O enfermeiro deve ser capaz de efetuar a intervenção em particular. Para que o enfermeiro seja competente para implementar a intervenção, ele deve: (1) ter conhecimento da fundamentação científica para a intervenção; (2) possuir as competências psicomotoras e interpessoais necessárias; e (3) ser capaz de articular-se no ambiente específico para usar efetivamente os recursos de cuidados de saúde.9 Fica claro que, só de olhar a lista total de 554 intervenções, nenhum enfermeiro tem a capacidade de fazer todas elas. A enfermagem, assim como outras disciplinas da saúde, é especializada, e os enfermeiros, individualmente, atuam dentro de sua especialidade e encaminham ou colaboram quando outras habilidades são necessárias. Depois de analisar cada um dos fatores mencionados de um paciente em particular, o enfermeiro escolhe a(s) intervenção(ões). Isso não demora tanto quanto parece quando elaborado por escrito. Como Benner7 demonstrou, o estudante de enfermagem inexperiente deve avaliar esses itens sistematicamente, porém, com experiência, o enfermeiro sintetiza essa informação e é capaz de reconhecer padrões rapidamente. Uma vantagem da classificação é que ela facilita o ensino e a aprendizagem na tomada de decisão para o enfermeiro principiante. Usar uma linguagem padronizada para comunicar a natureza das nossas intervenções não significa que interromperemos a prestação de cuidados individualizados. As intervenções são adaptadas para pessoas por escolha seletiva das atividades e pela modificação das atividades, conforme adequado, para a idade do paciente e

04/11/15 3:46 PM


16

Parte Um

Visão Geral da NIC

os estados físico, social, emocional e espiritual do paciente e da família. Essas modificações são feitas pelo enfermeiro, utilizando-se do julgamento clínico lógico.

Implementando a NIC em uma Instituição de Prática Clínica Cada vez mais, fornecedores que desenvolvem sistemas computadorizados de informação clínica (SIC) estão incluindo terminologias de enfermagem padronizadas em ambientes hospitalares e de saúde. Anderson, Keenan e Jones5 compararam cinco terminologias de enfermagem, que incluem diagnósticos, intervenções e resultados de enfermagem. Havia 879 publicações sobre as terminologias NANDA, NIC e NOC (NNN), mais do que o total das publicações para as outras quatro terminologias combinadas. A literatura NNN foi encontrada em 21 países e em 28 estados dos Estados Unidos. Assim, não é surpreendente que a NIC esteja sendo implementada em uma ampla gama de sistemas de informação de computadores nos Estados Unidos, bem como em países ao redor do mundo, incluindo Bélgica, Brasil, Canadá, Dinamarca, Inglaterra, França, Alemanha, Islândia, Japão, Espanha, Suíça e os Países Baixos. O Quadro 2-2 lista alguns dos cuidados dos fabricantes de sistemas computadorizados de informação em saúde que adquiriram a licençada NIC para incorporação em seus softwares. Os sistemas computadorizados de informação que incluem a NIC estão sendo usados em um grande número de instituições de saúde. Ao incluir a NIC, juntamente com outras terminologias de enfermagem padronizadas, como NANDA-I e NOC, em sistemas computadorizados de informação clínica, eles podem ser usados não só para planejar e documentar os cuidados de enfermagem, mas também consistem em uma maneira de melhorar tomada de decisão clínica,

compartilhar informação e acompanhar os resultados dos pacientes.15,34,37,38A Figura 2-1 é um exemplo de como a NIC aparece em um sistema de informação eletrônico. De acordo com o relatório do IOM, The Future of Nursing: Leading Change, Advancing Health, “não há maior oportunidade de transformar a prática do que por meio da tecnologia”. Como Gleick23 assinala, o crescimento dessa inserção de informações em formas matemática e eletrônica permite que os computadores processem rapidamente, armazenem e recuperem informações. O relatório do IOM, Crossing the Quality Chasm: A New Health System for the 21st Century,28 citou numerosos exemplos de como os sistemas de informação clínica automatizados contribuem para a redução de erros, oferece maior acesso a testes diagnósticos e resultados de tratamento, e melhora a comunicação e coordenação dos cuidados. Os sistemas de informação também servem como ajuda para a tomada de decisão clínica, a documentação do atendimento e a determinação do custo dos cuidados. O Ato Industrial Nacional da Recuperação (ARRA, do inglês, American Recovery and Reinvestment Act) (Lei Pública 111-5, dos Estados Unidos), em 2009, incluiu disposições para criar incentivos para a adoção e o uso significativo da tecnologia de informação em saúde. Para que a enfermagem seja incluída nessa iniciativa, é essencial que os “elementos de enfermagem” sejam incluídos em todos os registros de saúde eletrônicos. Os elementos de enfermagem de registros eletrônicos referem-se a qualquer informação relacionada ao diagnóstico de enfermagem, tratamento e resultados relevantes para a enfermagem. Casey14 aponta que os registros eletrônicos de saúde não irão beneficiar a enfermagem até que os enfermeiros sejam capazes de descrever seu trabalho, o que irá orientar a concepção de sistemas de informação.

Quadro 2-2

Fabricantes que Possuem Licença para a NIC Healthland www.healthland.com DIPS ASA www.dips.com DxR Development Group www.dxrgroup.com ClinicaleNotes, LLC www.eclinicalnotes.com McKesson Corporation www.mckesson.com Nurse’s Aide, LLC www.nursesaide.net Robin Technologies, Inc www.careplans.com SNOMED-CT www.snomed.com Typhon Group, LLC www.typhongroup.com

NIC e NOC integradas com sistema de software de documentação clínica para o planejamento da assistência. O sistema é utilizado por hospitais de pequeno e de médio porte. NIC integrada no Sistema de Prontuário Eletrônico do Paciente para o planejamento da assistência. Empresa localizada na Noruega. Sistema online para o ensino do processo de enfermagem a estudantes. Produto chamado DxRNursing. NIC e NOC integradas em uma seção de documentação de enfermagem de um sistema de documentação eletrônica para os profissionais de saúde que cuidam de idosos. NIC e NOC integradas no Plano Horizon Expert para uso no planejamento da assistência. Produto para enfermeiros professores para ajudar nos planos de cuidados com os alunos. NIC e NOC são usadas em planos de cuidados para uso por estudantes e enfermeiros em unidades de longa permanência. NIC e NOC usadas na ferramenta de mapeamento. (A propriedade da SNOMED foi transferida para a Organização Internacional de Desenvolvimento em Normas de Terminologia da Saúde.) NIC e NOC integradas no programa utilizado por escolas de enfermagem, Acompanhamento do Estudante de Enfermagem (RNST). O produto ajuda usuários estudantes a desenvolver planos de assistência ao paciente.

Fornecido em outubro de 2011 por Karen Delany, Licensing Departament, Elsevier, 1600 JFK Blvd. Suite 1800, Philadelphia, PA 19103.

C0010.indd 16

04/11/15 3:46 PM


Capítulo 2

Utilização da NIC na Prática, Educação e Pesquisa

17

Usuário: Keith, CC – [Horizon Expert Plan ™] Arquivo Relatório Setores Reconciliação Medicamentosa Visualizador Relatórios do Horizons de Documento Oracle

Local de Utilidades Diagramas Ferramentas Janela Ajuda Referência de Fluxo

Sair

Documentação Plano do Especialista Organizador de Cuidados (Cronogramas) Patient: Paciente: Walker, Nicholas – NKA Idade: 70 anos Gênero: Masculino Diagnóstico: (W) Pneumonia, Organismo NOS (486)

Atualizar Monitor NKA Médico: Faulk, Thomas N. Departamento Fac: Gen. Hosp. ACCU DN: 22/06/1940 Quarto/Leito: CCU-33 Entrada: 03/03/2011 Serviço: MIC

Conta: 1106200005 NRP: 000009781

Atual Plano de Cuidados de Nicholas Walker Criar/Editar Plano... Mostrar/Ocultar Plano de Navegação

Avaliar Efetividade do Plano... Visualizar Histórico do Plano... Visualizar Relatório de Conteúdo Liberado... Atualizar Plano

Expandir/Diminuir

Intolerância à Atividade Resultado Intolerância à Atividade: Meta — Não comprometido (5) Histórico Data da Meta: Até a Alta

Escore de Resultado (1-5):

Sem Dados

Intervenções Controle de Energia Controle do Ambiente Controle da Nutrição Assistência no Autocuidado Troca de Gases Prejudicada Resultado Estado Respiratório, Troca de Gases: Meta — Não comprometido (5) Histórico Data da Meta: Alta

Escore de Resultado (1-5):

Sem Dados

Intervenções Controle de Vias Aéreas Monitoramento Hídrico Oxigenioterapia Monitoramento Respiratório Monitoramento dos Sinais Vitais

Fig. 2-1 Exemplo de um Plano de Cuidados de Enfermagem Eletrônico (Fonte: Horizon Expert Plan — patente pendente, McKesson Provider Technologies, Westminster,Colorado, 1 de junho de 2011.)

Além disso, o conteúdo de enfermagem nos registros eletrônicos de saúde deve ser padronizado com base na prática baseada em evidências. A NIC é padronizada e está disponível em formato eletrônico e pronta para ser integrada a sistemas de informação de saúde. O uso da NIC prevê condições para o apoio à tomada de decisão clínica e permite a documentação, o armazenamento e a recuperação de informações clínicas sobre tratamentos de enfermagem. A implementação eletrônica de linguagens de enfermagem padronizadas facilita a comunicação dos cuidados de enfermagem prestados a outros enfermeiros e profissionais de saúde; viabiliza um meio de faturamento e o reembolso para a prestação de cuidados de enfermagem, e permite a avaliação da concretização dos resultados e da qualidade dos cuidados de enfermagem. Quando os dados de registos eletrônicos de saúde, incluindo intervenções da NIC, são armazenados e consultáveis a partir de grandes bancos de dados, os enfermeiros são capazes de realizar grandes estudos de enfermagem sobre a eficácia e custo-eficácia com comparações entre várias áreas de saúde.37,48 O tempo e o custo para a implementação da NIC em um sistema de informação de enfermagem em uma instituição clínica depende da seleção da instituição e do uso de um sistema de informação de enfermagem, da competência em informática dos enfermeiros e do uso prévio e compreensão

C0010.indd 17

da linguagem de enfermagem padronizada dos enfermeiros. A mudança para o uso da linguagem de enfermagem padronizada, utilizando um computador, representa, para muitos, uma grande mudança na maneira como os enfermeiros têm, tradicionalmente, documentado os cuidados e as estratégias de mudança eficazes que precisam ser usadas. A implementação completa da NIC em uma instituição pode levar de meses a anos, e a instituição deve dedicar recursos para programação de computadores, educação e treinamento. A implementação será mais fácil se for feita com grandes fornecedores e com atualização dos sistemas de informação de enfermagem clínica que incluem a NIC. Nesta seção, incluímos ferramentas para implementação. O Quadro 2-3 fornece as etapas para a implementação da NIC em uma instituição de prática clínica. Embora nem todos os passos devam ser realizados em todas as instituições, a lista é útil no planejamento da implementação. Descobrimos que a implementação bem-sucedida dos passos requer o conhecimento sobre mudança e sistemas de informação de enfermagem. Além disso, é uma boa ideia ter um processo de avaliação estabelecido. Há inúmeras publicações que descrevem os processos de aplicação da NIC em uma ampla variedade de áreas da prática, as quais podem ser localizadas por meio de uma pesquisa eletrônica da literatura de enfermagem.

04/11/15 3:46 PM


18

Parte Um

Visão Geral da NIC

Quadro 2-3

Passos para Implementação da NIC em uma Instituição de Prática Clínica A. Estabeleça Comprometimento Organizacional para NIC • Identifique a pessoa-chave responsável pela implementação (p. ex., a pessoa encarregada da informática em enfermagem). • Crie uma força-tarefa de implementação com representantes de áreas-chave. • Forneça materiais da NIC para todos os membros da força-tarefa. • Adquira cópias do livro NIC e disponibilize leituras sobre a NIC para as unidades. • Solicite aos membros da força-tarefa que comecem a usar a linguagem NIC em todas as discussões diárias. • Acesse o site do Center for Nursing Classification da Universidade de Iowa, Boletim da Elsevier NIC/NOC e NIC no Facebook.

• Compartilhe o trabalho dos especialistas clínicos com outros usuários para avaliação e feedback antes da implementação. • Incentive o desenvolvimento de um “promotor” da NIC em cada uma das unidades. • Mantenha informados outros responsáveis pela tomada de decisão na instituição. • Determine a natureza do conjunto total de dados de enfermagem. Trabalhe para garantir que todas as unidades estejam coletando dados sobre todas as variáveis de maneira uniforme, para que a pesquisas futuras possam ser feitas. • Faça planos para assegurar que todos os dados de enfermagem sejam recuperáveis. • Identifique as necessidades da equipe e as formas de lidar com esses planos de aprendizagem.

B. Elabore um Plano de Implementação • Redija os objetivos específicos a serem realizados. • Faça uma análise de campo rigorosa para determinar a condução e as forças limitantes. • Determine se uma avaliação interna deverá ser feita e a natureza dos esforços mobilizados para a avaliação. • Identifique quais intervenções NIC são mais apropriadas para a instituição/unidade. • Determine o alcance da implementação da NIC, por exemplo, em normas, planejamento da assistência, documentação, resumo de alta, avaliação de desempenho. • Priorize os esforços de implementação. • Escolha de uma a três unidades-piloto. Envolva membros dessas unidades no planejamento. • Desenvolva um cronograma por escrito para a implementação. • Revise o sistema atual e determine a sequência lógica de ações para integrar a NIC. • Crie grupos de trabalho de usuários clínicos especialistas para analisar as intervenções e atividades da NIC, determine como serão utilizadas na instituição e desenvolva os formulários necessários.

C. Execute o Plano de Implementação • Desenvolva as telas/formulários para a implementação. Reveja cada intervenção NIC e decida se todas as partes (p. ex., título, definição, atividades, referências) serão usadas. Determine se existem atividades críticas a documentar e se mais detalhes são desejados. • Proporcione tempo de treinamento para a equipe. • Implemente a NIC na unidade-piloto e obtenha feedback regular. • Atualize o conteúdo ou crie novas funções de computador, se necessário. • Use grupos focais para esclarecer questões e preocupações/ questões de destino. • Use dados sobre os aspectos positivos da implementação em apresentações amplas. • Implemente NIC de modo amplo. • Colete dados de avaliação pós-implementação e faça as alterações necessárias. • Identifique os principais marcadores para utilizar a avaliação contínua e dê andamento ao monitoramento e à manutenção do sistema. • Forneça feedback para o Center for Nursing Classification

Os líderes que estão direcionando os esforços de implementação, bem como os administradores, designers de sistemas de informação e os enfermeiros da prática, irão se beneficiar da leitura de referências descrevendo o processo de implementação. O Quadro 2-4 inclui “regras básicas” para o uso da NIC em um sistema de informação. Seguir essas regras irá ajudar a garantir que os dados sejam capturados de forma consistente. Em alguns sistemas de computadores, devido às limitações de espaço, é necessário reduzir algumas atividades NIC. Embora o encurtamento das atividades seja cada vez menos importante com a expansão do espaço no computador, o Quadro 2-5 fornece diretrizes para encurtar as atividades da NIC a fim de caberem em um sistema de computador. Existe uma agenda nacional em prol do avanço para registros eletrônicos de saúde. No entanto, há muitas áreas em que os planos de cuidados de enfermagem manuais ainda são usados. É muito viável a utilização de linguagem padronizada em um sistema manual/físico ou não informatizado. Na verdade, a implementação é mais fácil se a equipe de

C0010.indd 18

enfermagem puder aprender a usar a linguagem padronizada antes da introdução de um sistema eletrônico. A Figura 2-2 ilustra um plano de cuidados de enfermagem manual que incorpora NANDA-I, NOC e NIC. Este é um dos 68 planos de cuidado desenvolvido e utilizado no Genesis Health Care System, em Davenport, Iowa. Essa agência tem sido um local de teste de campo para NIC durante muitos anos. Em um ponto, elas foram totalmente informatizadas, mas devido às fusões hospitalares e a uma mudança nos fabricantes de computadores, os planos de cuidados de enfermagem atualmente são manuais.

Utilização de um Modelo de Linguagem Padronizada O modelo mostrado na Figura 2-3 ilustra o uso da linguagem padronizada para a documentação do cuidado realmente realizado pelo enfermeiro à beira do leito, que gera dados para a tomada de decisão sobre custos e problemas de qualidade na instituição de cuidados de saúde. Os dados também são úteis

04/11/15 3:46 PM


Capítulo 2

Utilização da NIC na Prática, Educação e Pesquisa

19

Quadro 2-4

Princípios Básicos de Implementação para o Uso da NIC em um Sistema de Informação de Enfermagem 1. O sistema de informação deverá indicar claramente que a NIC está sendo usada. 2. Títulos de intervenção NIC e definições devem aparecer por inteiro e devem ser claramente identificadas como intervenções e definições. 3. As atividades não são intervenções e não devem ser rotuladas como tais nas telas. 4. O registro de que a intervenção foi planejada ou realizada deve considerar o título da intervenção. Além disso, a instituição pode optar pela identificação de atividades específicas da intervenção pelos enfermeiros para o planejamento e documentação do cuidado do paciente. 5. O número de atividades necessárias em um sistema de informação deve ser o menor possível para cada intervenção, de forma a não sobrecarregar o profissional.

6. Se as atividades estiverem incluídas no sistema de informação, elas devem ser mencionadas, na medida do possível (dadas as limitações da estrutura de dados), conforme aparecem na NIC. As atividades que precisam ser reescritas para se adaptar a campos pequenos devem refletir o significado pretendido. 7. Todas as atividades adicionais ou modificações devem ser consistentes com a definição da intervenção. 8. A modificação das atividades da NIC deve ser feita com moderação e somente quando necessário, na situação prática. 9. As intervenções NIC devem ser uma parte permanente do prontuário do paciente, com capacidade para recuperar tais informações.

Quadro 2-5

Diretrizes para Encurtamento das Atividades NIC para Adaptação a um Sistema de Computador Introdução: Embora as coisas estejam mudando, alguns sistemas de computador ainda restringem o espaço, desse modo não permitindo o número de caracteres necessários para a inclusão de todo o tamanho das atividades NIC. Se este for o caso, aconselhamos a pedir mais espaço. No entanto, se por qualquer razão não for possível, as seguintes orientações devem ser utilizadas para diminuir o tamanho das atividades. Se essas orientações forem seguidas, todas as atividades devem ter menos de 125 caracteres. Diretrizes: 1. Elimine todos os “conforme apropriado” e “conforme necessário” encontrados depois de uma vírgula no final de algumas atividades. 2. Remova todo os “por exemplo” que encontrar dentro de parênteses. 3. Exclua palavras ou cláusulas dependentes que descrevem outras partes de uma atividade.

para a tomada de decisões sobre políticas de saúde. O modelo de três níveis indica que o uso da linguagem padronizada para a documentação do cuidado do paciente auxilia não só o enfermeiro da prática a comunicar-se com os outros, mas também leva a diversos outros usos importantes. No nível individual, cada enfermeiro usa linguagem padronizada nas áreas de diagnósticos, intervenções e resultados para comunicar planos de assistência ao paciente e documentar o cuidado realiado. Recomendamos o uso de NANDA-I, NIC e NOC como as classificações nas áreas de diagnósticos, intervenções e resultados. Cada uma dessas classificações é abrangente quanto a especialidades e instituições da prática, e cada uma tem os esforços de pesquisa em andamento para manter a atualização das classificações.

C0010.indd 19

4. Use a abreviação “pt” para paciente e “enf ” para enfermeiro. 5. NÃO crie nova linguagem e não substitua as palavras. (Nota: Decidimos não sugerir abreviaturas de palavras além do que já está na NIC, uma vez que a maioria das instituições tem um acordo sobre a lista de abreviaturas a usar. Tais listas não são uniformes entre as instituições e a criação de outra lista pode levar a grande confusão.) Exemplos: Monitorar a temperatura corporal: Administrar o anestésico de acordo com a necessidade do paciente, da análise do diagóstico e das Normas. Obter espécime solicitado para análise laboratorial do equilíbrio acidobásico. Buscar sintomas do histórico de abuso doméstico.

Um enfermeiro que trabalha sozinho com um paciente ou grupo de pacientes/clientes questiona-se várias vezes, de acordo com as etapas do processo de enfermagem. Quais são os diagnósticos de enfermagem do paciente? Quais são os resultados dos pacientes que estou tentando alcançar? Quais intervenções devo usar para obter esses resultados? Os diagnósticos identificados, resultados e intervenções são então documentados utilizando-se a linguagem padronizada nessas áreas. Um enfermeiro que trabalha com um sistema de informação que contém a classificação irá documentar o atendimento prestado escolhendo o título conceitual para a intervenção. Nem todas as atividades serão realizadas em cada paciente. Para indicar quais atividades foram realizadas, o enfermeiro pode destacar aquelas realizadas ou

04/11/15 3:46 PM


20

Parte Um

Visão Geral da NIC

PLANO DE CUIDADOS DO PACIENTE — DÉBITO CARDÍACO DIMINUÍDO GENESIS HEALTH SYSTEM  GMC - Davenport, IA

 GMC - DeWitt, IA

 GMC - Silvis, IL

Débito Cardíaco Diminuído: Quantidade insuficiente de sangue bombeado pelo coração para atender as demandas metabólicas corporais. Sinais e sintomas: Observados ou relatados (selecione no mínimo 2) Frequência/ritmo cardíaco alterados  Arritmias (taquicardia/bradicardia) Contratilidade alterada  Agitação  Crepitações  Tosse

 Palpitações  Ortopneia  Dispneia paroxística noturna  Índice de volume sistólico diminuído

Comportamental/emocional  Ansiedade

 Índice cardíaco diminuído  Fração de ejeção diminuída  Índice do trabalho sistólico do ventrículo esquerdo diminuído

 Agitação

Pré-carga alterada  Distenção da veia jugular  Murmúrios Pós-carga alterada  Pele pegajosa  Preenchimento capilar prolongado  Variação nas leituras da pressão sanguínea

 Fadiga  Pressão venosa central (PVC) aumentada ou diminuída  Dispneia  Resistência vascular pulmonar (RVP) aumentada ou diminuída  Pulsos periféricos diminuídos

 Edema  Pressão de capilar pulmonar (PCP) aumentada ou diminuída  Oligúria  Resistência vascular sistêmica (RVS) aumentada ou diminuída

Escore do Resultado Fatores relacionados

Resultados

Adm inicial/ Data e hora iniciais

Data Data e hora e hora iniciais iniciais

Data e hora iniciais

(Página 1 de 2)

DC final/ Data e hora iniciais

Intervenções

 Controle de arritmias

 Frequência/ritmo  Eficácia da bomba cardíaca cardíaco alterados -PA -Pulsos  Volume sistólico periféricos alterado -Frequência cardíaca apical  Pré-carga alterada -Pressão venosa central  Pós-carga alterada -Fração de ejeção -Ausência de  Contratilidade angina alterada -Tolerância à atividade -Distensão da veia do pescoço -Arritmias -Edema periférico -Dispneia em repouso -Peso -Cognição prejudicada -Débito urinário

Dev 2.11

Data e hora iniciais

 Monitoramento hídrico  Cuidados cardíacos: fase aguda  Cuidados cardíacos: reabilitação  Precauções cardíacas  Controle do choque: cardiogênico  Prevenção de choque  Cuidados cardíacos  Regulação hemodinâmica

0279 CF (Tab – Plano de Cuidados)

Fig. 2-2 Exemplo do Plano de Cuidados de Enfermagem Manual. (Fonte: Genesis Health System, 1227 E. Rusholme Street, Davenport, IA.)

C0010.indd 20

04/11/15 3:46 PM


Capítulo 2

Utilização da NIC na Prática, Educação e Pesquisa

21

 Monitoração de eletrólitos

-Diaforese -Edema pulmonar -Palidez -Cianose -Rubor -Ascite

 Monitoração hemodinâmica invasiva  Controle do choque: cardiogênico

 Perfusão tissular: cardíaca -Achados do eletrocardiograma -Enzimas cardíacas -Náusea -Angina -Bradicardia -Taquicardia

 Controle hidroeletrolítico  Apoio emocional  Cuidados circulatórios: equipamento de suporte circulatório mecânico

 Perfusão tissular: pulmonar -Pressão parcial do CO2 (PaCO2) -Saturação de oxigênio -Ansiedade inexplicada

 (Outra NIC)

 Perfusão tissular: periférica -Preenchimento capilar nos dedos dos pés -Preenchimento capilar nos dedos das mãos -Temperatura da pele nas extremidades -Cãibras musculares -Parestesia  Outras NOC Definição das Escalas de Escores Eficácia da bomba cardíaca: Adequação do volume de sangue ejetado do ventrículo esquerdo para manter a pressão de perfusão sistêmica Perfusão tissular: cardíaca: Adequação do fluxo de sangue através da vasculatura coronária para manter a função cardíaca Perfusão tissular: pulmonar: Adequação do fluxo de sangue através da vasculatura pulmonar para perfundir alvéolos/unidade capilar Perfusão tissular: periférica: Adequação do fluxo de sangue através dos pequenos vasos das extremidades para manter a função do tecido

Dev 2.11

(Página 2 de 2)

1 Desvio grave da variação normal Grave

2 Desvio susbstancial da variação normal Substancial

3 Desvio moderadoda da variação normal Moderado

4 Desvio leve da variação normal Leve

5 Nenhum desvio da faixa normal Nenhum

0279 CF (Tab – Plano de Cuidados)

Fig. 2-2 (Cont.)

C0010.indd 21

04/11/15 3:46 PM


22

Parte Um

Visão Geral da NIC

NÍVEL INDIVIDUAL Conhecimento Clínico de Enfermagem

Classificação de Diagnósticos

Classificação de Intervenções

Classificação de Resultados

Escolha

Escolha

Escolha

Diagnósticos

Intervenções

Resultados

Tomada de Decisão Clínica do Enfermeiro Dados Documentados do Paciente

NÍVEL DA UNIDADE/ORGANIZAÇÃO Dados Demográficos do Paciente Dados de Controle Financeiro Dados da Instituição de Assistência Médica Médicos/Outros Dados Dados de Gerenciamento de Enfermagem

Diagnóstico do Paciente

Intervenções de Enfermagem

Resultados do Paciente

Dados de Prática de Enfermagem

1

2

Alocação do Recurso

Custeio

3

Pesquisa de Efetividade

CUSTO Produtividade

Educação da Equipe

QUALIDADE

Responsável/ Contratação

Inovação da Prática

Desempenho

Conjunto de Dados Mínimos de Enfermagem (NMDS)

NÍVEL DA REDE/ESTADO/PAÍS

Diagnóstico

Exemplos de Rede • Kaiser Permanente • United Health CareCorp. • Humana, Inc.

4

Intervenções

Exemplos de Conjuntos de Dados de Estado • Iowa’s Community Health Management Information Systems (CHMIS)

Resultados

Conjuntos de Dados Nacionais: Exemplos • Uniform Hospital Discharge Data Set (UHDDS) • Ambulatory Care Minimum Data Set • Long-Term Care Minimum Data Set

© Iowa Intervention Project, 1997

Fig. 2-3 Dados de Prática de Enfermagem: Três Níveis

simplesmente documentar as exceções, dependendo do sistema de documentação existente. Um enfermeiro que trabalha com um sistema de informação manual escreverá nos títulos de intervenções NIC escolhidos, conforme o planejamento do cuidado e documentação forem realizados. As atividades também podem ser especificadas, dependendo do sistema de documentação da instituição. Embora as atividades possam ser importantes na comunicação do cuidado de um paciente individual, o título de intervenção é o ponto de partida ao se planejar a assistência. Essa parte do modelo pode ser vista como documentação dos pontos de decisão principal do processo de enfermagem utilizando linguagem padronizada. Torna-se evidente a

C0010.indd 22

importância das competências dos enfermeiros na tomada de decisões clínicas. Descobrimos que, embora a NIC exija que os enfermeiros aprendam uma nova linguagem e uma maneira diferente de conceituar o que fazem (nomear o conceito de intervenção, em vez de listar uma série de comportamentos discretos), eles rapidamente se adaptam e, de fato, tornam-se a força motriz para implementar a linguagem. Com ou sem a informatização, a adoção da NIC torna mais fácil para os enfermeiros comunicarem o que realizam, entre si e para outros profissionais. Os planos de cuidado são muito mais curtos, e as intervenções podem ser ligadas a diagnósticos e resultados. Uma vez que as decisões individuais de um enfermeiro sobre diagnósticos, intervenções e resultados são

04/11/15 3:46 PM


Capítulo 2

coletadas de maneira uniforme, as informações podem ser agregadas ao nível da unidade ou da organização. Ao nível organizacional/da unidade, as informações sobre os pacientes individuais são agregadas àquelas de todos os pacientes da unidade (ou outro grupo) e, por sua vez, de toda a instituição. Esses dados agregados das práticas de enfermagem podem ser ligados a informações contidas no banco de dados de gerenciamento de enfermagem. O banco de dados de gerenciamento inclui dados sobre os enfermeiros e outros que fornecem cuidados, e os meios de prestação dos cuidados. Por sua vez, a prática de enfermagem e o gerenciamento dos dados podem estar relacionados aos dados sobre os tratamentos realizados por médicos e outros prestadores de serviços, informações do estabelecimento, informações do paciente e dados financeiros. A maioria desses dados, com exceção dos dados sobre tratamentos de outros profissionais que não os médicos, já está separada de forma uniforme e disponível para utilização. O modelo ilustra como os dados da prática clínica relacionados com outros dados no sistema de informação da instituição podem ser usados para determinar o custo e a qualidade dos cuidados de enfermagem. O custo do modelo aborda a alocação de recursos e custos de serviços de enfermagem; a qualidade do modelo aborda a pesquisa de eficácia e formação educacional da equipe. O uso de linguagem padronizada para planejar e documentar os cuidados não resulta automaticamente em conhecimento sobre o custo e a qualidade, mas oferece a possibilidade de dados para a tomada de decisão nessas áreas. Os passos para realizar a alocação de recursos, custos de serviço de enfermagem, a pesquisa de eficácia e a formação educacional da equipe são brevemente descritos a seguir. A explicação de alguns termos gerenciais e financeiros encontra-se entre parênteses para quem não estiver familiarizado com essas áreas. Custo A alocação de recursos — distribuindo a equipe e suprimentos • Determinar as intervenções e os resultados relacionados/ tipo de população. • Determinar e aplicar as regras de staffing mix (relação entre prestadores de cuidados de enfermagem profissionais e não profissionais) por tipo de população. • Alocar outros recursos (suprimentos e equipamentos) adequadamente. • Determinar a produtividade da equipe (relação de saída/ entrada ou relação de trabalho produzido/pessoas e materiais necessários para a produção do trabalho) da equipe. Custeio — determinando o custo dos serviços de enfermagem prestados ao paciente • Identificar as intervenções realizadas no paciente. • Fixar um preço por intervenção, tendo em conta o nível do prestador de serviço e do tempo gasto. • Determinar um custo extra (valor cobrado para despesas de negócios que não são imputáveis a um determinado serviço, mas são essenciais para a produção de serviços,

C0010.indd 23

Utilização da NIC na Prática, Educação e Pesquisa

23

tais como aquecimento, luz, construção e reparos); distribuir uniformemente a todos os pacientes e ser capaz de apresentar uma justificativa. • Determinar o custo da prestação de cuidados por paciente (intervenções de cuidados diretos mais despesas gerais). • Determinar o custo por paciente ou usar as informações para contratar os serviços de enfermagem (estabelecendo um acordo comercial para a prestação de serviços de enfermagem a um preço fixo). Qualidade Pesquisa de eficácia — determinando os efeitos ou resultados das intervenções de enfermagem • Identificar as questões de pesquisa (p. ex., qual combinação de intervenções fornece os melhores resultados para um determinado tipo de paciente?). • Selecionar os resultados a serem medidos. • Identificar e coletar as variáveis intervenientes (p. ex., as características do paciente, tratamentos médicos, staffing mix, carga de trabalho). • Analisar os dados. • Fazer recomendações para inovações da prática. Formação educacional da equipe — garantindo a competência para realizar as intervenções necessárias • Determinar o nível de competência dos enfermeiros relacionado a intervenções particulares. • Propiciar educação conforme necessário e repetir a medida de competência. • Determinar o nível de responsabilidade do enfermeiro pela intervenção e se a intervenção ou parte da intervenção é delegada. • Propiciar educação relacionada conforme necessário à tomada de decisão, delegação e construção de equipe. • Avaliar o desempenho em termos de obtenção de resultados dos pacientes. • Utilizar as informações sobre desempenho do enfermeiro, levando em consideração a capacidade do enfermeiro para desempenhar com competência a intervenção em nível global de responsabilidade profissional. Os dois lados do modelo são interativos. O custo e a qualidade devem ser sempre considerados em conjunto. Além disso, os quatro caminhos não são mutuamente exclusivos. A pesquisa pode ser realizada do ponto de vista dos custos, e os custos podem ser determinados para pesquisa e educação. Os quatro caminhos distintos, no entanto, são úteis para indicar as principais áreas de utilização desses dados em um nível organizacional. O nível de rede/estado/país do modelo envolve “encaminhar” os dados de enfermagem para serem incluídos em grandes bases de dados, que são utilizadas na avaliação comparativa para a determinação da qualidade e formulação de políticas de saúde. Werley e Lang51 descreveram o Conjunto de Dados Mínimos de Enfermagem (NMDS) e identificaram 16 variáveis que devem ser incluídas em grandes bancos de dados de construção de políticas. Essas incluem as três variáveis clínicas de diagnósticos, intervenções e resultados;

04/11/15 3:46 PM


24

Parte Um

Visão Geral da NIC

intensidade de enfermagem (definida como staffing mix e horas de atendimento), que será coletada no banco de dados de gerenciamento de enfermagem, e 12 outras variáveis, como a idade do paciente, gênero e raça, e quem se espera que quite a conta, as quais estão disponíveis em outras partes do registro clínico. O modelo indica que os dados de enfermagem sobre diagnósticos, intervenções e resultados são agregados pela facilidade e, então, incluídos nas maiores bases de dados nacionais e regionais. Um número crescente de redes de profissionais de saúde também está construindo bancos de dados. De acordo com Jacox,31a enfermagem tem permanecido essencialmente invisível nesses bancos de dados clínicos e administrativos. Ela listou as seguintes ramificações da invisibilidade de enfermagem e os cuidados de enfermagem nas bases de dados de quase 2 décadas e que ainda hoje são relevantes: • Não conseguimos descrever o cuidado de enfermagem recebido pelos pacientes na maioria das instiuições de cuidados à saúde. • Grande parte da prática de enfermagem é descrita como prática de outrem, especialmente médicos. • Não conseguimos descrever os efeitos da prática de enfermagem nos resultados dos pacientes. • Muitas vezes, não conseguimos descrever os cuidados de enfermagem em uma instituição, muito menos em várias instiuições.

• Não conseguimos identificar o que os enfermeiros realizam, de modo a serem reembolsados por isso. • Não conseguimos dizer a diferença do atendimento ao paciente e custos quando os cuidados são prestados por médicos e enfermeiros. • Essa invisibilidade perpetua a visão da enfermagem como uma parte da medicina que não precisa ser identificada separadamente. Estimar as necessidades de cuidados de enfermagem para os pacientes e projetar essas necessidades para determinar os níveis da equipe é um desafio para os gerentes de enfermagem. Muitas instiuições têm sua própria escala de classificação de pacientes ou utilizam alguma da literatura, como Sunrise Patient Acuity (Van Slyckand Associates), Trend Care Systems (Trend Care Systems Pty Ltd.) ou the Patient Classification Scale;26 no entanto, estes normalmente não são utilizáveis em diferentes instituições. Para preencher esta lacuna, a escala de acuidade mostrada no Quadro 2-6 foi desenvolvida com a ajuda de indivíduos em diferentes contextos como uma escala de acuidade do paciente fácil de usar, que pode ser utilizada em diferentes contextos. Embora o teste da escala tenha sido limitado, sua utilidade em todas as instiuições tem sido demonstrada. A relação enfermeiro/paciente também pode ser determinada pela identificação das principais intervenções aos pacientes no nível da unidade, e identificar e calcular o tempo estimado e o nível de escolaridade exigidos

Quadro 2-6

Escala de Acuidade do Paciente da NIC Instruções: Classifique cada paciente nessa escala, uma vez por dia (ou conforme apropriado sua prática). Nível de acuidade do paciente (circule um): 1. Um paciente que desempenha autocuidado, que está em contato com o sistema de saúde principalmente para a assistência com as atividades de promoção da saúde. O paciente pode necessitar de alguma ajuda para lidar com os efeitos da doença ou lesão, mas a quantidade de tratamento fornecido não é mais do que aquela que poderia ser fornecida em uma breve visita ambulatorial. O paciente nessa categoria está frequentemente em busca de testes de triagem de saúde de rotina, como mamografia, Papanicolaou, instruções sobre paternidade, perda de peso e verificações de pressão arterial, exames médicos desportivos, e também check-ups de bebês. Os aspectos pedagógicos dos cuidados são geralmente breves e muitas vezes limitados a levarem as instruções por escrito para casa. 2. Um paciente que é relativamente independente para o autocuidado, mas pode ter algumas limitações no autocuidado total. O paciente requer uma avaliação periódica e intervenções de enfermagem para as necessidades que podem ser simples ou complexas. Atividades de ensino consistem em boa parte da assistência prestada, e as necessidades de cuidados de saúde incluem a necessidade de educação sobre prevenção. Exemplos de pacientes que podem estar nessa categoria incluem: mulheres com alto risco de uma gravidez complicada, indivíduos com diabetes de difícil controle ou diabéticos recém-diagnosticados, indivíduos que têm uma doença psiquiátrica estável, uma família com uma criança com deficit de atenção, e pacientes cardíacos em fase de reabilitação.

C0010.indd 24

3. O paciente é incapaz de ter recursos ou energia suficientes para atender às suas próprias necessidades e é dependente de outras pessoas para as necessidades de autocuidado. Essa pessoa requer a intervenção de enfermagem contínua, mas o cuidado é previsível e não tem caráter de emergência. Exemplos de pacientes que estão nesta categoria são: pessoas com doença crônica instável ou que retira muita energia, mulheres em trabalho de parto, pacientes de cuidados de longo prazo, pacientes de casas de repouso, pacientes psiquiátricos deprimidos e pacientes no pós-operatório estabilizados. 4. O paciente apresenta doença aguda e depende de outras pessoas para o autocuidado, com necessidades que podem mudar rapidamente. O paciente requer avaliação e intervenções de enfermagem contínuas, e as demandas de cuidado não são previsíveis. Exemplos de pacientes nessa categoria são: paciente no pós-operatório se recuperando de cirurgia de grande porte durante as primeiras 24-36 horas, alguém que sofre de um episódio psiquiátrico agudo, e uma mulher na categoria de gravidez de alto risco em trabalho de parto. 5. O paciente está em estado grave e exige medidas imediatas para manter a vida. O paciente não tem capacidade de realizar autocuidado e requer constantes avaliação e intervenção de enfermagem para manter sua existência. Exemplos de pacientes nessa categoria são: pacientes em terapia intensiva que recebem suporte integral à vida, pacientes psiquiátricos em cuidados intensivos, prematuros com baixo peso ao nascer, vítimas de acidentes com lesões de cabeça e, em geral, os indivíduos com disfunção de múltiplos órgãos.

04/11/15 3:46 PM


Capítulo 2

para implementar a intervenção com segurança, conforme identificado na Parte Cinco do livro. Há fortes evidências de uma relação entre equipe de enfermagem, segurança do paciente e qualidade do cuidado. De acordo com a American Nurses Association (ANA),4 15 estados e o Distrito de Columbia aprovaram legislação ou adotaram regulamentações com relação à equipe de enfermagem. Sete estados ordenaram aos hospitais que estabelecessem um comitê de equipes.

USO DA NIC NA EDUCAÇÃO Os conhecimentos e as habilidades em informação e a tecnologia de assistência ao paciente são fundamentais na preparação dos bacharéis em enfermagem para realizar cuidados de qualidade em diferentes estabelecimentos de saúde. O Essentials of Baccalaureate Education for Professional Nursing Practice2 aprova a inclusão de tecnologia da informação como fundamental à educação e à prática de enfermagem. A melhoria do custo-efetividade e a segurança no cuidado ao paciente dependem da prática baseada em evidências, pesquisa de resultados, coordenação dos cuidados interprofissionais e registros eletrônicos de saúde, os quais envolvem o gerenciamento da informação e tecnologia. Assim, egressos dos programas de bacharelado precisam ser competentes no uso de tecnologias de assistência ao paciente e sistemas de gerenciamento de informações. Além disso, a American Association of Colleges of Nursing2 exige o uso de terminologias padronizadas como fundamentais para o desenvolvimento de sistemas de informação clínica (SIC) efetivos. A integração das terminologias padronizadas nos SIC não só apoia a prática de enfermagem cotidiana, como também a capacidade de aumentar a comunicação interprofissional e gerar automaticamente os dados padronizados para avaliar e melhorar a prática continuamente.2 Os diagnósticos de enfermagem foram incluídos na maioria dos grandes livros de planejamento de cuidados desde os anos de 1980 e, agora, a NIC está sendo cada vez mais incorporada em uma ampla variedade de livros de especialidade de enfermagem, bem como em livros que ajudam os estudantes com o planejamento da assistência. A inclusão da linguagem de enfermagem padronizada em um currículo concentra-se no ensino sobre a tomada de decisão clínica (a seleção dos diagnósticos, resultados e intervenções de enfermagem adequados para um paciente/cliente em particular). Alguns livros úteis para o ensino da tomada de decisão clínica para novos alunos estão listados no Quadro 2-7. Esses recursos estão se expandindo rapidamente conforme mais programas educacionais ensinam as linguagens padronizadas de enfermagem como a base do conhecimento na área. Todas as principais editoras de enfermagem estão incorporando a linguagem de enfermagem padronizada nos recursos impressos e eletrônicos. Mais importante, a NIC pode ajudar professores na organização do conteúdo curricular em todos os cursos clínicos. O conteúdo dos cursos de especialização pode ser estruturado em torno das intervenções fundamentais para condições clínicas específicas e seus diagnósticos de enfermagem associados. O ensino do raciocínio clínico e da tomada de decisão é reforçado quando os enfermeiros aprendem a usar linguagens

C0010.indd 25

Utilização da NIC na Prática, Educação e Pesquisa

25

Quadro 2-7

Textos Selecionados que Incorporam a NIC Ackley, B. &Ladwig, G. B. (2011). Nursing diagnosis handbook: An evidence-based guide to planning care (9th ed.). St. Louis: Elsevier Mosby. Berman, A. J. & Snyder, S. (2012). Kozier&Erb’s fundamentals of nursing: Concepts, process, and practice (9th ed.). Upper Saddle River, NJ: Prentice Hall. Fortinash, K. M. &Worret, P. A. (2006). Psychiatric nursing care plans(5th ed.). St Louis: Mosby. Hockenberry, M. J. & Wilson, D. (2011). Wong’s nursing care of infants and children (9th ed.). St. Louis: Mosby Elsevier. Johnson, M., Moorhead, S., Bulechek, G., Butcher, H., Mass, M., & Swanson, E. (Eds.). (2012). NOC and NIC linkages to NANDA-I and clinical conditions: Supporting clinical reasoning and quality care (3rd ed.). Maryland Heights, MO: Elsevier Mosby. Lewis, S., Dirkse, S., Heitkemper, M., Bucher, L., & Camera, I. (2011). Medical-surgical nursing: Assessment and management of clinical problems (8th ed.). St. Louis: Elsevier Mosby. London, M., Ladewig, P., Ball, J., Bindler, R., & Cowen, K. (2010). Maternal & child nursing care (3rd ed.). Upper Saddle River, NJ: Prentice Hall. Lunney, M. (2009). Critical thinking to achieve positive health outcomes: Nursing case studies and analyses. Ames, IA: Wiley- Blackwell. Pillitteri, A. (2009). Maternal child health nursing: Care of the childbearing and childrearing family (6th ed.). Philadelphia: Lippincott Williams & Wilkins. Smeltzer, S., Bare, B., Hinkle, J., & Cheever, K. (2010). Brunner & Suddarth’s textbook of medical-surgical nursing (12th ed.). Philadelphia: Lippincott Williams & Wilkins. Wilkinson, J. M. & Ahern, N. R. (2008). Prentice Hall nursingdiagnosis handbook (9th ed.). Upper Saddle River, NJ: Prentice Hall.

padronizadas de enfermagem, incluindo a NIC.41 Além disso, os textos que usam estudos de casos que incorporam a NIC, como o Critical Thinking to Achieve Positive Health Outcomes: Nursing Case Studies and Analyses, de Lunney’s,36 podem ser usados tanto no ensino do raciocínio clínico em cursos didáticos quanto em estabelecimentos clínicos. Os professores e os alunos podem desenvolver seus próprios estudos de caso incorporando linguagens de enfermagem padronizadas, e os professores podem ensinar os alunos a integrar intervenções NIC aos planos de assistência desenvolvidos para seus pacientes. Outro recurso útil para ajudar os membros do corpo docente a implementar uma linguagem padronizada em um currículo de graduação é uma monografia escrita por Cynthia Finesilver e Debbie Metzler e seus colegas e alunos da Bellin College, em Green Bay, Wisconsin, e disponível no Center for Nursing Classification & Clinical Effectiveness, na Universidade de Iowa.20 Embora a mudança possa, algumas vezes, ser mais lenta em instituições acadêmicas, a implementação da NIC em uma instituição educacional pode ser mais fácil do que em um cenário prático, pois menos pessoas estão envolvidas e normalmente não há problemas relacionados ao uso em um sistema de informação. No entanto, a alteração de um currículo para incorporação de linguagens padronizadas é uma grande mudança e algumas orientações para realizar as alterações podem ajudar. O Quadro 2-8 lista as etapas para implementação da NIC em uma instituição

04/11/15 3:46 PM


26

Parte Um

Visão Geral da NIC

Quadro 2-8

Passos para Implementação da NIC em uma Instituição Educacional A. Estabeleça Comprometimento Organizacional com a NIC • Identifique a pessoa-chave responsável pela execução (p. ex., chefe do comitê de currículo). • Crie uma força-tarefa de implementação, com representantes de áreas-chave. • Acesse o site do Center for Nursing Classification, o Boletim Elsevier NIC/NOC e NIC no Facebook. • Forneça materiais da NIC para todos os membros da força-tarefa. • Adquira e distribua cópias da última edição da NIC. • Distribua leituras sobre a NIC para o corpo docente. • Avalie as questões filosóficas sobre a centralidade das intervenções de enfermagem na enfermagem. • Solicite aos membros da força-tarefa e outras pessoas-chave que comecem a usar a linguagem NIC na discussão cotidiana. B. Elabore um Plano de Implementação • Redija metas específicas a serem realizadas. • Faça uma análise de campo rigorosa para determinar a condução e as forças limitantes. • Determine se uma avaliação interna deverá ser feita e a natureza dos esforços mobilizados para a avaliação. • Determine o alcance da implementação da NIC, por exemplo, em cursos de graduação e pós-graduação, na declaração da filosofia, em relatos de processos, nos planos de cuidado, nos estudos de caso, na orientação para novos professores. • Priorize os esforços de implementação. • Desenvolva um cronograma por escrito para a implementação. • Crie grupos de trabalho do corpo docente e, talvez, de alunos para revisar as intervenções e atividades da NIC, determinar onde serão ministradas no currículo e como se relacionam

educacional. Esses passos são semelhantes aos Passos para Implementação da NIC em uma Instituição de Prática Clínica ( Quadro 2-3 ), mas as ações específicas relacionam-se à instituição acadêmica e ao desenvolvimento do curso. A decisão central que deve ser tomada é a de que os professores adotem uma orientação filosófica focada na enfermagem, em vez da orientação médica mais tradicional, com implicações de enfermagem adicionadas. Nem todas as intervenções podem ou devem ser tratadas em nível de graduação; os professores devem decidir quais intervenções devem ser aprendidas por todos os alunos de graduação e a necessidade de educação avançada, que deve ser aprendida em um programa de mestrado. Algumas intervenções são exclusivas para áreas de especialização e talvez sejam mais bem ensinadas apenas em disciplinas eletivas de especialidade. Connie Delaney, como professora da Universidade de Iowa, elaborou os passos para identificar quais intervenções são ensinadas em quais cursos. Delaney (comunicação pessoal, 14 de março de 1997) recomenda os seguintes passos, que nós expandimos: 1. Identifique as intervenções NIC que nunca foram ensinadas no currículo (p. ex., associado, bacharelado, mestrado) e elimine-as do currículo.

C0010.indd 26

• • • • • •

com materiais atuais, e desenvolver ou redesenhar todos os formulários necessários. Identifique quais intervenções NIC devem ser ensinadas em nível de graduação e em nível de pós-graduação. Identifique quais intervenções devem ser ensinadas em quais cursos. Distribua os rascunhos de decisões para outros docentes para avaliação e feedback. Incentive o desenvolvimento de um “promotor” da NIC em cada departamento ou grupo de curso. Mantenha informados outros responsáveis pela tomada de decisão a respeito dos seus planos. Identifique as necessidades de professores e planos sobre maneiras de aprender a lidar com isso.

C. Execute o Plano de Implementação • Revise os currículos; encomende o livro NIC para os alunos; solicite que a biblioteca encomende livros. • Proporcione tempo para discussão e feedback em grupos de cursos. • Implemente a NIC em um curso de cada vez e obtenha feedback de professores e alunos. • Atualize o conteúdo do curso, conforme necessário. • Determine o impacto e as implicações para o apoio a cursos e pré-requisitos e reestruture-os, conforme necessário. • Relate o progresso da implementação regularmente nas reuniões do corpo docente. • Colete dados de avaliação pós-implementação e faça mudanças no currículo, conforme necessário. • Identifique os marcadores-chave utilizados para avaliação contínua e continue a monitorar e manter o sistema. • Forneça feedback para o Center for Nursing Classification.

2. Usando as intervenções restantes, solicite que cada grupo de cursos identifique as intervenções que são ensinadas em no curso ou área de responsabilidade de ensino. Ou seja, identifique o que está sendo atualmente ensinado usando os termos das intervenções NIC. 3. Compile essas informações em uma tabela principal (intervenções em um eixo e cada curso em outro eixo) e distribua-as a todos os membros do corpo docente. 4. Realize um diálogo com professores, observando as intervenções que são exclusivas para determinados cursos e aquelas que são ensinadas em mais de um curso. Articule claramente a única perspectiva oferecida por cada curso para cada intervenção que é ensinada em mais de um lugar (p. ex., a intervenção está sendo realizada com uma população diferente?). Ambos os cursos devem continuar a ensinar a intervenção ou seu conteúdo deveria ser excluído de um curso? Revise as intervenções que não estiverem localizadas em todos os cursos, mas que os professores acreditam que devam ser ensinadas neste nível. O conteúdo deve ser adicionado? 5. Afirme o consenso de professores sobre quais intervenções são ensinadas e onde.

04/11/15 3:46 PM


Capítulo 2

O mesmo processo pode, é claro, ser feito com diagnósticos de enfermagem (usando NANDA-I) e com os resultados do paciente (utilizando NOC). Muitos programas educacionais já usam diagnósticos NANDA-I e podem implementar a NIC, revisando as ligações NANDA-I-NIC e determinando as intervenções que podem ser ensinadas em relação aos diagnósticos NANDA-I.

Usando a NIC no Modelo de Raciocínio Clínico Reflexivo Outcome Present State Test (OPT) Os modelos de tomada de decisão fornecem a estrutura e o processo que facilitam o raciocínio clínico. O raciocínio clínico é o uso efetivo do conhecimento usando os processos de pensamento reflexivo, criativo, concorrente e crítico para atingir os resultados desejados do paciente. Desde os anos 1950, o processo de enfermagem tem proporcionado a estrutura que facilita o raciocínio clínico na educação dos estudantes de enfermagem. O modelo de processo de enfermagem de 5 passos (avaliação, diagnóstico, planejamento, intervenção e evolução, ou ADPIE) é um padrão de prática de enfermagem. As linguagens padronizadas facilitam o ensino do processo de enfermagem quando estão totalmente integradas em cada um dos cinco passos. A Avaliação conduz à identificação dos diagnósticos NANDA-I na fase de Diagnóstico; Planejamento dos cuidados para cada diagnóstico envolve a escolha de intervenções NIC e a seleção de atividades, resultados e indicadores NOC sensíveis à enfermagem; a fase de Intervenção é o processo de implementação de intervenções e atividades NIC; e a Evolução é o processo de determinação das mudanças nos indicadores NOC.

Utilização da NIC na Prática, Educação e Pesquisa

27

Embora o processo de enfermagem tenha demonstrado sua utilidade como um método de tomada de decisão clínica, o processo de enfermagem tradicional apresenta uma série de limitações para a prática da enfermagem contemporânea. Hoje, a prática de enfermagem damanda o conhecimento da “história” do paciente, de modo que a situação do paciente é colocada em um contexto significativo. Pesut e Herman43 apontam que o processo de enfermagem tradicional não enfoca explicitamente os resultados, não enfatiza o pensamento reflexivo e criativo concomitante; é um procedimento mais orientado do que focado nas estruturas e processos de pensamento, utilizando o pensamento gradual e linear, que limita o pensamento relacional necessário para compreender as interconexões complexas entre os problemas apresentados pelo paciente e limita o desenvolvimento de teorias relavantes na prática. Em resposta à necessidade de um modelo mais contemporâneo para o raciocínio clínico, Pesut e Herman desenvolveram o modelo OPT de raciocínio clínico reflexivo. O modelo OPT (Figura 2-4) é um avanço no ensino e prática da tomada de decisão clínica, utilizando uma estrutura de raciocínio clínico. Pesut42 afirma, “o pensamento clínico e o raciocínio pressupõem o uso de uma linguagem de enfermagem padronizada... os sistemas de classificação do conhecimento de enfermagem fornecem o vocabulário para o raciocínio clínico”. Ao contrário do processo de enfermagem tradicional, o modelo OPT de raciocínio clínico reflexivo fornece uma estrutura para o raciocínio clínico com foco em resultados e não é um processo linear com passos. O raciocínio clínico que se concentra nos resultados aumenta a melhora da qualidade, otimizando a avaliação da efetividade

Reflexão Estrutura (Estrutura Conceitual de Enfermagem)

Julgamento (Indicadores NOC)

Estado do Resultado (NOC)

Estado Atual (NANDA)

Saída Teste

Lógica da Pista

História do Cliente em Contexto

Tomada de Decisão — Classificação das Intervenções de Enfermagem (NIC) Fig. 2-4 Integração do Modelo do Outcome Present State Test (OPT) com NANDA-I, NIC e NOC (Modificada de Clinical Reasoning: The Artand Science of Critical and Creative Thinking, by Pesut, D. & Herman, J. 1999. Reproduzida com permissão de Delmar Learning, adivision of Thomson Learning: www.thomsonrights.com).

C0010.indd 27

04/11/15 3:46 PM


28

Parte Um

Visão Geral da NIC

em vez de enfocar principalmente os problemas. No modelo OPT de raciocínio clínico, o enfermeiro enfoca simultaneamente os problemas e os resultados por justaposições de ambos. O modelo requer que os enfermeiros considerem simultaneamente as relações entre os diagnósticos, intervenções e resultados com atenção para as evidências. Em vez de considerar um problema de cada vez, o OPT requer que se considerem vários problemas identificados simultaneamente e que haja discernimento sobre qual problema ou questão é central e mais importante na relação com todos os outros problemas. A ênfase do modelo é: histórico do paciente, enquadramento da história em uma estrutura conceitual específica de disciplina, uso do pensamento reflexivo com ênfase nos resultados, mapeamento da rede de relações entre os diagnósticos de enfermagem e identificação da questão principal fornecendo uma vantagem distinta sobre o processo de enfermagem tradicional. Como um modelo de tomada de decisão clínica emergente, o modelo OPT fornece um novo processo de ensino, aprendizagem e prática de enfermagem. O modelo OPT começa ouvindo a História do Cliente no Contexto para reunir informações importantes sobre o contexto, as principais questões e as perspectivas da situação do paciente. Pesut e Herman43 sugerem o uso de uma planilha de rede de raciocínio clínico, que é uma representação pictórica das relações funcionais entre os diagnósticos, descrevendo o estado atual. A avaliação das relações entre os diagnósticos usando pensamento sistêmico e de síntese permite que os enfermeiros identifiquem a questão principal. A questão principal é um ou mais diagnósticos que são centrais para a história do paciente e suportam a maioria dos outros diagnósticos de enfermagem. As questões principais orientam o raciocínio clínico ao identificar o diagnóstico central que precisa ser tratado em primeiro lugar e também contribui para estruturar o processo de raciocínio. Estruturar um evento, problema ou situação é como usar uma lente através da qual enxerga-se e interpreta-se a história do paciente. A história pode ser estruturada por uma teoria de enfermagem específica, um modelo em particular, a perspectiva desenvolvimental, ou um conjunto de políticas e procedimentos. Estruturar a história do paciente por uma teoria de enfermagem específica permite que o enfermeiro “pense em enfermagem” em vez do raciocínio em medicina, psicologia, sociologia ou de alguma outra perspectiva que não seja a enfermagem.12 O Estado Atual é a descrição do paciente no contexto, ou a condição inicial. O estado atual mudará com o tempo, como resultado dos cuidados de enfermagem e devido às mudanças na natureza da situação do paciente. As questões que descrevem o estado atual podem ser organizadas por meio da identificação dos diagnósticos de enfermagem, utilizando a taxonomia NANDA-I.41A NANDA-I fornece uma estrutura e dá sentido às pistas. Pesut e Herman43 descrevem em detalhes como o enfermeiro cria uma rede de raciocínio clínico para descrever o estado atual, identificando a relação entre vários ou entre dois diagnósticos NANDA-I associados à condição de saúde do paciente. Informado pelo conhecimento de

C0010.indd 28

enfermagem e/ou pela direção que o paciente escolhe seguir, são identificados resultados que indicam a condição desejada do cliente. Os resultados NOC40 fornecem os meios para identificar o Estado do Resultado e são identificados por justaposição ou fazendo-se uma comparação lado a lado de um estado de resultado específico com dados do estado atual. Os resultados NOC são um estado, comportamento ou percepção que são medidos ao longo de um continuum em resposta a uma intervenção de enfermagem. O teste é o pensamento sobre como as lacunas entre o estado atual (diagnósticos NANDA-I) e o estado desejado (resultados NOC sensíveis à enfermagem) serão preenchidas. Enquanto testa, o enfermeiro justapõe o estado atual e o estado do resultado, considerando quais intervenções NIC podem ser usadas para preencher a lacuna. A tomada de decisão envolve a seleção e implementação das intervenções de enfermagem específicas. O enfermeiro identifica as intervenções de enfermagem e as ações de enfermagem que ajudarão os pacientes a alcançar seus resultados desejados. A taxonomia das intervenções NIC facilitará a identificação das intervenções de enfermagem padronizadas, que são escolhidas com base em sua capacidade de ajudar os pacientes na transição dos estados do problema para os estados de resultado mais desejáveis. O Julgamento é o processo de tirar conclusões com base nas medidas tomadas. Ao longo de todo o processo do modelo OPT, o enfermeiro usa a Reflexão, fazendo observações enquanto pensa nas situações do cliente. Dentro do modelo OPT, a NIC pode ser usada em conjunto com NANDA-I e NOC para auxiliar os alunos no desenvolvimento das competências necessárias para a tomada de decisão clínica. Kautz, Kuiper, Pesut e Williams33 realizaram uma extensa pesquisa sobre o ensino do raciocínio clínico usando linguagens de enfermagem padronizadas com o modelo OPT. Os achados apontaram “que os alunos que sempre usaram uma linguagem NNN com modelos OPT foram aqueles que tiveram melhor desempenho na área clínica e melhor completaram suas redes de raciocínio clínico e planilhas de modelo OPT”.

USO DA NIC NA PESQUISA O cuidado de alta qualidade, centrado no paciente e baseado em evidências, consiste na realização de intervenções adequadas, aceitáveis, efetivas, seguras e eficientes.46 Cada vez mais, o financiamento de assistência à saúde está sendo orientado pelos resultados dos sistemas de prestação de assistência, qualidade do cuidado e custo-efetividade do cuidado, dependendo do uso das intervenções mais eficazes para alcançar os resultados desejados. Realizar e manter um cuidado de qualidade custo-efetivo requer a formulação e avaliação das intervenções como um meio de estabelecer uma sólida base de conhecimentos para orientar a tomada de decisão clínica quanto à seleção e implementação das intervenções que são mais eficazes na melhora da condição do paciente. Em geral, a avaliação das intervenções de enfermagem é realizada por meio de pesquisas de eficácia e de eficiência. O uso de linguagem padronizada abre muitas possibilidades interessantes para

04/11/15 3:46 PM


Capítulo 2

a enfermagem na realização das pesquisas de efi cácia e eficiência. Pesquisa de Eficácia da Intervenção Os testes de tratamentos de enfermagem começaram com o trabalho clássico de Rita Dumas em 1960. Embora vários estudos tenham sido realizados desde então, não há maior esforço necessário na pesquisa de enfermagem hoje do que a realização da pesquisas para estabelecer quais as intervenções alcançam o melhor resultado desejado do paciente. Burns e Grove10 oferecem uma abordagem prospectiva para testar as intervenções de enfermagem, que consistem no planejamento do projeto, coleta de informações, desenvolvimento de uma teoria de intervenção, desenho da intervenção, estabelecimento de um sistema de observação, teste da intervenção, coleta e análise dos dados e disseminação dos resultados. Um aspecto essencial da pesquisa de eficácia é quando a equipe do projeto começa a coletar informações sobre a intervenção. O processo de reunir informações sobre a intervenção é reforçado quando os pesquisadores começam a examinar a intervenção de enfermagem utilizando uma taxonomia padronizada, uma vez que a taxonomia validada descreve e classifica as intervenções de enfermagem que representam a essência do conhecimento de enfermagem sobre os fenômenos de cuidados e sua relação com o conceito global de atendimento. Acreditamos que a NIC fornece os conceitos e a linguagem para identificar e definir as intervenções de enfermagem para pesquisas de testes de intervenção. Usando uma linguagem padronizada de enfermagem em pesquisas de testes de intervenção, assegura-se que os resultados da investigação por diversas equipes possam ser sistematicamente comparados. Além disso, usar os títulos de conceito de intervenção NIC como base da pesquisa de intervenções de enfermagem permite aos pesquisadores trabalharem juntos, embasa o foco da pesquisa em uma fonte primária de conhecimento sobre as intervenções de enfermagem e contribui para o desenvolvimento de conhecimentos específicos da disciplina. Por exemplo, Gerdner22 estudou o uso da musicoterapia como uma intervenção em pacientes com demência e Butcher está realizando uma pesquisa sobre o efeito das notícias na redução do estresse em cuidadores familiares (National Institute of Nursing Research/National Institutes of Health/ R15NR8213). Os recentes avanços na pesquisa de intervenção de enfermagem sugerem a necessidade de testar intervenções que são ou direcionadas ou adaptadas. Beck e colegas6 definem intervenções direcionadas como aquelas destinadas a lidar com uma única característica de um grupo, tais como idade, gênero, diagnóstico ou etnia. As intervenções individualizadas são aquelas desenvolvidas para lidar com características individuais de pessoas dentro de uma amostra, como fatores de personalidade, objetivos, necessidades, preferências e recursos. Os pesquisadores apontam alguns dos desafios e dos processos para a realização de pesquisas de intervenção direcionadas ou individualizadas, e apontam para a importância de que a intervenção seja padronizada. A taxonomia NIC oferece aos pesquisadores uma fonte para a identificação

C0010.indd 29

Utilização da NIC na Prática, Educação e Pesquisa

29

de intervenções de enfermagem padronizadas que podem ser individualizadas para a concepção de pesquisa de testes de intervenções direcionadas e individualizadas. Mesmo as intervenções padronizadas devem ser eficazes; uma intervenção individualizada ou direcionada pode promover melhor aderência, alcançar melhores resultados e ser mais custo-efetiva. Há uma gama de estudos que podem ser realizados com base no uso de intervenções NIC para ajudar a direcionar e individualizar as intervenções de enfermagem. Determinar a dosagem de uma intervenção também é importante para determinar o efeito de uma intervenção na prática. Em outras palavras, é essencial que os enfermeiros pesquisadores tomem decisões bem fundamentadas sobre quais intervenções de enfermagem serão testadas, bem como a quantidade de cada intervenção que deverá ser realizada para atingir um resultado desejado. Reed, Titler, Dochterman, Shever, Kanak e Picone44 discutem a dosagem, em termos de quantidade, frequência e duração da intervenção. Eles sugerem que a contagem do número de atividades em uma intervenção NIC seja uma maneira de determinar a quantidade. A duração pode ser determinada observando-se o tempo total gasto em todas as atividades. Maiores detalhes podem ser conseguidos ponderando-se cada atividade com relação à sua força, de maneira que atividades diferentes podem ter seu próprio valor atribuído e os valores seriam então somados para determinar a dosagem de intervenção.44 Os autores concluem que medir e relatar a dosagem de uma intervenção na investigação é essencial para o desenvolvimento de uma base de dados para apoiar a prática. Manter a integridade da intervenção entre os participantes e instituições é importante, pois a realização inconsistente da intervenção pode resultar em variabilidade nos resultados alcançados.13,46 Usar a NIC significa que um número substancial das atividades listadas para uma intervenção específica deve ser realizado e que todas as atividades realizadas devem ser consistentes com a definição da intervenção. É importante que as atividades sejam adaptadas para cuidados individuais, mas elas não devem variar tanto de modo que a intervenção já não seja a mesma. No momento, não há solução para a questão da dosagem de intervenção. Uma medida de substituição, como a quantidade de tempo que um profissional utiliza quando realiza a intervenção, é útil e pode ser suficiente como medida de dosagem em alguns estudos. Outra solução é saber o número e a extensão das atividades específicas que são realizadas. Apesar de não termos codificado as atividades de enfermagem, alguns fornecedores e instituições codificaram as atividades, mas outros não têm capacidade de armazenamento de memória necessária para grandes conjuntos de dados e optaram por não documentar este nível de detalhe. Embora a documentação do título da intervenção seja o mais importante para a comparação dos dados entre instituições, também é importante existir uma maneira de determinar a aplicação coerente da intervenção. Isso pode ser feito pela adoção de um protocolo-padrão para a realização da intervenção, pela coleta do tempo gasto para a realização da intervenção, ou por documentação das atividades relacionadas à intervenção.

04/11/15 3:46 PM


30

Parte Um

Visão Geral da NIC

Pesquisa de Efetividade da Intervenção Na pesquisa de efetivade, os enfermeiros pesquisadores utilizam dados clínicos reais contidos nas bases de dados das instituições, como as variáveis (p. ex., as intervenções, os resultados, as características específicas do paciente, as características do profissional, as características específicas da instituição) e suas medidas para avaliar a eficácia da intervenção. A pesquisa de efetividade é realizada frequentemente para estudar o efeito das intervenções do profissional nos resultados do paciente, com a finalidade de facilitar a melhor tomada de decisão clínica e fazer o melhor uso dos recursos. Para analisar os dados sobre o uso e a efetividade das intervenções de enfermagem, é necessário coletar, de forma sistemática, outras informações que possam ser usadas em conjunto com os dados da NIC sobre intervenções para resolver várias questões. No início do processo de implementação, uma instituição deve identificar as questões-chave de pesquisa a serem abordadas com os dados clínicos contidos em um sistema de documentação eletrônica. Após as perguntas da pesquisa serem identificadas, as variáveis necessárias para abordar as questões e se os dados já estão coletados ou devem ser coletados no novo sistema podem ser determinadas. Os dados que serão obtidos a partir das variáveis identificadas devem ser ligados uns aos outros, ao nível do paciente individual. Tenha em mente essas preocupações ao criar um sistema de informação de enfermagem, para evitar problemas mais tarde. As três questões seguintes são exemplos de tipos de perguntas que podem ser estudadas usando-se dados clínicos reais: • Quais intervenções normalmente ocorrem juntas? Quando informações são sistematicamente coletadas sobre os tratamentos desempenhados por enfermeiros, grupos de intervenções que normalmente ocorrem em conjunto para certos tipos de pacientes podem ser identificados. Precisamos identificar as intervenções que são frequentemente usadas em conjunto para certos tipos de pacientes, para que possamos estudar os seus efeitos interativos. Essas informações também serão úteis na construção de caminhos críticos, na determinação dos custos dos serviços e no planejamento da alocação de recursos. • Quais enfermeiros usam quais intervenções? A documentação sistemática do uso de intervenção nos permitirá estudar e comparar a taxa de uso de intervenções específicas por tipo de unidade e estabelecimento. A implementação da NIC nos permitirá saber quais intervenções são usadas por quais especialidades de enfermagem. Determinar as intervenções utilizadas com mais frequência em um tipo específico de unidade ou em um determinado tipo de instituição ajudará a determinar quais intervenções devem estar no sistema de informação de enfermagem da unidade/instituição. Também ajudará na seleção de pessoal para compor a equipe dessa unidade e na estruturação da educação continuada fornecida ao pessoal nessas unidades. • Quais são os diagnósticos e resultados relacionados a intervenções específicas? O conhecimento sobre quais

C0010.indd 30

intervenções funcionam melhor para diagnósticos específicos e levam a certos resultados pode ser utilizado para auxiliar os enfermeiros a tomar melhores decisões clínicas. Além disso, essa informação pode ajudar-nos a desenvolver planos de tratamento que têm as melhores chances de sucesso para os pacientes. Os elementos de dados recomendados para abordar essas questões estão listados no Quadro 2-9 e incluem a definição e mensuração propostas. A definição e mensuração consistentes são necessárias para agregar e comparar dados de diferentes unidades em diferentes instituições. Essas variáveis e suas medidas foram discutidas com representantes de vários tipos de instituições e estabelecimentos de cuidados, na tentativa de torná-las significativas em todos os contextos. Como pode ser visto a partir da lista, são necessários mais do que dados clínicos de enfermagem. O número de identificação do paciente é necessário para ligar informações; idade, gênero, raça/etnia são incluídos para fornecer algumas informações demográficas sobre a população de pacientes; os diagnósticos e intervenções médicos, medicamentos e tipo da unidade de trabalho, staffing mix, média de gravidade do paciente e carga de trabalho são incluídos para controle. Isto é, para algumas análises, podemos precisar controlar um ou mais itens para determinar se a intervenção de enfermagem foi a causa do efeito sobre o resultado do paciente. Nosso trabalho com essas variáveis demonstra que a profissão ainda precisa lidar com várias questões relacionadas à coleta de dados padronizados. Por exemplo, a coleta e codificação de medicamentos (Número 8) de forma facilmente recuperável ainda não está disponível na maioria dos estabelecimentos. Embora a pesquisa de enfermagem possa ser realizada sem o conhecimento de medicamentos, muitos dos resultados que são alcançados por enfermeiros também são influenciados por certos medicamentos, e por isso o controle para efeito da medicação é desejável. No presente momento, não há um número único que identifique o enfermeiro que é o principal responsável pelo cuidado do paciente/cliente (Número 13). Consequentemente, não é possível atribuir intervenções clínicas ou resultados a enfermeiros específicos com base nos dados de documentação. Além disso, os estabelecimentos de assistência à saúde não coletam os dados da unidade (Números 20 a 24) de forma padronizada. Assim, se alguém desejasse comparar tais dados entre estabelecimentos, os dados precisariam ser traduzidos estabelecimento por estabelecimento quanto a medidas comuns, como aquelas propostas no Quadro 2-9. O método para conduzir pesquisas de efetividade com dados clínicos reais é descrito em uma monografia com base em pesquisa realizada por uma equipe de Iowa.48 Essa publicação descreve métodos para recuperar dados de enfermagem clínica de sistemas eletrônicos, armazená-los de acordo com exigências de confidenciailidade, aplicar técnicas de ajuste de risco e analisar o impacto de tratamentos de enfermagem. O estudo de avaliação da efetividade das intervenções NIC foi um subsídio de efetividade de 5 anos financiado pela NINR e AHRQ, intitulado Nursing Interventions and Outcomes in Three Older Populations (Titler, R01 NR 05331).

04/11/15 3:46 PM


Capítulo 2

Utilização da NIC na Prática, Educação e Pesquisa

31

Quadro 2-9

Elementos de Dados para Pesquisa de Efetividade em Enfermagem Definições e Mensuração Dados do Estabelecimento 1. Número de Identificação do Estabelecimento — Definição: um número que identifica a organização onde o paciente/cliente recebeu cuidados em enfermagem. Medida: use o número de identificação do Medicare Dados de Admissão 2. Número de Identificação do Paciente — Definição: o número único, atribuído a cada paciente/cliente dentro de uma unidade de assistência à saúde, que distingue e separa um registro do paciente de outro no estabelecimento Medida: use o número de registro da instalação 3. Data de Nascimento— Definição: dia do nascimento do paciente Medida: mês, dia e ano de nascimento 4. Gênero — Definição: sexo do paciente Medida: masculino, feminino, desconhecido 5. Raça — Definição: classe ou tipo de pessoa unificada por uma comunidade de interesses, hábitos ou características Medida: Use códigos UHDDS: 1. índio americano ou nativo do Alaska; 2. ilhas da Ásia ou do Pacífico; 3. negro, não hispânico; 4. hispânico; 5. branco, não hispânico; 6. outro (favor especificar); 7. desconhecido 6. Estado Civil — Definição: união legalmente reconhecida entre homem e mulher Medida: 1. casado; 2. viúvo; 3. divorciado; 4. separado; 5. nunca foi casado; 6. desconhecido 7. Data de Admissão — Definição: data de início da assistência Medida: mês, dia e ano Medicações 8. Medicações — Definição: uma substância medicinal usada para curar doenças ou aliviar sintomas Medida: 1. nome do medicamento; 2. meios da administração: 1. VO, 2. IM/SC, 3. EV, 4. aerossol, 5. retal, 6. via ocular, 7. outro; 3. dosagem: quantidade de medicamento prescrito; 4. frequência: número de vezes a ser administrado por dia; 5. data de início: data de início do medicamento neste episódio de assistência: mês, dia e ano; 6. data do término: data em que o medicamento foi descontinuado neste episódio de assistência: mês, dia e ano Dados dos Médicos 9. Número de Identificação do Médico — Definição: um número entre estabelecimentos que identifica o médico como o responsável principal pela assistência médica do paciente/cliente durante o episódio de assistência.

Medida: único número usado para fornecer o extrato dos serviços (UHDDS usa atendimento e operação) 10. Diagnóstico Médico — Definição: as condições médicas que coexistem no momento da admissão, que desenvolvem-se subsequentemente ou que afetam o tratamento recebido e/ou a duração da permanência; todos os diagnósticos que afetam o episódio atual de assistência Medida: nomes dos diagnósticos médicos, conforme listado na conta do paciente usando os códigos ICD-9-CM 11. Grupo Relacionado ao Diagnóstico (GRD) — Definição: o sistema de pagamento prospectivo norte-americano usado para reembolsos de pacientes da Medicare; categoriza pacientes de alta em aproximadamente 500 grupos com base em diagnósticos médicos, idade, tratamento, status de alta e sexo. Medida: os três dígitos numéricos e o nome do GRD ao qual o paciente foi relacionado 12. Intervenção Médica — Definição: um tratamento prescrito por um médico; todos os procedimentos significativos para o episódio atual da assistência Medida: 1. nomes dos procedimentos médicos listados na conta do paciente usando os códigos CPT ; 2. data de início: data em que o procedimento iniciou neste episódio de assistência: mês, dia, ano; 3. data do término: data em que o procedimento foi descontinuado neste episódio de assistência: mês, dia e ano Dados de Enfermagem 13. Número de Identificação do Enfermeiro — Definição: um número entre estabelecimentos que identifica o enfermeiro que é o principal responsável pelo cuidado do paciente ou cliente durante o episódio de assistência Medida: número de cada enfermeiro no estabelecimento; não existe um registro nacional no momento 14. Diagnóstico de Enfermagem — Definição: uma avaliação clínica feita por um enfermeiro sobre a resposta do paciente a um problema de vida ou processo de saúde real ou potencial durante este episódio de assistência, que afeta os tratamentos recebidos e/ou o tempo de permanência Medida: nomes dos diagnósticos de enfermagem, utilizando termos e códigos NANDA-I 15. Intervenção de Enfermagem — Definição: tratamento realizado por um enfermeiro Medida: 1. nomes dos tratamentos do paciente durante o episódio de assistência; uso de termos e códigos NIC; 2. data de início: data em que a intervenção começou neste episódio de assistência: dia, mês, ano; 3. Data de término: data de término da intervenção neste episódio de assistência: dia, mês, ano Resultados 16. Resultados do Paciente — Definição: um aspecto do estado de saúde do paciente/cliente, que é influenciado pela intervenção de enfermagem durante este episódio de assistência Medida: 1. nomes dos resultados usando termos NOC; 2. data identificada; 3. término da data do resultado; 4. estado do resultado no início e no final do episódio de cuidado (use a escala NOC) (Continua)

C0010.indd 31

04/11/15 3:46 PM


32

Parte Um

Visão Geral da NIC

Quadro 2-9

Elementos de Dados para Pesquisa de Efetividade em Enfermagem (Cont.) 17. Data da Alta — Definição: data de término de um episódio de assistência Medida: mês, dia e ano 18. Disposição — Definição: plano de cuidados de saúde contínuos realizados na alta Medida: use NMDS com modificações: 1. alta para casa ou autocuidado (alta de rotina); 2. alta para casa com encaminhamento para serviço de enfermagem comunitário organizado; 3. alta para casa com arranjos para ser atendido por enfermeiro ambulatorial; 4. transferência para um hospital de curta permanência; 5 transferência para uma instituição de longo prazo; 6. faleceu; 7. deixou a instituição contra orientação médica; 8. ainda é um paciente; 9. outro 19. Custo do Cuidado — Definição: as responsabilidades do profissional pelos serviços prestados ao cliente durante o episódio de assistência Medida: encargos totais cobrados por episódio de assistência (a partir de projeto de lei do paciente) Dados da Unidade 20. Tipo de Unidade — Definição: nome do tipo de unidade ou área de especialidade que melhor caracteriza onde a maioria da assistência ao paciente é realizada Medida: todas as unidades respondem às questões A e B: A. Qual é a localização do cuidado de enfermagem? (Escolha apenas um local) ___Cuidado ambulatorial/externo ___Comunidade ___Domicílio ___Hospital ___Estabelecimento de longa permanência/casa de repouso ___Saúde ocupacional ___Agência de reabilitação ___Escola ___Outro (favor descrever):_________________________ B. Qual é a especialidade que melhor caracteriza o tipo de cuidado a ser realizado? (Escolha apenas um) ___Clínica geral ___Cirugia geral ___Médico-cirúrgica geral ___Geriátrica ___Cuidados emergenciais ou intensivos (p. ex., Unidade de cuidado coronariano, UTI Médica, UTI Pediátrica, UTI de Pós-operatório, Sala de emergência, Sala de cirurgia, Sala de recuperação pós-anestésica) ___Materno-infantil ___Psiquiátrica (adulto ou criança, incluindo abuso de substâncias) ___Medicina especializada (p. ex., medula óssea, cardiologia, dermatologia, hematologia, hemodiálise, neurologia, oncologia, pneumologia, radiologia) ___Cirurgia especializada (p. ex., otorrinolaringologia, neurocirurgia, ortopedia, urologia) ___ Outro (favor descrever):________________________ 21. Staffing mix — Definição: proporção de profissionais para não profissionais prestadores de cuidados de enfermagem na unidade/clínica/grupo onde o cuidado está sendo realizado

C0010.indd 32

Medida: número de enfermeiros pelo número de pessoal não profissional que trabalhou na unidade/clínica/grupo em cada dia de permanência do paciente (colete diariamente durante a permanência do paciente/episódio de cuidado —se não puder verificar diariamente, verifique a média semanal). Aloque os turnos de 12 horas ou outros turnos irregulares às horas efetivamente trabalhadas, ou seja, uma pessoa que trabalha 12 horas, das 7:30 às 19:30, é alocada em 8 horas (1 Equivalente à hora cheia, EHC) no diurno e 4 horas (0,5 EHC) nas noites. Conte apenas as horas reais de cuidados direto, ou seja, remova o enfermeiro-chefe e enfermeiro encarregado, a menos que eles estejam prestando asssistência direta, remova a secretária da unidade e não inclua as horas não produtivas (tais como orientação, educação continuada). n° de EHC dos enfermeiros no diurno _____ n° de EHC dos enfermeiros nas madrugadas _____ n° de EHC dos enfermeiros no noturno ______ n° de EHC dos técnicos no diurno _____ n° de EHC dos técnicos nas madrugadas _____ n° de EHC dos técnicos nas noites _____ n° de EHC dos auxiliares no diurno ______ n° de EHC dos auxiliares na madrugada ______ n° de EHC dos auxiliares no noturno______ n° de outros dias (favor identificar) _____ n° de outras madrugadas (favor identificar) _____ n° de outras noites (favor identificar) ______ 22. Horas de Cuidados de Enfermagem — Definição: horas de cuidados de enformagem realizados por dia na unidade/clínica/grupo em que o cuidado é realizado Medida: horas de cuidados (equipe atual) pelos enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem Dias: Horas dos enfermeiros ________ Horas dos técnicos ________ Horas dos auxiliares ________ outras horas ________ Madrugadas: Horas dos enfermeiros ________ Horas dos técnicos ________ Horas dos auxiliares ________ outras Noites: Horas dos enfermeiros ________ Horas dos técnicos ________ Horas dos auxiliares ________ outras Observação: Estas são as mesmas pessoas do número 21. 23. Gravidade do Paciente — Definição: Nível médio de doença de pacientes atendidos na unidade Medida: o paciente é classificado conforme a escala de gravidade do paciente 24. Carga Horária — Definição: a quantidade de serviço de enfermagem em uma unidade Medida: A gravidade média dos pacientes (Número 23) vezes o número de leitos ocupados por dia (ou o número de pacientes atendidos em ambulatório) dividido pelo número de enfermeiros trabalhando ou o número de total de pessoal de enfermagem trabalhando (Número 21) Censo à meia-noite ou número de pacientes encontrados por dia

04/11/15 3:46 PM


Capítulo 2

O estudo analisou o uso de intervenções em três grupos de pacientes idosos em uma unidade de cuidados intensivos que tem um sistema eletrônico de grande porte para a documentação dos cuidados de enfermagem. Os objetivos do projeto foram: 1. Identificar as intervenções de enfermagem utilizadas, tratamentos farmacológicos e tratamentos médicos para os idosos hospitalizados com insuficiência cardíaca, fratura de quadril, e para aqueles que receberam a intervenção de enfermagem Prevenção de Quedas. 2. Descrever as relações entre as características do paciente, as condições clínicas do paciente (diagnóstico médico, gravidade da doença), tratamentos (intervenções de enfermagem, tratamentos médicos, tratamentos farmacológicos), características das unidades de enfermagem, e os resultados de pacientes idosos hospitalizados (insuficiência cardíaca, fratura de quadril, prevenção de queda). 3. O investigador deve: A) Comparar o tempo de permanência em cuidados intensivos para as internações que receberam a intervenção de enfermagem Controle da Dor com as hospitalizações que não receberam Controle da Dor no grupo de Procedimento de Quadril. B) Comparar a disposição de alta das internações que receberam a intervenção de enfermagem Controle Hídrico com internações que não receberam Controle Hídrico no grupo Insuficiência Cardíaca. C) Comparar os custos hospitalares de internações que receberam alta utilização da intervenção de enfermagem Supervisão com as hospitalizações que receberam baixa utilização de Supervisão. 4. Desenvolver uma diretriz para a construção e utilização de um banco de dados de pesquisa de efetividade de enfermagem construído a partir de dados eletrônicos. Muitas publicações que demonstram o efeito das intervenções NIC nos resultados de pacientes, que resultaram dessa pesquisa, já estão disponíveis. Por exemplo: Dochterman, J., Titler, M., Wang, J., Reed, D., Pettit, D., Mathew-Wilson, M., Budreau, G., Bulechek, G., Kraus, V., &Kanak, M. (2005).Describing use of nursing interventions for three groups of patients. Journal of Nursing Scholarship, 37(1), 57-66. Kanak, M., Titler, M., Shever, L., Fei, Q., Dochterman, J., &Picone, D. (2008).The effects of hospitalization on multiple units.Applied Nursing Research, 21(1), 15-22. Picone, D., Titler, M., Dochterman, J., Shever, L., Kim, T., Abramowitz, P., Kanak, M., & Qin, R. (2008).Predictors of medication errors among elderly hospitalized patients. American Journal of Medical Quality, 23(2), 115-127. Reed, D., Titler, M., Dochterman, J., Shever, L., Kanak, M., &Picone, D. (2007).Measuring the dose of nursing intervention. International Journal of Nursing Terminologies and Classifications, 18(4), 121-130. Shever, L., Titler, M., Dochterman, J., Fei, Q., &Picone, D. M. (2007).Patterns of nursing intervention use across six days of acute care hospitalization for three older patient populations.International Journal of Nursing Terminologies and Classifications, 18(1), 18-29.

C0010.indd 33

Utilização da NIC na Prática, Educação e Pesquisa

33

Titler, M., Jensen, G., Dochterman, J., Xie, X., Kanak, M., Reed, D., &Shever, L. (2008).Cost of hospital care for older adults with heart failure: Medical, pharmaceutical, and nursing costs.Health Services Research, 43(2), 635-655. Titler, M., Dochterman, J., Kim, T., Kanak, M., Shever, L., Picone, D., Everett, L., &Budreau, G. (2007).Costs of care for seniors hospitalized for hip fractures and related procedures.Nursing Outlook, 55(1), 5-14. Titler, M., Dochterman, J., Picone, D., Everett, L., Xie, X., Kanak, M., &Fei, Q. (2005). Cost of hospital care for elderly at risk of falling. Nursing Economics, 23(6), 290-306. Titler, M., Dochterman, J., Xie, X., Kanak, M., Fei, Q., Picone, D., &Shever, L. (2006).Nursing interventions and other factors associated with discharge disposition in older patients after hip fractures. Nursing Research , 55(4), 231-242. Esses artigos demonstram os benefícios da pesquisa de efetividade utilizando a linguagem de enfermagem padronizada. Por exemplo, na publicação que avaliou os padrões de intervenções de enfermagem em pacientes hospitalizados com insuficiência cardíaca e procedimentos de quadril e que estavam em risco de queda,45 os autores concluíram que não só o uso da NIC permitia a extração de dados do prontuário eletrônico, mas consideraram que a Supervisão, Terapia Endovenosa (EV), Controle Hídrico e Estadiamento da Dieta foram as quatro intervenções mais frequentemente implementadas em todos os quatro grupos de idosos em um contexto de cuidados intensivos. Os pesquisadores também foram capazes de identificar quais intervenções de enfermagem foram únicas e específicas para cada grupo de pacientes, e concluíram que os dados de intervenção de enfermagem utilizando NIC forneceram aos administradores informações sobre os cuidados realizados, que foram úteis para a avaliação da equipe em termos de número de profissionais, alocação de recursos, educação da equipe e avaliação da competência dos enfermeiros. O artigo de Dochterman e colegas 19 documentou o uso de intervenções NIC para três populações de pacientes: insuficiência cardíaca, fratura de quadril e prevenção de quedas. Os resultados mostraram que o número médio de intervenções feitas pelo menos uma vez durante uma única hospitalização variou de 18 a 22 para as três populações. As intervenções utilizadas durante 50% ou mais hospitalizações foram identificadas para cada população. Seis intervenções foram utilizadas em todas as três populações: Melhora da Tosse, Estagiamento da Dieta, Controle Hídrico, Terapia Endovenosa (EV), Controle da Dor e Cuidados com Sondas/Drenos. Os autores concluem que o conhecimento das intervenções utilizadas por população de pacientes pode ajudar os gerentes de enfermagem a planejar o tipo e a quantidade de funcionários necessários em uma unidade. Em outra análise, Titler e colegas47 analisaram o impacto das intervenções de enfermagem no custo hospitalar para os idosos que foram hospitalizados por fratura de quadril ou procedimento relacionado. Um modelo de efetividade incluiu múltiplas variáveis relacionadas às características do paciente (p. ex., idade), condições clínicas (p. ex., diagnóstico médico),

04/11/15 3:46 PM


34

Parte Um

Visão Geral da NIC

características da unidade de enfermagem (p. ex., relação média enfermeiro/paciente), bem como as intervenções de médicos, enfermeiros e farmacêuticos. Os resultados mostraram que a maioria das variáveis que impactam no custo consiste nas intervenções, especialmente as intervenções médicas e medicações. Um número substancial de intervenções de enfermagem não aumentou o custo. O número de enfermeiros abaixo da média da unidade foi associado ao aumento de custos. Os autores afirmaram que esse foi o primeiro estudo que analisou as intervenções de enfermagem relacionadas ao custo hospitalar, possibilitado pelo uso de NIC em um sistema de informação clínica. Legislações sobre pesquisa comparativas de efetividade (PCE) são agora uma prioridade para a pesquisa translacional. A pesquisa translacional inclui o processo de aplicação de descobertas geradas durante a pesquisa em laboratório e em estudos pré-clínicos ao desenvolvimento de ensaios e estudos clínicos em humanos, bem como a pesquisa que visa a aumentar a adoção das melhores práticas na comunidade. Como cobrado na American Recovery and Reinvestiment Act (ARRA), o Institute of Medicine definiu a pesquisa comparativa de efetividade como “a geração e a síntese de evidências que comparam os benefícios e malefícios de métodos alternativos para prevenir, diagnosticar, tratar e monitorar uma condição clínica ou para melhorar a prestação de cuidados... tanto no nível individual e da população”29. A PCE averigua se uma intervenção funciona melhor do que outras intervenções em uma prática na qual os pacientes são mais heterogêneos do que aqueles recrutados e aceitos em ensaios clínicos. Enfermeiros pesquisadores também devem começar a se envolver nos métodos de pesquisa comparativos de efetividade, pois eles fornecem os meios de identificar quais intervenções funcionam para quais pacientes em circunstâncias específicas. Elementos-chave na pesquisa comparativa da efetividade são a comparação direta de intervenções de efetividade, o estudo de pacientes em situações típicas de cuidados clínicos e a adequação da intervenção às necessidades individuais dos pacientes. No entanto, é importante ressaltar que o uso de intervenções padronizadas, tais como aquelas da NIC, torna possíveis as comparações de intervenções entre populações de pacientes e entre as instituições no planejamento de PCE. Tradução de NIC para Protocolos Baseados em Evidências A tradução envolve o desenvolvimento de diretrizes para a implementação da intervenção na prática do dia a dia e a inclusão das diretrizes como uma parte padrão da prática habitual. As diretrizes geralmente são criadas na forma de protocolos ou diretrizes baseadas em evidências que convertem o conhecimento científico em ações clínicas de forma que estejam disponíveis para os profissionais. As diretrizes descrevem um processo de gestão de cuidado ao paciente que tem o potencial de melhorar a qualidade da tomada de decisão clínica e pelo consumidor. A profissão de enfermagem tem enfocado o desenvolvimento

C0010.indd 34

e uso de diretrizes desde a iniciativa nacional da Agency for Health Care Policy and Research (AHCPR) durante os anos 1990. Uma vez que o foco de uma diretriz é a gestão de uma condição clínica, incorporar a NIC em protocolos será muito útil para descrever as intervenções de enfermagem contidas na diretriz. Para ilustrar a relação entre as intervenções NIC e resultados NOC nos protocolos baseados em evidências, temos trabalhado com o Gerontological Nursing Interventions Research Center (GNIRC) na Faculdade de Enfermagem da Universidade de Iowa, para incorporar a NIC em uma série de protocolos, incluindo os que enfocam a gestão de medicamentos,8 prevenção de maus-tratos a idosos,17 promoção da espiritualidade,21 gestão de relocação27 e controle da dor.39

RESUMO Os enfermeiros são os usuários de informação e conhecimento, e a NIC facilita o uso de conhecimentos sobre as intervenções de enfermagem, na prática, educação e pesquisa. A NIC é uma fonte primária para o desenvolvimento do conhecimento sobre intervenções na enfermagem e fornece o conteúdo do conhecimento para guiar os tratamentos de enfermagem. Como maior grupo de trabalhadores com conhecimento de cuidados à saúde, os enfermeiros contam com informação clínica extensa para implementar e avaliar os processos e resultados de seus cuidados após tomada de decisão clínica. As intervenções NIC padronizadas facilitam o conhecimento do usuário por meio da estruturação de tratamentos de enfermagem destinados a alcançar os resultados desejados dos pacientes. Além disso, os mecanismos informatizados ajudam muito os usuários dos conhecimentos de enfermagem, trazendo recursos de conhecimento para a beira do leito para que possam ser rapidamente acessíveis durante o processo de tomada de decisão clínica real. As intervenções NIC já estão em uma ampla variedade de sistemas de informação de saúde que são usados à beira do leito para planejar e documentar os cuidados de enfermagem. Quando a assistência de enfermagem é documentada e armazenada em bancos de dados, os dados podem ser recuperados para que pesquisas de efetividade e pesquisas comparativas de efetividade possam ser realizadas. Os enfermeiros estão comprometidos em proporcionar intervenções de enfermagem de alta qualidade. Os benefícios da utilização da NIC são claros e bem estabelecidos. Desde que a NIC foi desenvolvida, em 1992, houve um rápido movimento incorporando a NIC à prática de enfermagem, educação e pesquisa. Cada edição da NIC oferece novos avanços, incluindo intervenções novas e revisadas, novos usos da NIC no ensino de enfermagem, novas aplicações da NIC em cenários da prática que melhoram a tomada de decisão clínica e documentação dos cuidados de enfermagem, e novos conhecimentos gerados por meio da utilização da NIC na pesquisa de efetividade. Trabalhamos continuamente para melhorar a NIC e esperamos seus comentários e sugestões para melhoria.

04/11/15 3:46 PM


Capítulo 2

Referências 1. Ackley, B., & Ladwig, G. (2011). Nursing diagnosis handbook: An evidence-based guide to planning care (9th ed.). St. Louis: Mosby. 2. American Association of Colleges of Nursing. (2008). The essentials of baccalaureate education for professional nursing practice. Washington, DC: Author. 3. American Nurses Association. (2010). Nursing’s social policy statement: The essence of the profession. Silver Spring, MD: Author. 4. American Nurses Association (ANA). (2011). Staffing plans and ratios. Retrieved from http://www.nursingworld.org/MainMenucategories/ANAPoliticalPower/State/StateLegislativeAgenda/ StaffingPlansandRatios_1.aspx. 5. Anderson, C. A., Keenan, G., & Jones, J. (2009). Using bibliometrics to support your selection of a nursing terminology set. Computers, Informatics, Nursing, 27(2), 82-90. 6. Beck, C., McSweeney, J. C., Richards, K. C., Robinson, P. K., Tsai, P. -F., & Souder, E. (2010). Challenges in tailored interventionresearch. Nursing Outlook, 58(2), 10-110. 7. Benner, P. (Ed.). (1994). Interpretive phenomenology: Embodiment, caring, and ethics in health and illness. Thousand Oaks, CA: Sage. 8. Bergman-Evans, B. (2005). Evidence-based protocol.Improving medication management for older adult clients. Iowa City, IA: The University of Iowa, College of Nursing, Gerontological Nursing Interventions Research Center. 9. Bulechek, G. M., & McCloskey, J. C. (Eds.). (2000). Nursing interventions: Effective nursing treatments (3rd ed.). Philadelphia: W. B. Saunders. 10. Burns, N., & Grove, S. K. (2009). The practice of nursing research: Appraisal, synthesis, and generation of evidence (6th ed.). St. Louis: Saunders Elsevier, 317-338. 11. Butcher, H. (2011). Creating the nursing theory-research-practice nexus. In P. S. Cowen, & S. Moorhead (Eds.), Current issues in nursing (8th ed., pp. 123-135). St. Louis: Mosby. 12. Butcher, H., & Johnson, M. (2012). Use of linkages for clinical reasoning and quality improvement. In M. Johnson, S. Moorhead, G. Bulechek, H. Butcher, M. Mass, & E. Swan- son (Eds.), NOC and NIC linkages to NANDA-I and clinical conditions: Supporting clinical reasoning and quality of care (3rd ed., pp. 11-23). Maryland Heights: Elsevier Mosby. 13. Carter, J., Moorhead, S., McCloskey, J., & Bulechek, G. (1995). Using the nursing interventions classification to implement Agency for Health Care Policy and Research guidelines. Journal of Nursing Care Quality, 9(2), 76-86. 14. Casey, A. (2011). Global challenges of electronic records for nursing. In P. S. Cowen, & S. Moorhead (Eds.), Current issues in nursing (8th ed., pp. 340-347). St. Louis: Mosby Elsevier. 15. Clancy, T., Delaney, C., Morrison, B., & Gunn, J. (2006). The benefits of standardized nursing languages in complex adaptive systems such as hospitals. The Journal of Nursing Administration, 36(9), 426-434. 16. Clark, J., & Lang, N. (1992). Nursing’s next advance: An international classification for nursing practice. International Nursing Review, 39(4), 109-112. 17. Daly, J. M. (2004). Evidence-based protocol: Elder abuse prevention. Iowa City, IA: The University of Iowa, College of Nursing, Gerontological Nursing Interventions Research Center. 18. Dawkins, R. (1986). The blind watchmaker. New York: Norton. 19. Dochterman , J. , Titler, M. , Wang , J. , Reed , D. , Pettit , D. , Mathew-Wilson, M., et al. (2005). Describing use of nursing interventions for three groups of patients. Journal of Nursing Scholarship, 37(1), 57-66. 20. Finesilver, C., & Metzler, D. (Eds.). (2002). Curriculum guide for implementation of NANDA, NIC, and NOC into an undergraduate nursing curriculum. Iowa City, IA: College of Nursing, Center for Nursing Classification and Clinical Effectiveness.

C0010.indd 35

Utilização da NIC na Prática, Educação e Pesquisa

35

21. Gaskamp, C. D., Meraviglia, M., & Sutter, R. (2005). Evidencebased protocol: Promoting spirituality in the older adult. Iowa City, IA: The University of Iowa, College of Nursing, Gerontological Nursing Interventions Research Center. 22. Gerdner, L. (2000). The effects of individualized vs. classical “relaxation” music on the frequency of agitation in elderly persons with Alzheimer’s disease and related disorders. International Psychogeriatrics, 12(1), 49-65. 23. Gleick, J. (2011). The information: A history, a theory a flood. New York: Pantheon. 24. Goode, C., Sanders, C., Del Monte, J., Chon, D., Dare, A., Merrifield, L., et al. (2011). Laying the foundation for evidence-based practice for nurse residents. In P. S. Cowen, & S. Moorhead (Eds.), Current issues in nursing (8th ed., pp. 385-390). St. Louis: Mosby Elsevier. 25. Greiner, A. C., & Knebel, E. (Eds.). (2003). Health professions education: A bridge to quality. Washington, DC: The National Academies Press. 26. Harper, K., & McCully, C. (2007). Acuity systems dialogue and patient classification system essentials. Nursing Administration Quarterly, 31(4), 284-299. 27. Hertz, J. E., Koren, M. E., Robertson, J. F., & Rossetti, J. (2005). Evidence-based practice guideline: Management of relocation in cognitively intact older adults. Iowa City, IA: The University of Iowa, College of Nursing, Gerontological Nursing Interventions Research Center. 28. Institute of Medicine. (2001). Crossing the quality chasm: A new health system for the 21st century. Washington, DC: The National Academies Press. 29. Institute of Medicine. (2009). Initial national priorities for comparative effectiveness research. Washington, DC: The National Academies Press. 30. Institute of Medicine. (2011). The future of nursing: Leading change, advancing health. Washington, DC: The National Academies Press. 31. Jacox, A. (1995). Practice and policy implications of clinical and administrative databases. In N. M. Lang (Ed.), Nursing data systems: The emerging framework. Washington, DC: American Nurses Association. 32. Johnson, M., Moorhead, S., Bulechek, G., Butcher, H., Mass, M., & Swanson, E. (2012). NOC and NIC linkages to NANDA- I and clinical conditions: Supporting clinical reasoning and quality of care (3rd ed.). Maryland Heights: Elsevier Mosby. 33. Kautz, D. D., Kuiper, R., Pesut, D. J., & Williams, R. L. (2006). Using NANDA, NIC, and NOC (NNN) language for clinical reasoning with the Outcome-Present State (OPT) model. International Journal of Nursing Terminologies and Classification, 17(3), 129-138. 34. Lee, M. (2011). Personal health records as a tool for improving the delivery of health care. In P. S. Cowen, & S. Moorhead (Eds.), Current issues in nursing (8th ed., pp. 331-339). St. Louis: Mosby Elsevier. 35. Lunney, M. (2003). Theoretical explanations for combining NANDA, NIC, and NOC. In J. M. Dochterman, & D. A. Jones (Eds.), Unifying nursing languages: The harmonization of NANDA, NIC, and NOC (pp. 35-45). Washington, DC: American Nurses Association. 36. Lunney, M. (2009). Critical thinking to achieve positive health outcomes: Nursing case studies and analyses. Ames, IA: WileyBlackwell. 37. Maas, M., Scherb, C., & Head, B. (2012). Use of NNN in computerized information systems. In M. Johnson, S. Moorhead, G. Bulechek, H. Butcher, M. Mass, & E. Swanson (Eds.), NOC and NIC linkages to NANDA-I and clinical conditions: Supporting clinical reasoning and quality of care, (3rd ed., pp. 24-34). Maryland Heights, MO: Elsevier Mosby.

04/11/15 3:46 PM


36

Parte Um

Visão Geral da NIC

38. McBride, A. B. (2006). Informatics and the future of nursing practice. In C. A. Weaver, C. W. Delaney, P. Weber, & R. L. Carr (Eds.), Nursing informatics for the 21st century: An international look at practice, trends and the future (pp. 8-12). Chicago: Healthcare Information and Management Systems Society. 39. McLennon, S. M. (2005). Evidence-based protocol: Persistent pain management. Iowa City, IA: The University of Iowa, College of Nursing, Gerontological Nursing Interventions Research Center. 40. Moorhead, S., Johnson, M., Maas, M., & Swanson, E. (Eds.). (2013). Nursing outcomes classification (NOC) (5th ed.). St. Louis: Elsevier. 41. NANDA., International. (2012). In T. H. Herdman (Ed.), Nursing diagnoses: Definitions & classification 2012-2014. West Sussex, United Kingdom: Wiley-Blackwell. 42. Pesut, D. (2002). Nursing nomenclatures and eye-roll anxiety control. Journal of Professional Nursing, 18(1), 3-4. 43. Pesut, D., & Herman, J. (1999). Clinical reasoning: The art and science of critical and creative thinking. Albany, NY: Delmar. 44. Reed, D., Titler, M. G., Dochterman, J., Shever, L., Kanak, M., & Picone, D. (2007). Measuring the dose of nursing intervention. International Journal of Nursing Terminologies and Classifications, 18(4), 121-130.

C0010.indd 36

45. Shever, L., Titler, M., Dochterman, J., Fei, Q., & Picone, D. (2007). Patterns of nursing intervention use across six days of acute care hospitalization for three older patient populations. International Journal of Nursing Terminologies and Classifica- tions, 18(1), 18-29. 46. Sidani, S., & Braden, C. J. (1998). Evaluating nursing interventions: A theory-driven approach. Thousand Oaks, CA: Sage. 47. Titler, M., Dochterman, J., Kim, T., Kanak, M., Shever, L., Picone, D., et al. (2007). Costs of care for seniors hospitalized for hip fractures and related procedures. Nursing Outlook, 55(1), 5-14. 48. Titler, M., Dochterman, J., & Reed, D. (2004). Guideline for conducting effectiveness research in nursing and other healthcare services. Iowa City, IA: The University of Iowa, College of Nursing, Center for Nursing Classification and Clinical Effectiveness. 49. Titler, M. , Kleiber, C. , Steelman , V. , Goode , C. , Rakel , B. , Barry-Walker, J., et al. (1994). Infusing research into practice to promote quality care. Nursing Research, 43(5), 307-313. 50. Titler, M., Kleiber, C., Steelman, V., Rakel, B., Budreau, G., Everett, L., et al. (2001). The Iowa model of evidence-based practice to promote quality care. Critical Care Clinics of North America, 13(4), 497-509. 51. Werley, H. H., & Lang, N. M. (Eds.). (1988). Identification of the nursing minimum data set. New York: Springer.

04/11/15 3:46 PM


CAPÍTULO DOIS

Utilização da NIC na Prática, Educação e Pesquisa Em seu livro The Information: A History, A Theory, A Flood, James Gleick23 afirma que nosso mundo funciona com um combustível e um princípio vital: a informação. Gleick descreve em profundidade como a informação permeia todas as ciências e transforma todos os ramos do conhecimento. Da mesma forma, o teórico evolucionista Richard Dawkins18 afirmou: “o que está no coração de todos os seres vivos não é um fogo, não é o hálito quente, nem uma centelha de vida... sim, se você quiser entender a vida, você precisa pensar em termos de informação, palavras, instruções e tecnologia da informação”. As noções de Gleick e Dawkins sobre centralidade da informação aplicam-se a todos os campos da ciência, incluindo a enfermagem. A informação está no coração da enfermagem. Informação é conhecimento. A enfermagem é uma disciplina científica, e como todas as disciplinas, tem um único corpo de conhecimento. De acordo com Nursing’s Social Policy Statement: The Essence of The Profession,3 o objetivo da enfermagem inclui a aplicação do conhecimento científico, nos processos de diagnóstico e tratamento, pelo uso de julgamento e pelo pensamento crítico, no contexto de uma  relação cuidadosa que facilite a saúde e a cura. Sendo uma área do conhecimento, a enfermagem é composta de informações sobre a natureza da saúde e da doença, bem como de estratégias e de tratamentos para promover a saúde e o bem-estar. É essencial para qualquer sistema de conhecimento científico ter meios de classificar e estruturar categorias de informação.11,23,35 A NIC identifica os tratamentos que os enfermeiros realizam, organiza essas informações em uma estrutura coerente e fornece a linguagem para comunicação com pessoas, famílias, comunidades, membros de outras disciplinas e público em geral. Quando a NIC é usada para documentar o trabalho dos enfermeiros na prática, temos o início de um mecanismo para determinar o impacto dos cuidados de enfermagem nos resultados do paciente. Clark e Lang16 lembram-nos da importância das linguagens e classificações de enfermagem ao afirmarem: “Se não podemos nomeá-las, não podemos controlá-las, financiá-las, ensiná-las ou colocá-las na política pública” (p. 27). Este capítulo tem três principais seções. A primeira aborda o uso da NIC na prática, incluindo a maneira de selecionar uma intervenção para determinado paciente, a implementação da NIC na instituição de prática clínica e a implementação e usos da NIC em sistemas de informação com bases de dados computadorizados. A segunda seção aborda o uso na educação, incluindo integração da NIC nos currículos de enfermagem e como a NIC é usada para tomada

de decisão clínica no modelo de raciocínio reflexivo clínico Outcome-Present State-Test (OPT). A terceira seção enfoca a utilização da NIC na pesquisa com ênfase no modo como ela pode ser usada em pesquisas de eficácia e efetividade.

UTILIZAÇÃO DA NIC NA PRÁTICA Selecionando uma Intervenção Enfermeiros usam o julgamento clínico com indivíduos, famílias e comunidades para melhorar sua saúde, aperfeiçoar sua capacidade de lidar com problemas de saúde e promover sua qualidade de vida. A seleção de uma intervenção de enfermagem para um paciente em particular é parte do julgamento clínico do enfermeiro. Seis fatores devem ser considerados na escolha de uma intervenção: (1) os resultados desejados do paciente, (2) características do diagnóstico de enfermagem, (3) base de pesquisas para a intervenção, (4) viabilidade para realização da intervenção, (5) aceitabilidade para o paciente e (6) capacidade do enfermeiro. Resultados Desejados dos Pacientes Os resultados dos pacientes devem ser especificados antes que uma intervenção seja escolhida. Eles servem como os critérios que avaliam o sucesso de uma intervenção de enfermagem. Os resultados descrevem comportamentos, respostas e sentimentos do paciente em relação ao atendimento prestado. Muitas variáveis influenciam os resultados, incluindo o problema clínico, intervenções prescritas pelos profissionais de saúde, os próprios profissionais de saúde, o ambiente no qual o cuidado é recebido, a própria motivação do paciente, a estrutura genética e fisiopatologia e as pessoas significativas do paciente. Existem muitas variáveis intervenientes ou mediadoras em cada situação, o que torna difícil estabelecer uma relação causal entre as intervenções de enfermagem e os resultados do paciente em alguns casos. O enfermeiro deve identificar para cada paciente o resultado que pode ser razoavelmente esperado e alcançado em consequência dos cuidados de enfermagem. A maneira mais eficaz para especificar os resultados é pelo uso da Classificação de Resultados de Enfermagem (NOC).40 A NOC contém 490 resultados para os indivíduos, famílias e comunidades, que são representativos para os os ambientes e especialidades clínicas. Cada resultado NOC descreve os estados do paciente em um nível conceitual, esperando-se que os indicadores sejam modificáveis pela intervenção de enfermagem. Os indicadores de cada resultado permitem a mensuração dos resultados em qualquer ponto, em uma escala Likert de 5 pontos, do mais negativo para o mais positivo. Com o tempo, avaliações repetidas permitem a identificação 13

C0010.indd 13

04/11/15 3:46 PM


14

Parte Um

Visão Geral da NIC

de alterações na condição do paciente. Assim, os resultados NOC são usados para monitorar o grau de progresso, ou falta de progresso, ao longo de um episódio de cuidados. Os resultados NOC foram desenvolvidos para serem usados em todos os ambientes, todas as especialidades e ao longo do continuum do cuidado. O resultado NOC Estado de Conforto é exibido no Quadro 2-1 para mostrar o título, a definição, os indicadores e a escala de mensuração. Os resultados NOC foram ligados aos diagnósticos NANDA International (NANDA-I), e essas ligações aparecem no verso do livro da NOC. As intervenções NIC também foram associadas a resultados NOC e diagnósticos NANDA-I, e as ligações estão disponíveis em um livro intitulado: Ligações NANDA NOC–NIC. Condições Clínicas, Suporte ao Raciocínio e Assistência de Qualidade.32

Características do Diagnóstico de Enfermagem Os resultados e as intervenções são selecionados em relação a diagnósticos de enfermagem em particular. O uso da linguagem de enfermagem padronizada começou no início de 1970, com o desenvolvimento da classificação de diagnósticos de enfermagem NANDA. Um diagnóstico de enfermagem de acordo com NANDA-I é “um julgamento clínico sobre as respostas atuais ou potenciais do indivíduo, família, grupo ou comunidade às condições de saúde/processos vida” e “fornece a base para a seleção das intervenções de enfermagem para atingir resultados pelos quais o enfermeiro é responsável.”41. Os elementos de uma declaração diagnóstica real NANDA-I são o título, os fatores relacionados (causas ou fatores associados) e as características definidoras (sinais e sintomas). As intervenções são dirigidas

Quadro 2-1

Exemplo de Resultado NOC Estado de Conforto—2008 Definições: Conforto geral físico, psicoespiritual, sociocultural e ambiental e segurança de um indivíduo Manter em______ Aumentar para______

GRADUAÇÃO DO RESULTADO-ALVO Indicadores: 200801 Bem-estar físico 200802 Controle de sintomas 200803 Bem-estar psicológico 200804 Ambiente físico 200805 Temperatura do ambiente 200806 Apoio social da família 200807 Apoio social dos amigos 200808 Relações sociais 200809 Vida espiritual 200810 Cuidados coerentes com as crenças culturais 200811 Cuidados coerentes com as necessidades 200812 Capacidade de comunicar as necessidades Domínio – Saúde Percebida (V)

Gravemente comprometido 1

Muito Moderadamente Levemente Não comprometido comprometido comprometido comprometido 2 3 4 5

1 1 1 1 1

2 2 2 2 2

3 3 3 3 3

4 4 4 4 4

5 5 5 5 5

NA NA NA NA NA

1 1

2 2

3 3

4 4

5 5

NA NA

1 1 1

2 2 2

3 3 3

4 4 4

5 5 5

NA NA NA

1

2

3

4

5

NA

1

2

3

4

5

NA

Classe – Saúde e Qualidade de Vida (U),

4ª edição, 2008.

Referências do Conteúdo do Resultado Gropper, E. (1992). Promoting health by promoting comfort. Nursing Forum, 27 (2), 5–8. Hamilton, J. (1989). Comfort and the hospitalized chronically ill. Journal of Gerontological Nursing, 15 (4), 28–33. Kennedy, G. (1991). A nursing investigation of comfort and comforting care of the acutely ill patient. Unpublished doctoral dissertation, The University of Texas, Austin. Kolcaba, K. (2003). Comfort theory and practice: A vision for holistic health care and research. New York: Springer. Kolcaba, K., &DiMarco, M. (2005). Comfort theory and its application to pediatric nursing. Pediatric Nursing, 31 (3), 187–194. Kolcaba, K., Panno, J., & Holder, C. (2000). Acute care for elders (ACE): A holistic model for geriatric orthopaedic nursing care. Journal of Orthopaedic Nursing, 19 (6), 53–60. Tipton, L. (2001). A qualitative study of hope and the environment of persons living with cancer. Dissertation Abstracts International, 62 (03), 1326B. (UMI N°. 3008460).

Fonte: Moorhead, S., Johnson, M., Maas, M., & Swanson, E. (Eds.). (2013). Nursing outcomes classification (NOC) (5th ed.). St. Louis: Elsevier.

C0010.indd 14

04/11/15 3:46 PM


Capítulo 2

para alterar os fatores etiológicos (fatores relacionados) ou causas do diagnóstico. Se a intervenção é bem-sucedida na alteração da sua etiologia, pode-se esperar que o estado do paciente melhore. Nem sempre é possível modificar os fatores etiológicos, e nesses casos é necessário tratar as características definidoras (sinais e sintomas). Para auxiliar na escolha de intervenções de enfermagem apropriadas, a Parte Seis deste livro lista as intervenções principais e sugeridas para tratar os diagnósticos de enfermagem NANDA-I. Além disso, o texto recentemente publicado: Ligações NANDA NOC – NIC. Condições Clínicas, Suporte ao Raciocínio e Assistência de Qualidade32 é um recurso inestimável para a identificação de resultados e intervenções de todos os diagnósticos de enfermagem NANDA-I, bem como para 10 condições clínicas comuns: asma, doença pulmonar obstrutiva crônica, câncer de cólon e reto, depressão, diabetes melito, insuficiência cardíaca, hipertensão, pneumonia, acidente vascular encefálico e substituição total da articulação: quadril/joelho. Base Científica para a Intervenção O Institute of Medicine (IOM), no relatório Health Professions Education: A Bridge to Quality25, descreveu alterações na formação de todas as profissões de saúde, que incluíram emprego da prática baseada em evidências. A Agency for Healthcare Research and Quality (AHRQ), o IOM e outras agências governamentais que são centros de diretrizes clínicas já sancionaram o uso da prática baseada em evidência como base para todos os cuidados de saúde.24 Essas agências têm enfatizado que as intervenções apoiadas em evidências científicas melhoram os resultados dos pacientes e a prática clínica. É essencial que os enfermeiros desenvolvam habilidades de investigação clínica, o que exige que questionem continuamente se o cuidado realizado é a melhor prática possível. Para determinar a melhor prática, evidências baseadas em pesquisa precisam ser conhecidas e utilizadas na escolha de intervenções. Assim, o enfermeiro que usa uma intervenção precisa estar familiarizado com a sua base de pesquisa. A pesquisa indica a eficácia da utilização da intervenção com certos tipos de pacientes. Algumas intervenções e suas atividades de enfermagem correspondentes têm sido amplamente testadas para populações específicas, ao passo que outras devem ser testadas e são baseadas no conhecimento clínico de especialistas. Manuais de diagnóstico de enfermagem, como Ackley e Ladwig,1 fornecem referências de pesquisa de estudos de caso sobre um único cliente para revisões sistemáticas que fornecem evidências de pesquisas adicionais relacionadas a intervenções NIC. Enfermeiros aprendem sobre a investigação relacionada a intervenções específicas por meio de seus programas de educação e também em como manter o seu conhecimento atual, encontrando e avaliando estudos de investigação. Se não houvesse nenhuma base de pesquisa para auxiliar o enfermeiro a selecionar uma intervenção, então o enfermeiro usaria princípios científicos (p. ex., transmissão de infecção) ou iria consultar um especialista sobre as populações específicas para as quais a intervenção pode trabalhar.49 Além disso, as instituições usam modelos, como

C0010.indd 15

Utilização da NIC na Prática, Educação e Pesquisa

15

o Iowa Model for Evidence-Based Practice to Promote Quality of Care, para orientar o trabalho no uso de evidência para o tratamento de um determinado problema clínico e para decidir sobre um protocolo de prática.50 Viabilidade para Desempenho da Intervenção Preocupações sobre a viabilidade incluem as formas com que a intervenção em particular interage com outras intervenções, tanto as do enfermeiro como as de outros profissionais de saúde. É importante que o enfermeiro esteja envolvido no plano total de tratamento do paciente. Outras preocupações sobre a viabilidade essenciais na configuração atual de cuidados de saúde são o custo da intervenção e a quantidade de tempo necessário para a implementação. O enfermeiro precisa considerar as intervenções de outros profissionais, o custo da intervenção, bem como o tempo necessário para implementar adequadamente uma intervenção ao escolher um curso de ação. Aceitabilidade do Paciente Uma intervenção deve ser aceitável para o paciente e família. O enfermeiro frequentemente é capaz de recomendar a escolha de intervenções para ajudar a alcançar um determinado resultado. Para facilitar a escolha informada, o paciente deverá receber informação sobre cada intervenção e de como se espera que ele participe. Mais importante ainda, os valores do paciente, crenças e cultura devem ser considerados na escolha de uma intervenção. Capacidade do Enfermeiro O enfermeiro deve ser capaz de efetuar a intervenção em particular. Para que o enfermeiro seja competente para implementar a intervenção, ele deve: (1) ter conhecimento da fundamentação científica para a intervenção; (2) possuir as competências psicomotoras e interpessoais necessárias; e (3) ser capaz de articular-se no ambiente específico para usar efetivamente os recursos de cuidados de saúde.9 Fica claro que, só de olhar a lista total de 554 intervenções, nenhum enfermeiro tem a capacidade de fazer todas elas. A enfermagem, assim como outras disciplinas da saúde, é especializada, e os enfermeiros, individualmente, atuam dentro de sua especialidade e encaminham ou colaboram quando outras habilidades são necessárias. Depois de analisar cada um dos fatores mencionados de um paciente em particular, o enfermeiro escolhe a(s) intervenção(ões). Isso não demora tanto quanto parece quando elaborado por escrito. Como Benner7 demonstrou, o estudante de enfermagem inexperiente deve avaliar esses itens sistematicamente, porém, com experiência, o enfermeiro sintetiza essa informação e é capaz de reconhecer padrões rapidamente. Uma vantagem da classificação é que ela facilita o ensino e a aprendizagem na tomada de decisão para o enfermeiro principiante. Usar uma linguagem padronizada para comunicar a natureza das nossas intervenções não significa que interromperemos a prestação de cuidados individualizados. As intervenções são adaptadas para pessoas por escolha seletiva das atividades e pela modificação das atividades, conforme adequado, para a idade do paciente e

04/11/15 3:46 PM


16

Parte Um

Visão Geral da NIC

os estados físico, social, emocional e espiritual do paciente e da família. Essas modificações são feitas pelo enfermeiro, utilizando-se do julgamento clínico lógico.

Implementando a NIC em uma Instituição de Prática Clínica Cada vez mais, fornecedores que desenvolvem sistemas computadorizados de informação clínica (SIC) estão incluindo terminologias de enfermagem padronizadas em ambientes hospitalares e de saúde. Anderson, Keenan e Jones5 compararam cinco terminologias de enfermagem, que incluem diagnósticos, intervenções e resultados de enfermagem. Havia 879 publicações sobre as terminologias NANDA, NIC e NOC (NNN), mais do que o total das publicações para as outras quatro terminologias combinadas. A literatura NNN foi encontrada em 21 países e em 28 estados dos Estados Unidos. Assim, não é surpreendente que a NIC esteja sendo implementada em uma ampla gama de sistemas de informação de computadores nos Estados Unidos, bem como em países ao redor do mundo, incluindo Bélgica, Brasil, Canadá, Dinamarca, Inglaterra, França, Alemanha, Islândia, Japão, Espanha, Suíça e os Países Baixos. O Quadro 2-2 lista alguns dos cuidados dos fabricantes de sistemas computadorizados de informação em saúde que adquiriram a licençada NIC para incorporação em seus softwares. Os sistemas computadorizados de informação que incluem a NIC estão sendo usados em um grande número de instituições de saúde. Ao incluir a NIC, juntamente com outras terminologias de enfermagem padronizadas, como NANDA-I e NOC, em sistemas computadorizados de informação clínica, eles podem ser usados não só para planejar e documentar os cuidados de enfermagem, mas também consistem em uma maneira de melhorar tomada de decisão clínica,

compartilhar informação e acompanhar os resultados dos pacientes.15,34,37,38A Figura 2-1 é um exemplo de como a NIC aparece em um sistema de informação eletrônico. De acordo com o relatório do IOM, The Future of Nursing: Leading Change, Advancing Health, “não há maior oportunidade de transformar a prática do que por meio da tecnologia”. Como Gleick23 assinala, o crescimento dessa inserção de informações em formas matemática e eletrônica permite que os computadores processem rapidamente, armazenem e recuperem informações. O relatório do IOM, Crossing the Quality Chasm: A New Health System for the 21st Century,28 citou numerosos exemplos de como os sistemas de informação clínica automatizados contribuem para a redução de erros, oferece maior acesso a testes diagnósticos e resultados de tratamento, e melhora a comunicação e coordenação dos cuidados. Os sistemas de informação também servem como ajuda para a tomada de decisão clínica, a documentação do atendimento e a determinação do custo dos cuidados. O Ato Industrial Nacional da Recuperação (ARRA, do inglês, American Recovery and Reinvestment Act) (Lei Pública 111-5, dos Estados Unidos), em 2009, incluiu disposições para criar incentivos para a adoção e o uso significativo da tecnologia de informação em saúde. Para que a enfermagem seja incluída nessa iniciativa, é essencial que os “elementos de enfermagem” sejam incluídos em todos os registros de saúde eletrônicos. Os elementos de enfermagem de registros eletrônicos referem-se a qualquer informação relacionada ao diagnóstico de enfermagem, tratamento e resultados relevantes para a enfermagem. Casey14 aponta que os registros eletrônicos de saúde não irão beneficiar a enfermagem até que os enfermeiros sejam capazes de descrever seu trabalho, o que irá orientar a concepção de sistemas de informação.

Quadro 2-2

Fabricantes que Possuem Licença para a NIC Healthland www.healthland.com DIPS ASA www.dips.com DxR Development Group www.dxrgroup.com ClinicaleNotes, LLC www.eclinicalnotes.com McKesson Corporation www.mckesson.com Nurse’s Aide, LLC www.nursesaide.net Robin Technologies, Inc www.careplans.com SNOMED-CT www.snomed.com Typhon Group, LLC www.typhongroup.com

NIC e NOC integradas com sistema de software de documentação clínica para o planejamento da assistência. O sistema é utilizado por hospitais de pequeno e de médio porte. NIC integrada no Sistema de Prontuário Eletrônico do Paciente para o planejamento da assistência. Empresa localizada na Noruega. Sistema online para o ensino do processo de enfermagem a estudantes. Produto chamado DxRNursing. NIC e NOC integradas em uma seção de documentação de enfermagem de um sistema de documentação eletrônica para os profissionais de saúde que cuidam de idosos. NIC e NOC integradas no Plano Horizon Expert para uso no planejamento da assistência. Produto para enfermeiros professores para ajudar nos planos de cuidados com os alunos. NIC e NOC são usadas em planos de cuidados para uso por estudantes e enfermeiros em unidades de longa permanência. NIC e NOC usadas na ferramenta de mapeamento. (A propriedade da SNOMED foi transferida para a Organização Internacional de Desenvolvimento em Normas de Terminologia da Saúde.) NIC e NOC integradas no programa utilizado por escolas de enfermagem, Acompanhamento do Estudante de Enfermagem (RNST). O produto ajuda usuários estudantes a desenvolver planos de assistência ao paciente.

Fornecido em outubro de 2011 por Karen Delany, Licensing Departament, Elsevier, 1600 JFK Blvd. Suite 1800, Philadelphia, PA 19103.

C0010.indd 16

04/11/15 3:46 PM


Capítulo 2

Utilização da NIC na Prática, Educação e Pesquisa

17

Usuário: Keith, CC – [Horizon Expert Plan ™] Arquivo Relatório Setores Reconciliação Medicamentosa Visualizador Relatórios do Horizons de Documento Oracle

Local de Utilidades Diagramas Ferramentas Janela Ajuda Referência de Fluxo

Sair

Documentação Plano do Especialista Organizador de Cuidados (Cronogramas) Patient: Paciente: Walker, Nicholas – NKA Idade: 70 anos Gênero: Masculino Diagnóstico: (W) Pneumonia, Organismo NOS (486)

Atualizar Monitor NKA Médico: Faulk, Thomas N. Departamento Fac: Gen. Hosp. ACCU DN: 22/06/1940 Quarto/Leito: CCU-33 Entrada: 03/03/2011 Serviço: MIC

Conta: 1106200005 NRP: 000009781

Atual Plano de Cuidados de Nicholas Walker Criar/Editar Plano... Mostrar/Ocultar Plano de Navegação

Avaliar Efetividade do Plano... Visualizar Histórico do Plano... Visualizar Relatório de Conteúdo Liberado... Atualizar Plano

Expandir/Diminuir

Intolerância à Atividade Resultado Intolerância à Atividade: Meta — Não comprometido (5) Histórico Data da Meta: Até a Alta

Escore de Resultado (1-5):

Sem Dados

Intervenções Controle de Energia Controle do Ambiente Controle da Nutrição Assistência no Autocuidado Troca de Gases Prejudicada Resultado Estado Respiratório, Troca de Gases: Meta — Não comprometido (5) Histórico Data da Meta: Alta

Escore de Resultado (1-5):

Sem Dados

Intervenções Controle de Vias Aéreas Monitoramento Hídrico Oxigenioterapia Monitoramento Respiratório Monitoramento dos Sinais Vitais

Fig. 2-1 Exemplo de um Plano de Cuidados de Enfermagem Eletrônico (Fonte: Horizon Expert Plan — patente pendente, McKesson Provider Technologies, Westminster,Colorado, 1 de junho de 2011.)

Além disso, o conteúdo de enfermagem nos registros eletrônicos de saúde deve ser padronizado com base na prática baseada em evidências. A NIC é padronizada e está disponível em formato eletrônico e pronta para ser integrada a sistemas de informação de saúde. O uso da NIC prevê condições para o apoio à tomada de decisão clínica e permite a documentação, o armazenamento e a recuperação de informações clínicas sobre tratamentos de enfermagem. A implementação eletrônica de linguagens de enfermagem padronizadas facilita a comunicação dos cuidados de enfermagem prestados a outros enfermeiros e profissionais de saúde; viabiliza um meio de faturamento e o reembolso para a prestação de cuidados de enfermagem, e permite a avaliação da concretização dos resultados e da qualidade dos cuidados de enfermagem. Quando os dados de registos eletrônicos de saúde, incluindo intervenções da NIC, são armazenados e consultáveis a partir de grandes bancos de dados, os enfermeiros são capazes de realizar grandes estudos de enfermagem sobre a eficácia e custo-eficácia com comparações entre várias áreas de saúde.37,48 O tempo e o custo para a implementação da NIC em um sistema de informação de enfermagem em uma instituição clínica depende da seleção da instituição e do uso de um sistema de informação de enfermagem, da competência em informática dos enfermeiros e do uso prévio e compreensão

C0010.indd 17

da linguagem de enfermagem padronizada dos enfermeiros. A mudança para o uso da linguagem de enfermagem padronizada, utilizando um computador, representa, para muitos, uma grande mudança na maneira como os enfermeiros têm, tradicionalmente, documentado os cuidados e as estratégias de mudança eficazes que precisam ser usadas. A implementação completa da NIC em uma instituição pode levar de meses a anos, e a instituição deve dedicar recursos para programação de computadores, educação e treinamento. A implementação será mais fácil se for feita com grandes fornecedores e com atualização dos sistemas de informação de enfermagem clínica que incluem a NIC. Nesta seção, incluímos ferramentas para implementação. O Quadro 2-3 fornece as etapas para a implementação da NIC em uma instituição de prática clínica. Embora nem todos os passos devam ser realizados em todas as instituições, a lista é útil no planejamento da implementação. Descobrimos que a implementação bem-sucedida dos passos requer o conhecimento sobre mudança e sistemas de informação de enfermagem. Além disso, é uma boa ideia ter um processo de avaliação estabelecido. Há inúmeras publicações que descrevem os processos de aplicação da NIC em uma ampla variedade de áreas da prática, as quais podem ser localizadas por meio de uma pesquisa eletrônica da literatura de enfermagem.

04/11/15 3:46 PM


18

Parte Um

Visão Geral da NIC

Quadro 2-3

Passos para Implementação da NIC em uma Instituição de Prática Clínica A. Estabeleça Comprometimento Organizacional para NIC • Identifique a pessoa-chave responsável pela implementação (p. ex., a pessoa encarregada da informática em enfermagem). • Crie uma força-tarefa de implementação com representantes de áreas-chave. • Forneça materiais da NIC para todos os membros da força-tarefa. • Adquira cópias do livro NIC e disponibilize leituras sobre a NIC para as unidades. • Solicite aos membros da força-tarefa que comecem a usar a linguagem NIC em todas as discussões diárias. • Acesse o site do Center for Nursing Classification da Universidade de Iowa, Boletim da Elsevier NIC/NOC e NIC no Facebook.

• Compartilhe o trabalho dos especialistas clínicos com outros usuários para avaliação e feedback antes da implementação. • Incentive o desenvolvimento de um “promotor” da NIC em cada uma das unidades. • Mantenha informados outros responsáveis pela tomada de decisão na instituição. • Determine a natureza do conjunto total de dados de enfermagem. Trabalhe para garantir que todas as unidades estejam coletando dados sobre todas as variáveis de maneira uniforme, para que a pesquisas futuras possam ser feitas. • Faça planos para assegurar que todos os dados de enfermagem sejam recuperáveis. • Identifique as necessidades da equipe e as formas de lidar com esses planos de aprendizagem.

B. Elabore um Plano de Implementação • Redija os objetivos específicos a serem realizados. • Faça uma análise de campo rigorosa para determinar a condução e as forças limitantes. • Determine se uma avaliação interna deverá ser feita e a natureza dos esforços mobilizados para a avaliação. • Identifique quais intervenções NIC são mais apropriadas para a instituição/unidade. • Determine o alcance da implementação da NIC, por exemplo, em normas, planejamento da assistência, documentação, resumo de alta, avaliação de desempenho. • Priorize os esforços de implementação. • Escolha de uma a três unidades-piloto. Envolva membros dessas unidades no planejamento. • Desenvolva um cronograma por escrito para a implementação. • Revise o sistema atual e determine a sequência lógica de ações para integrar a NIC. • Crie grupos de trabalho de usuários clínicos especialistas para analisar as intervenções e atividades da NIC, determine como serão utilizadas na instituição e desenvolva os formulários necessários.

C. Execute o Plano de Implementação • Desenvolva as telas/formulários para a implementação. Reveja cada intervenção NIC e decida se todas as partes (p. ex., título, definição, atividades, referências) serão usadas. Determine se existem atividades críticas a documentar e se mais detalhes são desejados. • Proporcione tempo de treinamento para a equipe. • Implemente a NIC na unidade-piloto e obtenha feedback regular. • Atualize o conteúdo ou crie novas funções de computador, se necessário. • Use grupos focais para esclarecer questões e preocupações/ questões de destino. • Use dados sobre os aspectos positivos da implementação em apresentações amplas. • Implemente NIC de modo amplo. • Colete dados de avaliação pós-implementação e faça as alterações necessárias. • Identifique os principais marcadores para utilizar a avaliação contínua e dê andamento ao monitoramento e à manutenção do sistema. • Forneça feedback para o Center for Nursing Classification

Os líderes que estão direcionando os esforços de implementação, bem como os administradores, designers de sistemas de informação e os enfermeiros da prática, irão se beneficiar da leitura de referências descrevendo o processo de implementação. O Quadro 2-4 inclui “regras básicas” para o uso da NIC em um sistema de informação. Seguir essas regras irá ajudar a garantir que os dados sejam capturados de forma consistente. Em alguns sistemas de computadores, devido às limitações de espaço, é necessário reduzir algumas atividades NIC. Embora o encurtamento das atividades seja cada vez menos importante com a expansão do espaço no computador, o Quadro 2-5 fornece diretrizes para encurtar as atividades da NIC a fim de caberem em um sistema de computador. Existe uma agenda nacional em prol do avanço para registros eletrônicos de saúde. No entanto, há muitas áreas em que os planos de cuidados de enfermagem manuais ainda são usados. É muito viável a utilização de linguagem padronizada em um sistema manual/físico ou não informatizado. Na verdade, a implementação é mais fácil se a equipe de

C0010.indd 18

enfermagem puder aprender a usar a linguagem padronizada antes da introdução de um sistema eletrônico. A Figura 2-2 ilustra um plano de cuidados de enfermagem manual que incorpora NANDA-I, NOC e NIC. Este é um dos 68 planos de cuidado desenvolvido e utilizado no Genesis Health Care System, em Davenport, Iowa. Essa agência tem sido um local de teste de campo para NIC durante muitos anos. Em um ponto, elas foram totalmente informatizadas, mas devido às fusões hospitalares e a uma mudança nos fabricantes de computadores, os planos de cuidados de enfermagem atualmente são manuais.

Utilização de um Modelo de Linguagem Padronizada O modelo mostrado na Figura 2-3 ilustra o uso da linguagem padronizada para a documentação do cuidado realmente realizado pelo enfermeiro à beira do leito, que gera dados para a tomada de decisão sobre custos e problemas de qualidade na instituição de cuidados de saúde. Os dados também são úteis

04/11/15 3:46 PM


Capítulo 2

Utilização da NIC na Prática, Educação e Pesquisa

19

Quadro 2-4

Princípios Básicos de Implementação para o Uso da NIC em um Sistema de Informação de Enfermagem 1. O sistema de informação deverá indicar claramente que a NIC está sendo usada. 2. Títulos de intervenção NIC e definições devem aparecer por inteiro e devem ser claramente identificadas como intervenções e definições. 3. As atividades não são intervenções e não devem ser rotuladas como tais nas telas. 4. O registro de que a intervenção foi planejada ou realizada deve considerar o título da intervenção. Além disso, a instituição pode optar pela identificação de atividades específicas da intervenção pelos enfermeiros para o planejamento e documentação do cuidado do paciente. 5. O número de atividades necessárias em um sistema de informação deve ser o menor possível para cada intervenção, de forma a não sobrecarregar o profissional.

6. Se as atividades estiverem incluídas no sistema de informação, elas devem ser mencionadas, na medida do possível (dadas as limitações da estrutura de dados), conforme aparecem na NIC. As atividades que precisam ser reescritas para se adaptar a campos pequenos devem refletir o significado pretendido. 7. Todas as atividades adicionais ou modificações devem ser consistentes com a definição da intervenção. 8. A modificação das atividades da NIC deve ser feita com moderação e somente quando necessário, na situação prática. 9. As intervenções NIC devem ser uma parte permanente do prontuário do paciente, com capacidade para recuperar tais informações.

Quadro 2-5

Diretrizes para Encurtamento das Atividades NIC para Adaptação a um Sistema de Computador Introdução: Embora as coisas estejam mudando, alguns sistemas de computador ainda restringem o espaço, desse modo não permitindo o número de caracteres necessários para a inclusão de todo o tamanho das atividades NIC. Se este for o caso, aconselhamos a pedir mais espaço. No entanto, se por qualquer razão não for possível, as seguintes orientações devem ser utilizadas para diminuir o tamanho das atividades. Se essas orientações forem seguidas, todas as atividades devem ter menos de 125 caracteres. Diretrizes: 1. Elimine todos os “conforme apropriado” e “conforme necessário” encontrados depois de uma vírgula no final de algumas atividades. 2. Remova todo os “por exemplo” que encontrar dentro de parênteses. 3. Exclua palavras ou cláusulas dependentes que descrevem outras partes de uma atividade.

para a tomada de decisões sobre políticas de saúde. O modelo de três níveis indica que o uso da linguagem padronizada para a documentação do cuidado do paciente auxilia não só o enfermeiro da prática a comunicar-se com os outros, mas também leva a diversos outros usos importantes. No nível individual, cada enfermeiro usa linguagem padronizada nas áreas de diagnósticos, intervenções e resultados para comunicar planos de assistência ao paciente e documentar o cuidado realiado. Recomendamos o uso de NANDA-I, NIC e NOC como as classificações nas áreas de diagnósticos, intervenções e resultados. Cada uma dessas classificações é abrangente quanto a especialidades e instituições da prática, e cada uma tem os esforços de pesquisa em andamento para manter a atualização das classificações.

C0010.indd 19

4. Use a abreviação “pt” para paciente e “enf ” para enfermeiro. 5. NÃO crie nova linguagem e não substitua as palavras. (Nota: Decidimos não sugerir abreviaturas de palavras além do que já está na NIC, uma vez que a maioria das instituições tem um acordo sobre a lista de abreviaturas a usar. Tais listas não são uniformes entre as instituições e a criação de outra lista pode levar a grande confusão.) Exemplos: Monitorar a temperatura corporal: Administrar o anestésico de acordo com a necessidade do paciente, da análise do diagóstico e das Normas. Obter espécime solicitado para análise laboratorial do equilíbrio acidobásico. Buscar sintomas do histórico de abuso doméstico.

Um enfermeiro que trabalha sozinho com um paciente ou grupo de pacientes/clientes questiona-se várias vezes, de acordo com as etapas do processo de enfermagem. Quais são os diagnósticos de enfermagem do paciente? Quais são os resultados dos pacientes que estou tentando alcançar? Quais intervenções devo usar para obter esses resultados? Os diagnósticos identificados, resultados e intervenções são então documentados utilizando-se a linguagem padronizada nessas áreas. Um enfermeiro que trabalha com um sistema de informação que contém a classificação irá documentar o atendimento prestado escolhendo o título conceitual para a intervenção. Nem todas as atividades serão realizadas em cada paciente. Para indicar quais atividades foram realizadas, o enfermeiro pode destacar aquelas realizadas ou

04/11/15 3:46 PM


20

Parte Um

Visão Geral da NIC

PLANO DE CUIDADOS DO PACIENTE — DÉBITO CARDÍACO DIMINUÍDO GENESIS HEALTH SYSTEM  GMC - Davenport, IA

 GMC - DeWitt, IA

 GMC - Silvis, IL

Débito Cardíaco Diminuído: Quantidade insuficiente de sangue bombeado pelo coração para atender as demandas metabólicas corporais. Sinais e sintomas: Observados ou relatados (selecione no mínimo 2) Frequência/ritmo cardíaco alterados  Arritmias (taquicardia/bradicardia) Contratilidade alterada  Agitação  Crepitações  Tosse

 Palpitações  Ortopneia  Dispneia paroxística noturna  Índice de volume sistólico diminuído

Comportamental/emocional  Ansiedade

 Índice cardíaco diminuído  Fração de ejeção diminuída  Índice do trabalho sistólico do ventrículo esquerdo diminuído

 Agitação

Pré-carga alterada  Distenção da veia jugular  Murmúrios Pós-carga alterada  Pele pegajosa  Preenchimento capilar prolongado  Variação nas leituras da pressão sanguínea

 Fadiga  Pressão venosa central (PVC) aumentada ou diminuída  Dispneia  Resistência vascular pulmonar (RVP) aumentada ou diminuída  Pulsos periféricos diminuídos

 Edema  Pressão de capilar pulmonar (PCP) aumentada ou diminuída  Oligúria  Resistência vascular sistêmica (RVS) aumentada ou diminuída

Escore do Resultado Fatores relacionados

Resultados

Adm inicial/ Data e hora iniciais

Data Data e hora e hora iniciais iniciais

Data e hora iniciais

(Página 1 de 2)

DC final/ Data e hora iniciais

Intervenções

 Controle de arritmias

 Frequência/ritmo  Eficácia da bomba cardíaca cardíaco alterados -PA -Pulsos  Volume sistólico periféricos alterado -Frequência cardíaca apical  Pré-carga alterada -Pressão venosa central  Pós-carga alterada -Fração de ejeção -Ausência de  Contratilidade angina alterada -Tolerância à atividade -Distensão da veia do pescoço -Arritmias -Edema periférico -Dispneia em repouso -Peso -Cognição prejudicada -Débito urinário

Dev 2.11

Data e hora iniciais

 Monitoramento hídrico  Cuidados cardíacos: fase aguda  Cuidados cardíacos: reabilitação  Precauções cardíacas  Controle do choque: cardiogênico  Prevenção de choque  Cuidados cardíacos  Regulação hemodinâmica

0279 CF (Tab – Plano de Cuidados)

Fig. 2-2 Exemplo do Plano de Cuidados de Enfermagem Manual. (Fonte: Genesis Health System, 1227 E. Rusholme Street, Davenport, IA.)

C0010.indd 20

04/11/15 3:46 PM


Capítulo 2

Utilização da NIC na Prática, Educação e Pesquisa

21

 Monitoração de eletrólitos

-Diaforese -Edema pulmonar -Palidez -Cianose -Rubor -Ascite

 Monitoração hemodinâmica invasiva  Controle do choque: cardiogênico

 Perfusão tissular: cardíaca -Achados do eletrocardiograma -Enzimas cardíacas -Náusea -Angina -Bradicardia -Taquicardia

 Controle hidroeletrolítico  Apoio emocional  Cuidados circulatórios: equipamento de suporte circulatório mecânico

 Perfusão tissular: pulmonar -Pressão parcial do CO2 (PaCO2) -Saturação de oxigênio -Ansiedade inexplicada

 (Outra NIC)

 Perfusão tissular: periférica -Preenchimento capilar nos dedos dos pés -Preenchimento capilar nos dedos das mãos -Temperatura da pele nas extremidades -Cãibras musculares -Parestesia  Outras NOC Definição das Escalas de Escores Eficácia da bomba cardíaca: Adequação do volume de sangue ejetado do ventrículo esquerdo para manter a pressão de perfusão sistêmica Perfusão tissular: cardíaca: Adequação do fluxo de sangue através da vasculatura coronária para manter a função cardíaca Perfusão tissular: pulmonar: Adequação do fluxo de sangue através da vasculatura pulmonar para perfundir alvéolos/unidade capilar Perfusão tissular: periférica: Adequação do fluxo de sangue através dos pequenos vasos das extremidades para manter a função do tecido

Dev 2.11

(Página 2 de 2)

1 Desvio grave da variação normal Grave

2 Desvio susbstancial da variação normal Substancial

3 Desvio moderadoda da variação normal Moderado

4 Desvio leve da variação normal Leve

5 Nenhum desvio da faixa normal Nenhum

0279 CF (Tab – Plano de Cuidados)

Fig. 2-2 (Cont.)

C0010.indd 21

04/11/15 3:46 PM


22

Parte Um

Visão Geral da NIC

NÍVEL INDIVIDUAL Conhecimento Clínico de Enfermagem

Classificação de Diagnósticos

Classificação de Intervenções

Classificação de Resultados

Escolha

Escolha

Escolha

Diagnósticos

Intervenções

Resultados

Tomada de Decisão Clínica do Enfermeiro Dados Documentados do Paciente

NÍVEL DA UNIDADE/ORGANIZAÇÃO Dados Demográficos do Paciente Dados de Controle Financeiro Dados da Instituição de Assistência Médica Médicos/Outros Dados Dados de Gerenciamento de Enfermagem

Diagnóstico do Paciente

Intervenções de Enfermagem

Resultados do Paciente

Dados de Prática de Enfermagem

1

2

Alocação do Recurso

Custeio

3

Pesquisa de Efetividade

CUSTO Produtividade

Educação da Equipe

QUALIDADE

Responsável/ Contratação

Inovação da Prática

Desempenho

Conjunto de Dados Mínimos de Enfermagem (NMDS)

NÍVEL DA REDE/ESTADO/PAÍS

Diagnóstico

Exemplos de Rede • Kaiser Permanente • United Health CareCorp. • Humana, Inc.

4

Intervenções

Exemplos de Conjuntos de Dados de Estado • Iowa’s Community Health Management Information Systems (CHMIS)

Resultados

Conjuntos de Dados Nacionais: Exemplos • Uniform Hospital Discharge Data Set (UHDDS) • Ambulatory Care Minimum Data Set • Long-Term Care Minimum Data Set

© Iowa Intervention Project, 1997

Fig. 2-3 Dados de Prática de Enfermagem: Três Níveis

simplesmente documentar as exceções, dependendo do sistema de documentação existente. Um enfermeiro que trabalha com um sistema de informação manual escreverá nos títulos de intervenções NIC escolhidos, conforme o planejamento do cuidado e documentação forem realizados. As atividades também podem ser especificadas, dependendo do sistema de documentação da instituição. Embora as atividades possam ser importantes na comunicação do cuidado de um paciente individual, o título de intervenção é o ponto de partida ao se planejar a assistência. Essa parte do modelo pode ser vista como documentação dos pontos de decisão principal do processo de enfermagem utilizando linguagem padronizada. Torna-se evidente a

C0010.indd 22

importância das competências dos enfermeiros na tomada de decisões clínicas. Descobrimos que, embora a NIC exija que os enfermeiros aprendam uma nova linguagem e uma maneira diferente de conceituar o que fazem (nomear o conceito de intervenção, em vez de listar uma série de comportamentos discretos), eles rapidamente se adaptam e, de fato, tornam-se a força motriz para implementar a linguagem. Com ou sem a informatização, a adoção da NIC torna mais fácil para os enfermeiros comunicarem o que realizam, entre si e para outros profissionais. Os planos de cuidado são muito mais curtos, e as intervenções podem ser ligadas a diagnósticos e resultados. Uma vez que as decisões individuais de um enfermeiro sobre diagnósticos, intervenções e resultados são

04/11/15 3:46 PM


Capítulo 2

coletadas de maneira uniforme, as informações podem ser agregadas ao nível da unidade ou da organização. Ao nível organizacional/da unidade, as informações sobre os pacientes individuais são agregadas àquelas de todos os pacientes da unidade (ou outro grupo) e, por sua vez, de toda a instituição. Esses dados agregados das práticas de enfermagem podem ser ligados a informações contidas no banco de dados de gerenciamento de enfermagem. O banco de dados de gerenciamento inclui dados sobre os enfermeiros e outros que fornecem cuidados, e os meios de prestação dos cuidados. Por sua vez, a prática de enfermagem e o gerenciamento dos dados podem estar relacionados aos dados sobre os tratamentos realizados por médicos e outros prestadores de serviços, informações do estabelecimento, informações do paciente e dados financeiros. A maioria desses dados, com exceção dos dados sobre tratamentos de outros profissionais que não os médicos, já está separada de forma uniforme e disponível para utilização. O modelo ilustra como os dados da prática clínica relacionados com outros dados no sistema de informação da instituição podem ser usados para determinar o custo e a qualidade dos cuidados de enfermagem. O custo do modelo aborda a alocação de recursos e custos de serviços de enfermagem; a qualidade do modelo aborda a pesquisa de eficácia e formação educacional da equipe. O uso de linguagem padronizada para planejar e documentar os cuidados não resulta automaticamente em conhecimento sobre o custo e a qualidade, mas oferece a possibilidade de dados para a tomada de decisão nessas áreas. Os passos para realizar a alocação de recursos, custos de serviço de enfermagem, a pesquisa de eficácia e a formação educacional da equipe são brevemente descritos a seguir. A explicação de alguns termos gerenciais e financeiros encontra-se entre parênteses para quem não estiver familiarizado com essas áreas. Custo A alocação de recursos — distribuindo a equipe e suprimentos • Determinar as intervenções e os resultados relacionados/ tipo de população. • Determinar e aplicar as regras de staffing mix (relação entre prestadores de cuidados de enfermagem profissionais e não profissionais) por tipo de população. • Alocar outros recursos (suprimentos e equipamentos) adequadamente. • Determinar a produtividade da equipe (relação de saída/ entrada ou relação de trabalho produzido/pessoas e materiais necessários para a produção do trabalho) da equipe. Custeio — determinando o custo dos serviços de enfermagem prestados ao paciente • Identificar as intervenções realizadas no paciente. • Fixar um preço por intervenção, tendo em conta o nível do prestador de serviço e do tempo gasto. • Determinar um custo extra (valor cobrado para despesas de negócios que não são imputáveis a um determinado serviço, mas são essenciais para a produção de serviços,

C0010.indd 23

Utilização da NIC na Prática, Educação e Pesquisa

23

tais como aquecimento, luz, construção e reparos); distribuir uniformemente a todos os pacientes e ser capaz de apresentar uma justificativa. • Determinar o custo da prestação de cuidados por paciente (intervenções de cuidados diretos mais despesas gerais). • Determinar o custo por paciente ou usar as informações para contratar os serviços de enfermagem (estabelecendo um acordo comercial para a prestação de serviços de enfermagem a um preço fixo). Qualidade Pesquisa de eficácia — determinando os efeitos ou resultados das intervenções de enfermagem • Identificar as questões de pesquisa (p. ex., qual combinação de intervenções fornece os melhores resultados para um determinado tipo de paciente?). • Selecionar os resultados a serem medidos. • Identificar e coletar as variáveis intervenientes (p. ex., as características do paciente, tratamentos médicos, staffing mix, carga de trabalho). • Analisar os dados. • Fazer recomendações para inovações da prática. Formação educacional da equipe — garantindo a competência para realizar as intervenções necessárias • Determinar o nível de competência dos enfermeiros relacionado a intervenções particulares. • Propiciar educação conforme necessário e repetir a medida de competência. • Determinar o nível de responsabilidade do enfermeiro pela intervenção e se a intervenção ou parte da intervenção é delegada. • Propiciar educação relacionada conforme necessário à tomada de decisão, delegação e construção de equipe. • Avaliar o desempenho em termos de obtenção de resultados dos pacientes. • Utilizar as informações sobre desempenho do enfermeiro, levando em consideração a capacidade do enfermeiro para desempenhar com competência a intervenção em nível global de responsabilidade profissional. Os dois lados do modelo são interativos. O custo e a qualidade devem ser sempre considerados em conjunto. Além disso, os quatro caminhos não são mutuamente exclusivos. A pesquisa pode ser realizada do ponto de vista dos custos, e os custos podem ser determinados para pesquisa e educação. Os quatro caminhos distintos, no entanto, são úteis para indicar as principais áreas de utilização desses dados em um nível organizacional. O nível de rede/estado/país do modelo envolve “encaminhar” os dados de enfermagem para serem incluídos em grandes bases de dados, que são utilizadas na avaliação comparativa para a determinação da qualidade e formulação de políticas de saúde. Werley e Lang51 descreveram o Conjunto de Dados Mínimos de Enfermagem (NMDS) e identificaram 16 variáveis que devem ser incluídas em grandes bancos de dados de construção de políticas. Essas incluem as três variáveis clínicas de diagnósticos, intervenções e resultados;

04/11/15 3:46 PM


24

Parte Um

Visão Geral da NIC

intensidade de enfermagem (definida como staffing mix e horas de atendimento), que será coletada no banco de dados de gerenciamento de enfermagem, e 12 outras variáveis, como a idade do paciente, gênero e raça, e quem se espera que quite a conta, as quais estão disponíveis em outras partes do registro clínico. O modelo indica que os dados de enfermagem sobre diagnósticos, intervenções e resultados são agregados pela facilidade e, então, incluídos nas maiores bases de dados nacionais e regionais. Um número crescente de redes de profissionais de saúde também está construindo bancos de dados. De acordo com Jacox,31a enfermagem tem permanecido essencialmente invisível nesses bancos de dados clínicos e administrativos. Ela listou as seguintes ramificações da invisibilidade de enfermagem e os cuidados de enfermagem nas bases de dados de quase 2 décadas e que ainda hoje são relevantes: • Não conseguimos descrever o cuidado de enfermagem recebido pelos pacientes na maioria das instiuições de cuidados à saúde. • Grande parte da prática de enfermagem é descrita como prática de outrem, especialmente médicos. • Não conseguimos descrever os efeitos da prática de enfermagem nos resultados dos pacientes. • Muitas vezes, não conseguimos descrever os cuidados de enfermagem em uma instituição, muito menos em várias instiuições.

• Não conseguimos identificar o que os enfermeiros realizam, de modo a serem reembolsados por isso. • Não conseguimos dizer a diferença do atendimento ao paciente e custos quando os cuidados são prestados por médicos e enfermeiros. • Essa invisibilidade perpetua a visão da enfermagem como uma parte da medicina que não precisa ser identificada separadamente. Estimar as necessidades de cuidados de enfermagem para os pacientes e projetar essas necessidades para determinar os níveis da equipe é um desafio para os gerentes de enfermagem. Muitas instiuições têm sua própria escala de classificação de pacientes ou utilizam alguma da literatura, como Sunrise Patient Acuity (Van Slyckand Associates), Trend Care Systems (Trend Care Systems Pty Ltd.) ou the Patient Classification Scale;26 no entanto, estes normalmente não são utilizáveis em diferentes instituições. Para preencher esta lacuna, a escala de acuidade mostrada no Quadro 2-6 foi desenvolvida com a ajuda de indivíduos em diferentes contextos como uma escala de acuidade do paciente fácil de usar, que pode ser utilizada em diferentes contextos. Embora o teste da escala tenha sido limitado, sua utilidade em todas as instiuições tem sido demonstrada. A relação enfermeiro/paciente também pode ser determinada pela identificação das principais intervenções aos pacientes no nível da unidade, e identificar e calcular o tempo estimado e o nível de escolaridade exigidos

Quadro 2-6

Escala de Acuidade do Paciente da NIC Instruções: Classifique cada paciente nessa escala, uma vez por dia (ou conforme apropriado sua prática). Nível de acuidade do paciente (circule um): 1. Um paciente que desempenha autocuidado, que está em contato com o sistema de saúde principalmente para a assistência com as atividades de promoção da saúde. O paciente pode necessitar de alguma ajuda para lidar com os efeitos da doença ou lesão, mas a quantidade de tratamento fornecido não é mais do que aquela que poderia ser fornecida em uma breve visita ambulatorial. O paciente nessa categoria está frequentemente em busca de testes de triagem de saúde de rotina, como mamografia, Papanicolaou, instruções sobre paternidade, perda de peso e verificações de pressão arterial, exames médicos desportivos, e também check-ups de bebês. Os aspectos pedagógicos dos cuidados são geralmente breves e muitas vezes limitados a levarem as instruções por escrito para casa. 2. Um paciente que é relativamente independente para o autocuidado, mas pode ter algumas limitações no autocuidado total. O paciente requer uma avaliação periódica e intervenções de enfermagem para as necessidades que podem ser simples ou complexas. Atividades de ensino consistem em boa parte da assistência prestada, e as necessidades de cuidados de saúde incluem a necessidade de educação sobre prevenção. Exemplos de pacientes que podem estar nessa categoria incluem: mulheres com alto risco de uma gravidez complicada, indivíduos com diabetes de difícil controle ou diabéticos recém-diagnosticados, indivíduos que têm uma doença psiquiátrica estável, uma família com uma criança com deficit de atenção, e pacientes cardíacos em fase de reabilitação.

C0010.indd 24

3. O paciente é incapaz de ter recursos ou energia suficientes para atender às suas próprias necessidades e é dependente de outras pessoas para as necessidades de autocuidado. Essa pessoa requer a intervenção de enfermagem contínua, mas o cuidado é previsível e não tem caráter de emergência. Exemplos de pacientes que estão nesta categoria são: pessoas com doença crônica instável ou que retira muita energia, mulheres em trabalho de parto, pacientes de cuidados de longo prazo, pacientes de casas de repouso, pacientes psiquiátricos deprimidos e pacientes no pós-operatório estabilizados. 4. O paciente apresenta doença aguda e depende de outras pessoas para o autocuidado, com necessidades que podem mudar rapidamente. O paciente requer avaliação e intervenções de enfermagem contínuas, e as demandas de cuidado não são previsíveis. Exemplos de pacientes nessa categoria são: paciente no pós-operatório se recuperando de cirurgia de grande porte durante as primeiras 24-36 horas, alguém que sofre de um episódio psiquiátrico agudo, e uma mulher na categoria de gravidez de alto risco em trabalho de parto. 5. O paciente está em estado grave e exige medidas imediatas para manter a vida. O paciente não tem capacidade de realizar autocuidado e requer constantes avaliação e intervenção de enfermagem para manter sua existência. Exemplos de pacientes nessa categoria são: pacientes em terapia intensiva que recebem suporte integral à vida, pacientes psiquiátricos em cuidados intensivos, prematuros com baixo peso ao nascer, vítimas de acidentes com lesões de cabeça e, em geral, os indivíduos com disfunção de múltiplos órgãos.

04/11/15 3:46 PM


Capítulo 2

para implementar a intervenção com segurança, conforme identificado na Parte Cinco do livro. Há fortes evidências de uma relação entre equipe de enfermagem, segurança do paciente e qualidade do cuidado. De acordo com a American Nurses Association (ANA),4 15 estados e o Distrito de Columbia aprovaram legislação ou adotaram regulamentações com relação à equipe de enfermagem. Sete estados ordenaram aos hospitais que estabelecessem um comitê de equipes.

USO DA NIC NA EDUCAÇÃO Os conhecimentos e as habilidades em informação e a tecnologia de assistência ao paciente são fundamentais na preparação dos bacharéis em enfermagem para realizar cuidados de qualidade em diferentes estabelecimentos de saúde. O Essentials of Baccalaureate Education for Professional Nursing Practice2 aprova a inclusão de tecnologia da informação como fundamental à educação e à prática de enfermagem. A melhoria do custo-efetividade e a segurança no cuidado ao paciente dependem da prática baseada em evidências, pesquisa de resultados, coordenação dos cuidados interprofissionais e registros eletrônicos de saúde, os quais envolvem o gerenciamento da informação e tecnologia. Assim, egressos dos programas de bacharelado precisam ser competentes no uso de tecnologias de assistência ao paciente e sistemas de gerenciamento de informações. Além disso, a American Association of Colleges of Nursing2 exige o uso de terminologias padronizadas como fundamentais para o desenvolvimento de sistemas de informação clínica (SIC) efetivos. A integração das terminologias padronizadas nos SIC não só apoia a prática de enfermagem cotidiana, como também a capacidade de aumentar a comunicação interprofissional e gerar automaticamente os dados padronizados para avaliar e melhorar a prática continuamente.2 Os diagnósticos de enfermagem foram incluídos na maioria dos grandes livros de planejamento de cuidados desde os anos de 1980 e, agora, a NIC está sendo cada vez mais incorporada em uma ampla variedade de livros de especialidade de enfermagem, bem como em livros que ajudam os estudantes com o planejamento da assistência. A inclusão da linguagem de enfermagem padronizada em um currículo concentra-se no ensino sobre a tomada de decisão clínica (a seleção dos diagnósticos, resultados e intervenções de enfermagem adequados para um paciente/cliente em particular). Alguns livros úteis para o ensino da tomada de decisão clínica para novos alunos estão listados no Quadro 2-7. Esses recursos estão se expandindo rapidamente conforme mais programas educacionais ensinam as linguagens padronizadas de enfermagem como a base do conhecimento na área. Todas as principais editoras de enfermagem estão incorporando a linguagem de enfermagem padronizada nos recursos impressos e eletrônicos. Mais importante, a NIC pode ajudar professores na organização do conteúdo curricular em todos os cursos clínicos. O conteúdo dos cursos de especialização pode ser estruturado em torno das intervenções fundamentais para condições clínicas específicas e seus diagnósticos de enfermagem associados. O ensino do raciocínio clínico e da tomada de decisão é reforçado quando os enfermeiros aprendem a usar linguagens

C0010.indd 25

Utilização da NIC na Prática, Educação e Pesquisa

25

Quadro 2-7

Textos Selecionados que Incorporam a NIC Ackley, B. &Ladwig, G. B. (2011). Nursing diagnosis handbook: An evidence-based guide to planning care (9th ed.). St. Louis: Elsevier Mosby. Berman, A. J. & Snyder, S. (2012). Kozier&Erb’s fundamentals of nursing: Concepts, process, and practice (9th ed.). Upper Saddle River, NJ: Prentice Hall. Fortinash, K. M. &Worret, P. A. (2006). Psychiatric nursing care plans(5th ed.). St Louis: Mosby. Hockenberry, M. J. & Wilson, D. (2011). Wong’s nursing care of infants and children (9th ed.). St. Louis: Mosby Elsevier. Johnson, M., Moorhead, S., Bulechek, G., Butcher, H., Mass, M., & Swanson, E. (Eds.). (2012). NOC and NIC linkages to NANDA-I and clinical conditions: Supporting clinical reasoning and quality care (3rd ed.). Maryland Heights, MO: Elsevier Mosby. Lewis, S., Dirkse, S., Heitkemper, M., Bucher, L., & Camera, I. (2011). Medical-surgical nursing: Assessment and management of clinical problems (8th ed.). St. Louis: Elsevier Mosby. London, M., Ladewig, P., Ball, J., Bindler, R., & Cowen, K. (2010). Maternal & child nursing care (3rd ed.). Upper Saddle River, NJ: Prentice Hall. Lunney, M. (2009). Critical thinking to achieve positive health outcomes: Nursing case studies and analyses. Ames, IA: Wiley- Blackwell. Pillitteri, A. (2009). Maternal child health nursing: Care of the childbearing and childrearing family (6th ed.). Philadelphia: Lippincott Williams & Wilkins. Smeltzer, S., Bare, B., Hinkle, J., & Cheever, K. (2010). Brunner & Suddarth’s textbook of medical-surgical nursing (12th ed.). Philadelphia: Lippincott Williams & Wilkins. Wilkinson, J. M. & Ahern, N. R. (2008). Prentice Hall nursingdiagnosis handbook (9th ed.). Upper Saddle River, NJ: Prentice Hall.

padronizadas de enfermagem, incluindo a NIC.41 Além disso, os textos que usam estudos de casos que incorporam a NIC, como o Critical Thinking to Achieve Positive Health Outcomes: Nursing Case Studies and Analyses, de Lunney’s,36 podem ser usados tanto no ensino do raciocínio clínico em cursos didáticos quanto em estabelecimentos clínicos. Os professores e os alunos podem desenvolver seus próprios estudos de caso incorporando linguagens de enfermagem padronizadas, e os professores podem ensinar os alunos a integrar intervenções NIC aos planos de assistência desenvolvidos para seus pacientes. Outro recurso útil para ajudar os membros do corpo docente a implementar uma linguagem padronizada em um currículo de graduação é uma monografia escrita por Cynthia Finesilver e Debbie Metzler e seus colegas e alunos da Bellin College, em Green Bay, Wisconsin, e disponível no Center for Nursing Classification & Clinical Effectiveness, na Universidade de Iowa.20 Embora a mudança possa, algumas vezes, ser mais lenta em instituições acadêmicas, a implementação da NIC em uma instituição educacional pode ser mais fácil do que em um cenário prático, pois menos pessoas estão envolvidas e normalmente não há problemas relacionados ao uso em um sistema de informação. No entanto, a alteração de um currículo para incorporação de linguagens padronizadas é uma grande mudança e algumas orientações para realizar as alterações podem ajudar. O Quadro 2-8 lista as etapas para implementação da NIC em uma instituição

04/11/15 3:46 PM


26

Parte Um

Visão Geral da NIC

Quadro 2-8

Passos para Implementação da NIC em uma Instituição Educacional A. Estabeleça Comprometimento Organizacional com a NIC • Identifique a pessoa-chave responsável pela execução (p. ex., chefe do comitê de currículo). • Crie uma força-tarefa de implementação, com representantes de áreas-chave. • Acesse o site do Center for Nursing Classification, o Boletim Elsevier NIC/NOC e NIC no Facebook. • Forneça materiais da NIC para todos os membros da força-tarefa. • Adquira e distribua cópias da última edição da NIC. • Distribua leituras sobre a NIC para o corpo docente. • Avalie as questões filosóficas sobre a centralidade das intervenções de enfermagem na enfermagem. • Solicite aos membros da força-tarefa e outras pessoas-chave que comecem a usar a linguagem NIC na discussão cotidiana. B. Elabore um Plano de Implementação • Redija metas específicas a serem realizadas. • Faça uma análise de campo rigorosa para determinar a condução e as forças limitantes. • Determine se uma avaliação interna deverá ser feita e a natureza dos esforços mobilizados para a avaliação. • Determine o alcance da implementação da NIC, por exemplo, em cursos de graduação e pós-graduação, na declaração da filosofia, em relatos de processos, nos planos de cuidado, nos estudos de caso, na orientação para novos professores. • Priorize os esforços de implementação. • Desenvolva um cronograma por escrito para a implementação. • Crie grupos de trabalho do corpo docente e, talvez, de alunos para revisar as intervenções e atividades da NIC, determinar onde serão ministradas no currículo e como se relacionam

educacional. Esses passos são semelhantes aos Passos para Implementação da NIC em uma Instituição de Prática Clínica ( Quadro 2-3 ), mas as ações específicas relacionam-se à instituição acadêmica e ao desenvolvimento do curso. A decisão central que deve ser tomada é a de que os professores adotem uma orientação filosófica focada na enfermagem, em vez da orientação médica mais tradicional, com implicações de enfermagem adicionadas. Nem todas as intervenções podem ou devem ser tratadas em nível de graduação; os professores devem decidir quais intervenções devem ser aprendidas por todos os alunos de graduação e a necessidade de educação avançada, que deve ser aprendida em um programa de mestrado. Algumas intervenções são exclusivas para áreas de especialização e talvez sejam mais bem ensinadas apenas em disciplinas eletivas de especialidade. Connie Delaney, como professora da Universidade de Iowa, elaborou os passos para identificar quais intervenções são ensinadas em quais cursos. Delaney (comunicação pessoal, 14 de março de 1997) recomenda os seguintes passos, que nós expandimos: 1. Identifique as intervenções NIC que nunca foram ensinadas no currículo (p. ex., associado, bacharelado, mestrado) e elimine-as do currículo.

C0010.indd 26

• • • • • •

com materiais atuais, e desenvolver ou redesenhar todos os formulários necessários. Identifique quais intervenções NIC devem ser ensinadas em nível de graduação e em nível de pós-graduação. Identifique quais intervenções devem ser ensinadas em quais cursos. Distribua os rascunhos de decisões para outros docentes para avaliação e feedback. Incentive o desenvolvimento de um “promotor” da NIC em cada departamento ou grupo de curso. Mantenha informados outros responsáveis pela tomada de decisão a respeito dos seus planos. Identifique as necessidades de professores e planos sobre maneiras de aprender a lidar com isso.

C. Execute o Plano de Implementação • Revise os currículos; encomende o livro NIC para os alunos; solicite que a biblioteca encomende livros. • Proporcione tempo para discussão e feedback em grupos de cursos. • Implemente a NIC em um curso de cada vez e obtenha feedback de professores e alunos. • Atualize o conteúdo do curso, conforme necessário. • Determine o impacto e as implicações para o apoio a cursos e pré-requisitos e reestruture-os, conforme necessário. • Relate o progresso da implementação regularmente nas reuniões do corpo docente. • Colete dados de avaliação pós-implementação e faça mudanças no currículo, conforme necessário. • Identifique os marcadores-chave utilizados para avaliação contínua e continue a monitorar e manter o sistema. • Forneça feedback para o Center for Nursing Classification.

2. Usando as intervenções restantes, solicite que cada grupo de cursos identifique as intervenções que são ensinadas em no curso ou área de responsabilidade de ensino. Ou seja, identifique o que está sendo atualmente ensinado usando os termos das intervenções NIC. 3. Compile essas informações em uma tabela principal (intervenções em um eixo e cada curso em outro eixo) e distribua-as a todos os membros do corpo docente. 4. Realize um diálogo com professores, observando as intervenções que são exclusivas para determinados cursos e aquelas que são ensinadas em mais de um curso. Articule claramente a única perspectiva oferecida por cada curso para cada intervenção que é ensinada em mais de um lugar (p. ex., a intervenção está sendo realizada com uma população diferente?). Ambos os cursos devem continuar a ensinar a intervenção ou seu conteúdo deveria ser excluído de um curso? Revise as intervenções que não estiverem localizadas em todos os cursos, mas que os professores acreditam que devam ser ensinadas neste nível. O conteúdo deve ser adicionado? 5. Afirme o consenso de professores sobre quais intervenções são ensinadas e onde.

04/11/15 3:46 PM


Capítulo 2

O mesmo processo pode, é claro, ser feito com diagnósticos de enfermagem (usando NANDA-I) e com os resultados do paciente (utilizando NOC). Muitos programas educacionais já usam diagnósticos NANDA-I e podem implementar a NIC, revisando as ligações NANDA-I-NIC e determinando as intervenções que podem ser ensinadas em relação aos diagnósticos NANDA-I.

Usando a NIC no Modelo de Raciocínio Clínico Reflexivo Outcome Present State Test (OPT) Os modelos de tomada de decisão fornecem a estrutura e o processo que facilitam o raciocínio clínico. O raciocínio clínico é o uso efetivo do conhecimento usando os processos de pensamento reflexivo, criativo, concorrente e crítico para atingir os resultados desejados do paciente. Desde os anos 1950, o processo de enfermagem tem proporcionado a estrutura que facilita o raciocínio clínico na educação dos estudantes de enfermagem. O modelo de processo de enfermagem de 5 passos (avaliação, diagnóstico, planejamento, intervenção e evolução, ou ADPIE) é um padrão de prática de enfermagem. As linguagens padronizadas facilitam o ensino do processo de enfermagem quando estão totalmente integradas em cada um dos cinco passos. A Avaliação conduz à identificação dos diagnósticos NANDA-I na fase de Diagnóstico; Planejamento dos cuidados para cada diagnóstico envolve a escolha de intervenções NIC e a seleção de atividades, resultados e indicadores NOC sensíveis à enfermagem; a fase de Intervenção é o processo de implementação de intervenções e atividades NIC; e a Evolução é o processo de determinação das mudanças nos indicadores NOC.

Utilização da NIC na Prática, Educação e Pesquisa

27

Embora o processo de enfermagem tenha demonstrado sua utilidade como um método de tomada de decisão clínica, o processo de enfermagem tradicional apresenta uma série de limitações para a prática da enfermagem contemporânea. Hoje, a prática de enfermagem damanda o conhecimento da “história” do paciente, de modo que a situação do paciente é colocada em um contexto significativo. Pesut e Herman43 apontam que o processo de enfermagem tradicional não enfoca explicitamente os resultados, não enfatiza o pensamento reflexivo e criativo concomitante; é um procedimento mais orientado do que focado nas estruturas e processos de pensamento, utilizando o pensamento gradual e linear, que limita o pensamento relacional necessário para compreender as interconexões complexas entre os problemas apresentados pelo paciente e limita o desenvolvimento de teorias relavantes na prática. Em resposta à necessidade de um modelo mais contemporâneo para o raciocínio clínico, Pesut e Herman desenvolveram o modelo OPT de raciocínio clínico reflexivo. O modelo OPT (Figura 2-4) é um avanço no ensino e prática da tomada de decisão clínica, utilizando uma estrutura de raciocínio clínico. Pesut42 afirma, “o pensamento clínico e o raciocínio pressupõem o uso de uma linguagem de enfermagem padronizada... os sistemas de classificação do conhecimento de enfermagem fornecem o vocabulário para o raciocínio clínico”. Ao contrário do processo de enfermagem tradicional, o modelo OPT de raciocínio clínico reflexivo fornece uma estrutura para o raciocínio clínico com foco em resultados e não é um processo linear com passos. O raciocínio clínico que se concentra nos resultados aumenta a melhora da qualidade, otimizando a avaliação da efetividade

Reflexão Estrutura (Estrutura Conceitual de Enfermagem)

Julgamento (Indicadores NOC)

Estado do Resultado (NOC)

Estado Atual (NANDA)

Saída Teste

Lógica da Pista

História do Cliente em Contexto

Tomada de Decisão — Classificação das Intervenções de Enfermagem (NIC) Fig. 2-4 Integração do Modelo do Outcome Present State Test (OPT) com NANDA-I, NIC e NOC (Modificada de Clinical Reasoning: The Artand Science of Critical and Creative Thinking, by Pesut, D. & Herman, J. 1999. Reproduzida com permissão de Delmar Learning, adivision of Thomson Learning: www.thomsonrights.com).

C0010.indd 27

04/11/15 3:46 PM


28

Parte Um

Visão Geral da NIC

em vez de enfocar principalmente os problemas. No modelo OPT de raciocínio clínico, o enfermeiro enfoca simultaneamente os problemas e os resultados por justaposições de ambos. O modelo requer que os enfermeiros considerem simultaneamente as relações entre os diagnósticos, intervenções e resultados com atenção para as evidências. Em vez de considerar um problema de cada vez, o OPT requer que se considerem vários problemas identificados simultaneamente e que haja discernimento sobre qual problema ou questão é central e mais importante na relação com todos os outros problemas. A ênfase do modelo é: histórico do paciente, enquadramento da história em uma estrutura conceitual específica de disciplina, uso do pensamento reflexivo com ênfase nos resultados, mapeamento da rede de relações entre os diagnósticos de enfermagem e identificação da questão principal fornecendo uma vantagem distinta sobre o processo de enfermagem tradicional. Como um modelo de tomada de decisão clínica emergente, o modelo OPT fornece um novo processo de ensino, aprendizagem e prática de enfermagem. O modelo OPT começa ouvindo a História do Cliente no Contexto para reunir informações importantes sobre o contexto, as principais questões e as perspectivas da situação do paciente. Pesut e Herman43 sugerem o uso de uma planilha de rede de raciocínio clínico, que é uma representação pictórica das relações funcionais entre os diagnósticos, descrevendo o estado atual. A avaliação das relações entre os diagnósticos usando pensamento sistêmico e de síntese permite que os enfermeiros identifiquem a questão principal. A questão principal é um ou mais diagnósticos que são centrais para a história do paciente e suportam a maioria dos outros diagnósticos de enfermagem. As questões principais orientam o raciocínio clínico ao identificar o diagnóstico central que precisa ser tratado em primeiro lugar e também contribui para estruturar o processo de raciocínio. Estruturar um evento, problema ou situação é como usar uma lente através da qual enxerga-se e interpreta-se a história do paciente. A história pode ser estruturada por uma teoria de enfermagem específica, um modelo em particular, a perspectiva desenvolvimental, ou um conjunto de políticas e procedimentos. Estruturar a história do paciente por uma teoria de enfermagem específica permite que o enfermeiro “pense em enfermagem” em vez do raciocínio em medicina, psicologia, sociologia ou de alguma outra perspectiva que não seja a enfermagem.12 O Estado Atual é a descrição do paciente no contexto, ou a condição inicial. O estado atual mudará com o tempo, como resultado dos cuidados de enfermagem e devido às mudanças na natureza da situação do paciente. As questões que descrevem o estado atual podem ser organizadas por meio da identificação dos diagnósticos de enfermagem, utilizando a taxonomia NANDA-I.41A NANDA-I fornece uma estrutura e dá sentido às pistas. Pesut e Herman43 descrevem em detalhes como o enfermeiro cria uma rede de raciocínio clínico para descrever o estado atual, identificando a relação entre vários ou entre dois diagnósticos NANDA-I associados à condição de saúde do paciente. Informado pelo conhecimento de

C0010.indd 28

enfermagem e/ou pela direção que o paciente escolhe seguir, são identificados resultados que indicam a condição desejada do cliente. Os resultados NOC40 fornecem os meios para identificar o Estado do Resultado e são identificados por justaposição ou fazendo-se uma comparação lado a lado de um estado de resultado específico com dados do estado atual. Os resultados NOC são um estado, comportamento ou percepção que são medidos ao longo de um continuum em resposta a uma intervenção de enfermagem. O teste é o pensamento sobre como as lacunas entre o estado atual (diagnósticos NANDA-I) e o estado desejado (resultados NOC sensíveis à enfermagem) serão preenchidas. Enquanto testa, o enfermeiro justapõe o estado atual e o estado do resultado, considerando quais intervenções NIC podem ser usadas para preencher a lacuna. A tomada de decisão envolve a seleção e implementação das intervenções de enfermagem específicas. O enfermeiro identifica as intervenções de enfermagem e as ações de enfermagem que ajudarão os pacientes a alcançar seus resultados desejados. A taxonomia das intervenções NIC facilitará a identificação das intervenções de enfermagem padronizadas, que são escolhidas com base em sua capacidade de ajudar os pacientes na transição dos estados do problema para os estados de resultado mais desejáveis. O Julgamento é o processo de tirar conclusões com base nas medidas tomadas. Ao longo de todo o processo do modelo OPT, o enfermeiro usa a Reflexão, fazendo observações enquanto pensa nas situações do cliente. Dentro do modelo OPT, a NIC pode ser usada em conjunto com NANDA-I e NOC para auxiliar os alunos no desenvolvimento das competências necessárias para a tomada de decisão clínica. Kautz, Kuiper, Pesut e Williams33 realizaram uma extensa pesquisa sobre o ensino do raciocínio clínico usando linguagens de enfermagem padronizadas com o modelo OPT. Os achados apontaram “que os alunos que sempre usaram uma linguagem NNN com modelos OPT foram aqueles que tiveram melhor desempenho na área clínica e melhor completaram suas redes de raciocínio clínico e planilhas de modelo OPT”.

USO DA NIC NA PESQUISA O cuidado de alta qualidade, centrado no paciente e baseado em evidências, consiste na realização de intervenções adequadas, aceitáveis, efetivas, seguras e eficientes.46 Cada vez mais, o financiamento de assistência à saúde está sendo orientado pelos resultados dos sistemas de prestação de assistência, qualidade do cuidado e custo-efetividade do cuidado, dependendo do uso das intervenções mais eficazes para alcançar os resultados desejados. Realizar e manter um cuidado de qualidade custo-efetivo requer a formulação e avaliação das intervenções como um meio de estabelecer uma sólida base de conhecimentos para orientar a tomada de decisão clínica quanto à seleção e implementação das intervenções que são mais eficazes na melhora da condição do paciente. Em geral, a avaliação das intervenções de enfermagem é realizada por meio de pesquisas de eficácia e de eficiência. O uso de linguagem padronizada abre muitas possibilidades interessantes para

04/11/15 3:46 PM


Capítulo 2

a enfermagem na realização das pesquisas de efi cácia e eficiência. Pesquisa de Eficácia da Intervenção Os testes de tratamentos de enfermagem começaram com o trabalho clássico de Rita Dumas em 1960. Embora vários estudos tenham sido realizados desde então, não há maior esforço necessário na pesquisa de enfermagem hoje do que a realização da pesquisas para estabelecer quais as intervenções alcançam o melhor resultado desejado do paciente. Burns e Grove10 oferecem uma abordagem prospectiva para testar as intervenções de enfermagem, que consistem no planejamento do projeto, coleta de informações, desenvolvimento de uma teoria de intervenção, desenho da intervenção, estabelecimento de um sistema de observação, teste da intervenção, coleta e análise dos dados e disseminação dos resultados. Um aspecto essencial da pesquisa de eficácia é quando a equipe do projeto começa a coletar informações sobre a intervenção. O processo de reunir informações sobre a intervenção é reforçado quando os pesquisadores começam a examinar a intervenção de enfermagem utilizando uma taxonomia padronizada, uma vez que a taxonomia validada descreve e classifica as intervenções de enfermagem que representam a essência do conhecimento de enfermagem sobre os fenômenos de cuidados e sua relação com o conceito global de atendimento. Acreditamos que a NIC fornece os conceitos e a linguagem para identificar e definir as intervenções de enfermagem para pesquisas de testes de intervenção. Usando uma linguagem padronizada de enfermagem em pesquisas de testes de intervenção, assegura-se que os resultados da investigação por diversas equipes possam ser sistematicamente comparados. Além disso, usar os títulos de conceito de intervenção NIC como base da pesquisa de intervenções de enfermagem permite aos pesquisadores trabalharem juntos, embasa o foco da pesquisa em uma fonte primária de conhecimento sobre as intervenções de enfermagem e contribui para o desenvolvimento de conhecimentos específicos da disciplina. Por exemplo, Gerdner22 estudou o uso da musicoterapia como uma intervenção em pacientes com demência e Butcher está realizando uma pesquisa sobre o efeito das notícias na redução do estresse em cuidadores familiares (National Institute of Nursing Research/National Institutes of Health/ R15NR8213). Os recentes avanços na pesquisa de intervenção de enfermagem sugerem a necessidade de testar intervenções que são ou direcionadas ou adaptadas. Beck e colegas6 definem intervenções direcionadas como aquelas destinadas a lidar com uma única característica de um grupo, tais como idade, gênero, diagnóstico ou etnia. As intervenções individualizadas são aquelas desenvolvidas para lidar com características individuais de pessoas dentro de uma amostra, como fatores de personalidade, objetivos, necessidades, preferências e recursos. Os pesquisadores apontam alguns dos desafios e dos processos para a realização de pesquisas de intervenção direcionadas ou individualizadas, e apontam para a importância de que a intervenção seja padronizada. A taxonomia NIC oferece aos pesquisadores uma fonte para a identificação

C0010.indd 29

Utilização da NIC na Prática, Educação e Pesquisa

29

de intervenções de enfermagem padronizadas que podem ser individualizadas para a concepção de pesquisa de testes de intervenções direcionadas e individualizadas. Mesmo as intervenções padronizadas devem ser eficazes; uma intervenção individualizada ou direcionada pode promover melhor aderência, alcançar melhores resultados e ser mais custo-efetiva. Há uma gama de estudos que podem ser realizados com base no uso de intervenções NIC para ajudar a direcionar e individualizar as intervenções de enfermagem. Determinar a dosagem de uma intervenção também é importante para determinar o efeito de uma intervenção na prática. Em outras palavras, é essencial que os enfermeiros pesquisadores tomem decisões bem fundamentadas sobre quais intervenções de enfermagem serão testadas, bem como a quantidade de cada intervenção que deverá ser realizada para atingir um resultado desejado. Reed, Titler, Dochterman, Shever, Kanak e Picone44 discutem a dosagem, em termos de quantidade, frequência e duração da intervenção. Eles sugerem que a contagem do número de atividades em uma intervenção NIC seja uma maneira de determinar a quantidade. A duração pode ser determinada observando-se o tempo total gasto em todas as atividades. Maiores detalhes podem ser conseguidos ponderando-se cada atividade com relação à sua força, de maneira que atividades diferentes podem ter seu próprio valor atribuído e os valores seriam então somados para determinar a dosagem de intervenção.44 Os autores concluem que medir e relatar a dosagem de uma intervenção na investigação é essencial para o desenvolvimento de uma base de dados para apoiar a prática. Manter a integridade da intervenção entre os participantes e instituições é importante, pois a realização inconsistente da intervenção pode resultar em variabilidade nos resultados alcançados.13,46 Usar a NIC significa que um número substancial das atividades listadas para uma intervenção específica deve ser realizado e que todas as atividades realizadas devem ser consistentes com a definição da intervenção. É importante que as atividades sejam adaptadas para cuidados individuais, mas elas não devem variar tanto de modo que a intervenção já não seja a mesma. No momento, não há solução para a questão da dosagem de intervenção. Uma medida de substituição, como a quantidade de tempo que um profissional utiliza quando realiza a intervenção, é útil e pode ser suficiente como medida de dosagem em alguns estudos. Outra solução é saber o número e a extensão das atividades específicas que são realizadas. Apesar de não termos codificado as atividades de enfermagem, alguns fornecedores e instituições codificaram as atividades, mas outros não têm capacidade de armazenamento de memória necessária para grandes conjuntos de dados e optaram por não documentar este nível de detalhe. Embora a documentação do título da intervenção seja o mais importante para a comparação dos dados entre instituições, também é importante existir uma maneira de determinar a aplicação coerente da intervenção. Isso pode ser feito pela adoção de um protocolo-padrão para a realização da intervenção, pela coleta do tempo gasto para a realização da intervenção, ou por documentação das atividades relacionadas à intervenção.

04/11/15 3:46 PM


30

Parte Um

Visão Geral da NIC

Pesquisa de Efetividade da Intervenção Na pesquisa de efetivade, os enfermeiros pesquisadores utilizam dados clínicos reais contidos nas bases de dados das instituições, como as variáveis (p. ex., as intervenções, os resultados, as características específicas do paciente, as características do profissional, as características específicas da instituição) e suas medidas para avaliar a eficácia da intervenção. A pesquisa de efetividade é realizada frequentemente para estudar o efeito das intervenções do profissional nos resultados do paciente, com a finalidade de facilitar a melhor tomada de decisão clínica e fazer o melhor uso dos recursos. Para analisar os dados sobre o uso e a efetividade das intervenções de enfermagem, é necessário coletar, de forma sistemática, outras informações que possam ser usadas em conjunto com os dados da NIC sobre intervenções para resolver várias questões. No início do processo de implementação, uma instituição deve identificar as questões-chave de pesquisa a serem abordadas com os dados clínicos contidos em um sistema de documentação eletrônica. Após as perguntas da pesquisa serem identificadas, as variáveis necessárias para abordar as questões e se os dados já estão coletados ou devem ser coletados no novo sistema podem ser determinadas. Os dados que serão obtidos a partir das variáveis identificadas devem ser ligados uns aos outros, ao nível do paciente individual. Tenha em mente essas preocupações ao criar um sistema de informação de enfermagem, para evitar problemas mais tarde. As três questões seguintes são exemplos de tipos de perguntas que podem ser estudadas usando-se dados clínicos reais: • Quais intervenções normalmente ocorrem juntas? Quando informações são sistematicamente coletadas sobre os tratamentos desempenhados por enfermeiros, grupos de intervenções que normalmente ocorrem em conjunto para certos tipos de pacientes podem ser identificados. Precisamos identificar as intervenções que são frequentemente usadas em conjunto para certos tipos de pacientes, para que possamos estudar os seus efeitos interativos. Essas informações também serão úteis na construção de caminhos críticos, na determinação dos custos dos serviços e no planejamento da alocação de recursos. • Quais enfermeiros usam quais intervenções? A documentação sistemática do uso de intervenção nos permitirá estudar e comparar a taxa de uso de intervenções específicas por tipo de unidade e estabelecimento. A implementação da NIC nos permitirá saber quais intervenções são usadas por quais especialidades de enfermagem. Determinar as intervenções utilizadas com mais frequência em um tipo específico de unidade ou em um determinado tipo de instituição ajudará a determinar quais intervenções devem estar no sistema de informação de enfermagem da unidade/instituição. Também ajudará na seleção de pessoal para compor a equipe dessa unidade e na estruturação da educação continuada fornecida ao pessoal nessas unidades. • Quais são os diagnósticos e resultados relacionados a intervenções específicas? O conhecimento sobre quais

C0010.indd 30

intervenções funcionam melhor para diagnósticos específicos e levam a certos resultados pode ser utilizado para auxiliar os enfermeiros a tomar melhores decisões clínicas. Além disso, essa informação pode ajudar-nos a desenvolver planos de tratamento que têm as melhores chances de sucesso para os pacientes. Os elementos de dados recomendados para abordar essas questões estão listados no Quadro 2-9 e incluem a definição e mensuração propostas. A definição e mensuração consistentes são necessárias para agregar e comparar dados de diferentes unidades em diferentes instituições. Essas variáveis e suas medidas foram discutidas com representantes de vários tipos de instituições e estabelecimentos de cuidados, na tentativa de torná-las significativas em todos os contextos. Como pode ser visto a partir da lista, são necessários mais do que dados clínicos de enfermagem. O número de identificação do paciente é necessário para ligar informações; idade, gênero, raça/etnia são incluídos para fornecer algumas informações demográficas sobre a população de pacientes; os diagnósticos e intervenções médicos, medicamentos e tipo da unidade de trabalho, staffing mix, média de gravidade do paciente e carga de trabalho são incluídos para controle. Isto é, para algumas análises, podemos precisar controlar um ou mais itens para determinar se a intervenção de enfermagem foi a causa do efeito sobre o resultado do paciente. Nosso trabalho com essas variáveis demonstra que a profissão ainda precisa lidar com várias questões relacionadas à coleta de dados padronizados. Por exemplo, a coleta e codificação de medicamentos (Número 8) de forma facilmente recuperável ainda não está disponível na maioria dos estabelecimentos. Embora a pesquisa de enfermagem possa ser realizada sem o conhecimento de medicamentos, muitos dos resultados que são alcançados por enfermeiros também são influenciados por certos medicamentos, e por isso o controle para efeito da medicação é desejável. No presente momento, não há um número único que identifique o enfermeiro que é o principal responsável pelo cuidado do paciente/cliente (Número 13). Consequentemente, não é possível atribuir intervenções clínicas ou resultados a enfermeiros específicos com base nos dados de documentação. Além disso, os estabelecimentos de assistência à saúde não coletam os dados da unidade (Números 20 a 24) de forma padronizada. Assim, se alguém desejasse comparar tais dados entre estabelecimentos, os dados precisariam ser traduzidos estabelecimento por estabelecimento quanto a medidas comuns, como aquelas propostas no Quadro 2-9. O método para conduzir pesquisas de efetividade com dados clínicos reais é descrito em uma monografia com base em pesquisa realizada por uma equipe de Iowa.48 Essa publicação descreve métodos para recuperar dados de enfermagem clínica de sistemas eletrônicos, armazená-los de acordo com exigências de confidenciailidade, aplicar técnicas de ajuste de risco e analisar o impacto de tratamentos de enfermagem. O estudo de avaliação da efetividade das intervenções NIC foi um subsídio de efetividade de 5 anos financiado pela NINR e AHRQ, intitulado Nursing Interventions and Outcomes in Three Older Populations (Titler, R01 NR 05331).

04/11/15 3:46 PM


Capítulo 2

Utilização da NIC na Prática, Educação e Pesquisa

31

Quadro 2-9

Elementos de Dados para Pesquisa de Efetividade em Enfermagem Definições e Mensuração Dados do Estabelecimento 1. Número de Identificação do Estabelecimento — Definição: um número que identifica a organização onde o paciente/cliente recebeu cuidados em enfermagem. Medida: use o número de identificação do Medicare Dados de Admissão 2. Número de Identificação do Paciente — Definição: o número único, atribuído a cada paciente/cliente dentro de uma unidade de assistência à saúde, que distingue e separa um registro do paciente de outro no estabelecimento Medida: use o número de registro da instalação 3. Data de Nascimento— Definição: dia do nascimento do paciente Medida: mês, dia e ano de nascimento 4. Gênero — Definição: sexo do paciente Medida: masculino, feminino, desconhecido 5. Raça — Definição: classe ou tipo de pessoa unificada por uma comunidade de interesses, hábitos ou características Medida: Use códigos UHDDS: 1. índio americano ou nativo do Alaska; 2. ilhas da Ásia ou do Pacífico; 3. negro, não hispânico; 4. hispânico; 5. branco, não hispânico; 6. outro (favor especificar); 7. desconhecido 6. Estado Civil — Definição: união legalmente reconhecida entre homem e mulher Medida: 1. casado; 2. viúvo; 3. divorciado; 4. separado; 5. nunca foi casado; 6. desconhecido 7. Data de Admissão — Definição: data de início da assistência Medida: mês, dia e ano Medicações 8. Medicações — Definição: uma substância medicinal usada para curar doenças ou aliviar sintomas Medida: 1. nome do medicamento; 2. meios da administração: 1. VO, 2. IM/SC, 3. EV, 4. aerossol, 5. retal, 6. via ocular, 7. outro; 3. dosagem: quantidade de medicamento prescrito; 4. frequência: número de vezes a ser administrado por dia; 5. data de início: data de início do medicamento neste episódio de assistência: mês, dia e ano; 6. data do término: data em que o medicamento foi descontinuado neste episódio de assistência: mês, dia e ano Dados dos Médicos 9. Número de Identificação do Médico — Definição: um número entre estabelecimentos que identifica o médico como o responsável principal pela assistência médica do paciente/cliente durante o episódio de assistência.

Medida: único número usado para fornecer o extrato dos serviços (UHDDS usa atendimento e operação) 10. Diagnóstico Médico — Definição: as condições médicas que coexistem no momento da admissão, que desenvolvem-se subsequentemente ou que afetam o tratamento recebido e/ou a duração da permanência; todos os diagnósticos que afetam o episódio atual de assistência Medida: nomes dos diagnósticos médicos, conforme listado na conta do paciente usando os códigos ICD-9-CM 11. Grupo Relacionado ao Diagnóstico (GRD) — Definição: o sistema de pagamento prospectivo norte-americano usado para reembolsos de pacientes da Medicare; categoriza pacientes de alta em aproximadamente 500 grupos com base em diagnósticos médicos, idade, tratamento, status de alta e sexo. Medida: os três dígitos numéricos e o nome do GRD ao qual o paciente foi relacionado 12. Intervenção Médica — Definição: um tratamento prescrito por um médico; todos os procedimentos significativos para o episódio atual da assistência Medida: 1. nomes dos procedimentos médicos listados na conta do paciente usando os códigos CPT ; 2. data de início: data em que o procedimento iniciou neste episódio de assistência: mês, dia, ano; 3. data do término: data em que o procedimento foi descontinuado neste episódio de assistência: mês, dia e ano Dados de Enfermagem 13. Número de Identificação do Enfermeiro — Definição: um número entre estabelecimentos que identifica o enfermeiro que é o principal responsável pelo cuidado do paciente ou cliente durante o episódio de assistência Medida: número de cada enfermeiro no estabelecimento; não existe um registro nacional no momento 14. Diagnóstico de Enfermagem — Definição: uma avaliação clínica feita por um enfermeiro sobre a resposta do paciente a um problema de vida ou processo de saúde real ou potencial durante este episódio de assistência, que afeta os tratamentos recebidos e/ou o tempo de permanência Medida: nomes dos diagnósticos de enfermagem, utilizando termos e códigos NANDA-I 15. Intervenção de Enfermagem — Definição: tratamento realizado por um enfermeiro Medida: 1. nomes dos tratamentos do paciente durante o episódio de assistência; uso de termos e códigos NIC; 2. data de início: data em que a intervenção começou neste episódio de assistência: dia, mês, ano; 3. Data de término: data de término da intervenção neste episódio de assistência: dia, mês, ano Resultados 16. Resultados do Paciente — Definição: um aspecto do estado de saúde do paciente/cliente, que é influenciado pela intervenção de enfermagem durante este episódio de assistência Medida: 1. nomes dos resultados usando termos NOC; 2. data identificada; 3. término da data do resultado; 4. estado do resultado no início e no final do episódio de cuidado (use a escala NOC) (Continua)

C0010.indd 31

04/11/15 3:46 PM


32

Parte Um

Visão Geral da NIC

Quadro 2-9

Elementos de Dados para Pesquisa de Efetividade em Enfermagem (Cont.) 17. Data da Alta — Definição: data de término de um episódio de assistência Medida: mês, dia e ano 18. Disposição — Definição: plano de cuidados de saúde contínuos realizados na alta Medida: use NMDS com modificações: 1. alta para casa ou autocuidado (alta de rotina); 2. alta para casa com encaminhamento para serviço de enfermagem comunitário organizado; 3. alta para casa com arranjos para ser atendido por enfermeiro ambulatorial; 4. transferência para um hospital de curta permanência; 5 transferência para uma instituição de longo prazo; 6. faleceu; 7. deixou a instituição contra orientação médica; 8. ainda é um paciente; 9. outro 19. Custo do Cuidado — Definição: as responsabilidades do profissional pelos serviços prestados ao cliente durante o episódio de assistência Medida: encargos totais cobrados por episódio de assistência (a partir de projeto de lei do paciente) Dados da Unidade 20. Tipo de Unidade — Definição: nome do tipo de unidade ou área de especialidade que melhor caracteriza onde a maioria da assistência ao paciente é realizada Medida: todas as unidades respondem às questões A e B: A. Qual é a localização do cuidado de enfermagem? (Escolha apenas um local) ___Cuidado ambulatorial/externo ___Comunidade ___Domicílio ___Hospital ___Estabelecimento de longa permanência/casa de repouso ___Saúde ocupacional ___Agência de reabilitação ___Escola ___Outro (favor descrever):_________________________ B. Qual é a especialidade que melhor caracteriza o tipo de cuidado a ser realizado? (Escolha apenas um) ___Clínica geral ___Cirugia geral ___Médico-cirúrgica geral ___Geriátrica ___Cuidados emergenciais ou intensivos (p. ex., Unidade de cuidado coronariano, UTI Médica, UTI Pediátrica, UTI de Pós-operatório, Sala de emergência, Sala de cirurgia, Sala de recuperação pós-anestésica) ___Materno-infantil ___Psiquiátrica (adulto ou criança, incluindo abuso de substâncias) ___Medicina especializada (p. ex., medula óssea, cardiologia, dermatologia, hematologia, hemodiálise, neurologia, oncologia, pneumologia, radiologia) ___Cirurgia especializada (p. ex., otorrinolaringologia, neurocirurgia, ortopedia, urologia) ___ Outro (favor descrever):________________________ 21. Staffing mix — Definição: proporção de profissionais para não profissionais prestadores de cuidados de enfermagem na unidade/clínica/grupo onde o cuidado está sendo realizado

C0010.indd 32

Medida: número de enfermeiros pelo número de pessoal não profissional que trabalhou na unidade/clínica/grupo em cada dia de permanência do paciente (colete diariamente durante a permanência do paciente/episódio de cuidado —se não puder verificar diariamente, verifique a média semanal). Aloque os turnos de 12 horas ou outros turnos irregulares às horas efetivamente trabalhadas, ou seja, uma pessoa que trabalha 12 horas, das 7:30 às 19:30, é alocada em 8 horas (1 Equivalente à hora cheia, EHC) no diurno e 4 horas (0,5 EHC) nas noites. Conte apenas as horas reais de cuidados direto, ou seja, remova o enfermeiro-chefe e enfermeiro encarregado, a menos que eles estejam prestando asssistência direta, remova a secretária da unidade e não inclua as horas não produtivas (tais como orientação, educação continuada). n° de EHC dos enfermeiros no diurno _____ n° de EHC dos enfermeiros nas madrugadas _____ n° de EHC dos enfermeiros no noturno ______ n° de EHC dos técnicos no diurno _____ n° de EHC dos técnicos nas madrugadas _____ n° de EHC dos técnicos nas noites _____ n° de EHC dos auxiliares no diurno ______ n° de EHC dos auxiliares na madrugada ______ n° de EHC dos auxiliares no noturno______ n° de outros dias (favor identificar) _____ n° de outras madrugadas (favor identificar) _____ n° de outras noites (favor identificar) ______ 22. Horas de Cuidados de Enfermagem — Definição: horas de cuidados de enformagem realizados por dia na unidade/clínica/grupo em que o cuidado é realizado Medida: horas de cuidados (equipe atual) pelos enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem Dias: Horas dos enfermeiros ________ Horas dos técnicos ________ Horas dos auxiliares ________ outras horas ________ Madrugadas: Horas dos enfermeiros ________ Horas dos técnicos ________ Horas dos auxiliares ________ outras Noites: Horas dos enfermeiros ________ Horas dos técnicos ________ Horas dos auxiliares ________ outras Observação: Estas são as mesmas pessoas do número 21. 23. Gravidade do Paciente — Definição: Nível médio de doença de pacientes atendidos na unidade Medida: o paciente é classificado conforme a escala de gravidade do paciente 24. Carga Horária — Definição: a quantidade de serviço de enfermagem em uma unidade Medida: A gravidade média dos pacientes (Número 23) vezes o número de leitos ocupados por dia (ou o número de pacientes atendidos em ambulatório) dividido pelo número de enfermeiros trabalhando ou o número de total de pessoal de enfermagem trabalhando (Número 21) Censo à meia-noite ou número de pacientes encontrados por dia

04/11/15 3:46 PM


Capítulo 2

O estudo analisou o uso de intervenções em três grupos de pacientes idosos em uma unidade de cuidados intensivos que tem um sistema eletrônico de grande porte para a documentação dos cuidados de enfermagem. Os objetivos do projeto foram: 1. Identificar as intervenções de enfermagem utilizadas, tratamentos farmacológicos e tratamentos médicos para os idosos hospitalizados com insuficiência cardíaca, fratura de quadril, e para aqueles que receberam a intervenção de enfermagem Prevenção de Quedas. 2. Descrever as relações entre as características do paciente, as condições clínicas do paciente (diagnóstico médico, gravidade da doença), tratamentos (intervenções de enfermagem, tratamentos médicos, tratamentos farmacológicos), características das unidades de enfermagem, e os resultados de pacientes idosos hospitalizados (insuficiência cardíaca, fratura de quadril, prevenção de queda). 3. O investigador deve: A) Comparar o tempo de permanência em cuidados intensivos para as internações que receberam a intervenção de enfermagem Controle da Dor com as hospitalizações que não receberam Controle da Dor no grupo de Procedimento de Quadril. B) Comparar a disposição de alta das internações que receberam a intervenção de enfermagem Controle Hídrico com internações que não receberam Controle Hídrico no grupo Insuficiência Cardíaca. C) Comparar os custos hospitalares de internações que receberam alta utilização da intervenção de enfermagem Supervisão com as hospitalizações que receberam baixa utilização de Supervisão. 4. Desenvolver uma diretriz para a construção e utilização de um banco de dados de pesquisa de efetividade de enfermagem construído a partir de dados eletrônicos. Muitas publicações que demonstram o efeito das intervenções NIC nos resultados de pacientes, que resultaram dessa pesquisa, já estão disponíveis. Por exemplo: Dochterman, J., Titler, M., Wang, J., Reed, D., Pettit, D., Mathew-Wilson, M., Budreau, G., Bulechek, G., Kraus, V., &Kanak, M. (2005).Describing use of nursing interventions for three groups of patients. Journal of Nursing Scholarship, 37(1), 57-66. Kanak, M., Titler, M., Shever, L., Fei, Q., Dochterman, J., &Picone, D. (2008).The effects of hospitalization on multiple units.Applied Nursing Research, 21(1), 15-22. Picone, D., Titler, M., Dochterman, J., Shever, L., Kim, T., Abramowitz, P., Kanak, M., & Qin, R. (2008).Predictors of medication errors among elderly hospitalized patients. American Journal of Medical Quality, 23(2), 115-127. Reed, D., Titler, M., Dochterman, J., Shever, L., Kanak, M., &Picone, D. (2007).Measuring the dose of nursing intervention. International Journal of Nursing Terminologies and Classifications, 18(4), 121-130. Shever, L., Titler, M., Dochterman, J., Fei, Q., &Picone, D. M. (2007).Patterns of nursing intervention use across six days of acute care hospitalization for three older patient populations.International Journal of Nursing Terminologies and Classifications, 18(1), 18-29.

C0010.indd 33

Utilização da NIC na Prática, Educação e Pesquisa

33

Titler, M., Jensen, G., Dochterman, J., Xie, X., Kanak, M., Reed, D., &Shever, L. (2008).Cost of hospital care for older adults with heart failure: Medical, pharmaceutical, and nursing costs.Health Services Research, 43(2), 635-655. Titler, M., Dochterman, J., Kim, T., Kanak, M., Shever, L., Picone, D., Everett, L., &Budreau, G. (2007).Costs of care for seniors hospitalized for hip fractures and related procedures.Nursing Outlook, 55(1), 5-14. Titler, M., Dochterman, J., Picone, D., Everett, L., Xie, X., Kanak, M., &Fei, Q. (2005). Cost of hospital care for elderly at risk of falling. Nursing Economics, 23(6), 290-306. Titler, M., Dochterman, J., Xie, X., Kanak, M., Fei, Q., Picone, D., &Shever, L. (2006).Nursing interventions and other factors associated with discharge disposition in older patients after hip fractures. Nursing Research , 55(4), 231-242. Esses artigos demonstram os benefícios da pesquisa de efetividade utilizando a linguagem de enfermagem padronizada. Por exemplo, na publicação que avaliou os padrões de intervenções de enfermagem em pacientes hospitalizados com insuficiência cardíaca e procedimentos de quadril e que estavam em risco de queda,45 os autores concluíram que não só o uso da NIC permitia a extração de dados do prontuário eletrônico, mas consideraram que a Supervisão, Terapia Endovenosa (EV), Controle Hídrico e Estadiamento da Dieta foram as quatro intervenções mais frequentemente implementadas em todos os quatro grupos de idosos em um contexto de cuidados intensivos. Os pesquisadores também foram capazes de identificar quais intervenções de enfermagem foram únicas e específicas para cada grupo de pacientes, e concluíram que os dados de intervenção de enfermagem utilizando NIC forneceram aos administradores informações sobre os cuidados realizados, que foram úteis para a avaliação da equipe em termos de número de profissionais, alocação de recursos, educação da equipe e avaliação da competência dos enfermeiros. O artigo de Dochterman e colegas 19 documentou o uso de intervenções NIC para três populações de pacientes: insuficiência cardíaca, fratura de quadril e prevenção de quedas. Os resultados mostraram que o número médio de intervenções feitas pelo menos uma vez durante uma única hospitalização variou de 18 a 22 para as três populações. As intervenções utilizadas durante 50% ou mais hospitalizações foram identificadas para cada população. Seis intervenções foram utilizadas em todas as três populações: Melhora da Tosse, Estagiamento da Dieta, Controle Hídrico, Terapia Endovenosa (EV), Controle da Dor e Cuidados com Sondas/Drenos. Os autores concluem que o conhecimento das intervenções utilizadas por população de pacientes pode ajudar os gerentes de enfermagem a planejar o tipo e a quantidade de funcionários necessários em uma unidade. Em outra análise, Titler e colegas47 analisaram o impacto das intervenções de enfermagem no custo hospitalar para os idosos que foram hospitalizados por fratura de quadril ou procedimento relacionado. Um modelo de efetividade incluiu múltiplas variáveis relacionadas às características do paciente (p. ex., idade), condições clínicas (p. ex., diagnóstico médico),

04/11/15 3:46 PM


34

Parte Um

Visão Geral da NIC

características da unidade de enfermagem (p. ex., relação média enfermeiro/paciente), bem como as intervenções de médicos, enfermeiros e farmacêuticos. Os resultados mostraram que a maioria das variáveis que impactam no custo consiste nas intervenções, especialmente as intervenções médicas e medicações. Um número substancial de intervenções de enfermagem não aumentou o custo. O número de enfermeiros abaixo da média da unidade foi associado ao aumento de custos. Os autores afirmaram que esse foi o primeiro estudo que analisou as intervenções de enfermagem relacionadas ao custo hospitalar, possibilitado pelo uso de NIC em um sistema de informação clínica. Legislações sobre pesquisa comparativas de efetividade (PCE) são agora uma prioridade para a pesquisa translacional. A pesquisa translacional inclui o processo de aplicação de descobertas geradas durante a pesquisa em laboratório e em estudos pré-clínicos ao desenvolvimento de ensaios e estudos clínicos em humanos, bem como a pesquisa que visa a aumentar a adoção das melhores práticas na comunidade. Como cobrado na American Recovery and Reinvestiment Act (ARRA), o Institute of Medicine definiu a pesquisa comparativa de efetividade como “a geração e a síntese de evidências que comparam os benefícios e malefícios de métodos alternativos para prevenir, diagnosticar, tratar e monitorar uma condição clínica ou para melhorar a prestação de cuidados... tanto no nível individual e da população”29. A PCE averigua se uma intervenção funciona melhor do que outras intervenções em uma prática na qual os pacientes são mais heterogêneos do que aqueles recrutados e aceitos em ensaios clínicos. Enfermeiros pesquisadores também devem começar a se envolver nos métodos de pesquisa comparativos de efetividade, pois eles fornecem os meios de identificar quais intervenções funcionam para quais pacientes em circunstâncias específicas. Elementos-chave na pesquisa comparativa da efetividade são a comparação direta de intervenções de efetividade, o estudo de pacientes em situações típicas de cuidados clínicos e a adequação da intervenção às necessidades individuais dos pacientes. No entanto, é importante ressaltar que o uso de intervenções padronizadas, tais como aquelas da NIC, torna possíveis as comparações de intervenções entre populações de pacientes e entre as instituições no planejamento de PCE. Tradução de NIC para Protocolos Baseados em Evidências A tradução envolve o desenvolvimento de diretrizes para a implementação da intervenção na prática do dia a dia e a inclusão das diretrizes como uma parte padrão da prática habitual. As diretrizes geralmente são criadas na forma de protocolos ou diretrizes baseadas em evidências que convertem o conhecimento científico em ações clínicas de forma que estejam disponíveis para os profissionais. As diretrizes descrevem um processo de gestão de cuidado ao paciente que tem o potencial de melhorar a qualidade da tomada de decisão clínica e pelo consumidor. A profissão de enfermagem tem enfocado o desenvolvimento

C0010.indd 34

e uso de diretrizes desde a iniciativa nacional da Agency for Health Care Policy and Research (AHCPR) durante os anos 1990. Uma vez que o foco de uma diretriz é a gestão de uma condição clínica, incorporar a NIC em protocolos será muito útil para descrever as intervenções de enfermagem contidas na diretriz. Para ilustrar a relação entre as intervenções NIC e resultados NOC nos protocolos baseados em evidências, temos trabalhado com o Gerontological Nursing Interventions Research Center (GNIRC) na Faculdade de Enfermagem da Universidade de Iowa, para incorporar a NIC em uma série de protocolos, incluindo os que enfocam a gestão de medicamentos,8 prevenção de maus-tratos a idosos,17 promoção da espiritualidade,21 gestão de relocação27 e controle da dor.39

RESUMO Os enfermeiros são os usuários de informação e conhecimento, e a NIC facilita o uso de conhecimentos sobre as intervenções de enfermagem, na prática, educação e pesquisa. A NIC é uma fonte primária para o desenvolvimento do conhecimento sobre intervenções na enfermagem e fornece o conteúdo do conhecimento para guiar os tratamentos de enfermagem. Como maior grupo de trabalhadores com conhecimento de cuidados à saúde, os enfermeiros contam com informação clínica extensa para implementar e avaliar os processos e resultados de seus cuidados após tomada de decisão clínica. As intervenções NIC padronizadas facilitam o conhecimento do usuário por meio da estruturação de tratamentos de enfermagem destinados a alcançar os resultados desejados dos pacientes. Além disso, os mecanismos informatizados ajudam muito os usuários dos conhecimentos de enfermagem, trazendo recursos de conhecimento para a beira do leito para que possam ser rapidamente acessíveis durante o processo de tomada de decisão clínica real. As intervenções NIC já estão em uma ampla variedade de sistemas de informação de saúde que são usados à beira do leito para planejar e documentar os cuidados de enfermagem. Quando a assistência de enfermagem é documentada e armazenada em bancos de dados, os dados podem ser recuperados para que pesquisas de efetividade e pesquisas comparativas de efetividade possam ser realizadas. Os enfermeiros estão comprometidos em proporcionar intervenções de enfermagem de alta qualidade. Os benefícios da utilização da NIC são claros e bem estabelecidos. Desde que a NIC foi desenvolvida, em 1992, houve um rápido movimento incorporando a NIC à prática de enfermagem, educação e pesquisa. Cada edição da NIC oferece novos avanços, incluindo intervenções novas e revisadas, novos usos da NIC no ensino de enfermagem, novas aplicações da NIC em cenários da prática que melhoram a tomada de decisão clínica e documentação dos cuidados de enfermagem, e novos conhecimentos gerados por meio da utilização da NIC na pesquisa de efetividade. Trabalhamos continuamente para melhorar a NIC e esperamos seus comentários e sugestões para melhoria.

04/11/15 3:46 PM


Capítulo 2

Referências 1. Ackley, B., & Ladwig, G. (2011). Nursing diagnosis handbook: An evidence-based guide to planning care (9th ed.). St. Louis: Mosby. 2. American Association of Colleges of Nursing. (2008). The essentials of baccalaureate education for professional nursing practice. Washington, DC: Author. 3. American Nurses Association. (2010). Nursing’s social policy statement: The essence of the profession. Silver Spring, MD: Author. 4. American Nurses Association (ANA). (2011). Staffing plans and ratios. Retrieved from http://www.nursingworld.org/MainMenucategories/ANAPoliticalPower/State/StateLegislativeAgenda/ StaffingPlansandRatios_1.aspx. 5. Anderson, C. A., Keenan, G., & Jones, J. (2009). Using bibliometrics to support your selection of a nursing terminology set. Computers, Informatics, Nursing, 27(2), 82-90. 6. Beck, C., McSweeney, J. C., Richards, K. C., Robinson, P. K., Tsai, P. -F., & Souder, E. (2010). Challenges in tailored interventionresearch. Nursing Outlook, 58(2), 10-110. 7. Benner, P. (Ed.). (1994). Interpretive phenomenology: Embodiment, caring, and ethics in health and illness. Thousand Oaks, CA: Sage. 8. Bergman-Evans, B. (2005). Evidence-based protocol.Improving medication management for older adult clients. Iowa City, IA: The University of Iowa, College of Nursing, Gerontological Nursing Interventions Research Center. 9. Bulechek, G. M., & McCloskey, J. C. (Eds.). (2000). Nursing interventions: Effective nursing treatments (3rd ed.). Philadelphia: W. B. Saunders. 10. Burns, N., & Grove, S. K. (2009). The practice of nursing research: Appraisal, synthesis, and generation of evidence (6th ed.). St. Louis: Saunders Elsevier, 317-338. 11. Butcher, H. (2011). Creating the nursing theory-research-practice nexus. In P. S. Cowen, & S. Moorhead (Eds.), Current issues in nursing (8th ed., pp. 123-135). St. Louis: Mosby. 12. Butcher, H., & Johnson, M. (2012). Use of linkages for clinical reasoning and quality improvement. In M. Johnson, S. Moorhead, G. Bulechek, H. Butcher, M. Mass, & E. Swan- son (Eds.), NOC and NIC linkages to NANDA-I and clinical conditions: Supporting clinical reasoning and quality of care (3rd ed., pp. 11-23). Maryland Heights: Elsevier Mosby. 13. Carter, J., Moorhead, S., McCloskey, J., & Bulechek, G. (1995). Using the nursing interventions classification to implement Agency for Health Care Policy and Research guidelines. Journal of Nursing Care Quality, 9(2), 76-86. 14. Casey, A. (2011). Global challenges of electronic records for nursing. In P. S. Cowen, & S. Moorhead (Eds.), Current issues in nursing (8th ed., pp. 340-347). St. Louis: Mosby Elsevier. 15. Clancy, T., Delaney, C., Morrison, B., & Gunn, J. (2006). The benefits of standardized nursing languages in complex adaptive systems such as hospitals. The Journal of Nursing Administration, 36(9), 426-434. 16. Clark, J., & Lang, N. (1992). Nursing’s next advance: An international classification for nursing practice. International Nursing Review, 39(4), 109-112. 17. Daly, J. M. (2004). Evidence-based protocol: Elder abuse prevention. Iowa City, IA: The University of Iowa, College of Nursing, Gerontological Nursing Interventions Research Center. 18. Dawkins, R. (1986). The blind watchmaker. New York: Norton. 19. Dochterman , J. , Titler, M. , Wang , J. , Reed , D. , Pettit , D. , Mathew-Wilson, M., et al. (2005). Describing use of nursing interventions for three groups of patients. Journal of Nursing Scholarship, 37(1), 57-66. 20. Finesilver, C., & Metzler, D. (Eds.). (2002). Curriculum guide for implementation of NANDA, NIC, and NOC into an undergraduate nursing curriculum. Iowa City, IA: College of Nursing, Center for Nursing Classification and Clinical Effectiveness.

C0010.indd 35

Utilização da NIC na Prática, Educação e Pesquisa

35

21. Gaskamp, C. D., Meraviglia, M., & Sutter, R. (2005). Evidencebased protocol: Promoting spirituality in the older adult. Iowa City, IA: The University of Iowa, College of Nursing, Gerontological Nursing Interventions Research Center. 22. Gerdner, L. (2000). The effects of individualized vs. classical “relaxation” music on the frequency of agitation in elderly persons with Alzheimer’s disease and related disorders. International Psychogeriatrics, 12(1), 49-65. 23. Gleick, J. (2011). The information: A history, a theory a flood. New York: Pantheon. 24. Goode, C., Sanders, C., Del Monte, J., Chon, D., Dare, A., Merrifield, L., et al. (2011). Laying the foundation for evidence-based practice for nurse residents. In P. S. Cowen, & S. Moorhead (Eds.), Current issues in nursing (8th ed., pp. 385-390). St. Louis: Mosby Elsevier. 25. Greiner, A. C., & Knebel, E. (Eds.). (2003). Health professions education: A bridge to quality. Washington, DC: The National Academies Press. 26. Harper, K., & McCully, C. (2007). Acuity systems dialogue and patient classification system essentials. Nursing Administration Quarterly, 31(4), 284-299. 27. Hertz, J. E., Koren, M. E., Robertson, J. F., & Rossetti, J. (2005). Evidence-based practice guideline: Management of relocation in cognitively intact older adults. Iowa City, IA: The University of Iowa, College of Nursing, Gerontological Nursing Interventions Research Center. 28. Institute of Medicine. (2001). Crossing the quality chasm: A new health system for the 21st century. Washington, DC: The National Academies Press. 29. Institute of Medicine. (2009). Initial national priorities for comparative effectiveness research. Washington, DC: The National Academies Press. 30. Institute of Medicine. (2011). The future of nursing: Leading change, advancing health. Washington, DC: The National Academies Press. 31. Jacox, A. (1995). Practice and policy implications of clinical and administrative databases. In N. M. Lang (Ed.), Nursing data systems: The emerging framework. Washington, DC: American Nurses Association. 32. Johnson, M., Moorhead, S., Bulechek, G., Butcher, H., Mass, M., & Swanson, E. (2012). NOC and NIC linkages to NANDA- I and clinical conditions: Supporting clinical reasoning and quality of care (3rd ed.). Maryland Heights: Elsevier Mosby. 33. Kautz, D. D., Kuiper, R., Pesut, D. J., & Williams, R. L. (2006). Using NANDA, NIC, and NOC (NNN) language for clinical reasoning with the Outcome-Present State (OPT) model. International Journal of Nursing Terminologies and Classification, 17(3), 129-138. 34. Lee, M. (2011). Personal health records as a tool for improving the delivery of health care. In P. S. Cowen, & S. Moorhead (Eds.), Current issues in nursing (8th ed., pp. 331-339). St. Louis: Mosby Elsevier. 35. Lunney, M. (2003). Theoretical explanations for combining NANDA, NIC, and NOC. In J. M. Dochterman, & D. A. Jones (Eds.), Unifying nursing languages: The harmonization of NANDA, NIC, and NOC (pp. 35-45). Washington, DC: American Nurses Association. 36. Lunney, M. (2009). Critical thinking to achieve positive health outcomes: Nursing case studies and analyses. Ames, IA: WileyBlackwell. 37. Maas, M., Scherb, C., & Head, B. (2012). Use of NNN in computerized information systems. In M. Johnson, S. Moorhead, G. Bulechek, H. Butcher, M. Mass, & E. Swanson (Eds.), NOC and NIC linkages to NANDA-I and clinical conditions: Supporting clinical reasoning and quality of care, (3rd ed., pp. 24-34). Maryland Heights, MO: Elsevier Mosby.

04/11/15 3:46 PM


36

Parte Um

Visão Geral da NIC

38. McBride, A. B. (2006). Informatics and the future of nursing practice. In C. A. Weaver, C. W. Delaney, P. Weber, & R. L. Carr (Eds.), Nursing informatics for the 21st century: An international look at practice, trends and the future (pp. 8-12). Chicago: Healthcare Information and Management Systems Society. 39. McLennon, S. M. (2005). Evidence-based protocol: Persistent pain management. Iowa City, IA: The University of Iowa, College of Nursing, Gerontological Nursing Interventions Research Center. 40. Moorhead, S., Johnson, M., Maas, M., & Swanson, E. (Eds.). (2013). Nursing outcomes classification (NOC) (5th ed.). St. Louis: Elsevier. 41. NANDA., International. (2012). In T. H. Herdman (Ed.), Nursing diagnoses: Definitions & classification 2012-2014. West Sussex, United Kingdom: Wiley-Blackwell. 42. Pesut, D. (2002). Nursing nomenclatures and eye-roll anxiety control. Journal of Professional Nursing, 18(1), 3-4. 43. Pesut, D., & Herman, J. (1999). Clinical reasoning: The art and science of critical and creative thinking. Albany, NY: Delmar. 44. Reed, D., Titler, M. G., Dochterman, J., Shever, L., Kanak, M., & Picone, D. (2007). Measuring the dose of nursing intervention. International Journal of Nursing Terminologies and Classifications, 18(4), 121-130.

C0010.indd 36

45. Shever, L., Titler, M., Dochterman, J., Fei, Q., & Picone, D. (2007). Patterns of nursing intervention use across six days of acute care hospitalization for three older patient populations. International Journal of Nursing Terminologies and Classifica- tions, 18(1), 18-29. 46. Sidani, S., & Braden, C. J. (1998). Evaluating nursing interventions: A theory-driven approach. Thousand Oaks, CA: Sage. 47. Titler, M., Dochterman, J., Kim, T., Kanak, M., Shever, L., Picone, D., et al. (2007). Costs of care for seniors hospitalized for hip fractures and related procedures. Nursing Outlook, 55(1), 5-14. 48. Titler, M., Dochterman, J., & Reed, D. (2004). Guideline for conducting effectiveness research in nursing and other healthcare services. Iowa City, IA: The University of Iowa, College of Nursing, Center for Nursing Classification and Clinical Effectiveness. 49. Titler, M. , Kleiber, C. , Steelman , V. , Goode , C. , Rakel , B. , Barry-Walker, J., et al. (1994). Infusing research into practice to promote quality care. Nursing Research, 43(5), 307-313. 50. Titler, M., Kleiber, C., Steelman, V., Rakel, B., Budreau, G., Everett, L., et al. (2001). The Iowa model of evidence-based practice to promote quality care. Critical Care Clinics of North America, 13(4), 497-509. 51. Werley, H. H., & Lang, N. M. (Eds.). (1988). Identification of the nursing minimum data set. New York: Springer.

04/11/15 3:46 PM


NIC

Classificação das Intervenções de Enfermagem 6a edição

Gloria M. Bulechek Howard K. Butcher Joanne M. Dochterman Cheryl M. Wagner

Editores Bulechek Butcher Dochterman Wagner

NIC

A Classificação das Intervenções de Enfermagem (NIC) é uma ferramenta clínica que padroniza a linguagem para a documentação das intervenções de enfermagem e auxilia o profissional na seleção das intervenções adequadas. Esta taxonomia é ideal para profissionais da área de enfermagem (enfermeiros, estudantes, gestores e docentes) que buscam melhorar ampliar seu conhecimento e aperfeiçoar sua prática.

O texto em duas cores proporciona maior facilidade de leitura.

554 títulos de intervenção de enfermagem com quase 13.000 atividades específicas.

23 intervenções adicionais incluem: Controle de Dispositivo de Acesso Venoso Central, Atribuição de Mérito, Toque Curativo, Controle da Demência: Perambulação, Melhora de Habilidades de Vida, Planejamento da Dieta: Cirurgia para Perda de Peso, Infusão de Células-tronco, e muitos mais.

133 intervenções revisadas para 49 especialidades, incluindo 5 novas intervenções essenciais das áreas de especialidade.

A lista atualizada do tempo estimado e do nível educacional foi expandida para abordar todas as intervenções incluídas no texto.

NIC Classificação das Intervenções de Enfermagem

Novidades desta edição

6ª edição

Classificação das Intervenções de Enfermagem

Tradução da 6ª edição

Classificação de Arquivo Recomendada ENFERMAGEM DIAGNÓSTICO DE ENFERMAGEM PROCESSO DE ENFERMAGEM SAE www.elsevier.com.br/enfermagem

capa_bulechek.indd 1

Gloria M. Bulechek Howard K. Butcher Joanne M. Dochterman Cheryl M. Wagner

11/6/15 2:32 PM

NIC - Classificação das Intervenções de Enfermagem  

A Classificação das Intervenções de Enfermagem (NIC) é uma ferramenta clínica que padroniza a linguagem para a documentação das intervenções...

NIC - Classificação das Intervenções de Enfermagem  

A Classificação das Intervenções de Enfermagem (NIC) é uma ferramenta clínica que padroniza a linguagem para a documentação das intervenções...

Advertisement