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Sook-Bin Woo

PATOLOGIA ORAL Sook-Bin Woo, DMD, MMSc Abrangente e ricamente ilustrado, este atlas oferece toda a ajuda que você precisa para identificar com precisão as lesões da cavidade oral, mesmo as mais desafiadoras. A Dra. Sook-Bin Woo é certificada em Patologia Oral e Estomatologia, e se fundamenta em sua grande experiência clínica para que você possa obter o diagnóstico correto. • Atlas com mais de 1.600 fotografias clínicas e fotomicrografias de alta qualidade que exibem a apresentação característica de doenças neoplásicas, displásicas e benignas da mucosa oral. • Entenda as implicações de seus diagnósticos com descrições concisas sobre o tratamento clínico para cada entidade patológica. • Aborda os aspectos clínicos e microscópicos das principais lesões da cavidade oral através de imagens e textos, abrangendo os conhecimentos de patologia oral, maxilofacial, estomatologia e medicina oral. • O objetivo é apresentar critérios específicos histológicos para o diagnóstico de doenças inflamatórias, cistos e os tumores observados na cavidade bucal; ilustram o espectro de achados histológicos, correlacionando-os com as manifestações clínicas, e fornecem diagnósticos diferenciais histológicos para essas entidades.

Atlas de PATOLOGIA ORAL

Atlas de

Atlas de

PATOLOGIA ORAL Sook-Bin Woo

Classificação de Arquivo Recomendada PATOLOGIA ORAL ESTOMATOLOGIA MEDICINA ORAL www.elsevier.com.br/odontologia

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ATLAS DE PATOLOGIA ORAL

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ATLAS DE PATOLOGIA ORAL Sook-Bin Woo, DMD, MMSc Associate Professor Departament of Oral Medicine, Infection, and Immunity Harvard School of Dental Medicine Boston, Massachusetts Director of Clinical Affairs Division of Oral Medicine and Dentistry Consultant Pathologist Department of Pathology Brigham and Women’s Hospital Boston, Massachusetts Co-Director Center for Oral Pathology Strata Pathology Services Inc. Lexington, Massachusetts Com ilustrações histopatológicas de Philip H. McKee

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© 2013 Elsevier Editora Ltda. Tradução autorizada do idioma inglês da edição publicada por Saunders – um selo editorial Elsevier Inc. Todos os direitos reservados e protegidos pela Lei 9.610 de 19/02/1998. Nenhuma parte deste livro, sem autorização prévia por escrito da editora, poderá ser reproduzida ou transmitida sejam quais forem os meios empregados: eletrônicos, mecânicos, fotográficos, gravação ou quaisquer outros. ISBN: 978-85-352-6820-1 ISBN (versão eletrônica): 978-85-352-6982-6 ISBN (plataformas digitais): 978-85-352-6821-8 Copyright © 2012 by Saunders, an imprint of Elsevier Inc. This edition of Oral Pathology: a Comprehensive Atlas and Text, by Sook-Bin Woo is published by arrangement with Elsevier Inc. ISBN: 978-1-4377-2226-0 Capa Mello e Mayer Design Editoração Eletrônica Thomson Digital Elsevier Editora Ltda. Conhecimento sem Fronteiras Rua Sete de Setembro, n° 111 – 16° andar 20050-006 – Centro – Rio de Janeiro – RJ Rua Quintana, n° 753 – 8° andar 04569-011 – Brooklin – São Paulo – SP Serviço de Atendimento ao Cliente 0800 026 53 40 sac@elsevier.com.br Consulte também nosso catálogo completo, os últimos lançamentos e os serviços exclusivos no site www.elsevier.com.br Nota Como as novas pesquisas e a experiência ampliam o nosso conhecimento, pode haver necessidade de alteração dos métodos de pesquisa, das práticas profissionais ou do tratamento médico. Tanto médicos quanto pesquisadores devem sempre basear-se em sua própria experiência e conhecimento para avaliar e empregar quaisquer informações, métodos, substâncias ou experimentos descritos neste texto. Ao utilizar qualquer informação ou método, devem ser criteriosos com relação a sua própria segurança ou a segurança de outras pessoas, incluindo aquelas sobre as quais tenham responsabilidade profissional. Com relação a qualquer fármaco ou produto farmacêutico especificado, aconselha-se o leitor a cercar-se da mais atual informação fornecida (i) a respeito dos procedimentos descritos, ou (ii) pelo fabricante de cada produto a ser administrado, de modo a certificar-se sobre a dose recomendada ou a fórmula, o método e a duração da administração, e as contraindicações. É responsabilidade do médico, com base em sua experiência pessoal e no conhecimento de seus pacientes, determinar as posologias e o melhor tratamento para cada paciente individualmente, e adotar todas as precauções de segurança apropriadas. Para todos os efeitos legais, nem a Editora, nem autores, nem editores, nem tradutores, nem revisores ou colaboradores, assumem qualquer responsabilidade por qualquer efeito danoso e/ou malefício a pessoas ou propriedades envolvendo responsabilidade, negligência etc. de produtos, ou advindos de qualquer uso ou emprego de quaisquer métodos, produtos, instruções ou ideias contidos no material aqui publicado. O Editor CIP-BRASIL. CATALOGAÇÃO NA PUBLICAÇÃO SINDICATO NACIONAL DOS EDITORES DE LIVROS, RJ W852a Woo, Sook-Bin Atlas de patologia oral / Sook-Bin Woo ; [tradução Alcir Costa Fernandes Filho … et al.]. - 1. ed. - Rio de Janeiro : Elsevier, 2013. 456 p. : il. ; 27 cm. Tradução de: Oral pathology Apêndice Inclui índice ISBN 978-85-352-6820-1 1. Boca - Doenças. 2. Dentes - Doenças. I. Título. 13-01870 06/06/2013

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CDD: 616.31 CDU: 616.31 06/06/2013

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Tradução e Revisão Científica REVISÃO CIENTÍFICA Mário José Romañach (Caps. 9-16, Índice) Professor Adjunto de Patologia Oral da Faculdade de Odontologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Mestre e Doutor em Estomatopatologia pela Faculdade de Odontologia de Piracicaba da Universidade Estadual de Campinas (FOP/UNICAMP)

Michelle Agostini (Caps. 1-8, Apêndices A e B) Professora Adjunta de Estomatologia da Faculdade de Odontologia da UFRJ Pós-doutora pelo Departamento de Diagnóstico Oral da FOP/UNICAMP Mestre e Doutora em Estomatopatologia pela FOP/UNICAMP

TRADUÇÃO Alcir Costa Fernandes Filho (Apêndice A, Apêndice B) Graduado pelo Instituto Brasil-Estados Unidos (curso de inglês regular completo) Detentor do Certificate of Proficiency in English - University of Michigan Tradutor Inglês/Português pela Universidade Estácio de Sá

Danielle Resende Camisasca Barroso (Cap. 11) Professora Adjunta da Faculdade de Odontologia da Universidade Federal Fluminense, Nova Friburgo (FOUFF-NF) Mestre e Doutora em Patologia Oral pela UFF Especialista em Estomatologia pela UFRJ

Eliseanne Nopper (Caps. 8, 16) Especialista em Psiquiatria Clínica pela Faculdade de Medicina de Santo Amaro (FMSA) e Complexo Hospitalar do Mandaqui, SP Médica pela FMSA da Universidade de Santo Amaro (UNISA)

Fernando Gomes do Nascimento (Caps. 1, 3, 5, 6, Índice) Mestre de Patologia Experimental pelo Departamento de Patologia Clínica da UFF

Maiza Ritomy Ide (Caps. 10-15) Pós-doutora em Reumatologia pela Universidad de Cantabria, Espanha Doutora em Reumatologia pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) Mestre em Ciências pela Faculdade de Medicina, USP Fisioterapeuta pela Universidade Estadual de Londrina (UEL), Paraná

Mariangela Pinheiro de Magalhães Oliveira (Caps. 7, 9) Especialista em Alimentação Coletiva pela Associação Brasileira de Nutrição (ASBRAN) Pós-graduada em Obesidade e Emagrecimento pela Universidade Gama Filho (UGF) Pós-graduada em Administração de Recursos Humanos pela Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP), Graduada em Nutrição pela USP

Sueli Toledo Basile (Cap. 2) Tradutora Consultora Empresarial para Registro de Produtos na ANVISA - Ministério da Saúde

Teodoro Lorent (Cap. 4) Mestre em Literatura Comparada e Literatura de Língua Portuguesa e Espanhola pela Universidade de Wisconsin, EUA Bacharelado em Jornalismo pela Universidade de Wisconsin, EUA v

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Dedico este livro aos meus pais, que acreditam que a educação fará com que todos nós cresçamos, e a John, Sook-Yee, Chi-kan, Roger, I-Hwei e Sarah.

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Prefácio Este livro foi escrito para o patologista geral, o dermatopatologista, o dermatologista com interesse em patologia, residentes em treinamento e outros especialistas em medicina e odontologia interessados em compreender as correlações clinicopatológicas das doenças bucais. Para os clínicos que utilizarem este livro, dois apêndices fornecem informações sobre como tratar as doenças da mucosa oral. O objetivo é apresentar critérios histológicos específicos para o diagnóstico de condições inflamatórias, cistos e tumores observados na cavidade oral; ilustrar o espectro das características histológicas, correlacionando-os com as manifestações clínicas; e oferecer diagnósticos diferenciais histológicos para estas entidades. Isso é particularmente importante para a compreensão das doenças inflamatórias recidivantes das mucosas, nas quais os achados histológicos dependem muito do estágio da doença, local de obtenção da biópsia e se as lesões foram ou não tratadas. O capítulo sobre diagnóstico de displasia oral discute não apenas os critérios citológicos convencionais da displasia, mas também as características arquiteturais que são frequentemente negligenciadas. Tenho a grande vantagem de trabalhar com clínicos que, nessa era digital, frequentemente enviam suas amostras de biópsia acompanhadas por fotografias e radiografias das lesões, assim como a oportunidade de examinar muitos pacientes em minha clínica, os quais foram submetidos a procedimentos de biópsia. A correlação do aspecto clínico das lesões com a histopatologia facilita uma melhor compreensão do modo como as doenças da mucosa oral evoluem, e o quão sutis e variados podem ser os achados histopatológicos. Como ocorre com qualquer outro livro-texto ou atlas, as limitações de página exigiram que eu fosse seletiva na

escolha das condições e na inclusão das referências apropriadas. Atualmente, muitas referências são rapidamente identificadas e baixadas via internet. Apesar disso, espero que o leitor considere este atlas informativo e útil em sua prática de patologia.

Agradecimentos É grande a minha dívida com meus colegas e amigos que forneceram lâminas e imagens para este atlas e com os muitos clínicos que contribuíram com casos para nosso serviço de biópsias, ajudando dessa forma o programa de pós-graduação de treinamento em patologia oral e maxilofacial na Harvard School of Dental Medicine. Alguns dos casos chegaram às minhas mãos através da minha participação em programas de competência continuada oferecidos pelo Armed Forces Intitute of Pathology (AFIP) e pelo American Board of Oral and Maxillofacial Pathology (ABOMP), e nos seminários de educação continuada em que eu estive presente durante os congressos anuais da American Academy of Oral and Maxillofacial Pathology (AAOMP). Aproveito a oportunidade para agradecer também aos meus colegas da Ohio State University, Columbus, Ohio; dos Oral Pathology Laboratories, Queens, New York; e aos colegas na Guatemala, com os quais eu troco caixas de lâminas para estudo. O esforço na elaboração deste livro não seria tão bem-sucedido sem os pacientes, os quais generosamente compartilharam suas histórias e impressões sobre suas doenças, e cujas imagens estão ilustradas nestas páginas; considero uma honra cuidar dessas pessoas. Todas as fotomicrografias foram capturadas pelo incomparável Dr. Phillip McKee. Sook-Bin Woo, DMD, MMSc

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Sumário 1

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Introdução 1

Anatomia 1 Dentes 1 Diagnóstico e Tratamento 2 Algumas Orientações Básicas 2

2

3

Lesões Papilares não Infecciosas

28

Hiperplasia Papilar Inflamatória do Palato 28 Xantoma Verruciforme 30 Hiperplasia Gengival Espongiótica Juvenil Localizada 33

4

LESÕES FIBROSAS 63 Fibroma (Hiperplasia Fibrosa, Fibroma por Mordida ou Irritação, Pólipo Fibroepitelial ou Fibrovascular) e Fibroma de Células Gigantes 63 MASSAS GENGIVAIS 68 Nódulos Gengivais Reacionais/ Inflamatórios 68 Hiperplasia Gengival Difusa/Multifocal 76 CISTO GENGIVAL DO ADULTO 79 TUMORES ODONTOGÊNICOS PERIFÉRICOS (EXTRAÓSSEOS) 82 Fibroma Odontogênico Periférico 82 Ameloblastoma Periférico 84 Tumor Odontogênico Cístico Calcificante Periférico 86 METÁSTASES PARA A GENGIVA 87 LESÕES ADIPOSAS 90 Lipoma 90 OUTROS TUMORES INCOMUNS 94 Miofibroma 94 TUMORES DE HISTOGÊNESE INCERTA 97 Tumor Condromixoide Ectomesenquimal da Língua 97 Tumor Fibroso Solitário 100 Mucinose Focal Oral 103

Alterações de Desenvolvimento e Congênitas 7 LESÕES BRANCAS DIFUSAS 7 Nevo Branco Esponjoso (Nevo Branco Esponjoso de Cannon) 7 Disqueratose Intraepitelial Benigna Hereditária 9 Doença de Darier (Queratose Folicular) e Disqueratoma Verrucoso 10 LESÕES NODULARES OU SEMELHANTES A TUMOR 11 Grânulos de Fordyce, Hiperplasia Sebácea e Adenoma Sebáceo 11 Tumor de Células Granulares Congênito (Epúlide de Células Granulares Congênita) 13 Coristomas Ósseos e Cartilaginosos 14 Fibromatose Gengival 15 Heterotopias Gastrointestinais e Cerebrais 17 Linfangioma do Rebordo Alveolar em Recém-Nascidos 19 Tireoide Lingual 19 Hamartoma Leiomiomatoso 20 LESÕES CÍSTICAS 20 Cisto Linfoepitelial Oral (Cisto Linfoepitelial Benigno) 20 Cistos Epidermoides (Inclusão Epitelial) e Dermoides 23 Cistos Gengival e Palatino do Recém-Nascido 25 Cisto da Papila Incisiva 25 Cisto Nasolabial (Cisto Nasoalveolar) 26

Infecções Bacterianas, Virais, Fúngicas e Outras Condições Infecciosas 35 Actinomicose 35 Candidíase (Candidose) 38 Inflamação Granulomatosa Infecciosa 42 Infecções por Herpesvírus 45 Papilomavírus Humano – Lesões Benignas Relacionadas 53 Sífilis 61

Lesões Fibrosas, Gengivais, Adiposas e outras 63

6

Lesões Vasculares, Neurais e Musculares 106 LESÕES VASCULARES 106 Granuloma Piogênico 106 Variz (Lago Venoso) E Malformação Venosa (Anomalia Venosa) 109 Artéria Labial de Calibre Persistente 114 Sarcoma de Kaposi 115 Malformação Linfática (Linfangioma Circunscrito) 117 TUMORES NEURAIS 119 Neuroma Traumático 119 Neurofibroma 121 Schwannoma 123 Neuroma Circunscrito Solitário (Neuroma Encapsulado em Paliçada) 125 Tumor de Células Granulares 127 Placa Neurogênica Subgemal (Plexo Nervoso Subepitelial) 129 TUMORES MUSCULARES 131 Leiomioma e Angioleiomioma (Leiomioma Vascular) 131 Rabdomioma do Adulto 134 Rabdomiossarcoma embrionário 135 xi

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SUMÁRIO

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Descamação de Contato 213 QUERATOSES FRICCIONAIS/ FACTÍCIAS 214 Morsicatio Mucosae Oris (Morsicatio Buccarum, Pathominia Mucosae Oris) 214 Queratose (Friccional) Benigna do Rebordo Alveolar (Líquen Simples Crônico Oral) 218 Queratoses Reacionais Benignas Inespecíficas 221 LESÕES RELACIONADAS COM O TABACO 223 Lesão por tabaco sem fumaça 223 Estomatite Nicotínica (Estomatite por Nicotina) 226 FIBROSE SUBMUCOSA 227

Condições Ulcerativas e Inflamatórias 137 CONDIÇÕES ULCERATIVAS 137 Úlceras Aftosas Recorrentes e Úlceras Traumáticas 137 Granuloma Ulcerativo Traumático com Esosinofilia do Estroma, Úlcera Eosinofílica da Língua 140 CONDIÇÕES INFLAMATÓRIAS NÃO ESPECÍFICAS 143 Estomatite de Contato por Irritante Não Específico 143 Bolhas Friccionais 145 Gengivite Crônica 145 Gengivite por Corpo Estranho 148

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11

10

Lesões Queratóticas Reacionais (Não Leucoplasias) 210 LESÕES BRANCAS 210 LESÕES REACIONAIS 210 Leucoedema 210

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Desordens Inflamatórias das Glândulas Salivares 264 Mucocele 264 Cisto do Ducto Salivar (Cisto de Retenção Salivar, Sialocisto) 270 Sialolito (Cálculo Salivar) 272 Queilite Glandular (Estomatite Glandular, Queilite Glandular Apostematosa) 275 Sialometaplasia Necrotizante 276 Sialoadenite Necrotizante Subaguda 278 Sialoadenites Autoimunes 280 Hiperplasia Adenomatoide (Acinar) 283 Adenose Policística Esclerosante 284

13

Neoplasias das Glândulas Salivares 286 NEOPLASIAS BENIGNAS DAS GLÂNDULAS SALIVARES 286 Adenoma Pleomórfico e Mioepitelioma 286 Adenoma Canalicular 293 Cistoadenoma Papilar ou Não 295 Sialoadenoma Papilífero 298 Papiloma Intraductal 299 Papiloma Ductal Invertido 300 NEOPLASIAS MALIGNAS DAS GLÂNDULAS SALIVARES 301 Carcinoma Mucoepidermoide 301 Carcinoma Adenoide Cístico 305 Adenocarcinoma Polimorfo de Baixo Grau 309 Adenocarcinoma de Células Acinares 313 Adenocarcinoma de Células Claras (Hialinizante) 316 Adenocarcinoma Sem Outra Especificação 318

Lesões pigmentadas 185 PIGMENTAÇÃO EXÓGENA 185 Tatuagem por Amálgama 185 Tatuagem por Grafite 188 Pigmentação Induzida por Medicamento 189 PIGMENTAÇÃO MELANOCÍTICA 191 Mácula Melanótica Oral 191 Hipermelanose Pós–Inflamatória 193 Melanoacantose (Melanoacantoma) 196 Nevo Melanocítico Oral 198 Nevo Melanocítico Displásico e Melanoma das Mucosas 203 PIGMENTAÇÃO NEUROECTODÉRMICA 207 Tumor Neuroectodérmico Melanótico da Infância

Leucoplasia, Displasia Oral e Carcinoma de Células Escamosas 230 Leucoplasia, Eritroplasia e Displasia 230 Displasia Apoptótica Associada ao Papilomavírus Humano 241 Carcinoma de Células Escamosas 243

Condições Imunomediadas, Autoimunes e Granulomatosas 150 INFLAMAÇÃO GRANULOMATOSA 150 Granulomas de Corpo Estranho 150 Granulomatose Orofacial e Doença de Crohn 154 PIOESTOMATITE VEGETANTE 157 CONDIÇÕES IMUNOMEDIADAS 158 Glossite Migratória Benigna (Estomatite Migratória; Língua Geográfica, Eritema Areata Migrans) 158 Reações de Hipersensibilidade Não Específicas 160 Eritema Multiforme 161 Mucosite Plasmocitária Orificial (Estomatite Plasmocitária, Plasmocitose das Membrana Mucosas) 163 Líquen Plano/Mucosite Liquenoide 165 CONDIÇÕES AUTOIMUNES 173 Penfigoide das Membranas Mucosas 173 Pênfigo Vulgar 177 Pênfigo Paraneoplásico 180 Lúpus Eritematoso 181 Granulomatose de Wegener 183

9

207

14

Cistos Odontogênicos 320 CISTOS ODONTOGÊNICOS 320 CISTOS INFLAMATÓRIOS 320 Cisto Radicular Apical, Cisto Radicular Lateral e Granuloma Periapical

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SUMÁRIO

Cisto da Bifurcação Vestibular Mandibular 326 CISTOS DE DESENVOLVIMENTO 328 Cisto Dentígero (Cisto Folicular) 328 Cisto Periodontal Lateral 333 Cisto Odontogênico Ortoqueratinizado 335 Cisto Odontogênico em Localização Globulomaxilar 337 Cisto Primordial 338 Cisto Odontogênico Glandular 338

15

Tumores Odontogênicos 340 TUMORES EPITELIAIS SEM ECTOMESÊNQUIMA 340 Tumor Odontogênico Queratocístico (Queratocisto Odontogênico) 340 Ameloblastoma 345 Tumor Odontogênico Epitelial Calcificante (Tumor de Pindborg) 351 Tumor Odontogênico Adenomatoide 353 Tumor Odontogênico Escamoso 355 Carcinoma Ameloblástico 357 Carcinoma Intraósseo Primário de Células Escamosas 358 Carcinoma Odontogênico De Células Claras TUMORES MISTOS EPITELIAIS E ECTOMESENQUIMAIS 362

360

Tumor Odontogênico Cístico Calcificante (Cisto Odontogênico Calcificante, Cisto de Gorlin) e Tumor Dentinogênico de Células Fantasmas 362 Fibroma Ameloblástico 365 Fibro-Odontoma Ameloblástico 368 Odontoma 370 TUMORES MESENQUIMAIS 373 Fibroma Odontogênico Central 373 Mixoma Odontogênico 375 Tumor Odontogênico de Células Granulares Cementoblastoma 379

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Lesões Intraósseas Não Odontogênicas

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382

Tórus e Exostoses 382 Lesões Fibro-Ósseas 385 Doença de Paget do Osso (Osteíte Deformante) 396 Lesão Central de Células Gigantes (Lesões de Células Gigantes Agressiva e Não Agressiva, Granuloma Central de Células Gigantes, Granuloma Central de Células Gigantes Reparativo) 398 Querubismo 401 Fibroma Desmoplásico 402 Osteossarcoma (Sarcoma Osteogênico) 403 Condrossarcoma 407 Mieloma Múltiplo (Mieloma Plasmocitário) 411 Histiocitose de Células De Langerhans 416 Osteonecrose e Osteomielite 417 Mioesferulose (Esferulocitose, Doença Esferulocística da Pele) 422 Defeito da Medula Óssea Hematopoiética (Defeito Osteoporótico da Medula Óssea) 423 CISTOS NÃO ODONTOGÊNICOS E LESÕES SEMELHANTES A CISTO 424 Cisto do Ducto Nasopalatino (Canal Incisivo) 424 Cisto Cirúrgico Ciliado (Cisto Pós-Cirúrgico Maxilar) 426 Cisto Palatino Mediano 427 Cisto Ósseo Aneurismático 428 Cisto Ósseo Simples (Cisto Ósseo Traumático, Cavidade Óssea Idiopática) 430 Cavidade Óssea De Stafne (Depressão Lingual da Glândula Salivar) 431

Apêndice A

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Apêndice B

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Índice Remissivo

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Alterações de desenvolvimento e congênitas SUMÁRIO DO CAPÍTULO LESÕES BRANCAS DIFUSAS

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Nevo Branco Esponjoso (Nevo Branco Esponjoso de Cannon) Disqueratose Intraepitelial Benigna Hereditária

7

9

Doença de Darier (Queratose Folicular) e Disqueratoma Verrucoso LESÕES NODULARES OU SEMELHANTES A TUMOR

10

11

Grânulos de Fordyce, Hiperplasia Sebácea e Adenoma Sebáceo

11

Tumor de Células Granulares Congênito (Epúlide de Células Granulares Congênita) 13 Coristomas Ósseos e Cartilaginosos Fibromatose Gengival

14

15

Heterotopias Gastrointestinais e Cerebrais

17

Linfangioma do Rebordo Alveolar em Recém-Nascidos Tireoide Lingual

19

19

Hamartoma Leiomiomatoso LESÕES CÍSTICAS

20

20

Cisto Linfoepitelial Oral (Cisto Linfoepitelial Benigno)

20

Cistos Epidermoides (Inclusão Epitelial) e Dermoides

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Cistos Gengival e Palatino do Recém-Nascido Cisto da Papila Incisiva

25

Cisto Nasolabial (Cisto Nasoalveolar)

Lesões Brancas Difusas As alterações de desenvolvimento brancas difusas são com muitas vezes lesões disqueratóticas e representam as manifestações orais de genodermatoses. As lesões orais observadas na disqueratose congênita são geralmente as displasias/ leucoplasias orais; as lesões orais da paquioníquia congênita raramente são biopsadas. As lesões orais de displasia mucoepitelial hereditária, uma condição relacionada à expressão defeituosa de elementos juncionais do citoesqueleto, apresentam-se como lesões eritematosas na mucosa oral.

NEVO BRANCO ESPONJOSO (NEVO BRANCO ESPONJOSO DE CANNON) Características Clínicas • Geralmente observado nas duas primeiras décadas de vida, porém persiste durante toda a vida; pode diminuir e exacerba. • De coloração branca a acinzentada, podendo apresentar dobras, indolor, edemaciado, conferindo uma aparência esponjosa à mucosa jugal (mais comumente), língua,

25

26

mucosa labial e assoalho da boca; pode apresentar envolvimento esofágico e genital (Fig. 2-1).

Etiopatogênese e Características Histopatológicas Essa é uma condição autossômica dominante rara resultante de uma mutação do domínio helicoidal em K4 (cromossomo 12q) e K13 (cromossomo 17q), levando à instabilidade da queratina e agregação anormal de tonofilamentos. • Paraqueratose variável, hiperplasia epitelial benigna com “aparência esponjosa” causada por vacuolização citoplasmática (glicogênio) e não espongiose verdadeira; mínima a nenhuma inflamação (Fig. 2-2, A e B). • Condensações perinucleares eosinofílicas de queratina e células disqueratóticas, como condição sine qua non (sem a qual não pode ser) para o diagnóstico (Fig. 2-2, C); casos raros com hiperqueratose epidermolítica.

Diagnóstico Diferencial • O leucoedema morsicatio da mucosa oral exibe edema queratinocítico, porém não apresenta condensações perinucleares de queratina. • A disqueratose intraepitelial benigna hereditária (ver adiante) apresenta estruturas de “célula dentro de célula”. 7

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CISTOS EPIDERMOIDES (INCLUSÃO EPITELIAL) E DERMOIDES

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C FIGURA 2-24. Tonsila lingual hiperplásica. A, Protuberância séssil na região lateral posterior da língua. B, Hiperplasia folicular benigna de tecido linfoide circundando uma cripta. C, Epitélio da cripta exibindo exocitose proeminente de leucócitos proeminentes, semelhante ao cisto linfoepitelial.

CISTOS EPIDERMOIDES (INCLUSÃO EPITELIAL) E DERMOIDES Características Clínicas • Nódulos e massas de cor amarelada, indolores, pastosos, em forma de cúpula, localizados geralmente na linha média do assoalho da boca em crianças e adultos jovens; podem ser congênitos; localizados com frequência acima do gênio-hioideo ou entre o gênio-hioideo e o milo-hioideo; ligeira predileção pelo gênero masculino (3:1); casos raros na mucosa jugal (Fig. 2-25).

• O cisto gengival do recém-nascido apresenta histologia similar, porém está localizado na gengiva; o cisto gengival do adulto raramente é queratinizante. • Os tumores dermoides são tumores sólidos localizados geralmente no palato mole, recobertos por pele com estruturas anexiais — muitas vezes com um componente mesodérmico (conhecido como “pólipo piloso”).

Tratamento e Prognóstico • A excisão é o procedimento curativo.

Etiopatogênese e Características Histopatológicas

REFERÊNCIAS

O epitélio surge a partir de epitélio deslocado ou de resíduos epiteliais aprisionados durante a fusão embrionária. É semelhante ao cisto de inclusão epidérmica da pele. • Cisto epidermoide (mais comum): revestido por epitélio escamoso estratificado ortoqueratinizado, com 5 a 10 células espessadas e lúmen preenchido com queratina (Fig. 2-26); a ruptura resulta em reação granulomatosa de corpo estranho.

Coppit GL 3rd, Perkins JA, Manning SC. Nasopharyngeal teratomas and dermoids: a review of the literature and case series. Int J Pediatr Otorhinolaryngol. 2000;52:219-227. Kelly A, Bough Jr ID, Luft JD, et al. Hairy polyp of the oropharynx: case report and literature review. J Pediatr Surg. 1996;31:704-706. Longo F, Maremonti P, Mangone GM, et al. Midline (dermoid) cysts of the floor of the mouth: report of 16 cases and review of surgical techniques. Plast Reconstr Surg. 2003;112:1560-1565. Oygur T, Dursun A, Uluoglu O, Dursun GA. Oral congenital dermoid cyst in the floor of the mouth of a newborn. The significance of gastrointestinal-type epithelium. Oral Surg Oral Med Oral Pathol. 1992;74:627-630. Rajayogeswaran V, Eveson JW. Epidermoid cyst of the buccal mucosa. Oral Surg Oral Med Oral Pathol. 1989;67:181-184.

• Cisto dermoide: similar ao cisto epidermoide, porém contém folículos pilosos, glândulas sebáceas ou estruturas écrinas (Fig. 2-27).

Diagnóstico Diferencial • Se houver a presença de tecido de todas as camadas germinativas, o diagnóstico é de cisto teratoide.

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CAPÍTULO 2 ALTERAÇÕES DE DESENVOLVIMENTO E CONGÊNITAS

FIGURA 2-25. Cisto dermoide: aumento de volume no tecido mole localizado abaixo do milo-hioideo.

A

B FIGURA 2-26. Cisto epidermoide. A, Cisto revestido por epitélio escamoso estratificado ortoqueratinizado preenchido com queratina. B, Cisto revestido por epitélio escamoso estratificado ortoqueratinizado uniformemente fino com camada de células granulares proeminente.

A

B FIGURA 2-27. Cisto dermoide. A, Cisto com unidades pilosebáceas na parede. B, O revestimento é de epitélio escamoso estratificado, ortoqueratinizado, uniforme e fino, com camada granular e unidades pilosebáceas nas paredes.

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CISTO DA PAPILA INCISIVA

CISTOS GENGIVAL E PALATINO DO RECÉM-NASCIDO Características Clínicas • Pápulas amareladas semelhantes à mília na linha média do palato, junção do palato duro e mole, ou gengiva em um recém-nascido, apresentando frequência de 10% a 70% (Fig. 2-28).

Etiopatogênese e Características Histopatológicas Cistos na linha mediana do palato (pérolas de Epstein) e gengiva (originalmente nódulos de Bohn) são provavelmente cistos de inclusão epitelial formados a partir de epitélio embrionário capturado durante a fusão dos processos palatinos e de resíduos da lâmina dentária, respectivamente. Aqueles cistos situados na junção do palato duro e mole, algumas vezes também designados como nódulos de Bohn, os quais são provavelmente causados pelo bloqueio dos

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ductos salivares excretores, e, ao invés de usar epônimos, é preferível denominar estas manifestações como cistos gengivais ou palatinos do recém-nascido. • Cistos simples revestidos por três a cinco camadas de epitélio escamoso estratificado, muitas vezes preenchidos com queratina.

Controle e Prognóstico • A biópsia não está indicada, pois os cistos geralmente exteriorizam espontaneamente. REFERÊNCIAS Friend GW, Harris EF, Mincer HH, et al. Oral anomalies in the neonate, by race and gender, in an urban setting. Pediatr Dent. 1990;12:157161. George D, Bhat SS, Hegde SK. Oral findings in newborn children in and around Mangalore, Karnataka State, India. Med Princ Pract. 2008;17:385-389. Paula JD, Dezan CC, Frossard WT, et al. Oral and facial inclusion cysts in newborns. J Clin Pediatr Dent. 2006;31:127-129.

B

A

FIGURA 2-28. A, Cistos palatinos do recém-nascido: pápulas amareladas no palato semelhantes a mília. B, Cisto da lâmina gengival do recém-nascido: cistos no rebordo mandibular esquerdo em um paciente com fenda labial (setas). (A, Cortesia da Dra. Bonnie Padwa, Harvard School of Dental Medicine, Boston, Mass; B, Cortesia da Dra. Catherine Flaitz, The University of Texas Dental Branch at Houston, Tex.)

CISTO DA PAPILA INCISIVA

REFERÊNCIA

Características Clínicas

Brown FH, Houston GD, Lubow RM, Sagan MA. Cyst of the incisive (palatine) papilla. Report of a case. J Periodontol. 1987;58: 274-275.

• Aumento de volume localizado na papila incisiva, normalmente menor do que 1cm, sem envolvimento do osso adjacente (Fig. 2-29)

Etiopatogênese e Características Histopatológicas O epitélio é provavelmente oriundo de restos do ducto nasopalatino localizados nos tecidos moles. • Cisto revestido pelo epitélio pseudoestratificado colunar ciliado com células mucosas, epitélio cuboidal baixo achatado ou duas a cinco camadas de epitélio escamoso estratificado não queratinizado; feixes neurovasculares podem ou não estar presentes; mínima inflamação (Figs. 2-30 e 2-31).

Diagnóstico Diferencial • O cisto do ducto nasopalatino apresenta histologia similar, porém, está presente dentro do osso (Cap. 16).

Tratamento e Prognóstico • A excisão é o procedimento curativo.

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FIGURA 2-29. Cisto da papila incisiva: pápula mole e séssil na papila incisiva.

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Infecções bacterianas, virais, fúngicas e outras condições infecciosas SUMÁRIO DO CAPÍTULO Actinomicose

35

Candidíase (Candidose) 38 Inflamação Granulomatosa Infecciosa Infecção por Herpesvírus

42

45

Papilomavírus Humano − Lesões Benignas Relacionadas Sífilis

53

61

Qualquer infecção que ocorra em qualquer outra parte do corpo pode se manifestar na boca, incluindo as infecções micobacterianas, treponêmicas e a bartolenose, embora elas sejam incomuns e raramente ocorrem inicialmente na boca. Em muitas regiões do mundo, as infecções micobacterianas e sifilíticas estão aumentando. As infecções bacterianas polimicrobianas são as mais comuns na boca; e, em geral, não são submetidas à biópsia devido à maioria delas estar relacionada à cárie dentária e à infecção periodontal. A actinomicose é uma das infecções bacterianas que é observada em biópsias com certa frequência.

ACTINOMICOSE Existem cinco áreas comuns de envolvimento – cervicofacial, pulmonar, colorretal, genitourinária e o sistema ner voso central. A menos conhecida e, mesmo assim, uma infecção relativamente comum, envolvendo maxila e mandíbula, gnáticos e os tecidos moles bucais, é discutida a seguir.

Características Clínicas • Em geral, a actinomicose se manifesta como uma radiolucidez periapical, sintomática ou assintomática, em um dente com canal radicular tratado ou com cárie extensa (Fig. 4-1, A); pode também estar associada a dentes impactados, à periodontite, ou estar adjacente a implantes dentários; 80% dos casos são assintomáticos; aproximadamente 20% envolvem apenas os tecidos moles; a infecção dentária na mandíbula pode levar ao desenvolvimento de uma fístula cutânea (Fig. 4-1, B). • Parúlide gengival e supuração estão sempre presentes; “grânulos de enxofre” amarelados representando colônias de bactérias podem ser notados durante a biópsia. • A presença de colônias de actinomicetos na ausência de uma infecção actinomicótica pode predispor os pacientes à hipertrofia tonsilar obstrutiva.

Etiopatogênese e Características Histopatológicas Actinomices são bactérias filamentosas microaerofílicas gram-positivas obrigatórias ou facultativas. Existem várias

espécies, tais como A. odontolyticus, A. israelii, A. naeslundii, A. gerencseriae e A. viscosus. Elas causam lesões supurativas e penetram no osso através de um trajeto preexistente ou através de um dente cariado. • Tecido de granulação abundante com abscesso, inflamação crônica; as massas de grânulos de enxofre são compostas de colônias de bactérias filamentosas esféricas ou ovoides com um contorno periférico eosinofílico geralmente exibindo uma franja eosinofílica “radiada” e neutrófilos aderentes (Fig. 4-2; e Fig. 4-3, A-C); bactérias gram-positivas e argirofílicas (Fig. 4-3, D e E); cisto dentígero, radicular ou granuloma periapical geralmente presentes. • Apenas o acúmulo de actinomicetos sem a franja eosinofílica não é suficiente para o diagnóstico (ver adiante).

Diagnóstico Diferencial • As colônias actinomicóticas são um componente comum da placa dental e não representam actinomicose na ausência de supuração e sinais clínicos (Cap. 7). • Colônias de organismos actinomicóticos em geral são encontradas na superfície de sequestros ósseos expostos, especialmente na osteonecrose associada aos bisfosfonatos (Cap. 16).

Tratamento e Prognóstico • Curetagem, 2 a 3 semanas de antibióticos (p. ex., amoxicilina, doxiciclina ou clindamicina), e a eliminação da fonte originária da infecção (como um dente cariado ou impactado) é curativa; a antibioticoterapia prolongada não é indicada para a actinomicose periapical convencional. REFERÊNCIAS Aldred MJ, Talacko AA. Periapical actinomycosis. Oral Surg Oral Med Oral Pathol Oral Radiol Endod. 2003;96:386. Brook I. Actinomycosis: diagnosis and management. South Med J. 2008;101:1019-1023. Kaplan I, Anavi K, Anavi Y, et al. The clinical spectrum of Actinomycesassociated lesions of the oral mucosa and jawbones: correlations with histomorphometric analysis. Oral Surg Oral Med Oral Pathol Oral Radiol Endod. 2009;108:738-746. 35

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CAPÍTULO 4 INFECÇÕES BACTERIANAS, VIRAIS, FÚNGICAS E OUTRAS CONDIÇÕES INFECCIOSAS LeCorn DW, Vertucci FJ, Rojas MF, et al. In vitro activity of amoxicillin, clindamycin, doxycycline, metronidazole, and moxifloxacin against oral Actinomyces. J Endod. 2007;33:557-560. Ozgursoy OB, Kemal O, Saatci MR, Tulunay O. Actinomycosis in the etiology of recurrent tonsillitis and obstructive tonsillar hypertrophy: answer from a histopathologic point of view. J Otolaryngol Head Neck Surg. 2008;37:865-869.

A

Tang G, Samaranayake LP, Yip HK, et al. Direct detection of Actinomyces spp. from infected root canals in a Chinese population: a study using PCR-based, oligonucleotide-DNA hybridization technique. J Dent. 2003;31:559-568. Xia T, Baumgartner JC. Occurrence of Actinomyces in infections of endodontic origin. J Endod. 2003;29:549-552.

B FIGURA 4-1. A, Actinomicose periapical ocorrendo dentro de um cisto periapical após o tratamento endodôntico. B, Actinomicose de um molar mandibular com cárie resultando em trajeto fistuloso cutâneo. (A, Cortesia do Dr. Michael Joseph, consultório particular, Worcester, Mass.)

A

B FIGURA 4-2. Actinomicose periapical. A, Tecido de granulação e grânulo de enxofre. B, Grânulo de enxofre com morfologia radiada eosinofílica periférica e supuração.

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ACTINOMICOSE

37

A

B

C

D

E FIGURA 4-3. Actinomicose periapical. A, Tecido de granulação e grânulos de enxofre. B, Grânulo de enxofre com morfologia radiada típica e supuração. C, Grânulo de enxofre (coloração de Brown e Brenn), D, Grânulo de enxofre contendo inúmeras bactérias filamentosas gram-positivas. E, Grânulo de enxofre contendo filamentos argirófílos delgados (coloração com metenamina de prata).

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PAPILOMAVÍRUS HUMANO – LESÕES BENIGNAS RELACIONADAS

A

B

C

D

53

FIGURA 4-24. Infecção por citomegalovírus. A, Mucosa oral com ulceração extensa. B, Células infectadas com grânulos rosa-escuros. C, Envolvimento do endotélio pelo citomegalovírus. D, Positividade para o citomegalovírus na hibridização in situ.

PAPILOMAVÍRUS HUMANO – LESÕES BENIGNAS RELACIONADAS O papiloma escamoso, a verruga vulgar, o condiloma acuminado e a doença de Heck serão discutidos juntamente devido às similaridades da apresentação clínica e da histopatologia.

Características Clínicas • Crescimentos sésseis ou pediculados indolores, exofíticos, papilares/verrucosos de coloração branca ou rosada que surgem na mucosa, geralmente em pacientes jovens. • Os papilomas escamosos são muitas vezes observados no palato mole ou na língua, de coloração branca ou rosada; a verruga vulgar ocorre geralmente na gengiva, nos lábios e no palato, e quase sempre é esbranquiçada (Fig. 4-25, A e B). • Os condilomas são únicos ou múltiplos, papulares ou papilares, e em geral são observados em hospedeiros imunocomprometidos (Fig. 4-25, C-E). • As lesões na doença de Heck são papulares e múltiplas, em geral obser vadas em jovens (primeira e segunda décadas) que habitam em condições de superlotação nas Américas do Sul e Central, com prevalência de até 13%; são também comuns na África, no Oriente Médio,

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em pacientes com HIV/AIDS e, esporadicamente, na América do Norte (Fig. 4-25, F).

Etiopatogênese, Características Histopatológicas e Diagnóstico Diferencial Estas lesões estão relacionadas à infecção pelo papilomavírus humano; os estudos com a hibridização in situ e a reação em cadeia da polimerase (PCR) para classificar os subtipos de vírus permitiram que elas fossem caracterizadas de forma mais precisa. • Consulte a Tabela 4-2 e as Figuras 4-26 a 4-36.

Diagnóstico Diferencial • A acantose nigricans apresenta uma histologia similar ao papiloma escamoso ou o condiloma sem o envolvimento do papilomavírus humano; os pacientes manifestam malignidade visceral (Fig. 4-37).

Tratamento e Prognóstico • A excisão é o tratamento de escolha, caso as lesões sejam solitárias; partículas virais podem ser identificadas nas vaporizações com laser. • O imiquimode pode ser útil nas lesões avermelhadas, mas é difícil manter o medicamento aderido à mucosa oral.

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PAPILOMAVÍRUS HUMANO – LESÕES BENIGNAS RELACIONADAS

A

B

C

D

E

F

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FIGURA 4-25. A, Papiloma escamoso no ventre da língua do lado esquerdo. B, Verruga vulgar no palato duro do lado direito. C, Condiloma acuminado (um de vários) em um paciente submetido a transplante de pulmão. D, Condiloma acuminado em um paciente com HIV/AIDS. E, Condiloma acuminado em um paciente saudável. F, Doença de Heck em um paciente da Guatemala. (A, Cortesia do Dr. Mark Lerman, Professor, Harvard School of Dental Medicine, Boston, Mass; B, Cortesia do Dr. John Lovas, Dalhousie University, Halifax, Nova Scotia, Canadá; D, Cortesia do Dr. Mark Lerman, Harvard School of Dental Medicine, Boston, Mass; E, Cortesia do Dr. Sherwin Kershman, consultório particular, Houston, Tex; F, Cortesia do Dr. Roman Carlos, Cidade da Guatemala, Guatemala.)

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CAPÍTULO 4 INFECÇÕES BACTERIANAS, VIRAIS, FÚNGICAS E OUTRAS CONDIÇÕES INFECCIOSAS

A

B

C FIGURA 4-26. Papiloma escamoso. A, Lesão do palato mole que tipicamente exibe pequena quantidade de queratina. B, Hiperplasia das células basais e eixos fibrovasculares edematosos. C, Eixos fibrovasculares com hialinização.

FIGURA 4-27. Papiloma escamoso: lesão do palato mole com coilócitos na parte superior direita e edema proeminente nos queratinócitos.

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Lesões pigmentadas SUMÁRIO DO CAPÍTULO PIGMENTAÇÃO EXÓGENA Tatuagem por Amálgama Tatuagem por Grafite

185

185

188

Pigmentação Induzida por Medicamento PIGMENTAÇÃO MELONOCÍTICA Mácula Melanótica Oral

191

191

Hipermelanose Pós–inflamatória

193

Melanoacantose (Melanoacantoma) Nevo Melanocítico Oral

189

196

198

Nevo Melanocítico Displásico e Melanoma das Mucosas

203

PIGMENTAÇÃO NEUROECTODÉRMICA 207 Tumor Neuroectodérmico Melanótico da Infância

207

Características Clínicas

• Fibras reticulares, endomísio e endoneuro podem ser corados de marrom-dourado sem nenhum depósito particulado; partículas maiores em geral são encontradas dentro de granulomas de corpo estranho (Fig. 9-2, B–E; Figs. 9-3 e 9-4).

• A tatuagem por amálgama é localizada (geralmente < 1cm) ou, mais raramente, difusa; mácula de coloração cinza-ardósia da mucosa oral, indolor e uniformemente pigmentada.

• Material estranho cristalino refringente pode ser observado ocasionalmente em lesões implantadas traumaticamente; isso provavelmente representa fragmentos de cimento dentário colocado com amálgamas.

Pigmentação Exógena TATUAGEM POR AMÁLGAMA

• A tatuagem em geral aparece na gengiva adjacente a restaurações ou coroas de amálgama, mas pode ocorrer em qualquer superfície e, em particular, após apicectomia (cirurgia no ápice da raiz) com obturação retrógrada com amálgama (Fig. 9-1, A–C).

Etiopatogênese e Características Histopatológicas A prata existente dentro do amálgama (combinação de prata, mercúrio, estanho e outros metais) mancha as fibras reticulares argirofílicas do tecido conjuntivo. A tatuagem ocorre pelo contato direto com o amálgama, tanto através de retro-obturações de canais radiculares quanto pela sua implantação traumática. • Uma cicatriz geralmente está presente (especialmente se a lesão não é adjacente a um amálgama), com infiltrado linfocitário variável (Fig. 9-2, A). • Partículas finas de coloração marrom-dourado são depositadas em um padrão “granular” ao longo das fibras do tecido conjuntivo e da membrana basal do epitélio e dos vasos sanguíneos.

Diagnóstico Diferencial • A pigmentação induzida por medicamentos exibe partículas finas que estão dispostas de maneira linear entre as fibras de colágeno, mas elas não coram as fibras; geralmente as partículas apresentam coloração positiva para Fontana–Masson e/ou ferro (ver adiante).

Tratamento e Prognóstico • A remoção cirúrgica ou com laser é curativa e realizada por motivos estéticos. REFERÊNCIAS Buchner A. Amalgam tattoo (amalgam pigmentation) of the oral mucosa: clinical manifestations, diagnosis and treatment. Refuat Hapeh Vehashinayim. 2004;21:25-28, 92. Buchner A, Hansen LS. Amalgam pigmentation (amalgam tattoo) of the oral mucosa. A clinicopathologic study of 268 cases. Oral Surg Oral Med Oral Pathol. 1980;49:139-147. Kanzaki T, Eto H, Miyazawa S. Electron microscopic x-ray microanalysis of metals deposited in oral mucosa. J Dermatol. 1992;19: 487-492. Lau JC, Jackson-Boeters L, Daley TD, et al. Metallothionein in human gingival amalgam tattoos. Arch Oral Biol. 2001;46:1015-1020. 185

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186

CAPÍTULO 9 LESÕES PIGMENTADAS

A

B

C FIGURA 9-1. A, Tatuagem por amálgama adjacente a uma coroa. B, Tatuagem por amálgama no assoalho da boca. C, Tatuagem por amálgama relacionada à cicatriz da apicectomia (cirurgia paraendodôntica).

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TATUAGEM POR AMÁLGAMA

A

B

C

D

187

FIGURA 9-2. Tatuagem por amálgama A, Pigmentação com densa cicatriz. B, Marcação de fibras e reação de corpo estranho com células gigantes. C, Coloração marrom dourado das fibras reticulares. D, Deposição de finas partículas ao longo das fibras. E, Coloração do endoneuro e da membrana basal vascular.

E

A

B FIGURA 9-3. Tatuagem por amálgama sutil. A, Cicatrização focal pode ser observada (à direita). B, Marcação das fibras reticulares.

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16

Lesões intraósseas não odontogênicas SUMÁRIO DO CAPÍTULO Tórus e Exostoses 382 Lesões Fibro-ósseas 385 Doença de Paget do Osso (Osteíte Deformante)

396

Lesão Central de Células Gigantes (Lesões de Células Gigantes Agressiva e Não Agressiva, Granuloma Central de Células Gigantes, Granuloma Central de Células Gigantes Reparativo) 398 Querubismo

401

Fibroma Desmoplásico

402

Osteossarcoma (Sarcoma Osteogênico) Condrossarcoma

403

407

Mieloma Múltiplo (Mieloma Plasmocitário) Histiocitose de Células de Langerhans Osteonecrose e Osteomielite

411

416

417

Mioesferulose (Esferulocitose, Doença Esferulocística da Pele)

422

Defeito da Medula Óssea Hematopoiética (Defeito Osteoporótico da Medula Óssea) CISTOS NÃO ODONTOGÊNICOS E LESÕES SEMELHANTES A CISTO Cisto do Ducto Nasopalatino (Canal Incisivo)

423

424

424

Cisto Cirúrgico Ciliado (Cisto Pós-cirúrgico Maxilar)

426

Cisto Palatino Mediano 427 Cisto Ósseo Aneurismático

428

Cisto Ósseo Simples (Cisto Ósseo Traumático, Cavidade Óssea Idiopática) Cavidade Óssea de Stafne (Depressão Lingual da Glândula Salivar)

TÓRUS E EXOSTOSES Características Clínicas • Tórus: 2% a 10% dos adultos; aumentos de volume ósseos exofíticos, duros, uninodulares ou multinodulares revestidos por mucosa que pode estar ulcerada em decorrência de trauma; o tórus palatino e o tórus mandibular localizam-se, respectivamente, na linha média do palato e na superfície lingual da mandíbula (geralmente bilaterais e simétricos) (Fig. 16-1, A e B); geralmente representa um local de osteonecrose associada a bisfosfonatos. • Exostoses: 27% dos adultos; predileção pelo gênero masculino (5:1); crescimento exofítico de osso, nodular ou séssil, frequentemente localizado nas superfícies vestibulares da mandíbula e maxila ou no arco ascendente do palato, com mais de 90% dos pacientes apresentando tórus concomitantes (Fig. 16-1, C e D); as exostoses possivelmente exibem crescimento rápido em alguns pacientes.

430

431

Etiopatogênese e Características Histopatológicas Tórus e exostoses provavelmente são alterações de desenvolvimento influenciadas por fatores genéticos e ambientais, e com predisposição racial. • Osso lamelar denso com osteócitos pequenos e bem espaçados, tecido fibrovascular nos canais haversianos, formação variável de rimas de osteoblastos, especialmente quando inflamado (Fig. 16-2); medula gordurosa geralmente presente. • Feixes de colágeno longos e amplos (lamelas) são observados sob luz polarizada (Fig. 16-3).

Diagnóstico Diferencial • A osteosclerose idiopática (ilha de osso denso ou cicatriz óssea) não é exofítica e constitui lesão radiopaca intraóssea assintomática não relacionada aos dentes que é descoberta em radiografia de rotina (Fig. 16-4, A); a biópsia

382

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TÓRUS E EXOSTOSES

não é necessária, a menos que o exame radiográfico indique que a lesão está progredindo; a histopatologia é semelhante e o osso geralmente é esclerótico. • A osteíte condensante é semelhante à osteosclerose idiopática, mas é encontrada nos (ou muito próxima aos) ápices dos dentes e provavelmente representa um processo reacional a um trauma de oclusão crônico, inflamação de baixo grau ou infecção odontogênica; a biópsia não é necessária (Fig. 16-4, B). • Os osteomas verdadeiros estão associados à síndrome de Gardner (condição autossômica dominante associada a uma mutação no gene APC e ao desenvolvimento de pólipos e carcinoma colônicos, tumores desmoides, dentes supranumerários e cistos na pele).

383

REFERÊNCIAS Chohayeb AA, Volpe AR. Occurrence of torus palatinus and mandibularis among women of different ethnic groups. Am J Dent. 2001;14:278-280. Haugen LK. Palatine and mandibular tori. A morphologic study in the current Norwegian population. Acta Odontol Scand. 1992;50:65-77. Jainkittivong A, Langlais RP. Buccal and palatal exostoses: prevalence and concurrence with tori. Oral Surg Oral Med Oral Pathol Oral Radiol Endod. 2000;90:48-53. Seah YH. Torus palatinus and torus mandibularis: a review of the literature. Aust Dent J. 1995;40:318-321. White S, Pharoah M. Oral Radiology: Principles and Interpretation. 6th ed. St. Louis: Mosby; 2009. Yonetsu K, Yuasa K, Kanda S. Idiopathic osteosclerosis of the jaws: panoramic radiographic and computed tomographic findings. Oral Surg Oral Med Oral Pathol Oral Radiol Endod. 1997;83:517-521.

Tratamento e Prognóstico • A excisão geralmente é realizada porque o paciente deseja usar próteses dentárias ou se a alteração apresentar ulceração constante devido a trauma.

A

B

C

D FIGURA 16-1. A, Tórus mandibular: massas ósseas sésseis e simétricas localizadas bilateralmente na superfície lingual da mandíbula. B, Tórus palatino: massas ósseas multinodulares localizadas na linha média do palato. C, Exostose palatina: massa óssea no arco ascendente do palato. D, Exostose vestibular: massa óssea séssil unilateral na superfície vestibular da maxila.

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384

CAPÍTULO 16 LESÕES INTRAÓSSEAS NÃO ODONTOGÊNICAS

A

B FIGURA 16-2. Tórus. A, Osso lamelar denso e viável. B, Pequenos osteócitos no interior do osso, sistemas haversianos fibrovasculares e rima osteoblástica focal (detalhe).

FIGURA 16-3. Tórus: a luz polarizada revela fascículos amplos e longos de colágeno.

A

B FIGURA 16-4. A, Osteosclerose idiopática: radiopacidades no lado esquerdo da mandíbula não relacionadas aos ápices dos dentes. B, Osteíte condensante: radiopacidade uniforme mal delimitada ao redor das raízes do primeiro molar mandibular do lado esquerdo com o canal tratado (A, Cortesia do Dr. Thomas Mone, consultório particular, Braintree, Mass.)

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