Page 1

GRAY’S

EMBRIOLOGIA BÁSICA – 8ª EDIÇÃO

Keith L. Moore, MSc, PhD, FIAC, FRSM, FAAA T. V. N. Persaud, MD, PhD, DSc, FRCPath Mark G. Torchia, MSc, PhD

A. Wayne Vogl, PhD, FAAA Adam W. M. Mitchell, MBBS, FRCS, FRCR

FISIOLOGIA – 4ª EDIÇÃO

Linda S. Costanzo, PhD HISTOLOGIA ESSENCIAL – 1ª EDIÇÃO

Leslie P. Gartner, PhD James L. Hiatt, PhD

ROBBINS PATOLOGIA BÁSICA - 9ª EDIÇÃO

Vinay Kumar, MBBS, MD, FRCPath Abul K. Abbas, MBBS Jon C. Aster, MD, PhD

Este novo livro da família GRAY facilita o estudo para o domínio da anatomia básica! Obtenha todas as informações essenciais necessárias para o aprendizado rápido. • Correlacione a área básica com a clínica através dos quadros: “Aplicação Clínica”, que explica como um bom conhecimento da anatomia facilita a solução de problemas clínicos, “Aplicação em Imagem”, que oferece uma excelente introdução a diferentes técnicas em radiologia, e “Anatomia de Superfície”, que auxilia a visualizar a relação entre as estruturas anatômicas e superfícies necessária a qualquer exame clínico.

• Usufrua um texto didático com ilustrações cuidadosamente selecionadas, que facilitam a aprendizagem, com formato moderno e rápida identificação das estruturas.

Este livro tem conteúdo extra e gratuito em inglês no site www.studentconsult.com. Registre o código que está no verso da capa dentro deste livro e conheça uma nova maneira de aprender: - visualize e faça download do banco de imagens para seus estudos e trabalhos; -acesse o conteúdo integral do livro em inglês.

A aquisição desta obra habilita o acesso ao site www.studentconsult.com até o lançamento da próxima edição em inglês e/ou português, ou até que esta edição em inglês e/ ou portguês não esteja mais disponível para venda pela Elsevier, o que ocorrer primeiro.

GRAY’S ANATOMIA BÁSICA

(Lond.), FAAA

Richard L. Drake, PhD, FAAA

A MANEIRA INTELIGENTE DE ESTUDAR ONLINE

ANATOMIA BÁSICA

GRAY’S

VOCÊ TAMBÉM DEVE SE INTERESSAR POR:

ANATOMIA BÁSICA

Director of Anatomy Professor of Surgery Cleveland Clinic Lerner College of Medicine Case Western Reserve University Cleveland, Ohio United States of America

A. WAYNE VOGL, PhD, FAAA

Professor of Anatomy & Cell Biology Department of Cellular and Physiological Sciences Faculty of Medicine University of British Columbia Vancouver, British Columbia Canada

ADAM W. M. MITCHELL, MBBS, FRCS, FRCR

Joint Head of Graduate Entry Anatomy Imperial College Consultant Radiologist Department of Imaging Charing Cross Hospital London

Drake

United Kingdom

Vogl

CLASSIFICAÇÃO DE ARQUIVO RECOMENDADA

www.elsevier.com.br/medicina

RICHARD L. DRAKE, PhD, FAAA

University of London

Mitchell

Anatomia

OS AUTORES

Richard L Drake A. Wayne Vogl Adam W. M. Mitchell


GRAY’S

ANATOMIA

C0050.indd i

BÁSICA

08/05/13 3:33 AM


C0050.indd ii

08/05/13 3:33 AM


GRAY’S

ANATOMIA BÁSICA

Richard L. Drake, PhD, FAAA

Director of Anatomy Professor of Surgery Cleveland Clinic Lerner College of Medicine Case Western Reserve University Cleveland, Ohio United States of America

A. Wayne Vogl, PhD, FAAA

Professor of Anatomy & Cell Biology Department of Cellular and Physiological Sciences Faculty of Medicine University of British Columbia Vancouver, British Columbia Canada

Adam W. M. Mitchell, MBBS, FRCS, FRCR

Joint Head of Graduate Entry Anatomy Imperial College University of London Consultant Radiologist Department of Imaging Charing Cross Hospital London United Kingdom

Ilustrações de

Richard Tibbitts e Paul Richardson Fotografias de

Ansell Horn

C0050.indd iii

08/05/13 3:33 AM


© 2013 Elsevier Editora Ltda. Tradução autorizada do idioma inglês da edição publicada por Churchill Livingstone – um selo editorial Elsevier Inc. Todos os direitos reservados e protegidos pela Lei 9.610 de 19/02/1998. Nenhuma parte deste livro, sem autorização prévia por escrito da editora, poderá ser reproduzida ou transmitida sejam quais forem os meios empregados: eletrônicos, mecânicos, fotográficos, gravação ou quaisquer outros. ISBN: 978-85-352-6296-4 ISBN (versão eletrônica): 978-85-352-6839-3 ISBN (platafomas digitais): 978-85-352-6297-1 Copyright © 2012 by Churchill Livingstone, an imprint of Elsevier Inc. This edition of Gray’s Basic Anatomy by Richard L. Drake, A. Wayne Vogl and Adam W. M. Mitchell is published by arrangement with Elsevier Inc. ISBN: 978-1-4557-1078-2 Capa Interface – Sergio Liuzzi Editoração Eletrônica Thomson Digital Elsevier Editora Ltda. Conhecimento sem Fronteiras Rua Sete de Setembro, n° 111 – 16° andar 20050-006 – Centro – Rio de Janeiro – RJ Rua Quintana, n° 753 – 8° andar 04569-011 – Brooklin – São Paulo – SP Serviço de Atendimento ao Cliente 0800 026 53 40 sac@elsevier.com.br Consulte nosso catálogo completo, os últimos lançamentos e os serviços exclusivos no site www.elsevier.com.br

NOTA Como as novas pesquisas e a experiência ampliam o nosso conhecimento, pode haver necessidade de alteração dos métodos de pesquisa, das práticas profissionais ou do tratamento médico. Tanto médicos quanto pesquisadores devem sempre basear-se em sua própria experiência e conhecimento para avaliar e empregar quaisquer informações, métodos, substâncias ou experimentos descritos neste texto. Ao utilizar qualquer informação ou método, devem ser criteriosos com relação a sua própria segurança ou a segurança de outras pessoas, incluindo aquelas sobre as quais tenham responsabilidade profissional. Com relação a qualquer fármaco ou produto farmacêutico especificado, aconselha-se o leitor a cercar-se da mais atual informação fornecida (i) a respeito dos procedimentos descritos, ou (ii) pelo fabricante de cada produto a ser administrado, de modo a certificar-se sobre a dose recomendada ou a fórmula, o método e a duração da administração, e as contraindicações. É responsabilidade do médico, com base em sua experiência pessoal e no conhecimento de seus pacientes, determinar as posologias e o melhor tratamento para cada paciente individualmente, e adotar todas as precauções de segurança apropriadas. Para todos os efeitos legais, nem a Editora, nem autores, nem editores, nem tradutores, nem revisores ou colaboradores, assumem qualquer responsabilidade por qualquer efeito danoso e/ou malefício a pessoas ou propriedades envolvendo responsabilidade, negligência etc. de produtos, ou advindos de qualquer uso ou emprego de quaisquer métodos, produtos, instruções ou ideias contidos no material aqui publicado. O Editor

CIP-BRASIL. CATALOGAÇÃO-NA-FONTE SINDICATO NACIONAL DOS EDITORES DE LIVROS, RJ D797g Drake, Richard L. (Richard Lee), 1950Gray’s anatomia básica / Richard L. Drake, A.Wayner Vogl, Adam W. M. Mitchell ; [tradução de Adilson Dias Salles ... et al.]. - Rio de Janeiro : Elsevier, 2013. 610p. : il. ; 28 cm Índice Tradução de: Gray’s basic anatomy ISBN 978-85-352-6296-4 1. Anatomia. 2. Anatomia humana. I. Vogl, Wayne. II. Mitchell, Adam W. M. III. Drake, Richard L. (Richard Lee), 1950-. IV. Título. 12-38558. CDD: 611 CDU: 611

C0055.indd iv

08/05/13 3:40 AM


Revisão Científica e Tradução Revisão Científica Alexandre Leite Rodrigues de Oliveira (Caps. 6 e 7) Professor Associado do Departamento de Biologia Estrutural e Funcional da Universidade Estuadual de Campinas (UNICAMP) Doutor em Biologia Celular e Estrutural José Meciano Filho (Caps. 1, 4 e Índice) Professor de Anatomia e Neuroanatomia do Departamento de Biologia Estrutural e Funcional da UNICAMP Professor Titular de Anatomia e Neuroanatomia da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas) Marco Cesar Somazz (Cap. 2) Professor de Anatomia e Neuroanatomia do Departamento de Biologia Estrutural e Funcional da UNICAMP e da Faculdade de Ciências da Saúde da Universidade Metodista de Piracicaba. Roberto Natalino Ricarte (Cap. 8) Professor Doutor em Anatomia e Patologia Buco-dental do Departamento de Anatomia da PUC-Campinas Professor Titular de Anatomia e Neuroanatomia da PUC-Campinas Mestre e Doutor em Biologia e Patologia Buco-Dental pela UNICAMP Valéria Helena Alves Cagnon Quitete (Cap. 5) Professora Livre Docente/Associada do Departamento de Biologia Estrutural e Funcional do Instituto de Biologia da UNICAMP Doutora em Anatomia Wagner José Fávaro (Cap. 3) Professor Doutor I do Departamento de Biologia Estrutural e Funcional da UNICAMP Especialista em Anatomia Humana e Oncologia

Tradução Adilson Dias Salles (Caps. 2, 5 e 7) Professor Adjunto do Programa de Graduação em Anatomia do Instituto de Ciências Biomédicas (ICB) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Pesquisador do Departamento de Antropologia do Museu Nacional da UFRJ Doutor em Medicina nas Áreas de Ortopedia e Traumatologia pela UFRJ Mestre em Anatomia Humana pela UFRJ Claudio Fava Chagas (Cap. 4) Ex-docente do Departamento de Anatomia do Instituto de Ciências Biomédicas da USP Douglas Arthur Omena Futuro (Cap. 3) Médico Ortopedista Fernanda Gurgel Zogaib (Cap. 6) Mestre em Ciências pelo Programa de Pós-Graduação em Biologia Humana e Experimental da UERJ Especialista em Anatomia Humana pela Universidade Estácio de Sá (Unesa) Graduada em Licenciatura Plena em Educação Física e Desportos pela UERJ

v

C0060.indd v

08/05/13 4:16 AM


Revisão Científica e Tradução Gustavo Vicentis de Oliveira Fernandes (Caps. 1 e 8) Professor das disciplinas Anatomia (Cabeça e Pescoço) e Periodontia I e II da Universidade Salgado de Oliveira (Universo) Docente do curso de Especialização em Implantodontia da Universo Docente do curso de Especialização em Implantodontia da Odontoclínica Central do Exército (RJ) Doutorando em Odontologia pela UFF Especialista em Implantodontia pela UFF Graduado em Odontologia pela UFF Renata Jurema Medeiros (Índice) Doutora em Vigilância Sanitária (Toxicologia) pela Fiocruz Mestre em Medicina Veterinária (Higiene Veterinária e Processamento Tecnológico de POA) pela UFF Tecnologista em saúde publica de Bio-Manguinhos/ Fiocruz

vi

C0060.indd vi

08/05/13 4:16 AM


Comiss達o de Revis達o Editorial Christina C. Lewis, PhD Assistant Professor Basic Sciences Department Samuel Merritt University Oakland, California

Michelle D. Lazarus, PhD Assistant Professor Penn State Milton S. Hershey Medical Center Penn State Hershey College of Medicine Department of Behavioral Sciences Hershey, Pennsylvania

Beth M. Jones, PT Langford Sports & Physical Therapy Albuquerque, New Mexico

Jennifer M. McBride, PhD Director of Histology Division of Education Cleveland Clinic Lerner College of Medicine Cleveland, Ohio

Mark H. Hankin, PhD Professor and Director Anatomy Donation Program Department of Neurosciences University of Toledo Toledo, Ohio

vii

C0065.indd vii

08/05/13 4:51 PM


Aos meus pais, que me orientaram; À minha esposa, que me apoiou; Aos meus alunos, que me desafiaram. Richard L. Drake A minha família, meus colegas e meus alunos. A. Wayne Vogl A toda a minha família, Max e Elsa, e meus colegas. Adam W. M. Mitchell

C0070.indd viii

08/05/13 5:01 PM


Agradecimentos Qualquer livro, independente do seu tamanho, é um empreendimento importante. Gostaríamos de agradecer a todos que nos ajudaram a concluir este grande projeto. Tudo começou com as primeiras discussões entre os autores, William Schmitt e Rebecca Gruliow, sobre a necessidade deste tipo de livro-texto conciso e o tempo em que poderia ser concluído. Essas discussões evoluíram e envolveram outras pessoas na Elsevier, como Madelene Hyde e vários profissionais de produção e layout. Também somos gratos aos nossos ilustradores, Richard Tibbitts e Paul Richardson, que nos ajudaram a reestruturar as figuras. Agradecemos ao Professor Richard A. Buckingham da Abraham Lincoln Medicine School, University of Illinois,

pela Figura 8.97B; ao Dr. Murray Morrison, à Dra. Joanne Matsubara, ao Dr. Brian Westerberg, a Laura Hall e Jing Cui, por contribuírem com imagens para o capítulo de cabeça e pescoço; e ao Dr. Bruce Crawford e Logan Lee, por seu auxílio com imagens da anatomia de superfície do membro superior. Enfim, somos muito gratos a muitas pessoas, anatomistas e educadores, que despenderam o seu precioso tempo na avaliação dos primeiros esboços do livro e nos deram feedbacks valiosos à medida que o projeto progredia. Richard L. Drake A. Wayne Vogl Adam W. M. Mitchell

ix

C0075.indd ix

08/05/13 5:10 PM


C0075.indd x

08/05/13 5:10 PM


Prefácio O Gray's Anatomia Básica foi desenvolvido em resposta às solicitações de estudantes e colegas do mundo inteiro por uma descrição de anatomia mais concisa do que a apresentada no Gray's Anatomia para Estudantes. Para alcançar esse objetivo, reelaboramos o material enfatizando a anatomia regional e integramos ao texto o material clínico, imagens e informações sobre anatomia de superfície, com: ● Aplicações clínicas, que mostram aos estudantes como um forte conhecimento anatômico facilita a solução de problemas clínicos; ● Aplicações em imagem, que apresentam aos estudantes diferentes técnicas e modalidades disponíveis para obtenção de imagens de anatomia relevante; e ● Quadros de Anatomia de superfície, que demonstram aos estudantes a relação entre as estruturas anatômicas e os pontos de referência necessários para qualquer tipo de exame do paciente. Em síntese, o Gray's Anatomia Básica usa uma abordagem regional, similar à do Gray's Anatomia para Estudantes,

com oito capítulos: O Corpo, Dorso, Tórax, Abdome, Pelve e Períneo, Membro Inferior, Membro Superior e Cabeça e Pescoço. O trabalho artístico é o mesmo do Gray's Anatomia para Estudantes, mas as ilustrações já conhecidas foram redimensionadas para se adaptarem a um formato menor, mas mantendo-se em uma localização física próxima do texto ao qual estão associadas. Além disso, para manter o objetivo de apresentar um livro-texto conciso de anatomia, algumas descrições de músculos, por exemplo, foram incorporadas em tabelas sem que houvesse perda de conteúdo, e foram acrescentados materiais clínicos e de imagens para aprimorar a aprendizagem no contexto. Esperamos que este novo membro da família Gray de materiais educacionais seja para você, educador ou estudante, um recurso valioso. Richard L. Drake A. Wayne Vogl Adam W. M. Mitchell

xi

C0080.indd xi

08/05/13 5:36 PM


C0080.indd xii

08/05/13 5:36 PM


Índice de Quadros de Aplicação Clínica, Aplicação em Imagem e Anatomia de Superfície 1

O Corpo

Aplicação clínica Transplante de medula óssea 9 Fraturas ósseas 10 Necrose avascular 10 Osteoporose 10 Fraturas epifisárias 10 Substituição articular 13 Doença articular degenerativa 13 Artroscopia 13 A importância das fáscias 14 Paralisia muscular 14 Atrofia muscular 14 Lesões e luxações musculares 15 Aterosclerose 15 Veias varicosas 15 Anastomoses e circulação colateral 16 Linfonodos, 17 Dermátomos e miótomos 21 Dor referida 29

Aplicação em imagem Determinação da idade óssea

2

9

Vértebras cervicais típicas 32 Vértebras torácicas típicas 33 Vértebras lombares típicas 33 Articulação entre o atlas e o áxis

35

Anatomia de superfície Como identificar processos espinhosos vertebrais específicos 36 As curvaturas primárias e secundárias no plano sagital Visualização dos limites inferiores da medula espinal e do espaço subaracnóideo 52

38

Tórax

Aplicação clínica

Aplicação clínica

C0085.indd xiii

Aplicação em imagem

3

Dorso

Espinha bífida 38 Vertebroplastia 39 Escoliose 39 Cifose 39 Lordose 39 Variação no número de vértebras As vértebras e o câncer 39 Osteoporose 39 Dor lombar 41

Herniação de discos intervertebrais 41 Doenças articulares 41 Ligamento amarelo 42 Fraturas vertebrais 43 Fraturas da parte interarticular 43 Procedimentos cirúrgicos no dorso 43 Lesões nervosas que afetam os músculos superficiais do dorso 45 Punção lombar para retirada do líquido cerebrospinal 54 Anestesia no interior do canal vertebral 54 Herpes-zóster 55

39

Processo axilar da mama 59 Câncer de mama 60 Síndrome do desfiladeiro torácico 62 Costelas cervicais 65 Fraturas de costelas 65 Coleta de medula óssea esternal 67 A articulação manubrioesternal como referência Acesso cirúrgico ao tórax 74 Toracostomia: inserção do dreno torácico 75 Bloqueio de nervo intercostal 75

68

xiii

09/05/13 1:07 AM


A disposição das cavidades pleurais é clinicamente significante 78 Inervação da pleura parietal e visceral 79 Recessos pleurais 80 Derrame pleural 81 Pneumotórax 81 Objetos inalados 86 Câncer de pulmão 93 Pneumonia 93 Inervação pericárdica 96 Pericardite 96 Derrame pericárdico 96 Pericardite constritiva 96 Doença valvar 106 Defeitos congênitos cardíacos comuns 107 Ausculta cardíaca 107 Terminologia clínica para as artérias coronárias 110 Complexo estimulante do coração 110 Ataque cardíaco 114 Sintomas clássicos do ataque cardíaco 114 Dor referida 114 Os sintomas do ataque cardíaco são os mesmos em homens e mulheres? 115 Glândulas paratireoides ectópicas no timo 116 Veia braquiocefálica esquerda 118 Acesso venoso para linhas centrais e de diálise 118 Utilização da veia cava superior para acesso da veia cava inferior 119 Coartação da aorta 120 Lesão traumática da aorta 120 Dissecação da aorta 121 Arco da aorta e suas anormalidades 121 Origem anormal dos grandes vasos 121 Os nervos vagos, nervos laríngeos recorrentes e a disfonia 123 Constrições esofágicas 124 Câncer de esôfago 125 Ruptura esofágica 125

Aplicação em imagem

xiv

C0085.indd xiv

Identificação do tronco pulmonar nas tomografias computadorizadas 88 Visualização dos pulmões 90 Radiografia simples do tórax 92 Visualização do coração 99 Visualização das câmaras do coração 100 Visualização do átrio direito e das veias pulmonares 103 Visualização das estruturas no mediastino superior 117 Visualização das estruturas no nível vertebral TIV 120 Visualização do mediastino no plano axial 130

Anatomia de superfície A mama na mulher 60 Como contar costelas 69 Visualização das estruturas no nível vertebral TIV/TV 69 Visualização das cavidades pleurais e pulmões, recessos pleurais e lobos e fissuras pulmonares 84 Ausculta dos sons pulmonares 85 Visualização das margens do coração 100 Onde auscultar as bulhas cardíacas 106 Visualização das estruturas no mediastino superior 123

4

Abdome

Aplicação clínica Pré-peritoneal versus retroperitoneal 140 Incisões cirúrgicas 147 Reflexo cremastérico 147 Massas em torno da região inguinal 148 Hérnias inguinais 148 Hérnias inguinais indiretas 148 Hérnias inguinais diretas 148 Hérnias femorais 149 Hérnias umbilicais 149 Hérnias incisionais 149 Região inguinal de esportistas/Hérnia do esportista 149 Outras hérnias 149 Problemas potenciais das hérnias 149 Peritônio 150 Inervação do peritônio 150 Derivações (shunts) ventriculoperitoneais 150 Hemodiálise e diálise peritoneal 151 Disseminação peritoneal de doenças 151 Perfuração intestinal 151 Omento maior 152 Transição epitelial entre a parte abdominal do esôfago e o estômago 157 Cirurgia para obesidade 157 Úlcera duodenal 157 Exame da luz do intestino 159 Divertículo ileal 159 Carcinoma de estômago 159 Apendicite 161 Distúrbios congênitos do trato gastrointestinal 164 Obstrução intestinal 164 Doença diverticular 164 Ostomias 167 Anatomia segmentar do fígado 167 Pâncreas anular 168

09/05/13 1:07 AM


Câncer de pâncreas 170 Cálculos biliares 170 Icterícia 171 Distúrbios do baço 172 Suprimento vascular do sistema digestório 177 Cirrose hepática 179 Anastomose portossistêmica 179 Abscesso do músculo psoas 189 Hérnias diafragmáticas 189 Hérnia de hiato 189 Cálculos das vias urinárias 193 Câncer das vias urinárias 193 Transplante de rim 193 Introdução de stent na aorta abdominal 196 Filtro de veia cava inferior 198 Cirurgia de linfonodos retroperitoneais 200

Aplicação em imagem Visualização do estômago 154 Visualização do jejuno e do íleo 156 Exame endoscópico do trato gastrointestinal Visualização do intestino grosso 159 Visualização do fígado 166 Visualização do pâncreas 169 Visualização do diafragma 188 Investigação das vias urinárias 194

158

Anatomia de superfície Utilização dos quadrantes abdominais para localizar as principais vísceras 135 Definindo as regiões superficiais para as quais a dor intestinal é referida 135 Como encontrar o anel inguinal superficial 147 Visualização da posição dos principais vasos sanguíneos 198

5

Pelve e Períneo

Aplicação clínica Biópsia de medula óssea 210 Os problemas mais comuns das articulações sacroilíacas 212 Fraturas da pelve 213 Medidas pélvicas em obstetrícia 216 Defecação 217 Episiotomia 219 Exame de toque retal 221 Carcinoma do colo e do reto 221 Câncer da bexiga urinária 222

Cálculos renais 223 Cateterismo suprapúbico 223 Infecção da bexiga urinária 224 Cateterismo uretral 225 Ausência da migração dos testículos 225 Hidrocele do testículo 225 Tumor testicular 225 Vasectomia 226 Problemas na próstata 226 Câncer de ovário 228 Histerectomia 228 Ligadura tubária 229 Carcinoma do colo uterino e do útero 229 A escavação retouterina 232 Bloqueio do nervo pudendo 236 Prostatectomia e impotência sexual 239 Hemorróidas 244 Abcessos nas fossas isquioanais 246 Ruptura uretral 252

Aplicação em imagem Visualização da cavidade pélvica e do períneo masculinos, no plano transversal (axial) 256 Visualização da cavidade pélvica e do períneo femininos, no plano sagital 259 Visualização da cavidade pélvica e do períneo femininos, no plano frontal 261 Visualização da cavidade pélvica e do períneo femininos, no plano transversal (axial) 262

Anatomia de superfície Definindo as margens do períneo 245 Características superficiais dos órgãos genitais externos nas mulheres 248 Características superficiais dos órgãos genitais externos nos homens 250

6

Membro Inferior

Aplicação clínica Fraturas da pelve 269 Fraturas do colo do fêmur 271 Fraturas intertrocantéricas 272 Fraturas da diáfise femoral 272 Veias varicosas 277 Trombose venosa profunda 277 Coleta de veias para enxertos 277 Acesso vascular no membro inferior Sinal de Trendelenburg 282

281

xv

C0085.indd xv

09/05/13 1:07 AM


Injeção intramuscular na região glútea: evitando o nervo isquiático 285 Fraturas tibiais 291 Lesão do quadríceps 293 Lesões dos músculos posteriores da coxa 294 Síndrome compartimental 294 Doença vascular periférica 298 Lesões nos tecidos moles da articulação do joelho 305 Testes clínicos para rupturas nos ligamentos cruzados: teste da gaveta anterior, teste da gaveta posterior 305 Artroscopia 305 Pé caído 315 Fratura do tálus 317 Ruptura do tendão do calcâneo (tendão de Aquiles) 318 Lesões do tornozelo 323 Joanetes 325 Neuroma de Morton 335 Dermátomos e miótomos do membro inferior 336 Testando a inervação sensorial fornecida pelos principais nervos periféricos no membro inferior 337 Percussões de tendões no membro inferior 338 Marcha e defeitos na marcha 338

Aplicação em imagem Visualização da articulação do quadril 275 Visualização da articulação do joelho 304 Visualização dos ossos do pé 319 Visualização da articulação do tornozelo 322

Anatomia de superfície Encontrando a artéria femoral no trígono femoral 281 Visualização dos componentes da fossa poplítea 307 Encontrando o túnel do tarso – a via de acesso para o pé 326 Encontrando a artéria dorsal do pé 333 Pontos de pulso 339

7

Membro Superior

Aplicação clínica Fratura da parte proximal do úmero 346 Fraturas da clavícula e luxações das articulações acromioclavicular e esternoclavicular 350 Luxações da articulação do ombro 350 Disfunções do manguito rotador 351 Síndrome do espaço quadrangular 354 Escápula “alada” 358 Traumatismo das artérias nas proximidades da axila 362 Acesso venoso central via veia subclávia/axilar 362

xvi

C0085.indd xvi

Lesão do nervo torácico longo 366 Lesões do plexo braquial 370 Drenagem linfática e câncer de mama 370 Ruptura do tendão do músculo bíceps braquial 373 Lesão do nervo mediano no braço 375 Lesão do nervo radial no braço 375 Fratura supracondilar do úmero 379 Cotovelo tracionado 379 Fratura da cabeça do rádio 379 “Cotovelo do tenista” e “cotovelo do golfista” (epicondilite) 379 Lesão do nervo ulnar no cotovelo 380 Construção de uma fístula de diálise 381 Medida da pressão sanguínea 381 Fraturas do rádio e da ulna 384 Fratura do escafoide e necrose avascular proximal do escafoide 397 Síndrome de De Quervain 399 Síndrome do túnel do carpo 399 Tenossinovite 400 Dedo em gatilho 401 Teste de Allen 406 Lesão do nervo ulnar 407 Lesão do nervo radial 410 Dermátomos e miótomos no membro superior 410 Reflexos tendinosos do membro superior 410 Testando a inervação sensitiva conduzida pelos principais nervos periféricos do membro superior 411

Aplicação em imagem Visualização da articulação esternoclavicular 347 Visualização da articulação acromioclavicular 347 Visualização da articulação glenoumeral 348 Visualização dos músculos do manguito rotador 349 Alterações de desenvolvimento na articulação do cotovelo 378 Visualização da articulação do cotovelo 379 Visualização do antebraço 382 Visualização da mão e da articulação radiocarpal (punho) 396

Anatomia de superfície Localização da artéria braquial no braço 376 Identificação e localização dos tendões e principais vasos e nervos na parte distal do antebraço 392 Posição do retináculo dos flexores e do ramo recorrente do nervo mediano 399 Função motora dos nervos mediano e ulnar na mão 409 Pontos de pulso 412

09/05/13 1:07 AM


8

Cabeça e Pescoço

Aplicação clínicas Imagens médicas da cabeça 428 Fraturas da abóbada do crânio 429 Tipos de hemorragias intracranianas 433 Extravasamento de líquido cerebroespinal 434 Hidrocefalia 434 Meningite 434 Endarterectomia 436 Acidente vascular cerebral 437 Aneurisma intracerebral 437 Veias emissárias 439 Traumatismo da cabeça (lesão cefálica) 439 Concussão 440 Lesões de nervos cranianos 445 Glândula parótida – tumores e cálculos 452 Neuralgia do trigêmeo 454 Paralisia do nervo facial [VII] (paralisia de Bell) 458 Laceração do couro cabeludo 461 Fratura da órbita 464 Ptose total e parcial 466 Síndrome de Horner 466 Oftalmoscopia 480 Glaucoma 481 Catarata 481 Orelha de nadador 485 Orelha de surfista 485 Exame da orelha 486 Mastoidite 488 Disfunção da articulação temporomandibular 499 Lesão do nervo lingual 504 Anestesia do nervo alveolar inferior 504 Artéria meníngea média e hematoma extradural 508 Propagação de infecção do plexo pterigóideo para a cavidade craniana 509 Olho seco 514

Disseminação das infecções do pescoço 518 Acesso venoso central 519 Lesão traqueobrônquica 527 Tireoidectomia 529 Bócio 529 Hiperparatireoidismo 530 Glândulas paratireoides ectópicas 530 Paralisia do nervo laríngeo recorrente 537 Drenagem linfática clínica da cabeça e do pescoço Laringoscopia 548 Cricotireotomia 552 Traqueostomia 558 Desvio de septo nasal 561 Abordagem cirúrgica para a hipófise 564 Epistaxe 568 Câncer oral 571 Teste do nervo craniano XII 577 Teste do nervo craniano X 584

540

Aplicação em imagem Visualização do esqueleto cefálico – vista anterior 417 Visualização do crânio – vista lateral 419 Visualização das artérias carótida interna e vertebral 435 Visualização dos músculos do bulbo do olho 473 Visualização das cavidades nasais e seios paranasais 563

Anatomia de superfície Posição anatômica da cabeça e os principais pontos de referência 420 Avaliação da posição da artéria meníngea média 429 Principais características da face 459 O olho e o aparelho lacrimal 468 Como delinear os trígonos cervicais anterior e posterior 516 Como encontrar a glândula tireóide 528 Como localizar o ligamento cricotireóideo 552 Pontos de pulso 592

xvii

C0085.indd xvii

09/05/13 1:07 AM


C0085.indd xviii

09/05/13 1:07 AM


Sumário 1

O Corpo

O que é anatomia? 2 Como a anatomia macroscópica pode ser estudada? 2 Termos anatômicos importantes 2

Imagens

3

Técnicas de diagnóstico por imagem 3 Interpretação de imagens 6 Radiografia simples 6 Tomografia computadorizada 7 Ressonância magnética 7 Cintilografia 7 Segurança nas imagens 7

Sistemas do corpo 8 Sistema esquelético 8 Cartilagem 8 Osso 8 Articulações 10 Pele e fáscias 14 Pele 14 Fáscia 14 Sistema muscular 14 Sistema cardiovascular 15 Sistema linfático 16 Vasos linfáticos 16 Linfonodos 16 Troncos e ductos linfáticos 17 Sistema nervoso 18 Sistema Nervoso Central 18 Subdivisões funcionais do SNC 19 Outros sistemas 30

2

Dorso

Anatomia regional 32 Estrutura esquelética 32 Vértebras 32 Forames intervertebrais 37 Espaços posteriores entre os arcos vertebrais 38 Curvaturas da coluna vertebral 38

C0090.indd xix

Articulações 40 Articulações entre as vértebras no dorso Ligamentos 41 Ligamentos longitudinais anterior e posterior 41 Ligamento amarelo 42 Ligamentos supraespinais e nucal 42 Ligamentos interespinais 42 Musculatura do dorso 43 Grupo superficial dos músculos do dorso Grupo Intermédio dos músculos do dorso Grupo profundo dos músculos do dorso Aponeurose toracolombar 48 Medula espinal 49 Vascularização 50 Meninges 52 Arranjo das estruturas no canal vertebral Nervos espinais 53

3

40

43 45 46

53

Tórax

Anatomia regional 58 Região peitoral 58 Mama 58 Músculos da região peitoral 60 Parede torácica 60 Abertura superior do tórax 61 Abertura inferior do tórax 62 Estrutura esquelética 62 Espaços intercostais 71 Diafragma 75 Drenagem venosa 77 Inervação 77 Movimentos da parede torácica e do diafragma durante a respiração 77 Cavidades pleurais 78 Pleura 78 Pulmões 81 Mediastino 93 Mediastino médio 94 Mediastino superior 116 Mediastino posterior 123 Mediastino anterior 129

xix

08/05/13 6:00 PM


Sumário

4

Abdome

Anatomia regional 134 Topografia de superfície 134 Modelo de quatro quadrantes 134 Modelo de nove regiões 134 Parede abdominal 135 Fáscia superficial 136 Músculos anterolaterais 136 Fáscia extraperitoneal 140 Peritônio 141 Inervação 141 Suprimento arterial e drenagem venosa 142 Drenagem linfática 143 Região inguinal 143 Canal inguinal 144 Vísceras abdominais 149 Peritônio 149 Cavidade peritoneal 150 Órgãos 153 Suprimento arterial do trato gastrointestinal 172 Drenagem venosa 177 Linfáticos 180 Inervação 180 Região abdominal posterior 185 Parede abdominal posterior 185 Vísceras 189 Vascularização 195 Sistema linfático 199 Sistema nervoso na região abdominal posterior 200 Troncos simpáticos e nervos esplâncnicos 200

5

Pelve e Períneo

Anatomia regional 208 Pelve 208 Ossos 208 Articulações 210 Orientação 212 Diferenças sexuais 212 Pelve menor 212 Vísceras 220 Fáscia 230 Peritônio 230 Nervos 233 Vasos sanguíneos 239 Linfáticos 243 Períneo 244 Limites e teto 244

Fossa isquioanal e seus recessos anteriores Trígono anal 246 Trígono urogenital 246 Nervos somáticos 252 Nervos viscerais 253 Vasos sanguíneos 253 Veias 255 Linfáticos 255

6

245

Membro Inferior

Anatomia regional 266 O quadril 267 Pelve óssea 267 Fêmur proximal 270 Articulação do quadril 272 Vias de acesso para o membro inferior 274 Nervos 276 Artérias 276 Veias 276 Linfáticos 278 Fáscia profunda e hiato safeno 279 Trígono femoral 280 Região glútea 281 Músculos 282 Nervos 283 Artérias 286 Veias 287 Linfáticos 287 Coxa 287 Ossos 288 Músculos 291 Artérias 294 Veias 298 Nervos 298 Articulação do joelho 300 Articulação tibiofibular 305 Fossa poplítea 306 Perna 307 Ossos 308 Articulações 309 Compartimento posterior da perna 309 Compartimento lateral da perna 313 Compartimento anterior da perna 314 Pé 315 Ossos 316 Articulações 319 Túnel do tarso, retináculos e organização das principais estruturas do tornozelo 326 Arcos do pé 327 Aponeurose plantar 328

xx

C0090.indd xx

08/05/13 6:00 PM


Sumário Bainhas fibrosas dos dedos Bainhas extensoras 328 Músculos intrínsecos 329 Artérias 332 Veias 334 Nervos 334

7

328

Membro Superior

Anatomia regional 342 Ombro 343 Ossos 344 Articulações 346 Músculos 351 Região escapular posterior 351 Entrada para a região escapular posterior 351 Nervos 354 Artérias e veias 354 Axila 355 Entrada da axila 355 Parede anterior 356 Parede medial 357 Parede lateral 358 Parede posterior 358 Entrada na parede posterior 359 Soalho 359 Conteúdo da axila 360 Braço 370 Ossos 370 Músculos 373 Nervos 374 Artérias e veias 375 Articulação do cotovelo 377 Fossa cubital 380 Antebraço 382 Ossos 383 Articulações 384 Compartimento anterior do antebraço 385 Músculos 385 Artérias e veias 387 Nervos 389 Compartimento posterior do antebraço 390 Músculos 390 Artérias e veias 392 Nervos 392 Mão 394 Ossos 394 Articulações 397 Túnel do carpo e estruturas do punho 398 Aponeurose palmar 399 Tabaqueira anatômica 400

Bainhas fibrosas digitais 400 Expansões extensoras 401 Músculos 402 Artérias e Veias 403 Nervos 407

8

Cabeça e Pescoço

Anatomia regional 415 Cabeça 416 Pescoço 416 Esqueleto cefálico 416 Vista anterior 416 Vista lateral 418 Vista posterior 420 Vista superior 421 Vista inferior 421 Cavidade craniana 424 Teto 424 Assoalho 425 Meninges 429 Dura-máter craniana 429 Aracnoide-máter 432 Pia-máter 432 Espaços meníngeos 432 Encéfalo e seu suprimento sanguíneo 434 Encéfalo 434 Irrigação do encéfalo 435 Drenagem venosa 437 Nervos cranianos 440 Nervo olfatório [I] 440 Nervo óptico [II] 441 Nervo oculomotor [III] 441 Nervo troclear [IV] 442 Nervo trigêmeo [V] 442 Nervo oftálmico [V1] 443 Nervo maxilar [V2] 443 Nervo mandibular [V3] 444 Nervo abducente [VI] 444 Nervo facial [VII] 444 Nervo vestibulococlear [VIII] 445 Nervo glossofaríngeo [IX] 445 Nervo vago [X] 446 Nervo acessório [XI] 446 Nervo hipoglosso [XII] 446 Face 446 Músculos 446 Glândula parótida 451 Inervação 453 Vasos 456

xxi

C0090.indd xxi

08/05/13 6:00 PM


Sumário Couro cabeludo 459 Camadas 459 Inervação 460 Vasos 461 Drenagem linfática 462 Órbita 463 Órbita óssea 463 Pálpebras 464 Aparelho lacrimal 467 Inervação sensorial 469 Fissuras e forames 469 Especializações fasciais 471 Músculos 472 Vasos 475 Inervação 476 Bulbo do olho 479 Orelha 482 Orelha externa 483 Orelha média 487 Orelha interna 491 Fossas temporal e infratemporal 495 Estrutura óssea 495 Articulação temporomandibular 497 Músculo masseter 499 Fossa temporal 500 Fossa infratemporal 501 Fossa pterigopalatina 509 Estrutura óssea 509 Comunicações 511 Conteúdo 511 Pescoço 515 Fáscia 516 Drenagem venosa superficial 519 Trígono cervical anterior 519 Trígono cervical posterior 530 Raiz do pescoço 534 Faringe 540 Estrutura óssea 541 Parede faríngea 542 Fáscia 543

Aberturas observadas nas paredes da faringe e estruturas relacionadas elas 543 Parte nasal da faringe 544 Parte oral da faringe 545 Parte laríngea da faringe 546 Tonsilas 546 Vasos 546 Nervos 547

Laringe 548 Cartilagens da laringe 549 Ligamentos extrínsecos da laringe 550 Ligamentos intrínsecos da laringe 551 Articulações da laringe 553 Cavidade da laringe 554 Músculos intrínsecos da laringe 555 Funções da laringe 556 Vasos 558 Nervos 559 Cavidade nasal 559 Parede lateral 560 Regiões 560 Estrutura óssea 561 Parte externa do nariz 562 Seios paranasais 562 Paredes, assoalho e teto 564 Cóanos 566 Comunicações 566 Vasos 567 Inervação 568 Cavidade oral 570 Estrutura óssea 571 Paredes: as bochechas 574 Assoalho 574 Língua 574 Glândulas salivares 580 Teto – palato 582 Rima da boca e lábios 586 Istmo das fauces 586 Dentes e gengivas 587

xxii

C0090.indd xxii

08/05/13 6:00 PM


2 Dorso Anatomia regional Estrutura esquelética

Ligamentos supraespinais e nucal Ligamentos interespinais 42

32 32

Vértebras 32 Forames intervertebrais 37 Espaços posteriores entre os arcos vertebrais Curvaturas da coluna vertebral 38

Articulações

40

Articulações entre as vértebras no dorso

Ligamentos

41

Ligamentos longitudinais anterior e posterior 41 Ligamento amarelo 42

C0010.indd 31

40

Musculatura do dorso 38

42

43

Grupo superficial dos músculos do dorso 43 Grupo intermédio dos músculos do dorso 45 Grupo profundo dos músculos do dorso 46 Aponeurose toracolombar 48

Medula espinal

49

Vascularização 50 Meninges 52 Arranjo das estruturas no canal vertebral Nervos espinais 53

53

07/05/13 8:37 AM


Dorso

Anatomia regional

Aplicação em imagem

O dorso consiste na parte posterior do corpo e constitui um suporte musculoesquelético para o tronco. O dorso também contém a medula espinal e os segmentos proximais dos nervos espinais, que recebem e enviam informações para a maior parte do corpo.

Vértebras cervicais típicas

ESTRUTURA ESQUELÉTICA Os componentes esqueléticos do dorso são, essencialmente, as vértebras e os discos intervertebrais correspondentes. O crânio, as escápulas, os ossos do quadril (ílio, ísquio, púbis) e as costelas também contribuem para a estrutura esquelética do dorso e fornecem locais para fixação muscular.

Processo espinhoso

Costela 1

A

Vértebras Existem aproximadamente 33 vértebras, as quais são subdivididas em cinco grupos, de acordo com a morfologia e localização (Fig. 2.1): 䊏 As sete vértebras cervicais, entre o tórax e crânio, caracterizam-se, principalmente, pelo seu pequeno tamanho, os processos espinhosos bífidos e pela presença de um forame em cada processo transverso (Figs. 2.1 e 2.2); 䊏 As doze vértebras torácicas caracterizam-se pelas articulações com as costelas (Figs. 2.1 e 2.3); as costelas são ossos separados e se articulam, por meio de articulações sinoviais, com os corpos vertebrais e os processos transversos das vértebras associadas. Embora todas as vértebras tenham estruturas análogas às costelas, tais elementos são pequenos e estão incorporados aos processos transversos das vértebras de outras regiões; 䊏 Inferiormente as vértebras torácicas, encontramos cinco vértebras lombares, que formam o suporte esquelético da parede posterior do abdome e caracterizam-se por seu grande tamanho (Figs. 2.1 e 2.4);

Elemento costal fundido

Tubérculo posterior (atlas) Corpo vertebral Localização do disco intervertebral

Vértebra proeminente (processo espinhoso)

B Fig. 2.2 Radiografias da região cervical da coluna vertebral. A. Incidência anteroposterior. B. Incidência lateral.

A seguir encontramos cinco vértebras sacrais fundidas em um único osso chamado sacro, que se articula de cada lado com os ossos do quadril, sendo um componente da parede pélvica;

Anterior Forame transversário 7 vértebras cervicais Vértebra cervical

12 vértebras torácicas

Costela

Fig. 2.1 Vértebras. Vértebra torácica

5 vértebras lombares Sacro

Elemento costal fundido

Cóccix

Vértebra lombar

32

C0010.indd 32

Posterior

07/05/13 8:37 AM


Anatomia regional • Estrutura esquelética Aplicação em imagem

Aplicação em imagem

Vértebras torácicas típicas

Vértebras lombares típicas

Pedículo

2

Costela Costela Corpo vertebral

Localização do disco intervertebral

Processo transverso

Processo espinhoso

Processo transverso Processo espinhoso

A

Pedículo

A Localização do disco intervertebral

Localização do disco intervertebral

Corpo vertebral

Forame intervertebral

B

B Fig. 2.3 Radiografia da região torácica da coluna vertebral. A. Incidência anteroposterior. B. Incidência lateral.

Fig. 2.4 Radiografia da região lombar da coluna vertebral. A. Incidência anteroposterior. B. Incidência lateral.

Inferiormente ao sacro existe um número variável, geralmente quatro, de vértebras coccígeas que se fundem em um único e pequeno osso triangular chamado cóccix.

Corpo vertebral

Forame intervertebral

Vértebras típicas Uma vértebra típica consiste em um corpo vertebral e de um arco vertebral posteriormente (Fig. 2.5). Estendendo-se a partir do arco vertebral existe uma série de processos para a fixação dos músculos e para articulação com o osso adjacente. O corpo vertebral é a parte de sustentação da vértebra e está articulado com os corpos vertebrais adjacentes por meio de

discos intervertebrais e de ligamentos*. O tamanho dos corpos vertebrais aumenta inferiormente, de acordo com o aumento da quantidade de peso a ser suportado. O arco vertebral forma as partes laterais e posterior do forame vertebral. Os forames vertebrais de todas as vértebras em conjunto formam o canal vertebral, que contém e protege a medula espinal. Superiormente, o canal vertebral é contínuo com a cavidade craniana através do forame magno. *Nota da Tradução: O arco posterior também sustenta parte do peso do corpo, e a sua contribuição nesse processo depende das curvaturas da coluna vertebral e da postura corporal. Incisura vertebral superior

Corpo vertebral

Processo articular superior

Pedículo

Processo transverso (elemento costal fundido)

Arco vertebral Lâmina

Processo espinhoso

Fig. 2.5 Vértebra típica.

C0010.indd 33

Processo articular inferior

Incisura vertebral inferior

33

07/05/13 8:37 AM


Dorso Anatomia de superfície Como identificar processos espinhosos vertebrais específicos A identificação dos processos espinhosos vertebrais (Fig. 2.8A) pode ser usada para a diferenciação entre as regiões da coluna vertebral e facilitar a visualização da posição das estruturas mais profundas, tais como os níveis inferiores da medula espinal e do espaço subaracnóideo. O processo espinhoso da vértebra CII pode ser identificado por meio da palpação profunda como a protuberância óssea mais superior na linha média inferior do crânio. A maioria dos outros processos espinhosos, exceto em relação à vértebra CVII, não é facilmente palpável, porque eles estão recobertos por tecidos moles. O processo espinhoso de CVII é, normalmente, visível, como uma eminência proeminente na linha mediana, na base do pescoço (Fig. 2.8B), particularmente quando o pescoço é fletido. Inferiormente ao processo espinhoso de CVII, encontramos o processo espinhoso de TI que, normalmente, é visível como uma protuberância na linha mediana. Muitas vezes é mais importante do que o processo espinhoso de CVII. A raiz da espinha da escápula está no mesmo nível do processo espinhoso da vértebra TIII e o ângulo inferior da escápula situa-se no nível do processo espinhoso da vértebra TVII. O processo espinhoso da vértebra TXII situa-se no mesmo nível de um ponto médio de uma linha vertical entre o ângulo inferior da escápula e a crista ilíaca. Uma linha horizontal projetada dos pontos mais altos das cristas ilíacas, de cada lado, cruza o processo espinhoso da vértebra LIV. Os processos espinhosos das vértebras LIII e LV podem ser palpados acima e abaixo do processo espinhoso de LIV, respectivamente. Os forames sacrais que marcam a posição da espinha ilíaca posterior superior situam-se no nível do processo espinhoso da vértebra SII. A extremidade do cóccix é palpável na base da coluna vertebral entre as massas glúteas. As extremidades dos processos espinhosos nem sempre se encontram no mesmo plano horizontal, como os seus correspondentes corpos vertebrais. Na região torácica, os processos espinhosos são longos e acentuadamente inclinados para baixo, de modo que as suas extremidades se situam no nível do corpo vertebral situado logo abaixo. Por

36

O dente do áxis atua como um pivô que permite que o atlas, juntamente com o crânio, gire ao redor do eixo do dente, no sentido lateral. Os processos transversos do atlas são grandes e projetam-se mais lateralmente do que qualquer outra vértebra cervical. Eles atuam como alavancas para a ação muscular, particularmente para os músculos que movem a cabeça nas articulações atlantoaxiais. O áxis é caracterizado pela presença de um grande dente que se estende superiormente a partir do corpo vertebral (Figs. 2.6B e 2.7). A superfície anterior do dente tem uma faceta oval para a articulação com o arco anterior do atlas. As duas superfícies superolaterais do dente possuem impressões circulares que servem como locais de fixação para os fortes ligamentos alares, um de cada lado, que ligam o dente

C0010.indd 36

exemplo, a extremidade do processo espinhoso da vértebra TIII situa-se no nível da vértebra TIV. Nas regiões lombar e sacral, os processos espinhosos são geralmente mais curtos e menos inclinados do que nas regiões torácicas, e suas extremidades palpáveis mais próximas correspondem à posição de seus respectivos corpos vertebrais. Como consequência, a extremidade do processo espinal da vértebra LIV encontra-se aproximadamente no nível da vértebra LIV. Posição da protuberância occipital externa Processo espinhoso vertebral de CII Processo espinhoso vertebral de CVII Processo espinhoso vertebral de TI Processo espinhoso vertebral de TIII Processo espinhoso vertebral de TVII Processo espinhoso vertebral de TXII Processo espinhoso vertebral de LIV Processo espinhoso vertebral de SII

A

Extremidade do cóccix

Processo espinhoso vertebral de CVII

Processo espinhoso vertebral de TI

B Fig. 2.8 O dorso com as posições dos processos espinhosos vertebrais e estruturas associadas indicadas. A. Em um homem. B. Em uma mulher com pescoço flexionado. Os processos espinhosos vertebrais proeminentes CVII e TI foram indicados.

às superfícies mediais dos côndilos occipitais. Estes ligamentos alares controlam a rotação excessiva do atlas, juntamente com o crânio, em relação ao áxis (Fig. 2.6B).

Vértebras torácicas As doze vértebras torácicas caracterizam-se pela articulação com as costelas. Uma vértebra torácica típica tem duas facetas articulares (fóveas costais superior e inferior) em cada lado do corpo vertebral que se articulam com a cabeça da costela correspondente e com a cabeça da costela inferior (Fig. 2.6C). A fóvea costal superior é muito maior do que a fóvea costal inferior. Cada processo transverso também tem uma fóvea (fóvea costal do processo transverso) para a articulação com o tubérculo da costela correspondente. O corpo vertebral tem o “formato de coração” quando visto de cima, e o forame vertebral é circular.

07/05/13 8:38 AM


Dorso 䊏

anteriormente pelo disco intervertebral e pelos corpos vertebrais adjacentes.

Cada forame intervertebral é um espaço restrito, delimitado por ossos, ligamentos e articulações. Uma lesão ou doença, em qualquer uma destas estruturas, assim como nos músculos que as rodeiam, pode afetar as estruturas no interior do forame.

grandes espaços entre os componentes posteriores dos arcos vertebrais adjacentes (Fig. 2.10). Esses espaços entre lâminas adjacentes e os processos espinhosos vão se tornando cada vez mais amplos de LI a LV. Os espaços podem ser ainda mais ampliados pela flexão da coluna vertebral. Esses espaços permitem um acesso relativamente fácil para o canal vertebral nos procedimentos clínicos.

Espaços posteriores entre os arcos vertebrais

Curvaturas da coluna vertebral

Na maioria das regiões da coluna vertebral, as lâminas e os processos espinhosos das vértebras adjacentes se sobrepõem formando uma parede óssea posterior (dorsal) quase completa para o canal vertebral. No entanto, na região lombar, existem

A coluna vertebral apresenta uma série de curvaturas (Fig. 2.11): 䊏 A curvatura primária da coluna vertebral é côncava anteriormente, refletindo a forma original do embrião, e este tipo de curvatura é mantido nas regiões torácica e sacral, nos adultos; 䊏 As curvaturas secundárias, que são côncavas posteriormente, estão presentes nas regiões cervical e lombar e mantêm o centro de gravidade na linha vertical, permitindo que o peso do corpo possa ser equilibrado na coluna vertebral, de tal forma que consuma uma quantidade menor de energia muscular, mantendo assim uma postura bípede ereta.

Embrião, estágio inicial

Somitos

Anatomia de superfície Curvatura côncava primária do dorso

Adulto

Curvatura cervical (curvatura secundária)

As curvaturas primárias e secundárias no plano sagital Quando observada de perfil, a coluna vertebral apresenta curvaturas primárias normais, nas regiões torácica e sacrococcígea e curvaturas secundárias, nas regiões cervical e lombar (Fig. 2.12). As curvaturas primárias são côncavas anteriormente. As curvaturas secundárias são côncavas posteriormente. Região cervical curvatura secundária

Curvatura torácica (curvatura primária) Região torácica curvatura primária Curvatura lombar (curvatura secundária)

Região lombar curvatura secundária

Curvatura sacrococcígea (curvatura primária) Região sacrococcígea curvatura primária

Linha de gravidade

Fig. 2.12 Curvaturas normais da coluna vertebral.

Aplicação clínica Espinha bífida

38

C0010.indd 38

Fig. 2.11 Curvaturas da coluna vertebral.

A espinha bífida é um defeito no qual os dois lados dos arcos vertebrais, geralmente nas vértebras inferiores, não se fundem durante o desenvolvimento, resultando em um canal vertebral “aberto”. Existem dois tipos de espinha bífida. 䊏 O tipo mais comum é a espinha bífida oculta, na qual existe um defeito no arco vertebral de LV ou de SI. Este defeito ocorre em até 10% dos indivíduos e resulta na falha de fusão do arco vertebral, na linha mediana.

07/05/13 8:38 AM


Anatomia regional • Estrutura esquelética

Clinicamente, o paciente apresenta-se assintomático, embora um tufo de pelos, em alguns casos, seja identificado sobre os processos espinhosos. A forma mais grave de espinha bífida envolve uma falha completa de fusão do arco posterior, na junção lombossacral, com uma grande evaginação das meninges. O conteúdo evaginado pode conter líquido cerebrospinal (meningocele) ou uma porção da medula espinal (mielomeningocele). Essas anormalidades podem provocar variadas deficiências neurológicas, incluindo problemas com a marcha e com a função da bexiga urinária.

2

condição ocorre em alguns estados de doença, o mais dramático dos quais é, geralmente, secundário à infecção por tuberculose de um corpo vertebral torácico, em que a coluna se mostra angulada (cifose) no local da lesão.

Aplicação clínica Lordose A lordose é uma curvatura anormal da coluna vertebral (concavidade posterior acentuada), na região lombar, produzindo uma deformidade do tipo postura militar.

Aplicação clínica Vertebroplastia A vertebroplastia é uma nova técnica na qual o corpo de uma vértebra pode ser preenchido com cimento de osso (tipicamente o metacrilato de metilo). As indicações para a técnica incluem o colapso do corpo vertebral e dor oriunda do corpo vertebral, que pode ser secundária a uma infiltração tumoral. Este procedimento é mais comumente realizado nos casos de fraturas osteoporóticas, cuja vértebra adota um “formato de cunha”, as quais são uma causa importante de morbidade e de dor nos pacientes idosos. Estes tipos de fratura ocorrem tipicamente na região toracolombar.

Aplicação clínica Escoliose A escoliose é uma curvatura lateral anormal da coluna vertebral (Fig. 2.13). A escoliose verdadeira envolve não apenas a curvatura (direita ou a esquerda), mas também um componente de rotação de uma vértebra sobre a outra. Os tipos mais comuns de escoliose são aqueles de que temos pouco conhecimento, sobre como ou por que ocorrem, sendo chamados escolioses idiopáticas. Estes casos nunca estão presentes ao nascimento e tendem a ocorrer durante a infância, juventude e adolescência. Os corpos vertebrais e os elementos posteriores (pedículos e lâminas) são normais nestes pacientes. Fig. 2.13 Radiografia de uma escoliose torácica.

Aplicação clínica Cifose A cifose é uma curvatura anormal da coluna vertebral (concavidade anterior acentuada) na região torácica, produzindo uma deformidade do tipo “corcunda”. Esta

C0010.indd 39

Aplicação clínica Variação no número de vértebras Normalmente existem sete vértebras cervicais, embora, em certas condições, elas possam estar fundidas. A fusão das vértebras cervicais pode ser associada a outras anormalidades, ocorrendo, por exemplo, fusão das vértebras CI e CII ou CV e CVI. Variações no número de vértebras torácicas estão bem descritas. Uma das anormalidades mais comuns nas vértebras lombares é uma fusão parcial de vértebra LV com o sacro (sacralização da vértebra lombar). Separação parcial da vértebra SI do sacro (lombarização da primeira vértebra sacral) também pode ocorrer. Observa-se hemivértebra quando uma vértebra se desenvolve apenas de um dos lados.

Aplicação clínica As vértebras e o câncer As vértebras são locais comuns de doença metastática (disseminação secundária de células cancerosas). Quando as células cancerosas se multiplicam no interior dos corpos vertebrais e dos elementos posteriores, elas comprometem as propriedades mecânicas do osso. Deve-se ressaltar que, no caso de vértebras que contenham uma doença metastática extensa, pode ocorrer a saída de fragmentos de tumor para o interior do canal vertebral, comprimindo os nervos e a medula espinal.

Aplicação clínica Osteoporose A osteoporose é uma condição fisiopatológica em que a composição do osso é normal, mas a quantidade (massa) de osso é reduzida. É uma doença óssea metabólica que ocorre comumente em mulheres, na quinta e sexta décadas de vida e, em homens, a partir dos 70 anos. Complicações típicas da osteoporose incluem: as fraturas do corpo vertebral por “esmagamento”, as fraturas distais do rádio e as fraturas do colo do fêmur.

39

07/05/13 8:38 AM


4 Abdome Anatomia regional

Órgãos 153 Suprimento arterial do trato gastrointestinal 172 Drenagem venosa 177 Linfáticos 180 Inervação 180

134

Topografia de superfície

134

Modelo de quatro quadrantes 134 Modelo de nove regiões 134

Parede abdominal

135

Fáscia superficial 136 Músculos anterolaterais 136 Fáscia extraperitoneal 140 Peritônio 141 Inervação 141 Suprimento arterial e drenagem venosa Drenagem linfática 143

Região inguinal

143

Canal inguinal

Vísceras abdominais

144

142

185

Parede abdominal posterior 185 Vísceras 189 Vascularização 195 Sistema linfático 199 Sistema nervoso na região abdominal posterior 200 Troncos simpáticos e nervos esplâncnicos

200

149

Peritônio 149 Cavidade peritoneal

C0020.indd 133

Região abdominal posterior

150

07/05/13 4:03 PM


Abdome

Anatomia regional O abdome é a parte do tronco situada inferiormente ao tórax (Fig. 4.1). Suas paredes musculomembranáceas envolvem uma grande cavidade (a cavidade abdominal ), limitada superiormente pelo diafragma e inferiormente pela abertura superior da pelve. A cavidade abdominal pode se estender, superiormente, até o quarto espaço intercostal e é contínua, inferiormente, com a cavidade pélvica. Ela contém a cavidade peritoneal e as vísceras abdominais.

TOPOGRAFIA DE SUPERFÍCIE As divisões topográficas do abdome são utilizadas para descrever a localização dos órgãos abdominais e a dor associada a problemas abdominais. Os dois esquemas mais frequentemente utilizados são: 䊏 modelo de quatro quadrantes; e 䊏 modelo de nove regiões.

Modelo de quatro quadrantes Um plano horizontal transumbilical, que passa através do umbigo e do disco intervertebral entre as vértebras L3 e L4 e intersecta-se com o plano sagital mediano, divide o abdome em quatro quadrantes — superior direito, superior esquerdo, inferior direito e inferior esquerdo (Fig. 4.2).

Plano transumbilical

Quadrante superior direito

Quadrante superior esquerdo

Quadrante inferior direito

Quadrante inferior esquerdo

Plano sagital mediano

Fig. 4.2 Padrão topográfico de quatro quadrantes.

Modelo de nove regiões O modelo de nove regiões baseia-se em dois planos horizontais e dois verticais (Fig. 4.3). 䊏 O plano horizontal superior (plano subcostal) é imediatamente inferior às margens costais, o que o coloca Planos medioclaviculares

Esterno

Diafragma

Cavidade abdominal

Abertura superior da pelve

Hipocôndrio direito Plano subcostal Região lateral direita

Região epigástrica

Região umbilical

Hipocôndrio esquerdo

Região lateral esquerda Plano intertubercular

Cavidade pélvica Sínfise púbica

134

Fig. 4.1 Limites da cavidade abdominal.

C0020.indd 134

Região inguinal direita

Região púbica

Região inguinal esquerda

Fig. 4.3 Padrão organizacional de nove regiões.

07/05/13 4:04 PM


Abdome Aplicação em imagem Na medicina gastrointestinal e abdominal, utiliza-se um endoscópio para avaliar o esôfago, o estômago, o duodeno e a parte proximal do intestino delgado (Fig. 4.49A-E). O tubo é engolido pelo paciente sob sedação leve e é extremamente bem tolerado. A avaliação do colo é efetuada pela inserção do tubo no reto, através do ânus. Todo o colo pode ser facilmente avaliado (Fig. 4.49F-J).

Exame endoscópico do trato gastrointestinal Endoscopia é um procedimento médico diagnóstico minimamente invasivo, que pode ser utilizado para avaliar a superfície interna de um órgão inserindo-se um tubo no corpo. O instrumento é tipicamente feito de material plástico flexível, com uma fonte de luz e uma ocular em uma extremidade.

A

B

C

D

E

F

G

H

I A B D C

E G

F

J

H J

I

Fig. 4.49 Endoscopia e colonoscopia mostrando diferentes partes do trato gastrointestinal. A. Junção gastroesofágica. B. Óstio cárdico e fundo do estômago – vista em retroflexão. C. Corpo do estômago. D. Piloro. E. Duodeno. F. Ceco, mostrando abertura do apêndice vermiforme. G. Colo transverso. H. Colo sigmoide. I. Reto – vista em retroflexão. J. Linha pectinada.

158

C0020.indd 158

07/05/13 4:05 PM


Abdome Aplicação clínica Distúrbios congênitos do trato gastrointestinal As posições normais das vísceras abdominais resultam de uma série complexa de rotações sofridas pelo tubo intestinal e do crescimento da cavidade abdominal para acomodar as alterações de tamanho dos órgãos em desenvolvimento. Má rotação é a rotação e fixação incompleta de parte do intestino médio após vir do saco umbilical e retornar ao celoma abdominal. A fixação proximal do intestino delgado pelo mesentério começa no músculo suspensor do duodeno, que determina a posição da junção duodenojejunal. O mesentério do intestino delgado termina no nível da junção ileocecal, no quadrante inferior direito. Esta longa linha de fixação do mesentério impede torções acidentais do intestino. Se a flexura duodenojejunal ou o ceco não terminam em seu local habitual, a origem do mesentério do intestino delgado se encurta, o que permite torção do intestino delgado em torno do eixo da artéria mesentérica superior. A torção do intestino em geral é denominada vólvulo. O vólvulo do intestino delgado pode levar a redução do fluxo sanguíneo e infarto.

colo sigmoide, embora todas as partes do colo possam ser afetadas (Fig. 4.63). O colo sigmoide tem o menor diâmetro de qualquer porção do colo, sendo, por isso, o local em que a pressão intraluminal é, potencialmente, a mais elevada. Os pacientes tendem a desenvolver sintomas e sinais quando o colo do divertículo é obstruído por fezes, tornando-se infectado. A inflamação pode se alastrar ao longo da parede, causando dor abdominal. Devido à posição anatômica do colo sigmoide, várias complicações podem ocorrer. Pode haver perfuração dos divertículos, formando um abscesso na pelve. A inflamação pode produzir uma massa inflamatória, obstruindo o ureter esquerdo. A inflamação também pode se alastrar para a bexiga, produzindo uma fístula entre o colo sigmoide e a bexiga.

Colo descendente

Aplicação clínica Obstrução intestinal Uma obstrução intestinal pode ser mecânica ou funcional: 䊏 A obstrução mecânica é causada por uma massa intraluminal, mural ou extrínseca, que pode ser secundária a corpo estranho, tumor obstrutivo na parede ou compressão extrínseca por uma adesão ou feixe embriológico. 䊏 Uma obstrução funcional é, habitualmente, devida a uma incapacidade do intestino de efetuar peristalse, que também tem várias causas e, mais frequentemente, é um estado pós-cirúrgico devido a excessiva manipulação intraoperatória do intestino. A obstrução do intestino delgado é, tipicamente, causada por adesões após cirurgia prévia; a história sempre deve ser pesquisada em busca de qualquer operação ou intervenção abdominal (p. ex., apendicectomia prévia). Outras causas incluem alças intestinais herniadas (p. ex., hérnia inguinal) e torção do intestino em seu próprio mesentério (vólvulo). Obstrução do intestino grosso é, comumente, causada por um tumor. Outras causas potenciais incluem hérnias e doença diverticular inflamatória do colo sigmoide.

Aplicação clínica Doença diverticular Doença diverticular é o desenvolvimento de múltiplos divertículos cólicos, predominantemente por todo o

164

C0020.indd 164

Divertículos

Fig. 4.63 Este enema baritado com duplo contraste demonstra numerosas pequenas excrescências ao longo de toda a porção distal do intestino grosso, predominantemente no colo descendente e no colo sigmoide. Essas pequenas excrescências são divertículos e, na maioria dos casos, permanecem quiescentes.

Fígado O fígado é o maior órgão visceral do corpo e se situa, principalmente, nas regiões do hipocôndrio direito e epigástrio, estendendo-se até o hipocôndrio esquerdo (ou no quadrante superior direito, estendendo-se até o quadrante superior esquerdo) (Fig. 4.4). As faces do fígado incluem: 䊏 uma face diafragmática, nas direções anterior, superior e posterior; e 䊏 uma face visceral, na direção inferior (Fig. 4.64).

Face diafragmática A face diafragmática do fígado, que é lisa e convexa, está em contato com a face inferior do diafragma (Fig. 4.65). Associados a ela estão os recessos subfrênico e hepatorrenal (Fig. 4.64):

07/05/13 4:06 PM


GRAY’S

EMBRIOLOGIA BÁSICA – 8ª EDIÇÃO

Keith L. Moore, MSc, PhD, FIAC, FRSM, FAAA T. V. N. Persaud, MD, PhD, DSc, FRCPath Mark G. Torchia, MSc, PhD

A. Wayne Vogl, PhD, FAAA Adam W. M. Mitchell, MBBS, FRCS, FRCR

FISIOLOGIA – 4ª EDIÇÃO

Linda S. Costanzo, PhD HISTOLOGIA ESSENCIAL – 1ª EDIÇÃO

Leslie P. Gartner, PhD James L. Hiatt, PhD

ROBBINS PATOLOGIA BÁSICA - 9ª EDIÇÃO

Vinay Kumar, MBBS, MD, FRCPath Abul K. Abbas, MBBS Jon C. Aster, MD, PhD

Este novo livro da família GRAY facilita o estudo para o domínio da anatomia básica! Obtenha todas as informações essenciais necessárias para o aprendizado rápido. • Correlacione a área básica com a clínica através dos quadros: “Aplicação Clínica”, que explica como um bom conhecimento da anatomia facilita a solução de problemas clínicos, “Aplicação em Imagem”, que oferece uma excelente introdução a diferentes técnicas em radiologia, e “Anatomia de Superfície”, que auxilia a visualizar a relação entre as estruturas anatômicas e superfícies necessária a qualquer exame clínico.

• Usufrua um texto didático com ilustrações cuidadosamente selecionadas, que facilitam a aprendizagem, com formato moderno e rápida identificação das estruturas.

Este livro tem conteúdo extra e gratuito em inglês no site www.studentconsult.com. Registre o código que está no verso da capa dentro deste livro e conheça uma nova maneira de aprender: - visualize e faça download do banco de imagens para seus estudos e trabalhos; -acesse o conteúdo integral do livro em inglês.

A aquisição desta obra habilita o acesso ao site www.studentconsult.com até o lançamento da próxima edição em inglês e/ou português, ou até que esta edição em inglês e/ ou portguês não esteja mais disponível para venda pela Elsevier, o que ocorrer primeiro.

GRAY’S ANATOMIA BÁSICA

(Lond.), FAAA

Richard L. Drake, PhD, FAAA

A MANEIRA INTELIGENTE DE ESTUDAR ONLINE

ANATOMIA BÁSICA

GRAY’S

VOCÊ TAMBÉM DEVE SE INTERESSAR POR:

ANATOMIA BÁSICA

Director of Anatomy Professor of Surgery Cleveland Clinic Lerner College of Medicine Case Western Reserve University Cleveland, Ohio United States of America

A. WAYNE VOGL, PhD, FAAA

Professor of Anatomy & Cell Biology Department of Cellular and Physiological Sciences Faculty of Medicine University of British Columbia Vancouver, British Columbia Canada

ADAM W. M. MITCHELL, MBBS, FRCS, FRCR

Joint Head of Graduate Entry Anatomy Imperial College Consultant Radiologist Department of Imaging Charing Cross Hospital London

Drake

United Kingdom

Vogl

CLASSIFICAÇÃO DE ARQUIVO RECOMENDADA

www.elsevier.com.br/medicina

RICHARD L. DRAKE, PhD, FAAA

University of London

Mitchell

Anatomia

OS AUTORES

Richard L Drake A. Wayne Vogl Adam W. M. Mitchell

Gray's Anatomia Básica  

Chegou o novo livro da família Gray para facilitar o seu domínio com a Anatomia Básica: Gray’s Anatomia Básica com Student Consult. Obtenh...

Advertisement