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Emergência Pediátrica 3ª EDIÇÃO David G. Nichols, MD, MBA; Myron Yaster, MD; Charles L. Schleien, MD, MBA; Charles N. Paidas, MD, MBA

Técnicas essenciais para salvar crianças gravemente enfermas O tempo é fundamental ao realizar técnicas de emergência, como a punção por agulha intraóssea e a intubação. Encontre rapidamente a informação que você precisa usando o formato de tópicos deste guia passo a passo, que inclui diversos algoritmos, tabelas e figuras.

• Prepare-se para ampla gama de situações de emergência, com novos capítulos sobre emergências cirúrgicas gerais, asma, insuficiência renal aguda, emergências gastrointestinais e endócrinas, insuficiência hepática, emergências hematológicas e oncológicas, hipotermia e hipertermia, e terrorismo e eventos de desastres em massa.

Resolva mais desafios clínicos com material novo e ampliado, incluindo trauma da medula espinal e enfoque adicional sobre o polêmico tema “dor e sedação”.

• Acesse orientação visual especializada, com ilustrações adicionais para complementar a abrangente cobertura.

GOLDEN HOUR Emergência Pediátrica

GOLDEN HOUR

Nichols Yaster Schleien Paidas

3ª EDIÇÃO

GOLDEN

HOUR EMERGÊNCIA PEDIÁTRICA

David G. Nichols Myron Yaster Charles L. Schleien Charles N. Paidas

Classificação de Arquivo Recomendada Pediatria Medicina de Emergência

www.elsevier.com.br

TR ADUÇÃO DA 3 ª EDIÇÃO


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GOLDEN HOUR EMERGÊNCIA PEDIÁTRICA

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GOLDEN HOUR EMERGÊNCIA PEDIÁTRICA 3ª edição David G. Nichols, MD, MBA Mary Wallace Stanton Professor and Vice Dean, Education The Johns Hopkins University School of Medicine; Professor, Anesthesiology, Critical Care Medicine, and Pediatrics The Johns Hopkins Hospital Baltimore, Maryland

Myron Yaster, MD Richard J. Traystman Distinguished Professor Anesthesiology, Critical Care Medicine, and Pediatrics The Johns Hopkins University School of Medicine and The Johns Hopkins Hospital Baltimore, Maryland

Charles L. Schleien, MD, MBA Executive Vice Chairman, Pediatrics Department Professor of Pediatrics and Anesthesiology Columbia University; Department of Pediatrics Morgan Stanley Children’s Hospital of New York-Presbyterian New York, New York

Charles N. Paidas, MD, MBA Professor, Surgery and Pediatrics Chief, Pediatrics Surgery Associate Dean, Graduate Medical Education Executive Associate Dean, Clinical and Extramural Affairs USF Health, University of South Florida College of Medicine Tampa, Florida

Ilustrações Médicas: Timothy H. Phelps, MS, FAMI Associate Professor and Medical Illustrator Department of Art as Applied to Medicine The Johns Hopkins University Baltimore, Maryland

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© 2012 Elsevier Editora Ltda. Tradução autorizada do idioma inglês da edição publicada por Mosby – um selo editorial Elsevier Inc. Todos os direitos reservados e protegidos pela Lei 9.610 de 19/02/1998. Nenhuma parte deste livro, sem autorização prévia por escrito da editora, poderá ser reproduzida ou transmitida sejam quais forem os meios empregados: eletrônicos, mecânicos, fotográficos, gravação ou quaisquer outros. ISBN: 978-85-352-5419-8 Copyright © 2011, 1996, 1991 by Mosby, Inc., an affiliate of Elsevier Inc. This edition of Golden Hour: The Handbook of Advanced Pedriatic Life Support, 3rd edition by David G. Nichols, Myron Yaster, Charles L. Schlein, Charles N. Paidas, is published by arrangement with Elsevier Inc. ISBN: 978-0-323-02486-0 Capa Interface – Sergio Liuzzi Editoração Eletrônica Thomson digital Elsevier Editora Ltda. Conhecimento sem Fronteiras Rua Sete de Setembro, n° 111 – 16° andar 20050-006 – Centro – Rio de Janeiro – RJ Rua Quintana, n° 753 – 8° andar 04569-011 – Brooklin – São Paulo – SP Serviço de Atendimento ao Cliente 0800 026 53 40 sac@elsevier.com.br Consulte também nosso catálogo completo, os últimos lançamentos e os serviços exclusivos no site www.elsevier.com.br NOTA Como as novas pesquisas e a experiência ampliam o nosso conhecimento, pode haver necessidade de alteração dos métodos de pesquisa, das práticas profissionais ou do tratamento médico. Tanto médicos quanto pesquisadores devem sempre basear-se em sua própria experiência e conhecimento para avaliar e empregar quaisquer informações, métodos, substâncias ou experimentos descritos neste texto. Ao utilizar qualquer informação ou método, devem ser criteriosos com relação a sua própria segurança ou a segurança de outras pessoas, incluindo aquelas sobre as quais tenham responsabilidade profissional. Com relação a qualquer fármaco ou produto farmacêutico especificado, aconselha-se o leitor a cercar-se da mais atual informação fornecida (i) a respeito dos procedimentos descritos, ou (ii) pelo fabricante de cada produto a ser administrado, de modo a certificar-se sobre a dose recomendada ou a fórmula, o método e a duração da administração, e as contraindicações. É responsabilidade do médico, com base em sua experiência pessoal e no conhecimento de seus pacientes, determinar as posologias e o melhor tratamento para cada paciente individualmente, e adotar todas as precauções de segurança apropriadas. Para todos os efeitos legais, nem a Editora, nem autores, nem editores, nem tradutores, nem revisores ou colaboradores, assumem qualquer responsabilidade por qualquer efeito danoso e/ou malefício a pessoas ou propriedades envolvendo responsabilidade, negligência etc. de produtos, ou advindos de qualquer uso ou emprego de quaisquer métodos, produtos, instruções ou ideias contidos no material aqui publicado. O Editor CIP-BRASIL. CATALOGAÇÃO-NA-FONTE SINDICATO NACIONAL DOS EDITORES DE LIVROS, RJ G566 Golden hour : emergência pediátrica / David G. Nichols ... [et al.] ; ilustrações médicas Timothy H. Phelps ; [tradução José Eduardo Ferreira ... et al.]. - Rio de Janeiro : Elsevier, 2012. 599p. : il. ; 19 cm Tradução de: Golden hour : the handbook of advanced pediatric life support, 3th ed. Inclui índice Índice ISBN 978-85-352-5419-8 1. Emergências pediátricas. 2. Emergência - Em lactentes e crianças. I. Nichols, David G. (David Gregory), 1951-. 12-1880. CDD: 618.920025 CDU: 616-083.98-053.2 26.03.12 04.04.12 034253

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Revisão Científica e Tradução REVISÃO CIENTÍFICA Carla Francine Mori Especialista em Pediatria pela Sociedade Brasileira de Pediatria Especialista em Terapia Intensiva pela Associação de Medicina Intensiva Brasileira Mestre em Ciências Médicas pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo Christiane Finardi Pancera Médica Assistente na Unidade de Terapia Intensiva do Instituto da Criança Médica Assistente no Setor da Retaguarda do Hospital Santa Casa de São Paulo Médica Diarista na Unidade de Terapia Intensiva do Hospital São Luiz – Unidade Anália Franco Mestre em Oncologia Pediátrica Instrutora do PALS Viviane Nobrega Henriquez Especialista em Pediatria pela Sociedade Brasileira de Pediatria Especialista em Terapia Intensiva pela Associação de Medicina Intensiva Brasileira Diretora Clínica do Hospital Geral de Guarulhos TRADUÇÃO José Eduardo Ferreira de Figueiredo Chefe da Emergência Pediátrica do Hospital das Clínicas de Jacarepaguá, Rio de Janeiro Médico de Saúde da Família da Secretaria de Saúde do Município do Rio de Janeiro Médico Maiza Ritomy Ide Pós-doutora em Reumatologia pela Universidad de Cantabria, Espanha Doutora em Reumatologia pela Faculdade de Medicina, USP Mestre em Ciências pela Faculdade de Medicina, USP Fisioterapeuta pela Universidade Estadual de Londrina

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Colaboradores Michael C. Ain, MD Associate Professor Orthopaedics and Neurosurgery The Johns Hopkins Hospital Baltimore, Maryland Katherine Biagas, MD, FCCM, FAAP Associate Professor, Clinical Pediatrics College of Physicians and Surgeons, Columbia University; Pediatric Critical Care Morgan Stanley Children’s Hospital of New York-Presbyterian New York, New York G. Patricia Cantwell, MD, FCCM Professor and Chief Pediatric Critical Care Medicine Miller School of Medicine; Holtz Children’s Hospital Miami, Florida George P. Chrousos, MD, MACE, MACP, FRCP (London) Professor and Chairman Firts Department of Pediatrics University of Athens; Director, Department of Pediatrics and Division of Endocrinology, Metabolism, and Diabetes, Aghia Sophia Children’s Hospital Athens, Greece Paul M. Colombani, MD, MBA, FACS, FAAP Chief and Robert Garrett Professor Pediatric Surgery The Johns Hopkins University School of Medicine; Pediatric Surgeon-in-Charge The Johns Hopkins Hospital Baltimore, Maryland Robert A. Cowles, MD Assistant Professor, Surgery, Division of Pediatric Surgery Columbia University; Assistant Attending Surgeon, Pediatric Surgery Morgan Stanley Children’s Hospital of New York-Presbyterian New York, New York vii

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Colaboradores

Gustavo Del Toro, MD Associate Professor, Department of Pediatrics Director, Pediatric Hematopoietic Cell Transplantation Service Mount Sinai School of Medicine New York, New York Jayant K. Deshpande, MD, MPH Professor, Anesthesiology and Pediatrics Vanderbilt University Medical Center; Anesthesiologist-in-Chief Monroe Carell Jr. Children’s Hospital at Vanderbilt Nashville, Tennessee Jennifer G. Duncan, MD Assistant Professor, Department of Pediatrics Washington University School of Medicine; Pediatric Critical Care St. Louis Children’s Hospital St. Louis, Missouri R. Blaine Easley, MD Assistant Professor Pediatrics and Anesthesiology/Critical Care Medicine The Johns Hopkins Hospital; Director, Respiratory Care Kennedy Kreiger Rehabilitation Baltimore, Maryland Anne C. Fischer, MD, PhD Assistant Professor, Surgery University of Texas Southwestern Medical School; Staff Surgeon, Dallas Children’s Medical Center Dallas, Texas Lisa M. Grimaldi, MD Assistant Clinical Professor, Pediatrics University of Arizona College of Medicine; Pediatric Cardiac Intensive Care Eller Congenital Heart Center St. Joseph’s Hospital and Medical Center Phoenix, Arizona Assistant Clinical Professor, Pediatrics Creighton University School of Medicine Omaha, Nebraska

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Colaboradores

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Anne-Marie Guerguerian, MD, PhD Assistant Professor, Pediatrics University of Toronto; Assistant Professor, Critical Care Medicine Hospital of Sick Children; Scientist, Neuroscience and Mental Health Research Institute of the Hospital for Sick Children Toronto, Ontario, Canada Steven Haun, MD Pediatric Intensivist Children’s Respiratory & Critical Care Specialists, P.A.; Attending Staff Children’s Hospitals & Clinics of Minnesota St. Paul, Minnesota Maria Oliva-Hemker, MD Stermer Family Professor od Pediatric Inflammatory Bowel Disease Division of Pediatric Gastroenterology and Nutrition The Johns Hopkins University School of Medicine Baltimore, Maryland Jeff C. Hoehner, MD, PhD Assistant Professor, Pediatric Surgery Duke University Durham, North Carolina Allan J. Hordof, MD Professor, Clinical Pediatrics Columbia University; Pediatric Cardiology Attending Morgan Stanley Children’s Hospital of New York-Presbyterian New York, New York Elizabeth Hunt, MD Assistant Professor Anesthesiology and Critical Care Medicine The Johns Hopkins Hospital Baltimore, Maryland Joshua E. Hyman, MD, FAAP Associate Professor, Clinical Orthopaedic Surgery Columbia University College of Physicians and Surgeons; Attending Physician, Pediatric Orthopaedic Surgery Morgan Stanley Children’s Hospital of New York-Presbyterian New York, New York

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Colaboradores

Karen Michiko Kling, MD, FACS Assistant Professor University of California—San Diego School of Medicine; Division of Pediatric Surgery Rady Children’s Hospital San Diego, California John Kuluz, MD Staff Physician, Pediatrics Baptist Children’s Hospital Miami, Florida Christopher T. Lancaster, MD Attending Anesthesiologist Nationwide Children’s Hospital Columbus, Ohio Eric L. Lazar, MD, MS, FACS, FAAP Director, Children’s Surgical Services Goryeb Children’s Hospital at Morristown Memorial Morristown, New Jersey Enrico M. Ligniti, MSCP, PharmD Clinical Manager, Pediatric Critical Care Medicine Columbia University Medical Center; Clinical Manager, Department of Pharmacy Services Morgan Stanley Children’s Hospital of New York-Presbyterian New York, New York Steven J. Lobritto, MD Associate Clinical Professor, Pediatrics and Medicine Columbia University; Associate Clinical Professor, Pediatrics and Medicine Morgan Stanley Children’s Hospital of New York-Presbyterian New York, New York Lynn D. Martin, MD, MBA Professor, Anesthesiology and Pain Medicine, Pediatrics University of Washington School of Medicine; Director, Anesthesiology and Pain Medicine Seattle Children’s Hospital Seattle, Washington

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Colaboradores

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Michael A. Nares, MD Assistant Professor, Clinical Pediatrics Miller School of Medicine University of Miami; Director, Pediatric Critical Care Fellowship Holtz Children’s Hospital Miami, Florida David G. Nichols, MD, MBA Mary Wallace Stanton Professor and Vice Dean, Education The Johns Hopkins University School of Medicine; Professor, Anesthesiology, Critical Care Medicine and Pediatrics The Johns Hopkins Hospital Baltimore, Maryland George Ofori-Amanfo, MD Associate Professor Pediatrics and Critical Care Medicine Duke University Durham, North Carolina Charles N. Paidas, MD, MBA Professor, Surgery and Pediatrics Chief, Pediatric Surgery Associate Dean, Graduate Medical Education Executive Associate Dean, Clinical and Extramural Afffairs USF Health, University of South Florida College of Medicine Tampa, Florida Ronald Pauldine, MD Clinical Associate Professor, Anesthesiology and Pain Medicine University of Washington School of Medicine; Anesthesiology Service VA Puget Sound Health Care System Seattle, Washington Timothy H. Phelps, MS, FAMI Associate Professor and Medical Illustrator Department of Art as Applied to Medicine The Johns Hopkins University Baltimore, Maryland Richard J. Redett, MD Associate Professor, Plastic and Recobstructive Surgery The Johns Hopkins Hospital Baltimore, Maryland

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Colaboradores

Michael X. Repka, MD Professor, Ophthalmology and Pediatrics The Johns Hopkins University School of Medicine; Active Staff, Ophthalmology The Johns Hopkins Hospital Baltimore, Maryland Mark R. Rigby, MD, PhD Assistant Professor, Pediatrics and Surgery Emory University School of Medicine; Attending Physician, Pediatric Critical Care Children’s Healthcare of Atlanta at Egleston Atlanta, Georgia Lisa Saiman, MD, MPH Professor, Clinical Pediatrics, Columbia University; Attending Pediatrician Morgan Stanley Children’s Hospital of New York-Presbyterian; Hospital Epidemiologist, Infection Prevention and Control New York Presbyterian Medical Center New York, New York Janet N. Scheel, MD Assistant Professor, Pediatric Cardiology The Johns Hopkins University School of Medicine; Assistant Professor, Pediatric Cardiology, The Johns Hopkins Hospital Baltimore, Maryland Charles L. Schleien, MD, MBA Executive Vice Chairman, Pediatrics Department Professor, Pediatrics and Anesthesiology, Columbia University; Department of Pediatrics Morgan Stanley Children’s Hospital of New York-Presbyterian New York, New York Jennifer Schuette, MD Assistant Professor, Pediatrics George Washington School of Medicine and Health Sciences; Program Director, Pediatric Critical Care Medicine Fellowship Attending Physician, Cardiac Intensive Care Unit Children’s National Medical Center Washington, District of Columbia Deborah Schwengel, MD Residency Director and Assistant Professor Anesthesiology and Critical Care Medicine The Johns Hopkins Hospital Baltimore, Maryland

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Colaboradores

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Donald Shaffner, MD Director, Division of Pediatric Anesthesia and Critical Care Medicine Associate Professor, Pediatrics The Johns Hopkins University School of Medicine Baltimore, Maryland Arthur Smerling, MD Associate Professor Pediatrics e Anesthesiology Columbia University; Department of Pediatrics Morgan Stanley Children’s Hospital of New York-Presbyterian; New York, New York Charles Stolar, MD Chief, Division of Pediatric Surgery Surgeon-in-Chief Morgan Stanley Children’s Hospital of New York-Presbyterian; Rudolph N. Schullinger Professor, Surgery and Pediatrics Director, Center of Extracorporeal Membrane Oxygenation Columbia University Medical Center New York, New York Steven Stylianos, MD Clinical Professor, Surgery and Pediatrics Florida International University College of Medicine; Department Chief, Pediatric Surgery Medical Director, Pediatric Trauma Program Miami Children’s Hospital Miami, Florida Robert C. Tasker, MBBS, MD Senior Lecturer, Pediatrics School of Clinical Medicine University of Cambridge Cambridge, England Allen R. Walker, MD, MBA Associate Professor, Pediatrics Division of Pediatrics Emergency Medicine The Johns Hopkins University School of Medicine; Medical Director, Pediatric Emergency Department The Johns Hopkins Children’s Center Baltimore, Maryland

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Colaboradores

Michael Wilhelm, MD Professor Assistente, Pediatrics University of Wisconsin—Madison Madison, Wisconsin S. Lee Woods, MD, PhD Medical Director, Center for Maternal and Child Health Maryland Department of Health and Mental Hygiene Baltimore, Maryland Myron Yaster, MD Richard J. Traystman Distinguished Professor Anesthesiology, Critical Care Medicine and Pediatrics The Johns Hopkins University School of Medicine and The Johns Hopkins Hospital Baltimore, Maryland Susan Ziegfeld, MSN, CRNP-Pediatric Lead Nurse Practitioner, Pediatric Surgery Nursing The Johns Hopkins Children’s Center Baltimore, Maryland Aaron L. Zuckerberg, MD Clinical Assistant Professor, Pediatrics University of Maryland School of Medicine; Director Pediatric Anesthesiology and Children’s Diagnostic Center Sinai Hospital Baltimore, Maryland

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O inesperado falecimento de um de nossos editores, Dorothy G. Lappe, RN, entristeceu a jornada desta terceira edição do Golden Hour. Dottie era o elo entre esta e as edições anteriores. É com grande orgulho que dedico esta edição à sua terna memória. Temos uma enorme dívida de gratidão para com todos que contribuíram para esta edição do Golden Hour, mas somos especialmente gratos pela inspiração e sabedoria de Dottie.

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Agradecimentos Um agradecimento especial a Maura Probst, que trabalhou muitas horas extras durante os últimos meses para entregar a terceira edição do Golden Hour à produção.

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Apresentação “Quando Eliseu chegou à casa, lá estava o menino, morto, estendido na cama. Ele entrou, fechou a porta e orou ao Senhor. Depois deitou-se sobre o menino, boca a boca, olhos com olhos, mãos com mãos. Enquanto se debruçava sobre ele, o corpo do menino ia se aquecendo.” II Kings 4:32-34 “Aquele que salva uma vida salva o mundo.” Talmude Já se passaram quase vinte anos desde a publicação da primeira edição do Golden Hour: Emergência Pediátrica e 14 anos desde a última edição. Nesse tempo, ocorreu uma revolução na tecnologia e ciência médica, prática e na educação, o que exigiu uma edição completamente revisada e atualizada que refletisse essas mudanças. Alguns princípios básicos permanecem imutáveis. O tratamento de emergência de uma criança criticamente enferma ou ferida é uma experiência tão emocionante quanto aterrorizante. A reanimação inicial muitas vezes ocorre em um ambiente tumultuado, caótico e emocionalmente carregado, em que há pouco tempo para pensar ou deliberar sobre as opções de tratamento. O sucesso, muitas vezes, depende de uma abordagem de equipe, utilizando uma avaliação bem treinada, sistemática e fundamentada em evidências, além de protocolos de tratamento que devem ser implementados dentro da primeira hora da apresentação. Esta 3ª edição, como nas edições anteriores, é direcionada a funcionários da linha de frente, ou seja, técnicos em emergência médica, paramédicos, enfermeiros, pediatras, médicos de medicina de emergência, cirurgiões, anestesistas e intensivistas. Nossa ênfase tem sido no “como fazer”. Ao longo deste manual, os autores utilizam os princípios da medicina com base em evidências e uma cultura de melhora na segurança e qualidade para transmitir o seu discernimento fundamentado na prática clínica para o leitor. Acreditamos que isso seja crucial; o discernimento é o julgamento com base em conhecimentos adquiridos por meio da experiência. É completamente diferente da simples inteligência. O discernimento exige experiência. Esperamos que esta edição do Golden Hour facilite a obtenção de discernimento pelos leitores, de modo a melhorar o tratamento da criança criticamente enferma e ferida. Somos gratos pelo fato de que vários autores da 1ª edição continuaram a contribuir com conhecimentos, experiências, discernimento e apoio para esta 3ª edição. Além disso, recrutamos um novo quadro de especialistas e tentamos manter a percepção e o visual das edições anteriores. Cada um xvii

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Apresentação

dos capítulos originais do manual foi amplamente atualizado. Além disso, esta 3ª edição inclui novos capítulos relacionados à asma, insuficiência renal aguda, emergências endócrinas e gastrointestinais, insuficiência hepática, emergências hematológicas e oncológicas, emergências cirúrgicas em geral, hipotermia e hipertermia, e terrorismo e eventos de desastres em massa. Adicionaram-se imagens, e algumas delas foram revisadas pelo nosso talentoso ilustrador médico Tim Phelps. Além disso, o conselho editorial revisou completamente os protocolos e algoritmos de tratamento e os testou em laboratórios de simulação, prontos-socorros e unidades de terapia intensiva de nossos hospitais. Os procedimentos médicos e cirúrgicos foram redesenhados; as tabelas de tratamento, atualizadas e os protocolos, expandidos. Foram projetados para ser claros, organizados e tão úteis quanto possível. Somos eternamente gratos a todos aqueles que aconselharam, ministraram aulas e participaram de nossos laboratórios de procedimentos durante nossos cursos semestrais no The Johns Hopkins Hospital e nos laboratórios de simulação. Crianças de todo o mundo se beneficiam das edições anteriores deste manual. Os editores devem muito a todos os colaboradores especializados. Além disso, não é exagero afirmar que permanecemos em dívida com todos os técnicos de emergência médica, funcionários, enfermeiros e médicos do hospital, que mais uma vez utilizaram e apreciaram os algoritmos de tratamento neste livro.

David G. Nichols, MD, MBA Charles N. Paidas, MD, MBA Charles L. Schleien, MD, MBA Myron Yaster, MD

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Sumário 1 Avaliação inicial 1 Deborah A. Schwengel, MD, Charles N. Paidas, MD, MBA, e Myron Yaster, MD 2 Tratamento da Via Aérea 8 Christopher T. Lancaster, MD, e Myron Yaster, MD 3 Insuficiência Respiratória 47 R. Blaine Easley, MD, David G. Nichols, MD, MBA, e Charles L. Schleien, MD, MBA 4 Asma Aguda 66 Charles L. Schleien, MD, MBA, David G. Nichols, MD, MBA, e R. Blaine Easley, MD 5 Reanimação Cardiopulmonar 75 Elizabeth Hunt, MD, Donald H. Shaffner, MD, John Kuluz, MD, e Charles L. Schleien, MD, MBA 6 Choque 109 Mark R. Rigby, MD, PhD, Katherine Biagas, MD, FCCM, FAAP, e Charles L. Schleien, MD, MBA 7 Emergências Cardiovasculares 126 Arthur Smerling, MD, Allan J. Hordof, MD, Janet N. Scheel, MD, David G. Nichols, MD, MBA e Charles L. Schleien, MD, MBA 8 Distúrbios Eletrolíticos e Metabólicos 143 Michael Wilhelm, MD, e Charles L. Schleien, MD, MBA 9 Insuficiência Renal Aguda 160 Charles L. Schleien, MD, MBA, e David G. Nichols, MD, MBA 10 Emergências Endócrinas: Cetoacidose Diabética, Hipoglicemia e Crise Tireóidea 170 Lisa Grimaldi, MD, George P. Chrousos, MD, MACE, MACP, FRCP, e David G. Nichols, MD, MBA 11 Emergências Gastrointestinais 181 Maria Oliva-Hemker, MD, Paul M. Colombani, MD, MBA, FACS, FAAP, e Myron Yaster, MD xix

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Sumário

12 Insuficiência Hepática 200 Michael A. Nares, MD, e Steven J. Lobritto, MD 13 Emergências Hematológicas 208 Aaron L. Zuckerberg, MD, Myron Yaster, MD, e David G. Nichols, MD, MBA 14 Emergências Oncológicas 223 Katherine Biagas, MD, FCCM, FAAP, Gustavo Del Toro, MD, e Jeff C. Hoehner, MD, PhD 15 Trauma da Cabeça e Medula Espinal 236 Anne-Marie Guerguerian, MD, PhD, Robert C. Tasker, MBBS, MD, e Jayant K. Deshpande, MD, MPH 16 Estupor e Coma não Traumático 260 Steven Haun, MD, Myron Yaster, MD e David G. Nichols, MD, MBA 17 Intoxicação por Fármacos/Drogas 269 Jennifer Schuette, MD, Enrico M. Ligniti, MSCP, PharmD, e Charles L. Schleien, MD, MBA 18 Estado de Mal Epiléptico Jennifer G. Duncan, MD

302

19 Meningite e Sepse 313 Lisa Saiman, MD, MPH, e David G. Nichols, MD, MBA 20 Controle da Dor e Tratamento da Sedação Myron Yaster, MD

329

21 Trauma Torácico 349 Charles N. Paidas, MD, MBA 22 Trauma Abdominal 371 Steven Stylianos, MD, Anne C. Fischer, MD, PhD, e Charles N. Paidas, MD, MBA 23 Emergências Cirúrgicas Gerais 378 Eric L. Lazar, MD, MS, FACS, FAAP, Robert A. Cowles, MD, e Charles Stolar, MD 24 Trauma Ortopédico 391 Joshua E. Hyman, MD, FAAP, e Michael C. Ain, MD

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Sumário 25 Emergências e Traumas Oculares Michael X. Repka, MD

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26 Lesões de Tecidos Moles 416 Karen Michiko Kling, MD, FACS 27 Mordidas de Humanos e Animais e Picadas 427 G. Patricia Cantwell, MD, FCCM, e Allen R. Walker, MD, MBA 28 Hipotermia e Hipertermia 441 George Ofori-Amanfo, MD, G. Patricia Cantwell, MD, FCCM, e Charles L. Schleien, MD, MBA 29 Terrorismo e Eventos de Desastres em Massa Ronald Pauldine, MD

456

30 Queimaduras 475 Richard J. Redett, MD, e Charles N. Paidas, MD, MBA 31 Maus-tratos contra a Criança Allen R. Walker, MD, MBA

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32 Emergências Neonatais 519 S. Lee Woods, MD, PhD 33 Transporte da Criança Gravemente Enferma e Ferida 555 Lynn D. Martin, MD, MBA, Susan Ziegfeld, MSN, CRNP-Pediatric, e Charles N. Paidas, MD, MBA Índice

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Capítulo 2

Tratamento da Via Aérea

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2

Sequência Rápida de Entubação (SRE) Anestesia geral + paralisia Incapaz de entubar

Ventilação por máscara com O2 a 100% Usar a pressão na cricoide Pode ventilar

Não pode ventilar

Técnica de Entubação Alternativa Mudar a posição da cabeça Usar uma lâmina de laringoscópio diferente Usar velas, introdutor, estilete luminoso, broncoscópio ou laringoscópio fibróptico A situação deteriora Incapaz de ventilar por máscara

ML (dispositivo ventilatório)

Prosseguir rápida e agressivamente para as próximas etapas! Não esperar que a SaO2 caia

ML (dispositivo ventilatório)

Capaz de ventilar Não pode entubar Capaz de ventilar Não pode entubar Não pode entubar Não pode ventilar

ML como um condutor de entubação Entubar

Tratamento da Via Aérea de Emergência Ventilação com jato transtraqueal Cricotireostomia

Confirmar a Posição CO2 expirado Ausculta Visualização direta

FIGURA 2-11 Algoritmo para o tratamento da via aérea difícil (parte 2). GNO, Garganta, nariz e ouvido; ML, máscara laríngea; SaO2, saturação de oxigênio.

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Capítulo 2

Tratamento da Via Aérea

A

B

C FIGURA 2-17 O laringoscópio é inserido pelo lado direito da boca. A língua é empurrada da direita para a esquerda. A, Incorreto. O laringoscópio não voltou para o meio. B, Incorreto. A língua pende para o lado direito da lâmina. C, Correto. Esta é a posição final.

(4) A lâmina reta é a lâmina preferida para lactentes e crianças pequenas por causa de sua epiglote flexível. (5) A inserção da lâmina curva ou reta na valécula pode resultar em fracasso, porque o levantamento vertical da lâmina talvez não puxe a epiglote do lactente para cima.

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5 Choque

Sim

RCP 2 min • Epinefrina a cada 3-5 min • Considerar a via aérea avançada

6

Ritmo chocável?

FV/TV 3 Choque 4 RCP 2 min • Acesso IO/IV

2

Não

Ritmo chocável? 9 Assistolia/PEA

Não

Não RCP 2 min • Tratar as causas reversíveis

11

Ritmo chocável?

RCP 2 min • Acesso IO/IV • Epinefrina a cada 3-5 min • Considerar via aérea avançada

10

Iniciar RCP • Administrar oxigênio • Acoplar monitor/desfibrilador

Sim

Capítulo 5

Sim

1

Parada Cardíaca Pediátrica Pedir Ajuda/Ativar Resposta de Emergência

92 Reanimação Cardiopulmonar

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7 Choque

Sim

Não

• Assistolia/PEA → 10 ou 11 • Ritmo organizado → verificar pulso • Pulso presente (ROSC) → tratamento pós-parada cardíaca

Não

Ritmo chocável?

Ir para 5 ou 7

Sim

FIGURA 5-9 Algoritmo da parada sem pulso no PALS. (Reimpresso com autorização da American Heart Association. Guidelines for cardiopulmonary resuscitation and emergency cardiovascular care. Part 14: pediatric advanced life support. Circulation 2010;122:S876-908 (website): http://circ.ahajournals. org.cgi/content/full/122/18_suppl_3/S876. Acessado em 6 de dezembro de 2010.) BLS, Suporte básico de vida; RCP, reanimação cardiopulmonar; IO, intraósseo; IV, intravenoso; PEA, atividade elétrica sem pulso; ROSC, retorno da circulação espontânea; FV; fibrilação ventricular; TV, taquicardia ventricular. Continua

Doses/Detalhes Qualidade da RCP • Empurrar firme (≥ 1/3 do diâmetro anteroposterior do tórax) e rapidamente (pelo menos 100/min) e possibilitar o recolhimento torácico completo • Minimizar as interrupções das compressões • Evitar ventilação excessiva • Trocar o socorrista da compressão a cada 2 minutos • Quando sem via aérea avançada, proporção de compressão:ventilação de 15:2. Quando com via aérea avançada, 8-10 incursões por minuto com compressões torácicas contínuas Carga do Choque para Desfibrilação Primeiro choque 2 J/kg, segundo choque 4 J/kg, choques subsequentes ≥ 4 J/kg, máximo 10 J/kg ou dose de adulto.

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RCP 2 min • Amiodarona • Tratar as causas reversíveis

8

Ritmo chocável?

Capítulo 5 Reanimação Cardiopulmonar 93

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Departamento de Emergência

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60 min

Choque resistente à catecolamina: administrar hidrocortisona quando há risco de insuficiência adrenal absoluta.

Choque não revertido?

Choque refratário ao líquido: administrar inotrópico IV/IO. Usar atropina/cetamina IV/IO/IM para obter acesso central e via aérea, quando necessário. Reverter o choque frio ao titular a dopamina central ou, quando resistente, titular com epinefrina central. Reverter choque quente ao titular a norepinefrina central.

Choque não revertido?

Reanimação inicial: administrar doses de 20 mL/kg de soro fisiológico isotônico ou coloide até e acima de 60 mL/kg até que a perfusão melhore ou até que se desenvolvam estertores ou hepatomegalia. Corrigir a hipoglicemia e a hipocalcemia. Administrar antibióticos.

5 min

Faixa de dose: dopamina até 10 mcg/kg/min; epinefrina, de 0,05 a 0,3 mcg/kg/min.

Quando com 2º PIV, iniciar inotrópico.

Capítulo 6

15 min

Reconhecer estado mental e perfusão diminuídos. Administrar O2 em fluxo alto. Estabelecer acesso IV/IO.

0 min

124 Choque

5/1/12 2:47:15 AM


Choque quente com pressão arterial baixa: 1. Titular líquidos e norepinefrina, ScvO2 > 70% 2. Quando ainda hipotenso, considerar vasopressina, terlipressina ou angiotensina 3. Quando ScvO2 ainda < 70%, considerar epinefrina em dose baixa

Choque não revertido?

Choque frio com pressão arterial baixa: 1. Titular líquidos e epinefrina, ScvO2 > 70%, Hb > 10 g/dL 2. Quando ainda hipotenso, considerar norepinefrina 3. Quando ScvO2 ainda < 70%, considerar dobutamina, milrinona, enoximona ou levosimendano

Choque refratário: ECMO

Choque não revertido?

Choque resistente à catecolamina persistente: excluir e corrigir o derrame pericárdico, pneumotórax e pressão intra-abdominal > 12 mm Hg. Considerar cateter de artéria pulmonar, PICCO ou FATD e/ou ultrassonografia com Doppler para orientar as terapias hídrica, inotrópica, vasopressora, vasodilatadora e hormonal. Índice cardíaco desejado > 3,3 e < 6 L/min/m2

Choque frio com pressão arterial normal: 1. Titular líquidos e epinefrina, ScvO2 > 70%, Hb > 10 g/dL 2. Quando ScvO2 ainda < 70%, adicionar vasodilatador com cargas de volume (nitrovasodilatadores, milrinona, amrinona e outros) Considerar levosimendano

Monitorar PVC na PICU, atingir PAM-PVC normais e ScvO2 > 70%

FIGURA 6-1 Algoritmo para o tratamento do choque séptico por etapas, sensível ao tempo e direcionado para um determinado objetivo em lactentes e crianças. (Modificado de Brierley J, Carcillo JA, Choong K, et al. Clinical practice parameters for hemodynamic support of pediatric and neonatal septic shock: 2007 update from the American College of Critical Care Medicine. Crit Care Med 2009;37:666-688.) PVC, Pressão venosa central; ECMO, oxigenação por membrana extracorpórea; FATD, termodiluição por artéria femoral; Hb, hemoglobina; IM, intramuscular; IO, intraósseo; IV, endovenoso; PAM, pressão arterial média; PICCO, oclusão de cateter central inserido por via periférica; PICU, unidade de terapia intensiva pediátrica; PIV, IV periférico; ScvO2, saturação de oxigênio venoso central.

U n i d a d e d e Te r a p i a I n t e n s i v a P e d i á t r i c a

C0030.indd 125

Capítulo 6 Choque 125

5/1/12 2:47:15 AM


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Capítulo 8

Distúrbios Eletrolíticos e Metabólicos

155

Hipercalemia: K+ > 6 mEq/L (> 5 mEq/L para pacientes cardiopatas)

Factício? • Punção venosa traumática • Leucocitose ou trombocitose • Amostra de sangue de veia ou acesso IV em que o K+ está sendo infundindo • Erro laboratorial

ECG anormal? • Ondas T pontiagudas e amplas ↓ • Perda de ondas P ↓ • QRS alargado

8

• Interrompa qualquer infusão de K+ e repita o exame

Real

Sim ou K+ > 7 mEq/L ou paciente com doença cardíaca

Estabilizar as membranas celulares do miocárdio: • CaCl2 10-20 mg/kg, via IV central ou • Gluconato de cálcio 100 mg/kg, via IV periférica Redistribuir o K+ nas células: • NaHCO3 1-2 mEq/kg por via IV • Glicose 0,5 g/kg por via IV + 0,1 unidade/kg de insulina regular por via IV • Albuterol por nebulização

Não e K+ < 7mEq/L e sem doença cardíaca subjacente

Promover a excreção de K+: • Kayexalate®1 g/kg VO ou VR a cada 6 horas com sorbitol a 20% • Furosemida 0,5 a 1 mg/kg por via IV

FIGURA 8-2 Algoritmo de tratamento da hipercalemia. ECG, eletrocardiograma; IV, endovenoso; VO, via oral; VR, via retal.

5/2/12 9:15:59 AM


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• Endoscopia • Arteriografia • Derivação portossistêmica

Técnicas invasivas

Tratamento da hemorragia gastrointestinal BUN, ureia do sangue; TC, tomografia computadorizada; GI, gastrointestinal; IV, endovenoso.

• Octreotida • Vasopressina • Fator VII ativado

Farmacoterapia

Intervenções terapêuticas • Interromper a alimentação • Neutralizar o ácido

Diagnóstico • Origem do sangramento • Exames de imagem • Exames laboratoriais

• Radiografia simples do abdome • Ultrassonografia abdominal • Endoscopia digestiva alta • Endoscopia digestiva baixa • TC com contraste • Exames de medicina nuclear • Angiografia

Emergências Gastrointestinais

FIGURA 11-1

• Hemograma completo • Exames de coagulação • Fibrinogênio, D-dímero • Ureia/creatinina • Testes de função hepática • Fezes para cultura e contagem de leucócitos

• Exames nasal, oral, abdominal • Sonda nasogástrica e aspiração • Análise do conteúdo gástrico e das fezes

Estabilização • Vias aéreas, respiração, circulação • Monitoramento contínuo dos sinais vitais • Inserir gelco IV de grosso calibre • PVC quando o estado volumétrico for incerto ou crítico

Capítulo 11 191

5/1/12 3:48:27 AM


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Instável: sinais de herniação

Consulta ao neurocirurgião se já não o tiver feito

Hiperventilação ETCO2 30-35 mmHg

Terapia IV hiperosmolar: Se estiver hipotenso: NaCl a 2% ou a 3%, 3-5 mL/kg Se estiver normovolêmico: Manitol 0,25-0,5 g/kg

Volume: manter PA média Fornecer FIV até 60 mL/kg NaCl a 0,9% ou lactato de Ringer

Se hipotensão persistir: Suspeita de lesão extracraniana Suspeita de choque medular Considere a transfusão de GV

Se hipotensão persistir: Infusão IV de fenilefrina ou epinefrina

Capítulo 15

Instável: hipotensão

Exame Secundário Manter a oxigenação com FIO2 1,0 Manter a ventilação e monitorar o ETCO2 35 mmHg para o paciente entubado Manter a circulação e monitorar a PA Inserir uma sonda gástrica por via oral

254 Trauma da Cabeça e Medula Espinal

5/2/12 9:45:21 AM


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Considerar monitoramento da PIC para tratamento guiado pela PIC

Trauma da Cabeça e Medula Espinal

FIGURA 15-7 Exame secundário para TCE e/ou LM. PA, pressão arterial; HC, hemograma completo; TC, tomografia computadorizada; ETCO2, dióxido de carbono final expirado; FIO2, fração inspirada de oxigênio; PIC, pressão intracraniana; INR, índice internacional normalizado; IV, via intravenosa; FIV, fluidos intravenosos; CC, centro cirúrgico; GV, glóbulos vermelhos do sangue; LM, lesão medular; TCE, traumatismo cranioencefálico.

Em caso de suspeita de LM no exame clínico/radiológico: TC do nível específico da coluna cervical Consultar neurocirurgião e cirurgião ortopédico, se ainda não o tiver feito Considerar RNM da coluna vertebral

Em caso de lesão intracraniana cirúrgica: transferência imediata para CC

Transferência para Centro de Trauma Nível I para tratamento definitivo

Diagnóstico por imagem Radiografia: tórax, abdome, pelve, coluna cervical, coluna torácica e lombar (AP e lateral), ossos longos, conforme necessário TC: cabeça e abdome (± tórax)

Exames laboratoriais: HC, prova cruzada, eletrólitos, glicose, INR

Analgesia e sedação para o transporte seguro e exames de imagem

Estável: normotenso

Capítulo 15 255

5/2/12 9:45:21 AM


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Capítulo 16

Padrão respiratório

Tamanho e reatividade da pupila

Estupor e Coma não Traumático

Hiperventilação regular sustentada

Pupila ipsilateral amplamente dilatada

ou

265

Raramente, Cheyne-Stokes

Não reagente

Respostas oculocefálicas e oculovestibulares Manobra de “olhos de boneca”

Respostas motoras em repouso e à estimulação

Estimulação caloria com água gelada Olho ipsilateral não se move medialmente, mas o olho contralateral mantém o movimento lateral completo

Respostas em decorticação ou descerebração

3. A tomografia computadorizada irá determinar se há uma lesão de massa. Se esta estiver presente, deve-se obter uma consulta com o neurocirurgião imediatamente. a. Se não for identificada lesão de massa, o médico pode continuar com uma propedêutica exaustiva para determinar a causa do coma (coma estável). b. Um exame físico detalhado deve ser o primeiro passo neste processo. 4. A avaliação laboratorial inicial deve incluir: a. Gasometria arterial e níveis de carboxi-hemoglobina b. Hemograma completo c. Níveis de eletrólitos (sódio, cloreto, potássio, bicarbonato). d. Osmolalidade

16

FIGURA 16-1 Sinais de herniação iminente. (Retirado de Plum F, Posner JP. The diagnosis of stupor and coma. 3rd ed. Philadelphia: FA Davis; 1982, pp. 104, 111.)

5/1/12 5:09:02 AM


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Isoproterenol ± dopamina ± epinefrina

Coma

Atropina Glucagon

Betabloqueadores

Flumazenil

Bradicardia

Fisostigmina

Anticolinérgicos

Dose do Antídoto Oral: 140 mg/kg, seguido por 17 doses de 70 mg/kg a cada 4 horas; repitir a dose se ocorrer vômitos dentro de 1 hora da administração. O tratamento deve continuar até que se administrem todas as doses, mesmo que o nível plasmático de acetaminofeno tenha caído abaixo da faixa tóxica. IV: Dose de ataque, 150 mg/kg por 60 minutos, seguida de 2 infusões adicionais. Dose de manutenção: 50 mg/kg, administrada durante 4 horas, seguida pela segunda dose de manutenção a 100mg/kg administrada por 16 horas. Dose total: 300 mg/kg administrada durante 21 horas Crianças: 0,01 a 0,03 mg/kg/dose em bólus IV lento de 3 a 5 minutos a cada 20 minutos, até o efeito desejado (máx. de 0,5 mg/dose, 2 mg no total) Adultos: 1mg IV em bólus IV lento de 3-5 minutos a cada 20 minutos (total máx. de 4 mg) 0,02mg/kg IV (mín. 0,1 mg, máx. 1mg); pode repetir Crianças: 50-150mcg/kg em bólus IV de 1 minuto, seguido por infusão IV contínua de 0,07mg/kg/hora Adultos: 5-10 mg IV por 1-2 minutos; em seguida, 1-5 mg/hora, titulada até uma infusão IV máxima de 10 mg/hora Titule todas as infusões para restaurar a frequência cardíaca. Isoproterenol: infusão IV contínua, 0,05-0,5 mcg/kg/minuto, mais dopamina, 5 mcg/kg/minuto, titulada até a FC alvo; adrenalina: 0,2-2 mcg/kg/minuto, em caso de hipotensão arterial grave Crianças: 50-150 mcg/kg em bólus IV de 1 minuto, Dose ataque: 0,01 mg/kg/dose em bólus IV rápido (máx., 0,2 mg/dose) durante 30-60 segundos; pode repetir a cada 1 minuto, conforme necessário, até a dose máxima total de 0,05mg/kg ou 1mg, o que for menor. OBSERVAÇÃO: O flumazenil está associado a um risco aumentado de convulsões.

Capítulo 17

Benzodiazepínicos

Indicações Administrar a primeira dose de acordo com a suspeita clínica. Administrar as doses subsequentes de acordo com o nível sérico de acetaminofeno na faixa hepatotóxica de intoxicação provável (Fig. 17-1). Benefício observado principalmente em pacientes tratados dentro das primeiras 8 a 10 horas após a ingesta do agente. Para o tratamento da síndrome anticolinérgica; taquicardia supraventricular com comprometimento hemodinâmico; agitação intensa. Bradicardia Bradicardia

Antídoto N-Acetilcisteína (Mucomyst®)

Veneno Acetaminofeno

TABELA 17-6 INTOXICAÇÕES ESPECÍFICAS E SEUS ANTÍDOTOS

278 Intoxicação por Fármacos/Drogas

5/1/12 5:23:10 AM


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332

Capítulo 20

Controle da Dor e Tratamento da Sedação

TABELA 20-2 OPIOIDES COMUMENTE UTILIZADOS Nome/Via de Administração

Dose Equipotente Duração (mg/kg) (hora) Comentários

Morfina IV VO

0,1 0,3-0,5

3-4

Fentanil IV Subcutâneo

0,001 0,015

Meperidina IV VO

1 1,5-2

Hidromorfona IV VO Metadona IV VO

0,02 0,05-0,1

Vasodilatador, evitar seu uso no estado de choque Libera histamina Convulsões intensas e em recém-nascidos Disponíveis nas formas orais de liberação prolongada 0,5-1,5 Bradicardia Hipotensão no paciente hipovolêmico em estado crítico Rigidez da parede torácica — trate com naloxona Ideal para procedimentos curtos e dolorosos 3-4 Interações desastrosas com os inibidores da monoamina oxidase Metabólito tóxico pode causar convulsões Utilizar 0,25 mg/kg para tratar tremores Inotrópico negativo; não usar em pacientes com função miocárdica precária 3-4 Pode causar menos sedação, náuseas e pruridos que a morfina 19

0,1 0,1-0,2

Codeína VO

1,2

3-4

Oxicodona Somente VO

0,1

3-4

Ação de duração muito longa; primeira dose pode durar 4 horas. Tolerância cruzada incompleta: os pacientes tolerantes a outros opioides podem ser parcialmente tolerantes à metadona; assim, atente para o risco de overdose em pacientes tolerantes aos opioides. A forma IV não é recomendada. Deve ser metabolizada pelo CYP2D6 na forma ativa. Aproximadamente 10% da população não é capaz de metabolizar a codeína em um analgésico ativo. Disponível em combinação com o acetaminofeno; fármaco titulado de acordo com a quantidade de opioides, o que pode resultar em excesso de acetaminofeno (toxicidade). Causa menos náuseas que a codeína. Disponíveis nas formas de liberação prolongada; os comprimidos de liberação prolongada devem ser engolidos inteiros. Há uma grande liberação de oxicodona se os comprimidos forem esmagados ou mastigados Não pode ser administrada via sonda nasogástrica.

IV, via intravenosa; VO, via oral.

2. Ação de curta duração (<60 minutos) por causa de sua redistribuição; excelente para procedimentos curtos e dolorosos (1-3 mcg/kg). 3. No sangue, o fentanil liga-se à ␣-1-glicoproteína ácida. Como o recém-nascido tem baixos níveis desta proteína, os níveis de

5/1/12 2:11:14 PM


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484

Capítulo 30

Queimaduras

Circulação Garanta um acesso IV de grosso calibre(de preferência em área não queimada)

Normotensos com queimadura >15% ATSCem crianças (lactentes >10% ATSC)

Hipotenso

Fórmula de Parkland • Ringer lactato, 3-4 mL/kg/hora/% ATSC • (Primeira metade em 8 horas, segunda metade em 16 horas) Mais • Fluidos de manutenção

• Bólus de 20 mL/kg de Ringer lactatos • Repita o bólus duas vezes, se necessário • Adicione inotrópicos se a perfusão e a PA continuarem inadequadas

Débito urinário: >3 mL/kg/hora

Débito urinário: 1-3 mL/kg/hora

Débito urinário: <1 mL/kg por horar

2/3 da taxa conforme a fórmula de Parkland

Continue conforme a fórmula de Parkland

Ringer lactato: 20 mL/kg/hora ou CBV 10 mL/kg (para Htc <26)

FIGURA 30-3 Exame primário e tratamento de emergência da circulação e da administração de líquidos na criança com queimadura grave, com base na fórmula de Parkland. ATSC, área total de superfície corporal; CBV, concentrado de glóbulos vermelhos; Htc, hematócrito; IV, por via intravenosa; PA, pressão arterial.

5/2/12 5:04:40 PM


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522

Capítulo 32

Emergências Neonatais

Tempo aproximado

Nascimento

• Gestação a termo? • Líquido amniótico claro? • Respira ou chora? • Bom tônus muscular?

Sim

30 s

Não

A

Cuidados de rotina • Fornecer calor • Desobstruir as vias aéreas, se necessário • Secar • Avaliar a cor

• Fornecer aquecimento • Posicionar; desobstruir as vias respiratórias* (se necessário) • Secar, estimular, reposicionar

Avaliar as respirações, a frequência cardíaca e a cor

Respirando, FC >100 e rosado

Observação

Respirando, FC > 100, mas cianótico

30 s

Apneico ou FC <100

Cianose persistente

B

Fornecer ventilação com pressão positiva* Ventilação FC <60

30 s

Rosado

Administrar oxigênio suplementar

C

FC >60

Cuidados pós-reanimação

eficaz, FC > 100 e rosado

• Fornecer ventilação com pressão positiva* • Administrar compressões torácicas FC <60

D

Administrar epinefrina e/ou expansores de volume*

FIGURA 32-1 Aspectos gerais da reanimação neonatal. (Redesenhada de American Heart Association. Part 13: neonatal resuscitation guidelines, Circulation 2005;112:IV188-1V195). FC, frequência cardíaca. *A entubação endotraqueal pode ser considerada em diversas etapas.

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