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CONDUTAS MÉDICAS nas Emergências, UTI e Unidade Coronariana 4a EDIÇÃO


CONDUTAS MÉDICAS nas Emergências, UTI e Unidade Coronariana 4a EDIÇÃO

Luisa Toscano Médica Intensivista do Hospital Municipal Miguel Couto – PCRJ, RJ Médica Intensivista do Instituto Nacional de Cardiologia – MS, RJ Professora da Disciplina Clínica Médica I – Faculdade de Medicina – Universidade Estácio de Sá, RJ Professora do Internato em Clínica Médica – Faculdade de Medicina – Universidade Estácio de Sá, RJ Membro da Câmara Técnica de Medicina Intensiva do CREMERJ Especialista em Medicina Intensiva pela Associação de Medicina Intensiva Brasileira (AMIB)


© 2016, Elsevier Editora Ltda. Todos os direitos reservados e protegidos pela Lei no 9.610, de 19/02/1998. Nenhuma parte deste livro, sem autorização prévia por escrito da editora, poderá ser reproduzida ou transmitida sejam quais forem os meios empregados: eletrônicos, mecânicos, fotográficos, gravação ou quaisquer outros. ISBN: 978‑85‑352‑8314‑3 ISBN versão eletrônica: 978‑85‑352‑8419‑5 Capa Maria Rosa Gebara Editoração Eletrônica Arte & Ideia Ilustrações 1‑3 a 1‑9, 2‑1 a 2‑4, 5‑1 a 5‑14, 6‑1, 8‑1, 8‑3, 8‑5, 9‑1, 18‑1 e 18‑2 Maria Rosa Gebara Ilustrações 4‑4, 8‑4 e 15‑1 Luisa Toscano Elsevier Editora Ltda. Conhecimento sem Fronteiras Rua Sete de Setembro, 111 – 16o andar 20050‑006 – Centro – Rio de Janeiro – RJ Rua Quintana, 753 – 8o andar 04569‑011 – Brooklin – São Paulo – SP Serviço de Atendimento ao Cliente 0800 026 53 40 atendimento1@elsevier.com Consulte nosso catálogo completo, os últimos lançamentos e os serviços exclusivos no site www.elsevier.com.br

NOTA Como as novas pesquisas e a experiência ampliam o nosso conhecimento, pode haver necessidade de alte‑ ração dos métodos de pesquisa, das práticas profissionais ou do tratamento médico. Tanto médicos quanto pesquisadores devem sempre basear‑se em sua própria experiência e conhecimento para avaliar e empregar quaisquer informações, métodos, substâncias ou experimentos descritos neste texto. Ao utilizar qualquer informação ou método, devem ser criteriosos com relação a sua própria segurança ou a segurança de outras pessoas, incluindo aquelas sobre as quais tenham responsabilidade profissional. Com relação a qualquer fármaco ou produto farmacêutico especificado, aconselha‑se o leitor a cercar‑se da mais atual informação fornecida (i) a respeito dos procedimentos descritos, ou (ii) pelo fabricante de cada produto a ser administrado, de modo a certificar‑se sobre a dose recomendada ou a fórmula, o método e a duração da administração, e as contraindicações. É responsabilidade do médico, com base em sua experiên‑ cia pessoal e no conhecimento de seus pacientes, determinar as posologias e o melhor tratamento para cada paciente individualmente, e adotar todas as precauções de segurança apropriadas. Para todos os efeitos legais, nem a Editora, nem autores, nem editores, nem tradutores, nem revisores ou colaboradores assumem qualquer responsabilidade por qualquer efeito danoso e/ou malefício a pessoas ou propriedades envolvendo responsabilidade, negligência etc. de produtos, ou advindos de qualquer uso ou emprego de quaisquer métodos, produtos, instruções ou ideias contidos no material aqui publicado. O Editor CIP-BRASIL. CATALOGAÇÃO NA PUBLICAÇÃO SINDICATO NACIONAL DOS EDITORES DE LIVROS, RJ T654c 4. ed. Toscano, Luisa Condutas médicas nas emergências, UTI e unidade coronariana / Luisa Toscano.­– 4. ed. – Rio de Janeiro: Elsevier, 2016. il. ISBN 978-85-352-8314-3 1. Medicina de emergência – Manuais, guias, etc. 2. Unidade de tratamento intensivo – Manuais, guias, etc. I. Título. 15-25475 CDD: 616.025 CDU: 616-083.98


Aos meus amados filhos, Guilherme e Marcos, simplesmente por existirem e serem minha raz達o de viver.


Agradecimentos

Aos meus pais, Roberto (in memoriam) e Satiye, que sempre me incen‑ tivaram e, com amor, me deram luz para concretizar meus sonhos. A todos que, direta ou indiretamente, contribuíram para minha formação na faculdade de Medicina da FTE Souza Marques, na Residência Médica em Clínica Médica no Hospital da Lagoa e de Medicina Intensiva no Hospital dos Servidores do Estado. Aos estudantes de medicina, médicos residentes dos Serviços de Te‑ rapia Intensiva em que atuei e aos alunos da Faculdade de Medicina da Universidade Estácio de Sá pelo estímulo constante de estudar e apren‑ der todos os dias. Aos que confiaram no meu trabalho e me ajudaram a crescer profissio‑ nalmente e como ser humano, e àqueles que me incentivaram a completar esta quarta edição, em especial: Mauro Verry e Marcos Toscano. À querida Maria Rosa Gebara, um agradecimento especial pela compe‑ tência e criatividade que só engrandeceram esta nova edição. À Editora Elsevier, por acreditar no meu trabalho.


Prefácio

Quando a Dra. Luisa Toscano me contou que reeditaria o Condutas Mé‑ dicas nas Emergências, UTI e Unidade Coronariana, fiquei muito conten‑ te; visto que a nossa difícil profissão necessita não só de profissionais preocupados com o constante aprimoramento científico dos colegas, mas igualmente carece de informação de qualidade, na qual o leitor possa ter a certeza de que o conteúdo é confiável. Mais contente ainda fiquei quando ela me convidou para prefaciar esta quarta edição. Mesmo sem ter convicção de estar à altura dessa honra, aceitei de pronto o convite, lembrando‑me das tardes em que passava no CTI do Hospital dos Servidores do Estado, estudando livros e revistas médicas, entre um paciente e outro, incentivado pela presença agradável dos nossos dois primeiros residentes, um deles, a idealizadora desta obra. Na época, eu tinha menos de 10 anos de formado, trabalhando naquele excelente e histórico serviço (o primeiro CTI da América Latina, criado e comandado pelo saudoso Dr. Tufik Simão), quando vi a oportunidade de poder crescer profissionalmente, de maneira rápida e prazerosa, por meio daqueles momentos de “pura ciência” aos quais nós três nos dedicávamos. Aprendi com eles que o contato com os ainda mais jovens só pode trazer benefícios, pois o jovem médico, assim como o estudante, é extremamente ávido pelo conhecimento, desejando ter a medicina inteira, e atualizada, na ponta da língua. Chamava‑me a atenção o afinco com que Luisa anotava todas as suas dúvidas e também registrava o resumo dos textos que acabávamos de ler. Tenho a impressão de que essa foi a origem deste importante livro, no melhor estilo de um manual, que estamos tendo a honra e o prazer de prefaciar. O leitor deste belo manual, se interessado em especialidades médicas importantes, como a Medicina Intensiva e Medicina de Emergência, na qual as verdades mudam em curtos intervalos de tempo, deve ter em men‑


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Prefácio

te que o conhecimento da ciência médica é uma das bases para o bom desempenho profissional. No entanto, Luisa foi além da Medicina Intensiva. Seu livro contempla também aspectos fundamentais do atendimento em ambientes diversos como o Pronto Atendimento e o Ambulatório Geral; portanto, junto ao CTI e à Emergência, áreas que entusiasmam a maior parte dos estudantes e residentes. Hipócrates, o pai da nossa profissão, dentre outras inúmeras lições es‑ petaculares que deixou como legado, disse: “Onde houver amor pela arte da medicina, também haverá amor pela humanidade”. Assim, nós médicos não podemos nos esquecer de que a ciência não existe para a nossa satis‑ fação pessoal, e sim para a aplicarmos aos nossos pacientes, de maneira acolhedora, gentil e prazerosa. E mais, de forma proveitosa para aquele determinado indivíduo, tornando possível a individualização do trata‑ mento naquele exato cenário em que o médico e o doente se encontram. Atributos como polidez, disponibilidade, atenção, ternura, facilidade em transmitir confiança e esperança, além da decisão da melhor estratégia diagnóstica e terapêutica para o indivíduo que sofre, constituem a arte da medicina. Quando aliada ao atual conhecimento científico, torna‑se a verdadeira Medicina (com M maiúsculo), tão admirada e imprescindível para todos que dela necessitam. Com esta versão de seu livro, Luisa nos brinda, e a todos os médicos que apreciam o cuidado atualizado do paciente agudamente enfermo, com uma obra em que consegue resumir (o que consiste em tarefa dificílima) o “Estado da Arte”, a atuação mais eficiente e atualizada junto aos doentes. A Medicina brasileira está de parabéns e agradece o trabalho competente dessa admirada e brilhante médica que é Luisa Toscano. Vamos à leitura! Fabio Miranda Médico pela UFRJ em 1980 Título de Especialista em Medicina Intensiva pela AMIB em 1993 Membro da Sociedade Europeia de Medicina Intensiva MBA Executivo em Saúde pela FGV-RJ em 2008 Ex-Coordenador do CTI do Hospital Federal dos Servidores do Estado Coordenador do CTI do Instituto Estadual do Cérebro Paulo Niemeyer


Apresentação

É com grande satisfação que apresento a quarta edição de Condutas Mé‑ dicas nas Emergências, UTI e Unidade Coronariana, que surgiu de anotações em um fichário durante o início de minha prática clínica no Internato e Residência Médica, para minha própria consulta, sob a forma de glossá‑ rio, no intuito de ter à mão: doses de medicações, seus efeitos, tabelas, escores, classificações, exames laboratoriais e diagnósticos para orientar minhas condutas de então. A partir do interesse dos colegas, surgiu a ideia de publicar a primeira edição deste livro; ideia esta que me foi trazida pelo amigo João Paulo dos Reis Neto. Com o passar do tempo, vi‑me diante da evolução e do avanço sempre presente da Medicina, o que me conduziu a atualizar este livro, adicionando novas medicações, exames, escores, tratamentos, tabelas, dentre outros. Vale ressaltar minha preocupação em manter nossa formosa língua‑mãe, o português; no entanto, algumas siglas não puderam ser traduzidas por já estarem tão inseridas em nosso cotidiano. Nesta edição, contei com a participação, competência e criatividade, de Maria Rosa Gebara, designer gráfico, na confecção de figuras, assim como do desenho da capa. Como novidade desta edição, teremos o e‑book possibilitando sua uti‑ lização em dispositivos móveis. Sempre fiel ao princípio de manter um glossário, hoje tenho o enorme prazer de completar a quarta edição desta obra, para que seja possível continuar a cumprir seu papel de consulta à mão na prática clínica de to‑ dos os profissionais de saúde em formação ou já formados. Luisa Toscano


Sumário

A Acatisia, 2 Aciclovir, 2 Acidente Vascular Encefálico (AVE), 4 Adenosina, 10 Afogamento, 11 Água Corporal Total, 12 Albumina, 12 Alergia, 13 Amebíase, 14 Amicacina (Ver Aminoglicosídeos), 15 Aminas Simpaticomiméticas (Ver Infusões), 15 Aminoglicosídeos, 17 Amiodarona, 19 Amoxicilina, 21 Amoxicilina – Clavulanato, 22 Ampicilina, 23 Anaeróbios, 23 Anafilaxia, 27 Analgesia (Dor Leve a Moderada), 28 Ancilostomíase, 32 Anemia Falciforme (Crises Dolorosas), 33 Anemia Ferropriva, 33 Anemia Megaloblástica, 35 Aneurisma de Aorta, 36 Aneurisma Dissecante de Aorta, 37 Anfotericina B, 40 Angina Pectoris, 42 Angina Instável, 44 Anrinona, 47 Antiarrítmicos, 48 Antibiótico Profilático, 52 Antibioticoterapia, 56


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Sumário

Anticoagulação, 62 Antidepressivos, 67 Antifibrinolíticos, 70 Antifúngicos, 71 Antitrombina III, 73 Arritmias, 73 Artrite Reumatoide, 76 Artrites Infecciosas, 77 Ascaridíase, 79 Ascite, 80 Asma (Crise Asmática), 81 Avaliação Pré‑operatória, 83 Azitromicina, 87

B Balanço Hídrico (BH), 90 Balanço Nitrogenado, 91 Barbitúricos, 92 Bicarbonato de Sódio, 93 Biópsia Hepática, 93 Bloqueios Atrioventriculares (BAVT), 94 Bloqueadores Neuromusculares, 96 Broncoaspiração, 100 Broncodilatadores, 100

C Cálcio, 104 Cancro Mole, 104 Cardioversão Elétrica, 105 Cefaleia, 106 Cefalosporinas, 109 Centímetros de Água, 112 Cetoacidose Diabética, 113 Cetoconazol, 116 Choque, 117 Choque Anafilático, 120 Choque Séptico, 120 Claritromicina, 121 Clindamicina, 122 Cloro Urinário, 122 Clorpromazina, 122 Coagulação Intravascular Disseminada (CIVD), 123 Cocaína, 125 Coma (Escala de Coma de Glasgow), 126 Coma Hiperosmolar, 128 Coma Mixedematoso, 129 Complacência Pulmonar, 130 Convulsões, 130


Sumário

Corticoides, 132 CmH2O (Conversão para mmHg), 132 Crioaglutininas, 132 Crise Tireotóxica, 132 Curva de Dissociação de Oxi‑hemoglobina, 134

D Daptomicina, 138 Delirium, 138 Delirium Tremens, 139 Dengue, 141 Depressão, 146 Derrame Pleural, 147 Dextrana, 150 Diálise, 150 Dieta Normal, 152 Dieta Modulada para DPOC, 152 Digitálicos, 152 Diuréticos, 153 Dobutamina, 156 Dopamina, 156 DPOC Agudizada, 156

E Eclâmpsia e Pré‑eclâmpsia, 160 Edema Agudo de Pulmão, 163 Eletrocardiograma, 164 Eletrólitos no Plasma, 172 Embolia Pulmonar, 172 Embolia Gordurosa, 175 Encefalopatia Hepática, 176 Endocardite Infecciosa, 179 Equilíbrio Ácido-base, 183 Eritropoietina, 185 Escala de Sedação de Ramsay, 186 Escala de Sedação de Richmond (RASS), 187 Esmolol, 187 Estreptoquinase (ver Trombolítico), 187 Estrondiloidíase, 188 Esquistossomose, 189 Excitabilidade Muscular, 190

F Fator VII Ativado Recombinante, 192 Fatores de Coagulação, 193 Ferro, 193 Fibrilação Atrial, 194 Fístulas Digestivas, 197

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Sumário

Fluconazol, 197 Fósforo, 198 Fração de Excreção de Sódio, 198 Fratura de Face – Classificação de Le Fort, 198 Frequência Cardíaca, 199

G Gases Arteriais, 202 Gentamicina, 202 Giardíase, 202 Glicemia, 203 Glicoinsulinoterapia, 204 Glicosúria, 204 Gota Aguda, 205 Gripe (Influenza), 206

H Haloperidol, 212 Hemoglobina Glicada, 212 Hemoptise, 213 Hemorragia Digestiva Alta, 213 Hipercalcemia, 216 Hiperlipidemias, 219 Hipernatremia, 224 Hiperpotassemia (ver Potássio), 225 Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS), 226 Hipocalcemia (ver Cálcio), 234 Hipoglicemia, 236 Hipoglicemiantes Orais, 238 Hiponatremia, 242 Hipopotassemia, 245 Hipotermia Acidental, 246 Homocisteína Plasmática, 248 Hormônio Tireoidiano, 248

I Índice Reticulocitário, 252 Infarto Agudo do Miocárdio, 252 IAM: Associações com Bloqueios de Ramo e Hemibloqueios, 263 IAM (Classificação), 264 IAM de Ventrículo Direito (VD), 265 Imipeném/Cilastatina , 266 Infusões, 267 Ingestão de Cáusticos, 275 Insuficiência Renal Aguda (IRA), 277 Insuficiência Renal Crônica, 279 Insuficiência Suprarrenal Aguda, 280 Intoxicação Alimentar, 281


Sumário

Intervalo Aniônico (Anion Gap) Sérico, 282 Intervalo Aniônico (Anion Gap) Urinário, 284 Intoxicação Exógena, 284 Intoxicação por Acetominofeno, 288 Intoxicação por Anticolinérgicos, 289 Intoxicação por Antidepressivos Tricíclicos, 290 Intoxicação por Barbitúricos, 291 Intoxicação por Benzodiazepínicos, 292 Intoxicação por Cianeto, 293 Intoxicação Digitálica, 293 Intoxicação pelo Etanol, 294 Intoxicação por Fenotiazínicos (Clorpromazina), 295 Intoxicação por Gás de Cozinha, 295 Intoxicação por IMAO, 295 Intoxicação por Metais Pesados, 296 Intoxicação por Metanol ou Etilenoglicol (Removedores, Solventes), 301 Intoxicação por Monóxido de Carbono, 301 Intoxicação por Opiáceos (Heroína, Morfina, Meperidina, Codeína, Fentanila, Metadona), 302 Intoxicação por Organoclorados (Agrotóxicos), 302 Intoxicação por Organofosforados (Raticidas), 303 Intoxicação por Salicilatos, 304 Intubação Endotraqueal − Medicamentos Utilizados, 305

L Leptospirose, 308 Levosimendana, 309 Lidocaína, 310 Lipídeos Normais, 311 Liquor, 313 Lúpus Eritematoso Sistêmico, 314

M Magnésio, 318 Marcadores Virais da Hepatite, 319 Meningite Bacteriana, 322 Metronidazol, 328 Miastenia Gravis (Crises), 328 Midazolam, 330 Miliequivalentes (mEq), 330 Milímetro de Mercúrio (mmHg), 331

N Naloxona, 334 Nitazoxanida, 334 Nitroglicerina (NTG), 335 Nitroprussiato de Sódio (NPS), 335 Nutrição (Suporte Nutricional), 336

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Sumário

O Obstrução Intestinal por Ascaris, 344 Octreotida, 344 Oligoelementos – Níveis Normais, 345 Osmolalidade Plasmática, 345 Oxamniquina, 345 Oxigênio, 345 Oxiuríase (Enterobíase), 346

P Pancreatite Aguda, 348 Penicilina Cristalina, 351 Penicilina V, 351 Pentamidina, 351 Peso Ajustado (Obesos), 352 Peso Ideal (PI), 352 Picadas − Acidentes por Peçonhentos, 354 Pneumococo, 356 Porfiria Aguda Intermitente, 357 Plaquetas, 358 Pneumonia por Aspiração, 359 Potássio, 359 Pressão Arterial Média, 360 Procalcitonina, 360 Proteínas Plasmáticas, 360 PSA (Antígeno Específico Prostático), 361

Q Queimaduras, 364 Quetamina, 365 Quinidina, 365 Quinolonas, 366 Qt Corrigido, 367

R Rabdomiólise, 370 Racecatril, 370 Raiva: Profilaxia, 371 Reserva Alcalina, 372 Retocolite Ulcerativa, 372

S Salbutamol, 376 Sedação e Analgesia no Paciente Grave, 376 Sepse, 380 Sífilis, 383 Sildenafila, 384


Sumário

Síndrome da Angústia Respiratória Aguda (SARA), 385 Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (AIDS), 386 Síndrome de Secreção Inapropriada de Hormônio Antidiurético (SIADH), 394 Síndrome de Takotsubo, 395 Síndrome Neuroléptica Maligna, 396 Síndrome Perdedora de Sal, 396 Sódio, 397 Solução Hipertônica a 7,5%, 397 Soluço Intratável, 397 Sorologias, 398 Superfície Corporal, 399

T Taquicardia Ventricular, 402 Taxa de Filtração Glomerular (Clearance de Creatinina), 405 Tétano, 405 Tigeciclina, 407 Tiopental, 408 Tirofibana, 408 Torsades de Pointes, 408 Transfusão de Sangue, 409 Traumatismos Cranioencefálicos (TCE), 410 Trombolíticos, 416 Tuberculostáticos, 417

V Valaciclovir, 422 Valganciclovir, 422 Valores Hemodinâmicos e Oximétricos, 423 Vancomicina, 425 Vasodilatadores, 426 Ventilação Mecânica, 429

Z Zidovudina, 432

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Rabdomiólise Ocorre em decorrência de lesão das fibras musculares com liberação de seus constituintes na circulação. Tem muitas causas, sendo a mais comum o trauma grave com esmagamento, álcool, exercício intenso e alguns medicamentos.

Quadro Clínico Urina acastanhada, desidratação, causa insuficiência renal grave se não tratada agressivamente. Pode ocorrer hiperpotassemia e consequente ar‑ ritmia cardíaca até parada cardiorrespiratória.

Conduta • Preservar a função renal: • Hidratação vigorosa: com soro fisiológico ou Ringer (cuidado com o potássio) para manter débito urinário alto ( 300mL/h). O seques‑ tro de líquido é grande. • Alcalinização da urina: bicarbonato de sódio para manter pH uriná‑ rio . 6,5. • Atenção ao equilíbrio eletrolítico e ácido‑base (atenção ao cálcio, não repor demais, pois pode provocar deposição metastática). • Se houver oligúria: suporte dialítico.

Racecatril Inibidor da encefalinase, que age no sistema neural entérico com ação antissecretória, porém sem ação na motilidade intestinal. Efetivo na diarreia em adultos e crianças. Dose: 100mg, VO, duas vezes ao dia.

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Raiva: Profilaxia Natureza do contato

Condição do Animal Agressor Clinicamente sadio

Raivoso ou animal selvagem que não pode ser observado

Contato indireto

Não tratar

Não tratar

Arranhões, lambedura de pele, mordeduras leves nos braços, troncos e pernas

Observar o animal e, se ele estiver 1 dose por dia de sadio no 10o dia após a agressão, vacina até completar 7 dias. 3 outras encerrar o caso. Se tornar‑se raivoso, doses de reforço; no morrer ou desaparecer durante o 10o, 20o e 30o dia período de observação, aplicar a vacina (7 doses), mais 3 doses de após a ultima dose reforço (10o, 20o e 30o dia após a da série última dose da série)

Mordeduras em cabeça, pescoço e polpa digital

1 dose por dia de vacina, até completar Soro 1 1 dose/dia de vacina até 5. Se o animal estiver sadio no 5o dia, interromper o tratamento e continuar completar 10 mais três doses de reforço a observação até o 10o dia após a agressão se o animal estiver sadio, encerrar o caso. Se o animal se tornar raivoso, morrer ou desaparecer durante o período de obs., aplicar o soro, completar 10 doses de vacina mais três reforços, como acima

Conduta 1. Lavar o ferimento com água e sabão. 2. O período de observação de 10 dias, recomendado no quadro acima, somente se aplica a cães e gatos. 3. Vacina: 1mL, SC ou IM. As crianças em qualquer idade devem receber a mesma dosagem que os adultos. 4. Soro: 1mL 5 200UI. Fazer o teste de sensibilidade no paciente antes da aplicação do soro. Dose única: 40UI/kg, aplicada simultaneamente com a dose de vaci‑ na correspondente, porém em locais diferentes. A metade da dose, se possível, deve ser infiltrada ao redor e abaixo do ferimento. O restante será aplicado IM.

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5. O tratamento não tem contraindicação por doença intercorrente, gra‑ videz ou outro tratamento. Sempre que possível suspender a adminis‑ tração de corticoide e imunossupressores. 6. No caso de nova exposição, ocorrida 90 dias após o início do tratamento anterior, aplicar três doses da vacina em dias alternados, independen‑ temente do número de anos transcorridos. Nesses casos, não aplicar o soro. 7. No caso de interrupção do tratamento, ao reiniciá‑lo, devem ser com‑ pletadas as doses prescritas (sete ou 10) e não reiniciada a série.

Reserva Alcalina Expressa em volume de CO2 para 100mL de plasma: Normal: 55 a 75vol% Acidose: abaixo de 55vol% Alcalose: acima de 75vol%

Retocolite Ulcerativa Conduta Tratamento de Suporte • Antidiarreicos: loperamida (1 comprimido 5 2mg ). Dose: 2mg, VO, após cada evacuação diarreica, dose máxima de 16mg/d ou difenoxilato (2,5 a 5mg, 4/4 ou 6/6h). • Anticolinérgicos: hioscina. Essas medicações são contraindicadas na colite grave por causa do risco de megacólon tóxico. • Suporte nutricional: evitar fibras. Sulfassalazina (Ácido 5‑aminossalicílico e sulfapiridina): 2 a 4g/dia. A resposta, quan‑ do ocorre, acontece em 2 a 4 semanas.

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Formulações de ácido 5‑aminossalicílico: a. Mesalazina: supositório (250mg), enema (3g) e comprimido (400mg) • Supositório: fase aguda: 2 a 4 supositórios por dia; manutenção: 1 supositório por dia. • Enema: fase aguda: 1 envelope diluído em 100mL de solução diluen‑ te, via retal, por dia. Permanecer em decúbito lateral esquerdo por


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30 minutos. Reter o enema por 1 hora. Nos casos graves, podem ser feitos dois enemas diários. • Comprimido: 3 a 6 comprimidos ao dia, em doses divididas, podendo chegar nos casos mais graves a 10 comprimidos por dia. • Efeitos Colaterais Dependentes da Dose Cefaleia, náuseas, vômitos e desconforto abdominal. • Efeitos Colaterais não Dependentes da Dose Urticária, febre, anemia aplástica, pancreatite, lesão de pele semelhante a do lúpus, nefrotoxicidade, hepatite, agranulocitose e hemólise autoimu‑ ne. Infertilidade reversível. É necessária a suplementação com ácido fólico: 1 a 2mg/dia. Corticoides Colite leve a moderada. Dose inicial: prednisona: 40mg/dia, com a me‑ lhora, reduzir a dose. Imunomoduladores Nos pacientes dependentes de corticoides. A resposta ocorre em 3 a 4 meses. • Azatioprina: 2 a 2,5mg/kg. • 6‑mercaptopurina: 1 a 1,5mg/kg. Toxicidade: leucopenia, pancreatite e maior risco de linfoma. Antibiótico Não tem muito papel na colite ulcerativa. Proctite: enema ou supositório de 5‑aminossalicílico (mesalazina) à noite, que pode ser complementação por VO. Pode ser usado enema de corticoide.

Colite Extensa Se leve a moderada: mesalazina VO; se mais grave ou nos pacientes que não responderam em 3 a 4 semanas, inicia‑se prednisona oral: 40mg/dia, com redução gradual posterior da dose. Nos pacientes que não respon‑

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dem ao corticoide (mais de 6 meses) ou que recaem na redução da dose, a terapia imunomoduladora deve ser iniciada com azatioprina ou mercap‑ topurina ou colectomia.

Terapia de Manutenção Reduz a recorrência o aminossalicilato, numa dose de 2g/dia. O corti‑ coide não deve ser usado como medicação de manutenção.

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Toscano - condutas médicas  

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