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Palestra “Outras Infâncias” À semelhança dos anos anteriores, a Escola Secundária de Caldas de Vizela celebrou o dia 10 de Dezembro, data em que se comemora a Declaração Universal dos Direitos do Homem. Este ano quisemos lembrar este dia de uma forma particular: associarmo-nos às comemorações dos 20 anos da ratificação da Convenção da Criança e celebrar os 25 anos de funcionamento da nossa escola. Para tal, convidámos a Prof.ª Dr.ª Natália Fernandes, investigadora da Universidade do Minho, que nos apresentou uma perspectiva interessantíssima da evolução do estatuto da criança, os vários documentos com preocupações em matéria de infância e juventude, até chegarmos a um documento com carácter vinculativo, a Convenção dos Direitos da criança, ratificada por todos os países do mundo, excepto os Estados Unidos da América e a Somália. A Convenção contém 54 artigos, que podem ser divididos em quatro categorias de direitos: os direitos à sobrevivência (ex. o direito a cuidados adequados); os direitos relativos ao desenvolvimento (ex. o direito à educação); direitos relativos à protecção (ex. o direito de ser protegida contra a exploração) e os direitos de Dr.ª Natáliaos Fernandes participação (ex. o direito de exprimir a sua própria opinião). A plateia, constituída por público diversificado (11º D, 2ºA do curso EFA, técnicas da CPCJ local e equipa de Rendimento Social de Inserção), teve um comportamento irrepreensível e mostrou-se bastante receptiva aos diferentes momentos que constituíram esta actividade: declamação de poemas, apresentação ilustrada da evolução dos documentos alusivos aos direitos da criança e visionamento de um documentário sobre o contraponto entre duas formas completamente diferentes de “viver a infância” Para alguns terá sido novidade perceber que os direitos da criança surgiram na sequência dos direitos dos animais, mas o documentário, retrato vivo de “outras infâncias”, levou a que cada um dos presentes se interrogasse e reflectisse sobre o nosso papel nesta sociedade que pretendemos mais justo, protectora e facilitadora duma cidadania activa.


Efectuar a avaliação de qualquer actividade planeada e desenvolvida por nós torna-se complicado, uma vez que, por mais objectiva que a nossa análise tente ser, encerra a subjectividade própria de quem esteve na génese da mesma. Daí que, através de alguns depoimentos de quem esteve presente, possamos apresentar diferentes pontos de vista e formas diversificadas de encarar uma temática tão sensível para a maioria dos presentes. É através de alguns desses testemunhos que apresentamos uma síntese da actividade:

Isabel Ribeiro, EFA Sec. 2ºA

Uma forma de inocência, a qual ninguém tem direito de roubar. Abusar das crianças, negligenciá-las, não as deixar ser crianças. Porquê? Elas são a nossa alegria, a “luz” dos nossos olhos. Deixem-nas ser crianças, crescer alegres, livres e felizes. Gostei da palestra e de saber que os adolescentes também se preocupam com esta forma de inocência da qual muitas pessoas abusam. Bom trabalho!

Fui tomada pela emoção, à medida que tomava conhecimento da realidade de outras infâncias. Ao visualizar o documentário, transtornou-me a expressão no rosto das crianças, transmitiam sofrimento, por demais, perturbador. Enquanto sofrer uma criança, não acredito no Natal! Cristina Alves, 2º A

Uma palestra sobre direitos das crianças sensibilizou-me ainda mais nesta altura uma vez que em breve serei pai. Em minha opinião as crianças devem ser amadas, acarinhadas e respeitadas sem limites, uma vez que são o nosso futuro. Educação, Saúde, Alimentação e Amor são os direitos fundamentais para que elas sejam grandes Homens de amanhã. Roberto Faria 2 A Sec.

Para mim a palestra”outras infâncias” foi muito importante pois eu adoro lidar com crianças e é sempre triste saber que existem pessoas que as maltratam, açoitam as nossas alegrias pois um mundo sem crianças é uma escuridão. Eu sempre que estou ao pé delas sou a pessoa mais feliz do mundo pois esqueço tudo o resto. Mariana Teixeira, 2º A Sec.

Numa altura em que se fala tanto dos direitos das crianças, penso que seria de total importância falar também dos seus deveres. São consideradas crianças, todos os indivíduos menores de 18 anos. Um adolescente com 15 ou 16 anos, nos dias de hoje, não terá a mentalidade e o pensamento de um adulto? Não terá consciência dos seus direitos, tomando certas atitudes, sabendo a priori que os direitos da criança o vão defender? Com tudo isto, quero dizer que a palestra a que assisti, sobre direitos da criança, foi muito enriquecedora, mas seria interessante um diálogo mais abrangente sobre o tema com diferentes pontos de vista. José Pedrosa ,2º A EFA Sec.

Vamos aceitar o desafio deste último aluno e fica a promessa de que voltaremos a tratar esta temática, na óptica dos deveres da criança. Os professores: António José Martins e Elódia Canteiro


Notícia sobre a palestra sobre a comemoração dos direitos humanos