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Curitiba, dezembro de 2013 | Edição ESPECIAL

Indústria&Comércio DIÁRIO

INFORMAÇÃO. conhecimento. inteligência. DESDE 1976.

+ de R$ 2 bi

Diversificação + de 7.600 garante crescimento EMPREGOS DIRETOS recorde à Copacol + de 5.000 cooperados

faturamento bruto


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Uma trajetória de otimismo e orgulho A

história da Copacol se confunde com o desenvolvimento de Cafelândia e região, com o crescimento de muitas pessoas que por ela já passaram. Hoje, temos a grata satisfação em comemorar os 50 anos de uma Cooperativa exemplar. Temos orgulho junto com o Conselho de Administração, associados e colaboradores de fazer parte dessa trajetória de sucesso, que começou tímida e idealista abrindo a fronteira de um tempo obscuro ao levantar a primeira bandeira do cooperativismo regional. A nostalgia que nos traz esse momento ímpar ao completar 50 anos de existência, nos remete a muitas histórias e lembranças que aqui são registradas. O grande legado dos pioneiros e do padre Luis Luise, foi sem dúvida, a força motriz da união em torno de um objetivo comum. O esforço contínuo do trabalho conjunto se traduziu ao longo desses anos numa referência do sistema. Isso nos deixa cada vez mais otimistas e confiantes do papel social que a empresa desenvolveu ao longo dos anos, integrando valores em meio a produção e bem estar das pessoas envolvidas em prol da cooperação. A família Copacol merece o resgate de suas raízes, as considerações da sua origem, o incansável

EXPEDIENTE

trabalho e doação das primeiras pessoas que por aqui passaram. Por tudo e por todos é que não poupamos esforços para trazer à luz da modernidade essa trajetória de meio século, numa história que conta muito mais realizações e conquistas do que fracassos e dificuldades. Vale lembrar dos grandes feitos, que também servem para valorizar os momentos de dificuldades pelas quais passamos e agradecer a cada dia pela saúde, dedicação e essa força de vontade presente nas pessoas vinculadas à Cooperativa, imaginando que o ser humano vem e passa, mas a empresa é nosso legado para um desejo eterno, À frente desta Cooperativa só posso agradecer de coração e garantir que o trabalho de outrora permanece em nossa filosofia administrativa, para que no futuro, o desenvolvimento sustentável que tanto almejamos seja apenas um estilo de trabalho sacramentado nos anais da nossa empresa e que as próximas gerações possam usufruir dessas conquistas, das realizações e mantenham o elo de nosso sistema sempre vivo e latente no dia a dia de todos. (Mensagem do presidente da Copacol, Valter Pitol, publicada no prefácio do Livro “Copacol; 50 anos na vanguarda do cooperativismo”) – usado com permissão.

Valter Pitol, presidente da Copacol

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Fundador e Presidente Odone Fortes Martins Reg.Prof. DRT/PR: 6993 ofm@induscom.com.br

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O esforço contínuo do trabalho conjunto se traduziu ao longo desses anos numa referência do sistema. Isso nos deixa cada vez mais otimistas e confiantes do papel social que a empresa desenvolveu ao longo dos anos, integrando valores em meio a produção e bem estar das pessoas envolvidas em prol da cooperação”.


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Copacol: 50 anos de um ótimo trabalho.

Boas parcerias se constroem com a dedicação e o envolvimento de equipes empenhadas em um mesmo objetivo. É por isso que hoje a Merial se orgulha de fazer parte da história da Copacol, e sabe que esta trajetória de sucesso ainda trará muitas conquistas.

Luiz Fernando Cantarelli - Diretor de Avicultura Faz parte da equipe Merial desde 1989.

Uma homenagem da equipe Merial Avicultura pelos 50 anos da Copacol. Saiba mais em www.merial.com.br


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Com investimento de R$ 60 milhões, Copacol inaugura Fábrica de Rações C

om presença do Governador do Paraná, Beto Richa, diretoria executiva da Cooperativa, associados, colaboradores, lideranças políticas, entre outros participantes, foi inaugurada na quinta-feira (28/11) no Município de Jesuítas, mais uma grande estrutura da Copacol, a Fábrica de Rações. Foram investidos R$ 60 milhões no local que vai produzir mensalmente 40 mil toneladas de rações, destinadas para frango de corte e gerar 80 empregos diretos. Com 17.993,33 m² de área construída, este novo espaço vai impulsionar o complexo de rações da Copacol, que terá produtividade mensal de aproximadamente 95 mil toneladas, somando as Fábricas de Rações de Cafelândia. Dentro do planejamento estratégico a expectativa é chegar até 2017 ao abate de 700 mil aves por dia, contando com a produção dos abatedouros da Copacol e da Cooperativa Central Unitá de Ubiratã, por meio da parceria com a Coagru. “Esta nova indústria além de produzir ração, vai colaborar com o desenvolvimento desta região por meio da geração de impostos, a sustentação dos produtores no campo e a geração de mais emprego e renda para a população. A Cooperativa investe em toda a área de atuação, trazendo desenvolvimento e oportunidade para os municípios”, destaca o diretor presidente da Copacol, Valter Pitol.

Estrutura em funcionamento A nova fábrica conta com três graneleiros com capacidade de armazenar 120 mil toneladas de milho e estrutura para recebimento,

classificação e limpeza. Toda a produção é totalmente automatizada e controlada por programa computadorizado. “A gente ficou surpreso com o tamanho deste espaço, mas é uma fábrica que pode nos dar condições de melhorar muito a nossa região no abate de frango”, conta o avicultor de Jesuítas, Geraldo Colombo. O Governador do Estado, Beto Richa, afirmou que as cooperativas têm papel importante e que por isso o investimento em toda a cadeia do agronegócio é fundamental, além de destacar o excelente trabalho feito pela Copacol. “Esta fábrica da Copacol é uma boa nova para a região Oeste do Paraná, um importante investimento que vai garantir mais produção e geração de empregos e riquezas para o nosso Estado”, afirmou o Beto Richa. “Depois de inaugurarmos no ano passado a Unidade Industrial de Soja e neste ano a Unitá, agora em Jesuítas mais um grande investimento. Parabenizamos o presidente Valter Pitol, os diretores, associados, colaboradores, pela pujança desta Cooperativa que orgulha todos os paranaenses e que hoje é reconhecida nacionalmente”, enfatiza o governador. Já o prefeito Osvaldo de Souza, de Jesuítas, afirmou “É um orgulho para Jesuítas abrigar esta fábrica, que era muito aguardada e que vai oportunizar industrialização e empregos para a nossa gente”. O secretário da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara, também participou da solenidade e disse que as cooperativas movimentam a economia do Paraná, distribuem riquezas e agregam valores ao processo produtivo agroindustrial. “A Copacol é uma das mais impor-

tantes e competentes cooperativas do País”, afirmou Ortigara.

Atendendo a demanda O governador disse que a região Oeste é uma das maiores produtoras de suínos e aves do Estado e que a nova fábrica irá melhorar o atendimento à demanda por ração, que aumentou desde que entrou em funcionamento o abatedouro da Unitá, em Ubiratã. “O governo não mede esforços para investir e melhorar as condições da produção do Estado, com especial atenção ao agronegócio, que há anos salva a balança comercial brasileira. Se não fosse o agronegócio o crescimento do Brasil seria negativo”, afirmou o governador. O programa de incentivo fiscal Paraná Competitivo, base da política de expansão industrial desenvolvida pelo governo do Estado, já atraiu R$ 25 bilhões em investimentos. A participação do setor do agronegócio, em especial das cooperativas agrícolas, é de 20% dos investimentos totais realizados no Estado nos últimos três anos. Em 2012, o setor paranaense de agronegócios cresceu 5,9%. “O Estado valoriza as cooperativas e garante forte apoio aos produtores rurais”, afirmou Beto Richa. Ele citou programas para melhorias de estradas rurais, como as Patrulhas Rurais, repasse de óleo diesel e pavimentação com pedras irregulares; o repasse de calcário para pequenas propriedades, a construção de casas para famílias de agricultores familiares, a modernização da Emater e a criação da Companhia de Defesa Agropecuária do Paraná.


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Cooperativismo

Paraná deve desenvolvimento às cooperativas Mais de uma instituição econômica é uma sociedade de pessoas “O cooperativismo é reconhecido no mundo todo como um movimento importante para o desenvolvimento das comunidades. Cooperativas contribuem para o bem-estar social e econômico dos associados e para a dinamização da economia local; ajudam a organizar a atividade rural ao propiciar aos pequenos produtores uma melhor posição de negociação”, afirmam o engenheiro agrônomo José Roberto Rickem, no Sistema Ocepar, e o professor Gilson Martins, da PUC/PR, em artigo publicado na revista PUC/PR pensa Economia & Negócios, 4º trimestre de 2013. Essas razões e muito mais, algumas enumeradas no artigo, reconhecem o sistema como fundamental no desenvolvimento socioeconômico do Paraná, tendo como exemplo neste especial a Copacol, cooperativa sediada em Cafelândia, oeste do Paraná, que alavanca a economia e o desenvolvimento social de vários municípios da região. Mas o que é cooperativismo? A publicação “As cooperativas e o desenvolvimento econômico social do Paraná”, do Sistema Ocepar, em sua 3ª edição (2012), define como “uma sociedade de pessoas”. Em sua forma moderna, nasceu em 1844, durante a Revolução Industrial da Inglaterra. Surgiu da necessidade das pessoas se unirem em torno de um objetivo comum, com a finalidade de atingir benefícios econômicos e sociais. Assim, a filosofia criada ali, deu valor às pessoas, muito mais que aos resultados econômicos.

Princípios do cooperativismo

Pensadores e filósofos estabeleceram princípios norteadores, baseados nos valores de autoajuda. Valores que foram solidificados e aperfeiçoados formando os princípios que hoje o setor segue a risca. Aqui estão os resumos dos mais importantes princípios. 1º Princípio - Adesão voluntária e livre - As cooperativas são organizações voluntárias, abertas a todas as pessoas aptas a utilizar os seus serviços e assumir as responsabilidades como cooperados, sem discriminações sociais, raciais, políticas, religiosas ou de gênero.

Cooperativas representam 55% da economia agrícola do Paraná Mas elas também atuam no consumo, crédito, educação, habitação, infraestrutura, saúde, trabalho, transporte, turismo e lazer

2º Princípio - Gestão democrática e livre - As cooperativas são organizações democráticas, controladas por seus cooperados, que participam ativamente na formulação das suas políticas e na tomada de decisões. Os conselheiros e diretores são eleitos nas assembleias. 3° Princípio – Participação econômica dos cooperados – Os cooperados contribuem equitativamente e controlam democraticamente o capital de suas cooperativas. Os cooperados destinam os excedentes a finalidades como o desenvolvimento da cooperativa, eventualmente através da criação de reservas, parte das quais, pelos menos será, indivisível; benefício aos cooperados na proporção das suas transações com a cooperativa; apoio a outras atividades desde que aprovadas pela assembleia geral dos cooperados. 4° Princípio - Autonomia e independência As cooperativas são organizações autônomas, de ajuda mútua, controladas pelos cooperados. Em caso de firmarem acordos com outras organizações - incluindo instituições públicas - ou recorrerem a capital externo, devem fazê-Io em condições que assegurem o controle democrático pelos cooperados e mantenham a autonomia da sociedade.

5° Princípio - Educação, formação e informação - As cooperativas promovem a educação e a formação de seus cooperados, dos representantes eleitos, dos gerentes e de seus funcionários, de forma que estes possam contribuir eficazmente para o desenvolvimento da cooperativa. Divulgam os princípios de cooperativismo, e informam a natureza e os benefícios da cooperação para o público em geral, particularmente para os jovens e os líderes de opinião. 6° Princípio – Intercooperação - Para as cooperativas prestarem melhores serviços a seus cooperados e agregarem força ao movimento cooperativo, devem trabalhar em conjunto com as estruturas locais, regionais, nacionais e internacionais. 7° Princípio - Interesse pela comunidade - As cooperativas trabalham para o desenvolvimento sustentado das suas comunidades através de políticas aprovadas pelos cooperados. Esses princípios são válidos em qualquer parte do mundo, independente dos regimes econômicos e políticos. As cooperativas seguem estes princípios na busca solidária de soluções para problemas comuns das pessoas que as integram.

No total, contando-se somente as que são registradas na Organização das Cooperativas do Estado do Paraná – Ocepar, elas movimentam cerca de 13% de toda riqueza produzida do Estado. São 240 cooperativas, com mais de 734 mil cooperados, envolvendo direta e indiretamente mais de 2,5 milhões de pessoas. Eis os números: RAMO

COOPERATIVAS

COOPERADOS

COLABORADORES

Agropecuário

81

132.744

53.180

Consumo

01

1612

17

Crédito

65

575.530

4.486

Educacional

14

955

128

Habitacional

01

77

06

Infraestrutura

09

9.060

345

Saúde

34

10.214

3.978

Trabalho

08

1.198

33

Transporte

24

2.364

223

Turismo e lazer

03

3887

05

240

734.141

62.401

TOTAL


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Integração e cooperaç Diversificação é base para crescimento econômico e estabilidade social Odailson Spada

O

crescimento acentuado da Copacol, segundo dados da Revista Exame, nas edições especiais “Melhores & Maiores” dos últimos cinco anos, vem despertando a atenção de especialistas, empresários e economistas, principalmente neste ano em que a cooperativa completa 50 anos. O Diário Indústria & Comércio, atento ao desenvolvimento empresarial e econômico do Paraná, frente a esses números e desenvolvimento, escolheu a Copacol como a “Cooperativa do Ano”. Tudo começou em outubro de 1963, numa ação patrocinada pelo Padre Luis Luise, italiano que veio ao oeste do Paraná como missionário das missões da Consolata. Reunindo 32 pequenos produtores que mal sobreviviam em suas, fundou a primeira cooperativa do oeste paranaense. Explicação porque o nome escolhido foi de “Cooperativa Agrícola Consolata”, de onde sai a sigla Copacol. Deste início, até hoje, ficaram duas coisas: a cooperativa continua sendo o principal apoio para que os atuais 4,8 mil cooperados (2012), pequenos produtores, alguns com propriedades de menos de 10 hectares, segundo seu atual presidente Valter Pitol; e o nome Consolata, em homenagem ao padre fundador. O segredo? Está na união, na

cooperação, integração e, principalmente, na diversificação de produção. Hoje, com seus produtos presentes em todo o Brasil e em vários países e faturamento na casa os bilhões de reais. Antes que termine o ano, a Copacol deve alcançar a marca recorde de R$ 2 bilhões em faturamento, Valter Pitol fala com otimismo sobre o sucesso e planos futuros ao jornalista Odailson Elmar Spada, do Diário Indústria & Comércio: I&C: Qual é o segredo desse crescimento? Pitol: Diria que um dos segredos principais é ter uma visão clara do planejamento que proporcione ao cooperado a oportunidade de crescimento. Tecnologia na parte de grãos, resultando em melhor produtividade. Crescimento que representa melhor oportunidade de integração. Crescemos não só pelo planejamento, mas trabalhando também com os custos em todas as fazes de produção. Isso fez com que nesses anos tivéssemos um crescimento significativo, proporcionando aos associados uma participação maior nas atividades. Quando você proporciona ao associado uma participação maior com diversificação da produção, ele tem mais segurança e estabilidade. Ele tem aves, suínos, peixes... I&C: Como é possível que pequenos agricultores aceitem diversificar a produção? Qual é o papel da Copacol e do cooperativismo nos resultados dessa diversificação? Pitol: O cooperativismo é o sistema mais importante para dar sustentação aos pequenos produtores.

Eles não conseguem concorrer no mercado com os grandes. Através da cooperativa, há um agrupamento dos produtores, fazendo volume, agregando o pouco de cada um e possibilitando entrar no mercado em condições de concorrer. Assim os produtores passam a ter as mesmas condições de competir no mercado. O mesmo acontece com os insumos que ele utiliza na lavoura. No caso da Copacol, a diversificação veio dar um suporte extra. Na avicultura especialmente. Quando começamos com a avicultura há 30 anos, os aviários criavam 6 mil frangos, o investimento era pequeno e o produtor tinha condições de investir e com a sua própria mão-de-obra ter mais uma receita. Depois veio a evolução para granjas de grande porte. Então a garantia do sistema cooperativista é que permite o pequeno produtor a participar do mercado em igualdade de condições que qualquer grande produtor. Isso é uma segurança. Podemos ainda somar o processo de diversificação. Ele acreditou e fez crescer, não só como um papel importante da cooperativa, mas como uma segurança para ele. I&C: A Copacol está completando 50 anos, neste tempo, com certeza passou por dificuldades. Não abordo aqui a área econômica. Como foi possível reunir esses pequenos agricultores? Como mantiveram a união para que o empreendimento pudesse progredir? Por que cooperativa? Pitol: Passamos por momentos delicados, dentro de uma evolução normal. Diria que dentro dessa integração, desenvolvimento, dessa satisfação social, começou há uns

12 anos, quando começamos um trabalho muito forte com as esposas de cooperados. Elas se integração ao processo. Fizemos grupos femininos, onde tomaram conhecimento do sistema cooperativismo, do sistema de produção e do sistema de comercialização, formação de preços, mercado. Também tiveram uma visão muito clara de como é o sistema e as oportunidades de mudanças para eles. Diria que uma das coisas principais desse suporte

era o desafio de integrar a família do cooperado foi a participação das esposas. O produtor já participava e vieram os filhos também. A família satisfeita, que entende e participa, dá uma segurança para ela e para a empresa. Quando acrescentamos a mulher e ela conheceu melhor o processo, as coisas melhoraram muito. I&C: O senhor já comentou que a diversificação começou

com a avicultura, para convencer os cooperados a investir nesta área foram feitos projeto de baixo custo... Pitol: No início, como toda atividade nova, tem uma certa resistência, esperando ver quem faz para ver como é que fica. Depois se convenceram que a coisa era boa e valia pena tocar. Isso ocorreu há 32 anos. I&C: O que levou a coope-

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ção garantem sucesso toneladas todo mês de produtos industrializados. Assim agregamos valor. A diversificação, neste caso, é portfólio maior de produtos da atividade no mercado. A verticalização dá segurança e a diversificação dá novos produtos, para atingir melhor o mercado. I&C: Como foi o ano do frango na cooperativa? Está prestes a alcançar uma marca histórica... Pitol: Nossa cooperativa, em termos de evolução, a avicultura apresenta em 2013 cerca de 50% do valor do faturamento da cooperativa. Esse ano foi muito bom em relação... Bom para o produtor, bom para a cooperativa, consequentemente o mercado está dando as condições na avicultura. Sem dúvida nenhuma, que há muitos anos a gente não tinha um resultado tão bom. Muitos anos se tinha alguns meses bons e depois caía, mas este ano foi praticamente uniforme, o ano inteiro.

rativa a verticalizar, criando matadouros e frigoríficos? Como abriu mercado entre os grandes e ponto de se tornar um grande exportador? Pitol: Quando você começa toda atividade nova, precisa pensar no processo de agregar valores. Seja na área de grãos ou de frango. Você precisa verticalizar, não só abater. Quando abate, comercializa o produto in-natura. Criamos uma indústria que produz 4 mil

I&C: O crescimento da cooperativa em 2013, em relação a 2012 foi de quanto? Pitol: o faturamento bruto foi de R$ 1,643 bilhões, em 2012, para em torno de R$ 2,031 bilhões para este ano. Crescimento em torno de 23%. Dia 16 devemos alcançar a marca que R$ 2 bi e vamos comemorar na sede, em Cafelândia. I&C: Seguindo os objetivos de diversificação, a Copacol investiu também em suinocultura, bovinocultura de leite, nestes casos não houve investimentos industriais. Qual a vantagem de investir na suinocultura com a Frimesa (Cooperativa Central da qual a Copacol

tem participação) e manter-se independente na avicultura? Pitol: Tanto suínos como leite virem com a garantia de que a Frimesa iria comercializar. Ela trouxe a garantia de receber a produção, industrializar e comercializar. Ela traz todo um planejamento de crescimento e as cinco cooperativas filiadas tem a promessa de entregar a produção. Como a Central tem feito um trabalho tão forte e bom, não temos nos preocupado com a industrialização de leite e suínos. Ela faz isso. I&C: Isso significa menos investimentos com resultado satisfatórios. Pitol: Estamos proporcionando ao associado as mesmas condições e resultados que façamos na avicultura. Ele, assim, tem suínos e leite, agregando receita. O produtor associado tem, então, mais oportunidades. Precisamos analisar que o mercado está cada vez mais competitivo. Assim precisa ter tamanho e a Frimesa dá essa sustentação I&C: O último investimento, no leque de diversificações, é a piscicultura. O que levou a cooperativa, numa ação pioneira, a apoiar criadores de peixes e investir no processamento e industrialização de peixes? Pitol: É um ato pioneiro, uma realidade e uma integração que é um sucesso. Sucesso na integração igual as outras atividades. O produtor faz a terminação do peixe e estamos abatendo hoje 50 mil tilápias (31 toneladas) por dia. O projeto é, até 2017, abater de 80 a 90 mil tilápias por dia. O mercado se apresenta bom. As conduções são boas. Usamos as mesmas filiais de frango, os

mesmos vendedores de frango, as mesmas estruturas logísticas. Isto nos permite que um custo equilibrado lá na frente. O peixe é uma atividade que está somando com as outras e trazendo resultado para o produtor e para a cooperativa. A nossa marca, pela qualidade do produto, no mercado é muito boa. É uma atividade de sucesso e que tivemos oportunidade, nessa integração, acrescentar mais produtores e criadores de peixe, além do frango, do suíno, do leite. I&C: Sustentabilidade. Parece que essa palavra tem sido uma mola mestra para o crescimento do Copacol. O que tem sido feito? Pitol: Incluindo a arte econômica temos feito coisas significativas para a região onde atuamos. Quando o faturamento cresce, é preciso que a comunidade, a sociedade participar junto desse desenvolvimento. Como resultado traz oportunidades para o comércio, pequenas indústrias e prestadores de serviço. Nós como cooperativas temos parceiras nos municípios, nas escolas, no governo do Estado, através da Polícia Militar. Temos convênio com outras estruturas do Governo, que podemos alcançar até as crianças das escolas, formando consciência do desenvolvimento e cooperativismo. Existem ainda o CooperJovem e outros programas que a gente faz, e outros programas com professores e alunos. É na base que se tem necessidade de saber sobre a importância da cooperação. Temos integração com todos os municípios onde atuamos. Nas escolas, onde se forma a educação, onde se trabalha a relação com outros, o meio ambiente. Em todas as atividades onde se possa integrar.

I&C: Grades empresas normalmente realizam ações sociais com seus funcionários e suas famílias. A Copacol se restringe aos seus funcionários e associados, ou atinge toda a comunidade? Pitol: Muitos trabalhos abrangem toda a população dos municípios onde atuamos, mas temos atenção especial aos funcionários, com um número significativo de programas, atividades e oportunidades para famílias de funcionários. Todos os processos possíveis são operados com a sociedade, pois entendemos que aquilo que se pode fazer, seja em relacionamentos ou culturalmente, que resulte em crescimento, é ali importante a presença da cooperativa. Que a comunidade, como um todo, possa participar e encontrar maneiras de poder crescer. I&C: Recentemente a Copacol inaugurou uma fábrica de rações em Cafelândia e fez outros investimentos aproveitando programas de incentivo do Governo Estadual? Que tipo de incentivos são esses e que resultados podem dar à cooperativa? Pitol: Estamos em dois programas oferecidos pelo Governo do Estado. Um, através do BRDE, que são investimentos em recursos. São investimentos feitos em diversas áreas. Outro, onde estamos enquadrando nossas fábricas e outras obras, que é o programa Paraná Competitivo. Ele permite trazer os custos dentro das possibilidades da cooperativa. O objetivo é aproveitar o incentivo do governo para ajudar no nosso desenvolvimento sem atropelos e com segurança.

I&C: Quais são as suas perspectivas para 2014? Há uma meta de 20%, o foco continua na diversificação... Pitol: O foco continua sendo crescer nas atividades do frango em parceira com outras cooperativas. Estamos também crescendo no setor de suínos, para atender as necessidades de industrialização da Frimesa. Estamos também criando incubatórios com investimentos até a metade do próximo ano. Em todas as áreas teremos crescimento, peixe, leite, suínos e frangos. Nesses investimentos temos também a área de grãos, para melhorar o fornecimento... I&C: Mensagem de fim de ano aos cooperados e amigos... Pitol: Gostaria, pelo nosso valor social de 2013, parabenizar, acima de tudo, por terem participado de todas as nossas ações e atividades em relação aos 50 anos. Nós fortalecemos, sem dúvida nenhuma, o cooperativismo, mas principalmente no caso da Copacol, a integração do associado com a sua cooperativa. Para 2014, teremos investimentos, não só financeiros, mas também nas pessoas, que vão proporcionar mais satisfação aos nossos cooperados. Dizemos que também vamos trabalhar, da melhor maneira possível, buscando atendimento da melhor maneira os nossos associados. Vamos dar passos importantes e trazer benefícios a todos os cooperados e amigos. Desejamos um Feliz Natal e muita paz aos cooperados e famílias. Em 2014 continuaremos juntos o nosso desenvolvimento e na criação de oportunidades para nossos cooperados.


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História

Como 32 pequenos produtores deram a volta por cima Odailson Elmar Spada

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afelândia era uma pequena vila na década de 60, num canto abandonado ao norte, como distrito no município recémfundado de Cascavel, distante 50 km, no oeste paranaense. Estradas recém-abertas na mata, totalmente intransitáveis na chuva, cercada pela mata nativa que os colonos da região ainda não haviam extraído. Além disso, sem energia elétrica. Os colonos que fundaram o vilarejo possuíam em média de 10 a 20 hectares em condições de plantio, o restante da área era de mata. Isso dava mal e mal para a subsistência. Só os grandes possuíam mais área, onde plantaram café. Vila só seria emancipada de Cascavel em dezembro de 1979. Foi essa a situação que o padre italiano Luis Luise, missionário das missões da Consolata, com sede em Turim, Itália, encontrou os produtores da região. É dele essa descrição: “Vendo, em Cafelândia, a situação dolorosa dos bons colonos, pensei em ajudá-los, fundando a Associação Agropecuária Cafelândia em julho de 1963, porém não consegui legalizá-la, visto que em Cafelândia existia uma filial da Associação Agropecuária de Cascavel. Não sabendo o que fazer para salvar os colonos, escrevi um relatório ao deputado Lyrio Bertoli. Ele levou ao conhecimento do presidente do Brasil, João Goulart, os problemas dos agricultores. Foi assim que o presidente encarregou o próprio Lyrio Bertoli de chefiar e acompanhar uma missão composta do próprio

A sobrevivência dos 32 produtores, se deu graças a um padre missionário chamado Luis Luise e uma cooperativa recém criada

chefe da Casa Civil da Presidência, um coronel e mais dois técnicos em cooperativismo do Ministério da Agricultura, para vir a Cafelândia e verificar a situação crítica dos colonos. Isto deu-se no mês de agosto de 1963”. Uma reunião em 23 de outubro de 1963, acabou por constituir a Cooperativa Agrária Consolata (nome sugerido pelo padre). Documento assinado por 32 pequenos produtores. Os primeiros cooperado da primeira cooperativa do oeste paranaense. Neste tempo, tomando a iniciativa, o padre, em nome da futura cooperativa, já negociava uma turbina para a hidroelétrica que seria construída, a fim de trazer energia elétrica para a vila.

Como a exploração das terras era basicamente para as culturas do milho, feijão, arroz e a criação de suínos, faltavam oportunidades de comercialização e os agricultores ficavam sempre limitados à procura única de poucos comerciantes que circulavam pela região. Logo após a fundação, a cooperativa construiu uma usina às margens do Rio Jesuítas, mas seis anos depois, decidiu focar apenas no fortalecimento da atividade agrícola e assinou um acordo com a Copel, para que a estatal assumisse a produção de energia. No início da década de 80, as atividades agrícolas começaram a ser diversificadas com a avicultura, suinocultura, bovinocultura

de leite e, mais recentemente, a piscicultura. Hoje, com a participação de 7,6 mil colaboradores e cinco mil associados, a Copacol tem um papel fundamental no desenvolvimento econômico e social das cidades em que atua na região Oeste do Paraná. Somadas todas as famílias de associados e colaboradores, fornecedores e parceiros, são mais de 50 mil pessoas que tem na cooperativa a principal fonte de renda na região. Esta é a realidade de municípios como Cafelândia, Nova Aurora, Jesuítas, Formosa do Oeste e Goioerê, onde a Copacol se tornou a principal empresa geradora de empregos e tributos para o desenvolvimento integrado.

Como a exploração das terras era basicamente para as culturas do milho, feijão, arroz e a criação de suínos, faltavam oportunidades de comercialização e os agricultores ficavam sempre limitados à procura única de poucos comerciantes que circulavam pela região.


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Crescimento contínuo mar Odailson Spada

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ão é todo o grupo econômico, seja empresarial ou cooperativa, que consegue evoluir seu Patrimônio Líquido 171,7% (U$ 106,2 milhões em 2008 e U$ 288,5 milhões em 2012), em Lucro Líquido (sobras no caso de cooperativas) 120% (U$ 12 milhões e, 2008 e U$ 26,4 milhões em 2012), e em Faturamento Bruto 77,5% (U$ 434,6 milhões em 2008 e U$ 771,4 milhões em 2012), se compararmos os dados que foram publicados nas edições de 2009 a 2013, nas edições “Melhores & Maiores” da revista Exame. É o caso da Copacol, cooperativa com sede em Cafelândia, oeste do Paraná, e que existe a apenas 50 anos. Seu segredo? A diversificação, levando em conta a vocação de seus associados, tendo como objetivo o desenvolvimento econômico dos cooperados, na forma de integração sustentável. Com base nesses critérios, o Diário Indústria & Comércio escolheu a Copacol como a cooperativa do ano em 2013. Nas palavras de seu diretor presidente, Valter Pitol, “a Copacol é formada por pessoas e quando os nossos colaboradores estão confortáveis e felizes na função que realizam no dia a dia, os resultados serão positivos e assim todos têm a oportunidade de crescerem juntos com a Cooperativa”.

Investimentos

No caso da avicultura, para se tornar a principal atividade, o complexo avícola passou por grandes investimentos, desde o início do abate que começou com 12,5 mil frangos por dia, até se tornar a referência que é hoje na avicultura brasileira.

Produção e sustentabilidade a qualifica como cooperativa do ano

Cada ano que se passava, eram superadas as metas e com os planejamentos de investimentos, no final dos anos 80 o abate somava 60 mil aves ao dia e em 1997, os números chegavam a 120 mil frangos abatidos. A partir de 1998 a avicultura da Cooperativa passou por um divisor de águas, com importante reconhecimento da FGV (Fundação Getúlio Vargas), que apontou a Copacol como a primeira no setor avícola no país. Nessa época, começaram a ser realizados investimentos significativos no abatedouro, fábrica de rações, laboratórios, incubatórios e matrizeiros, que permitiram chegar em 2013 com o abate de 410 mil frangos por dia.

Piscicultura

A Copacol colocou em atividade em 2008, um dos maiores complexos integrados de peixes do país. Instalado no Município de Nova Aurora, o frigorífico hoje abate mais de 30 toneladas de tilápias ao dia. Para 2015 a projeção é de 40 toneladas/dia. O constante crescimento da atividade demonstra a satisfação da Copacol e dos produtores com o negócio que agrega bons resultados para toda a cadeia produtiva e fortalece a Cooperativa e as famílias de associados e colaboradores. Assim como em outros segmentos, a Copacol já é uma marca de qualidade reconhecida em todo o Brasil na industrialização do pescado.

Visando um mercado mais competitivo, a Copacol também comercializa com a sua marca outros peixes de água salgada que compõem a Linha Mar, como: Abadejo, Cação, Camarão, Sardinha, Merluza e Salmão.

Crescimento contínuo

Com crescimento contínuo em 2005 o projeto de expansão da atividade registrava a marca significativa de 300 mil aves abatidas por dia, que permitiu a oportunidade de vários produtores participarem da atividade com renda garantida a cada 60 dias.

Fortalecimento das famílias

Segundo o presidente da cooperativa, Valter Pitol, a diretoria trabalha para manter e planejar novos investimentos, que permitem o fortalecimento das famílias no campo e novas oportunidades de renda com qualidade de vida. “Acompanho a avicultura na Cooperativa desde o começo da atividade no início dos anos 80, essa evolução que promovemos foi essencial para atingir o crescimento que alcançamos e consequentemente o desenvolvimento dos associados e da Copacol. Temos a consciência de que precisamos continuar com os investimentos com um planejamen-

to estratégico, para promovermos o desenvolvimento da atividade, que hoje abate 340 mil aves por dia”, afirma Pitol.

Suinocultura e bovinocultura de leite

Atualmente são entregues à Frimesa 17 mil cabeças de suínos ao mês, produzidas por 111 associados. Com a ampliação da UPL (Unidade de Produtora de Leitões) de Carajás no Município de Jesuítas, de 2.700 matrizes para 4.200, e com a UPL de Formosa do Oeste que conta com 4.200 matrizes, a Copacol em 2012 ampliou a capacidade de produção


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rca a trajetória da Copacol de leitões para 16 mil cabeças ao mês. O aumento do número de matrizes e de leitões possibilitou a ampliação da integração com abertura de 35 novas pocilgas em 2012. Na bovinocultura leiteira são 800 mil litros de leite ao mês, produzidos por 169 produtores. Para fortalecer ainda mais o cooperado e aumentar a capacidade de produção de leite, a Copacol implantou recentemente a UPBN (Unidade Produtora de Bezerras e Novilhas). São 308 bezerras alojadas pelo período de dois anos e devolvidas aos produtores em fase de reprodução.

Números de Associados

Aves Abatidas (milhões de cabeças)

Sustentabilidade

A própria Copacol coloca a sustentabilidade como meta de ação. Em seu Propósito Estratégico a prioridade é o desenvolvimento de seus associados, colaboradores e comunidade, desde a sua fundação. A busca pelo desenvolvimento sustentável se confunde com a história da Cooperativa, fundada no ano de 1963 pelo Padre Luís Luise e 32 agricultores, com a proposta de fortalecer as famílias da região e garantir mais qualidade de vida a todos, tendo como base os princípios do cooperativismo. Ainda hoje o tripé, associados, colaboradores e comunidade se mantém fortalecido e é a partir desta união que a Cooperativa espera superar seus desafios. Hoje a Copacol promove diversos projetos nas áreas da educação, meio ambiente, cooperativismo e segurança. Conheça alguns projetos realizados pela Copacol, na área social: Grupos Femininos: programa voltado para associadas, filhas e esposas de associados, com o

Faturamento Bruto (em reais)

objetivo de formar lideranças femininas, fortalecer o espírito cooperativista nas famílias e contribuir com as comunidades, através de projetos sociais, como por exemplo, a recuperação de minas e nascentes e preservação da mata ciliar; Grupos de Jovens: programa voltado para os filhos dos associados, com o objetivo de preparar os jovens para a sucessão familiar, para o fortalecimento das propriedades rurais dentro dos princípios cooperativistas, além de contribuir com projetos sociais voltados para a comunidade; Proerd: Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência, realizado pela Polícia Militar em parceria com a Copacol e Prefeituras da região; Cooperjovem: promovido pela Copacol em parceria com o Sescoop/PR e escolas, com o objetivo de inserir o cooperativismo nas salas de aula; Cooperjunior - Com o objetivo de trabalhar a sucessão familiar, o Programa Cooperjunior foi iniciado pela Copacol em 2010. Desenvolvido com os filhos dos associados, com idade entre 9 e 12 anos, o programa aborda os princípios cooperativistas e a importância de manter-se no campo e dar continuidade ao trabalho dos pais. Escola no Campo: realizado com a parceria da Syngenta com o propósito de orientar as crianças e adolescentes sobre o uso correto de agrotóxicos e devolução de embalagens vazias; Jovem Aprendiz Cooperativo: programa que contribui para o desenvolvimento profissional dos jovens, inserção no mercado de trabalho.

Abate de Peixes (unidades)

Rações Produzidas (por mil toneladas)

Faturamento dos Supermercados (em milhões de reais)

Muitos dizem que a vida começa aos 50. A Novus do Brasil deseja que a Copacol continue com a energia que sempre teve e que possa colher frutos dessa maturidade. Parabéns, Copacol pelos seus cinquenta anos de história, responsabilidade e competência.


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MELHORAR A VIDA DE QUEM VIVE E DE QUEM AINDA VIVERÁ NO OESTE DO PARANÁ. ESSE É O NOSSO MAIOR ORGULHO.

A qualidade priorizada no desenvolvimento de cada produto, a segurança dos processos e, sobretudo o respeito pelo consumidor fizeram com que a Copacol chegasse aos 50 anos como marca forte e consolidada no mercado nacional.

Que venham os próximos 50 anos de paixão pela vida.

Especial copacol