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VOZ POTIGUAR Natal, 08 de maio de 2018 - Terça-feira

ESTADO

Sete serviços de saúde  fecham em hospitais Há quase seis meses em estado de calamidade pública, a saúde estadual ainda não conseguiu  se  reequilibrar.  No  total,  sete  serviços,  de  leitos  de  internação  à  UTIs,  já  foram  fechados  ao  longo do ano por falta de recursos humanos. Último concurso da Sesap, foi em 2010. Página 5

Hospital Walfredo Gurgel, maior do estado, teve UTI cardiológica e leitos de enfermarias clínicas fechados (Foto: Alex Régis)

Fátima lidera pesquisas  para Governo Senadora  lidera  as  pesqui‐ sas  pré­eleitorais  para  o  Go‐ verno do Estado.  Fátima tem  5,89%  das  menções  para  go‐ verno. Em seguida, está o ex­ prefeito Carlos Eduardo, com  4,33% das intenções de voto. Página 3

Gestantes fazem ensaio  fotográfico em Natal

Tite convoca 23 atletas  para Copa do Mundo

Grupo de  20  gestantes  ga‐ nham tarde de beleza, pintura  de  barriga  e  sessão  de  fotos.  Grávida  do  oitavo  filho,  mãe  ressalta  realização  de  um  so‐ nho. Ensaio faz parte do pro‐ jeto Cidadão­Bebâ.  Página 6

Sem o  potiguar  Rodrigui‐ nho, treinador de seleção bra‐ sileira  anunciou  lista  de  jogadores  para  a  Copa  do  Mundo  da  Rússia.  Brasil  es‐ treia  no  torneio  dia  17  de  ju‐ nho, contra a Suiça. Página 8


Natal, 8 de maio de 2018 - Terça-Feira

| opinião | Editorial Uma nova voz A crise no mercado do jornalismo de‐ vastou os jornais impressos no Rio Gran‐ de  do  Norte.  O  ano  de  2018  iniciou  somente com a Tribuna do Norte, o Agora  RN e o Defato.com em circulação, dentro  de um estado que já teve mais de dez im‐ pressos  em  circulação.  Quem  perde  é  a  sociedade potiguar: quanto menos jornais,  menos democracia e transparência no est‐ sado.  O jornal impresso ainda tem potencial  para existir e se renovar. A crise que levou  o  fechamento  de  jornais  e  a  reinvenção  dos  principais  no  mundo  não  é  sinal  de  que  o  meio  ficou  obsoleto,  e  sim  con‐ sequência  da  migração  da  publicidade,  principal  meio  de  financiamento  dos  im‐ poressos,  para  a  internet.  É  preciso  apos‐ tar em outros métodos de financiamento e  não  perder  de  vista  a  proposta  de  fazer  jornalismo. E dos bons. É  com  essa  proposta  que  o  Voz  Poti‐ guar  nasce.  Nosso  principal  produto  é  o  bom  jornalismo  e  a  preocupação  com  o  leitor.  É  ele  quem  nos  garante  a  sobrevi‐ vência, não mais a publicidade: nas pági‐ nas  a  seguir,  você  não  verá  um  anúncio  sequer.  Apostamos  nas  assinaturas,  em  conquistar  leitores  fiéis,  para  garantir  a  pluralidade de voz e olhares no Rio Gran‐ de do Norte. E dar um sopro de renovação  no nosso jornalismo. Buscamos  o  jornalismo  independente  e transparente, sobretudo editorial. Afinal,  a  crise  dos  jornais  não  é  só  financeira:  é  também uma crise de credibilidade. É pe‐ la  reconquista  desta  que  pretendemos  ter  os leitores conosco. Nosso maior valor é a  apuração  excessiva,  até  não  restar  uma  dúvida sequer. E a maior prova disso é in‐ sistir  no  papel:  dessa  forma,  o  Voz  Poti‐ guar  marca  território  e  não  cede  à  lógica  apressada dos portais. Sejam bem­vindos.

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Pablo Capistrano O governo dos juízes Não  é  preciso  ser  doutor  em  filosofia  política para saber que essa história de que  os  poderes  da  República  são  independen‐ tes  e  harmônicos  entre  si  é  balela.  Qual‐ quer  leitura  apressada  de  um  livrinho  de  introdução  ao  pensamento  do  filósofo  li‐ beral  John  Locke  nos  mostra  que  os  tais  “três poderes” funcionam de modo confli‐ tuoso, em sistema de pesos e contrapesos. O  poder,  como  cansou  de  nos  alertar  Friedrich  Nietzsche,  busca  sempre  a  sua  própria superação, em um desejo sem frei‐ os  de  ir  sempre  além.  É  por  isso  não  que  não me espanta nem um pouco a fala polí‐ tica  do  ministro  Luís  Roberto  Barroso  no  Brazil  Forum  UK,  na  prestigiada  London  School  of  Economics.  O  poder  e  o  prestí‐ gio dado ao ministro, que ocupa hoje o lu‐ gar  de  queridinho  da  política,  explica  muito do seu discurso messiânico e da sua  retórica salvacionista. Mas  não  é  só  isso.  Barroso  é  hoje  um  típico resultado de quatro anos de lava ja‐ tismo.  A  representação  mais  acabada  de  um delírio político que indica ser possível  governar um país por meio do judiciário. Depois  de  tentar  os  tucanos,  flertar  com  Eduardo  Cunha,  e  sonhar  com  uma  intervenção militar, os lava jatistas encon‐ traram  novos  heróis  no  estamento  que  veste  toga,  fala  em  nome  do  povo  e  rees‐ creve a Constituição do alto de um pedes‐ tal hermenêutico. Essa  imagem  idealizada  dos  juízes  faz  parte  de  uma  longa  aventura  da  direita  brasileira  em  sua  infindável  busca  de  al‐ gum agente político que possa representar  seus  anseios  higienistas.  Isso  é  muito  ve‐ lho no Brasil, a julgar pela vassoura de Jâ‐ nio  Quadros  que  iria  “varrer  a  bandalheira” do país, na década de 50. A  novidade  é  que  hoje  trocamos  os  instrumentos artesanais de piaçava do mo‐ ralismo  eleitoral,  pela  indústria  hidráulica  do  processo  penal  de  exceção.  Isso  para 

não deixar  de  lado  nossas  velhas  metáfo‐ ras sanitárias, perfeitas para nossas velhas  práticas políticas de vocação autoritária. O  fato  é  que,  após  a  votação  que  der‐ rubou o foro privilegiado para deputados e  senadores e o manteve para magistrados e  membros  do  ministério  público,  o  STF  deixou  muito  claro  para  o  país  contra  quem  voltam­se  as  baterias  higienistas  do  direito  penal.  São  contra  eles,  os  eleitos,  os  que  passam  pelo  julgamento  do  voto  popular,  os  que  podem  ser  retirados  de  quatro em quatro anos com as urnas. Hoje,  quem  mais  sofre  o  ataque  direto  do  com‐ plexo  jurídico­policial  é  o  sistema  de  re‐ presentação  da  democracia  liberal.  Nessa  toada,  a  República  que  emerge  após  qua‐ tro anos de lava jato, é torta, pendendo es‐ candalosamente para um lado. Com um executivo em frangalhos após  o  golpeachemant  de  2016,  e  um  legislati‐ vo  completamente  desmoralizado,  o  judi‐ ciário  começa  a  sofrer  com  os  efeitos  de  uma  hipertrofia  institucional  que  nos  em‐ purra  em  direção  a  um  dos  mais  graves  delírios políticos que o ocidente já produ‐ ziu. Meu  pai,  que  labuta  com  psiquiatria,  me  explicou  desde  cedo  a  diferença  entre  alucinação  e  delírio.  Alucinação  é  uma  distorção sensorial. É quando o sujeito ou‐ ve  vozes  ou  vê  coisas  que,  em  tese,  não  estão  lá.  Delírio  é  uma  alteração  no  con‐ teúdo  do  pensamento.  Uma  distorção  na  lógica  do  discurso  que  leva  a  fantasias  de  grandeza ou a certezas persecutórias. No Brasil de hoje, o lava jatismo levou  à  alucinação  ideológica  os  que  acreditam  que o direito penal tem o poder de “acabar  a  corrupção”;  e  ao  delírio  político  os  ma‐ gistrados e membros do MP que juram ser  possível  governar  um  país  por  meio  de  acórdãos, sentenças e liminares. Enquanto  o  surto  coletivo  perdurar  a  nossa  melhor  saída continuará sendo o aeroporto.


Terça-Feira - Natal, 8 de maio de 2018

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| política |

Fátima Bezerra, do PT, lidera pesquisas pré­eleitorais  para o Governo do Estado Se as eleições fossem hoje, a senadora petista seria eleita Por Ayrton Freire, Portal  no Ar

Fátima Bezerra, atual senadora pelo  Estado. (Foto: Portal no Ar)

Se as  eleições  fossem  hoje,  a  senadora  Fátima  Bezerra  (PT)  seria  eleita  como  governadora  do  Es‐ tado.  É  o  que  mostra  a  pesquisa  Fiern/Certus  di‐ vulgada neste domingo, 6. No  cenário  espontâneo  da  pesquisa,  a  senadora  teve  5,89%  das  menções.  Ela  foi  seguida  por  Carlos  Eduardo Alves (PDT) com 

4,33%. Ele  deixou  a  Pre‐ feitura de Natal exatamen‐ te  para  concorrer  ao  Governo. A  petista  também  lide‐ ra  a  pesquisa  estimulada  com  25,6%  dos  votos.  O  ex­prefeito  de  Natal  tem  14,54%.  Geraldo  Melo  (PSDB)  aparece  com  7,66%. Para  o  2º  turno,  a  pes‐ quisa  estimulada  contou  com 18 cenários, e Fátima  Bezerra  seria  eleita  em  to‐

Governo renova  aluguel  de  automóvel  blindado para Robinson por R$ 162 mil Gastos equivalem a R$ 13,5 mil por mês, pagos  com recursos do Tesouro Por Rafael Duarte, Saiba  Mais

108 mil  em  2018  e  incluir  cativa. No entanto, o Gabi‐ R$  54  mil  na  proposta  or‐ nete  Civil  informou  que  há  çamentária de 2019. Ou se‐ informações de ameaças ao 

O Governo  do  Estado  renovou  o  aluguel  do  carro  blindado  usado  pelo  gover‐ nador  Robinson  Faria  e  es‐ tendeu  o  prazo  do  contrato  até 30 de maio de 2019. A  empresa  Costeira  Rent a Car venceu o pregão  eletrônico. O  aluguel  do  carro  vai  custar  R$  162  mil  aos  co‐ fres públicos, o equivalente  a  R$  13,5  mil  por  mês.  O  contrato  inclui,  além  da  blindagem,  seguro  total  e  serviço  de  manutenção.  O  modelo  do  veículo  não  foi  informado no extrato. Segundo  o  contrato,  a  atual  gestão  vai  pagar  R$ 

ja, mais  dívida  transferida  para  a  próxima  administra‐ ção. O  primeiro  contrato  de  aluguel  de  carro  blindado  foi firmado em fevereiro de  2017 a um preço de R$ 180  mil, por um período de seis  meses.  O  desembolso  men‐ sal  do  Estado  foi  de  R$  30  mil. Na época, a justificativa  para  a  locação  do  veículo  era  o  decreto  de  calamida‐ de pública do sistema prisi‐ onal do Estado. O  extrato  no  contrato  publicado  nesta  segunda­ feira  (7)  no  Diário  Oficial  do  Estado  não  traz  justifi‐

governador e  à  família  de‐ le,  “conforme  comunicado  oficialmente  pela  Coorde‐ nadoria  de  Segurança  –  COSEG  do  Gabinete  Ci‐ vil”. A contratação, ainda se‐ gundo o Governo, está am‐ parada  no  art.  3º  inciso  XI  da  Lei  Complementar  nº  190/2001.

Números R$ 162 mil é o valor do 

dos. Carlos Eduardo Alves  ganharia  de  todos  os  can‐ didatos,  com  exceção  da  senadora.  O  atual  gover‐ nador,  Robinson  Faria,  do  PSD,  não  seria  eleito  em  nenhum dos cenários. A pesquisa foi elabora‐ da  no  período  de  27  a  30  de  abril,  com  1.410  entre‐ vistados,  em  sete  regiões  do  Rio  Grande  do  Norte,  40 municípios e com mar‐ gem  de  erro  de  3%  para  mais ou para menos.

Notas Comentários Por Tribuna do Norte Definição nacional  O  presidente  estadual  do  PSB,  o  deputado  federal  Rafael  Motta,  afirmou  que  vai  participar  de  reuniões  com  o  Di‐ retório  Nacional,  nas  quais  deverão  ser  tratados os rumos do partido no novo ce‐ nário. “De todo modo, destaco que o que  está  posto  no  partido  é  a  pré­candidatura  de Fábio Dantas", afirmou o deputado.

Candidatura própria  Apesar  da  desistência  de  Joaquim  Barbosa  de  se  candidatar  à  presidência,  mudando  os  planos  do  PSB,  o  vice­go‐ vernador  Fábio  Dantas  (PSB)  assegura  que “o PSB­RN segue unido na defesa de  ter  candidatura  própria  na  sucessão  esta‐ dual que se aproxima”.

contrato entre  o  Gover‐ no do Estado e a Costei‐ ra Rent a Car

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| economia |

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Um terço  da  economia  do  Rio  Grande  do  Norte  depende de benefícios aposentadorias e pensões Pesquisa do IBGE mostra que previdencia representou R$ 828 milhões dos  R$ 2,96 bilhões circulados no Rio Grande do Norte em 2017 Luiz Henrique Gomes Repórter

da, a  média  da  população  do  Brasil  é  de  R$  2.268  ­  45%  maior  que  a  potiguar.  O  estado  está  inserido  no 

Aproximadamente um  terço de toda a massa de ren‐ cenário regional: o Nordes‐ dimento  que  circula  no  Rio  te  teve  uma  média  de  R$  Grande  do  Norte  é  proveni‐ 1.570  no  rendimento  men‐ ente  de  pagamentos  de  apo‐ sal,  contra  R$  2.566  do  sentadorias  e  pensões.  No  Centro­Oeste,  que  apresen‐ ano passado, dos R$ 2,96 bi‐ tou o maior rendimento. lhões que circularam no esta‐ Entre  os  rendimentos  do,  R$  828  milhões  ­  o  que  de  outras  fontes,  a  pensão  equivale a 28% do total – foi  alimentícia,  doação  ou  me‐ oriundo  dos  repasses  previ‐ sada de não morador repre‐ denciários.  Os  dados  fazem  sentou  2,8%  da  renda  da    Crise na previdência contribuiu para desaceleração econômica do estado parte da pesquisa Rendimen‐   Foto: Antônio Cruz/ABR população  do  estado  ­  to  de  Todas  as  Fontes  2017,  1,6%  aluguel  e  arrenda‐ o prejuízo para a economia do Estado com  divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geo‐ mento, e 10,4% “outros rendimentos”. Es‐ o atraso de pagamento da Previdência, co‐ grafia  e  Estatística  (IBGE),  com  base  na  sa  categoria  inclui,  por  exemplo,  mo  ocorreu  em  2017,  é  muito  grande”,  Pesquisa  Nacional  por Amostra  de  Domi‐ seguro­desemprego,  programas  de  transfe‐ avaliou Ivanilton Passos, do IBGE/RN. cílios Contínua (Pnad Contínua). rência  de  renda  do  governo  e  rendimentos  O  rendimento  médio  mensal  dos  apo‐ A situação difere do cenário nacional e  de  poupança.  Os  valores  são  semelhantes  sentados  e  pensionistas  no  ano  passado  é  regional.  No  Brasil,  19,4%  do  rendimento  aos registrados em 2016. igual  ao  registrado  em  2016,  mas  a  situa‐ domiciliar  per  capita  é  de  aposentadorias  ção  difere  quando  a  fonte  é  o  trabalho,  ou  pensões.  No  Nordeste,  20,4%. A  maior  com  média  mensal  de  R$  1.709  naquele  Números parte, porém, é proveniente do rendimento  ano. O decréscimo, conforme dito por Iva‐ Rendimento das fontes do  trabalho  (73,8%  e  67,5%,  respectiva‐ nilton Passos, é reflexo da crise financeira  3,5  milhões  ­  população  do  RN  mente),  enquanto  que  no  Rio  Grande  do  enfrentada  no  País.  “A  crise  diminuiu  o  em 2017; Norte essa fonte representa 63,8% da mas‐ rendimento  dos  mais  ricos,  levando  a  de‐ 56% possuíam algum tipo de ren‐ sa de renda. missões  em  empresas  privadas.  Isso  dimi‐ dimento: Segundo  a  pesquisa,  500  mil  pessoas  nui a renda média”, avaliou. 1,2 milhão ­ oriundo do trabalho; no  estado  (14,3%  da  população)  depende‐ Os  dados  locais  nesse  caso  são  seme‐ 500  mil  ­  aposentadorias  ou  pen‐ ram  em  2017  da  aposentadoria  ou  pensão,  lhantes  aos  nacionais.  No  país,  14,1%  da  sões; com  renda  mensal  de  R$  1.661  ­  a  maior  população  sobrevive  dos  pagamentos  via  98  mil  ­  pensão  alimentícia,  doa‐ entre  todas  as  fontes.  Quem  trabalha  (for‐ Previdência,  enquanto  42,4%  tem  a  remu‐ ção ou mesada de não morador; mal  ou  informalmente),  por  exemplo,  re‐ neração oriunda do trabalho. A média rece‐ 56 mil ­ aluguel e arrendamento; cebeu R$ 1.563 em média – 1,2 milhão de  bida  pela  renda  de  aposentadorias  e  364 mil ­ outras fontes de renda; pessoas  (34,7%  do  total)  dependia  dessa  pensões é de R$ 1.750, semelhante à regis‐ fonte de renda, sendo a mais frequente en‐ trada no Rio Grande do Norte. Entretanto,  tre as categorias listadas. “Isso mostra que  em relação ao trabalho como fonte de ren‐

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| saúde | Falta de pessoal fecha sete serviços na rede estadual Aposentadorias e ausência de concurso nos últimos anos agravam situação  da saúde pública do estado. Ambulatórios e UTIs tiveram serviço afetado Mariana Ceci Repórter Há  quase  seis  meses  em  estado  de  ca‐ lamidade  pública,  a  saúde  estadual  ainda  não  conseguiu  se  reequilibrar.  O  tripé  for‐ mado  por  recursos  humanos,  medicamen‐ tos  e  equipamentos,  bases  para  o  funcionamento  do  sistema  de  saúde  públi‐ ca,  possui  déficits  alarmantes  em  diversos  hospitais estaduais. No total, sete serviços,  de  leitos  de  internação  à  UTIs,  já  foram  fechados  ao  longo  do  ano  por  falta  de  re‐ cursos humanos. No  Hospital  Giselda  Trigueiro,  princi‐ pal  hospital  público  que  atende  a  doenças  infecto­contagiosas  no  Estado,  o  ambula‐ tório  foi  fechado  após  o  início  da  greve  dos  servidores  da  saúde. A  falta  de  profis‐ sionais, no entanto, é anterior à greve: des‐ de  julho  de  2017,  o  Pronto  Socorro  não  consegue  atender  a  população  no  período  da  manhã  por  falta  de  médicos,  salvo  em  alguns casos mais graves previstos no pro‐ tocolo. Este ano, o Hospital Walfredo Gur‐ gel  teve  sua  UTI  cardiológica  fechada,  assim  como  leitos  de  enfermaria  clínicas.  No  Hospital  Maria  Alice  Fernandes,  os  leitos da UTI pediátrica forma os afetados.  No interior, os hospitais de Rafael Fernan‐ des  e  Mossoró  também  tiveram  serviços  suspensos. O diretor técnico do Giselda Trigueiro,  André  Prudente,  conta  que  a  situação  no  Hospital  foi  se  agravando  ao  longo  dos  anos com o aumento no número de profis‐ sionais  que  atingiam  a  idade  para  se  apo‐ sentar  ou  o  tempo  de  serviço  prestado.  Sem  reposição  ou  concursos  públicos,  o  déficit  foi  ficando  cada  vez  maior,  até  o  ponto em que os serviços de atendimento à  população  começaram  a  ser  prejudicados.  “Oito  anos  atrás,  o  hospital  dispunha  de  quatro  médicos  plantonistas  nos  turnos  da  manhã  e  da  tarde,  e  dois  durante  a  noite.  Atualmente,  temos  no  máximo  dois  por 

Hospital Giselda Trigueiro vive situação crítica há mais de seis meses com falta de  profissionais, medicamentos e equipamentos (Fotos: Magnus Nascimento)

turno. Ou seja, reduziu para menos da me‐ tade. E olha que não são todos os dias que  conseguimos  dois,  algumas  vezes  só  te‐ mos  um  médico  de  plantão”,  conta  o  mé‐ dico.  A situação é similar a de muitos outros  hospitais  da  rede,  como  o  Santa  Catarina,  na zona Norte, e o Deoclécio Marques, em  Parnamirim. Em alguns casos, as coopera‐ tivas têm conseguido dar uma sobrevida 

André Prudente, diretor do Hospital  Giselda Trigueiro

ao déficit de médicos. Para vários dos ges‐ tores, no entanto, a necessidade da realiza‐ ção de um concurso é urgente “No Giselda  não  somos  contemplados  pela  cooperativa  médica,  Estamos  sofrendo  muito  com  a  falta  de  profissionais,  principalmente  na  medicina  e  na  enfermagem.  O  valor  pago  às  cooperativas  é  muito  superior  ao  que  é  pago para os médicos efetivos, o que gera  uma  dificuldade  financeira  ainda  maior  para o Estado”, disse André Prudente. O  último  concurso  realizado  pela  Se‐ cretaria  Estadual  de  Saúde  Pública  foi  em  2010. Atualmente, a secretaria planeja rea‐ lizar um processo seletivo simplificado pa‐ ra  contratar  553  servidores  temporários,  a  fim  de  tentar  amenizar  a  situação  de  falta  de pessoal enquanto o Governo se prepara  para  realizar  o  concurso  público.  Na  tarde  de ontem, o titular da Sesap, George Antu‐ nes apresentou à Assembleia Legislativa a  proposta de orçamento no valor de R$ 105  milhões  mensais,  valor  que  garantiria  a  contratação  dos  profissionais  temporários  e  o  pagamento  das  cooperativas  médicas,  fornecedores  de  medicamentos  e  equipa‐ mentos.

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| cotidiano |

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Grávida do  oitavo  filho,  mãe  faz  primeiro  ensaio  fotográfico gestante: 'Era um sonho' Um grupo de 20 gestantes carentes de Natal ganharam uma tarde de  beleza, pintura de barriga e sessão de fotos.

Geovânia Soares posa em ensaio  fotográfico do oitavo filho (Foto: Lucas  Cortez/G1)

Por Lucas Cortez, G1 RN Ensaios fotográficos são comuns entre  as  mães  grávidas  durante  o  período  de  gestação.  Mas  para  Geovânia  Soares  isso  era  um  sonho,  que  só  pôde  ser  realizado  em  sua  oitava  gravidez,  aos  32  anos  de  idade.  "É  uma  emoção  muito  grande  colocar  o  nome  dele  na  barriga.  É  um  sonho", relata a mãe, que aguarda ansiosa 

pela chegada de Emanuel, já apelidado de  Emuel. Geovânia conta que, apesar de sempre  ter  essa  vontade,  dificuldades  financeiras  a  impediram  pagar  um  fotógrafo  para  fazer  um  ensaio  durante  as  outras  gravidez. Ela faz parte de um grupo de 20  gestantes  que,  nesta  quinta­feira  (10),  tiveram uma tarde diferente. Todas  ganharam  pintura  na  barriga  e  participaram de um ensaio fotográfico at‐ ravés do projeto Cidadão­Bebê, da Legião  da  Boa  Vontade  (LBV),  loc  bairro  Dix­ Sept Rosado, Zona Oeste de Natal. A  jovem  Maria  Eduarda  também  par‐ ticipou  da  sessão.  Aos  19  anos,  ela  aguarda o seu primeiro filho e tem nos re‐ gistros  fotográficos  um  presente  de  Dia  das  Mães.  "Eu  não  teria  condições  de  fazer isso por minha conta. A gente já tem  tanta coisa pra comprar do enxoval", diz a  mãe de primeira viagem, que mostra com  carinho  as  duas  flores  em  sua  barriga  ao 

Gestantes carentes ganharam pintura de barriga e sessão de fotos (Foto: Marcos Antônio)

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Ao lado de duas amigas, Daysia mostra  barrigão (Foto: Lucas Cortez/G1)

lado do nome "José Lucas". Além  das  flores,  borboletas,  laços,  corações  e  arco­íris  fizeram  parte  das  artes  pintadas  nas  mulheres,  que  foram  registradas  em  diversas  poses  individuais  e  em  grupo.  "Não  tirei  foto  no  meu  primeiro  menino,  agora  estou  ansiosa.  Ensaiei  bastante  em  casa  para  sair  bem  bonita  nas  fotos",  conta  Daysia  da  Silva,  de 21 anos.


VOZ POTIGUAR

Terça-Feira - Natal, 8 de maio de 2018

| cotidiano |

Música de pescador potiguar é tema de vilã da  novela Segundo Sol Canção “Por amor” faz parte do primeiro disco de Zé Maria, que vive em  Baía Formosa, no litoral Sul do RN Por Lucas Cortez, G1 RN "Ai,  ai,  ai,  o  que  você  não  faz  por  amor?”. Assim começa a música que nas‐ ceu  no  litoral  potiguar  e  virou  tema  da  novela Segundo Sol, que estreia nesta se‐ gunda­feira  (14).  A  canção  “Por  amor”,  composta e interpretada pelo pescador Zé  Maria,  é  trilha  sonora  das  armações  da  vilã  Laureta  e  do  seu  parceiro  Roberval,  vividos  na  trama  por  Adriana  Esteves  e  Fabrício Boliveira. "É uma emoção muito grande ter uma  música  tema  de  novela",  conta  Zé  Maria,  que  além  de  músico  e  pescador,  é  ator  e  guia de turismo na terra em que nasceu e  vive  até  hoje,  o  paradisíaco  município  de  Baía Formosa. Aos 32 anos, casado e pai de cinco fil‐ hos, Zé Maria começou a compor e cantar 

Pescador Zé Maria tem música na trilha  sonora de Segundo Sol (Foto: Lucas  Cortez/G1)

há cinco  anos.  Porém,  o  primeiro  disco 

Moradores de Baía Formosa se reúnem  em praça para cantar com Zé Maria (Foto:  Lucas Cortez/G1)

foi lançado recentemente, em fevereiro de  2018,  com  a  ajuda  de  um  dos  mais  im‐ portantes  representantes  da  música  popu‐ lar brasileira, Ney Matogrosso. Zé  e  Ney  se  conheceram  em  2017,  quando  atuaram  juntos  no  filme  "Sonhos  de  peixe",  gravado  em  Fortaleza.  “Foi  o  olhar  dele  que  fez  tudo  isso  acontecer",  revela  o  artista  potiguar,  que  fez  seu  primeiro  show  em  público  em  janeiro  deste  ano,  no  festival  gastronômico  da  cidade. Zé  Maria  conta  que  as  apresentações  continuam locais, mas que está preparado  para  desbravar  os  novos  caminhos  da  música  com  a  visibilidade  que  a  novela  dará  para  a  sua  arte,  que  é  inspirada  na  baía  em  que  mora.  "Sou  pescador  por  natureza  e  todas  as  minhas  inspirações  vêm do mar", revela.

Natal suspende coleta de lixo na quarta (16), Dia do Gari Segundo Urbana, serviço será retomado na quinta­feira (17). Companhia solicita que população  guarde o lixo para evitar sacos rasgados e lixo espalhado nas ruas.

Garis trabalham na limpeza de rua em Natal (arquivo) (Foto: Secom/Prefeitura de Natal/Arquivo)

Por G1 RN A Companhia de Serviços Urbanos de  Natal  (Urbana)  comunicou  que  não  haverá  coleta  de  lixo  na  cidade  durante  a  quarta­feira  (16).  Na  data  é  comemorado  o  Dia  do  Gari,  instituído  pela  Lei  Muni‐

cipal n° 5.781 de abril de 2007. Em nota, a companhia solicitou que a  população guarde seu lixo para evitar que  os  sacos  sejam  rasgados  e  os  detritos  fiquem espalhados na rua. Os serviços de  limpeza serão retomados normalmente na  quinta­feira (17).

Ainda de acordo com o município, os  agentes  de  limpeza  pública  da  capital  só  não trabalham no Dia do Gari e no dia 1°  de  janeiro,  atuando  em  todos  os  demais  dias do ano.

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Natal, 8 de maio de 2018 - Terça-Feira

VOZ POTIGUAR

| esporte |

Sem potiguar, Tite convoca seleção brasileira para  Copa do Mundo Expectativa da presença do potiguar Rodriguinho, meia do Corinthians, não  foi confirmada Por Redação do Portal no Ar 

Tite, Técnico da seleção brasileira. (Foto:  Portal no Ar)

O técnico  da  seleção  brasileira,  Tite,  revelou  nesta  segunda­feira  (14)  a  lista  dos  convocados  para  a  Copa  do  Mundo  da  Rússia. A  expectativa  da  presença  do  potiguar  Rodriguinho,  meia  do  Corinthians, não foi confirmada. O  comandante  do  time  verde  e  amarelo  não  surpreendeu  e  chamou  os  atletas mais cogitados. Em entrevista coletiva, Tite confirmou  que a lista só foi fechada poucos minutos  antes do anúncio, por volta das 13h15. O  Brasil  estreia  em  17  de  junho,  enfrentando  a  Suíça,  em  Rostov  On  Don.  Depois, pega a Costa Rica, no dia 22, em  São  Petersburgo,  e  encerra  a  participação  no Grupo E contra a Sérvia, no dia 27, em  Moscou. A  seleção  brasileira  se  apresenta  no 

dia 21,  próxima  segunda­feira,  para  um  período  inicial  de  treinos  na  Granja  Comary,  em  Teresópolis  (RJ).  Nessa  primeira  fase,  serão  realizadas  avaliações  físicas  e  os  primeiros  treinos  com  bola.  Mas  o  grupo  não  estará  completo.  Casemiro  e  Marcelo,  do  Real  Madrid,  e  Roberto  Firmino,  do  Liverpool,  só  se  apresentam  na  Europa,  pois  em  26  de  maio  participam  da  final  da  Liga  dos  Campeões da Europa, em Kiev. A delegação viaja para Londres no dia  27.  Na  Inglaterra,  fará  a  fase  final  de  preparação  até  8  de  junho,  incluindo  um  amistoso  contra  a  Croácia,  no  dia  3,  em  Liverpool.  No  dia  9,  o  grupo  viaja  para  Viena,  onde  enfrenta  a  Áustria  em  10  de  junho.  O  embarque  para  Sochi,  quartel­ general  da  seleção  na  primeira  fase  da  Copa, será depois da partida.

Convocados para Copa do Mundo: Goleiros: Alisson (Roma­ITA), Cássio (Corinthians­BRA) e Ederson (Manchester City­ING); Zagueiro: Danilo (Manchester City­ING), Pedro Geromel (Grêmio­BRA), Filipe Luís (Atlético de Madrid­ESP), Marcelo (Real Madrid­ ESP), Marquinhos (PSG­FRA), Miranda (Internazionale­ITA), Fagner (Corinthians­BRA), Thiago Silva (PSG­FRA); Meias:  Casemiro  (Real  Madrid­ESP),  Fernandinho  (Manchester  City­ING),  Fred  (Shakhtar  Donetsk­UCR),  Paulinho  (Barcelona­ESP),  Phillipe Coutinho (Barcelona­ESP), Renato Augusto (Beijing Guoan­CHN), Willian (Chelsea); Atacantes: Douglas Costa (Juventus­ITA), Firmino (Liverpool­ING), Gabriel Jesus (Manchester City­ING), Neymar (PSG­FRA), Taison  (Shakhtar Donetsk­UCR).

Universidade Federal do Rio Grande do Norte Editor-Chefe: Cezar Barros Editores: Eligézia Castro e Luiz Henrique Gomes Reportagens: Luiz Henrique Gomes e Mariana Ceci (Tribuna do Norte); Lucas Cortez (Portal G1); Rafael Duarte (Saiba Mais); Ayrton Freire (Portal no Ar)

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Jornal Voz Potiguar  

Este jornal diagramado é resultado de exercício acadêmico da disciplina de Planejamento Gráfico da Universidade Federal do Rio Grande do Nor...

Jornal Voz Potiguar  

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