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Entrevista

Congresso Infantil

Pr. José Satírio fala como a ED influenciou no seu ministério

Quais as músicas e temas mais adequados para os eventos das crianças

Apologética Cristã Fundamental Fé e Razão Módulo 2

Subsídio semanal Os Doze Profetas Menores


Billy Graham, um dos maiores evangelistas da história, escreveu este manual que fornecerá base para responder as dúvidas mais comuns de nosso tempo. São mais de 80 tópicos que fundamentarão as argumentações sobre a nossa fé, auxiliando a separar 0 que é um ponto de vista cultural e concentrar-se na verdade


D a REDAÇão P o r G ild a

Esforço e dedicação Ufa! Já estamos no último trimestre?! Lutas vieram no decorrer deste ano. mas. certamente, não foram obstácuLos para quem se propôs a ensinar a Palavra de Deus, consciente da responsabilidade e do privilégio que possuí em contribuir na formação espiritual de muitas vidas. Ensinar é uma arte, por isso exige dedicação e esforço. É preciso amar o ofício e dominar 0 conteúdo da aula para ser bem-sucedido. E. quando o tema é amor, nos lembramos de uma faixa etária poLêmica e que dá 0 que falar. Interessante é que :odos passamos também por ela. Estamos nos referindo à adolescência. Para mostrar a importância e o respeito que os adolescentes merecem, a revista Ensinador traz um artigo com exemplos bíblicos destacando o valor deles na obra de Deus. Se você se tornou um aluno assíduo da ED online, confira nossa reportagem sobre os perigos da acomodação. A matéria apresenta as vantagens de ser um aluno participante na classe, em sala de aula Na seção Conversa Franca, você será edificado com a participação do pastor Jo sé Satírio Santos. Na entrevista, ele fala sobre a influência da Escola Dominical em sua vida e ministério. O pastor conta, ainda, as e s­ tratégias usadas para aperfeiçoar o ensino cristão na Colômbia, pais onde ele serve a Deus. Se você encerra 2012 sem ter concretizado algumas metas não desista. É necessário continuar buscando aprimoramento na vocação que Altíssimo lhe concedeu É preciso continuar fazendo o melhor para Pai. Tenho certeza que todos nós ternos motivos para agradecer ao Eterno e dszer como o profeta Samuel: Até aqui nos ajudou o Senhor' (iSm 7.12). Que em 2013, a presença do Espírito Santo seja notória em sua vida!!

Gilda Júlio gilda.julio@cpad.com.br


Artigos j UD

O adolescente cristão no Século XXI: Desafios e perspectivas Os Doze Profetas Menores Advertências e consolações para a santificação da Igreja de Cristo

18 Φ

O atleta cristão Perfil do professor da ED na pós-modernidade

1% J S Í 4 . Os Doze Profetas Menores Advertências e consolações para a santificação da Igreja de Cristo

Espaço do Leitor ED em Foco Conversa Franca Exemplo de Mestre Reportagem Sala de Leitura O Professor responde Boas Ideias Professor em Ação Em evidência

Zf8

Perfil do professor de Escola Domini­ cal na pós-rnoder-

R eclam ação, crítica e/ou su gestão? Ligue:

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Subsídios para Os 12

P ro fe ta s M e n o re s

Advertências e consolações para a Santificação da Igreja de Cristo

Atendimento a todos os nossos periódicos ‫ ׳‬M ensageiro da Paz · Manual, do O breiro • GeraçãoJC · E n sin ad o r C ristão


Espaço

L eitor

Departamento de Educação Crista da CPAD Expresse sua opinião e esclareça suas dúvidas sobre as Lições Bibücas do trimestre

escoLadominical(a)cpadcom.br Ferram enta afiada Como professor de uma das classes na Escola Dominical e do Discipulado, aprendo muito com a revista Ensinador Cristão. Ela é como uma ferramenta bem afiada para aplicar melhor as aulas em classe. Reconheço minhas limitações e percebo 0 crescimento espiritual com 0 reforço das Dinâmicas. Além do quo. com o auxílio da revista Ensinador. me sinto mais se­ guro diante dos meus alunos. Josias R odrigues P ereira Recife (PE) Por C arta

KÊF■‫׳‬

1Wr*r*' Material de divulgação Somos leitores assduos da revista Ensinador Cristão, que apresenta matérias, artigos e subsüios os quais são fer­ ramentas imprescindíveis no preparo das Lições de cada trimestre. Lendo, aprendendo e ensinan­ do. nossos professores têm adquirido, a cada dia. um con­ hecimento teológico e prático, com a ajuda desse potente instrumento de divulgação. Sabemos que. nos dias hodiernos. surge a necessidade de contarmos com profes­ sores graduados, sábios e que estejam aptos a manejar bem a Palavra de Deus. Mais uma vez. parabenizamos a equipe aa revista que. com muita competência e graça, vem alcançando 0 objetivo maior que é a unidade e a comunhão entre os cristãos Que Deus os abençoe!

t ‫>׳‬. Fonte de pesquisa

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‫ען‬-‫ ־־־־־־‬C o n scie n tiza ca s o

< Sou pastor da Igreja Casa da : Bênção e pedagodo. Gostaria j de parabenizar a revista pelo j artigo sobre a Lei da Pal­ mada. publicado na edição I 51. Foi esclarecedor e de fácil : compreensão. Ache! interesI sante buscar um contexto • bblico no que se refere a | hostilidades sofridas pelas \ crianças na época de Faraó : e de Herodes. além de uma ‫ ׳‬viagem pela legislação brasile­ ira Ainda hoje. infelizmente, essas cenas se repetem em muitos lares e de várias formas. Essas atitudes insanas contra as crianças precisam ser‫ ־‬denunciadas e duramente repreendidas pela igreja. To­ Lívia P e re ira Dias davia. como bem apresentado N iterói (RJ) pelo Dr Abner. é necessário Por C arta que o povo de Deus entenda a diferença entre corrigir e Confiança espancar ou torturar. Um medicamento que ultrapassa Sou Coordenadora Geral em sua dose poderá matar o do Departamento de Es­ doente. Porém a moderação cola Dominical na Assembleia de Deus em Gaspar, no expressa em uma correção com sabedoria é uma linda Estado de Santa Cata-rina. expressão de amor. Quero parabenizar a toda a equipe da Ensinador Cristão, CLáudio Rafael G uim arães pois todo seu conteúdo é Por e-maiL digno de admiração e re­ speito. Dentre etas. ouso Criatividade fazer destaque para a sessão ‘Boas ideias'. a qual tenho Meu nome é Simone, con­ recomendado para meus grego na Igreja Evangélica liderados, que. fazendo uso Quadrangular e leio a revista das dinâmicas dela. tem Ensinador Cristão. A Ensinador resultado em maior partici­ Cristão tem sido para 0 pro­ pação e interesse dos alunos fessor de Escola Dominical pelos estudos. Gosto muito que necessita de recursos, da leitura de todos os artigos ideias criativas, artigos de publicados e. com certeza, incentivo, um canal de Deus. de urna forma geral, nosso O ensino cristão precisa e deve ser ampliado por meio Departamento tem sido edificado pelos artigos desta de matérias como tem nessa revista. revista. Deus os abençoe!

Sou católica, assistente social e trabalho no município de líaguaí (RJ). A revista está de parabéns! A linguagem con­ templa 0 jovem e 0 adulto. Os temas p scutdos são atuais e inteligentes Inclusive, foi utilizada como fonte de pesquisa escolar por uma jovem de 15 anos no ensino secular. O artigo sobre a Lei da Palmada, publicado na edição 52. ajudou-me muito. Como profissional tenho o conhecimento desse projeto de íei mas pude esclarecer dúvidas e usar c artigo para a minha vida pessoal.

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Lidia Ribeiro Carvalho Por e -m a il

Divanéa S a rm en to Por e-m ail

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S im one Maia de C arvalho Por e-m ail

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A Palavra de Deus dá-nos exemplos importantes de como os adolescentes fizeram e fazem a diferença na obra de Deus

B i palavra "adolescência" tem sua origem no latim "a d " (para) + "olescere" (crescer), portanto significa strictu sensu (crescer para). Pensar em sua etimologia remete-nos à ideia de desenvol­ vimento, de preparação para o que está p o i ^ i r ^ (PEREIRA; PINTO, 2003). A adolescência é da vida em que ocorrem muitas mudanças físicas, psicológicas e comportamentais; é um período ' de transição entre infância e vida adulta, sendo confundida, até o século XVIII, com infância. "N o latim dos colégios, empregava-se indiferente- k mente a palavra 'puer' [que significa 'criança'] e a 1 palavra adolescens [particípio passado do verbo I 'adolescere', que significa 'crescer']." (ARIES, I I 2006, p. 41). Sendo assim, na adolescência, o 11 indivíduo passa por mudanças hormonais, físicas, I ■ psicológicas e emocionais, iniciando o processo I ■ de maturidade e de autoafirmação na sociedade, 1 ■ começando a definir-se como adulto. 11 Entre os séculos XVII e XVIII, crianças e ado­ lescentes nao eram valorizados, pois não traba­ lhavam, não produziam. A sociedade reconhecia IR o ser humano como alguém importante a partir J do momento em que este começava a trabalhar,

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passando diretamente da infânda para a fase adulta. (ARIÈS, 2006). Há aproxim adam ente 150 anos começaram os estudos sobre as crianças. Atualmente, encontram os estudos sobre! as fases de desenvolvimento] infantil, sobre a infância e sobre a fase adulta. No entanto, ain­ da hoje, encontramos poucos estudos sobre a adolescência. Há, assim, uma lacuna nesse processo de transição entre infância e vida adulta. A Palavra de Deus dá-nos exemplos importantes de como os adolescentes fizeram e fazem a diferença na obra de Deus. Ve­ mos que a Bíblia esteve e está à frente dos padrões humanos, e não p oderia ser diferente, pois ela é de inspiração divina. Encontramos na Bíblia Sagrada relatos de adolescentes que tiveram sabedoria e coragem e um encontro real com Deus. Estes, de uma maneira ou de outra, têm as suas experiências grafadas nas páginas Sagradas, para que nós pudéssemos usáIas como baliza na vida espiri­ tual e na jornada de trabalho com os adolescentes. Vejamos Iguns exemplos:

Davi, "0 homem se­ gundo o coração de Deus" (ISm 17.33,37): A in da jo~ vem, era músico, com posi­ tor, guerreiro e estrategista militar. Foi mais tarde reco­ nhecido como o maior rei de Israel, governando durante 40 anos.

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(2Cr 24.1,2): Joás, rei de Judá, passou toda a sua adolescência como rei. Um de seus primeiros feitos foi o de e xtin g u ir o culto pagão a Baal (deus dos cananeus e dos fenícios), que havia se fortalecido durante a liderança de Ata lia.


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* Josias (2Cr 34.1-3): Esse grande homem passou toda a sua adolescência com rei, e o que o destacou, honrando-o, foi o fato de ele contradizer seus antecessores tiranos e idólatras, isto é, o seu pai, o rei Amom, e o seu avô , o rei Manassés. *Samuel, "o filho da promes­ sa" (1Sm 2.26): Um milênio antes de Cristo nascer, Samuel fora entregue por sua mãe Ana ao sa­ cerdote Eli e fora criado na Casa do Senhor. À medida que cres­ cia, os israelitas reconheceramno como um profeta e viram nele a autoridade espiritual de Deus (ISm 3.19-20), considerando-o com o seu porta-voz. Samuel pode ser considerado como o último dos juizes e o primeiro dos profetas. Ele ouviu a voz de Deus ainda na adolescência (1 Sm 3.2-14). Foi quem também ungiu o adolescente Davi ao reinado (1Sm 16.13). * Finalmente, não podemos esquecer-nos do adolescente Jesus, que, com 12 anos, pas­ sou a freqüentar o Templo e,

menos, 0 olhar severo, 0 gesto enfático foi desdenhado. 0 sem­ blante sisudo, o falar em tom enérgico foram desprezados peta criança?

nos momentos de dificuldade, fo i e n c o n tra d o no T e m p lo orando ao Senhor Deus (Lc. 2.49). Como to d o adolescen­ te, p o d e m o s ver que Jesus tam bém vivenciou as fases do desenvolvim ento humano. Em Lucas 2, podem os fazer essa co nstatação. A li é d ito que crescia Jesus em sa bedoria (desenvolvim ento intelectual/ cognitivo), em estatura (desen­ volvim ento físico) e em graça diante de Deus e dos homens (desenvolvim ento espiritual e social) (Lc 2.52). O que nós, professores de Escolas Dominicais de classes de adolescentes, precisamos é aprender a lidar com essa : explosão de vida. Deve-se apro| veitartoda essa energia, força e ! criatividade, canalizando-a para

a Obra de Deus, pois essa faixa etária não é a Igreja do Amanhã; ela é a Igreja de Hoje e, como tal, pode e deve produzir frutos. Há de se convir que os adolescentes cristãos encontram-se imersos no mundo das novas tecnologias, dos atrativos mundanos. Muitos, infelizmente, não possuem uma estrutura familiar que venha dar-lhes um embasamento espiritual que os ajude nessa caminha­ da, uns não possuem seus pais convertidos e outros se convertem e freqüentam às EDs, convidados por seus amigos; e ainda outros apenas vêm para as EDs porque seus pais frequentam-nas, isto é, vêm obrigados; não tiveram ainda um encontro real com Cristo. Temos adolescentes que se acostumaram a vir à Igreja desde a mais tenra idade - e muitos vão e voltam da mesma maneira. Temos as famílias desestruturadas que se convertem; temos os pais que são extremamente fiéis à religião, mas não fiéis ao que Cristo ensinou, como amar a Deus e ao próximo, etc. A fase da adolescência traz dúvidas, vontades, crises de identi­ dade, e outras indagações. Quando tratamos de adolescentes cris­ tãos, tudo se torna um pouco mais expressivo, haja vista que estes têm seus valores diferentes dos adolescentes mundanos, sendo, portanto, alvos, muitas vezes, de escárnios e de incompreensões. Nesse ponto, geralmente, duas coisas acontecem: ou o cristão posiciona-se, assumindo a sua fé, ou ele ficará entre 0 "viver Cristo1' e o "desvendar o mundo". Os adolescentes buscam respostas a to d o instante, como "Qual o significado da vida", e podem encontrar na fé em Jesus as repostas. Cada adolescente é um missionário em potencial, se ele aliar-se à sua fé e aos frutos do Espírito (Gl 5, 22-23). Assim, ele pode tornar-se um pilar que, mesmo entre ironias, sempre terá uma palavra de amor, de conforto, de ânimo. Foi na adolescência que um grande número de homens e mulhe­ res de Deus decidiu optar portornar-se missionário e obreiro, sendo um vasto campo de conversões religiosas. Essa é a melhor fase da vida para firmar os valores da fé e do relacionamento com Deus. Sabemos como o inimigo é sagaz: tenta emaranhar nossos ado­ lescentes por meio do sexo, das drogas, da falsa "liberdade", da aceitação pelos grupos e das falsas doutrinas. Muitos não têm refe­ rências e, nessa fase, necessitam de pessoas que possam servir-lhes de exemplo. Quando um adolescente diz ao outro "Vamos à igreja", e esse adolescente vai, lá encontra palavras de amor. Ele é compre­ endido, passa a ver que a Bíblia pode ser uma bússola a seguir, que, embora tudo conspire contra sua vida, Jesus Cristo o ama, e existe um caminho vitorioso a seguir e que, apesar das dificuldades, ele tem um amigo fiel e verdadeiro que jamais o deixará só: Jesus. Urge, então, a necessidade de uma Igreja forte, de uma igreja repleta do amor de Deus, que acolha esses adolescentes, e que esse amor seja tão forte, que supra todas as demais necessidades que eles possam sentir. Sendo assim, é prim o rd ia l que a Igreja prom ova eventos para fo rta le c e r a fé cristã, para sanar a necessidade de os adolescentes estarem em grupo. Por m eio dos grupos e nas atividades da Igreja, os adolescentes sentem -se mais fo rta ­ lecidos para enfrentar os em bates diários com os quais eles convivem, pois, geralm ente, estamos condicionados a dizer o


que a Igreja pro­ mova eventos para fortalecer a fé cristã, para sanar a ne­ cessidade de os adolescente: estarem em grupo

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que os adolescentes não p o ­ dem fazer, mas eles precisam ouvir de nós, seus líderes, o que eles podem fazer. O cristão adolescente deve ser incentivado a ter experiên­ cias com Deus, pois estas irão m anter firm e a sua luta nas dificuldades do dia-a-dia, pois, m uitos deles, ainda crianças, vêm à Igreja trazidos pelos pais, não possuem experiências reais e verdadeiras com Deus. Eles vêm a Igreja, acompanham a Igreja e são Igreja. Devemos, assim, incentivá-los a buscar o Senhor, a fazer propósitos de buscar a Deus em oração e jejum . Dessa forma, veremos mais adolescentes tementes ao Senhor. Há, sobretudo, aqueles que já tiveram um encontro real com o Senhor Jesus, que têm sede de fazer a Obra de Deus, querem ser batizados no Espírito Santo, e muitos o são, mas convivem diuturnam ente com as influências da mídia, que institui e prega valores cada vez mais absurdos e contrários à Palavra de Deus, dando-nos um prenuncio de que Cristo está às portas. Há que se buscar sabe­ doria e graça para que possa­ mos levá-los a ter experiências reais com o Senhor Jesus, pois, nos momentos de adversidade, são essas experiências reais que os manterão alicerçados na fé e lhes darão força e ânimo para venceram as guerras espirituais. Não podemos pensar nos ado­ lescentes de hoje, a "Geração Z", como a Igreja do Amanhã, do futuro, aquela na qual pre­ cisamos investir para que não venhamos perder as nossas ra­ ízes; precisamos, sim, perceber os nossos adolescentes como a Igreja de Hoje, que faz missão, que prega, que evangeliza e que, verdadeiramente, crê no Senhor Jesus.

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Referências bibliográficas ‫י‬

.‫׳‬.·‫; ׳‬::.ví;:«í

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se faz? - apontamentos sobre discursos, corpos

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do Corpo, ano VII, n. 17, juüout. 2003.

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Po r R e n a t a S a n t o s

C la sse s de ED para

casais na AD em Por t o V e l h o

"Juntos aprendemos mais!

“Esse tipo de trabalho é extrema­ mente importante e frutífero, pelo fato de a nossa sociedade impor um ritmo de vida muito corrido"

Assembleia de Deus em Porto Velho acaba de pletar90anos de existência etodo esse tempo consigo muitos testemunhos abençoados. Uma Escola de Ensino Fundamental, a presença evangelística por meio de uma Rádio Difusora AM, um Centro de Recuperação de Dependentes Químicos, uma Secretaria de Missões organizada (com mais de 70 missionários), bem como uma Fundação de Serviços Sociais,são só alguns dos muitos frutos desse ministério. Mas, todos esses trabalhos, que cumprem a missão da Igreja do Se­ nhor na sociedade, só são possíveis porque nesta igreja o ensino e a prática da Palavra de Deus são prioridades. Ao todo, são 293 congregações dando ênfase ao estudo das Sagradas Escrituras por meio das Escolas Dominicais. "Nós somos defensores do ensino sistemático da Palavra de Deus. A Escola Dominical é esse canal semanal de aprendizado a quem deseja conhecer mais a Bíblia e crescer espiritualmente", fala com ênfase o pastor Joel Holder, presidente da AD em Porto Velho (RO). Foi com esta visão de crescimento e edificação do Corpo de Cristo, bem como da família cristã, que o Coordenador Geral da ED, pastor David Nascimento, deu início a uma inovação abençoada: as classes de ED exclusivas para casais.

O pastor David conta que no ano em que se casou, em 1984, estava vivenciando as primeiras experiências matrimoniais e aprendendo a viver uma espiritualidade a três: ele, o Espírito Santo e a sua esposa. Então, sentiu a necessidade de compartilhá-las com os demais, criando uma classe de recém-casados. "N o início, a classe era para casais de até três anos de união. Mas, a turma cresceu muito, até porque aqueles que iam saindo dessa faixa não queriam deixar a sala. Então, criamos a segunda classe para os cônjuges de três a seis anos de casados. Pouco depois, houve a necessidade de uma terceira, para alunos de seis a nove anos", explica o coordenador. E assim se estabelecia a "Seção Edificação do Lar", que há 27 anos aben­ çoa casamentos e, consequentemente, famílias que desejam aprender, juntas, muito mais sobre a Palavra de Deus. Segundo Sônia Pires, psicóloga clínica eterapeuta familiar há mais de 30 anos, esse tip o de trabalho é extremamente im portante e frutífero, pelo fato de a nossa sociedade im por um ritmo de vida muito corrido e os casais terem pouco tem po de conversarem sobre assuntos diferentes dos rotineiros, que geralmente são relacionados apenas à resolução de problemas e questões domésticas do dia-a-dia. "Esta também é uma grande oportunidade, pela constante comunhão espiritual que surge entre ambos, que nem sempre é conseguida em casa de uma maneira sistemática, como a Escola Dominical proporciona semanalmente. E dividir desse espaço gera um desdobramento de van­ tagens: fortalece os vínculos afetivos de amizade e cumplicidade, e desenvolve a capacidade de argumentar e contra-argumentar, de discordar sem brigar, de reconhecer talentos no cônjuge; possibilita a troca de experiências com outros casais e a descoberta de soluções práticas para suas relações", completa a psicóloga. "O resultado da iniciativa em reunir os casais na mesma classe na ED é constatado no dia-a-dia da Igreja. Vemos casais mais unidos pelo diálogo, que andam juntos, compartilham ideais, lutas e vitórias em amor. Com essa interação, proporcionada pelas reuniões na ED, a mão de Deus age nas famílias e sentimos seus reflexos na obra do Senhor. Por isso, estamos satisfeitos com o resultado desse trabalho em nossa igreja e cremos que quem aderir expe­ rimentará o mesmo resultado e sp iritu a jl afirma o líder da igreja, o pastor Joel Holder, fjjF


Por Ed u a r d o A

r a ú jo

5? co

O missionário brasileiro José Satírio dos Santos iniciou as suas atividades na Colômbia, mais precisamente na cidade de Cúcuta, em 1974. Ele viajou por 42 dias com a sua família e, em uma ação ousada, lançou-se à obra de evangelização naquele país. Como 0 missionário não dispunha de nenhum apoio fi­ nanceiro, 0 seu esforço poderia resultar em um monumental fracasso, mas Quem 0 chamou providenciou os recursos. Apesar das expectativas nada auspiciosas, eLe alugou uma casa a fim de acomodar as pessoas, construiu bancos e iniciou os cultos. Hoje, 0 pastor José Satírio lidera 0 Centro Cristiano, con­ siderado um dos maiores empreendimentos missionários da América Latina, com extensões em outras cidades colombianas. São contabilizados cerca de 45 mil membros na sede e espa­ Lhados nas congregações e igrejas filiadas. 0 projeto também contempla 0 ensino através de escolas de primeiro e segundo graus, emissoras de rádio e 0 intenso trabalho do missionário, que atua como conferencista internacional.

Nesta entrevista, o pastor José Satírio fala de suas estra­ tégias para otimizar o ensino cristão na Colômbia, o perfil do crente daquele país, e sobre a influência da Escola Domini­ cal em sua chamada ministerial, dentre outros assuntos.


Sabem os que a pregação da Palavra de Deus foi um fator preponderante no esta­ belecim ento da igreja em Cúcuta. Mas, e quanto ao ensino b íb lic o ? Que p ro v id ê n c ia s foram tom adas para otim izar a Escola Dom inical lá? Nós fizemos o que deveríamos fazer, considerando nessas condi­ ções e a realidade naquela época, no caso de um missionário que está em uma posição intercultural. Vim do Brasil, que fala o português, mas agora estou em um país de idioma espanhol; eu não tenho o acompa­ nham ento da igreja brasileira no campo missionário, por fatores po­ líticos e econômicos daquela época. Dessa forma, tínhamos que criar um material pedagógico afim de aten­ der àqueles novos convertidos que foram alcançados com a pregação da Mensagem do Evangelho. Mas, para o seu crescimento, necessi­ tavam de mais subsídos, ou seja, que a Palavra fosse ministrada com mais cuidado para guiar e orientar a vida deles e também produzir o crescimento integral. Nós tivemos que fazer as nossas guias de Lições Bíblicas para o povo.

ψ Q ue tip o de e s t r a t é g ia 0 sen h or u tilizou e com o 0 senhor faz para atrair 0 povo co lo m b ia n o p a ra a E sc o la DominicaL?

A EscoLa conscientiza a pessoa de um crescimento permanente com a Palavra de Deus,

Em prim eiro lugar, fizemos o povo entender que a Escola Dom i­ nical permitia que a família, de uma maneira integral, com faixa etária diversificada, unificaria o conheci­ mento, e assim valorizamos a ED para que toda a família participasse. Lembro-me que disse ao povo que aquela era uma "santa convoca­ ção". O povo correspondia. Isso não somente aos cultos normais da igreja, como também às manhãs de dom ingo. E uma parte da reunião de dom ingo foi dedicada ao ensino da Palavra, com o m odelo da ED.

Q uais os re c u rs o s u tili­ zados para iniciar os traba­ lhos de Escola Dom inical na re g iã o ? 0 se n h o r tam b ém m inistrava au las? Também atuei como professor, porque até os cinco anos iniciais não tínhamos uma equipe de ensinadores para ajudar-me. Tive que formar mestres e depois delegar a tarefa para eles, com vistas às crianças do 1o ao 3o nível de ensino.

* ψ Existe algum a extensão de educação religiosa em outras regiões da Colôm bia? Nos prim eiros anos, descobri que em lugares co m o B ogotá, Cali, Barranquilla e M edellin, a Assembleia de Deus nacional recep­ cionava o material da Editora Vida [naquele tem po, a CPAD ainda não publicava revistas em espenhol], e fomos acessando esse meterial, e outros materiais começavam a che­ gar, o que ajudou m uito, porque ampliou nosso projeto de ensino. Fui e le ito s u p e rin te n d e n te da Convenção D istrital que formava nove estados, e esse trabalho deu um grande im pulso para o tema da Escola Dominical nas igrejas. A partir daí, desde Cúcuta, incenti­ vávamos a ministração do ensino com a equipe que crescia por to do o país, entre eles os missionários n o rte -a m e ric a n o s que estavam na região sul da Colômbia, e esse desenvolvimento contribuiu para o cuidado com o ensino, tendo como inspiração a Escola Dominical.

Qual 0 perfil do crente co­ lombiano? O crente autóctone vem de uma tradição católica, portador de uma consciência religiosa que o fazia p articip a r das atividades de sua religião. Dessa forma, quando uma pessoa se convertia, o convertido sabia que isso representava üm "passo de risco", por causa da rejei­ ção dos familiares, além das críticas da sociedade. Mas, quando isso acontecia, o colombiano que tinha certeza de sua salvação em Cristo permanecia firme, desconsiderando as dificuldades, sempre confiando no Senhor, e este detalhe ajudou muito, porque a perseverança de­ les trouxe seus familiares, depois de constatada a qualidade de vida demonstrada.

É verdade que a sua chama­ da m issionária foi influenciada pela Escola Dominical? De que maneira aconteceu isso? Nós tem os que pensar que, naquele período, eu fui abençoado porque em Maceió (AL) a nossa pro­ fessora era uma pessoa que nutria um profundo amor pelas almas e ela incutiu em seus alunos o respeito e o amor pelos que ainda não conheciam c amor de Deus. Inclusive, ela nos estimulava a orarmos a fim de alcan­ çarmos nossos colegas de classe, da vizinhança e, onde estivéssemos, levar um amigo para

0 Senhor.

Há 55 anos, eu escutei que devíam os amar os pecadores e 3lcançá-los. Durante a adolescência, tive o prazer de contemplar vários missionários em nossa igreja, lide­ rada pelo pastor Manoel Rêgo de Barros. Todos nós tínhamos uma ad­ miração por aqueles missionários, e eu tinha a concepção de que eles eram enviados de Deus para levar a Palavra a fim de abençoar as pes­ soas e famílias, e o que dissessem era vindo de Deus para todos nós. Ainda cedo, estava ocupado com os instrumentos, com músicos de um lado para o outro nos cultos ao ar


0 desejo de ser

desde meus 13 anos até os 29 anos.

útil à Obra de Deus em qualquer lugar do planeta. Este é o meu amor

Ainda conservo algumas dessas pu­

pelos perdidos.

dizer que todas foram importantes,

A Escola Dom inical que é m inistrada na Colômbia d es­ p erta 0 in tere sse do nativo a ler m ais a Bíblia Sagrad a e e s t im u la a a s s id u id a d e do cre n te co lo m b ian o aos cultos?

mas eu considero de muito valor o

livre,. Sempre tive

blicações comigo. Agora, eu quero

ensino sobre o batismo no Espírito Santo ministrado pelo pastor Eurico Bergsten. A lição escrita por ele dava o devido valor à essa experiên­ cia da glossolália e sobre o desfrutar do dom de línguas. Eu aprendi que se a minha vida está unida a Cristo

Sim, a Escola Dominical cons­

e meu corpo é tem plo do Espírito

cientiza a pessoa acerca do cresci­ mento permanente com a Palavra

Santo, a comunhão de Deus comi­

de Deus, e que esse processo deve

senão em meu interior. Eu não tinha

go não se dava no mundo externo,

ser ininterrupto. Tudo começa na Es­

necessidade de buscar tanto a voz

cola Dominical, e após há o devido

de Deus para ouvi-lo com meus ou­

preparo na Escola de Liderança, a

vidos, senão para entender a voz do

fim de entender como servir melhor

Senhor ao meu espírito, e esta era

ao Senhor e ganhar as almas e como

uma comunhão muito mais direta.

levá-las ao batismo. Durante esse

Eu aprendi muito com

processo, existe a necessidade de

Eurico Bergsten.

0 missionário

buscar o batismo no Espírito Santo e cultivar uma vida de santidade e m ultiplicação. Mas, 0 objetivo é que a pessoa não permaneça apenas

como um "consum idor"

da Palavra, mas também partilhe a mensagem aos demais, pois essa iniciativa contribui na m ultiplica ­ ção de outros crentes. O próximo passo é o ingresso da pessoa no seminário bíblico. São quatro anos a fim de concluir o bacharelado e, logo depois, a universidade, que permite uma educação plena para o ministério.

:4*

S a b e m o s que 0 se n h o r p o ssu i ain d a hoje u m a co­ leção de re v ista s de Escola Dominical. Diga-nos qual foi a revista que m ais cham ou a atenção e por que 0 senhor as colecionou? A minha mãe teve a sua con­

tribuição nesse processo. Ela me ensinou a orar em casa, a ler a Bíblia, a decorar

0 texto áureo para ser

citado durante o estudo na manhã de dom ingo; depois ainda haviam as mensagens e temas. A professora dava ênfase em certos pontos da lição que ajudavam o aluno, dessa forma eu guardava as minhas lições,

Que tipo de recu rso didá­ tico é utilizado para otim izar a E sco la Dominica(, na C o­ Lômbia. Como são utilizados pela liderança? D evido às m udanças no su­ p rim e n to desses m ateriais, nós voltamos a nos preparar. Trabalhos com uma equipe formada por pe­ dagogos, e eu quero ressaltar que o ensino para a criança, o adolescente e os jovens entre os 20 e 25 anos tem um perfil, mas logo entra em cena uma segunda disciplina para o adulto, que é conhecida como andragogia, a arte ou ciência de orientar adultos a aprender, segun­ do o educador norte-am ericano Malcolm Knowles.

> A lém da e v a n g e liz a ç ã o , qual 0 re a l objetivo do e n si­ no m in istrad o aos cren tes. S a b e m o s que e x is t e um projeto que v isa levar 0 en ­ sino se cu lar e abrange a área da com unicação, que é bem grande no trabalho realizado pelo senhor, m as 0 en sin o b íb lico p o s s u i um e sp a ç o r e s e r v a d o com o 0 e n sin o se cu lar?

Sim, nós estamos fazendo uso da carta endereçada aos Efésios 4.15, quando o apóstolo Paulo disse que o plano do Senhor Jesus Cristo é que todos nós cresçamos em tudo. Temos aqui as palavras "todos" e "tu d o ", isto é, um crescimento de maneira integral. Concluímos que o Evangelho não diminui a capacidade do novo convertido, mas aumenta-a e otimiza-a, por isso o altar deve criar nas pessoas uma necessidade de melhorar. Por exemplo: se eu tenho crentes que foram maltratados pelos vícios, e durante esse espaço eles perderam várias oportunidades, mas depois de educados, agora, eles de­ vem recobrar aquilo que perderam, então a igreja deve incentivar que ele retome e volte ao seu processo de crescimento. Eu costumo dizer que o Senhor Jesus "descongela" e reativa o processo de crescimento na pessoa, e até mesmo, ecupera o que se perdeu no tempo. Ou seja, se a pessoa parou de estudar, volta aos bancos escolares e conclui o processo de aprendizado; se a pessoa é um profissional, busca a especialização, porque ninguém vai empregar um indivíduo desatualizado; se o convertido possui uma pequena empresa, que ele esteja consciente de estar atualizado com o mercado a fim de competir justamente. Tomamos como modelo o registro d e Paulo: "Não vos conformeis", e não somente com este século, mas com a maneira como se faz e como se processa. Se é um filho de Deus, a pessoa desfruta de melhores condi­ ções e deve estar na dianteira.

Mesmo em meio às tribulações, quan­ do o crente não sabe como pedir, ele tem a ajuda do Espírito Santo


P or Es eq uias S oares

Os Profetas Menores:

História, Cânon e

religiosa dos judeus, são 48 profetas e sete profetisas no Antigo Testamento (B. Megillãhl4a)‫ ׳‬mas muitos alegam não haver confirmação bíblica desses números.

Histórico

"E bom considerarmos que Deus nunca deixou de ter testemunhas na terra" term o "Profetas Menores" pode dar a falsa impressão de que se trata de uma coleção literária de importância secundária do Antigo Testamento. Desde a Antiguidade, porém, os judeus chamam esses livros de "Os Doze", nomenclatura rabínica que parece mais apropriada. O ministério dos profetas é uma promessa de Deus a Israel anunciada ao povo por meio de Moisés. O começo de tudo isso aconteceu no Deserto do Sinai. Ξ\5:ΝΑ:)0κΛ

Basta uma única leitura da Bíblia, ainda que superficial, para observar que todos os profetas bíblicos de Israel receberam de Deus a mesma inspiração e autoridade. As classificações dadas aos profetas são externas e tardias. As Escrituras Sagradas não fazem essa distinção: todos são apresentados como mensageiros autorizados por Deus para comunicar ao povo a vontade Javé. Segundo o Talmude Babilônico, antiga literatura

O ministério dos profetas é uma promessa de Deus a Israel anunciada ao povo por meio de Moisés. Não seria exagero afirmar que o começo de tudo isso aconteceu no Deserto do Sinai quando Deus ordenou a Moisés que constituísse uma congregação de 70 anciãos para ajudá-lo na liderança do povo (Nm 11.16-25). Quando Javé condena as práticas divinatórias dos cananeus (Dt 18.9-14), deixa claro, em seguida, que os israelitas não precisarão desses recursos pecaminosos e ocultistas porque, mesmo depois da morte de Moisés, será levantado um pro­ feta semelhante a ele para que a comunicação divina com os israelitas prossiga e a vontade de Deus per­ maneça conhecida a todos (Dt 18.15-19). Esse oráculo é uma profecia messiânica que se cumpriu em Jesus (At 3.22,23), mas fala também sobre o ministério pro­ fético que, com o passar do tempo, foi organizado e estruturado por Samuel (1Sm 3.20; 19.20). É bom considerarmos que Deus nunca deixou de ter testemunhas na terra. Os profetas existem desde a fundação do mundo (Lc 1.70b; 11.50a). Algumas personagens bíblicas do período prémosaico, com o Enoque, Noé e os patriarcas Abraão, Isaque e Jacó, são consideradas profetas (Gn 20.7; SI 105.8-15; Hb 11.7; Jd 14). Na época de Moisés, tanto ele mesmo como Arão, seu irmão, são chamados de profeta, e Miriã, sua irmã, de profetisa (Êx 7.1 ;15.20; Dt 18.18). No período dos juizes, Débora é assim reconhecida (Jz4.4). A primeira corporação profética em Israel aparece nos dias de Samuel (1Sm 10.5-13). Ele foi um importante líder nacional que exerceu as fun­ ções de sacerdote e profeta, reconhecido como homem honrado a respeito do qual o texto bíblico afirma (1Sm 9.6b); (1Sm 3.19b). A escola de profetas fundada por Samuel du­ rou muito tempo. Eliseu parece ter sido um dos seus instrutores (2Rs 6.1-7). Outro forte indício da existência de uma corporação de profetas é encontrado em Amós, que declarou não fazer parte da agremiação profética da sua geração (Am 7.14). Essa estrutura sobreviveu aos dias do profeta Malaquias.


Os profetas do AT são identificados na Bíblia como homens com o ofício de apresentar Deus ao povo. Os três termos hebraicos básicos do ofício profético aparecem em 1 Crônicas 29.29b:"... nas crônicas de Samuel, o vidente, e nas crônicas do profeta Natà, e nas crônicas de Gade, o vidente". Samuel o chamado de rõeh, "vidente"; Natà, de rubi "p ro fe ta ‫'■'׳‬, e Gade de 0õzeh,que também significa "vidente". Há outras expressões para identificar os pro­ fetas As vezes, eles são chamados de 'ish 'èlõhim, "homem de Deus", como Moisés, Samuel, Elias e Eliseu (Dt 33.1; 1 Sm 9.6; 2 Rs 4.9). O termo é apli­ cado 29 vezes a Eliseu, 7 vezes a Moisés e 6 vezes a Samuel, sem contar o seu emprego em relação aos profetas anônimos (1 Sm 2.27; 1 Rs 20.28; 2 Cr 25.7, 9). Outras vezes aparece como 'abedei YHWH, "servo de YAHWEH" (1 Rs 14.18; 2 Rs 9.7; 17.3; Jr 7,25). A outra expressão freqüente é malach YHWH, "mensageiro de YAHWEH", que se aplica também a anjos. A palavra malach, "mensageiro, embaixador, enviado, representante, anjo", é usa­ da para os humanos e para os anjos, como seres espirituais (2 Cr 36.15, 16; Ag 1.13; Ml 3.1).

O Canon Judaico divide-se em três partes: Lei, Profetas e Escritos (ou Hagiógrafos). Essa divisão aparece no livro apócrifo de Eclesiástico, datado pelos críticos em 132 a.C.,e também em Filo, pen­ sador judeu de Alexandria (30 a.C. - 50 d.C.),em Josefo e no NT (Lc 24.44), mantida até a atualidade. Os livros proféticos são classificados em Maiores e Menores nos cânones cristãos, entretanto, no Canon Judaico, subdividem-se em anteriores e posteriores. Na coleção dos Profetas Anteriores, estão Josué, Juizes, os dois livros de Samuel e os dois de Reis, e nos Posteriores aparecem Isaías, Jeremias, Ezequiel e os Doze. A terceira parte consiste nos livros poéticos, os Salmos, Provérbios e Jó; em seguida, vemos Megillôth ("rolos", em hebraico "),com postos pelos livros de Rute, Cantares, Eclesiastes, Lamentações e Ester, lidos nasfestas judaicas; finalmente, os livros históricos Daniel, Esdras-Neemias e os dois livros de Crônicas. • Há duas classificações nos profetas do AT: "pro­ fetas não-escritores" e "profetas escritores", ou "não-literários e literários". Essa forma de classificar

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Na época de Moisés, tanto eLe mesmo como Arão, seu irmão, são chamados de profeta, e Miriã, sua irmã, de profetisa.


deixa de fora outros profetas, como Moisés, que é o autor humano do Pentateuco. O que dizer do fato de os livros de Josué, Juizes, os dois de Samuel e os dois de Reis serem considerados proféticos no Canon Judaico? O primeiro período começa no jardim do Éden e vai até o século 9 a.C., com o livro do profeta Joel, datado de 835 a.C., com as seguintes etapas históricas: pré-mosaica, mosaica, período de Samuel, reino unido, reino dividido, exílio e pós-exílio, Os doze livros dos Profetas Menores são consi­ derados um só livro por se tratarem de textos curtos que cabiam perfeitamente em um único rolo, como é explicado na Mishná, segunda parte do Talmude: "Como seu livro é muito pequeno, ele poderia ser perdido". A posição deles no Canon é discutível. Se­ gundo Hobart Freeman, em Na Introduction to the Old Testament Prophets, foi baseado na cronologia dos impérios: assírio, de Oseias a Naum; babilônico: Habacuque e Sofonias; persa: os três últimos, de Ageu a Malaquias.O termo "Menores" foi aplicado pela Igreja Latina na época de Agostinho de Hipona e de Jerônimo à coleção conhecida na Antiguidade pela como "os Doze",devido à sua brevidade em ralação aos que hoje são conhecidos como Profetas "Maio­ res". Agostinho declara; "Isaías não é do número dos doze profetas chamados menores, porque suas profecias são breves, comparadas com a dos chama­ dos maiores, que compuseram extensos volumes" (A Cidade de Deus 18.29). A Mishná afirma: "Os nossos rabinos ensinaram: A ordem dos profetas é Josué, Juizes, Samuel, Reis, Jeremias, Ezequiel, Isaías e os Doze" (Baba Bathra 14b). Estranho que Isaías apareça aí depois de Ezequiel.

Esequias Soares é Líder da AD JundiaíSP. Graduado em Letras Orientais Hebraico, Universidade de São Paulo, e Mestre em Ciências da Religião, pela Universidade Presbiteriana Ma­ ckenzie, São Paulo, é professor de Hebrai­ co, Grego e Apologia Cristã, bem como co­ mentarista de Lições BíbLicas da Escola Mensagem Dominical, autor de Todos os profetas trataram do mesmo assunto: diversos livros e pre­ denunciaram a maldade dos maus, chamaram os sidente da Comissão pecadores ao arrependimento, anunciaram castigos de Apologética Cristã e destruições, bênçãos e restaurações, e apontaram da CGADB. para a vinda do Messias. O desafio dos profetas como porta-vozes de Deus e intérpretes da Lei era conscientizar o povo do compromisso assumido no

Joel é o profeta pentecostal: anuncia a desci­ da do Espírito Santo e a salvação no nome de Jesus.

Sinai, para que cada um pusesse em prática a justiça social. Esses mensageiros de Javé viveram num período de desmando e apostasia generalizada e re­ ceberam a incumbência de comunicar a vontade de Deus ao povo chamando-o ao arrependimento. Oseias e Amós profetizaram na mesma época, ambos no Reino do Norte, contra os pecados do povo e das autoridades da nação. O discurso desses profetas era contrário ao roubo e aos crimes políti­ cos, denunciava a conduta sangrenta dos frequentadores do templo e desmascarava os culpados, condenando a injustiça. Amós denuncia o abuso contra os pobres e as fraudes nos pesos e medidas, a sonegação de impostos, a carga tributária pesada sobre os pobres e necessitados, o luxo extravagante dos opressores. Expõe também a condenação con­ tra o inocente e arbitrariedade sobre os escravos. Miqueias condena a usurpação dos campos e 0 per­ júrio. Sofonias prega contra o comércio fraudulento, censura o imperialismo econômico e desmascara os falsos profetas da corte e do santuário. Zacarias cen­ sura o latifundiário perverso que usurpa as fazendas dos pequenos proprietários e leva os camponeses à miséria. Malaquias combate os patrões que pagam salários fraudulentos aos seus empregados. O discurso dos profetas não se restringe a censuras, denúncias e ameaças, mas também se estende a oportunidades de livramento e perdão. Eles anunciaram dias melhores, promessas de res­ tauração e um futuro promissor para Israel e para a Igreja. Oseias fala sobre a infância do Messias, a promessa de os gentios se tornarem parte da Igreja, a quase cumpriu no NT, e anuncia a restauração de Israel nos últimos dias. Amós anuncia a salvação aos gentios e a restauração de Israel. Obadias profeti­ za sobre o castigo dos edomitas e fala também a respeito da restauração de Israel. O ministério de Jonas tipifica a missão de Jesus. Miqueias vaticina o local do nascimento do Messias, e uma de suas profecias é mencionada pelo Senhor Jesus. Habacuque profetiza a vinda do Messias e a justificação do pecado pela fé. Os profetas do pós-exílio vaticinam sobre a era messiânica, incluindo a primeira vinda de Cristo, e falam sobre o futuro glorioso de Israel no fim dos tempos. Esses profetas impactaram o mundo com sua mensagem. Seu discurso atravessou os séculos e ainda hoje instrui as nações. Eles são reconhecidos até os dias atuais por judeus e cristãos. O próprio nosso Senhor Jesus Cristo e seus apóstolos admitem a autoridade deles (Mt 5.17, 18; 2 Pe 1.19-21 ).Esse conjunto de profecias contribuiu para a formação moral e ética dos períodos que se seguiram e exer­ ceu grande influência entre todos os povos da terra. O cristianismo difundiu portodo o mundo a mensa­ gem desses mensageiros especiais do Senhor. 0 ,


anos. Em 1881, aos 39 anos, quando já era um pregador reconhecido além das fronteiras da Escócia, foi convidado para assumir o pastorado da Igreja de Crown Court, em Londres, substituindo o Dr. John Cumming, que havia falecido, porém Matheson resolveu declinar. Em 1886, porém, aos 44 anos, ele aceitou o convite para pastorear outra vez, tornando-se o pastor de uma das maiores igrejas da Escócia no século 19 - a Igreja de São Bernardo, em Edimburgo, que contava à época com 2 mil membros. Ele a liderou por 13 anos, tendo saído em 1899 por problemas de saúde. Em seu relato sobre a vida de Matheson, A l­ bert Edward Bailey registra um depoim ento do pastor Charles Henry Parkhurst (1842-1933), de Nova York, sobre sua experiência ao ver Matheson pregar na Escócia. Conta Parkhurst: "A união entre a imaginação e a razão em sua pregação e a profundeza da sua teologia fazem o seu minis­ tério ter grande e viva influência, especialmente ente os jovens. Ele entra no púlpito, que não é

P o r S il a s D a n ie l

Um dos maiores pregadores e ensinadores evangélicos da Escócia do século 19 foi, sem dúvida, o pastor e dou tor George Matheson. Nascido em Glasgow, Escócia, em 27 de março de 1842, desde cedo ele manifestou um problema em sua visão, que inicialmente era parcial, mas foi se agravando na adolescência. Foi logo após ingressar na Universidade de Glasgow que sua visão se deteriorou rapidamente até Matheson ficar tota lm e n te cego aos 18 anos de idade. Apesar de seu problema, ele foi um excelente aluno, tendo concluído com altas honras seus estudos na Universidade e no Seminário da Igreja da Escócia. Ordenado ao santo ministério pela Igreja Livre da Escócia (presbiteriana), ele logo se desiacou. O historiador e hinólogo Kenneth Osbeck conta que Matheson "veio a ser conhecido como um dos maiores pregadores e pastores da Escócia, grandem ente estimado em Edimburgo, onde sua eloqüente pregação atraía com frequência grandes m ultidões". Primeiro, ele foi pastor-assistente na Igreja de Sandyford, depois assumiu o pastorado da Igreja de Clyeside, em Innellan, no condado de Arvallshire, onde pastoreou por

maior do que um barril de trigo, tendo o rosto e o porte do General Grant [general popular da Guerra Civil Americana e que chegou a ser presidente dos Estados Unidos], mas é mais alto. Com seus olhos abertos naturalmente, ninguém adivinharia que é cego. Quando se levanta, [...] vacila um pouco antes de ganhar 0 seu equilíbrio. Anunciando um Salmo, menciona seus versícu­ los sem errar uma palavra. Durante o culto, ao pedir diversos hinos e leituras, e mencionando capítulos e versículos, ele não erra. Então, ora. E que oração! Parece-me profano falar sobre ela! Ele sente também o coração do seu povo. Nos quarenta minutos em que ele prega, somos instruídos, restaurados e inspirados". Matheson é o autor do hino "O Love That Will Not Let Me Go", cuja versão em português ficou conhecida como "Am or que Vence", hino 27 da Harpa Cristã, o hinário assembleiano. Mais sobre a vida do pastor Matheson e sobre a tocante histó­ ria por trás da composição desse belo hino você pode encontrar no livro "A História dos Hinos que Amamos" (CPAD), de minha autoria, que registra a bela história portrás dê 117 clássicos da hinódia evangélica mundial, g r

Sua cegueira não 0 impediu de se tornar um dos maiores pregadores e ensinadores de sua geração ( [ ÜNSINADOR'^ 1-7 ‫׳‬ ' CRISTÃO / -1- l i


P o r MáRCio K l a u b e r M

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Cristão

0 fato de 0 BrasiL

está diretamente envolvido em dois grandes eventos es­ portivos (A Copa do Mundo e as Olimpí­ adas) pode ser usado para atrair a atenção do jovem para 0 tema dessa lição. í .‫ ן‬p

As modalidades esportivas têm atraído a atenção dos homens desde os prim órdios. Elas representam uma forma de cada desportista dem onstrar habilidades e afirmar força e inteligência, superando seus oponentes e conquistando um posto de destaque entre os competidores e a sociedade. Os esportes possuem uma atração especial sobre os adolescentes. Â adolescência um período de grandes transformações que farão da criança um adulto. É uma fase muito importante

da vida para a formação do caráter e nela ocorrem grandes mudanças físicas, mentais, sociais, emocionais e espirituais. A velocidade do crescimento e a rapidez das mudanças bruscas ocorridas em todas as áreas da vida do adolescente provocam muita instabilidade. Ora quer ser tratado como adulto e procura agir como tal, ora quer ter privilégios de criança, e ainda se comporta como se estivesse na infância. Há grande necessidade de autoafirmação e de identificação com um padrão. O


CRISTテグ


0 apóstolo Paulo viveu no mundo romano, que era fortemente marcado pelas competições esportivas, com destaque para as cor­ ridas e as lutas


Esta obra é para todos aqueles que acreditam no poder transform ador da educação e creem que nosso M estre Jesu s se dedicou de tal form a a ensinar, que doou a sua vida, para que pudéssem os ter a vida eterna. Cóâ.: 193305 / 1 3 6 p á g in a s/ 14,5x 22,5cm

ED U C A Ç A O

CRISTÃ f ve Ê m e Á

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[Em p ri mei ro lugar]

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Leia a Palavra

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Deus


P or L o r e n a F rag a

Igrejas se utilizam de estratégias simples e criativas e conseguem superar 0 problema Inês Neusa da Conceição, 46 anos, mora no interior da cidade de Picos, no Piauí. Para chegar à igreja mais próxima, precisa fazer uma longa caminhada em estra­ da de chão por quase uma hora. Ela trabalha como zeladora e feirante para ajudar no sustento dos três filhos. Mesmo assim, é assí­ dua nos cultos e tem satisfação em congregar. Semi-analfabeta e tão distante da sua congrega­ ção, passou a acompanhar as Lições com mais facilidade após conhecer a ED pelo rádio. Ela é ouvinte da Rádio Esperança AM, que pertence à AD em Picos. "Não perco nenhuma ED pelo rádio. Aprendo muitas coisas da Bíblia", garante. O diácono José Rolindo Cos­ ta, 56, também tem dificuldade em participar das aulas. Cami­ nhoneiro m uito antes da sua conversão, que aconteceu há sete anos, poucas vezes tem

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\ CRISTÃO CRISTÃO

a o p o rtu n id a d e de estar na Assembleia de Deus em Santa Mônica, em Vila Velha (ES), onde congrega. Por isso, procurou ter mais acesso às aulas através da ED pela televisão. H istórias com o as desses irmãos se repetem pelo país. Seja pelo horário inflexível de tra ba lh o ou a d ificu ld a d e de acesso à igreja, a verdade é que muitos alunos não conseguem participar pessoalmente de uma classe da ED. Por isso, algumas igrejas adotaram a estratégia de transmitir as Lições Bíblicas a partir da mídia.

Funciona? Para a psicóloga Sônia Pires, "ED à distância só é boa opção q ua n do a tin g e pessoas que não têm a oportunidade de frequentar, de maneira presencial, as aulas devido a enfermidades,

mudanças de endereço, cuidar de familiares doentes e muitas OLtras possíveis situações. Então, resta a opção do estudo bíblico à distância. Nessas ocasiões, a mídia é um aliado e trará bons re­ sultados. Mesmo não alcançando todos os objetivos propostos e desfrutados numa aula presencial, leva o aluno a ocupar a mente estudando a Palavra de Deus. Tenho observado que as pessoas que sempre freqüentaram a ED, ao resolverem as dificuldades, voltam à pratica anterior, mesmo aproveitando o ensino à distân­ cia", conta a psicóloga. A pedagoga e teóloga da AD em Porto Velho (RO), Lurdes Nascimento ressalta que a "ED à distância pode trazer preju­ ízo quando não contempla as necessidades pormenorizadas dos alunos que vivem realida­ des diferentes em nosso país de extensão continental. O utro motivo é a dificuldade de minis­ trar e até de produzir um ensino a p ro p ria d o para cada faixa etária segundo as necessidades psicológicas, físicas, sociais e espirituais dos alunos, com a dinâmica que cada uma delas requer, pode até ser destrutiva


se a fonte da instrução dominical não for genuinamente bíblica, mesmo tendo o nome de evangélica".

Escola sem fronteiras A Rádio Esperança AM 850 Khz - aquela por meio da qual a irmã Inês ouve a ED - começou esse trabalho há dois anos. No início, as Lições eram ministradas após as aulas na igreja. Hoje, já é possível acompanhar ao vivo a transmissão da classe dos adultos pelo rádio e ainda pela internet (www.igrejaadpicos.com.br). Segundo a su­ perintendente da ED da AD em Picos, Eliete Carvalho, a iniciativa tem sido um sucesso. "Graças a Deus, num curto período vimos um resultado que tem nos incentivado a continuar. Os ouvintes parti­ cipam, enviam perguntas e como o estúdio da rádio está situado no prédio do tem plo central, o professor as recebe e responde na mesma hora", explica. "Os membros que não têm como se deslocar, seja pela carência ou porque moram muito longe, ficaram muito satisfeitos em ter a ED em casa. Ligam o rádio na hora que começa a Lição e acompa­ nham toda a aula pela revista. Já recebemos notícias de pessoas que aceitaram a Jesus após uma aula", comemora Eliete. De acordo com o diretor da Rádio Esperança, Luizete Pereira de Souza, que idealizou a transmissão da ED ao vivo, "o tem or inicial era que diminuísse o número de alunos presentes, por isso o programa funcionava em caráter experimental. Mas, por incrível que pareça, tem acontecido o contrário. Temos informações de que o número de alunos presentes só aumenta", conta o diretor.

Criatividade Para garantir frequência às ministrações das Lições, a coordenadora Eliete, que também é técnica em Magistério, convocou os professores e mostrou que seria responsabilidade deles atrair 0 aluno que tem condições de ir à igreja. Foi então que criaram algumas estratégias que tem funcionado. "Oferecemos algo atrativo no intervalo, por exemplo. Realizamos uma atividade iterativa, uma dinâmica, e falamos para os ouvintes; 'você que está em casa, que pena que não poderá partici­ par. Mas vamos pedir para colocar uma música enquanto fazemos a atividade'. Isso causa muita curiosidade", conta Eliete. Segundo a superintendente, não vai à ED quem mora muito longe ou está doente. Por isso, a igreja entende que precisa levar o ensino a esses irmãos. "Sabemos da importância do estudo bíblico para o crente, por isso fazemos de tudo para facilitar o acesso dos membros à EB", finaliza. O diácono José Rolindo é um dos que valoriza essa acessibi­ lidade ao Ensino. "Não é o ideal, mas é melhor estudar a Bíblia dessa forma do que não estudá-la". Apesar de não ter conseguido completar o ensino fundamental por conta da profissão, José Rolindo é um amante do aprendizado. "Sempre disse aos meus filhos: a melhor herança que posso deixar é a educação - essa ninguém poderá roubar de vocês".

O valor da interação Também professora da ED, Sônia Pires ressalta que aulas à dis­ tância devem servir para reforçar o aprendizado, mas não substitui as presenciais. "Pessoas que podem freqüentar a ED e fazem opção


pela virtual estarão perdendo um crescim ento mais pleno, tanto na área espiritual quanto na comunicação com os demais alunos da classe e professores. C om partilhar as reflexões em grupo, num mesmo tema, é mui­ to rico e proveitoso para todos, pois fortalece relacionamentos de amizade, exercita ainda a comunhão, a cumplicidade e as experiências da vida cristã". O ca m inhoneiro José Rolindo sente isso na pele e re­ conhece o valor da comunhão. "A diferença está na interação. Na ED presencial, a dúvida do colega responde a minha, eu interajo com o outro irmão. Ali, a essência é diferente, algo que o virtual não consegue transmitir", defende José Rolindo. A psicóloga explica que "o convívio pessoal entre os irmãos numa Classe de ED é importante porque atende a necessidade básica do ser hum ano de se comunicar de maneira mais ge­ nuína; a participação sistemática desenvolve talentos para comu­ nicação e liderança; os diferentes momentos de uma aula presencial propiciam a troca de experiências entre os membros do grupo, o que é muito edificante, possibilita a oração intercessora, a adoração e a aplicação prática da Lição estudada". A pedagoga Lurdes Nasci­ m ento tam bém defende que

o ensino da ED não deve ser exclusivo pelos meios virtuais. "Reunir-se em congregação é im portante em todos os seus aspectos, além de ser recomen­ dação bíblica (Hebreus 10.25)". Ela e xplica ainda que "o ensino de qualidade no formato presencial é aquele que o pro­ fessor articula, provoca e orienta, enquanto se relaciona com o aluno com respeito, humildade e paciência, sem descuidar da responsabilidade e compromis­ so com os princípios da Palavra. É por meio da interação que o professor oferece oportunidade ao aluno para reconsiderar uma questão teológica e compreen­ dê-la, além de estimulá-lo a criar estratégias para pensar sobre a aprendizagem". O aluno José Rolindo tenta viver a recomendação das profis­ sionais. "Mesmo quando estou em casa, assisto a ED pela TV para reforçar meu aprendizado. Mas não deixo de participar da ED na igreja porque sei que não substi­ tui. Ver pela televisão me ajuda a memorizar o assunto, é um refor­ ço, mas não é suficiente".

Exemplo de mestre Lurdes Nascimento lembra que Jesus viveu neste mundo em sociedade. "Ele iniciou sua prática com um grupo de 12 dis­ cípulos que vieram a demonstrar

o aprendizado efetivo manifesto nos evangelhos. O a p ó sto lo Paulo ta m b é m disse que o mestre é presente de Deus à igreja a fim de aperfeiçoar os santos para a obra do ministério e edificação do Corpo de Cristo (Ef 4.11,12). A ED tem o espaço ideal para a construção desses relacionamentos pessoais a fim de preparar o aluno para convi­ ver bem em sociedade".

Universidades x Igreja Segundo Sônia Pires, até mes­ mo nos cursos universitários a distância existe a perda no re­ lacionam ento presencial, mas na igreja o prejuízo é maior. "O ensino bíblico não abrange só o lado intelectual, objetivo, técnico e específico do conhecimento hu­ mano, importante para qualquer área de atuação profissional, mas trata principalmente de aspectos espirituais, valores cristãos e todo o conhecimento da Sagrada Escri­ tura, capaz de alcançar a pessoa em todas as suas áreas de atuação na vida terrena e vida eterna". Lurdes também reforça: "O professor é o m odelo vivo, o exemplo a ser imitado. A ED à distância, portanto, pode com­ prometer a qualidade de apren­ dizado bíblico do aluno inclusive pela ausência do elemento afeti­ vo expresso p esso a lm e n te ".,^


“E não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação do vosso entendimento (Romanos 12.2)

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Você tem pensamentos que não sabe de o tíc ie ^ % a m ? Bevive vários dias os A p s ‫׳‬ que cometeu? Costuma dizer: “Sou burro mesmo!’,’ quando falha?

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Apesar de antiquíssimos, eles tratam de questões relevantes para os nossos dias e servem de edificação espiritual a todo o povo de Deus.

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Exigên!

A propósito, um professor de qualquer classe da ED tem necessidade de possuir a sua própria experiência com Deus. Além do conteúdo a ser trabalhado, é de vital importância que o mestre manifeste uma vida genuinamente transformada pelo p od e r das Sagradas Escrituras. Vejamos alguns aspectos dessa experiência que devem estar evidentes na vida do professor da Escola Dominical:

indispensável

a)Experiência pessoal: Todo professor deve ter a sua experiência individual com o Altíssimo. E essa experiência inclui a certeza da salvação, a vida de oração, o conhecimento da Bíblia, a santificação, a certeza de que ele é tem plo do

Todo professor deve ter a sua experiência individu­ al com 0 Altíssimo. E essa experiência inclui a certeza da salvação"

Espírito Santo e o serviço na Seara do Mestre. Um professor com este perfil, certamente, desperta­ rá interesse em seus alunos. Eles entenderão a importância de também terem as suas próprias experiências com o Senhor. O apóstolo Paulo recomenda, com inteligência, o jovem Tim óteo a que ele seja exemplo dos fiéis: "N inguém des­ preze a tua mocidade; mas sê 0 exemplo dos fieis, na palavra, no trato, na caridade, no espírito, na fé, na pureza" (1 Tm 4.12). Da mesma maneira, o professor precisa evidenciar uma vida exemplar para os seus alunos.

O magistério cristão é uma atividade ímpar. Trata-se de uma interação professor/aluno que extrapola os limites, da m etodologia empregada na abordagem do conteúdo bíblico. Tenho dito ao longo dos anos de experiência docente que, na sala de aula, o professor da Escola Dominical tem um grande privilégio: promover uma troca de ,experiências espirituais com seus alunos.

b)Convicção: nossos alunos percebem fa­ cilmente se manifestamos certeza daquilo que ensinamos. Não é raro um professor d irig ir a sua aula sem plena convicção do conteúdo que trabalha. O ensino bíblico eficaz conduz o aluno no processo de transformação, gerando nele^o caráter cristão.

CRISTÃO ....

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Com a ajuda do Espíri­ to Santo, 0 ensinador cristão se empenhará na atividade de ganhar almas para 0 Reino de Deus Não podemos esquecer que, para levar al­ guém a mudar de vida, precisamos demonstrar claramente que vivemos uma vida transformada pelas Escrituras. E o aluno facilm ente observa isso. João, em seu evangelho (Jo 14.23), diz que aquele que ama ao Senhor guarda a Sua Palavra. Guardar a palavra é uma expressão que tem

d) Visão missionária: a vinda do Espírito Santo foi a forma como Deus habilitou a igreja para fazer

muitas implicações.

comissiona e dirige os crentes para a primordial tarefa da igreja: fazer missões. Uma vez que a ED é a maior agência evangelizadora da igreja, cabe ao professor a consciência do seu importante papel neste cenário. Com a ajuda do Espírito Santo, o ensinador cristão se empenhará na atividade de

A Bíblia interfere no caráter humano, m ol­ dando-o segundo os princípios cristãos. Desta maneira, o professor deve evidenciar um caráter típico de quem possui intimidade com os Escri­ tos Sagrados e está devidamente transformado. Tomando o texto de Gl 2.20 (a partir do exemplo do apóstolo Paulo), o educador deve manifestar um viver em que os padrões de Cristo se sobres­ saiam. Em suma: o professor deve estar convicto de que a Palavra de Deus é verdadeira, imutável e inerrante.

Claudinei Zweibrucker é licenciado em Letras Especialista em Língua Portu­ guesa e Literatura Brasileira Bacharelando em Teologia Superinten­ dente de Educa­ ção C ristã na A D

Santa Maria-RS

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ganhar almas para o Reino de Deus. Sua sala de aula será transformada num ambiente voltado para a obra missionária. Todos os seus alunos devem ser incentivados a aceitar Cristo como Salvador e Senhor.

e) Visão do discipulado: a Escola Dominical c) Experiência pentecostal: é o p o rtu n o é, por excelência, um ambiente propício para se lem brar que os discípulos, após a efusão do fazer discípulo. A propósito, a ordem de fazer Espírito Santo, no dia de Pentecostes, tiveram discípulos consta da grande comissão de Jesus, uma experiência religiosa sem precedentes. O cujo registro coube a Mateus, em seu evangelho batismo no Espírito Santo mudou os destinos (M t 28.19,20). Portanto, o professor tem em suas dos cerca de 120 irmãos que perseveraram em mãos a melhor das oportunidades de exercer o oração no cenáculo. O livro de Atos 2.4 dá conta discipulado, que, em outras palavras, é levar 0 de que "todos foram cheios do Espírito Santo". aluno a se tornar imitador de Cristo. Que nobre Isso quer dizer que cada um teve a sua experiên­ missão! cia pessoal e inegável. Os discípulos penetraram Já se falou exaustivamente que o professor numa dimensão espiritual importante, até então de ED é aquele que tem o privilégio de trabalhar desconhecida. Na verdade, o Espírito Santo havia com valores eternos. Na verdade, seu trabalho é se manifestado de forma específica e temporária conduzir os alunos na formação do caráter cristão. sobre as pessoas no período veterotestamentário. Para isso, ele se utiliza d o conteúdo da Palavra de Mas, agora, o Espírito do Senhor veio para habitar Deus, que é a Verdade que liberta e inculca no na vida dos cristãos. E indispensável que todo espírito humano a certeza da filiação divina. professor de Escola Dominical tenha a sua expe­ Quão surpreendente será o galardão daqueles riência individual com o Espírito Santo. Assim, da que receberam a vocação para o ensino! mesma maneira que os irmãos primitivos, ele po­ "O s sábios, pois, resplandecerão com o o derá ensinar com ousadia e fervor. Um professor resplendor do firm amento; e os que a muitos que conserva a chama ardente do Pentecostes ensinam a justiça refulgirão como as estrelas, facilmente influencia os seus alunos, levando-os sempre e eternamente" (Dn: 12.3) βζ a desejar e a buscar a sua própria experiência.

M-N S IN A D O R

missões. O term o grego utilizado é parakletos, que significa aquele que vem para auxiliar outra pessoa. Parakletos sugere 0 papel missionário do Espírito Santo. Ele é o fiel administrador da atividade redentora do Pai Celestial. Ele é quem

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Erbos ESCATOLOGICOS

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COMENTÁRIO DEVOCIONAL DA BÍBLIA

Λ revista Lições Bíblicas do , quarto trimestre fala sobre os 12 profetas menores, tema tambem desta obra, de autoria dos pastores Alexandre Coelho e Silas Daniel; e que, com certeza, deverá incrementar ainda mais 0 estudo daqueles que desejam se aprofundar no estudo desses livros veterotestamentários para a exposição das lições ou para a sua própria edificação espiritual. A obra faz uma apresentação pa­ norâmica de cada livro, ressalta as mensagens de cada um deles e se debruça sobre as advertências e consolações divinas contidas nesses importantes livros do An­ tigo Testamento, que objetivam a santificação do povo de Deus. “Vocês viram as provisões do Senhor para saciar a fome e a sede de seus filhos? Ainda hoje Ele está pronto a nos atender na hora da necessi­ dade. A maior providência de Deus para este mundo foi a de mandar o alimento espiritual (Jesus), que veio como p8£> e água da vida, para qu6 todo aquele que venha a provar desse alimento tenha a vida eterna. Vocês já provaram? Se ainda não, podem fazê-lo agora. É só levantar a mão e convidar o Senhor Jesus para morar- no seu coração”. Trecho do livro Escola Bíblica de Férias (CPAD), página 55.

Depois do sucesso das obras "Guia do Leitor da Bíblia" e "Comentario Histórico-Cultural do Novo Testamento", a CPAD lança mais uma grande obra de autoria do Dr. Lawrence O. Richards: 0 "Co­ mentário Devocional da Bíblia". Este livro de 1.024 páginas tem por objetivo unir e sintetizar duas propostas de leitura da Bíblia: a que visa à busca do conhecimento e a que objetiva a vivência da espiritu­ alidade cristã. A obra traz esboços do conteúdo de cada livro da Bíblia, guia para leitura, panorama geral de cada capítulo, compreensão do texto, devocionais e aplicação pessoal, e ainda é enriquecido por citações importantes. E uma excelente obra para os amantes da leitura do Livro de Deus. 11Admita que você não consegue explicar todas as razões por que Deus permite que soframos nesta vida. Mas você sabe que Ele permitiu que 0 seu único Filho, Jesus, sofresse. Leia Isaias 53.1-9 e João 3.16. Embora fosse Deus, Cristo sofreu mais do que qualquer ser humano jamais sofrerá, e por isso Ele entende como nos sentimos quando sofremos. Deus nunca prometeu que estaríamos livres do sofrimento durante este curto período de tempo que chamamos de vida aqui na terra. No entanto, Ele promete que estaremos livres do sofri­ mento por toda a eternidade se confiar­ mos em Cristo como Salvador. ”. Trecho do livro Billy Graham Re­ sponde (CPAD), página 16.

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ERROS ESCATOLOGICOS QUE OS PREGADORES DEVEM EVITAR

É uma obra que tem como propósitos estimular os leitores a estarem cada vez mais prepara­ dos e esperançosos para 0 Arrebatamento da Igreja e esclarecer dúvidas que surgem de exageros espalhados em nossos dias por especulações inúteis e teorias da conspiração. É um livro que orienta pregadores, mas também 0 povo evangélico deforma geral, quanto ã Escatologia Bíblica. ; Alguns dos temas abordados são: A Segunda Vinda de Jesus é uma utopia? A Igreja passará pela Grande Tribulação? O que é a Nova Ordem Mundial? A maçonaría domina 0 mundo? Quem. são os illuminatis e bilderbergs? “O ensino precisa ser centrado no aluno, e não no professor ou 11 o conteúdo. Todas as nossas ações didáticas devem ser elaboradas pensando 110 aluno, visando à sua aprendizagem. Na escola tradicional, o professor era 0 centro do processo de ensinoaprendizagem. Ele era visto como o único detentor do saber. Ele falava e os alunos apenas ouviam aten­ tamente. A aprendizagem se dava de forma mecânica, por meio da repetição e da cópia. ”. Trecho do livro Educação Cristã - Reflexões e Prática (CPAD), página 119

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Ele co ntou histórias, u tilizo u ilustrações em suas preleções, fez algum as pergu n ta s que deixou alguns religiosos sem respostas e outras vezes se calou, utilizou o silêncio com o form a de reflexão e aprendizagem . Sabemos das d ificuldades econôm icas que m uitos professores e igrejas enfrentam , o que acaba in via b iliza n d o a com pra de m aterial d id ático . Porém, quando falam os em recursos, isso não sig n ifica n ecessariam ente o b je to s caros e sofisticados com o o uso de ipad, com ­ putadores de última geração, quadro virtual ou data show. Podemos utilizar figuras e revistas usadas, jornais velhos, elem entos da natureza ou uma pergunta que desperte a curiosidade dos alunos para o tem a que estamos discu­ tin d o , uma encenação ou um debate. O que acontece é que alguns professores, errôneam ente, acabam deixando para preparar a aula de d om ing o no sábado à noite, quando não se tem mais te m p o hábil para pensar e preparar recursos criativos e eficientes. Estes acabam utilizando sempre o mesmo m é tod o e nunca fazem uso dos recursos didáticos, caindo no

"Quando falamos em recursos, isso não significa necessariamente objetos caros e sofisticados como 0 uso de ipad" Que os recursos didáticos facilitam a apren­ dizagem já não é mais nenhuma novidade. To­ davia, os recursos são sempre um m eio e nunca um fim . Eles facilitam , auxiliam o processo de ensino aprendizagem , mas não garantem o sucesso de uma aula. Uma boa aula depende m uito do tra ba lh o de pesquisa do docente, do d om ínio do conteúdo, da organização das deias, relação professor-aluno, etc. Porém, não podem os deixar de ressaltar que é quase impossível ensinar d ete rm ina d os conteúdos na Escola Dom inical sem o auxílio deles, como por exem plo, ensinar a respeito das viagens de Paulo sem utilizar mapas. Os recursos são tão significativos para a aprendizagem que Deus Telma Bueno é jor­ se utilizou deles para ensinar o hom em . Um nalista e pedagoga, exem plo é o tabernáculo e as ações simbólicas e trabalha no Setor adotadas pelos profetas no A ntig o Testamento de Educação Cristã (Ez 4. 17‫)־‬. Jesus tam bém fez uso dos recursos. da CPAD Como o m aior Pedagogo de tod o s os tem pos, i o /-6

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que cham am os de "m esm ice p e d a g ó g ic a ". A questão não é som ente econôm ica. Falta d in h e iro , mas fa lta ta m b é m c o m p ro m is s o p o r parte de alguns docentes. Ensinar requer com prom isso (Rm 12.7) e isso não tem dinheiro que pague. Não estamos sozinhos em nossa ação d o ­ cente; podem os contar sempre com a ajuda do Todo-P oderoso. As vezes, querem os ser autossuficientes, e nos esquecemos de que Ele nós dá sabedoria e criatividade para vencer os obstáculos. Basta orar com fé. Ao final da dinâmica, os professores avaliam o quadro, fazem as devidas correções se necessá­ rias e todos leem juntos os livros da Bíblia. Desta maneira, eles aprendem uma visão panorâmica da Bíblia, interagem entre si, desenvolvem senso de trabalho em equipe, se divertindo em uma aula bem dinâmica. É bem simples, todos nós podemos fazer!


B o as I0ÉIAS

profetas menores

Utilize as dinâmicas para fixar os ensinamentos em classe

Profetas M enores assim são cham ados p or terem um volume de texto menor do que Isaías, Jeremias, Ezequiel e Daniel, e não por terem men­ sagens menos importantes. Os profetas receberam a mensagem divina e a transmitiam ao povo. Essa mensagem era para geração futura, preparando-a para a vinda do Senhor Jesus. Objetivo: C onhecer os p ro fetas m enores e sua m ensagem .

Material: Tabela impressa no p ap el o fício e ca­ netas hid ro g rá ficas. Procedimento: Prezado professor, rep ro du za a ta be la ao lado em folhas de papel o ficio . Os nomes dos pro fetas e a sua m ensagem não devem constar. A pós a aula, os alunos deverão pesquisar na revista e pre en che r o qua dro. E necessário que cada aluno tenha o seu q uadro. D urante o trim e stre , eles devem escrever na te rce ira coluna o que aprenderam com a m ensagem dos profetas.

Tudo aquilo que você plantar certam ente colherá. Como diz o provérbio popular, "quem semeia vento colhe tem pestade". O que você tem plantado? Qual tem sido a sua semente? A semente planta­ da pelo servo de Deus deverá ser uma semente de excelente qua­ lidade. Procure plantar bondade, honestidade e sinceridade.

Objetivo: C om preender que tudo que plantarmos certamente colheremos. Material: Folhas de papel ofí­ cio e caneta hidrográfica Procedimento: Professor, an­ tecipadam ente escreva na folha de papel a se gu in te p ergu nta: Que tarefa você gostaria que seu amigo realizasse? Depois, solicite

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que a turm a form e um círculo e que permaneçam sentados. Peça que respondam à pergunta que esta na folha de papel e que não permitam que o amigo a leia. Após todos terem respondido, peça que leiam o que escreveram. Comente que aquilo que plantarm os com

certeza c o lh e re m o s. E x p liq u e que quem irá realizar a tarefa é a própria pessoa que escreveu. Converse com os alunos acerca da necessidade de desejarmos o bem ao outros e de tratar o outro da maneira que gostaríamos que fôssemos tratados.


JONAS

AGEU

A MISERICÓRDIA DIVINA

O COMPROMISSO DO POVO DA ALIANÇA

O Senhor enviou Jonas à cidade de Nínive para anunciar a destruição daquele povo. Os ninivitas arrependeram-se de seus pecados e alcançaram o perdão divino. Deus é misericordioso e longânimo. Todo aquele que se arrepende de seus pecados alcança a misericórdia divina.

Objetivo: Compreender que Deus é misericor­ dioso.

Material: Permanganate, água e água oxigenada Procedimento: Professor, explique que Deus é misericordioso e que a Sua graça está disponível para todos. O Senhor perdoou os ninivitas porque houve arrependimento. Ele observou a contrição do povo quando confrontados com a Sua Palavra. Eles se arrependeram e buscaram o perdão, por isso Deus os perdoou. Essa misericórdia divina ainda está ao nosso alcance. Nesse m omento, dissolva o permanganate na água. Peça aos alunos que observem a coloração da água. Explique que 0 perdão divino apaga os nossos pecados e nos dá nova vida (derrame a água oxigenada - conforme o tem po passa, note que a água clareia). "Quem, oh Deus, é semelhante a ti, que perdoas a iniqüidade e te esqueces da transgressão do restante da tua herança? O Senhor não retém a sua ira para sem­ pre, porque tem prazer na misericórdia. Tornará a ter compaixão de nós; pisará aos pés as nossas iniquidades e lançará todos os nossos pecados nas profundezas do mar" (Mq 7.18,19).

! M uitas vezes n egligenciam os a obra do Senhor ou a fazemos desleixadamente. Qual tem sido a nossa prioridade? Ajuntar tesouros na terra, onde o ladrão rouba e a ferrugem os :consome? As Sagradas Escrituras nos ensinam a buscar primeiro o Reino de Deus, e tudo o :que precisamos nos será acrescentado. Servir o :Senhor deve ser prioridade em nossa viva. Judá :estava sofrendo por que não priorizou a constru­ ção do Templo, o local de adoração a Deus.

Objetivo: Reconhecer que Deus precisa ser nossa prioridade. Material: Cartolina ou papel 40kg e caneta hidrográfica Procedimento: Professor, reproduza o quadro abaixo na cartolina ou papel 40kg. Explique aos alunos que todos os homens e mulheres de Deus que deixam de priorizar o Senhor em suas vidas sofrem duras conseqüências. Solicite aos alunos que preencham o quadro. Comente que quando permitimos que Deus seja a prioridade em nossa vida, as bênçãos dEle nos alcançam.

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F A M IU A

O casamento é de origem divina, nele não há prazo de validade. O casal deve respeitar-se e amar um ao outro. As Sagradas Escrituras afirmam que marido e mulher se tornam uma só carne após o enlace. Satanás e seus comandados tentam a todo instante destruir as famílias. Devemos buscar ao Senhor e pedir em favor das famílias.

Objetivo: Reconhecer que Deus criou a família

Material: Gravura de uma família, folha de papel ofício e fita adesiva. Procedimento: Professor, na folha de papel, escreva a frase "D iga não ao divórcio" e cole atrás da gravura da família. Depois, recorte em vários pedaços, form ando um quebra-cabeça. Converse com os alunos que a tualm ente é necessário fazer uma campanha contra o divórcio. Infelizmente, vários casais não che­ gam a com pletar um ano de casado. Satanás tem semeado em nosso meio que o divórcio é natural, que se aconteceu é porque Deus não uniu. As pessoas acreditam nessa farsa e


COM MINHAS MÃOS, EU POSSO SERVIR A DEUS

Servos do $ent>or'

Quando priorizava a 0«us

TSGaodo'ie «squeceudo Senhor'

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Justificativa: Fomos salvos e chamados pelo

GideJo

Servos do Senhor

Servir a Deus é um grande privilégio. É uma honra que todo servo de Deus deveria experimen­ tar. Prossiga em servi-IO com alegria, tendo a cer­ teza de que Ele está contemplando o seu trabalho e em tem po oportuno vai recompensá-lo.

Quando priorizav; a Deus

Quando se esqúecia do Senhor

distorcem a verdade bíblica. Peça aos alunos que monte o quebra cabeça, explique que nele está a frase da campanha. Quando eles terminarem de montar, una as peças com fita adesiva. Com ente que se essa campanha fizer parte da nossa vida, da comunidade e congregação, salvaremos as famílias. Nesse momento, vire o quebra cabeça. Aproveite para orar com a classe em prol das famílias e dos jovens que desejam o matrimônio. Deus criou a família para viver bem e unida.

Senhor não só para adorá-Lo, mas também para servi-Lo com alegria. Objetivo: Conscientizar seus alunos de que servir a Deus é um grande privilégio. Material: Folhas de papel ofício, lápis e folhas de papel pardo. Atividade:Que tal confeccionar um painel com o tema do trimestre? Além de decorar a sala de aula, essa atividade vai permitir que você apresen­ te o tema do trimestre de modo criativo. Sente-se com as crianças no chão da sala e mostre a nova revista. Em seguida, faça as seguintes perguntas: "Quem gostaria de servir a Deus?" , "O que você gostaria de fazer para servi-Lo?". Ouça os alunos com atenção e explique que servir a Deus é um grande privilégio. Podemos servir ao Senhor aju­ dando 0 próximo, orando pelas pessoas, falando de Jesus, doando alimentos, roupas etc. Peça que as crianças citem maneiras de servir ao Senhor. Em seguida, distribua as folhas de papel ofício e o lápis. Peça que as crianças façam o contorno das mãos na folha de papel ofício. Em seguida, elas devem recortar a silhueta das mãos e escre­ ver no centro o que elas gostariam de fazer para servir ao Senhor. Depois, com a ajuda delas, fixe as "mãos" na folha de papel pardo. O título do painel será: "Servindo ao Senhor com alegria". Enquanto as crianças realizam a atividade, cite exemplos de homens e mulheres que serviram a Deus com alegria. Fixe o painel em local que seja apropriado e conclua a atividade enfatizado que servimos a um Deus que é fiel e tem cuidado de nós, por isso somos alegres.


JUNIORES HERÓIS OU VILÃO Os juniores estão em uma fase em que gostam muito de aventuras. Esta é uma característica es­ pecial que deve ser explorada pelos professores. Durante três meses, vamos estudar o livro de Atos, e este é um livro repleto de heróis e vilões, fugas espetaculares, naufrágio e viagens repletas de aventuras perigosas.

Justificativa: E importante que os juniores saibam a respeito do verdadeiro propósito e missão de Deus para a igreja revelado em Atos. Objetivo: Que os juniores tenham uma visão pano­ râmica dos principais personagens do livro de Atos. Material: Dez garrafas pet, areia lavada, cola, caneta hidrocor, fita adesiva, uma bola pequena. Encha as garrafas pet com areia. Em cinco garrafas, cole um rótulo e escreva a palavra "vilã"; nas cinco garrafas restantes, escreva "herói". Atividade: Sente-se com os alunos em círculo no chão da classe. Apresente a revista. Observe a capa e as ilustrações. Pergunte o que eles acharam. Em seguida, explique que neste trimestre eles vão estu­ dar o livro de Atos. Depois, faça a seguinte pergunta: "Quem escreveu este livro?" . Diga que o escritor foi Lucas e o propósito era explicar como a Igreja surgiu e o como ela cresceu. Fale que no livro de Atos en­ contramos muitas aventuras, muitos vilões e heróis. Em seguida, pergunte: "Vocês querem conhecer os nomes de alguns heróis e vilões?" Divida a turma err dois grupos: meninos e meni­ nas. Espalhe as garrafas em um canto da sala. Peça que os alunos façam duas filas (meninos e meninas). Cada grupo terá uma chance de jogar a bola em direção às garrafas (como se fosse um boliche). Eles deverão manter certa distância. Caso acertem a garrafa com o rótulo "vilão", o grupo deverá dizer o nome de um vilão que se encontra no livro de Atos e algo a respeito deste vilão. Cada resposta vale um ponto. Caso acertem a garrafa com o rótulo herói, deverão falar c nome de um herói. Conclua a brincadeira explicando que fomos chamados pelo Senhor para sermos heróis e não vilões. Diga que o herói de verdade é aquele que ganha almas para Jesus e ama a Sua igreja.

PRÉ-ADOLESCENTES IGREJA, LUGAR ONDE A FAMÍLIA DE DEUS SE REÚNE PARA ADORAR Professor, você ama a Casa de Deus? Se sim, então não terá dificuldades de ensinar a respeito do tema do trimestre. Tenha cuidado para que suas aulas não sejam apenas infor­ mativas, mas que seus alunos possam refletir questionar e compreender que a igreja não nasceu da vontade do homem, mas de Deus. Que eles tenham uma visão correta a respeito da Casa de Deus, tendo a consciência de que a igreja não é uma organização, uma empresa, um clube social ou lugar de entretenimento, mas é um lugar onde várias gerações se unem para louvar e exaltar o Todo-Poderoso. Justifi­ cativa: é importante mostrar aos pré-adolescentes que a Igreja foi estabelecida pelo Senhor.

Objetivo: Compreender que a Igreja foi estabelecida e edificada por Jesus Cristo para que os salvos adorem a Deus. Material: Uma caixa de papelão e tiras de papel com as seguintes palavras: Edifício de Deus, Lavoura de Deus, Corpo de Cristo, Um Farol, Família de Deus, Lugar de adoração. Atividade: Sente-se com os seus alunos em círculo. Explique que infelizmente muitas pesso-

Á ADOLESCENTES L CARTAS ESPECIAIS Neste trimestre, os adolescentes terão a oportunidade ímpar de estudar a respeito das epístolas paulinas. Muitas das cartas de Paulo fo­ ram redigidas da prisão. Por intermédio dos seus escritos, igrejas e pastores foram doutrinados e encorajados a permanecerem fiéis ao Senhor. A primeira epístola a ser estudada é Romanos, e o enfoque central da lição é a graça de Deus.

Justificativa: Os adolescentes precisam saber que as epístolas têm ensinos preciosos para todos os salvos em Jesus. Objetivo: Compreender que somos salvos não por obras meritórias, mas pela graça de Jesus, Material: Alguns bombons. Atividade: O enfoque da primeira lição é a respeito da graça e da salvação. Para auxiliar na compreensão desse tema tão relevante, suge­ rimos a seguinte atividade: escreva no quadro de giz as seguintes perguntas: "Qual o tema central da epístola aos Romanos?" , "Em que ano foi escrita?", "Qual o propósito?" e "O que é misericórdia?". Escolha alguns alunos para


JUVENIS

as têm uma visão errada da Igreja e dos crentes. A igreja é um lugar onde as pessoas que creem em Jesus se reúnem para adorá-Lo. Em seguida, peça que a turma forme dois grupos (meninos x meninas). Peça que cada grupo retire um papel da caixa. Só os componentes do grupo podem saber o que está escrito. Devem manter segredo total. Depois que todos os grupos retirarem os papeis, explique que o grupo todo terá que representaro que está no papel através de gestos, mímica ou desenhos (nesse caso, distribua lápis e papel). O grupo rival terá que descobrir o que eles estão tentando dizer ou desenharam. Con­ clua a atividade enfatizando que a igreja não existe para oferecer entretenimento ou ajudar os carentes. A igreja existe para adorar a Deus. Então, peça que cada aluno fale uma frase de adoração ao Senhor.

que respondam. Mesmo que os alunos errem as resposta, diga: "M uito bem! Recebam um prêmio". Dê um bombom para os alunos que participaram. Na seqüência, enfatize que, na verdade, eles não mereciam o bombom, pois não acertaram as respostas, porém você decidiu presenteá-los. Explique que assim é a graça de Deus. Graça significa "favor imerecido". Diga que ninguém é salvo porque é bom. A salvação é um presente gratuito de Deus. Não recebemos a salvação porque tivemos um bom desempenho. Nós não merecemos, mas Deus nos ama. Em seguida, leia e discuta com os alu­ nos os seguintes textos: Efésios 2.8,9; Tito 3.5; Romanos 3.20. Conclua mostrando que Deus é em sua essência misericordioso. Ainda que não temos como fazer nada para receber Seu perdão, amor ou bondade, Ele nos ama. Isso é misericórdia, graça, ou seja, favor imerecido.

Neste trimestre, o tema da revista de Juvenis é "O que a Bíblia fala sobre o futuro da Igreja". Você aguarda ansioso pela Vinda de Jesus? Muitos já não esperam e outros não acreditam mais na Segunda Vinda de Cristo, porém sabemos que o Arrebatamento da Igreja se dará abruptamente, a qualquer instante. Precisamos estar vigilantes e preparados para nos encontrarmos com o Senhor. Que a nossa oração seja: "Maranata, ora vem, Senhor Jesus!" E importante que o professor saiba o que os alunos já conhecem a respeito do tema que será ensinado. O professor precisa sempre partir do conhecido (o que a aluno já sabe) para o desco­ nhecido (o conteúdo que será ensinado). A ativi­ dade proposta vai ajudá-lo a ter uma ideia do que os alunos sabem a respeito dos acontecimentos escatológicos. Como se dará a Segunda Vinda de Jesus? Justificativa: Os jovens precisam compreender que a Segunda Vinda de Cristo é uma realidade. Em breve Jesus voltará. O bjetivo: Saber 0 que os jovens já conhecem a respeito dos principais acontecimentos escatológicos relatados na Bíblia Sagrada. Material: cópias da tabela abaixo e caneta. Atividade: Para abertura do trimestre, sente-se com seus alunos em círculo e faça um comentário geral a respeito do tema do trimestre. Depois, peça que os alunos formem grupos. Distribua as folhas e as canetas. Peça que os componentes dos grupos coloquem os nomes nas folhas. Estabeleça um tem po de no máximo 5 minutos para que os alunos coloquem em ordem progressiva os aconte­ cimentos. Recolha as folhas e corrija os exercícios. O grupo que tiver mais acertos será o vencedor. Recolha e guarde as folhas. No final do trimestre, volte a aplicar a atividade e compare os resultados. Conclua explicando que todos esses assuntos se­ rão estudados no decorrer do trimestre.

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Atividades que nos ajudam afixar os temas propostos

A atualidade dos profetas menores Neste semestre começamos o estudo dos pro­ fetas menores. Essa designação "profetas menores" não representa uma forma de atribuir menor valor a esse grupo de profetas em relação ao grupo anterior, Isaías, Jeremias, Ezequiel e Daniel, também conhe­ cidos como profetas maiores. Essa designação é referente à classificação feita pela igreja latina, que de forma didática, separou esses livros pela extensão de seu conteúdo, e da mesma forma que os profe­ tas maiores, os profetas menores foram igualmente inspirados por Deus, e têm tanta autoridade quanto os demais. Uma advertência precisa ser trazida aos que vão estudar os profetas menores. A profecia é preditiva, ou seja, apresenta informações sobre o que há de acontecer no futuro. Mas dizer o que ainda vai acontecer, para que tenhamos a certeza de que Deus realmente falou por meio dos profetas, é apenas uma das funções da profecia. Os profetas, inspirados por Deus, olharam para o futuro, mas também para os seus próprios dias. Eles denunciaram os pecados do povo quando esse se desviava dos caminhos do Se­ nhor. Amós, por exemplo, clamou contra as pessoas ricas de sua época, que de forma injusta, tomavam terras dos mais pobres, deixando-os não apenas sem abrigo, mas também sem condições de ter trabalho

cotidiano. Obadias condenou a participação dos edomitas em um ataque contra Judá, pois tinham ascendência comum, e como irmãos, jamais poderiam viver com animosidade. Miquéias clamou para que o ritualismo não fosse superior à obediência, e para que seu povo não pensasse que poderia manter os rituais e serem desobedientes a Deus. Jonas foi mandado a pregar aos ninivitas, e aquela geração se arrepen­ deu. Na geração seguinte, tornaram a fazer as coisas erradas que Deus abominava, e Deus usa Naum para decretar o juízo àquela nação. Esses são exemplos necessários para que não olhem os os profetas apenas com o aqueles que profetizaram sobre o futuro, mas que olharam para a sociedade em seus dias e proclamaram a Palavra do Senhor, a fim de que seus contemporâneos se arrependessem e se voltassem de coração ao Deus de Abraão, Isaque e Jacó. Os profetas nos mostram que o povo de Israel (e nós também) precisava se arrepender de seus pecados, ara finalmente, serem aceitos por Deus. Portanto, estudar os profetas menores é um dever dos cristãos que desejam ter suas vidas alinhadas com a vontade de Deus no que tange à vida pessoal e às práticas diárias.


O prim eiro dos profetas menores é Oséias. Ele foi profeta às 10 tribos do Norte, à nação de Israel já dividida. Notem os que por ocasião de seu ministério, Israel experim entou o exílio pelos assírios. Antes de Oséias falecer, Samaria, a capital da nação do Norte, caiu, cum prindo o que Oséias havia predito. Profetas como Amós, Isaías e Miqueias foram contemporâneos de Oséias, sendo que o prim eiro profetizou para o Reino do Norte, ao passo que os dois últim os profe­ tizaram no reino do Sul. O nome Oséias significa Salvação. Esse nome di­ fere de Josué e de Jesus, pois eles significam "Jeová é Salvação". Ele também é tid o como "o mais gentil dos profetas do Antigo Testamento" (Guia do Leitor da Bíblia, CPAD, pág 523). Ao longo de seu livro, Oséias é apresentado como um homem casado com uma mulher infiel. De forma sintética e didática, podemos dividir o livro de Oséias em duas grandes partes. Nos capítulos 1 a 3, Oséias se casa com Gomer e tem três filhos com ela. Mas Gomer abandona o marido e vai buscar o amor de outros homens. Oséias recebe de vol­ ta sua esposa adúltera, comprando-a de volta em um mercado de escravos! Já nos capítulos 4 a 14, vemos a tristeza de Deus para com Israel, e a advertência de Oséias para com a nação: eles seriam levados para a Assíria cativos. Apesar de tudo, da mesma forma que Oséias recebe de volta sua esposa infiel, demonstrando amor e misericórdia, Deus receberá devolta a Israel, um povo desta vez amadurecido pela adversidade e pelo reconhecimento de que só o Senhor é Deus. E certo que Gomer pagou um alto preço por ser infiel a Oséias. De uma mulher honrada passou a ser adúltera, e depois, escrava, te n d o sido resgatada por aquele a quem ela desprezou. Da mesma forma que Gomer, Israel abandonou ao Senhor, que lhe deu um nome e o transformou de um bando de escravos dos egípcios em uma nação forte e reconhecida no cenário internacional. Apesar de tu d o o que Deus fez por eles, os israelitas não valorizaram sua posição e se deixaram levar pela adoração a outros deuses, sendo, portanto, punidos pelos seus pecados. Oséias apresenta uma profecia que se cumpriu na pessoa de Jesus C risto :" Do Egito chamei a meu filho" (Os 11.1), uma referência ao retorno de José e Maria com o menino Jesus para Israel, após a morte daqueles que queriam matar o Senhor quando Ele era ainda uma criança indefesa e totalmente dependente de seus pais. Esses dois eventos ocorreram séculos depois.

Joel, o segundo dos chamados profetas menores, exerceu seu ministério em Judá, no Reino do Sul. Seu nome significa "Jeová é Deus". Em que pese o fato de ele ter profetizado sobre o derramamento do Espírito de Deus no futuro, com manifestações específicas, a tô ­ nica de sua profecia vai mais além. No capítulo 1, "Joel profetiza ao povo logo após enormes enxames de gafa­ nhotos terem destruído a terra. Esses insetos comeram todas as plantas e ervas próprias para a alimentação. Ao mesmo tem po, havia falta de chuva, ocasionando também falta de água. Contudo, ainda que essa des­ truição tenha sido muito terrível, Joel escreve dizendo que isso não é nada em comparação com o que Deus está prestes a fazer por causa da desobediência do povo. Joel pede que as pessoas se voltem para Deus e lhe obedeçam antes que seja tarde demais." (Quero Entender a Bíblia, CPAD, pg. Ί87). Acerca de desastres naturais, Lawrence O. Richards comenta: "Os desastres naturais geralmente são identificados como sendo 'atos de Deus'. Na atualidade, sabemos que isso significa tão somente que não há ser humano capaz de manter controle sobre um evento em particular. Na época do Antigo Testamento, entretanto, muitos 'desastres na­ turais' eram literalmente considerados atos de Deus, uma demonstração de sua soberania sobre os atos naturais para deles se extrair uma lição espiritual" (Guia do Leitor da Bíblia, CPAD, pg 531). Séculos mais tarde, Deus enviou seu Espírito Santo aos santos que estavam em oração em um cenáculo, aguardando o cumprim ento do que Jesus havia pro­ metido: um revestimento de poder com o objetivo de anunciarem o evangelho de Jesus Cristo. Naquele dia, aqueles que estavam no cenáculo foram cheios com o Espírito Santo, de forma que falaram em outras línguas, e anunciaram a Jesus de forma ousada e sem temor dos homens. Pedro utilizou a passagem de Joel para explicar o derramamento do Espírito Santo, mostrando que esse evento traria sinais como a capacidade de profetizar e ter visões. Joel também apresenta pontos em sua profecia, como o chamado "Vale da Decisão", local em que Deus há de apresentar suas decisões contra a humanidade rebelde (e não um lugar onde as pessoas decidirão o que vão fazer); fala também que aquele que invocar o nome do Senhor há de ser salvo, uma observação inicial para os judeus, mas que entendemos ter sido estendida aos gentios que clamarem a Deus e que serão salvos.

ENSINADOR CRISTÃO / O //


Amós viveu dias de grande prosperidade no Reino do Norte, na época, governado por Jeroboão II. Esse rei obteve muitas vitórias contra seus vizinhos hostis, e com isso, obteve o controle das rotas comerciais que levavam a Samaria, a capital de Israel. "A terra era fértil, as chuvas caíam regularm ente e os silos estavam abarrotados de grãos. Nesses anos doura­ dos, foram erguidos majestosos prédios públicos, os ricos construíam espaçosas residências próximas aos centros litúrgicos populares... Todavia, por trás da superfície brilhante da sociedade, escondiam-se tragédias terríveis" (Guia do leitor da Bíblia, CPAD, pg. 536). Os fazendeiros eram desalojados de suas terras, que passaram a integrar o p atrim ô nio dos ricos. Os mercadores oprim iam os pobres usando pesos e medidas diferentes na compra de cereais, e muitas pessoas tinham de vender seus próprios filhos para que se tornassem escravos. Era um cenário que atrairia a ira divina. Amós inicia seu ministério profético nesse cenário, trazendo palavras duras contra a injustiça social em seus dias, Para aqueles que pensam que os profetas eram apenas preditivos, é preciso atentar para o fato de que eles tam bém denunciaram o pecado do povo quando os mais ricos tornaram-se injustos para com os pobres. Deus não está distante das práticas sociais de seus filhos, e não se agrada quando seu próprio povo deixa de aplicar a m isericórdia para agirem como mercenários. Deus se im porta com a justiça social sim, pois de nada adianta uma pessoa dizer que serve a Deus e praticar coisas indevidas para um servo de Deus, como mal tratam ento de seus irmãos ou o descaso para com as necessidades deles. Não há dualidade na vida cristã, ou seja, um crente não pode ser uma pessoa na igreja e outra fora da igreja. Ele deve ser a mesma pessoa em todas as ocasiões. Ao lermos Amós, precisamos decidir se manteremos uma postura de arrogância e distanciamento daqueles que precisam de nossa ajuda. Nas mansões luxuosas, "as mulheres reclinavam-se em divãs incrustados de marfim, degustando carnes e bebendo taças de vinhos exóticos... A elas competia andar na moda. O preço que pagavam por um par de sandálias era um verda­ deiro desrespeito à dignidade humana, pois podia salvar um carente forçado a se vender à escravidão para liquidar débitos de agiotagem de algum credor abastado." Foi em dias como esses que Deus usou Amós para advertir os mais abastados de suas práticas inconvenientes.

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γ.

Obadias é um livro pequeno, mas que apresenta uma grande verdade: Deus retribui as ações arrogantes do homem no devido tem po. Não im porta quanto tem po se passe desde que ajamos de forma perversa com as pessoas que nos cercam: nossos atos não ficam impunes diante de Deus. Para que possamos entender o livro de Obadias, precisamos entender o contexto em que o profeta está inserido. Séculos antes de Obadias, Jacó e Esaú, os dois filhos de Isaque, tiveram descendentes que, sécu­ los mais tarde, formaram as nações de Judá e Edom. Ambos, apesar de terem parentesco, os povos foram dados à beligerância entre si, de forma que os edomitas, quando tiveram uma oportunidade, auxiliaram os babilônios em um grande e bem-sucedido ataque contra Israel, que destruiu Jerusalém. Não podemos deixar de crer que Deus, por meio desses acontecimentos, estava julgando seu próprio povo, pois Judá havia sido advertido por Deus acerca de seus pecados. Mas que Ele também iria julgar aque­ les que estavam atacando seu povo. Não m uito depois desse evento, Deus julgou os edomitas e destruiu sua nação. Nos tem pos de Cristo, os descendentes dos edomitas foram os da casa de Herodes, chamados de idumeus. Eles mostraram seu desprezo pelos judeus quando os governaram, autorizados pelos romanos, e também tentaram acabar com o plano da salvação quando Herodes tentou matar o menino Jesus "O que torna as ações de Edom ainda mais repre­ ensíveis foi o fato de que os edomitas e os israelitas não eram apenas vizinhos; eles eram parentes! Os pais de Edom e Judá foram Esaú e Jacó, respectivamente. Os países deveriam ter vivido em paz. Edom, porém, constantemente tirou vantagem de Judá" (365 Lições de Personagens da Bíblia, CPAD, pg 230). Isso sem contar com a arrogância dos edomitas: sua capital era o lugar hoje conhecido como Petra, um ambiente de fácil defesa e de difícil ataque por parte de inimigos. Isso dava m uito orgulho aos edomitas, pois muitos santuários foram tam bém esculpidos nas paredes dessa grande cidade rochosa. Mas cinco anos depois de Nabucodonosor ter atacado Jerusalém, ele também expulsou os edomitas de suas terras, e séculos depois, após a crucificação de Cristo, os edomitas desaparece­ ram para sempre, cumprindo-se o que disse Obadias: "N inguém mais restará da casa de Esaú" (Ob 18). Apesar do julgamento pelo qual Israel passou, Obadias deixou claro que a nação se ergueria novamente, e que possuiria a terra dos filisteus e dos edomitas, e que iria se alegrar com o reino do Messias.__________


Jonas é, coti certeza, um profeta bem diferente dos demais chamados de "m enores". Ele teve um chamado missionário, e fez o que foi possível para se eximir dessa vocação divina. Não é demais chamá-lo de egoísta (ele pensou em si mesmo, e não na nação á qual Deus o mandara ir), vingativo (ele desejava que os ninivitas fossem exterminados por Deus, por causa dos seus pecados e das atrocidades que cometeram) e orgulhoso (o senso nacionalista de Jonas era muito forte, fazendo-o crer que ele estava acima O pensamento de Jonas tinha alguma lógica. Ele não nutria bons sentimentos para com os assírios, pois estes eram pessoas muito más, e manifestavam sua maldade com cs povos dominados, chegando a empalar os homens e abrir o ventre de mulheres grávidas vivas! A lógica de Jonas era, por assim dizer, baseada naquilo que Deus disse: "Vou destruir Nínive se a ci­ dade não se arrepender". Se Jonas não vai lá pregar, a cidade não vai se arrepender e Deus a destruirá. Mas Deus não pensava assim. Ele desejava que Jonas fosse cumprir sua missão. Jonas é ums mostra do povo judeu do seu tempo. Um povo que desejava ver o julgamento de Deus contra seus inimigos. Um povo que deseja ser conhecido pelo nome de Deus, mas que foge da vontade desse Deus quando ela é manifesta. Fala também de um povo que precisava aprender que as nações podem ser perdoa­ das por Deus, e que Ele se importa com o bem-estar das nações, e não apenas de Israel. A relação da Assíria com Israel não era das melhores. Israel pagava tributos à Assíria até que Jeroboão II rebelouse. Nos dias de Jeroboão II, Israel começou a experimentar segurança como nação, e a Assíria, o declínio. A visita de Jonas a Nínive deve ter ocorrido em 765 a.C., e levando em consideração que Nínive está distan­ te de Israel 960 km (uma viagem que durava algo em torno de três meses), não é difícil entender que Jonas certamente levou um bom tem po para ser descoberto e lançado nas águas pelos marinheiros do navio. Não raro, costumamos reprovar a atitude de Jonas quanto à ordem de Deus. Mas quantas vezes não nos identificamos com Jonas e sua rebeldia quando somos desafiados por Deus a obedecê-lo, e não o fazemos? Jonas é, portanto, um espelho para cada cristão: não precisamos aguardar que Deus aja de forma extrema conosco, como agiu com Jonas quando o conduziu a Nínive na barriga de um grande peixe, para que pos­ samos obedecer a Sua vontade, qualquer que seja o mandado de Deus para nossas vidas.

Miquéias profetizou nos mesmos dias em que pro­ fetizaram Amós e Isaías. Isso nos deve fazer refletir que diversos profetas ministraram ao mesmo tem po em determinadas épocas. Portanto, em um mesmo período, Deus se utilizou de servos que ministraram ao mesmo tempo, para as duas nações, de forma que o testemunho de Deus sempre estivesse presente entre os hebreus. Miquéias apresenta sua profecia a Judá e Israel, mostrando que Deus é o responsável por julgar a falta de temos do povo para com seu Deus. Ele denuncia os falsos profetas, os líderes desonestos e os sacer­ dotes ímpios que enganavam o povo e o conduziam ao pecadc, ao invés de direcioná-los a uma vida mais próxima de Deus. Por mais que se pratique de forma correta os rituais que a Lei ordena, esses rituais não podem ser suficientes se o coração do povo mantinha seus pecados. Deus estava irado com Samaria e Je­ rusalém, pois o povo não o adorava de coração. Isso não significa que Deus abomina rituais. Ele mesmo prescreveu em Levítico a liturgia e as festas religiosas. O que deixou Deus irado foi o povo imaginar que seguindo corretamente os rituais, estariam isentos de uma vida de fé e das obrigações sociais da Lei quanto ao auxílio dos pobres. "Agradar-se-á o SENHOR de milhares d9 carneiros? De dez mil ribeiros de azeite? Darei o meu prim ogênito pela minha transgressão? O fruto do meu ventre, pelo pecado da minha alma? Ele te declarou, ó homem, o que é bom; e que é o que o SENHOR pede de ti, senão que pratiques a justiça, e ames a beneficência, e andes hum ildem ente com o teu Deus?" (Mq 6.7,8) O profeta deixa claro o desejo de Deus para os israelitas, numa referência que serve tam bém para a Igreja do Senhor: a prática da justiça, o amor à bondade e o andar de forma não soberba diante de nossos pares e do próprio Deus. Miquéias nos mostra tam bém a grandiosidade de um Deus cue possui em suas mãos a capacidade de julgar seu povo, mas que tam bém tem a grandiosa capacidade de perdoar: "Quem, ó Deus, é semelhante a ti, que perdoas a iniqüidade e que te esqueces da rebelião do restante da tua herança? O SENHOR não retém a sua ira para sempre, porque tem prazer na benignidade" (Mq 7.18). Miquéias tam bém anuncia que Belém há de ser o lugar em que o Messias haveria de nascer: "E :u , Belém Efrata, posto que pequena entre milhares de Judá, de ti me sairá o que será Senhor em Israel, e cujas origens são desde os tem pos antigos, desde os cias da eternidade" (Mq 5.2).____________


Naum significa "consolação". Quando ele profetizou para Judá, o Reino do Norte, Israel, já fora levado cativo pelos assírios. Sua profecia é para Nínive, a nação que décadas antes foi visitada por Jonas, que a advertiu de seus pecados e do iminente juízo divino. Desta vez, Deus usa Naum para informar-nos que os anos de brutalidade dos assírios chegara ao fim. "Os destinatários eram os povos oprimidos de Israel e Judá. Que por mais de um século sofreram com as depravações brutais promovidas pelas forças armadas assírias. Como resultado disso, tiveram seus lares des­ truídos, as plantações queimadas, suas esposas e filhas estupradas e as crianças arremessadas contra as paredes. Essa opressão alcançou seu ponto culminante em 722 a.C., quando os assírios destruíram Samaria totalmente e levaram o povo de Israel para o cativeiro." (Guia do leitor da Bíblia, CPAD, pg 556). Naum trata da retribuição divina aos feitos dos assí­ rios e suas maldades. Deus julgou seu povo por causa de seus pecados, mas também julgaria seus opressores por suas maldades e atrocidades. "Nínive foi capturada pelos medos e babilônios cerca de seiscentos anos antes de Jesus nascer. A captura de Nínive aconteceu exatamente como Naum predisse. Uma súbita inundação do rio Tigre carregou parte dos muros que cercavam a cidade, facilitando a entrada de tropas inimigas. A cidade foi parcialmente destruída pelo fogo. A destruição de Nínive foi tão completa que todos os vestígios de sua existência quase desapareceram. Mas em 1845, os arqueólogos descobriram as ruínas da grande cidade de Nínive. Encontraram escombros de palácios magníficos. Acharam também milhares de inscrições que nos contam a história da Assíria escrita pelos próprios assírios. A cidade de Nínive tinha muros de trinta metros de altura. Eram muros tão largos que quatro carros podiam andar sobre eles lado a lado. Os muros tinham centenas de torres. Um fosse de 48 me­ tros de largura e 18 de profundidade circundavam os muros. O povo de Nínive pensava que não havia nada que pudesse destruir a cidade" (Quero Entender a Bí­ blia, CPAD, pg 205). Com essas descrições, não é difícil entender o quanto os assírios tinham depositado sua confiança na estrutura colossal da cidade, que aos olhos humanos, para a época, era realmente inexpugnável. Mas os assírios não ficariam impunes de seus males. O julgamento divino já fora decretado, e logo essa nação pagaria por suas atrocidades contra os povos dominados e sua própria impiedade._________________________

Habacuque exerceu seu ministério nos dias de Josias, rei de Judá. Nos dias de Manassés, avô de Josias, a corrupção moral e espiritual atingiu níveis jamais vis­ tos. Josias, anos depois de Manassés, trouxe reformas substanciais à vida dos hebreus, mas seus esforços não tiveram êxito completo no sentido de destituir as coisas ruins com que a nação se acostumou. Os juizes, que deveriam julgar de acordo com os preceitos da lei de Deus, eram corruptos, e julgavam conforme os subornos que recebiam. Os homens perversos eram bem-sucedidos em seus intentos, tornando a prática da justiça algo risível. Como viver em um estado onde a impiedade era a regra? O profeta defronta-se com duas questões: porque Deus não pune os pecados de Judá? Para essa primeira questão, Deus mostra a Hacacuque que os babilônios iriam punir Judá. Aqui entra a segunda questão: porque Ele permitiria que um povo ímpio fosse responsável por julgar a Israel? Para a segunda questão, Deus mostra que os assírios, mesmo ímpios, trariam o julgamento de Deus, mas depois eles mesmos seriam julgados por seus pecados. "Habacuque, ao rogar a Deus por uma explicação do porquê Ele permitira que o iníquo pecas­ se e o inocente sofresse, recebe a resposta. Na época, Deus estava preparando os babilônios para ingressarem no rol das potências mundiais. O senhor usaria as forças armadas desses pagãos para que o seu próprio povo fosse punido. Habacuque entendeu o plano de Deus, pois o uso de nações inimigas para disciplinar Israel e Judá era um precedente bem arquitetado." (Guia do Leitor da Bíblia, CPAD, pg. 560). Mas vemos em Habacuque outra situação que nos leva a pensar. Se os babilônios eram um povo que não conhecia a Deus, eles, como um povo "in­ justo", julgariam a Israel e Judá, nações que conheciam a Deus e poderiam ser consideradas justas? O profeta então percebe que a questão não se refere a um povo mau julgando o povo do Senhor, e sim que ninguém pode evitar a disciplina do Senhor, quer seja um povo bom, quer seja um povo mau. Deus sabe como tratar com todos. Deus não perm ite a injustiça entre seu próprio povo. Ele é juiz e julga até mesmo os seus, para que o seu nome não seja blasfemado. E castiga os pagãos também, quando eles pecam. E mesmo aqueles que temem a Deus devem confiar nEle quando Ele julgar os que são chamados pelo seu nome. O povo de Deus deve ser o primeiro a se arrepender de seus pecados, para não atrair a ira divina.____________ __________


O nome Sofonias significa "o Senhor esconde". Esse profeta é identificado como sendo descender!te de Ezequias. Estudiosos do A n tigo Testamento acreditam que esse Ezequias foi o rei que governara Judá aproximadamente setenta e cinco anos antes. Por­ tanto, podemos entender por esses dados qu e Sofonias tinha acesso à Corte e conhecia o sistema religioso de seus dias. Seu ministério durou de Ó40-609 a.C., um período histórico em que a Assíria estava em declínio e a Babilônia estava crescendo no cenário internacional. Nesse mesmo período, em Judá, 0 reino havia se enfra­ quecido por causa da administração de Manassés, um rei que "fez errar a Judá e os moradores de Jerusalém, de maneira que fizeram pior do que as nações que o Senhor tinha destruído de diante dos filhos de Israel" (2o Cr 33.9). A Bíblia diz que Manassés foi preso e levado algemado para a Babilônia, e que lá, arrependeu-se dos males que tinha feito: "fez-lhe oração, e Deus se tornou favorável para com ele, atendeu-lhe a súplica e o fez voltar para Jerusalém, ao seu reino; então, re­ conheceu Manassés que o SENHOR era Deus." (2o Cr 33.13). Apesar dessa conversão de Manassés ao Senhor, o povo não o acompanhou nessa mudança. Sofonias profetiza, então, para advertir ao povo que o julgam ento de Deus estava para vir. Ele também deixou claro que a nação seria purificada por Deus, que haveria de habitar entre eles. Deform a intrigante, Sofonias começa sua profecia com um lamento, mas termina com um cântico de alegria. Sofonias fala do dia do Senhor. Sua descrição não é da manifestação do Messias, e sim da ira de Deus. Joel (2.31) e Malaquias (4.5) também trata desse tema, e não é por acaso. Sofonias apresenta os pecados que o povo praticava: eles adoravam a Baal, uma divindade cananita; adoravam os elementos da natureza, o sol e a lua, e também as estrelas, desprezando o Criador; Eles misturavam a adoração a Deus com a adoração a outras "divindades"; aos poucos, foram abandonando o culto ao Senhor e, finalmente, manifestaram um claro desca­ so para com a obediência dos preceitos divinos. Seu ministério profético foi exercido nos dias do rei Josias, um homem que se esforçou muito para que o seu povo se tornasse para Deus. Josias aproveitou o breve momento de baixa ingerência de nações inimigas e buscou um avivamento espiritual, a fim de que o povo mudasse de atitudes e se voltasse para o Senhor, o que só aconteceu depois do exílio de Judá.____________

O nome Ageu significa "festivo". É possível entender que o profeta tenha nascido em um dia de festa. Pouco se sabe sobre esse profeta, mas acredita-se que por ter esse ministério, era uma pessoa distinta em seus dias. A tradição judaica crê que ele nasceu no cativeiro babilônico, mas que fora orientado na fé a Jeová pelo profeta Ezequiel. Tendo nascido na Babilônia, deve ter retornado a Jerusalém depois do primeiro grupo de exilados, já que seu nome não consta na primeira lista apresentada em Esdras 2. Passados setenta anos de cativeiro babilônico, os judeus começaram a retornar com o apoio de um decreto que permitia e incentivava seu retorno, bob o governo de Ciro. O templo do Senhor precisava ser reconstruído, e quatorze anos depois, sem que o povo tomasse a iniciativa de reconstruir o local de adoração, Deus advertiu o povo por meio de uma seca e de uma colheita ruim, mostrando que o problema econômico pelo qual os israelitas passa­ vam era fruto do descuido para com as coisas de Deus: "Tendes semeado muito e recolhido pouco; comeis, mas não chega para fartar-vos; bebeis, mas não dá para saciarvos; vestis-vos, mas ninguém se aquece; e o que recebe salário, recebe-o para pô-lo num saquitel furado" (Ag 1.6). Era Ele quem dava a chuva e impedia que ela caísse, e Ele também abençoava as plantações, mas também impedia que elas frutificassem. A profecia de Ageu tem por objetivo motivar os líderes e liderados a não pararem de cuidas das coisas de Deus. Isso seria visto por Deus quando o povo tornasse a contribuir com seus próprios recursos (enviados por Deus, é claro!) para que a Casa do Senhor fosse reparada e tornasse a ser um local de encontro para a adoração do Deus vivo e verdadeiro. Não importa as desculpas que venhamos a dar para atrasar a obra de Deus. Ele espera que seus trabalhos não sejam esquecidos Felizmente, o povo ao qual Ageu profetizou apren­ deu rápido com aquela profecia. Três semanas depois, eles estavam de volta aos labores para que o tem plo do Senhor fosse terminado. Ocorre que um mês depois do reinicio dos trabalhos, logo foi perceptível que o novo tem plo não seria tão grandioso quanto o templo de Salomão. Era um tem plo menor, e sem dúvida, despro­ vido dos adornos preciosos dos quais o antigo templo era dotado. Mas isso não deveria servir de elemento para desanimar os israelitas, pois Deus os estava aben­ çoando pela sua obediência. "A glória desta última casa será maior do que a da primeira, diz o SENHOR dos Exércitos; e, neste lugar, darei a paz, diz o Senhor dos Exércitos." (Ag 2.9_______________________________


Zacarias significa "o Senhor lembra". Sua profecia tem por objetivo mostrar aos israelitas que Deus não se esquece de suas promessas. É também reconhecido, dentre o grupo dos profetas menores, como o único sacerdote que foi profeta. Além dele, dois profetas maio­ res também eram da linhagem sacerdotal: Ezequiel e Jeremias. Portanto, temos em teia mais um caso de uma pessoa nascida com uma função que posteriormente foi mudada pelo próprio Deus. Lembremo-nos de que ser sacerdote, naqueles dias, era menos difícil do que ser profeta, dado ao fato de que o sacerdote intercedia pe­ los homens a Deus, e o profeta falava aos homens sobre Deus. Da mesma forma que Ageu, Zacarias ministrou aos israelitas a fim de que eles retornassem a cuidar do término da construção do templo do Senhor. Zacarias tem oito visões dadas por Deus, e que tra­ tam da restauração de Israel e da vinda de tempos de prosperidade para o seu povo. As visões tratam também de uma época no futuro, em que o Servo de Deus (Jesus Cristo), haverá de reinar.

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Zacarias também trata de um assunto comum em seus dias, e também em nossos; o jejum. Zacarias mostra que o jejum não tem valor algum se não for acompa­ nhado de atos que demonstram justiça e bondade para com o próximo "a palavra do SENHOR veio a Zacarias, dizendo: Assim falara o Senhor dos Exércitos: Executai juízo verdadeiro, mostrai bondade e misericórdia, cada um a seu irmão; não oprimais a viúva, nem o órfão, nem o estrangeiro, nem o pobre, nem intente cada um, em seu coração, o mal contra o seu próximo. Eles, porém, não quiseram atender e, rebeldes, me deram as costas e ensurdeceram os ouvidos, para que não ouvissem." (Zc 7.9-11). O Deus que mostra o pecado do seu povo é o mesmo Deus que contempla tristemente o descaso do seu povo para com sta palavra. Os israelitas haviam dado as costas para Deus, como se suas palavras não valessem nada. De nada âdianta a privação de alimentos com objetivos espirituais desacompanhados de práticas que demonstram o quanto as pessoas que nos cercam podem ser alcançadas por atitudes justas e bondosas. De nada adianta ter a disposição para o cumprimento de ritos cerimoniais se não houver igual disposição para uma mudança de atitudes em relação ao nosso próximo. E de nada adianta ouvir Deus falar e dar-lhe as costas, como se aquilo que Ele diz não tivesse valor algum. Atentemos, portanto, para não apenas ouvir, mas atender ao que Deus está falando.

Malaquias significa "meu mensageiro". Estudiosos do Antigo Testamento partem da junção de duas pala­ vras, Malak Yah, "mensageiro do Senhor", para dar o significado ao nome desse profeta. Esse profeta trata de um assunto muito sério: a preservação da família. Em seus dias, era patente o descaso dos israelitas para com a seriedade do casamento. Não eram poucos os que se casavam com mulheres estrangeiras, o que Deus não admitia como sendo uma conduta aceitável para o povo da aliança. O povo tinha dificuldades também em manter os casamentos puros, ou seja, entre pessoas do povo de Deus. E era grande o índice de homens infiéis às suas esposas, o que desagradava tremendamente a Deus. A prática sexual exacerbada era um problema an­ tigo, e prevalece em nossos dias. Jeremias, usado por Deus anos antes de Malaquias, denunciou a conduta sexual perversa dos filhos de Israel: "Como, vendo isto, te perdoaria? Teus filhos me deixam a mim e juram pelos que não são deuses; depois de eu os ter fartado, adulteraram e em casa de meretrizes se ajuntaram em bandos; como garanhões bem fartos, correm de um lado para outro, cada um rinchando à mulher do seu companheiro. Deixaria eu de castigar estas coisas, diz o Senhor, ou não me vingaria de nação como esta?" (Jr 5.7-9). Como vemos, o problema dos israelitas nãos e resumia à prática da idolatria, mas também a prosti­ tuição e às traições. Não eram poucos os casos de divórcio e infidelida­ de entre eles. "Edizeis: Porquê? Porque o SENHOR foi testemunha entre ti e a mulher da tua mocidade, com a qual tu foste desleal, sendo ela a tua companheira e a mulher do teu concerto" (Ml 2.14). A traição dos israelitas tinha um alto preço: além de tornar as famílias mais propensas à desestruturação, atraíam igualmente a ira divina. De nada adiantava os hebreus trazerem ofertas e chorarem no altar, se estavam sendo infiéis em seus casamentos: "Ainda fazeis isto: cobris o altar do SENHOR de lágrimas, de choros e de gemidos; de sorte que ele não olha mais para a oferta, nem a aceitará com prazer da vossa mão." (2.13). E Pedro também ensinou que é grande a responsabilidade dos homens no trato com suas esposas: "Igualmente vós, maridos, coabitai com ela com entendimento, dando honra à mulher, como vaso mais fraco; como sendo vós os seus co-herdeiros da graça da vida; para que não sejam impedidas as vossas orações" (1a Pe 3.7). Se como homens, desejamos ter nossas orações atendidas pelo Senhor, é preciso respeitar e demonstrar amos por nossas esposas.


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Deus

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Po r : M a r c o s T uler

Como trabalhar com çrupos de estudos

na sala d "Aprendemos quando compartilhamos experiên■ cias (John Dewey) O professor que incentiva a participação dos alunos em sala promove a "aprendizagem coope­ rativa", ou seja, a troca de experiências. Professores e alunos ajudam-se mutuamente, como parceiros no processo de ensino-aprendizagem. Portanto, aprendizagem cooperativa ou colaborativa é um processo pelo qual os membros de um determinado grupo ajudam e confiam uns nos outros a fim de atingir um objetivo combinado. A sala de aula é um excelente lugar para desenvolver as habilidades de criação de um grupo. O ponto de partida é reconhecer que os es­ tudantes aprendem não apenas com o professor, mas também uns com os outros. Na ED( isso pode ser verificado por meio de várias atividades sugeridas pelo professor, tais como trabalhos de grupos, estudos de casos ou discussões. De acordo com o que lecionou o educador americano John Dewey, "aprendemos quando compartilhamos experiências". O professor deverá criar situações que estimu­ lem a cooperação, proporcionando experiências que envolvam interação direta, dependência mútua e responsabilidade individual. Será necessário ainda, enfatizar a aprendizagem e o exercício das aptidões indispensáveis à cooperação, como a habilidade de Nem sempre escutar, falar, e ajudar-se mutuamente.

estamos preparados para aceitar opiniões 1. Competências imprescindíveis aos com­ e contribuições dos ponentes de um grupo de estudo. outros. Esse compor­ A aprendizagem cooperativa é interativa. Na tamento é prejudicial qualidade de membro de um grupo o aluno deve:

a) Desenvolver e com partilhar um objetivo comum; O ideal é que os próprios alunos escolham ou participem da escolha do tema do trabalho a ser desenvolvido. Se eles participarem da escolha do tema é certo que também terão em mente as razões que os levarão à conclusão do trabalho. Os objetivos têm de ser partilhado com todos. b) Compartilhar sua compreensão de determi­ nado problema, questões, insights e soluções. Há alunos que são quietos por natureza. Qua­ se quase não se percebe sua presença na sala de aula, mas... de repente... mostram-se inteligentes, especiais. Trata-se do tão falado insight. Aquela ideia maravilhosa, compreensão clara e repentina da natureza íntima de determinado assunto, que nos vêm sem que sequer percebamos. Todas as questões, insights e soluções, independente de quem os tenha, terão de ser compartilhados. c) Responder aos questionamentos e aceitar os insights e soluções dos outros; Nem sempre estamos preparados para aceitar as opiniões e contribuições dos outros. Imaginamos que somente nós temos boas ideias. Isto é, o que o outro pensa ou sabe a respeito do tema que está sendo tratado, na nossa consideração, é insipiente, incompleto ou até mesmo irrelevante.


Este tipo de comportamento é prejudicial ao relacionamento do grupo e ao resultado final do trabalho, embora seja comum em nossas classes. d) Permitir aos outros falarem e contribuírem, e considerar suas contribuições; Tanto o professor quanto o aluno, jamais po­ derão desprezar ou desconsiderar a cooperação de qualquer pessoa que seja. Pois, todos possuem experiências para compartilhar. e) Ser responsável pelos outros, e os outros serem responsáveis por ele; No trabalho de grupo, ao mesmo tempo em que cada um é responsável por si e por aquilo que faz, tam­ bém o é pelos outros e pelo que os outros fazem. f) Ser dependente dos outros, e os outros serem dependentes dele. No trabalho de grupo, todos dependem de todos. Não há espaço para individualismo ou estrelismo. O trabalho de grupo é como uma edificação. Todos constroem sobre o que outros já construíram.

I) O grupo tem o direito de excluir um membro que não coopera e não participa; isto é, depois de tomadas todas as medidas a fim de que a situação se reverta. (O aluno excluído terá de encontrar outro grupo que o aceite.) m) Qualquer aluno tem o direito de sair do gru­ po, caso perceba que está fazendo a maior parte do trabalho com pouca ou nenhuma ajuda dos outros (esse aluno, facilmente encontrará um outro grupo que acolha suas contribuições). n) Algumas responsabilidades operacionais são compartilhadas, definidas e concordadas pelos membros de um grupo. Por exemplo: -T o d o 0 grupo deve comprometer-se em parti­ cipar, preparar e chegar na hora para as reuniões; As discussões devem ser focadas nos temas, evitando críticas pessoais;

3. O aluno aprende por meio da interação em sala de aula. Na interação entre professores e alunos, supõese que os mestres ajudem inicialmente os estudan­ 2. O que permite a criação de um bom grupo tes na tarefa de aprender, visto que esse auxílio de aprendizagem? logo lhes possibilitará pensar com autonomia. Para Muitos mestres encetam trabalhos de grupo aprender, o aluno precisa ter alguém ao seu lado em suas classes, sem conhecerem os processos grupais. Vejamos como os alunos se comportam e que o acompanhe nos diferentes momentos de sua aprendizagem, esclareça suas dúvidas, ajudando-o a se relacionam em grupo e quais atitudes devem ser alcançar um nível mais elevado de conhecimento. tomadas em cada situação: Cabe ao professor conhecer seus alunos, a fim a) O professor pode facilitar a discussão e sugerir de familiarizar-se com os modos por meio dos quais alternativas, mas não deve impor soluções aos gru­ eles raciocinam. Desta forma, os estudantes pode pos, especialmente àqueles alunos que apresentam rão, aos poucos e com os próprios esforços, formu dificuldades de trabalhar em conjunto. larem conceitos e noções da matéria de estudo. b) Os grupos deverão ter de três a cinco com­ Os comportamentos do professor e dos alunos ponentes, pois, grupos maiores têm dificuldade em estão, portanto, dispostos em uma rede de intera­ manter os membros envolvidos o tempo todo. ções que envolvem comunicação e complemenc) Grupos designados pelo professor, normal­ tação de papéis, onde há expectativas recíprocas. mente, funcionam melhor que os que se formam Nessas interações é importante que o professor se por si mesmos. coloque no lugar dos alunos para compreendê-los d) Em um grupo de trabalho há níveis diferentes (empatia), ao mesmo tempo em que os alunos po­ de habilidades, formação, experiência. dem conhecer as opiniões, os propósitos e asregras e) Cada participante fortalece o grupo e cada que seu mestre estabelece para o grupo. β * membro é responsável não apenas por dar força, mas também por ajudar os outros a entender a fonte de suas forcas. ‫כ‬ f) O membro que não se sentir confortável com a maioria deverá ser encorajado e fortalecido a fim de dar sua contribuição. g) A aprendizagem é influenciada positivamente com a diversidade de perspectivas e experiências. h) Com o trabalho de grupo aumenta-se as pos­ sibilidades para a resolução de problemas. i) Cada componente deve comprometer-se com os objetivos estabelecidos. j) Avaliações deverão serfeitas para se verificar quem realmente está contribuindo em benéfico de todos.

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EviDeNCIAS

Cristo também chama os surdos como alvos e despenseiros da salvação ) f r> ‫ח‬

Há quase 15 anos a Assembleia

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eventos evangelísticos, bem como o Congresso anual do ministério, que já

de Deus em Curitiba (PR) atendeu a um chamado do Senhor para

vai para sua décima primeira edição, edificando e salvando vidas.

evangelizar os surdos e fazer bem

toda criatura' (Mc 16:15), com certeza incluía os surdos nesse chamado,

mais do que isso - torná-los tam­

tanto como alvos, quanto como despenseiros dessa graça", explica.

bém evangelistas! Foi então, que

Além disso, o grupo transmite à igreja com seu próprio exemplo uma

"Quando Jesus disse 'ide por to do o mundo e pregai o Evangelho a

o coral missionário "Mãos Ungidas"

mensagem indispensável: a urgência de propagar a salvação a todos,

foi criado, em dezembro de 1998.

sem distinção de pessoas. É nessa mesma visão que o ministério trabalha

O que na época era uma equipe

junto a Associação dos Surdos do Paraná Mãos Ungidas, lutando pelos

de apenas quatro integrantes, hoje

direitos dessa classe e conscientizando a sociedade sobre eles, a fim de

é um ministério abençoador com

que a mesma os respeite e os cumpra.

mais de 50 membros, dentre os

Semanalmente o ministério se reúne em cultos de oração, intercessão

quais 21 aceitaram a Cristo por meio

pelos enfermos, busca pelo batismo com o Espírito Santo e pela liberta­

do trabalho. A pedagoga Siléia

ção dos cativos. "Temos visto o Senhor Jesus responder nossas orações.

Chiquini, fundadora do projeto,

Recentemente três surdas foram batizadas no Espírito Santo. A alegria era

testemunha que o mesmo é fruto

tanta que elas pulavam e glorificavam a Deus em Sinais. Glauce e Ivana,

de um sonho: ver os surdos serem

por serem oralizadas, falavam em línguas estranhas", testemunha Siléia.

alcançados pelo Evangelho de Sal­

"Também temos o culto de ensino da Palavra, ministrado pelos próprios

vação. "Na Palavra do Senhor está

surdos. Deus tem feito maravilhas: salvação, reconciliação e testemunhos

escrito que em breve Jesus tomará

de muitos milagres", acrescenta.

o livro e abrirá os seus selos, pois com seu sangue com prou para

Ao longo desses anos, a atuação dos intérpretes de Libras nos cultos tem feito a diferença na vida de centenas de surdos. A atual segunda co­

Deus homens de toda tribo, língua,

ordenadora do ministério, Márcia Matias, por exemplo, é fruto disso. Surda

povo e nação' (Ap 5:9,10). A minha maior alegria é saber que naquele

de nascença, ela conta que desde bem jovem se sentia excluída nas igrejas

dia, os surdos ouvirão a mensagem

dois irmãos (também surdos). Quando ficamos adultos paramos de ir à igreja,

que sua família freqüentava. "Ninguém se aproximava de mim ou dos meus

que será lida nesse livro e estarão

nossa vontade era só ficar em casa. Até quando meus pais recebiam visitas,

em pé diante do Cordeiro, cantan­

ficávamos dentro do quarto até que fossem embora", relata Márcia. Contu­

do e louvando a Ele".

do, para a glória de Deus, esse quadro mudou quando soube do Ministério

Segundo a irmã Siléia, o maior propósito do grupo é cumprir a

Coral Mãos Ungidas na AD em Curitiba. Após a primeira visita, voltou para Cristo e foi tratada pelo Senhor.

Grande Comissão e para isso reali­

"Quando a irmã Siléia e os outros do grupo perceberam que nós éramos

zam cultos de inclusão em Libras, se

surdos, nos receberam muito bem. Graças ao meu Deus, até hoje (12 anos

apresentam em várias congregações

depois), estamos nesse ministério, servindo a Ele com amor e dedicação.

do Estado, participam e promovem

Sou muito feliz e agradeço ao meu Deus dia e noite por tudo que Ele fez por mim", testemunha emocionada.

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A minha maior ale­ gria é saber que naquele dia, os surdos ouvirão a mensagem que será Lida nesse livro e estarão em pé diante do Cordeiro

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em Rio

Branco

promove capacitaçao

para professores ‫א‬

A 91° edição do Curso de Aperfeiçoamento de Professores de Escola Dominical (Caped), sob o Para que o Homem de Deus seja perfeito, e perfeitamente instruído para toda a boa obra (2Tm 3.17) foi realizado no primeiro semestre na AD em Diadema (SP)- Setor 28, pelo pastor Edson Silva Melo. A abertura contou com a presença Presidente do Conselho Administrativo da CPAD e vice- presidente do M inistério da AD no Belenzinho, pastor José Wellington Bezerra da Costa Júnior, acompanhado de sua esposa, irmã Lídia Costa. Durante as ativida­ des também se fizeram presentes representantes das Assembleias de Deus do Ipiranga e Madureira, além das igrejas, Presbiteriana e Batista. Cerca de 500 inscritos tiveram acesso ao material C didático com uma pasta contendo a programação C diária (orientação aos alunos) com os horários das aulas; O livro Manual da Escola Dominical, de auto­ ria do pastor Antonio Gilberto, editado pela CPAD, £ serviu como temário do curso. ^ Os preletores do 91° Caped foram os pastores Elienai Cabral (DF), Claudionor de Andrade (RJ), César Moisés (RJ) e as professoras Telma Bueno (RJ) e Helena Figueiredo (RJ). Irmã Helena atua no Caped £ desde a sua fundação em 1974. C Durante o evento o louvor ficou por conta do coral da igreja, a Orquestra Asfe, regida pelo pastor e maestro Gabriel Santos, além do coral do Belenzi- £ nho, a Orquestra Filarmônica Hebrom e o conjunto £ de senhoras conduzido pela irmã Cleide de Araújo Melo, esposa do pastor Edson. Segundo o líder da igreja houve uma grande mobilização por parte das congregações do setor, estimuladas pela importância do Caped no cenário nacional. "A celebração dessa edição do Caped na AD em Diadena foi um presente de Deus e uma resposta ao esforço e desempenho da equipe da área de Ensino Cristão no nosso Setor", exulta pastor Edson M elo./4?

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A AD em Rio Branco realizou a primeira etapa do Curso de Formação Continuada de Professores de Educação Cristã. Cerca de 800 educadores, professores e estudantes participaram do evento. A atividade prom ovida pelo D epartam ento de Educação Cristã foi no tem plo sede. Segundo pastor Luiz Gonzaga, líder da AD a finalidade desse m inistério é o desenvolvimento espiritual de cada cristão, até Cristo ser formado em cada coração. "A igreja que investe na continuida­ de da formação de seus professores terá maiores condições de agir com sabedoria e enfrentar o ritmo acelerado com que se multiplicam as variadas distorções "em nome de Deus", defende líder. ■:sss& Para o coordenador do Departamento Claudio Barbosa o objetivo é dá oportunidade aos parti­ cipantes atualizar constantem ente seus conheci­ mentos. "Saber é condição indispensável para se alcançar a educação cristã de qualidade, aplicar no aprendizado das excelentes lições oferecidas durante esse período". Ele informou ainda que o Curso de Formação Continuada de Professores de Educação Cristã terá majs duas etapas neste ano, harmonizando-se com - 3 ‫ ־‬o tema adotado pela igreja para 2012 - Serviço e conhecimento de Deus: nossa responsabilidade na geração pós-centenário. :ζ ζ ϋ φ A atividade teve com o m inistrante o pastor Gunar Berg de Andrade (SP). Ele ressaltou aos participantes uma tem ática atual, envolvente e motivadora, abordando os seguintes assuntos: O Mestre dos mestres e você, Quem são os alunos e Recursos que me farão um melhor professor. "D e ­ sejo que a iniciativa da igreja em Rio Branco seja multiplicada, tornando-se uma tradição constante" salientou professor,

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Por M aurício B rito

Analisando

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perfil

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p r o f e s s o r de ED na

pós-modemidade O professor é um fazedor de discípulos, por isso é preciso que haja um relacionamento, uma interação entre 0 professor e 0 aluno

ma análise sucinta dos educadores cristãos e dos atuantes e colaboradores das Escolas Domi­ nicais no mundo hodierno, na pós-modemidade, sociedade essa que é chamada de sociedade do conhecimento, exige cada vez mais dos professo­ res de ED eloqüência e espiritualidade.

quem está ensinando aprende e quem está aprendendo tam bém pode aprender. O ensino só é eficiente quando resulta em aprendizagem. Isto é, se o aluno não aprendeu, portanto não ouve realmente o ensino. O Mestre dos mestres, o Senhor Jesus Cristo, em sua visão educativa,

Não existe professor sem aluno

sempre focalizava os seus alunos, e a sua pre­ ocupação maior era com seus aprendizes. Ele

No processo do ensino-aprendizagem nesse novo contexto educativo, o aluno é posto como o centro das perspectivas educativas. Existe uma grande preocupação com a qualidade do ensino nas EDs, e muitos cursos de capacitação de pro­ fessores são oferecidos atualmente com ótima qualidade de ensino. Durante algumas pesquisas que fiz, pude ob­ servar que em muitas igrejas há muitos professores qualificados, porém algumas salas de aulas estão com professores habilitados, mas sem alunos. A atenção maior deve ser centralizada e focada no aluno, no aprendiz, no discípulo. O professor é um fazedor de discípulos, por isso é preciso que haja um relacionamento, uma interação entre o professor e o aluno. Nessa interação é que acontece a aprendizagem -

disse: "Vinde a m im " e, depois, acrescentou: "A prendei de m im ". Depois de aprender, há o "ensinar" (Mt. 11.28-29).

O professor precisa aprender para depois ensinar A pedagogia de Jesus é simples e clara: p ri­ meiro eu preciso aprender para depois ensinar. A fórm ula farisaica não se sustenta mais - "Faça o que eu mando e não faça o que eu faço". Em muitos lugares, os professores estão invertendo os papéis, querendo primeiro ensinar, sendo que a regra básica da pedagogia é clara: prim eiro se aprende. Entretanto, o aprender deve ser alegre e prazeroso. O educador precisa estar sempre aprendendo, e a aprendizagem é um processo continuo e gradual.


O que é ensinar?

O professor precisa

Erroneamente um obreiro afirmou em uma de suas preleções que ensinar é "transmitir co nh e cim e nto expresso nos livros". Não quero tirar o mérito desse servo de Deus, e muito menos na sua espiritualidade, pois conheço as suas virtudes, mas percebe-se que ele sim­ p le s m e n te não conhece as regras básicas da pedagogia e da psicologia educacional. Por­ que ensinar não é transmitir só esses conhecimentos. Ensinar é muito mais profundo: é educar, criar, construir, produzir, é refletir. Como afirma o escritor e pastor A ntonio G ilb e rto, "ensinar é promover a aprendizagem por parte do alu no " e, por isso, prossegue ele, "ensinar não e apenas ler a Lição na frente do aluno na classe, mas despertar, motivar".

pesquisar o que vai ensinar Não pode haver um ensino eficaz, dinâmico, criativo, par­ ticipativo, seguro por parte do professor sem a devida pesqui­ sa. A pesquisa leva o professor a conhecer melhor aquilo que vai ensinar. Portanto, o mestre da Escola Dominical deve ser um pesquisador. A pesquisa deve ser feita com critérios, analisando as fontes, os mate­ riais a serem explorados, e deve ser delimitada apenas ao tema aprofundado da matéria a ser ensinada.

Existem vários tipos de pesquisas, mas pelo menos duas são especiais:

1) Bibliográfica - É a bus­ ca de informações nos livros, nos artigos, em publicações periódicas, sobre o tipo de co­ nhecimento que interessa para a aula. Nessas obras, estão a fundamentação dos autores. A pesquisa bibliográfica deve le­ var em consideração os autores e as editoras e a fundamentação teológica da obra, e ainda a linha de raciocínio do autor. 2) Etnográfica - Os antro­ pólogos desenvolveram esse tipo de pesquisa para estudar a sociedade e sua cultura. O professor da ED, precisa se aprofundar nas questões so­ ciais, conhecer diversos tipos de culturas. Na questão cultural, é preciso observar o que é bíblico e o que não é. O professor de ED poderá desenvolver técnicas de observação, que são interessan­ tes para coletar dados.


Para coletar dados é preciso que o pesquisadorvá ao encontro da sociedade, onde irá coletar seus dados junto às pessoas e fundamentá-las nas Sagradas Escrituras, ver o que a Bíblia diz sobre d eterm inado assunto pesquisado. O Senhor Jesus não ensinou nada sem antes voltar-se ao Antigo Testamento ( Lc 24.44; Jo 8.32).

O eduador deve valorizar o que o aluno sabe para incentivar a parti­ cipação O educador cristão deve saber que ele não é o dono da verdade, nem o do saber, mas que apenas é um intermediário na trasmissão deles. E é um interacionista com seus alunos. Portanto, é dever do educador cristão valorizar o conhecimento dos alunos. É preciso aproveitar esses conhecimentos para tornar seus alunos mais participativos. A experiência prática vivida pelos alunos é muito importante, e o professor deve ampliar esse conhecimento. Jesus sempre valorizou o conheci­ mento dos seus alunos ( Lc. 5.4-11).

O professor da ED precisa ser éti­ co e estético

M aurício B rito é pastor, teólogo, peda­ gogo, psicopeáagogo, professor universitário de A ntropologia e H istória Geral e espe­ cialista em Educação Infantil.

É de suma importância que 0 professor da Escola Dominical tenha uma formação ética, li­ gada à estética. A ética fala da decência interior e a estética, da decência exterior. Portanto, ética e estética andam de mãos dadas. Temos que ter um padrão, um código de ética. O professor e a ED são o meio para influenciar os alunos. Toda profissão tem o seu código de ética: advogado respeita advogado, médico não calunia médico e assim por diante. O professor cristão deve manter seu padrão ético, a ética norteia o comportamento ideal, a ética cristã visa a conservar os hábitos, os bons costumes. Além de ético, o professor deve ser estético: cuidar de sua aparência estética refere-se aqui à beleza, ao traje. O Senhor Jesus era ético e, de certa forma, estético. Encontramos a ética na vida de Jesus nas suas pregações e sermões, principalmente no Sermão da Montanha. E ele era estético no sentido de que o seu comportamento e o seu traje eram os determinados pela Lei. Ele cumpriu a lei. (Cf. Mateus 5.3-12).

O professor deve primeiro fazer para depois ensinar O fazer é o amor na prática. Como já disse an­ teriormente, o farisaísmo hipócrita não é valido no ensinamento cristão. O professor tem a obrigação

de mostrar na prática que na verdade é mestre, ou seja, fazer, colocar a mão na massa. Isso dá ao professor credibilidade e leva o aluno a ter um pensarnento certo, um raciocínio lógico, para que faça também a coisa certa. Certa vez, ouvi um professor falar que gostava de ensinar para adolescentes, mas não sabia ensiná-los. Isso está errado. O Senhor Jesus deu o exemplo: Ele, sendo Mestre e Senhor, poderia ter dito a João começasse a lavar os pés dos discípulos, mas Ele o fez primeiro. No momen­ to, os alunos podem não entender o que você está fazendo, mas com certeza eles irão ser influenciados pela sua vida (Jo 13.14-16).

O professor deve quebrar alguns paradigmas Quebrar paradigmas é aceitar o novo, mudar para melhor, é romper com os métodos e recursos arcaicos e métodos didáticos antiquados. A meto­ dologia usada não está surtindo efeito e a classe está a cada dia ficando mais vazia? Mude a postura! Mudar é difícil, mas não é impossível; aceitar o novo não é fácil, mas temos que aceitar, se é para o bem da obra de Deus. Nnão se pode aceitar mais conceitos antigos sobre educação cristã, como, por exemplo, classes espalhadas dentro da igreja, aulas preletivas, leituras sem comentários e tc .^ 0


A direção também não / fica de fora, esse material contém um kit exclusivo para os organizadores da EBF, contendo:

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