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A VOZ DO POVO

Sábado 26 de Janeiro de 2013

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Vendas naufragam e ex-camelôs ficam a ver navios; muitos deles já começam a voltar para ‘terra firme’

A

Este é o quinto dos seus dez selos para concorrer a um netbook novinho. Regulamento na pág 02

Este coringa substitui um dos seus dez selos para concorrer a um netbook. Regulamento na pág 02 Felippe Carotta

MERCADO MUNICIPAL PÁGINAS 06 E 07

5 A TEMPERATURA SUBIU PÁGINA 11

Carro pega fogo em frente à rodoviária e ‘acende’ a curiosidade de transeuntes

ESCÂNDALO PÁGINA 03

Profissionais denunciam suposto esquema de contratação na Secretaria de Saúde Walmor de Oliveira (site Bella da Semana)

SE LIGA NO ENREDO!

Jornal Nacional faz cobertura sobre caso envolvendo Pedrinho ADL

Reprodução/Internet (site do Jornal Nacional)

BELEZA PÁGINA 11

Vereador é entrevistado na DP e mãe diz: ‘Quero meu filho de volta’ PÁGINA 10 LINHA CORTADA PÁGINA 11

Homem suspeito de praticar golpes através do ‘Disk Extorsão’ é preso


2.

Sábado - 26 de Janeiro de 2013 JUNTOS, FAZEMOS HISTÓRIA

LEITOR

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Anônimo, via site. Isso é vergonhoso!

Água em Barra do Piraí só cai do céu, mas, em nossas torneiras nada. Brincadeira, me ajuda aí, prefeitura. Rogério Dias, via Facebook

Todos os comentários publicados nesta seção são extraídos das nossas páginas na Internet. Frise-se que os comentários não representam a opinião do jornal, sendo a responsabilidade do autor da mensagem.

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As opiniões e juízos expressados nas colunas deste semanário são de inteira responsabilidade de seus autores, não representando, em hipótese alguma, a opinião do jornal quanto aos assuntos abordados.

Vassouras - 24 2471 2032

Expediente: CML de Paula Empreendimentos CNPJ: 17.150.485/0001-50 Editor-chefe: Felippe Carotta. Editorgráfico (paginação): Elías Moura Barbosa da Silva. Gestora Comercial: Soraia Soares. Redação (provisória): Rua Ana Nery, 126, sl 213, Centro. Barra do Piraí - RJ. Impressão: Gráfica Correio de Notícias


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PODER

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DENÚNCIA ■ Profissionais afirmam que RH da Secretaria de Saúde estaria se recusando a receber currículos não encaminhados pelo prefeito

Cartas marcadas BARRA DO PIRAÍ seu depoimento de maneira privada. A profissional mencioO candidato vai ao setor de nou os detalhes do “sistema”. Recursos Humanos (RH) da “Na terça-feira (22), fui ao Secretaria de Saúde - que é RH da Secretaria de Saúde, o mesmo de toda a prefei- e, quando tentei entregar meu tura, grifo nosso -, situado currículo, me falaram que não no prédio em anexo ao Ban- podia pegá-lo. Daí, questioco do Brasil, no Centro, e, ao nei o porquê daquela atitude tentar entregar um currículo, e de outras pessoas serem é barrado, sob a alegação de aceitas, e não eu. Foi então que somente os profissionais que a moça, funcionária do com “cartas marcadas” são órgão, me disse que apenas contratados. Segundo denún- os currículos marcados com a cias apuradas na quarta-feira, indicação do prefeito estavam 23, isso estaria acontecendo sendo recolhidos, e que, fora no município, bem debaixo disso, não adiantava nem ela do nariz da população. Pior. O arquivar os meus documensuposto esquema de contra- tos, pois não daria em nada”, tação no setor público só es- relatou. taria admitindo profissionais Indignada com a situação, frutos do QI (Quem Indica) de *Clarice autorizou a publicaninguém menos que o prefeito ção de suas declarações, mas, Maércio de Almeida (PMDB). através de mensagens privaUma psicóloga – que por das, explicou o motivo pelo motivos óbvios não terá sua qual apagaria a postagem que identidade revelada, grifo havia deixado no “mural” do nosso – chegou a postar sua jornal na rede social. indignação na página da VOZ, “Acho muito triste isso que no Facebook, mas, temendo vem ocorrendo, pois eu mesrepresálias e ver as portas se ma sou mais uma que vou fechando ainda mais, ela apa- fazer de tudo para arrumar gou sua mensagem, dando emprego em outra cidade

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Elías Moura

que não seja Barra do Piraí. Não entendam mal, fica a reclamação como uma ideia de reportagem, mas irei excluir o meu recado, pois já está repercutindo negativamente”, argumentou, dando a entender que estaria sofrendo pressão por ter denunciado o suposto esquema na contração de profissionais para a Secretaria de Saúde.

pedaço de papel higiênico e a minha formação acadêmica não valesse de nada”, ventilou a moça. “O município já tem pouquíssimas oportunidades no mercado de trabalho, e o poder público ainda faz questão de monopolizar os espaços, reservando para seus protegidos as melhores vagas, enquanto nós, que estudamos e vivemos à custa de muito suor, Onde há fumaça... ficamos com as migalhas. Isso pode até ser legal, mas é imoHoras após Clarice manifes- ral”, criticou a enfermeira. tar publicamente sua revolta com a “injustiça” que afirma * Os nomes Clarice e Mater sofrido, chegou à redação nuela são fictícios, e a VOZ se da VOZ um e-mail. Era de reservou o direito de utilizá-los *Manuela, uma jovem forma- apenas para facilitar o entenda em Enfermagem, e que dimento do leitor. diz ter passado pelo mesmo constrangimento da psicóloNOTA DA REDAÇÃO: Na ga. tarde de quarta-feira, 23, a “Confirmo a existência do equipe de reportagem da esquema denunciado pela VOZ enviou perguntas sobre outra profissional. Passei por o assunto, via assessoria de situação semelhante a dela imprensa, para a secretária quando, na semana passa- de Saúde, Sheila Rodrigues. da, fui ao RH da Secretaria de No entanto, até o fechamento Saúde, e tive meu currículo desta edição, o órgão ainda negado, como se fosse um não havia se pronunciado.

Ordens superiores: Prefeito Maércio estaria restringindo contratações na Secretaria de Saúde apenas a candidatos indicados por ele

Prestação de contas, uma obrigação esquecida por Heraldo Bichara, professor e ex-vereador

Mais fiscalização nas obras públicas BRASÍLIA em fevereiro haverá reunião envolvendo a área de aeroO presidente do Tribunal portos. “É importante haver de Contas da União (TCU), diálogo entre o governo e o Augusto Nardes, apresentou tribunal para evitar atrasos na terça-feira, 22, mudan- no cronograma de obras”, ças destinadas a melhorar o explicou. acompanhamento de obras O ministro Leônidas Cristipúblicas e a avaliação de pro- no destacou que “o governo jetos. Foram criadas secre- tem interesse em acelerar tarias, com coordenadorias as concessões e os arrendatécnicas especiais para cada mentos previstos na área dos setor de atividade, como in- portos” e espera contar com fraestrutura, educação, saú- “o aval do TCU para que os de e previdência. Com infor- cronogramas sejam cumprimações da Agência Brasil. dos”. Augusto Nardes recebeu a Ele falou sobre os planos ministra-chefe da Casa Civil, da secretaria e explicou que Gleisi Hoffmann, e o minis- busca dar maior velocidade tro da Secretaria de Portos, nos empreendimentos. Para Leônidas Cristino. Para o pre- Cristino, só dessa forma os sidente do TCU, a presença portos poderão alcançar da ministra demonstra que o maior eficácia com menor governo “quer se prevenir de custo, permitindo que os proproblemas como a ocorrên- dutos brasileiros sejam mais cia de fraudes”. competitivos no mercado inSegundo Augusto Nardes, ternacional.

Infelizmente, a sociedade representativa, e o povo em geral, desconhece que existe uma Lei chamada de Responsabilidade Fiscal, que obriga os governantes a prestarem contas de suas administrações. Aliás, essa é uma prática muito comum, principalmente nas entidades e clubes, quando há uma mudança na direção. No Rotary, onde sou presidente, meu mandato é de um ano, e na maçonaria de dois anos. Quando assumimos temos que saber o que estamos recebendo, se nosso antecessor deixou alguma pendência, e principalmente, quanto deixou em caixa. Isto é mais do que normal, porém, alguém sabe dizer como o ex-prefeito deixou a prefeitura? Quanto ficou em caixa? Todas as obras que planejou foram executadas? O problema é que ele não fez a transição para seu sucessor, isto é, não prestou

contas. Digo com firmeza porque em conversa com um secretário, o mesmo me afirmou que não sabia o que estava esperando encontrar pela frente. É a tal história do continuísmo, e convenhamos, isto é péssimo. Jamais aceitaria um cargo desconhecendo o que ia administrar. O problema é tão sério que o secretário de Água não mudou, e passados oito anos no governo, a cidade está como está, sem água nas torneiras, embora eu tenha alertado o tempo todo sobre este problema em outro jornal para o qual escrevia. O tempo todo falei da ETA mãe (Estação de Tratamento de Água) que sugeri ser construída acima das comportas, lembram-se? Pois bem, só no ano das eleições arrumaram uma grana junto ao PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), e iniciaram as obras, interrompidas há cin-

co meses. Resultado, bombas queimadas, desculpas manjadíssimas, e a população na mão. O Heitor quando prefeito foi sensível e construiu algumas estações de abastecimento, e o Dr. Baltazar também cuidou de bairros como o Morro do Gama, Lago Azul e outros cujos nomes não me lembro. O ex-prefeito não tomou conhecimento, e priorizou a construção de praças e jardins, além de shows artísticos. O Mercado Municipal foi custeado pelo estado, mas falta água naquele local, o que me foi passado por um usuário que paga 500 reais por mês, tendo que usar a água do banheiro. O prefeito que assumiu, um político experiente, foi posto de lado, e não conseguiu fazer a transição, daí a tremenda bananosa que pegou. Água não falta porque não para de chover, só que não dá para chegar às

torneiras. Ele deveria ter sido alertado para esta realidade vez que era o vice do ex que saiu bradando para todos os ventos que deixou a prefeitura cheia de grana e a cidade transformada numa babel. E agora, qual a solução? Repito, jamais assumiria um cargo, ainda que fosse o mais simples possível sem uma prestação de contas de quem estava no comando. É só andar pela cidade e ver ruas sendo recapeadas por falta de um serviço mal feito (vide lá na Química, próximo à Exposição). O novo prefeito vai ter que suar muito a camisa porque a herança que herdou não é tão atraente como lhe foi prometida. A Prestação de Contas em Barra do Piraí é uma obrigação esquecida, e pena que alguns clubes tradicionais também não divulguem na imprensa como assumiram e como estão administrando o que receberam.


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COMUNIDADE

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MORRO DO GAMA ■ Muro de contenção é danificado pela chuva e moradores é que se juntam para ‘reconstruí-lo’

Água morro abaixo!

por Federação das Associações de Moradores Soraia Soares

União: Cumprindo ‘missão’ que deveria ser da prefeitura, moradores se juntam para evitar que rachaduras (detalhe) ameaçem a estrutura do ‘murão’ BARRA DO PIRAÍ casas são protegidas por

redacao@avozdopovobp.com um “murão” que serve de

O pão nosso de cada dia do verão no município tem sido as chuvas, que não dão trégua. Mesmo que seja somente no finalzinho das tardes, elas sempre dão o ar de sua graça. E, por causa disso, este mês de janeiro, que está quase terminando, vem sendo marcado por danos irreparáveis e irreversíveis, a cada dia que passa. Os prejuízos registrados não são apenas dentro das casas afetadas pela cheia do Rio Paraíba do Sul. As ruas ficam alagadas, cheias de lama e entulho, e há, ainda, o mau cheiro provocado pelos esgotos entupidos. Muros e árvores caem e bloqueiam estradas e vias de passagem para muitas pessoas que vão a caminho do lar ou do trabalho, congestionando o trânsito – que já é difícil na cidade, grifo nosso. No caso do bairro Morro do Gama, o cenário se complicou na Travessa Antônio Ribeiro, onde as

apoio. A rua é uma subida íngreme e, só de olhar para baixo, dá arrepios. A obra da parede de contenção, que, segundo informações do site da prefeitura, foi concluída em meados do ano passado, serviria para sustentar a terra do local, que ampara inúmeras residências. Mas, para o desespero da comunidade, o muro parece estar cedendo com as chuvas dos últimos dias. “Com essa chuvarada que tem dado, o muro não ‘tá’ (sic) aguentando, não. Está descendo água e caindo terra lá embaixo”, contou Maria Aparecida Miranda, a Cidinha, moradora da rua. “Meu marido estava tomando banho e saiu na chuva correndo, para encher de concreto o buraco que tava abrindo aqui”, continuou ela, apontando para uma fenda monstruosa no muro, enquanto seu marido fazia a mistura de concreto para fechar o resto dos rombos provocados pelo aguaceiro.

Mutirão Na tarde de terça-feira, 22, quando a reportagem da VOZ visitou a Travessa Antônio Ribeiro, vários moradores estavam na rua, trabalhando para ajudar a fechar as fendas e buracos que, com a chuva, abrem. O cenário era o seguinte: carrinhos de mão por todos os lados, e garrafas pet protegendo os ferros das vigas que ainda estavam espetados por cima do murinho de proteção da rua, de cerca de 15 centímetros, que não protege aqueles mais descuidados e crianças. “As crianças não podem vir para a rua brincar. A minha vizinha recebeu a neta dela no Natal e a menina não podia sair de casa. Aqui é muito alto, se a criança cair, morre na hora. Até agora estamos esperando que coloquem uma proteção, uma grade, sei lá”, reivincidou Cidinha. “Ainda não tivemos tempo de ir à prefeitura avisar o Maércio (de Almeida, chefe do Executivo) sobre o que está acontecendo [no Morro do Gama]. Não temos

A Voz das Comunidades

presidente da Associação de Moradores para nos representar, no entanto, eu e meu marido devemos ir lá, pessoalmente”, explanou. “Temos medo que o muro desabe e pegue nas casas lá embaixo, pois só Deus sabe se nas próximas chuvas ele vai aguentar. Por isso, continuamos remendando para não agravar a situação”, encerrou, olhando para o céu e rindo, na esperança de dias melhores e mais calmos para ela, seu marido e vizinhos. NOTA DA REDAÇÃO: Via Departamento de Comunicação, o secretário municipal de Obras, Walace Nóbrega Fonseca, foi procurado. Três perguntas foram encaminhadas a ele, por e-mail, na tarde da última terça-feira. Porém, até o fechamento desta edição, nada de respostas. Vale esclarecer, ainda, que a reportagem acima é fruto de sugestão de pauta enviada, através do Facebook, por uma moradora do Morro do Gama, que pediu para não ser identificada.

■ Muito se fala e culpam as passagens de níveis como sendo as “vilãs” do trânsito em Barra do Piraí. Não se fala em construção de novas pontes, que seria uma das soluções para melhorar o trânsito caótico de nossa cidade. Enquanto existem situações que não entendemos, uma delas são os ôni-bus que demandam da Rodoviária Roberto Silveira com destino a Piraí, Paracambi e Rio de Janei-ro, poderia, como era antigamente, sair pela Rua Aureliano Garcia. Teríamos certo alívio no trân-sito no centro da nossa cidade. Esta situação poderia ser revista pelas nossas autoridades do Poder Público Municipal. Outra situa-ção que não compreendemos é a abertura das cancelas ferroviárias que está tendo a concordância de alguns vereadores barrenses, que tem até se deslocado desta cidade em busca desta solução, ao que até aplaudimos o esforço empregados destes edis, mas, seria mais interessante se eles engajas-sem na luta pelo desvio da rota Rio – Minas, antigo projeto em tramitação junto aos Poderes Públicos Federais. Projeto, este, que tem sido discutido em várias reuniões realizadas com a direção da MRS e a comunidade barrense. Ocorrerá na próxima terça-feira, 29, às 14h, no Central Sport Club, uma reunião com a MRS. Para tanto convidamos as comunidades e as pessoas interessadas em dis-cutir este

assunto e outros, referente à atividade da empresa citada na nossa cidade de Barra do Pi-raí. ■ Edital: A senhora Simone de Souza Mathias, presidente da Associação de Moradores do Bairro das Oficinas Velhas, no uso de suas atribuições estatutárias, convoca a população do bairro para partici-parem da Assembléia Geral Eleitoral, que será realizada no dia 03 de março de 2013, das 9 às 17h, no Brasil Esporte Clube, ficando os interessados em concorrer o pleito eleitoral, tendo como prazo para inscrição das chapas até o dia 22/02/2013. Barra do Piraí, 22/01/2013. ■ Conselho Municipal de Educação tem o seu atendimento diário, à Rua Tiradentes, nº 122, Centro, Barra do Piraí/RJ, Tel.: (24) 2443-2545/24421302(fax), e-mail: cmebp@ hotmail.com e as reuniões de plenárias (abertas ao público): segundas-feiras, às 18h30. ■ Reunião da Famor/ BP: Informamos que a nossa reunião mensal de fevereiro próximo será no dia 09, às 16:00 horas, nas dependências do Senaet, à Rua Tiradentes, nº 132, na subida do Cemitério. For-taleçam a nossa Federação com a sua presença e participação. Nosso endereço (escritório): Rua Ti-radentes, nº 50 – Sala 101 – Centro. Tel.: (24) 2442-2929. INSTITUCIONAL


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CIDADE

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LGBT ■ Semana da Diversidade começa com distribuição de panfletos e preservativos

Contra o preconceito

Felippe Carotta

Diversidade: Até idosos se interessam por panfletos do programa ‘Rio Sem Homofobia’ e dizem ‘não’ ao preconceito BARRA DO PIRAÍ distribuindo preservativos e panfletos tanto acerca dos Esta semana, a bandeira LGBTs quanto da Atenção Bá“colorida” levantada no mu- sica à Saúde. nicípio é contra o preconceito. “Muita gente banaliza os Na tarde de terça-feira, 22, gays e taxa esses indivíduos organizadores da I Semana como promíscuos, ou profada Diversidade deram início nadores dos bons valores e ao evento, com a distribuição da família. A I Semana da Dide preservativos e panfletos versidade vem para quebrar com informações sobre o pro- esse paradigma e mostrar grama “Rio Sem Homofobia”. que os LGBTs são cidadãos O grupo montou uma tenda, comuns, que também têm na Esquina do Pecado, no seus direitos. É preciso lemCentro, e, além da entrega brar sempre que coração não de folders, prestou serviços tem preconceitos. Tem amor”, à população, com o auxílio abordou Frank, fazendo mende agentes da Secretaria de ção ao lema da 17ª Parada do Saúde. Orgulho Gay, realizada em noSegundo o vice-presidente vembro passado, na orla de da comissão organizadora, Copacabana. Frank Tavares Silva, a iniciativa teve como principal mote a II Parada da Diversidade conscientização. “Os panfletos do Rio Sem E a programação preparaHomofobia, confeccionados da pelos “coloridos” para gripela Superintendência Esta- tar contra o preconceito não dual de Direitos Individuais, para por aí. Ontem, foi realizaColetivos e Difusos, são bas- do o I Fórum da Diversidade, tante elucidativos e oferecem no Barra Tênis Clube, com a à população uma luz sobre a presença de representantes temática envolvendo a classe da Superintendência Estadas Lésbicas, Gays, Bissexu- dual de Direitos Individuais, ais e Transexuais (LGBT). São Coletivos e Difusos, além de mensagens que ajudam as especialistas de diversas árepessoas a compreenderem as. Aconteceram palestras e os estragos que o preconcei- discussões sobre inúmeros to pode provocar na vida de assuntos, como, por exemplo, quem sofre com ele”, expli- “Educar para a Diversidade”, cou. além de temas relacionados De terça a quinta-feira, a à homofobia e à União Estácomissão organizadora es- vel entre pessoas do mesmo teve na Esquina do Pecado, sexo.

A presidente da comissão organizadora, Alexandra Oliveira, destacou que o ápice do movimento está agendado para o próximo domingo, 27, com a II Parada da Diversidade Sexual do Sul Fluminense. “Assim como no ano passado, quando cerca de 10 mil pessoas participaram do ato cívico, vamos às ruas reivindicar os direitos da classe LGBT, bem como pedir o fim do preconceito”, salientou, ressaltando que o evento começa às 14h, na Praça Nilo Peçanha. Mas, antes do ápice mencionado por Alexandra, ainda será realizada a I Festa da Diversidade, que acontece, hoje, no Barra Tênis Clube, a partir das 23h. O valor do ingresso será revertido para o custeio de todo o evento, conforme esclareceu a organizadora. “Vale frisar que a entrada será cobrada apenas porque precisamos do dinheiro da bilheteria desse dia para ajudar no custeio da infraestrutura do evento, já que conseguimos poucos patrocinadores e a folha de gastos é alta. A entrada do baile vai custar R$ 15,00, praticamente um valor simbólico, que cada ativista pagará em contribuição à organização do evento”, arrematou, salientando, ainda, que todas as demais atividades são gratuitas.

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Mundo Rizomático por Rafael Nunes, psicólogo

O ano de 2013 se inicia e em breve o calendário escolar também. Ainda encontramos instituições de ensino sucateadas e sem a mínima condição de atender á demanda de crianças em idade escolar. O que devemos pensar sobre isso? Estamos em um ano crucial para a realização da Copa do Mundo de 2014 e das Olimpíadas de 2016. Observamos investimentos astronômicos para a construção de estádios e obras de infraestrutura para atender as exigências da Fifa. Diversas sobras já estouraram o orçamento inicial e continuam aumentando os seus gastos podendo transformar a Copa do Mundo de 2014 como o evento mais caro da historia da humanidade. Recentemente o prefeito de Belo Horizonte solicitou uma redução das verbas para a Educação da capital mineira para que fossem investidas em

obras para adequar a cidade para o evento. Isso demonstra, de forma clara, a necessidade de manutenção de uma população sem possiblidades de formar um pensamento crítico. Um povo com pensamento crítico questiona o seu líder. Critica as suas ações e luta pelos seus direitos, um povo com pensamento crítico elege o líder que melhor atenderá as suas necessidades e não por medo de mudanças. Michel Foucault quando disse que “todo o sistema de educação é uma maneira política de manter ou de modificar a apropriação dos discursos”, criticou não só o sistema de ensino mas também os produtos finais (pessoas) que formam a sociedade na qual vivemos, onde aceitamos o que nos é imposto e não lutamos por mudanças, simplesmente escolhemos o mais fácil ao invés do correto. A nossa militância

provém do que nos inquieta, incomoda, ou seja, as injustiças sociais e as diversas formas de corrupção existentes no nosso país. As lutas contra preconceitos raciais, a luta pela diversidade sexual (temos como uma bela demonstração a II Parada da Diversidade em Barra do Piraí), a luta contra a medicalização da sociedade entre outras. Como elucidar mais mentes para engajar estas lutas? Através de um sistema de educação de qualidade. Fecho este texto com uma frase de Paulo Freire, patrono da educação brasileira. “Eu sou um intelectual que não tem medo de ser amoroso, eu amo as gentes e amo o mundo. E é porque amo as pessoas e amo o mundo, que eu brigo para que a justiça social se implante antes da caridade.” Até a próxima, uma boa semana para todos!


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CAPA

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MERCADO MUNICIPAL ■ Desde a reforma, ex-camelôs amargam baixa nas vendas e muitos já começam a voltar pras ruas

Em busca do cliente perdido

Soraia Soares

Vazio: Visão panorâmica do andar de cima mostra a maioria dos boxes sem nenhum cliente CAROLINA ARAÚJO pular camelô era referência na BARRA DO PIRAÍ busca de bijuterias, camisas, redacao@avozdopovobp.com chaveiros e canecas do time predileto. Aparelhos eletrônicos, Era assim, na Rua Padre Al- recém-lançados no exterior, fredo, que, durante duas déca- desembarcavam primeiro na das e meia, ficou conhecida por Rua Padre Alfredo, fazendo os ser exclusiva das barraquinhas olhos de quem passavam por lá que enchiam o Centro da cida- encherem de vontade de ficar de de vida, enquanto as pes- horas e horas admirando cada soas passeavam e as crianças uma das bancas, enquanto o ficavam deslumbradas com as celular tocava as musicas precores e variedades nas barra- diletas nos fones de ouvido, cas de carrinhos, videogames, sempre comprados no local, e bolas e bonecas. Corriam e a capa de proteção do telefone fitavam as pessoas para poder também. parar em frente às “tendas” de Mas, tudo mudou quando, brinquedos e, na ponta dos pés, em março do ano passado, o chegar mais alto, ver o paraíso então prefeito José Luís Anchide diversão na frente delas, te entregou aos ambulantes o enquanto gritavam pelos pais Mercado Municipal Mário Sérpara comprar um pedacinho gio do Nascimento, transferindo daquele céu. a categoria para os boxes consPara os adolescentes, o po- truídos naquele moderníssimo

prédio. As lonas, calorentas e vulneráveis à chuva, foram substituídas por uma estrutura bem acabada, com direito até a escadas rolantes, no entanto, ninguém imaginava que a mudança fosse doer tanto no bolso dos ex-camelôs. Isso porque, segundo relatos da classe, as vendas no Mercado Municipal caíram drasticamente em relação à Rua Padre Alfredo. Nem o Natal foi capaz de dar um “up” na situação, que, de acordo com testemunhas, vai de mal a pior para muitos dos comerciantes. O caso estaria tão crítico que inúmeros vendedores já estariam voltando pra rua, na surdina, em busca da clientela que supostamente se recusa a esquecer as memórias da Padre Alfredo.

Em baixa Na tarde de terça-feira, 22, a equipe de reportagem da VOZ foi até o Mercado Municipal, para conhecer de perto a realidade comercial do local e ouvir relatos de pessoas que lá trabalham. “Velha” de guerra quando o assunto é o camelô de Barra do Piraí, a comerciante Bárbara Kaiser, a Babi, tem uma teoria sobre o porquê de as vendas estarem tirando o sono dos ex-ambulantes. “As pessoas são um pouco comodistas. Na rua, o pessoal passava e comprava, enquanto para vir aqui o público tem que se deslocar. Então, acredito que isso possa ter influenciado”, opinou, sentada num banquinho, um pouco séria,

falando de seu negócio, que já dura mais de 20 anos. Mesmo elogiando o movimento impulsionado pelo Natal, a experiente (ex-)camelô admite que o resultado na Padre Alfredo era bem mais satisfatório. “As vendas no Natal foram boas. Não foram excelentes, mas, sim, boas. Nada que se compare com a rua. Agora, este mês (janeiro) as vendas caíram um pouco, tal como em qualquer comércio”, avaliou. Já um outro ex-ambulante, que trabalha no ramo há pelo menos dez anos, foi mais duro ao comentar a situação. “De que adianta toda essa modernidade, se o dinheiro não entra para mantermos as portas abertas? Basta dar uma olhada por aí que vocês

vão ver que inúmeros boxes estão fechados, porque o pessoal não aguentou o rojão e acabou tendo que fechar. Isso sem contar os filhos de vários colegas, que tiveram que ‘trancar’ a matrícula na faculdade, pois os pais não tinham mais dinheiro pra pagar a mensalidade. Será que vale o quanto custa?”, ponderou o jovem, que não se identificou. “Eu mesmo parei de estudar. A situação é muito mais difícil do que as pessoas imaginam. Há dias em que vendo apenas R$ 10, R$ 5, e se isso acontecer, eu que coloque as mãos pro céu, porque já teve semana inteira de não sair uma mercadoria. É por isso que tem um monte de gente voltando para as ruas”, acrescentou ele.


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De volta ao ‘lar’ Diariamente, a ruas do Centro de Barra do Piraí ficam cheias de pessoas que passeiam e veem as vitrines em busca de novidades, vão pegar os ônibus para seus lares e trabalho etc. Quem lucra com isso são os vendedores de churros, batata frita, água de coco e por aí vai, que arrumam seu lugar nas calçadas e praças, tentando sempre escolher o melhor espaço para ficar e fazer valer mais um dia de labuta. E, para a surpresa da clientela saudosa, os que não conseguiram vingar suas vendas no “shopping” municipal tem se arriscado a voltar para as ruas – de maneira irregular, é claro, grifo nosso. Um ambulante que possui box no Mercado Municipal, e que por motivos óbvios não terá seu nome divulgado, falou à reportagem da VOZ que a situção no prédio “não se compara ao vender diretamente ao ar livre”. “Na rua, temos o contato direto com o público, ao invés de ficar enclausurado numa ‘caixa’, onde tenho que chamar as pessoas, e ainda me sinto preso. Aqui, faço o meu próprio horário, sabendo exatamente em que lugar está a maioria da clientela. Na rua é bem melhor, até porque, por mais que o Mercado seja uma obra que veio para melhorar a imagem da cidade, prejudicou nossas vendas”, relatou, mexendo em seus produtos, enquanto curiosos passavam e davam uma olhadinha nas novidades. “Aqui, as pessoas passam e olham. Por mais que não seja uma loja, vendo muito mais do que se tivesse ‘preso’ em um lugar que só faz jus pelo cinema. Se não fosse por isso, muitas pessoas nem saberiam onde é o tal ‘shopping’ da cidade”, ironizou. E não é apenas um ou outro camelô que está trocando as escadas rolantes do Mercado Municipal pelas calçadas quentes das ruas do Centro. Basta olhar com atenção e é possível ver rostos já conhecidos do público fiel dos ambulantes, ali e acolá, retornando ao “lar”, sob a argumentação de que o conforto do prédio moderno não enche barriga.

CAPA

Soraia Soares

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Chique: Ex-camelôs trocam o conforto das escadas rolantes pela clandestinidade das ruas, sob a alegação de que ‘beleza não enche barriga’ INSTITUCIONAL


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ESPECIAL

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DENÚNCIA ■ Capina química aplicada em vegetação à beira da linha estaria matando passarinhos

Limpeza fatal

Foto do leitor: Rafael Franco Ribeiro

Flagra: Ao fundo, dois agentes da MRS aparecem fazendo a capina química no ‘leito’ da linha férrea BARRA DO PIRAÍ par tempo e dinheiro, sacrifica redacao@avozdopovobp.com a natureza”, criticou a moradora do Centro, que não se identiPara os amantes da natu- ficou, possivelmente temendo reza, a descrição do cenário represálias. a seguir é triste: alguns passarinhos, entre eles canários Secretária do Ambiente da terra, aparecem mortos às promete ajuda margens da linha férrea, silenciando aquele doce canto que, Procurada na manhã de por vezes, anunciou a chegada quarta-feira, 23, para comende um novo dia ou o por do tar o assunto, a secretária do sol. Cansado de assistir a essa Ambiente, Madalena Sofia de cena, o leitor Rafael Franco Oliveira, foi extremamente soRibeiro denunciou, na terça- lícita, dando um “banho” na feira, 22, que a capina química prestação de serviços públiaplicada por agentes da MRS cos. Logística na vegetação à bei“Infelizmente, a empresa ra da malha ferroviária estaria tem licença do Instituto Brasiacabando com a fauna local. leiro do Meio Ambiente (Ibama) A foto enviada pelo internau- para aplicar a capina química. ta registra o exato momento Inclusive, um engenheiro agrôem que o procedimento era nomo da nossa secretaria já realizado, na tarde da última chamou os responsáveis para terça. A área demonstrada na conversar por duas vezes, e a imagem fica nas imediações autorização foi apresentada”, do Centro, no pátio ferroviário, explicou, salientando, com cere bairro Santo Cristo. Segundo to pesar na voz: “A MRS adota ele, é grande a quantidade de sistematicamente a mesma espécies afetadas pelo que postura”. chama de “crime ambiental”. A gestora esclareceu, po“Quem gosta da natureza tem rém, que a autorização não que ajudar a combater essa dá a concessionária o direito situação. Até quando isso irá de fazer o que bem entender. acontecer?”, indagou, aparen- “Eles não podem utilizar um temente com o sangue ferven- produto diferente do permitido do nas veias. pelo Ibama, e, se está havendo A reclamação de Rafael foi perda da fauna, alguma coisa endossada pela de outra lei- está errada”, sinalizou Madatora, em declaração encami- lena. nhada à redação da VOZ via Demonstrando-se verdae-mail. deiramente interessada em “Vi o que o rapaz (Rafael) encontrar uma solução para postou no Facebook, e não é a problemática, a secretária possível que as autoridades pediu à reportagem da VOZ permitam uma monstruosi- que lhe encaminhasse as fodade como essa. Os pobres tos, por e-mail. Ela assumiu a passarinhos são prejudicados responsabilidade auxiliar na pela falta de responsabilidade apuração dos fatos – postura da empresa, que não quer ter que merece aplausos de pé, gastos com funcionários capi- grifo nosso. nando na enxada, e, pra pou“Desde já, eu me compro-

RESPOSTA ■ Cref esclarece tema de reportagem publicada pela VOZ; órgão destaca fiscalização

Colocando os pingos nos ‘is’

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Bethânia Soares: ‘Trabalhamos para garantir qualidade e segurança na prestação dos serviços de atividade física’

BARRA DO PIRAÍ meto a encaminhar a reportaredacao@avozdopovobp.com gem e o apelo popular ao Ibama, para que se proceda uma Em sua edição 08, a VOZ rigorosa fiscalização quanto às condições em que estão sen- publicou uma reportagem do realizadas essas capinas com denúncias de professores de Educação Física, químicas”, encerrou. dando conta de que, no município, estagiários e “avenResposta da MRS tureiros” estariam exercenContatada via assessoria de do a profissão de maneira imprensa, a MRS Logística se irregular. Na época, a equipronunciou sobre o caso, na pe do jornal tentou localimanhã de anteontem, 24. Em zar algum representante nota, a concessionária que ad- do núcleo de Volta Redonministra a malha ferroviária in- da do Conselho Regional formou que: “A capina química de Educação Física (Cref), é a atividade de controle das porém, ninguém foi enconplantas daninhas com uso de trado. O tempo passou e, herbicida com propriedades na tarde de terça-feira, 22, capazes de manter as áreas a assessoria de imprensa tratadas limpas por longos pe- da 1ª Região da entidade, ríodos de tempo, com garan- responsável pelos estados tias de segurança ambiental”. do Rio de Janeiro e Espírito Acerca da suspeita de que Santo, entrou em contato, as substâncias utilizadas pela solicitando espaço para esclarecimentos empresa na aplicação do pro- prestar cedimento estejam fora do pa- sobre o assunto – sendo atendida, drão preconizado pelos órgãos prontamente fiscalizadores, a instituição ne- grifo nosso. Em nota, a supervisora gou que isso seja verdade. “São utilizados produtos licenciados e autorizados pelos órgãos federais competentes, como o Ibama e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Não é utilizado nenhum outro produto que não esteja de acordo com as leis ambientais vigentes”, garantiu, mencionando que os nomes dos materiais utilizados: Roundup NA, autorizado pelo Ibama, com o Nº 3298/93; Glifosfato Plus Pikapau Herbicida (glifosfato), registrado na Anvisa, com o N° 3.0543.0057.002-9. A MRS finalizou a nota frisando que a empresa “destaca em suas políticas, o respeito ao meio ambiente e sua preocupação com segurança”.

de Fiscalização do Cref1, Bethânia Soares, esclareceu: “O Departamento de fiscalização do Conselho atua nos 92 municípios do Rio de Janeiro e nos 78 municípios do Espírito Santo, realizando fiscalizações de rotina e averiguação de denúncias em qualquer tipo de estabelecimento prestador de atividade física”. A profissional explicou, ainda, a importância dos procedimentos coordenados pelo segmento que coordena. “Para garantir qualidade e segurança na prestação dos serviços de atividade física, preconizando, assim, o mercado de trabalho para o profissional habilitado, o Cref1 também conta com denúncias anônimas sobre o exercício ilegal da profissão, entre outras ilegalidades e irregularidades. A denúncia pode ser efetuada através do Disque Denúncia do órgão, no te-

lefone (21) 2567-0789, ou pelo site www.cref1.org. br. Em ambas as formas, o denunciante receberá um número de protocolo, através do qual ele poderá acompanhar o andamento da sua denúncia, que será averiguada em até 90 dias no máximo”, salientou Bethânia. Sobre o fato de a VOZ não ter conseguido contato com nenhum agente do núcleo regional do Cref, na semana do dia 12 de janeiro, a assessoria de imprensa do Conselho deu a seguinte explicação: “O posto de Volta Redonda ficou fechado do fim de dezembro até o dia 09, por razão de reformulação no quadro de pessoal, sendo reaberto no dia 10. Em tempo, enviamos uma comunicação por e-mail a todos os profissionais registrados, e no dia 08/ publicamos também uma nota no site oficial do Cref1”. INSTITUCIONAL


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ESPORTE

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Por Jo Mariano

■ O negro e o Bangu contra o Vasco Nesses dias, início do estadual rural mais defasado do sistema solar, em que nada de interessante acontece e tudo sobre o Carioquevisk cheira à balela argumentativa, até essa coluna bombadona, que tem mais assunto que enterro de corno, passa por dias difíceis. Ainda bem que admitimos ser boleiros e seguimos os adeptos da cachaça, cerveja, mulher e futebol (nem sempre nessa ordem), e a regra do nada pra fazer, na falta de termos o que falar, iremos zonear o barraco alheio. Logo ali do lado, na colina, existe um barraco tipo esse só que mal frequentado. O cara é meu amigo e consegue uns acessos em seu site - nada que se compare à galera bem vestida que lê esse jornal - é meu amigo e por isso vou dar uma sacudida na palafita do cidadão. Há uns meses fiz um post recorde de curtições em meu blog, o FLAGAIATO, onde falava da lorota vascaína de ter inserido negros no futebol e que a balela ia tão longe que tiravam o mérito do Bangu e excluíam do futebol Francisco Carregal*. Há um tempo vi e ouvi sobre a réplica lá na caverna do meu brother de cerva e senti-me tentado a dar minha tréplica cheia de maldade, mas sempre mantendo o compromisso com a verdade. Com base no grandessíssimo e cultuado Mário Filho fica óbvio que o chilique do Vasco com a AMEA não foi por amor ao negro, mas (desculpem a rima) amor ao rego. Afinal ou era jogar com um monte de afrodescendentes uma liga não-oficial, ou mostrar pro mundo que não tinha time. “Os jogadores do Vasco ficavam em Morais e Silva,

como alunos de colégio interno. Tinha hora de saída, todos juntos (…) O português achando que todo cuidado era pouco” (FILHO, 2003, p. 122 e 123).” O tratamento dado ao time era coisa esquisita, se tratava de um “time de colégio interno”, remanescentes de uma escravidão até então recém-findada. Não se tratava de um time de alguns negros, mas de maioria (senão totalidade) negra. Não era questão de ser bom para os negros, porque a veridicidade é que os negros eram bons pro Vasco e não o contrário. “O Vasco não fazia pretos: para o preto entrar no Vasco tinha de ser já bom jogador. Entre um branco e um preto, os dois jogando a mesma coisa, o Vasco ficava com o branco. O preto era para a necessidade, para ajudar o Vasco a vencer.” (FILHO, 2003, p.120)” Aí entra a segunda parte da questão. Vascaínos afirmam que o Bangu inseriu, mas apenas o Vasco quando questionado lutou. Talvez. Embora ambos fossem clubes pequenos – “Ninguém ligou para importância à ida do Vasco para a primeira divisão. Que é que podia fazer um clube da segunda divisão (…) (FILHO, 2003, p. 121)” – o Bangu sempre se encontrou em situação mais complicada financeiramente, não tinha a burguesia portuguesa dominante e possuía um time misto. Somando os fatores, obviamente poderia abrir mão de um jogador para não dar adeus ao time e ao futebol. Logo o Bangu poderia muito bem fazer o que o Vasco sonhava, mas optou por sofrer anos no ostracismo mantendo um ou raros negros em sua equipe, como ocorreu com o mulato Luís Antonio da

Guia que por anos defendeu o Bangu. Enquanto o Vasco enquanto pode excluía seus poucos negros até que num momento de crise só possuía pretos na equipe. Se a ordem era sem negros e você tem 3 negros conversa e joga com 20, se você possui 1 negro, conversa e joga com 22, mas se você tem 23 negros oriundos do “colégio interno” que lutam contra o jacobinismo pós-século XIX... dá chilique, percebe a situação que se encontra, faz o inequívoco e inevitável e conta com os burgueses para espalharem uma mentira centenária. Foi feito o que era bom para o clube. O bem ao negro foi fator secundário. Parabéns Vasco, você conseguiu... Mais ou menos, porque em 2001 os deputados votaram com base na história e entregaram a Medalha Tiradentes, que premiou o pioneirismo na luta contra o racismo no futebol ao Bangu. Fato interessante é que um dos deputados a assinar e reconhecer tal verdade foi o então presidente do clube cruzmaltino, Roberto Dinamite. O preto brasileiro já sofreu demais, chegou na Terra Mãe Gentil como mão de obra escrava, nunca foi tratado como imigrante digno e por isso creio que não precisa de uma mentira dessas para se sentir melhor. Até porque um clube que leva como estandarte a cruz esmagadora de minorias desmente uma farsa dessas sempre que pisa em campo, sempre que veste a camisa.

■ Argentina é meu ovo no inverno

Arábia Saudita, Japão, Iraque, Nigéria, África do Sul, Egito, Camarões, Tunísia, Zâmbia, Austrália, Nova Zelândia, Taiti, Dinamarca, Grécia, Canadá, México, Estados Unidos. Ao fim desse tópico explico o motivo desses nomes acima, mas antes (mais uma vez, está chato, eu sei) permitam-me novamente tentar entender a mente anti-patriota dos torcedores de web, playboys de apartamento que não conseguem entender o quão complexa é a vida fora do memory card. Há um tempinho meu sono matinal para acompanhar o sorteio da Copa das Confederações a acontecer no país (como dizem os antis) mais feio, sem graça, sem dinheiro, mal administrado e incrivelmente escolhido pela FIFA e pelo COI para sediar os maiores eventos esportivos do planeta. Obviamente acompanhei com um olho na TV e outro na internet a fim de pescar umas pérolas internautas. Vi comentários como “O Brasil comprou o sorteio”, “Vamos cair numa chave fácil”, “Vai ser comprada como a Copa de 2002”, “Taiti na chave do Brasil” e ao fim os comentários viraram para “Compraram, mas deu errado”, “O cozinheiro arrebentou com a armação”. Incrível, os fãs do Messi sempre se superam. Mais uma vez podemos per*Francisco Carregal foi ceber que a vira-latagem adquio primeiro jogador negro a rida atingiu níveis de epidemia e praticar futebol oficialmen- agora não importa como, quante no Brasil. do nem em que circunstância,

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a parada é torcer contra. Garotinhos mimados criados a base de Mucilon que se acham os revolucionários e acreditam ser bonito jogar contra o patrimônio. Pessoas nascidas no Brasil que não possuem a camisa da seleção nacional, mas tem a da Argentina. Menininhos cheirosinhos espancadores do Neymar, que costumam chamar tudo que não gostam de lixo e que quando vêem um carrinho maldoso no craque santista dizem que ele se joga, é fraco, é moça, mas quando triscam no Messi se gabam (com o pau do cara) que só param o “semi-deus” na falta. Amam a Argentina, já deixaram o cabelo crescer, Pelé é só mais um boçal, exemplo mesmo é o Maradona, Felipão e Parreira possuem duas Copas, mas são uns bostas, bom mesmo é o Guardiola. Brasil? Quem é Brasil? Quero ver ganhar da Argentina. Ganhamos. Mas não era o time principal deles. Mas o nosso era? Criaturas sustentadas com Nescau cereal e que desdenharam o título do Desafio das Américas só porque fomos nós que ganhamos. E daí que era a Argentina na Bombonera? Crêem piamente que a Argentina é e sempre foi mais time que o Brasil, mas desconhecem que aqueles países que citei no início do tópico estão num jejum de títulos menor que o da seleção da Evita. Os discípulos do anti-jogo não gritam é campeão

com sua seleção principal desde 1993. Sim, o Brasil (assim como a Argentina até hoje) ainda era tri. E não nos eliminam em nada desde então. E os playboys de ap gritam na cara de clubes de que ficam 10 anos sem títulos, mas poupam a Argentina. Às vezes penso que todo chefe de estado deveria ser um pouco Fidel e mandar traidor ir pastar bem longe do solo pátrio. Porque essa gentinha, esses escancaradores de boca em apartamento são minoria e não fazem falta. Fazem barulho, mas nada conseguem. Assim como a Argentina. O brasileiro de verdade – desacreditado, sim, com a seleção – ainda é esmagadora maioria. São os trabalhadores que xingam, falam mal, dizem parar de torcer, mas assistem aos jogos e fazem força para segurar o ódio e não gritar gol. São homens e mulheres que na época da Copa compram a camisa, vão pras ruas, bebem, dão churrasco e abraçam o desconhecido ao lado a cada gol convertido, a cada pênalti defendido. E por esses vale a pena acreditar que o torcedor ainda tem chance e que essa peste será extirpada. E se seu banimento acontecer eles tem vários países para habitar. Podem até morar no Taiti, que vai disputar a Copa das Confederações por ter sido campeão. Coisa há 20 anos impossível para a Argentina. INSTITUCIONAL


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POLÊMICA

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ADOÇÃO IRREGULAR ■ Mãe da criança se diz arrependida e afirma que está sofrendo; mulher exima vereador de culpa

‘Quero meu filho de volta’

Reprodução/Internet (site do Jornal Nacional)

‘Plim, Plim’: Pedrinho ADL é entrevistado por jornalistas do ‘Jornal Nacional’, em reportagem exibida anteontem FELIPPE CAROTTA publicado na edição 09 da CAROLINA ARAÚJO VOZ, que chegou às bancas BARRA DO PIRAÍ no sábado passado, 19. redacao@avozdopovobp.com Após passar pela Câmara Municipal à procura No Brasil, pense em te- do parlamentar, os jorlevisão e vira à mente um nalistas seguiram para a nome: Rede Globo. Basta a 88ª Delegacia de Polícia Vênus Platinada colocar a (DP), no Matadouro, onde “mão” em um caso e pron- o sabatinaram. Ao lado de to. Isso é suficiente para Feijó e da mãe da criança que ele se torne conhecido envolvida no episódio, o nacionalmente, e vire tema vereador voltou a afirmar dos mais variados debates. sua inocência, garantindo Ao que tudo indica, o episó- que não agiu de má fé. Endio envolvendo o vereador curralado pelas perguntas Pedro Fernando de Souza, dos repórteres, que a todo o Pedrinho ADL (PRB), e o tempo tentavam encontrar ex-conselheiro tutelar, Ar- um furo em suas declaranaldo Feijó, será um desses ções, Pedrinho manteve-se exemplos, já que, na tarde aparentemente tranquilo, de anteontem, 24, o chão posicionando-se certo de do município tremeu quan- que não houve “mal”, visto do o “Globocop” – tradicio- que o tempo todo ele teria nal helicóptero da emisso- pensado no bem estar do ra, grifo nosso – pousou recém-nascido. no campo do Central Sport Já a mãe da criança – Club, no Centro, trazendo um bebê com apenas um equipes de reportagem mês e meio de vida, grifo para fazer a cobertura do nosso – se demonstrou assunto. bastante arrependida por Logo que estourou, a no- ter entregado o próprio filho tícia de que jornalistas da para a “adoção”. A mulher, TV Globo estavam em Barra que por orientações da Jusdo Piraí se transformou em tiça não terá seu nome dibochicho, principalmente vulgado, falou à imprensa, nas redes sociais. Também, indo às lágrimas no final da não era pra menos: os pro- entrevista. Vale destacar, fissionais vieram apurar ainda, que ela não acusou informações a respeito do o vereador de ser culpado, suposto envolvimento de mas fez questão de deixar Pedrinho ADL num caso de claro: “Eu não sabia que esadoção irregular, conforme tava cometendo um crime”.

‘Dor sem tamanho’ *Helena confirmou os trechos da história que o vereador contou à VOZ, sobre como tudo começou. “Fui ao Conselho Tutelar e, lá, me encontrei com ele (Arnaldo Feijó). Ele me disse que era para procurar o Pedrinho, na Câmara, porque ele conhecia um casal interessado em adotar um bebê”, relatou ela à imprensa, nas dependências da DP. “Achei que estava fazendo a coisa certa, já que procurei o conselheiro tutelar. Em hora nenhuma imaginei que estava cometendo um crime”, acrescentou a mulher, de 33 anos, que também é mãe de um adolescente de 16 anos, uma menina de 12 e de outros dois menores. Questionada por uma repórter, a mãe assinalou que queria dar o filho, mas, disse que “não tinha noção do que estava fazendo”. “Eu estava vivendo um momento de desespero, porque o pai não queria assumir a criança. Então, nem parei pra pensar se era certo ou errado [entregar o bebê para adoção]. Quando a assistente social conversou comigo, falando que meu neném poderia estar correndo risco de vida por eu não conhecer o casal, é que a ficha caiu”, declarou. “Foi aí que eu me

arrependi, pois parei pra pensar e vi que meu filho não tinha que pagar pelos nossos erros”, complementou. Quando perguntada se os trâmites envolveram dinheiro, Helena foi enfática ao responder que “não”. A seguir, ela frisou que está “arrependida de verdade” e que, por isso, quer o filho de volta – segundo fontes oficiosas, o bebê encontra-se abrigado na Casa da Juventude, em Barra do Piraí, enquanto a Justiça avalia se a mulher tem condições de recebê-lo de volta, grifo nosso. O final da entrevista coletiva foi marcado pela emoção dela, que chorou ao explicar por que quer o filho de volta. “Me sinto culpada por tudo isso, por ter envolvido tanta gente, simplesmente porque o pai do meu filho me fez muito mal. Fiquei louca, perturbada. O Pedrinho até chegou a me perguntar se eu estava certa de querer dar meu filho. Mereço meu bebê de volta, pois a dor que sinto parece não ter fim. Ninguém pode imaginar o que estou sentindo”, desabafou, indo às lágrimas. * O nome Helena é fictício e a VOZ se reservou o direito de utilizá-lo apenas para facilitar o entendimento do leitor.

Relembre o caso O episódio envolvendo Pedrinho ADL e Arnaldo Feijó veio à tona na terça-feira, 12, após reportagem publicada no blog do jornalista Jefferson de Carneiro de Castro. Em sua página, o comunicador postou documentos exclusivos, que detalham o passo a passo do caso que teria culminado na suposta adoção irregular da criança, bem como da ligação do vereador e do ex-conselheiro tutelar com a situação. Na edição 09, a VOZ repercutiu o assunto, veiculando uma entrevista completa com Pedrinho ADL, na qual o parlamentar foi transparente ao afirmar que agiu pensando no bem da criança, e que em nenhum momento cometeu qualquer crime. “Agi por amor, por achar que estava fazendo um bem à mãe, que dizia não ter condições de criar o neném e batia o pé que não o queria; ao casal, que afirmava que o bebê seria um presente na vida deles; e, acima de tudo, à criança, que poderia ficar ao relento”, salientou. Questionado se teme

sofrer retaliações por sua participação no caso da adoção irregular, Pedrinho respondeu: “Estou muito à vontade perante a Justiça e a Câmara Municipal, porque, a todo instante, eu comunicava ambas as instâncias acerca dos acontecimentos. Inclusive, constam em ata, na Câmara, declarações minhas, em plenária, sobre o assunto. Estou tranquilo de verdade”. O vereador atacou indiretamente Jeff Castro e ventilou que o jornalista faria parte de um grupo que tenta destruí-lo. “Os meus quase 2,1 mil votos de credibilidade estão doendo muito nos adversários, que ficam com dor de cotovelo. São pessoas que significam um câncer para Barra do Piraí, não edificam ninguém e ainda fazem mau uso da imprensa, tentando deturpar imagens, vez que a imagem deles não é significativa para o povo. Se assim o fosse, eles não precisariam perder tempo levantando falsas acusações contra mim ou quem quer que seja”, rasgou o verbo.

Reprodução/Facebook (Adriana Linhares)

Campo do Central: ‘Globocop’ pousa em BP e chama a atenção de curiosos


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POLICIAL

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■ Opinião

INUSITADO ■ Carro pega fogo em frente à rodoviária, no Centro

Musa da Mocidade esquenta o carnaval do Bella da Semana Estreou, ontem, 25, o ensaio da modelo Suelen Carvalho no site Bella da Semana (www.belladasemana.com. br). Aos 25 anos, a carioca de Tijuca é a musa da Mocidade Independente de Padre Miguel no Carnaval deste ano. “Sempre tive um carinho especial pela escola e des-

filar como musa é mais um sonho realizado. Espero alcançar todas as expectativas - minhas e da própria escola em relação a mim”. Este é o primeiro ensaio sensual de Suelen, que já fez fotos ousadas para um namorado, “mas eram exclusivas, só pra ele”. Walmor de Oliveira (site Bella da Semana)

Autocombustão

Bang, bang! Felippe Carotta

Incêndio: Vectra teria entrado em processo de autocombustão, atraindo a atenção de curiosos e autoridades BARRA DO PIRAÍ que atraiu a atenção de inúmeros curiosos e comercianUm fato inusitado surpre- tes locais. endeu quem passava pelo O veículo envolvido no “feCentro, na manhã de sába- nômeno” era um Vectra, de do, 19. Um carro suposta- cor vinho. O fato aconteceu mente entrou em processo por volta das 7h. Até o fechade autocombustão, próximo mento desta edição, a equià Praça Nilo Peçanha, mais pe de reportagem da VOZ precisamente em frente à não conseguiu apurar quais Rodoviária Roberto Silveira. foram as possíveis causas As chamas tomaram conta do fogaréu, nem descobriu da parte frontal do veículo, o a identidade do motorista.

As labaredas foram controladas por agentes do Corpo de Bombeiros. Antes, houve certo pânico entre os observadores da cena, que temiam que o automóvel explodisse, já que ele seria alimentado por Gás Natural Veicular (GNV). Felizmente, isso não aconteceu, e as chamas foram apagadas a tempo, de modo que não houve registros de feridos.

FORAGIDO ■ Procurado desde 2009, acusado de praticar ‘Disk Extorsão’ é preso

Fora da área de cobertura

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‘Caiu’: Acusado de praticar golpes pelo telefone, Wellington deve ficar um bom tempo com a linha cortada BARRA DO PIRAÍ do telefone. O esquema funcionava da seguinte maneira: A ligação “caiu” para Wellin- um integrante do grupo fagton Marques de Paula e Sil- zia contato com a vítima, se va, 38, acusado de integrar passando por um familiar, e um grupo que pratica crimes inventava uma história para através do chamado “Disk conseguir extorqui-la. Extorsão”. O homem foi preUm levantamento feito so na tarde de quarta-feira, pela 2ª Seção do 10º Bata23, em uma casa, no distrito lhão de Polícia Militar (BPM), da Califórnia. Segundo fontes além de escutas telefônicas ligadas à polícia, ele era fora- feitas pela justiça, culminou gido da justiça desde 2009. com a prisão de uma inteWellington é acusado de grante da quadrilha e a expeintegrar uma quadrilha da- dição de sete mandados de quela localidade, especiali- prisão. zada em dar golpes através Depois de passar anos

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morando no Rio de Janeiro, e consequentemente afastado da Califórnia, faz pouco tempo que Wellington teria voltado a morar no distrito. Mas, não demorou muito até que a guarnição formada pelos sargentos Clodoaldo, Luiz Alberto e Alexandre Meireles, e pelos cabos Thomas e Farias, reconhecesse o acusado. Identificado o mandado de prisão expedido contra ele, por extorsão, formação de quadrilha e suposto envolvimento com o tráfico de drogas, o homem foi preso.

por Elías Moura O debate sobre o direito de porte de armas de fogo reacendeu no mundo, após o presidente americano, Barack Obama, ter se declarado a favor de um controle maior na venda de armas nos EUA. A postura chefe de estado foi motivada pelo massacre em uma escola no estado de Connecticut, que resultou na morte de 20 crianças e seis adultos. No Brasil, o mesmo debate vem sendo ferrenho, desde 2003, com a Lei do Desarmamento, que culminou no referendo de 2005, no qual a ampla maioria da população rejeitou a proposta do governo – e da maioria dos intelectuais e da imprensa – de proibir o comércio e porte de armas por civis no país. O resultado do referendo, na minha humilde opinião, foi o grito da população brasileira a favor do direito da legítima defesa, numa nação onde se é tão fácil matar um policial, imagina um cidadão indefeso. No nosso país, a burocracia para se conseguir uma arma de fogo é bem maior que nos EUA, onde em alguns estados pode-se adquirir um revólver, por exemplo, sem ao menos ter que informar às autoridades competentes. De acordo com estimativas recolhidas em 2007, existem nos EUA cerca de 270 milhões de armas em posse da população, enquanto aqui são 15 milhões. A verdade é dura de aceitar, porém, em nosso país, onde poucas pessoas possuem armas de fogo para proteger o lar, o número de óbitos causados por ela é bem mais elevado que entre os americanos. Aqui, são registrados 19,3 mortos a cada 100 mil habitantes, contra 3,2 a cada 100 mil nos EUA, de acordo com o Escritório da ONU Contra Drogas e Crimes (UNODC) com dados do ano de 2010, que mostram que na América do Sul “perdemos” apenas para a Venezuela e para a Colômbia. Com isso podemos perceber que enquanto a burocratização impede que famílias de bem comprem armas para se defender, o contrabando permite que meliantes de variadas espécies adquiram facilidade as armas e ameacem nossa integridade física e nossas propriedades.


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Sábado - 26 de Janeiro de 2013 POR RENAN ANDRADE

DANDO CLOSE

renan_deandrade@hotmail.com

■ CLOSE DA SEMANA

Visita da cegonha

Parabéns pra você

Quem está mais do que feliz com a visita da cegonha é a universitária Paula Iotte, estudante do oitavo período de Direito, no Centro Universitário Geraldo di Biase (UGB). A jovem espera ansiosa o seu primeiro filho, que se chamará Miguel. Em seu sexto mês de gestação, Paula continua linda e radiante com a novidade. Que Deus os ilumine sempre, trazendo junto ao Miguel muita saúde e amor para todos da família. Nós, da VOZ, temos certeza de que você, Paula, será uma excelente mãe. Beijo!

22/01 – Quem completou dois aninhos, na terça-feira, foi o menino Kauan Custódio Reis, o xodozinho da família. A mamãe Luamar e o papai Walace estão mais do que felizes com o crescimento do “pimpolho”. Quem manda um beijão é a vovó Lena e o titio Cléber Fajardo. Kauan, que o Papai do Céu te ilumine sempre, abençoando seu dia a dia de crescimento.

22/01 – Terça-feira também foi dia de festa para a jovem Mirella Pires, que fez 21 anos. Moradora do bairro Oficina Velha, a gata é filha do Paulo, mais conhecido como Bereco, e da saudosa Janete. Mirella encanta a todos com seu jeitinho meigo e simpático. Um super beijo e continue sempre arrasando, pois uma estrela igual você não pode se apagar nunca.

23/01 – A estudante Aline Santos foi a ilustre aniversariante de quar ta-feira. Moradora da Rua Cristiano Ottoni, no Centro, ela é aluna Medianeira, e um de seus hobbies é passar horas cuidando do corpo na academia. Namorada de Iago Are des, tem como programa predileto sair com os amigos. Parabéns pra você, nessa data querida...

23/01 – O universitário Alfredo Curty também assoprou velinhas na quarta-feira, quando completou 28 anos. Morador da Química, ele é acadêmico do curso de Biomedicina, na Universidade Severino Sombra (USS), e trabalha, atualmente, como DJ e produtos de eventos. A mãe Tânia Curty manda um super beijo ao filho, e já adianta que o rapaz está solteiríssimo, na pista pra negócio (risos).

24/01 – Fechando com chave de ouro os aniversariantes da semana, fica o abraço da coluna para a cabeleireira Eliete Palmeira, moradora do bairro São Luiz. Ela é a esposa amada do marceneiro Luís Lacerda e mãe do administrador de empresas, Bradon de Azevedo Palmeira, que é funcionário do Banco Bradesco, em Barra do Piraí. Toda essa família especial manda aquele abraço para Eliete – e a equipe da VOZ também, é claro. PUB

Semanário A Voz do Povo - ed 10 - 26 de Janeiro de 2013  

10ª edição do semanário barrense A Voz do Povo do dia 26 de Janeiro de 2013.

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