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A VOZ DO POVO

Sexta-feira 22 de Março de 2013

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Este é o segundo selo para concorrer a uma câmera digital

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Tiragem Sul Fluminense 5.000 exemplares

R$1,00 - Edição nº 18 - Ano I - Semanal

redacao@avozdopovobp.com

Regulamento na página 02

SEM MERENDA PÁGINA 08

Crianças passam a ‘pão e água’ em escolas municipais

SAÚDE PÁGINAS 03 e 04

Prefeitura decreta epidemia de dengue em BP; mosquito vai levando a melhor Reprodução/Facebook (Juntos pra continuar Crescendo)

POLÍTICA PÁGINAS 05 a 07

Reprodução/Facebook (Juntos pra continuar Crescendo)

Maércio abre ‘CPI’ para Anchite rebate: ‘Se houve investigar indícios de irregularidades, foi no nosso fraudes ocorridas durante a governo, meu e do Maércio, gestão de Zé Luiz afinal, ele era meu vice’


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LEITOR

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Correspondente imobiliário:

CLASSIFICADOS

Idosa morre atropelada no Centro de BP Se as pessoas respeitassem as faixas e semáforos, muitos acidentes com certeza seriam evitados, no entanto muitas pessoas, por serem de idade, com crianças no colo ou mesmo grávidas, abusam devido às suas situações e infelizmente acabam assim, de forma trágica. Renata Waack, via Facebook Eu fico indignada com a falta de guardas municipais na rua, com os sinais diretos desligados e, quando ligam, ligam à noite. Precisamos, chefe da Guarda, de mais competência, ao invés de ficar vendo coisas que não são tão necessárias. Monique Farias, via Facebook Todos os comentários publicados nesta seção são extraídos das nossas páginas na Internet. Frise-se que os comentários não representam a opinião do jornal, sendo a responsabilidade do autor da mensagem.

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Depois de sortear um Netbook, cuja ganhadora foi Thereza Cristina Moreira da Silva, moradora do Maracanã, a VOZ quer te dar uma câmera digital novinha em folha. Bora saber como entrar nessa?! Regulamento da promoção: 1) Para participar, basta colecionar os selos de 01 a 10, que serão publicados a partir desta edição. Ou seja, o leitor deverá adquirir os exemplares da VOZ durante dez semanas consecutivas para, então, participar do sorteio.

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2) O décimo e último folha branca com identiselo será publicado na ficação. edição 25 do jornal, que chegará às bancas no dia 4) O sorteio será reali10 de maio de 2013. zado na quinta-feira, 16 de maio, às 13h30 na 3) Conforme estabele- redação. Já o nome do cido nas promoções ane- felizardo que faturar a câriores, o leitor que conse- mera digital será divulgaguir juntar os dez selos do na edição 26 da VOZ, promocionais deverá que chega às bancas em entregá-los diretamente 17 de maio (um dia depois na redação da VOZ, cito do sorteio). à Rua Paulo de Frontin, 139, sl 702, Centro (no Leia a VOZ, fique bem prédio em frente a anti- informado e ainda tenha ga delegacia) até as 13h a chance de ganhar um do dia 16 de maio, quin- super prêmio. Participe e ta-feira. Os selos devem junte seus selos promoestar dentro de um enve- cionais, uma câmera digilope de carta normal, de- tal está na parada, junte vidamente colados numa os 10 selos, e boa sorte! As opiniões e juízos expressados nas colunas deste semanário são de inteira responsabilidade de seus autores, não representando, em hipótese alguma, a opinião do jornal quanto aos assuntos abordados.

Expediente: CML de Paula Empreendimentos CNPJ: 17.150.485/0001-50 Editor-chefe: Felippe Carotta. Editorgráfico (paginação): Elías Moura Barbosa da Silva. Gestora Comercial: Soraia Soares. Redação: Rua Paulo de Frontin, 139, sl 702, Centro. Barra do Piraí - RJ. Impressão: Gráfica Correio de Notícias - 5000 exemplares


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CIDADE

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DENGUE ■ Secretária de Saúde e vice-prefeito anunciam epidemia em BP; mais de 500 casos já foram notificados e vírus tipo 4 circula na cidade

Vitória do mosquito

FELIPPE CAROTTA rão. A população precisa BARRA DO PIRAÍ colaborar”. redacao@avozdopovobp.com As informações técnicas ficaram por conta Parece que as autorida- da secretária de Saúde, des locais leram a re- que explicou por que é portagem publicada na possível afirmar que o última edição da VOZ, município atravessa uma dando conta de que a epidemia de dengue. prefeitura estava ten- “Na leitura do indicador, tando esconder os estra- a partir de 300 casos a gos que o mosquitinho cada 100 mil habitantes da dengue está fazendo já é instaurado o estado bem debaixo do nariz da epidêmico. Ou seja, já população. Prova disso é estamos em epidemia”, que, na manhã de terça- analisou. “O fato de o feira, 19, a secretária de prefeito Maércio de AlSaúde, Sheila Filgueiras, meida (PMDB) decretar e o vice-prefeito, Norival o estado de epidemia Garcia da Silva Júnior dará suporte à Secreta(PV), anunciaram estado ria de Saúde e condições de epidemia no municí- de contratar, em caráter pio – o que não foi ne- emergencial, agentes de nhuma surpresa, grifo endemia, profissionais nosso. de saúde etc”, acrescenA dupla veio a público, tou a gestora. através das Rádios Barra do Piraí (RBP) AM/FM, e O fumacê informou com detalhes o quadro da dengue – danNo tocante às cobrando uma prova de que ha- ças de que o carro fumavia algo sendo encober- cê contra a dengue (UBV) to, conforme este jornal seja utilizado no combahavia sugerido, grifo te ao mosquito em Barra nosso. Segundo núme- do Piraí, Sheila procurou ros divulgados durante a elucidá-las. “Quanto a entrevista, foram notifi- isso, o Governo do Escados 520 casos da do- tado tem um cuidado ença e o vírus tipo 4 está muito grande com a circirculando na cidade (ver culação do carro, porque mais detalhes no decor- o inseticida pode causar rer desta reportagem). danos ao meio ambienDr. Júnior foi o primeiro te. Os desavisados não a falar sobre a epidemia. deveriam criticar sem “Vamos decretar uma estar bem informados”, epidemia em Barra do Pi- disparou, provavelmente raí. Estamos em contato dando uma alfinetadinha com o Governo do Esta- básica na VOZ, que, sedo, solicitando algumas mana passada, publicou ajudas, e já preparamos, reportagem com relatos no Polo de Emergência de populares cobrando (anexo à Santa Casa), da prefeitura o fumacê. uma estrutura para atenA secretária de Saúde der a população”, disse, revelou, ainda, que o UBV acrescentando: “Traba- do município será prepalharemos dia e noite para rado e poderá entrar em amenizar o problema da ação a partir de semana dengue. No entanto, uma que vem. “Amanhã (quarandorinha só não faz ve- ta-feira,20), o estado vai

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Soraia Soares

calibrar o nosso aparelho. O fumacê não é algo tão simples”, frisou. A ameaça de um novo vírus Uma informação nova divulgada durante a entrevista foi a de que o vírus tipo 4 da dengue já está circulando em terras barrenses. “O vírus do tipo 4 já está circulando em Barra do Piraí. Vamos precisar estudá-lo um pouco melhor, pois o comportamento da evolução da doença se modificou. Ainda desconhecemos o quadro clínico provocado pelo novo vírus”, ponderou Sheila. A secretária aproveitou os meios de comunicação para chamar a atenção das comunidades: “As ações de combate ao mosquito da dengue são de coresponsabilidade, numa parceria entre o poder público e a população”. E arrematou: “A maior possibilidade do controle é a população entender que não se pode jogar lixo na rua e que é fundamental cuidar do próprio ambiente. O morador está descuidado no tratamento do ambiente. Se as pessoas não colaborarem, não há fumacê que dê jeito”. NOTA DA REDAÇÃO: A título de informação, a VOZ esclarece que a entrevista em questão foi concedida ao programa “Show da Manhã”, veiculado pela Rádio Barra do Piraí AM, em conexão com a RBP FM. Ambos os veículos fazem parte do Grupo RBP de Comunicação, que, por sinal, pertence à família de Dr. Júnior. ►

‘Enquanto isso...’: Nem com a epidemia de dengue a poça que pode servir como criadouro do mosquito é combatida; denúncia de moradores do Morro do Gama PUB


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Polo de Emergência não estaria dando conta de atender pacientes com suspeita de dengue Uma fonte revelou com exclusividade à VOZ que o Polo de Emergência, mantido e administrado pela prefeitura, não está dando conta de atender à grande demanda de pacientes com suspeita de dengue. Segundo a fonte, que trabalha no local, a situação está fora de controle. “Ontem à tarde (segunda-feira, 18), havia mais de 100 pessoas pra serem atendidas no Polo, com sintomas de dengue, fora aquelas que passaram pela manhã e alegaram que o Hospital Maternidade Maria de Nazareth também não está danço conta de todos os casos. Tanto que, aqui no Polo, ouvi nos corredores que serão contratatos técnicos de enfermagem, pelo período de quatro meses, até que o quadro se estabili-

ze”, confidenciou. A fonte relatou o que tem presenciado nos bastidores: “Tenho visto a falta de profissionais para dar atendimento, tanto no laboratório quanto na enfermagem. Isso porque a equipe tem que dar suporte preferencial aos casos que chegam emergenciais, e a população que está com os sintomas de dengue é obrigada a aguardar, até que o paciente que deu entrada na emergência seja estabilizado. Ou seja, se houver muitas emergências, a pessoa com suspeita de dengue terá que esperar bastante”. Na opinião da fonte, a unidade deveria reservar uma parte de seu efetivo exclusivamente para o setor de dengue. “No meu entendimento, vejo que existe a falta de profissionais exclusivos para

o atendimento dos casos suspeitos da doença. Essa equipe não se dividiria entre os casos de emergência, mas, sim, ficaria restrita aos sintomáticos de dengue que surgissem. Com isso, haveria uma agilidade nos resultados e a população seria mais rapidamente assistida”, ponderou. Uma outra fonte ouvida pela VOZ afirmou que a fila de espera por atendimento, de pacientes com suspeita de dengue, chegou a 150 pessoas num dia de pico. “Tem gente que prefere nem ir ao hospital. Acho que falta melhorar a estrutura, e espero que o estado de epidemia desperte no prefeito e na secretária de Saúde a sensação de que medidas precisam ser tomadas urgentemente”, discorreu a fonte. PUB


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POLÍTICA

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PREFEITURA ■ Indícios apontam para possíveis irregularidades em empréstimos consignados realizados durante governo de Anchite

Algo de podre no ‘Reino de Avilã’ FELIPPE CAROTTA reza Anchite Rocha, a Edinha, BARRA DO PIRAÍ irmã do homem dos suspenredação@avozdopovobp.com sórios. Após ficar sabendo da situ“Dinheiro fácil”, “Saia do sufo- ação, através de uma fonte, co”, “Realize os seus sonhos”. na terça-feira, 19, a equipe Expressões como essas ilus- da VOZ deu início a uma série tram constantemente pan- de investigações jornalísticas. fletos distribuídos por finan- Nesta reportagem, o leitor ceiras que trabalham tendo vai acompanhar tudo que foi como principal atividade a descoberto, como, por exemconcessão de empréstimos plo, os detalhes da Comissão consignados a aposentados, Especial de Inquérito (CEI) depensionistas e servidores pú- signada pelo prefeito Maércio blicos. Em geral, as frases são para apurar o caso. E mais: utilizadas para atrair o brasi- vai saber quem são os verealeiro, que, apertadíssimo no dores enviados pela Câmara fim do mês, acaba se deixan- Municipal para acompanhar do seduzir e recorre aos ban- as investigações e, por fim, cos, no intuito de conseguir terá acesso a declarações exaquela graninha extra. clusivas do ex-prefeito Anchite Funcionários que prestam a respeito do episódio. serviços à Prefeitura de Barra do Piraí também têm direito Primeira parada: Câmara a essa, digamos, “colher de chá”. Sempre que o calo aperAssim que a VOZ tomou ta, eles têm à disposição os conhecimento da “bomba”, empréstimos consignados, a equipe de reportagem do negociados através da Se- jornal foi até a Câmara Municretaria de Recursos Huma- cipal. Isso porque a informanos (RH), que faz o “meio de ção inicial era de que o precampo” entre os servidores sidente da Casa, Espedito e as instituições financeiras Monteiro de Jesus (PRB), haprestadoras do serviço. Até via recebido um documento aí, nada de anormal, se não oficial, vindo dos corredores fossem os indícios, desco- da prefeitura, através do bertos recentemente, de que qual o Legislativo era comualguém, dentro do governo, nicado formalmente sobre estaria agindo de maneira os indícios de fraude desincorreta no desenrolar dos cobertos e as investigações procedimentos. que estavam em curso. A suspeita foi levantada Chegando lá, na tarde da através de um memorando última terça-feira, o presidenenviado pelo atual secretário te Pastor Monteiro confirmou de RH, Roberto Gomes No- que, de fato, a Câmara estava gueira, ao prefeito Maércio de ciente e fora colocada a par Almeida (PMDB), no último dia do assunto, através de um ofí8 de março. Segundo o ofício cio assinado pelo secretário que foi encaminhado à Câ- de Governo, Rodrigo Graça, e mara Municipal, informando pelo procurador geral do musobre as possíveis irregulari- nicípio, Heitor Favieri Filho. dades, o gestor da pasta apu“A iniciativa de instaurar a rou “indícios de perpetração CEI partiu do próprio prefeito. de atos ilícitos no que tange A Câmara apenas foi oficiaespecificamente aos emprés- da, assim como os demais timos consignados”. órgãos competentes, que são No português claro, isso o Ministério Público (MP) e quer dizer que algo foi desco- outras esferas judiciais. Senberto (e não está “cheirando” do assim, nós encaminhabem) em transações que fo- mos três parlamentares para ram realizadas durante o go- acompanhar as investigações verno do ex-prefeito José Luiz e eles agirão com total resAnchite – o mesmo de quem ponsabilidade na apuração Maércio era vice e que foi das possíveis irregularidades decisivo para que ele esti- cometidas no âmbito da Sevesse, hoje, no poder, grifo cretaria de Recursos Humanosso. Pior. O caso pode se nos”, declarou. agigantar quando lembra-se Os vereadores escolhidos que a ex-secretária de RH era por Monteiro para participar ninguém menos que Edna Te- da Comissão foram: Rafael

Couto (PR), José Luiz Brum (PR) e Pedro Fernando de Souza Alves, o Pedrinho ADL (PRB). “Os três estão realizando um trabalho sério, com responsabilidade, afinal, é como eu sempre digo: até prova em contrário, todos são inocentes perante a justiça. Não estamos em busca de culpados, mas, sim, de descobrir se eles existem e, no caso de existirem, quem são eles, para que respondam pelos atos que possam ter cometido”, analisou o líder do Legislativo. Questionado sobre maiores detalhes a respeito das possíveis irregularidades, o republicano brasileiro respondeu que não sabia “muito mais” do que já havia dito: “Quem pode falar melhor a respeito do assunto são os três vereadores, pois eles estão acompanhando o caso de perto e, inclusive, já participaram de algumas reuniões. Ainda não sentamos para conversar entre nós, porque está no início. Eu só tenho conhecimento do que foi informado por meio do ofício enviado à Câmara pela prefeitura”. Por fim, Pastor Monteiro de Jesus afirmou que não ficou surpreso com o fato de Maércio abrir uma investigação contra o governo de Anchite, do qual ele mesmo fez parte ativamente. “Hoje, as coisas mudaram. Existem órgãos como o Tribunal de Contas do Estado (TCE) que não dão brecha para que irregularidades sejam encobertas. Então, acredito que qualquer um, no lugar do Maércio, deveria ter feito a mesma coisa”, ponderou. Terminada a entrevista com o presidente da Casa, a equipe da VOZ seguiu pelos bastidores da Câmara, até que, fuça daqui, fuça dali, uma fonte conseguiu a íntegra do ofício que Monteiro recebeu da prefeitura. No início da página a seguir, o leitor acompanha a reprodução do documento, com alguns trechos em destaque, os quais ilustram, tópico a tópico, as medidas que o Executivo está tomando para descobrir o que existe de “podre” em empréstimos consignados intermediados pela Secretaria de Recursos Humanos. ►

Felippe Carotta

Pastor Monteiro: ‘A iniciativa de instaurar a Comissão Especial de Investigação partiu do próprio Maércio. A Câmara apenas foi oficiada’


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‘Chefão’ do RH teria criado folha de consignados com ‘funcionários fantasmas’; Pedrinho ADL e Pastor Brum revelam detalhes do caso Arquivo

Pedrinho ADL: ‘Já é certo que as irregularidades existem’

Como não adiantava pedir informações ao Departamento de Comunicação da prefeitura, que nunca responde aos e-mails enviados, nem diretamente a Maércio – visto que o prefeito já se demonstrou deselegante diversas vezes com a VOZ, grifo nosso –, o jeito foi a equipe do jornal enveredar por outros caminhos para descobrir maiores detalhes sobre as investigações. E foi entrevistando os vereadores Pedrinho ADL e Pastor Brum, na tarde da última terça-feira, que alguns dados, até então desconhecidos, vieram à tona. Vale lembrar que a dupla, ao lado de Rafael Couto, foi escolhida pelo presidente da Câmara para

acompanhar a CEI instaurada pelo chefe do Executivo – apenas Rafael não foi localizado, até o fechamento desta edição, para comentar o assunto, grifo nosso. Extremamente solícitos e educados, os dois parlamentares falaram abertamente a respeito do caso, ressaltando, apenas, a existência de algumas informações que devem ser mantidas em sigilo. O primeiro a tecer explicações foi Pedrinho, que iniciou dizendo que algumas irregularidades já foram confirmadas na Secretaria de RH. “Já é certo que algo está errado. Isso porque a lei determina que o servidor não pode ter mais de 30% da

sua renda comprometida por empréstimos, e (no caso da prefeitura) observa-se que algumas pessoas chegaram a ter quase 100% de seu salário comprometido. Existem irregularidades, sim, e a primeira é essa”, apontou. Na avaliação de Pedrinho, o suposto esquema não é novo. “Acredito que isso (as irregularidades) vinha acontecendo há muito tempo, e a ‘bomba’ estourou só agora. Eu apenas não concordo com o fato de a situação ter passado em branco até hoje, pois, pelas informações que temos, o responsável pelos empréstimos enviava as transações (às instituições financeiras) em cima da hora, qua-

se com o prazo estourado. Mas, não acho que isso seja justificativa”, argumentou. Perguntado acerca do (curioso) fato de Maércio não ter percebido nada de errado durante os oito anos em que foi vice de Zé Luiz, o primeiro-secretário da Câmara foi direto: “Observando a política nacional, o único vice que eu vi possuir poder, de fato, foi o José Alencar, do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva. Dos demais vices, eu nunca vi atuação efetiva. Então, eu parabenizo o Maércio, que já não é mais vice, e, sim, o ‘cara’. Enquanto prefeito, ele está desempenhando o papel que lhe cabe, de fazer o que é certo”.


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Já na conversa com Pastor Brum, foi possível apurar melhor como agia o suposto responsável pelas irregularidades na Secretaria de RH. Segundo o parlamentar, um então funcionário municipal, que ocupava função de destaque na pasta, era o responsável por gerir os empréstimos consignados concedidos aos servidores. Ele teria se aproveitado do cargo para concretizar as irregularidades nas transações – o nome do suposto “chefão” consta como réu numa ação movida pela prefeitura contra ele, conforme consulta feita no site do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ). No entanto, o nome dele não será divulgado, por motivos éticos e editoriais, grifo nosso. “Na verdade, o acusado aproveitou que cuidava dos

consignados e, dentro da folha, criou alguns funcionários fantasmas, além de listar os nomes de pessoas que nem trabalhavam mais no governo municipal. Sendo assim, as planilhas eletrônicas foram forjadas. O réu fazia tudo relacionado aos empréstimos e, portanto, tinha meios para dificultar as conferências de valores”, revelou Brum. O vereador do PR encerrou destacando que a CEI está sendo conduzida com rigor e responsabilidade. “A princípio, o que temos observado é que a Comissão está ocorrendo com muita lisura. Da minha parte, as pessoas podem esperar uma atuação de total seriedade. Nossa intenção é buscar os culpados, e com certeza nós os encontraremos. Eles serão punidos e o dinheiro devolvido aos cofres públicos”, arrematou.

Felippe Carotta

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Pastor Brum: ‘O responsável pelos empréstimos criava folhas de pagamento com nomes de funcionários fantasmas’

Zé Luiz: ‘Se houve irregularidades, elas são sanáveis; acho que estão fazendo tempestade num copo d’água’ Na manhã de quarta-feira, 20, o ex-prefeito José Luiz Anchite (sem partido) topou falar sobre as suspeitas de fraudes que envolvem transações administradas pela Secretaria de RH, e que supostamente aconteceram durante seu governo. Primeiramente, o exchefe do Executivo frisou que foi o primeiro a ficar sabendo dos indícios de atos ilícitos levantados pela equipe do atual prefeito. “Fui procurado, cerca de um mês atrás, pelo procurador geral do município, Heitor Favieri. Ele foi à minha casa, a pedido do Maércio, para me deixar a par do que estava acontecendo. Logo que me disseram do que se tratava, fui o primeiro a me colocar à disposição para colaborar nas investigações. Inclusive, protocolei uma correspondência formal ao prefeito, uma carta na qual eu dizia que a apuração deve ser conduzida com todo o rigor necessário, e que, caso existam culpados, eles devem ser pu-

nidos, doa a quem doer”, falou. Por outro lado, Anchite explicou que, se as irregularidades forem confirmadas no transcorrer da investigação, a responsabilidade não deverá ser empurrada apenas para a Secretaria de RH, mas, sim, a todas as envolvidas nos inúmeros trâmites demandados pelos empréstimos. “A triagem que era percorrida na concessão dos consignados compreendia as pastas de RH, Planejamento e Fazenda, além da Controladoria Geral e do Gabinete. Ou seja, uma gama de profi ssionais conferia e dava seguimento à papelada. Digamos que a equipe preparava a bola, botava-a na marca do pênalti, pedia o goleiro para sair e eu, enquanto prefeito, apenas chutava, dando o visto”, esclareceu. “Justamente por envolver, numa ponta, diversos funcionários, e na outra instituições financeiras patenteadas pelo Banco Central (BC)”, Zé Luiz

ressaltou que, caso haja a confirmação das fraudes, será fácil identificar e punir os culpados, bem como recuperar o dinheiro. “Todas essas transações deixam rastros gigantescos, fáceis de ser descobertos e que, sem dúvidas, conduzirão aos responsáveis, caso eles existam, de fato. Os possíveis erros são perfeitamente sanáveis, é só se movimentar e correr atrás. Não tem nada de tão grandioso. Acho que, na verdade, estão fazendo tempestade num copo d’água”, disparou. E complementou: “O momento político potencializa as coisas, e existem aqueles que têm interesse em me vincular a essas situações. O grande problema que querem colocar aí é o fato de ter sido ‘a secretaria da irmã do prefeito’. Estou em paz, inclusive com o governo”. Questionado se nunca desconfiou de algo errado na concessão dos empréstimos consignados, o homem dos suspensórios

foi categórico: “Veja bem, é uma situação inédita. Eu levantei uma dezena de fraudes na prefeitura, mas, por que não essa (do RH)? Porque, nesse caso, necessário se faria ser perspicaz, ou melhor, excessivamente perspicaz, praticamente ter uma visão de mediunidade, para poder achar que instituições financeiras tão renomadas estariam envolvidas em processos de valores quase que inexpressívos”. Encerrando suas ponderações, o ex-prefeito despiu-se um pouco da postura contida e fez uma declaração polêmica: “É preciso lembrar que, caso as irregularidades se confirmem, elas não aconteceram apenas no ‘meu’ governo, mas, sim, no governo de Maércio, do Heitor e todas essas pessoas que, ainda hoje, ocupam lugar de destaque na prefeitura, exatamente como o faziam quando eu era prefeito. Na hipótese de as irregularidades se confirmarem, o caso não se deu no meu governo, mas, no nosso”.

Reprodução/Internet

Zé Luiz: ‘Heitor e Maércio eram vozes ativas já no nosso governo’


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DENÚNCIA ■ Alunos estão sem merenda em pelo menos três escolas municipais

‘Saco vazio não para em pé!’

Reprodução/Internet (www.aparecidaagora.com.br)

Sem fartura: Faz tempo que crianças de algumas escolas municipais não veem um prato cheio e caprichado como esses da imagem BARRA DO PIRAÍ alimentos que existem na redacao@avozdopovobp.com dispensa de algumas unidades. Basta soar o sinal do apiA mãe de um aluno, to, anunciando a hora do Priscila Nunes, foi uma recreio, que a criançada das que não se calou e logo fica alvoroçada. “Fi- falou abertamente sobre nalmente chegou a hora o assunto. Ela é membro de brincar, conversar com do Conselho Escolar do os amigos e de fazer uma Jardim de Infância Alfredo ‘boquinha’”, animam-se Mansur Elias, situado no os alunos. Nas escolas distrito de Ipiabas, e revemunicipais, então, esse lou que o estabelecimenmomento é ainda mais es- to é um dos que sofre com perado, afinal, nelas exis- a escassez de merenda. tem diversos estudantes “Dias atrás, só tinha arque não têm condições roz e feijão, nem tempero financeiras de levar de chegou, muito menos decasa aquele biscoitinho sejum. Hoje (terça-feira), ou pão com mortadela, até o feijão acabou”, exe, por causa disso, de- planou, ressaltando que pendem estritamente da representantes do poder merenda oferecida pelo público estão cientes da poder público para matar situação. “Sei que a vera fome. ba da merenda é federal. Acontece que, segundo Mas, as autoridades (do relatos ouvidos pela VOZ, governo municipal) estão crianças de pelo menos argumentando que o ditrês escolas municipais nheiro tem que ser libede Barra do Piraí estão rado pela prefeitura. O se deparando com o pra- secretário de Educação to vazio quando chegam (professor Carlos Roberto aos refeitórios. Tem mais. Ferreira, o Gulô) mesmo De acordo com denúncias pediu que a gente aguarapuradas na terça-feira, dasse, mas, como? As 19, pais e professores es- crianças entram às 7h10 tariam “rateando” dinhei- e saem meio dia. Como ro para comprar tempero e vão ficar tanto tempo sem mistura para acompanhar se alimentar?”, questioo arroz e o feijão, únicos nou ela.

‘Chega a ser desumano’, desabafa mãe Continuando seu relato, Priscila destacou que a falta de merenda em Ipiabas é algo inadmissível. “Tem crianças que moram longe da escola e vão estudar já contando com o desejum, ou com a merenda. Deixálas com fome chega a ser desumano”, desabafou. E acrescentou: “Eu sugeri à diretora (do jardim infância) que as aulas aconteçam apenas em meio período, para pelo menos amenizar a situação”. E a história não para por aí. O conselho que Priscila deu à gestora da escola em Ipiabas já teria sido adotado pela diretoria de uma escola, no distrito Califórnia da Barra. Segundo uma fonte que mora no local, alunos do Ciep Municipalizado 284 e do Jardim Escola Peixinho Dourado, ambos na comunidade, estariam estudando somente em meio período, devido à falta de merenda. “Chega a ser mais do que absurdo as crianças ficarem sem comida, em plena escola pública. Se a verba da merenda é ‘carimbada’ e vem do governo federal, por que a prefeitura não está

repassando? Saco vazio não para em pé, já diria minha avó, e ficar sem comida, portanto, dificulta bastante o aprendizado das crianças. A Secretaria de Educação precisa rever isso o quanto antes, pois, no governo anterior, era raro acontecer”, analisou a fonte, pedindo para não ser identificada. A diretora de uma escola municipal, que por motivos óbvios não terá seu nome divulgado, endossou as denúncias feitas até aqui. “Várias escolas estão sem merenda. Em algumas, só tem arroz e feijão; em outras, apenas feijão, sem carne nem nada. Na Califórnia, os alunos estão estudando somente 50% do período, por não terem merenda”, confidenciou a gestora, num relato que vai ao encontro dos demais ouvidos pela VOZ. NOTA DA REDAÇÃO: O secretário de Educação, Carlos Roberto Ferreira, o Gulô, foi procurado, via Departamento de Comunicação da Prefeitura de Barra do Piraí, para comentar o assunto. No entanto, até o fechamento desta edição, nenhuma das perguntas encaminhadas ao gestor foi respondida.

Perguntar ofende? por Heraldo Bichara* Tenho observado que a Prefeitura de Barra do Piraí, através de sua Assessoria de Comunicação, tem sido extremamente indelicada com a imprensa quando lhe é solicitada qualquer informação, e isto caracteriza um desrespeito à Lei de Imprensa. Basta o jornal solicitar ao Ministério Público às informações que a prefeitura nega, e pronto. Creio que o prefeito não esteja sabendo dessa atitude de seus auxiliares, petulante demais, caracterizando abuso do poder. É uma pena, pois tem gente que trabalha lá e que sempre se mostrou elegante no trato, e agora está tomando uma posição no mínimo deselegante. E como gosto de saber das coisas, vez que o povo me cobra nas ruas abordagens que faço do interesse público, endereço aos doutos da informação governamental, as seguintes indagações após passar pela ponte que vai ser inaugurada lá atrás das comportas, que, digase de passagem, ficou interessante. Então, vamos aos questionamentos: 1) Como os caminhões seguirão para a Dutra após descarregarem ou carregarem materiais na BR Metals Fundições? 2) Usarão aquela estrada estreita sem asfalto que une a BR Metals até Vargem Alegre, e seguindo em direção à Pinheiral, naquela bifurcação usarão mais alguns quilômetros de estrada de chão até a Dutra? 3) E os caminhões que vêm do Rio de Janeiro, como chegarão à referida empresa sem passarem pelo Centro da cidade? Irão até Volta Redonda e pegarão a BR-393 até chegarem à ponte? Não vou perguntar mais, porque vão dizer que o asfalto da BR Metals chegará a Vargem Alegre, e aquele trecho do trevo até a Dutra, idem, isto eu presumo. Mas quando? Já começaram essas obras? É bom lembrar que os caminhões que vierem do Rio, via BR-393, terão que pagar um pedágio amargo, concordam? Pelo que tenho lido nos jornais e assistido na televisão, o Governo do Estado não pa-

rece muito bem das pernas com a perda daquela graninha dos royalties, e já apelou para o Supremo Tribunal Federal (STF). E mais: o governador já suspendeu vários pagamentos de empresas prestadoras de serviços. Será jogada ensaiada, ou o bicho está pegando de verdade? Já cansei de falar, esmola demais, o pobre desconfia. A ETA mãe prometida no ano das eleições (prazo de 420 dias) , que já venceu, ficou pronta? Os asfaltos na porta de sua casa só valeram para a semana das eleições? A dengue está controlada na cidade? A Secretaria de Obras fiscaliza as marquises dos prédios no Centro da cidade, molhando nossa roupa limpinha com aquela água imunda? Os controladores da dengue combatem esses locais? Pobre cidade, médicos que deveriam estar presentes quando de plantão, ao serem chamados, não comparecem às suas obrigações, é correto? Aconteceu com o atendimento à minha esposa, e vejam eu, o professor Heraldo, manjadíssimo na sociedade, ex-vereador, ex-secretário de Educação e de Governo, exvenerável da Loja Maçônica José Bonifácio, atual presidente do Rotary. Imaginem com outra pessoa que não tenha tanto título, seja um simples trabalhador? Ainda ouvi de um puxa saco deste governo que sou muito chato, um filho do desastre. Pobre povo barrense, não me calarei, não compactuo com estas mesquinharias e falta de respeito. Continuarei usando meu dever de cidadão e não me intimidarei com certas gracinhas como “cala a boca professor, você fala demais”, “cuidado, não se meta com gente grande”, “cuide de sua família”. Estou cuidando, e muito bem, graças a Deus. Se perguntar ofende tanto, será que este pessoal também não está preocupado de que um dia a casa cai, e muitas boquinhas famintas de poder, não serão descartadas, e os pratos jogados no lixo? *Heraldo Bichara é professor aposentada e ex-vereador


Sexta-feira - 22 de Março de 2013 JUNTOS, FAZEMOS HISTÓRIA

ESPORTE

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Por Jo Mariano

■ Tréplica, um breve dissertar Preciso treplicar na urgência. Como vocês já perceberam, a coluna passada deu mais do que pano pra manga e muita gente achou ofensivo, vil, fútil, frívolo e desnecessário tudo que ali constava. De certa forma a coluna que agora leem é de fato todos esses adjetivos que a ela destinaram, afinal por ser um desmembramento do já tão conhecido mundo afora, “Flagaiato”, é mister que o caráter pé sujo que na internet consiste aqui se estenda. De verdade, a ideia da coluna da última semana nem era focar no MMA, e sim nos constantes perrengues e “esbofeteamentos” de nossa juventude. A ideia era satirizar tamanho frenesi entre a molecadinha. Por uma ironia do destino, um dos textos que dividiu espaço na página citava uma belíssima iniciativa de artes marciais com garotos de uma comunidade barrense e, sim, o texto ficou totalmente desnecessário e afrontador. Só deixo claro que não sei previamente o que virá ao lado do que escrevo, logo não foi proposital. Mas indo direto ao ponto, afirmo que nada tenho contra qualquer arte marcial, que o escrito era uma sátira aos desentendimentos ocorridos em escala colossal na cidade e que se fui duro com algo, foi com o MMA e não com o jiujitsu, kung-fu, boxe, ou qualquer outro tipo de esporte de combate. E explico. Embora gaiato, o texto exprime – nem sempre na totalidade – o que penso acerca de algo, mas como a ideia é ser um texto descontraído, bem papo de bar, este acaba se tornando cômico e sempre polêmico. Então permitam-me

dissertar sobre o que de fato existiu no interior de tão contestado texto. Quando digo que fui sim contra o MMA me refiro à iniciativa do mesmo, uma vez que é o único “esporte” (há quem ache) que o objetivo é minar ao máximo a integridade física do oponente. Nenhum outro desporto no mundo visa tal objetivo. No futebol, qualquer entrada maldosa é passível de punição, no basquete igualmente e até nos esportes de combate que figuram nas olimpíadas todo e qualquer contato deve ser mínimo e apenas por caráter de pontuação com todos muito bem protegidos. Totalmente o avesso do proposto no MMA. O trabalho filantrópico, a quantidade de pessoas que essa modalidade tira das ruas e as histórias de vida de quem pratica são sim coisas a se aplaudir. E defendo que lutem onde quiserem, desde que não seja na rua, e quando quiserem, só não me obriguem a achar que isso é esporte. A filosofia do jiu-jitsu diz expressamente que o propósito da mesma é fazer “com que a energia do aluno seja sempre canalizada para o bem, colocando o mesmo em um ambiente saudável, onde existem fortes laços de amizade e companheirismo,(...) O jiu-jitsu não trabalha somente o corpo como a mente.” Então não é para ficar comprando camisetas de jiu-jitsu, raspando a cabeça e tirando onda por ai querendo brigar com todo mundo! “Violência não, Jiu-Jitsu sim.” O Kung-fu, por sua vez, está ligado diretamente ao confucionismo, taoismo e budismo, estando portanto, atrelados à

sua filosofia a ordem social, harmonia e o aperfeiçoamento enquanto seres humanos. O karatê passa um ensinamento ainda mais direto, perguntando: “Se o adversário é inferior a ti, então por que brigar? Se o adversário é superior a ti, então por que brigar? Se o adversário é igual a ti, compreenderá o que tu compreendes... Então não haverá luta. “ Onde quero chegar com isso. Todas as artes marciais tem em suas raízes, doutrinas e fundamento o constante evitar do combate em qualquer circunstância que não seja a extrema necessidade e o praticado nas academias visando a educação física e mental. E isso é insistentemente passado por todos os mestres das mais variadas artes marciais. Logo o MMA é a contramão dessas filosofias, é a corrupção de todos os preceitos e aceitá-lo e até mesmo incentivá-lo é vender a troco de glória instruções milenares e cuidadosamente fundamentadas. Formar um aluno sob qualquer uma dessas filosofias e posteriormente e até simultaneamente aplaudir esses confrontos hoje televisionados é dar um nó na mente do então aprendiz, pois caracteriza-se uma enorme contradição e conflitos de ideias e ideais. Como ouvi certa vez, “se MMA fosse correto haveria campeonato categoria mirim, infantil, juvenil” como ocorrem nos demais desportos. Mas se torna impossível promover tal competição sem ser enquadrado em algum artigo da ETA (Estatuto da Criança e do Adolescente). Mas por que se é um esporte como outros? Por que o taekwondo pode, o jiu-

jitsu pode, o judô pode e o misto de todas, proposto por essa nova modalidade não? Muito defendem que a única diferença entre o MMA e as porradarias da Festa de Santana é o Galvão Bueno narrando. Muito soco, bico, sangue e um cara depois pagando de mau. Mas outra vez relembro que assim como puderam perceber em meu dissertar, nada tenho contra artes marciais. Na infância e adolescência até pratiquei. Mas assim como muitos abomino a iniciativa proposta pelo MMA, que nada mais é que o explorador do sub-mundo, a sombra encarregada de transformar em nocivo algo que até então só tinha efeitos benéficos. Uma prática onde a luta só termina quando há a iminência de morte ou desmaio (que sucedido de falta de oxigenação no cérebro pode vitimar ou deixar sequelas graves e irreversíveis). Victor Belfort alegou que durante sua luta com Jon Jones poderia tê-lo finalizado, mas sentiu o braço do rival estalar e soltou para evitar uma fratura. Nem todos tem essa consciência. Nem todos vão dar três tapinhas quando estrangulados. E aí, como que faz? E você professor, aluno ou amante das artes não precisa concordar comigo, mas deveria sim pelo menos pensar no assunto. É interessante assistir, eu sei e também assisto, mas se é algo tão bom, tão legal, responda-me se teria coragem de levar seu filho ainda garoto para aprender algo assim. Pra levar uns cascudos num campeonato da karatê e judô eu sei que levaria, mas e se o MMA abrir uma categoria infantil, você toparia?

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Carta do Leitor

Professor de MMA contesta coluna publicada na edição passada da VOZ

Gostaria de expor a minha indignação e, com certeza, a de todos os treinadores, professores e atletas sérios que trabalham e lutam de verdade em prol do reconhecimento das Artes Marciais Mistas (MMA). Na edição passada deste veículo de comunicação, deparei-me com uma forma um tanto quanto equivocada de interpretação sobre o esporte, que, de fato, está em crescente ascensão e ganhando cada vez mais e mais adeptos. Meu amigo Jo Mariano (autor da coluna “Gaiato’s Bar”, publicada sempre nesta página), apesar de não conhecê -lo pessoalmente, escreveu algumas infelizes linhas a respeito não só dessa modalidade de luta, como também de nosso amado boxe. Sempre me deparo com o seguinte questionamento, vindo de pessoas que não conhecem tão a fundo a prática como eu, outros atletas e professores que vivem no meio das lutas: “Como aquilo (MMA) pode ser esporte? Vocês entram ali um pra matar o outro, ficam se agarrando e se socando, cheios de sangue....”. Realmente, concordo em gênero e grau que, para um leigo, deve ser muito estranho duas pessoas entrarem em uma “gaiola” e saírem no tapa. Mas, não é bem assim, pois, por trás disso tudo, existem pessoas sérias, comprometidas com o embate que será travado. Tudo começa meses antes, com o planejamento da luta, a tática a ser seguida. Logo após vem a alimentação que será modificada, os treinamentos em academia e fora dela, entre outras inúmeras coisas que se eu fosse parar pra citar levaria dias aqui escrevendo. Inclusive, há uma geração de emprego e renda para vários ramos trabalhistas, creio que ninguém tinha pensado nisso. Em contrapartida, está o atleta de verdade, focado, treinado e dedicado a saber o que fazer na hora de subir ao ringue ou cage. Diferente do que propõe meu amigo Jo Mariano em seu ponto de

vista, quando entramos no cage, não entramos ali para “estraçalhar a mandíbula de nosso adversário” e muito menos arrancar-lhe a jugular. Entramos ali apenas para fazer o que sabemos de melhor desde os tempos mais remotos: lutar. Não nego que haja sangue, há de fato; não nego que haja hematomas, cortes, fraturas, de fato também ocorrem. Porém, todos os atletas que participam de competições de MMA estão respaldados e amparados por todo um aparato de emergência no caso do pior acontecer. Todos que ali entram estão preparados para aquilo e, por mais brutal que possa parecer, para nós (lutadores) é completamente normal. Admito que antigamente o extinto “Vale Tudo” era um esporte brutal, sem regras e o mínimo a se zelar pela condição física do atleta. No entanto, contrariando o que meu amigo diz, hoje no MMA existem regras, nenhum atleta sai chutando o rosto ou pisando na cabeça de seu adversário dentro do octógono. No mais, tenho que concordar com ele (o autor da coluna) no seguinte fato: realmente, a Praça Nilo Peçanha, no Centro de Barra do Piraí, seria um cenário perfeito para lutas de MMA, e por sinal tem sido realmente cenário, mas, não do esporte, e sim do vandalismo generalizado, provocado por jovens supostamente estudantes, que ali se digladiam diariamente, com seus celulares em punho para uma futura postagem da “luta” no Facebook ou YouTube. Finalizando, não vou polemizar, apenas estou no meu direito de responder o que, no meu entendimento, foi a escrita infeliz de uma opinião. Dentro do octógono, o objetivo é vencer seu adversário, com o melhor golpe, a finalização perfeita. Somente estou utilizando o meu direito de resposta. No mais, muito obrigado a todos e um abração. Professor Nelsinho Júnior, via e-mail


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ESPECIAL

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LARGO DA FEIRA ■ Frequentadores e comerciantes chamam a atenção para a falta d’água e de limpeza nos banheiros

‘Higiene é bom e eu gosto’

Carolina Araújo

Banheiros públicos: Frequentadores cobram limpeza e que locais fiquem abertos até mais tarde CAROLINA ARAÚJO frequentemente, deixandoBARRA DO PIRAÍ o sem água para lavar as redacao@avozdopovobp.com mãos, dar descarga ou uma geral no chão, que sempre Um dos pontos mais procu- está molhado de cerveja ou rados para momentos de sujo. lazer no município é a Praça Pedro Cunha, popularmente O que dizem os comerciantes conhecida como Largo da Feira. Antigamento formado Após apurar as denúncias por trailers diversos, com de leitores, a equipe de reum banheiro improvisado portagem da VOZ visitou, na pelos próprios comercian- manhã de terça-feira, 19, o tes, perto do “muro” do Rio Largo da Feira, para ver as Paraíba do Sul, o lugar foi condições que os banheiros completamente reformado apresentavam. Lá, convere modernizado, durante o sou com o comerciante Walgoverno do ex-prefeito José do José dos Santos, proprieLuiz Anchite. tário do único quiosque que Ao invés dos antigos e sur- estava aberto. Ele trabalha rados trailers, a praça apre- no lugar há dez anos. senta, agora, um visual bem “A turma que tem esse mais aprazível, com quios- tipo de problema (da falta ques organizados, que pa- d’água) é a da tarde e noirecem pequenas “casinhas” te, porque de dia o banheiro divididas com um vizinho, fica fechado para o público, com telhado, vidraçarias e só eu que tenho uma chave. coberturas entre elas, ofe- De noite, tem muito movirecendo abrigo para os dias mento, e a cerveja é um chuvosos, e sombra para as problema. Tanto os homens tardes mais quentes. quanto as mulheres bebem Banheiros p��blicos, que cerveja, e toda hora estão não existiam no point, foram indo no banheiro”, contou. construídos, na última “casiWaldo valoriza a reforma nha”, sendo um masculino protagonizada pelo ex-pree outro feminino, com divi- feito e afirma que está exsões apropriadas e espaço- tremamente satisfeito com sas. Embora comemorem o resultado do trabalho. No as melhorias, frequentado- entanto, ele ressaltou que res locais reclamam que não consegue entender a água do banheiro acaba como a água corre direito

para todos os quiosques, mas, falta nos banheiros, principalmente para o asseio da clientela. “A caixa de água tem pouca capacidade, o que não dá vazão para a quantidade de pessoas nem para a limpeza. Eu acho que a caixa é de apenas 250 litros”, analisou. Quando questionado sobre a manutenção dos espaços, que é de responsabilidade dos comerciantes locais, Waldo se esquivou do assunto, para não colocar seu nome ou o de seus “vizinhos” na roda.“O prefeito falou que a manutenção e limpeza dos banheiros ficaria por conta da gente”, resumiu. Opinião dos frequentadores As reclamações quanto aos banheiros vêm principalmente dos frequentadores do Largo da Feira, afinal, eles são os maiores utilizadores. A internauta Aline de Carvalho aproveitou o espaço na página oficial da VOZ, no Facebook, para deixar a crítica aos banheiros. “Essa cidade é um absurdo. A Prefeitura de Barra do Piraí (PMBP) reformou os quiosques do Largo da Feira e fez a construção dos banheiros, que ficaram

ótimos por sinal, só que a manutenção é precária. Os bares funcionam até tarde, e chega uma certa hora que aparece um funcionário da prefeitura, uniformizado, vai até lá e fecha os banheiros. A limpeza não é feita e as pessoas acabam urinando nas ruas, onde acaba ficando um cheiro insuportável”, escreveu. “Acredito que poderia ser feito através da ajuda dos donos do quiosque com uma pequena taxa, e que poderiam deixar até uma chave com eles. Assim, os seus consumidores teriam acesso ao banheiro. Isso prejudica até a venda deles”, acrescentou Aline, demonstrando-se indignada. Várias pessoas concordaram com o que a usuária postou, inclusive a supervisora de laboratório, Fátima Ribeiro, que disse: “Se tem frequentadores, por que fechar? (…) E água, então? Nem tem”. NOTA DA REDAÇÃO: Um e-mail foi encaminhado à PMBP, via assessoria de imprensa, solicitando informações sobre o assunto retratado nesta reportagem. No entanto, como já é de praxe, a mensagem foi solenemente ignorada.

Pensando em voz alta por Felippe Carotta*

Velha roupa colorida É provável que os matusaléns de plantão e os amantes de uma boa safra da MPB se lembrem do título desta crônica, “Velha roupa colorida”. Trata-se do nome escolhido por ninguém menos que Belchior para resumir uma de suas mais célebres composições. A letra desta música exala poesia, entre versos que, em minha opinião, reivindicam a volta de atitudes que nos façam jovens, independente da idade que temos. “E o que há algum tempo era jovem novo/ Hoje é antigo, e precisamos todos rejuvenescer/ (...) No presente a mente, o corpo é diferente/ E o passado é uma roupa que não nos serve mais”. Disso, presumo: precisamos urgentemente tirar nossa velha roupa colorida do armário. Creio que, ainda na longínqua década de 80, Belchior já estivesse criticando essa (falsa) atmosfera de modernidade na qual vivemos, onde pretendemos retardar o envelhecimento, mesmo passando dezenas de horas por mês em frente ao computador. O compositor parecia ter a visão do que seria o futuro que, hoje, anos depois, tornou-se realidade. Cá estamos nós, com nossas velhas roupas coloridas jogadas no armário, com nossos sonhos de ser jovens mofando dentro das gavetas, acreditando que a tecnologia vá, enfim, nos salvar do tempo. Enquanto nos preocupamos com isso, os dias correm e, quando nos damos conta, já era: “o passado é uma roupa que não nos serve mais”. Então, ao invés de procurarmos nos colorir com outras esperanças, insistimos em ir às ruas trajando atitudes maltrapilhas, que nos vestem como empresários mal amados. Saímos pas-

seando pelo shopping, exalando um ar de gravata-borboleta, que nos embeleza por fora, mas nos sufoca. Vamos às baladas usando os vestidos mais caros, que nos emprestam a pose de quem só sabe viver encima do salto, de quem não é capaz de suportar o impacto de pousar os pés descalços sobre o chão. A velha roupa colorida de Belchior está largada por aí, jogada num canto qualquer, prestes a virar pano de chão. É a poesia, o gesto descompromissado, o abraço que não pode ser comprado, o sorriso que não se vende. São atitudes que funcionam como Renew para o coração: evitam o aparecimento de rugas. São gestos que já saíram de moda, roupas que só foram usadas por quem realmente soube se aproveitar delas, mas que não perderam o brilho nem desbotaram, afinal, o que é colorido de verdade não se deixa vencer pelo preto e branco; o que já foi arco-íris nunca perderá as sete cores. Pelas praças, ninguém se reconhece mais, e não para de crescer o número de pessoas que só querem ser abraçadas pela webcam. Salas virtuais de bate papo estão mais lotadas do que saraus, livros viraram tablets, poetas transformaramse em chatos de galochas, crianças ganham um celular antes mesmo de aprenderem a se comunicar pelos olhos. O Twitter está aí, multidões me seguem, mas não sabem quem sou nem para onde sou capaz de levá -las. Em pleno florescer das novidades, falar em velha roupa colorida lhe parece absurdo? Pois é por isso que precisamos todos rejuvenescer. *Felippe Carotta é jornalista e editor-chefe da VOZ


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CIDADE

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GUARDA MUNICIPAL ■ Após denúncias da VOZ, quiosque na Praça Nilo Peçanha é reaberto

Apareceu a ‘margarida’

BARRA DO PIRAÍ que a Praça Nilo Peçanha redacao@avozdopovobp.com voltasse aos seus tempos de decadência, quando se Em sua edição 15, publi- transformou em ponto de cada no dia 1º de março, prostituição e até de tráfico a VOZ divulgou que comer- de drogas, o prefeito Maérciantes e frequentadores cio determinou que o quiosda Praça Nilo Peçanha, no que da GM fosse reaberto. Centro, andavam às voltas De acordo com o texto dicom uma pergunta: por vulgado pela assessoria de que o quiosque da Guarda imprensa, o posto está funMunicipal (GM) existente cionando 24 horas por dia. no local estava fechado? “Nos últimos dias foram Parece que as autoridades registrados vários casos resolveram responder ao de vandalismo e pichações questionamento, reabrindo em diferentes pontos da o posto de vigilância. Se- praça, causando prejuízos gundo release “disparado” aos cofres públicos. Pequena quinta-feira, 15, pelo nos delitos e até tráfico de Departamento de Comu- drogas também foram denicação da prefeitura, a nunciados. Com base nas unidade foi reativada, por denúncias, Maércio deterdeterminação do chefe do minou que a Guarda MuniExecutivo, Maércio de Al- cipal voltasse a ocupar a meida (PMDB). base e intensificasse o traA medida era aguardada balho no local. Durante a por comerciantes locais, madrugada, as ações receque, em relatos à equipe bem um reforço de agentes de reportagem da VOZ, do 10º Batalhão de Polícia reclamaram que a praça Militar (BPM)”, informa. estava virando uma verdaNa época em que pudeira “casa da mãe Joana”, blicou a reportagem em devido à falta de seguran- questão, cerca de duas seça e de policiamento, prin- manas atrás, a VOZ aprocipalmente à noite. Tem veitou para veicular fotos mais. Os constantes atos retratando os resultados de vandalismo praticados dos atos de vandalismo no espaço, com grande na Praça Nilo Peçanha. Piprejuízo ao patrimônio pú- chações, com o nome de blico, estavam assustando facções criminosas, foram os proprietários das ban- registradas, além de placas de jornal, bem como os cas em acrílico, abaixo dos frequentadores em geral. bustos históricos existenProvavelmente temendo tes no espaço, quebradas.

Divulgação (PMBP)

Melhor assim: Para o alívio de comerciantes e frequentadores, Praça Nilo Peçanha voltou a contar com o posto 24h da GM

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A Voz das Comunidades por FAMOR-BP • Um grande evento ocorreu no dia 10 de março, foi II Caminhada da Família, que conseguiu reunir um grande número de pessoas, incluindo fiéis de várias religiões. Que marcou muito bem as festividades do dia do aniversário da nossa cidade, tivemos um grande entendimento dos vários segmentos religiosos, não houve distinção de seus seguidores, ou seja, todos estavam com um só objetivo que era o nosso Deus criador. Onde se ouvia as orações interpretadas por todos que acompanhavam o cortejo. Por isso, queremos parabenizar aos organizadores do evento pelo magnífico trabalho realizado em honra da união das famílias barrenses. Pois, sem dúvida, evento dessa magnitude, fortalece a união das famílias e fortalece, também, as organizações familiares barrenses. Nós, da diretoria da Federação das Associações de Moradores de Barra do Piraí (Famor/BP), desejamos que outros eventos dessa natureza sejam repetidos em nossa cidade para robustecer os espíritos das nossas famílias. Que Deus ilumine a todos, trazendo a paz e a concórdia entre todos os seres humanos. • Na forma que norteia a parceria entre a MRS Logística, a Famor/BP e as comunidades, realizou-se a terceira reunião, no sábado, 16, nas dependências do Central Sport Club, onde se deu continuidade ao estudo da implantação do Programa de Educação Ambiental proposto pela empresa. Terá a duração de um ano ano, tendo como forma de conseguir seus objetivos no período pré-determinado. Haverá uma reunião mensal, que será todo terceiro sábado das 8 às 12h, nas dependências do Cen-tral Sport Club, onde serão tratadas, além dos problemas ambientais, mais duas situações, como as aberturas das passagens de níveis da cidade e a outra a possibilidade do desvio da Rota Ferroviária Rio – Minas, desviando em Santana de Barra e saindo no bairro Ipiranga, desta forma, liberando todas as passagens de níveis, que vem atrofiando a movimentação veicular da cidade de uma vez por todas. Isto é

exatamente o que a população e as nossas comunidades clamam há muito tempo. A Famor/BP conclama a todos a participarem dessa luta para que em breve esta conquista se torne realidade. • A Associação de Moradores do Bairro Santa Bárbara tem nova diretoria, eleita nas no domingo, 17, tendo sido eleita a chapa encabeçada pelo senhor Carlos Alberto Ca-margo da Cunha, conhecido pelo apelido de Passarinho, que é o novo presidente. A Famor/ BP su-pervisionou a eleição com uma comissão, que foi composta pelo senhor Carlos Augusto Rufino, senhor Edemundo Paulino Pinto e senhor Geomar de Paula Muniz, tendo a eleição transcorrido em clima de alto nível democrático e muito concorrida. • Edital – O senhor Sérgio Fabrício da Silva presidente da Associação de Moradores e Amigos da Caixa D’Água Velha, no uso de suas atribuições estatutárias, convoca a população da comunidade para participarem da Assembleia Geral Eleitoral para o dia 31 de março do corrente, das 9 às 15h, na Igreja de São Sebastião, na comunidade local para elegerem a nova diretoria da Associação de Moradores da localidade para o mandato do novo triênio, ficando os interessados em participar do pleito eleitoral com prazo até o dia 22 de março do corrente, para inscreverem as chapas na Fa-mor/BP ou na Associação de Moradores, para concorrerem ao pleito eleitoral. Barra do Piraí, 14 de março de 2013. Sérgio Fabrício da Silva. • Reunião da Famor/BP – Aproveitamos a oportunidade para comunicar às comunidades que, devi-do ao fato de o calendário das nossas reuniões mensais se encontrarem sempre acompanhadas de dias festivos no nosso município, a nossa próxima reunião mensal será em abril do corrente, no dia 13, às 16h, nas dependências do Senat, à Rua Tiradentes, nº 132, na subida do cemitério. Fortale-çam a nossa Federação com a sua presença e participação. Nosso endereço (escritório): Rua Tiradentes, nº 50 – Sala 101 – Centro. Tel.: (24) 2442-2929.


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Sexta-feira - 22 de Março de 2013 POR RENAN ANDRADE

DANDO CLOSE

■ CLOSE DA SEMANA

O destaque desta edição é o auxiliar administrativo, Lislei Felippe Freitas da Costa, um grande amigo. O jovem estuda Administração na mesma escola onde trabalha, o Centro de Ensino Tecnológico do Rio de Janeiro (Cetec/RJ). À coluna, ele contou que tem como hobby ir a barzinhos e assistir filmes no cinema, sempre na companhia dos amigos. Quem conhece o Lislei,

sabe que sua maior paixão é o tricolor, ou seja, o Fluminense. Basta acompanhá-lo nas redes sociais para saber o quanto esse rapaz ama o seu time, e não perde um dia de jogo, seja ao vivo, nas arquibancadas ou em frente à TV. Esse é um verdadeiro tricolor. Aquele abraço, Lislei, e os votos de toda a equipe da VOZ de que você obtenha cada vez mais sucesso e sucesso.

renan_deandrade@hotmail.com

Flopando & Arrasando

Parabéns pra você

20/03 – Na quarta-feira, quem completou 26 anos foi a empresária Josi Carvalho. Esposa do também empresário e produtor de eventos, Serginho Carvalho, eles são os pais da princesa Gabi, primeira filha do casal. Josi é um exemplo de pessoa humilde e de um carisma invejável. Dona de um sorriso lindo, essa gata encanta a todos com seu jeitinho amável de ser. Um beijo, amiga.

22/03 – Hoje é dia de festa para o jornalista Felippe Carotta, meu irmão de coração e melhor amigo. Ele é editor-chefe do melhor semanário da região, ou seja, este jornal (risos). Felippe nos mostra, com seu exemplo de profissionalismo, o que é um jornalismo claro e sério. Um beijo especial, amigo. Que Deus ilumine nossa amizade a cada dia. Te amo, amigor’s!

Arrasou A inauguração da loja de suplementos “Muscle Sporting Suplements”, situada na Rua Dr. Moraes Barbosa, 137, Loja 18, no Mini Shopping Barra Park. Os empresários Samir Souza Bueno e Tatiane Pereira convidam todos os leitores da VOZ para conhecer a mais nova e completa loja de suplementos de Barra do Piraí. A loja ficou linda e é sempre bom bater um papo com quem entende de físico e saúde.

23/03 – A gata Luamar Custódio acorda de idade nova amanhã. Moradora do bairro Oficina Velha, ela trabalha no setor de Crediário de uma grande loja de calçados, em Barra do Piraí. Mas, sua maior paixão é ser mãe do príncipezinho Kauan, função à qual se dedica 24h por dia. Quem manda um super beijo para a Luamar é o irmão Cléber Fajardo e a mamãe Lena. Aquele abraço.

Flopou Aquele pessoal irresponsável que, mesmo com a epidemia de dengue em Barra do Piraí, não cuida do próprio ambiente, deixando de monitorar piscinas, caixas d’água, vasos de planta etc. Segundo denúncias feitas a esta coluna, via Facebook, a piscina de uma residência, situada à Rua Dr. Moraes Barbosa, no Centro, está com água parada há nada menos que seis meses. Hellooo! Vamos pensar na sociedade com mais responsabilidade, e não flopar quando o assunto é segurança e prevenção. PUB


A Voz do Povo - ed 18 - 22 de Março de 2013