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CORAÇÃO ABERTO

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Em entrevista exclusiva, Mario Esteves revela possibilidade de uma reaproximação com o prefeito Zé Luiz Anchite

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A VOZ PREMIADA Este é o terceiro dos seus cinco selos para concorrer a dois tablets

Veja o regulamento na página 02

A VOZ DO POVO Barra do Piraí, 8 de Dezembro de 2012 - Ano I - Edição 03 - R$1,00

ASSUSTADOR! Casa abandonada na Santana espalha medo e insegurança entre moradores Reprodução/Internet

ESQUECERAM DE MIM AI, CRIANÇA DE 2 ANOS É CARACA! ESQUECIDA SOZINHA DENTRO DE CRECHE

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Incidente que aconteceu no Jardim Escola Pequeno Polegar divide opiniões entre professores e internautas; psicólogo analisa o caso

11 BETHOVEN, BILL, BÉGUINHA E DOUGLINHA: QUARTETO FANTÁSTICO VAI PRA CADEIA

Operação Jingle Bells prende quatro suspeitos de envolvimento com o tráfico na Califórnia

#ALOKA

Mulher sai dirigindo sem controle, atropela geral, bate em dois carros e deixa quatro feridos Reprodução/Facebook

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CNPJ: 17.150.485/0001-00 Impressão: Gráfica Diário do Vale Tiragem: 5.000 exemplares Editor-chefe: Felippe Carotta Editor Gráfico: Elías Moura B. da Silva Gestora Comercial: Soraia Soares www.facebook.com/avozdopovobp www.avozdopovobp.com redacao@avozdopovobp.com (24) 7811-2573 / ID: 116*116316 Rua Paulo de Frontin, 139, 7º andar, sl 702, Centro Barra do Piraí - RJ, 27123-120


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ESPECIAL

Oráculo

Barra do Piraí, 8 de Dezembro de 2012 - Ano I - Edição nº 03

● Búzios revelam que o mundo não vai acabar e prevê que 2013 será de guerra

‘O que será o amanhã...’ Barra do Piraí Na concepção da Filosofia, a palavra oráculo pode ser entendida como “uma mensagem misteriosa”, enviada por um deus como reposta a uma indagação feita por algum humano; é uma revelação divina que precisa ser decifrada e interpretada. Segundo conta a história, filósofos “gigantes” como Sócrates e Platão sofreram fortes influências de seus oráculos. O tempo passou e, com ele, veio a modernidade, mas, ainda hoje, há quem acredite que as divindades do universo queiram se comunicar com os seres humanos de alguma maneira. Os crentes nesse tipo de interação costumam procurar tarólogos, numerólogos, astrólogos e até pais de santo, na ânsia de descobrirem a mensagem que seu oráculo lhe reserva. Foi um oráculo dos Maias que previu a fatídica data em que o mundo chegaria ao fim: 22 de dezembro de 2012. Ou seja, daqui a pouco mais de duas semanas. Mas, se você, leitor, está desesperado com a possibilidade de a humani-

dade ir pras “cucuias”, aí vai uma notícia que pode animá -lo: o mentor espiritual Jorge Márcio de Nkosi Mavambo, líder de um Inzo localizado no bairro Vargem Grande teve a revelação de que o mundo não vai acabar. Na tarde de segunda-feira, 3, o espiritualista jogou os búzios diante da equipe de reportagem da VOZ, e previu que a vida continua após o dia 22. “As divindades nunca me revelaram o fim do mundo. Isso não vai acontecer. O fim do mundo já está acontecendo, e é essas coisas que a gente vê por aí: guerras, países contra países, violência deliberada, tsunamis etc”. Previsões

Já que aparentemente o mundo não acabará daqui duas semanas (ufa!), o pai Jorge Marcio viu, no jogo dos búzios, algumas pistas do que será o ano de 2013. O religioso iniciou explicando quais signos devem marcar os próximos 12 meses. “O ano de 2013, por começar numa terça-feira, dentro da Kabala Nalunda, será regido por Nkosi, divindade re-

lacionada a conquistas, mas, também, a muita dificuldade e guerra. As pessoas devem observar bem o futuro e se preparar, porque será um ano de muito enigma. Serão necessárias táticas para atravessar 2013”, disse. “O positivo de Nkosi, que muita gente sabe, é a abertura de caminhos, de obter coisas boas. A face positiva de Nkosi realmente é essa, mas é necessário ver os dois lados da moeda. As pessoas terão que tomar decisões importantíssimas, que vão envolver conflitos”, acrescentou o espiritualista. Segundo o líder do Inzo, os búzios indicam possibilidades espirituais favoráveis para Barra do Piraí em 2013. “Os caminhos espirituais estarão abertos para o município, e vai depender das autoridades trabalhar em prol da população”, afirmou, lendo o resultado do “jogo”. Pai Jorge lançou os búzios também para saber se alguma grande catástrofe aguarda o município. “A princípio, não. O cuidado maior que as divindades apontam é com a saúde, mas nenhum grande desastre aparece”, comentou. Amém. Felippe Carotta

Mr. Locke O governo do prefeito José Luís Anchite (sem partido) entrou, enfim, no último mês. E, segundo rola nos bastidores do Palácio 10 de Março, o eterno Homem dos Suspensórios já estaria sentindo saudade de seus dias “de glória”. ◊ ◊ ◊ Em conversas com pessoas próximas, Zé Luiz teria confessado que a nostalgia já começou a bater, chegando até a demonstrar-se um pouco triste por deixar a cadeira de prefeito. ◊ ◊ ◊ Anchite supostamente admitiu que uns e outros, que ontem mesmo viviam “babando” encima dele, já o deixaram de lado. “Zé, você sabe do Maércio? Essa é a pergunta que mais ouço”, choramingou o prefeito, segundo fontes oficiosas. Futuro Ainda sobre o Seu Zé, o comentário é geral: provavelmente, ele será candidato a deputado nas eleições de 2014 – isso se conseguir reverter a rejeição de suas contas na justiça, é claro. Mas, fontes próximas do prefeito me garantiram que ele não está nada empolgado com a hipótese de voltar à vida pública. Anchite teria revelado que deseja “descansar”, e que não seria mais candidato a cargo nenhum. Alegria de uns... Antes mesmo da posse dos novos vereadores, marcada para o próximo dia 1º, começou a dança das cadeiras na Câmara Municipal. Motivo: já é dada como certa nos bastidores da Casa a entrada de Cacá Muniz (PV), que não tinha se elegido porque seu partido não teria feito legenda. Mas, mexe daqui, mexe dali, Cacá supostamente conseguiu, com um empurrãozinho dos advogados de sua coligação, modificar o quadro. ...tristeza de outros Caso se confirme a entrada de Cacá, um dos eleitos da coligação adversária terá motivos de sobra para chorar – e na cama, que é lugar quente. Os nomes que estão na corda bamba para dar lugar a Muniz são Gerê (PSDC) e Nedino (PR). É esperar pra ver.

Futuro: É bom se preparar porque, segundo os búzios, 2013 será um ano ‘porreta’

Detalhe Se o candidato do PV tomar mesmo posse na Câmara, a base aliada do futuro prefeito Maércio de Almeida (PMDB) ganhará um reforço – bastante necessário, por sinal. Como se sabe, Cacá é “peixe” de Zé Luiz e não faria oposição ao PMDB (a menos que seu “mentor” mandasse, é claro). Caso as mudanças se concretizem, ainda assim Maércio terá a minoria na

Câmara, num “placar” de cinco eleitos por sua coligação contra dez do grupo que representava Mario Esteves (PRB). Serviço O assunto a seguir não tem nada a ver com política, mas vale a solidariedade. As agências de Correios das cidades – inclusive de Barra do Piraí – já estão transbordando de cartinhas enviadas ao Papai Noel por crianças que sonham com a chegada da noite do dia 25 de dezembro. Que tal dar uma passadinha ali no posto dos Correios, em frente à Santa Casa? Seja o Papai Noel de uma dessas crianças! Os pedidos são tantos que cabem em qualquer bolso. Uma atitude dessas pode não mudar o mundo, mas, com certeza, fará uma grande diferença.


Barra do Piraí, 8 de Dezembro de 2012 - Ano I - Edição nº 03

COMUNIDADE

4 Felippe Carotta

PONTE VERMELHA ● Moradores abraçam projeto de enfeites natalinos feitos à base de garrafas pet

Natal Reciclável Carolina Araújo

Barra do Piraí Está chegando o Natal. A neve cai branca na janela, a lareira está acesa e as crianças, lá fora, fazem bonecos, bolas e brincadeiras. Mas, passando à realidade brasileira, a proximidade do dia 25 de dezembro remete a coisas bem diferentes: o cheiro do Natal é sinônimo de sol, praia e Verão. Em Barra do Piraí, as decorações natalinas estão por toda parte, no Centro e nos bairros. Os desfiles com personagens típícos dessa época acontecem, e as pessoas correm pra comprar as prendinhas que desejam colocar no sapatinho. Nas comunidades, as iniciativas para decoração incitam curiosidade. Como é o caso do aposentado Sandro Stholer e sua esposa, Gilda Stholer, moradores da Ponte Vermelha. O casal abraçou a iniciativa de juntar garrafas pet e “reciclá -las”, transformando-as em enfeites natalinos. “Tenho um grande amigo que vinha pra minha casa, me ajudar com as decorações e a montar a árvore de Natal. Ano passado, ele me deu a ideia de fazer tudo isso com garrafas pets. Comentei a sugestão com pessoas próximas e, dias depois, começaram a surgir garrafas no meu quintal. Era uma média de mil por mês”, recordou. Em visita à residência do casal, a reportagem da VOZ se sentiu invadida pelo espírito natalício revo-

FESTA DE NATAL

lucionário, em que Papai Noel não dirige o famoso trenó com as renas, e sim um helicóptero. O quintal de entrada da casa já chamava a atenção, com árvore e algumas decorações feitas com garrafinhas de plástico. Na parte de trás, a dupla montou um ateliê – e é lá que a magia acontece. Questionado sobre a originalidade das esculturas e a origem de seu dom, Sandro responde que sua esposa é que é a “artista” da casa, ao que Gilda sorri, timidamente, sempre focada em seu trabalho, enquanto revela ser artesã desde que se conhece como pessoa. “Minha mãe sempre me incentivou muito a criar. Já fiz muitas colchas e cortinas, que comecei a vender para amigos através de encomendas. Mas, agora, parei um pouco para ajudar meu esposo”, relembrou, sorrindo, enquanto amarrava as letras de plástico nos ferros. Mobilização

Ressaltando que ficou fora de Barra do Piraí durante 35 anos, Sandro, sempre muito bem-humorado, relata: “Quando retornei, encontrei uma comunidade organizada. Para se ter uma ideia, a primeira chamada para que as pessoas se envolvessem no projeto de decorar a rua foi de 250 fundos de garrafas. Uma semana depois, eu recolhia o material, já pronto. O tempo passou e já tinha tanta gente envolvida que fizemos um muti-

rão às quartas e sábados”, contou. Mesmo sem um projeto no papel, o casal Stholer armazena tudo em casa, no “Barracão das Alegorias”. “Tem sido uma loucura. As pessoas param e pedem para ver de perto. As crianças ficam alvoroçadas e querem brincar com tudo”, constatou. Na sala mágica dos Stholer, há enfeites de garrafa pet por todo o lado, em formas diferenciadas, desde bolas, anjos, Papai Noel, árvore de Natal, guirlandas e velas, de todas as cores e tamanhos. Na garagem, Sandro mostrou as enormes velas feitas de garrafas de plástico. “Cada uma dessas velas tem uma lâmpada dentro, e cada morador que quiser uma perto de sua casa alimenta com energia elétrica, em vez de comprar aquelas luzes pisca-pisca”, comentou, bastante empolgado com a ideia. Como não poderia deixar de ser, os Stholer também aderiram às redes sociais. No Facebook, eles têm uma página com fotos do passo a passo do projeto, e falam que as pessoas estão ansiosas para ver o resultado. A “inauguração” da decoração de rua puxada por Seu Sandro e Dona Dina está marcada para amanhã, 8. Até lá, diz o casal, “esperamos que esteja tudo pronto”. Essa mesma esperança alimenta Sandro, que espera que isso traga algo de bom para a vida da comunidade, e que o espírito natalino envolva as pessoas.

Símbolo: Papai Noel completamente à base de garrafas pet fará a alegria da criançada

● Moradores da Oficina Velha não conseguem local público para realização de evento solidário

De pés e mãos atados Barra do Piraí O Natal nem sempre chega para todos, mas, felizmente, ainda existem pessoas que têm força de vontade para conseguir concretizar os sonhos de quem não tem meios para realizá-los. Dois moradores do bairro Oficina Velha, Uellvilaine Santiago e Bruno Barbosa da Cruz, iluminaram o Natal de muitos na comunidade, com a ideia de uma festa beneficente, com o único objetivo de fazer sorrir aqueles que não têm a oportunidade de ter uma prenda no sapatinho. “Queremos fazer uma festa de

Natal para a comunidade, principalmente para as crianças mais carentes que não têm condições de ter um Natal decente. E estou fazendo isso porque eu, quando era criança, não tinha condições também, e quero oferecer para as crianças o que eu não tive”, relatou a organizadora do evento, enquanto gesticulava freneticamente pela revolta que sentia de estar encontrando (tantos) obstáculos para a realização da ação solidária. O maior “pesadelo” tem sido Uellvilaine a liberação de um local público para a realização do evento, pois o único lugar que ela vê como sendo “perfeito” é a quadra de esportes.

“Procuramos a Secretaria de Cultura para liberarem a quadra, mas não ouvimos uma resposta positiva. Não entendo o porquê, eu já vi eventos lá com outro tipo de finalidade e a nossa festa é de solidariedade, sem fins lucrativos nenhuns”, lamentou a jovem. Até os moradores da Oficina Velha já contavam com a festa de quadra natalícia. Alexandra Silva, mãe de três filhos, demonstrou indignação com a situação e até seus filhos ficaram tristes por não poderem ter um Natal animado. “Quando me falaram que o evento corre o risco de ser cancelado por um motivo tão bobo, fiquei revoltada com as autorida-

des. Sempre fazem de um tudo na quadra e, agora, para uma festa de Natal beneficente não querem liberar? É um absurdo”, desabafou. Contatada pela VOZ, a secretária de Cultura, Rosângela Abbud, confirmou que tinha conhecimento do assunto. A gestora alegou o seguinte motivo para a não-liberação da quadra para Uellvilaine: “No dia previsto para a realização do evento, o local estará ocupado por um outro evento esportivo tradicional. Eu sugeri que fizessem uma declaração assinada pelos moradores locais, visando o consenso entre todos para a conciliação dos acontecimentos”.


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CIDADE

Barra do Piraí, 8 de Dezembro de 2012 - Ano I - Edição nº 03

DESENVOLVIMENTO ● Barra do Piraí ‘amarga’ o 44º lugar em ranking estadual elaborado pela Firjan

Comendo poeira!

Palavra de Ânimo por Pastor Rogério Marques

Reprodução/Internet

Barra do Piraí - RJ (Ano 2010): IFCM 0.7119

Temos, porém, este tesouro em vasos de barro, para que a excelência do poder seja de Deus, e não de nós. Em tudo somos atribulados, mas não angustiados; perplexos, mas não desanimados. Perseguidos, mas não desamparados; abatidos, mas não destruídos. 2 Coríntios, 4-7 Quero primeiramente agradecer a Deus por tudo que Ele tem feito em minha vida. Nesta oportunidade, quero passar para você, caro leitor, que não existem problemas ou dificuldades maiores do que o nosso Deus. Confiando no poder Dele, toda muralha, toda barreira, cai por terra, no nome de Jesus. Leia atentamente esta ilustração: conta-se uma história que um soldado foi pra guerra, e a guerra foi tão forte que o soldado ficou ferido, muito ensanguentado, capengando. Então, ele pediu ao seu companheiro que o matasse, pois não queria ser uma derrota pra sua nação, para o rei, e não queria ser morto pelos seus inimigos, e preferia que o seu amigo o executasse. Diante disso, o amigo lhe disse: “Jamais poderei eu fazer tamanha atrocidade. Vou avisar ao rei da sua situação”. O companheiro chegou à presença do rei e lhe contou a situação do amigo ferido. O monarca, ao saber da notícia, lhe enviou uma carta, que foi levada até o soldado moribundo. Ao abrir a carta, a mensagem dizia tão somente assim: “O rei conta com você”. Naquele instante, o soldado sentiu-se muito importante e foi, mesmo ferido, enfrentar a guerra, com toda a motivação para agradar a sua nação e ao rei, e ganharam a guerra. Um abraço e até a próxima edição.

Como achar um amigo? por Professor Heraldo Bichara

mento”. Já o desenvolvimento da área do Emprego e Renda foi avaliaDesde criança, uma das piodo como regular, demonstranres sensações que uma pesdo-se, portanto, o calcanhar de soa pode sentir é a de ficar pra Aquiles do município. Por fim, a trás. Seja numa brincadeira, Educação ficou no patamar do jogando Banco Imobiliário ou “Desenvolvimento Moderado”, fazendo qualquer outro tipo de com um índice de 0.7905. atividade, ninguém gosta de fiProcurado na manhã de tercar aquém do patamar alcançaça-feira, 4, para comentar o do pelos “adversários”. Quando assunto, o prefeito José Luís isso acontece, fica aquele gosto Anchite (sem partido) afirmou de “guarda chuva” na boca, e é desconhecer o resultado do mais ou menos esse sabor que IFDM 2012. O chefe do Executideve estar no paladar de auvo brincou dizendo que foi pego toridades do município, após a de “calça curta” com as pernotícia de que a cidade “amarguntas feitas pela reportagem gou” o 44º lugar no ranking da VOZ. Mesmo assim, após estadual do IFDM 2012 (Índiser informado dos números, ele ce Firjan de Desenvolvimento admitiu que a cidade se lascou Industrial). Os resultados da no ranking. pesquisa foram divulgados na “Antes de dar qualquer declasegunda-feira, 3, e o ano base ração, preciso analisar o IFDM, adotado foi 2010. Os números porque nem sabia da existência O IFDM foi criado pelo Sistedesse indicador. Para fazer uma ma Firjan (Federação das InO IFDM 2012 de Barra do Piraí avaliação mais profunda, é nedústrias do Rio de Janeiro) para foi 0.7119 – líder do ranking, cessário que, primeiro, eu me acompanhar a evolução socio- Porto Real pontuou 0.8655, aprofunde na temática. Só o econômica dos pouco mais de grifo nosso. Curiosamente, a que posso dizer, de antemão, é 5,5 mil municípios brasileiros. área em que o município bar- que o 44º lugar não é a posição As 92 cidades do estado par- rense teve a melhor desenvol- ideal para Barra do Piraí. Não ticipam da pesquisa, que leva tura foi Saúde, atingindo um é a pior, mas está longe de ser em conta o desempenho de marcador de 0.8336, conside- a melhor”, ponderou o político, três setores: Educação, Saú- rado como “Alto Desenvolvi- por telefone.

Barra do Piraí

de, Emprego e Renda. Este ano, em sua quinta edição, o indicador revelou que todos os municípios do Sul Fluminense apresentam nível de desenvolvimento de moderado a alto. Mas, nem a boa fase atravessada pela região foi suficiente para tapear os números que apontam Barra do Piraí atrás até de cidades consideradas “nanicas”. Rio das Flores (16º), Piraí (18º), Vassouras (39º) e Valença (41º), por exemplo, largaram na frente. Por outro lado, o município barrense conseguiu, pelo menos, se desenvolver mais que Quatis, Miguel Pereira, Mendes, Pinheiral e Rio Claro – frise-se que a análise se baseia em dados fornecidos pelo IFDM 2012, grifo nosso.

Como é difícil, nos dias de hoje, dizermos com aquela afirmativa de anos atrás que temos amigos, isto é, pessoas que participam conosco de uma amizade sólida, saudável, respeitosa, amável, que sempre estão ao nosso lado, defendendo-nos e protegendo em todos os momentos. O amigo verdadeiro é este indivíduo de confiança que está pronto para tudo, não só nas alegrias, como nas tristezas. Milton Nascimento diz com muita sabedoria em sua canção “que amigo é coisa para se guardar dentro do coração, do lado esquerdo do peito”. E está certíssimo, pois amigo é aquela pessoa que está atenta e sempre pronta para nos acudir, espargindo amor, confiança, capaz de num simples olhar, num sorriso sincero, transmitir uma mensagem de coragem, de determinação, seja na alegria, ou na dor. Amigo é o que compartilha estas situações, e não tergiversa, jamais, de sua linha de conduta. Mas, nos dias de hoje, este personagem parece estar em extinção. O que mais temos é Conhecido, ou seja, indivíduos com quem temos algum tipo de relação, um notório. Cumprimentam-nos educadamente, às vezes até com certa reverência, e só. Não são capazes de

uma aproximação mais íntima, de uma convivência afetiva, não se importam em saberem como estamos se bem, ou mal, se algum problema nos aflige. É o time do cada um para si. Temos, ainda, o companheiro, o chamado colega. Está um pouco mais próximo de se tornar um amigo de fato, e demonstra certo interesse pelo que fazemos. Costuma fazer observações importantes, e demonstra admiração pelos nossos acertos. Nos grandes grupos sociais, como partidos políticos, sindicatos, instituições e ou entidades, é onde mais se identificam. Então, resta-nos a pergunta: “como achar um amigo”? Confesso que nos dias de hoje é difícil, porém possível, desde que haja uma liga com os ingredientes citados no início deste artigo. De uma forma pessoal, tenho observado que muita gente tem fugido destas regras, daí concluir que ter um amigo de verdade, está em processo de extinção, pois falta uma transmissão de amor, talvez até fé, porque para se atingir a tão sonhada felicidade, como seres gregários, que vivemos em sociedades distintas, um amigo é essencial para nossa sobrevivência. Finalizando, penso que conhecidos temos muitos; companheiros, alguns; amigos, pouquíssimos.


Barra do Piraí, 8 de Dezembro de 2012 - Ano I - Edição nº 03 ESCÂNDALO ● Criança de 2 anos é esquecida dentro de creche; professores defendem a escola

A polêmica do momento Felippe Carotta

Conselho Tutelar.

Barra do Piraí

Versão da diretoria

Tarde de segunda-feira, 3. Um dia comum no Jardim Escola Pequeno Polegar, localizado na Vila Suíça. Dezenas de pais passaram para deixar seus xodozinhos e, depois, seguiram normalmente para seus fazeres rotineiros, na certeza de que os filhos estariam sendo bem cuidados pelos profissionais da creche. Porém, entre brincadeiras e sorrisos de criança, ninguém poderia prever que um episódio mudaria de maneira drástica a relação entre pais e professores da unidade. No fim daquela tarde, o susto: um menino, de apenas dois anos e 11 meses, foi esquecido, sozinho, pelos funcionários da escola, num escândalo que alcançou repercussão nacional. Em entrevista a uma emissora de TV, a mãe da criança, Daniele de Freitas Moura e Souza, 28, declarou que seu filho chegou a ficar cerca de meia hora esquecido na escola. Ela ressaltou que não houve qualquer atraso de sua parte. Pelo contrário, a auxiliar de enfermagem teria chegado ao local antes do horário de fechamento. “Quando eu fui pegá-lo, a escola estava toda fechada, cadeado pro lado de fora até, as luzes todas apagadas. Eu comecei a ligar pra creche, tocar a campainha, e nada de ninguém atender. Daí, comecei a chamar o nome dele. Nisso, ele saiu de dentro da salinha e veio, chorando”, relatou a jovem à emissora. Ao ver o estado do filho, Daniele tentou acalmá-lo. “Pedi a ele que ficasse tranquilo, porque a mamãe já estava ali e ia tirá-lo da creche”, detalhou, ainda em entrevista para a televisão. Supostamente, a criança foi esquecida pelos funcionários enquanto dormia. De acordo com o depoimento da mãe, a vice-diretora foi encontrada fazendo compras num supermercado próximo ao jardim. Chamada por um morador das redondezas, a educadora foi quem abriu os portões para o “resgate” da criança. O pai da criança, Rafael José de Souza e Souza, responsabilizou a escola pelo ocorrido e deu a entender que moverá uma Ação de Responsabilidade Civil contra a direção da creche. O caso foi registrado na 88ª Delegacia de Polícia e comunicado ao

Na tarde de terça-feira, 4, a equipe de reportagem da VOZ foi até o Jardim Escola Pequeno Polegar, para uma tentativa de ouvir a versão dos fatos da diretoria. Porém, os jornalistas foram recebidos da porta pra fora. A mulher que os atendeu identificou-se como a vice-diretora da unidade, mas, nem sequer abriu o portão para conversar. “Estamos em uma reunião com todos os professores e não posso falar nada”, alegou, falando por entre as grades que cercam a entrada da creche. Questionada sobre a possibilidade de chamar a proprietária do jardim, Patrícia Peres, para atender a reportagem, a vice-diretora respondeu que sua chefe já tinha falado com outros veículos da imprensa, ignorando solenemente o pedido da equipe da VOZ. Porém, na entrevista que concedeu a uma emissora de TV, Patrícia afirmou: “Foi um lapso o que aconteceu (o esquecimento do menino)”. Já em declarações ao jornal DIÁRIO DO VALE, a diretora da creche mencionou detalhes do episódio. “Reconheço que foi um esquecimento, e que não poderia ter acontecido. A professora do menino avisou para nossa vice-diretora que ele estava dormindo. Ela se esqueceu de repassar a informação para mim e fomos embora com a criança no interior do prédio”, contou a professora à reportagem do DIÁRIO. “Tenho 29 anos de profissão e oito como proprietária dessa escola. Os pais conhecem meu trabalho e sabem do meu compromisso com seus filhos. Minha vice-diretora é uma excelente funcionária, mas quer deixar o trabalho por conta do fato. Eles (os pais) não me escutaram. Eu iria pedir desculpas e falar que o fato não vai se repetir, mas eles optaram por avisar todas as mídias”, acrescentou Patrícia, finalizando a entrevista ao DIÁRIO. Defesa Desde o ocorrido com o filho de Rafael e Daniele, a Escola Pequeno Polegar virou vidraça, onde a maioria das pessoas joga pedras, acusando a direção do jardim de ser a responsável

pelo esquecimento da criança. Por um chiste, a carreira da proprietária Patrícia Peres e até de seus funcionários corre o sério risco de desmoronar, visto a repercussão do caso, que está alcançando ares de escândalo nacional. Mas, ao que parece, nem tudo são “espinhos” para a direção da creche. A classe dos professores, tanto de escolas públicas quanto particulares, dá indícios de que está solidária aos funcionários da unidade. Por exemplo, uma profissional da rede municipal de ensino, que preferiu não se identificar, tentou aliviar a barra de Patrícia e dos demais envolvidos. “Acredito que nós, profissionais da educação, estamos suscetíveis a isso. Se o próprio pai esquece uma filha no carro – conforme ocorreu recentemente em Volta Redonda, com a morte da criança, grifo nosso –, por que não poderia acontecer o mesmo numa creche?”, ponderou, acrescentando: “Mesmo assim, enquanto professora, atuante na Educação Infantil, acredito que esse caso foi um fato isolado. E que isso não é prática dentro das nossas escolas. Somos profissionais responsáveis e amamos o que fazemos”. Na opinião da educadora, as circunstâncias de o episódio ter ocorrido numa creche particular não representam um agravante. “As pessoas têm essa mania de achar que por ser particular e estar pagando pode-se ou deve-se exigir mais. Oferecer educação de qualidade é dever do professor, seja na rede privada ou pública. Agora, repito: em qualquer das duas esferas podem acontecer erros, não somos super-heróis e não há dinheiro no mundo que nos impeça de falhar”, argumentou.

De acordo com estatísticas da empresa, quase três mil usuários visualizaram a publicação – dados levantados até o fechamento desta edição, grifo nosso. A internauta Sylvanna Andrade Soares foi uma das primeiras a dar seu pitaco sobre o episódio. “Nós, eu e minha nora, fomos lá (na Escola Pequeno Polegar) tentar conseguir vaga pra minha neta. Fala sério, cadê a responsabilidade que a diretora pregou? E não é barato não, hein”, escreveu, demonstrandose indignada. Outra que se manifestou contra a creche foi a jovem Juliana Fraga. “Ia deixar minha filha nessa escola, mas, agora, depois de ver tamanha irresponsabilidade, ficou difícil. Estou fora”, publicou. Logo abaixo, a usuária Anna Luiza Peralta fez coro: “Quem é essa diretora? Gente, nada que ela falar vai justificar. Como esquece uma criança dentro da escola? Nossa, fico pasma

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com essas coisas”. E, por mais que pareça improvável, também houve quem defendesse a creche. “Se pais esquecem seus filhos dentro de carros, imagina uma diretora. É muito fácil julgar, óbvio que, se fosse com meu filho, ele jamais estudaria lá de novo. Mas, a verdade é a seguinte: quando entregamos nossos filhos a pessoas desconhecidas, temos que entregar nas mãos de Deus, pode acontecer com qualquer um”, postou Dry Mendes. NOTA DA REDAÇÃO: Na terça-feira, 4, a equipe de reportagem da VOZ foi diversas vezes até a casa de Daniele e Rafael, na Rua Cristiano Otoni, Centro. No entanto, nem de manhã, nem de tarde e nem de noite o casal foi encontrado para dar declarações oficiais ao jornal. Sendo assim, a reportagem coloca-se à inteira disposição para ouvi-los, em qualquer tempo e lugar. Reprodução/Facebook

Redes sociais O acidente ocorrido no Jardim Escola Pequeno Polegar também despertou a atenção dos internautas. Nas redes sociais, o buchicho é um só: a maioria dos “navegantes” querem a “cabeça” da diretora da creche, de preferência numa bandeja. Para se ter uma ideia de tamanha repercussão, a notícia já foi compartilhada por pouco mais de 200 pessoas, desde que foi postada, terça-feira passada, na página do jornal no Facebook.

Susto: Pais da criança, Rafael e Daniele devem ir até as últimas consequências para punir a escola


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CAPA

Barra do Piraí, 8 de Dezembro de 2012 - Ano I - Edição nº 03 Felippe Carotta

‘A vida cotidiana está acelerada e não temos tempo para a reflexão’, pondera psicólogo “Freud explica”. Para todo e qualquer conflito que surge no dia a dia, a esperança de grande parte da população é na máxima de que o pai da Psicanálise, Sigmund Freud, tem a resposta ou explicação para todos seus medos e dilemas contemporâneos. E sobre o caso da criança esquecida dentro da Escola Pequeno Polegar, o que Freud diria? É para tentar preencher essa indagação que a VOZ procurou o psicólogo escolar, Rafael Nunes. Inicialmente, o estudioso ponderou sobre as circunstâncias que podem motivar lapsos de memória como esquecer um aluno dormindo ou até mesmo o próprio filho dentro de um carro. “Vivemos em uma sociedade capitalista que pede o máximo de nós mesmos o tempo todo. A vida cotidiana está acelerada e não temos tempo para a reflexão e o exercício do pensamento. Trabalhamos de dia e ainda levamos trabalho para casa. Exercemos vários papeis e somos impossibilitados de fazer nossas próprias escolhas. Tudo nos é dado, e nada é questiona-

do. O ser humano nunca esteve tão alienado, mergulhado num estilo de vida que Karl Marx previu já em 1857, em sua obra ‘Elementos para a crítica econômica política’”, abordou. Mesmo preferindo não tomar partido, Rafael não se furtou de comentar o polêmico episódio ocorrido em Barra do Piraí. “Analisando depoimentos e reportagens sobre o fato ocorrido, devemos considerar que a mãe chegou antes do horário de fechamento da escola, que já se encontrava fechada. A escola não entrou em contato, por forma de bilhete ou até mesmo por telefone, informando que o horário de saída, no dia do ocorrido, seria mais cedo. Sobre culpados e inocentes, a polícia irá investigar o fato (espero que de forma imparcial) e, então, teremos um parecer técnico”, opinou. Questionado se existia alguma teoria psicológica específica para tentar compreender situações semelhantes, o psicólogo disse: “Na Psicologia não existem teorias para esse caso, mas, sim, discussões sobre relação escola-família nos dias

atuais. Há uma briga (por mais que não declarada) sobre o papel de cada um no processo ensino-aprendizagem da criança. É importante frisar que a família deve fazer parte do dia-a-dia escolar da criança, e a escola tem por obrigação facilitar essa participação. Como? Trazendo os pais para dentro do ambiente escolar”. O especialista mencionou, ainda, que há chances de o menino não sofrer nenhuma “sequela” do incidente. “Diversos traumas podem se resultar de um caso como esse, mas, devemos nos atentar para a questão de que nem toda experiência deve ser dada como negativa e prejudicial”, sugeriu. Por fim, Nunes abordou o que considera a “falência da educação”. “Vejamos: essa falência se dá porque as instituições de ensino não se propõem a formar cidadãos com pensamento crítico. O que seria isso? Seriam cidadãos que refletissem sobre a prática da própria educação, da cidadania, que saibam dos seus direitos e deveres, que questionassem qualidade da saúde pública oferecida”, arrematou.

Pequeno Polegar: Jardim escola foi palco de uma das maiores polêmicas de 2012 em BP

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Barra do Piraí, 8 de Dezembro de 2012 - Ano I - Edição nº 03 CASA ‘MONSTRO’ ● Moradores se dizem ‘cansados’ de reclamar de moradia na Santana

Divinamente profano

Só Jesus na causa: Paredes da casa mesclam inscrições de facção criminosa com imagem de Cristo Carolina Araújo

Barra do Piraí A imagem de Jesus Cristo é uma constante na vida das pessoas desde há milhares de anos. A representação da fé e do divino habita na casa de brasileiros já não é de hoje, e vemos essa mesma imagem em muitos lugares, principalmente na igreja, onde muitas pessoas vão buscar respostas para suas perguntas. A Catedral de Santana não é exceção. Localizada praticamente no Centro, a igreja foi levantada em 1881, pelo III Barão do Rio Bonito, e representa um marco da história de Barra do Piraí. Todo aquele local é sinônimo de paz interior e porto seguro para quem almeja ser absolvido de seus pecados e procura conforto através da fé. Mas, encontramos a representação da divindade também em lugares improváveis, de todas as formas possíveis e inimagináveis, como é o caso de uma casa abandonada na Rua Franca Júnior, situada bem ao lado da igreja de Santana. Logo na entrada, a imagem de Jesus Cristo, desenhada na parede de frente para a porta, surge como uma aparição, mas, representa mesmo um pedido de socorro. Abandonada, suja e completamente esquecida, a casa mete medo em quem passa por perto. O sentimento de estar entrando num “antro de perdição” começa logo quando se pisa o chão destruído pelo tempo, se olha para as paredes sujas e se sente o odor de “podre” no ar.

A única vontade é de voltar as costas e sair dali, mas o desenho parece estar “olhando por nós”. Dejetos, caixas de leite, calças jeans, restos de comida, garrafas, entre outros tipos de lixo, dominam os cantos da casa. Nem o teto existe mais, só restam os suportes do telhado, cobertos de plantas caídas que quase acertam a cara de quem se aventura a enfrentar a degradação daquele imóvel que apodrece a céu aberto. A construção, consumida pelo passar dos anos, está assustadoramente suja, com suas paredes pintadas e desenhadas com iniciais como CV (Comando Vermelho) e TCP (Terceiro Comando Público) – nomes de facções criminosas ligadas ao tráfico de drogas, grifo nosso. O cenário é realmente infernal. E os moradores o comprovam.

Quando questionados sobre os proprietários da casa, os moradores afirmam ser os Cabalzar, uma família antiga que, de geração em geração, herdou a casa abandonada. Mas parece não ser a sua única propriedade: “Todo esse bairro era deles, era uma propriedade enorme, mas foi vendida à medida que o tempo passou. Os herdeiros estão no estrangeiro. Agora têm essa casa, o prédio em frente à padaria e a casa da esquina da Rua Franca Junior”, explicou uma das entrevistas. Os filhos da moradora, que já têm suas vidas encaminhadas, tinham desejo de adquirir o imóvel supostamente pertencente à família Cabalzar, mas o fato de um dos herdeiros não querer vender em separado atrasa a resolução do problema da casa abandonada. “Meus filhos cresceram nessa rua e queriam comprar o terreno da casa Depoimentos abandonada, mas um dos herdeiros, que está na Suíça, não quer Entrevistados pela VOZ, mora- vender os imóveis em separado, dores da rua, que não quiseram e é ele que embarga as vendas”, ser identificados, afirmam que têm constatou. medo de sair à noite, porque não sabem o que a casa “esconde”. E ‘Fantasmas’ do passado não é pra menos: a residência está aberta para quem quiser entrar e A casa da esquina da rua, que dar uma “olhadinha”, se tiver cora- cruza com a subida para o Belvegem e fôlego para tal. dere, é uma das primeiras imagens “Tem vezes que os meus filhos na chegada de Barra do Piraí. Uma chegam em casa tarde e tenho casa enorme, com janelas altas e medo que alguém esteja ‘escondi- completamente fechada ao públido’ na casa e os ataque. Já colo- co. Dá para imaginar que aquela caram chapas e madeira cercando casa pertencia a pessoas de dinheias entradas, mas arrancaram tudo ro e poder. Nos dias mais atuais, a e agora a casa está toda aberta, casa funcionou como residencial e qualquer pessoa pode entrar ali”, ponto de turismo regional. contou, falando através de uma ja“A casa da esquina era alugada nela alta e gradeada. para uma senhora que fez uma

GERAL

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A Voz das Comunidades por Federação das Associações de Moradores

• Por iniciativa da diretoria da Famor/BP (Federação das Associações de Moradores de Barra do Piraí), procede a reformulação nas Associações de Moradores das nossas comunidades. Desta vez, foi no bairro São Luiz, onde, no domingo, 2, foram realizadas as eleições para a nova diretoria, que foi eleita e empossada para conduzir os trabalhos em benefício da comunidade local. Tivemos duas chapas concorrentes ao pleito dentro de um clima popularmente democrático. A Chapa 1, encabeçada pelo senhor Elísio dos Santos, como presidente, e a senhora Pércia Ribeiro da Costa, como vice -presidente, tendo recebido 99 votos, e a Chapa 2 (dois) encabeçada pelo senhor Felipe de Almeida Rocha, como presidente, e a senhora Maria Aparecida Nascimento Capluppi, como vice-presidente, que obtiveram 160 votos, sendo que 262 pessoas participaram, com três votos em branco. Ou seja, a Chapa 2 obteve a vitória para o mandato na Associação de Moradores do Bairro São Luiz. • Com vista ao novo governo municipal que se instalará em janeiro próximo, temos como a próxima eleição para amanhã, 9, na comunidade do Parque Santana. Quando entraremos no período festivo do Natal e voltaremos os trabalhos em janeiro de 2013, acreditamos já estruturados e prontos para apon-tar algumas pendências, que vem atrofiando a vida dos barrenses. • Primeiro: que chamamos de “Garganta do Diabo”, que é o Viaduto Faria Lima; segundo: é a Rodoviária Roberto Silveira; e terceiro: é o trânsito de Barra do Piraí, que está em determinadas horas, intransitável. Em consequência, o sobre o viaduto, entra prefeito sai prefeito, ninguém teve a coragem de tomar alguma providência a respeito, pelo menos, estudar uma possível alargamento de sua saída para a Praça Figueiredo, onde quando se encontram dois veículos de grande porte, há um grande congestionamento no local. • Já a Rodoviária só tem capacidade para quatro ônibus e não tem as plataformas de embarques defini-das. Quem chega à frente é que pega o lugar. Às vezes, vemos ônibus em fila dupla, onde congestiona o trânsito em geral, que já é caótico. Ainda, acreditamos e alertamos que se deva pensar na construção de uma ponte ligando o bairro do Matadouro ao bairro da Vila Helena ou a BR393, com a finalidade de desafogar o trânsito no centro de nossa cidade. Estes são alguns pontos que a nossa Diretoria, irá lutar com o objetivo de melhorar a vida de nossa população. • Conselho Municipal de Educação tem o seu atendimento diário, à Rua Tiradentes, nº 122, Centro, Barra do Piraí/RJ, Tel.: (24) 2443-2545/24421302(fax), e-mail: cmebp@hotmail.com e as reuniões de plenárias (aberta ao público): segundas-feiras, às 18h30. • Reunião da Famor/BP: Informamos que a nossa reunião mensal de Dezembro será hoje, 8, às 16h, nas dependências do Senat, à Rua Tiradentes, nº 132, na subida do Cemitério. Fortaleçam a nossa Federação com a sua presença e participação. Nosso endereço (escritório): Rua Tiradentes, nº 50 – Sala 101 – Centro. Tel.: (24) 2442-2929. residencial para moças solteiras. A casa tem 18 cômodos e a senhora cuidava muito bem dela, mas há muito tempo que já não está alugada. Mas aquela casa está fechada e ninguém entra lá. Por isso é que o maior problema é essa casa aberta e abandonada. Já moraram mendigos ali dentro”, lembrou. Realmente a casa já abrigou mendigos, que não tinham outro local para morar senão casas abandonadas e abertas, para não se sujeitarem a morar na rua, debaixo de sol e chuva, de calor e frio. Mas, chegou a um ponto que virou controvérsia, quando o corpo de um andarilho foi encontrado dentro das quatro paredes da casa. “Esse terreno era bem fechado. Uma vez eu vi pessoal com placas de madeira e zinco cercando o local e ninguém entrava ali, mas des-

truíram tudo e agora está nesse estado. A prefeitura ainda veio e limpou, porque o lixo estava quase no teto, e o cheiro entrava até dentro de casa. Até o cadáver de um mendigo encontraram aí”, relatou indignada atrás das grades de seu portão alto, enquanto o cachorro de raça Pastor alemão dava voltas no quintal incomodado com a presença de pessoas estranhas. A moradora conta, ainda, que os moradores fizeram denúncis e um abaixo-assinado principalmente por causa da dengue, para aquela casa ter uma manutenção ou mesmo um fim, e até na época de eleição foi motivo de promessas infundadas, mas que a realidade é que o imóvel continua intacto e aberto como banheiro público, destoando de todos os outros que, na rua, se destaca pela negativa.


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ENTREVISTA

REVELAÇÕES

Barra do Piraí, 8 de Dezembro de 2012 - Ano I - Edição nº 03

● Mario Esteves diz que foi muito caluniado durante a campanha e afirma que grupo adversário fez ‘vale tudo’ pelo poder

Colocando as cartas na mesa Barra do Piraí Faz pouco mais de dois meses que a campanha eleitoral terminou e, desde então, ele vem levando sua vida normalmente. Gosta de acordar cedo, para praticar exercícios físicos, e cuidar de seus “filhos” – fofos cachorrinhos que ele cria em casa, junto de uma gatinha charmosa. Frequenta com assiduidade as sessões ordinárias da Câmara Municipal, de onde se despede este ano, após dois mandatos enquanto vereador. Esses e outros hábitos de Mario Esteves permanecem tal e qual sempre foram. Mas, dentro do peito, o jovem político carrega algo diferente: os resquícios, bons e ruins, da experiência que viveu disputando a prefeitura do município. E é sobre isso (e muito mais) que Mario conversou com a equipe de reportagem da VOZ, na tarde de quarta-feira, 5, numa entrevista exclusiva e inédita. VOZ (V): Como se sabe, você disputou as eleições deste ano, tendo alcançado aproximadamente 18 mil votos. Uma pergunta que ficou na cabeça de muitos dos seus eleitores é: qual foi a sensação de receber a notícia de que o povo havia escolhido Maércio para prefeito, e não você? Chegou a chorar ou perder a tranquilidade em algum momento após o resultado? MARIO ESTEVES (ME): Foi, é claro, um momento de impacto, afinal, eu tenho o ideal de ser prefeito por causa das mudanças que julgo fundamentais em benefício da população, e é triste saber que não poderei eu mesmo implementá-las, pelo menos nos próximos quatro anos. Mas, em ne-

nhum instante perdi a cabeça, porque sempre soube que minha família estava ao meu lado, e também a população. Respeitei a vontade do povo com absoluta serenidade.

blico. As calúnias, em geral, não me preocupavam tanto, porém, me senti frágil quando o pessoal do Maércio (de Almeida, prefeito eleito) começou a espalhar mentiras sobre a minha família. Foi duro, mas era neV: Foram quase três me- cessário seguir em frente. ses de uma campanha jamais vista na história de V: Seja sincero: doía ser Barra do Piraí, com ânimos chamado de “forasteiro”, exaltados, muito bate-bo- “Satanás”, entre outros ca nas redes sociais, entre apelidos “carinhosos” que outros “agitos”. Em algum seus adversários lhe demomento você sentiu que ram? Como sua família e perderia o pleito? Se sim, esposa lidaram com tudo quando? Até que ponto os isso? ataques dos adversários te ME: É claro que eu sofria atingiam? com esses ataques, princiME: A todo instante, tí- palmente porque não reflenhamos bem claro que, tem quem eu sou de verdanuma disputa, um ganha e de, nem a minha conduta o outro perde. Embora nos enquanto pessoa ou vereaempenhássemos dia e noite dor. Moro em Barra do Pipara sair vitoriosos, todos raí há 12 anos, sou cidadão os envolvidos na campanha barrense, e nem passa pela sabiam que a palavra final minha cabeça ir embora da era da população. Agora, cidade. Aliás, ir embora pra sendo muito sincero, eu não onde? Minha casa é aqui, é senti que perderia as elei- aqui que vou constituir mições, até porque as pesqui- nha família e viver com ela. sas sempre apontavam uma Então, por que ser chamado leve vantagem nossa em de forasteiro? relação ao candidato eleito. Minha família e esposa Além disso, as manifes- ficavam chateadas, obtações de carinho e apoio viamente, mas nunca se eram muitas, por onde quer deixavam abater, porque que eu fosse. Crianças, ido- foram muito guerreiras, sos, pais de família, enfim, sempre me dando forças. muita gente mesmo decla- O pior, como eu já disse, é rava que tinha escolhido o que independente da minha Mario Esteves como candi- vida pública, somos tradato. Me recordo que, em balhadores como outros nosso último comício, quan- quaisquer. Acima de do colocamos quase 10 mil tudo, o mais imporpessoas na Praça Nilo Peça- tante é a consciência nha, vivi momentos ines- tranquila, e isso eu quecíveis, com manifesta- tenho de forma ções de afeto por todos os plena. lados, o público chamando meu nome. É por essas e V: Em inúoutras que a palavra “der- meros morota” nem passa pela minha mentos da cabeça. campanha, Quanto aos ataques dos o eleitoraadversários, é natural que do se deeu fosse atingido de alguma m o n s t r o u maneira, embora não dei- dividido, o xasse transparecer em pú- que apontava

que seria uma disputa acirrada. No entanto, o que se viu foi uma larga vantagem do candidato vencedor, resultado que surpreendeu muita gente. A que você atribui esse fator? O que contribuiu para que Maércio “disparasse” na sua frente? ME: Costumo dizer que o medo venceu a esperança. Os correligionários do meu adversário viviam amedrontando as pessoas a meu respeito, dizendo que eu ia acabar com isso ou aquilo, que ia trazer milicianos para Barra do Piraí, disseminando uma série de mentiras sórdidas a meu respeito. Creio que esse fator foi crucial no momento do voto. Outro detalhe que favoreceu a vitória do candidato do P M D B foi a

imagem do prefeito José Luís Anchite, e a forte popularidade dele. O fato de o Zé ter entrado de cabeça na campanha conquistou muitos votos para o Maércio, visto a alta aprovação de seu governo. Por fim, um terceiro e último obstáculo que tivemos foi o fato de a maior parte da imprensa barrense ter se aliado ao adversário, o que não nos deixou espaços de diálogo abertos com o eleitorado – apenas as redes sociais. As duas emissoras locais de rádio, pertencentes à família do vice do Maércio, se embrenharam numa campanha ferrenha contra mim, fazendo uso de inúmeros artifícios escusos na tentativa de denegrir a minha imagem. A falta de ética e o desespero foram tantos que eles conseguiram semear o medo no coração das pessoas. V: Um de seus principais desafetos foi o radialista Willians Renato, o popular Gato Preto. O que você pensa sobre a atuação dele durante a campanha? No que ele te prejudicou, de fato? Em algum momento, você chegou a “temê-los”? ME: É público e notório que o programa do Gato Preto tem provavelmente a maior audiência da mídia barrense. Milhares de pessoas ouvem a atração policial e, por isso, criaram uma intimidade com o jornalista, que, ouso dizer, nem merece ser tratado assim. Ele fez uso descarado de uma concessão pública para me atacar, disseminou mentiras a meu respeito, esquecendo-se ►


Barra do Piraí, 8 de Dezembro de 2012 - Ano I - Edição nº 03 completamente da ética e da moral que devem reger a prática da imprensa. Ouvir os dois lados? O Gato Preto não sabe o que é isso. É um cara que sobrevive às custas de fofocas, do falar mal das pessoas sem pensar nas consequências, de ridicularizar mulheres e homossexuais. Ele chegou a fazer a uma edição extraordinária do seu programa, no sábado (véspera da eleição), apenas para continuar com sua estratégia desleal de me enfraquecer. Sendo bem sincero, é claro que isso me prejudicou, porque muitas pessoas acreditam piamente no que assistem na TV ou ouvem no rádio, sem ao menos investigar o conteúdo. Eu não tenho medo do Gato Preto, mas, tenho certeza que a atuação dele foi determinante para a vitória do Maércio. Por outro lado, sinceramente, eu prefiro ter perdido a eleição a ganhar desse jeito: mentindo para as pessoas. Ah, não poderia deixar de mencionar, nesse assunto, o jornalista Jefferson Carneiro de Castro, o Jeff, que também pintou e bordou para tentar me prejudicar. É inegável que, de alguma maneira, ele alcançou seu objetivo, mas lhe faltou credibilidade. As pessoas de Barra conhecem o Jeff, e sabem perfeitamente que a opinião dele muda como o vento, soprando de acordo com os rumos políticos do município. Não tenho nada mais a dizer sobre eles e até desejo sorte em suas carreiras. V: E quanto ao processo que você está movendo contra o grupo do Maércio? Uns dizem que se trata de “choro de perdedor”. O que

acha disso? ME: Temos provas suficientes para provar que a coligação adversária fez uso indevido da máquina pública e dos meios de comunicação para influenciar na decisão do eleitorado. Diante disso, é justo recorrer às instâncias competentes, para que averiguem os fatos apresentados. O processo não tem nada a ver com desrespeito à vontade do povo ou “choro de perdedor”, mas, sim, com a possibilidade de as pessoas terem votado com bases em falsos argumentos apresentados pelo grupo opositor. V: É verdade que você pretende ir embora de Barra do Piraí? Quais são seus planos para o futuro? E a relação com o prefeito José Luís Anchite,

como fica? ME: Conforme já disse, não existe isso de ir embora. Como diz aquela canção sertaneja: “É aqui que eu amo, é aqui que eu quero ficar”. E assim será, quer queiram meus adversários, quer não. A população me apoia, tenho pelo menos 18 mil barrenses ao meu lado, e vou continuar lutando pelo bem do meu povo. Meus planos para o futuro são simples: seguir contribuindo, tentando mudar a vida das pessoas para melhor. Sou vereador até o dia 31 de dezembro deste ano e, a partir de então, começarei a colaborar enquanto cidadão e empresário. Continuarei colocando os ônibus e

ENTREVISTA 10

brinquedos à disposição da comunidade, e ajudando no que for possível. Na política, pretendo me candidatar a deputado, em 2014, e seguir firme com o ideal de ser prefeito da minha cidade: Barra do Piraí. Não vou desistir do meu objetivo de ser um prefeito diferente, companheiro do povo, amigo das pessoas. Ou melhor: o melhor prefeito da história do município. Quanto à relação com o prefeito Zé Luiz, estarei sempre aberto ao diálogo com ele, afinal, somos amigos, e o que aconteceu foi apenas um momento em que estivemos em palanques opostos. Se houver oportunidades, é claro que uma reaproximação com o Zé será bem vinda. Participei ativamente dos oito anos do governo Anchite e, sem falsas modéstias, acredito ter dado minha parcela de contribuição para que essa gestão fosse tão aclamada pela população. Portanto, o Zé Luiz será sempre um parceiro. V: Considerações finais. ME: Primeiramente, agradeço, sobretudo, a Deus, pela oportunidade de ter vivenciado esse momento maravilhoso e enriquecedor que foram as eleições deste ano. À população de Barra do Piraí, jamais será suficiente dizer: muito obrigado! Em todos os momentos, contem com o amigo Mario Esteves. Eu estarei sempre, incondicionalmente, ao lado do povo. Quero agradecer, ainda, ao meu amigo Luiz Roberto Coutinho, o Tostão, que foi um grande guerreiro e companheiro, um ótimo candidato a vice. Por fim, obrigado ao jornal A VOZ DO POVO pela oportunidade. Que Deus abençoe a todos, feliz Natal e próspero ano novo. Boas festas.

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POLICIAL

ACIDENTE

Barra do Piraí, 8 de Dezembro de 2012 - Ano I - Edição nº 03

● Técnica de enfermagem dirige sem habilitação e atropela quatro pessoas na Ponte Metálica

Perigo sobre quatro rodas Barra do Piraí Todas as pessoas sonham em ter o seu carro próprio e poder dirigir para não depender de transportes públicos lotados, tendo a liberdade de poder se locomover para qualquer lugar. Mas para que tal sonho se torne realidade é necessário obter a carteira de habilitação. Ou, pelo menos, deveria ser assim. No início da noite de quarta-feira, 5, a técnica de enfermagem, Gláucia Cláudio, se aventurou nas ruas de Barra do Piraí sem a prática e o documento necessários. O resultado dessa atitude, é claro, não poderia ter sido outro: um grande tumulto na Ponte Metálica, além de quatro pessoas feridas e dois veículos danificados. A filha de uma das vítimas, Gabriella Dinelli, relatou o que, de fato, aconteceu naquela noite. “Meu pai, José Cláudio, que pensava estar seguro atravessando a faixa destinada a pedestres, na entrada da Ponte Metálica, próximo ao Mercado Municipal, foi sur-

preendido por Gláucia, que o atropelou, batendo em seguida em um carro. Chegando lá, encontrei ele caído no chão, com muita dor na perna. Claramente, podemos concluir, então, que houve omissão de socorro, e nós vamos buscar justiça”, disse a jovem. Segundo relatos de testemunhas, não satisfeita em já ter deixado uma vítima, Gláucia teria continuado no volante, supostamente tentando escapar. Na “rota de fuga”, mais quatro pessoas foram surpreendidas por Gláucia, sendo que apenas uma delas conseguiu escapar ilesa. A jovem Aline Lopes foi a sortuda que conseguiu fugir do infortúnio. Ela mesma fez questão de contar à VOZ “tim-tim por timtim” sobre as peripécias de Gláucia ao volante. “Eu, minha mãe Rosângela e outros dois amigos, Lilia e Wesley, estávamos saindo normalmente, depois de um dia de trabalho, e caminhando para o carro para guardar umas bolsas, pois eles iriam estudar e eu pra academia.

Assim que chegamos na frente do carro, essa mulher descontrolada, chamada Gláucia, veio com tudo. Eu consegui fugir, porque estava mais na frente, no entanto, vi quando acertou em cheio minha mãe e meus amigos. Ao invés de ela parar e prestar socorro, continuou fugindo e só foi parar quando bateu em um outro carro”, recordou Aline, ainda indignada com o ocorrido. Desfecho De acordo com testemunhas, após atropelar quatro pessoas, a técnica de enfermagem teria entrado em pânico e, finalmente, decidido abandonar o carro. Supostamente, ela seguiu tentando escapar, agora a pé, mas, logo foi intercedida e detida pelas autoridades locais, que a encaminharam para a 88ª Delegacia de Polícia. Na DP, Gláucia teria pago uma fiança estimulada em R$ 1 mil para poder responder o processo em liberdade. Ainda segundo o depoimento de Aline, a revolta se

instalou na delegacia. “Fui para a delegacia, enquanto minha mãe e a Lilia seguiram para o hospital. A agressora não demonstrou um pingo de arrependimento e nem de humildade, e muito menos a família dela, que caçoava a todo o momento. Foi quando o delegado estipulou o valor da fiança de R$ 1 mil. Logo, a Gláucia se gabou em dizer que tinha e que iria sacar no momento. Porém, a família chamou um vereador da cidade e pediu assistência financeira. Apesar de ser advogado, ele não deveria usar de seu cargo para ter facilidade em alguma coisa”, revoltou-se Aline. Na tarde de quinta-feira, 6, a equipe de reportagem da VOZ conversou com o delegado titular da 88ª DP, José Mário Salomão Omena. A autoridade policial confirmou a veracidade dos acontecimentos, salientando, porém, que o atenuante no caso de Gláucia era o fato de não estar sob efeito de álcool ou drogas, sendo que “somente” não possuía carteira de habilitação.

CALIFÓRNIA ● Operação prende quatro suspeitos de tráfico

Xau, Papai Noel! Barra do Piraí Nada de sininhos anunciando a proximidade do Natal. A Operação “Jingle Bells” botou foi pra quebrar, na manhã de terçafeira, 4. Policiais da P2 (Serviço Reservado da Polícia Militar) e da 1ª Cia do 10º Batalhão fizeram uma limpa no distrito da Califórnia, numa missão que visava inibir o tráfico de drogas na região. Quatro suspeitos foram presos e farta quantidade de entorpecentes apreendida. Segundo informações apuradas, participaram da operação o comandante-tenente Santana, os sargentos Guimarães, Barbier, Abilio, Alexandre Meireles, Neves, De Paiva, e o cabo Fiuza. Foram presos, por suspeita de tráfico: Leandro Roberto de Freitas, o “Bethoven”, 23; Douglas de Souza Pereira, o “Douglinha”, 22; Ederson Junior da Silva, o “Bill”, 25, e Luiz Fernando Gonçalo da Silva, o “Béguinha”, 21. A ação teria sido motivada por denúncias de que os suspeitos estariam reunidos na casa de Betoven, na Rua 5, Califórnia. No local e na casa de Zequinha, na Rua 3, os policiais apreenderam duas pedras de cocaína pura, 28 trouxinhas de maconha, 37 papelotes de cocaína, um revolver calibre 38 municiado com sete cartuchos e seis aparelhos celulares. Foi encontrado, ainda, um carro Gol, supostamente utilizado na movimentação do tráfico. Pegos com a “boca na botija”, o “quarteto fantástico” foi preso e encaminhado à 88ª DP (Delegacia de Polícia de Barra do Piraí). Todo o material apreendido também foi levado para a unidade.

Deu ruim: Bandidagem toma prejuízo com apreensão de 28 trouxinhas de maconha e 37 papelotes de cocaína, entre outros

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DANDO CLOSE ● CLOSE DA SEMANA

‘Estrelinha’ barrense Emily Vieira. Guardem esse nome, porque ele promete trazer muitas alegrias para Barra do Piraí, levando a cidade às passarelas do Brasil inteiro e, por que não dizer, do mundo. A modelo, de 9 anos, é filha da comerciária Rafael da Gama Ribeiro, que não esconde o orgulho da carreira que a menina está trilhando. Emily venceu, este ano, o concurso “Miss Mirim Barra do Piraí”, promovido pela agência Republic Models, de Volta Redonda, comandada pelo competente Reginaldo Francis. Recentemente, a “estrelinha” brilhou num desfile, em Volta Redonda, e, segundo Rafaela, já assinou contrato para integrar o elenco de apoio da novela “Rebelde”, da Rede Record. A qualquer momento, Emily Vieira pode aparecer, ainda, na telinha da Globo, pois se cadastrou recentemente no banco de figurantes da emissora. “Estou incentivando a carreira da minha filha, porque ela adora desfilar. Já virou o xodó da família. É o sonho da Emily ser modelo profissional e a família está unida para torná-lo realidade”, disse Rafaela. Mês que vem, a menina voltará às passarelas, participando do “Miss Mirim Rio de Janeiro”, concurso no qual representará Barra do Piraí. Arrasa, Emily! Boa sorte e sucesso, que você brilhe cada vez mais e mais.

O cara

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por RENAN ANDRADE

PARABÉNS PRA VOCÊ ● 04/12 – Na terça-feira, quem sorriu para a vida com idade nova foi uma amiga muito especial, a Bárbara Kaiser, mais conhecida como Babi. Ela é comerciante no Mercado Municipal e dona de um sorriso mágico que tem o dom de cativar as pessoas. Um grande beijo de sua filha Amanda e de toda a galera da VOZ. ● No mesmo dia, a festa foi de Rosicléia Guimarães, que completou 44 anos. Ela se destaca pelo jeito alto-astral e simpático de ser. Um beijo especial pra você, tia Kekéia!

A coluna desta semana destaca o amigo Cleber Fajardo, competente membro da equipe de vendedores da loja “Salada de Frutas”. O jovem é morador da Oficina Velha, filho da popular Lena e pai de duas fofuras, Pedro Henrique e Ana Clara. Agora, fica aquela canjinha básica: neste Natal, faça suas compras com o Cleber, lá na “Salada”, porque ele é o cara e tenho certeza que te atenderá como você merece. Que moral, hein, amigo! Abafa.

● 05/12 – A quarta-feira marcou a alegria dos 33 anos do querido amigo Marcelo Coutinho. Ele é fisioterapeuta na UTI de Barra do Piraí e professor universitário. Quem manda um super beijo é o filhão Ítalo, que é seu maior amor. Aquele abraço, amigo! ● 06/12 – Quem colheu flores no jardim da vida, na quinta-feira, foi minha amiga Bianca Spindola, uma das melhores pessoas que tive a oportunidade de conviver. Bianca é estudante de Psicologia na USS e encanta a todos com o seu jeito especial de ser. Um grande beijo, amiga! PUB

A Voz do Povo - Ed 03 - 08/12/12  

Terceira edição do semanário A Voz do Povo do município de Barra do Piraí - RJ

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