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Açúcar terá efeito no cérebro idêntico ao da cocaína É comum ouvir-se que o chocolate é um vício. Estudos científicos realizados nos Estados Unidos comprovaram que o açúcar pode causar um efeito no cérebro semelhante ao da cocaína. Atualmente, já existem evidências de que os alimentos ricos em gordura, açúcar e sal podem alterar a química do cérebro, do mesmo modo que as drogas ilícitas, como a cocaína e heroína. A idéia, considerada polêmica há apenas cinco anos, está se tornando uma teoria aceita entre investigadores. Pesquisadores da Universidade de Priceton, nos Estados Unidos, chegaram à conclusão de que o açúcar pode viciar. Um estudo com ratos mostrou que a substância é capaz de despertar dois dos três elementos que caracterizam a dependência química: aumento da quantidade ingerida e sintomas de abstinência. Segundo o professor Bart Hoebel, houve profundas mudanças comportamentais nos animais, que receberam doses elevadas de açúcar. Além de precisarem cada vez mais de doce, após um corte na oferta da substância, os ratos passaram a ingerir álcool e anfetaminas, oferecidos inicialmente em doses mínimas. Os ratos demonstraram aumento da sensibilidade aos psicoestimulantes, um dos efeitos no cérebro dos dependentes químicos. Hoebel constatou que os ratos comem mais açúcar quando estão com fome, um fenômeno semelhante ao que ocorre com dependentes de nicotina, cocaína e morfina. A pesquisa também aponta um aumento do neurotransmissor dopamina depois que os animais famintos ingeriam uma solução de açúcar. Este sinal químico aciona mecanismos de motivação e, repetidamente, levam à dependência. Após um mês, o cérebro dos animais se acostumava com os níveis elevados de dopamina e os receptores para o neurotransmissor diminuíam, enquanto os receptores para opióides aumentavam. Esses sistemas opióides e dopaminérgicos estão relacionados às estruturas de motivação e recompensa do cérebro. Mudanças semelhantes ocorrem com ratos que recebem doses de heroína e cocaína. Quando o açúcar foi retirado, os animais demonstraram sinais de abstinência, como ansiedade, manifestada por ranger de dentes e comportamento fora do padrão. Segundo os médicos, o estudo oferece pistas para transtornos alimentares, como a compulsão. Também conhecida como Erythroxylon coca, a cocaína é uma planta encontrada na América Central e América do Sul. Essas folhas são utilizadas, pelo povo andino, para mascar ou como componente de chás, com a função de aliviar os sintomas decorrentes das grandes altitudes. Entretanto, uma substância alcalóide que constitui cerca de 10% desta parte da planta, chamada benzoilmetilecgonina, é capaz de provocar sérios problemas de saúde e também sociais. Utiliza como solventes álcalis, ácido sulfúrico, querosene e outros. A cocaína atua no Sistema Nervoso Central, causando efeitos psicológicos como euforia, sensação de poder, ausência de medo, ansiedade, agressividade, excitação física, mental e sexual, anorexia (perda do apetite), insônias e delírios. Causa também efeitos no organismo, como taquicardia, aumento na frequência dos batimentos cardíacos (sensação do coração bater mais rápido e mais forte contra o peito), hipertensão arterial, vasoconstricção,


urgência de urinação, tremores, midríase (dilatação da pupila), hiperglicemia, suor e salivação intensa e com textura grossa, dentes anestesiados. Para saber mais: http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=45097&op=all Andressa Maia Iacopi e Mariana Gentile Matas – 1º A

Açúcar terá efeito no cérebro idêntico ao da cocaína  

É comum ouvir-se que o chocolate é um vício. Estudos científicos realizados nos Estados Unidos comprovaram que o açúcar pode causar um efeit...