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Vida em outros planetas – Uma causa perdida? A curiosidade do ser humano é uma das principais características que nos permitiram desenvolver o raciocínio lógico e as ciências. Por exemplo, há milênios o homem observa o céu. Essa observação resultou na elaboração de equipamentos e teorias que nos levaram á diversas conclusões sobre o universo que nos rodeia. Mas ainda restam muitas dúvidas. A que provavelmente é a mais popular hoje em dia é a clássica “Há vida fora da Terra?”. A resposta a essa pergunta ainda depende puramente de opinião pessoal, mas nós já conhecemos as características de muitos astros e isso nos permite chegar a algumas conclusões sobre o assunto. No dia 26 de maio foi anunciada a descoberta de uma pequena quantidade de água em uma rocha recolhida na lua durante a missão Apollo 17, em 1972. Já se suspeitava da existência de grandes quantidades de água no satélite desde 2009, e agora foi confirmado que o interior da lua pode conter a mesma quantidade do líquido que o interior da Terra, o que levanta hipóteses sobre vida primitiva no astro. Durante o século XX, Marte tornou-se provavelmente o planeta mais conhecido, principalmente por causa do trabalho de cartografia do planeta feito no século anterior, que despertou várias teorias sobre algumas finas linhas observadas, que foram vistas como canais artificiais, gerando grande interesse popular. Desde então, Marte sempre foi associado com vida alienígena. Porém atualmente se sabe que, embora no planeta haja calotas polares com gelo seco e gelo de água, não há possibilidades de existir vida avançada no mesmo, pois a sua atmosfera não bloqueia a perigosa radiação solar e, mesmo sendo formada por 95% de dióxido de carbono, não causa o efeito estufa, pois é muito rarefeita. Mas o solo de Marte é bastante similar ao da Terra e da Lua, é constituído por ferro, oxigênio e silício. Outro planeta que também já foi visto como abrigo de raças alienígenas é Vênus, que possui uma atmosfera muito similar á do planeta vermelho, e é considerado um planeta “irmão” da Terra, por ambos terem tamanhos e idades similares. Uma característica em comum entre os dois é que Vênus provavelmente já teve grandes volumes de água, que evaporou por causa da proximidade entre o planeta e o Sol. Se a Terra também estivesse tão perto da estrela, provavelmente teria o mesmo destino. Nem todos os planetas são como pensamos. Em nosso próprio sistema solar, podemos encontrar planetas muito diferentes do nosso, como os gigantes gasosos (Júpiter, Saturno, Urano e Netuno), que são os maiores, devido ao grande volume que uma substância no estado gasoso pode adquirir. Na superfície desses gigantes, não há elementos sólidos, o que impossibilitaria o desenvolvimento de seres vivos. Porém foram encontrados traços de água abaixo dos gases. Algumas das luas desses satélites também possuem grandes quantidades de água e até mesmo gêiseres. São constituídos principalmente por elementos que também estão presentes na Terra: Hidrogênio e Hélio. Júpiter é o maior planeta do sistema solar, e é o protetor da Terra, pois a sua gravidade atrai cometas e meteoros, evitando que a maioria dos mesmos chegue ao nosso planeta. Em 1995, foi enviada uma sonda ao gigante. Essa sonda conseguiu “penetrar” na superfície e caiu 140 quilômetros adentro do planeta, até que parou de funcionar, por razões desconhecidas. A hipótese mais comum é que a sonda foi esmagada pela pressão da enorme camada de gases.


Saturno, o segundo maior planeta do sistema, é conhecido pelos seus anéis, que são formados por material rochoso e gelo. Porém, os anéis não são tudo. Foi descoberto que Titã, o maior satélite de Saturno, possui vulcões gelados, rios e chuva de metano, substância que só pode ser encontrada na Terra em estado gasoso. Uma curiosidade química sobre o planeta é que ele possui um volume muito maior do que sua massa, ou seja, tem uma densidade tão baixa que poderia flutuar na água. Todos esses planetas possuem características próprias, e algumas delas são muito parecidas com as da Terra. Porém, as esperanças de vida, como a conhecemos, fora do nosso planeta foram derrubadas pelo estudo desses astros. A Terra é o único que reúne todas as condições astrológicas e os elementos químicos ideias para abrigar vida complexa. É o único planeta que possui a camada de ozônio que nos protege dos raios solares; a quantidade certa de dióxido de carbono para criar o efeito estufa e manter o planeta aquecido; os ciclos biogeoquímicos (como os do nitrogênio e carbono) que têm influência direta na formação da vida; e a quantidade necessária de água líquida e precipitação. Isso nos permite concluir que, mesmo que afete o imaginário popular, a busca por vida alienígena ou planetas que tenham as mesmas características que a Terra não é uma causa muito útil atualmente, pois antes de consumirmos ainda mais recursos com isso, devemos nos preocupar com a preservação do nosso lar. Bibliografia: http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/0,,MUL1378287-5603,00NASA+DIZ+TER+LOCALIZADO+EVIDENCIAS+DE+QUANTIDADE+IMPORTA NTE+DE+AGUA+NA+LUA.html http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2011/05/interior-da-lua-pode-conter-tantaagua-quanto-o-da-terra-revela-estudo.html http://www.sistemasolar.com.nu/jupiter.html http://pt.wikipedia.org/wiki/Marte_%28planeta%29 http://pt.wikipedia.org/wiki/Saturno_%28planeta%29 http://www.if.ufrj.br/teaching/astron/titan.html Luiz Amaro de Araújo Fortes e Victor Iervolino - 1º E.M.


Vida em outros planetas – Uma causa perdida?