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2012 e-book TROVA-LEGENDA

Eliana Jimenez 2ª. Edição - 17/02/2012


Sumário A. A. DE ASSIS ....................................................................................................... 5 ADEMAR MACEDO ................................................................................................ 6 ANGELICA VILLELA SANTOS ............................................................................... 7 ALBERTO PACO .................................................................................................... 8 ANTONIO CABRAL................................................................................................. 9 ANTONIO JURACI SIQUEIRA .............................................................................. 10 ARI SANTOS DE CAMPOS .................................................................................. 11 CAROLINA RAMOS .............................................................................................. 12 DAGUIMA VERÔNICA DE OLIVEIRA .................................................................. 13 DARLY O. BARROS ............................................................................................. 14 ELIANA RUIZ JIMENEZ ........................................................................................ 15 FRANCISCO JOSÉ PESSOA ............................................................................... 16 GLÓRIA TABET MARSON.................................................................................... 17 HAROLDO LYRA .................................................................................................. 18 JOSÉ FABIANO .................................................................................................... 19 JOSÉ LUCAS DE BARROS .................................................................................. 20 JOSÉ MARINS ...................................................................................................... 21 LISETE JOHNSON ............................................................................................... 22 LORA SALIBA ...................................................................................................... 23 MARIA CRISTINA CACOSSI CAPODEFERRO.................................................... 24 MÁRIO AUGUSTO JACEGUAY ZAMATARO ....................................................... 25 MIFORI .................................................................................................................. 26 NADIR NOGUEIRA GIOVANELLI ......................................................................... 27 PROF.. GARCIA .................................................................................................... 28 VICTOR BATISTA ................................................................................................. 29

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TEMAS:

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A. A. DE ASSIS ANTONIO AUGUSTO DE ASSIS nasceu em São Fidélis-RJ; reside em Maringá-PR. Professor universitário e jornalista (aposentado). Publicações: Robson (poemas); Itinerário (poemas); Coleção Cadernos de A. A. de Assis – 10 volumes (crônicas, ensaios e poemas); Poêmica (poemas); Caderno de trovas; Tábua de trovas; A. A. de Assis – vida, verso e prosa (autobiografia e textos diversos). Integrante da Academia de Letras de Maringá e da União Brasileira de Trovadores.

Que pena que a vida passa sem que a gente, na corrida, desfrute, com tempo, a graça do tempo melhor da vida!

Venha, amor, vamos dançar em meio à chuva, ao relento... Sem medo, vamos deixar que às nuvens nos leve o vento!

Vênus, Marte, o Sol e a Lua talvez sejam mais vizinhos que os que compõem na rua a multidão dos sozinhos.

Tristeza alguma dói tanto quanto a tristeza dos sós... – Ninguém lhes escuta o pranto, ninguém lhes dirige a voz!...

Assim que me aposentei, ao meu relógio dei fim... Sem ele eu me sinto um rei, dono do tempo e de mim!

Lei antibeijo é, no fundo, uma forma de terror: ajuda a matar, no mundo, o que ainda resta de amor.

Mantenha a esperança alerta, por mais que lhe pese a cruz. – Há sempre uma porta aberta para quem procura a luz.

A idade é, por excelência, a grande mestra do amor. – É no outono da existência que a paixão tem mais calor!

Quantas trovas no caderno do colégio eu rabisquei... – Registros do amor eterno que a tantas musas jurei!

Corações apaixonados não aceitam repressão. Explodem, se condenados a engaiolar a emoção!

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ADEMAR MACEDO Nascido em 10/09/1951 em “Oscar Nelson” Santana do Matos-RN e falecido em 15/01/2013. Conhecido como o poeta do amanhecer. Autor dos seguintes livros de poesias: “...E DA DOR SE FEZ POESIA”, “POESIAS EM QUATRO VERSOS”, “NA CADÊNCIA DA POESIA” (CD) e “O POETA E A RAPOSA” (CD). Em parceria com o poeta José Lucas de Barros, escreveu e lançou recentemente o Livro: “DOIS POETAS EM SETILHAS” e “UM DEBATE EM SETILHA AGALOPADA”, este com a participação também do Prof. Garcia. Foi casado com D. Dalva, pai de DALMAR, EMMANUELLE e DANIELLE e é AVÔ de GUILHERME, LUIZA E ALICE... familiares a quem dedica todas as suas poesias.

Eu, nessa estrada vazia não vou caminhando a esmo; faz parte da terapia... Tentar fugir de mim mesmo!

As folhas secas do outono no chão, já sem serventia... Hei de dar-lhes vida e trono nos versos desta Poesia!

Em diferentes formatos, fui ver de perto a beleza das nuvens e os seus retratos pintados na natureza!

Numa inspiração suprema, para embelezar o mar, Deus escreveu um poema nas entranhas do Luar...

Amigos que valem ouro, nós deveremos mantê-los guardados qual um tesouro para nunca mais perdê-los!

Vendo o navio ancorado e o lindo sol quase posto, sinto, lembrando o passado, uns pingos d’água em meu rosto.

Numa inspiração suprema, para embelezar o mar, Deus escreveu um poema nas entranhas do Luar...

Neste caderno, sem medos, olhando, eu fiquei feliz, pois descobri os segredos da inspiração de Luiz!...

Para você afogar as mágoas do dia a dia, não precisa se drogar... Use a Trovaterapia!

Capaz de nos encantar, a lua, mais do que bela parece que vai entrar pelos vãos dessa janela... 6


ANGELICA VILLELA SANTOS É o nome literário da professora Angelica Maria Villela Rebello Santos. Natural de Guaratinguetá-SP- reside em Taubaté desde 1961, onde foi diretora de escola – hoje aposentada – e co-fundadora da Academia Taubateana de Letras. É membro titular também das Academias Valeparaibana de Letras e Artes, de Taubaté-SP e Brasileira de Estudos e Pesquisas Literárias-RJ. Presidente da UBT-Seção de TaubatéSP. Detentora de vários prêmios em concursos de trovas, haicais, crônicas, contos e sonetos. Autora de 4 livros: “ São David dos Pilões”-romance, ganhador do Prêmio Eugênia Sereno, do IEV, de Lorena-SP; “ Lembranças de minha terra-Guaratinguetá-ruas de minha memória” ; “ Estudo genealógico das Famílias Villela, Rebello, Santos Souza,Monteiro do Amaral” e “ Contos, Trovas e Outros Versos”. Dois bicudos não se beijam” nos diz o velho ditado. Sei que beijos não aleijam, mas...eu fiquei desdentado!

Em festa branca e amarela, embelezando o jardim, margaridas, numa tela, abrem-se todas pra mim!

No sonho do trovador há sempre um mar e uma lua, que o inspiram a compor a mais bela trova sua! .

Não sou mais celibatário e vou encontrar meu bem, nem que seja necessário eu correr atrás do trem!

Com versos a se espalharem, eu subo morros, ao léu, para meus sonhos se alçarem até as nuvens do céu!

Toma a trova, por inteiro, a todos nós, trovadores; de Luiz Otávio, o pioneiro, somos todos seguidores.

A lembrança, na velhice, sempre traz a mocidade, que, qual sombra, com meiguice, abraça a terceira idade...

Em frente ao computador, a namorada moderna manda beijos ao amor e com mensagens alterna.

À noite, após a enxurrada que o meu barquinho levou, eu fico olhando, encantada, o céu que Deus enfeitou...

Abraçadas, as crianças, que contemplam o infinito, representam esperanças de um futuro sem conflito! 7


ALBERTO PACO Nasceu em Vilarinho dos Galegos, Portugal. Era muito jovem quando veio morar no Brasil em caráter permanente e aqui vive há mais de cinquenta anos, sendo os últimos dezoito em Maringá. É autor de vários romances, com poesias e trovas publicadas em diversas antologias, blogs e sites. Tem trovas classificadas em concursos literários. É membro (Tesoureiro) da Academia de Letras de Maringá. Membro da Academia de Letras do Brasil/PR, Membro do Elos Clube e Presidente da UBT (União Brasileira de Trovadores) Seção Maringá.

Frente à imensidão do mar, em completo alheamento, ouço a brisa murmurar palavras de encantamento!

Flores por todos os lados com inebriante odor, incitam os apaixonados a declarar seu amor!

A chuva encharcando o chão, não atrapalha meus passos, porque é grande a emoção de carregar-te em meus braços!

Céu! Estrelas! Mar profundo! Apenas com um pincel, desenha-se o vasto mundo ou um barquinho de papel!

Olhando as curvas do rio no meio dos matagais, lembro do teu corpo esguio de formas esculturais!

O prazer do alpinista quando o topo é alcançado, é vibrar com a conquista vendo as nuvens a seu lado!

O quanto a gente se ama é um segredo entre nós dois, que desvendamos na cama... tomando um vinho depois!

Os olhos da minha amada têm o brilho do luar, e sua cor comparada às águas azuis do mar!

Em qualquer hora do dia pode-se amar de verdade! São momentos de alegria que depois deixam saudade!

Olhando através do tempo vejo uma outra cidade, onde o melhor passa tempo foi curtir a mocidade!

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ANTONIO CABRAL Sua atividade literária começou na catequese, fazendo 'quadrinhas" para Nossa Senhora. Até agora, editou quatro livros de poesia, individualmente, e participa em diversas coletâneas, a última das quais, POETAS EN/CENA 6 BELÔ POÉTICO 2012; edita ainda a Revista Virtual, endereço: http://letrastaquarenses.blogspot.com.br para divulgar os amigos e o blog http://blogdopoetacabral.blogspot.com.br para divulgar seus trabalhos. É contador e publicitário e a "cancha" para o jornalismo vem de um curso não finalizado. Contato: letrastaquareses@yahoo.com.br Vai sem olhar para traz, quem acha que sempre acerta, sem saber que a vida faz estoque de porta aberta.

Quem quiser ser um artista, tem que seguir as canções, passar a vida na pista para abalar corações.

Esqueça das horas mortas, que o futuro se anuncia, pois tudo que mais importa é termos um novo dia.

Andar nas nuvens é fácil, depende do passarinho; se voar de jeito grácil, não vai às nuvens sozinho...

Um raio de sol me guia por onde o amor impera, mostrando-me mais um dia nos reinos da primavera.

Na multidão em que sigo, há anseios por demais; cada um leva consigo sua bandeira de paz.

Meu barquinho vai ao léu, cruzando os mares da lenda, vai fazer da rima o véu da bela "Trova-Legenda."

Meus passos à beira mar, vão construindo caminhos sob o clarão do luar entre beijos e carinhos.

Passeios à beira mar, nas horas plenas de luz, só fazem me reforçar no caminho de Jesus.

Enquanto o tempo ameaça com seus bloqueios constantes, o amor entorna uma taça no banquete dos amantes.

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ANTONIO JURACI SIQUEIRA É paraense de Cajary, município de Afuá, onde descobriu a literatura nos folhetos de cordel. Licenciado em Filosofia pela Universidade Federal do Pará, pertence a várias entidades literoculturais, entre as quais a União Brasileira de Trovadores, Centro Paraense de Estudos do Folclore, Malta de Poetas Folhas & Ervas e Cirandeiros da Palavra, além de atuar como professor de filosofia, oficineiro de literatura, performista e contador de histórias. Possui mais de 80 títulos individuais publicados entre folhetos de cordel, livros de poesias, contos, crônicas, literatura infantil, histórias humorísticas e versos picantes. Colabora com jornais, revistas e boletins culturais de Belém e de outras localidades além de contar com mais de 200 premiações literárias em vários gêneros, em âmbito nacional e local. O tempo passa apressado mas nem me importo, porque qualquer instante é sagrado se estou junto de você.

Marujo desassombrado, à noite trovas componho singrando o céu estrelado no meu barquinho de sonho!

Cai a noite e me enternece ver, à luz da lua cheia, com quanto enlevo o mar tece rendas de espuma na areia!...

Sê, na vida, paciente ante as agruras da espera feito os ramos que somente florescem na Primavera.

Em busca de amor e paz, em seus projetos risonhos, o sonhador é capaz de escalar nuvens de sonhos!

Quando a lua em plenilúnio sobre a floresta desmaia, o mar chora de infortúnio nos braços mornos da praia.

Pelas vias da existência, lado a lado a caminhar, a velhice e a adolescência buscando o mesmo lugar...

Não perca tempo na vida que é breve o tempo de amar e o Tempo, em sua investida, não tem tempo de esperar!...

Praia e mar...O abraço estreito, juras de amor e, depois, o carro serviu de leito para um sonho escrito a dois.

Quem tem fé jamais deserta ante as pedras das estradas pois Deus é porta entreaberta que anula portas fechadas. 10


ARI SANTOS DE CAMPOS Nasceu em Vargedo, município de Nova Trento (hoje Leoberto Leal), SC em 26 de novembro de 1944, onde iniciou e concluiu o ensino primário. Foi seminarista e é formado em Letras, pela Faculdade de Ciências e Letras de Mafra-SC (hoje UnC), e pósgraduação em Língua Portuguesa, a nível de Especialização, pela UFPR em Curitiba. É Membro Fundador da Academia Itajaiense de Letras (Cadeira nº 9); Membro Fundador da Academia de Letras de Balneário Comboriú (Cadeira nº 3); Membro Efetivo da União Brasileira de Trovadores/Nacional (nº 58); Vice Presidente da União Brasileira de Trovadores de Santa Catarina; Membro Fundador da União Brasileira de Trovadores, Seção de Itajaí, da qual é o Presidente, além de outras entidades culturais a que pertence. Tem editado o livro “A Volta de Um Poeta, o Trovador”, também em e-book no Portal CEN de Portugal caestamosnos.org e vários outros trabalhos editados em diversas Antologias, Coletâneas, Revistas e Jornais. Com fadas, vivo a sonhar; à noite durmo um pedaço, num caderno ao despertar uma trova eu sempre faço.

A solidão me enlouquece, põe-me a vida à revelia. Então o mar escurece e de tristeza esvazia.

Minha casa está fechada, tenho medo de ladrão. Já prefiro não ter nada; quero é paz no coração.

Quando se ganha um amor surge uma nova esperança: perde-se todo o pudor e o homem vira criança.

Um homem louco, lá fora, canta e dança com prazer... - Para viver não tem hora, cada momento é um viver.

O namoro no passado era tão raro de achar !... Hoje é clique, no teclado, e já tem com quem amar.

Vou sem rumo, de partida, nas águas do meu sonhar. A jangada é minha vida, vou remando além do mar.

Não posso me libertar das grades desta prisão sem antes poder achar as chaves do coração.

O relógio disparou no tempo que não se tem. Hoje o Natal nem passou, amanhã outro já vem.

Voe livre, passarinho, a natureza hás de ter. Mantê-lo preso e sozinho é ter um filme e não ver. 11


CAROLINA RAMOS Considerada a "Primeira Dama da Trova Brasileira", reside em Santos, onde nasceu. Professora, musicista, poeta e escritora. Preside a seção municipal santista da União Brasileira de Trovadores, além de fazer parte também da diretoria nacional. Publicou vários livros, entre eles, "O Príncipe da Trova", no qual narra a vida de Luiz Otávio. Tornou-se "Magnífica Trovadora" em Nova Friburgo em 1973.

Os ponteiros marcham lento, mais um ano que se acaba - pede PAZ meu pensamento, para um mundo que desaba!

Caminhamos, lado a lado... foi um sonho tão bonito, que o caminho, bifurcado, há de unir-se no infinito!

Ante a lua, o mar se alteia, tenta alcança-la na altura, mas é nos braços da areia, que encontra a paz que procura!...

Tão frágil, o meu barquinho e tantos sonhos lhe dei, que afundou no torvelinho ... e eu nadar...já nem mais sei!

As bandeiras desfraldadas.., O povo em vai-vem nas ruas... e as esperanças sonhadas são minhas... e também tuas!

Triste, lembro a primavera, cheia de flor e alegria, em que tendo a vida à espera, eu sonhava....e não vivia!

Enquanto a vida nos cansa, o poeta, fugindo ao chão, vai procurar a esperança entre as nuvens de algodão!

Vencer na vida, conforta, mas, tem cautela, ouve bem: - nem sempre a primeira porta é aquela que te convém!

Passa o tempo... bem depressa... a roubar o que nos deu, e, uma dúvida se expressa: - passa o tempo... ou passo eu?!

Vão juntinhos...sem desgosto sem guarda-chuva, na calma... - não sente a chuva no rosto, quem leva o sol dentro da alma!

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DAGUIMA VERÔNICA DE OLIVEIRA Educadora , divorciada e mãe de três filhos. Mora em Santa Juliana, Minas Gerais. Questionadora incansável sobre o verdadeiro sentido da vida, não descansa no insondável desejo de corresponder e responder ao grito de ansiedade que ecoa dentro de si mesma na fome de conviver bem com as diferenças, sem cobranças, julgamentos ou tristezas. Talvez por isso seja poeta, por estar sempre inquieta, na busca pela verdade das coisas. Sempre apaixonada pelas letras, seja prosa ou verso. Obras: Cantigas de Camponesa (100 trovas), Cantigas de Sonhadores (oitavas setissilábicas sobre a liberdade) em parceria com Antonio Juraci Siqueira, Cantigas de Sonhadores (sextilhas agalopadas sobre a esperança) em parceria com Antonio Juraci Siqueira, O Segredo da Cabaça (conto), Na Roça Tem... descrevendo as coisas da roça. Contato: Veropoesia1@yahoo.com.br Jorra a luz feito cascata, pelas mãos do Criador, quando a lua, Eros de prata, abre a janela do amor.

Um pequenino poema, das artes, a mais formosa; a trova é mais que um emblema: é uma crença religiosa!...

Entre a multidão imensa, eu vejo pelas calçadas, solidão e indiferença caminhando de mãos dadas.

Desde as janelas de outrora ao mais novo monitor, da noite ao romper da aurora, corremos atrás do amor.

Não teme, nunca, o amanhã quem toma a nobre atitude de guardar na alma anciã os sonhos da juventude!

O passado e seus escombros de preces que a Deus eu fiz; Um vazio sobre os ombros dos sonhos que Ele não quis.

Da minha terra encantada eu guardo a estação mais bela, o canto da passarada e os meus sonhos de janela!

Folhas migradas de outono, tais quais meus sonhos trincados, vagam pelo chão, sem sono, à demanda de outros prados...

Quem leva a vida no amor, dos sonhos jamais se cansa, que o mundo só perde a cor quando se perde a esperança.

Enfrento o escuro da noite singrando os mares da lida e a solidão, feito açoite, me lança aos braços da vida. 13


DARLY O. BARROS Natural de São Francisco do Sul, Santa Catarina, Trovadora, Sonetista, Contista, Cronista e Haicaísta. Bacharel em Direito pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, associada à UBT-SP, União Brasileira de Trovadores, Seção São Paulo, com diversas premiações nacionais e internacionais. Revisora de Textos e colaboradora em Jornais e Revistas de cunho cultural, possui diversos trabalhos seus em Coletâneas e Antologias.

Amizade é arrimo, escora, no mar dos sonhos perdidos, é o porto firme, que aflora de dois braços estendidos...

Sons de um tango,à luz da lua, ecoam no “ Caminito”... É Gardel quem continua a cantar, lá no infinito...

Boca amarga!Tudo gira... Brindei com vinho e em excesso, à dolorosa mentira Que seria o teu regresso..

Tudo igual,mas, diferente: - Por mais que eu tente negar, tua ausência, em meu presente, faz diferente esse mar...

A imensa tela celeste é o palco para os pendores do sol, o artista que investe, num arco de sete cores...

Partiu...sem deixar recado, nada, nem frases banais... Fechou a porta ao passado, e eu merecia bem mais!...

Meia noite! E, só o que eu faço é abraçar a solidão, sentindo inveja do abraço que os dois ponteiros se dão...

A Metrópole desperta, alheia ao desassossego dos que veem que a fome aperta, sem o aceno de um emprego...

Farol, liga o pisca-pisca que, ao longe, em meio à procela, o meu pescador se arrisca, num frágil barquinho à vela...

Fruto da emoção que atua, é o pranto, no meu olhar: - Nos braços do mar...a lua... - Nos braços da lua...o mar...

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ELIANA RUIZ JIMENEZ Nascida em São Paulo, Capital. Com formação em Letras e em Direito, exerce a advocacia em Balneário Camboriú/SC, onde reside. Ligada a entidades de proteção ao meio ambiente, faz parte da Comissão de Meio Ambiente e Urbanismo da OAB, entre outras. Suas incursões literárias vão das crônicas a poesias livres, trovas e literatura infanto-juvenil. Tem vários trabalhos disponibilizados nos seguintes blogs: poesiaemtrovas.blogspot.com (Trova-legenda); elianaruizjimenez.blogspot.com (crônicas), poesiasurbanasetrovas.blogspot.com (poesias livres e haicais).

Fecha-se o tempo passado, meia-noite, eu me depuro; nasce o dia, iluminado, abre-se o tempo futuro.

Uma porta escancarada sem esforço pra passar pode ser a via errada... veja bem antes de entrar.

Qual um mistério ancestral, o luar, na vastidão, ao luzir, tão passional, ludibria-me a razão.

Brindo ao amor, à paisagem, à música, arte e poesia: - Que seja a nossa passagem celebração e alegria!

Minhas rotas saltimbancas oscilam nesta escalada: há nuvens amenas, brancas, outras balançam-me a escada.

Corre o rio em harmonia, sem saber que mais à frente a ganância humana, fria, devasta o meio ambiente.

Minha alma bailarina foge em noites de luar... Sob a luz da lamparina com a sombra vai dançar.

Um casal apaixonado faz da vida um carrossel de emoções, desgovernado, rodopiando rumo ao céu.

Urge o tempo, faz-se escasso, e, ao sofrer na despedida, o nosso amor, sem espaço, mostra a vida não vivida.

Hesitei, o trem passou, e, ao correr pelo seu trilho, só a poeira me restou e a lembrança do seu brilho.

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FRANCISCO JOSÉ PESSOA Formado pela Faculdade de Medicina da UFC, pósgraduado pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro. Participação em coletâneas: Prêmio de Literatura UNIFOR-2009 –Crônicas, Pérgula Literária VII - Editora Valença, Rio Grande Trovador Coletânea de Trovas, De Pessoa pra Pessoa - Editora Litteris, Anais do XXII Congresso Brasileiro de Médicos Escritores, Antologias Sobrames-Ceará, outras Revistas literárias

Somos dois numa só vida recitando o verbo amar, que nem as horas, querida, nós percebemos passar.

Nosso Deus, laborioso, contou seis dias nos dedos... fez o rio sinuoso para guardar seus segredos!

Quando a lua se faz cheia argentando o espaço infindo, o mar se espraia na areia num leque espumoso e lindo!

Para o homem subir na vida e manter firmes seus passos, mais leve fica a subida tendo a mulher nos seus braços!

A multidão se comprime em nervosa ebulição, num vaivém que bem exprime tanta gente e solidão!

Para que desesperar quando uma chance é perdida, se outras, sei, hão de chegar pelos trilhos dessa vida!

Crê o homem, alcançando, o cume dos Pirineus, com certeza está guardando seu lugar juntinho a DEUS!

O "bugre" vencendo a duna, um prato de sururu, um bom passeio de escuna... tudo isso é Genipabu!

Esta sombra que esvoaça e de jovem se insinua, dá mostras que o tempo passa e que a vida continua!

Mil margaridas no ar à mostra, sem solidéus, num mavioso evolar a perfumar sete céus!

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GLÓRIA TABET MARSON Natural de Caçapava – SP, casada, professora aposentada, reside em São José dos Campos – SP; admiradora das línguas neolatinas, em especial, as línguas portuguesa e francesa, na qual tem alguns estudos, sempre gostou de escrever. Hoje, é membro da UBT de São José dos Campos, e através de seus colegas trovadores , descobriu nas trovas mais um prazer de escrever e um desafio que a encanta. Participou de alguns concursos de trovas recebendo menções honrosas: Clube da Simpatia ( Portugal ), Concurso de Maranguape, Concurso do Rotary de Belo Horizonte.

Amazônia, a riqueza que hoje está ameaçada, garante sua grandeza se acabar a derrubada!

Vão meus beijos tão distante, levando o que mais esmero: sentimento fascinante de um amor sempre sincero!

Folhas secas se espalhando como um tapete no chão; é o outono se mostrando quão belos seus dias são!

Vejo no caderno escritas as tuas declarações; de um amor que não hesitas em juntar dois corações.

Num céu de rara beleza, um arco- íris resplandece, e olhando tenho a certeza: é luz de Deus que aparece!

Saudemos nossa amizade com o mais alegre brinde: que ela a ninguém desagrade, e que jamais ela finde!

Com uma enorme tristeza que invade o meu coração, eu contemplo a natureza, fugindo da solidão.

Se a ti fecharem as portas, Deus deixará uma aberta; não temas, sei que suportas... Ele é amparo, na certa!

Pode estar no abraço irmano o futuro que se espera: um mundo bem mais humano, marcado por outra era.

Tempo passa, vai embora... restam lembranças, saudade; busque então, em cada aurora, a doce felicidade!

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HAROLDO LYRA Nasceu em Icó-CE e radicado em Fortaleza desde a infância. Empresário da indústria e comércio no ramo, materiais elétricos, iluminação. Escritor, Sonetista, trovador. Seus livros publicados são: Remição do Soneto e Duetos – Editora Premius; Epigramas, no prelo e Página solta, em andamento, além de vários opúsculos. É Vice presidente UBT Fortaleza com apoio e difusão: Diário do Nordeste, O Povo e Gazeta do Centro Oeste, periódicos classitas de Fortaleza e TV Educativa.

Tens a missão importante num mar sereno ou escuro, indicando ao navegante aquele porto seguro.

A gaiola me resguarda da fatal atiradeira: do chumbo da espingarda, da pedra da baladeira.

Os sentimentos do mar as ondas cantam na areia, afagando o firme olhar da solitária sereia.

Rio de curvas simétricas emoldurando a paisagem, cinzela as veias poéticas da natureza selvagem

No cais, sem vela, ancorado, o barco sofre a lacuna, de um capitão reformado que abandonou velha escuna.

Bailar na vida é rotina de quem sabe ser feliz, e nunca fecha a cortina do baile que não tem bis.

Pode até conter amor, mas a emoção será pouca: beijos por computador!... prefiro os de boca à boca.

Considero a efervescência dessa densa multidão, estressante consequência da tal globalização.

Cores de outono bizarro que a paisagem modifica; E a estrada tosca de barro juncada de folhas fica.

O luar no mar refrata feixe de raios azuis, realça a onda e retrata a praia que nos seduz

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JOSÉ FABIANO Este ano de 2013 tem, para mim, significado especial. Comemoro o início da minha modesta atividade de trovador, pois estive, com minha família, residindo em Uberaba, MG, minha cidade natal. Espírita que sou, aproveitei a oportunidade de conviver mais intimamente, em minha atividade doutrinária, com o meu benfeitor, Chico Xavier, que foi e é uma bênção em minha vida. Com o objetivo de lhe demonstrar a minha gratidão, comecei, não me lembro bem por que, a fazer para ele as minhas trovas, tendo recebido dele o estímulo para prosseguir trovando. Agradeço a Deus e ao Chico esses 40 anos de trovador.

Gondoleiro tem à vista ardentes cenas de amor, que normalmente o taxista só vê no retrovisor...

Deu-me a sorte com descaso, no banquete deste mundo, alegria em prato raso e tristeza em prato fundo...

O coração deve ser de alguém da terceira idade que julga melhor viver na gaiola da saudade!

Meu barquinho de papel carreguei-o de esperança! Mas veio o tempo cruel e deixei de ser criança...

Que, na morte em meu caminho - isto espero e me consola -, eu seja qual passarinho que se livra da gaiola...

Quando à velhice chegamos, a vida nos faz maldade: quanta tolice guardamos na gaveta da saudade...

Navio, somos iguais, neste mundo de miséria: tu és barco preso ao cais, e eu, alma presa à matéria...

Quem se julga um "medalhão" e que pensa ser "alguém" misture-se à multidão e verá não ser "ninguém"...

É teste a fotografia, pelas opções que coloca: vê o paulista, meio dia, e meia noite, o carioca...

Na noite do sofrimento, muitas vezes, nos alcança, afastando o desalento, a débil luz da esperança...

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JOSÉ LUCAS DE BARROS nasceu em Condado/PB, aos 12 de março de 1934 mas foi registrado e batizado em Serra Negra do Norte/RN. Autodidata do primário, fez o curso secundário em Caicó e o superior em Caruaru/PE, com colação de grau em 1980, em Direito. Segundo sua própria definição, "confabula com as musas desde menino". Em 1974 publicou "Cantigas do Meu Destino" (trovas) e, em 1985, "Repentes e Desafios". A partir daí não parou mais de editar obras. É aposentado pelo Banco do Brasil. Um dos dirigentes mais atuantes da ATRN: Academia de Trovas do Rio Grande do Norte.

No doce embalo da rede, um sono bom me enfeitiça e o relógio de parede me acompanha na preguiça.

A preguiça dos ponteiros de meu velho carrilhão mostra os minutos ronceiros das noites de solidão!

Quando a Lua se retrata com seu encanto invulgar, traça um caminho de prata sobre a esmeralda do mar.

De alguém que há pouco passou, deixando a porta entreaberta, alguma coisa ficou: talvez a lembrança incerta!

A multidão me põe louco entre empurrões e zoada... Sozinho, sou muito pouco; na multidão, não sou nada!

Duas taças num banquinho, sem ninguém, têm a igualdade do cheiro do mesmo vinho, da dor da mesma saudade!

Enquanto a emoção se alteia sobre as dunas, a rolar, a vida brinca na areia ouvindo a canção do mar.

Entre o cãozinho e a criança há tão lindo entendimento, que na estrada da esperança há, para os dois, um assento!

O céu azul de meus sonhos e as flores da mocidade lembram-me dias risonhos na aquarela da saudade!

Deus, que viagem florida, em campos tão sedutores! Como é bom trilhar, na vida, pelo caminho das flores!

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JOSÉ MARINS Escritor, publicou as seguintes obras: Fazendo o dia (poemas), Curitiba: Araucária Cultural, 1985; Poezen (haicais). Curitiba: Araucária Cultural, 1985; Monalisa, a conchinha sabida (infantil). Idem, 1989; Pinha-Pinhão, Pinhão-Pinheiro (haicais encadeados em parceria com Sérgio Pichorim). Curitiba: Araucária Cultural, 2004, A brisa é você – minicontos. Curitiba: idem, 2010, Então, é isso? – coletânea de contos. Curitiba: Araucária Cultural, 2012, A Lâmpada e as Estrelas – coletânea de haicais. Curitiba: Araucária Cultural, 2012. Contato: josemarins@gmail.com, blog: http://fieiradehaicais.blogspot.com/. Sempre digo: “o tempo passa”, sabendo “sou eu quem passo”. Ao Novo Ano ergo uma taça, pois o que vier eu traço.

No meu caderno anotei uns versinhos para ti, mas se nunca os enviei, também jamais te esqueci.

Por um caminho de prata anda a lua sobre o mar. Toda a alma deve ser grata por ter alguém para amar.

Cores de outono na tarde tingem praias na maré; águas se vão, sem alarde, ao coração que o mar é.

A imensidão que campeia, além das dunas se espalha; na face dos grãos de areia espelha a Luz que não falha.

Esse farol que ilumina, noites de mar turbulento, lançou sua luz tão fina, tentando mostrar o vento.

Este céu azul de outono a embalar os sonhos meus; mas que pena já ter dono este azul dos olhos teus

Essas folhinhas tingidas que o vento derruba ao chão, são mulherinhas fingidas que o tempo guardou em vão.

Se nada ao tempo se dá, dele se ganha a mudança. Há quem com ele se vá, levado por sua dança.

Os abraços eram tantos, o trem pôs-se em movimento; se o seguravam os prantos, as pernas viraram vento. 21


LISETE JOHNSON Nasceu em Butiá - Rs. Formou-se em Letras - PUC, pós-graduada em Supervisão Escola pela FAPA, especializou em Língua Espanhola na Universidade Menéndez y Pelayo em Santander - Espanha. Poeta, trovadora, escritora publicou cinco livros de histórias infantis: Comidinhas Poéticas, Festarola na Biblio, Lívia - a Oitava na Dinastia do L, As Caveiras Transviadas e A Azul Borboleta do SUl. Participou de de nove Antologias Poéticas e publicou CEM CANTARES SEM QUIETUDE pela Editora Alcance. É vice-presidente de Administração da UBT - Porto Alegre.

Meu desejo percorreu teu corpo como compasso, circulando o que é tão meu, na geometria do abraço.

Singrei mares de agonia, lutei contra vendavais, para achar a calmaria, que só encontro em teu cais.

Quando as borrascas da vida adiaram os sonhos meus, soprei nuvens e aguerrida, me apeguei nas mãos de DEUS.

Ousada, a lua assistia, pelas frestas da janela, nossos corpos na euforia, rindo sob os raios dela.

As amizades bonitas, correntes de afeto estreito, levo, gravadas em fitas, no porta-joia do peito.

Quando o caminho é distante e longa é a estrada sem fim, é bem neste exato instante, que Deus alia-se a mim.

Até parece mentira que, na "Rede", ao navegar, na doces ondas da lira, fui , no teu corpo, aportar.

São impiedosos os ponteiros e conspiram contra mim... Quando vens, correm ligeiros, quando vais, vagam sem fim.

Num mundo globalizado de "Google" e "Face" em ação, caminhamos lado a lado, imersos nas solidão.

Céu marinho como tela, verdes, grises , tom carbono... São tintas de uma aquarela, pintando as tardes de outono.

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LORA SALIBA Lourice Conceição Saliba, professora aposentada - natural de Salto Grande, SP. Reside em São José dos Campos. Amante das Artes e Literatura, joseense de coração, tem alguns trabalhos publicados em Antologia Poética e Antologia de Contos (Univap 2001), já há alguns anos colabora como colunista no site www.vejosaojose.com.br. Tem um livro de contos e crônicas: Um olhar à vida, registrado no Escritório de Direitos Autorais no Ministério da Cultura. Já pronto um de poesia: Poemas. Nas Artes Plásticas trabalhos em óleo e acrílico: em impressionismo, expressionismo, cubismo e surrealismo. Contato: lora.saliba@terra.com.br

Equilibrando os balões, uma jovem anda feliz, leva à vida soluções, pelos palcos, como atriz...

Trôpega, velha senhora passa pela silhueta, onde outrora sonhara, seus sonhos de borboleta...

Os trovadores merecem, os aplausos, muitas palmas. Com suas rimas, enobrecem corações e todas almas...

Altos, belos idealistas, envoltos em grandes nuvens, transpõem como os jovens, os sonhos dos alpinistas...

Dias felizes, ligeiro o tempo, as horas marcou... E aquele amor verdadeiro, foi morrendo e acabou...

Numa praia sossegada, onde nada acontecia, numa alegria a moçada no carro vermelho, sorria..

Clara luz, assim brilhante, sobre mar azul imenso, Lua sensual, tão galante conduz ao sonho... intenso!...

Num barquinho navegando, Pelas ondas, mar afora, Assim juntos perseguindo Nossos sonhos, aqui agora...

Bandeira de minha terra, não tremulas como antes, vês a vergonha que encerra, no país dos bandeirantes...

O casal apaixonado, Vai belo tango dançando! Mantendo amor sonhado, Nesses passos navegando...

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MARIA CRISTINA CACOSSI CAPODEFERRO Natural de Bragança Paulista/SP, é membro da ABL Academia Bragantina de Letras e presidente de Cultura, da UBT- seção de Bragança Pta.-SP. Ama ler, dançar, estar na praia junto da família. Sempre gostou de escrever de forma descontraída, pondo a inspiração em seus livros publicados. Concomitantemente, em blogs e revistas via internet ou imprensa, divulga seus poemas, acrósticos, contos, crônicas e trovas. Contato: criscacossi@yahoo.com.br :

Fecharam as portas a ti ?? Tu só encontraste poréns ?? Ei ! Há esperança bem “ali” ... Agarra a chance que tens ...

Bem longe, na minha infância o meu barquinho soltei. Ainda sinto a fragrância ... dos sonhos que acreditei !!

Em meus sonhos eu me vejo entre nuvens, bem além ... Escalando-as muito almejo : liberdade ... com alguém !

Contagie-nos de amor : – bem-vinda estação feliz ! Traga-nos cor, luz, sabor e aromas primaveris ...

O trio : céu, dunas, mar leva nossa alma, a sorver a paz envolta nesse ar, embalando nosso ser ...

É preciso ser “pessoa”, se “ligar” à multidão, pois num ir e vir à toa, instala-se a solidão !..

Por terdes a Deus doado nesta vida, vosso amor : - ó “Santos”, eu vos agrado, dou-vos meu jardim em flor !

Toda mulher, no labor, lado hostil da vida enfrenta ... Ao fazê-lo com amor, reescreve ... não lamenta !

Mergulhei na profundeza de seu verde e doce olhar ! Obtive grata certeza : - é um ser que sabe amar !..

Ora sacudo ora agito, muito espremo, força faço. Quero explodir no infinito, O “amor” que me pede eço !!

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MÁRIO AUGUSTO JACEGUAY ZAMATARO Nascido em Nova Esperança, Paraná. Formado em Administração, pela Universidade Federal do Paraná, e pós-graduado em Habilidades de Gestão, pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná. Atualmente, é Servidor Público concursado e reside em Curitiba/PR. Membro do Centro de Letras do Paraná e da União Brasileira de Trovadores – UBT, seção de Curitiba. Criou e mantém o blog “Uma Vírgula!” (www.umavirgula.com.br), onde publica trovas, haicais e outros textos.

Descobri, pela janela das horas de minha vida, que o futuro é uma aquarela ainda a ser colorida.

Fui ao encontro marcado num tempo que já passou... Sei que é parte do passado, marcado no que hoje sou...

A noite ficou vazia, e a lágrima, mais salgada. Lua cheia e maresia, nos olhos da madrugada...

No momento de uma escolha - infinita solidão -, é você com sua bolha, a razão ou a emoção?

No salão, tocava um tango e rodamos pela pista... Teu batom era morango, meu sorriso, vigarista...

O simples gesto de um brinde resume o sabor da vida - ser feliz, antes que finde no encontro ou na despedida.

Desafio à gravidade tem que ter sustentação; para subir, de verdade, não basta sair do chão.

Confissões... Segredo eterno... Tanta coisa a se guardar... Um poema num caderno... que terá pra revelar?

Noite azul, no mar tranquilo, brisa e leve ondulação... Sigo a brisa e, sem vacilo, beijo a boca da ilusão...

Em busca da luz perdida, quando a noite encontra o dia, o desejo cria vida, e o poeta, poesia!

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MIFORI Maria Inez Fontes Ricco, nascida em Paraibuna, SP, Brasil. Gosta de escrever poesias desde sua adolescência e assina os seus trabalhos como MIFORI. Tem livros, poesias e trovas em antologias e sites publicadas e divulgadas pela imprensa e por Internet. Suas poesias falam de vida, amor, valores e buscam retratar sentimentos, emoções e fatos do cotidiano. Desenvolve via Internet O PROJETO DE TROVAS PARA UMA VIDA MELHOR, já encerrada a sua 3ª etapa. Contato: mifori@terra.com.br

Não gosto de andar na linha mas corri atrás do trem; fui em busca da estrelinha, da vida que me convém.

Como pequena cascata a despencar borbulhante, esta minha alma pacata, marca as bodas de diamante.

Quando vi a porta aberta, quase não acreditei, era a liberdade certa, pela qual tanto esperei.

As ondas do mar escuro nos enchiam de pavor; mas o barco era seguro e o porto, acolhedor.

Meditando frente ao mar solidão invade a alma; mas, o som do marulhar me tranquiliza e me acalma!

Apesar de tantas portas se fecharem para ti, Deus até por vias tortas, te contempla e te sorri.

Pode haver sombra, não treva, entre amigos nesta vida. Se o pensamento se eleva fica a amizade florida.

O relógio o tempo marca, todo tempo no seu tempo; o que passou não embarca, nem revive contratempo.

Viajando por Internet vi a destruição da terra. No Brasil, de dez são sete, sem medida, usando a serra.

Na minha infância querida, na água já soltei barquinhos; a saudade é uma ferida, que nos rouba até carinhos.

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NADIR NOGUEIRA GIOVANELLI Natural de Caçapava-SP. É titular da cadeira nº 24 da Academia Caçapavense de Letras. Tem livros de Poesias,Contos, publicados em antologias. Aprecia participar de sites e blogs de poesias, para se manter em constante atividade cerebral. Participou da Coletânea de Trovas da UBT de Porto Alegre RS (2011) e do Livro Destaques na Poesia-Organização Raimundo Nonato-Taubaté SP (2011-2012). É saudosista, escreve deixando a alma falar do seu encantamento pela vida, através de emoções e sentimentos. Atualmente, fazer trovas, tem sido um grande desafio repleto de prazer já que, com certeza, a trova faz amigos.

Um caderno pequenino, vai comigo o dia inteiro; fazer trova exige o tino e, este mudo companheiro.

Vejo meu barco ancorado, após muito navegar; no verão sob sol dourado, e nas noites de luar.

Sete portas!... Uma aberta!... A Deus imploro e agradeço; preciso da escolha certa, meu momento é recomeço!

Novo outono vai dourando, belo campo de arvoredo. Folhas secas vão bailando pela estrada, logo cedo.

Amizade, um bem fecundo, um presente em toda idade; perfuma a vida no mundo, deixa laços de saudade.

Corpo e alma!...Mas, não nego, entrelaçando a emoção, ao seu olhar eu me entrego... Neste tango sedução!

Na chuva tão perfumada, me aconchego nos teus braços, sou feliz por ser amada, sem a pressa dos teus passos.

Eu vejo voltando as flores, as margaridas se abrindo, voam folhas multicores, que do outono vão partindo.

Eu levo a vida cantando, fico sonhando acordado, e na chuva vou dançando, bem feliz e apaixonado.

Dedilhar de um violão sobre esse "Abismo de Rosas", trovadora da emoção, sofro torturas saudosas...

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PROF.. GARCIA Francisco Garcia de Araújo nasceu na fazenda Acari, em Malta-PB. Licenciado em Letras (português e inglês) e Bacharel em Direito pela UFPB, pós-graduado em Teologia e Éticas Especiais, poeta, trovador, escritor e compositor, foi bancário, Vereador e Secretário Municipal em Caicó-RN. Lecionou Português, Francês, Inglês e Espanhol. Presidente do Clube dos Trovadores do Seridó, Delegado da UBT em Caicó-RN, Delegado do Portal CEN para o RN, é membro da Academia de Trovas do RN (ATRN) e da UBT, Seção de Natal-RN. Possui vários livros em parceria com poetas nacionais, além de premiações em diversos concursos de trovas no Brasil e em Portugal.

O mundo é roda gigante, girando sempre a girar, e eu sou passageiro errante procurando meu lugar!

Sinto no silêncio mudo, da criança que se abraça, esperança em quase tudo de tudo que a vida traça!

Em seu vai-e-vem bonito, a lua em seu caminhar... Enche de luz o infinito, de prata, as ondas do mar!

Um coração não se algema, nem se prende um coração. Seu bater se faz poema nas horas de solidão!

Às vezes, me falta estima, vendo a multidão que passa... Muita gente se aproxima, mas pouca gente se abraça!

Quem faz do amor, sonho amigo, na vida não tem fracassos e leva sempre consigo o amigo sonho em seus braços!

Já escalei morros medonhos, caminhando passo a passo. Mas nunca pude em meus sonhos escalar nuvens no espaço!

O mar valente passeia, mas sensato, se adelgaça, e morre feliz na areia beijando os pés de quem passa!

Quando um jardim perde as flores, a mão de Deus recupera, pintando as mais lindas cores nas flores da primavera!

O amor é uma caminhada, como um rio de água morna... Quanto mais curvas na estrada mais prazeroso se torna!

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VICTOR BATISTA Reside em Barreiro, Portugal. Entre outras, destaca a seguintes premiações: Prémio Missões-de Roque Gonzalez (Brasil)-1º lugarInternacional, -VII Jogos Florais da Associação Port. de Poetas---Quadra Popular---2º Lugar, Quadra Popular---Menção Honrosa, Concurso Cultural Nosso Vinho---Conto-- 1ºLugar, Blog Nosso Vinho-Out/10---São Paulo---Brasil, Concurso Literário Língua Portuguesa---Trova--1º Lugar, Elos Internacional Comunidade Lusíada-Dez/10Out/11--Londrina(PR)---Brasil, -X Concurso Literário António Feliciano Rodrigues (Castilho)---Conto---1º Lugar, Junta de Freguesia de Santa MariaMaior Mai/12 -- Funchal ---Madeira---Portugal, -10º Unicult-8º Concurso de Contos e Crónicas---Conto---3º lugar, 10ª Mostra Académica-Núcleo Universitário de Cultura-Out/12---Piracicaba(SP)-Brasil.

Todo o tempo duma vida que passamos neste mundo, é nos dado p’la medida de horas, minutos, segundos.

Lábios doces e dourados que a sul o sol faz tostar, regalam beijos salgados com vento vindo do mar.

Se da lua vão chegando poemas, gotas de mel, o luar vai adocicando os que parecem ter fel.

O mar calmo não devolve o teu triste soluçar, porque sabe que o resolve no seu doce marulhar.

A multidão cá na Terra vive tempos de terror, porque os senhores da guerra desconhecem o que é o amor.

As cores do amor-perfeito no meu jardim bem plantado, são um bem, colorido ao jeito, do teu amor desajeitado.

Alvas nuvens a brilhar alpinistas na montanha, numa tela os vou pintar eternizo uma façanha.

Teu relógio pendurado na parede à minha frente, me faz voltar ao passado sem eu sair do presente.

Recordadas na velhice as “curvas” da mocidade, ajudam sem malandrice, a pensar; mas que saudade!

Um amigo com valor e que amizade nos tem, vem primeiro à nossa dor só depois à dor que tem.

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Agradeço aos amigos trovadores pela participação no blog http://poesiaemtrovas.blogspot.com.br/ durante o ano de 2012. 19 de fevereiro de 2013

Eliana Ruiz Jimenez

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e-book Trova-legenda 2012  

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