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FELIPE BRASIL

Domingo 09/09/2012

O recurso da memória é mesmo admirável, mas entre lembrar e reter há uma distância considerável. Recordar passagens e lances prosaicos da vida é uma coisa; guardar impressões e conservar ideias, outra. Não se trata, porém, de uma questão de importância: reminiscências têm valor em si mesmas, independentemente da matéria de que são feitas. Há, contudo, pessoas para quem a faculdade de rememorar é tão vital quanto respirar. Professora e pesquisadora de literatura brasileira que é antes de tudo uma leitora, Susana Souto pertence a esta categoria. Capaz de visitar títulos de escolas e períodos os mais distintos com impressionante desenvoltura, a estudiosa que é especialista na obra de Clarice Lispector e Glauco Mattoso é dona de uma memória prodigiosa, como os leitores poderão constatar na edição deste domingo, no texto que ela assina especialmente para a Gazeta e que encerra a série Memórias da Cidade. Num passeio pelos endereços que marcaram sua vida e (por que não) determinaram seus caminhos, Susana volta no tempo rumo às livrarias que abrigaram os ledores desta cidade, hoje desprovida de espaços propícios ao acidente, ao encontro. Casa Ramalho, Segal, Livro 7, Caetés... Na Maceió (re)construída por nossa dedicada professora, as ruas do Centro surgem em outro registro, menos urgente e mais humano. E pode acreditar: a cidade, um dia, foi exatamente assim

Leia nas págs. B2 e B4


B 2 Caderno B

GAZETA DE ALAGOAS, 09 de setembro de 2012, Domingo

CALÇADÃO DO COMÉRCIO

FOTOS: FELIPE BRASIL

Leituras e leitores numa Maceió (re)inventada

SUSANA SOUTO COLABORAÇÃO PARA A GAZETA

Há várias cidades sob um só nome, assim como há modos distintos de habitar uma cidade. Não habitamos apenas a cidade visível, que partilhamos diariamente, em nossas rotinas de trabalho, estudo, diversão, moradia, com suas cores, seus cheiros, odores, sons. Habitamos também a cidade invisível, para retomar a bela expressão do escritor italiano Italo Calvino, autor de livros memoráveis, entre os quais está As Cidades Invisíveis (Cia. das Letras). Evoco Calvino agora, quando sento para escrever este texto, porque penso nas múltiplas cidades que construímos diariamente e porque quero as-

sinalar, já de saída, que este texto se fez como um exercício de rememoração, como uma espécie de deriva pela memória das minhas vivências e leituras na cidade que habito, em meu cotidiano e também em meus desejos e sonhos, a minha Maceió (in)visível. No mapa dessa cidade, a livraria ocupa um espaço significativo. Quem gosta de livros, de ler, de autores, de leitores, sabe que uma livraria é mais do que um estabelecimento comercial. Ela é, antes, uma rede de socialização, de encontros, de amizades, de trocas. Ela se configura como um lugar de convívio marcado pelo debate acerca de textos, dos modos como são elaborados, do que dizem (de nós, do mundo) e do que nos provocam. Antes de me deixar levar pelo fluxo das memórias das livrarias de Maceió, irei passear por outros espaços e tempos diretamente relacionados a algo fundamental nessa reflexão, a produção e circulação de livros no Brasil, que, como se sabe, começou tardiamente, pois a Coroa Portuguesa proibia a instalação de tipografias

Pelas prateleiras de uma cidade invisível aqui, ao contrário do que ocorria na América Espanhola, que, desde o início de sua colonização, teve tipografias e universidades, fundamentais para a formação de leitores. As diferenças entre esses dois modos de pensar o livro e a leitura perduram até hoje e se refletem em nossa paisagem urbana; mesmo em grandes cidades, como Rio de Janeiro e São Paulo, as livrarias e bibliotecas são mais raras do que em Buenos Aires, por exemplo, o que é atestado por inúmeras pesquisas comparativas, divulgadas com estardalhaço, muitas vezes, em revistas e jornais. Nesse quadro panorâmico que rabisco, vale destacar alguns momentos importantes, como a chegada dos primeiros livros ao Brasil Colônia, que ocorreu sob a tutela da

Igreja Católica. Esses livros destinavam-se à educação, por sua vez submetida aos ditames da ação catequizadora ou moralista. Leitura e religião se confundiam. Essa relação ainda é íntima e dela deriva, talvez, a permanência de uma certa sa-

As primeiras tipografias

Outro momento importante é o início do século 19, quando chega ao Rio de Janeiro, em 1908, a Família Real Portuguesa, que cria a Biblioteca Nacional e permite a instalação das nossas primeiras tipografias. Durante muito tempo, portanto, vivemos uma situação paradoxal; tínhamos escritores, mas não tínhamos editoras, o que obrigava os autores brasileiros a publicar seus livros na Europa e depois trazê-los para as terras onde as aves melhor gorjeiam. Segundo Márcia Abreu, uma das organizadoras do volume Impresso no Brasil: Dois Séculos de Livros Brasileiros (2011, Editora Unesp), “até 1821, apenas a Impressão Régia podia publicar no país. Depois, a autorização foi aberta para outros lugares. A primeira tipografia particular foi instalada na Bahia, por Manoel Antonio da Silva Serva”. Márcia acrescenta ainda que, antes disso, uma tipografia havia funcionado clandestinamente; seu proprietário, Antonio Isidoro da Fonseca, conseguiu publicar apenas dois ou três títulos. Com o fim da proibição, o século 19 viu florescerem jornais e revistas que ofereciam ao público ávido um conjunto diversificado de textos, bem como um mercado de trabalho para escritores, jornalistas, revisores, tipó-

grafos, linotipistas. O próprio Machado de Assis, fundador da Academia Brasileira de Letras, foi aprendiz de tipógrafo na Tipografia Nacional e revisor na tipografia e livraria de Francisco de Paula Brito, além de ter atuado como colaborador em vários jornais e revistas, como Revista Ilustrada, Gazeta de Notícias e o Jornal do Comércio. Mesmo assim, muitos dos livros aqui lidos eram feitos na Europa e pequeno também era o mercado de traduções. Assim, o acesso à literatura estrangeira dependia em grande parte do aprendizado da língua na qual a obra havia sido escrita. As editoras estavam esperando o século 20 para se multiplicar, neste gigante “deitado eternamente em berço esplêndido” tão avesso à implantação de políticas de acesso ao livro e à leitura. Entre os primeiros editores brasileiros estava Monteiro Lobato, autor de Memórias de Emília, As Caçadas de Pedrinho, O Picapau Amarelo, histórias que li na infância e ainda hoje releio com entusiasmo, principalmente Reinações de Narizinho, livro homenageado por Clarice Lispector no conto Felicidade Clandestina. Lobato, um nacionalista entusiasmado, considerava o petróleo e o livro os dois combustíveis do progresso, e fundou em 1918 a

Editora Monteiro Lobato & Cia. Muitas outras surgiram. Não cabe neste texto nem a este texto inventariar todas as casas que publicaram livros no Brasil. Tento apenas resgatar algumas que se inscreveram no imaginário nacional, e entre essas não se pode deixar de citar a Livraria José Olympio, no Rio de Janeiro, sobre a qual escreve Graciliano Ramos: “Move-se diariamente ao redor daquelas mesas uma boa parte da literatura nacional. Fervilham as discussões, enchem a casa, às vezes se prolongam até que se fecha a porta. Das duas vitrinas da entrada aos bancos que se encostam às estantes que há no fundo do estabelecimento, f o r m a m - s e e d e s m a ncham-se os grupos” (Linhas Tortas). É, aliás, significativa a migração de intelectuais para o Rio de Janeiro, nos séculos 19 e 20, em busca de melhores condições de publicação e difusão de suas obras, à procura de ambientes como a José Olympio, onde há “uma galeria muito vasta, onde figuram críticos, sociólogos, ficcionistas, ensaístas, etc.”, ainda nas palavras de Mestre Graça. Dados da Associação Nacional de Livrarias mostram que essa situação perdura, uma vez que no Brasil 75% das livrarias estão no Sul e no Sudeste. SS

cralização do livro, viva ainda hoje em uma parcela significativa da população. Os livros, nesse momento “inaugural”, eram parte de uma bagagem que o Velho Mundo transportava para o Novo, uma bagagem, acrescente-se, cuidadosamente controla-

da e difundida. Nesse ambiente de proibição de tipografias e existência de poucos leitores, Gregório de Matos, o Boca do Inferno, fez sua viola de cabaça e saiu divulgando seus poemas por ruas e praças da Bahia do século 17, em alto e bom som.

RUA BARÃO DE ATALAIA

Imagens de um outro tempo “Leitura e religião se confundiam. Essa relação ainda é íntima e dela deriva, talvez, a permanência de uma certa sacralização do livro, viva ainda hoje em uma parcela significativa da população. Os livros, nesse momento ‘inaugural’, eram parte de uma bagagem que o Velho Mundo transportava para o Novo”

O declínio das livrarias de tijolo e cimento, com paredes cobertas de estantes, não raro está associado ao declínio dos centros das nossas cidades. No final dos anos 1980 e início dos 90, as livrarias de Maceió e os alfarrábios se concentravam na região central, que fervilhava e atraía pessoas das mais diversas classes sociais, bairros, profissões e idades. No início do século 21, e mesmo antes disso, muitas fecharam as portas, como Ramalho, Castro Alves, Segal, Livro 7 e Caetés, que chegou a migrar para a avenida Engenheiro Mário de Gusmão, na Ponta Verde. Mais recentemente, perdemos a Prefácio, a única da longa avenida Fernandes Lima, e a Livro Lido, em Jaraguá, bairro que segue se “desertificando”. Mesmo com a decadência do Centro, sigo uma espécie de ritual. Há alguns anos, vou lá sábado de manhã. Tomo café na Panificação Francesa, ali na rua da Alegria (nome maravilhoso), depois, na mesma rua, vou a uma das poucas livrarias que sobre-

vivem, a Paulinas, cujas prateleiras abrigam não apenas terços, imagens de santos e textos de caráter estritamente religioso, mas também obras de filosofia traduzidas por editoras católicas de renome, como a Vozes e a Loyola. Ainda no que se refere ao mundo sagrado da leitura, temos a Livraria Espírita Bezerra de Menezes, na rua Barão de Maceió, na qual encontramos o Parnaso de Além-túmulo, primeiro livro psicografado por Chico Xavier, aos 22 anos. Esse volume desconcerta a crítica e os leitores céticos. Nessas andanças, não resisto e passo em frente ao prédio onde funcionava uma das mais charmosas e importantes livrarias da cidade, a Caetés, na rua Barão de Penedo, 190, ali bem perto da Alegria, da Aurora, dos Martírios, nomes tão literários. Ando um pouco pelas cercanias, vou aos alfarrábios no Paredão, atrás da Assembleia. Voltam muitas imagens dos anos 1980 e 90 em Maceió, imagens de um outro tempo, de uma outra cidade. SS ‡


B 4 Caderno B

GAZETA DE ALAGOAS, 09 de setembro de 2012, Domingo FOTOS: FELIPE BRASIL

Entre estantes e mesas, aprendizado e acolhida Na livraria Caetés, uma das melhores ‘praças’ da cidade RUA BARÃO DE ATALAIA

SUSANA SOUTO COLABORAÇÃO PARA A GAZETA

Comecei a frequentar livrarias muito cedo, levada pelo meu pai, Zelito (José da Silva), um leitor voraz com uma memória impressionante. Recebi dele os melhores presentes que uma criança leitora poderia receber: os contos de Andersen, Alice no País das Maravilhas, de Lewis Carroll, uma pequena antologia de poemas para a infância, com inesquecíveis versos de Cecília Meireles, gibis os mais variados... Um dia, ele decidiu abrir uma conta em meu nome na Caetés, quando eu ainda estava no ensino médio. A conta funcionava assim: eu comprava um livro, o vendedor anotava, em uma ficha pequena de cartolina retangular pautada, o título, o preço e a data da compra, e eu assinava. Uma vez por mês, papai ia à livraria e acertava as contas. Havia um limite, claro, que, às vezes,

eu ultrapassava. Essa passagem da minha história pessoal mostra o clima de confiança predominante na Caetés, criada e administrada pelos irmãos João Maria e Ricardo Pereira, duas pessoas raras, apaixonadas pelo ofício, sempre disponíveis para conversas, atenciosas, pertencentes a uma tradicional família de livreiros que criou a maior livraria do Brasil, a Livro 7, durante muito tempo um dos pontos obrigatórios para leitores que iam ao Recife ou que lá moravam. O nome Caetés me comovia. Homenagem dupla: aos índios que primeiro habitaram essas terras e foram dizimados pela colonização genocida, a mesma que proibiu durante séculos a tipografia e a universidade, e ao primeiro romance do mais consagrado autor alagoano, Graciliano Ramos. Esse nome é ainda emblemático da diversidade dos títulos expostos e vendidos ali, não raro, pelas mãos de Rosa Guimarães, uma pessoa adorável, solícita, simpática, gentil. Professores, poetas, contistas, estudantes, donas de casa, leitores jovens, maduros, idosos, todos circulavam entre as estantes e mesas da livraria. No dia do meu aniversário, João e Ricardo me davam um livro de presente; ainda me emociono com as dedicatórias, como a que está grafada em Lavoura Arcaica, de Raduan Nassar. João Pereira e sua esposa Ana, assim como Ricardo, acredito, conheciam quase todos os leitores da cidade. Eles vibravam com as histórias dos seus clientes, se envolviam, se comoviam, se moviam em direção ao outro. Mesmo morando fora, entre 1993 e 2005, quando eu voltava a Maceió, passava na Caetés. Era um lugar central na minha cartografia de aprendizados e afetos. Uma das melhores praças da cidade.

Um lugar de encontros Esse espaço que a minha memória reconstrói pode ser descrito como um misto de festa e palestra. Além dos livros, havia também discos de vinil, que ouvíamos, enquanto falávamos de obras recentemente publicadas, de clássicos em novas edições ou traduções e, claro, de música. Conheci muitas pessoas ali, como o poeta S i d n e y Wa n d e r l e y, d e quem me tornei amiga, e Marcos de Farias Costa, ambos já consagrados na cena local, que faziam o jornal A Ponte. Marcos é também um herói da resistência, pois mantém a livraria Dialética, que reúne títulos de qualidade e leitores interessados. Encontrei na Caetés, muitas vezes, amigos do ensino médio no Colégio Marista, a bióloga Flávia de Barros Prado Moura, a médica Iara Brandão, o advogado e poeta Diógenes Tenório Júnior, bem como interlocutores queridos do curso de Jornalismo, Gil Maciel, Marcos Borah, Celio Gomes, Denilma Botelho. Luiz Costa Pereira Júnior, um grande amigo, que criou e edita as revistas Língua Portuguesa e Metáfora, montou parte da sua biblioteca com os livros comprados na Caetés. Ali também algumas dessas pessoas se encontravam para ir à casa de Jorge Cooper, levar as últimas novidades do mercado editorial, falar de poesia e de política. Gláucia Machado e Vinicius Meira, amigos e professores, me deram muitos presentes descobertos ali, como Literatura e Vida Literária, de Flora Sussekind, um volume pequeno e denso sobre a cena cultural brasileira na época da ditadura militar. Às vezes, discutíamos horas a

fio uma obra em tradução recente, como Abril Despedaçado, do albanês Ismail Kadaré, a mim presenteada por Fábio Henrique Gomes de Barros, como resposta a uma provocação minha de que a censura havia destruído a literatura albanesa. Certamente, deixei de citar muita gente. Consola-me saber que toda memória é feita de esquecimentos e tampouco quero para mim a maldição de Funes, o memorioso do conto de Borges, cuja obra completa em espanhol achei nas estantes da Caetés. Continuarei indo ao Centro nas manhãs de sábado, como tenho feito nos últimos anos, na ótima companhia de Tazio Zambi. Andar por suas ruas agitadas me mantém ligada ainda a uma memória familiar, aos passeios com meus pais pela rua da Praia, para fazer compras ou olhar vitrines e depois comer pizza na Sorriso ou almoçar no extinto restaurante O Gaúcho, cujo prédio na praia da Avenida foi recentemente demolido. O centro ainda é um lugar muito interessante, que reúne diferentes tribos urbanas e nos mostra de modo condensado a cidade, esse “mosaico movediço”, na plástica definição do historiador Nicolau Sevcenko, junção de elementos díspares em contínua transformação. Nem sempre as transformações foram para melhor, em especial numa cidade como Maceió, que cresceu muito nos últimos anos e de modo desordenado, e viu seus espaços tradicionais serem radicalmente modificados pela especulação imobiliária. Espero que esses espaços sejam revitalizados. SS

Desejos no plano visível Atualmente, compro mais livros em livrarias virtuais e em livrarias de cidades que visito quando viajo. Mas não quero postular o retorno a um paraíso perdido ou perder-me em romântico saudosismo. Como escreve Mário de Andrade no Prefácio Interessantíssimo, “Não sou passadista”. Segundo dados do IBGE,a parcela de cidades com livrarias caiu 21,1%, mas, por outro lado, cresceu, entre 1999 e 2006, 178% o número de municípios com provedor de internet, e 103% o número dos que contavam com ensino superior. Sou capaz de ver e celebrar o fato de que vivemos um momento muito interessante na história da leitura no Brasil e no mundo, pois nunca tivemos tantas pessoas aptas a ler e a escrever e tantos livros sendo lançados diariamente no mercado. Além disso, esses outros modos de registro e circulação de textos criam também novas possibilidades de trocas. Não é tão simples substituir a livraria por sites, nos quais digitamos o título do livro e o encontramos, sem trocar uma palavra com livreiros ou encontrar algo que não pro-

curávamos inicialmente, mas que depois se revelaria o melhor achado do dia, da semana, talvez o livro de cabeceira de toda uma vida. Essa substituição fala também do surgimento de outros modos de socialização em torno do livro e da leitura, que muitos pesquisadores tentam entender. Mas, quando penso na minha relação com Maceió, vejo que, em outros períodos, transitei por pedaços mais variados desse “mosaico movediço”, vivi mais a diversidade dessa cidade construída em uma parte privilegiada do litoral nordestino. Por isso, desejo que se tornem mais vivos e presentes os sentidos políticos que a palavra cidade evoca, seja na raiz grega, polis, seja nos vocábulos de origem latina, cidadão e cidadania. Ainda sonho com uma cidade invisível que possa se realizar no plano visível como experiência de convívio solidário da diferença, com uma cidade que realize, em seu cotidiano, o jogo anagramático entre as palavras lúcido e lúdico. Essas me parecem ser as melhores lições de qualquer livro, os maiores desafios de qualquer cidade. SS ‡

* SUSANA SOUTO, 42, é professora e pesquisadora de literatura brasileira da Universidade Federal de Alagoas


Maceió: Memórias Culturais em Série - Parte 4