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EDITORA WORLD PRESS EDITORA WORLD PRESS RUA FORTALEZA, 105 - PALMEIRAS CABO FRIO - RJ - CEP: 28911-200 TELEFAX: XX |22| 2648-9751 REVISTAELEVADORBRASIL@GMAIL.COM EDITORA WORLD PRESS LTDA A REVISTA ELEVADOR BRASIL ESTÁ REGISTRADA SEGUNDO AS NORMAS DA LEI DE IMPRENSA. EDITOR RESPONSÁVEL EDILBERTO ALMEIDA DIRETOR ADMINISTRATIVO PAULO CARDOSO WEBMASTER DIEGO TULIO DESIGN / DIAGRAMAÇÃO DIEGO TULIO REDAÇÃO JULLYANA BRAGANÇA ALICIA DO NASCIMENTO ELIZABETH SIMÕES TATIANA MARTINS COMERCIAL RONALDO SANTOS FOTOGRAFIA WAGNER CARDOSO ANÚNCIOS PARA ANUNCIAR NA REVISTA ELEVADOR BRASIL, BASTA ENTRAR EM CONTATO PELO TELEFONE |22| 2648-9751 OU ENTÃO ENVIAR UM E-MAIL PARA NOSSO ENDEREÇO ELETRÔNICO REVISTAELEVADORBRASIL@GMAIL.COM. ASSINATURAS LIGUE: |22| 2648-9751 OU ENVIE E-MAIL: REVISTAELEVADORBRASIL@ GMAIL.COM PARA TER INFORMAÇÕES DE COMO É POSSÍVEL ASSINAR A REVISTA ELEVADOR BRASIL. COLABORAÇÃO VOCÊ PODE ENVIAR MATERIAL EDITORIAL OU NOTÍCIAS PARA COLABORAR COM A NOSSA REVISTA. AS MATÉRIAS AQUI EDITADAS SÃO DE INTEIRA RESPONSABILIDADE DE SEUS RESPECTIVOS AUTORES. ENVIE O CONTEÚDO PARA O REVISTAELEVADORBRASIL@GMAIL.COM CORRESPONDENTES FRANCISCO THÜRLER VALENTE - SÃO PAULO PAULO DAL MONTE - RIO DE JANEIRO HÉLIO SILVA - SÃO PAULO JOÃO EDUARDO DE A. E CASTRO - BRASÍLIA EDUARDO DIAS GRILLO - SÃO PAULO CLAUDIO H GUISOLI - BELO HORIZONTE

Ao escrever este editorial fazemo-lo com o conhecimento de quem será o novo presidente da nação a partir de 2019. O povo, na sua maioria, escolheu Bolsonaro como o comandante chefe a levar o Brasil a novos e desafiadores rumos. O combate a corrupção foi o tema principal dos debates, que de forma acalorada, levou a nação a contemplar nos partidos concorrentes um embate acirrado e às vezes até feroz. Como eleitor e empresário, nós sabemos que não foi possível agradar a todos. Mas estamos no mesmo barco e torcemos para que o novo comandante possa nos levar a uma viagem tranquila e segura, afinal, se o mesmo afundar levará a todos nós. Desejamos ao novo presidente uma boa administração e que Deus possa iluminar seu caminho, pois o Brasil tem muito potencial para superar seus desafios e temos tudo para ser uma das nações mais desenvolvidas do mundo. Viajar pelo mundo ouvindo chacotas sobre a falta de seriedade dos nossos governantes é muito desanimador, principalmente quando temos uma empresa com atuação em países de primeiro mundo. Ficamos satisfeitos com o programa de governo do novo presidente, apesar de não discuti-lo aqui, acreditamos que uma das intenções do novo presidente em não nomear para cargos importan-

tes pessoas com interesses partidários e comprometidos com o velho esquema de fazer política, e sim, técnicos, trará uma nova realidade no desenvolvimento do país. Resta-nos agora trabalhar com mais intensidade e garra, renovando o compromisso com estes novos tempos, que dão ao país uma nova oportunidade e esperança para que muito em breve possamos ter a satisfação de ter um Brasil melhor para todos nós brasileiros. Nesta edição, você irá conferir a cobertura da VII edição da ExpoElevador, que aconteceu nos dias 4 e 5 de setembro e recebeu mais de 4 mil visitantes. Também trouxemos um artigo técnico sobre “Engenharia de Manutenção – Técnica de Inspeção Visual”, um artigo sobre o impacto das novas normas da ABNT na construção, instalação e manutenção de elevadores e um artigo de marketing sobre a importância do investimento em vídeos para aumentar as vendas do seu negócio. Além disso, você ainda vai conferir uma matéria sobre a quarta edição da Lift Road Show, feira técnica do setor de elevadores, que acontecerá em 4 de abril de 2019 e todas as informações sobre o evento que debateu leis e regras fundamentais no mercado de elevadores. E muito mais! Boa leitura! Abraços, Edilberto Almeida

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Sumário Elevador nunca cai. 4ª edição da Lift Road Show acontece em abril de 2019 Vídeos: O poderoso caminho para melhorar seu posicionamento e aumentar as vendas Sétima edição da ExpoElevador aquece os negócios no mercado nacional e internacional de transportes verticais Elevador subindo para as nuvens O impacto das novas normas da ABNT na construção, instalação e manutenção de elevadores. SICOR: foco na qualidade e na satisfação do cliente Evento debate leis e regras fundamentais no mercado de elevadores

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Elevadores mais velozes do Brasil são da Thyssenkrupp para o Birmann 32, em São Paulo Alfa Elevadores apresenta mais duas Botoeiras para o mercado nacional e internacional de elevadores Engenharia de Manutenção – Técnica de Inspeção Visual Sistema de nuvem da Schmersal integra elevador à internet Tecnologias habilitadoras para Indústria 4.0 Tecnologia para elevadores pode salvar vidas em incêndios em arranha-céus e edifícios elevados Pesquisa com as conservadoras de elevadores e escadas rolantes no Brasil

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Botoeiras de Pavimento sobre a parede

Lanternas tipo IPD de andar

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ARTIGO TÉCNICO

Elevador nunca cai Por Eng. Boris Risnic

“ELEVADOR CAIU! - ERRADO! ELEVADOR NUNCA CAI.”

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muito comum nos depararmos com notícias sobre a queda de elevadores e pessoas feridas – uns com luxações, outros com pequenas fraturas ou dor nos joelhos, mas ninguém morreu. Vocês acham que se o elevador tivesse realmente caído, alguém escaparia com vida? Nunca! A queda livre de um elevador provocaria o amassamento da cabina, fazendo com que o teto encoste no piso e esmague tudo o que estiver dentro! Isto nunca acontece. Por que o elevador nunca cai? Porque existe o freio de segurança, inventado em 1852 por Elisha Graves Otis (sim, o fundador da Otis). Na verdade, os elevadores existem desde a idade antiga, talvez desde a invenção da roda, mas ninguém confiava neles, pois caiam quase sempre e portanto, só eram usados mais para cargas do que para pessoas, e muito menos dentro de casa. Elisha, que fabricava camas de ferro, teve a ideia de incorporar um freio automático na cabina do elevador, que “sentia” que a cabina estava descendo muito rápido (em queda) e acionava duas cunhas, uma em cada trilho, freando a queda do elevador automaticamente. Hoje, este “sensor” foi até melhorado e se tornou item importante de todos os elevadores. Conta-se que na Feira da virada do século (ano de 1900) em Nova York, Elisha subiu em uma plataforma erguida até o segundo andar e pediu para um lenhador cortar os cabos com seu machado. Quando os cabos foram cortados, a plataforma caiu 20 cm e depois freou. Elisha então gritou para a plateia: “TUDO SEGURO!” Foi então que começaram a aparecer os arranha-céus, edifícios cada vez mais altos e as cidades mudaram o seu perfil: graças ao freio de segurança. As prefeituras e a Norma Mercosul de elevadores exigem que a empresa de conservação dos elevadores teste e certifique que o sensor esteja funcionando e que as cunhas estejam bem montadas e funcionem. É importante que o síndico exija um documento de teste e certificação das empresas. Mas e aquelas pessoas que sofreram luxações e pequenas fraturas, o que houve com elas e com o elevador então? Ele não caiu. Ele apenas passou do andar e não freou, indo bater na mola em velocidade de cruzeiro. Existem vários motivos para o elevador não frear no andar de destino: 1. Ele perdeu a contagem e pensa que ainda não chegou no andar; 2. Estava com muito peso e o freio comum meio gasto, não conseguiu frear; 3. Sensor do piso com defeito. Sujo ou oxidado; 4. Freio comum com a lona super gasta; Estes quatro motivos dependem muito de a empresa conservadora fazer um bom trabalho.

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Sensor de velocidade de queda

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EVENTOS

4ª edição da Lift Road Show acontece em abril de 2019

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quarta edição da Lift Road Show – feira técnica do setor de elevadores – já tem data de realização marcada: 4 de abril de 2019. O evento será realizado no Mar Hotel Conventions, em Recife (PE). A feira traz uma exposição das últimas novidades em tecnologia para o setor de transportes verticais, além de palestras técnicas com profissionais renomados. O evento tem como objetivo gerar crescimento e estabelecer uma rede de relacionamento entre os expositores e empresas presentes. Para os expositores, a feira é uma ótima oportunidade para aumentar a divulgação de sua marca, produtos e serviços, além de consolidar sua presença no mercado. “Como sempre, o Nordeste tem sido escolhido para acolher a Lift Road Show por ser um local central e de fácil acesso para os empresários que atuam na região. O Mar Hotel foi escolhido por oferecer uma

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estrutura mais adequada e confortável para a realização do evento, e desta vez, a realização em um hotel oferecerá todo conforto e praticidade para aqueles que desejarem prolongar a estadia, aproveitando as atrações turísticas da cidade de Recife”, diz o diretor comercial da Lift Road Show, Edilberto Almeida. Uma novidade nesta edição é que os primeiros 150 participantes com CNPJ das empresas conservadoras de elevadores que se inscreverem pelo site, a partir de fevereiro de 2019, serão automaticamente contemplados com um voucher que dá direito a participar do almoço serviço no buffet do hotel. Além disso, será servido coffee break durante o evento. A Lift Road Show acontece sempre nos anos ímpares e tem como público-alvo conservadoras e empresas de manutenção de elevadores, construtoras, projetistas, instaladores, engenheiros, distribuidores e revendedores de materiais elétricos, integradores, téc-


nicos e estudantes do setor. A feira é uma iniciativa da Cardoso Almeida Eventos, empresa que realiza a ExpoElevador – maior feira de transportes verticais da América Latina. A Lift Road Show surgiu da necessidade de um evento técnico com exposição de produtos e serviços do setor de elevadores na Região Nordeste. A feira é uma inovadora e pioneira forma dos profissionais estabelecerem contato entre si e com gabaritadas empresas do segmento. O tema da palestra e os palestrantes serão divulgados no site do evento, no mês de janeiro de 2019.

( aberta )

Outras informações: www.liftroadshow.com (22) 2648-9751 liftroadshow@gmail.com

em nosso site.

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MARKETING

Vídeos:

O poderoso caminho para melhorar seu posicionamento e aumentar as vendas

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magine-se no futuro, lá por 2038. Você estaria lendo esta revista ou estaria assistindo os vídeos do canal da Elevador Brasil? Cada vez mais pessoas e empresas estão utilizando o vídeo como um canal de comunicação. O vídeo não é mais o futuro do marketing, estamos vivendo o presente para este segmento. Se você ou sua empresa ainda não estão produzindo vídeos, isto pode significar atraso para o seu negócio. A Cisco Systems (empresa de redes

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e comunicações) prevê que até 2019, o vídeo será responsável por 80% de todo o tráfego da Internet. Quando se trata de alcance, o vídeo é quase imparável. Investimentos em banda larga, a popularização de smartphones e tablets e a flexibilidade na hora de consumir vídeos são alguns fatores que fazem com que os vídeos cresçam de forma incrível. Sem contar que pessoas estão cada vez mais preferindo assistir vídeos online ao invés de gastar seu tempo

assistindo televisão. No Youtube, por exemplo, mais de um bilhão de horas são assistidas todos os dias. E a boa notícia é que ser uma autoridade no seu nicho de negócio não é mais uma realidade distante e pode ser totalmente alcançável por você ou pela sua empresa. Atualmente é muito mais fácil gravar vídeos e produzir conteúdos de boa qualidade. A popularização da tecnologia como o seu próprio smartphone, por exemplo, possibilita que você faça excelentes vídeos em qualquer lugar. Mas a criação de conteúdos em vídeo para seu segmento pode trazer vantagens para seu negócio? Volto a usar o Youtube como referência. Somente na plataforma existem mais de um bilhão de usuários ativos mensalmente. É quase um terço de toda a internet. Sem contar outras redes sensação do momento como o IGTV (Aplicativo de vídeo vertical lançado pelo Instagram), Snapchat e sem falar no Facebook que também está investindo pesado para disseminar sua plataforma de vídeos. Se você é varejista e busca inserir seu produto naquela grande rede de varejo, porque não pensar em inserir


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seu produto na grande rede mundial de vídeos? E para tirar a prova real se um mercado está realmente em crescimento é só analisar as empresas que estão apostando no segmento. Algumas empresas que estão desenvolvendo conteúdos em vídeo: Red Bull, Playstation, Walmart, Canon, Magazine Luiza, Americanas.com, entre diversas outras grandes marcas. O público que mais consome conteúdos em vídeo possui entre 18 a 49 anos, ou seja, se seu público alvo está nesta faixa etária, as chances de você ter excelentes resultados são maiores. O vídeo pode ser consumido através do smartphone, Smart TV´s e até no sistema multimídia do carro. O esforço para visualizar um conteúdo em vídeo é muito menor do que ler um livro, um e-book ou uma notícia em um portal. Criar conteúdos em vídeo não é um trabalho assustador, na verdade o processo é bem simples e pode auxiliar muito na sua estratégia de marketing. Basicamente qualquer vídeo é dividido em três etapas: pré-produção, produção e pós-produção. Pré-produção é o momento de planejar seu vídeo. Irá pensar em tudo o que vai fazer, desde a criação do roteiro, escolha do cenário, elenco, etc. Produção é o momento da gravação, colocar a mão na massa literalmente. Pós-produção é a etapa de edição e finalização do vídeo, inserir uma música de fundo, legendas, entre outros

recursos se necessário. Algo extremamente importante na pré-produção é deixar bem claro qual o objetivo do seu vídeo. Você quer gerar mais contatos, aumentar sua autoridade, converter vendas? Tenha em mente, de forma bem clara, o seu objetivo. Isto vai lhe ajudar muito na hora de encontrar a melhor abordagem para a criação do vídeo. Preste bastante atenção no seu público-alvo. Que tipo de conteúdo um jovem de 22 anos consome frequentemente? Provavelmente é um conteúdo totalmente diferente do conteúdo que um empresário de 40 anos consome. Esse tipo de questionamento é fundamental para que você consiga criar conteúdos alinhados às necessidades do seu público. No momento da produção, não é necessário ter a câmera mais avançada do mercado para fazer um bom vídeo. Se a câmera do seu smartphone possuir uma qualidade bacana, já está excelente para dar os primeiros passos. Com a evolução do seu negócio, você vai investindo em equipamentos melhores. Na pós-produção você consegue refinar seu material. É nesta hora que você vai deixar seu vídeo mais dinâmico e interessante para quem está assistindo. É neste momento que você vai retirar as sobras de conteúdo, fazer cortes, ajustar o áudio. O ideal é sempre trabalhar buscando ter o menor tempo possível. Nunca “enrole” o usuário, seja sucinto e entregue o

conteúdo de maneira prática e rápida. Vídeos mais curtos retém muito mais a atenção do que vídeos grandes. E claro, nunca se esqueça da “call to action”, chamada para ação. Você criou aquele vídeo incrível, entregou seu melhor conteúdo, mostrou seu produto, deu dicas, cativou o público, então agora é a hora de fazer com que ele execute alguma ação como baixar um e-book, dar um “like”, preencher um formulário de cadastro ou até mesmo realizar a compra. Portanto, ainda na pré-produção escolha bem a ação que deseja promover e construa seu vídeo em torno dela. O vídeo humaniza marcas, por mais que sua empresa atue no segmento “B2B (business to business)” existe outra pessoa do lado que vai dar a palavra final para comprar ou não o seu produto. Dê o pontapé inicial, comece a produzir seu primeiro vídeo que a evolução será constante. Não se esqueça de pedir feedbacks do público, analise atentamente os comentários e faça melhoria nos próximos conteúdos. Tenho certeza de que após cada produção, a qualidade do conteúdo e a familiarização com este tipo de mídia será maior e melhor, assim evoluindo e colhendo cada vez mais frutos desta mídia.

Link relatório Cisco: https://www.cisco.com/c/en/us/solutions/ collateral/service-provider/visual-networking-index-vni/complete-white-paper-c11-481360. html

SOBRE O AUTOR

Darlan Evandro

Profissional de Marketing, apaixonado por ferramentas digitais e comportamento do consumidor. Graduado em Marketing e Propaganda e MBA em Gestão de Negócios. Experiência em Marketing On e Off-line atuando no segmento desde 2010. Email: contato@darlanevandro.com.br Site: www.darlanevandro.com.br

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EVENTOS

Sétima edição da ExpoElevador aquece os negócios no mercado nacional e internacional de transportes verticais

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VII edição da ExpoElevador, maior feira do setor de transportes verticais da América Latina, aconteceu nos dias 4 e 5 de setembro, no Pro Magno, em São Paulo. O evento recebeu mais de 4 mil visitantes – um público altamente qualificado e segmentado, dividido entre conservadoras, consultoras e empresas de manutenção de elevadores e escadas rolantes, construtoras, gestoras de edifícios, síndicos, engenheiros, técnicos e estudantes do setor. Mais de 80 expositores participaram da feira e levaram ao público as últimas novidades em tecnologia para o segmento de transportes verticais. Uma novidade nesta edição do evento foi a participação mais expressiva de expositores da Turquia, China e Alemanha. “Eu acho que a feira aconteceu de forma muito boa, tivemos palestras interessantes, vimos muitos amigos, novos e anti-

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gos. Esperamos que a ExpoElevador continue e desejamos que a feira cresça no futuro”, diz o presidente da VFA-Interlift, Achim Hütter. Consagrada como feira internacional, a ExpoElevador recebeu visitantes de diversos países, como Argentina, Chile, Panamá, Suíça, Estados Unidos, México, Costa Rica, Tunísia, China, Colômbia, Equador, Peru, Bolívia, Paraguai, Uruguai, Itália, Espanha, Irlanda e Alemanha. “Na feira vi pessoas de toda a América do Sul e muitos outros lugares. O evento foi incrível, pois tivemos muitas pessoas em nosso stand e distribuímos quase todos os nossos catálogos. Conheci pessoas com as quais me comunicava apenas por e-mail, a feira foi muito proveitosa”, declara Sagor Chandra, presidente da empresa Ningbo GNL Elevator. O evento ainda sediou o IV Encontro da Associação de Elevadores do Merco-

sul (AEM), que contou com uma programação de palestras com temas importantes para o setor, como “Situação atual, mudanças e perceptivas no mercado argentino”, ministrada pelo vice-presidente da AEM, Engenheiro Rafael Cala; “Situação atual, mudanças e perceptivas no mercado brasileiro”, ministrada pelo presidente da AEM, Engenheiro Fábio Aranha; “Segurança em elevadores existentes”, ministrada pelo Engenheiro Ronaldo Bandeira, entre outras. “A sétima edição da ExpoElevador como sempre foi um grande sucesso. Tivemos a oportunidade de realizar a feira em um novo local, que foi muito elogiado pelos visitantes e expositores que visitaram o evento. O prédio moderno e com uma excelente estrutura recebeu a feira que encaixou-se na medida para o novo local. Com duas escadas rolantes e um elevador panorâmico no salão de entrada,


fazendo a recepção dos visitantes, deixou todos com uma sensação muito forte e agradável, fazendo-os se sentirem em casa. Apesar da crise instalada, esta edição da ExpoElevador mostrou que a feira é o lugar certo para que os empresários busquem soluções e novas alternativas para vencerem os obstáculos comerciais do momento. Uma participação efetivamente maior de empresas estrangeiras oriundas da América Latina deu um tom mais latino americano a ExpoElevador. Muitos expositores novos se surpreenderam com o ótimo resultado do evento, criando já muita expectativa para a feira de 2020”, declara o diretor comercial da ExpoElevador, Edilberto Almeida. A ExpoElevador facilita as relações comerciais no setor e proporciona ao visitante uma oportunidade ímpar de negócios, onde ele pode se relacionar com os mais variados fornecedores de produtos e serviços do mercado nacional e internacional de transportes verticais. A feira recebe o apoio de diversas associações do setor, como a AFAG (Alemanha), CAFAC (Argentina), VFA-Interlift, Secmierj (Sindicato das Empresas de Conservação, Manutenção e Instalação de Elevadores do Estado do Rio de Janeiro) e Seciesp (Sindicato das Empresas de Conservação, Manutenção e Instalação de Elevadores do Estado de São Paulo). Visitantes comentam participação na feira Um dos grandes destaques desta edição da feira foi a qualidade do público visitante. Lauro Galdino, da empresa LGS Consultoria, atua no segmento de elevadores há mais de 40 anos e hoje possui uma empresa de consultoria. “A ExpoElevador é fundamental para mostrar não só o que o nosso mercado local tem, mas que oportunidade a nossa indústria tem de fazer negócios com empresas lá de fora. Conheço outros eventos, tanto na China, como na Alemanha e aqui, considerando o tamanho, não perde em nada na organização e nos produtos expostos”, declara Lauro. Adriana Novaes, da Eleve Elevadores, saiu da Bahia para visitar a feira e comenta como a ExpoElevador auxilia o seu negócio. “A feira auxilia na parte

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de informação de produtos novos, acessibilidade dos fornecedores, tecnologia e segurança, então é imperdível. Não só venho, como trago meus funcionários. A organização é formidável, assim como a estrutura. Eu aconselho a todos da área de elevadores a visitarem a feira”, diz Adriana. Siqueira Junior, da empresa Masteer Elevadores, localizada no Ceará, participou da feira pela primeira vez e comenta suas impressões sobre o evento. “A ExpoElevador é importante para buscar inovações no ramo de elevadores, além de ser uma grande oportunidade para termos esse relacionamento com os fornecedores que a gente praticamente só vê na feira de dois em dois anos. O evento foi maravilhoso e representa uma experiência única que vou guardar para minha carreira profissional”, declara. Rafaela Finotte e Julianne Ignacio são ex-alunas do curso de especialização técnica de nível médio em Eletromecânica de Manutenção de Elevadores da Faetec, no Rio de Janeiro. Em 2016, elas visitaram a feira como estudantes e na edição de 2018, participaram do evento como profissionais do setor. “Na feira nós temos muito contato com fornecedores, além de aumentar a nossa capacidade técnica e ampliar nosso negócio. É o meu segundo ano na feira, na edição anterior eu vim como estagiária da primeira turma de elevadores que a Faetec criou e esse ano estamos aqui com a empresa Sete Servic”, conta Rafaela. Julianne atualmente faz parte de uma equipe de modernização de elevadores e diz que a feira é muito importante para conhecer novos projetos e novas propostas das empresas que fornecem quadros de comando e botoeiras para a empresa que ela trabalha. “O evento foi muito bom para reencontrar os amigos. Também vim à feira na edição anterior como estagiária pela Faetec e agora estou aqui como profissional. É muito mágico tudo isso”, ressalta. Para Cesar Santaella, da empresa Ortobras, localizada no Rio Grande do Sul, a feira é importante “porque representa uma oportunidade de encontrar com vários fornecedores em um mesmo local. E como o mercado de elevador é bastante dinâmico, esse contato precisa ser renovado com uma certa regularidade”, comenta. Próxima edição da ExpoElevador acontece em julho de 2020 Realizada sempre nos anos pares, a próxima edição da ExpoElevador já tem data marcada: 14, 15 e 16 de julho de 2020. A realização da feira em três dias é a primeira novidade da VIII edição do evento – as edições anteriores foram realizadas em dois dias. A identidade visual da ExpoElevador também foi modificada com a finalidade de se obter um visual mais moderno, “clean” e aplicável. Em breve, novas informações sobre a próxima edição do evento serão divulgadas.

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Expositores apresentam novidades no evento Prisma Contrapesos Nesta edição, a Prisma apresentou amostras de seus produtos, um modelo próprio de peso calibrador de cabine de 25kg fabricado em concreto especial pesado de fácil manuseio e duas pedras de contrapesos simetricamente iguais, porém com densidades diferentes, sendo uma com 45kg e outra com 50kg, onde está justamente o diferencial da Prisma Contrapesos, que pode fabricar com peso padrão de 3.4 dm/3, onde o concreto convencional tem apenas 2.2 dm/3. “A Prisma Contrapesos agradece a todos que nos prestigiaram e visitaram nosso stand na ExpoElevador”, diz o gerente comercial da empresa, Santiago Rezende.

Yaskawa A Yaskawa Elétrico do Brasil apresentou na Expo Elevador 2018 o Inversor de Frequência L1000E. Específico para uso em elevador, o L1000E traz muitos benefícios e recursos de alta performance como: maior eficiência energética e vida útil, parametrização fácil, ajustes de segurança e conforto de viagem. Incorpora inovação tecnológica, resultado de um projeto especial de hardware para operação até 70.000 horas livre de manutenção. Oferece funções avançadas de controle para operar motores de indução e imã permanente, em aplicações com máquinas de tração com ou sem engrenagem. Possui ainda recursos para otimizar tempo de pavimentação; operações silenciosas em corrente e frequência portadora nominais; terminologia de elevadores para velocidade, aceleração e inércia; transistor de frenagem incorporado até 50cv e sistema de compensação de inércia.


Wittur

Para a Wittur, a feira foi um sucesso, com o pré-lançamento das portas Wittur SLIM, com o operador Augusta EVO ECO em conjunto com as folhas de porta da Fineline, juntos fazendo uma solução eficaz para modernização. Além deste inovador produto, a empresa mostrou também a porta de cabina de seis painéis modelo HydraPlus SUPRA, ideal para elevadores de grande porte. Em conjunto desta solução, a Wittur apresentou o pré-lançamento do operador de porta Augusta EVO ECO standard para soluções residenciais, um operador com dimensões reduzidas que se encaixa em qualquer instalação. Na feira, a Wittur aproveitou para mostrar também as soluções hidráulicas, o kit hidráulico com Arcatas (agora fabricadas no Brasil). “Gostaria de agradecer a todos os visitantes por fazer este evento cada vez mais indispensável e reconhecido internacionalmente”, diz o gerente comercial da empresa, Engenheiro Cristiano Troise.

Bucher

A Bucher Hydraulics participou pela terceira vez da ExpoElevador, sendo o único fornecedor que oferece a mais completa linha de unidades hidráulicas, cilindros e válvulas de ruptura para elevadores hidráulicos. A empresa fabrica minicentrais hidráulicas compactas para aplicações de acessibilidade predial ou veicular, com opções de motores CC (12/24V), AC trifásico ou monofásico, reservatório cilíndrico padrão plástico ou metálico e reservatório retangular de acordo com projeto do cliente. As linhas BASIC e iValve, aptas a atender as aplicações de carga e passageiros com velocidade até 30 m/min (BASIC) e superiores a 60 m/min (iValve), com controles eletrônicos incorporados que proporcionam conforto e economia. Os cilindros comercializados pela Bucher são próprios para aplicação em elevadores hidráulicos. As válvulas de ruptura são fornecidas com certificação TÜV ou simples já incorporada no cilindro.

Sicor

Elevcom A Elevcom se destacou na feira trazendo diversas novidades tecnológicas e estéticas em suas botoeiras. Alguns desses destaques são os novos visores para IPD Alfanumérico e/ou LCD, além do corte com design raiado nos cantos ou nas extremidades do aço e da botoeira Totem LUMINA com perfil em aço polido iluminado com luz de Led. O novo design da furação do inter-comunicador e a Nova Linha COLOR para botoeiras de cabina e pavimento, disponíveis nas cores vermelho e azul, também fazem parte dessa e de outras novidades. A Elevcom é uma empresa 100% brasileira que utiliza como matéria prima aço Inoxidável AISI 304, sendo abastecida por fornecedores nacionais valorizando assim, o parque fabril da empresa. Acompanhando as modificações e inovações do mercado, a Elevcom tem como objetivo sempre oferecer o melhor aos seus clientes.

Sempre preocupada em criar soluções versáteis e modernas em termos de máquinas de tração, a SICOR lançou nesta edição da ExpoElevador a nova máquina com engrenagem SH140. Um modelo compacto com montagem e manutenção simplificada, seu motor e polia podem ser facilmente desmontados, facilitando o seu deslocamento para casas de máquinas de difícil acesso. A nova máquina possui ainda a possibilidade do uso de um mancal, o que garante um aumento de carga estática, passando de 3000 kg na versão SH140 para 3500 kg na versão SH140TS e atende cargas úteis de até 875 kg em tração 1:1. O novo modelo substituirá a atual MR14 com capacidade técnica similar, porém apresenta design mais moderno, trazendo simplicidade e maior flexibilidade. A nova máquina SH140 já está à venda no Brasil.

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Toroid

A Toroid do Brasil está localizada na região metropolitana de Curitiba, desde 1994. A empresa é pioneira no Brasil na fabricação de transformadores toroidais de baixa tensão e os apresentou ao público na ExpoElevador. Esse transformador é considerado superior ao modelo convencional (Núcleo E/I), devido à ausência de GAP (não possui entreferro no núcleo do transformador), apresentando menores perdas elétricas e maior eficiência, sendo menor e mais leve em até 40% devido ao menor uso de matéria prima. A Toroid desenvolve e produz Transformadores de Potência, Transformador de Corrente (TC), filtros e indutores, possuindo certificação de qualidade ISO9001 e três anos de garantia referente à fabricação.

GMV

Schmersal

“Nós da Schmersal estamos muito felizes com o sucesso da ExpoElevador 2018. A feira, a mais conceituada do setor em toda a América Latina, foi uma excelente oportunidade para todos os players mostrarem suas novidades”, diz o diretor de operações da empresa, Nilson Lara. A Schmersal, um dos mais tradicionais fornecedores desse segmento, com mais de 50 anos de atuação no Brasil e há mais de 70 anos na Europa, apresentou seus produtos inovadores e as novas tecnologias que chegaram para revolucionar o mercado. No segmento de quadros de comandos, a empresa apresentou o novo Sistema de Resgate Automático Angel, produto com bateria estática que em quedas de energia conduz os usuários do elevador até o pavimento principal de forma automática. O Angel pode ser utilizado em conjunto com o quadro de comando 222. A Schmersal também apresentou o novo sistema regenerativo, Re-energy, uma solução econômica que chega para oferecer tecnologia sustentável, e o novo sistema Open-easy para modernização de operadores de porta, além da mais alta tecnologia com o sistema de nuvem Lift2cloud, que integra o elevador em rede de internet em qualquer lugar do mundo. Essas e outras tecnologias foram apresentadas aos principais players nacionais e também para os visitantes da América Latina, mercado o qual a empresa já iniciou a expansão de vendas.

SkyMaster

A GMV atua no mercado brasileiro há 25 anos, sendo a filial brasileira do Grupo GMV MARTINI SPA, que há mais de 50 anos é líder mundial no fornecimento de acionamentos fluidodinâmicos para elevadores. Na ExpoElevador 2018, a empresa teve a oportunidade de apresentar várias novidades, entre elas o Elevador de Piscina, os novos modelos de cabine de passageiros, a plataforma PNE e o elevador elétrico GMV MRL. A empresa trabalha com o conceito (GLOCAL), tecnologia global e atendimento local, possibilitando que as empresas de elevadores adquiram um produto mundialmente reconhecido e atuem em suas regiões oferecendo o melhor suporte técnico e comercial.

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A SkyMaster Condutores Elétricos participou pela quarta vez da ExpoElevador. A empresa fornece os cabos elétricos de manobra para elevadores desde 2002. São fornecidos para fabricantes, conservadoras e modernizadoras de elevadores de todos os estados do Brasil. Os cabos são fornecidos em bobinas de madeira com lances de 500m ou 1.000m, porém, se necessário, podem ser fornecidos em rolos, de acordo com as necessidades de cada cliente.


Torin Drive

A TORINDRIVE mais uma vez inovou na ExpoElevador em vários aspectos: primeira a fornecer 70% do elevador em 24 horas; primeira provedora de soluções voltada ao segmento de elevadores; primeira empresa de máquinas de tração a aplicar a tecnologia de realidade virtual ao segmento de elevadores e primeira a lançar um configurador para elevadores de passageiros no mercado nacional. Além de todos os aspectos técnicos e comerciais, também destacam-se os aspectos de interação pessoal com os clientes e parceiros: primeira a prestar uma homenagem dedicada às mulheres do segmento de elevadores e primeira a fazer um happy hour com música ao vivo dentro da feira para confraternização com todos que estiveram presentes.

Avaxon Continua o sucesso do pesador de carga mais evoluído e moderno do mercado. O Pesador de Carga Justo.3, da Avaxon Brasil, se adapta a todo tipo, tamanho e marca de elevador para impedir o funcionamento com sobrepeso. Com fonte bivolt e tela touch, a montagem e configuração ficou bem simples. Na ExpoElevador 2018, a Avaxon Brasil apresentou o novo Indicador de cabina e voicer Slim de SOBREPOR para o Pesador de Carga Justo.3. Com um novo visual e uma espessura total de 5mm informa do nível de carga na cabina e facilita a montagem ainda mais.

Sectron

Infolev O Minilev 4.0 é um novo modelo de quadro de comando, na medida certa especialmente para fabricantes de elevadores, homelifts, plataformas, sendo em média 70% mais leve, 20% mais barato e tendo 45% menor tempo de instalação. Tudo isto sem perder as seguintes vantagens e outras funções dos comandos INFOLEV: URM mobile, via celular, chamada serial inclusive na cabina sem necessidade de placa adicional (até quatro paradas o próprio indicador da cabina também lê até quatro botões). O Minilev já é 4.0, ou seja, da quarta revolução; a da internet das coisas (IoT). O comando se conecta com a internet (INFOCLOUD) e todas as informações do funcionamento ficam disponíveis em tempo real de qualquer local do mundo, podendo ser monitorados via celular, computador ou tablet. Você pode programar para receber alertas de paralisações, estatísticas de funcionamento e outras informações. Isto tudo vai revolucionar a forma de fazer a manutenção dos elevadores. Além do MINILEV 4.0 e do INFOCLOUD, a Infolev também lançou novos modelos de indicadores Lcd Glass (preto ou azul), matricial de ponto, multimídia de alta resolução uma nova linha de botoeiras e resgate automático para falta de energia. O mais importante da ExpoElevador foi ver o stand da Infolev sempre lotado de clientes, amigos e parceiros. Um sucesso!

A Sectron esteve presente em mais uma edição da ExpoElevador e este ano, além de apresentar alguns de seus produtos já tradicionais, a empresa levou também muitas novidades. A Sectron lançou a Fênix, a nova cabina. Aliando tecnologia, design e sofisticação, o modelo Fênix possibilita a personalização com uma infinidade de cores, sempre visando a exclusividade de cada projeto. Além da Cabina, a empresa passa a oferecer também uma linha de botoeiras de vidro. Outro destaque foi o novo teclado codificador de chamas, que pode ser integrado a todas as botoeiras do mercado, aumentando a segurança dos usuários por permitir acesso restrito aos andares através de senhas. O teclado também tem a função de registrar as chamadas dos andares, substituindo a necessidade de botões, o que ajuda na redução de custos e facilita a manutenção.

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Depoimentos - ExpoElevador 2018

A ExpoElevador já se consolidou como o maior encontro do setor para os países da América Latina, então o evento já marca um calendário na nossa empresa. Nós temos que estar sincronizados com o calendário da ExpoElevador, para que os lançamentos sejam também neste momento, pois é quando está todo mundo agregado. E mesmo com a concorrência, a feira é saudável, pois aqui é o lugar que o cliente vem sabendo que vai encontrar todas as opções, como uma rua especializada. “Fabio Aranha, Infolev”

O evento ficou muito bom, a resposta dos nossos clientes é de que a feira, além de trazer as novidades que todos precisam, ficou muito bonita, então parabéns para todo o pessoal da organização. “Eduardo Moreschi, GMV”

A ExpoElevador é o momento em que nós temos contato com o cliente e podemos prospectar, mostrar a tendência de mercado e mostrar que a Schmersal hoje tem plenas condições de atender com produto de qualidade e confiança. O evento é considerado, para nós da América Latina, o mais importante, tanto que temos pessoas de outros países, como Argentina e Chile, que nos visitaram. Nós entendemos que para a Schmersal, a feira é um passo a mais para o desenvolvimento de produtos e da marca também. “Rafael de Campos, Schmersal”

Nosso objetivo na ExpoElevador é encontrar todos os amigos, pois faz muito tempo que não via os amigos do Brasil, contatar todos os clientes que temos em toda a América Latina e principalmente nos apresentar ao mercado brasileiro. “David Russo, Movilift SRL”

Foi a segunda vez que a Giovenzana participou da ExpoElevador. Tivemos um bom feedback, ótimos visitantes e bons resultados. “Marco Isella, Giovenzana do Brasil” A ExpoElevador nos ajuda muito a divulgar os benefícios dos nossos produtos e a conhecer muitos clientes e futuros parceiros da empresa para melhorar o nosso negócio aqui no Brasil. “Pablo Dosisto, Avaxon Brasil” A ExpoElevador auxilia nossa empresa expondo a nossa marca para o mercado, pois muitas pessoas não têm conhecimento de todo o nosso portfólio. Embora nós sejamos produtores de cabos de comando, nós também oferecemos outros produtos e a feira nos ajuda muito a divulgá-los para o consumidor final. “Fabio Ramon, Prysmian”

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O evento me impressionou, devido a toda essa crise que o Brasil está passando e essa incerteza com a política. O resultado foi positivo. “Cristiano Troise, Wittur”

A gama de produtos aqui na ExpoElevador tem nos ajudado bastante a entender como está o mercado, o que tem de novidade e o que podemos melhorar, até para termos um feedback melhor dos nossos clientes e saber como eles têm aceitado os materiais da Sectron no mercado. “Thais Silva, Sectron” Este é o momento de estar aqui. A feira é muito boa, estamos nela há seis anos e notamos muita qualidade nos stands. “Paolo Vitturini, Vega” A ExpoElevador foi fantástica, nós participamos desde 2012. A feira abriu as portas para a Sicor aqui no Brasil e na América do Sul. Atualmente, eu vejo a ExpoElevador como uma boa oportunidade para reencontrar algumas empresas que já temos contato, achar alguns clientes novos e para encontrar clientes que estão em regiões, às vezes, um pouco mais distantes. “Anderson Sartori, Sicor”


valente@mundoelevador.com.br (11) 5055-4142 / (11)5055-9829

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Galeria de Fotos - ExpoElevador 2018

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TECNOLOGIA

Elevador subindo para as nuvens

E

stamos vivendo a quarta revolução industrial: chamada de 4.0. A primeira foi caracterizada pela invenção da máquina a vapor; a segunda o motor elétrico; a terceira, a eletrônica micro processada e hoje todos os apararelhos interligados via internet. As pessoas já estão conectadas e agora, as máquinas também estarão. A previsão é de que existam de 20 a 30 bilhões de equipamentos conectados nos próximos três anos, consolidando a internet das coisas (IoT – Internet of Things). Acompanhando esta tendência, os elevadores também estão se interligando. Poderemos coletar inúmeras informações e dados, as reunindo em um verdadeiro BIG data que pode revolucionar a maneira como fazemos a manutenção, por exemplo:

Contratos atuais de manutenção: - Se baseiam em um número de inspeções anuais; - Os reparos e serviços são realizados sem que o cliente possa acompanhar; - Com isto, o cliente é obrigado a confiar na conservadora sem poder mensurar sua qualidade; - Atitude reativa, quando há algum defeito ou por visita periódica. Novos contratos poderão ser: - Baseados em parâmetros de funcionamento, que possam ser medidos; - Baseados na disponibilidade do elevador (tempo que ficou funcionando e disponível para os usuários no mês). Esta é uma das poucas coisas que os clientes podem notar claramente; - Poderá prever penalidades para um baixo nível de funcionamento; - Manutenção preditiva, prevendo estatisticamente a substituição dos componentes antes que falhem. Durante a ExpoElevador 2018, a INFOLEV lançou seu sistema de INFOCLOUD: um sistema de IoT (internet das coisas) que conecta o elevador à internet. Desta maneira, elevadores inteligentes podem estar conectados à internet para troca de dados com outros dispositivos e aplicações (computadores, tablets, celulares, etc). Nos comandos Infolev, apenas com um módulo adicional e acesso à internet, podemos ter de qualquer lugar do mundo: - Acesso aos dados / status do elevador à distância; - Alerta de falhas, paralisações e ocorrências; - Armazenamento de dados na nuvem (big data); - Processamento das informações e análise estatística para prevenção de defeitos / manutenção preditiva. CONTROLE DO ACESSO DA INFORMAÇÃO: A empresa de manutenção terá um usuário administrador que gerenciará os usuários para o sistema. Além de informações para os técnicos, poderemos inclusive ter

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opções de acesso para Síndicos e administradores. O sistema da Infolev está em constante evolução e aprimoramento, já contando com as seguintes funções: - Menu principal; - Lista de elevadores em carteira; - Tela de monitoramento; - Dashboard; - Histórico de falhas; - Gerenciamento de usuários; - Histórico dos sinais do elevador; - Gerenciamento de falhas; - Mapa de calor das viagens. POSSIBILIDADE DE PROGRAMAÇÃO: - Poder ativar / desativar os tipos de alertas / mensagens que recebe; Alerta de falhas, como por exemplo: Alerta vermelho – carro parado com provável passageiro preso (chamado de cabina pendente); Alerta laranja – carro parado provavelmente sem passageiros presos ou alerta de falta de energia / restabelecimento de energia; Alerta amarelo – outras falhas que não paralisaram o elevador; Alerta verde – ocorrências Prevemos que haverá ganhos com redução de custo, porque evitamos que o elevador pare. Além disso, as manutenções serão muito mais planejadas. Estamos literalmente chamando o elevador para subir para às nuvens!

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NORMALIZAÇÃO NORMALIZAÇÃO

O impacto das novas normas da ABNT na construção, instalação e manutenção de elevadores. Este artigo técnico apresenta as principais novidades introduzidas nas novas normas técnicas de elevadores da ABNT para melhorar a segurança das instalações: devido às mudanças em tecnologias; por necessidade em refletir o estado da arte; para eliminar erros de publicação; para deixar o texto mais claro; para incorporar propostas resultantes dos pedidos de interpretação; para atualizar referências a outras normas em acordo com o progresso na área de elevadores. Este assunto foi o motivo da palestra do autor na ExpoElevador 2018 realizada em 4 de setembro de 2018 na ProMagno em São Paulo, SP.

1. Necessidades de atualização da norma

2. Maiores modificações

As normas de elevadores no Brasil já estavam ficando totalmente desatualizadas devido ao tempo muito longo à espera de revisão. A equipe de especialistas que atualizam as normas técnicas de elevadores, que não passa de 10 pessoas, é composta de engenheiros que prestam o seu serviço muitas vezes de forma voluntária e outros patrocinados pelas empresas que têm interesse na aplicação dos novos equipamentos desenvolvidos no mundo todo. Esses abnegados engenheiros têm apenas interesse em promover o desenvolvimento do Brasil na área de elevadores e merecem que seus nomes e imagens sejam aqui revelados (ver Figura 1): Aldo da Silva Leal (ThyssenKrupp), Carlos Augusto (Konsulty), Décio Massaro (HTS), Francisco Thürler Valente (Mundo do Elevador), Harlon Luna Ferreira (CREA-PR/MUTUA), Joel Coelho (ThyssenKrupp), Mário Yoshiharu Kakihara (Atlas Schindler), Mário Sérgio Sineta (Otis), Sérgio Luis de Castro Bassani (Atlas Schindler), Wander Aranda Lemke (AddTech).

Por princípio, as normas técnicas da ABNT devem ser revisadas de 5 em 5 anos para

Figura 1 – Engenheiros especialistas da Comissão de Estudos de Elevadores da ABNT

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a) melhorar a segurança devido às mudanças em tecnologias; b) refletir o estado da arte; c) eliminar erros de publicação; d) deixar mais claro o texto da norma; e) incorporar propostas resultantes dos pedidos de interpretação; f) atualizar referências a outras normas em acordo com o progresso na área de elevadores. As maiores modificações estão referidas com a segurança e o conforto dos passageiros, entre elas, 

melhor iluminação,

adoção de folgas menores para a cortina luminosa para evitar que objetos menores sejam atingidos pelas portas,

resistência e durabilidade melhoradas das paredes laterais, do teto e das portas da cabina e das portas de pavimento,

requisitos melhorados para a resistência ao fogo no interior da cabina,

vidro de segurança no espelho da cabina,

considerações sobre o encolhimento e oscilações no projeto de edifícios de altura maior de 40 m,

maior saída de emergência no teto da cabina.

Para os técnicos que executam serviços nos elevadores, as maiores modificações estão relacionadas com


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espaços de segurança permanentes maiores no topo da caixa e no poço,

d) NBR 14712:2013 Elevadores de carga + passageiros e elevadores de maca;

melhor iluminação da caixa,

botoeira de controle para manutenção no poço junto ao espaço de refúgio,

Ficou de fora, como exceção, a norma NBR 12892 Elevadores unifamiliares.

melhor resistência e maior altura da balaustrada no teto da cabina,

melhor resistência da tela de proteção do contrapeso.

Estas Normas também aumentam as condições de segurança em relação a fatores externos que possam afetar o elevador e que terão de ser negociados entre cliente/ construtor e o instalador do elevador, tais como: a) Utilização prevista para o elevador; b) Tipo e massa dos dispositivos para movimentação de cargas previstos para serem utilizados no caso dos elevadores de cargas e passageiros; c) Condições ambientais tais como temperatura, umidade, exposição ao sol ou ao vento, neve, atmosfera corrosiva; d) Problemas de construção civil (por exemplo, as normas e regulamentações).

3. Normas que serão atualizadas e substituídas pelas novas normas de elevadores da ABNT Além dos enfoques principais mencionados no item 2 anterior, os especialistas da Comissão de Elevadores da ABNT decidiram, de comum acordo, que as normas técnicas estavam repetindo muitos requisitos iguais e que seria conveniente fazer um agrupamento para evitar repetições desnecessárias. Muitas vezes, a atualização de uma das normas do conjunto de normas técnicas de elevadores conduzia a um descompasso e até mesmo incoerências entre normas tecnicamente semelhantes. Foi o caso ocorrido com as normas técnicas NBR NM 207 para os elevadores com casa de máquinas externas e a NBR 16042 para os elevadores com a maquinaria dentro das caixas. Na NBR NM 207 exigia-se suspensão com cabos de aço ao passo que a NBR 16042 abria uma exceção para o uso de cinta de aço. Muitas outras diferenças técnicas existem inexplicavelmente entre essas duas normas que não vou comentar aqui para não estender muito o assunto. As normas que foram atualizadas e reunidas são as utilizadas no transporte de pessoas e são as seguintes: a) NBR NM 207:1999 Elevadores elétricos de passageiros com casa de máquinas; b) NBR NM 267:2002 Elevadores hidráulicos de passageiros; c) NBR 16042:2013 Elevadores elétricos de passageiros sem casa de máquinas;

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As normas técnicas que foram desenvolvidas e que devem ser publicadas na mesma data são as que seguem. Ainda não existe um código (número) ABNT para referenciar tais normas. São as seguintes: a) Norma de segurança para construção e instalação de elevadores; b) Norma de projeto, cálculos, inspeções e ensaios de componentes de elevadores; c) Norma de alarme remoto em elevadores de passageiros e elevadores de passageiros e carga; d) Norma de resistência ao fogo das portas de pavimento; e) Norma de elevadores exclusivos de carga. Aqui neste artigo técnico, eu vou fazer comentários principalmente para a nova norma de construção e instalação de elevadores (alínea a) acima).

4. Algumas novidades introduzidas nas novas normas de elevadores São muitas as novidades introduzidas nas novas normas de elevadores, novos requisitos de segurança e modificações importantes para tornar os requisitos atuais existentes mais seguros para os técnicos de manutenção, inspetores e passageiros. Alguns requisitos foram modificados como no relacionamento entre o fabricante e o instalador dos elevadores, pressupondo-se que haja conversações e acordos acerca das restrições construtivas que as duas partes envolvidas terão que conhecer e respeitar; a utilização prevista para o elevador; as condições ambientais como temperatura, umidade, exposição ao sol ou ao vento, neve, atmosfera corrosiva; introdução do conceito de caixas de vidro, definindo a resistência construtiva a ser observada no caso de se optar por elevador panorâmico; particularidades relacionadas com o local da instalação; a dissipação do calor pelos componentes, que pode requerer a ventilação da caixa e/ ou do espaço da maquinaria ou do local onde estão montados os equipamentos. No que segue, os códigos numéricos antes de cada título são os números das seções/ subseções correspondentes aos requisitos da nova norma técnica para construção e instalação de elevadores (alínea a) do item 3). Termos e definições A denominação “sem casa de máquinas” para os elevadores onde a maquinaria é colocada dentro da caixa foi excluída da norma. Queiram ou não alguns, o espaço da maquinaria sempre vai existir, quer seja fora ou dentro da caixa. Para maior generalidade, será usado o termo “espaço da maquinaria” que pode ser em casa de má2


quinas (acima, embaixo, ao lado, mas fora da caixa) ou em espaço(s) dentro da caixa ou até mesmo dentro de um armário. A grande divisão de elevadores agora será feita considerando o tipo de acionamento do elevador: i) elevador de acionamento por tração; ii) elevador de acionamento hidráulico; iii) elevador de acionamento positivo. Elevador de tração – elevador cujos meios de suspensão são acionados por atrito nas ranhuras da polia motriz da máquina. Elevador hidráulico – elevador para o qual a energia necessária à elevação da carga é transmitida por uma bomba acionada eletricamente, a qual introduz um fluido hidráulico em um pistão que atua direta ou indiretamente no carro (vários motores, bombas e/ ou pistões podem ser utilizados). Elevador de acionamento positivo – elevador que é acionado diretamente (não dependente de atrito) por tambor e cabos ou por pinhões e correntes. 5.2.1.4.1 Requisitos para melhorar a iluminação da caixa A iluminação da caixa passou a ser no mínimo de 50 lx a 1 m da vertical acima do teto do carro, no mínimo 50 lx a 1 m acima do piso do poço, no mínimo 20 lx fora dos locais definidos acima e nas sombras criadas pelo carro e seus componentes. 5.2.1.5.1 Posicionamento do(s) botão(ões) “stop” no poço a) Para profundidade do poço ≤ 1,6 m  1 botão “stop” afastado da borda interna do batente da porta: ≤ 0,75 m; acima do piso do pavimento: ≥ 0,40 m e acima do piso do poço ≤ 2,0 m (Figura à 2 esquerda); b) Para profundidade do poço > 1,6 m  2 botões “stop” sendo 1 botão afastado da borda interna do batente da porta: ≤ 0,75 m; acima do piso do pavimento: ≥ 1,0 m; outro botão acima do piso do poço ≤ 1,2 m (ver Figura 2 à direta).

5.2.1.8.4 Melhoria da resistência do piso do poço debaixo de cada guia O piso do poço deve suportar, debaixo de cada guia, exceto guias penduradas, a força devido à massa das guias, mais as cargas devidas aos componentes fixados ou ligados à(s) guia(s) e qualquer reação adicional (N) que ocorrer durante a parada de emergência (por exemplo, a carga na polia motriz devido ao ricochete quando a máquina estiver sobre as guias), mais a reação no momento da operação do freio de segurança e qualquer força exercida pelos grampos da guia (ver 5.7.2.3.5). 5.2.2.3 Permissão de uso do local privado para manutenção e resgate de pessoas retidas na cabina Agora, é permitido o acesso permanente ao elevador de pessoas autorizadas para fins de manutenção e resgate através de instalações privadas. Entretanto, há que haver regulamentações sobre o assunto e ainda está sujeito a negociações com o proprietário (condomínio). Evidentemente, isso se aplica àqueles edifícios com hall privativo. Há edifícios em que o elevador, ao abrirem-se as portas, dá-se de cara com um hall exclusivo ou até mesmo a visão da sala do apartamento ou escritório (ver Figura 3). Alguns proprietários colocam chave nessas portas, o que é proibido. Esse é o preço que o dono do apartamento tem que pagar para ter um hall exclusivo. Eu pessoalmente acho muito questionável o técnico fazer manutenção do elevador e operações de resgate a partir de áreas privadas. Parece que está havendo um exagero dos arquitetos e construtores de edifícios. Precisamos procurar por uma solução que não exija utilizar as instalações privadas. Operações de resgate são as ações específicas requeridas por pessoas qualificadas para liberar com segurança pessoas retidas na cabina e caixa.

Figura 3 – Foto mostrando que a porta do elevador abre para dentro da sala (Fonte Internet). Alguns proprietários colocam chave nessas portas, o que é proibido Legenda  botão “stop” superior

botão “stop” inferior

Figura 2 – Croqui mostrando o posicionamento do(s) botão(ões) “stop” no poço

5.2.2.4 Exigências para extensão da escadaria do edifício até o piso do poço Acesso ao poço de profundidade maior que 2,5 m só pode ser feito por uma porta de acesso exclusiva, não

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mais pela porta de pavimento do andar extremo inferior por meio de uma escada de marinheiro. Isso conduz à conclusão de que a escadaria do edifício tem que estender-se até o nível do piso do poço. 5.2.5.2.2.2 Proteção para impedir que o técnico possa postar-se em locais perigosos

verticalização da carga sobre o pistão diminuindo o momento fletor sobre a haste. 5.2.5.5.1 Melhoria da proteção do contrapeso Exigência de um painel rígido mais reforçado no poço para proteção do contrapeso (ver Figura 5).

Qualquer projeção horizontal de uma parede dentro da caixa ou viga horizontal superior a 0,15 m de largura, incluindo vigas de separação, deve ser protegida impedindo que uma pessoa fique sobre ela, a menos que o acesso seja impedido por uma balaustrada no topo do carro de acordo com 5.4.7.4. A Figura 4 mostra soluções que atendem ao requisito da norma no caso de uma viga horizontal que se projeta para dento da caixa.

Figura 4 – Soluções que atendem ao requisito da norma para uma viga horizontal que se projeta para dentro da caixa (Figura apenas ilustrativa)

5.2.5.4 Edifícios em que embaixo da caixa há um espaço acessível a pessoas Quando houver debaixo do poço um espaço acessível a pessoas, passou-se a exigir a instalação de freio de segurança no contrapeso ou peso de balanceamento ao invés de um pilar sólido como antes. A base do poço deve ser projetada para uma carga imposta de no mínimo 5 000 N/m2. Como o freio de segurança exige guias maciças de aço, o uso de guias feitas por dobramento de chapas finas de aço, apesar de ser ainda permitido em contrapesos, deve diminuir correspondentemente. Vamos esclarecer a diferença entre contrapeso e peso de balanceamento. O contrapeso é usado em elevadores de acionamento por tração para equilibrar o peso do carro e parte da carga nominal. Ele é responsável pela aderência dos meios de suspensão nas ranhuras da polia motriz. Sem o contrapeso não há aderência. Equilibrando o peso do carro e parte da carga nominal, o motor da máquina exercerá menor esforço e a potência pode ser menor. O peso de balanceamento é usado em elevadores de acionamento hidráulico de ação indireta para equilibrar parte do peso do carro. O peso do carro não pode ser totalmente balanceado porque o carro do elevador precisa descer pela ação da gravidade e isso não seria possível se o peso de balanceamento equilibrasse totalmente o peso do carro. O peso de balanceamento ajuda na

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Legenda  parede da caixa  contrapeso  rejeita uma esfera de 25 mm

  

painel rígido piso do poço largura do contrapeso

Figura 5 – Croqui mostrando dimensões e posicionamento do protetor do contrapeso para atendimento da norma

5.2.5.7 Requisitos para balaustrada e espaços de refúgio no teto do carro As balaustradas no teto do carro agora possuem os requisitos de resistência e as alturas delas foram atualizadas. Se a distância até a parede da caixa for até 500 mm, mínima altura da balaustrada 700 mm. Se exceder 500 mm, mínima altura da balaustrada 1100 mm. Se mais de uma pessoa é necessária no poço para a realização de trabalho de inspeção e manutenção, deve ser provido um espaço de refúgio para cada pessoa. 5.2.5.7.1 Exigências de espaços de refúgios adicionais em função do número de pessoas Se mais de uma pessoa é necessária no poço para a realização de trabalho de inspeção e manutenção, deve ser provido um espaço de refúgio para cada pessoa e tais espaços devem ser do mesmo tipo e não podem interferir um com o outro. 4


System Systemsolutions solutionsfor forevery everylift. lift.Everywhere. Everywhere. Lift2CLOUD. O sistema de nuvem que integra o elevador à internet. A era digital está revolucionando não só a sociedade, mas toda a cadeia produtiva das empresas, prometendo reduzir custos e ampliar receita. Com o uso das ferramentas certas, é possível cada vez mais aperfeiçoar a operação, maximizar a disponibilidade dos equipamentos e diminuir custos. Na última edição da ExpoElevador, a Schmersal apresentou novas soluções com ênfase na indústria 4.0 e a Internet das Coisas (loT). O Lift2CLOUD integra o Controlador BP408 à nuvem, acessando informações e detalhes técnicos com eficiência e rapidez, permitindo manutenção preventiva remotamente. NÃO FOI À EXPOELEVADOR? SAIBA TUDO SOBRE ESSE PRODUTO NO SITE. www.schmersal.com.br 015 3263-9885 • 015 3263-9905 elevadores@schmersal.com.br

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O número de pessoas permitidas e o tipo de espaço de refúgio previsto deve estar indicado no poço de modo que o aviso possa ser lido pelo lado de fora. 5.2.5.7.2 Espaços de refúgio e folgas no topo do carro e balaustrada Foi feito um redimensionamento geral no topo do carro. Quando o carro está em sua posição mais alta, a distância livre entre as partes mais baixas do teto da caixa (incluindo vigas e partes situadas abaixo do teto (ver Figura 6)) a) e as partes mais altas do equipamento fixado ao teto, com exceção dos abrangidos em b) e c) a seguir, deve ser de no mínimo 50 cm em qualquer direção vertical ou inclinada dentro da projeção do carro;

5.2.5.8 Requisitos levando em conta a posição em que o técnico de manutenção vai realizar o serviço Os espaços de refúgio para o técnico em manutenção no teto do carro e no poço foram aumentados, dependendo de como o técnico vai se postar para fazer a manutenção. No topo do carro são permitidas as posições tipo 1 e tipo 2 mostrados na tabela a seguir. No poço são permitidas todas as posições mostradas na tabela.

5.3 Portas de pavimento e portas da cabina Os requisitos para as portas de pavimento e portas da cabina foram unificados porque havia muita repetição quando estavam em seções separadas. Legenda A distância ≥ 50 cm (5.2.5.7.2 a)) B distância ≥ 50 cm (5.2.5.7.2 a)) C distância ≥ 50 cm (5.2.5.7.2 c) 2)) D distância ≥ 30 cm (5.2.5.7.2 c) 1)) E distância ≤ 40 cm (5.2.5.7.2 c) 1)) F partes mais altas instaladas no teto do carro G carro H espaços de refúgio X altura dos espaços de refúgio (Tabela 3) Figura 6 – Distâncias máximas entre partes fixas no teto do carro e partes fixas mais baixas do teto da caixa

b) e a parte mais alta dos cursores ou fixadores dos cabos/meios de suspensão deve ser de no mínimo 10 cm, em qualquer direção vertical dentro de uma distância horizontal de 40 cm dentro da projeção do carro; c) e a parte mais alta da balaustrada deve ser no mínimo:

Agora, as portas de pavimento e portas da cabina terão que ter sistemas de retenção para manter as folhas das portas em posição. 5.3.1.4 Quando fechadas, a folga entre as folhas das portas ou entre folhas e longarinas, vergas ou soleiras, não pode ser superior a 6 mm. Este valor, devido ao desgaste, pode atingir 10 mm, com exceção das portas fabricadas de vidro (ver 5.3.6.2.2.1 i) 3)). Essas folgas são medidas no fundo de rebaixos, se existentes. As novas normas não permitem o uso de portas do tipo eixo vertical (porta batente) e do tipo dobrável (tipo bus) para os elevadores novos por causa dos inúmeros acidentes com crianças, que se postavam entre as duas portas para esconderem-se dos amiguinhos em suas brincadeiras (ver Figura 7).

1) 30 cm, dentro de uma projeção horizontal compreendida entre 40 cm a partir da borda interna do corrimão da balaustrada no sentido do interior da projeção do carro e 10 cm a partir da borda externa do corrimão da balaustrada no sentido exterior da projeção do carro.

5.3.5.3.1 Agora exige-se que as folhas de portas da cabina, em sua posição fechada, tenham resistência sem deformação permanente maior que 1 mm e deformação elástica maior que 15 mm sob uma força de 300 N. Além disso, ela tem que resistir a uma força de 1000 N sem deformação permanente significativa que afete a funcionalidade e a segurança.

2) 50 cm em qualquer distância inclinada para além de 40 cm no sentido do interior da projeção do carro.

As portas com todos os elementos nelas montados terão de resistir aos ensaios de pêndulo e de forças estáticas.

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Figura 7 – Mostrando situação em que criança pode postar-se entre a porta de pavimento e porta de cabina, o que pode causar acidente grave se a porta travar e o carro do elevador movimentar-se

5.3.6.2.1 b) Cortina de proteção das portas com requisitos melhorados Para evitar que a porta bata em passageiro quando ele está entrando/ saindo da cabina, foram criados requisitos melhorados que resultaram na instalação da cortina de proteção que faz a detecção sem contato físico se uma obstrução for detectada, para o fechamento da porta e a reabre (ver Figura 8). Com os requisitos melhorados, as tradicionais fotocélulas não serão mais permitidas.

Figura 9 – Ilustração mostrando que o dono do cão se descuidou enquanto as portas estavam sendo fechadas. A fotocélula não detectou a guia da coleira e a porta fechou-se (Fonte Internet)

Figura 10 – Foto mostrando cão sendo sufocado com a coleira depois que as portas de fecharam e o carro subiu (Fonte YouTube)

5.3.9.2 Requisitos para evitar que passageiros saiam por sua conta de dentro da cabina com o carro parado fora da zona de destravamento Ninguém gosta de ficar preso numa cabina de elevador, mas isso pode acontecer e, às vezes ocorre quando menos se espera. É o que aconteceu com uma noiva que estava descendo do seu andar pelo elevador para tomar o carro que a levaria para a igreja nessa data tão especial para as pessoas (ver a foto na Figura 11). Ela ficou presa por 1 hora, mas felizmente ela não perdeu o ânimo e ainda chegou a tempo para a cerimônia.

Agora ficou bem mais difícil ocorrer casos de incidente com animais devido à pequena espessura da guia da coleira, como mostra a ilustração na Figura 9.

Têm ocorrido incidentes com passageiros que, estando retidos dentro da cabina com o carro parado fora da zona de destravamento das portas, na tentativa de escapar da cabina, caem no poço e sofrem graves acidentes, muitas vezes até com a morte.

Há vários vídeos disponíveis na Internet mostrando incidentes com cães (ver foto na Figura 10 mostrando um cão sufocado pela coleira). Felizmente, esse cão foi salvo a tempo.

Zona de destravamento é a faixa que se estende acima e abaixo do piso de um pavimento na qual o piso da cabina deve situar-se para que a porta de pavimento correspondente esteja destravada.

Figura 8 – Croqui mostrando a entrada de pavimento com a abrangência da cortina de proteção

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1,80 m e uma distância horizontal máxima de 0,80 m da escada do poço ou um dispositivo instalado de forma permanente deve permitir que uma pessoa no poço destrave a porta. Agora, não vão mais ocorrer casos de técnicos presos no poço do elevador. 5.4.2.2.1 b) 5) No elevador de passageiros e cargas deverá estar estampado nos pavimentos que atende um pictograma de acordo com a Figura 13.

Figura 11 – A noiva mostrada na foto ficou presa por 1 hora, mas mesmo assim não perdeu o ânimo para a cerimônia (Fonte Internet)

Para evitar que passageiros retidos na cabina saiam por sua conta, nas novas normas da ABNT foram criados requisitos que deram origem ao dispositivo de travamento da porta da cabina, antes inexistente. Assim, passageiros retidos na cabina agora têm que esperar o socorro seguro vindo de fora a ser feito por uma pessoa competente (ver Figura 12).

Figura 13 – Pictograma a ser fixado nos pavimentos em que ocorrerá o carregamento dos dispositivos de manuseio de carga

Símbolo

Refere-se a massa do dispositivo de manuseio massa da carga nominal é proibido mover o elevador com o dispositivo de manuseio carregado o dispositivo de manuseio só pode ser usado para carregar/ descarregar a carga

5.4.5 Melhora da resistência do protetor da soleira (avental) contra o risco de queda Cada soleira do carro deve ser provida de um protetor da soleira (avental) estendendo-se em toda a largura da entrada de pavimento que faça face (ver Figura 14). Figura 12 – Passageiros tentando a sair da cabina fora da zona de destravamento (zoação encontrada na Internet)

Esse dispositivo de travamento é considerado um componente de segurança e deve ser verificado de acordo com os requisitos da norma de inspeções e ensaios de componentes de elevadores da ABNT. 5.3.9.3.5 Requisitos para abertura da porta de pavimento extrema inferior que dá acesso ao poço pelo lado interno da caixa Se não houver nenhuma porta de acesso ao poço, que não seja a porta de pavimento, a trava da porta deve estar ao alcance com segurança dentro de uma altura de

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Quando uma força de 300 N, distribuída uniformemente sobre uma área de 5 cm2 de seção circular ou quadrada, é aplicada perpendicularmente, a partir do pavimento sobre o protetor da soleira (avental), em qualquer ponto ao longo da aresta inferior da seção vertical, este deve resistir: a) sem deformação permanente superiores a 1 mm; e b) sem deformação elástica maior que 35 mm. 5.4.9.2 Ventilação da cabina Todas as cabinas devem ser dotadas de aberturas para ventilação natural nas partes superior e inferior. 7


Os meios, entre eles os de monitoramento e os elementos de redução da velocidade, devem detectar a sobrevelocidade do carro ascendente (ver 5.6.6.10) e devem causar a parada do carro ou pelo menos reduzir sua velocidade àquele valor para o qual o para-choque do contrapeso está projetado.

Figura 14 – Ilustração mostrando pessoa saindo da cabina por sua conta com o carro parado fora da zona de destravamento da porta. Quando o protetor da soleira do carro tem a dimensão correta ele impede o giro do corpo da pessoa e ela não cai no poço (Fonte Internet)

Ao adicionar painéis de decoração à cabina do elevador, é possível bloquear estas aberturas de ventilação. Mais frequentemente, as aberturas da parte inferior são providas dentro do conjunto rodapé (ver Figura 15). O fornecedor do elevador deve rever o conceito de decoração de interiores com o arquiteto e deve garantir que os painéis de decoração não bloqueiem as aberturas de ventilação. Alguns fabricantes de cabinas fornecem as aberturas de ventilação na coluna de entrada da cabina (painel dianteiro) sob o argumento de que, sendo as aberturas visíveis à vista do público, isso pode estragar a estética do interior da cabina. Mas o entendimento de muitos especialistas é a de que é necessário que o usuário veja que as aberturas de ventilação estão aí, para mais tranquilidade deles numa eventual retenção de pessoas na cabina por um longo tempo. 5.4.10.1 Requisitos para melhorar a iluminação da cabina A iluminação da cabina passou de 50 lx para 100 lx e a luz de emergência passou a ser no mínimo de 5 lx. 5.6.6 Proteção contra a sobrevelocidade do carro ascendente A exigência de proteção contra a sobrevelocidade do carro ascendente foi inserida na norma para evitar que o carro bata na estrutura do topo da caixa se ocorrer uma falha a) no motor da máquina de acionamento, no freio eletromecânico, no acoplamento, no eixo ou no engrenamento; b) no sistema de controle; c) em qualquer outro componente sob a qual a velocidade do carro depende, exceto os cabos de suspensão, e a polia motriz.

Figura 15 – Aberturas de ventilação da parte inferior da cabina providas no conjunto rodapé para permanecerem ocultas aos passageiros

Os meios devem agir: a) no carro, ou b) no contrapeso, ou c) no sistema de cabos (suspensão ou compensação, ou d) na polia de tração (e.g. na polia diretamente ou no eixo dela nas imediações da polia). Essa nova exigência da norma resultou no aparecimento de vários componentes para realizar essa tarefa. O que apresento na Figura 16 denomina-se “Rope gripper” (freio de cabo). O “Rope gripper” atua nos cabos de suspensão e geralmente é montado entre a polia motriz e a polia secundária (ver Figura 17). 5.6.7 Proteção contra o movimento não intencional do carro Para evitar incidentes em que o carro, estando parado num pavimento, com a porta de pavimento na posição não travada e a porta da cabina não fechada, repentinamente deixa o pavimento em consequência de qualquer falha do sistema da máquina do elevador ou do sistema de controle de acionamento sobre os quais depende o movimento seguro do carro, os elevadores devem ser providos com dispositivo de proteção contra o movimento não intencional do carro.

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contra ferimentos. O dispositivo de proteção detecta e interrompe qualquer movimento com excesso de velocidade do elevador ascendente em consequência de qualquer falha do sistema da máquina do elevador ou do sistema de controle de acionamento sobre os quais depende o movimento seguro do carro.

Figura 16 – Proteção contra a sobrevelocidade do carro ascendente “Rope gripper” que atua nos cabos de suspensão

Esses meios devem detectar o movimento não intencional do carro, deve provocar a parada do carro e mantê-lo parado nas condições mostradas na Figura 18). Movimento não intencional do carro é o movimento não comandado do carro com as portas abertas dentro da zona da porta a partir do pavimento, exceto os movimentos resultantes da operação de carga/ descarga. Legenda  cabina  caixa  pavimento

 

protetor da soleira (avental) entrada da cabina

Figura 18 – Movimento não intencional do carro – Posições de parada do carro em descida e em subida

Figura 17 - Proteção contra a sobrevelocidade do carro ascendente “Rope gripper” montado entre a polia motriz e a polia secundária

Incidente com as portas abertas pode ocorrer, por exemplo, quando alguém está entrando ou saindo da cabina. Trata-se de um incidente que, muitas vezes, resulta em acidentes graves com ferimento em pessoa e até com a morte de pessoa (ver Figura 19). Para impedir o movimento não intencional do carro em elevadores existentes, convém que os proprietários dos elevadores sejam aconselhados a atualizar o sistema de frenagem com recursos integrados de redundância e automonitoramento como o “Rope gripper”, por exemplo. A instalação de um dispositivo de proteção contra sobrevelocidade do carro ascendente pode proteger um carro com excesso de velocidade em subida. Isso pode reduzir o risco de o elevador subir acidentalmente e atingir a parte superior da caixa e, assim, proteger os passageiros

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Figura 19 – Carro sobe com portas abertas e prende pessoa que estava entrando na cabina prensando-a entre o piso da cabina e a viga superior da abertura da porta de pavimento (Fonte Internet) www.emsd.gov.hk/filemanager/en/content_826/Modernising_Lifts.pdf

5.11.2.6 PESSRAL A indústria de elevadores é bastante antiquada em matéria de segurança elétrica/ eletrônica/ e eletrônica programável. Ela tem usado a circuito de segurança elétrica por mais de 30 anos, no entanto, só agora em 2018 a norma brasileira permite o uso de eletrônica programável para sistemas de segurança nos elevadores. Além disso, o comitê de normalização europeu decidiu implementar um subconjunto da norma diretriz (IEC 61508) na EN 81 para diminuir a dificuldade e aumentar a velocidade de 9


implementação. Assim nasceu o PESSRAL (Sistema Eletrônico Programável em Aplicações Relacionadas à Segurança de Elevadores). O PESSRAL é um sistema de controle, proteção ou monitoramento baseado em um ou mais dispositivos eletrônicos programáveis, incluindo todos os elementos do sistema, tais como fontes de energia, sensores e outros dispositivos de entrada, vias de dados, vias de comunicação, atuadores e outros dispositivos de saída, utilizados em aplicações relacionadas à segurança, conforme listado na Tabela A.1 da norma (não vou reproduzi-la aqui porque é muito extensa).

tenha que usar uma escada ou um banquinho para alcançar os componentes debaixo do carro. A botoeira será usada para movimentação do elevador a partir do espaço de refúgio no poço. Também deve ter fora da caixa uma função de reset.

O PESSRAL deve atender às regras de projeto para os níveis de integridade de segurança pertinentes (SIL) conforme listado em 5.16 na norma. Nível de integridade de segurança (SIL) é o nível distinto (um entre três possíveis) para especificar os requisitos de integridade de segurança das funções de segurança desempenhados pelos sistemas eletrônicos programáveis relacionados à segurança, onde o nível de segurança de integridade 3 tem o mais alto nível de integridade de segurança e o nível de segurança de integridade 1 tem o menor nível. 5.12.1.2.1 Exigência de controle da carga na cabina O controle de carga na cabina (pesador de carga) é requerido por 5.4.2.1.4. Existe o tipo que mede as variações do momento fletor no cabeçote da armação do carro (Figura 20) e o que mede a tensão individual de cada cabo de aço e, assim, podemos conhecer a carga na cabina mesmo se a tensão dos cabos não estiver equalizada (Figura 21).

Figura 21 – Célula de carga de cabo individual – Nesse caso, o equipamento utiliza células de carga de cabo individual, medindo a tensão individual de cada cabo de aço

Com essa providência, o técnico pode agora acessar as partes inferiores do carro sem a necessidade de sair do espaço de refúgio para subir em escadas ou em banquinho.

Figura 22 – Botoeira idêntica àquela instalada no topo do carro que agora está sendo exigida no poço do elevador (Fonte Internet)

6.1 Exigências de documentação para comprovar os requisitos da norma

Figura 20 – Célula de carga de flexão – Ela mede as variações do momento fletor no cabeçote superior da armação do carro utilizando duas células de carga de flexão como elementos de sensibilidade do sistema de medição (caso de elevador de tração 1:1)

5.12.1.5.1.1 b) Exigência de botoeira de controle no poço É exigida a instalação permanente de uma botoeira de controle no poço (ver Figura 22) para evitar que o técnico

Toda a documentação exigida pelas normas técnicas faz parte do fornecimento do elevador. Ela é necessária para comprovar que os componentes estão corretamente projetados e que a instalação está em conformidade com as normas da ABNT. Os componentes de segurança (ex.: freios de segurança, freio eletromecânico, limitador de velocidade, dispositivo de travamento, proteção contra a sobrevelocidade do carro ascendente, para-choques, resistência ao fogo das portas de pavimento, resistência mecânica das portas de pavimento, circuitos de segurança contendo componentes eletrônicos, ... ) devem ter comprovação por meio de um certificado de inspeção de tipo para conformidade

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com os requisitos da norma técnica feita por laboratório de ensaio credenciado pelo INMETRO. a) Outros componentes (por exemplo, elementos de suspensão (cabos de aço, sistema de freada etc.) podem também ser considerados como componentes de segurança quando o objetivo é certificar a condição segura por meio de ensaio de tipo.

Finalizando esse artigo técnico É bom lembrar que, como as novas normas técnicas ainda não passaram pelo crivo popular, pode ocorrer que algumas modificações propostas pelos especialistas narradas acima podem ser modificadas ou até mesmo canceladas. Convém que vocês esperem a publicação das novas normas técnicas para ações mais efetivas.

b) No dossiê técnico a ser entregue deverá constar: instruções de resgate de passageiros retidos na cabina, diagramas simplificados dos circuitos de potência e iluminação, diagrama simplificado da instalação elétrica dos dispositivos de segurança, justificativa das guias do carro e guias do contrapeso, justificativa da tração dos meios de suspensão (cabos ou cintas). 6.3 Inspeções e ensaios antes de colocar o elevador em serviço O fato de comprovar a conformidade dos componentes do elevador com as normas técnicas da ABNT, não significa que a instalação possa ser colocada em uso normal sem que antes tenham sido feitos inspeções e ensaios na obra. Para os elevadores novos, os ensaios de aceitação são exigidos para o equipamento inteiramente instalado, ajustado e pronto para uso e antes de serem colocados em serviço. Os ensaios de aceitação de elevadores devem ser realizados por técnico(s) competente(s) do instalador do elevador novo que deverá(ão) estar instruído(s) para a realização de todos os ensaios contidos nessa seção na presença de um Inspetor de Elevador qualificado pela norma técnica ABNT NBR 14364:1999, Elevadores e escadas rolantes - Inspetores de elevadores e escadas rolantes – Qualificação. É muito conveniente que o proprietário do edifício contrate um engenheiro ou órgão independente, imparcial e integro para acompanhar as inspeções e os ensaios antes de colocar o elevador em uso normal. A definição de independência, imparcialidade e integridade de pessoa ou órgão competente para realizar inspeções e ensaios de elevadores está contida na Seção 4 da norma técnica ABNT NBR ISO/IEC 17020. As inspeções e os ensaios requeridos pelas normas técnicas da ABNT irão determinar se o equipamento está em conformidade com os requisitos da norma de construção e instalação pertinente. A data do Alvará de Instalação concedido pelo Órgão Jurisdicional competente geralmente define a norma técnica a ser aplicada. É conveniente ressaltar que não se pode fazer instalação de elevador novo sem o respectivo Alvará de Instalação concedido pelo Órgão Jurisdicional competente. Se forem necessários procedimentos ou métodos únicos ou específicos do produto para inspecionar ou ensaiar partes do equipamento, tais procedimentos ou métodos devem ser fornecidos pela instaladora da parte do equipamento e devem estar contidos no Manual de Instruções.

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Francisco Thürler Valente, Engenheiro Mecânico graduado pela Escola de Engenharia da Universidade Federal de Minas Gerais (EEUFMG), CREA 600292299, possui experiência de 48 anos na área de elevadores. Foi Supervisor de Seção do Departamento de Testes e Homologações do Produto (elevadores e escadas rolantes) de Indústrias Villares SA, Divisão Elevadores Atlas. Tem participado ativamente de cursos de atualização na Fundação para o Desenvolvimento Tecnológico da Engenharia (FDTE), da EPUSP. Em seus anos de Elevadores Atlas participou do desenvolvimento de diversos projetos de engenharia, destacando-se, Metroescada, Plano Inclinado, Elevador Panorâmico, Escada Rolante Modular/ Sigma, Elevador Hidráulico. É autor de várias publicações técnicas do ramo de elevadores e escreve regularmente artigos técnicos para a revista Elevador Brasil. É proprietário e administra uma página na Rede Mundial de Computadores (Internet) denominada FÓRUM DO ELEVADOR, que se destina a prestar gratuitamente aos usuários esclarecimentos e interpretações dos requisitos das normas técnicas de elevadores da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) e AMN (Associação Mercosul de Normalização). Publica periodicamente o INFORMATIVO DE ELEVADORES, que é distribuído mensalmente pelo Fórum do Elevador. Já foi, durante vários anos, Coordenador da Comissão de Estudos de Elevadores da ABNT e membro da RITERM (Rede Íbero-Americana de Terminologia). Participou de várias viagens internacionais para visita a exposições de produtos de elevadores e tratar de modernização de elevadores. Desde 1995 vem dirigindo em São Paulo, SP a empresa MUNDO DO ELEVADOR, CONSULTORES ASSOCIADOS, que atua no mercado de elevadores em regime de cooperação e apoio a fabricantes, instaladores, mantenedores, conservadores, condomínios, usuários, órgãos governamentais, consultores independentes, etc. Participou ativamente da introdução no Brasil da nova tecnologia denominada “elevador sem casa de máquinas” junto à Kone Elevadores. Já prestou assessoria técnica a grandes empresas brasileiras, destacando-se: Petrobrás, Metrô de São Paulo, Siemens-Vai, Abimaq, Citibank, HSBC, Banespa, Sudameris, Cremesp, Delegacia da Receita Federal, Casas Pernambucanas, Rádio e Televisão Bandeirantes, Elevadores Otis, Elevadores Kone, Elevadores Schindler, ThyssenKrupp Elevadores, Elevadores Sûr, Villarta Elevadores, CREL Elevadores, Elevadores Zenit, Fujitec, GE Plastics, LG, Mitsubishi, OESP. Faz consultorias, avaliações de modernização, inspeções e ensaios de instalações elevadoras, perícias, verificações de conformidades com os requisitos das normas ABNT, ASME, CSA, CEN, ISO e MERCOSUL; interpretações das normas de elevadores da ABNT e MERCOSUL, especificações técnicas, desenvolvimentos de manuais técnicos e memoriais de cálculos, homologações de equipamentos, cálculos de tráfego, gerenciamentos de elevadores, avaliações dos serviços de manutenção de empresas conservadoras, investigações de acidentes e emissão de laudos técnicos, emissão de certificados de conformidade, de ensaios de tipo e de engenharia. Em 1996 foi eleito Coordenador do Grupo Brasileiro de Elevadores do Mercosul para o desenvolvimento das normas de elevadores do Mercosul. Além disso, participa como membro efetivo de várias outras comissões de estudo de elevadores. Em 2001 foi eleito Coordenador do Fórum de Interpretação de Normas Técnicas de Elevadores do Mercosul. Em novembro de 2016 recebeu o prêmio de Personalidade Empresarial do Ano pelo SECIESP (Sindicato do Elevador) pelo trabalho desenvolvido em relevantes produções literárias voltadas às normas técnicas de elevadores.

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Draka Elevadores Serviços e Produtos

Produtos de Alta Performance e Tecnologia Cabos de Manobra Plano

DRAKA D05VE7C4VD3H6-F

São cabos desenvolvidos e produzidos no Brasil de acordo com a EN 50214 com as seguintes caracteristicas:  Com ou sem elementos de sustentação;  Condutores paralelos ou agrupados;  Pares trançados para transmissão de dados projetados para atender impedância CANBUS;  Coaxial (75 Ω );  Pares blindados a fita de alumínio.

Cabos de Manobra Esteira São cabos desenvolvidos e produzidos no Brasil de acordo com a NM 280 e NM 247-3.  8 vias com condutores 1,5mm2  9 vias com condutores de 0,5mm2 ou 0,75mm2  12 vias com condutores de 0,5mm2 ou 0,75mm2  18 vias com condutores de 0,5mm2 ou 0,75mm2

Cabos de Manobra Redondos São cabos desenvolvidos e produzidos na América do Norte com as mesmas caracteristicas dos cabos de manobra planos. São distribuidos para toda a América do Sul através do centro de distribuição dedicado a produtos do segmento de elevadores.

Acessórios de Fixação e Suspenção Linha de acessórios de fixação de cabos planos e redondos.  Dispositivo de suspenção para cabos planos modelos FCSD2 e FCSD3;  Sistema de supensão universal para cabos redondos e Abraçadeiras em Malha de Bronze Estanhado

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Cabos de Compensação e Kits de Fixação Cabos de compensação:  Whisper-Flex;  QuietLink II. Kits de fixação dos cabos de compensação (desenvolvidos com sistemas de segurança que garante a integridade do sistema); Redutores de frequência.

Cabos Aço e seus Acessórios

a

 Cabos de aço polido formação 8x19S nas dimensões: 5/16", 3/8", 1/2" e 5/8".  Cabo de aço galvanizado núcleo de polipropileno formação 6x19 na dimensão de 1/4".  Tirantes 3/8", 1/2" e 5/8".

Guias e seus Acessórios Guias de 2,5 e 5 metros (com talas) nos modelos: T50/A, T70-1B, T82/B, T89/B e T127-2B  Clips Forjados nos modelos: T1, T2, T3 e T5  Guias de chapa dobrada TK5 com 2,5 ou 5metros  Clips TK para fixação de guias de chapa dobrada 

Serviços    

Corte metro a metro; Conectorização de cabos planos e redondos; Conectorização de cabos estacionários; Montagem de kits.

Eletrônica Avançada  Sensor Sismico EMD  Barreira Eletronica 154 feixes

CONTATOS Fernanda C. Souza E: fernanda.souza@prysmiangroup.com Daniela A. Franco E: daniela.franco@prysmiangroup.com Fábio Ramon E: fabio.ramon@prysmiangroup.com

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TECNOLOGIA

SICOR: foco na qualidade e na satisfação do cliente

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SICOR é reconhecida mundialmente por ser uma empresa produtora de máquinas de tração de alta qualidade e confiabilidade. As máquinas são projetadas e construídas na Itália, em um moderno parque fabril, equipado com as mais avançadas tecnologias de produção. O objetivo da empresa é “ser o que o mercado quer, sempre atenta às necessidades do cliente”. Por esta razão, a SICOR oferece uma ampla gama de opções de máquinas de tração com e sem engrenagem, projetadas para oferecer soluções avançadas e seguras para qualquer tipo de aplicação. A empresa possui as mais importantes certificações do mercado, dentre elas as ISO 9001, ISO 14001, e ISO 18001 que permitem a SICOR atender

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às exigências de entidades públicas e privadas, garantindo qualidade, confiabilidade e respeito às normas de segurança operacional e ambiental. Na SICOR, cada etapa da produção é realizada seguindo procedimentos rigorosos de qualidade para assegurar confiabilidade e bom desempenho das máquinas. A empresa é dotada dos mais modernos sistemas de projetos tridimensionais, a fim de verificar em tempo real todas as características mecânicas, criando máquinas de tração seguras, confiáveis e de fácil manutenção. As operações de usinagem são realizadas com máquinas de precisão CNC da mais avançada tecnologia, algumas das quais são feitas especificamente para a SICOR. Para garantir a melhor qualidade e verificar os desempenhos relacionados à ausência de vibrações e ruídos, cada máquina de tração produzida passa por um rigoroso teste final. O teste é realizado sob carga e verifica o pleno funcionamento do motor elétrico e de seus acessórios, como o termostato e contatos térmicos da ventoinha de resfriamento, o nível de ruído (inferior a 60 dBA VDI), a ausência de vibrações e a vedação hermética do óleo. Especial atenção é dedicada à qualidade das engrenagens, que passam por controles rigorosos e redundantes, com tolerâncias de milésimos de milímetros. Os critérios de projeto das máquinas de tração da SICOR, somados ao uso de materiais de alta qualidade, garantem a durabilidade aos produtos realizados pela empresa.

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EVENTOS

Evento debate leis e regras fundamentais no mercado de elevadores

Seciesp reúne síndicos e administradores em São Paulo

M

ais de 100 síndicos e administradores de condomínios compareceram ao seminário “Responsabilidades dos Síndicos, Administradores e Empresas de Manutenção de Elevadores. Mercado, Legislação e Normas”, promovido pelo Seciesp – Sindicato das Empresas de Elevadores do Estado de São Paulo, na sede da Fecomercio, na capital paulista. Prestigiaram o evento os

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diretores do Segur (órgão responsável pela área na Prefeitura de São Paulo), José Luiz Amadio e Felipe Correra, além da vereadora Edir Sales e membros da diretoria do Seciesp. O seminário ressaltou a qualidade e a capacidade das empresas nacionais habilitadas pela prefeitura especialmente para atuar no mercado de elevadores e promoveu maior aproximação do Seciesp com os principais síndicos e administradores de

São Paulo. “Planejamos realizar diversos eventos sobre questões relevantes para valorizar nosso mercado”, destacou o presidente do Seciesp, Marcelo Braga. O advogado Marcio Rachkorsky, presidente da Associação dos Síndicos do Estado de São Paulo (Assosíndicos), comentarista da TV Globo, da rádio CBN, Folha de S. Paulo, abordou o tema: “Responsabilidades do síndico e administrado-

res com relação aos prestadores de serviço em elevadores”. Rachkorsky destacou que há uma lenda do mercado de condomínio que não recomenda ao síndico contratar empresa de manutenção diferente do fabricante do elevador. Na verdade, esclareceu, é uma recomendação comercial da área de engenharia das construtoras. Por isso, afirmou, é importante destacar a atuação das 130 empresas especializadas,


habilitadas pela prefeitura, capacitadas para atuar no mercado. Outro cuidado deve ser com relação aos contratos dos fabricantes. “Síndicos e administradores devem estar atentos aos contratos que impõem multa com o pagamento de mensalidades a vencer em caso de rescisão unilateral. Algumas podem chegar a 50 parcelas”, alertou. Rachkorsky, síndico profissional em mais de 100 condomínios, ainda se surpreende ao constatar como proprietários ainda decidem investir muito mais no paisagismo, academia ou piscina, sendo que o elevador é o equipamento imprescindível no edifício. Outra convidada foi a advogada Renata Resegue, especialista em direito tributário. Sócia da Loturco, Resegue e Borja Advogados

Associados, com mais de 25 anos de atuação em grandes corporações: Bunge, Tintas Coral, Elevadores Atlas Schindler, entre outras. Renata destacou a importância do projeto de lei (PL 6125/13), que tramita na Câmara dos Deputados, que obriga a manutenção mensal de elevadores elétricos, esteiras e escadas rolantes instalados em edifícios de uso habitacional coletivo, comercial e de serviços públicos em todo o Brasil. O projeto será importante para a ampliação do mercado de elevadores. A advogada também esclareceu dúvidas sobre contratos e procedimentos, bem como sobre todas as responsabilidades dos síndicos, que acabam penalizados, em geral de forma culposa, quando acontecem acidentes em elevadores.

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NOVIDADES

Elevadores mais velozes do Brasil são da Thyssenkrupp para o Birmann 32, em São Paulo • Com 7 metros por segundo, elevadores vão percorrer 125 metros de altura até o topo da torre comercial • Empreeendimento será novo marco no skyline da capital paulista, no coração da Avenida Faria Lima • Inovação em tecnologia aplicada ao desempenho do edifício são destaques dos elevadores

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O

edifício comercial Birmann 32, em construção em São Paulo, terá os primeiros elevadores com velocidade de 7 metros por segundo do Brasil. O contrato firmado entre a Thyssenkrupp, líder mundial em desenvolvimento tecnológico para mobilidade urbana, e a FLPP – Faria Lima Prime Properties, empresa responsável pela incorporação do B32, prevê oito elevadores com essa velocidade para atingir o topo da torre corporativa com 125 metros de altura. O projeto será uma nova referência em edifícios corporativos e no skyline da cidade de São Paulo, no coração da Avenida Faria Lima, a partir do projeto arquitetônico assinado por Chien Chung “Didi” Pei do escritório Pei Partnership Architects, responsável pela criação do Ronald Regan Medical Center da Universidade de Los Angeles e da renovação do Fine Arts Museum de Boston, entre outros. Além da torre corporativa, o projeto reunirá em um terreno de 13.500 m² espaços para eventos e teatro e uma ampla praça coberta que integrará o empreendimento com o espaço público, para a realização de exposições e eventos musicais. Para atender a complexidade do empreendimento foram especificados 27 elevadores, incluindo os mais rápidos do Brasil, que garantirão a mobilidade das pessoas pelo empreendimento. A maioria, 23 equipamentos, vai atender os 29 andares da torre comercial, sendo 16 de uso exclusivo de passageiros, quatro para atender os pisos de garagem, dois para o transporte de cargas e um para o restaurante. Os outros quatro elevadores serão destinados ao teatro que vai ocupar uma construção de seis andares ao lado da torre e com capacidade para 500 pessoas. Todos os equipamentos primam pela inovação com alta tecnologia e características exclusivas para o projeto. Entre elas, o sistema AGILE de Antecipação de Chamadas integrado às catracas com cartão e terminais

com telas touch screen que podem ser personalizadas, por meio do Agile Design Center. O empreendimento também contará com o AGILE Gestão de Elevadores para a programação do uso dos elevadores de acordo com a demanda do empreendimento, a partir de um software que pode ser instalado em diversas plataformas e pontos do edifício como computadores, portaria ou sala de controle, e até mesmo em smartphones. Entre as opções disponíveis estão programar os elevadores para atender áreas específicas em horários de alto tráfego, desabilitar a operação dos elevadores em horários de baixa demanda para economizar energia, programar o acesso a determinados andares por um tempo específico e ter acesso a relatórios estatísticos com gráficos de desempenho, além da integração da câmera do elevador ao sistema, para visualização de imagens em caso de incidentes no equipamento. A operação dos elevadores será mais eficiente com as máquinas sem engrenagem com imãs permanentes e o sistema regenerativo de energia, tecnologia que permite ao edifício utilizar parte da energia devolvida pelo elevador durante seu funcionamento, resultando em até 35% de economia de energia. Esses atributos são fundamentais para a sustentabilidade do projeto que já obteve a para a pré-certificação LEED Platinum. Os elevadores do B32 também estarão conectados ao MAX, primeira solução de manutenção preditiva para elevadores do mundo. Baseada em soluções de inteligência artificial e Internet das Coisas (IoT) da plataforma de nuvem Microsoft Azure, MAX pode detectar falhas nos elevadores antes que elas provoquem, por exemplo, uma paralisação do equipamento. Desta forma, reduz pela metade o tempo atual que os elevadores ficam fora de operação, aumentando significativamente a disponibilidade dos equipamentos e a eficiência de transporte nas grandes cidades.

Para conhecer mais sobre o Birmann 32 acesse: http://www.b32.com.br/index.php

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sucesso

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LANÇAMENTO

Alfa Elevadores apresenta mais duas Botoeiras para o mercado nacional e internacional de elevadores

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empre em busca de modernidade e avanço tecnológico, a Alfa Elevadores mostra mais uma vez a força da sua marca e lança mais duas novidades, as botoeiras Evolution, trazendo beleza, sofisticação e tecnologia para seus equipamentos. O Design e tecnologia das botoeiras Evolution foram desenvolvidos exclusivamente para atender as necessidades do mercado. Modelo de sobrepor no pavimento, aceita todos os tipos de botões fabricados pela Alfa, adaptável a qualquer marca ou modelo de elevador. Além do desenvolvimento estético e ergonômico, as Botoeiras Evolution contam também com um moderno sistema em painéis de circuito impresso interligados com microcurso, gerando assim um melhor funcionamento de todo o equipamento. Podendo assim conter: • Botoeiras de cabina e pavimento • Amplo visor • Espelho em aço inox escovado ou polido • Borda lateral cromada quadrada ou redonda • Identificação em Braile • Iluminação em LEDs nas cores verde, azul, vermelho e branca • Indicação de posição digital • Personalização com nome do condomínio, empresa, entre outros • Setas direcionais

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ARTIGO TÉCNICO

Engenharia de Manutenção – Técnica de Inspeção Visual

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engenharia de manutenção aplicada a elevadores é de suma importância. Entretanto, quando falamos em engenharia de manutenção, na maioria dos casos, pensamos na utilização de equipamentos e recursos tecnológicos complexos e em altos custos operacionais. A inspeção visual é uma das técnicas “ferramentas” de manutenção mais antigas, de maior simplicidade de execução e de menor custo operacional. A técnica depende da capacidade de observação e da capacidade técnica, de cada técnico ou inspetor, em compreender e traduzir o significado das “não conformidades” observadas. Por sua simplicidade a técnica é geralmente utilizada na verificação de alterações dimensionais, desgastes, corrosão, deformação, alinhamento, trincas e outros. A técnica é um meio eficaz para registro e elaboração de históricos de manutenção, bem como de suporte para análise e tomadas de decisão; podendo ser, ainda, empregada como um meio para realização de Manutenção Preditiva. Portanto, a inspeção visual ajuda a detectar facilmente pontos críticos e/ ou problemáticos das instalações elevadoras. O procedimento exige conhecimento técnico, objetividade e bom senso. O objetivo principal é verificar se os componentes das instalações elevadoras: • estão em conformidade com as normas técnicas aplicáveis a cada tipo de elevador inspecionado; • apresentam desgastes dentro dos parâmetros aceitáveis pelas normas técnicas e pela recomendação técnica dos fabricantes, de modo a não comprometer a operacionalidade e a segurança; • estão em estado perfeito de funcionamento, ou seja, não estão visivelmente comprometidos, de modo a restringir seu funcionamento, ou provocar desgaste reflexo: desgaste prematuro de outros componentes que trabalham em um mesmo conjunto mecânico.

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Dicas de equipamentos a serem utilizados em uma inspeção visual. Alguns equipamentos, de baixo custo, são de suma importância para a realização de uma inspeção visual eficaz. • Espelho móvel com haste extensora: para inspecionar locais de difícil acesso – Figura 1; • Pau de selfie para celular: para tirar fotos em locais de difícil acesso; • Lanterna com corpo de alumínio: sugerimos com uma iluminação de 1000 lúmens; • lanterna acoplada a boné de segurança ou capacete: de modo a deixar as mãos do inspetor livres, para a documentação fotográfica de “não conformidades”, agilizando e facilitando o procedimento de inspeção. • Lupa com lanterna: para inspecionar detalhes de peças com dimensões reduzidas, por exemplo, quebras de fios de arame de cabos de aço de tração – Figura 2;

Conclusão

A inspeção visual serve não somente como um instrumento de manutenção preditiva e análise de equipamentos/ componentes, mas também para emissão de Relatórios Técnicos Anuais – RIAs -, previstos na legislação municipal de várias cidades do Brasil, de modo a atestar a confiabilidade operacional dos elevadores inspecionados. Os relatórios baseados nas inspeções formarão um excelente Histórico de Manutenção, que será de grande valia para tomadas de decisões referentes ao aperfeiçoamento do processo de manutenção da Empresa Mantenedora. Atualmente, o grande paradigma na área de Manutenção consiste em evitar que as falhas, quebras, queimas e danos ocorram, não bastando apenas consertar a quebra o mais rápido possível, mas evitando que

ela ocorra. Existem no mercado várias técnicas e ferramentas de Manutenção Preditiva, no entanto, a mais simples e a de menor custo ainda é a Inspeção Visual, e para que esta técnica possa ser aplicada na Manutenção, se faz necessária a boa capacitação técnica dos profissionais de Manutenção, através de Treinamentos Técnicos Periódicos e da permanência dos bons profissionais no corpo técnico de cada empresa.

Figura 1 – Detalhe de espelho móvel com haste extensora – para visualização em locais de difícil acesso.

Figura 2 – Detalhe de lupa com lanterna acoplada – para inspeção de detalhes reduzidos, por exemplo, quebras de fios de arames de cabos.


Exemplos de não conformidades detectadas em inspeções visuais

Sobre o autor

Foto 1 – Detalhe de desgaste desigual dos canais da polia de tração proveniente da desequalização dos cabos de tração.

Figura 3 - Detalhe de contato físico do balancim do limitador de velocidade com o cabo de acionamento do freio de segurança.

Figura 2 – Detalhe de corrediça danificada: sem dois revestimentos do total de três que fazem parte do conjunto.

Figura 4 – Detalhe de molas de ajuste da tensão dos cabos de tração quebradas.

Cláudio Henrique Guisoli, engenheiro industrial mecânico graduado pelo CEFET-MG, Diretor da empresa “Vertical Consultoria”, Escritor, Palestrante, Facilitador em Treinamentos Técnicos, Secretário do grupo de trabalho do projeto da norma de inspeções e ensaios em elevadores elétricos de passageiros da ABNT, com 32 anos de atuação no setor de transporte vertical de passageiros.

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SINDICATO DAS EMPRESAS DE FABRICAÇÃO, INSTALAÇÃO, MODERNIZAÇÃO, CONSERVAÇÃO E MANUTENÇÃO DE ELEVADORES DO ESTADO DE SÃO PAULO

SEGURANÇA EM ELEVADORES

1 dia de duração Curso obrigatório para todas as pessoas atuantes no campo, com objetivo de reduzir acidentes durante os trabalhos com elevadores Datas: 10, 11, 16, 17, 18, 23, 24, 30 e 31/01, 22/02, 28/03, 26/04, 24/05, 13/06, 26/07, 23/08, 27/09, 25/10 e 29/11 Horário: 09:00 as 17:00hs Preço: R$ 130,00 por aluno

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6 dias de duração - 2 Turmas Curso obrigatório para todas as pessoas atuantes no campo com objetivo de formar mão de obra para atuar na área de manutenção de elevadores Datas: Turma 1: 12, 13, 14, 19, 20 e 21/03 - Turma 2: 06, 07, 08, 13, 14 e 15/08 Horário: 09:00 as 17:00hs Preço: Gratuito para colaboradores de empresas Associadas - Não Associados R$ 360,00

CRITÉRIOS PARA AVALIAÇÕES MECÂNICAS EM ELEVADORES

1 dia de duração - 2 Turmas 70| Revista Elevador Brasil

Curso com o objetivo de aumentar a segurança dos elevadores com base nas Normas


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CRITÉRIOS PARA AVALIAÇÕES MECÂNICAS EM ELEVADORES 1 dia de duração - 2 Turmas Curso com o objetivo de aumentar a segurança dos elevadores com base nas Normas Vigentes. Datas: Turma 1: 23/05 - Turma 2: 24/10 Horário: 09:00 as 17:00hs Preço: Associados R$ 180,00 - Não Associados R$ 360,00

ELETRICIDADE PRÁTICA EM ELEVADORES

3 dias de duração - 2 Turmas Curso com o objetivo de mostrar todos os processos elétricos e eletrônicos envolvidos nos elevadores, permitindo uma análise mais detalhada dos itens que envolvem danos elétricos, minimizar falhas e colaborar para o diagnóstico de defeitos. Datas: Turma 1: 11, 12 e 13/04 - Turma 2: 12, 13 e 14/09 Horário: 09:00 as 17:00hs Preço: Associados: R$ 180,00 - Não Associados R$ 360,00

DIAGNÓSTICO DE FALHAS EM ELEVADORES - MÉTODOS GERAIS 1 dia de duração - 2 Turmas Curso com o objetivo de apresentar métodos de avaliação que organizam e otimizam os processos utilizados nos diagn—sticos de elevadores, a Þm de evitar chamadas repetitivas, melhorar o aproveitamento da mão de obra e reduzir os custos por edifício. Datas: Turma 1: 12/06 - Turma 2: 26/09 Horário: 09:00 as 17:00hs Preço: Associados: R$ 180,00 - Não Associados R$ 360,00

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TECNOLOGIA

Sistema de nuvem da Schmersal integra elevador à internet

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tecnologia digital está revolucionando toda a cadeia produtiva, prometendo reduzir os custos e ampliar as oportunidades de receita. É cada vez mais comum a adoção de sistemas de automação que permitem aumentar a eficiência de equipamentos, baseando-se no monitoramento com dados online e com tomadas de decisão rápidas. A Internet das Coisas (IoT) torna possível a interligação de vários dispositivos e o Big Data disponibiliza grande quantidade de dados para análise e de soluções em nuvem. Com essas ferramentas, é cada vez mais simples e rápido aperfeiçoar a operação, maximizar a disponibilidade dos equipamentos e, ao mesmo tempo, diminuir seus custos. Há mais de 70 anos no mercado de desenvolvimento de soluções e fabricação de componentes eletroeletrônicos para elevadores, a multinacional alemã Schmersal aproveitou a ExpoElevador para destacar seu portfólio com ênfase na indústria 4.0 e na Internet das Coisas (IoT). Mais de mil visitantes conferiram no estande da empresa o Lift2CLOUD, que integra o Controlador BP408 à nuvem da internet, tornando possível acessar as informações

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e os detalhes técnicos e analíticos, como linha de segurança, status e posicionamento do produto remotamente, além de facilitar a manutenção preventiva. “Nosso sistema de nuvem para elevadores integra o equipamento à internet, disponibilizando diversos parâmetros que permitem analisar o funcionamento e a segurança do elevador. Simples e fácil de instalar, o Lift2CLOUD auxilia o técnico na hora de acessar os dados. Com todos os parâmetros acessíveis a um clique, é possível agendar manutenções preventivas, evitando paradas dos elevadores”, explica Rafael de Campos, gerente de produtos para elevadores da Schmersal. Além dessa grande novidade, a Schmersal também apresentou o Angel e o Re-energy. Dedicado ao Confiance 222, o Sistema de Resgate para Elevadores Angel é dotado de bateria estática, por meio de uma Uninterruptible Power Supply (UPS). A bateria estática é hoje a tecnologia mais moderna utilizada nos principais sistemas que necessitam garantia do funcionamento com confiabilidade. Com a solução da Schmersal, o elevador entra em modo de resgate assim que a energia se desliga e leva seus usuários até o próximo pavimento, garantindo sua saída com segurança. Também é possível programar o Resgate


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Automático para conduzir os passageiros até o pavimento principal. Já o Sistema Regenerativo de Energia Re-energy controla bi-direcionalmente o fluxo de energia entre a rede elétrica e o motor do elevador. Este sistema reaproveita a energia devolvida pelo motor do elevador ao invés de desperdiçá-la em forma

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de calor. Assim, o edifício poupa energia e diminui a faixa distorção harmônica. “O Sistema Regenerativo de Energia é uma tendência e indicado para empreendimentos novos ou já em funcionamento que pretendem adquirir pontos no processo de certificação LEED, por exemplo”, comenta Campos.

A Schmersal está expandindo sua atuação ao redor do mundo e globalizando o portfólio para atender aos mercados asiático, latino e europeu. “Durante a ExpoElevador, contamos com grande fluxo de países da América Latina em nosso estande, procurando soluções e tecnologias para elevadores”, finaliza Campos.


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ARTIGO TÉCNICO

Tecnologias habilitadoras para Indústria 4.0 O que são as tecnologias habilitadoras para Indústria 4.0? Quando pensamos em Indústria 4.0, é comum que exista o questionamento: Por que essa transformação está acontecendo agora? A resposta está relacionada à disponibilidade e convergência das tecnologias digitais, que chegam ao mercado com custos acessíveis e com soluções que agregam muito valor aos negócios. O grupo das principais tecnologias envolvidas no processo de digitalização das empresas é chamado de “Tecnologias Habilitadoras para Indústria 4.0”. Quais são as tecnologias habilitadoras da Indústria 4.0? Segundo o relatório do BCG (Boston Consulting Group), são nove as principais tecnologias da indústria 4.0, sendo estas determinantes da produtividade e crescimento das indústrias. Tais tecnologias são: 1. Robôs autônomos; 2. Manufatura aditiva; 3. Simulação Digital; 4. Integração horizontal e vertical de sistemas; 5. Internet das coisas industrial; 6. Big Data e Analytics; 7. Computação na Nuvem; 8. Segurança cibernética; 9. Realidade aumentada (“Augmented Reality”). Para melhor compreensão do que são essas tecnologias, algumas definições são apresentadas a seguir. 1. Robôs autônomos Um robô autônomo é um robô que realiza comportamentos ou tarefas com um alto grau de autonomia. Alguns robôs de fábrica modernos são “autônomos” dentro dos limites estritos de seu ambiente direto. Pode não ser que todo grau de liberdade exista no ambiente que os rodeia, mas o local de trabalho do robô da fábrica é desafiador e muitas vezes pode conter variáveis caóticas e impre-

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visíveis. A orientação e a posição exatas do próximo objeto de trabalho e (nas fábricas mais avançadas), mesmo o tipo de objeto e a tarefa necessária devem ser determinados. Isso pode variar imprevisivelmente (pelo menos do ponto de vista do robô). Um robô totalmente autônomo pode: • Obter informações sobre o meio ambiente. • Trabalhar por um período prolongado sem intervenção humana. • Mover-se todo ou parte de si mesmo em todo o seu ambiente operacional sem assistência humana. • Evita situações prejudiciais para pessoas, propriedades ou a si próprio, a menos que sejam parte de suas especificações de projeto. Diante desse cenário, os robôs autônomos tendem a assumir, cada vez mais, a execução de tarefas padronizadas e, até mesmo, trabalhos mais complicados. Eles vão passar a executar o mais difícil, enquanto o funcionário apenas atuará para complementar a atividade. Os robôs podem, inclusive, apren-

der como calcular o melhor trajeto entre um ponto e outro, pois têm um grau de autonomia capaz de ajustá-los a qualquer realidade. Mas vale a pena ressaltar que esse trabalho conjunto não pode ser feito por um robô qualquer, mas, sim, por um robô colaborativo autônomo, que não expõe o ser humano a riscos. Quando ele percebe que o profissional vai interagir, ele age de uma maneira segura, e quando entende que o ser humano se afastou, passa a atuar de outro jeito. 2. Manufatura aditiva; A Manufatura Aditiva - MA (ou do inglês: Additive Manufacturing – AM), também conhecida como impressão em 3D, refere-se a processos usados para criar um objeto tridimensional, em que camadas de material são formadas sob controle de computador. Os objetos podem ser de quase qualquer forma ou geometria e são produzidos usando dados de modelo digital 3D ou outra fonte eletrônica de dados, como um arquivo AMF (Additive Manufacturing File). Assim, ao contrário do material ser removi-


do, como ocorre no processo de usinagem convencional, a impressão em 3D ou MA constrói um objeto tridimensional a partir do modelo CAD ou arquivo AMF, adicionando sucessivamente material camada a camada. O termo “impressão 3D” referiu-se originalmente a um processo que deposita um material aglutinante em uma cama em pó com cabeças de impressora jato de tinta camada a camada. Mais recentemente, o termo está sendo usado no vernáculo popular para abranger uma maior variedade de técnicas de fabricação de aditivos. Os Estados Unidos e os padrões técnicos globais usam o termo oficial de Manufatura Aditiva para esse sentido mais amplo. A ISO / ASTM5290015 define sete categorias de processos MA no seu significado: jato de aglutinante, deposição de energia direcionada, extrusão de material, jato de material, fusão de pó, laminação de folhas e fotopolimerização em cubas. As aplicações iniciais dessa tecnologia estavam orientadas no desenvolvimento de protótipos, no entanto, agora podemos encontra-la também na produção de itens personalizados e de itens cuja construção era inviável por outros meios de produção. 3. Simulação Digital: Técnica que baseada em modelos matemáticos e representações 3D de máquinas, equipamentos e processos que permite testar e otimizar processos e produtos ainda na fase de concepção. Deste conceito, encontramos alguns termos já conhecidos no mercado,

como: Gêmeo Digital (Digital Twin), Gêmeo Virtual, entre outros. A simulação pode ser utilizada também na simulação de variáveis de processos produtivos, de maneira que sejam testados diversos modelos matemáticos dos processos, para que se encontre o melhor nível de otimização no tempo de execução e no uso dos recursos, insumos e energia. 4. Integração horizontal e vertical de sistemas; A utilização de sistemas de TI que integram uma cadeia de valor automatizada, por meio da digitalização de dados. Essa integração possibilita que os dados criados no momento de atendimento ao cliente percorram todo processo de produtivo e logístico, possibilitando a gestão de dados de produtos personalizados. Por outro lado, no ambiente da indústria, os dados trafegam no sentido vertical, desde os sensores e atuadores do chão de fábrica, até os sistemas de ERP que fazem a gestão da empresa. 5. Internet das coisas industrial; A internet possibilitou que as tecnologias de comunicação máquina a máquina (M2M) atingissem um novo patamar, um novo nível de comunicação avançada, englobando serviços, pessoas, máquinas ou qualquer objeto físico com sistemas embutidos (Comunicação CPqD, 2015). Essa rede de objetos físicos, sistemas, plataformas e aplicativos com tecnologia embarcada para comunicar, sentir ou interagir com ambientes internos e externos é o que chamamos de Internet das Coi-

sas. Isso implica uma infraestrutura de rede que interliga objetos físicos e virtuais gerando um grande volume e processamento de dados que desencadeiam ações de comando e controle das coisas. Considerada como uma das tecnologias onde haverá maior impacto e oportunidades de inovação, já podemos encontrar um número cada vez maior de dispositivos conectados que ajudam a produção. 6. Big Data e Analytics; Na indústria conectada do ambiente Indústria 4.0, os equipamentos, máquinas e processos estão continuamente gerando dados, que trafegam até os sistemas de gestão, e consequentemente criando um enorme volume de informação. Em tecnologia da informação, esse grande volume dados é chamado Big Data. Diz-se que o Big Data se baseia em 5 V’s : Velocidade, Volume, Variedade, Veracidade e Valor. Big Data é um termo amplamente utilizado para nomear conjuntos de dados muito grandes ou complexos, que os aplicativos de processamento de dados tradicionais ainda não conseguem lidar. Os desafios desta área incluem: análise, captura, curadoria de dados, pesquisa, compartilhamento, armazenamento, transferência, visualização e informações sobre privacidade dos dados. Este termo muitas vezes se refere ao uso de análise preditiva e de alguns outros métodos avançados para extrair valor de dados, e raramente a um determinado tamanho do conjunto de dados.

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7. Computação na Nuvem O conceito de computação em nuvem (em inglês, cloud computing) refere-se à utilização da memória e da capacidade de armazenamento e cálculo de computadores e servidores compartilhados e interligados por meio da Internet, seguindo o princípio da computação em grade. O armazenamento de dados é feito em serviços que poderão ser acessados de qualquer lugar do mundo, a qualquer hora, não havendo necessidade de instalação de programas ou de armazenar dados. O acesso a programas, serviços e arquivos é remoto, através da Internet - daí a alusão à nuvem. O uso desse modelo (ambiente) é mais viável do que o uso de unidades físicas. Muitas aplicações e sistemas com sofisticados algoritmos para otimização de processos passam a ser viáveis com a utilização do processamento na nuvem, minimizando a necessidade de investimento em sofisticados e caros computadores, bem como grandes sistemas de armazenamento de dados. 8. Segurança cibernética O alto nível de conectividade que a Indústria 4.0 exige levou à introdução de sistemas que são mais abertos e de propósito geral, como aqueles que foram usados em TI há anos. Atualmente, sistemas de controle industrial que se conectam permanentemente via TCP / IP e Ethernet são uma visão comum, assim como o uso de sistemas sem fio padronizados. Todos esses protocolos foram desenvolvidos e analisados detalhadamente, e eles oferecem a maturidade e a confiabilidade que a Indústria 4.0 exige. A introdução de facilidades de comunicação bem conhecidas em sistemas de controle traz uma série de benefícios, mas isso também torna esses sistemas mais visíveis e os torna vulneráveis a certos riscos, e eles precisam ser gerenciados corretamente. Por este motivo, a Indústria 4.0 abre uma ampla gama de possibilidades, mas também coloca os sistemas em uma posição com um número consideravelmente maior de ameaças. Melhor conectividade, mais instalações ... mas um risco maior Os dados publicados nos últimos anos em ataques a sistemas industriais indicam que a situação está piorando, com mais ataques

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dirigidos a sistemas de controle. A Symantec ilustra isso no Relatório de Ameaça de Segurança na Internet, dedicando uma seção inteira exclusivamente à segurança cibernética industrial. Em 2012, a McAfee confirmou que “os atacantes geralmente escolhem sistemas que podem ser facilmente comprometidos, e as evidências sugerem que a SCI é particularmente vulnerável” em seus relatórios sobre Predições de Ameaças, que é emitido anualmente e descreve ameaças industriais. Da mesma forma, a Verizon também publica uma série de relatórios a cada ano sobre esse tema. 9. Realidade aumentada (“Augmented Reality”). A realidade aumentada (AR) é uma visão direta ou indireta direta de um ambiente físico, do mundo real, cujos elementos são “aumentados” por entrada sensorial gerada por computador, como som, vídeo, gráficos ou dados GPS. Está relacionado a um conceito mais geral, chamado de realidade mediada por computador, em que uma visão da realidade é modificada (possivelmente até diminuída em vez de aumentada) por um computador. A realidade aumentada aumenta a percepção atual da realidade, enquanto, em contraste, a realidade virtual substitui o mundo real por uma simulada. As aplicações da Realidade Aumentada na indústria podem ir desde uma aplicação como suporte aos processos de montagem nas linhas de produção, como ferramenta auxiliar para manutenção remota, até a aplicação em treinamentos de técnicos em novos equipamentos e processos. Conclusão: A adoção de um conjunto dessas tecnologias possibilitará ganhos significativos em produtividade, qualidade, sustentabilidade, além da redução do custo de operação e manutenção das empresas. Com isso podemos afirmar que, se realizada uma análise baseada em Custo Total de Operação, uma fábrica com as tecnologias habilitadoras da Indústria 4.0 é mais “barata” quando comparada com uma que não adota tais tecnologias. As empresas que desenvolverem antes uma estratégia de implementação destas tecnologias conseguirão criar um diferencial competitivo difícil de ser alcançado pelos concorrentes.

Sobre o autor Paulo Roberto dos Santos Sócio Diretor da Zorfatec, consultoria em Inovação Tecnológica, Engenheiro Industrial Mecânico, MBA em Gestão e Engenharia do Produto pela Escola Politécnica da USP, Especialista em Industria 4.0. Durante mais de 25 anos atuou na Festo Brasil, sendo responsável por P&D e pela Estratégia de Produtos na Região Américas. Tem Especialização em Administração de Empresas, Gerenciamento do Desenvolvimento de Produtos, e Dinâmica Organizacional e Gestão de Pessoas pela Fundação Getúlio Vargas. Especialista em Gestão da Inovação, posicionamento estratégico da empresa para novas tendências como Industrial IoT e Indústria 4.0 (Manufatura Avançada). Com mais de 25 anos de experiência na Gestão de Projetos de Inovação, Engenharia e Automação. Mentor dos principais projetos de demonstradores de Indústria 4.0 apresentados na FEIMEC 2016, Expomafe 2017 e FISPAL 2017. Um dos pioneiros na introdução do tema Industria 4.0 no Brasil. Palestrante sobre temas de Inovação, Automação Industrial, Internet das Coisas (IoT) e Industria 4.0. Apresentando os temas em congressos, seminários e eventos especializados no Brasil e América do Sul.


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PLACA MCCAB

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Foto Ilustrativa PLACA MCCAB

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Foto Ilustrativa

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TECNOLOGIA

Tecnologia para elevadores pode salvar vidas em incêndios em arranha-céus e edifícios elevados

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ezessete anos após o 11 de setembro, uma startup de Israel está testando uma solução para tornar o elevador em um “safe room” – ou “quarto seguro” – que poderia facilitar as operações de resgate. Quando um incêndio ocorre em um prédio, as normas de segurança dizem que você não deve entrar no elevador. Mas e se o elevador fosse a maneira mais rápida e segura para se evacuar um prédio em chamas? A Salamandra Zone é uma Startup de Israel que deseja possibilitar que pessoas presas em edifícios em chamas possam escapar através do elevador. Hoje, os elevadores desarmam automaticamente quando detectam um incêndio por causa dos gases tóxicos liberados pelo fogo, que rapidamente tomam conta da cabine. De fato, quase 95% das mortes em incêndios em edifícios não são provenientes de queimaduras, mas sim da inalação de gás carbônico e outros gases tóxicos. Esses mesmos gases também chegam

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às escadarias, fazendo o ambiente ficar tão tóxico quanto a cabine do elevador e muito mais perigoso quando se juntam centenas ou milhares de pessoas em pânico tentando escapar do prédio ao mesmo tempo. A solução da Salamandra Zone: não desarmar o elevador. Ao invés disso, transformar a cabine do elevador em um ambiente seguro que possa facilitar as operações de resgate. O principal produto

da Salamandra Zone em desenvolvimento é a B-Air, uma pequena caixa colocada no topo da cabine. Essa inovação, baseada em anos de pesquisa em química e engenharia, tem duas funções. A primeira: converter os gases tóxicos em ar respirável em nano segundos. A segunda: adicionar uma forte ventoinha em cima da cabine, que puxaria ar resfriado para o elevador e consegue prevenir a entrada da fumaça – e funciona até com as

Teste da B-Air da Salamandra Zone’s para elevadores


portas abertas. A B-Air tem uma bateria que suportaria até três horas de operação. “Arranha-céus são bastante vulneráveis”, diz o diretor de operações Gil Tomer. “Permanecer no seu lugar e esperar os bombeiros não é uma opção. As mais altas escadas no mundo conseguem alcançar apenas o 12º andar”, diz. Os arranha-céus modernos tem dezenas de andares e as vezes até mais de 100 – como o Burj Khalifa em Dubai com 160 andares e 57 elevadores. E se você precisar de uma prova de que prédios altos podem ser mortais, basta você voltar a 2017, quando ocorreu um incêndio no prédio de 24 andares, Greenfell Tower em Londres, matando 72 pessoas. Os bombeiros disseram aos moradores para ficarem em seus lugares e esperarem o resgate. O conselho foi desastroso. Os sensores sofisticados da B-Air podem detectar exatamente a concentração de gases nocivos no lado de fora. As unidades contém um mix de químicos que reagem instantaneamente aos gases da fumaça e a transformam em ar respirável. O dióxido de carbono (CO2), por exemplo, é dividido em seus componentes moleculares até que fique apenas o oxigênio (O2). Ao converter os gases, a B-Air suga o ar tóxico do poço do

elevador para a cabine a 72 quilômetros por hora, criando uma zona de alta pressão que mantém todos os gases não filtrados para fora. Ela pode ser facilmente instalada em um elevador existente. E quanto ao medo de que o fogo no poço de um elevador arrebente os cabos do elevador? Esse tipo de construção já passou há muito tempo. “Décadas atrás, os poços de elevador foram construídos a partir de materiais diferentes, incluindo madeira”, observa Tomer. “Hoje, o poço é uma das áreas mais protegidas de um prédio. É feito de concreto e nunca pega fogo.” Para que um edifício mude os protocolos e permita que seus elevadores continuem operando durante um incêndio, o sistema B-Air deve funcionar sem falhas. Essa foi a principal razão pela qual toda a equipe de sete pessoas da Salamandra Zone passou três semanas nos escritórios do Underwriter’s Laboratory, nos Estados Unidos, no início deste ano para realizar testes. Tomer estima que levará um ano até que a B-Air seja liberada adotantes, tais como edifícios premium, hospitais e casas de aposentadorias. A B-Air também pode criar salas de refúgio como as exigidas pela lei israelense para novas construções após a Segunda Guerra do Golfo.

Da esquerda para direita, o diretor de operaçōes Gil Tomer, gerente administrativa Galit Givon, fundador e diretor executivo Marat Maayan, químico chefe e chefe do laboratório Sasha Kurochkin, diretor técnico Joseph Kudish e Liron Heffetz (controle e operação)

C-Air para indústria O segundo produto da Salamandra Zone, C-Air, destina-se à instalações industriais que possam ter um vazamento de gás ou simplesmente precisam de uma maneira mais eficiente e menos dispendiosa de limpar a produção poluída de suas instalações. Instalar a C-Air no final do tubo – ao invés ou em adição ao purificador - pode limpar o gás “com 99,8% de eficiência”, afirma Tomer. Além disso, “a infraestrutura é mais barata e precisa de menos química”. Tomer espera que a C-Air seja lançada no próximo ano, a tempo de as fábricas europeias estarem de acordo com uma mudança na forma como a União Europeia rastreia a poluição desde a medição da concentração até a medição do peso.

“Eles só têm dois anos para parar essas emissões”, diz Tomer. “É como uma espada pendurada no pescoço deles.” Uma vez que o sistema ganhe força na Europa, os Estados Unidos e a China (com suas famosas cidades poluídas e um mandato do governo para limpá-los) serão os próximos. A Salamandra também tem cartas de intenção para instalar a C-Air em três plantas industriais em Israel. A Salamandra Zone foi fundada em 2014 por Marat Maayan, após 27 anos de carreira nas Forças de Defesa de Israel. Um de seus últimos papéis militares foi mapear e identificar riscos para edifícios em instalações sensíveis. Um risco que ele encontrou: a evacuação do fogo.

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Maayan se juntou ao Instituto de Química Aplicada do Instituto Casali da Universidade Hebraica, Yoel Sasson, que recebeu uma patente provisória para converter o dióxido de carbono em ar respirável. A Salamandra Zone foi formada como uma empresa privada que colabora e compartilha patentes com a universidade. Sasson atua como conselheiro científico sênior da empresa. A sede da Salamandra Zone fica em Yehud, com a pesquisa e desenvolvimento na Universidade Hebraica de Jerusalém. A empresa arrecadou US $ 2,5 milhões da Autoridade de Inovação de Israel, investidores privados e o fundador Maayan. O nome da empresa é hebraico para “salamandra”, um animal que pode respirar ar, mas também vive na água, diz Tomer. “Tribos antigas na América do Sul chamavam salamandras de ‘criaturas divinas’ porque podiam sobreviver a incêndios florestais enquanto outros animais fugiam ou morriam. As salamandras mergulhariam na água e só apareceriam depois que o fogo tivesse acabado”, explica. Poderia a Salamandra Zone ter ajudado a salvar mais pessoas durante o ataque de 11 de setembro em Nova York? Tomer diz que “absolutamente sim, observando que no início as pessoas eram capazes de evacuar por elevador, mas eventualmente os elevadores de ambas as torres pararam antes que mais pessoas pudessem escapar.” Com base nos modelos executados pela Salamandra, a tecnologia israelense teria sido um salva-vidas. “Eu não quero dizer um número específico, mas baseado em nossos cálculos, poderia ter sido na casa das centenas.” Tomer acrescenta que, além de salvar vidas e combater a poluição, a revolucionária tecnologia da Salamandra poderia melhorar muito a qualidade do ar em áreas urbanas, se usada em conjunto com sistemas de climatização AVAC. Fonte: https://www.israel21c.org/could-israels-salamandra-zone-have-saved-people-in-9-11/

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Diretor de operaçōes, Gil Tomer Foto: courtesy

Fundador e diretor executivo Foto: courtesy

Fumaça saindo das Torres Gêmeas depois dos ataques de 11 de setembro de 2001, em Nova York. Foto via Shutterstock


PESQUISA

Pesquisa com as conservadoras de elevadores e escadas rolantes no Brasil

Na pergunta, “Quantos funcionários trabalham na sua empresa?”, a resposta foi:

D

urante este ano, a Revista Elevador Brasil realizou uma pesquisa com as conservadoras de elevadores e escadas rolantes de todo o país. A pesquisa foi realizada com o objetivo de entender e reunir informações sobre o atual cenário do mercado de transportes verticais. Ao total, 122 conservadoras, de diversos estados, responderam o questionário. Confira abaixo as perguntas feitas e o resultado da pesquisa. *A identidade das pessoas e empresas que responderam o questionário serão mantidas em sigilo por questões de privacidade e segurança. Estados que participaram da pesquisa e a quantidade de conservadoras por estado: São Paulo (44) Santa Catarina (14) Rio Grande do Sul (12) Rio de Janeiro (10) Pernambuco (4) Minas Gerais (10) Bahia (3) Rio Grande do Norte (3) Ceará (3) Paraíba (3) Distrito Federal (2) Alagoas (2) Espírito Santo (4) Paraná (4) Sergipe (3) Goiás (1)

Na pergunta, “Sua empresa sentiu os efeitos da crise de 2016/2017?”, a resposta foi:

Esta pergunta do questionário é complementar à pergunta anterior. Portanto, na pergunta “Se sim, sua empresa já se recuperou dos efeitos causados pela crise?” , a resposta foi:

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Na pergunta, “Como está sua expectativa para o mercado de elevadores este ano?”, a resposta foi:

Na pergunta, “Qual área da sua empresa está recebendo mais investimentos este ano?”, a resposta foi: Marketing/Propaganda Lançamento de novos produtos e serviços Atendimento ao cliente Fidelização de clientes antigos Prospecção de novos clientes Treinamentos e cursos para funcionários Departamento financeiro Setor comercial Contratação de novos funcionários Estrutura Ampliação do parque fabril Engenharia Divisão da empresa por setores Estrutura ferramental e equipamentos Venda de novos equipamentos Estrutura de manufatura Modernizações Operacional Projeto de ampliação

A pergunta “Quais os principais desafios que sua empresa enfrenta atualmente?” foi aberta para o público desenvolver a própria resposta. Portanto, traremos um resumo dos principais desafios apresentados pelas conservadoras: - “Valores de contrato.” - “Impostos altos, mão de obra e custo interno.” - “Melhora no nível técnico dos profissionais da área.” - “Déficit na Legislação Municipal.” - “Concorrência trabalhando com margem muito baixa na prestação de serviços e cobrando valores de custo das peças, além de amplas renegociações com clientes sobre o recuo de valores mensal e congelamento de reajustes.” - “Conseguir desenvolvimento, treinamento e capacitação para entrada no mercado de instalação e montagem de elevadores hidráulicos.” - “Preço desleal da concorrência na manutenção.” - “Ausência de fiscalização por parte do poder público, tendo em vista que na minha cidade quatro empresas trabalham sem registro no CREA e sem responsável técnico.” - “A banalização da nossa atividade por parte das pequenas empresas, aceitando prestar um serviço de tamanha

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responsabilidade e complexidade por preços cada vez mais baixos.” - “Ganhar credibilidade (empresa com marca nova).” - “Concorrência desleal das multinacionais.” - “Equilíbrio entre custo e faturamento.” - “Reposição de peças.” - “Preço da matéria-prima.” - “Cancelamento de contratos.” - “Mercado competitivo.” - “Custos operacionais.” - “Inadimplência.” Conclusão Conclui-se com a pesquisa que a maior parte do mercado de conservadoras no país (mais de 70%) sentiu diretamente os efeitos da crise econômica de 2016 e 2017 e dessas, 54% ainda não conseguiram se recuperar – 46% responderam ter se recuperado. Já sobre as expectativas das empresas para o mercado este ano, 53,3% disseram que está boa, 24,6% disseram que está regular e apenas 9% das empresas estão com excelentes expectativas. Sobre a área da empresa que está recebendo mais investimento, a mais selecionada foi “atendimento ao cliente” (45,9%). Quase empatada, vem a “prospecção de novos clientes” (44,3%) e em seguida o investimento em “marketing/propaganda” (29,5%). Nota-se que as empresas também têm investido em treinamentos e cursos para funcionários – 27,9% selecionaram esta opção. Já os menos selecionados – todos com apenas 0,8% - foram os investimentos em infraestrutura, ampliação do parque fabril, engenharia, estrutura ferramental e equipamentos, estrutura de manufatura, modernizações, operacional e projeto de ampliação. Já os desafios que as conservadoras estão enfrentando atualmente foram muitos. Selecionamos os mais citados, como os altos e absurdos impostos cobrados pelo governo, deficiência na legislação dos municípios, falta de profissionalização na mão-de-obra, concorrentes trabalhando com custos muito baixos – o que causa uma desvalorização do serviço, ausência de fiscalização, dificuldades para ganhar credibilidade e conquistar clientes no mercado – no caso de empresas novas, matéria-prima com custos altos e equilibrar custo e faturamento. O mercado de elevadores, aos poucos, vai se recuperando da crise econômica e política que atingiu o país nesses últimos anos. A expectativa é de que haja uma melhora significativa no setor da construção civil, a fim de que afete de forma direta e positiva o nosso segmento. A sétima edição da ExpoElevador auxiliou o mercado a aquecer os seus negócios, além de ter estreitado as relações comerciais entre conservadoras e fabricantes. Porém, como se observa na pesquisa, ainda há muitos desafios a serem enfrentados, por isso é interessante conhecê-los. Futuramente, produziremos mais pesquisas, pois entendemos que a sua opinião é essencial para entendermos como está o setor. Por fim, agradecemos a todas as conservadoras que participaram da pesquisa.


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Revista Elevador Brasil - Edição 151  
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