Issuu on Google+

Jornal de Umbanda

São Paulo, 15 de Novembro de 2010.

Edição: 01

contato@jornaldeumbanda.com

pág. 0

JORNAL DE UMBANDA.COM LEVANDO CONHECIMENTO E INFORMAÇÃO A TODOS Diretor: Rubens Saraceni

Jornalista Responsável: Wagner V. Costa

Editoração e Arte: Alan Levasseur

São Paulo realiza sua primeira semana em homenagem à Umbanda. No dia 15 de novembro de 2010 terá início a semana de homenagem à religião umbandista, realizada por um grande grupo de instituições e entidades representativas da Umbanda, começando com um show de corimbas e com a mostra de um congá ao vivo produzido e apresentado por Pai Ronaldo Linares e membros da FUGABC. Nos dias seguintes acontecerão outros eventos no Clube de Regatas Tiete e que se estenderá até o dia 21/11, com exceção do dia 17/11, que haverá uma sessão solene na Câmara Municipal de São Paulo oficializando o dia municipal da Umbanda. Durante a semana da Umbanda os visitantes poderão assistir a shows, apresentações artísticas e desfiles de moda Afro, deliciar-se na praça de alimentação com comidas típicas e adquirir lembranças na feira de artesanato e umbandista. Em nome dos organizadores desse evento tão aguardado pela comunidade umbandista convidamos os nossos leitores a comparecerem e prestigiarem as apresentações e shows que acontecerão. Maiores informações podem ser obtidas pelos telefones: (11) 3951.0109 / 7746.5011 ou pelo site www.aldeiadecaboclos.com.br

Nesta Edição você vai ler sobre: Editorial O “Passe Espírita” e o “Passe Umbandista” O Ponto riscado. . . ponto! Captação de energias negativas Momento Especial. Refletindo sobre a Umbanda Oração ao Mistério Ancião Senhor Ogum Megê Sete Espadas Mal Interpretado Umbanda, Xamanismo e as Forças da Natureza Mago, e sua ascensão Espiritual

Caridade na Umbanda Você é Médium? Uma reflexão sobre Equilíbrio Oração ao Pai Omolu Quem foi Pai Pedro? Psicoterapia Reencarnacionista Médium de Desdobramento Espiritual O Livro das Energias – Comentado Caderno Cultural Última Página.


Jornal de Umbanda

São Paulo, 15 de Novembro de 2010.

Edição: 01

contato@jornaldeumbanda.com

pág. 1

EDITORIAL Ainda a pouco, uma noticia exclusiva fora noticiada em um jornal televisivo. No entanto, passaram-se apenas alguns minutos e ela não é mais noticia, virou fato ocorrido em um momento da história da humanidade. Tudo isso pelo simples fato de que a tecnologia evoluiu muito no campo da comunicação. Então, com esta evolução as noticias, mensagens e informações ganharam divulgação quase que “instantânea”, o que significa que não dá para acompanhar tantas informações e notícias ao mesmo tempo, pois a comunicação é continua e ininterrupta. Hoje em dia, temos a opção de receber informações de todas as formas, em áudio, escritas, visuais, e o que é mais interessante, estas informações podem ser armazenadas em pequenas unidades, dispensando os métodos antigos de arquivamento em pastas e caixas. Com tanta disponibilidade de armazenamento, fluxo de informação, liberdade e agilidade no envio e recebimento da mesma, nada mais apropriado que levar nossa religião ao encontro dela. Isso mesmo! Ter um “JORNAL VIRTUAL” significa romper barreiras, ultrapassar fronteiras, chegar a locais diferentes em todo o planeta ao mesmo tempo e de forma igual e adequada à linguagem de cada leitor. Além disso, criamos um “JORNAL VIRTUAL” onde não há “colunistas, ou redatores” fixos. O que criamos é o exercício da liberdade de expressão, informação, conhecimento e opinião, seguida apenas de uma ética. Este jornal é escrito por você, leitor, e não por um grupo de profissionais voltados para jornais, revistas ou matérias especificas. Ele é um jornal escrito por quem tem a ensinar e compartilhar com quem quer aprender. É um “JORNAL” que dá a escolha do leitor ler o que lhe convém e da forma que lhe for mais agradável. Ou seja, pode lê-lo em um portal de internet, pode ler através do “jornal eletrônico” ou se preferir, imprimir para uma leitura posterior apenas as matérias selecionadas. Podendo fazer o download dos arquivos para, sempre que quiser tê-los a disposição. Não seguimos uma rotina de edição e todo aquele que tem um assunto que queira divulgar, desde que seja relacionado à Umbanda, magia, esoterismo, vivencias, entrevistas, psicografias etc. pode nos enviar, respeitando a ética de não julgar o trabalho alheio, não difamar, não ofender e nem mesmo direcionar ataques diretos ou indiretos a quem quer que seja. Nossa proposta é arregimentar nossa religião, que em virtude de tantas adversidades, vem encontrando grande dificuldade, barreiras e tabus na troca de informações. Pedimos a todos que tem uma matéria sobre a magia que vem aplicando, os tipos de trabalhos executados em seus terreiros ou mesmo entrevistas com seus dirigentes, que nos enviem, para que possamos disponibilizar a todos os seus textos e suas matérias serão muito bem vindas, desde que não sejam compilações e nem mesmo textos destinados a ataques e criticas a outros. “Nosso intuito é tornar o JORNAL DE UMBANDA, um jornal público de acesso direto e informativo, enfim, uma área de divulgação que segue um dos princípios básicos do Caboclo das Sete Encruzilhadas, quando este, em sua primeira manifestação, disse: -”. . .aprenderemos com aqueles espíritos que souberem mais e ensinaremos aqueles que souberem menos e a nenhum viraremos as costas e nem diremos não . . ." Sendo assim, teremos um local na web onde será possível ver notas de casamento, notas de falecimento, eventos de terreiros; festas e homenagens e compartilhar formas e maneiras de se praticar a Umbanda, até porque sabemos que cada qual tem a sua história.


Jornal de Umbanda

São Paulo, 15 de Novembro de 2010.

Edição: 01

contato@jornaldeumbanda.com

pág. 2

Desta forma estaremos unindo conhecimentos e forças, diminuindo a distância entre os umbandistas e tornando acessível a informação à todos. Afinal, sem a coletividade e a união não é possível nos fortalecer. Sintam-se a vontade para enviar suas matérias, não esquecendo sempre de, ao fim do texto (o qual pedimos não ultrapassar duas folhas) acrescentar: EU fulano de tal, RG tal, endereço tal, declaro que este texto (matéria) é de minha autoria e autorizo sua total reprodução bem como a publicação sem remuneração no site JornaldeUmbanda.com Pontos e orações de Umbanda de sua autoria e que tem a vontade de compartilhar com todos também é muito bem vindo. Desta forma estaremos enriquecendo a religião. Vale lembrar que seguimos uma religião que é desde seu inicio, LIVRE! E desta forma deve permanecer, apesar de o seu reconhecimento como uma religião genuinamente brasileira não ser aceito ainda por todos em nosso país. Mas estamos lutando para tanto, como é possível observar, apesar dela não ser divulgada na mídia como as outras que, além da divulgação são proprietárias dos meios de comunicação que utilizam. Estamos avançando cada vez mais, haja visto a quantidade de freqüentadores em terreiros espalhados pelo país, que vem crescendo a cada dia. As referencias feitas à Umbanda; os procedimentos adotados em outros locais; pessoas dispostas a ensinar o que antes estava fechado ou de difícil acesso; o aumento significativo de sacerdotes em nosso meio, etc, tudo deve virar noticia. Ainda que tão pouco divulgada, mas em crescimento continuo e acelerado, a Umbanda já é conhecida dentro e fora do Brasil, através de sites, Blogs, Portais, Jornais, Revistas. . . tudo isso graças á iniciativa de seguidores e simpatizantes da religião, que estão divulgando e levando a muitos um pouco do que passam, aprendem, conhecem e vivenciam. Porque então não unirmos os conhecimentos que hoje cada um possui (pois ele não é único e não é absoluto) e divulgarmos cada vez mais? Porque não trocar informações com pessoas ligadas entre si pelos mesmos Orixás? Por exemplo: determinada casa ou terreiro em um local no sul do Brasil, quando tem falecimento de um dos filhos da casa, segue um procedimento diferente de outra casa em São Paulo, mas não deixa de ser Umbanda e de amparar a família e o falecido. São formas diferentes de se fazer a mesma coisa, de obter o mesmo resultado. Porque não aprendermos uns com os outros? Um grande número de pessoas busca informações sobre os mais diversos assuntos, então que este “JORNAL” sirva como uma das referências de conhecimento e troca de informações a todos. Não é hora de sermos donos, mas sim de mostrarmos que, ao contrário do que foi feito no passado com a Umbanda, colocando e atribuindo a ela todo e qualquer infortúnio e mau juízo que se podia colocar em algo ou alguém, estamos aqui pra mostrar que ela não é nada disso ou daquilo e sim que os Orixás atuam de forma direta e indireta sobre todos, independente de suas crenças e religiões e que o que a Umbanda faz não são desgraças, façanhas, charlatanismo, acasos e nem estamos aqui para competir, e sim, para agregar, aprender e ensinar, compartilhar, faz caridade e prega o amor verdadeiro e a fraternidade. Enfim, exercite a escrita, faça rascunhos, comece a divulgar a Umbanda que você aprendeu na casa que você faz parte. Envie aquela mensagem passada pelo seu guia e que você não tem como compartilhar, pois não tem um espaço na mídia. Envie-nos um ponto que outro dia um guia lhe passou para que fosse cantado, aquela oferenda feita no pé de uma árvore para propiciar prosperidade, etc. Vamos diminuir as distancias e acrescentar o que for de bom para nosso conhecimento. A Umbanda tem só 100 anos, mas tem muita história para contar através de você, amigo leitor!


Jornal de Umbanda

São Paulo, 15 de Novembro de 2010.

Edição: 01

contato@jornaldeumbanda.com

pág. 3

O “Passe Espírita” e o “Passe Umbandista” Por Alexandre Cumino

“A um médium é solicitado que conheça o mínimo indispensável para que possa realizar as práticas de Umbanda e seus rituais. Também é exigido que estude um pouco, porque só assim, entenderá tudo o que acontece dentro de um templo de Umbanda durante a realização das giras de trabalho.” Rubens Saraceni1 A palavra “passe” tem origem no Espiritismo, codificado por Allan Kardec, e traz a idéia de “passar” ou “transmitir” algo a alguém. A doutrina codificada por Kardec tem base cristã e encontra no Evangelho as muitas passagens em que Jesus cura as pessoas e “expulsa” espíritos indesejados por meio da imposição de mãos. Algo que vamos encontrar em muitas outras culturas como a egípcia, a grega, a celta, a chinesa, a indiana ou em tradições indígenas e xamãnicas. Estudiosos do passado e do presente se debruçam sobre os fundamentos científicos das técnicas de “passe magnético”, desde Hermes Trimegistro, Fo-Hi, Asclépio, Pitágoras, Hipócrates, Paracelso, Van Helmont, Mesmer, Du Potet e outros. Na obra de Allan Kardec vamos encontrar (A Gênese, Cap. XIV, 1:14, 15 e 18) a descrição dos “Fluidos” e sua manipulação: Os Espíritos atuam sobre os fluidos espirituais, não os manipulando como os homens manipulam os gases, mas por meio do pensamento e da vontade. O pensamento e a vontade são para os Espíritos o que a mão é para os homens... Pode-se dizer, sem receio de errar, que há nesses fluidos, ondas e raios de pensamentos, que se cruzam sem se confundirem, como há no ar ondas e raios sonoros... O pensamento do encarnado atua sobre os fluidos espirituais como o dos desencarnados; transmite-se de Espírito a Espírito pelo mesmo veículo, e, conforme sua boa ou má qualidade, saneia ou vicia os fluidos circundantes... No “Passe Espírita” o médium manipula estes fluidos por meio de técnicas que foram se desenvolvendo com o tempo. Aqui no Brasil devemos, principalmente, a Bezerra de Menezes e Edgard Armond, o método já consagrado e largamente utilizado em boa parte dos “Centros Espíritas”. A padronização dos passes e outras práticas doutrinárias... foram providências adotadas na Federação Espírita dos Estado de São Paulo para efetivar a unidade das práticas espíritas, assunto de alta relevância, levado ao Congresso de Unificação realizado em 1947 nesta Capital. Estas são as palavras que “prefaciam” o título Passes e Radiações: Métodos Espíritas de Cura de autoria de Edgard Armond, 1950. Podemos dizer que o conteúdo deste livro norteou e norteia até hoje o método e técnicas utilizadas no Espiritismo Brasileiro, em que o “Passe Magnético” subdivide-se por categorias como P1, P2, P3, P4. Além do Passe de Limpeza e da Auto Cura. A realização destes passes é feita por qualquer pessoa de boa vontade que tenha estudado o método, para algumas situações, no entanto é necessário certa sensibilidade ou Don mediúnico. A maioria dos métodos é explicada por uma corrente de energia/magnetismo e fluidos que estabelecem um circuito de forças entre “operador passista” e consulente (assistido). Dentro do processo são definidos alguns conceitos como a polaridade das mãos (direita = positiva, 1

Rubens Saraceni. Código de Umbanda. São Paulo: Ed. Madras, 2006. P.79


Jornal de Umbanda

São Paulo, 15 de Novembro de 2010.

Edição: 01

contato@jornaldeumbanda.com

pág. 4

esquerda = negativa) e os centros de força, denominados de chacras por influência oriental, assim como a importância de um conhecimento básico sobre a fisiologia do corpo material e espiritual. “Quando o Espírito é de elevada categoria, possui grande poder curativo, muito diferente e muito melhor que o que possui o magnetizador encarnado.” Edgard Armond2 O “Passe Umbandista” não é apenas um “passe magnético” ou material e sim um “Passe Espiritual”, aplicado por um espírito. Assim como Edgard Armond classificou diferentes métodos de aplicação do Passe Magnético para diferentes necessidades, também os espíritos que se manifestam na Umbanda aplicam métodos variados de acordo com a necessidade de cada consulente, dentro dos variados recursos que cada espírito guia entidade/mentor, possui. Sem esquecer que cada um recebe na medida de seu merecimento e afinidade, podendo um encarnado bloquear uma ação positiva direcionada a ele mesmo como conseqüência de sua postura mental. Pois muitos merecem, mas não estão abertos emocionalmente ou psicologicamente para receber o que a espiritualidade lhe oferece, por vários motivos como descrença, irritação, mentalidade critica e posturas interesseiras desfocadas de um objetivo espiritual. O “Passe Umbandista”, para além de “Passe Espiritual”, pode ser definido como a aplicação de um conjunto de técnicas mágico-religiosas, além de explorar todos os recursos possíveis de imposição de mãos, utiliza elementos e técnicas variadas e até inusitadas. “Porém, enquanto nos centros espíritas usa-se o passe magnético, nos centros de Umbanda também se recorre aos passes energéticos, quando são usados diversos materiais (fumo, água, ervas, pedras ou colares, etc.) que descarregam os acúmulos negativos alojados nesses campos eletro-magnéticos... Nem sempre o que parece folclore ou exibicionismo realmente o é. Se os mentores dos médiuns de Umbanda exigem determinados colares de pedras, eles sabem para que servem e dominam seu magnetismo, assim como as energias minerais cristalinas irradiadas pelas pedras. Ervas e fumo, quando potencializadas com energias etéreas pelos mentores, também se tornam poderosos limpadores de campos eletromagnéticos.”3 A finalidade é de alcançar maior êxito de acordo com as necessidades, o merecimento e os recursos disponíveis. Cada entidade tem a liberdade de aplicar a técnica que lhe aprouver, desde que dentro dos limites de ética, bom senso e respeito. Embora haja um conjunto de métodos e recursos característicos da Umbanda. Muitas entidades, em especial os pretos velhos, por exemplo, realizam o benzimento, que se distingue do “Passe Magnético”, por empregar uma ação mais relacionada ao poder do verbo, elementos e simbologia, considerada “Magia Popular”. Também é possível identificar métodos complexos de Magia Riscada (Magia de Pemba), abrindo espaços mágicos (Pontos Riscados) que muitas vezes lembram Mandalas do Hinduismo ou mesmo Fórmulas Cabalisticas da Real Arte Simbólica e Mística Hebraica entre outras práticas de Ocultismo e Hermetismo. Entre os elementos mais utilizados podemos identificar velas, água, óleo, pedras, essências, fumo, ervas, tecidos, ponteiros e a citada pemba (giz utilizado para traçar 2

Edgard Armond. Passes e Radiações: Métodos Espíritas de Cura. São Paulo: Ed. Aliança, 1997. P. 85

3

Rubens Saraceni. Código de Umbanda. São Paulo: Ed. Madras, 2006. P. 101


Jornal de Umbanda

São Paulo, 15 de Novembro de 2010.

Edição: 01

contato@jornaldeumbanda.com

pág. 5

símbolos), dentro de um ambiente de terreiro, mágico-religioso por natureza. Nos métodos se observam rezas, orações, preces, evocações, invocações, determinações e fórmulas mágicoreligiosas associadas a banhos, defumações, oferendas e outros. Todos estes recursos estão mais ou menos associados ao “Passe Umbandista”, no qual se cria um ambiente de Som, Cores, Aromas e Luzes, capaz de inebriar de forma positiva todos os cinco sentidos do consulente a fim de conduzi-lo a certo estado de consciência desejado. Durante o “Passe Umbandista” observamos a entidade espiritual fazer a imposição de mãos, segurar velas direcionadas aos chakras ou traçando movimentos no ar, colocam colares (guias) no pescoço do consulente ou o colocam dentro da mesma em circulo no chão. Atiram ponteiros em pontos riscados, fazem gestos rituais e movimentos com os pés e mãos que nos faz crer na “Magia Gestual”. Em meio a tantos recursos, que nos encantam e fascinam, nos chama a atenção, em especial, o estalar de dedos, bem característico em quase todas as linhas de trabalho. Muitas pesquisas e especulações já foram realizadas sobre esta prática, entre elas são identificadas as energias que existem na ponta de cada um dos dedos da mão, que são pequenos chakras ou vórtices de energia (“chacrinhas”), e, o “choque” vibratório desencadeado no ar quando o dedo médio estala sobre a região da mão chamada de “monte de Vênus”, causando vibração astral e sonora o que desperta certa energia dentro do campo em que está atuando. Este “Estalar de Energias” pode assumir contextos vaiados de acordo com o que esteja associado, por meio do pensamento ou movimentos. Além deste contexto pode-se usar o estalar de dedos como um simples gesto de descarregar as energias absorvidas pelas palmas das mãos. Um caboclo ou outro espírito guia eleva sua mão ao alto (ou ao lado) buscando certa energia que será irradiada ao consulente, num movimento rápido, ao mesmo tempo em que transmite esta energia positiva, retira os eflúvios negativos e os “descarrega” com um estalar de dedos. Os movimentos longitudinais, transversais e circulares também foram descritos na obra de Edgard Armond, em que: Os passes longitudinais movimentam os fluidos, os transversais os dispersam e os circulares e as imposições de mãos os concentram, o mesmo sucedendo com o sopro quente. Este último merecendo ainda um estudo à parte. No entanto pode-se associar procedimentos mais ou menos magísticos com os mesmos, ou seja, a relação entre estalos e números com o poder de realização que cada um deles possui, aplicando-se seqüências de estalos que podem variar, por exemplo, de 2x3,3x3,4x3 ou ainda estalos que desenham formas geométricas no ar. Lembrando que a aplicação de símbolos associados a idéias e intenções, com suas respectivas invocações é a mais explicita “magia simbólica”, encontrada nas mais variadas culturas. Assim seqüências de estalos “desenham” no ar, cruzes, estrelas e círculos; firmando ou estabelecendo pontos e espaços vibratórios, aos quais podem ter função nesta realidade ou abrir portais para outras realidades. Muito mais poderíamos escrever sobre o “Passe Umbandista” e seus recursos, no entanto não pretendemos em um único artigo esgotar o que é inesgotável. Fica aqui um comentário final sobre a importância do estudo, não para complicar o que é realizado de forma tão simples por nossos guias de Umbanda, mas com a finalidade de compreendermos o que eles realizam, com a consciência de que eles sim estudam e estudaram muito para realizar este trabalho espiritual. Não estudamos por um movimento do Ego ou para substituir a presença dos mesmos, mas para lhes oferecer maiores recursos psíquicos, espirituais e materiais. Estudamos para ver o quanto somos ainda “neófitos” (aprendizes) nesta senda, em que Caboclo (a), Preto Velho (a), Baiano (a), Boiadeiro (a), Marinheiro (a), Cigano (a), Exu e Pomba Gira são nossos Mestres.


Jornal de Umbanda

São Paulo, 15 de Novembro de 2010.

Edição: 01

contato@jornaldeumbanda.com

pág. 6

É ponto riscado... ponto! Muitos podem se perguntar: - O que leva um indivíduo a freqüentar aulas de Sacerdócio de Umbanda em pleno sábado à noite? A resposta é simples – Aprendizado! Aprendizado este que justifica qualquer esforço de minha parte e que não tem preço, pois fará parte do tesouro que carregarei para a eternidade. Buscar esse aprendizado me libertou das amarras da ignorância, do medo e principalmente da prepotência daqueles que se intitulam “profundos conhecedores” dos mistérios sagrados e que por vezes se impõem contra nós ou nossos guias, calcados em uma “verdade” que nem mesmo eles podem sustentar, pois desconhecem os fundamentos daquilo que pregam e ensinam. Quando ensinam! No começo foi assim, mas para meu conforto hoje sei que a espiritualidade trabalha sempre a nosso favor, até mesmo quando achamos que estamos sozinhos neste “mundão de Deus”. Lembro-me que num determinado momento de minha vida, já trabalhando com meus guias em uma casa de Umbanda, eu estava repleto de dúvidas e de medos, prestes a jogar tudo para o alto por estar sofrendo e não encontrava explicações razoáveis sobre o que me acontecia. Foi então que durante uma oração pedi aos meus Orixás e guias que me mostrassem um caminho, uma direção que me ajudasse a seguir por esta senda e realizar um bom trabalho espiritual. Eis que a resposta foi imediata – ESTUDE! ESTUDE E VÁ APRENDER SOBRE OS MISTÉRIOS JÁ REVELADOS E OS QUE AINDA SERÃO! Sem saber como e por onde começar, numa busca na internet por assuntos relacionados à Magia descobri o curso de Magia Divina das Sete Chamas Sagradas. Interessei-me pelo assunto, me inscrevi e comecei o curso. Numas das aulas minha Maga Iniciadora deu um aviso a todos que estava aberta a inscrição para o curso Sacerdócio de Umbanda ministrado pelo Mestre Rubens Saraceni no Colégio de Umbanda. De imediato pensei – Creio que agora encontrei o caminho! A partir de meu ingresso no curso de sacerdócio, minha vida mudou muito e para melhor. São tantos ensinamentos e tamanha a abertura da consciência que torna-se evidente a importância de todo médium de Umbanda estudar e se especializar nos assuntos ligados à nossa religião. Posso dar como testemunho o que aprendi nula aula recente onde nos foi ensinado sobre a ESCRITA MÁGICA SIMBÓLICA SAGRADA ou como a conhecemos mais comumente em nosso meio PONTO RISCADO NA UMBANDA. Começo relatando que aprendi que a Magia Riscada é uma das mais poderosas entre as muitas magias existentes e podemos criar nossos pontos de defesa, de descarga, de limpeza, purificação, energização etc., através dos pontos riscados por nossos guias ou por um médium iniciado. A espiritualidade nos concedeu poderosas ferramentas para nosso trabalho diário em nossas casas e confesso que desconhecia a importância desta magia. Não me torturo demais, pois infelizmente como outras questões ligadas aos antigos ensinamentos, muita coisa sobre a Magia Riscada também foi ocultada, assim como outros assuntos que só uns poucos conhecedores se beneficiavam pelo seu uso e por conhecer seus fundamentos/força. Fato interessante também é que o uso desta magia é muito antigo, pois foram encontrados resquícios dela nas antigas civilizações em suas práticas ritualísticas. Fosse pelo líder espiritual


Jornal de Umbanda

São Paulo, 15 de Novembro de 2010.

Edição: 01

contato@jornaldeumbanda.com

pág. 7

da época que usava da Magia Escrita para defender-se de seus inimigos ou “concorrentes” ou fosse pelos cultuadores que podiam se utilizar dela para seu próprio benefício e proteção, o fato é que os sinais sobreviveram ao tempo para provar para nós que riscar magia é uma prática antiga. Hoje há livros publicados resultado de pesquisas de autores pioneiros que bravamente escreveram sobre o assunto, mas seja como for, faltou revelar o fundamento dos pontos riscados pelos guias nos terreiros, ou de onde são extraídos os signos por eles utilizados em seus pontos. Mesmo na internet há vasto material que é facilmente achado, mas também sem as explicações necessárias sobre os fundamentos desta magia. Aprendi também que cada signo, símbolo ou risco mágico inserido nos pontos cabalísticos (pontos riscados) dos guias saem das irradiações mentais dos sagrados Orixás, que são irradiações vivas e divinas e têm funções específicas e as mais diversas possíveis. Estes riscos, signos, símbolos ressoam nas telas vibracionais mentais divinas e conectadas a elas, nos trazem do nível Divino, as vibrações funcionais e adaptadas à nossa vibração que por fim são direcionadas pelo seu operador (guia ou médium magista). Este último então através de um ponto riscado pode nos favorecer com uma magia de descarrego, limpeza, purificação etc. A Magia Riscada é uma ciência simbólica estudada nos colégios de magia do astral e é composta por milhares de ondas vibratórias, por milhares de símbolos sagrados e por milhões de signos mágicos que podem ser riscados em um espaço mágico em nosso benefício, mas frente à complexidade do assunto, é natural que o médium tenha dúvidas em relação ao que seu guia riscou num determinado ponto. Lógico que o guia sabe o que riscou, mas aos olhos do médium e de alguns expectadores mais ansiosos, o ponto riscado pode sugerir coisas diferentes da realidade espiritual que há por trás dos riscos. Por exemplo, o ângulo de abertura do signo riscado pelo guia informa a irradiação de qual linha e qual Orixá ele trabalha, mas olhar simplesmente o signo riscado pode nos levar a uma outra interpretação.. Assunto interessante, porém merece uma matéria a parte no jornal. Isto nos mostra que a Magia Riscada não deixa de ser realmente uma ciência divina e como tal precisa ser estudada por todos os médiuns quando aberta pelos guias e Orixás. É importante dizer também que nem todos os guias espirituais conhecem a fundo a magia do ponto riscado e boa parte deles se serve apenas dos “Sete Pontos Cabalísticos” que recebem de seus superiores quando se unem a linha de trabalho espiritual. Portanto, não interpretem mal se determinado guia não for especializado em magia riscada, pois ele pode até não entender da magia em questão, mas pode ser muito competente no auxílio às pessoas através de outras magias ou orações, manipulação de ervas etc. Receber importantes ensinamentos favorece demais na execução desta que passei a entender um pouco melhor riscados pelos meus guias em seus

sobre os pontos riscados nos magia maravilhosa, sem contar os traços, símbolos e signos pontos.

E assim quanto mais seguros sobre o conhecimento dos princípios e fundamentos por trás dos pontos riscados, estaremos mais seguros em relação ao que nos está sendo revelado e aberto pela espiritualidade, assim como na execução da magia quando necessário. Com estas poucas revelações posso dizer aos meus irmãos Umbandistas praticantes que o assunto despertou em mim um profundo interesse em conhecer mais sobre a Magia Riscada


Jornal de Umbanda

São Paulo, 15 de Novembro de 2010.

Edição: 01

contato@jornaldeumbanda.com

pág. 8

Divina. Passei a entender melhor que tudo o que meus guias me ensinam e instruem durante os trabalhos de atendimento é uma parcela ínfima perto de tudo que é emanado de Deus e nossos amados Orixás e nos chega através da espiritualidade. Posso lhes dizer também que se há limites, eles existem apenas dentro de nós, médiuns ou dirigentes de casa, justamente porque nos recusamos a estudar e nos aprofundar no conhecimento de assuntos ligados à nossa religião. Sejamos humildes em reconhecer que pouco sabemos, mas podemos melhorar buscando nos dedicar aos estudos seja através de livros ou cursos e até mesmo formando grupos de trabalho com força nas trocas de informações entre irmãos, compartilhando experiências positivas que deram certo e que podem ser adotadas para nossos trabalhos, com vista ao bem coletivo deixando de lado o orgulho e a vaidade. Finalizando, há muito mais para aprender sobre o assunto, mas o curso ainda está em andamento e como diz o Mestre Rubens, “Sejam bons multiplicadores nas casas onde trabalham ensinando todos os irmãos e irmãs que necessitam de aprendizado”. Só assim a religião dará um passo importante rumo ao futuro maravilhoso que nos aguarda. Salve nosso Pai Olorum, salve a Umbanda, salvem Todos os Orixás e guias e que nosso amado PAI abençoe a todos irmãos e irmãs que um dia abdicaram de muita coisa em suas vidas para ensinar a outros irmãos e irmãs o que nossa religião tem mais maravilhoso. Que o Amado Pai Olorum ilumine a todos nós. Amém. Enviado por: Jurandyr Ribeiro Arroyo

Captação de energia negativa pelos animais e plantas Muitos acreditam que as plantas e os animais são como “pára-raios” e puxam toda carga negativa que foi direcionada a nós humanos. Para discorrermos sobre esse assunto, vamos começar questionando alguns pontos básicos: 1. A energia negativa que nos é enviada (inveja, olho gordo, ódio, cobiça, etc.) realmente existe? 2. Uma pessoa consegue matar uma planta e deixar um animal doente somente emanando esse tipo de energia? 3. O que podemos fazer para nos proteger e proteger plantas e animais? 4. Deus com sua bondade infinita permitiria que plantas e animais se tornassem nossos escudos de proteção para cobrir nossos erros? Todos os seres vivos possuem uma energia que envolve seus corpos e os mantêm vivos, e a todo instante, parte dessa energia é trocada. Por um lado recebemos energia que está a nossa volta na atmosfera, que vem do Sol, do centro da Terra e de outras pessoas, e por outro lado eliminamos o excesso de nossa energia despejando-a pelo caminho ou até mesmo em outras pessoas através do contato corporal. Esta energia é moldada de acordo com nossos sentimentos, nosso humor, etc. Sentimentos como inveja, ciúmes, raiva, ódio, entre outros, faz com que a energia fique sobrecarregada e densa, tornando-a nociva ao nosso corpo.


Jornal de Umbanda

São Paulo, 15 de Novembro de 2010.

Edição: 01

contato@jornaldeumbanda.com

pág. 9

Ora, se constantemente estamos trocando nossas energias, parte dessa energia negativa carregada de sentimentos ruins também são eliminadas de nosso corpo, impregnando nossa casa ou a casa de outras pessoas que visitamos. Plantas e animais que estiverem próximos à presença de uma pessoa carregada com essas energias podem absorver um pouco disso. As plantas absorvem a energia do Sol para realizar a fotossíntese e emitem energia para o meio ambiente e juntamente com a energia solar, elas absorvem energias emanadas pelas pessoas. Todo excesso de energia absorvida pelas plantas é descarregado naturalmente no solo, porém à área de solo que a planta utiliza para fazer esse descarrego tem de ser considerável, pois o próprio solo precisa de espaço para receber essa energia e eliminá-la. Algumas pessoas utilizam vasos pequenos para plantas o que torna o volume de solo insuficiente para absorver o excesso de energia, por isso, pode acontecer de a planta murchar ou morrer, dependendo da quantidade de carga recebida. Já com os animais acontece de outra maneira. Os animais, assim como os humanos, absorvem as energias que vem por todos os lados e vão eliminando o excesso, mas tanto o gato como o cachorro percebe de longe quando uma pessoa está carregada. Normalmente o gato foge dessa pessoa se escondendo em um local seguro. O cão, mesmo sendo muito “bonzinho”, late sem parar pra pessoa e muitas vezes, sai de perto tentando se esconder em algum canto. A pessoa que está carregada negativamente percebe que algo está errado com a reação dos animais e pode lançar um olhar de desagrado para eles, olhar este que também emite carga negativa para o gato ou o cão. Essa carga negativa pode ser captada pelos animais, mas eles usam alguns truques para eliminar rapidamente essas cargas: esfregam o corpo nas paredes ou no chão, como se estivessem se coçando, tomam muita água ou mastigam grama, para acelerar o processo de troca de energia. Alguns cães latem muito, ou os gatos miam demais, pois a emissão do som também ajuda a eliminar essas energias. Uma pessoa carregada negativamente pode emitir essa energia de maneira não-intencional ou intencionalmente. De maneira não-intencional ela transmite a carga cumprimentando, abraçando ou tocando outro ser vivo sem desejar seu mal, porém libera seu excesso de carga no toque. Intencionalmente, ele pode tocar a pessoa que deseja o mal e descarrega nela seu excesso de carga ou ainda essa pessoa dirige o pensamento para a outra e a carga é dirigida, sem precisar de contato físico e não importando a distância ou barreiras – o que liga uma pessoa à outra é o pensamento mútuo, é como se houvesse um cordão ligando-as, e através desse cordão é que passa a energia. Então para proteger a nós e aos animais e plantas dessas energias negativas intencionais, devemos utilizar ferramentas próprias para isso. Alguns pára-raios muito utilizados pelas pessoas são bem conhecidos, por exemplo: colocar em um copo com água um punhado de sal grosso e um elemento concentrador de energia (uma


Jornal de Umbanda

São Paulo, 15 de Novembro de 2010.

Edição: 01

contato@jornaldeumbanda.com

pág. 10

pedra, um metal, uma moeda, um pedaço de carvão, etc.) e deixar esse copo na entrada da casa; colocar uma fita vermelha na entrada da casa; colocar um espelho na entrada da casa; espetar barras de aço inox em um vaso com terra; etc. Não podemos esquecer que para “ativar” esses pára-raios devemos orar bastante durante o processo de montagem dos mesmos e mentalizar o que desejamos com isso. Essas ferramentas utilizadas para captar energia negativa sempre foram bem aceitas e normalmente funcionam de acordo com o desejado. Com relação às energias negativas nãointencionais, devemos estar sempre atentos aos nossos atos, não responder aos pensamentos negativos como inveja ou rancor, por exemplo, estar sempre em sintonia com bons pensamentos e orar sempre que achar que a vibração não está boa. O uso de patuás, guias, colares, pedras nos bolsos entre outros, também ajuda a concentrar essas energias negativas evitando que pegue em nós. Mas esse texto não foi feito apenas para descrever como nos proteger ou mesmo proteger aos animais e plantas. Há muitos anos alguns guias diziam que “se um animal ou planta em sua casa não está bom, anda doente ou cabisbaixo, é porque te enviaram energia ruim e pegou neles”. Há um fundo de verdade nisso, pois sabemos que se recebermos uma carga muito grande extravasaremos parte dessa carga e há a possibilidade de passar essa carga aos animais e plantas. Note bem: somos nós que recebemos a carga e, parte dela, pode ou não ser passada aos animais e plantas! Um dos atributos divinos diz que Deus é soberanamente justo e bom, logo acreditar que a existência do animal e da natureza está meramente ligada à subserviência humana, vai contra essa definição divina. Segundo a lei de ação e reação, o homem que causa um dano a outro tem de pagar por isso, logo, se está recebendo uma carga negativa é porque ele mandou uma carga negativa anteriormente. Os outros seres vivos recebem carga negativa, mas conseguem eliminar com muito mais facilidade que o homem, pois não estão pagando por nenhum débito anterior. Então todos os seres vivos estão Cd com as músicas do FESTIVAL DE susceptíveis as variações de energias, mas nem por isso CORIMBA E DANÇA DE 2010. podemos usar um animal ou uma planta para nos proteger da inveja! Como poderia a Umbanda ser reconhecida como “religião que preserva a natureza” se, ideologicamente, usa um ser vivo para este fim? É por isso que outros guias já vieram e nos ensinaram outras maneiras de proteger nosso lar e a todos que vivem dentro dele, usando materiais da natureza sem prejudicar nenhum ser vivo. Infelizmente algumas pessoas aprendem a fazer os páraraios, mas ainda assim insistem em dizer que “o cão ficou doente porque algum vizinho jogou olho gordo na casa”. O animal, a planta, assim como os humanos estão evoluindo e um precisa do outro nessa evolução, mas não com subserviência, mas sim com cooperação e irmandade. Enviado por: Newton Carlos Marcellino


Jornal de Umbanda

São Paulo, 15 de Novembro de 2010.

Edição: 01

contato@jornaldeumbanda.com

pág. 11

Momento especial

Refletindo sobre a Umbanda

Estamos passando por um momento muito especial, um momento de evolução espiritual em todos os aspectos. Minha percepção é íntima e individual, mas tenho certeza é geral e profundo.

A Umbanda nos leva a seguir um longo caminho que nos propomos percorrer com objetivos focados no nosso aprendizado e em conseqüência na nossa evolução espiritual.

Nós os seres humanos encarnados temos um papel muito importante nessa etapa, pois possuímos as ferramentas necessárias às esferas superiores para utilizarem para recolocar as coisas nos eixos, temos nossa energia vital, energia humana, temos o pensamento, o discernimento, é só sabermos vibrar sempre bons pensamentos, boas palavras, boas atitudes, pois estamos passando por uma reformulação geral. Eu, como uma buscadora de respostas e observadora dos fatos, tenho nítida a sensação de estarmos sendo colocados cada um no seu lugar específico como peças de um grande quebra-cabeças, não sei se é necessário, mas tenho sede de respostas, pois acredito que tendo consciência das coisas possamos agir de forma precisa, mas ao mesmo tempo sinto que não há mais tempo, tudo está acontecendo muito rápido, devemos agir com o coração, e seguir a intuição, por isso escrevo essas palavras para ser postada nessa nova peça do Grande Quebra-Cabeça Divino, esse Jornal de Umbanda Virtual veio para o auxílio de todos nós. Espero ser esse o primeiro de muitos textos a que venha postar nesse novo veículo de comunicação colocado à nossa disposição. Grata pela oportunidade e até breve. Enviado por: Rosimeire Delaqua

Caminho pedregoso, pois, somos constantemente criticados, ridicularizados pelos leigos aos fundamentos da nossa religião que de posse do nosso livre arbítrio, optamos por estudar e seguir. Isto nos faz lembrar de nosso Mestre Jesus: “Felizes sereis, quando sofreres calunias e perseguições por causa do meu nome, pois grande será a vossa recompensa no céu”. Quantas vezes, os Guias, não têm os seus gestos copiados e ridicularizados, pela mídia, nem por isto, eles deixam de continuar o seu trabalho, entendendo a ignorância daqueles que assim agem e se eles que são os verdadeiros ofendidos não se sentem ofendidos, imagine nós, que somos apenas seus “instrumentos”. Nas outras religiões, seus seguidores têm nas orações, um escudo, oram e confiam aos céus os resultados dos seus pedidos; na Umbanda, nós queremos: orar agindo, confiar lutando e aguardar vencendo os desafios no auxílio aos nossos semelhantes e com isto nos arriscamos e precisamos estar atento às emboscadas. Mais, por incrível que pareça, tudo isto nos dá uma motivação... sentimos que realmente somos, “Os Soldados de Aruanda,


Jornal de Umbanda

São Paulo, 15 de Novembro de 2010.

trabalhamos na Umbanda, semeando a sua luz” (Ponto Oxalá – Pombinha Branca). Sentimos uma alegria com o que fazemos, faça chuva, faça sol, de dia, de noite, de madrugada, onde e quando formos orientados a estar, lá estaremos com toda a fé que Deus nos concedeu, sem medo, sem preguiça e sem orgulho, pois, sabemos que não estamos e não realizamos nada sozinho. Temos na figura dos nossos Sagrados Orixás, a sustentação para persistimos na nossa abnegação e nos Guias Espirituais, o companheirismo necessário para não nos sentirmos sozinhos na nossa empreitada; e nos ensinamentos, os fundamentos para nos protegermos, já que precisamos ser “os Tutores de nós mesmos” (Emmanuel). E o nosso aprendizado é contínuo, pois, atendendo os “Consulentes”, aprendemos com as orientações que são transmitidas pelos “Guias”, quantas vezes, estamos precisando da mesma orientação. Acredito firmemente, que na Umbanda, estamos fazendo um curso intensivo para garantirmos uma vaga em alguma atividade que o Pai Olorum tem em mente para nós nas próximas encarnações ou mesmo na Espiritualidade. Por isto, meus Irmãos, avante, pois, sem desanimo, seguindo, cantando, girando, aprendendo, perdoando e amando! Sarava Umbanda – Sarava os Umbandistas. Enviado por: Sebastiana Penha Campana

Oração ao Mistério Ancião Mistério que irradia através, dos olhos profundos, da alma vivida, dos brancos cabelos, dos passos lentos e da humildade e paciência marcada pela esperança e pela sapiência de milênios passados nas roupagens mais diversas,

Edição: 01

contato@jornaldeumbanda.com

pág. 12

Anciões vós que atravessais as muralhas do conhecimento para alcançar a sabedoria sagrada, Que vossas luzes vivas e divinas transmutadoras e estabilizadoras, transformem nossos sentimentos íntimos negativos e nos conduzam aos caminhos evolutivos que sublimarão nossa alma imortal e nos livrarão de quedas profundas, Que vossas palavras sábias ressonem em nossa mente como um estimulador à mudança, a uma nova construção de compreensão da Criação Divina, vós servos incansáveis do Divino Criador, nos lavem em vossas águas de benesses e retirem as amarras de nossos olhos viciados, para que possamos enxergar além das aparências, além das roupagens e assim possamos nos encantar com a centelha viva e divina que vibra em tudo criado pelo Criador de tudo e de todos, Amados e amadas manifestadoras do Mistério Ancião, curem nosso espírito de angustias, tormentos, doenças e negativismos, nos abençoem com vosso toque sagrado, de mãos delicadas e marcadas pelo tempo, pela maturidade do viver , peguem em nossas mãos e nos conduzam rumo ao Divino Criador, para que, Nele sejamos Um, e que vivamos Nele, hoje e sempre, com vossa benção vovôs e vovós. Que o Mistério Ancião nos guie e nos ampare! Amém. Enviado por: Rafael Martins Marcondes


Jornal de Umbanda

São Paulo, 15 de Novembro de 2010.

Senhor Ogum Megê Sete Espadas O Senhor Ogum Megê é um Orixá que com sua lança corta dos caminhos de seus filhos o ódio, a inveja e as vibrações negativas, pois o ódio não leva ninguém a lugar nenhum, a inveja atrapalha e com isso ninguém cresce e acaba atrapalhando a si próprio.

Edição: 01

contato@jornaldeumbanda.com

pág. 13

Mal interpretado Há três anos conheci a Magia Divina e a Umbanda Sagrada, e comentando com uma pessoa bem próxima sobre os conhecimentos e os benefícios que realizam, tão logo sutilmente fui interpretado como que beirando fanatismo. Logo após fechado em meus pensamentos, comecei a indagar; afinal o que devo dividir? Tão logo me vieram essas palavras:

Já as vibrações negativas fazem com que as pessoas façam ou cometam pecados, erros e deixem o mal tomar conta de suas mentes e seus corações. O Senhor Ogum Megê, com a sua espada corta os seres trevosos e malignos que só querem levar as pessoas a cometerem maldades. Que ele traz luz, axé, dignidade e respeito ao próximo e estimula as pessoas a se amarem e se respeitarem. Ele abra os caminhos dos seus filhos, traz a paz, a harmonia e a prosperidade. O Senhor Ogum Guerreiro e seus falangeiros sempre lutarão para combaterem o mal e não deixarem as pessoas boas caírem. O Senhor Ogum Megê é um Orixá pelo temos muito amor e respeito e somos muito gratos por nos dar a oportunidade e o amparo para fazermos o bem ao próximo em nome do nosso Pai Oxalá. Sarava Senhor Ogum Megê Sete Espadas! Enviado por: Graziela Saraceni

O que devo dividir? O que queres que eu divida? Minhas mazelas, frustrações, insucessos, Meus erros, minha vida cotidiana, profissional, profana sem êxito? Minha história passada vivida, Momentos que geraram feridas, Meus intentos nos planos de vida? Tudo o que já sabes não te acrescenta E se não é novo, a nova história se ausenta Pois então se divido o que te parece antigo E tão grandioso se faz comigo, È porque o tempo que se fez perdido Deseja começar de novo Assim como os sábios o fazem com tanta maestria Na sua simplicidade, mas com muita sabedoria Se bem amadurecido o que em mim é nato Terá serventia de fato, Dividi-lo num ato de bem querer. Auxilia a tantos, nos faz crer Que fazer o juízo não cabe E quem sabe, não sabe, só faz aprender. Divido palavras, o conhecimento descoberto Assim como a fala de um ser de luz por certo Divido o sucesso em minha profissão Que foi sempre um fracasso até então E logro o êxito de todo um trabalho Num único momento de minha criação


Jornal de Umbanda

São Paulo, 15 de Novembro de 2010.

No mesmo evento onde reconheço todo um panteão Nesse antigo caminho novo, caminho em oração E me apresento como instrumento de um povo, de uma nação E encontro um caminho reto E esse caminho que é chama de amor e fé É forte clamando no vento E cresce que nem maré É luz na candeia da vida E é assim que a vida quer Divido a criatividade que me foi tantas vezes julgada, Ser um ato comum. E hoje ela é encontrada Na verdadeira fonte gerada Num horizonte de imenso azul. Divido as falas em meu pensamento, Minha boca se cala, E eu ouço atento Os irmãos de dimensões paralelas Manifestam o que nelas tem desenvolvido E nos fazem um agrado Quando nos sopram ao ouvido O poder, o sentido, a manifestação De um conselho amigo E trago comigo o segredo Na consagração das almas benditas Os amigos de outrora nos toca quando diz ao coração O rio corre em direção ao mar Assim é a natureza e a vida percorre a viajem descrita O norte, o tempo, a sorte, o vento Deixo o leme com Jesus Nazareno O homem de luz com espírito sereno Símbolo da cruz o filho de Deus Nosso Pai amado. Então divido a luz que habita Na mente e no coração Divido a luz da vida, A Divina criação. Enviado por: Mano Rito

Edição: 01

contato@jornaldeumbanda.com

pág. 14

A Umbanda, o Xamanismo e as Forças da Natureza As pessoas em geral nutrem um grande preconceito quanto à incorporação Umbandista. Até mesmo médiuns ou freqüentadores das giras nutrem tais sentimentos, e geralmente todas estas pessoas vindas de uma formação e educação católico-cristãos que limita a incorporação a possessão de demônios ou a fantasmas terríveis no melhor dos casos... e ainda se depararam com a piada que nossa religião se tornou no passado recente, graças a charlatães que utilizaram da boa fé dos pobres e dos necessitados de auxilio para ganharem dinheiro. Mas a incorporação na Umbanda quando olhada de um ângulo novo como através das lentes do Universalismo, do Esoterismo e do Xamanismo...estes movimentos místicos digamos de vanguarda...pode se aproximar muito do real significado da verdadeira Incorporação Umbandista...do real significado das mesmas em seus Rituais...em sua Liturgia, o que ajuda e muito a eliminar os pré-conceitos e as idéias pré-concebidas sobre a Incorporação de Guias e Entidades de um modo geral. No Xamanismo, que é tida como a religião natural, por ser a primeira forma ou a forma mais básica de contato do homem com as energias da criação (Função que o Cristianismo tratou de abolir para se tornar uma religião paternalista com milhões de seguidores ovelhas.) o Xamã incorpora as Forças da Natureza, em seus trabalhos mágicos, seja ele um Xamã Norte ou Sul Americano, seja um Xamã Balinês, um Xamã Europeu, um Xamã Esquimó, Africano, hindu, Japonês, Chinês ou Australiano...enfim, todos os Xamãs em todas as vertentes do xamanismo...incorporam as energias naturais, os espíritos naturais, e lidam com o fogo, a terra a água e o ar, estes que são os elementos básicos formadores de nosso planeta Terra, ou na linguagem de alguns povos antigos: do corpo da Grande Mãe! Eles incorporam espíritos familiares, aliados, guias e protetores espirituais, animais de poder e espíritos de vegetais; seja para a caça ou a cura, ou para viagens em busca de


Jornal de Umbanda

São Paulo, 15 de Novembro de 2010.

conhecimento, chamadas por alguns deles de Caminhadas de Poder ou Buscas de Poder... já que entendem que Conhecimento é Poder e Poder é Memória do Conhecimento... O que os leva a praticarem o que sabem na hora em que for necessário. (Eis aqui mais um ótimo exemplo, da sabedoria dos Xamãs, para todos nós Umbandistas: praticar o que aprendemos e especialmente saber a hora em que nosso conhecimento é realmente necessário! Ou seja, nada de exibicionismos!) Enfim, quando olhamos a Incorporação Umbandista com estes olhos Universalistas, vemos que o ato de incorporar energias e espírito é algo muito natural e pode ser controlado – educado - doutrinado... e que esta interação com outras dimensões são muito proveitosas e não só isto necessárias e normais, pois elas acontecem o tempo todo, mas nós havíamos desaprendido do contato com a natureza e com suas energias, lembram? Afinal toda a Criação de Deus é viva e possui energia, sendo assim possui um espírito, uma memória e um conhecimento e por tanto pode se comunicar, interagir! Expandir os relacionamentos e as formas de comunicação são preciosos atributos da Umbanda e do Xamanismo Umbandista... não, eu não quero aqui dar mais um novo nome a Religião Umbanda, mas apenas ilustrar melhor e aproximar o leitor do que quero dizer: Que a Umbanda é uma religião tipicamente xamânica, por lidar com as Forças da Natureza! O que para eu reconhecer, ajudou e muito a me livrar dos resquícios da educação religiosa e doutrinária do cristianismo católico e evangélico! Saiamos todos das velhas lentes do preconceito e encontremos os nossos amados Orixás como Forças da Natureza! Vejam o quão poderosa é esta visão, para quem tiver olhos de xamã ou olhos da antiguidade: Xangô: O Fogo Iemanjá: O Mar Iansã: O Vento Ogum: O Metal Oxalá: A Água Nanã: A Terra Omulu: A Cura

Edição: 01

contato@jornaldeumbanda.com

pág. 15

Nanã: A Terra Obaluaiê: As Passagens ou Portais Oyá Logunan: O Tempo Oxum: O Amor Obá: O Pensamento e o Conhecimento Oxumaré: O Casulo ou Renascimento Oxóssi: A Floresta; A Árvore ou os Vegetais (Notem que estes não são os significados únicos e puros dos Orixás, aqui tais significados estão aproximados da visão xamânica dos mesmos, o que não os impede de serem verdadeiros significados!) Para abrir os olhos, e enxergar a realidade pura, longe dos preconceitos ou falsas imagens criadas pelas falhas de caráter humano, é preciso aprender a Primeira Lição do aprendiz de Xamanismo: Coragem para mudar! E isto requer uma Vontade Firme e uma Fé Inabalável. Ou uma Lição de Preto Velho: “ Quem num qué vê fio, num abre o zólhos... E quem num qué caminha num levanta nem da cama! Qué cunhece o mundo? Intendê das maravilhas de Deus? Abre os zólhos e acorde cedo meu fio! Tem que tê Coragem... Se não o sujeito nem levanta nem da cama! ” Sô Florêncio das Almas. Texto inspirado pelo Caboclo Pena Branca, dia 01/11/10. ao Médium William Oliveira


Jornal de Umbanda

São Paulo, 15 de Novembro de 2010.

O MAGO E SUA ASCENSÃO ESPIRITUAL Os amigos Magos e Espiritualistas, em geral sabem por experiência, que toda construção sólida começa do alicerce, de bloco em bloco de tijolo em tijolo, também deve ser na rocha, para não desmoronar com as adversidades e todo o trabalho ser desperdiçado. Com o Mago Iniciado acontece o mesmo e não poderia ser diferente, para expandir suas forças, avançar espiritualmente, alcançar esferas mais elevadas, tudo depende do serviço prestado a DEUS o nosso Divino Criador, que é o mesmo que dizer que devemos ajudar o próximo, ou mesmo aqueles que nos procuram, ou estão próximos de nós de alguma forma. Em muitas oportunidades deixamos de atuar com os poderes divinos concedidos a nós, por omissão, medo, insegurança ou por falta de alguém específico para direcionar o trabalho energético. Pois bem, para o servo (O MAGO DA LUZ) de DEUS sempre haverá um meio, um jeito ou uma forma de ativar o Poder, praticar a Magia, se aperfeiçoar e colocar em prática os procedimentos magisticos passados pelos Mestres de Magia, que tendo uma visão privilegiada do nosso plano, têm a noção exata do efeito de uma magia colocada em ação pelo Mago iniciado. Então, devemos colaborar mais com o plano Divino regido pelos Magos, que se nos preparam e nos iniciam, têm um propósito superior, que sem dúvida beneficia a nós mesmos, pois à medida que praticamos estes procedimentos e resgatamos espíritos, domínios e o equilíbrio de vastos campos, estamos com certeza resgatando também algo que nos faltava para a ascensão espiritual, pendências deixadas para trás em outras ocasiões, ou vidas passadas e a benção da reencarnação nos dá a oportunidade de recomeçar e refazer aquilo que ficou inacabado ou falho, ou reparar erros que cometemos mais por ignorância do que por maldade. Sim, porque se soubéssemos a extensão do carma que criamos para nós mesmos ao direcionar a

Edição: 01

contato@jornaldeumbanda.com

pág. 16

maldade para alguém certamente não à faríamos. Ao colocar uma magia em prática, estamos criando condições de fluir muitas energias que de outra forma não seria possível, isto ocorre em razão do magnetismo do nosso meio ser denso e a energia emanada pelos Magos mais elevados precisar de um concentrador ou meio aqui neste plano para realizar algumas ações. É importantíssimo à prática da Magia, mesmo por aqueles irmãos que se julgam inseguros ou incapazes. Na verdade não o são, pois se mereceram algum grau de Magia, é porque têm potencial, basta querer, acreditar, persistir, perseverar e praticar suas magias quer seja para si mesmo, quer seja para um familiar, um amigo, alguém enfermo, para o equilíbrio da própria egrégora de seus irmãos Magos, ou um lugar, uma situação, etc. Desta forma estará dando sua colaboração, movimentando energias, sendo parte ativa da evolução daqueles mais necessitados e que, por eles mesmos não conseguem se libertar das amarras do negativismo, que um dia se deixaram levar. Sem esse trabalho árduo, de luta, pelejas, de altos e baixos, de desafios, de FÉ, não haverá elevação de forma alguma, já diz o ditado “A FÉ SEM OBRAS È NULA”, então vamos fazer o que tem que ser feito agora neste plano da vida, (o plano material) e do outro lado (plano espiritual) a gente continua. O Mago da Luz deve ter este discernimento e compreender que, foi consagrado por DEUS como seu servo, tanto neste plano como em qualquer outro plano ou dimensão da vida que venha a estar no futuro. Portanto quem quer se elevar e avançar nos domínios da Magia Divina Pura e Cristalina, tem que ter méritos para tal, e a forma conhecida e aceitável é o trabalho em benefício dos irmãos menores.(Caridade) Enviado por: Rubivaldo V. dos Santos


Jornal de Umbanda

São Paulo, 15 de Novembro de 2010.

Caridade na Umbanda É de uso da maioria dos Umbandistas a prerrogativa de praticarem a caridade, inclusive quem é da assistência também tem esse conceito firmado. Claro que por caridade entende-se que o atendimento (tratamento) feito na Umbanda é totalmente gratuito, isto é indiscutível. O médium no seu dia de trabalho espiritual deixa de fazer suas atividades pessoais e troca pelo trabalho mediúnico. (para a maioria dos médiuns isso é caridade!) Será que é caridade mesmo? O indivíduo é portador de mediunidade, mas também na maioria de seu tempo realiza atividades profanas, tais como trabalho, estudo, relacionamento conjugal, etc. O campo mediúnico desse indivíduo vai se sobrecarregando durante a semana, e é justamente no dia do trabalho espiritual que ele irá se descarregar! Na grande maioria dos dias que chegamos ao Terreiro, estamos cansados, com sono, pesados, mas ao desenrolar da Gira, tudo fica bem, os Guias chegam dão passe (orientações). O trabalho se encerra, a sensação de leveza é tão grande! Nossos pensamentos já são outros, estamos motivados pra mais uma semana. Será que nós médiuns de Umbanda praticamos a caridade ou somos os mais privilegiados que temos a oportunidade de poder entrar em contato mais diretamente com os Guias e Orixás? Enviado por: Maurício Perine

Você é Médium? Toda vez que se fala em mediunidade, logo se atrela esse conceito a religiões como Espiritismo, Umbanda, Candomblé entre outras, que fazem seus rituais deixando que ocorram manifestações de ligação com o mundo espiritual. Quando Kardec compilou o Livro dos Espíritos e o Livro dos Médiuns, deu-nos uma noção de como era e como manifestavamse alguns tipos de mediunidade, como a

Edição: 01

contato@jornaldeumbanda.com

pág. 17

incorporação, a clarividência, a psicografia e etc. Nos dias de hoje, isso foi ficando muito mais esclarecido, mas, creio que alguns conceitos foram deixados de lado com uma visão limitada do que é ser médium. Em nossos templos ou terreiros, em dia de atendimento é comum ver as pessoas dizerem: "ah, eu sou médium" e outras ainda: "não, não tenho mediunidade" ou "Eu não sou médium". Mas, a percepção que tive é que, uma vez que tudo faz parte de um Mistério Maior - que é Deus - e que interagimos com diversas formações divinas (formas instintivas ou inanimadas, como vegetais, animais, minerais etc.) criadas por Ele e que formam o que chamamos de Natureza, somos todos médiuns. Todos os seres humanos assim como tudo o que interage nesse contexto da Natureza é médium, pois nós interagimos com tudo ao nosso redor, sendo uma água, uma pedra, uma folha de árvore ou o próprio ar. Logo, acredito que desenvolver a mediunidade está muito além de uma manifestação em qualquer ritual religioso e sim, é desenvolver a capacidade de interagir de uma forma harmônica e consciente com tudo o que nos cerca - seja o nosso irmão em Olorum - (ser humano independente de sua religiosidade), a folha de uma árvore, a energia de uma pedra ou qualquer criação ou manifestação do Divino, pois tudo vem Dele e Ele é tudo, manifestando sua generosidade para conosco e fazendo com que nós desenvolvamos nossas faculdades divinas. Nós umbandistas, temos que nos conscientizar em reformular e agregar o conceito de "ser médium", para que possamos entender e passar aos nossos irmãos essa idéia, de forma que haja uma expansão de nossa visão com relação aos Orixás, aos nossos guias, aos elementos que usamos. Para que, conscientes de que tudo é Olorum, sejamos mais cuidadosos com o que nos cerca.


Jornal de Umbanda

São Paulo, 15 de Novembro de 2010.

E isso não serve só para os Umbandistas: afinal, os recursos naturais estão aí, criados por Deus, e são utilizados por todos nós de formas ritualísticas ou ainda para a própria sobrevivência da nossa espécie. Baseados então na raiz em latim da palavra MÉDIUM* (mediu**), concluímos que médium não é uma palavra ou um dom exclusivo de uma religião ou outra, mas sim, uma oportunidade de tudo e todos da Criação interagir entre si para que ocorra uma evolução em todos os sentidos e para tudo. Pense nisso!

* médium - Do michaelis.com.br: mé.dium sm (lat mediu) Pessoa capaz de estabelecer relações entre o mundo visível e o mundo invisível. ** A raiz latina "mediu": Do tradutor http://www.tranexp.com:2000/Translate/result. shtml meio, metade, semi, meeiro Franz Meier e Fabiana Cardoso Visite nosso blog: http://umbandaconscienciaejuventude.blogsp ot.com/ Enviado por: Franz Meier

Uma reflexão sobre Equilíbrio Equilíbrio, uma palavra que parece estar tão longe do alcance de nossas mãos, que muitas vezes frágeis estão pelos desníveis da vida, pelo caminho contrário do Divino Criador, pelo cansaço da macula da imperfeição, que almeja nosso espírito. Mas há um caminho, uma direção, um sentido, uma ordenação sempre abertos àqueles que procuram. O ser no seu estado original era uma centelha pura, uma manifestação divina maculada, um estado puro da pureza do lado interior de Deus. E nas suas caminhadas encontra as dificuldades, primeiro para adaptação

Edição: 01

contato@jornaldeumbanda.com

pág. 18

energética nos primeiros planos da vida, depois para equilíbrio e ordenação de seu mental, para formação de seu caráter, moldado segundo sua herança divina. Caminhamos de plano em plano, de semeadura em semeadura e de colheita em colheita, e hoje carregamos os frutos da nossa árvore eterna, que se pesam, pesadas foram nossas escolhas, mas se leves são, somos suaves e serenos, fomos criados equilibrados, mas os medos e angustias perante as provações da vida nos fizeram querer recuar para dentro do útero divino, de retornar a origem, mas humanos, sois perfeitos em origem e impressionantes no meio. Mesmo quando insistimos em caminhar no lodo escuro dos desvios, das escolhas que machucam a alma e nos levam a nos afastar de nossa origem, de nossa sustentação natural, estamos em busca de equilíbrio, e isso ocorre naturalmente. Existem desequilíbrios que se manifestam em nossa vida se tornando uma exteriorização de nossas emoções, pois há todo momento estamos exteriorizando o nosso lado de dentro e se esse lado é equilibrado e luminoso, atraímos bons amigos, boas companhias espirituais e mais luz para nossa caminhada é agregada, mas se está desequilibrado atrai seus afins no seu desequilíbrio tanto na matéria, quanto no espírito. Há uma lei que rege as afinidades universais e não estamos livres dela, mas filhos, esse equilíbrio depende de vocês, do que é gerado e cultivado em vosso íntimo, plante a luz que luz colherá adiante, e os que estão em desequilíbrio, um dia sairão do mesmo, pois bem dizemos: estão, e não são desequilibrados. Nada é desequilibrado, apenas esta, esta numa transição para a luz, transição pela dor, pela revolta, pela cegueira das trevas, mas apenas transição, enquanto o equilíbrio, este sim é um estado perene e imutável que nos liga naturalmente aos nossos sustentadores luminosos e ao Divino Criador. Mas não pense que os desequilibrados estão desamparados, pois não estão na criação há pólos cósmicos ou negativos que


Jornal de Umbanda

São Paulo, 15 de Novembro de 2010.

recolherão estes espíritos com sua afinidade negativa e desequilibrada e lá ocorrerá à transição, assim como os que estão em equilíbrio quando libertos da carne abrigados serão nas sendas de luz dos pólos universais ou positivos da criação e lá poderão através do que adquiriram na terra zelar, cuidar e amparar os que ainda estão em desequilíbrio, por isso filhos, busquem a evolução, o conhecimento e a razão de aqui estar, nesse plano, com as dificuldades a que estão expostos, aprenda, compreenda e busque servir à criação, estudar sempre, para se equilibrar e no futuro poder amparar muitos assim como vários mestres já o fizeram, caminhem filhos, a árvore frondosa com frutos benéficos esta à disposição, suba com cuidado nela e apanhe a luz do saber, sempre. Mensagem do Sr Caboclo sete Flechas. Medium: Rafael Marcondes

Edição: 01

contato@jornaldeumbanda.com

pág. 19

compaixão, alegria, confiança, fé, amor, tolerância, paciência para que vivamos em harmonia com os que nos cercam. Cubra nossos lares e familiares com vosso manto protetor e cure todas as doenças materiais e espirituais que rodeiam eles. Nos ampare na proteção da vida e que sejamos instrumentos luminosos do Divino Criador nunca atentando contra os princípios sagrados dela. Envie vossa força curadora aos hospitais e a todos que enfermos estão nos seus lares à espera de uma luz que os cure. Pai vós que sois caridoso mostrando nossos erros e paralisando atos que podem nos levar a cair só temos a agradecer – te e pedir que ilumine nossa caminhada terrena e nos ampare em nossos atos luminosos. Amém, Atotô Pai Omolu Enviado por: Rafael Martins Marcondes

Oração ao Pai Omolu Amado e Divino Pai Omolu, Pedimos vosso amparo curador, pai, cure nossas doenças espirituais, que impedem nossa evolução. Vós que sois o amparador dos espíritos caídos nas trevas da ignorância, nos ampare e nos guie com vossos braços fortes de protetor da vida. Espalhe vida em nossos campos vibratórios e envolva nossos corpos energéticos em vossas vibrações telúricas. Senhor da terra, abençoe o chão que pisamos e nos sustente a trilharmos caminhos retos e luminosos na Criação. Cure nos de nossos egoísmos, nossas vaidades, nossa ignorância, nosso rancores, nossas mágoas, nossas tristezas e ajude-nos a ter mais

QUEM FOI PAI PEDRO? Oras! Descendente dos negros Cambindas e, batizado Pedro em homenagem ao Santo, recebeu ainda nascituro com as bênçãos Divinas feitas por velho pajé curandeiro do lugar, o presságio que nortearia sua vida como médium curador e instrumento do Divino para a Fé e a felicidade do povo. Tempos difíceis. Época da grande guerra mundial - a segunda - mas estava seguro no Brasil, nos recôncavos do interior de São Paulo, na cidade de Guaimbé, bem a Sudoeste da capital. Contudo, não escaparia à discriminação da religião que professava e nas práticas de suas faculdades de cura, pois sendo a Umbanda incompreendida, era adjetivado “feiticeiro” ou designado “obreiro do mal” que eram imperadas por políticos, ricos e empresários. Militares e agricultores ligados às religiões importadas, contrariando a Verdade do Bem Maior e da Fé verdadeiros. Assessorado por seus Guias e Mentores Espirituais, refugiou-se e manteve-


Jornal de Umbanda

São Paulo, 15 de Novembro de 2010.

se vivendo nos arredores longínquos da cidade, em terras herdadas. Era um pequeno sítio cuja excelência natural tornara-o tão aprazível e mágico que irradiava vibrações de amor para quem vislumbrasse suas belezas na vegetação soberba, no ar puro, nas águas, na terra que era roxa e cravejada por pedras e cristais, rodeando o lago na suprema cachoeira que reluzia a lua e o sol, alimentando aquele pedaço de paraíso. Lá, cresceu sempre amparado por seus mentores de Luz, instalando terreiro que se pequeno fisicamente, no espiritual abria grande e Divino latifúndio de Luzes que se ligava à Aruanda infinita. Realizando curas, desobsessões, e orientações elevadas, beneficiava a todos que o procurava e logo famoso na região, provocando retaliações terríveis dos doutores e autoridades da cidade, bem como da religião dominante que era a católica, iniciando perseguições acarretando no fechamento do seu Terreiro por força da lei efetivada por violentos policiais. Na sua humildade e conduta fraterna, aceitava com resignação mantendo, porém a salvaguarda sua propriedade que era legalizada. Continuava assim orientando, curando e espalhando novas esperanças na Fé, Paz e Amor em Olorum sendo, no silencio do merecimento, premiado com um grande amor, a bela Lindalva que viera em excursão de férias e atraída pela beleza extraordinária do local, apaixonou-se por seu proprietário. Lindalva era ariana de beleza carismática o que aumentou em muito a discriminação, pois o relacionamento entre a raça negra e a ariana, além de raro, era muito mal visto naqueles tempos e naquele lugar. Nas raras vezes em que saia indo à cidade adquirir provisões, ouvia impropérios, piadas chulas e provocações. Quando alguém o incentivava à resposta à altura, sorria e dizia: _ “Deixe estar! Oxalá abençoa a todos... a ignorância assim se mostra, mas logo terão sua Fé à prova que os mudarão para sempre e esta será a maior lição que deverei orientar.” Antecipava assim sua vidência, o resgate coletivo que veio sem pré-aviso como

Edição: 01

contato@jornaldeumbanda.com

pág. 20

um mistério através da comiseração por doença rara e sem cura, cujos doutores da medicina não conseguiam diagnosticar as causas e era de terrível expressão: submetia as crianças às febres altas potencializadas com diarréias e desidratação, avermelhando a pele, obstruindo pontos vitais do organismo, levando à destruição das células defensoras do organismo e à morte rápida e prematura. Apelidaram-na no popular de “doença do macaco”, pois estes animais foram as primeiras vítimas. Meninos e meninas entre sete e doze anos jaziam esqueléticos falecendo por diversas causas. A doença avançava rápido chegando também à cidade, causando baixas também nas famílias consideradas da alta sociedade. Avançando os muros da soberba mansão do prefeito de nome Thiago Barbosa, fez também de seu único filho vítima e mesmo com o engajamento de equipes médicas de renome, o que o poder financeiro podia comprar, elas não conseguiam sequer diminuir o seu sofrimento. Sarah, (sua esposa) foi educada na cultura cristã, sempre mantinha forte o sentimento de Fé e em suas preces suplicava a ajuda Divina a seu filho, recebendo a intuição de levá-lo para ao Pai Pedro. Procedendo dessa forma, ajudada por motorista empregado de confiança, na calada da noite recolheu seu rebento com cuidado e dirigiu-se ao Sítio do Pai Pedro. Lá chegando, sendo cortesmente atendida por Lindalva, foi levada à cachoeira onde Pai Pedro de joelhos rezava. Interrompeu-o com seu pedido imperativo: _” Senhor Pai Pedro, sei que sua Luz provém de Deus...cure meu filhinho, meu pai...entregarei minha própria vida se necessário, mas faça-o sobreviver, por misericórdia”, e debruçou-se de joelhos esforçando-se e mantendo o menino nos braços; Pai Pedro virou-se. Seus olhos eram duas chispas de luz. Levantou as duas mãos para o alto, acocorou-se com leveza, acolheu com ternura o menino desacordado e febril nos braços; voltou-se e adentrando no lago da cachoeira, flutuou-o em suas águas cuja correnteza aumentou sobremaneira e, mais


Jornal de Umbanda

São Paulo, 15 de Novembro de 2010.

uma vez, elevando o semblante para o alto, desenhou o sinal da cruz sete vezes projetando então com a mão direita na cabeça, no tórax, nos pés e nas costas do menino. Retirou-se das águas e devolveu o menino à sua mãe que ainda genuflexa, acolheu-o nos braços e vendo seus olhos abrirem-se, também sentindo sua temperatura que normalizava, ouvia sua voz dizendo: _”Mamãe, to com fome!” Não conseguindo controlar suas lágrimas e em soluços e com gratidão, debruçou-se ainda mais aos pés do Pai Pedro, beijando suas mãos, ouvindo dele esta singela orientação: _ “Agradeça a Deus e nosso Pai Oxalá, filha de Oxum, pois sua Fé e seu Amor o curaram. Agora vá e mostre a todos o ocorrido... fale a verdade para que outros também que sofrem possam encontrar a cura”. Abençoou-a e voltou a orar da mesma maneira de antes. De volta à sua mansão, enquanto contava para o desconfiado marido a cura de seu filho, ouvia feliz o menino brincando e sorrindo, pleno em saúde. O esposo feliz acatava com gratidão, porém recomendava discrição já que ele antes, pressionado por seus superiores, havia perseguido Pai Pedro e até fechado sua tenda de Umbanda. Orientava-a enviarlhe grande soma em dinheiro como recompensa e encerrava o episódio dessa maneira, pois temia perder o cargo e o respeito por parte dos seus iguais. Justificava dizendo que o poder que era nefasto o expulsaria do cargo e o perseguiria. Obediente, apesar de contrariada, Lindalva efetivou as ordens, mas a notícia já havia corrido levada pelos funcionários da matrona e logo, várias crianças eram acolhidas por Pai Pedro que curava e renovava a fé dos Pais. Os médicos enternecidos também enviavam pacientes que retornavam sãos. Lançada a boa notícia, logo o prefeito Thiago recebeu ordens para aprisionar Pai Pedro. Ordens dadas pelos superiores que eram militares e também pelos religiosos enciumados e invertidos.

Edição: 01

contato@jornaldeumbanda.com

pág. 21

Tentou esquivar-se, mas não pode e não querendo correr o risco da perda do seu poder, assinou a ordem que o delegado de policia realizou enviando comitiva de policiais que apresentando citação com acusações de misticismo, curandeirismo e mortificação, recolheram Pai Pedro na prisão. Houve grande protesto do povo organizado por Sarah, mas nada adiantou. Pai Pedro foi transferido para a capital que era o Rio de Janeiro onde estava instalada a central da ditadura militar que o fez sofrer terríveis humilhações, graves emulações por torturas covardes e sem sentido, o que era muito comum à época. Nesta fase, com muitas dificuldades físicas, pouco enxergava, pois havia sofrido pesados golpes nos seus olhos, de repente recebeu visita de alguém que sabia conhecer, pois se iluminou à sua frente. Era Pai Zélio de Moraes que na influência de seu cargo público, visitava-o levando a sustentação e o amparo da Luz dos Orixás, elevando Pai Pedro num portal aberto em si que permitia o acesso na Aruanda Infinita onde uma comitiva de guias e protetores, espíritos luminosos, aplaudiam felizes, dando-lhe as boas-vindas, pois Pai Pedro era um filho da Umbanda cumpridor da sua tarefa de Luz.” FIM. Por: Vovô Florentino de Agodô recebida por Douglas O. Elias em 09/10/2010 ENTÃO - A Conclusão. Mais que um exemplo, este é um recado. Pai Pedro, agora como guia de Luz, trabalhando à direita do Trono da Fé, continua pleno operando através de seus médiuns pelos vários Centros e Tendas de Umbanda no Brasil. Vez por outra, baixa nas ditas religiões que não permitem a Verdade do Espírito, mas permanece na manutenção da Fé em Deus para quem está nessa sintonia. Pois bem, este o recado para os filhos de Fé que ainda se sujeitam às provocações e retaliações das discriminações à Umbanda, pois graças a outros muitos que se deixaram sacrificar em vida pelo amor, a caridade verdadeira e a paz infinita do povo de Olorum


Jornal de Umbanda

São Paulo, 15 de Novembro de 2010.

através da Umbanda, e graças a todos estes esforçados e extraordinários irmãos da Luz, HOJE a Umbanda espalha-se nesse imenso país e para o mundo; até mesmo, inaugura seus ensinamentos nas outras religiões, mesmo que não as reconhecem. Isto é um grande avanço. Pai Zélio, incorporador do Caboclo das Sete Encruzilhadas, também opera na Luz e, acreditem: O alcance da UMBANDA ULTRAPASSA LIMITES ATÉ DO TEMPO POR SER a vontade de Olorum e continua através do Caboclo das Sete Encruzilhadas, Infinitamente, projetando a Luz dos Sagrados e Amados Orixás em muitos outros setores, que não só os religiosos. Pois é pela prática da vida, no seu dia a dia que a UMBANDA, sendo o alicerce material da Luz, transmuta tristeza em alegrias, desamor em amor, dificuldade em oportunidade, morte em vida, doença em saúde, intrigas em união, pobreza em riqueza, cobrança em perdão... equilibrando a sí e a tudo, que são realizadas pelos filhos de fé de bom coração. Precisam unir-se na Fé que Professam e não fracionarem-se em discussões geradas principalmente pelas provocações. Hoje esta mais fácil. Efetivem também no silêncio da Fé verdadeira o que muitos se martirizaram para que tenham hoje, campo suficiente para instalar o Sagrado Coração da Umbanda pulsado pelo Senhor Caboclo das Sete encruzilhadas, Nossos Amados e Sagrados Orixás e Olorum, por toda sua infinita hierarquia da Vida. Valorizem o amor que confiam os Sagrados Orixás em vocês Médiuns. Reflitam! Vovô Florentino de Agodô Por: Douglas O. Elias

Psicoterapia Reencarnacionista A Psicoterapia Reencarnacionista - a Terapia da Reforma Íntima – é a fusão da Psicoterapia com a Reencarnação. Ela é uma criação de um grupo de seres do Plano Astral

Edição: 01

contato@jornaldeumbanda.com

pág. 22

e veio para a Terra para ajudar as pessoas a realmente aproveitar a sua encarnação, e promoverem a sua Reforma Íntima. A sua finalidade é ajudar as pessoas a encontrarem o que André Luiz chama de “Personalidade Congênita”, em “Obreiros da Vida Eterna”, país. 32-34, numa palestra do Dr. Barcelos, psiquiatra desencarnado, no Nosso Lar, e aí entenderem o que todos os reencarnacionistas querem saber: para o que eu reencarnei, qual a minha proposta de Reforma Intima? A noção de Personalidade Congênita, que o Dr. Barcelos pede que difundamos pela crosta terrestre, é a nossa personalidade que viemos apresentando nas nossas vidas passadas, nesses últimos séculos, e é a personalidade que apresentamos desde que nascemos o que diferencia um irmão de outro, numa mesma família. Pelo seu entendimento, identificamos a nossa proposta de Reforma Íntima, e então ele pede (através de André Luiz e Chico Xavier) que essa noção seja difundida na Terra, para que todas as pessoas saibam para o que reencarnaram, baseando-se nela. Esse é o pilar básico da Psicoterapia Reencarnacionista. A Psicoterapia Reencarnacionista não é sinônimo de Terapia de Regressão, essa é uma de suas ferramentas. Ela é uma nova Escola de Psicologia, baseada na Reencarnação, e consta de um tratamento de alguns meses, de consultas semanais ou quinzenais, de 1 hora de duração, e sessões de regressão, de 2 horas de duração. Ela vem sendo transmitida para o Dr. Mauro Kwitko, médico gaúcho, desde 1996, e tem a finalidade de colaborar na aceleração da evolução espiritual da humanidade. No período entre as nossas vidas recordamos para o que havíamos reencarnado e as frases mais ouvidas lá são: “Ah, se eu lembrasse...” e “Ah, se eu soubesse...”. O Mundo Espiritual decidiu que é chegada a hora de lembrarmos aqui, de sabermos aqui, durante a vida encarnada, para o que reencarnamos, qual a nossa proposta de Reforma Íntima, a fim de realmente aproveitarmos essa passagem, no sentido da evolução espiritual.


Jornal de Umbanda

São Paulo, 15 de Novembro de 2010.

Edição: 01

contato@jornaldeumbanda.com

pág. 23

A Regressão Terapêutica, utilizada na Psicoterapia Reencarnacionista, é realizada pelo terapeuta, mas comandada e dirigida pelos Mentores Espirituais da pessoa, ou seja, a pessoa acessa as vidas passadas que estão abertas, o que o Mundo Espiritual decide, como se passasse em uma Tela, o que a pessoa deve recordar o que deve aprender, e de que situação deve desligar-se. E nunca é incentivado o reconhecimento de pessoas no passado, possibilitando, assim, conciliar Regressão e a Lei do Esquecimento. É a Regressão Ética realizada pela Psicoterapia Reencarnacionista.

a maioria das pessoas não tem nem sequer consciência desse tipo de mediunidade. Como toda mediunidade exige, e essa não poderia ser diferente, é necessário compromisso, disciplina e prática. Pois é, mas não é isso que normalmente acontece e, naturalmente, vemos diversos médiuns desdobrando em espírito, principalmente durante o sono, sem consciência e sem controle.

A Psicoterapia Reencarnacionista é ensinada nos Cursos de Formação apoiados pela Associação Brasileira de Psicoterapia Reencarnacionista (ABPR – WWW.portalabpr.org), atualmente no Rio Grande do Sul, em Santa Catarina, no Paraná, em São Paulo, no Rio de Janeiro e em Minas Gerais.

Dai então temos aqueles papos de que "sonhei umas coisas sem pé nem cabeça" e não sei o que significa. Na verdade, como o médium registrou apenas pequenos momentos de seu desdobramento, sua mente entende como imagens soltas e sem sentido, quando na verdade, se esse médium estivesse preparado para tal mediunidade, teria registrado todo um ensinamento ou trabalho realizado no astral.

Mais informações no Portal do Dr. Mauro: www.portalmaurokwitko.com.br Por: Lucia Helena Hilário Alves

Mediunidade de Desdobramento Espiritual na Umbanda Já faz algum tempo que venho sendo cobrado pelo astral, de falar sobre um tipo de mediunidade que, em minha opinião, é bastante comum, porém pouco desenvolvida e utilizada: a mediunidade de desdobramento espiritual. Muito se fala em sonhos mas, estudando mais a fundo e, em conjunto aos ensinamentos do astral, chego à conclusão que os sonhos são apenas pequenos resíduos de um desdobramento inconsciente e involuntário. Deixe-me explicar melhor isso. Como é essa uma mediunidade pouco abordada, principalmente na Umbanda, onde os estudos e desenvolvimentos normalmente são feitos no âmbito particular, ou seja, o médium se interessa e "corre atrás" chegando a algum desenvolvimento sozinho,

O que acontece então é que seu mental não registra o desdobramento ou registra pequenos momentos.

Entendo que, a mediunidade de desdobramento (ou projeção) espiritual, pode ser desenvolvida e controlada e que, através dessa mediunidade podemos realizar diversos trabalhos espirituais excelentes. Sua aplicabilidade é fantástica, pois podemos desde receber mensagens e ensinamentos do astral, como também colocarmo-nos a disposição do astral para trabalhos mais específicos no âmbito espiritual. Acredito que é um tipo de mediunidade que podemos incentivar na Umbanda, pois aparentemente é acessível a todos e, quem sabe, poderemos plantar boas sementes e realizar bons serviços aos nossos semelhantes, sustentados pelo astral. Bem, acho que para um primeiro texto é o que consigo escrever agora. Espero ter plantado uma pequena semente de interesse pelo assunto, que a meu ver é muito interessante. Que Oxalá nos abençoe e ampare sempre. Por: André G. Santos


Jornal de Umbanda

São Paulo, 15 de Novembro de 2010.

O Livro das Energias – (Comentado) Olá meu caro leitor, umbandista, espiritualista ou simpatizante, venho a vocês explanar sobre algumas coisas que se mostram aos homens ao longo de anos, mas que acabam sendo deixadas de lado por falta de conhecimento humano, pois a Ciência nunca nega a Deus, e quem o nega são os homens ao longo da história, talvez por causa de épocas opressoras da informação e da pesquisa, e quando rompidos os dogmáticos grilhões das proibições sobre a indagação, os homens sempre tentavam se afastar por completo de qualquer vinculo com algo Divino, acreditando assim afastarem-se das perseguições dessas ocasiões castradoras do bom senso. Pensando dessa forma os homens sempre tentavam compreender as explicações sobre a Criação de forma calcada no lado visível Dela, no palpável, fugindo do que aos olhos deles era o sobrenatural, mas que traziam em sua origem eventos perfeitamente naturais da Criação. Assim muitos acreditaram que o éter era um estado físico, algo mensurável na matéria, e desde Isaac Newton passando por Michelson Moreley e outros, sempre a coisa empacava em medir materialmente o éter, e embora nas observações dos fenômenos naturais, fosse fácil explicá-lo e observá-lo, a falta de “materialidade” dele era motivo para os cientistas abandonarem a crença deste estado das coisas. Isso ocorreu pelo simples fator da não observância de que o éter era mais que um estado, e sim um “lado” diferente da Criação, ausente do material na observação, mas integrante no todo, que envolve mais do que podemos ver, e na sabedoria dos povos antigos, acreditava-se em mais do que isso, com a denominação do éter como um estado menos denso das coisas, como um quinto elemento, que era assim visto e nomeado como Akasha, um elemento espiritual, alem de classificações de ser um fluido Universal

Edição: 01

contato@jornaldeumbanda.com

pág. 24

achadas na Teosofia, Kardecismo, e nas filosofias orientais. A Ciência moderna através da Física (ou Mecânica) Quântica vem chegando cada vez mais perto desta visão mais correta do plano etérico, desde que um funcionário de um escritório de patentes chamado Albert Einstein, ao ver metade da comunidade cientifica discutindo que Luz era onda, e a outra que Luz era partícula, ter usado em seu raciocínio a máxima de Hermes Trismegisto, e interpretou o “Assim Como” luz é onda , é partícula, em alternância de momentos, e assim surgiram os princípios da lei da relatividade, que o tornou célebre. Os Cientistas tem observado várias coisas que provam que ondas, e partículas, ate mesmo mesuráveis do lado material, comportam-se no vácuo de forma a dar possibilidade de um estado etérico das coisas, como visto no experimento de Hendrik Casimir, que numa sala vazia, totalmente fechada e sem ar, com duas placas de metal próximas, com alimentação de energia, notou uma tendência a aproximá-las, que cria um efeito de distorção batizado de vácuo de Casimir, e mesmo Cientistas como Hawking tem levado em consideração algo alem do vácuo em suas observações, e na Física Quântica o éter é considerado nas Teorias de Campo Unificado, Gravitação, e em variáveis da velocidade da Luz etc... Bom, espero até aqui não ter forçado muita Ciência aos leitores, mas na verdade os incito a estudar estes itens e ler o Livro das Energias e da Criação, do Mestre Rubens Saraceni, onde um médium que não tem experiência e nem conhecimento profundo sobre estes assuntos, psicografou o que considero um tratado de Ciência Divina. Neste verdadeiro tratado vemos o surgimento de um “Amálgama Divino” de Energias sutis, que preenchido por fatores, com funções na criação, tanto ativas como passivas, que juntam-se em ondas de um magnetismo sutil e não materializado e continuando elementarizam-se, sempre obedecendo a um critério de positivo e


Jornal de Umbanda

São Paulo, 15 de Novembro de 2010.

negativo, passivo e ativo (seria este principio também o que os cientistas observam mesmo no plano material, sobre a formação de pares de partículas, chamado de pares de partículas e anti-partículas?). Ainda de forma mais espantosa, o Médium Psicógrafo Rubens Saraceni, traz em sua obra o conhecimento que explica fatos impressionantes se corretamente lidos e interpretados, como as infindáveis partículas sub-atômicas, que surgem nos aceleradores de partículas pelo mundo, provando que não existe uma partícula material definitiva sendo a menor, pois sempre estes experimentos depois de um tempo conseguem novas e menores partículas, e ainda por cima, elas parecem obedecer a padrões que alguns cientistas chegaram a chamar de vontade própria (fatores e funções?). Os Mestres da Luz que passaram as informações ao Mestre encarnado Rubens Saraceni, que em humildade absoluta nunca manifesta-se sobre os assuntos que psicografa, mas simplesmente supera-se obra após obra trazendo a luz da verdade e abrindo parênteses ao raciocínio lógico, pois Ciência é a observação de eventos e a experimentação dos mesmos repetidamente, e como estamos aqui compartilhando este texto, somos todos crentes em Deus, no espírito e na mediunidade, todos manifestados e provados em inúmeras experiências, somente sendo contestados pela coluna dos céticos que criam teorias vazias como fatos, como o caso dos “memes” comportamentais, na tentativa de explicar fenômenos mentais e mediúnicos. Eu estou impressionado pela leitura deste que é um livro sem precedentes, que aborda de maneira superior e profunda, tópicos que trazem novos rumos de interpretação a Ciência, que um dia caminhará nesta direção, entendendo que o “Big Bang” e sua expansão mensurável até hoje é a medição da elementarização dos fatores que “explodiram” materializando-se aglutinados num amalgama de energia já manifestada materialmente, e não uma explosão sem sentido e sem motivo, pois tudo ocorreu de forma ordenada e pensada.

Edição: 01

contato@jornaldeumbanda.com

pág. 25

Trago estes fatos ao leitor mais atento e estudioso, pois de forma simples, esta lá no livro do Rubens, muitos dos conhecimentos científicos que podemos ver demonstrados atualmente, mas com nomenclaturas mais universalistas, e compreensíveis aos leigos na ciência. Por sinal, um dia vi um detrator deste livro que é relançado, supostamente tentando ser um acadêmico do assunto, debater sobre partículas atômicas com um umbandista, contestando-o sobre o conteúdo cientifico e sobre o conhecimento do autor, dizendo que ate um estudante de tenra idade saberia estes fatos, pois afirmava haverem erros de classificação no livro, e achei engraçado, pois na verdade partículas e “sub-partículas” atômicas sempre surgem em suas divisões em aceleradores de partículas e a admissão de partículas como quarks ( que evoluiu da classificação dos hadrons ) só surgiu em 1961, e anteriormente a isso ainda se classificavam como nêutrons partículas de núcleo, sendo admitida em currículo escolar ainda depois, como parte da composição e estudo atômico, mas como a física considera atualmente os leptons e quarks ( até o presente momento) como a menor porção da matéria, e supostos estudiosos de fim de semana, que não atentam para as experiências em aceleradores de partículas, tentam destilar contra-argumentos contrários ao livro, aos que rebato da seguinte maneira. 1) É fato que a comunidade científica continua sempre dividindo a matéria em aceleradores de partículas e o estudo da estrutura básica do átomo e suas menores partículas não é algo fechado, e bate plenamente com o que li no livro. 2) Existem partículas hipotéticas como Tachyons que são aceitas em cálculos científicos sérios, e embora ainda sejam só calculadas, em tese ate poderiam viajar no tempo (fatores atemporais?). 3) Hoje a Física Quântica esta tão disseminada, que desde os anos 80 temos obras populares de ficção que se servem das teorias quânticas, como filmes de viagem no tempo, e ate histórias em quadrinhos como a excelente e premiada Watchmen, onde o Dr.


Jornal de Umbanda

São Paulo, 15 de Novembro de 2010.

Manhatan, um personagem “superpoderoso”, ganha seus poderes quando é jogado no * “Campo Quântico” (Éter), desintegrando-se, mas de alguma forma, sua consciência (Alma ou Espírito), consegue reconstruir seus átomos (aglutinando fatores ate chegar à matéria), dando-lhe poder sobre a manipulação da matéria (como a matéria é composta por fatores, controlá-los é controlar a mesma), mas de forma incrível, é mais fácil a ciência e os homens se curvarem a uma teoria fantasiosa, onde o personagem atinge ares de Divindade, do que propriamente entender que Deus, as Divindades e mistérios, manifestam este controle sobre o Divino de forma ordenada, e se os mistérios podem ser acessados via religiosidade ou magia, isto se da em princípios inquebrantáveis de ordem, pois o homem não acessa tudo na criação, pois Deus não da asas para cobras. 4) Hoje, podemos dizer que qualquer tenro estudante conhece as teorias que envolvem a formação da matéria, e passa por ignorante qualquer um que finja não conhecer que a teoria quântica aponta em toda sua força, mas com outras palavras, a uma formação da matéria vinda de partículas sutilíssimas, com funções, alem de outras realidades, um universo que faria parte de um multiverso, de inúmeras realidades, de dimensões (medidas) da matéria conhecidas, ainda tendo o tempo como uma quarta dimensão (medida), pois ele determina a duração das coisas, e a teoria M que nos da outras 10 ou 11 dimensões possíveis de observar na matéria (seriam planos e estados da mesma neles?), e como as realidades em si, são por muitos autores entendidas como dimensões, o conjunto da obra psicografada

Edição: 01

contato@jornaldeumbanda.com

pág. 26

por Rubens esta acima de todas as expectativas, juntando o divino com o material, e de forma muito integral, trazendo à matéria conhecimentos sobre a Criação, e à natureza humana que, se observados solucionariam lacunas incríveis. 5) Contestar a veracidade de um estudo psicografado é no mínimo curioso, pois se o contestador for ateu, terá que explicar de onde veio o conhecimento, e se for espiritualista, terá que contestar sua própria crença. Mas quem sou eu para dizer, se não um Mago que ate hoje só comprovei a veracidade através dos mistérios da magia Divina em beneficio de meus semelhantes, e estudei a Física dos homens interpretando-a como algo manifestado de uma parte do Universo Divino? Enfim, leiam esta obra, e com certeza se encontrarão mais conhecedores de sua Fé e da Criação, pois eu acredito, e dou um testemunho de razão e racionalidade sobre a obra. *Campo quântico seria um campo que em teoria seria inerente a todas as coisas, ajudando a manter a integridade das estruturas, e que tem na obra de quadrinhos de Allan Moore uma colocação errada, afinal como jogar alguém em algo que esta em tudo e nele também, pois ele não seria uma realidade, e sim uma espécie de força, daí a minha licença de usar o termo enquanto local, para mostrar o raciocínio na estória Watchmen

Em CD e DVD. Adquira já o seu. Todas as músicas que disputaram no Festival de Corimba e Dança. Informações: contato@tambordeorixa.com.br

Enviado por: Nelson S. Junior


Jornal de Umbanda

São Paulo, 15 de Novembro de 2010.

Edição: 01

contato@jornaldeumbanda.com

pág. 27

CADERNO CULTURAL Leitura Recomendada Por Arlete Genari (MTB 32.855)

Título: Subtítulo: Autor: Gênero: Páginas: Editora: R$ 49,90

O Domínio dos Sentidos da Vida A preparação de Sócrates Rubens Saraceni Romance Mediúnico 448 – 16x23 cm Madras Editora

Neste livro, encontra-se o relato da preparação pela qual passou o espírito de Sócrates antes de seu nascimento em Atenas. O Sócrates antes de Sócrates e sua transição a outras realidades nas quais foi preparado para a missão em solo grego. Nessa existência, com o nome de Simão Beir, ele teve sua família inteira dizimada em um sangrento ataque desferido pelos exércitos assírios em guerra contra os hebreus. Só ele sobreviveu a essa chacina na humilde aldeia em que vivia e partiu, então, em busca de algo que lhe desse um novo sentido em sua vida. Durante a narrativa, podemos observá-lo indo ao encontro de seus tutores nessa peregrinação: os Anjos da Morte, da Vida, das Trevas e da Luz. Direcionado por estes, enfrentará uma verdadeira jornada de iniciações nos sentidos da vida, sentidos existenciais, que dão razão ao viver e morrer. De forma romanceada, Rubens Saraceni apresenta, dentro do que lhe é possível revelar, essa preparação espiritual de Sócrates, o que moldaria e mudaria o pensamento racional ocidental. Título: O Guardião da Meia-Noite Subtítulo: Por Honra e Glória do Criador de Tudo e de Todos Autor: Rubens Saraceni Gênero: Romance Mediúnico Páginas: 200 – 16 x 23 cm Editora: Madras Editora R$ 33,90

O Guardião da Meia-Noite é um livro de ensinamentos éticos, envolvendo os tabus da morte e dos erros vistos sob uma nova ótica. Nova porque somente agora está sendo quebrada a resistência da ciência oficial, mas que é, realmente, muito antiga, anterior aos dogmas que insistem em explicar tudo pela razão extraída nos laboratórios. Ninguém fica impune quando desafia a Lei. Como em todos os romances, contos místicos e histórias de Pai Benedito de Aruanda, O Guardião da Meia-Noite tem por finalidade ensinar algo, trazer esclarecimentos sobre as coisas divinas que se encontram espalhadas nos diálogos, frases e situações vividas pelos personagens, todos humanos e em constante evolução. A obra mostra a busca de um homem por sua alma perdida nas transgressões à Lei Divina. Caminhos de Luz e Trevas rumo ao Criador. Um nobre rico e poderoso, mas extremamente cruel, paga pelos seus atos. Seu corpo na morte se converte em sua prisão, julgado pelos vivos e condenado pelos mortos... Mas das trevas nasce a luz! O Guardião, sentinela da meia-noite, torna-se por seus méritos um servidor da Lei Divina. É este o enredo deste maravilhoso trabalho. Leia... você não vai se arrepender!


Jornal de Umbanda

São Paulo, 15 de Novembro de 2010.

Edição: 01

contato@jornaldeumbanda.com

pág. 28

Título: História da Umbanda Subtítulo: Uma Religião Brasileira Autor: Alexandre Cumino Gênero: História/Religião Páginas: 400 – 16x23 cm Editora: Madras Editora R$ 49,90

Esse é um dos trabalhos mais recentes e mais completos a respeito da história da Umbanda, uma religião nascida em terras brasileiras em novembro de 1908, sob a batuta de Zélio Fernandino de Moraes. É notória a dedicação do autor, Alexandre Cumino, na busca de fontes fiéis, mantendo a isenção deste ou daquele autor, mas procurando apresentar realmente a história. Nessa intensa pesquisa, encontrou as primeiras obras publicadas no Brasil sobre a Umbanda, das quais apresenta extratos fundamentais dos textos dos primeiros autores que registraram o início da trajetória dessa religião no Brasil. Outro ponto que merece destaque são as fitas com gravações inéditas de entrevistas com o fundador da Umbanda discorrendo sobre como tudo começou, os fundamentos que serviram de base para o trabalho, as dificuldades enfrentadas e as primeiras tendas criadas no século passado. Nessas fitas também há o registro da palavra do Caboclo das Sete Encruzilhadas, a entidade que anunciou a nova religião em solo brasileiro. O leitor também conhecerá os autores da atualidade que se destacam na literatura umbandista. Trata-se, portanto, de uma obra de referência para estudos e pesquisas, tanto para seguidores da religião umbandista quanto para todos os interessados no assunto. Título: Autor: Gênero: Páginas: Editora: R$ 29,90

A Trajetória de um Guardião Viking Silvio da Costa Mattos Romance Mediúnico 192 – 16x23 cm Madras Editora

Essa obra mostra de maneira sintética o extenso universo de tramas em que Surgat Krone, um viking dinamarquês, se viu envolvido, até que, na busca de um caminho evolutivo, conseguisse se firmar como um respeitado Exu de Lei: Sete Portas. Na existência terrena, ele era um homem arraigado a um orgulho e a uma arrogância sem igual, prevalecendo-se de algumas vantagens oferecidas por sua natureza física. Ele sempre conquistou tudo o que almejava pelo uso da força bruta e por certas habilidades naturais que o faziam ser “superior” aos demais elementos de sua tribo. Sua trajetória pós-morte, pelas sendas da expurgação por meio das quais necessitou banir as impurezas de sua alma, é forte exemplo de que a misericórdia divina jamais se nega ao perdão ou abandona os filhos desgarrados do amor. Porém, tal complacência não nos exime de colher aquilo que por nós mesmos foi plantado, pois sabemos que “a semeadura é livre, mas a colheita é obrigatória”. Conheça a trajetória desse guardião viking, o Exu Sete Portas, que, dentro das limitações que suas vibrações atuais lhe permitem, não esconde as máculas carregadas no passado, pois entende que suas revelações servirão de alerta àqueles que ainda ousam descrer da onipotência, da onisciência e da onipresença de Deus.


Jornal de Umbanda

São Paulo, 15 de Novembro de 2010.

Edição: 01

contato@jornaldeumbanda.com

pág. 29

ÚLTIMA PÁGINA Eis que mais um veículo de comunicação umbandista esta colocado á disposição dos seguidores da nossa religião! Ele veio para somar junto aos outros já existentes e tem por objetivo divulgar o "pensamento umbandista" para todos que desejam conhecer um pouco mais direto das fontes onde tudo acontece: a Umbanda! Esse jornal virtual tem como regra ser escrito por praticantes da Umbanda e seus seguidores porque só assim refletirá em suas páginas o que cada um pensa ou tem a dizer e compartilhar com a coletividade umbandista e com a sociedade da qual somos parte ativa. Ele é fruto de um desejo nosso de divulgar a umbanda para além das fronteiras do Brasil, alcançando outros países, povos e sociedades diferentes da nossa para que eles possam ter uma idéia de quem somos, o que pensamos e o que praticamos. Com isso feito, acreditamos que mais adiante, quando forem realizados encontros ecumênico de nível mundial, a Umbanda não será deixada de fora por atualmente ser vista pela maioria como uma seita espirita ou espiritualista. Não somos uma seita e sim somos uma religião com liturgia e ritos próprios, desenvolvidos no decorrer de um século por seus praticantes, que foram lapidando-a e adotando as praticas mais úteis e mais simples, mais fáceis de serem assimiladas pelos seus seguidores. Mas isso não significa que a Umbanda não tenha seus fundamentos próprios, apenas eles precisam ser mostrados de uma forma velada porque ela é uma religião fundamentada nos mistérios divinos e, como tal, tem que ser abordada e ensinada de duas formas: uma aberta e outra fechada ou iniciática, fato esse que a torna incompreendida por quem se limita a conhece-la só a partir dos trabalhos espirituais realizados em suas sessões de atendimento ao público. A Umbanda é muito mais que suas "giras de Caridade" porque ela é uma Religião e deve ser vista e aceita por todos os seguidores das outras religiões como um caminho que também leva seus seguidores a Deus, que os coloca em comunhão com Ele e que abre as Portas do Céu para todos que aceitarem-na como Caminho Luminoso e Redentor. Não procuraremos ser melhores que nenhum outro veiculo ou meio de divulgação umbandista já existente e que vem realizando seu objetivo a muito tempo, mas daremos um rumo próprio a esse jornal virtual. E o que nos guiará será o nosso lema: UM JORNAL VIRTUAL FEITO PELOS UMBANDISTA DE TODO O MUNDO! Essa primeira edição on-line já e o resultado de um chamamento feito por nós, ao qual muitos o atenderam e nos enviaram seus textos. E acreditamos que muitos mais se somarão nas próximas edições, enriquecendo-o com uma variedade de artigos que em pouco tempo dará uma feição própria ao mais novo jornal de Umbanda. Quero externar aqui o meu agradecimento e meu muito obrigado a todos que enviaram-nos seus textos para que essa primeira edição on-line ficasse pronta no prazo estipulado para colocá-la à disposição do público que gosta de ver as coisas pela internet e de ler textos na tela do seu computador. Você que esta lendo essa nossa Ultima Página, sinta-se à vontade para que mais adiante venha a escrever as próximas das edições posteriores inscrevendo seu nome no hall dos que amam a Umbanda e querem mostrá-la como ela é e de vê-la respeitada e aceita como ela é: Umbanda, a Religião dos Mistérios Divinos, entre os quais somos um deles também.

Pai Rubens Saraceni.


JORNAL NACIONAL DA UMBANDA N.1 - WWW.ITALOJRERONITA.BLOGSPOT.COM