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Janeiro / Fevereiro 2014 | Ano XX | Nº126

Um jornal para novos tempos

Perspectivas 2014

Geração eólica, solar e transmissão são prioridades Págs. 6 e 7

Págs. 6 e 7

REFORÇO

Manutenção de linhas

MAPEAMENTO

MEIO AMBIENTE

Inaugurada Subestação Ijuí 2

Empregados desenvolvem robô

Empresa atualizará atlas eólico

Biólogos monitoram fauna

Pág.10

Pág. 3

Pág. 8

Pág. 11


2 editorial

Eólica, solar e transmissão na pauta O ano começou com acontecimentos marcantes para empresa. Foram assinados os contratos de concessão dos empreendimentos conquistados no leilão de transmissão de novembro de 2013 e um trecho da linha, que reforça o intercâmbio de energia entre o Sudeste e o Sul, foi entregue com três meses de an-

tecipação. É só o começo. A Eletrosul planeja para 2014 ampliar sua participação nos segmentos de geração eólica e solar e expandir sua malha de transmissão no Sul do País, além de colocar em operação os empreendimentos que já estão sendo implantados: perspectivas que o Eletrosul Agora destaca nesta edição. Boa leitura.

EXPEDIENTE

Diretoria Executiva Diretor-Presidente Eurides Luiz Mescolotto Diretor de Engenharia e Operação Ronaldo dos Santos Custódio Diretor Financeiro Antonio Waldir Vittori Diretor Administrativo Paulo Afonso Evangelista Vieira Conselho Editorial Cleiton Luis Rezende Cabral Laércio Faria Luiz Ricardo Machado Ronaldo Bauer Lessa Rubem Abrahão Gonçalves Filho

O Programa Luz Para Todos (LpT) completou 10 anos, atingindo a marca de 15,5 milhões de beneficiados nas áreas rurais do Brasil. Nos estados da área de concessão da Eletrosul (RS, SC, PR e MS), 1,3 milhão de consumidores passaram a ter energia elétrica em casa. A comunidade indígena Guató foi uma das beneficiadas pelo LpT, em meados de 2004.

Gerente ACS Sandra da Silva Peres speres@eletrosul.gov.br Coordenação Jonatas Andrade jonatas.silva@eletrosul.gov.br Edição Andréa Lombardo andrea.lombardo@eletrosul.gov.br Jonatas Andrade jonatas.silva@eletrosul.gov.br Textos Anahi Gurgel Andréa Lombardo Cleusa Frese Gilberto Del Pozzo Edição de Fotografia Hermínio Nunes Fotos

São 200 famílias, que vivem em um dos pontos mais isolados da bacia do Pantanal, entre os estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Bolívia. Por causa das restrições para chegar com uma rede elétrica convencional, a aldeia foi atendida com um sistema de geração solar fotovoltaica.

Aloísio Antes Anísio Borges Arquivo DDOM/DGI Arquivo CHTP Arquivo Construtora Integração Arquivo Eólicas do Sul Arquivo ESBR Arquivo Marumbi Transmissora Arquivo TSBE Arquivo TSLE Felipe Peters Hermínio Nunes José Antonio Monjeló Rodrigues Maurício Pereira Nélio Pinto Projeto Gráfico Agenciamob Conteúdo e Projeto Editorial Giusti Comunicação Integrada Tiragem 4.500 exemplares Periódico editado pela ACS – Assessoria de Comunicação Social e Marketing Rua Dep. Antônio Edu Vieira, 999, Pantanal Florianópolis/SC CEP 88040901 Fone (48) 3231.7269 / 3231.7075 www.eletrosul.gov.br


DESTAQUE 3

Eletrosul agora - Janeiro / Fevereiro 2014

INOVAÇÃO

Robô facilita manutenção em LTs Operado à distância, dispositivo é alternativa segura e de baixo custo para o setor As equipes da Eletrosul que atuam em campo estão contando com um aliado para realizar a manutenção e instalação das esferas de sinalização aérea, especialmente em áreas de difícil acesso. Desenvolvido inteiramente por técnicos da empresa, o chamado Cece - Carro Elétrico para Colocação de Esferas - é um robô operado remotamente, que pode fazer reparos ou substituir as esferas sem necessidade de desligamento da linha de transmissão. Em três anos de testes, finalizados em janeiro, a invenção tem proporcionado redução de custos, de mão de obra e do tempo de serviço. O Cece é um pequeno veículo eletromecânico motorizado, que transporta a esfera pelo cabo para-raio da linha, entre as torres de sustentação. O robô possui um braço mecânico,

Cleberson (segundo à esq.) e Emerson (segundo à dir.), inventores do Cece, entre demais técnicos que deram apoio na montagem de dois dos protótipos.

que o permite empurrar ou puxar e travar ou destravar a esfera. Também é equipado com câmera e sistema de posicionamento global (GPS), o que facilita sua operação e inspeção. As imagens capturadas em vídeo são transmitidas via radiofrequência para monitoramento à distância. A invenção foi concebida com o propósito de superar as restrições apresentadas por outros métodos e equipamentos disponíveis no mercado e, anteriormente, adotados pela própria Eletrosul. “Além de terem alto custo, essas outras técnicas exigem o uso de equipamentos para fazer a manutenção, como mastro de carga, e um grande planejamento para a operação no campo”, explica o empregado Emerson Ribeiro dos Santos, responsável pela criação do Cece juntamente com Cleberson Figueiredo de Souza. Além da Assessoria de Pesquisa e Desenvolvimento (APD), o projeto contou com o apoio do Departamento de Engenharia de Manutenção (DEM) e do Laboratório de Alta Tensão (LALTE),

onde também foram realizados testes, que resultaram na criação de uma blindagem para evitar influências do campo magnético no dispositivo. Este ano, outros dois protótipos já foram fabricados para utilização nas unidades de Capivari de Baixo (SC) e Gravataí (RS).

No Brasil Convencionalmente, no setor elétrico, a substituição ou manutenção das esferas ocorre a partir do desligamento da linha. Dessa forma, o técnico pode transitar pelo cabo utilizando cordas e roldanas para movimentar a esfera, mas o trabalho pode levar mais de oito horas e exigir apoio de até 12 pessoas. O serviço também pode ser realizado com um guindauto, porém a altura dos cabos pode limitar o manuseio dos equipamentos. Já com a linha energizada, um dos métodos para fazer a manutenção é com o uso de helicóptero e bastões isolantes – uma operação de risco, com alto custo associado.


4 canteiro de obras

JANEIRO de 2014 megawatt solar

1

MW SC N

Capacidade de atendimento: 570 residências

Praticamente todos os 1.836 painéis fotovoltaicos na cobertura do edifício-sede já estão instalados e com as conexões de cabeamento efetivadas.

se curitiba leste

COMPLEXO EÓLICO GERIBATU

258 MW

RS N

Capacidade de atendimento: 1.600.000 habitantes

Guindaste elevando a terceira pá para ser acoplada à nacele do sétimo aerogerador montado no Parque Geribatu IX.

Curitiba

Na Subestação Curitiba Leste, que vai operar em extra-alta tensão (525/230 kV), estão sendo concluídas as fundações dos pórticos.

672 MVA

+LT

525 kV

Extensão: 29,4km

N

Capacidade de atendimento: 900.000 habitantes


canteiro de obras 5

Eletrosul agora - Janeiro / Fevereiro 2014

canteiro de obras UHE JIRAU

UHE TELES PIRES

1.820

3.750

MW

MW

RO

Capacidade de atendimento: 34.100.000 habitantes

N

Capacidade de atendimento: 6.500.000 habitantes

PA

Concluída a cobertura da casa de força da margem esquerda na UHE Jirau. A finalização dessa etapa possibilitará a otimização dos trabalhos de montagem no interior da estrutura.

MT

Vista geral do circuito de geração da casa de força com condutos forçados.

N

LT SUL LITORÂNEA

AMPLIAÇÃO DO COMPLEXO EÓLICO CERRO CHATO

525 kV

RS

Extensão: 487 km

N

Com a entrega do aerogerador 4, todo o parque eólico Cerro dos Trindade está em operação comercial. Já o Cerro Chato IV (foto) está com seus cinco aerogeradores montados mecanicamente. As unidades 1 e 2 estão em fase de testes para entrada em operação.

78 MW

Capacidade de atendimento: 447.000 habitantes

RS N

LINHÃO DO MADEIRA - circuito 2

Lançamento dos cabos condutores nas torres autoportantes 1255/1 e 1255/2, no município Alto Paraguai, no Mato Grosso.

LT SUL BRASILEIRA

600

525 230

kV

N

Base para os pórticos metálicos da SE Povo Novo.

Maior LT de 600 kV do mundo, com 2.412 Km de extensão

kV kV

781 km de extensão: RS N

494 km em 525kV 287 km em 230 kV

Torre de 500 kV da LT Itá-Nova Santa Rita chegando na SE Nova Santa Rita. Segundo trecho de 500 kV da obra (o primeiro – Salto Santiago Itá - já foi energizado), será um importante reforço energético e de segurança operacional para o Rio Grande do Sul.


6 ESPECIAL PERSPECTIVAS

Mais investimentos em 2014 Ampliar a participação nos segmentos de geração eólica e solar e expandir a malha de transmissão são prioridades entre os projetos para este ano Mesmo já tendo conquistado o status de maior empreendedora em energia eólica do Sul do País, a Eletrosul pretende intensificar os investimentos nesse segmento. A diretriz leva em conta não só o momento favorável para a fonte, que liderou os leilões de energia nova em volume contratado, em 2013, como, também, as possibilidades de negócio já prospectadas pela empresa. São, pelo menos, mais 1.000 megawatts (MW) a serem explorados. A Eletrosul tem, sozinha e em parceria, 782,5 MW de capacidade instalada em parques eólicos no Rio Grande do Sul: 98 MW em operação e o restante em diferentes estágios de implantação. Os empreendimentos já em construção deverão ser entregues até o fim deste ano. Paralelamente, estão sendo organizadas as estruturas administrativa e de engenharia, que irão coordenar as obras de ampliação desses complexos. Serão construídos outros 15 parques, que foram licitados no leilão

A-3 de 2013 somando 212,5 MW de potência instalada e cerca de R$ 1 bilhão em investimentos. “A eólica é uma fonte complementar importante para o País e, apesar de já ter ampliado consideravelmente sua participação na matriz, ainda tem muito espaço para crescer”, ponderou o diretor de Engenharia e Operação da Eletrosul, Ronaldo dos Santos Custódio. Outra meta da empresa para 2014 é ampliar sua participação na geração solar, considerando as perspectivas de inserção da fonte nos leilões do mercado regulado, ainda este ano. A Eletrosul começou a investir em pesquisas na área há dez anos e irá entregar, neste semestre, uma primeira planta de geração: a Usina Megawatt Solar, integrada ao edifício-sede da empresa, que terá capacidade de gerar 1,2 GWh por ano. Para os novos projetos nos segmentos eólico e solar fotovoltaico, a Eletrosul contará com suporte financeiro do banco

de fomento alemão KfW Bankengruppe. A instituição já confirmou que irá destinar € 100 milhões à empresa, por intermédio da holding Eletrobras. Executivos do banco estiveram reunidos com a diretoria da estatal, no final de janeiro, para discutir os termos do financiamento. O recurso será proveniente do Programa Aberto – uma das iniciativas previstas no acordo de cooperação Brasil-Alemanha para investimentos em fontes alternativas de energia. A entrada do recurso ainda depende de aprovação do Governo Federal, por meio do Tesouro Nacional. O KfW tem sido um importante parceiro da Eletrosul na concretização de projetos de geração de energia renovável e alternativa, como é o caso do Megawatt Solar e das PCHs João Borges e Barra do Rio Chapéu, já em operação no interior de Santa Catarina. Os contratos entre KfW e Eletrosul para esses empreendimentos somaram aproximadamente € 65,4 milhões.


Eletrosul agora - Janeiro / Fevereiro 2014

especial 7

Novas obras de transmissão uma subestação em Ivinhema. As equipes de engenheiros e técnicos “A Eletrosul já vem participando de da Eletrosul começaram 2014 debruçaimportantes obras para o reforço no sisdos nos novos projetos de transmissão tema elétrico do que a empresa irá País, como a linha implantar neste ano. Buscaremos manter nossa que acabamos de Com a assinatura competitividade nos leilões de entregar entre Saldos contratos de to Santiago (PR) e concessão dos emtransmissão deste ano, e manter Itá (SC). Mas, sem preendimentos connossa liderança no mercado dúvida, buscarequistados no leilão de transmissão do Sul mos manter nossa realizado em novemcompetitividade bro do ano passado, nos leilões de transmissão deste ano, e começaram os preparativos para início manter nossa liderança no mercado de das obras. São reforços no sistema elétritransmissão do Sul”, afirmou o presidenco de Santa Catarina, Rio Grande do Sul e te da estatal, Eurides Mescolotto. Mato Grosso do Sul, que somam R$ 222 Além das obras do linhão do Sul (leia milhões em investimentos. mais na página 9), a empresa irá colocar No Sul, serão construídos 245 quilôem operação, este ano, no Rio Grande do metros de linhas de transmissão (230 Sul, quase 500 quilômetros de linhas de kV) e uma subestação (230/138 kV), em transPinhalzinho (SC), além da ampliação de uma unidade existente, em Santa Maria (RS). A implantação está sob responsabilidade da Sociedade de Propósito Específico (SPE) Fronteira Oeste Transmissora de Energia – constituída pela Eletrosul (51%) e Companhia Estadual de Geração e Transmissão de Energia Elétrica - CEEE-GT (49%). Em Mato Grosso do Sul, a Eletrosul é responsável pela construção de Engenheiros da Eletrosul e executivos do KfW na cobertura do edifício-sede da Eletrosul.

missão (525 kV), três novas subestações e a ampliação de uma unidade existente. Esse empreendimento irá integrar o extremo Sul gaúcho ao Sistema Interligado Nacional (SIN) e permitir o aproveitamento do potencial eólico da região. Ainda no Sul, a Eletrosul, junto da Eletrobras, concluirá em 2014 o projeto de Interligação Brasil-Uruguai, que prevê a implantação de 63 quilômetros de linhas e uma subestação em Candiota (RS). Essas instalações farão a integração da estrutura elétrica com o país vizinho.


8 ENERGIA RENOVÁVEL POTENCIAL EÓLICO

Novo atlas gaúcho

Eletrosul irá atualizar mapeamento eólico do Rio Grande do Sul, a partir de dados coletados em pelo menos 100

estações anemométricas

Em parceria com o governo do Rio Grande do Sul, a Eletrosul irá coordenar, a partir de fevereiro, a elaboração do novo atlas eólico do Estado, com o intuito de dinamizar, ainda mais, a produção de energia elétrica a partir dos ventos que sopram na região. Além do detalhamento mais apurado, um dos diferenciais será a aferição do potencial eólico off-shore. “Com a atualização do atlas, espera-se um melhor detalhamento do potencial eólico do Rio Grande do Sul com a indicação do futuro uso offshore no Estado, ou seja, produção de energia a partir dos ventos que sopram sobre mares e oceanos – uma inovação para o segmento no Brasil”, aponta o diretor de Engenharia e Operação da Eletrosul, Ronaldo dos Santos Custódio, um dos

idealizadores do primeiro atlas. O novo mapeamento será feito a partir de informações coletadas por aproximadamente 100 torres anemométricas, que foram instaladas em território gaúcho para realização de estudos de prospecção e viabilidade técnica para implantação de novos empreendimentos. As estruturas são equipadas com instrumentos que detectam dados da velocidade, direção, pressão, temperatura e umidade das correntes de ar, permitindo obter informações detalhadas sobre os regimes dos ventos. Atualmente, as torres de medição têm até 150 metros de altura. São três vezes mais altas que as 21 estruturas usadas no primeiro atlas, acompanhando o avanço da indústria de aerogeradores. O trabalho será desenvolvido por

meio de convênio com a Agência Gaúcha de Desenvolvimento e Promoção do Investimento (AGDI), e a previsão de conclusão é para o segundo semestre de 2014. Além do livro, com os mapas e modelos que compõem o atlas, haverá mapa de parede e versão digitalizada em pen-card. A resolução será 16 vezes superior à da primeira publicação.

O Rio Grande do Sul possui hoje 489 MW em operação, distribuídos em 17 parques, o que o torna o segundo maior gerador de energia eólica no País. Até 2018, estarão operando 88 parques, com capacidade para gerar 1.978,9 MW, nos quais serão investidos aproximadamente R$ 8 bilhões.


TRANSMISSÃO 9

Eletrosul agora - Janeiro / Fevereiro 2014

LT Salto Santiago-Itá

Mais segurança ao SIN Trecho do Linhão do Sul começa a operar com três meses de antecipação. Empreendimento completo, previsto no PAC 2, será entregue at�� maio Segunda maior consumidora de energia do País, a região Sul passou a contar com um importante reforço no seu sistema de transmissão. Com antecipação de mais de três meses, a Transmissora Sul Brasileira de Energia (TSBE) – empresa constituída pela Eletrosul (80%) e Copel (20%) – energizou, no início de fevereiro, a linha de transmissão em extra-alta tensão (525 kV), que interliga a Hidrelétrica Salto Santiago, no Paraná, à Subestação Itá, em Santa Catarina, próximo da divisa com o Rio Grande do Sul, em uma extensão de 188 quilômetros. Essa instalação se soma ao circuito já existente, também operado pela Eletrosul, aumentando a capacidade de intercâmbio de energia entre o Sudeste e Sul. “A antecipação da linha garante, já para este verão, o atendimento eletroenergético do Sul, em especial do Rio Grande do Sul, com qualidade, seguran-

ça e confiabilidade”, destacou o diretor de Engenharia e Operação da Eletrosul, Ronaldo dos Santos Custódio. O consumo de energia elétrica no Sul, em 2013, aumentou 4,3% – alta superior à média nacional, que foi de 3,5%, segundo relatório da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), divulgado recentemente. Por causa do calor intenso e atípico neste ano, o Rio Grande do Sul tem registrado picos de consumo recordes. Mas, historicamente, as maiores demandas no Estado acontecem nos meses de março e abril, não só por conta do calor, mas da intensificação das atividades nos setores produtivos e do levante hidráulico para irrigação das lavouras de arroz. “Até agora, quando havia picos de carga no Rio Grande do Sul e o primeiro circuito da LT Salto Santiago-Itá operava no limite definido pelo ONS (Operador Nacional do Sistema) para fluxo de energia do Sudeste para o Sul, a alternativa era ampliar o despacho de térmicas para atender o Estado”, esclareceu o executivo. Com esse segundo circuito em operação, a atual limitação de fluxo deixa de existir e se agrega mais segurança operacional ao sistema.

O empreendimento A LT Salto Santiago-Itá é parte das obras da TSBE, previstas na segunda etapa do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2), que irão reforçar o sistema de transmissão do Sul do País. Estão sendo implantados outros 307 km de linhas, também em 525 kV, entre Itá (SC) e Nova Santa Rita (RS), e mais 291 km em 230 kV, que irão passar por 15 municípios gaúchos. Está em construção, ainda, uma subestação em Camaquã (RS) e ampliadas outras quatro unidades já existentes. “Essa é uma das maiores obras de transmissão em andamento no País, não só pela extensão das linhas, que somam quase 800 km, ou pelo valor do investimento que se aproxima de R$ 550 milhões, mas, especialmente, por sua relevância para o Sistema Interligado Nacional”, afirmou o diretor técnico da TSBE, Luiz Antonio Dantas. Segundo ele, a intenção é antecipar a entrega da LT Itá-Nova Santa Rita para março e o restante do empreendimento será concluído até maio, atendendo o prazo estabelecido pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).


10 GERAL Reforço no Rio Grande do Sul

Inaugurada Subestação Ijuí 2

Prevista no PAC2, obra recebeu investimentos de R$ 30 milhões Foi inaugurada, no dia 31 de janeiro, a Subestação Ijuí 2, empreendimento de transmissão de energia elétrica no Rio Grande do Sul, previsto no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC2), do Governo Federal. A unidade recebeu investimentos de aproximadamente R$ 30 milhões e tem capacidade de transmissão para suporte ao abastecimento de 150 mil pessoas. A nova SE integra um conjunto de obras que inclui as subestações Caxias 6, Nova Petrópolis 2 e a ampliação da SE Lajeado Grande, com investimentos que totalizaram R$ 110 milhões. “A Subestação Ijuí 2 foi implantada para atender o aumento da demanda de energia elétrica no Noroeste do Rio Grande do Sul, sendo uma importante alterna-

tiva de suprimento para a região. A unidade dá mais confiabilidade ao sistema de transmissão, garantindo atendimento com mais qualidade às concessionárias e seus consumidores”, afirmou o diretor de Engenharia e Operação da Eletrosul, Ronaldo Custódio. Com capacidade de 166 MVA, a SE Ijuí 2 é responsável pelo escoamento da energia vinda do sistema de 230 kV proveniente das usinas do rio Jacuí (CEEE-GT). Na subestação, a tensão é rebaixada para 69 kV para ser distribuída pelas empresas concessionárias aos consumidores finais. A SE também está integrada ao Sistema Interligado Nacional, através da conexão em 230 kV, com a Subestação Santo Ângelo, da Eletrosul. As obras da SE Ijuí 2 iniciaram em outubro de 2011 e a energização ocorreu em abril de 2013.

Obras ampliam oferta de energia no Paraná Começaram, no final de janeiro, as obras da nova linha de transmissão de energia em extra-alta tensão (525 kV), entre Curitiba e São José dos Pinhais, no Paraná, com quase 30 quilômetros de extensão. O empreendimento, associado a uma subestação que também está em construção, vai aumentar em 67% a disponibilidade de energia para a capital, região metropolitana e litoral pa-

ranaense. No total, serão investidos R$ 111 milhões nas obras, que são de responsabilidade da Marumbi Transmissora de Energia S.A., empresa integrada pela Copel (80%) e Eletrosul (20%). O conjunto deve entrar em operação em dezembro deste ano. Essa linha vai conectar a já existente SE Curitiba, pertencente à Eletrosul, à nova SE Curitiba Leste – unidade com 672 megavolt-

-ampères (MVA) de potência também em implantação pela Marumbi, na área rural do município de São José dos Pinhais. “Conectada a outras cinco subestações de grande porte, a nova subestação Curitiba Leste vai tornar o sistema elétrico da região mais seguro e estável, pois servirá como uma alternativa de desvio de fluxo de carga, evitando o corte no fornecimento de energia aos consumidores em caso de contingência”, afirmou o diretor presidente da Marumbi Transmissora de Energia, Alfonso Schmitt.


SUSTENTABILIDADE 11

Eletrosul agora - Janeiro / Fevereiro 2014

UHE Passo São João

Diversidade da fauna Ambientes criados a partir da formação do lago e do cercamento das APPs se tornaram refúgios para algumas espécies

A fauna presente na área da Usina Passo São João, no Noroeste gaúcho, é rica e diversificada. A informação consta no relatório do Programa Ambiental de Monitoramento da Fauna no entorno do empreendimento, que identificou 282 espécies de vertebrados terrestres e 526 indivíduos invertebrados de interesse médico (para identificação de possíveis zoonoses). Entre os vertebrados terrestres foram identificados 32 anfíbios, 25 répteis, 182 aves e 43 mamíferos e voadores. Vinte espécies são classificadas como ameaçadas de extinção no Rio Grande do Sul, a exemplo do pica-pau-de-banda-branca (Dryocopus lineatus), do gato-mourisco (Puma yagouarondi) e do veado-virá (Mazama gouazoubira). O relatório foi elaborado pela Simbiota Consultoria Ambiental, empresa contrata-

da pela Eletrosul para realizar o monitoramento de fauna nas fases de pré-implantação, implantação e operação da usina. Além da identificação e catalogação das espécies, no levantamento em campo foram constatados vários aspectos positivos para a fauna da região, como o aumento na frequência de 27 espécies, durante a realização das campanhas de monitoramento – resultado que pode estar atribuído à formação do reservatório com novas áreas de ocupação. Também foi observado que o cercamento das novas Áreas de Preservação Permanente formadas com o enchimento do reservatório, antes ocupadas por propriedades agropecuárias, tem contribuído para regeneração desses espaços, criando ambientes propícios para desenvolvimento e refúgio da fauna.

ESPAÇO DA GESTÃO AMBIENTAL

Inventário de GEE Foi concluído em janeiro, o ciclo de coleta de dados para contabilização das emissões de CO2, CH4, N2O, SF6, HFC e PFC – gases de efeito estufa (GEEs), internacionalmente reconhecidos e regulados pelo Protocolo de Kyoto para elaboração do Inventário de Emissões de Gases de Efeito Estufa das Empresas Eletrobras, referente a 2013. A elaboração anual do inventário evidencia o compromisso da empresa para com a sociedade em publicar suas emissões, em consonância com os princípios estabelecidos tanto na Declaração de Compromisso da Eletrobras sobre Mudanças Climáticas quanto na revisão da Política Ambiental, ambas institucionalizadas este ano pela Eletrosul. Seguindo a diretriz de ampliar continuamente as fontes inventariadas, no atual ciclo foram incluídas, por exemplo, as emissões indiretas provenientes da energia elétrica consumida no processo de geração. O diagnóstico das emissões de GEE obtido a partir do processo continuado de elaboração de inventários permitiu o estabelecimento de metas de redução. A iniciativa, juntamente com outras ações focadas na estratégia climática, contribuiu para elevar a pontuação da dimensão ambiental da Eletrobras em um dos índices de maior visibilidade no mercado internacional, o Dow Jones Sustainability Index (DJSI). A importância dada pelos investidores a esse índice é reflexo de uma preocupação crescente das empresas e grupos econômicos com um mundo sustentável.


12 RESPONSABILIDADE SOCIAL GERAÇÃO DE RENDA

Costurando parcerias

Projeto alia capacitação para o mercado de trabalho e conceitos de sustentabilidade A partir deste ano, a Eletrosul vai intensificar a parceria estabelecida em 2013 com o Instituto Adelina – fundação socioambiental da camisaria Dudalina. A iniciativa consiste na realização de cursos de aperfeiçoamento de patchwork com o objetivo de incentivar a geração de renda de famílias beneficiadas pelos Centros Comunitários de Produção (CCP), implantados pela estatal. A capacitação, realizada pela primeira vez em novembro, direcionada a agricultoras do Assentamento Rural Rio do Norte, em Rio dos Cedros (SC), será estendi-

da a outras áreas de atuação da empresa. Com 12 horas de carga horária, as aulas contemplam diversas técnicas de costura para confecção de artigos a partir de retalhos, como sacola retornável, avental, puxa-saco, luva para cozinha e lixeira para carros. Parte dos produtos fabricados será comercializada nas lojas da Dudalina e o restante vendido pelas costureiras. Além de incrementar a renda, o projeto estimula um consumo ambientalmente correto, já que a matéria-prima é reciclada. Na parceria, o Instituto Adelina, que tem sede em Blumenau (SC), patrocina a capacitação e faz a doação das sobras de tecidos provenientes da fabricação das roupas. Já as máquinas de costura, estrutura física e logística necessárias para o treinamento ficam sob responsabilidade da Eletrosul.

Resgate de projetos O projeto desenvolvido com o Instituto Adelina faz parte de um amplo trabalho que a Eletrosul vem desenvolvendo nos estados de atuação para resgatar a sustentabilidade dos Centros Comunitários de Produção, implantados até 2012, como parte das ações sociais do Programa Luz para Todos. “Os projetos estão sendo revisitados por nossas equipes para que, a partir da identificação das fragilidades e potencialidades de cada unidade, possam ser reativados”, destacou a gerente da Assessoria de Responsabilidade Social, Denise Cristina Basílio. A empresa coordenou a implantação de 71 CCPs em Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Paraná e Mato Grosso do Sul.


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