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correntecontĂ­nua Ano XXXiV - nÂş 239 - julho/agosto - 2011

A revista da Eletrobras Eletronorte

Talento. Essa ĂŠ a nossa energia.

Fernando Brasil, talento Eletrobras Eletronorte desde 2007


Sumário

responsabilidade social

circuito interno

Relatório de Sustentabilidade Os caminhos da ação estratégica Página 15

história

38 anos de muita energia. E com fôlego para novos tempos Inserção Regional: pela melhoria da qualidade de vida Página 4

Página 36

Ministro Edison Lobão Página 12

Amazônia e Nós Fernando de Souza Brasil é engenheiro eletricista e trabalha no Laboratório de Alta Tensão do Centro de Tecnologia da Eletrobras Eletronorte, em Belém. Foi fotografado por Rony Ramos.

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SCN - Quadra 6 - Conjunto A Bloco B - Sala 305 - Entrada Norte 2 CEP: 70.716-901 Asa Norte - Brasília - DF. Fones: (61) 3429 6146 / 6164 e-mail: imprensa@eletronorte.gov.br site: www.eletronorte.gov.br

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tecnologia

Um portal para compartilhar sabedoria

entrevista

Prêmios 1998/2001/2003

Página 20

Diário de Antônio Carlos Vilela Castro Página 42

correio contínuo Página 50

fotolegenda Página 51

Diretoria Executiva - Diretor-Presidente - Josias Matos de Araujo - Diretor de Planejamento e Engenharia - Adhemar Palocci - Diretor de Operação - Wady Charone - Diretor Econômico- Financeiro - Antonio Barra - Diretor de Gestão Corporativa - Tito Cardoso - Coordenação de Comunicação Empresarial: Isabel Cristina Moraes Ferreira - Gerência de Imprensa: Michele Silveira - Equipe de Jornalismo: Alexandre Accioly (DRT 1342-DF) - Byron de Quevedo (DRT 7566- DF) - César Fechine (DRT 9838-DF) - Érica Neiva (DRT 2347-BA) - Michele Silveira (DRT 11298 - RS) - Assessorias de Comunicação das Unidades Regionais - Estagiários: Antonia Erivanuzia Araujo Macedo - Diogo Alves Ferreira - Fotografia: Alexandre Mourão, Roberto Francisco, Rony Ramos, Assessorias de Comunicação das unidades regionais - Revisão: Duo Comunicação - Diagramação: Jorge Ribeiro - Impressão: Brasília Artes Gráficas - Tiragem: oito mil exemplares - Periodicidade: bimestral


Editorial

Caro leitor e cara leitora, Nesta edição da revista Corrente Contínua, dividimos com você o orgulho de celebrar nossos 38 anos de história. Não de uma história, mas de várias. Já são filhos e netos que contam as histórias de pais, mães e avós que mudaram a história da Amazônia e mostraram ao Brasil a força e a generosidade da Floresta. Você que acompanha as edições da Revista, sabe que nossa equipe de jornalismo vai além das máquinas e das tecnologias. Estão sempre em busca da história de quem desenvolveu um novo equipamento ou aperfeiçoou um processo. E numa Empresa que, pela terceira vez consecutiva, fica entre as 20 mais inovadoras do Brasil, estar nas páginas da Corrente Contínua é mais um estímulo. Nós temos sim muita história pra contar. E uma história que nos dá orgulho de ser referência de sustentabilidade. Hoje, quando os debates tornam-se cada vez mais acirrados em torno da questão ambiental, especialmente no que diz respeito às hidrelétricas, temos a tranquilidade de dizer que atuamos com responsabilidade, compromisso e, mais do que isso, temos um papel fundamental na preservação da Amazônia. Ousamos falar com a experiência de quem aposta e acredita na inovação em plena floresta. É na Amazônia que nossas equipes desenvolvem novos processos, novas tecnologias, e mostram o que é sustentabilidade em todos os seus pilares. Hoje, a energia que geramos na Amazônia chega a todos os cantos do País por meio do Sistema Interligado Nacional. Deixamos no passado a escuridão a que as cidades do norte do País se submetiam quase que rotineiramente. E sem esquecer da floresta. Desviar trajetos de linhas para preservar um dos singulares geoglifos do Acre, pensar em ações de preservação da biodiversidade amazônica, ou ainda reunir a comunidade para que ela decida o que é melhor para si mesma, são apenas alguns dos caminhos que tomamos nessa história. Nossa gente, nossos talentos, nossa força, têm sido capazes de reinventar sua própria história e chegar aos 38 anos com a paixão de quem tem o orgulho de gerar energia para um novo Brasil. Uma boa leitura.

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Josias Matos de Araujo Diretor-presidente

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Responsabilidade Social

Inserção Regional: pela melhoria da qualidade de vida Eletrobras Eletronorte já investiu R$ 96 milhões em programas de Inserção Regional na região da Hidrelétrica Tucuruí César Fechine

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A estudante Alessandra Leal de Souza (abaixo), 10 anos, está na 4ª série e há três estuda na Escola Municipal de Ensino Fundamental Antônio Alves, em Novo Repartimento (PA). “Antes, eu estudava muito longe de casa. Agora demora menos de cinco minutos para chegar à escola”, relata Alessandra, que gosta das aulas de matemática e educação física. “Os professores daqui são bem atenciosos e com essa última reforma nossa escola está ainda mais bonita, dá mais vontade de vir estudar”.

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Girlene Costa da Silva, 34 anos (abaixo), acompanhou a construção da escola desde o início. “Quando a escola estava sendo construída, todos nós ficamos muito ansiosos. Antes, aqui, só tinha a escola Vale do Sol, que atendia toda a comunidade e ficava superlotada. Agora temos 10 novas salas de aula, funcionando manhã, tarde e noite, com a educação de jovens e adultos.” Ela trabalha hoje na coordenação pedagógica. “Se forem construídas mais escolas aqui na cidade, desse mesmo tamanho, vai encher de alunos. No período de matrícula a procura é muito grande e a gente não consegue atender todo mundo.” A escola em que Alessandra e outros 753 alunos estão matriculados é apenas um dos empreendimentos executados pela Eletrobras Eletronorte por intermédio do Plano de Inserção Regional dos Municípios à Montante da UHE Tucuruí - Pirtuc, em convênios com as prefeituras municipais. Desde 2002, a Eletrobras Eletronorte já investiu mais de R$ 80 milhões por meio do Pirtuc na construção e reforma de escolas, postos de saúde, pavimentação asfáltica, estações de tratamento de água, programas de geração de emprego e renda, além da doação de caminhões, tratores e escavadeiras, entre outros equipamentos. Outro grande programa executado pela Empresa é o Plano de Inserção Regional dos Municípios à Jusante da UHE Tucuruí - Pirjus, que já realizou um total de R$ 16


Meio ambiente - Ao longo do tempo, a questão ambiental tornou-se determinante para a implantação, ou não, de novos empreendimentos de geração hidrelétrica, bem como a definição de programas de compensação, como o Pirtuc e o Pirjus. Entre os marcos para o processo de licenciamento ambiental no Brasil está a Resolução nº 001 do Conselho Nacional do Meio Ambiente – Conama, de 23 de janeiro de 1986, que dispõe sobre os critérios básicos e as diretrizes gerais para a avaliação de impacto ambiental. A Resolução também estabelece as responsabilida-

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“Em 2011, o orçamento de investimentos previsto para esses municípios passa de R$ 50 milhões. Esses programas contemplam várias ações socioambientais”, acrescenta Carlos Yassuo Sudo (ao lado), gerente de Articulação e Desenvolvimento de Ações Socioambientais.

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milhões em convênios desde 2004, também em parcerias com as prefeituras da região. “Os dois Planos têm prazo de conclusão para 2022 e um total de investimentos de R$ 360 milhões em importantes ações que visam o desenvolvimento da região e a melhoria da qualidade de vida da população”, informa o diretor de Planejamento e Engenharia da Eletrobras Eletronorte, Adhemar Palocci (leia Box à página 7). Sete municípios localizados à montante (antes da barragem) da Usina Hidrelétrica - UHE Tucuruí são beneficiados no Pará: Tucuruí, Breu Branco, Itupiranga, Goianésia do Pará, Jacundá, Nova Ipixuna, e Novo Repartimento. O investimento previsto para esses municípios é da ordem de R$ 200 milhões. À jusante (após a barragem), com investimentos previstos de R$ 160 milhões, são cinco os municípios beneficiados: Baião, Mocajuba, Cametá, Igarapé-Miri e Limoeiro do Ajuru.

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des, os critérios básicos e as diretrizes gerais para uso e implementação da Avaliação de Impacto Ambiental como um dos instrumentos da Política Nacional do Meio Ambiente. Em seu artigo primeiro, o Conama estabeleceu que, “para efeito dessa Resolução, considera-se impacto ambiental qualquer alteração das propriedades físicas, químicas e biológicas do meio ambiente, causada por qualquer forma de matéria ou energia resultante das atividades humanas”. Hoje, a viabilização dos empreendimentos está centralizada na avaliação dos impactos ambientais e socioeconômicos. “A viabilização dos empreendimentos hoje é bastante complexa e isso vem crescendo com uma legislação mais restritiva e com atores cada vez mais atentos, como o Ministério Público com uma demanda muito grande e um acompanhamento atento dos processos”, contextualiza Silviani Froehlich, superintendente de Meio Ambiente. O Pirtuc e o Pirjus procuram mitigar esses impactos e geram vários benefícios para as comunidades no entorno de Tucuruí. “São escolas, postos de saúde, infraestrutura viária, complexo esportivo e outras obras. As escolas propiciam o desenvolvimento educacional e uma oportunidade para o futuro das crianças. E temos também projetos de geração de renda”, diz Silviani.

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Parceria - O prefeito de Itupiranga, Benjamin Tasca, em seu terceiro mandato, diz que acompanha a história da Eletronorte desde 1979. “Eu costumo dizer que a obra da Usina começou com o regime militar e a decisão, em Brasília, de construir a hidrelétrica. E aí aconteceram os problemas de migração para a região.” Tasca, que preside o Consórcio dos Municípios Paraenses Alagados pelo rio Tocantins – Compart, diz que hoje a situação é diferente. “Hoje, as prefeituras e as entidades públicas trabalham juntas e o Pirtuc é uma das ferramentas para desenvolver a região”, diz Tasca. Em Itupiranga, a mais recente obra escolar executada por meio do Pirtuc acaba de iniciar as aulas no dia 8 de agosto, na Vila Mangueira, com quatro salas. São obras que contribuem também para a melhoria do Índice de Desenvolvimento Humano. “Essas

Entrevista Adhemar Palocci Formado por representantes da sociedade civil, os conselhos gestores do Pirtuc e o Pirjus são instâncias democráticas que definiram como prioridade para este ano a construção de escolas. Por meio desses programas e do Luz para Todos, 31 mil famílias da região no entorno da Usina Hidrelétrica Tucuruí terão acesso à energia elétrica até o final do ano. E a cidade de Tucuruí terá 100% da água tratada. Confira esses e outros assuntos na entrevista concedida pelo diretor de Planejamento e Engenharia, Adhemar Palocci. Como o Pirtuc e o Pirjus estão ajudando a população no entorno da Usina Hidrelétrica Tucuruí? A região no entorno da Usina Tucuruí ainda é bastante carente, embora, comparativamente a outras regiões, tenha um grau de desenvolvimento bastante satisfatório. O que o Pirtuc e o Pirjus têm feito é ajudar as prefeituras com programas implantados em cada município, principalmente nas áreas de educação, saúde e infraestrutura. E nós temos contribuído muito com o desenvolvimento de cada um dos 12 municípios atendidos. Quais as entidades representativas da sociedade que participam desses programas? Nós temos uma parte institucional que é a discussão com os prefeitos, vereadores e com o próprio Estado. Mas temos instâncias representativas que são os Conselhos Gestores do Pirtuc e do Pirjus com uma composição bastante ampla de diversos setores da sociedade. Esses Conselhos é que definem as prioridades. Um exemplo é que recentemente todos os municípios do Pirjus decidiram que o mais importante neste ano seria a construção de escolas em todos os municípios. E nós estamos construindo essas escolas. Estas instâncias mais democráticas são importantes porque ampliam muito o debate sobre as necessidades da população local. O que tem sido feito para compensar os impactos causados pela Usina? Nós podemos considerar hoje que todos os impactos provocados pela implantação da Usina já foram mitiescolas estão sendo importantíssimas para eliminar o turno intermediário, que é terrível. Como a demanda é grande e faltam estabelecimentos, algumas escolas têm aulas das 8h às 11h, das 11h às 14h e das 14h às 17h”, informa Tasca. As associações civis sempre participam debatendo quais são as obras prioritárias. Os recursos são aplicados conforme definição do Conselho Gestor do Pirtuc, que conta com a


com a Eletrobras Eletronorte é fundamental. O nosso relacionamento com a Empresa é o melhor possível”, declara Tasca. Para Crisogno Frazão, gerente de Implementação de Ações Socioambientais de Tucuruí, a metodologia participativa assegura que os recursos sejam utilizados de acordo com as reais necessidades da população. “As prefeituras passaram a discutir as prioridades locais com a sociedade, tornando o

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participação de associações civis e movimentos sociais, prefeitos, vereadores e representantes do Poder Executivo. “A Eletrobras Eletronorte nos ouve e trabalha, principalmente, nesses pontos críticos: combustível para recuperar as estradas, patrulhas mecanizadas, escolas, postos de saúde, terminais rodoviários, centros administrativos, como o que está sendo construído em Itupiranga. E todos os sete prefeitos reconhecem que a parceria

famílias que não tinham acesso à energia elétrica. A Eletrobras Eletronorte também vai ajudar na implantação da banda larga na região? Os prefeitos pediram para ajudá-los nisso. Nós até fizemos um estudo, mas é um custo muito alto para a Empresa absorver isso. Nós estamos vendo como disponibilizar as nossas fibras óticas para a Telebrás implantar a banda larga, juntamente com outras empresas. E estamos fazendo isso porque eles têm uma dificuldade enorme de acesso. Como estes programas podem interagir com as políticas públicas do governo? Este é um salto que a gente precisa dar ainda em Tucuruí, mas que já está acontecendo em Belo Monte. O Plano de Desenvolvimento Regional do Xingu é uma articulação dos governos federal, estadual e municipal, concebido dentro das pólíticas públicas de educação, saúde, habitação e saneamento, com a previsão de obras do PAC. Na região de Tucuruí, nós temos conversas bastante proveitosas com o governo do Estado para que possamos fazer ações especificas que vão ao encontro dos programas do governo federal. E temos certeza que dessa forma conseguiremos alcançar, com o mesmo nível de investimento um resultado muito mais proveitoso para a população. E quais os principais desafios hoje? Penso que programas da natureza do Pirtuc e do Pirjus devem auxiliar na universalização do tratamento de água e esgoto. Nós discutimos bastante com os prefeitos e com a sociedade local e estamos focados agora em fazer o diagnóstico de cada município para conseguirmos projetar e implantar o tratamento de água e esgoto. Os recursos da Empresa não serão suficientes para isso. Mas, como o PAC tem um programa de saneamento, nós vamos buscar uma articulação para que a gente dê conta desse desafio, a exemplo do que estamos fazendo em Tucuruí que até o final deste ano terá 100% da água tratada para toda a população. Nós somos, tranquilamente, o maior investidor naqueles municípios. Nem o município, nem o Estado, investe o que a Eletrobras Eletronorte aporta na região.

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gados. O que ocorreu é que esses municípios, devido à carência e à forma com se construíam usinas à época, acabaram sofrendo com uma migração muito forte de pessoas que foram para a região e acabaram ficando. Mas eles já tinham problemas históricos de desigualdade social. E os nossos programas foram implantados para ajudar esses municípios a darem um salto de desenvolvimento econômico e social. Que lições podem ser tiradas para evitar dificuldades em outros empreendimentos? Nós temos dito em relação ao empreendimento de Belo Monte, no qual a Eletronorte está envolvida como a maior investidora individual, que nós queremos usar toda a nossa experiência, todos os aspectos positivos em Tucuruí e, obviamente, não repetir eventuais erros cometidos. E a partir do Pirtuc e do Pirjus foi possível estruturar um Plano de Desenvolvimento Regional que vai ser implantado junto com o empreendimento. O Luz para Todos, por exemplo, começará a ser implantado ainda no final deste ano para os municípios no entorno de Belo Monte. E isso veio do aprendizado em Tucuruí. O Plano começou a ser implantado antes de começar a construção da Usina, que são as chamadas ações antecipatórias. E o Plano de Desenvolvimento Regional do Xingu, que é uma articulação do Governo F ederal com o governo do Estado e dos municípios, mais a Nesa, empresa responsável pela implantação do empreendimento, vem todo da experiência que tivemos em Tucuruí. Quando a energia da UHE Tucuruí estará disponível também para os municípios no entorno do empreendimento? Na verdade, hoje essa energia já está disponível, pois os municípios da região são atendidos pela rede da Celpa com energia do Sistema Interligado Nacional. Mas muitas famílias ainda não contavam com o fornecimento de energia. Nós implantamos um programa específico do Luz para Todos para a região, que está praticamente concluído, falta pouco a ser feito, atendendo a 31 mil

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Pirtuc mais eficiente e democrático. É uma experiência inovadora, que já apresenta excelentes resultados.”

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Obras - Com recursos do Pirtuc e Pirjus, mais de 170 salas de aula já foram construídas, o que significa a inclusão de cerca de 15 mil alunos em instalações amplas e confortáveis, pois os projetos são homologados pelo Ministério da Educação – MEC. Cinco postos de saúde já foram construídos e dois reformados. Edmilson da Costa Silva, 44 anos (ao lado), trabalha na roça, nasceu em Imperatriz (MA) e mora há 15 anos em Novo Repartimento. Ele utiliza um dos postos de saúde construídos pela Eletrobras Eletronorte. “Com esse posto de saúde, a medicação e os médicos são mais frequentes. Ainda bem que não apareço muito por lá [risos]. A última vez que usei foi para

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tratar uma dor de cabeça. Já avisaram a gente que daqui a alguns dias vai ter o período de vacinação, por isso é muito bom ter um posto de saúde perto da nossa comunidade”. Numa região que possui um regime de chuvas intenso, a pavimentação de milhares de quilômetros de ruas e estradas vicinais tem possibilitado o acesso às zonas rurais. A economia das cidades da região da UHE Tucuruí depende, fundamentalmente, da produção agrícola e pecuária. Na estação de chuvas, que normalmente se prolonga por seis meses, as estradas vicinais ficam em péssimo estado, muitas delas intrafegáveis, representando quebra da produção e prejuízos aos produtores. Um convênio firmado entre a Eletrobras Eletronorte, prefeituras e governo estadual, possibilitou a recuperação das estradas que dão acesso à área rural dos municípios. A Empresa doou, em 2010, R$ 2,25 milhões


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um campinho de terra, onde as aulas de educação física eram realizadas. Como a quadra não tinha cobertura, as aulas eram realizadas pela manhã, para fugir do sol”, relata. Mateus Carneiro Guerino, 14 anos (à direita), estudante do 9º ano, é um dos jovens que aproveitam a quadra. “Antes, com o campinho, a gente só jogava futebol e agora temos a oportunidade de jogar handebol, vôlei, futsal. E podemos brincar em qualquer horário, porque tem a cobertura e os refletores”.

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de litros de óleo diesel aos sete municípios beneficiados pelo Pirtuc e aos cinco do Pirjus, além de uma patrulha mecanizada para cada um desses municípios, no valor unitário aproximado de R$ 1,6 milhão. O valor total desse convênio chega a R$ 23,2 milhões. O equipamento conhecido como patrulha mecanizada consiste em um conjunto de máquinas pesadas composto por uma motoniveladora, uma retroescavadeira, uma pá mecânica e três caminhões basculantes trucados 4x4. Convênios assinados com as prefeituras também possibilitam a construção de prédios importantes para o atendimento ao público, como é o caso das prefeituras de Novo Repartimento, Itupiranga e Breu Branco. Outro exemplo a se destacar são as Estações Rodoviárias de Goianésia, Breu Branco e Jacundá. Em Breu Branco, a inauguração de uma quadra poliesportiva na Escola Municipal Maria da Conceição Katoia mudou a vida dos alunos e da comunidade da Vila Mojuzinho. Pedro Martins, 39 anos (à esquerda), professor, diz que a escola atende 400 alunos das comunidades de Tracaja-Açu, São José, Neris, São Roque e Sapucaia. “Esse espaço era

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Mas os desafios não param e muitas outras obras são necessárias. Para preservar a qualidade da água do reservatório da UHE Tucuruí, será necessário investir milhões de reais em saneamento básico. O município de Novo Repartimento já recebeu seu sistema de captação, adução e tratamento de água. O valor do convênio foi da ordem de R$ 6 milhões. Projeto semelhante está em

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execução no município de Tucuruí, com um custo final estimado em cerca de R$ 10 milhões. Nos municípios à jusante, há a preocupação com os ribeirinhos, que consomem a água do Rio Tocantins e depositam nele seus esgotos. O Pirjus também prevê a implementação de mini-estações de tratamento de água e esgoto nas comunidades ribeirinhas.


Galinha caipira

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Programas - Não são apenas o Pirtuc e o Pirjus os programas desenvolvidos pela Eletrobras Eletronorte na região de Tucuruí. Criado em 2004, o Programa Social dos Expropriados da Primeira Etapa da UHE Tucuruí – Proset resultou na criação de seis cooperativas agroindustriais para as quais foram repassados mais de R$ 6,9 milhões. As cooperativas adquiriram bens, máquinas, terrenos e já começaram a operar. Ainda em fase de implementação, o projeto Ipirá tem como objetivo a criação de peixes em tanques-rede no Parque Aquícola Breu Branco II, situado no reservatório da UHE Tucuruí. O Projeto prevê a instalação de 2.600 tanques-rede, com ciclo de produção de sete meses e produção prevista de 600 quilos de pescado por tanque. Atenção especial é dada à comunidade indígena da região com o Programa de Apoio à Comunidade Parakanã. E diversos outros programas ambientais são conduzidos: pesca e ictiofauna; limnologia (estudo da água) e qualidade da água; recuperação de áreas degradadas; revitalização do banco de germoplasma; educação ambiental; mitigação dos efeitos da utilização das águas; fiscalização dos recursos naturais; implantação das unidades complementares do Centro de Proteção Ambiental; estudos da fauna e da flora. A demanda por energia elétrica no Brasil não para, assim como a implantação de programas de inserção regional. Na região de Tucuruí e em outras localidades, a Eletrobras Eletronorte responde ao desafio de aumentar a geração de energia buscando soluções cada vez mais limpas e sustentáveis. “O objetivo é sempre a melhoria da qualidade de vida”, conclui Silviani Froehlich. Colaboraram Kowalsk Baía e Dênis Aragão (fotos)

Em Goianésia do Pará, um projeto para a produção de galinha caipira inaugurado em julho de 2010 está mudando a vida de 21 famílias. “Logo que o projeto foi inaugurado a gente via nos olhares de cada um a satisfação e a certeza de que tudo aquilo ia dar certo”, diz Maria Madalena da Conceição, 54 anos, coordenadora da Associação Comunitária São Benedito. Todos os sábados, uma feira é organizada em Goianésia para vender as galinhas. “Depois que passamos a criar galinhas nossas vidas mudaram bastante. É uma renda a mais que entra para a gente. Antes, os atravessadores se aproveitavam, compravam nossas galinhas por R$ 10,00 até R$ 12,00 e vendiam na cidade por até R$ 30,00. O apoio da Eletronorte tem sido muito bom, ajudou muitas famílias, até porque a vida na zona rural é mais difícil”. Áurea Alves Silva, 55 anos, trabalha no posto de saúde da comunidade e também é criadora de galinha caipira. Ela diz que os resultados estão começando a aparecer. “Hoje, a gente já compra a ração com o dinheiro da venda das nossas galinhas. E isso é um estímulo a mais para a gente, além do dinheiro extra que rende”.

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Entrevista

Ministro Edison Lobão

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Ele é advogado e jornalista. Talvez por isso seja conhecido nas redações pela objetividade e coerência das suas respostas durante as entrevistas. Convicto da importância do Brasil no cenário mundial de produção de energia, Edison Lobão é um defensor do privilégio brasileiro de ter uma matriz renovável. As fontes renováveis são responsáveis por 86% da produção de energia no País. A geração de energia elétrica no Brasil é responsável pela emissão de apenas 2% dos gases de efeito estufa. Para o Ministro, isso só é possível porque a produção de energia no País se baseia essencialmente em usinas hidrelétricas. Hoje o Brasil ainda aproveita apenas um terço de seu potencial hídrico, composto por 48 mil quilômetros de rios navegáveis, metade deles na Amazônia. Entusiasta de um aproveitamento racional, com respeito absoluto ao meio ambiente, Edison Lobão defende que a região Amazônica continue sendo um importante polo de geração de energia elétrica para todo o País e seja referência de desenvolvimento sustentável no mundo inteiro. Nesta entrevista à Revista Corrente Contínua, o ministro Edison Lobão fala dos grandes desafios do Brasil na geração e transmissão de energia, lembra marcos da história desses 38 anos da Eletrobras Eletronorte e dá um recado sobre a discussão da renovação das concessões: “A sociedade brasileira e os agentes setoriais podem ficar tranquilos quanto à decisão que o Governo está por tomar sobre a renovação das concessões. Independentemente da decisão pela licitação ou pela prorrogação, o custo da energia dessas usinas para os consumidores será menor, ”. O senhor acompanhou a criação da Eletrobras Eletronorte, sua trajetória e as conquistas de uma empresa criada com o desafio de integrar e preservar a Amazônia como patrimônio dos brasileiros. Quais são as memórias mais vivas dessa história para o senhor? A Eletrobras Eletronorte é uma empresa de referência em nosso país, especialmente no que diz respeito à sua inserção social numa região de tantos contrastes, peculiaridades e desequilíbrios sociais e econômicos. Estou certo de que atuar nessa região, promovendo o seu desenvolvimento, é um desafio que a empresa tem cumprido com muita competência.

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O atendimento ao Norte e Nordeste, com a implantação das linhas de transmissão, ainda nos anos 80, foi marcante para os estados da região. Lembro-me da construção dessas linhas no meu estado do Maranhão. Mas, sem dúvida, Tucuruí, a maior hidrelétrica genuinamente brasileira, creio, ainda é o maior orgulho dessa Empresa e de toda a engenharia do país. Há 38 anos a história da Eletrobras Eletronorte se confunde com a história da Amazônia, que reserva grande parte do potencial hidrelétrico brasileiro. Teria sido diferente sem a presença da Empresa? Como o senhor visualiza o cenário para a região nos próximos 30 anos?


“Até 2020, o Brasil deve acrescentar aproximadamente 60 mil MW de capacidade instalada de geração. Desses, 32 mil MW em hidrelétricas”

O Setor Elétrico é hoje um dos grandes responsáveis por investimentos em pesquisa e desenvolvimento. Particularmente na Amazônia, é consenso que é preciso conhecer para preservar. Qual a contribuição do Setor para o País quando decide investir em tecnologia? Qual a política do Ministério para incentivar os processos de P&D? As ações de pesquisa e desenvolvimento vinham sendo conduzidas de forma dispersa pelas empresas do Setor Elétrico no País. Hoje os mecanismos de financiamento e os de incentivo à inovação e à tecnologia têm dado novo impulso a pesquisa e desenvolvimento. Os recursos oriundos de fontes como o BNDES e o Banco Mundial, além dos fundos setoriais, permitem também alavancar a área de pesquisa. Lembro o atual empréstimo do Banco Mundial ao sistema Eletrobras, que trará benefícios a todas as empresas, principalmente às distribuidoras da região Norte. O Governo Federal deve decidir em breve o destino das concessões de hidrelétricas que começam a vencer a partir de 2015. Há também a renovação em linhas de transmissão. Nesse cenário, quais as perspectivas para o Setor? A sociedade brasileira e os agentes setoriais podem ficar tranquilos quanto à decisão que o Governo está por tomar sobre a renovação das concessões. Independentemente da decisão pela licitação ou pela prorrogação, o custo da energia dessas usinas para os consumidores será menor, pois os novos contratos de concessão vão capturar o efeito da amortização dos ativos. Seja qual for a decisão, prevalecerá o princípio fundamental adotado pelo modelo setorial implantado, em 2004, pela então Ministra Dilma Rousseff – o princípio da modicidade tarifária. Estou certo de que a sociedade sairá ganhando nesse processo. Ao contrário do que vem sendo dito e repetido, temos tempo para amadurecer e tomar a decisão mais adequada aos interesses do País. Eletronorte

A Eletrobras Eletronorte levou o Estado a regiões praticamente isoladas. É responsável por investimentos não só na geração e transmissão de energia, como na infraestrutura, saúde, educação e meio ambiente em dezenas de cidades da Amazônia Legal. Tucuruí, por exemplo, já tem reflorestada 97% da área impactada pela construção da usina. O que o Setor Elétrico representa para a Região? A Eletrobras Eletronorte construiu grandes usinas hidrelétricas na Amazônia, nas décadas de 70 e 80. Embora não houvesse ainda uma legislação ambiental rigorosa como a atual, ela foi capaz de desenvolver inúmeras ações relativas ao meio ambiente, com destaque para os aspectos sociais. A preservação do patrimônio cultural e arqueológico e a grande atenção dada às comunidades indígenas são exemplos de ações que realçam e rati-

ficam a atuação que a Empresa sempre teve para a preservação do meio ambiente. Podemos citar, ainda, o engajamento da Empresa em importantes políticas públicas, como a da universalização da energia por meio do Programa Luz para Todos, atuando como coordenadora da Região Norte.

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Certamente, a presença da Eletronorte foi de importância fundamental, não só no aspecto energético, mas por seu compromisso social, atuando junto às comunidades da região e em favor das comunidades indígenas com programas até hoje bem sucedidos. A Amazônia é a nossa última fronteira energética, quando se trata de fonte hídrica. Ali estão os grandes aproveitamentos hidrelétricos que o Brasil deverá fazer nos próximos anos, entre eles Belo Monte, o complexo do Tapajós e as usinas do Teles Pires e do Tocantins. Dessa forma, a região Amazônica continuará a ser um importante polo de geração de energia elétrica para todo o país, e a Eletronorte teve e terá posição destacada nesse processo.

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O Sistema Interligado Nacional tem sido referência em transmissão para diversos países. Mesmo assim ainda há desafios. Quais os mais urgentes? Qual a previsão para os próximos 30 anos? O maior e mais urgente desafio que estamos enfrentando no momento é a interligação Tucuruí – Macapá - Manaus. São quase 2 mil quilômetros de linhas em alta tensão com exigências ambientais que têm dificultado a implantação de alguns trechos. A interligação das usinas do Rio Madeira até os centros de consumo da região centro-sul também é fundamental para garantir o atendimento ao crescente mercado brasileiro de energia elétrica. Estamos trabalhando agora para licitar, ainda neste ano, a interligação Manaus – Boa Vista e, assim, integrar todas as capitais brasileiras ao Sistema Interligado Nacional. Outro importante desafio é publicar, ainda neste ano, o Decreto que apresentará uma nova regulamentação sobre o licenciamento e a regularização ambiental federal de sistemas de transmissão. Nós temos uma matriz energética fundamentada na geração hidráulica e cada vez mais se fala em fontes complementares. Como o Brasil deve estruturar sua matriz? Qual o grande diferencial do Brasil hoje na matriz energética mundial? A matriz energética brasileira está entre as mais limpas do mundo, com um percentual de 46% de renováveis, enquanto no mundo esse percentual não chega a 14%, em média. O Plano Decenal de Expansão de Energia 2020, atualmente em consulta pública, prevê que essa proporção deve se manter, tanto na matriz energética como na matriz de energia elétrica, que alcança a quase 90% de renováveis, predominantemente de fonte hídrica. Até 2020, o País deve acrescentar aproximadamente 60 mil MW de capacidade instalada de geração, sendo 32 mil MW em usinas hidrelétricas. O Brasil tem avançado muito na incorporação de outras fontes renováveis na sua matriz de energia elétrica. Nos últimos anos essa evolução é significativa, principalmente em usinas eólicas e de biomassa, porém, essas fontes têm que ser vistas como complementares à base hidrelétrica.

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Qual é o caminho da geração eólica no Brasil nos próximos 10 anos? A expansão da fonte eólica no país tem surpreendido a todos, ultrapassando as previsões do planejamento. Lembro que à época do lançamento do Programa de Incentivo as Fontes Alternativas - Proinfa, a eólica era uma energia ainda cara, com preços acima de R$ 200,00 MW/h. Com a evolução tecnológica e a pesquisa de campo, hoje, uma usina eólica consegue colocar energia no mercado a menos de R$ 100,00 MW/h, tornando-se competitiva até com a de fonte hidráulica. Haja vista o resultado do leilão A-3 realizado este mês de agosto de 2011. Vale também mencionar que os primeiros parques implantados no Brasil se situavam no litoral onde, com base nos levantamentos existentes, os ventos eram mais fortes. Hoje, uma nova fronteira de energia eólica está sendo descoberta no país, no interior de Minas e no centro-sul do estado da Bahia, onde alguns agentes estimam cerca de 10 mil MW a serem instalados. Um potencial fantástico. Quais as perspectivas de parcerias do Brasil com a América Latina na área energética? Além das parcerias que já estão implantadas há muitos anos, como Itaipu, com o Paraguai, o gás da Bolívia, intercâmbios históricos com Argentina e Uruguai e a interligação elétrica com a Venezuela, o Brasil tem mantido negociações com diversos países latino-americanos. Há boas perspectivas de construção de hidrelétricas no Peru, uma na Nicarágua, empreendimentos hidrelétricos binacionais com a Argentina e a Bolívia e outros ainda a serem estabelecidos decorrentes de memorandos de entendimentos que temos assinados com outros países vizinhos. Como as empresas participarão do processo de internacionalização da Eletrobras? A Eletrobras já está envolvida em acordos de intercâmbio energético com diversos países latino-americanos. Hoje está participando das negociações no Peru e na Nicarágua e será sempre a empresa brasileira a liderar o processo de intercâmbio de energia elétrica com nossos vizinhos. A participação em empreendimentos internacionais por parte de suas subsidiárias é uma decisão empresarial que a competência gerencial da empresa será capaz de tomar em cada situação específica.


Belas empresas podem vir a tornarem-se bruxas feias dos sistemas econômicos, vitimadas pela queda de produtividade e rentabilidade, culminando na sua morte financeira com o último respirar do desemprego em massa. Isso acontece quando elas não observam o que dizem os caminhos das vertentes sociais, ambientais e o funcionamento dos centros cerebrais da economia mundial. Mas a Eletrobras Eletronorte está atenta aos sintomas dos seus tecidos internos, externos e à sua saúde física e mental. O resultado dessa preocupação aparece em um rigoroso retrato auto-analítico: o Relatório de Sustentabilidade 2010. E essa prática tem feito a diferença. Com a quebra de mega empresas como a Enron e a crise na Bolsa de Nova Iorque em 2009, os investidores acordaram para a fragilidade do arcabouço de informações que lastreavam as operações das bolsas. Nesse sentido, ações inéditas foram criadas para dar maior transparência às atividades das empresas com ações no mercado. Em outras palavras, enquanto dados importantes ficavam sob domínio de uma elite, investidores avulsos sobreviviam como reféns de bancas operadoras num perde-ganha com pouca margem de segurança. Não havia informações de fácil domínio sobre como esse complexo sistema interagia. Existiam apenas relatórios fiscais ou contábeis das empresas, excluindo aspectos fundamentais, o que levava a uma visão sempre parcial das instituições. A partir desses acontecimentos veio a pressão pública por mais transparência. O Relatório de Sustentabilidade da Global Reporting Initiative - GRI foi uma ferramenta forte que veio atender a essa demanda. Segundo a gerente de Responsabilidade Social da Eletrobras Eletronorte, Rosa Maria de Souza Albuquerque Barbosa, o Relatório de Sustentabilidade - tendo como parâme-

tros orientadores o GRI - passou a ser um instrumento de transparência das empresas, onde é possível vê-las como em grandes fotografias, legíveis, específicas e mais informativas. Ele aborda, inclusive, questões voltadas à sobrevivência do planeta. “Mediante esta nova óptica, os relatórios econômicos-financeiros adquiriram maior importância nas relações entre os atores do sistema econômico brasileiro e mundial. Surge aí a nova era empresarial, onde o mundo quer saber se as empresas estão de acordo com os propósitos e princípios estabelecidos no Pacto Global das Nações Unidas; quais as providências para melhorar a relação de convívio empresa - cidadão e a transparência das organizações. A nova era traz indagações importantes: o que as pessoas gostariam

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Byron de Quevedo

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Circuito Interno

Relatório de Sustentabilidade Os caminhos da ação estratégica

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de saber sobre a empresa da qual elas são acionistas, convivem, compram, vendem ou têm algum tipo de relacionamento. Neste sentido, a empresa e seus fornecedores devem demonstrar como atuam no mercado, se investem em pesquisa e desenvolvimento, se respeitam o meio ambiente, quais as ações socioambientais e os investimentos no negócio, enfim, de que forma integram todos os pilares da sustentabilidade”.

ao exigir que eles tenham a mesma dedicação aos acordos de conduta, como o fazem as instituições sustentavelmente alinhadas. O exemplo: a China, a Índia e os chamados tigres asiáticos, são parceiros comerciais fundamentais da economia mundial atual, mas têm demonstrado pouco zelo pelos direitos dos trabalhadores e trabalhadoras, das minorias étnicas, dos menores e adolescentes, incluindo ai a prática do trabalho escravo.

Ética para Todos - Rosa também preside a Comissão de Ética da Eletrobras Eletronorte, coordena o Fórum de Ética, com a participação de 20 empresas estatais, entre elas a Eletrobras, Petrobras, Banco do Brasil e Caixa Econômica, e participa do Grupo Especial para Debates sobre Complaence (conformidade). A questão que salta no contexto é como tratar fornecedores em geral,

Estrelas ao mar - O caminho é cada um fazer sua parte. E para ilustrar a questão, Rosa lança mão de estrelas. “Conta-se que umas estrelinhas do mar morreriam esturricadas ao sol quando um moço que passava pelo local começou a arremessá-las de volta ao mar. Então, alguém perguntou por que cargas d’água ele estava salvando aquelas criaturas ínfimas, já que havia milhões de

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Para além do meio ambiente “Pensar em termos sustentáveis é se preocupar com o próximo; é não deixar prejuízos para as futuras gerações. Pode-se começar com uma folha de papel, depois cuidar da sala, da empresa, da cidade, do país. É zelar pelos vários ambientes: o social, o cultural, o econômico. O ambiente começa em nós. Cuidar bem da saúde, ter uma vida afetiva e emocional tranquila é cuidar bem do ambiente interno. Há de se ter o equilíbrio financeiro pessoal, não deixar que os outros arquem com nossas obrigações e dívidas. Isso é ser uma pessoa sustentável e este pensar deve emanar para as empresas. O próximo passo da sustentabilidade é a manutenção do ambiente saudável”. A síntese da gerente de Responsabilidade Social da Eletrobras Eletronorte, Rosa Maria de Souza Albuquerque Barbosa, é um bom exemplo para desconstruir o mito de que sustentabilidade é só

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a preservação dos recursos naturais. Não são poucos os conceitos de sustentabilidade, mas a maioria denota um conceito sistêmico, relacionado com a continuidade dos aspectos econômicos, sociais, culturais e ambientais da sociedade humana. Em síntese, ser sustentável sempre envolve cuidados: com as pessoas, com os ambientes, com os resultados financeiros, com a ética e a transparência. “Há empresas em que a sustentabilidade é ainda mais crucial. No caso da Vale, que lida com os recursos finitos da mineração, a sustentabilidade está relacionada com a sua sobrevivência. Prova disso é que sempre manda seus representantes aos nossos encontros sobre sustentabilidade”, afirma Rosa (abaixo, à esquerda). A principal ferramenta da sustentabilidade é a educação. Num plano empresarial mais elevado, a sustentabilidade combate inclusive a ganância empresarial exagerada, inibindo o uso de todos os seus recursos em prol de um lucro urgente e a qualquer custo. “Na Eletrobras Eletronorte sempre houve a preocupação com a sustentabilidade e ela é considerada uma das empresas que mais investe em Pesquisa e Desenvolvimento no Brasil”. Ainda segundo Rosa, a sustentabilidade demanda contínuo aperfeiçoamento.


O Global Reporting Initiative - GRI tem as classificações A, B e C. “A Eletrobras Eletronorte começou com o grau “C” e foi “B” em 2009. O GRI atribui grau “C” se forem atendidos apenas alguns dos protocolos essenciais; “C+” se, além de atender aos protocolos básicos, a empresa é auditada por uma terceira parte, ou pela própria GRI. O “B” é conferido se ela atende a outra gama de requisitos dos protocolos; e o “A” se atende a todos os protocolos. Já o “A+” aparece quando, além de cumprir todos os protocolos, outra empresa atesta, por meio de auditoria, que aquela empresa realmente cumpriu os requisitos. Para Ivo de Almeida Costa (abaixo, à esquerda), da Coordenação de Planejamento e de Sustentabilidade, neste relatório a Eletrobras Eletronorte se declarou “B” e contratou a empresa Price para fazer a asseguração. “Queremos ser A+, mas neste primeiro momento estamos trabalhando para obter o B+. Continuamos a atender os requisitos do Balanço Social, os da Aneel, os do GRI e, também, os exigidos no Dow Jones Sustainability Index - DJSI e no ISE Bovespa. A Eletrobras pretende ter as suas ações listadas no índice Dow Jones a partir de 2013, por isso tem também como meta cumprir todos os protocolos”, explica

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A história é testemunha - A Eletrobras Eletronorte já teve outros relatórios sobre gestão. Antes de 2003 ela já publicava suas demonstrações financeiras. A primeira parte do documento, acompanhando as demonstrações contábeis, chamava-se Relatório da Administração. Era um apanhado sobre suas ações, projetos, objetivos entre outros. Em 2003, embora ele ainda continuasse sendo publicado, buscou-se fazer um relatório específico fora das demonstrações contábeis: o Balanço Social. Isso aconteceu em atendimento a uma demanda da própria sociedade. Então, se integrou ao Balaço Contábil, o Balanço Social, no qual a Empresa publicava as ações que influenciavam o público interno, externo e a comunidade. Essa é a raiz do atual Relatório de Responsabilidade Social. Desde 2007 a Aneel passou a exigir também o Relatório Socioambiental em substituição ao Balanço Ambiental. A partir daí passou a se exigir os aspectos ambientais associados aos fatores sociais. Em 2008, todo o grupo Eletrobras optou por fazer Relatórios de Sustentabilidade, mais complexos, envolvendo a dimensão social, a financeira e a ambiental, todas sedimentadas na governança corporativa.

res. Começaremos uma campanha contra a exploração sexual de crianças e adolescentes e contra o trabalho escravo. Não temos casos dessa natureza, mas queremos evitar situações semelhantes entre os nossos fornecedores das regiões onde ainda há essas práticas, infelizmente”. É fato que se podem evitar práticas aviltantes da condição humana internamente. Mas e fora do Brasil, onde compramos produtos e não temos acesso à legislação ou medidas punitivas? Segundo Rosa, a iniciativa tem que ser nossa. “No contexto de internacionalização da Eletrobras é preciso lembrar que temos um Código de Ética e vamos segui-lo. Como fazê-lo ser praticado pelos fornecedores nacionais e internacionais foi tema de longos debates. Claro, há regras difíceis para negociar se forem seguidos todos os parâmetros. Temos que questionar os indícios de procedi-

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outras estiradas na imensidão da praia. O rapaz respondeu que sua ação poderia não fazer sentido para outras pessoas, mas para aquelas estrelas era importante. É isso. Estamos fazendo a nossa parte e cremos que logo a repercussão desse trabalho chegará até outras instituições”. Rosa explica ainda que o trabalho é contínuo e evolui à medida que as pessoas se envolvem no processo. A Petrobras, por exemplo, treina os seus fornecedores, com o apoio da Fundação Nacional de Qualidade – FNQ, sobre qualidade, preservação ambiental, para garantir que os produtos adquiridos não comprometam sua meta de ser uma empresa ambientalmente correta. “Na Eletrobras Eletronorte não fazemos todas as exigências que gostaríamos, mas quando se exige dos fornecedores o zelo com sustentabilidade, estamos melhorando a cadeia cliente/fornecedo-

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mentos duvidosos, até dos produtos excessivamente baratos. Essa questão vai forçar um posicionamento de governo, principalmente no que concerne a países que desrespeitam os direitos fundamentais do ser humano. O ideal é emanar as boas práticas das empresas nacionais para fora do País, também”. Os conselhos de Administração das empresas do Grupo, o Conselho de Administração e a diretoria da Eletrobras já aprovaram o Código de Ética. A Petrobras passou a treinar seus fornecedores e a Vale, a Caixa Econômica e o Banco do Brasil estão discutindo o assunto. É o caminho daquelas poucas estrelas devolvidas ao mar, citadas pela Rosa. Parece que as poucas se transformaram em muitas e já estão fazendo a diferença no oceano das relações empresarias. “A nossa Constituição manda que não se adquira produtos ou serviços que advenham de procedimentos desrespeitosos ao ser humano, e aos acordos e pactos globais dos quais o Brasil é signatário. Ou seja, quando o País assina, por exemplo, o Tratado Internacional sobre os Direitos da Criança, que condena o trabalho infantil, já é uma indicação e este tema não poderá ser negligenciado. As negociações são feitas em torno de objetivos fundamentais e é nesses termos que se dá a nossa grande vinculação”, explica Rosa.

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Evolução - O GRI é uma ONG mundialmente reconhecida. Seu relatório não descarta as conquistas anteriores, mas as completa com as dimensões econômico-financeira, social, ambiental e a de governança corporativa. Ela tem ainda vários protocolos para cada dimensão, para se certificar se as empresas fazem aquilo que publicam. A dimensão da governança corporativa, por exemplo, busca saber como a empresa está organizada, se ela tem políticas de benefícios, de promoção da equidade de gênero, raça e etnia; e mostra a gestão desses protocolos. O documento traz os parâmetros pontuando o que uma empresa de excelência deve fazer. É uma ferramenta que permite comparar no ano se-

guinte a evolução da implantação das ações. As três gerações de Relatório anteriores demonstram que a Eletronorte evoluiu nas áreas ambiental, social e financeira. “Depois do caso Enron e da lei Sarbanes-Oxley, o grande mote das empresas privadas e das bancárias é a conformidade; ou seja, a lei deverá ser cumprida. Já existem escritórios importantes de complaence verificando se a ética e os preceitos estão sendo postos em prática. Pesquisamos as 20 melhores empresas para se trabalhar no Brasil e outras milhares de micro e pequenas empresas brasileiras, com

Inovação garant No Relatório 2010, uma participação especial: um grupo de stakeholders levou para uma oficina, promovida pela Empresa, suas impressões e expectativas de um Relatório de Sustentabilidade. Por definição, stakeholders são organizações, grupos de pessoas ou indivíduos afetados de alguma forma pela existência ou ação das organizações e com algum interesse legítimo sobra elas. Ouvir as partes interessadas e afetadas pelas atividades da organização é um dos princípios da gestão sustentável. A Oficina reuniu fornecedores, empregados, entidades representativas, representantes de organizações parceiras e da sociedade civil. “É uma inovação que faz diferença em todo o processo de construção do Relatório”, explica Fábio Rocha, especialista e professor em sustentabilidade, que coordenou a Oficina. Na Oficina, os stakeholders destacaram os temas que consideravam mais significativos e foram incentivados a relatá-los de forma aberta, sugerindo novas abordagens, novos formatos e fazendo uma crítica consistente ao processo. “Em todos esses anos não imaginava receber um convite da Eletronorte para discutir um dos seus relatórios. Foi uma experiência nova e que nos faz perceber que somos realmente importantes nesse processo”, afirma o prefeito de Itupiranga, Benjamim Tasca, também presidente do Consórcio dos Municípios Paraenses Alagados pelo Rio Tocantins - Compart. O resultado foi a consolidação de uma conversa com partes interessadas e a promoção de um diálogo


o apoio do Sebrae e do Ibope. As grandes empresas disseram que fizeram os seus códigos e relatórios porque as mega organizações cobram essa ação. Então os trabalhadores acreditam nisso e hoje, mesmo que não queiramos implantá-los, fica difícil porque os empregados, fornecedores e clientes passaram também a exigir o cumprimento desses documentos”, explica Rosa Em uma pesquisa feita pela internet, o Sebrae verificou que parte significante das empresas declarou não seguir o tal relatório, mas manifesta vontade de fazê-lo. “Primeiro

se faz pela exigência, depois vem a mudança pela adoção da nova cultura. A sustentabilidade em si não é imposta, é cultural. E esta é a grande contribuição do Relatório. Quando isso chegar à totalidade das pequenas e médias empresas, teremos o estado ideal do relacionamento empresarial. A FNQ desenvolveu um Relatório simples para as pequenas e médias empresas, e ministra cursos sobre os temas. É uma maneira de se pensar as empresas de forma mais aberta. O importante é termos todos os mercados agindo proativamente”, afirma Rosa.

“A construção de um Relatório de Sustentabilidade deixa de ser um processo limitado ao exercício relatado, quando a sua construção envolve uma discussão interna intensa e um maior diálogo com os stakeholders, pois, dessa forma, percebe-se que estamos discutindo a necessidade do aperfeiçoamento das práticas de gestão de uma empresa e de seus relacionamentos com as suas partes interessadas e não simplesmente produzindo mais um relatório de gestão”, avalia Fábio Rocha. Nesta edição do Relatório de Sustentabilidade verifica-se o aproveitamento intenso das informações utilizadas no Relatório de Administração da Eletrobras Eletronorte de 2010, e que foi publicado no balanço de 2010. “Um dos pontos fortes desta edição é o envolvimento com o Comitê de Sustentabilidade da Empresa e demais representantes das suas áreas internas, inclusive com a asseguração externa”, explica Ivo. É, sem dúvida, uma ferramenta de trabalho plural e integrada. No Relatório constam programas de energia e P&D; ações ambientais e de responsabilidade social, indicadores financeiros e práticas de gestão corporativa. Os próximos passos, segundo Ivo, são as ações contínuas: distribuir o relatório e iniciar a concepção do de 2011. “Antes lidávamos com qualidade do produto, a distribuição, o depósito, a logística, o marketing, as vendas, e transporte. Agora vamos muito além: pensamos de forma estratégica o processo de fabricação desse produto, sua amplitude, consequências e, sobretudo, em como transformá-la em uma ferramenta para a gestão sustentável da Empresa”.

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na busca de um entendimento comum. É a decisão de incluir o diálogo num processo maior de engajamento, capaz de buscar pontos de vista das partes interessadas na construção do relacionamento com a organização. A edição 2010 do Relatório de Sustentabilidade já trouxe inovações discutidas durante a Oficina: a sugestão de uma publicação com formato e linguagem mais acessíveis culminou na produção do Portólio Executivo, uma versão resumida do Relatório, que também terá cópias em português, inglês e espanhol, com mídia na intranet e na internet. “Antes imprimíamos três mil unidades e mandávamos a deputados, senadores, clientes, agências e para quem viesse até a Empresa solicitar. Agora os stakeholders receberão as cópias em mídia eletrônica, evitando gastos com impressão, tintas e papel”, explica Ivo Almeida. Segundo Ivo, o Relatório de Sustentabilidade reflete a prática de relacionamento da Empresa com os seus stakeholders, que tem interesse em analisar, por exemplo, como a empresa está produzindo; qual o impacto nas relações das pessoas; se é sustentável. Ivo lembra que a opção da Empresa de produzir energia limpa e renovável já deu a ela a vantagem no cumprimento de sua visão. “Antes mesmo que a sustentabilidade estivesse na ordem do dia, a Eletrobras Eletronorte já fazia negócios pensando no futuro. Prova disso são seus programas indígenas Waimiri Atroari e Parakanã, reconhecidos mundialmente como referência para políticas públicas”.

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te interatividade com stakeholders

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E com fôlego para novos tempos

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História

38 anos de muita energia.

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Se a vida começa mesmo aos 40, é tempo de se reinventar. E, aos 38, a Eletrobras Eletronorte sabe disso. Nessa quase quatro décadas na Amazônia, carrega o orgulho de ter construído uma história sustentada pela paixão. Paixão pelo novo, pelo desafiador, pelo legado que a Empresa poderia deixar ao Brasil. Chegar na Amazônia quando poucos ainda se aventuravam; transportar equipamentos de dimensões gigantescas para o meio da floresta e, sobretudo, conhecer e aprender com as pessoas de uma região que precisava ser ocupada e preservada. “Para nós da Eletrobras Eletronorte, falar da Amazônia é como falar da nossa terra. Não chegamos aqui por acaso. Foi uma decisão estratégica do Estado que nos deu a missão de contribuir para gerar desenvolvimento, preservar as fronteiras e garantir qualidade de vida para os moradores da Amazônia. Hoje a energia que geramos na região chega a todos os cantos do País por meio do Sistema Interligado Nacional, que também ajudamos a construir e vamos completar em breve com a construção da linha Manaus- Boa Vista, que vencemos em leilão


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Hoje, mesmo com o novo modelo do Setor Elétrico, no qual as empresas podem atuar em qualquer região do país, a identidade da Eletrobras Eletronorte com a Amazônia a torna referência na geração de energia com sustentabilidade. “Aliamos nossos estudos ao trabalho de pesquisadores da região e investimos no trabalho desses profissionais, que conhecem a Amazônia e sabem que é preciso conhecê-la para preservá-la”, afirma Josias. Além de um programa de Pesquisa e Desenvolvimento que garante à Empresa o título de uma das 20 mais inovadoras do Brasil - segundo a revista Época Negócios, num levantamento feito em parceria com a consultoria A.T. Kearney, que promove o prê-

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e que interligará ao SIN o último estado ainda no chamado sistema isolado”, afirma o diretor-presidente da Eletrobras Eletronorte, Josias Matos de Araujo. Desde 20 de junho de 1973, quando criada, ou ainda antes, em 1968, quando o então Comitê de Estudos Energéticos da Amazônia - Eneram recomendou a criação da Empresa, a Eletrobras Eletronorte passou a ser referência em geração de energia. Os estudos do Eneram foram realizados em meio a uma renovada preocupação do então governo com a importância geopolítica da Amazônia. Com a criação da Eletronorte, a Eletrobras passou a operar em todo o território nacional através de quatro subsidiárias de âmbito regional.

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mio Best Innovator em 15 países europeus e nos Estados Unidos – a Eletrobras Eletronorte mantém parcerias com as universidades e centros de pesquisa da região, valorizando a ciência na Amazônia. Aos 38 anos, a Eletrobras Eletronorte gera mais de 9,7 mil megawatts e contribui com 10 mil quilômetros de linhas de transmissão e 53 subestações para levar a energia dos empreendimentos a todo o Brasil. Com sede no Distrito Federal e unidades nos nove estados da Amazônia Legal: Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins, a Empresa tem parque gerador com quatro hidrelétricas: Tucuruí (PA) - a maior usina genuinamente brasileira e a quarta do mundo, Coaracy Nunes (AP), Samuel (RO) e Curuá-Una (PA), além de parques termelétricos. “Ao longo desses anos aprendemos que respeito ao meio ambiente e parceria com as comunidades são pilares do desenvolvimento sustentável. Preservar o meio ambiente, as pessoas e o equilíbrio financeiro são as peças de encaixe do conceito de sustentabilidade. E por isso, aos 38 anos, sabemos que estamos no caminho para cumprir a nossa missão de atuar nos

mercados de energia de forma integrada, rentável e sustentável.”, afirma Josias. Nesse álbum de aniversário, a Eletrobras Eletronorte guarda as imagens que retratam o pioneirismo de construir linhas de transmissão preservando a história de geoglifos no Acre ou atravessando a grandeza dos rios amazônicos. O mesmo pioneirismo de programas como o Navega Pará, por meio do qual milhares de paraenses tiveram acesso à internet que passa pela nossa rede de fibra ótica, ou o Banco de Germoplasma de Tucuruí, onde são produzidas sementes de espécies nativas da Amazônia para reflorestamento. Hoje, 97% das áreas impactadas durante a construção de Tucuruí já foram reflorestadas. Ao contrário do que diziam, os peixes não foram embora. Pelo contrário, hoje mais de dez mil pescadores produzem seis mil toneladas de pescados por ano com apoio e orientação do Programa de Pesca e Ictiofauna. E o pioneirismo não parou. A Eletrobras Eletronorte foi a primeira empresa do Setor Elétrico a reconhecer impactos socioambientais a jusante de uma hidrelétrica por meio do PPDJUS, que beneficia os municípios paraenses de Cametá, Baião, Mocajuba, Limoeiro do Ajarú e Igarapé-Miri. O PPDJUS tem suas ações

Em 30 desses 38 anos.... A frase de Benjamin Franklin (1706-1790), “o trabalho dignifica o homem”, é um enunciado que se tornou praticamente patrimônio coletivo, por vezes reproduzido sem uma análise da essência do seu significado. Nos 38 anos da Eletrobras Eletronorte, a diplomação de 30 anos de trabalho e das matrículas mais antigas de empregados e empregadas da Eletrobras Eletronorte, que ocorreu no aniversário de 38 anos da Empresa, mostra que a homenagem ao trabalho e à dedicação dessas pessoas vai além do teor simbólico e se transforma num filme. Nesta sessão, cenas de suspense, ação, amor e drama contam histórias de algumas dessas personagens que fizeram do seu trabalho uma inspiração e exemplo.

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Jeremias consegue seu primeiro emprego “A Eletrobras Eletronorte foi o meu primeiro emprego formal. Antes tinha executado algumas atividades remuneradas como professor de aulas particulares de matemática. Lembro-me que estava jogando bola quando um amigo do meu pai falou que me levaria para trabalhar na

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Empresa. Falou que era um lugar promissor, cuja sede estava vindo do Rio de Janeiro para Brasília. Nesse período só havia eu e outro colega trabalhando em Brasília, os outros ainda estavam no Rio. Presenciei toda essa fase de mudança. Vi os primeiros móveis chegarem. Depois recebemos os carros, no Edifício Anapólis, no Setor Comercial Sul, primeira sede da Empresa”, diz Jeremias. Jeremias Pinheiro começou a trabalhar na Eletrobras Eletronorte com 20 anos, em 1974, como prestador


Sônia busca constantemente o conhecimento Ao entrevistar Sônia Maria Sousa percebemos a sua persistência em crescer como ser humano e profissional. A piauiense que morou parte da infância e adolescência

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de serviço. Em 1975 foi efetivado como assistente administrativo. Hoje conta com 36 anos de Empresa e trabalha no setor de viagens. Para o paraense, nascido em Marabá, que hoje se autointitula “candango”, pois chegou no Distrito Federal em 1958, a Eletrobras Eletronorte é uma grande família. “É uma empresa-mãe que me trouxe muitas realizações profissionais e pessoais. Embora tenha uma família com esposa, dois filhos e um neto, digo que tenho dois casamentos: um com a minha esposa e outro com a Eletrobras Eletronorte”. Vários momentos marcaram a vida de Jeremias na Empresa. Entre eles está a homenagem feita aos colaboradores com dez anos de casa, grupo do qual fazia parte. Mas, a homenagem que está mais viva em sua cabeça é a recebida no dia primeiro de julho deste ano, por estar entre os colaboradores mais antigos. “Agora recebi uma homenagem especial por completar 36 anos na Empresa. Foi uma surpresa maravilhosa. Emocionei-me ao receber os cumprimentos e uma placa do diretor-presidente pelo trabalho que desenvolvo há todos esses anos. Quando cheguei em casa parece que a “ficha caiu” e pensei quanto tempo tinha se passado desde o momento em que eu, ainda um garotão, comecei o meu primeiro emprego e, hoje, após 36 anos, permanecia no mesmo trabalho”.

É nesse mesmo álbum de pioneirismo que a Empresa guarda mais um orgulho: os programas Parakanã e Waimiri Atroari, reconhecidos internacionalmente pela valorização da cultura, respeito às tradições e à autonomia das comunidades indígenas. Há 20 anos essas etnias rumavam para a extinção e, depois da implantação dos programas, recuperaram não só suas terras e sua dignidade, como também sua autonomia. Em parceria com essas comunidades, são preservados milhões de quilômetros quadrados de floresta, como é o caso do Corredor Ecológico da Amazônia Central, essencial à floresta pela alta diversidade biológica e sociocultural. E é claro que, para fazer ou ver qualquer fotografia, é preciso luz. E quando o sol se põe, ela precisa de energia. Você consegue imaginar um mundo sem energia? Para saúde, educação, para o passeio ou o trabalho, para guardar o peixe ou o leite, para, simplesmente, fitar os olhos de um filho enquanto o amamenta no meio de uma noite escura. Talvez seja desse encantamento de gerar algo tão essencial é que esses homens e mulheres que fazem a Eletrobras Eletronorte tiram a energia para deixar a marca da sua paixão nesses 38 anos. Chegar aos 40 com uma história dessas, é mesmo motivo de muito orgulho.

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definidas por um conselho gestor, do qual participam instituições de ensino e pesquisa, governos municipal, estadual e federal, movimentos sociais e a Empresa. Juntos, esses programas preveem investimentos de R$ 360 milhões em projetos de saúde pública, educação, meio ambiente, desenvolvimento urbano e agricultura familiar ao longo de 20 anos. Já o Plano de Inserção Regional, o Pirtuc, desenvolve ações compensatórias e estruturantes nos municípios de Breu Branco, Nova Ipixuna, Novo Repartimento, Goianésia do Pará, Itupiranga, Jacundá e Tucuruí. O programa já resultou na abertura de mais de sete mil vagas no ensino fundamental. As obras são definidas por um conselho gestor formado por 21 entidades da sociedade civil, representantes das sete prefeituras e órgãos da administração estadual e federal. Além disso, os royalties pagos aos municípios como compensação pelo aproveitamento de seus recursos naturais somaram, em 2010, R$ 57,17 milhões. De 1997 até junho de 2011, foram repassados R$ 470,16 milhões para os municípios e o mesmo montante ao estado do Pará, totalizando R$ 940,32 milhões. Os recursos são repartidos entre entidades da União, estados e municípios que hospedam os reservatórios.

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Na época em que Sônia foi admitida na Empresa, a seleção era composta por datilografia, português, psicoteste, entrevista e análise de currículo. Hoje, após 30 anos de trabalho, ela se lembra dos primeiros momentos como se fosse hoje, sente-se realizada, mas sempre movida pelo desejo de aprender. “Se não buscarmos o conhecimento, vamos nos excluindo dos processo diários e das oportunidades que surgem. Somos uma engrenagem onde um alimenta o outro para dar um bom resultado. A Eletrobras Eletronorte promove nosso crescimento em todos os sentidos, seja na área de treinamentos educacionais, qualidade de vida ou saúde. Alimenta o nosso lado profissional e, como consequência, todos saem ganhando”. Quando questionada sobre as semelhanças entre a jovem que entrou na Empresa com 22 anos e a mulher que conta hoje com 54, Sônia afirma: “O que permaneceu foi a vontade de continuar crescendo e produzindo. Quero receber meu contra cheque e saber que trabalhei para merecê-lo. Não quero me acomodar. Sei que os meus filhos sentem orgulho disso. Acabo sendo um exemplo para eles. A Empresa nunca deixou de corresponder às minhas expectativas. Hoje sei que sou parte dela”.

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José Sobrinho vivencia a modernização nas rotinas de trabalho

na região do Araguaia, no Mato Grosso, entrou na Eletrobras Eletronorte, em 1981, com 22 anos. “O trabalho na Empresa me deu independência como cidadã e mexeu com os pilares que sustentam minha vida – família, realização pessoal e profissional. Um dos momentos mais importantes que me propiciou foi a graduação em Administração, em 2008, com quase 50 anos de idade. Comecei trabalhando como auxiliar de escritório, fui secretária por mais de dez anos e hoje sou profissional de nível superior. Atualmente faço MBA em Gestão de Pessoas. Cada atividade que realizo me dá mais forças para seguir buscando conhecimento”.

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“Quando vim trabalhar na Empresa usávamos máquinas IBM para datilografar as cinco vias de autorização de serviço. Se errasse tinha que voltar tudo novamente. Em seguida, surgiu a IBM corretiva, e depois o início da informatização com os computadores proceda de tela verde. A modernização continuou e a Eletrobras Eletronorte sempre esteve inserida nesse processo. Os valores de crescimento sempre foram respeitados. Sinto muito orgulho da Eletronorte”, afirma José. Para o baiano José Moreira Sobrinho que começou como auxiliar de escritório na área de arquivo de suprimentos, trabalhou na área de transporte e logística, e hoje é analista de cadastro de fornecedores, um dos momento mais marcantes na Empresa foi presenciar as primeiras turbinas da Usina Tucuruí em operação. “Um dos momentos que mais me emocionaram foi quando vi pela primeira vez a Usina Tucuruí em operação. Eu viajava muito para aquela região e, ao serem ligadas as primeiras turbinas, o piloto fez um sobrevoo e aquele momento foi marcante”. Trabalhar na Eletrobras Eletronorte possibilitou a José fazer as viagens que sempre sonhou, pois desde criança tinha paixão em conhecer o Brasil. “Sempre fui muito apaixonado pelo País. Quando aprendi as letras e vi o mapa do Brasil me apaixonei e tinha como sonho conhecer as diversas regiões. Realmente con-


O brilho nos olhos ao falar da Eletrobras Eletronorte é a marca de Waldemira Borges. Para a mineira, um dos momentos mais felizes foi a entrega do certificado aos colaboradores com 30 anos de casa. “A entrega do certificado de 30 anos me deixou muito feliz. Acho que merecemos isso da Empresa. Fiquei encantada com a presença do diretor-presidente durante todo o tempo nos eventos de aniversário de 38 anos da Eletrobras Eletronorte”.

Eletronorte

O brilho nos olhos de Waldemira

Eletrobras

segui realizar meu sonho e o trabalho me possibilitou, ainda, conhecer a Região Norte”. Na época em que passou na seleção para a Eletrobas Eletronorte, José também foi aprovado em três outros concursos - TCU, Ministério da Justiça e Imprensa Nacional. “Passei nos quatro concursos, mas a Eletrobras Eletronorte me chamou primeiro. Em seguida fui convocado pelo TCU, mas adiei por dois anos. Naquela época tinha um grande amigo que sempre me dizia que o setor elétrico era o futuro do País e eu não podia sair da Empresa. Não me arrependo. O destino queria que fosse aqui. Hoje, se tivesse que começar novamente, escolheria novamente a Eletrobras Eletronorte”.

Waldemira Borges, que sempre trabalhou na área financeira, diz que ficou impressionada com a dimensão da Empresa ao visitar Tucuruí: “Quando visitei a Usina e as eclusas, no final de 2009, fiquei perplexa e encantada com a grandiosidade das obras administradas pelos colaboradores da Eletrobras Eletronorte. Saí de lá com a sensação de que realmente trabalho numa grande empresa, que tem um nível técnico de padrão internacional.Fiquei deslumbrada. É uma Empresa grandiosa que representa a vanguarda no crescimento técnico de energia”. Para Waldemira que começou na área de contas a pagar e depois passou para a programação de pagamentos, o processo de trabalho modernizou-se e trouxe excelentes resultados. “Quando trabalhava na correção monetária, os cálculos eram feitos manualmente na máquina financeira. Depois veio o Excel e posteriormente o sistema de cobranças que permite a emissão de boletos e envio de cobranças por email, tornando o processo mais fácil. Hoje estamos com uma adimplência de 98%, graças à modernização do nosso sistema”. Há 30 anos, Waldemira não tinha muita noção de como seria crescer na Empresa, mas hoje ela se sente realizada profissional e pessoalmente: “Tenho uma história, uma vida na Eletorbras Eletronorte. Sou encantada com a Empresa. Tenho prazer em levantar todos os dias e vir trabalhar. Prazer pelo trabalho que faço e pelas pessoas com as quais convivo. Hoje sinto que me realizei profissionalmente”. Colaborou Érica Neiva

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1973 Primeiro presidente dá início à missão da Eletronorte na Amazônia.

1978 Eletronorte incorpora parque térmico de Belém do Pará, a maior cidade da Região Norte.

1979 Com a participação de 168 jovens técnicos, a Eletronorte dá início a um programa inovador na Empresa, o GIT 04/78, para operar e manter o sistema de transmissão associado à Usina Hidrelétrica Tucuruí nas cidades de Tucuruí, Marabá, Vila do Conde e Belém, e à Usina Hidrelétrica Couto de Magalhães, em Mato Grosso.

1988 Programa Waimiri Atroari. Reconhecimento internacional: resgate das tradições, das terras e da dignidade indígena.

1981 Absorção dos parques térmicos do Amazonas e do Acre. Presença da Eletronorte em mais dois estados da Amazônia Legal. 1982 Início das obras da UHE Samuel-RO. Empreendimento estratégico para o sistema Acre-Rondônia.

1975 Inauguração da UHE Coaracy Nunes. Pedra fundamental da Eletronorte na Amazônia.

Eletrobras

Eletronorte

1977 Início das obras da UHE Tucuruí. O sonho vira realidade.

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1984 UHE Tucuruí. A maior usina hidrelétrica genuinamente nacional é inaugurada.

1983 Eletronorte amplia transmissão para toda Amazônia Legal, chegando a São Luís do Maranhão.

1988 Torre Raquete Pesquisa e desenvolvimento geram excelência em inovação e criatividade. 1989 Programa Parakanã. Preservar a cultura indígena faz da Eletronorte uma empresa cidadã. 1992 Programa Mamíferos Aquáticos. Eletronorte dá exemplo em educação ambiental e preservação de espécies ameaçadas como o peixe-boi.


2006 Programas socioambientais da Eletronorte. Desenvolvimento sustentável para as comunidades no entorno de Tucuruí.

2010 Nova marca, integrando e fortalecendo o Sistema Eletrobras. 2010 A Eletrobras Eletronorte entra como sócia estratégica na construção de Belo Monte.

1998 Tramo-Oeste. Milhões de pessoas beneficiadas com energia transmitida pela Eletronorte.

2008 A Eletrobras Eletronorte arremata três lotes no leilão de transmissão das usinas do Madeira

2009 Conquista no leilão de eólicas com o Consórcio Brasil dos Ventos empreendimentos no litoral do Estado do Rio Grande do Norte. 2006 A Eletronorte recebe o primeiro Selo Pró-Equidade da Secretaria de Políticas Públicas para as Mulheres

2009 A Empresa é uma das 20 mais inovadoras do Brasil segundo a Revista Época Negócios e o Fórum de Inovação da Fundação Getúlio Vargas (Great Place to Work)

2011 Primeira empresa do Setor Elétrico a receber o prêmio TPM em todas as unidades regionais e usinas hidrelétricas. 2011 Novo recorde de geração em Tucuruí: 8.015 MWh. 2011 Conclusão da montagem da primeira torre da linha Tucuruí/ Macapá/Manaus, com um total 1.850 km de extensão 2011 Leilão 004/2011: Eletrobras Eletronorte conquista três lotes, entre eles o da construção da linha Manaus-Boa Vista, último trecho para completar a interligação nacional.

Eletronorte

2001 Interligação Brasil-Venezuela. A Eletronorte amplia horizontes de integração com outras nações.

2010 Formatura dos primeiros 41 engenheiros dos cursos de engenharia elétrica e engenharia civil do campus de Tucuruí, da Universidade Federal do Pará

Eletrobras

1999 Interligação Norte-Sul. O Brasil vence desafios da integração por meio do Sistema Interligado Nacional.

2007 A realização de um grande concurso público marca o fortalecimento da Eletronorte e diferentes gerações passam a integrar diversas áreas da Empresa.

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Em Brasília e nas regionais, “Você é Show” mostra talentos da Empresa Durante os meses de junho, julho e agosto, na sede e nas regionais, a Eletrobras Eletronorte reuniu sua força de trabalho para comemorar os 38 anos da Empresa. Criado em 2007 para celebrar o Dia do Trabalhador, o “Você é Show” ganhou a fama dos seus talentos e continua sendo uma homenagem aos trabalhadores e trabalhadoras que fazem a Empresa. Neste ano, teatro, fotografia, poesia, piadas e, é claro, muita música e dança, tomaram os palcos da Eletrobras Eletronorte e mostraram porque o talento faz a diferença. Na Sede da Empresa, em Brasília, a festa começou com o Você é Show, que chegou a sua quarta edição com o título de “evento mais democrático” da Empresa. Música, poesia, artesanato, dança e interpretação abriram as comemorações dos 38 anos da Eletrobras Eletronorte. Num auditório lotado, 21 artistas da Casa iluminaram o ambiente repleto de colegas, amigos e familiares. Já reconhecida como uma das “feras” do show, a prestadora de serviços Geanes Querino está há vinte anos na Empresa. “O Você é Show é a oportunidade de mostrar o que eu sei, soltar os sentimentos, falar com a voz do coração”. Depois que ela canta, o pedido de bis sempre aparece. A marca de Geanes é a emoção. Se vai participar na próxima edição? À resposta é rápida: “Se estiver aqui, com certeza”. Adriana Saraiva da Silva é gerente na área de Segurança e Medicina do Trabalho. Para ela, o Você é Show é um momento de descontração e revelações, que valoriza o lado

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cultural de quem trabalha na Empresa. “Adoro este momento. Sempre que acaba fico esperando o próximo”, diz. Adriana foi estagiária entre 2001 e 2003 e sempre admirou a forma como a Empresa trata sua força de trabalho, o estímulo ao desenvolvimento profissional e pessoal. “Quando saí disse que voltaria como empregada, mas os concursos não abriam para cá. Neste período me formei em engenharia elétrica, passei em outro concurso, onde aprendi muito e em outubro de 2008 fui chamada para tomar posse aqui, já tendo passado pela especialização em engenharia de segurança do trabalho, minha grande paixão”. E é essa paixão de Adriana que move as mulheres e homens que fazem da Eletrobras Eletronorte uma empresa que pode se orgulhar dos seus talentos. No palco ou nas pranchetas, a coragem e a determinação são marcas fortes do seu trabalho. Adalberto Rodrigues de Jesus é massoterapeuta e trabalha na área de Saúde e Qualidade de Vida. A deficiência visual não impediu que ele revelasse o talento no teclado e no canto. “No palco recebi muita energia positiva, senti muito alto-astral, me sinto mais motivado para a música”. Para Leandro Henrique Araújo Piau, que trabalha na área de Contencioso da Empresa, é a oportunidade de estar junto e interagir com colegas. “Além disso é uma vitrine para os talentos que temos além do nosso desempenho profissional. Pretendo participar das edições futuras e incluir mais colegas em minhas apresentações”.


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A declaração de Josias abriu o segundo dia de comemorações, que teve a cerimônia de entrega dos certificados por tempo de casa e para as matrículas mais antigas. Com o auditório lotado e transmissão para as regionais, a cerimônia foi aberta com a apresentação do Coral Encantos. Durante a cerimônia, empregados que completaram ou completarão 30 anos de Empresa ainda em 2011 receberam certificados e o reconhecimento pela dedicação ao trabalho. As seis matrículas mais antigas levaram um troféu especial. A prática de certificar os empregados foi retomada neste ano. Em nome dos homenageados, Maria Celina agradeceu aos colegas e à Diretoria e destacou o orgulho de fazer parte da Empresa. “Nós estamos muito felizes e sabemos dos desafios que temos para continuar escrevendo essa história de sucesso”.

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Outra colega talentosa é Marizete das Dores Sousa, da área de planejamento e desenvolvimento educacional. “Profissional”, como é chamada pelos colegas, ela leva ao palco marcos da Música Popular Brasileira e carrega o auditório para cantar junto. “Aqui temos a oportunidade de mostrar qual nosso talento e que também pode ser visto como uma habilidade que tem influência na realização do nosso trabalho”. Colega de área de Marizete, Marta Maria Lima Alves foi buscar na poesia a inspiração para seus talentos. “É um evento que aproxima toda a Empresa. É onde juntamos nossos talentos para mostrar que não só nós somos um show, mas que a nossa Empresa também é um show”. O estagiário Leandro de Alencar Lopes ‘mandou bem’ com um clássico de Cazuza e levou todos aos tempos de ‘Bete Balanço’. “O Você é Show é a Empresa vendo o empregado de um ponto de vista à parte de suas funções como colaborador, é vê-lo como ser humano que valoriza a cultura, a arte e seus momentos de lazer. A Empresa mostra-se interessada em ter uma relação mais íntima com o empregado e vice-versa”, diz. E o talento não para por aí. Jornalista apaixonado por arte e cultura, Byron de Quevedo é viciado em música. Ainda mais se o ritmo for o arrastarock, uma mistura de rock, forró, catira e blues que tem roubado a cena em rádios da capital. “O Você é Show é uma oportunidade de mostrar o que venho compondo há vários anos com uma turma de músicos muito boa. Mas é também um momento de compartilhar da alegria das pessoas desta Empresa, que formam uma comunidade muito especial e animada”.

Entusiasta do perfil do evento, Byron elogia o caráter democrático, não competitivo e divertido do Você é Show. “O maior prêmio que se pode dar a um artista são os sorrisos, o brilho nos olhos das pessoas e o espírito de agradecimento que o artista sente quando a plateia o aplaude”. Com um casal de apresentadores vampiros, a interação com o público foi mais uma marca do show que foi prestigiado pelo diretor-presidente, Josias Matos de Araujo. “Este é um momento de celebração, uma ruptura da rotina. O liturgista italiano Romano Guardini fala da celebração como dimensão lúdica da vida que extrapola o tempo e o espaço. E é isso que estamos fazendo aqui: extrapolando o tempo e o espaço para celebrar a nossa história já vivida em grupo”.

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CUIABÁ A Regional de Mato Grosso preparou uma programação especial para todos que participam diariamente dessa trajetória. No dia do aniversário, em clima de festa e descontração, os colaboradores da Regional puderam desfrutar do Chá com Bolo, tradicional lanche matogrossense que, inspirado pelas comemorações do mês de junho, foi celebrado a caráter caipira. “São 38 anos de muita luz, calor e movimento que proporciona a todos o desenvolvimento. A Eletrobras Eletronorte, junto com sua força de trabalho, é essencial para os avanços e modernidades, por isso temos que festejar”, disse o gerente regional de engenharia, Hélio Monti, que lembrou da importância da empresa para o estado. Dias depois, em 30 de junho, o “Você É Show” teve as apresentações artísticas e também a entrega dos certificados de tempo de serviço. São histórias que se cruzam em 15, 25, 30 e 35 anos de trabalho em conjunto. Com 25 anos de trabalho, Francisco de Jesus, de Rondonópolis, diz

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Mato Gro

Com direito a um ‘parabéns pra você’ na língua macuxi, cantado pelas crianças e jovens do Coral Cantos da Terra, o “Você é Show” foi um capítulo à parte na comemoração dos 38 anos da Empresa. Na sede do Sesi em Boa Vista, a Eletrobras Eletronorte reuniu as equipes da Regional em uma tarde de muita emoção e talento. Na chegada, o tapete vermelho esperava as estrelas do dia e levava ao “camarim” para as fotografias com fantasias e adereços. Com a presença do diretor-presidente da Empresa, Josias Matos de Araujo, e do diretor de Operação,

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que trabalha como se ainda fosse o primeiro dia. “Cada dia me sinto mais reconhecido na Regional e isto me motiva a sempre fazer o melhor”. Com 35 anos de Empresa, o representante da presidência da Empresa em Mato Grosso, Francisco Antunes Sperandéo, falou do tripé dificuldades, desafios e pessoas comprometidas. “Sabemos que o processo de crescimento continua. Toda melhoria é resultado do trabalho de todos”.

Wady Charone Junior, o evento teve música, poesia e muita arte, tudo capitaneado por uma apresentação com cara de stand-up comedy. “Hoje estamos em festa, e muito felizes por receber o presidente Josias e o diretor Charone para comemorar conosco os 38 anos da Eletrobras Eletronorte, uma empresa que traz na sua missão um resumo da nossa história com a Amazônia: atuar nos mercados de energia de forma integrada, rentável e sustentável”, disse o gerente da Regional, Cláudio Alípio Santos da Silva. Além do Você é Show, a Regional também preparou homenagem aos atletas da Empresa e a entrega dos certificados por tempo de ‘casa’. Organizada para mostrar a diversidade de talentos, a festa preparou um espaço para exposição das obras do colega Jaider Esbell, artista plástico, poeta, entusiasta da arte e da Empresa. Jaider é professor no projeto Arte no Berço, que ensina técni-


afetavam o Estado, mostra que somos capazes de fazer acontecer, de transformar para melhor a vida das pessoas, baseados nos pilares da sustentabilidade”. Maria da Conceição Lobo foi uma coringa no Você é Show. Além de ser uma das organizadoras do evento, subiu e desceu do palco ao lado do colega Edvaldo fazendo todo mundo cantar junto. “Temos um quadro pequeno, mas tenho certeza que a cada ano teremos talentos criando coragem para subir ao palco. Foi muito bom ver aqui nossos colegas, familiares, reafirmando nossa ideia de valorizar a nossa cultura regional”, comemora. “Foi uma programação muito emocionante, que valorizou as equipes e mostrou a presença da Empresa não só no seu negócio, como também na vida das pessoas do estado de Roraima”, disse o diretor Charone. Ao narrar os desafios da Regional - como as diversas mudanças de sede - o gerente regional Claudio Alípio disse que vencer desafios é um dos diferenciais das equipes da Empresa. “Nesses 38 anos da Eletrobras Eletronorte e 12 da Regional de Roraima, nossa maior conquista é a nossa força de trabalho”.

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cas de artes para crianças que também integram o Coral Cantos da Terra. Em Roraima, Jaider é conhecido como uns dos artistas de uma nova geração que reúne técnicas inovadoras na produção de suas obras, e são responsáveis pela mobilização para valorizar o produto e a cultura regional. Além das obras ele apresentou poesias em homenagem aos homens e mulheres que fazem a Eletrobras Eletronorte. “Tenho muito orgulho em ver a minha Empresa promovendo um evento como esse, valorizando a cultura amazônica e reconhecendo os talentos da casa”. Durante o evento, o presidente Josias destacou a importância estratégica da Regional na interligação do mercado de energia latino-americano. “Foi muito bom dividir com vocês esse momento em que todos estamos trabalhando para tornar a Eletrobras Eletronorte ainda maior e mais forte. Esta regional foi criada em 1989 para sanar os graves problemas energéticos que

rios de Mato Grosso, o Você é Show embalou o dia com vários estilos - desde rock até o gospel e músicas infantis - e surpreendeu. O eletricista de linha Everton Souza Silva disse que ficou surpreso com a qualidade dos talentos da Eletrobras Eletronorte. O engenheiro José Eduardo de Carvalho diz que o importante mesmo é reunir toda a equipe da empresa durante a comemoração. Já Paulo Rondon, da linha de transmissão, garantiu que cada apresentação foi um show à parte.

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Num dia de lembranças, Sebastião Rosa, gerente do CEOR/MT, contou sobre quando chegou a primeira máquina de fax na Regional. “Nossa! Era uma inovação aquela máquina, que na época era moderníssima. Mas tinha um porém: toda vez que a máquina enviava o fax, a sala toda ficava com um cheiro muito forte do papel. Mesmo assim achávamos que estávamos em destaque por causa disso”. Resultado da parceria com o Sindicato dos Urbanitá-

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O auditório Girassol, na subestação em Miracema, ficou lotado para um dia especial. Depois de um café da manhã, o gerente regional, Carlos Humberto de Souza e Silva, o gerente de representação da Presidência, José Pierre Armond e a colaboradora Carla Afonso, fizeram o hasteamento das bandeiras do Brasil, do Tocantins e da Eletrobras Eletronorte, ao som do Hino Nacional. José Pierre destacou a realização do Você é Show como uma iniciativa para valorizar e mostrar o importante papel que cada um desempenha dentro da Empresa. Pierre também fez uma retrospectiva de sua chegada ao Tocantins, quando ainda não existiam as subestações de Miracema e Colinas. “Hoje vemos tudo isso pronto em função dos esforços de cada um e sabemos que é diferente trabalhar na Eletronorte, porque nós somos o show e fazemos a diferença. Nós temos metas, objetivos e é por isso que estamos aqui hoje, para mostrar e entender que os talentos somos nós. Nós é que somos o show!”. O gerente regional Carlos Humberto destacou a participação dos inscritos no “Você é Show” e incentivou a participação nas próximas edições. “Meu desejo é que nós possamos ficar muito mais tempo aqui e, além de nós, nossos filhos e netos. Já temos filhos de empregados que estão dentro da Empresa”. Paulo Cezar, gerente de Transmissão, falou do prazer que sente em trabalhar na Eletrobras Eletronorte, e fez questão de convidar o eletricista de linha Rodrigo Monteiro Rocha para dar seu depoimento como funcionário da empresa. Natural de Miracema, Rodrigo Monteiro Rocha para dar seu depoimento. “Eu trabalhava como mototaxista e às vezes passava aqui na porta e via a obra acontecendo, mas não sabia o que era a Empresa. Quando saiu o primeiro concurso eu cogitei estudar, mas ainda não tinha idade, então vi o meu sonho distante. Mas, nessas voltas que a

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Tocantins

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vida dá, surgiu novamente a oportunidade, eu fiz o concurso e fui agraciado com uma das vagas. E o melhor de tudo foi confirmar tudo o que eu imaginava e admirava antes de entrar na Eletrobras Eletronorte”. Antes do Você é Show, os gerentes fizeram a entrega de diplomas em reconhecimento aos anos de serviços prestados à Empresa. A comemoração continuou com animada gincana entre grupos, com direito a jogos e brincadeiras para promover a descontração e o trabalho em equipe. Logo depois do almoço, é hora do show! Os animadores nos papéis de Ana Ferrari e Ambrósia conduziram a festa. Vídeo, piadas, muita música e dança embalaram a tarde em Miracema. Luiz Otávio assumiu o talento de cineasta e produziu um vídeo sobre os 38 anos da Empresa. Logo depois o riso tomou conta do auditório com as piadas de Abílio Neto e Vilson Soares, com participação especial de Windsor Oliveira. Com um solo de baixo, Richardson Sousa abriu as apresentações musicais, seguido por Janildo Barbosa e sua esposa, que tocaram e cantaram agitando a plateia. Demerval Ferreira pos a turma pra dançar no ritmo de seresta e Genaro Aguiar deu sequência com o forró pé de serra. Para fechar as apresentações, a companhia teatral formada pelo empregado Luis Gonzaga encenou a peça “Álcool e Família não combinam” com a participação das colaboradoras Albanete de Aquino, Francisca Romana, Vania Machado e Tamyra Pinheiro.


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Na Superintendência de Produção Hidráulica, em Tucuruí, o ‘Você é Show’ levou ao palco 12 apresentações que deixaram o dia dos colaboradores mais animado. O Superintendente de Produção Hidráulica, Antonio Augusto Pardauil, parabenizou os participantes do evento e aprovou a iniciativa feita pela Empresa. “É sempre muito bom quando temos a oportunidade de reunir nossos colaboradores e fazer um dia diferente. E já que estamos comemorando mais um aniversário da Eletrobras Eletronorte, vamos relembrar os sucessos do passado e encarar os desafios do futuro”, disse. Além dos empregados e empregadas, participaram do evento estagiários, terceirizados e jovens aprendizes. “Apesar de ter sido o primeiro evento ‘Você é Show’ na Superintendência, a participação dos colaboradores foi um sucesso. Cerca de 280 pessoas acompanharam a comemoração”, disse Vitória Régia Cartonilho, uma das organizadoras do evento. Fábio Amorim participou do ‘Você é Show’ e, segundo ele, é preciso destacar a importância da Empresa

estimular o talento dos empregados, bem como melhorar o relacionamento entre os colegas de trabalho. “O fato de a Empresa ceder este espaço para o colaborador é de suma importância. Além de valorizar a cultura local, promove um momento de descontração no ambiente de trabalho”, afirmou. Para Rosieny Barroso, do setor de Manutenção Civil, “esses eventos culturais motivam a capacidade que cada um tem em mostrar em público aquilo que gosta de fazer, além de descontrair e animar as pessoas que prestigiam”. O evento teve ainda a entrega de diplomas para os empregados que estão há 10 anos ou mais na Eletrobras Eletronorte. Com 31 anos de casa, Mauro Gonçalves conta que ingressou na Empresa em 1980 e, em 1984, recebeu a proposta de ir para Tucuruí. “Desde quando vim para cá foram implementadas algumas melhorias, dentre elas a famosa metodologia TPM. Com isso mudou-se a visão geral de toda a Empresa, disse. Ele já trabalhou na área de Manutenção Mecânica, na Subestação (na parte elétrica) e também na área de segurança. Atualmente trabalha no Centro Cultural na área de Recepção de Visitas. Com a ajuda da Empresa, Mauro está tendo a oportunidade de aprimorar seus conhecimentos. ”Ano passado me formei em gestão ambiental, e estou só esperando a oportunidade para fazer uma pós-graduação. Se tiver oportunidade pretendo atuar nessa área de Meio Ambiente”. Com um cenário de diferentes gerações, Pardauil destacou que todos são importantes nos processos da Empresa. “A cada ano que passa temos um desafio a cumprir, por isso devemos ser ousados e assim contribuir para o sucesso da Empresa. Com a experiência dos mais antigos e a garra dos mais jovens vamos alcançar nossos objetivos. O sonho de ser uma das maiores empresas do setor elétrico está começando agora”, concluiu Pardauil.

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O clima não poderia ser outro: descontração e muita animação tomaram conta da Eletrobras Eletronorte em Belém com a representação de divisões descentralizadas. No auditório Jorge Nassar Palmeira, o “Você é Show” mostrou que, com competência, criatividade, talento e comprometimento as equipes fazem a história de sucesso da Empresa. A comemoração teve gosto de superação. Foram 25 inscrições, uma surpresa à coordenação local, que pela primeira vez realiza o projeto. Os apresentadores não pouparam esforços e capricharam nas performances deixando a timidez de lado, brilhando com criatividade e talento no palco. O evento em Belém também teve a marca da diversidade: uns optaram por soltar a voz e encantar com suas músicas, outros pela arte da dança, alguns decidiram pelo humor, instrumentos musicais, teatro de fantoches com uma bela mensagem de incentivo ao voluntariado, encerrando com uma singela poesia de parabéns e agradecimento à Empresa. No hall de entrada do evento foi montado um estúdio fotográfico estilizado “Você é Show” com diversas fantasias, onde todos poderiam fazer uma foto como lembrança dos 38 Anos da Eletrobras Eletronorte. O Grupo de Teatro Casa de Cultura da Terra Firme participou do evento divertindo e animando os participantes. O resultado foi um recorde de público, com aproximadamente 250 pessoas que tomaram os lugares nas escadas e lotaram o auditório de muita diversão. Até o dia da apresentação, cada participante enviou à organização do evento um pouco da sua história de vida. A estagiária Suany Reis Miranda, do setor de Desenvolvimento e Automação, apresentou uma música gospel no teclado e disse que o evento foi uma grande oportunidade de interação dos membros da Empresa, e uma forma

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de mostrar o que as pessoas sabem e o que gostam de fazer nas horas vagas. Para a engenheira de Manutenção Eleanor Dias, da Regional de Transmissão do Pará, o “Você é Show” foi uma oportunidade para mostrar o seu lado lúdico. “Fiquei maravilhada, não esperava tamanha proporção. Foi muito positivo, ainda não tinha visto tamanha integração na Empresa. Parabenizo a equipe organizadora que foi muito feliz pela promoção do evento”. Eleanor apresentou-se no evento com a colega Ana Vera Neves, técnica industrial de Engenharia. Elas levaram para o placo coreografia de dança do ventre. “Optamos por dançar para mostrar que a dança do ventre não tem apenas aquele apelo lascivo como a maioria dos homens gosta de pensar, mas também o lado de referenciar o sagrado e o poder da mulher sobre seu corpo, podendo ser apresentada nos mais variados tipos de eventos”, explica Ana Vera. O eletricista de linha Lourival Torre, uma das grandes surpresas do evento, subiu ao placo com sua esposa Alessandra e marcou o dia com uma coreografia de tango. “Nunca havia me apresentado em público, e fazer parte das homenagens de aniversário da Empresa em que trabalho me trouxe grande orgulho”. O eletricista conta que, depois do sucesso do evento, já fez sua inscrição em uma academia de dança. Para a gerente do Centro de Operação de Sistema, Karlene Mota Vasconcelos, a organização do evento foi perfeita, permitindo a concentração dos artistas, o aquecimento e harmonia nos bastidores. Karlene parabeniza e agradece por resgatar grande parte de sua alegria. “Tudo o que solicitamos para atender aos nossos caprichos foi atendido. Fomos tratados como estrelas de um grande show. Percebi que tudo que foi planejado ocorreu. No ato da inscrição fui incentivada a não perder a oportunidade para ser feliz. E realmente foi ótimo eu ter aceitado”. No grand finale, um emocionado “parabéns pra você”e a promessa da organização de fazer ainda mais e melhor no próximo “Você é Show”. Colaboraram assessorias regionais


Única estatal entre as vencedoras, a Empresa concorreu com 100 candidatas numa disputa acirrada entre 28 finalistas Para a superintende de Inovação Tecnológica e Eficiência Energética, Neusa Lobato Rodrigues, as palavras da noite foram emoção e orgulho. “Foi emocionante ver CEOs de grande empresas falarem de forma apaixonada durante o recebimento do Prêmio. Tivemos muito orgulho de ver que a nossa Empresa está entre as melhores do Brasil, uma empresa pública reconhecida como grande inovadora”. Os números da inovação - Uma das constatações dos jurados do prêmio é que as companhias com as melhores práticas de inovação costumam envolver o quadro de funcionários para selecionar líderes dos projetos inovadores. Desde 2002, a Eletrobras Eletronorte já investiu cerca de R$ 140 milhões em projetos de P&D, chegando a ultrapassar, em alguns anos, o limite mínimo de 1% da Receita Operacional Líquida estipulado em Lei. Em 2006, por exemplo, o montante investido chegou a 1,7%. “Acreditamos que o envolvimento das equipes é o grande diferencial da Empresa para estar entre as mais inovadoras do País”, afirma o Diretor Presidente. Além dos investimentos em inovação tecnológica, a Eletrobras Eletronorte aposta no reconhecimento dos seus talentos. O Prêmio Muiraquitã de Inovação Tecnológica, por exemplo, incentiva a força de trabalho a realizar melhorias e inovações nos seus produtos e processos, alcançando uma dimensão econômica capaz de trazer retorno financeiro para a Empresa. Amuleto que guarda lendas e sorte na Amazônia, o Muiraquitã representa uma conquista para os chamados ‘inventores e inventoras da Casa’. Os contemplados, além dos respectivos troféus, recebem uma bonificação financeira. Até agora já foram premiadas 90 inovações, 45 projetos e 254 pessoas. Em 1999 a Empresa tinha um pedido de depósito de patente, duas marcas arquivadas e um contrato de transferência. Hoje o cenário é outro: são 94 projetos concluídos, 111 produtos, 31 soluções e 90 inovações de colaboradores nas plantas e, em seis anos, o número de pedidos passou de um para 39, o que deixa a Eletrobras Eletronorte como a segunda empresa energética em número de pedidos de patentes. Com o Prêmio Muiraquitã, a Empresa transformou um investimento de R$ 600 mil reais em premiações numa economia de R$ 84 milhões.

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A inovação tomou conta do Auditório da Editora Globo em São Paulo na noite de 6 de outubro. A entrega do prêmio As Empresas Mais Inovadoras do Brasil, de Época NEGÓCIOS, em parceria com a consultoria A.T. Kearney, reuniu grandes empresas do Brasil e multinacionais. E a Eletrobras Eletronorte, pela terceira vez consecutiva, aparece entre as 20 vencedoras. “Conquistamos isso graças a uma força de trabalho apaixonada e motivada por uma política de inovação pautada pela valorização de ideias. Depois de competir com as 100 candidatas e ficar entre as 28 finalistas, recebemos a visita da equipe técnica da consultoria A.T. Kearney para mostrar nossa evolução em vários aspectos das quatro dimensões da inovação consideradas para a classificação: estratégia; organização e cultura; processos, estrutura e suporte; e resultado da inovação”, explica o diretor-presidente da Eletrobras Eletronorte, Josias Matos de Araujo. Logo na abertura da cerimônia, David Cohen, diretor de redação da Época Negócios, afirmou que ao inovar as empresas fogem da comoditização. “Por definição, inovar é fazer diferente dos outros. A forma mais barata de crescer é inovando”. Para Cohen, as empresas vencedoras são exemplo de inovação para gestores de todo o Brasil. “Temos estimulado um processo de desenvolvimento das habilidades de cada um. Já vemos muita gente ‘saindo do seu quadrado’ e imaginando o que ninguém pensou. Estamos sistematizando um processo que consolida um looping infinito de melhorias”, afirma o diretor de Operação da Eletrobras Eletronorte, Wady Charone Junior.

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Eletrobras Eletronorte é uma das 20 empresas mais inovadoras do Brasil

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Tecnologia

Um portal para compartilhar sabedoria

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O caminho para manter os níveis de excelência da Eletrobras Eletronorte é longo e, sem inovação, alcançar melhores resultados seria impossível. Por isso a pergunta: como gerar e transmitir mais energia de forma rentável, sustentável e ainda assim ser uma empresa preocupada com a gestão de pessoas? A solução a Eletrobras Eletronorte tem na ponta da língua: investir no conhecimento da sua força de trabalho. Não por acaso, em 2009 e 2010 a Eletrobras Eletronorte ficou entre as 20 empresas mais inovadoras do Brasil, segundo a Revista Época Negócios e o Fórum de Inovação da Fundação Getúlio Vargas, numa pesquisa produzida em parceria com o instituto Great Place to Work (GPTW). Muitas dessas inovações são fruto do talento de empregados e empregadas que, motivados pela política de Educação Empresarial e de Pesquisa e Desenvolvimento da Empresa, transformam suas ideias em protótipos, teses, dissertações, métodos ou produtos. Mas conhecimento combina com multiplicação, com socialização. Há quem diga que conhecimento é o único ativo que se multiplica quando dividido. E a Eletrobras Eletronorte aposta que compartilhar conhecimento faz toda a diferença.

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Há um ano entrava no ar o Portal do Conhecimento. Lá estão disponíveis monografias, teses e dissertações elaboradas por empregadas e empregados que, ao aperfeiçoarem a sua vida profissional, também estão contribuindo para o desenvolvimento da Eletrobras Eletronorte. Os objetivos principais do banco de monografias, teses e dissertações são recuperar obras acadêmicas feitas algum tempo atrás, criar um sistema para exibição desses trabalhos, divulgá-los para toda a Empresa na intranet e criar um acervo científico que mostre e qualifique os empregados da Eletrobras Eletronorte como “trabalhadores e trabalhadoras do conhecimento”. Para o gerente executivo da Área de Gestão de Conhecimento da Eletrobras Eletronorte, Francisco Neto (ao lado), uma das grandes qualidades nesse banco de dados acadêmicos é a valorização do empregado. “Além disso, mostra a contribuição que esses trabalhos deram à Empresa”. A analista de treinamento da Eletrobras Eletronorte, Madalene Vertelo (na foto à esquerda, de amarelo, com colegas da equipe), explica que a padronização no envio de trabalhos ajudou a disponibilizá-los na intranet. “Tomamos algumas medidas, solicitamos cópia em PDF, idêntica à versão impressa, permitindo que o arquivo possa ser acessado por toda a Empresa”. Ao financiar trabalhos acadêmicos, a Eletrobras Eletronorte economiza dinheiro. O custo de financiamento de trabalhos de


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empregados da Empresa é bem menor que o valor que pagaria ao contratar algumas pesquisas. Além desse benefício, financiar especializações melhora a relação entre profissional e trabalho, elevando seu profissionalismo e sua forma de atuação. Para a analista de planejamento da Eletrobras Eletronorte, Marilan Jadão (à esquerda), ter a oportunidade de fazer uma pós-graduação pela Empresa contribuiu para o seu desenvolvimento pessoal e profissional “Fazer um trabalho assim abre a nossa mente. Eu adoro estudar e esse trabalho me incentivou a não parar.”A corrente da inovação, que dia-a-dia leva evolução nas técnicas da Empresa também não para, e as pesquisas garantem a inovação de conceitos e a busca contínua de resultados melhores.

A pesquisa, feita pelo técnico de Engenharia da Qualidade da Eletrobras Eletronorte, Orlando Francisco de Souza, e por Tasso da Silva Rossi, da Santo Antônio Energia, descobriu a necessidade de mudar a legislação interna nas contratações de P&D. A ideia foi fazer convênios com instituições de ensino, ao invés das contratações utilizadas no modelo atual. Orlando (à direita) explica que o projeto contribuiu para melhorias na segurança jurídica da Empresa na área de P&D. Os convênios permitem que a autoria dos projetos seja compartilhada, fazendo com que as partes dividam também os frutos do trabalho. “Nossa monografia basicamente demonstrou a possibilidade da Empresa utilizar o convênio nas atividades relacionadas à Pesquisa e Desenvolvimento, melhorando e facilitando a operacionalização da aplicação dos recursos oriundos da Lei Nº 9.991, que obriga as empresas do Setor Elétrico investir em P&D e Eficiência Energética”. Tasso Rossi (à direita) elogia o trabalho da Eletrobras Eletronorte e diz que foi uma experiência motivadora. “Aprendi que P&D é algo muito sério, de fundamental importância para o crescimento de uma empresa no mercado globalizado cada vez mais competitivo dos últimos tempos”. O grande problema das contratações, segundo eles, é a dificuldade das instituições de ensino possuírem capital suficiente para custear projetos, dificultando assim a criação de pesquisas. Nesse caso, os pagamentos da Eletrobras Eletronorte aos responsáveis são feitos depois da conclusão do projeto. Nos contratos, as empresas não podem receber nenhum tipo de material ou produto. Na modalidade de convênios, parte do pagamento é liberada antes da pesquisa, possibilitando assim a viabilidade de projetos mais complexos e que tenham mais custos de produção. Mas para que a ideia dê certo é necessário mudar as regras. A Empresa, em conjunto com a Eletrobras, está desenvolvendo o projeto para mudar suas normas. A pesquisa envolve Victor Frota, da Eletrobras Eletronorte, e Angelo Roncalli, da Eletrobras, e criará uma nova monografia que permitirá o uso de convênios em todo o universo Eletrobras em pesquisas de P&D.

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Convênios em P&D, oportunidade de expansão de pesquisas

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Educação a distância, democratização e economia

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A Superintendente de Desenvolvimento e Educação da Eletrobras Eletronorte, Éden Brasília Damasceno (abaixo), sempre teve a educação entre seus principais valores. Na hora de escolher o tema da monografia, a educação corporativa a distância foi o desafio. “Para o meu desenvolvimento pessoal e profissional esse curso só acrescentou, pois até então eu só trabalhava com cursos presenciais”. Os desafios iniciais para fazer a proposta virar realidade incluíam convencer as pessoas, acostumadas com a educação presencial, para que elas comprassem a ideia da nova modalidade de ensino. Melhoria dos recursos tecnológicos, inovação e envolvimento também são desafios da educação a distância. Os objetivos do projeto são a democratização de acesso à educação e ampliação da oferta de ações educacionais. O projeto já está implantado desde 2001, e um de seus benefícios é a economia de recursos da Empresa. Já foram economizados cerca de R$ 6 milhões em custos com passagens, tanto de alunos, como de tutores. Outra vantagem dessa modalidade de curso é a possibilidade do aluno fazê-lo no tempo livre que tiver, basta apenas ter disciplina. Para a secretária da Diretoria de Gestão, Adélia Freitas, estudar agrega valor ao trabalho. Fazer os cursos a distância motivou a secretária a não parar de estudar. Satisfeita com os resultados, Adélia decidiu começar uma nova etapa: iniciou no mês de agosto um MBA a distância, e dedicará seu tempo livre para estudar. “É complicado para mim estar em cursos presenciais, por isso gosto de participar das oportunidades de ensino a distância”. Nos cursos em que há tutoria os alunos podem solucionar dúvidas pela internet. “Criamos estratégias para que todos participem”, diz a tutora e coordenadora da equipe de educação a distância, Valéria Pontes. São contemplados nesse projeto toda a força de trabalho da Eletrobras Eletronorte, além de estagiários e prestadores de serviço que tiverem interesse. São usados recursos de intranet, internet e videoconferência.

Uma história de 80 cursos e superação Quando começou a trabalhar na Eletrobras Eletronorte, em meados do ano 2000, Helcio Barbosa não imaginava que sua vida estava prestes a mudar. O auxiliar de serviços gerais viu a educação corporativa a distância como uma chance de crescimento pessoal e profissional. E não largou mais. Nessa trajetória fez cerca de 80 cursos oferecidos pela Empresa. “Meu horário era até às 13h, mas eu ficava por aqui até umas cinco da tarde fazendo os cursos”, conta orgulhoso. O tempo passou e Helcio continuava fazendo os cursos. Sua vida tomou novos caminhos. Depois de se qualificar com o curso a distância de auxiliar administrativo, surgiu a oportunidade de Helcio ser contratado para exercer essa função na Eletrobras Eletronorte. E a história não parou por aí. Hoje ele cursa o 5º semestre de “Gestão em Saúde” na concorrida Universidade de Brasília - UnB e está esperando ser chamado para ocupar cargos de um dos três concursos públicos em que já passou. “A educação corporativa foi um empurrão, todo o suporte que precisava, acesso a cursos introdutórios fez toda a diferença. Quando a nossa mente abre, a gente não consegue mais parar de estudar”.

Info_OPR, o gerenciamento da operação O engenheiro da Eletrobras Eletronorte, Milton Nunes Filho, criou o Sistema de Gerenciamento de Informações – Informativo Operacional - Info_OPR, tema de sua dissertação. O Info_OPR é um sistema eletrônico feito para gerenciar o que está acontecendo na área de operação do setor elétrico da Empresa. Ele contém banco de dados, coleta informações e gerencia o sistema. Também permite precisão nos dados colhidos, permitindo um planejamento detalhado. O gerenciamento de dados faz com que a Eletro-


Quem vive de pesquisa, sabe as dificuldades de encontrar ambientes com material suficiente para fazê-la. Agora imagine um acervo contendo todas as obras acadêmicas dos mais recentes congressos e seminários. E pense na possibilidade de acessá-la com um clique. Esse é o Portal do Conhecimento, localizado na intranet da Eletrobras Eletronorte. Além de acessar as monografias, dissertações e teses, qualquer funcionário que tenha acesso à intranet pode acessar também os anais de seminários e congressos. Conteúdos acadêmicos de seminários e congressos são encontrados nos anais dos eventos. Para o mentor desse acervo, Francisco Neto, o Portal é uma fonte de informação gigante para todas as áreas de energia. “Esse acervo tem trabalhos de várias partes do mundo sobre temas diversos. Entre eles obras acadêmicas de várias áreas de conhecimento como de engenharia civil, conhecimentos em barragens, na área de transmissão, geração, focadas no meio ambiente, de educação informática e outras diversas”. Colaborou Diogo Ferreira

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Anais de Congressos e Seminários

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bras Eletronorte saiba o que acontece em seus sistemas. Com a coleta eletrônica de dados, problemas e falhas são descobertos rapidamente, além de garantir precisão dos dados colhidos. Milton (ao lado) explica que esse sistema coleta informações o tempo inteiro, todos os dias, a todo instante. “O Info_OPR trabalha com informações, guarda histórico, recebe informações em tempo real. O fluxo de informações não pode ser interrompido”. O sistema é utilizado em todos os centros de operações e subestações regionais da Eletrobras Eletronorte, pelas equipes de operação e manutenção. Esse sistema tem dados de operação desde o ano de 1986 e dá suporte de informações para que as equipes capacitadas tomem decisões. Sem o sistema a Empresa gastaria mais dinheiro. “Esse sistema possibilita que peguemos algum dado em instantes. Na nossa cabeça não dá pra memorizar essa quantidade de informação. Caso algum cliente necessite de algumas informações, é fácil encontrar”, explica Marcos Fachel, engenheiro que trabalha em operação. Estão sendo criadas formas para que o Info_OPR seja disponibilizado pela internet. Para o analista de sistemas da Eletrobras Eletronorte Rodolfo Seabra, responsável por essa nova implantação, essa alternativa será importante porque ampliará a abrangência do Info_OPR e os empregados terão acesso mesmo fora da Empresa. Rodolfo explica que será criada uma outra sistemática para garantir a integridade do sistema que já existe e adaptar as funcionalidades. Orgulhoso, Milton conta que o principal responsável por fazer sua obra acadêmica sair do papel foi o atual presidente da Eletrobras Eletronorte. “A principal pessoa que fez o Info_OPR ser o que é hoje, foi o superintendente na época, nosso atual presidente, Josias Matos de Araujo. O sistema não existiria se ele presidente não comprasse a ideia”.

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Abre aspas

Temos de ter muito orgulho de ainda sermos um país que tem possibilidade de exploração da sua energia hidrelétrica” Presidenta Dilma Roussef, durante cerimônia de início do desvio do rio Madeira para a Usina Hidrelétrica Santo Antônio Porto Velho/RO

“Considero que 10% de mulheres é bom, mas não é o suficiente. Espero que nas próximas usinas, as trabalhadoras estejam ainda mais presentes - como soldadoras, engenheiras e operadoras - na construção de uma obra como esta”. Idem

“Estou procurando um lugar que precise de muitas reformas e consertos, mas que tenha fundações sólidas. Estou disposto a demolir paredes, construir pontes e acender fogueiras. Tenho uma grande experiência, um monte de energia, um pouco dessa coisa de ‘visão’ e não tenho medo de começar do zero.” Currículo de Steve Jobs (1955-2011)

“Independentemente da decisão pela licitação ou pela prorrogação, o custo da energia dessas usinas para os consumidores será menor”

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“Hoje, se tivesse que começar tudo de novo, escolheria novamente a Eletrobras Eletronorte”. José Moreira Sobrinho, empregado, em entrevista à Corrente Contínua

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Edison Lobão, ministro de Minas e Energia, em entrevista à Corrente Contínua, sobre a renovação das concessões de hidrelétricas


“Não é pelo tamanho do empreendimento que ele é mais ou menos viável ambientalmente” Márcio Zimmermann, secretário-executivo do MME, no XI Encontro da Associação Brasileira dos Produtores de Energia Elétrica, falando da importância do diálogo com todos os setores envolvidos, do ambiental ao Judiciário

“Além de consolidar o Plano de Integração Nacional, essa linha vai proporcionar a integração do Brasil à América Latina, criando um corredor estratégico para o País. Vamos fazer parte desse marco na integração do Brasil de Norte a Sul” Josias Matos de Araujo, diretor-presidente da Eletrobras Eletronorte,sobre a conquista da Empresa no Leilão 004/2011, do lote da LT Manaus-Boa Vista

“Se eu assumisse uma prefeitura, a primeira coisa que faria seria pedir um Plamge para o município” Neusa Lobato Rodrigues, superintendente de Gestão da Inovação e Eficiência Energética da Eletrobras Eletronorte, sobre o Plano Municipal de Gestão Energética que, em alguns municípios onde foi implementado, já economizou mais de R$ 2 milhões

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Altino Ventura Filho, secretário de Planejamento e Desenvolvimento Energético do Ministério de Minas e Energia, em audiência que debateu o Plano Decenal de Energia 2011/2020 no Senado

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“O Brasil terá de enfrentar o desafio de expandir a oferta de energia a uma taxa ao redor de 5% ao ano. O esforço significa dobrar o sistema energético ao fim de 12 anos, ampliando em 70% a atual capacidade instalada de 112 mil megawatts”

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Amazônia e Nós Eletrobras

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Diário de Antônio Carlos Vilela Castro, o ‘Mineirinho’

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“Se você chegar à Regional de Transmissão de Rondônia/Acre e estiver a minha procura, por meio do meu nome de batismo, Antônio Carlos Vilela Castro, talvez vá demorar um pouco a me encontrar. Agora, se chegar e perguntar por “mineirinho”, aí facilmente irá chegar até mim. É dessa forma que sou conhecido entre os colegas de trabalho e amigos em geral. O apelido carinhoso é referente ao meu estado de origem. Sou de Minas Gerais, do município de Governador Valadares e o sexto filho de Edson Vilela Braga e Maria do Carmo de Castro Vilela. Em Governador Valadares passei a infância e parte da juventude. Tenho formação em técnico mecânico na Escola Técnica do Instituto de Tecnologia ETEIT. Com a conclusão do curso técnico tentei entrar no mercado de trabalho no estado de Minas Gerais e no estado do Espírito Santo, o que não foi possível devido à falta de experiência profissional na área de formação, e fiquei desempregado em meu município, restando assim, migrar para outro estado ou país, como era comum para muitos da minha cidade. Uma das alternativas também era ir para os Estados Unidos da América, mas tive outras opções. Uma delas era vir para o estado de Rondônia e, graças a Deus, aqui estou. Pela primeira vez saí de casa deixando todos os meus familiares e amigos, um momento difícil e nunca esperado. Encarei uma viagem de ônibus de três dias, mas confesso que valeu a pena. Pude aproveitar cada minuto daquela viagem ao apreciar a natureza por onde passava, ao relacionar-me com todos os passageiros do ônibus, ler, orar e, em alguns momentos, chorar ao pensar que estava cada vez mais distante da minha família e das pessoas que mais amava. Ao chegar em Rondônia, a primeira parada foi em Ji-Paraná, onde permaneci por uma semana e em seguida vim para Porto Velho. Fiz um concurso para treinando bolsista na Eletronorte e fui aprovado. Após ficar três anos como treinando bolsista trabalhando na Usina I, onde atuei na manutenção dos motores GM, entrei para o quadro efetivo da Eletronorte em 1989, quando pude compor a equipe da CR SAM - Comissão de Recepção de Samuel no ato de entrega da usina da engenharia e construção para a operação e manutenção. Na Usina


Hidrelétrica Samuel trabalhei por dez anos como técnico instrumentista, em seguida compondo a equipe do PRODEEM, um Programa do Governo Federal e Ministério de Minas e Energia, em parceria com a Eletronorte, que visava atender as comunidades rurais mais longínquas com sistemas de energia fotovoltaicas (energia solar). Após cinco anos atuando nessa equipe, o Governo Federal, por meio da sua então ministra de Minas e Energia, Dilma Rousseff, lançou o Programa Luz para Todos. Atualmente estou como coordenador Estadual do Programa em Rondônia, onde tenho o prazer de enfrentar e superar grandes desafios para atender a essa população que carece desse benefício que lhe é garantido na Constituição Federal. No ano de 2008 graduei no curso de direito no IES FARO e, atualmente, estou pós-graduando em direito processual trabalhista e metodologia do ensino superior. Em 1992 casei com Marilsa Rodrigues de Souza e em 1995 tivemos nossa filha Stephannie Caroline. Em 1999 tivemos nosso filho Phellipe Aurélio e formamos assim uma família maravilhosa e abençoada por Deus. 07 de julho de 2011 5h30 - O despertador toca, ainda de madrugada, é sinal de levantar. Ao desligar o aparelho, faço uma oração mentalmente e peço a Deus proteção e saúde para enfrentar mais um dia de trabalho. Tomo um rápido banho gelado e arrumo minha bolsa com alguns pertences, sendo uma blusa reserva, produtos de higiene, protetor solar, além de uma bela garrafa de café, sanduíche e bolo de fubá, lanche preparado por Marilsa.

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7h45 - Olho o relógio, contabilizo que ainda faltam muitos quilômetros para chegar ao destino do dia. Trabalhar com projeto do

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5h50 - O veículo da empresa chega à porta da minha casa; é hora de partir rumo a uma comunidade indígena do Estado de Rondônia, a Karitiana. A tribo fica a 100 km da Capital, Porto Velho. Para chegar até o local, pegamos a BR 364, sentido Estado do Acre, e após 45 minutos, adentramos uma estrada vicinal. Nesse trecho poeira e buracos são inevitáveis.

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Programa Luz para Todos significa sair do conforto do escritório quase toda semana. Neste dia estava acompanhado por colegas da equipe de comunicação de Brasília - Rony Ramos, Alexandre Veloso e Alexandre Mourão, e mais três colegas da Regional de Transmissão de Rondônia/Acre, além do motorista Emerson Medeiros e a nossa colega da área da comunicação, Terezinha Félix. Além de fazer minha rotina de visitas às comunidades beneficiadas com o Programa fui auxiliar os companheiros de Empresa para alguns registros.

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10h45 – Chegamos à aldeia, o Cacique nos recepciona. Percebo que ele está feliz com nossa presença. Logo nos convida para conversar em uma escola da aldeia. Ele conta os benefícios que a energia elétrica passou a proporcionar aos moradores do local. Fico feliz com o relato do líder da comunidade. Quando percebem a minha presença, outros índios vêm em busca de mais informações sobre as melhorias do sistema para o local, onde moram 60 famílias.

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12h - A temperatura neste momento está em torno de 35° graus, e ainda continuo o trabalho. Visito as casas de várias famílias e muitos estão assistindo televisão. Isso mesmo que você acabou de ler: um dos passatempos nessa aldeia é a programação da TV. Cerca de 90% das casas ali tem o aparelho. 14h - É hora de comer algo, afinal, já passou a hora do almoço. Este local, como vários outros que estão enquadrados no Programa Luz Para Todos, não tem restaurante, então, como o meu sanduiche e bolo de fubá com suco. 15h - Realizei todo o trabalho e demanda do dia na aldeia. É hora de retornar. Logo penso nos 100 quilômetros de retorno que se transformam em longas horas, pois a estrada não é nada fácil e é perigoso correr, tem momento que vamos a 20km. Todo cuidado é pouco em certos trechos. 16h - Ainda na estrada, penso na minha família. De como será que foi o dia de escola de meus filhos, o que eles estão fazendo neste momento. Mas logo me conforto, pois sei que minha esposa é muito cuidadosa com eles.

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18h - Chegamos à cidade. Agradeço a Deus por mais um dia de trabalho. Chego em casa e fico feliz que na família todos estão bem.

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08 de Julho 5h30 - José Pedro, meu colega que também faz parte da equipe do Programa Luz Para Todos em Rondônia, já me aguarda em frente a minha casa. Hoje o dia vai ser longo. Vamos para um local chamado Lago do Cuniã, que é uma reserva extrativista que fica em São Carlos, distrito da capital Porto Velho. Foram instalados no local quase 19 quilômetros de rede elétrica, sendo 13 km de trifásica, 5 km de rede monofásica e aproximadamente 1 km de cabo subaquático. A comunidade foi a primeira do estado de Rondônia a ser beneficiada com a instalação da rede elétrica por meio do cabo subaquático, tecnologia essa considerada uma das mais avançadas no segmento. O cabo foi atravessado dentro do lago até a reserva. Moram lá cerca 97 famílias. O local é conhecido também como o lago dos jacarés, até um abatedouro será implantado na reserva pela grande concentração da espécie no local. Para chegar até lá é preciso percorrer cerca de 80 km de estrada de chão, e mais três horas de barco. 5h45 - Encontramos com a equipe da Comunicação que irá complementar o material de registro. Faço rapidamente uma revisão em nosso material de trabalho e seguimos viagem. 6h10 - Neste momento, já na estrada de chão em meio à poeira, observo o cenário matutino e rural. Durante essas viagens, costumo apreciar a manhã que vem calma, sem pressa alguma.

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07h30 - Após algum tempo na estrada, uma parada é sempre bem vinda. Um comércio simples é o nosso ponto para tomar um rápido café. Neste momento aproveito a ocasião para fazer também um alongamento.

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08h10 - Enfim, chegamos à beira do Rio Madeira. O barqueiro já está nos esperando. Colocamos todos os equipamentos na embarcação. Partimos para mais uma etapa.


11h - Chegamos à Comunidade. Ali mesmo, à beira do lago, presenciamos a saída das crianças que acabaram de ser liberadas da aula. Nossa primeira atividade foi na escola. Pais e representantes da comunidade estavam debatendo sobre algumas situações da escola e me convidaram para participar da reunião e fazer mais esclarecimentos sobre o Programa Luz Para Todos e falar sobre os benefícios e melhorias do serviço. 12h - Sigo a rotina de visitar mais casas, faço algumas anotações para o relatório. Aproveito para orientar nossos colegas de Brasília sobre os trabalhos realizados pela nossa coordenação no local. 13h30 - É hora do almoço. Hoje encomendei a uma dona de casa que fizesse uma caldeirada de tambaqui. O prato principal estava acompanhado de farinha d’água, arroz, feijão e macarrão. Comida caseira deliciosa. 14h45 - Faço mais visitas em mais algumas residências. E encerro ali os trabalhos. Meus colegas também já cumpriram todo o roteiro de imagens e começamos a recolher o material para retornar à cidade. 16h - Já entre os banzeiros do Rio Madeira, uma cena inusitada acontece. Na embarcação, meio cansado, um peixe-cachorro pula em cima de mim. Quase que os dentes dele prendem na minha perna. No barco havia sete pessoas e o colega Rony foi o único que teve coragem de pegar o peixe e jogar de volta ao barrento rio. Ufa! Não foi dessa vez que fui mordido por um peixe tão perigoso.

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18h30 - Já em casa, dou um beijo nos meus filhos e na minha esposa. E fico satisfeito por ter realizado um trabalho tão gratificante para uma população que vive tão longe.

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17h - Chegamos em terra firme. Vamos percorrer de volta os 80 km. Graças a Deus deu tudo certo na nossa viagem!

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Dardanelos recebe autorização da Aneel para iniciar operação comercial O empreendimento, que gerou 3 mil empregos diretos e indiretos, faz parte do PAC e recebeu investimentos de R$ 738 milhões

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moto niveladora iniciar as atividades de terraplanagem, para instalação do canteiro de obras da Hidrelétrica Dardanelos e a primeira de suas unidades geradoras iniciar a sua operação comercial, agregando mais MW ao sistema Elétrico Nacional. Nesse período ocorreram alguns contratempos não previstos originalmente no planejamento de implantação do empreendimento, mas o espírito aguerrido da equipe que estava engajada no objetivo final de colocar as cinco unidades geradoras em operação, culminou como o êxito da meta estabelecida.”, avalia o diretor técnico da Águas da Pedra, Warfield Ramos Tomaz (foto) . Apiacá, água de pedra O município de Aripuanã foi criado em 31 de dezembro de 1943. Hoje, Aripuanã é uma cidade acolhedora, bem estruturada, que foi beneficiada com os programas socioambientais da Hidrelétrica Dardanelos. A cidade já mostra melhorias significativas na infraestrutura básica, principalmente na saúde, educação e apoio às atividades econômicas, ainda alicerçadas na indústria madeireira, na agropecuária e no turismo. A origem do nome Aripuanã é indígena Apiacá, e significa água de pedra. É ali que o conceito de usina fio d’água foi implementado com mínima interferência sobre a natureza e o homem. Para o licenciamento ambiental de Dardanelos, a Águas da Pedra implantou 31 programas socioambientais para preservação da fauna, flora, água e solo local, e amenizar as modificações ocorridas na região. Também foram realizados programas socioeconômicos, de saúde pública e de apoio às atividades de lazer e turismo na área do entorno da Usina, uma vez que foi preservada a beleza das belas cachoeiras Salto Dardanelos e Salto das Andorinhas, habitat exclusivo de espécies da fauna brasileira, como o Andorinhão, que se mantém totalmente preservados. Fotos: Vinycius Kaizer

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Brasília, 8 de agosto de 2011. A Agência Nacional de Energia Elétrica – Aneel expede a autorização para que a Usina Hidrelétrica Dardanelos inicie a operação comercial de sua primeira Unidade Geradora (29 MW). As outras quatro unidades geradoras, de números 1 e 2 a 4, de 58 MW cada, receberam autorização para entrar em operação comercial a partir do dia 20 de agosto e 14 de setembro, respectivamente. A Energética Águas da Pedra S/A - EAPSA foi constituída em abril de 2007 para construir e operar a Usina Hidrelétrica Dardanelos, concessão adquirida em leilão, em 2006, tendo como acionistas as empresas Neoenergia, com participação majoritária de 51%, a Centrais Elétricas do Norte do Brasil S/A – Eletronorte com 24,5% e a Companhia Hidro Elétrica do São Francisco – CHESF com 24,5% das ações. A Águas da Pedra é a responsável pela construção e operação de Dardanelos, no rio Aripuanã, no estado de Mato Grosso. Com uma capacidade instalada de 261 MW, Dardanelos é composta de cinco grupos geradores, sendo quatro com 58 MW e um com 29 MW, e está conectada ao Sistema Interligado Nacional – SIN pela linha de transmissão de uso restrito Dardanelos – Juína, em 230 kV, com 167 km de extensão. O empreendimento, que gerou 3 mil empregos diretos e indiretos, faz parte do Programa de Aceleração do Crescimento - PAC e recebeu investimentos da ordem de R$ 738 milhões, sendo que R$ 485 milhões foram financiados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social - BNDES e o restante foi aportado pelos sócios acionistas. “Foram 1523 dias de trabalho entre a primeira


Eletrobras Eletronorte vence lotes no Leilão de Transmissão 004/2011

nificou um deságio de 44,08% sobre a Receita Anual Permitida inicial de R$ 7.045.880,00. O lote B é composto pelas Subestações Miramar 230/138/13,8 kV e Tucuruí 230/138/13,8 kV no estado do Pará. O empreendimento é uma solução estrutural para a região de Belém, visando ao atendimento com qualidade e confiabilidade às demandas previstas e à expansão da área de Tucuruí para atender as demandas da região incluindo a ilha de Marajó. A Empresa arrematou também o lote C, com um lance de R$ 1,464 milhão, o que significa um deságio de 45,07% sobre a receita anual permitida de R$ 2.665.580,00. O lote é composto pela subestação Nobres 230/138 kV, localizada no Estado de Mato Grosso. A SE Nobres atenderá demandas da distribuidora local, melhorando a qualidade da energia e aumentando a confiabilidade do sistema elétrico da região. O Leilão de Transmissão nº 004/2011 licitou 12 lotes compostos por 2.051 km de linhas de transmissão e subestações com 6.900 mega-volts-ampere (MVA) de potência. As novas instalações vão demandar investimentos da ordem de R$ 2,8 bilhões em 13 estados, com geração de 11,6 mil empregos diretos. O prazo de conclusão das obras será de 18 a 36 meses e os contratos de concessão são de 30 anos. Neste leilão, os 12 lotes contêm 14 linhas de transmissão e 12 subestações nos estados de Roraima, Pará, Mato Grosso, Goiás, Paraná, Minas Gerais, Piauí, Pernambuco, Bahia, Rio de Janeiro, São Paulo, Alagoas e Paraíba.

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A Eletrobras Eletronorte garantiu a participação na construção de mais três sistemas de transmissão leiloados no dia 2 de setembro pela Agência Nacional de Energia Elétrica – Aneel na BM&F Bovespa, em São Paulo, ao arrematar os lotes A, B e C. A Empresa, que integra o Consórcio Boa Vista com 49% de participação, juntamente com a Alupar Investimentos S/A (51%), venceu a disputa pelo Lote A sem deságio, para uma Receita Anual Permitida – RAP de R$ 121.128.000,00 A linha terá dois trechos e 715 km de extensão em 500 kV, nos Estados de Amazonas e Roraima, mais as Subestações Equador 500 kV e Boa Vista 500/230 kV. A linha de transmissão Manaus/Boa Vista conectará Boa Vista ao Sistema Interligado Nacional, contribuindo para a redução da Conta de Consumo de Combustíveis e a possibilidade de exportação de energia do SIN para a Venezuela, além de possibilidade de escoamento de aproximadamente 700 MW, provenientes de hidrelétricas já inventariadas e com possibilidade de conexão nas subestações Boa Vista e Equador. O diretor-presidente da Eletrobras Eletronorte, Josias Matos de Araujo, destacou que a Empresa venceu todos os lotes em que participou com muito profissionalismo. “Atuamos de forma estratégica, com espírito de equipe, focando no negócio da Empresa e com a integração de diversas áreas. Só temos que comemorar esses resultados positivos para organização, que atuou de forma estratégica neste Leilão”. Josias falou ainda da importância do lote A, que vai interligar ao SIN o último estado brasileiro que ainda está no sistema isolado. “Além de consolidar o Plano de Integração Nacional, essa linha vai proporcionar a integração do Brasil à América Latina, criando um corredor estratégico para o País. Vamos fazer parte desse marco na integração do Brasil e Norte a Sul e da consolidação do País como referência na integração latino-americana no mercado internacional de energia”. O Lote B foi arrematado numa disputa acirrada, em viva-voz com a Isolux, e envolveu 29 lances. A Empresa ofereceu um lance de R$ 3,940 milhões, o que sig-

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Com a construção da LT Manaus/Boa Vista, Brasil fica interligado de Norte a Sul e abre corredor para integração latino-americana

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Correio Contínuo

Para variar a edição da Corrente Contínua está excelente! Humberto Rodrigues Gama, Assessoria da Diretoria de Engenharia – Brasília/DF Prezados, Cumprimento-os pela excelente qualidade de conteúdo e arte da citada revista. Parabéns! Aníbal de Biase Martins, Superintendência de Responsabilidade Social – Brasília/DF Estamos aguardando a revista com grande expectativa, pois temos certeza que está escrita dentro de um grande profissionalismo jornalístico, esta já uma marca registrada da PCR. Atenciosamente, Neusa Maria Lobato Rodrigues, Superintendência de Inovação e Eficiência Energética – Brasília/DF Pessoal estou curiosa.... quero conhecer logo esta bela surpresa. Parabéns a todos e um grande abraço, Eden Brasília Damasceno, Superintendência Desenvolvimento e Educação Empresarial Parabenizo pelo trabalho realizado. A revista é um importante meio de disseminação do conhecimento e das práticas adotada pela Empresa, está bem escrita, com excelente visual e de leitura prazerosa. Neste caso, além de tudo isso, dissemina as inovações da Empresa. Gostaria somente de me manifestar em dois pontos que considero que deveriam estar abordados no seu conteúdo. É sobre os examinadores do Prêmio Muiraquitã que são especialistas da Empresa que avaliam os trabalhos, porém não há formação de banca. A Revista só contemplou os examinadores do PIQ. Outro ponto que considero importante é a divulgação do resultado na íntegra, pois os regulamentos, tanto do PIQ quanto do Muiraquitã, premiaram três faixas:ouro, prata e Bronze e a revista só mostrou os ouros. Será muito frustrante para os autores da faixa prata e bronze não encontrarem seus nomes e seus trabalhos nesta Revista, muito mais do que fora pra mim. Atenciosamente, Rosani Rockstroh Celi, Superintendência de Inovação e Eficiência Energética – Brasília/DF Nota da Redação: O espaço editorial da Revista não contemplava todas as listagens. Os autores estão com seus trabalhos e suas premiações disponíveis na intranet. Parabéns pela edição sobre Inovação. Poderiam me enviar 15 exemplares aqui na Eletrobras. Precisamos multiplicar esse espírito. Forte abraço, Luis Frade, Departamento de Gestão Tecnológica da Eletrobrás – Rio de Janeiro/RJ É corrente por onde ando o comentário sobre a edição especial Parceria contínua = elos de uma corrente Corrente Contínua: Continuemos nessa corrente Álvaro Raineri de Lima, Gerência de Programas de Pesquisa e Desenvolvimento – Brasília/DF Parabéns pelo excelente trabalho. Sem dúvida nenhuma é um avanço na divulgação dos produtos da SECI, nosso objetivo, buscaremos outros meios para ampliar ainda mais essa divulgação e contamos com a costumeira colaboração de vocês. Francisco Fernandes Neto, Gerência de Gestão do Conhecimento – Brasília/DF Gostaria de expressar a minha enorme satisfação e contentamento, ao ler a matéria publicada nessa conceituada revista sobre “tecnologias modernas e tradicionais aliadas à segurança estrutural de uma barragem”. O desenvolvimento do texto e as entrevistas realizadas pela jornalista Érica Neiva refletem de uma forma altamente esclarecedora e positiva o assunto abordado e não poderia deixar de cumprimentá-la pelo brilhante texto. Parabéns Alexandre, por essa linda edição da revista Corrente Contínua... Parabéns Érica, pelo excelente trabalho... Um grande abraço aos dois, Gilson Machado da Luz, Gerência de Segurança de Barragens – Brasília/DF

Eletrobras

Eletronorte

Na Revista Corrente Continua 238 Vocês conseguiram traduzir e apresentar fielmente o que foi o III SECI e sua importância para nossa Empresa. Parabéns! Nós do Centro de Tecnologia ficamos orgulhosos do trabalho apresentado pela equipe de Comunicação Empresarial da Eletronorte o qual não só apresentou os trabalhos de maior destaque, mas também, conseguiu abranger as mais diversas experiências e contribuições para a melhoria continua de nossos equipamentos e processos. Ficamos também agradecidos pela utilização na capa da revista de parte do nosso instrumental para ensaios em alta tensão, com o qual contribuímos para garantir o elevado nível de confiabilidade dos equipamentos de geração e transmissão instalados em todas as instalações operacionais da empresa. Muito Obrigado. Francisco Roberto Reis Franca, Centro de tecnologia da Eletrobras Eletronorte - Belém/PA

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Fotolegenda

Eletrobras

Texto: Érica Neiva Foto: Rony Ramos

Eletronorte

Os pés levam a um caminho conhecido, Antigo como o tempo Solitário como os pensamentos que resolvem se juntar E se perdem no horizonte familiar e incerto. As mãos fazem o trabalho de todo o dia Firmes na labuta das horas que passam Lentas, saudosistas, quase mudas. O adeus engasgado sente a saudade desmedida No olhar que atravessa o corpo cansado, Sedento do vigor de recordações distantes Embaladas pelo vento, Atravessadas pela água Que sussurra a canção da vida de cada dia.

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