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AS AVENTURAS DE PÉPÉ NO MARAVILHOSO REINO DAS SENSAÇÕES (com a protecção dos Zanjim…)

Por Bichocas :)


Aqui, o Pépé!!!! ღ♥

Ao meu grande amor, Anjolito Jolie, pelo dia dos seus anos, para dormir


com os Zanjim do céu a fazerem festinhas no Pépé! :) Bichocas

ღ♥

๑㋡๑ PREFÁCIO MUITO FÁCIL ๑㋡๑

ღ♥ Eu acredito que os seres mais felizes são os que vivem plenamente as manifestações sensoriais! Aqueles que se deixam flutuar na leveza de uma boa risada, nas espumas macias de um carinho nos cabelos, nos rebuçados de morango de um beijo de amor… A vida dos seres é feita de sensações, detalhes, pequenos agrados, momentos de satisfação, um conjunto de partículas que formam o instante da felicidade! Por causa de verdades assim, o herói da história aqui é Pépé, um pezinho muito fofinho, macio e completamente receptivo aos carinhos, mestre em se entregar às sensações, e que mora no corpo do meu amor! Agora vamos viajar até a possibilidade de saber o que sente Pépé! Imagine-se dotado apenas com a capacidade de sentir. Cada


pedacinho de você é um campo vasto de estímulos nervosos que podem lhe fazer sentir coisas maravilhosas, emoções de tirar o fôlego! Esqueça olhos, nariz e orelhas, pense só na pele. É sobre sentir que são as aventuras de Pépé. Começa no Capítulo Um, que é o único capítulo do livro, então pode chamá-lo de Capítulo Único, se achar piada. A abertura do Capítulo Único não foge aos contos de fadas: “Era uma vez…”

Então vamos lá, CAPÍTULO UM (E ÚNICO) Era uma vez… Um Pépé muito bonitinho, todo fofinho, cheirosinho, que vive cercado de miminhos, feitos generosamente pelas mãos da Boa Fortuna. Boa Fortuna é uma Guapa Índia do BalacObacO Tupiniquim-nambá êêiô-iô Saravá, vinda de outros cantos do planeta, só para dar boa vida ao Pépé, assim ele acredita e comprova, vistos os inúmeros chamegos que recebe, all day. Pépé vive em um local muito tranquilo, hora escuro, hora claro, hora fresco, hora quentinho, mas muito, muito, muito confortável! Todos os dias Pépé é levado por Meu Mundo a conhecer o mundo de Meu Mundo. Meu Mundo, assim com Maiúsculas, que são os músculos das vogais, é como Pépé chama a quem lhe move, lhe leva, lhe conduz, o dono dele. Pépé já ouviu chamarem o Meu Mundo de "corpo", o “corpo” de Homem e Homem por um nome próprio. O mistério de Meu Mundo, se se chama corpo, se se chamava Homem, se se chama um nome próprio, com letrinhas e letronas, Pépé não está muito interessado não. O que Pépé mais gosta, o que realmente interessa é sentir com quanta vontade Meu Mundo se move e anda.


Andando a vida gira linda, para cima e para baixo, dando voltas para a direita e para a esquerda, indo em frente ou em curvas sinuosas, em superfícies de linhas rectas ou inclinadas, rapidinho ou devagarinho. Viver para o Pépé é igual a um carrocel de emoções, cheio de coisas para poder sentir. Sentir é o que Pépé mais sabe fazer. Sentir as coisas lindas que estão ao redor é especialidade de Pépé. E “bota” coisa linda no mundo, gente! Bota, aliás, é uma das roupas de Pépé. Já veremos. Pépé gosta de carinho e atenção, mas quem não gosta, não é mesmo? Ah! E ele também gosta quando o chamam pelo apelido: Pépézito!

☟ Que bichinhos tão Giros!

Muitas vezes Meu Mundo acorda e é fim-de-semana. Isso significa que Pépé vai ficar menos no escuro, mais soltinho em “roupas” com aberturas para entrar e sair o ar. Se for Verão então….Ah! Pépé se regozija em trajes que o deixavam quase nu e que ele sabe chamarem-se “chanatas”. ;) Em um dos Verões, Pépé viveu uma experiência inesquecível! Meu Mundo & Boa Fortuna foram mergulhar em um praia limpinha e de um mar muito azul. Pépé estava encantado com a fofura da areia, o calorzinho do Sol, o andar relaxado de Meu Mundo. Sentia como se fosse um grande Domingo, um dia que nunca fosse acabar e que o tempo ia ficar paradinho, até o tempo parar! Aconteceu então a maior de todas as surpresas para Pépé! Quando Meu Mundo o pois na água, assim, na beirinha, depois de Pépé ir por cima de umas pedras bem escuras, deu-se uma coisa fabulosa, vocês não conseguem adivinhar o que aconteceu (tubarão? Não, não… esta aqui é história para fazer dormir e sonhar, não para dar pesadelos!), sem avisar, sem mesmo Pépé saber de onde, umas duas dúzias de pequenos peixinhos


cercaram-no e começaram a dar… Beijinhos!!! Todos de uma vez! E a cada beijinho levavam com eles as peles gastas de Pépé… Era uma limpeza muito eficiente e um carinho de fazer ir até ao Céu! A vontade que Pépé sentiu foi de dar longos suspiros de prazer, coisa que Meu Mundo fez em seu lugar… (sempre que Pépé sente, seja o que for, Meu Mundo expressa! É uma boa parceria). Ficou Pépé a saber, dito pela inteligentíssima Boa Fortuna, que os tais peixinhos chamam-se “garra rufa” e são muito apreciados em Spas dos quatro cantos do mundo, onde uma sessão custa uma fortuna! Ah! Mas que sorte tem esse Pépé, heim? Não precisou pagar nem uma moedinha e recebeu tratamento completo! É muito bom saber aonde ir.

☟ ✿ Pépé não tem chulé ✿ Todo o mundo sabe o quanto é desagradável sentir aquele cheiro de inhaca fedida quando alguém despe a roupa de um pé. É algo que não tem como disfarçar! Torcem-se narizes aqui, acolá e mais longe ainda, dependendo da potência da bomba lançada no ar! Pépé, ao contrário de uma maioria esmagadora de pés, não tem qualquer cheirinho saindo de seu corpinho… Diz a Boa Fortuna que ele é o mais perfumado pezinho em todo o meio-oeste do Kansas, seja lá o que isso signifique. O fato é que a Guapa Índia tem um faro igual ao do Macho da Mariposa Imperador, que é o mais incrível que vocês podem imaginar, então dá para perceber o quanto cheirosinho é o Pépé. Quando está muito frio, Pépé veste-se com botas, que são para os pés o mesmo que os casacos de peles são para as mulheres, quentinhos e bonitos. (Hei! Espere aí, não pense que estou falar de botas feitas com couro de jacaré ou casacos que trazem as peles delicadas de mamíferos queridos, não! Estou a falar de couro sintético e peles feitas em laboratórios, coisa de


última geração! Matar animais é um crime tão horroroso que encolhe de vergonha os dedinhos de nossos pés!). Quando saí com Meu Mundo & Boa Fortuna, se for noite, Pépé vai de botas, se for dia, Pépé vai de chanatas. É assim que Pépé gosta. Mas mesmo andando muito tempo dentro de botas fechadas, Pépé sempre escuta a Guapa Índia Boa Fortuna dizendo: “Quem tem um Pépézito tão cheiroso? Quem é? Quem é?” E depois, lasca-lhe beijinhos por todos os lados. Um paraíso! Fica comprovado que Pépé é perfumado, ou não fica? :)

☟ 。◕‿◕。Pise na grama!。◕‿◕。 Um dia Pépé foi até ao Continente, levado por Meu Mundo. O Continente é em outro sítio, porque Pépé mora em uma Ilha. A viagem é de avião e depois de comboio. Pépé fica um pouquinho inchado quando Meu Mundo anda de avião, e para ir ao Continente Meu Mundo só pode ir de avião! Dá para imaginar como fica o Pépé? Ele até desanima, para falar a verdade, o coitadinho. Quando chega de volta a sua casinha, a única coisa que Pépé pensa é em tirar a sua roupa e ficar pelado, livre, leve e solto. Algumas vezes ocorre uma aventura supimpa, como a da volta de Pépé da viagem que eu falei aí, na parte de cima do texto. ⤴ Quando chegou, o Meu Mundo foi direto abraçar a Guapa Índia Boa Fortuna e estava tão ansioso para dar uma voltinha na noite fresca que pegou em sua mão e foram direto ir andar a beiramar… Um ventinho fresco, o arzinho da noite, as estrelas no céu… Ah, uma coisa boa que só! Foi nesse dia que Pépé recebeu um presente maravilhoso, Meu Mundo, vendo o tapete verde da relva que decora grande parte da marginal, tão fresquinha, molada de


orvalho, tão feita para caminhar, tirou a roupa de Pépé e pôs-se caminhar descalço, igualzinho como fazia em menino… Nossa! Pépé não sabia qual a sensação que deveria absorver primeiro, se a liberdade de sua pele junto a pele a relva, se o frescor que lhe dava pequenos arrepios por todos os dedinhos, se a massagem que a grama fazia em sua sola, assolada de felicidade! Resolveu absorver tudo de uma vez, fazendo Meu Mundo sorrir bem bonito e caminhar com a carinha mais feliz do mundo, igual aquela que está lá no título, Ô ↑:) ou aqui 。◕‿◕。

☟ ☁Uma nuvem macia e quentinha☁ Na casa onde Pépé mora tem um jardim muito bonito, com goiabeira, bananeira (mais de uma…), macieira, pitangueira, cerejeira, diospireiro, figo, meloa, araçazeiro, uma curgete, couves, tomateiros, abacateiro e, para fechar a descrição dos nobres vegetais com chave de ouro, uma bela parreira que se aventura terraço a fora! Uma beleza a casa de Pépé, não é? Há flores também, mas estas são em minoria. Quando o Sol invade o quintal, exactamente como está fazendo agora (uma pena não poderem ver o Sol que está lá fora…) Meu Mundo vai para lá, cata as ervas daninhas, conversa com as plantinhas, recolhe as frutas da época. Pépé acompanha tudo atentamente, para aprender o nome dos vegetais e como são cultivados. Num dia de calor, assim bem gostoso, Meu Mundo levou a espreguiçadeira verde, que é confortável demais, e armou por baixo do frondoso pé de figos. Sentou-se relaxadamente na sombra da árvore (que é o mesmo que um berço ou um abraço amigo) e despiu o Pépé. Pegou seu livro e começou a ler. Não demorou e um soninho “de depois do almoço” se apossou do moço e ele dormiu, Pépé foi atrás.


A tarde ia levinha, agradável e Pépé teve um sonho dourado como o Sol, sentia seu corpo ser amaciado por um carinho que fazia parecer estar envolvido em uma nuvem de algodão a roçar-lhe a pele. Movimentos iam e vinham, cadenciados, subtis, muito envolventes, parecia uma dança de odalisca. Pépé se viu em um lugar muito fofo e pensou que um algodão o cariciava… Foi-se entregando ao delírio até que…. Despertou com Meu Mundo dizendo, muito carinhoso: “Olha quem ela é!” E percebeu que sua “nuvem” era uma gatinha muito bonitinha e fofucha chamada Canela. Era ela quem estava a fazer festinhas e chamegos. Daquele dia em diante, Pépé responde, sempre que lhe perguntam qual o seu bichinho favorito: A gatinha Canela, ora, ora! ஜ


☟ Quem decide o caminho é o pé! :) Na infância, Pépé brincava de ir andar! Meu Mundo era um menino muito aventureiro, cheio de energia e vigor. A bem da verdade, ainda o é. Pépé sempre esperou ansiosamente a hora de se levantar, aguardando impaciente o miúdo Meu Mundo despertar.* Assim que acordava, o garoto pulava da cama e ia correndo pelo quintal, que era tão grande, mais tão grande que “tinha tudo e mais alguma coisa”. Naquelas ocasiões, Pépé tinha certeza de ter asas, feito o Deus Hermes! Voava pelo terreno, subia em árvores, mergulhava num tanque grandão e pensava que estava no Oceano mais profundo. Meu Mundo foi a criança mais eléctrica que podia existir e Pépé o mais rápido de todo o lugar! Quando um adulto perguntava a Meu Mundo o que ele queria ser quando crescesse, ele respondia sem muita paciência, depressa, cheio da pressa de ir brincar: “Não crescer muito mais para não ter de andar curvado no autocarro”, e danava a impulsionar Pépé na corrida pelo quintalzão. O coração batendo forte no peito, as pernas se revezando feito a engrenagem de um trem, os olhos postos na paisagem, as folhas a tocarem-lhe o rosto, a respiração a lhe queimar os pulmões. Era liberdade sem limites ou cercas, era ser o Ser mais livre de todo o Planeta!


A noite, depois que o sono tomava no colo o cansaço de Meu Mundo, Pépé ficava acordado, repassando no pensamento a sensação de cada aventura. Naquelas horas Pépé pensava que se lhe perguntassem o que ele queria ser quando crescer ele responderia sem pestanejar: Rei de Tudo o que Há!

☟ ♛Quando cresci virei Rei!♛ Pépé já viajou o mundo todo, de cabo a rabo, de fio a pavio, de Norte a Sul, do Iapoque ao Monte Kamaiurá! Já ouviu o Meu Mundo falando em mais de três línguas, já vestiu roupas coloridas, que tem só uma tirinha a segurar entre os dedos, até ao mais fino artesanato árabe, com aquela voltinha na ponta no bico que nos faz lembrar os sapatos de um génio da lâmpada. Pépé viu os maiores rios do mundo, os menores lugarejos, andou por tantas terras distintas, viu tantas pessoas diferentes que poderia escrever um livro! Aliás, quem escreve livros é Meu Mundo, que cria as mais belas histórias com a sua imaginação fertilizada pelo talento raro! Mas Pépé não cria, Pépé só sente, sente e faz sentir e talvez já tenha inspirado alguma história de Meu Mundo, quem sabe? Com tudo o que viu e ouviu, em todos os lugares em que esteve, todas as léguas que percorreu, em todas as aventuras que viveu, uma coisa preciosa ele aprendeu: tão bom quanto ir é ter para onde voltar… Pépé adora saber que há uma casinha, uma cama macia, um quintal bonito e sobretudo, uma Guapa Índia Boa Fortuna a lhe esperar com o calor da boca a dar-lhe mil beijinhos


entre carícias e massagens, num conforto só imaginado por um Rei. O sonho de menino de Pépé acabou tornando-se realidade, Meu Mundo deu a ele a mais carinhosa das raparigas. Voltar para ela é voltar para o Castelo encantado das delícias de ter quem cuide de nós, é receber mil afagos e ouvir dizer: “Dorme com os Zanjinhos do Céu”! Meu Mundo sabe bem fazer o caminho de seu Pépé! Assim se vive feliz para sempre! Pelo menos para quem valoriza aproveitar as emoções.

FIM

☜♥☞

Ops! Fim nada, ainda tem o asterisco!

* *Não sei se vocês sabem mas, quando somos crianças os nossos pés são os primeiros a acordar e os últimos a dormir. Quando viramos adultos, eles dormem ao mesmo tempo que nós. Quando ficamos velhos eles adormecem primeiro, por isso é comum ver um avô ou uma avó com preguiça de andar, é porque os pés ainda não acordaram.


Ah sim! Agora sim, Fim!:)

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As aventuras de pépé no maravilhoso reino das sensações