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SKATE

Esporte radical pela educação

Projeto oferece aulas de skate a cerca de 200 crianças de quatro bairros de Santa Cruz, com foco na educação e na inclusão social. Há pouco mais de um ano, em quatro bairros de Santa Cruz do Sul, cerca de 200 crianças entre 6 e 12 anos, participam de um projeto que oferece aulas de skate a alunos carentes. A iniciativa partiu da Secretaria do Desenvolvimento Social de Santa Cruz do Sul em parceria com o skatista e acadêmico de Educação Física, Gabriel Kwiatkowski Júnior, “com o objetivo de promover a inclusão social e a educação, formando jovens saudáveis e conscientes”, explica. As aulas acontecem uma vez por semana, no turno inverso ao da escola, nos centros ocupacionais dos bairros Bom Jesus (Centro Ocupacional Bom Jesus), Margarida Aurora (Centro Ocupacional Margarida Aurora), Faxinal (Centro Social Urbano) e

Harmonia (CRAS). Gabriel, que coordena o projeto Street Family e ministra as aulas, explica que as atividades nos centros, além de servirem como complemento às atividades escolares, também buscam a socialização das crianças por meio do esporte. “Há uma ligação entre escola, aluno e o instrutor do projeto. As escolas são comunicadas sobre as crianças que participam das aulas e, em contrapartida, informam o rendimento do aluno. O bom desempenho na escola é pré-requisito para praticar o esporte.” Como incentivo aos que se dedicam e alcançam as metas escolares, os alunos são levados mensalmente para uma aula prática na pista de skate no Centro. Gabriel explica que uma das

Informe Comercial Valesports - Caderno especial encartado em Zero Hora nos Vales do Rio Pardo e Taquari. Editora Colaboradora: Emanuele Mantovani Diagramador Colaborador: Marcio Konzen Projeto Gráfico: Camilo Moraes Envie suas sugestões de matérias para: redacao@valesports.com Para anunciar no Caderno Valesports, ligue: Comercial Santa Cruz do Sul - 51 3715 1253, Comercial Lajeado - Fernanda Weber - 51 9833 9125.

principais dificuldades para manter o projeto é a falta de material. “Por quase um ano consegui de forma milagrosa conduzir as aulas com apenas 7 skates. De vez em quando, consigo montar alguns com peças que vão sobrando”, explica. “Este ano, a Secretaria deve adquirir cerca de 100 skates, mesmo assim, este é um equipamento que tem um desgaste muito rápido e precisa ser renovado constantemente.” Outro problema que Gabriel aponta é a falta de estrutura adequada. “Nem todos os Centros Ocupacionais são equipados de quadras apropriadas para a prática. Nos bairros Faxinal e Harmonia, por exemplo, as quadras são abertas e o concreto do chão está em péssimo estado.” Por outro lado, “já nos bairros Bom Jesus e Margarida Aurora há uma ótima estrutura de ginásios com quadras perfeitas para a prática.” O skatista ainda explica que o principal foco do projeto é sempre buscar o melhor para as crianças, através da educação e da informação. Exemplo disso foi a participação na campanha Crack nem Pensar do Grupo RBS, que fez parte do campeonato interbairros Street Family - Skate é Vida. “Este é o ápice de nosso trabalho. No evento, todas estas crianças se reúnem para confraternizar e competir de forma sadia.” Em 2010, o campeonato deve acontecer em outubro. Outro evento que deve ser repetido é o concurso de desenho. “As crianças podem explorar sua criatividade e nós, como educadores, podemos ver traços claros dos problemas psicológicos de cada um e assim poder auxiliá-los.”

PADEL

Santa Cruz recebe Brasileiro de Padel O Departamento de Padel do Clube União já definiu o calendário de torneios para a temporada 2010. O mais importante acontece em setembro, quando o clube recebe pela primeira vez uma etapa do Campeonato Brasileiro de Padel. Será a quarta e penúltima etapa do circuito. A disputa santa-cruzense acontece entre os dias 10 e 12 de setembro e deve atrair 600 atletas. A primeira vez que uma

etapa do Brasileiro aconteceu foi em 2005, quando o ginásio da Unisc acolheu os jogos. O diretor de Padel do Clube União, Marco Aurélio Jardim, diz que é muito importante atrair um evento de nível nacional para a cidade, pois isso serve para estimular novos atletas. Além das atuais duas quadras, outras duas serão cobertas especialmente para a disputa da etapa do Campeonato Brasileiro.


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PATINAÇÃO

O voo de Marcel

Coluna do

O patinador lajeadense Marcel Stürmer voa alto. Integra a Seleção Brasileira de Patinação, já ganhou vários títulos brasileiros, foi campeão da Copa da Alemanha em 2008 e bicampeão Pan-Americano. Depois de uma experiência nova nos Jogos de Inverno de Vancouver, no Canadá, recentemente conquistou a medalha de prata nos jogos Sul-Americanos na Colômbia e está entre os cinco melhores patinadores do mundo. Enquanto disputava a medalha em Medelín, o patinador deu um tempo na competição para conversar com o Valesports.

Como foi tua experiência em Vancouver como comentarista? Foi ótima, diferente, um desafio. No Canadá, além de trabalhar para a televisão, eu treinei muito para os jogos SulAmericanos, que aconteceram no mês de março, em Medellín, na Colômbia. A ida para Vancouver também foi uma oportunidade de contato com os melhores patinadores do mundo. Como atleta, o que isso representou pra ti? Inspiração. Esse foi o sentimento. Era realmente bom assistir as provas tão perto do gelo e depois ir treinar, tentar algum movimento do gelo na roda, incluir um passo diferente. Esses pequenos detalhes que deixam uma performance digna de medalhas. Essas mudanças fazem com que o atleta se mantenha motivado dia após dia.

• Guido Knak Como já foi dito na primeira edição, o Valesports surgiu e veio para ficar, tendo como objetivo principal a divulgação do que de melhor acontece em matéria de esportes nos Vales. Mas, para que possamos registrar aqui, necessitamos que vocês nos enviem notícias do que acontece na região ok?

Incomparável

Crédito: Divulgação

Como é a sua rotina atualmente? Minha rotina mudou bastante este ano. Treino em dois locais. Moro em POA durante a semana onde treino e estudo na Ulbra. Durante o fim de semana, treino em Lajeado, minha cidade natal, onde a Prefeitura construiu um ginásio para treinamento de patinação. Este ano decidi focar mais nas competições do que nos shows. Assim, consigo a melhor forma física para disputar o Pan do ano que vem e o Mundial de patinação, que será pela primeira vez no Brasil. Duas vezes ao mês também vou a Lajeado para dar aulas na Loop, minha escola de patinação. Temos uma proposta inovadora, onde os alunos escolhem entre competição, show ou diversão e são preparados com força total pelos melhores profissionais da área, incluindo aulas semanais de dança.

CORNETA

De que forma tu achas que a patinação poderia se tornar um esporte mais valorizado no Brasil? Eu costumava dizer que teríamos que ter atletas conquistando títulos. Hoje isso tem de sobra no Brasil. A delegação brasileira volta dos campeonatos mundiais cheia de medalhas. O esporte só cresce. Hoje vejo que não adianta ter o título se eles não são divulgados. Mas isso esta mudando. Aposto com você que em dois anos estaremos falando sobre como a patinação ficou tão popular. Em 2007, depois do Pan, o Comitê Olímpico Brasileiro fez um convite para que tu trocasses as rodas pelo gelo. Há possibilidade de isso acontecer? Há sim, mas não agora. Eu estou focado no Pan de Guadalajara e no Mundial do Brasil, mas depois disso, pode acontecer. Para 2010, quais são as tuas principais competições? Além de competições, há espaço para shows? Em 2010 tenho os Jogos Sul-Americanos, o nacional, a

copa do mundo, o Troféu Noain (campeonato dos 10 melhores do mundo), Pré-Pan e Mundial. Como foi a tua preparação para a temporada 2010? Além dos treinos há algum trabalho físico, dieta e outros cuidados especiais? Há de tudo. Um atleta precisa estar em forma fisicamente, mentalmente e tecnicamente e eu cuido de cada um desses aspectos. Quais são teus pontos fortes para a temporada e que devem te ajudar a atingir teus objetivos? E quais os principais desafios ou dificuldades? Meu ponto forte é a consistência nas competições e minha dedicação nos treinamentos. Com o passar dos anos você aprende o que funciona para você e cria seu próprio ritmo em vez de seguir um livro. Isso faz toda a diferença. A idade me trouxe mais controle das minhas decisões. O que pode atrapalhar são as lesões, devido ao ritmo forte. Mas eu também aprendi a escutar meu corpo e ao primeiro sinal de dor ou desconforto procurar ajuda. Sozinho não faço nada.

O Leandro Vuadem, é árbitro de futebol da Federação Gaúcha e também da FIFA. Mas, devido a sua pequena cabeça, também é conhecido como Boneco de Olinda. É uma personalidade regional, nascido em Roca Sales e atualmente reside em Estrela. Pois é. Tem tudo para ser marrento, mascarado, um “mala”, enfim. Tem gente que não é nada e se acha o tal. Mas quem é, não precisa disso e o Leandro é dessas pessoas que mesmo com o sucesso profissional (e põe sucesso nisso) não deixou que lhe subisse à cabeça. Continua a mesma pessoa humilde e participativa nas comunidades regionais. Num dia apita clássico no Maracanã e no outro está lá no interior, na colônia, apitando jogo de várzea com o mesmo profissionalismo que apita um Grenal, por exemplo. Por isso, acho o Leandro um árbitro incomparável. Este gosta do que faz.

Historinha O que mais tem no futebol é história engraçada de boleiro. Eu só registro. A história de hoje é sobre o Marcos Milhão, um baita negão e forte pra burro, que jogou por alguns clubes do interior, mas notabilizou-se no São Paulo de Rio Grande. Foi centroavante, daqueles de ofício, do tipo que trombava com os “beques” e quebrou uma porção deles. Falei trombava, porque já pendurou as chuteiras profissionalmente. Como era o craque do time, sempre esperava-se dele atuações de luxo, mas nem sempre era assim. Certa tarde, durante o transcorrer de mais uma partida pela “famosa segundona”, com um calor infernal, com um sol pra cada um, o negão só caminhava em campo, foi quando o treinador saiu da casamata e gritou: – Milhããããããoooo, toca e sai pra receber. – Té quinfim... trêis mêis atrasado... esta M..... E foi saindo do campo. Quem contou, jura que é verdade.

FUI!


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FUTSAL

Futsal Gaúcho vive retomada

Diante do impasse que vive o futsal gaúcho e da possibilidade de não haver o campeonato este ano por falta de equipes, no dia 9 de abril, em Porto Alegre foi fundada a Liga Futsal RS. A entidade abrange 20 equipes e atende a expectativa de ter uma entidade regida pelos clubes e para os clubes. O objetivo é discutir, em todos os níveis, a diminuição de custos e captação de recursos por patrocínios. Dárcio Castro será o primeiro presidente, Rudy Vieira (ACBF), 1° vice e Vianei Hammes, presidente da Assoeva/Unisc, 2° vice. Os nomes foram escolhidos por meio de indicação dos presentes. No dia 14 de abril, em Gramado, em reunião entre os presidentes dos clubes que desejam participar da Série Ouro deste ano e a Federação Gaúcha de Futsal (FGFS), surgiu a possibilidade de a competição ser organizada pela Liga, sem interferência da FGFS. Entre os apoiadores da nova proposta está a Federação Gaúcha de Futebol (FGF),

responsável pelo futebol de campo. De acordo com Dárcio Castro, o objetivo é fortalecer o futsal gaúcho, através de parcerias e a expectativa é de que haja um acordo entre as entidades. “O nosso objetivo é somar. Criar mecanismos para ter um campeonato competitivo nas séries Ouro e Prata.” No dia 07 de maio, uma reunião realizada em Porto Alegre, encaminhou de forma sólida o início do novo campeonato gaúcho de futsal, que terá como nome oficial Copa Liga Futsal RS 2010. Participam da competição

13 clubes: Alaf, Assaf, ACBF, Atlântico, Assoeva, Sananduva, UJR, Porto Alegre, Sobradinho, Cortiana, Real Academia-Alvorada, Antônio Prado e Bento Gonçalves. O regulamento também foi aprovado e será semelhante ao do Gauchão de futebol. Serão dois turnos: copas, mas em chave única e com jogos de todos contra todos, em turno e returno. Os vencedores de cada uma das copas farão a grande decisão ou, em caso de um mesmo ganhador em ambas, este será o campeão.

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ALAF apresenta uniformes No último dia 21, no restaurante Bifão, em Lajeado, a ALAF apresentou o novo uniforme à imprensa, patrocinadores e torcedores. Além dos uniformes oficiais, nas cores tradicionais do time lajeadense, foram conhecidos os agasalhos e as camisas de passeio. O material de treino é usado pela equipe desde o início da pré-temporada. Mesmo Novos uniformes foram apresentados em 21/05. p r e s e r va n d o as cores oficiais da equipe (vermelho, branco e azul), os novos uniformes trazem detalhes diferentes, como faixas horizontais que dão um toque especial na combinação de cores fortes e tons suaves. Os uniformes oficiais deste ano serão fornecidos pela Woodline Artigos Esportivos, de Montenegro, em parceria com a Loja DMF Esportes, de Lajeado. PROGRAMAÇÃO JUNHO • II/06, 20h, Carlos Barbosa - ALAF X ACBF • I5/06, 20h, Lajeado - ALAF X UJR • I8/06, 20h, Sananduva - ALAF X SANANDUVA • 22/06, 20h, Sta Cruz do Sul - ALAF X ASSAF • 25/06, 20h, Venâncio Aires - ALAF X ASSOEVA


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BASQUETE

Região espera reviver a emoção do basquete

Esporte que já trouxe o título nacional para Santa Cruz e três estaduais para Lajeado, vive expectativa de retomada na próxima temporada. Em 1994, Santa Cruz viveu um momento único com o time de basquete que foi campeão brasileiro. Milhares de santa-cruzenses lotavam o ginásio poliesportivo para assistir os jogos comandados por Ary Vidal. Foi uma geração que viu a força do basquete chegar ao auge e depois se apagar. Atualmente, em Santa Cruz, há duas equipes de basquete. São as categorias infanto-juvenil e juvenil do Corinthians, que abriram a temporada 2010 em março. A categoria infanto-juvenil é formada por atletas de 15 a 17 anos e a juvenil, por atletas de 18 e 19 anos. Os treinos são diários, sempre no ginásio do Corinthians, dirigidos por Athos Calderaro, que também é o técnico da seleção gaúcha sub19 que disputará o Brasileiro de 2010. No ano passado, a equipe infanto-juvenil foi campeã gaúcha e a juvenil, vice-campeã. Em setembro passado, foi promovido um jogo festivo em

comemoração aos 15 anos do título nacional do Corinthians. Com o sucesso do evento, o clube tentou antecipar um projeto previsto, inicialmente, para 2010. Com a repercussão da partida comemorativa, a direção do Tricolor procurou o apoio de patrocinadores para formar um grupo para disputar o Campeonato Estadual Adulto Masculino de 2009, que se iniciou em outubro. O Corinthians chegou a fazer sua pré-inscrição no Estadual, mas depois comunicou sua desistência à Federação. Segundo o vice-presidente de Esportes do Corinthians, Romário Haas, não foi possível fechar a cota completa de patrocínio. “Nós temos um nome a zelar e achamos que a comunidade não aceitaria, e nós não queríamos um time fraco”, explica. A expectativa passou a ser levar o projeto adiante este ano. No entanto, mais uma vez, deve ser adiado. Segundo

Ary Vidal comandou time campeão do Corinthians.

Haas, para poder competir, a equipe deve ser formada no início do ano, para se preparar no primeiro semestre já que as competições se iniciam na segunda metade do ano. “Já estamos buscando patrocínio e devemos fechar para começar a trabalhar no início do ano que vem.” “A nossa expectativa é formar um grupo forte e competitivo para o Gauchão e para a Liga Nacional.” Ele afirma que o clube tem um projeto pronto, com grupo de jogadores e comissão técnica, para disputar o Campeonato Gaúcho, mas espera a confirmação com os patrocinadores antes de anunciar nomes. Ainda segundo Haas, os atletas do juvenil devem formar a base da equipe EXPECTATIVA É A MESMA EM LAJEADO - O Vale do Taquari também viveu bons momentos no esporte com o Bira. Em 1994, patrocinado pela Cia. Minuano de Alimentos, o time foi vice-campeão gaúcho, perdendo o título para o Corinthians de Santa Cruz, que viria a ser o campeão nacional. Em 2000, patrocinado pela Girando Sol e com apoio do Colégio Evangélico Alberto Torres (Ceat), a equipe voltou a participar do campeonato adulto conquistando o terceiro lugar nesta categoria. Resultados que se repetiram em 2003 com o vice-campeonato e em 2004 com o terceiro lugar. Em

Depois do título de 2008, time adulto do Bira ficou sem patrocínio.

2005, ano do cinquentenário do clube, mais uma vez o Bira terminou em terceiro. Em 2006, veio o tão esperado título. O Bira venceu a Ulbra no Ginásio do Colégio Evangélico Alberto Torres, em Lajeado e conquistou a taça. O feito ainda foi repetido nos anos de 2007 e 2008. No entanto, em 2009, por falta de patrocínio, o Bira não conseguiu formar time adulto e desde então, conta apenas com as categorias de base. De acordo com o presidente Valmor Spellmeier, apesar de participar da fundação da Liga Nacional de Basquete, em 2008, o Bira não conseguiu recursos para manter uma equipe adulta. “Com a criação da liga, o basquete no Brasil deu um salto. Se renovou. Mas com esta nova estrutura, ficou mais difícil e requer mais dinheiro.” A expectativa dos lajeadenses é a mesma dos santa-cruzenses:

buscar patrocínio para formar uma equipe forte e competitiva para a próxima temporada. A Liga Nacional de Basquete (LNB), lançada em dezembro de 2008, reúne as principais lideranças e os mais representativos clubes do basquete brasileiro. A LNB conta com 19 clubes, sendo que 15 destas equipes participam do Novo Basquete Brasileiro (NBB) - campeonato brasileiro masculino adulto, organizado pelos clubes com a chancela da Confederação Brasileira de Basquete (CBB). A Liga surgiu da união dos principais clubes de basquete do Brasil para reconduzir o esporte ao posto de segundo mais popular do país, atrás apenas do futebol. A LNB se baseia no mesmo conceito de gestão esportiva da NBA, uma liga independente, gerida pelos próprios clubes Crédito das fotos: Divulgação


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FUTEBOL AMERICANO

Procura-se um Quarterback

Mesmo com poucos atletas e sem incentivo, time de Futebol Americano de Santa Cruz se destaca no Estado.

Touchdown, quarterback, running back. Expressões normal-

mente conhecidas e usadas por praticantes e fãs do futebol americano já fazem parte do vocabulário dos santa-cruzenses. A história começou no início dos anos 2000 com o Bulldogs e o Twindragons, as primeiras equipes a praticar o esporte em Santa Cruz. O primeiro era comandado por Miguel Greiner e o segundo por Rafael Martins. Mais tarde, os dois times se juntaram sob o nome Bulldogs. No entanto, posteriormente a equipe acabou desfeita. Foi aí que os ex-jogadores do Bulldogs, Jeancarlo Weshenfelder e Gustavo André Weiss fundaram o Chacais, que já foi vice-campeão gaúcho na modalidade. Além de contar com atletas do antigo time, Gustavo explica que foram buscar jogadores em outros esportes como basquete, atletismo, handebol, e também na dança. “Mas funciona basicamente no contato pessoal. Achamos alguém e con-

vidamos para jogar. A maioria nem acredita que é verdade, e a metade não vem.” Atualmente o Chacais é formado por cerca de 30 atletas que treinam regularmente. Aliás, o treino é outra curiosidade sobre o time. “Somos autodidatas. Assim como é complicado conseguir atletas, é impossível arrumar um treinador, então os próprios atletas são os treinadores.” Os treinos acontecem sempre aos sábados à tarde, no campo do municipal, no Parque da Oktoberfest. Hoje, no Estado, já existe um Campeonato Gaúcho, do qual participam seis equipes. Além do Chacais, há ainda dois times de Porto Alegre, um de Esteio, um de Bagé e um de Santa Maria. No ano passado, o campeonato foi

disputado em Santa Cruz do Sul, nas dependências do 7º BIB, e o time da casa conquistou o vice-campeonato. Neste ano, depois de garantir a vaga na semifinal da competição, após vencer o Bagé Baguals por 35 a 7, o Chacais aguarda o confronto que decidirá o adversário da próxima fase, que deve ser conhecido em junho. Um bom resultado para um time jovem e independente. “Temos que nos autossustentar, mas temos uma organização financeira muito boa. Cobramos uma mensalidade de R$ 5,00 dos atletas que moram em Santa Cruz e, com a mensalidade em dia, estes atletas não pagam as viagens, por exemplo.” Mesmo assim, a equipe busca apoio. O que deve ficar mais fácil em breve. “Estamos buscando nossa formalização e em breve nos tornaremos uma associação esportiva”, explica Gustavo.

Outra dificuldade apontada por Gustavo é a falta de atletas. “Para se levar um time a um campeonato de seis meses, como o que estamos participando, precisamos, no mínimo de 35 a 40 jogadores, número que não conseguimos alcançar.” Por isso, o futebol americano é democrático. “Costumamos dizer que esse

esporte é praticado pelo fortão e também pelo fraquinho, pelo mais gordo e também pelo mais magro, sendo que basta vontade e determinação para aprender.” Interessados em conhecer ou praticar o esporte, podem comparecer diretamente no local dos treinos ou entrar em contato pelo site «http://www.chacais.com/».

VÔLEI

2ª Taça Lajeado de Voleibol Adulto Masculino A experiência dos atletas da equipe Kibuléu/São Luís/ ASSEMAR, de Santa Cruz do Sul, superando a força e a energia da equipe da CIMED, campeã juvenil de Santa Catarina. Foi assim que se encerraram as disputas de mais uma Taça Lajeado de Voleibol Adulto. Nos dias 24 e 25 de abril, Lajeado foi sede de um grande torneio de voleibol adulto, que reuniu, no naipe masculino, 14 equipes de todo o Estado e uma de Santa Catarina. No ginásio do Colégio Melinho, estiveram representados os municípios de: Lajeado, Estrela, Cruz Alta, Pelotas, Rio Grande, Montenegro, Canoas, Porto Alegre, Passo Fundo, Santa Maria, Santa Cruz do Sul e Florianópolis (SC). Depois de dois dias de disputas acirradas, as quatro melhores classificadas partiram para os jogos semifinais: Colégio Cristo Redentor/Faviero de Canoas 1x2 Cimed

(SC) e Kibuléu/São Luís 2x0 Santa Maria. Na grande final, um duelo de gigantes marcou o encontro de duas gerações do voleibol. De um lado a juventude da CIMED, com alguns atletas que integram a Seleção Brasileira Juvenil, e de outro a experiência da equipe santa-cruzense do Kibuléu/São Luís/Assemar. Valeu a experiência e o título ficou no RS com uma vitória por 2 sets a 0 (25x23;25x19) da equipe do KiBuléu/São Luís. A equipe campeã foi formada por: Bráulio, Carlos, Dedé, Rodrigo R., Rodrigo P., Márcio, Tarcísio, Marcus, Santiago, Lorenzo, Thiago, Menegaz, Jorge, Daniel e dirigida pelo técnico Beto. O próximo compromisso do Kibuléu/São Luís/Assemar será nos dias 12 e 13 de junho, no ginásio da Unisc, em Santa Cruz do Sul, no 11º FESTVOLEI.


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LAJEADO

Santa Fé: boliche é uma das atrações

Esporte, dança e diversão têm lugar certo em Lajeado: a Santa Fé. A casa noturna, além dos ambientes musicais distintos, é a única da região a oferecer espaço para a prática de boliche. O objetivo do bowling, ou boliche, é, usando uma bola pesada, derrubar uma série de pinos que estão ao fundo de uma pista. Pode ser jogado em momentos de lazer, mas também tem espaço em importantes competições nacionais e internacionais. Na Santa Fé, o esporte é uma opção de diversão que pode ser praticada por pessoas de todas as idades. COMO SURGIU O BOLICHE Conta-se que um arqueólogo inglês encontrou, na tumba de uma criança egípcia, pinos e bolas que poderiam ser de um tipo de boliche primitivo. Em 2007, uma equipe de arqueólogos descobriu, a 100 km da capital do Egito, uma espécie de sala de jogo similar ao boliche com duas bolas de granito. Foi a primeira construção descoberta com essas características no Egito. O achado data da dinastia grega dos Ptolomeus (332 a.C. 30 d.C.). Já uma lenda conta que guerreiros de tribos antigas divertiam-se após as batalhas usando os ossos das coxas de seus inimigos como alvo de crânios lançados colocando-se o polegar e outro dedo nas cavidades dos olhos. No século XII surgiu na Inglaterra um jogo de boliche na grama, que tinha por objetivo colocar a bola o mais perto possível do alvo sem derrubá-lo. A versão moderna do boliche nasceu por volta do século III ou

IV na Alemanha. Na época, tinha conotação religiosa e era jogado com 9 pinos colocados em forma de losango. Os fiéis jogavam pedras em direção a um bastão Kegel - que carregavam para se protegerem. O Kegel represen-

tava o Céu e quem conseguisse derrubá-lo livrava-se dos pecados. Quem deseja jogar boliche, deve conhecer a Santa Fé, no Unicshopping, em Lajeado, fone 51.3714-7362.

ASKAT Lajeado Karatê Shotokan Ildo Salvi – psicólogo, professor de karatê, 25 anos de artes marciais e faixa preta II DAN – com a humildade de um iniciante, resume o karatê como seu modo de vida. Explica que os princípios do esporte são cinco: 1° respeito; 2° sinceridade; 3° autocontrole; 4° persistência e 5° firmeza de caráter. Com cerca de 96 alunos divididos entre homens, mulheres e crianças, o principal objetivo da ASKAT (Associação de Karatê Alto Taquari) não é apenas a formação de um bom lutador mas também a de um cidadão de bem, de caráter, com responsabilidade e crescimento interior. Segundo Ildo, o tempo para se chegar a uma tão sonhada faixa preta vai de cada indivíduo, pois tão importantes quanto à técnica são as condições físicas, emocionais e a dedicação de cada um. Não há distinção para a prática: homens, mulheres, crianças e até idosos podem aprender o karatê. Basta fazer uma avaliação e conversar com o professor. Você pode conhecer um pouco mais da ASKAT pelo site «http://www.askat.com.br/» ou pelos fones 51.3011-3513 e 51.8140-8661. A academia está situada na Av. Senador Alberto Pasqualini, 193, sala 201, em Lajeado. 22° BATALHÃO DA BRIGADA MILITAR BUSCA O EQUILIBRIO NO KARATÊ ASKAT Buscando o aprimoramento de suas técnicas, o batalhão procurou o karatê. Os objetivos são ampliar ainda mais os conhecimentos no uso de força não letal, evitando ao máximo o uso de armas fatais, e buscar autoconhecimento.


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UNIMED

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FUTEBOL

Campanha alia paixão pelo Esporte Clube Lajeadense futebol à preservação ambiental Está em vigor até o dia 31 de julho a campanha de venda de planos familiares da Unimed VTRP. Com o tema “Verde de paixão pelo Brasil”, ela alia o amor dos brasileiros por futebol, já que 2010 é ano de Copa do Mundo, a uma ação de responsabilidade ambiental. A Unimed VTRP adotou a sustentabilidade como tema para sua linha de comunicação em 2010, por entender que ela está diretamente associada à qualidade de vida. E sustentabilidade é buscar prover o melhor para as pessoas e o ambiente, agora e no futuro. Cooperativa social e ambientalmente responsável, a Unimed VTRP procura desenvolver seus processos e ações sempre considerando essas perspectivas. Dessa forma, na campanha “Verde de paixão pelo Brasil”, a cada plano comprado, a Unimed VTRP,

além de distribuir brindes ecologicamente corretos, plantará uma árvore para cada contrato fechado. O titular do plano recebe uma bolsa de lona – produzida

com material de banners e outdoors descartados pela própria Unimed VTRP e por empresas parceiras – e ele e cada um dos dependentes ganham uma camiseta, confeccionada com 50% de fio feito de embalagens

pet. Para a confecção das bolsas foram utilizados quase 500 m2 de lonas, doadas por clientes empresariais (Bolsas Patagônia, Florestal Alimentos, Gazeta Grupo de Comunicações, Univates, O Informativo do Vale, Docile, Xalingo, Lajecópias e Sicredi Vale do Rio Pardo). Cada bolsa tem um layout exclusivo, criado a partir de um processo “artesanal” de montagem. O cliente levará para a sua casa uma experiência diferente, uma forma nova de utilizar materiais antes descartados. Os locais para o plantio das árvores estão sendo definidos em conjunto com prefeituras da zona de atuação da Cooperativa. Para mais informações, acesse «http://www.unimed. com.br/verde2010rs» ou entre em contato com nossos consultores de vendas.

Em uma de suas melhores fases, e já em clima de comemoração do centenário que acontece em abril de 2011, o Lajeadense vem representando muito bem sua cidade. Jogadores, comissão técnica e direção, todos estão envolvidos e muito otimistas com a possível classificação antecipada para a semifinal da Segundona 2010. Pelo que os resultados dos jogos indicam, teremos, muito em breve, o Lajeadense na primeira divisão do futebol gaúcho. Vale ficar atento à data dos próximos jogos e torcer pelo clube. DESTAQUE DO MÊS

Nome: Cristiano Pereira Beato Nascimento: 29/03/1986, Maringá - PR. Peso e altura: 78Kg e 1,87 m. Clubes: Guarani FC de Campinas/SP, EC Cruzeiro de Minas, SC Corinthians Paulista e CE Lajeadense. Posição: Zagueiro/Volante. Ídolo: Edu Dracena. Jogo inesquecível: Corinthians 5 x 0 no Palmeiras “Copa Federação Paulista 2005”. Clube atual: Clube Esportivo Lajeadense/Lajeado - RS. Conte um pouco de sua trajetória no futebol: Desde cedo, comecei a jogar bola na rua. Depois frequentei escolinhas e com 12 anos fui convidado a fazer um teste no Guarani de Campinas onde tive sucesso. Sonhos futuros: Jogar em algum time europeu. Quanto tempo em Lajeado: 1 ano e 1 mês. Fale da cidade: Uma cidade muito boa de morar, com muita gente bonita e acolhedora.

ValeSports - nº 2  

Caderno de esportes da Região dos Vales/RS encartado no jornal Zero Hora.

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