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CAPA ATLETIEK - Fotógrafo: Neil Roberts

STIAAN LOUW Thane Williams - Men’s Division

ENTREVISTA

O obscuro da realidade

THOMAS RUFF

Junho 2012 - R$14,90 Venda proibida para menores de 18 anos


Diretor editorial Coordenador editorial Editor Chefes de arte Reportagem

Tradução Ilustração Revisão e checagem

Leandro Adad Jammal Marcelo Formigoni Silvia Pilz Amanda Guimarães Rafael Pelvini Carolina Anselmo Isabela Pinheiro Ivan Pedroni Ivan Pedroni Maisa Machado Tatiana Harada

Contato leandro.aj@gmail.com 55 14 88169202

2 - junho 2011 Hymn


A Hymn tem como sua eximia função, entreter o leitor, seja você heterossexual, homossexual ou bissexual, com fotos erótica e ensaios sensuais. Nossa revista também tende a informar sobre as novidades na vida sexual e social do homem moderno e introduzir a novas experiências para todas as sexualidades e atingir de diferentes modos a satisfação. Somos uma revista de entretenimento mensal, completa e atualizada, com matérias bem produzidas a cada edição buscando proporcionar um prazer enorme mensalmente e tronando-a mais única. A edição de lançamento traz novidade e notícias sobre o mundo dos homens, tentando explorar novos sentimentos e sentidos. Navegaremos também pelas fetiches das fotos eroticas ‘vintage’, apresentaremos o modelo “Stiaan Louw” fotografado por Niel Roberts e conheceremos mais sobre o fotografo alemão Thomas Ruff. Mensalmente poderemos desfrutar também de dois contos da jornalista Silvia Pilz para estimular sua imaginação, e de playlists e livros indicados pelas equipe HYMN para a criatividade continuar sempre aflorada e claro não perder o humor nas ultimas páginas de nossa revista. Divirta-se.

04 NOTÍCIAS

08 FETICHE

12 ENTREVISTA

22 DIÁRIO

O mundo precisa saber do que já aconteceu no mundo e no Brasil

Amor e sexo vintage, a evolução do pensameto humano por Marcelo Formigoni

O fotografo Thomas Ruff mostra um pouco sobre sua série “Naked” e expõe suas críticas.

Contos eróticos de Silvia Pilz - “Puta por um dia”e “Papai e Mamãe”

24 CAPA

36 SENSAÇÕES

39 LEITORES

40 GOZADO

Stiaan Louw, na seção de fotos para Atletiek por Niel Roberts

Ouvir e Sentir 6 Playlist, 4 livros e 4 filmes para acompanhar os seus diferentes sentimentos para alcançar o prazer

Você mandou a gente publicou! App Hymn

Piadas e os contos eróticos de Marceliho

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NOTÍCIAS

4 - Hymn junhojunho 2011 2011 Hymn


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6 - Hymn junhojunho 2011 2011 Hymn


FETICHE

RO

PORQUE O IMPORTANTE

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J

á imaginou se nós pudéssemos voltar no tempo e reviver coisas maravilhosas que aconteceram nesse mundinho sujo e marcado de porra e sangue? Caro leitor, não venha me falar que você voltaria para o lindo discurso do Mandela, ou para ver o Brasil ser campeão de todas as copas do mundo. Eu sei o que se passa por essa sua cabecinha. Você voltaria era mesmo pra poder foder com pessoas de todas as épocas. Poder rasgar os vestidos das mulheres da alta aristocracia, participar de orgias nas senzalas, foder com todos os guardinhas de trânsito dos anos 20 e até mesmo participar do Woodstock com uma plaquinha “Foda Grátis”.

SETÁ AFINAL É...

A cabeça de qualquer homem gira em torno de sexo. Há quem diga que homens e mulheres são guiados apenas pelo instinto de copulação, afinal, por que você se envolve com um parceiro ou parceira ou vários deles? Pelo sexo não? Uma hora ou outra vai rolar coisa na mão e mão na coisa. Até pra quem se diz santinho, que promete trepar só depois do casamento, o cheiro de sexo deixa atiçado, querendo rasgar as próprias roupas no cantinho daquela festa com aquela mão firme te agarrando. Sexo é sexo e isso nunca mudou. Não existam relações humanas onde os instintos sexuais e os hormônios não fiquem instigados. O homem tá é mais que certo de assumir que pensa em sexo o tempo todo, ao menos nós somos sinceros, falamos de punheta com todos os amigos, em alguns casos até batemos uma pra um ou pra outro. Se fossemos analisar toda uma relação entre uma garota e um garoto, ou um garoto e um garoto ou todas as outras variantes que isso possa ter, nós veríamos muitas situações onde o contato físico, o jogo da sedução e o sexo propriamente dito estariam presentes. O primeiro beijo, os abraços

a toda vez que se vissem, as escapulidas pra trás de árvores e caixas d’agua, o casamento. E o casamento, que desde sempre é considerada uma instituição social de renome e vanguarda só servia pra liberar a fudelança. Tantas culturas espalhadas por aí protegiam a mulher com o véu do casamento pra depois da cerimônia ela ir pra cama correndo querendo saber qual era o gosto de um belo e gostoso pau de homem na boca. As mulheres que não venham dizer que os homens é que só pensam em sexo. A teoria de que o homem termina uma paquera depois que consegue fuder a mulher é a mais errada de todas. Pensem mulheres, se eu tenho uma foda fixa, porque diabos eu vou larga-la? Espertas são as mulheres que sabem desse poder e usam dele pra se impor. Nada que um salto alto e uma saia curta não sirvam pra abrir portas, conseguir empregos e, lógico, transar com aquele empresário gostoso. Não são poucas as histórias de rainhas que se aproveitaram da sua posição pra conseguir ter todo e qualquer homem que elas quisessem em suas camas. Na minha humilde e perversa opinião, as mulheres pensam muito mais em

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FETICHE sexo. Não sei se em quantidades expressamente ditas, mas que elas se entregam muito mais ao pensamento, ah isso elas fazem. Mulher adora um homem grande e forte, um pau grande e grosso e lógico, dinheiro. Não que outros homens não gostem. E tem alguns por aí que gostam até demais. Homem que pega homem é um bixo que adora sexo. Se o homem por si só já se diverte com sua mão, com um vibrador e outras coisas, imagina quando se junta com outro homem. É muita mão, muito pau, muito desejo. Sem entrar naquele papo de ser gay ou não. Homem curte rola, curte cú, curte sexo ué. Alguns podem pensar que as relações entre homens são mais curtas por isso, um acaba enjoando do sexo do outro, não digo que sim nem que não. Pode ser que realmente isso ocorra, mas pode ter garantido que dois caras vão aproveitar todas as oportunidades pra um boquetinho rápido, uma punheta embaixo da mesa do jantar ou uma noite longa no motel. E sempre foi assim, mesmo quando gladiadores tinham que se enfrentar nas arenas pra depois ficarem se chupando nas celas da prisão. Hoje o sexo é muito mais escancarado, ninguém tem vergonha de admitir que trepa, que chupa, come e dá. O sexo é marketing, é venda, é produto e é objeto de desejo. A concepção de sexo não mudou. A vontade de fazer sexo não mudou. Desde sempre foi assim, as desculpas é que mudam, o jeito que a gente fala dele pra outras pessoas é que mudou. Sexo sempre foi uma delicia e sempre vai ser. Sentir a respiração de outra pessoa, ver o rosto dele em êxtase, as mãos dela agarrarem o travesseiro. Se tudo começou com Adão e Eva conhecendo os corpos um do outro, aumentou com as tantas orgias gregas e romanas e teve momentos de realeza com a rainha Elizabeth dando pra todo mundo nós não saberemos pontuar ou eleger tal momento. Se tudo fosse simples seria tão menos divertido, acostumese a desordem, pule na lama, dirty yourself. Pois que seja sexo vintage, sexo tecnológico, sexo carnal, na floresta, no chão, no cinema, onde quer que seja, que seja cheio de putaria, de carinho, de orgasmos múltiplos e que te renda muito prazer. Marcelo Formigoni

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FETICHE

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THOMAS RUFF

Thoma

Ruff Ele criou uma série de imagens na qual ampliou fotografias pornográficas até o detalhe dos modelos ficarem de uma forma confusa e fora de foco, criticou a disponibilidade de imagens que estão disponíveis, tanto em revistas quanto na internet, Ruff aborda pouca roupa e obscurece a realidade mais detalhada da forma humana.

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THOMAS RUFF

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nus ar09 (2011)

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T

THOMAS RUFF homas Ruff (Zell am Harmersbach, 1958) começou a estudar fotografia no final da década de 70 na Academia de Arte de Düsseldorf, e faz parte da geração de Alemães fotógrafos que marcaram uma virada na fotografia contemporânea. A capacidade Ruff para manter a tensão entre o que é visto e o que vemos, entre o que é e o que está escondido, afirmase como uma das constantes essenciais em seu trabalho. Em 1992, ele começou a colaborar com o estúdio de arquitetura Herzog e Meuron fotografando os edifícios e estudar a sua interação com o ambiente. Mas também, ainda continuava realizando outros trabalhos de fotografia, tais como o interior, retratos nus e assim por diante; manipulando no computador através das escalas de contraste de cor e de definição. O trabalho de Ruff faz juz à riqueza de práticas, objetos e formas disponíveis aos fotógrafos de hoje. Ele vem testando os limites desse meio há mais de duas décadas, produzindo fotografias em série cujos temas vão desde interiores domésticos a planetas, de arquitetura moderna à psicodelia abstrata, de retratos específicos para pornografia genérica de internet. As ferramentas e técnicas que ele investigou até agora incluem um aparato composto de produção fotográfica, sistema de iluminação para visão noturna, coloração manual, estereoscopia, retoque digital, e fotomontagem. Ele se apropriou de imagens de várias fontes, incluindo arquivos científicos, jornais, e, mais recentemente, a internet. Em 2003 Ruff produziu os primeiros nus, selecionando imagens de pornografia da Internet, em seguida, processou-as digitalmente - am-

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pliando-as, o máximo possível - de forma a obscurecer a clareza bruta das imagens originais. Para esta exposição, Ruff criou uma série singular de obras monumentais, ampliando-as para uma escala imponente, enquanto inversamente, a crença e

por uma paleta suave em baixa resolução, enquanto em nus ar09 (2011) o poder fetichista do tema feminino é redzido a exuberantes característcas formais - uma cascata de espessos cabelos loiros, a curva das coxas roesadas, o preto brilhante de um salto agulha. O fotógrafo alemão Thomas Ruff é o mais conhecido por friamente tratar imagens que sustentam sua afirmação de que “a fotografia pode apenas reproduzir a superfície das coisas“. Ruff registra, mas geralmente se abstém de o que implica um ponto de vista particular, convida outras pessoas para suprir a sua própria interpretação de sua obra. Com a série Naked, Ruff é especificamente interessado em quão longe ele pode restringir associação sexual imediata, enquanto ainda deixa o assunto claro. Seu objetivo, em outras palavras, é tornar o material sexual de alguma forma nãosexual, e para conseguir isso, ele emprega um número de distanciamento de dispositivos. As fontes para suas obras foram baixados da internet, re-fotografadas, então turvas. A perda de foco convida comparação com Gerhard Richter, cujo próprio uso do borrão, em suas altamente realistas foto-pinturas, nos fornece a única indicação de que eles são enfaticamente “retratos de fotografias”. De modo semelhante, as imagens de Ruff são fotografias de fotografias de que ele deseja remover sua própria presença interpretativa. Para este fim, a única informação que ele proporciona especificamente em relação seu conteúdo é uma única palavra: “Nus”. Fora isso, espectador está prontopara tirar suas próprias conclusões. Nossa incapacidade de fazer exatamente o que está acontecendo pode nos levar a perder o interesse ou até mesmo experimentar frustração.

“A DIFERENÇA ENTRE OS MEUS ANTECESSORES E EU É QUE ELES ACREDITAVAM TER CAPTURADO A REALIDADE E EU ACREDITO TER CRIADO UMA IMAGEM. NÓS TODOS PERDEMOS, POUCO A POUCO, A CRENÇA NESTA CHAMADA CAPTURA OBJETIVA DA REALIDADE REAL.

carnalidade das imagens originais se desfoca para uma insinuação. Imagens como nus dr02 (2011) tornam-se pinturas ilustrativas de vago desejo, na qual mulheres anônimas praticam esporte e posam com seu poder erótico modificado


THOMAS RUFF

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THOMAS RUFF FORA DA ZONA DE CONFORTO Cada uma de minhas séries tem uma idéia visual por detrás dela, que eu desenvolvo durante minha pesquisa. Algumas vezes, o desenvolvimento segue uma linha reta de A a B; Em outras, algo completamente novo e interessante surge, o que me faz sair do caminho linear e seguir um mais indireto com novas regras.”

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dr02 (2011)

THOMAS RUFF

O eventual reconhecimento do contexto pode causar choque, preocupação ou até mesmo um senso “voyeur” de prazer. Para outros, a natureza parcialmente velada das imagens poderia torná-las mais eróticas. No entanto, como Ruff deixou claro: “O que as pessoas vêem, eventualmente, é apenas o que já está dentro delas.” Em um paralelo perto de Wim Delvoye série de raios-X, se estas imagens devem ser denominadas como pornográficas, explícitas detalhadas são conclusões fornecidas exclusivamente pelo telespectador. A interpretação final vem de dentro.

ENTREVISTA

É verdade que na sua juventude você não tinha interesse em se tornar um artista mas apenas destinava em se tornar um fotógrafo, viajar muito e tirar boas fotos? Eu cresci em uma pequena cidade no sul da Alemanha, onde não havia nenhuma arte contemporânea. Único acesso que tinha era para revistas de fotografia amadores.

O QUE AS PESSOAS VÊEM, EVENTUALMENTE É APENAS O QUE JÁ ESTÁ DENTRO DELAS.

Quando observou que a sua arte era considerada contemporânea? Na Academia de Arte de Düsseldorf. Meus amigos e colegas eram pintores e escultores, e eu me senti como um artista porem eu utilizava a fotografia. Com a sua experiência de vida, você acha que uma pessoa nasce fotógrafo ou vira um fotografo? É, sem dúvida, vira, mas obviamente ter o talento é necessário. Você utiliza essa caracteristica como uma maneira de fugir da fotografia documental e experimentar em torno das propriedades do meio? Estou interessado em encontrar mais gramática da fotografia à fotografia documental. O que você acha quando consideram-lhe o mais importante fotógrafo da famosa escola alemã da década de noventa? É uma honra e ou uma re-

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THOMAS RUFF sponsabilidade? Eu não sou o único. Existe a Candida Hoefer também, o Andreas Gursky, Thomas Struth e Axel Huette, vale a pena procurar quem são. A fotografia era lento para chegar às galerias, agora com a Internet está rapidamente ao alcance de todos. Qual é o limite? O fotógrafo é vitima da pirataria como os músicos? A imagem não sofrerá a pirataria na internet, você não pode substituir a foto/arte original com uma imagem de baixa resolução. As fotografias na Internet devem-se tornar públicas, as pessoas devem ser capazes de usá-las da maneira que acharem melhor, como na música. Se um fotógrafo não quer que ninguém use as suas imagens, então não devam colocá-las na Internet. Pelo que podemos percerver, você presta mais atenção para a manipulação da imagem obtida do que a pósprodução. Desta forma, não é perdida a essência original do surgimento da fotografia? A manipulação de uma imagem é apenas uma maneira de mudá-lo. Nos últimos 30 anos de minha carreira, eu tenho visto muitas formas diferentes de fotografia que eu acho que não existe só há uma única maneira de fotografar, mas muitos jeitos que se pode trabalhar com a fotografia. Todos têm os mesmos direitos de documentar digitalmente, manipular ou como quer que seja.

Nascimento Nacionalidade Carreira Estou Movimento Influenciado

10 Fevereiro de 1958 Alemão de Zell am Harmersbach Fotografia Kunstakademie Düssel dorf Düsseldorf School of Photography Bernd e Hilla Becher

Atualmente Ruff vive e travalha em Düsseldorf, Alemanha.

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THOMAS RUFF

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DIÁRIO

PUTA POR UM DIA

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odo envolvimento sexual é um contrato que envolve dar e receber. Na teoria, manda quem paga. Na prática também. Eu quis explorar o outro lado dessa fantasia, o da mulher que recebe pra dar. Respirei fundo por meses amadurecendo essa ideia, e mesmo quando tive coragem, não soube por onde começar. Liguei para um amigo que entende do assunto. Ele cansou de buscar o caminho do altar e resolveu terceirizar sua vida sexual. Desde então, virou consultor no mercado. Conhece as profissionais e acabou virando fonte de referência para os amigos mais íntimos. Contei meus planos e pedi que me indicasse para o próximo que o procurasse em busca de uma ‘mulher da vida’. Ele relutou até perceber que eu estava decidida, quase possuída pela ideia de ser puta por um dia. Eu me impus um desafio, e não me perdoaria se perdesse para mim mesma. “Já aturei tanta coisa de graça. Deixa eu ter o prazer de curtir essa farsa”, disse.

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Passou o tempo, mas não a vontade. Estava quase desistindo quando ele ligou para dizer que um conhecido havia se interessado. Ele não se permitiu descrever o cara, mas me disse que não era dos mais acostumados a consumir esse tipo de prazer. Achou prudente que ambos fôssemos ‘principiantes’. Ele deu meu telefone pro cara e disse que meu nome era Camila. O cara ligou. Tinha uma voz empostada, um papo descontraído. Falamos apenas o suficiente e fechamos a noite em quatrocentos reais. Peguei o táxi até o hotel. Mais que medo do desconhecido, o que eu sentia era um puta tesão naquilo tudo. Produzida, sem exagerar no vulgar, me olhei no espelho retrovisor e pensei: esta noite eu me comeria ‘de graça’. Dentro do elevador do hotel pensei: Vou voltar e tomar uma dose de qualquer coisa antes de entrar. Não voltei. Subi e, quando o cara abriu a porta do quarto, fiz quase tudo errado. Primeiro, cumprimentei o cara como se estivesse en-

trando num consultório médico para deixar amostras. Depois, perguntei se ele se importaria em me servir um drinque, e acendi um cigarro. Ou seja, minha puta virou macho e começou a tomar iniciativas. Sexo oral me acalma e me dá prazer. Portanto, foi por aí que eu comecei. Depois, não sei. Pirei. Senti tesão no personagem. Fiz sexo com vontade e de verdade. O desejo de me sentir ‘inesquecível ou imbatível’ era mais forte que eu. Não fiz cara de gatinha nem dei reboladinhas. Me recusei a trepar de salto alto. Ele não me pedia nem me impedia de nada. Só dava umas relinchadas quando gozava. A minha razão ficou no elevador. Aquilo era emoção, adrenalina, brincadeira de menina inconsequente. Deixei o quarto certa de que o perigo, quando se brinca disso, é gostar. Parece cocaína. Não só gostei como cheguei à rua ainda vestida de puta e me sentindo com quase três metros de altura. Silvia Pilz


H

PAPAI E MAMÃE

á muitas variantes dessa posição, que hoje é considerada a mais simples e apelidada de “papai e mamãe”. Por motivos que eu desconheço, a posição foi injustamente classificada como pouco prazerosa, careta, nada criativa. Tornou-se sinônimo de sexo insosso. Não entendo. Afinal, além da penetração, a posição faz com que o

corpo do homem termine por esfregar num ritmo quase perfeito o que ele realmente tem que esfregar e ainda permite beijo na boca, no meio do caminho. Isso é genial. Como nunca fui boa em química, não meto o dedo em fórmulas. Respeito os que as descobriram. Só tomo cocacola comum, só fumo marlboro vermelho e só pratico sexo com um homem, de cada

vez. Sou uma mulher previsível. É tarefa simples me agradar. Sem rodeios e fantasias, tudo que eu admiro e almejo é um básico de primeira qualidade. E, isso é raríssimo de se encontrar. O que determina sexo de qualidade é a química entre os parceiros. Vontade de acertar a gente só tem quando alguma coisa está errada. Estou fora do time das mulheres

que fazem curso de striptease ou usam brinquedinhos para aquecer o que já deveria estar aquecido. Isso virou um hábito de consumo da classe média, um utensílio doméstico. Perdeu completamente a graça. Passou do ponto. Eu faço parte do time das mulheres que foram feitas para se comer em casa. Silvia Pilz

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Stiaan Louw lançou recentemente a sua nova coleção de moda masculina, 'Atletiek'. As fotos a seguir são do modelo Thane Williams Men’s Division e foram tiradas pelo fotógrafo e cineasta Neil Roberts baseado na Cidade do Cabo, a segunda maior cidade da África do Sul e a capital legislativa do pais.

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CAPA

Ombreira de madeira Hout Couture

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Acess贸rios de couro e plataforma Missibaba

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CAPA

Lenço quadriculado de malha Missibaba em colaboração com Mevrou

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Creditos: Fotografo – Neil Roberts Modelo – Thane Guy Williams Diretor de Arte – Michael Cooper Design – Charl Edwards Grooming – Henry Maritz

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SENSAÇÃO

MÚSICA Por Rafael Pelvini

Você não me quer ou você não me quer?

Signs that I am slowly dying

Para quem curte sexo casual.

Para você que na hora H se entrega fácil, mas sutilmente; e derrete, e morre.

1. Em Volta de Você, Kas-

1. Fade and Then Return,

2.

2. Someone to Love, Jo-

3. 4. 5. 6. 7.

FILMES & LIVROS

Por Amanda Guimarães

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sin Touched by The Hand of Tenório, Les Hommes Vem K, Shawlin Gentileza, Claudia Dorei Na Tua, Trupe Chá de Boldo Quem Não Quer Sou Eu, Seu Jorge O Importante É o que Interessa, Anelis Assumpção, Lurdez da Luz e Rodrigo Brandão

William Fitzsimmons seph Arthur

3. Shadows, Warpaint 4. Always Returning, Should

5. After the Storm, Mumford and Sons

6. Rise, Azure Ray 7. Time Moves Slow, Aqualung

8. Hands on the Radio, Chris Garneau

“Beautiful Losers” de Leonard Cohen Direto da literatura beat, temos esse romance degradado mas cheio de sensualidade. Professor universitário escreve uma espécie de autobiografia, se recordando do triângulo amoroso que existia entre ele, sua esposa indígena e seu amigo terrorista. Ganha lugar aqui pelos seus ares decadance avec elegance.

Striptease com Demi Moore “Eu preferiria sim a urgência de um filme ruim”, como defende o poeta Frank Ohara. Indicado para o prêmio Framboesa de Ouro, Striptease é um exemplo notável para essa frase do poeta. A história da secretária que acaba por virar Stripper foi o embalo do sex appeal de uma geração de meninos que hoje estão na idade de faculdade. Não há como não colocar o filme em destaque na lista.

“Minha noite com ela” de Eric Rohmer A leveza e o espírito filosófico da nouvelle vague francesa envolvem esse filme. Trata de uma relação de início platônica entre o engenheiro Jean-Louis com Françoise, ambos católicos e com preceitos religiosos fortes. No entanto, a paixão e a filosofia estão a favor dos dois, trazendo esse filme doce e belo.


Oh fuck

Drunk love E você, aguenta uma noite com outra pessoa quando tá bêbado?

1. Distant Dreamer, Duffy 2. Whiskey and Wine, Matt 3. 4. 5. 6. 7. 8.

Costa Our Way to Fall, Yo La Tengo Crazy, Alanis Morissette, Here Sometimes, Blonde Redhead All The Wine, The National Hurricane Drunk, Florence And The Machine The Drinks We Drank Last Night, Azure Ray

Para transar, calma ou loucamente.

1. Closer, Nine Inch 2. 3. 4. 5. 6. 7. 8.

Nails Angel, MassiveAttack In Particular, Blonde Redhead Hunter, Portishead Bleed Like Me, Garbage Crystalized, The XX Sonâmbulo, Céu Teardrop, Massive Attack

Oh fuck, again

Oh fuck II

O reencontro através do sexo é legítimo - e a segunda vez é, na verdade, a primeira (garantido).

Para transar, calma ou loucamente, de novo e de novo.

1. Night Time, The XX 2. Adore Adore, Yoav 3. Love Out of Lust,

1. Professional Loving,

4. Marching Song, Esben

3. Basic Space (Jamie XX

5. Beat and The Pulse,

4. Beautiful Burnout, Un-

6. We Want War, These New

5. Forma, Luciano Super-

7. Shame on Me, Amanda

6. As Long as You Make a

8. Pazi Sta Radis, Sky

7. Paradise Circus, Mas-

Lykke Li

and The Witch Austra

Puritans Blake

Wikluh

Emika

2. Wilhelms Scream, James Blake

Space Bass Mix), The XX derWorld vielle

Sound, Sonoio

8.

sive Attack ft. Hope sandoval Home, Glasser

“A Caixa de Pandora” de G. W. Pabst

“Você gosta de Brahms?” de Françoise Sagan

Estrelado pela musa Louise Brooks, é talvez o filme mais sensual da era do cinema mudo. A jovem garota provoca, com seu erotismo, assim como a mitológica Caixa de Pandora, discórdia e delírio. O filme conta inclusive com uma insinuação de lesbianismo.

Mais um representante francês, dessa vez procedente dos frescos anos 60. Paule possui um relacionamento aparentemente estável, porém aberto e sem garantias com um homem de sua idade. Conhece então um jovem de 20 anos, filho de uma de suas clientes, e possui um affair com ele. Porém, divide-se entre o afeto que sente por ele e a atração sexual.

“Chérie” de Colette O livro da década de 20 francês já foi transformado em filme, estrelado por Michelle Pfeiffer. Uma cortesã muito bem sucedida da Belle Époque é incubida de iniciar sexualmente Chérie, o filho de outra grande cortesã. Com certa idade, a mãe o arruma um bom casamento, e as relações sexuais devem acabar. Mantem o espírito da época mais sensual do país mais sensual do mundo.

“A Casa das Belas Adormecidas” de Yasunari Kawabata Recebedor do Nobel em 1968, essa é a obra do autor que explora de maneira mais aprofundada o erotismo feminino. Trata de um bordel em que as prostitutas são dopadas antes das relações, sendo que todos os clientes são velhos que “deixaram de ser homens”. Porém todas as meninas são virgens, e as relações são na realidade brincadeiras que não as corrompem. O livro trata o tema com uma beleza leve, nítida, mas porém incômoda.

“O livro do Riso e do Esquecimento” de Milan Kundera O autor tcheco é conhecido por obras em que o sexo é tema central. Nesse livro, composto de contos sobre a juventude na República Tcheca após a invasão russa de 1968. Há fusão entre os pensamentos políticos e o erotismo, dentro de uma realidade história vibrante.

“Shame” de Steve Mcqueen Trata-se da nossa geração dançando seu último tango em Paris, com direção bela, atuações lindas, elenco impecável. Fassbender atua com Carey Mulligan como dois irmãos com visões sexuais deturpadas. Em tons frios, o filme aborda a questão sexual de maneira muito bem delineada, sem erros ou desvios. Hymn junho 2011 - 37


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LEITORES

Caro Leitor, Mande você também a sua foto para leitores@hymn.com.br e baixe também na Apple Store o aplicativo para o seu iPhone e iPad.

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GOZADO

PIADAS

Tomá no cú por R$ 20.

A mãe não agüentava mais o Joãozinho, seu filho de 12 anos, que falava palavrão toda hora. Ela então decidiu leva-lo à igreja confessar. - Você pega um caderno e vai anotando todos os palavrões que ele falar e no fim do mês ele vai ter que pagar um real por cada palavrão que falado para a igreja. - disse o Padre. Um mês depois a mulher e o Joãozinho chegaram à igreja e o Padre começou a conversar com a mãe: -Ele falou muito palavrão? - Muitos seu Padre. Foram 19 palavrões. - Então ele vai ter que pagar R$ 19 para a igreja - Joãozinho, pague ao padre. Joãozinho lhe entregou uma nota de vinte reais e logo o padre disse que não tinha 1 real trocado, então o Joãozinho disse: - Se preocupa não Padre, vai tomar no cú e fica tudo resolvido!

O Cobrador e a Frera

Entrou em um ônibus uma freira gostosa pra caralho. Quando ela desceu no ponto desejado o cobrador disse para o Cabeludo: - Você achou aquela Frera gostosa? O cabeludo disse sim então o cobrador disse: - Se quiser tranzar com ela encontre-a na Igreja Matriz as 23:00 e vá vestido de Deus e então ordene o sexo. Na hora combinada o Cabeludo apareceu vestido de Deus e logo mandou-a tranzar com ele. Duas horas depois ele para tudo e fala sarcasticamente: - Não sou Deuse! Então a Frera responde: - Eu sou o cobrador!

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Precisa amputar?

Um marinheiro transou com uma prostituta na China e, uma semana mais tarde, vai a um médico por que o seu pênis ficou amarelo, roxo e verde. O médico então examina e diz: — É grave! Vamos ter que amputar. — Nem pensar! - responde o marinheiro. Ele pensa bem e resolve ir a um médico no bairro chinês. O médico examina com cuidado e, como está muito ansioso, o marinheiro se adianta e pergunta: — O médico anterior disse que eu preciso amputar o meu pênis. O chinês responde: — Não há nenhuma necessidade de amputar. O marinheiro fica todo animado e pergunta: — Tem certeza doutor? — Tenho, sim. Em dois ou três dias ele cai sozinho.

A punheta e o sanduíche

Um caipira chega em uma cidade grande pela primeira vez e logo entra em um loja e onde tem escrito: Sanduíche de queijo R$2,00 Sanduíche de Frango R$5,00 Punheta R$10,00 Ele olha no bolso para ver quanto tem, então passa uma mulher com uma sainha curta, toda gostosa e ele a chama e pergunta: - Moça é ocê que faz as punheta? Ela responde com uma voz sensual: - Sim, claro! - Então ocê lava bem as mão que eu quero um sanduíche de queijo!

MARCELINHO

Quem nunca ficou procurando por fotos de gatinhos ou fazendo o trabalho da escola e caiu em algum site de contos eróticos? Todo mundo já leu algum relato bizarro nas internet e ficou se perguntando se aquilo é real. Ou menos, ficou imaginando a própria pessoa narrando. Como se isso já não fosse bizarro o bastante, que tal um boneco numa voz fininha estilo Pink do cérebro fazendo isso? O pessoal da Alta Cúpula Vídeo formado por Ronald Rios, reporter do CQC , Erick e os comediantes Nigel Good Man e Ulisses Mattos, apresentam a série do Youtube sobre o personagem de Marcelinho narrando coisas obscenas e ao mesmo tempo bem engraçadas.

Mande suas piadas para o e-mail gozado@hymn.com.br RECEBA AS PIADAS DE HYNM NO CELULAR Envie uma mensagem de texto (SMS) com a palavra PIADAS para o núnmero 80001. Mais infromações em http://www.hynm.com.br


Ilustração: Ivan Pedroni

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