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Conquista Espacial

Dezembro de 2011

Sênior Tecnologia

Cientistas esperam em 20 anos achar vida em outros planetas

Automóvel que monitora os batimentos cardíacos

A previsão é do diretor do Instituto de Astronomia da Academia Russa de Ciências

Sensores colocados no banco do condutor são capazes de fazer esse controle

Foto: 1.bp.blogspot.com

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m automóvel que monitora os batimentos cardíacos do condutor pode parecer coisa de ficção científica. Mas a Ford Motor da Alemanha desenvolveu um banco de carro capaz de fazer esse controle. Conforme a montadora, mais essa função para o assento do carro proporciona novas possibilidades para salvar vidas. O sistema criado pelo Centro

Europeu de Pesquisa e Inovação da Ford em Aachen, na Alemanha, juntamente com o Centro Técnico da Universidade de Aachen, usa dois sensores especiais embutidos no banco para detectar os impulsos elétricos do coração. A empresa explica que os dados registrados pelos sensores podem ser analisados por especialistas ou por programas do próprio computador de bordo.

Prevenção

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entro dos próximos 20 anos espera-se que a humanidade se depare com civilizações alienígenas. Pelo menos é o que declarou o astrônomo Andrei Finkelstein, diretor do Instituto de Astronomia da Academia Russa de Ciências. Textualmente, foram estas as palavras do cientista russo: - A gênese da vida é tão inevitável como a formação de átomos. A vida existe em outros mundos e vamos encontrá-los dentro de 20 anos. De acordo com o astrônomo, dez por cento dos planetas conhecidos que orbitam estrelas se parecem com a Terra. E destaca: “Se for encontrada água, então, também pode ha-

ver vida”, acrescentando que muito provavelmente os alienígenas serão muito parecidos com os humanos, com dois braços, duas pernas e uma cabeça. “Eles podem ter uma cor de pele diferente, mas isto nós também temos”, declarou. O Instituto de Astronomia Aplicada da Academia Russa de Ciências é responsável por um programa lançado nos anos 1960, no auge da corrida espacial da Guerra Fria, para observar e emitir sinais de rádio ao espaço. - “O tempo inteiro ficamos buscando por civilizações extraterrestres. Basicamente esperamos por mensagens do espaço”, concluiu Andrei Finkelstein.

As responsabilidades das mulheres na vida moderna as tornam mais suscetíveis às cardiopatias

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Jornal da 3ª Idade

Ano II - Número 17 - Santa Catarina - Dezembro de 2011

Brilhos de Natal de Balneário Camboriú

Perfil Schirlei

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O coração das mulheres precisa de mais cuidado

A gênese da vida é tão inevitável como a formação de átomos. A vida existe em outros mundos e vamos encontrá-los dentro de 20 anos.

Sênior

m O coração feminino é mais sujeito a problemas cardíacos do que o dos homens. A revelação foi feita pela Associação Americana do Coração. Essa constatação não chega a ser uma surpresa. Desde a década de 1960 que se vem observando o avanço da doença coronariana entre mulheres. As patologias cardíacas que eram tradicionalmente doenças masculinas, estão com sua proporcionalidade alterada em relação à coletividade feminina.

Nos anos 1950, para cada dez vítimas fatais de problemas do coração pertencentes ao sexo masculino, havia apenas uma do feminino. Quarenta anos depois essa relação era de seis para uma. Hoje, é de duas para uma (dois homens e uma mulher) e se prevê que as proporções não demorem a equivaler-se. Também é de se destacar que as diferenças entre o coração da mulher e o do homem são enormes. O coração dela bate mais rápido e as artérias coronárias são mais estreitas.

Crônica de Marco Votto: No meu tempo Página 9

Diabetes cresce entre a população

Página 14

O coração das mulheres

Página 16

Sênior

Vida em outros planetas Página 16

O prefeito Edson Renato Dias, Piriquito, acompanhado do vice, Cláudio Dalvesco, do presidente da CDL, Altamiro (Miro) Teixeira e do secretário de Turismo de Balneário Camboriú, Carlos Humberto Silva, acionou o mecanismo que fez o Papai Noel gigante – de 15,5 metros – começar a funcionar (ele fala, mexe os braços, a cabeça, a boca, senta e levanta).

Mudas de árvores e folhagens ornamentam calçadão A ornamentação planejada para as avenidas e calçadão de Balneário Camboriú agrega beleza à cidade A Secretaria de Obras da Prefeitura de Balneário Camboriú vem intensificando seus esforços no trabalho de paisagismo nas Terceira e Quarta avenidas, na região central e também no calçadão, que está em obras de requalificação de toda a área, onde é grande a concentração de comércio varejista. Toda esta atividade tem como objetivo a conclusão dos serviços antes do inicio da temporada de verão que se aproxima e principalmente, a humanização do espaço urbano.para moradores e turistas Leia mais na página 3.


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Sênior

Sênior

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Intercâmbio & Empreendedorismo Foto: Divulgação

Hilda Hilst Colada à tua boca a minha desordem. O meu vasto querer. O incompossível se fazendo ordem. Colada à tua boca, mas descomedida Árdua Construtor de ilusões examino-te sôfrega Como se fosses morrer colado à minha boca. Como se fosse nascer E tu fosses o dia magnânimo Eu te sorvo extremada à luz do amanhecer.

Aumento da longevidade entre os brasileiros

O

aumento da longevidade Não podemos esquecer as que se vem registrando ul- exitosas campanhas de vacinação timamente não é decorrên- e a distribuição de medicamentos a cia do acaso, nem de ações fortuitas custo zero para a população carente de políticas públicas. Essa evolu- ou que integram certos segmentos, ção é fruto de uma ação governa- como idosos e recém-nascidos. mental que, dé O crescimenNão foi um cada a década, to da rede hospivem buscando programa de go- talar pública ou melhorar cerprivada levou ao verno, mas a contos setores que, surgimento de direta ou indi- tinuidade de uma uma consideráretamente, têm política de saúde vel categoria: os a ver com o paprofissionais de ao longo de décadrão de vida da saúde, desde o população em das que levou o enfermeiro até o geral. Brasil a registrar médico. As Fa N a culdades de Meíndices positivos dicina e as Escobase, no alicerce desse las Técnicas de imenso edifício Enfermagem têm social está, sem dúvida, o sanea- suas vagas disputadas por jovens mento básico que, infelizmente, de todo o Brasil. atinge apenas uma parcela do ter Este conjunto de fatores é ritório nacional. Dotar nossas cida- que determinou o aumento da londes de água potável e de rede de gevidade. Não foi o programa de esgoto sanitário foi a pedra angular um governo, mas a continuidade da elevação da qualidade de vida de uma política de saúde que não dos brasileiros. pode ser interrompida em face da A partir daí, programas de pressão involuntária que a necesassistência médica e hospitalar, sidade popular impôs. Essa conproporcionados pelo SUS passa- tinuidade da política de saúde se ram a garantir à população, embora estendeu por meio século e levou de maneira precária, uma proteção o Brasil a conquistar a posição que com a qual não contávamos há 50 hoje desfruta, mas que está ainda anos. muito aquém do desejável.

Sênior Diretores: Baltazar Prates (DRT/RS 1655)

Ismail Ali El Assal Welligton José Sverzut

Fone: 47 3344-2672 8404-6393

Do Desejo

Prosa & Verso

Jornal da 3ª Idade

Reunião preparatória para a fundação da Associação de Diabéticos e Hipertensos de Camboriú, ocorreu em julho, com membros da diretoria da ADEHBAC – Associação de Diabéticos e Hipertensos de Balneário Camboriú, autoridades e personalidades locais. Na imagem, o vice-prefeito, Milton Antônio da Silva, Paulo de Lara – professor de educação física e coordenador do programa Hiperdia, Cláudia Winch, enfermeira do Programa Hiperdia, Benjamin Braggio da diretoria da Adhebac, Landry Aquino Netto – secretário da instituição e Ulisses Coelho, assessor técnico, bem como, líderes comunitários de Camboriú e membros da futura diretoria da Associação de Diabéticos e Hipertensos de Camboriú.

Nasceu em Jaú, São Paulo, aos 21 de Abril de 1930, filha do fazendeiro e poeta Apolonio de Almeida Prado Hilst . Em 1948, entrou para a Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (Largo São Francisco), formando-se em 1952. Poeta, dramaturga e ficcionista, Hilda Hilst foi agraciada com os mais importantes prêmios literários do país. Alguns de seus textos foram traduzidos para o francês, inglês, italiano e alemão. Hilda foi musa de artistas, poetas – Vinicius de Moraes chegou a se apaixonar por ela – e intelectuais. Foi amiga de Lygia Fagundes Telles – “até o fim da vida”, afirmava Lygia – e, com seu comportamento avançado, sempre chocava a sociedade paulistana em meados da década de 50. Faleceu em 04 de fevereiro de 2004.

Foto: Redação

Culinária

Tainha recheada Foto: www.tatianacapovilla.blogspot.com

Sebastian Canedo e Michelle Babinski, jovem casal empreendedor, distribuidores independentes da Herbalife, receberam amigos e convidados na inauguração de seu novo espaço, em Balneário Camboriú. O evento contou com a presença de Gladis Fracari, Michelle Babinski e Sebastian Canedo, Luiz Gustavo Correa, André Fracari e Rose, e na extrema esquerda, Lilice. Nem todas as ideias aqui expostas representam o pensamento de Sênior. Expor ideias divergentes é a base do diálogo democrático. Portanto, se não assumirmos a responsabilidade pelas ideias, assumimos a total responsabilidade pela oportunidade que aqui damos à sua divulgação. Uma publicação de: Assal & Sverzut Ltda. Avenida do Estado, 1771 – sala 8 - 88331-150 Balneário Camboriú – SC CNPJ: 09.236.891/0001-54 http:\\www.jornalsenior.com.br - E-Mail: redacao@jornalsenior.com.br

Ingredientes: 1 tainha inteira, aberta pelo dorso (é só pedir na peixaria) 1 limão 1/2 kg de camarão setebarbas limpo 1/2 pimentão vermelho cortado em pedacinhos

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1 cebola picadinha 2 colheres (sopa) bem cheias de manteiga 1 xícara (chá) de farinha de mandioca branca fina 2 ovos cozidos 50 g de azeitonas pretas sem caroço

sal a gosto agulha e linha para costurar a tainha Modo de preparo Esfregue toda a tainha com limão, passe sal e reserve. Coloque o camarão só com um pouco de sal em uma panela de pressão, tampe quando começar a apitar, abaixe o fogo e conte 10 minutos. Em uma panela, derreta a manteiga, coloque o camarão, o pimentão e a cebola. Deixe refogar em fogo baixo. Quando estiver bem refogado, corrija o sal e coloque a farinha de mandioca. Deixe dourar a farinha a ponto de obter uma farofa bem molhada. Apague o fogo e mis-

ture os ovos cozidos amassados e as azeitonas picadas. Encha toda a tainha e reserve a farofa que sobrar. Costure o dorso da tainha de modo que a farofa não transborde para fora. Embrulhe a tainha em papel alumínio e ponha em uma assadeira. Coloque no forno alto pré-aquecido, por 30 minutos com o papel alumínio. Retire o papel alumínio, reduza para forno médio, e deixe na assadeira por mais 20 minutos ou até ver que a tainha está dourada. Corte a tainha em fatias de 2 a 3 cm da cabeça até a calda e espalhe o restante da farofa ao redor. Sirva quente.

Tradição Hora da sesta Jayme Caetano Braun

O sol parece uma brasa na cinza do firmamento. Sobre o campo sonolento ninguém está de vigília, na lagoa - uma novilha, bebe - de ventas franzidas e duas graças perdidas sentam na grama tordilha. No galpão - tudo é silêncio, e a cachorrada cochila e a peonada se perfila, estirada nos arreios, só se escutam os floreios da mamangava lubana fazendo zoada, importuna, nos buracos dos esteios. Rompe o silêncio da seta na guajuvira da frente o tá-tá-tá impertinente do bico dum pica-pau. No galpão - um índio mau quase enleia na açoiteira a naniquinha poedeira que vem botar no jirau. Mas a soneira é mais forte do que os gritos da galinha e até as chinas da cozinha cochicham meio em segredo, Não há rumor no arvoredo, nos bretes e nas mangueiras, dormem as velhas figueiras só quem não dorme é o piazedo. É hora de caçar lagartos e peleguear camoatim, hora das artes sem fim que o grande faz que ignora e quanto guri de fora criado no desamor, numa infância de rigor só foi guri nessa hora. Hora de sesta - Saudades, de juventude e de infância, Hoje - ao te ver à distância, quando a vida já raleia, qual um sol bruxoleia num canhadão se perdendo, hoje - afinal - eu compreendo por que guri não sesteia! Payador, poeta e radialista, Jayme Caetano Braun nasceu em 30 de janeiro de 1924 na Timbaúva (hoje Bossoroca), na época distrito de São Luiz Gonzaga, na Região das Missões no Rio Grande do Sul e faleceu em Porto Alegre em 8 de julho de 1999.


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Negócios & Serviços

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Crônica

Pobre Gramática! Leoniza Mac Ginity Vilarino

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Sinal de Alerta

O diabetes avança sobre a população Estudo feito pela revista médica “Lancet” aponta um aumento dos portadores do mal em 127 por cento em 30 anos

O

diabetes tem avançado silenciosamente sobre a população mundial de forma preocupante. Um estudo da revista médica “Lancet” revela que o número de adultos com diabetes no mundo dobrou nestes últimos 30 anos, chegando a cerca de 350 milhões de pessoas. O crescimento de 127 por cento do número de doentes é bem maior do que o que constava em uma previsão feita para 2010, que estimava o número de portadores do mal em 285 milhões. Dos 350 milhões de pessoas no mundo que têm diabetes, 40 por cento estão na China e na Índia, e outros 12 por cento moram no

Brasil, no Paquistão, na Indonésia, no Japão e no México. Grande parte desse aumento (cerca de 70 por cento) deve-se ao crescimento da população e seu envelhecimento. As pessoas idosas são mais sujeitas a contrair o mal. Os pesquisadores notaram também uma forte correlação entre a prevalência de diabetes e a tendência mundial de aumento do Índice de Massa Corpórea principalmente entre as mulheres. O diabetes aumentou mais nos países do Pacífico, que agora apresentam os maiores níveis do mundo. Entre os países ricos, o maior aumento foi nos Estados Unidos.

Sênior

Jornal da 3ª Idade Anuncie aqui 47 3344-2672

amões, José de Anchieta, Machado de Assis, Guimarães Rosa e outros tantos devem estar se revolvendo nas tumbas, apavorados com o que estão fazendo com a língua e a escrita portuguesa, tão protegidas por eles. O que estará pensando a minha professora de português, de cima dos seus 94 anos, bem vividos em prol de um ensino de primeira. Ah! Dona Águeda Brazzalle, a senhora como eu, deve estar indignada com os homens e mulheres que detém o poder no nosso País. Como foi possível ser aprovada pelo nosso

por degrau, para a subcultura. Estamos aceitando que nivelem o nosso saber e o nosso aprender por baixo. Isso não se faz! Precisamos almejar sempre mais! Qualquer pessoa que queira ascender profissionalmente, precisa saber se expressar bem. Escrever bem. Raciocinar bem. Mas para isso, precisam ser bem ensinados. Sabemos das dificuldades existentes na formação de bons professores. Das dificuldades logísticas e dos tristes salários. Também sabemos da lerdeza no trato das coisas da Educação. Como vai um jovem que estudou

É uma sinuca de bico! O Brasil não merece que se empobreça o seu linguajar, e a sua gramática, sob o pretexto de que apenas estão oficializando o modo como o povo já fala. Isto é conversa mole! O que é urgente fazer, é preparar bons professores, reciclálos periodicamente, proporcionando-lhes cursos de “Ensino Continuado”, uma remuneração decente e atraente aos professores e aos jovens, futuros mestres. Dar chance de ascensão funcional por produção. Avaliar rotineiramente os professores e aqueles que melhor Foto: sorocaba.olx.sorocaba.br

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Balneário Camboriú

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Mudas de árvores e folhagens farão parte da ornamentação do calçadão A ornamentação planejada para as avenidas e calçadão de Balneário Camboriú agrega beleza à cidade

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S e c r e t a r i a elevadas para pedes- de Planejamento, exde Obras da tres, com mudas de plica que “no calçadão, que é uma área Prefeitura de flores de época. de vivência, uma esAs avenidas receBalneário Camboriú vem intensificando beram também mudas pécie de shopping a seus esforços no tra- de árvores e grama que céu aberto, folhagens separa a área de esta- e árvores tem funções balho de paisagisdiferentes, por mo nas Terceira e se tratar de esQuarta avenidas, “além do fator paço somente na região central e técnico que traz para pedestres, também no calçaausência segurança para o com dão, que está em total de veíobras de requaliusuário em qual- culos de qualficação de toda a quer tipo”. quer nível, a orárea, onde é granPor oriennamentação com de a concentração tação do prede comércio varejardins e árvores feito Edson Renato Dias, jista. contribui para a Piriquito, toToda esta atihumanização” das as obras vidade tem como de melhoria objetivo a concluno sistema viásão dos serviços rio vem acompanhadas cionamento das cicloantes do inicio da temde projetos de paisavias. porada de verão que se No calçadão da gismo. aproxima e principalPara o prefeito, Avenida Central tammente, a humanização bém serão plantadas “além do fator técnico do espaço urbano.para mudas de árvores, “e que traz segurança para moradores e turistas os canteiros serão or- o usuário em qualquer Nas Terceira e namentados com fo- nível, a ornamentação Quarta avenidas, que lhagens coloridas”, com jardins e árvores funcionam em sentido diz o responsável pelo contribui pára a humaúnico em projeto de setor de paisagismo da nização”. reengenharia do siste- Secretaria de Obras, .................. ma viário, os jardins Oswaldo Garcia Neto. Fonte: Assessoria de ornamentais ficam nas A arquiteta Carla Imprensa - PMBC cabeceiras das faixas Schons, da Secretaria Edson Maba.

Foto: Rafael Amancio/Prefeitura Municipal de Balneário Camboriú

As mudas de árvores na ciclovia da 4ª Avenida

Qualquer pessoa que queira ascender profissionalmente, precisa saber se expressar bem. Escrever bem. Raciocinar bem. Mas para isso, precisam ser bem ensinados. ministério da educação, uma cartilha que enxovalha toda uma história de bons educadores, que dedicaram sua vida ao ensinamento do bem falar e do bem escrever, aos nossos jovens? Só posso acreditar que por detrás desta norma existam motivos politiqueiros. Ao invés de irmos subindo em busca de melhores posições de educação, estamos descendo, degrau

na cartilha malfadada, aprendendo: “Nóis foi”; “Os carro”, “Treis pão”, “10-7=4”, tentar uma vaga na universidade, competindo no vestibular com outros estudantes corretamente preparados? Ou será que já estão preparando um vestibular para os egressos daquela Cartilha? Ou quem sabe, os vestibulandos que escreverem corretamente serão reprovados?

ensinaram, que mais se empenharam na alfabetização e desenvolvimento cultural de seus alunos e promovê-los financeiramente. Investir em novas escolas, reformar outras, providenciar material didático correto, bem revisto e em tempo hábil para o início do ano letivo, custará mais ao Ministério da Cultura, mas certamente emburrecerá menos.

Sênior


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Sênior

Veterinária

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Uma parceria vencedora * Khetlin Schunck

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cão guia é um cão de assistência, treinado para guiar pessoas cegas ou com deficiência visual grave, e auxiliá-los nas tarefas. Pouco populares no Brasil, são muito utilizados nos países de Primeiro Mundo para facilitar a vida dos deficientes visuais, por tornar mais rápido e seguro o ir e vir na rua, trazer independência, e mobilidade. Durante a condução dos deficientes visuais o cão deve ter a capacidade de discernir eventuais perigos, o que requer cães de inteligência elevada e treinamento avançado. É um cão de trabalho, por isso quando você ver um, não toque, nem acaricie ele, não ofereça comida, e não tenha medo, são incapazes de fazer mal. Quanto mais você o ignorar, melhor pra ele. Segure seu cão para não tirar a atenção do guia em seu trabalho. Eles estão acostumados a viajar em qualquer meio de transporte nos pés de seu dono. E lembrem-se sempre, eles são os olhos dos seus donos, por isso tem o mesmo direito de seus donos de gozar de livre acesso a todos os lugares públicos, são cães especiais e tem passagem garantida por lei. Antes de começar a trabalhar, o cão passa por um período de socialização para ir se habituando com barulhos e lugares...depois, chega a fase do treinamento especifico onde o cão não pode se distrair mais com as coisas e lugares e só quando estiver totalmente preparado será apresentado ao seu novo dono, o cego que também terá aulas. O deficiente visual que pensa em trocar a bengala por um cãoguia tem duas alternativas no Brasil: aguardar pacientemente na fila de espera de uma ONG por tempo

indeterminado ou comprar o animal fora do país, com custo altíssimo.

Josiane diz: “A Brisa vai traba- shopping, enfim, ter o contato com lhar comigo todo dia, vai para o al- pessoas e coisas, que é o objetivo da socialização. Tenho casa, família, trabalho, e mais dois cães, e Foto: Khetlin Schunck mesmo assim, optei em ser voluntária porque, além do amor que tenho pelos cães, sei que estarei ajudando, ou pelo menos, dando uma pequena contribuição numa ação que irá ajudar nesta fase de socialização dos cães.” A Escola precisa do apoio da comunidade e iniciativa privada, através de voluntários para “adotar” os filhotes na fase da socialização; através da conscientização, entendendo a importância do cão circular em qualquer ambiente (regulamentado por Lei Federal 11.126/2005); e ajuda financeira. Mais informações você poderá encontrar no site: www.caoguia.org.br ........................

Brisa, está atualmente passando pelo processo de socialização que possibilitará o exercício de sua função

Josiane Rogal é voluntária so- moço, na farmácia, supermercado, cializadora, que está há 2 anos cuidando de uma cachorra, a Brisa, da Escola de Cães Guia Helen Keller, aqui em nossa cidade. A Escola prepara cães e entrega gratuitamente para pessoas com deficiência visual. A Instituição é voltada ao incremento da qualidade de vida ao cego. O trabalho do voluntário socializador é dar casa, comida e carinho para esse cão até que esteja preparado para guiar. Além de cuidar do cão, desenvolve um papel importante que é a divulgação, para que as pessoas tomem conhecimento, principalmente os proprietários de estabelecimentos sobre a permanência do cão nos ambiente públicos e particulares.

* a autora é tosadora e adestradora de cães. kheschunck@hotmail.com

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Qualidade de Vida

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Sênior

O preço da Longevidade

Perfil

Dr. Ulisses Coelho, Médico

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iver muito e viver bem, sempre foi o ideal do homem. -Como obter este ob-

jetivo? O homem foi melhorando e aperfeiçoando as condições essenciais de sobrevivência através dos tempos, como: habitação, alimentação, vestuário, transporte, saneamento básico, vacinas, acesso aos serviços de saúde, equipamentos de acordo com avanços científicos e tecnológicos etc... Assim, a expectativa média de vida foi crescendo acentuadamente, em especial a partir do século XX. No Brasil, por exemplo, no início do século passado era de 34 anos e, atualmente 73 anos. Mas, este ganho em número de anos que propícia vivermos mais cobra um preço, pois o organismo mais envelhecido começa sofrer desgastes e surgem doenças crônicas. -Como retardar o processo natural de envelhecimento e, protelar ou impedir o surgimento das doenças? Esta questão nos leva também a outra pergunta: Por que umas pessoas envelhecem mais precocemente do que outras? As respostas são múltiplas e algumas já sabemos bem: Hábitos de vida, meio ambiente e genética (hereditariedade). Escolhendo o 1º item, vejamos o que acelera o aparecimento de doenças e mortes precoces: Sedentarismo, tabagismo, obesidade, alimentação com excesso de gorduras e doces, álcool, drogas e, sal

em excesso. Assim, se queremos viver mais e melhor devemos evitá-los para manter uma boa saúde por mais tempo. Entretanto, se apesar de tudo surgirem uma ou mais doenças crônicas como: hipertensão e diabetes, o que fazer? O cuidado inicial é não se assustar e aceitá-las. Os demais cuidados que se prolongarão até o final da vida implicam além da mudança de hábitos de vida já mencionados, em exames complementares periódicos, verificação da pressão arterial com intervalos programados, consultas médicas de revisão e uso de medicação continua. O preço da longevidade se paga cuidando de si mesmo e assim possibilitando ter uma vida longa com qualidade e bem estar. Se você já envelheceu, não esqueça de que a convivência com grupos de permanência são muito importantes para afastar a solidão e a depressão. Seja pois, participativo e solidário convivendo bem com familiares, vizinhos, amigos, companheiros de exercícios; frequente grupos de encontros, serestas, cultos religiosos, reuniões sociais e esportivas para que o amor faça parte da alegria de viver. Não esqueça de: caminhar, dançar, sorrir, conversar, mexer-se, compartilhar e sabiamente saborear os anos a mais que a vida lhe presenteou.

S

Schirlei

chirlei Orsi Lenz é uma bela jovem catarinense orgulhosa de ter nascido em Balneário Camboriú. Ela faz questão de enfatizar: - Nascida em Balneário Camboriú, no Hospital Santa Inês, pela mão do dr. José Roberto Spósito (atual secretário municipal da Saúde). Fez seus estudos básicos em Itajaí, no Colégio São José. Graduada em direito pela UNIVALI e dona de um indomável espírito de decisão, foi para Londres, onde fez um “work experience”. Com sua índole destemida e resoluta, sentiu-se induzida a realizar uma façanha ainda maior. Foi para Sidney, na Austrália, em cujo país permaneceu, trabalhando, durante o período de cinco anos. Gostou muito da Austrália.

Ali ampliou enormemente os seus conhecimentos, abrindo horizontes com os quais não sonhara até a sua experiência australiana. Em abril de 2011, aportou novamente em Balneário Camboriú, certamente atendendo aos apelos de sua terra de origem. Aqui assumiu a administração da empresa de seus pais. A mãe de Schirlei é outra empreendedora nata. A empresa desenvolve atividade na área de locação de imóveis e na de construção civil. Ela revela que gosta muito de Balneário Camboriú, uma cidade que está crescendo muito, crescendo para cima. -Você se sente realizada? - Feliz sim. Realizada ainda não. Feliz porque gosto daqui e sou casada com o homem que eu amo. Mas ainda ando atrás de um objetivo: o comércio exterior.


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Sênior

Ciência Médica

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Depressão é maior na terceira idade

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Expansão do Varejo

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Sênior

Foto: Emílio Pedroso

Como identificar esse transtorno psíquico caracterizado por sentimento de tristeza constante e prolongado

A

incidência da depressão entre as pessoas mais velhas é bem maior do que na população geral. Muitas vezes deixada de lado pelos familiares e pelo próprio paciente, a depressão é comum entre idosos e deve ser tratada. Segundo especialistas, pessoas com mais idade apresentam maior risco de desenvolver este transtorno. A Organização Mundial de Saúde estima que em 2030, será a doença mais comum no mundo. Isso ocorre porque os mais velhos desenvolvem maior número de enfermidades e vivenciam mais situações de perda. A médica psiquiatra Ana Luiz Lourenço Simões, em palestra proferida para uma platéia de profissionais de saúde, em São Paulo, disse que a “relação entre depressão e dores físicas é muito próxima. Uma potencializa a outra. Pessoas depressivas ficam doentes. Por outro lado, ter de suportar uma dor crôni-

ca aumenta o risco de depressão”. A médica diz que é comum a família do idoso considerar os sintomas de uma possível depressão como sinais normais da idade. “Por esse motivo – diz a médica – a depressão na terceira idade é aquela que é menos diagnosticada, mas é preciso criar a consciência de que essas pessoas têm de buscar ajuda e que, após o tratamento, podem voltar a ter uma vida satisfatória”. O tratamento desse transtorno é feito com a utilização de medicamentos antidepressivos associados à psicoterapia.

Principais sintomas - Isolamento social - Irritabilidade - Falta de concentração - Desânimo - Diminuição da auto-estima e da autoconfiança - Alteração de apetite - Alteração do sono - Pensamentos suicidas

Depressão nos idosos

Depressão

Segundo psiquiatras, a incidência do transtorno entre pessoas mais velhas é maior que na população geral. Entre as razões, estão:

Transtorno psíquico caracterizado por um sentimento de tristeza, constante e prolongado, que faz com que a pessoa perca o prazer em atividades antes prazerosas.

1. As dores e doenças que costumam ser mais frequentes na velhice; 2. A sensação de inutilidade que pode acompanhar a aposentadoria; 3. A frustração por passar a depender dos outros.

O que é

O que pode levar a um quadro depressivo -Morte de um parente ou de alguém próximo. -Separação ou fim de um relacionamento. -Perda de emprego. -Trabalho estressante, com excessivas cobranças. -Ocorrência de doenças graves, como o câncer. -Desenvolvimento de doenças crônicas, que causam dores ou incapacitação. Como identificar O diagnóstico é feito por um médico a partir dos relatos de sintomas e de situações vividas pelo paciente. É importante saber que episódios de tristeza vinculados a perdas são comuns. O que foge do normal é se esse sentimento durar muito tempo e fizer com que a pessoa perca o interesse por qualquer atividade.

Lojas amplas e com boa visão dos produtos expostos é o padrão mantido pela rede de Farmácias São João em todas as suas filiais

Farmácias São João agora também em Bal. Camboriú Depois de consolidar negócios em municípios gaúchos rede amplia presença no extremo-sul

A

presença em Balneário Camboriú da segunda maior rede de farmácias do extremo-sul do país passou a efetivar-se com a recente inauguração de uma filial das Farmácias São João na cidade. Localizada em ponto privilegiado do centro comercial, em plena Av. Brasil, a nova unidade das Farmácias São João apresenta amplas e modernas instalações. Também no bairro Monte Alegre, na rua Monte agulhas Negras 316, foi instalada outra filial no vizinho município de Camboriú. A história dessa rede de farmácias é repleta de realizações. Foi inspirada no padroeiro religioso de uma pequena cidade do interior gaúcho que a rede Farmácias São João escolheu o nome que, décadas depois, veio a se tornar uma das maiores do setor farmacêutico no extremo-sul do país. Presente em 130 municípios gaú-

Pedro Henrique Brair, presidente e proprietário da Rede Farmácias São João, enfatiza que a empresa deseja se integrar às comunidades onde se insere, sempre pensando no crerscimento, mas fazendo uma concorrência ética. “Quem ganha são os consumidores e a comunidade”, pondera. chos e catarinenses, com 240 lojas próprias, a marca expandiu-se e, agora, prepara-se para explorar com força outras cidades. As estratégias são ancoradas na percepção do empresário Pedro Henrique Kappaum Brair, 50 anos, que ergueu um império de farmácias ao gerar 3 mil e 500 empregos e atender quase dois milhões de clientes por mês. A trajetória da São João começou no final da década de 70, quando Brair, então auxiliar de enfermagem, abriu a primeira farmácia, no município de Campo Novo. Após três anos,

estendeu o negócio para a sua cidade natal, Santo Augusto, na região missioneira. Por uma década o empresário manteve as duas lojas enquanto juntava capital e planejava a sonhada expansão. A aposta deu-se, então, em Nova Prata, cidade que, coincidentemente, tinha o mesmo padroeiro de Santo Augusto: São João. Quando a rede passou a marca de 10 filiais, a sede administrativa foi transferida para Passo Fundo, em uma medida estratégica para começar a atingir centros maiores. - No início dos anos 2000, come��amos a dar forma a um plano ou-

sado, com pesquisas de mercado e aquisições – conta o presidente das Farmácias São João. Hoje, em Passo Fundo, a principal cidade do norte gaúcho, é a que reúne o maior número de lojas da rede: 16 farmácias. Além de ser a cidade onde estão sediados os centro de distribuição, os departamentos comerciais e administrativos. O crescimento orgânico foi alcançado, segundo Brair, com a compra de pequenas farmácias que atuavam em diversos municípios. O foco, desde o início, era criar o conceito de “a farmácia dos preços baixos”. Para tanto, a empresa mantém uma distribuidora própria e criou um crediário próprio. Com a previsão de abrir mais unidades este ano, a Farmácias São João deverá chegar ao final do ano consolidada como a segunda maior rede farmacêutica do Rio Grande do Sul.


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Meio ambiente

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Livros

A mulher do viajante no tempo Ismail Ali El Assal

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Uma campanha que tem merecido o apoio e a adesão do público é a que a Secretaria do Meio Ambiente está desenvolvendo com vistas a diminuir o uso do saco plástico. A prática do saco plástico para compras, generalizada nos supermercados, é extremamente expressiva ao meio ambiente. Mas é um hábito arraigado profundamente junto à população. Não se mudam facilmente hábitos assim tão enraizados. Por isso a Campanha da Secretaria do Meio Ambiente é altamente objetiva. Além do material de divulgação, com panfletos sendo fartamente distribuídos, faz o mais importante: distribui ao público em geral sacolas retornáveis (sacolas de pano que podem ser utilizadas de forma permanente e muito cômodas para o usuário). Os servidores públicos Rogério Kunzler, da Secretaria do Meio Ambiente, e Maria Lins, educadora ambiental, têm pessoalmente dirigido esse trabalho de conscientização, visitando os supermercados e mantendo contato com o público.

ivro de estréia da escritora Audrey Niffenegger, A mulher do viajante no tempo (The time traveler’s wife) surgiu no ano de 2003. Surpreendente! A história conta as andanças de um viajante no tempo, mas sem os tradicionais aparatos tecnológicos, máquinas fabulosas e dobras no tempo. Original em sua abordagem, a autora conseguiu contar uma história de amor muito bonita, ao longo da vida dos dois personagens principais, Henry DeTamble e Clare Abshire, que se desenrola magicamente graças às aparições do viajante no tempo, Henry, desde que Clare tinha 6 anos de idade. Muito bem elaborada, a história impressiona pela agilidade das ações. Em um momento ele está em 2003 e em seguida retorna no tempo graças a uma rara condição genética: quando sofre o efeito de uma forte emoção, ele é transportado instantaneamente para o passado ou futuro. Assim, a cada cena encontra o grande amor de sua vida, Clare, a quem está ligado definitivamente. Aparece invariavelmente nu, pois a viagem no tempo só permite o

trasporte de seu corpo, sem nenhum acessório ou utensílio de sua época. Esta característica o coloca em muitas situações embaraçosas e em muitos casos perigosa.

Sugestão de leitura

com um guia espírita durante a apresentação. A experiência rendeu-lhe notoriedade e convites de outros programas importantes e durante este período recebe uma carta de uma pequena cidade do interior da Carolina do Norte, relatando fenômenos paranormais em um dos cemitérios locais. Como toda cidade pequena sua presença chama atenção. Dos moradores, do prefeito, do xerife local. Ao começar sua pesquisa, na biblioteca local conhece Lexie Darrel, sua dirigente, que além de ser uma mulher de beleza fascinante, com seus olhos violeta e sua voz macia, parece conhecer todos os mistérios da cidade e das estranhas luzes do cemitério. Jeremy apaixona-se imediatamente por ela, e é correspondido, mas suas histórias pessoais, seu cosmopolitismo e as escolhas pessoais de Lexie farão que a busca pela verdade seja muito mais do que os fenômenos fantasmagóricos, mas uma viagem para o desejo, o amor e as atitudes que podem mudam o destino de toda a cidade.

O Milagre - Jeremy Marsh é um jornalista investigativo que mantém uma coluna permanente em uma revista especializada, Scientific American, e acaba de fazer

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uma apresentação na TV americana. Ele é especialista em desvendar e desmistificar eventos sobrenaturais e acaba de fazê-lo

Em outras ocasiões consegue encontrar consigo mesmo nas mais diferentes idades, abrigando ou socorrendo o seu outro eu. A cada nova aparição este bibliotecário (ele trabalha em uma livraria) ele traz para Clare uma nova perspectiva de si mesmos, permitindo a renovação constante de seu vínculo e a percepção de ser responsável por alguns dos momentos mais especiais de sua vida.

O Milagre Nicholas Sparks

A autora foi muito habilidosa pois, no decorrer do livro, passado, presente e futuro se mesclam, entrecruzando-se, justificando-se e, sobretudo, revelando os sentimentos que nos acompanham, sobrepujando-os. Clare Abshire é aquela que fica, aguardando a volta do marido, Henry, nas ausências de alguns minutos ou de muitos dias, meses ou anos. A espera faz parte de suas histórias, pois desde a primeira vez ele fez com que ela anotasse as datas em que se encontrariam no futuro. Em determinado momento ela encontra o Henry que ainda não a conhece e este evento, aparentemente confuso, determina todo o resto, num eterno jogo de esEditora Nova Fronteira S.A. – 2010 326 Páginas R$ 34,90*

O Guardião de Memórias - Durante o inverno do ano de 1964, uma violenta tempestade de neve faz com que um médico, David Henry, faça o parto de seus próprios filhos gêmeos. As duas crianças terão destinos diferentes, pois o menino, o primeiro a

pelhos. Há, desenvolvendo-se em paralelo, como uma linha constante e perene no tempo, a história de sua história. Infância, adolescência, juventude, maturidade e velhice. Amigos e família, poesia e arte, tudo se funde numa narrativa bela e que certamente deixará no leitor a vontade de que continue, através do tempo, seus encontros e reencontros. Apontado pela crítica como um fenômeno literário mundial, o livro já vendeu 5 milhões de exemplares e sua adaptação cinematográfica, dirigida por Robert Schwentke, foi produzida em 2009 e traz como protagonistas Eric Bana (Hulk, Tróia, Munique) e Rachel McAdams (Meninas Malvadas e Diário de uma Paixão). Certamente, uma das boas leituras dos últimos meses. .............................................. A mulher do viajante no tempo Audrey Niffenegger Editora Objetiva 2009 453 Páginas R$ 52,90* nascer é perfeito e saudável. A segunda criança, uma menina, nasce com a síndrome de Down. Sob forte emoção o médico encarrega a sua enfermeira, Caroline, que entregue a criança para adoção e diz à esposa que o bebê não sobreviveu. A enfermeira, envolvida com a criança, Phoebe, resolve criá-la como sua e sai da cidade. A mãe, Norah, não consegue se livrar de uma sensação avassaladora de ausência da menina. Este é o cenário para esta história que envolve segredos, mentiras e traições, abrindo antigas feridas que nem o tempo poderá curar. Este é o livro de estréia de Kim Edwards e sua trama, bem elaborada, emociona e enviolve ao mostrar as consequências das escolhas que fazemos. O Guardião de Memórias Kim Edwards Sextante - 2007 359 Páginas R$ 39,90* ......... * Preços de referência fornecidos pela Livraria Nobel - BC


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Direito

Assinar um documento “leva” apenas alguns segundos, “voltar atrás” demora * Luis Silveira da Costa

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ra. É importante destacar que na nossa região a ampla maioria dos investidores é idônea, oferecendo imóveis com alto padrão de qualidade e segurança. Porém, assim como acontece com os consumidores, parte dos investidores está sujeita à “intemperies”, por má gestão dos negócios, oscilações na economia ou de mercado. Para compra de apartamentos (novos ou “na planta”) ou permuta de terreno por área construída, convém saber se a empresa construtora ou incorporadora está regularizada junto aos órgãos públicos. A pessoa que se apresenta como representante da empresa para fazer o negócio, deve comprovar por meio de documentos que tem poderes para assinar os contratos.

Uma consulta junto ao Procon é possível; para verificar se existem reclamações contra o empreendedor. No caso de prédios novos, a incorporação, ou seja, integração da construção no terreno deve ser verificada, sendo que as informações preliminares podem ser obtidas na Prefeitura ou Cartório de Registro de Imóveis. Os loteamentos devem estar “licenciados” e também regularizados. Os compradores devem preferir imóveis com matrículas nos Cartórios de Registro de Imóveis. Após providenciar a escritura pública, deve-se efetuar o correspondente registro também no Cartório de Registro Imobiliário. Somente a escritura não basta. Em todas as situações, convém ve-

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Crônica

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O idoso é Cidadão

Compra e Venda de Imóveis uando se busca fazer uma compra a prazo, ou efetuar um cadastro no comércio, deve-se informar dados como o endereço, profissão, renda mensal, enfim, apresentar garantias de maneira que a compra seja possivel. Existe a necessidade de cadastro, justamente porque parte dos consumidores, por diversas razões, podem ter dificuldades para honrar os compromissos. É um direito legítimo dos comerciantes, bem como dos empresários da construção civil, por exemplo. Por outro lado, aquele que pretende adquirir um imóvel, bem como trocar ou permutar, por razões semelhantes também tem o direito de obter informações sobre a empresa construtora ou incorporado-

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rificar se os vendedores têm contra eles ações judiciais que possam comprometer a negociação (ações em todas as esferas). A participação de um profissional habilitado para assessorar a transação é sempre muito importante, em especial para aqueles que não têm conhecimento sobre as questões jurídicas e rotinas de negociação. Foram apresentados aqui apenas tópicos superficiais. Vale lembrar: Uma assinatura pode ser “feita” em alguns segundos, mas uma questão ou problema demora muito tempo para se resolver. O autor é advogado e convidado do Jornal Sênior Envie suas dúvidas para o email: redacao@jornalsenior.com.br

Anúncios e Assinaturas pelo fone 47 3344-2672

* Egon Hilario Musskopf

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a semana que passou tive a alegria e a emoção de assistir à apresentação do Trabalho de Conclusão de Curso de Publicidade e Propaganda do meu filho, Moris, que analisou o “Retrato do Idoso na Publicidade Brasileira”. É quase o melhor publicitário do mundo, já que foi aprovado com 9,5 como nota final, mas ele está a caminho, de modos que a Echo agora tem um publicitário quase nota 10! Para nossa felicidade e para o atendimento ainda mais qualificado aos clientes da nossa empresa. O trabalho do Moris me provocou algumas reflexões, que quero compartilhar com eventuais leitores, tomando por base conclusões desta apresentação. A começar pelo papel da publicidade. Os avanços da ciência ampliaram a média de vida do brasileiro. Paralelamente, a formação da consciência de uma paternidade mais responsável fez diminuir os índices de natalidade. Como decorrência do primeiro fato, principalmente, começou a ampliarse o contingente de pessoas idosas, estimando-se que até 2.025 estes chegarão a 32 milhões. Diz-se que a população brasileira esta envelhecendo, porque nascem menos crianças e os velhos vivem

mais tempo. Eis aí um novo consumidor, com um perfil bem específico e bem interessante! Entretanto – e aí entra a análise do Moris – o idoso de ontem, por assim dizer, era um ser cabisbaixo, introspectivo, uma pessoa que mais representava um fardo a carregar do que uma pessoa que tem necessidades, desejos, valores. O idoso de ontem já nem era mais cidadão, nem desfrutava (ainda) dos direitos de um cidadão, não exercia cidadania. Era necessário, entretanto, investir na recuperação da auto-estima deste ser. Ele logo representaria um segmento consumidor muito expressivo e apenas se tornaria consumidor se tivesse resgatada a sua boa imagem, se voltasse a sentir-se útil, importante, necessário. Os publicitários sabem muito bem fazer isso. O governo criou uma política do idoso, concedeu-lhe novos direitos e benefícios resgatando a sua dignidade pessoal. Para fazer isso não bastariam as medidas oficiais, era necessário fazer esta política de valorização e dignificação chegar aos seus destinatários. Repito, os publicitários sabem fazer isso muito bem! O Brasil ainda não respeita o idoso como é tradição nos países orientais ou até mesmo nos primitivos povos indígenas. A sabedoria acumu-

lada, as experiências de vida, de sucesso e, principalmente, de fracasso, podem ser muito bem exploradas pelas gerações mais novas, significando farta colheita de conhecimentos. A velhice passa a ser vista como uma fase da vida e não mais como o ocaso da existência, como se isso fosse um castigo. A velhice é uma benção, é a valorização do tempo, é a paciência e a tolerância que o mundo jovem não descobriu ainda. O idoso deixou de ser motivo para fazer campanhas publicitárias jocosas, onde são ressaltadas as suas naturais limitações como a surdez, o esquecimento, os movimentos mais lentos. Onde suas deficiências eram exploradas de modo a fazer rir. Hoje o idoso “está ligado”. Consome telefone celular, consome computador, adquire aparelhos eletrônicos e viaja com a mesma desenvoltura de qualquer outro cliente de agências de viagem. Estas, percebendo o novo filão, organizam grupos e elaboram roteiros e programas mais adequados e ao gosto das pessoas de mais idade. Quem pensaria nisso há vinte anos? A melhora da qualidade de vida destes ditos de terceira idade é visível por todos os lados. Velhos que despertaram para a vida estendida, por obra e graça do trabalho dos publicitários, sem dúvida, já não estão

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mais se embalando em suas cadeiras de balanço esperando a morte chegar. Querem viver, querem participar, querem demonstrar seu valor e sentirem-se úteis, aceitos e respeitados. Para os velhos, um novo tempo! Uma “garantia estendida”. Concluindo, os avanços da medicina e o surgimento de novos medicamentos poderiam cumprir seu papel, mas os velhos não colheriam tantos outros benefícios se não fosse o trabalho – igualmente científico – dos publicitários. Para os novos publicitários, e entre eles, o meu filho, fica manifestado, pelo sucesso alcançado com o resgate do idoso para o mercado consumidor, a necessidade de tomarem consciência da capacidade transformadora do seu trabalho, do seu imenso poder de persuasão, dirigindo a sociedade de modo a que o seu trabalho jamais venha a ser confundido com manipulação, que de tanto mau uso já se tornou expressão depreciativa. Por tudo que foi feito pela ciência, pelo governo e pelos publicitários, quanto à parte que me cabe, Muito Obrigado! ................................................ * O autor é jornalista e escritwor e convidado do Jornal Sênior

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Estatuto do Idoso

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Os direitos assegurados aos idosos Carine Rigoni*

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uem tem mais de 60 anos deve ficar atento aos numerosos direitos que o Estatuto do Idoso garante. Embora a Lei n. 10.741/2003, que normatiza o estatuto, esteja em vigor desde 1º de janeiro de 2004, muitas pessoas a quem a legislação alcança desconhecem seus direitos. Sem contar os artigos que ainda dependem de regulamentação para que venham ter efeito prático. O Estatuto do Idoso é destinado a regular os direitos assegurados às pessoas com idade igual ou superior a 60 aos. Assim, considerase idoso a pessoa que tenha completado 60 anos ou mais. A pessoa completa 60 anos no primeiro dia em que faz aniversário, independente da hora em que tenha nascido. Embora o Estatuto do Idoso estabeleça a idade de 60 anos para conceituar idoso e fixar seus direitos é importante lembrar que alguns direitos exigem a idade de 65 anos, como o direito à gratuidade no transporte coletivo e o recebimento do amparo assistencial. O idoso, pessoa humana que é, goza de todos os direitos fundamentais assegurados em nossa Constituição. Agora também o presente Estatuto, visa a assegurar a proteção integral dos idosos, assegurando-lhes todas as oportunidades e facilidades para sua saúde física e mental, seu aperfeiçoamento moral, espiritual e social, em condições de liberdade, dignidade e felicidade. O Estatuto do Idoso atribui à família, à sociedade e ao Estado o dever de amparo à classe dos idosos, de forma a assegurar-lhes a efetivação do direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, à cultura, ao esporte, ao lazer, ao trabalho, à cidadania, à liberdade, à dignidade, ao respeito e à convivência familiar e comunitária, dispondo ser dever de todos prevenir a ameaça ou violação a tais direitos. O respeito ao idoso trata-se de respeito a si mesmo. Todas as pessoas com o passar dos anos atingirão a condição de idosos. É, pois, postura desejada por uma sociedade evoluída e que tem o seu idoso como fonte de desenvolvimento. O direito ao respeito consiste na inviolabilidade da integridade física, psíquica e moral. Além da preservação da imagem, da identidade, da autonomia de valores, ideias e crenças, dos espaços e dos objetos pessoais.

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Crônica

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Imagem: Johny Cash 03 por Reinhard Kleist

No meu tempo Marco Votto

A garantia de prioridade, enfatizada em tal Estatuto, compreende o atendimento preferencial imediato e individualizado junto aos órgãos públicos e privados prestadores de serviços à população; preferência na formulação e na execução de po-

Nesse norte, é dever legal do Estado promover a aplicabilidade e viabilidade das previsões normativas que garantam qualidade de vida à Terceira Idade. É muito importante, para isso, que o idoso participe, efetivamente, da cobrança dos seus

tem o dever de comunicar as autoridades e órgãos competentes qualquer forma de violação que tenha testemunhado ou que tenha conhecimento, de violação a tais direitos. Nota-se, pois, que há a presença de populações cada vez mais enveFoto: www.sxc.hu

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expressão que mais denuncia a nossa idade é “no meu tempo”. É comum utilizarmos, principalmente com os mais jovens, a expressão no meu tempo. E o engraçado é que para cada geração, a experiência vivida no passado, era melhor que a atualmente vivida, como se o momento pretérito que foi vivido por cada um de nós fosse brilhante. Algumas gerações rotularam o “seu” tempo como os “anos dourados”, outros como “jovem guarda” e ainda outros como “tempos modernos”. Mas, na verdade, é comum ouvirmos frases como estas: “No meu tempo não existia essa

violência”; “No meu tempo era comum um homem abrir a porta do carro para uma mulher”; “No meu tempo não existia esse trânsito caótico”; “No meu tempo as mulheres não eram tão fáceis como hoje”; “No meu tempo o futebol era jogado com arte e não somente com essa força física”; “No meu tempo não existia essa baderna”. Essas e tantas outras frases insinuam que presenciamos tempos melhores do que os que nossos filhos atualmente vivem. A realidade é que a evolução do homem proporciona avanços tecnológicos e “culturais” que alteram

conceitos, hábitos e costumes. Desta forma, do monomotor ao supersônico, das casinhas com porão aos enormes arranha-céus, das ruazinhas de terra às “freeways”, muitas coisas foram mudadas; algumas para muito melhor, assim como outras para muito pior.

Talvez o que observamos é que para cada evolução existe uma espécie de “punição”. Todavia não existe o meu tempo, o nosso tempo. O tempo é único e contínuo e nós apenas gravitamos em torno dele.

Atualidade

Vida feita de livros e avião História do piloto livreiro que se graduou em engenharia, mas se dedica à aviação e à sua Livraria Nobel

O Estatuto do Idoso, Lei Federal no. 10741 de 1º de Outubro de 2003, tem representado uma grande conquista para as pessoas com mais de 60 anos A garantia dos direitos dos idosos veio para fortalecer o reconhecimento de sua importância na vida da sociedade brasileira.

líticas sociais públicas específicas; destinação privilegiada de recursos públicos nas áreas relacionadas à proteção do idoso; viabilização de formas alternativas de participação, ocupação e convívio do idoso com as demais gerações; priorização do atendimento do idoso por sua própria família; capacitação e reciclagem dos recursos humanos nas áreas de geriatria e gerontologia e nas áreas de prestação de serviços aos idosos; estabelecimento de mecanismos que favoreçam a divulgação de caráter educativo sobre os aspectos sociais de envelhecimento e garantia de acesso à rede de serviços de saúde e assistência social local. Nenhum idoso poderá ser objeto de negligência, discriminação, violência, crueldade ou opressão, e todo atentado aos seus direitos, por ação ou omissão, será punido com as sanções administrativas e penais previstas no Estatuto do Idoso.

direitos. Para isso, é imprescindível o conhecimento dos mesmos. E você? Sabe quais são os direitos que seu Estado e sua sociedade tem o dever de efetivar? Direito à liberdade, de ir e vir, de crença e de credo, de opinião e expressão. Direito à saúde, por intermédio do Sistema Único de Saúde (SUS), garantindo o acesso universal e igualitário para a prevenção, promoção, proteção e recuperação da saúde. Direito a remédio e plano de saúde igualitário. Direito a acompanhante, sendo a obrigação da instituição de saúde proporcionar condições para a permanência do acompanhante em tempo integral junto ao idoso, quando necessário. Direito à cultura, através da meia entrada. Direito ao benefício mensal assistencial, para aqueles que não possuem meios de manter sua subsistência. Gratuidade do transporte urbano e interestadual. Nesse norte, todo cidadão

lhecidas. Aos poucos, a pirâmide etária brasileira vai se invertendo, embalada pela queda da natalidade, desenvolvimento tecnológico, avanços da medicina, e pela melhora na qualidade de vida, favorecendo assim o crescimento do número de idosos. Sendo assim, o advento do Estatuto do Idoso representa uma mudança na visão social, ampliando o sistema protetivo desta camada da sociedade, configurando ação afirmativa em prol da efetivação da igualdade material. Urge necessária, portanto, a conscientização da população, no sentido de respeitar os direitos, a dignidade e a sabedoria de vida dessa classe tão vulnerável. É dever de todos cuidar dos idosos, fonte de sabedoria cultural, social, científica e humana. .......................... *A autora é advogada (OAB/SC 24.686) e convidada do Jornal Sênior

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omem afeito às

letras, mas vocacionado para a aviação civil, Adriano Lopes dos Santos, como comandante de aeronaves de pequeno porte já rasgou os céus do Brasil e outros céus. De certa forma, lembra o piloto-escritor, Antoine de Saint-Exupéry, autor de “O Pequeno Príncipe”, um livro que todo mundo leu e que as novas gerações continuam lendo. Adriano, com esse nome de imperador romano, é um misto de livreiro e piloto civil que, com os aviões de sua empresa, fertiliza vastas lavouras do Brasil-Central. Adriano tem alma poética. Com rara sutileza, ele consegue harmonizar a monumental tarefa

de transformar imensas áreas de terra bruta em lavouras férteis, ao mesmo tempo em que se desdobra no afã de guardião e divulgador de obras literárias que enobrecem o pensamento humano. É isso mesmo. Com a indispensável participação da sua encantadora mulher, Carla, toca a Livraria Nobel, na cidade turística de Balneário Camboriú. Natural de Dourados, no Mato Grosso do Sul, Adriano Lopes dos Santos graduou-se engenheiro mecânico pela Universidade de Santa Maria (RS) e fez estágio nos Estados Unidos. - Sempre gostei de livros e de livrarias. Acho que fui o melhor cliente da Adriano Lopes dos Santos entre sua equipe de cola- Livraria Cultura de Porboradores, Sônia Matos, Juliana Nascimento e Lucas to Alegre”, diz Adriano. Foto: Redação

Guilherme Sasse.

Morou em Mato Grosso Sul, estado em que nasceu. Seu ofício: piloto agrícola. Com isto, passou a vontade de exercer a Engenharia. Em Balneário Camboriú, onde reside há anos, abriu, em parceria com sua mulher Carla, um estabelecimento livreiro, franquia das Livrarias Nobel. Situado em ponto privilegiado do centro comercial da cidade, a Livraria Nobel de Balneário Camboriú, já se transformou em “point” cultural da cidade. Além da presença constante de intelectuais e gente de sensibilidade artística, que constituem o seu público habitual, a Livraria promove com frequência eventos de nível cultural que atraem visitantes de outras cidades.


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