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— Não. Ainda não assinei nada, assim, acho que farei o que quiser, se não se importa. Seus olhos se acalmaram e seus lábios esboçaram um sorriso. — Como quiser senhorita Steele. — Quantas mulheres? — Perguntei de uma vez, com muita curiosidade. — Quinze. Nossa, menos do que pensava. — Durante longos períodos de tempo? — Algumas sim. — Alguma vez machucou alguma? — Sim. Maldição! — Grave? — Não. — Me machucaria? — O que quer dizer? — Se vai me machucar fisicamente. — Te castigarei quando for necessário e será doloroso. Acho que estou ficando enjoada. Tomei outro gole de vinho. O álcool me dará coragem. — Alguma vez te bateram? — Pergunto. — Sim. Nossa, me surpreendeu. Antes que pudesse perguntar por esta última revelação, ele interrompeu o curso dos meus pensamentos. — Vamos conversar no meu escritório. Quero mostrar algo. Custa muito processar tudo isso. Fui tão inocente ao pensar que passaria uma noite de paixão desenfreada na cama com este homem e aqui estamos negociando um estranho acordo. Segui até o escritório, um amplo cômodo com uma cortina desde o chão até o teto. Sentou-se na mesa e apontou com um gesto para que me sentasse em uma cadeira de couro de frente a ele e me estendeu uma folha de papel. — Estas são as regras. Podemos mudá-las. Formam parte do contrato, que também te darei. Leia e comentaremos. NORMAS Obediência: A Submissa obedecerá imediatamente todas as instruções do Amo, sem duvidar, sem reservas e de forma expressiva. A Submissa aceitará toda atividade sexual que o Amo considerar oportuna e prazerosa, exceto as atividades contempladas nos limites inquebráveis (Apêndice 2). O fará com entusiasmo e sem duvidar. 94

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