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— E se não quiser? — Perfeito. — Responde com prudência. — Mas, não teremos nenhuma relação? — Pergunto. — Não. —Por quê? — É esse o único tipo de relação que me interessa. — Por quê? Encolheu os ombros. — Sou assim. — E como chegou a ser assim? — Por que cada um é como é? É muito difícil saber. Porque uns gostam de queijo e outros odeiam? Você gosta de queijo? A senhora Jones, minha governanta deixou queijo para o jantar. Tirou dois grandes pratos brancos de um armário e colocou diante de mim. E agora começamos a falar sobre queijo… maldição… — Que normas tenho que cumprir? — Tenho por escrito. Veremos depois de jantar. Comida… Como vou comer agora? — De verdade, não tenho fome. — Sussurrei. — Vai comer — Se limitou a responder. O dominante Christian. Agora está tudo claro. — Quer outra taça de vinho? — Sim, por favor. Serviu-me outra taça e sentou a meu lado. Dei um rápido gole. — Fará bem comer, Anastásia. Peguei um pequeno cacho de uvas. Com isto sim, que posso. Ele revirou os olhos. — Faz muito tempo que está nisso? — Perguntou. — Sim. — É fácil encontrar mulheres que aceitem? Ele olhou e levanto uma sobrancelha. — Ficaria surpresa. — Respondeu friamente. — Então, porque eu? De verdade, não entendo. —Anastásia, já te disse. Tem algo. Não posso me afastar de você. — Sorriu ironicamente. — Sou um pássaro atraído pela luz. — Sua voz ficou trêmula. —Te desejo com loucura, especialmente agora, quando morde os lábios. — Respirou fundo e engoliu. O estomago dava voltas. Deseja-me... de uma maneira rara... é verdade, mas este homem bonito, estranho e pervertido me deseja. — Acho que inverteu este clichê. — Respondi. Eu sou o pássaro e ele a luz e vou me queimar. Eu sei. — Coma! 93

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