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Seguindo os conselhos incansáveis e francamente impertinentes de Kate, depilei minhas pernas, axilas e sobrancelhas, assim fiquei com a pele toda irritada. Era uma experiência muito desagradável, mas Kate me assegurou que era o que os homens esperavam nestas circunstâncias. Que mais esperará Christian? Tenho que convencer Kate de que quero fazê-lo. Por alguma estranha razão, ela não confiava nele, possivelmente porque fosse tão tenso e formal. Avisei-a que não saberia dizer como, mas prometi que lhe enviaria uma mensagem assim que chegasse a Seattle. Não falei nada sobre o helicóptero para que não enlouquecesse. Também havia a questão sobre José. Havia três mensagens e sete chamadas perdidas suas no meu celular. Também ligou para casa, duas vezes. Kate tem sido muito vaga a respeito de onde eu estou. Ele vai saber que ela me encobre. Kate sempre era muito franca. Mas decidi deixá-lo sofrer um pouco. Ainda estou zangada com ele. Christian comentou algo sobre uns papéis, e não sei se estava de brincadeira ou se ia ter que assinar algo. Desesperei-me por ter que andar conjecturando todo o tempo. E para o cúmulo das desgraças, estou muito nervosa. Hoje é o grande dia. Estou preparada por fim? Minha deusa interior me observava golpeando impaciente o chão com um pé. Faz anos que está preparada, e está preparada para algo com alguém como Christian Grey, embora ainda não entenda o que vê em mim... a pacata Ana Steele... Não fazia sentido. Era pontual, é obvio, e quando saí do Clayton's já me esperava, apoiado na parte de trás do carro. Abriu a porta para mim e sorriu cordialmente. — Boa tarde, senhorita Steele. — Disse-me. — Sr. Grey. Inclinei a cabeça educadamente e entrei no assento traseiro do carro. Taylor estava sentado ao volante. — Olá, Taylor, — Disse-lhe. — Boa tarde, Srta. Steele. — Respondeu-me em tom educado e profissional. Christian entrou pela outra porta e brandamente me apertou a mão. Um calafrio percorreu todo meu corpo. — Como foi o trabalho? — Perguntou-me. — Interminável. — Respondi-lhe com voz rouca, muito baixa e cheia de desejo. — Sim, o meu também, pareceu muito longo. —O que tem feito? — Consegui perguntar. — Andei com Eliot. Seu polegar acariciava meus dedos por trás. Meu coração deixou de bater e minha respiração se acelerou. Como é possível que me afete tanto?

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50 tons de cinza  
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