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— Vejo você mais tarde. Christian desligou o telefone e a música voltou a tocar. — Por que você insiste em chamar-me Anastásia? — Porque é seu nome. — Prefiro Ana. — De verdade? Quase chegamos a minha casa. Não demoramos muito. — Anastásia... — Disse-me pensativo. Olhei-o com uma expressão má, mas ele não se importou. — O que aconteceu no elevador... não voltará a acontecer. Bom, a menos que seja premeditado. — Ele disse. Parou o carro em frente a minha casa. Dei-me conta, de repente, que não me perguntou onde eu vivia. Já sabia. Claro que sabia onde vivo, pois me enviou os livros. Como não o faria um caçador, com um rastreador de celular e proprietário de um helicóptero? Por que não vai voltar a me beijar? Faço um gesto de desgosto ao pensar nisso. Não o entendo. Honestamente, seu sobrenome deveria ser Enigmático, não Grey. Ele saiu do carro, andando com facilidade, suas pernas longas deram a volta com graça ao redor do carro para o meu lado a fim de abrir a porta. Sempre é um perfeito cavalheiro, exceto, possivelmente, em estranhos e preciosos momentos nos elevadores. Ruborizei-me e o pensamento que eu tinha sido incapaz de tocar adentrou na minha mente. Queria deslizar meus dedos por seu cabelo alvoroçado, mas não podia mover as mãos. Senti-me frustrada ao lembrar. — Gostei do que aconteceu no elevador. — Murmurei ao sair do carro. Não estou segura se ouvi um ofegar afogado, mas escolhi fazer caso omisso e subi os degraus da entrada. Kate e Eliot estavam sentados à mesa. Os livros de quatorze mil dólares não estavam ali, felizmente. Tenho planos para eles. Kate mostrou um sorriso ridículo e pouco habitual, e sua juba despenteada lhe dava um ar muito sexy. Christian me seguiu até a sala de estar, e embora Kate sorrisse com uma expressão de ter passado uma grande noite, o olhou com desconfiança. — Olá, Ana. Levantou-se para me abraçar e no momento que me separou um pouco, me olhou de cima a baixo. Franziu o cenho e se voltou para Christian. — Bom dia, Christian! — Disse-lhe em tom ligeiramente hostil. — Senhorita Kavanagh — Respondeu em seu endurecido tom formal. — Christian, seu nome é Kate, — Eliot resmungou. — Kate.

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