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— Por favor. — Eu sorrio para ela. Eu me sinto um pouco mais confiante agora que estou vestida. — Você gostaria de algo para comer? — Não, obrigada. — Claro que você vai comer alguma coisa, — Christian vocifera, olhando de cara feia. — Ela gostaria de panquecas, bacon, e ovos, Sra. Jones. — Sim, Sr. Grey. O que você gostaria, senhor? — Omelete, por favor, e um pouco de fruta. — Ele não tira seus olhos de mim, sua expressão indecifrável. — Sente, — ele ordena, apontando para um dos bancos da mesa. Eu aceito, e ele se senta ao meu lado enquanto a Sra. Jones se ocupa com o café da manhã. Deus, eu fico nervosa só de imaginar alguém ouvindo nossa conversa. — Você já comprou a sua passagem aérea? — Não, eu vou comprá-la quando eu chegar em casa... na internet. Ele se inclina em um cotovelo, esfregando o seu queixo. — Você tem dinheiro? Ah não. — Sim, — eu digo com uma paciência fingida como se eu tivesse falando com uma criança pequena. Ele ergue uma sobrancelha severa para mim. Merda. — Sim, eu tenho, obrigada, — eu emendo rapidamente. — Eu tenho um jato. Não está programado para ser usado pelos próximos três dias, está a sua disposição. Eu olho boquiaberta para ele. Claro que ele tem um jato, e eu tenho que resistir a natural tendência do meu corpo de desviar meus olhos dele. Eu quero rir. Mas eu não o faço, já que eu não consigo entender o humor dele. — Nós já fizemos um sério mau uso da sua companhia de aviação. Eu não gostaria de fazê-lo novamente. — É a minha companhia, é o meu jato. — Ele soa quase magoado. Ah, garotos e seus brinquedos! — Obrigada pela oferta. Mas eu ficaria mais feliz em pegar um voo programado. Ele parece como se quisesse discutir mais, mas decide não fazê-lo. — Como desejar, — ele suspira. — Você tem muita preparação a fazer para sua entrevista? — Não. — Bom. Você ainda não vai me contar quais são as editoras? — Não. Seus lábios se curvam em um sorriso relutante. — Eu sou um homem de meios, Srta. Steele. 325

50 tons de cinza