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pega a minha escova de mim e a coloca na boca. Eu sorrio de volta para ele, e seus olhos estão de repente dançando com humor. — Por favor, sinta-se a vontade para usar a minha escova. — O seu tom é de gentil escárnio. — Obrigada, senhor, — eu sorrio docemente, e eu saio, seguindo de volta para cama. Alguns minutos depois ele se junta a mim. — Você sabe que não era bem assim que eu imaginava como seria essa noite, — ele murmura petulante. — Imagine se eu dissesse para você que você não poderia me tocar. Ele sobre na cama e senta de pernas cruzadas. — Anastásia, eu te disse. Cinquenta Sombras. Eu tive um começo duro na vida... você não quer essa merda na sua cabeça. Por que você iria querer? — Porque eu quero te conhecer melhor. — Você me conhece o suficiente. — Como você pode dizer? — Eu me esforço para ficar de joelhos, encarando-o. Ele afasta seu olhar de mim, frustrado. — Você está desviando seu olhar do meu. Da última vez que eu fiz isso, eu terminei em cima do seu joelho. — Ah, eu gostaria de colocá-la lá de novo. Inspiração veio a mim. — Conte-me e você pode. — O quê? — Você me ouviu. — Você está negociando comigo? — Sua voz ressoa com uma descrença espantada. Eu assinto. Sim... é dessa forma. — Negociando. — Não funciona desse jeito, Anastásia. — Ok. Conte-me, e eu viro meus olhos para você. Ele ri, e eu recebo um raro vislumbre do Christian despreocupado. Eu não o vejo faz um tempo. Ele fica sério. — Sempre tão ansiosa e ávida por informação. — Seus olhos cinzas brilham com especulação. Depois de um momento, ele graciosamente desce da cama. — Não vá embora, — ele diz e sai do quarto. Lanças me perfuram, e eu me abraço. O que ele está fazendo? Será que ele tem algum tipo de plano maligno? Merda. Imagine se ele volta com uma vara, ou algum tipo de instrumento bizarro?

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50 tons de cinza