Page 28

Eu arrasto Paul acima para encontrá-lo, e eles se medem um ao outro. A atmosfera de repente é ártica. — Ah, Paul, este é Christian Gray. Sr. Grey, este é Paul Clayton. Seu irmão é o dono do lugar. — E por alguma razão irracional, eu sinto que eu tenho que explicar um pouco mais. — Eu conheço Paul desde que eu trabalho aqui, entretanto nós não nos vemos com frequência. Ele chegou de Princeton onde ele está estudando administração de empresas. — Eu estou balbuciando… Pare, agora! — Sr. Clayton. — Christian sustenta seu aperto, seu olhar ilegível. — Sr. Grey, — Paul retorna seu aperto de mão. — Espere, não Christian Grey? Da Grey Holdings Enterprise? — Paul vai de mal humorado para impressionado em menos de um nano segundo. Grey lhe dá um sorriso cortês que não alcança seus olhos. — Uau, há alguma coisa em que eu possa ajudá-lo? — Anastásia tem me ajudado, Sr. Clayton. Ela tem sido muito atenciosa. — Sua expressão é impassível, mas suas palavras… é como se ele estivesse dizendo outra coisa completamente diferente. É desconcertante. — Legal, — Paul responde. — Vejo você mais tarde, Ana. — Certo, Paul. — Eu assisto-o desaparecer em direção á sala de estoque. — Mais alguma coisa, Sr. Grey? — Só estes itens. — Seu tom é cortante e frio. Porra… eu o ofendi? Respirando fundo, eu viro e dirijo-me ao caixa. Qual é o seu problema? Eu carrego a corda, macacões, fita adesiva e as braçadeiras até o caixa. — Isso deu quarenta e três dólares, por favor. — Eu olho para Grey, e desejei não ter feito isso. Ele está me observando de perto, seus olhos cinza intensos e escurecidos. É enervante. — Você gostaria de uma sacola? — Eu pergunto enquanto eu pego seu cartão de crédito. — Por favor, Anastásia. — Sua língua acaricia meu nome, e meu coração mais uma vez fica frenético. E mal posso respirar. Apressadamente, eu coloco suas compras em uma sacola de plástico. — Você me liga se você quiser que eu faça a sessão de fotos? — Ele é todos negócios mais uma vez. Eu aceno, sem palavras mais uma vez, e devolvo seu cartão de crédito. — Ótimo. Até amanhã talvez. — Ele vira-se para partir, depois faz uma pausa. — Ah, e Anastásia, eu estou feliz que a Senhorita Kavanagh não pôde fazer a entrevista. — Ele sorri, então anda a passos largos com o propósito renovado para fora da loja, atirando a sacola plástica acima de seu ombro, deixando-me uma massa trêmula e furiosa de hormônios femininos. Eu passo vários minutos olhando fixamente para a porta fechada pela qual ele acabou de sair antes de retornar ao planeta Terra. 32

50 tons de cinza  
50 tons de cinza  
Advertisement