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— Boa sorte com sua mudança amanhã, Anastásia. — Sua voz é suave. E nós dois estamos pendurados no telefone como adolescentes, quando nenhum dos dois quer desligar. — Você desliga, — eu sussurro. Finalmente, eu sinto seu sorriso. — Não, você desliga. — E eu sei que ele está sorrindo. — Eu não quero. — Nem eu. — Você estava muito bravo comigo? — Sim. — Você ainda está? — Não. — Então você não vai me castigar? — Não. Eu sou um cara de age conforme o momento. — Eu notei. — Você pode desligar agora, Senhorita Steele. — Você realmente me quer, Senhor? — Vá para a cama, Anastásia. — Sim, Senhor. Nós dois permanecemos na linha. — Você sempre acha que vai ser capaz de fazer o que diz? — Ele está divertido e irritado ao mesmo tempo. — Talvez. Vamos ver depois de domingo. — E eu aperto ‘fim' no telefone.

Elliot se levanta e admira sua obra. Ele re-conectou a nossa TV ao sistema de satélite no nosso apartamento da Pike Place Market. Kate e eu caímos no sofá dando uma risada, impressionadas com seu talento com uma furadeira. A tela plana parece estranha contra a convertida obra de alvenaria do armazém, mas sem dúvida eu me acostumarei a isto. — Veja querida, fácil. — Ele sorriu um sorriso largo de dentes brancos, para Kate, e ela quase literalmente se dissolve no sofá. Reviro meus olhos para o casal. — Eu adoraria ficar, querida, mas minha irmã volta de Paris. É um jantar compulsório de família esta noite. — Você pode vir depois? — Kate pede timidamente, toda suave e nem parecendo Kate. Eu estou caminhando até a área da cozinha com a pretensão de desempacotar uma das caixas. Eles estão ficando muito pegajosos. — Vou ver se consigo escapar, — ele promete. — Eu descerei com você. — Kate sorri. — Adeus, Ana. — Elliot sorri. 266

50 tons de cinza  
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