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— Você vai me bater novamente? — Eu desafio. — Não, não hoje à noite. Ufa... Meu subconsciente e eu, ambos, demos um suspiro mudo de alívio. — Então, — eu inicio. — Eu gosto do que o controle me traz, Anastásia. Eu quero que você se comporte de um modo particular, e se você não fizer isso, eu devo puni-la, e você aprenderá a se comportar da maneira que eu desejar. Eu aprecio castigar você. Eu quis espancar você desde que você me perguntou se eu era gay. Eu corei com a lembrança. Droga, eu quis espancar a mim mesma depois daquela pergunta. Então Katherine Kavanagh é responsável por tudo isso, e se ela fosse para aquela entrevista e fizesse a pergunta sobre ele ser gay, ela estaria sentando aqui com o traseiro dolorido. Eu não gosto desse pensamento. Como isso é confuso? — Então você não gosta do modo que eu sou. Ele olha fixamente para mim, perplexo novamente. — Eu acho que você é adorável do modo que você é. — Então por que você está tentando me mudar? — Eu não quero mudar você. Gostaria de ser cortês e seguir o conjunto de regras que eu dei a você e não me desafiar. Simples, — ele diz. — Mas você quer me punir? — Sim eu quero. — Isso é o que eu não entendo. Ele suspira e passa as mãos pelos cabelos novamente. — É do jeito que eu sou feito, Anastásia. Eu preciso controlar você. Eu preciso que você se comporte de um certo modo, e se você não o fizer, gosto de ver sua bonita pele rosa de alabastro se aquecendo sob de minhas mãos. Excita-me. Caramba. Agora nós estamos chegando a algum lugar. — Então, não é a dor que você está me fazendo passar? Ele engole em seco. — Um pouco, para ver se você pode suportar isso, mas isto não é toda a razão. É o fato de que você é minha para fazer o que eu achar melhor, o controle total sobre outra pessoa. Isso me excita. Muitíssimo, Anastásia. Olhe, eu não estou me explicando muito bem… eu nunca tive que fazer isso antes. Eu não tinha realmente pensado sobre nisso em qualquer grande profundidade. Eu sempre estive com pessoas da mesma opinião, — ele encolheu os ombros se desculpando. — E você ainda não respondeu minha pergunta, como você se sentiu depois? — Confusa.

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