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— Eu gosto de por minhas mãos em você, — ele murmura, e eu tenho que concordar, eu também. — Pronto, — ele diz quando termina e ele puxa minhas calças novamente. Eu olho para o meu relógio. É dez e trinta. — Eu estou saindo agora. — Eu verei você sair. — Eu ainda não posso olhar para ele. Tomando minha mão, ele me leva para a porta da frente. Felizmente, Kate ainda não está casa. Ela deve ainda estar jantando com seus pais e Ethan. Eu estou realmente contente por ela não estar ao redor e ouvir meu castigo. — Você não tem que chamar o Taylor? — Eu pergunto, evitando o contato visual. — Taylor está aqui desde as nove. Olhe para mim, — ele respira. Eu me esforço para encontrar os seus olhos, mas quando eu faço, ele está olhando para em mim com admiração. — Você não chorou, — ele murmura, então me agarra de repente e me beija fervorosamente. — Domingo, — ele sussurra contra meu lábios, e isso é ambas, uma promessa e uma ameaça. Eu assisto ele caminhar pela calçada e subir no grande Audi preto. Ele não olha para trás. Eu fecho a porta e estou impotente na sala de estar de um apartamento que eu devo morar apenas outras duas noites. Um lugar que vivi feliz por quase quatro anos… ainda hoje, pela primeira vez, eu me sinto só e desconfortável aqui, infeliz com minha própria companhia. O quão me distancie do que sou? Eu sei que, debaixo de meu exterior entorpecido, está um poço de lágrimas. O que eu estou fazendo? A ironia é que eu não posso nem me sentar e desfrutar de um bom choro. Eu terei que permanecer em pé. Eu sei que é tarde, mas decido ligar para minha mãe. — Meu doce, como você está? Como foi a graduação? — Ela se entusiasma no telefone. Sua voz é um bálsamo calmante. — Desculpe por ligar tão tarde, — eu sussurro. Ela pausa. — Ana? O que está errado? — Ela é toda seriedade agora. — Nada, Mãe, eu só queria ouvir sua voz. Ela fica muda por um momento. — Ana, o que é? Por favor, me diga. — Sua voz é suave e reconfortante, eu sei que ela se importa. Não convidadas, as minhas lágrimas começam a fluir. Eu chorei muito frequentemente nos últimos dias. — Por favor, Ana — ela diz, sua angústia reflete a minha. — Oh, Mãe, é um homem. — O que ele fez para você? — Seu alarme é palpável. — Não é assim. — Embora ele seja… Oh merda. Eu não a quero preocupar. Eu só quero outra pessoa para ser forte por mim, no momento. 241

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