Page 229

Eu estou fodendo-o. Eu estou no comando. Ele é meu, eu sou sua. O pensamento me empurra, pesado como concreto, acima da borda e eu chego ao clímax ao redor dele… gritando incoerentemente. Ele agarra meus quadris, fechando seus olhos, inclinado à cabeça para trás, sua mandíbula apertada, ele goza em silencio. Eu desmorono em seu peito, subjugada, em algum lugar, entre fantasia e realidade, um lugar onde não existe nenhum limite, duro ou suave.

Capítulo 16 Lentamente o mundo exterior invadiu os meus sentidos, e oh meu deus, que invasão. Eu estou flutuando, meus membros estão suaves e lânguidos, totalmente gastos. Eu estou deitada em cima dele, minha cabeça está em seu tórax e ele cheira divinamente: linho fresco, lavado e algum caro sabonete corporal, e o melhor perfume, mais sedutor do planeta... Christian. Eu não quero me mover, eu quero respirar este elixir pela eternidade. Eu me aninho, desejando que não tivesse a barreira de sua camiseta. E, quando a razão e o bom senso retornam ao resto de meu corpo, eu estico minha mão sobre o seu tórax. Esta é a primeira vez que eu o toquei aqui. Ele é firme… forte. Sua mão mergulha para cima e agarra a minha, mas ele suaviza o gesto puxando-a para sua boca e docemente beijando meus dedos. Ele rola sobre mim e me olha. — Não faça, — ele murmura e então me beija ligeiramente. — Por que você não gosta de ser tocado? — Eu sussurro, olhando fixamente para seus olhos cinza suaves. — Porque estou muito fodido, Anastásia. Tenho muito mais sombras que luz. Tenho Cinquentas sombras ruins! Oh… sua honestidade me desarma completamente. Eu pisco para ele.

233

50 tons de cinza  
Advertisement