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Quando eu chego em casa mais tarde, Katherine está com os fones de ouvido, trabalhando em seu laptop. Seu nariz está ainda rosa, mas ela está super envolvida no seu trabalho, concentrada e digitando furiosamente. Eu estou exausta, completamente drenada pela longa viagem, a entrevista cansativa, e por permanecer de pé na Clayton. Eu afundo no sofá, pensando sobre a redação que eu tenho que terminar e todos os estudos que eu não fiz hoje, porque eu estava com… ele. — Você tem um bom material aqui, Ana. Você fez um bom trabalho. Eu não posso acreditar que você não aproveitou a oferta dele para mostrar a você o lugar. Ele obviamente queria passar mais tempo com você. Ela me lança um olhar fugaz e brincalhão. Eu ruborizo, e minha frequência cardíaca inexplicavelmente acelera. Estou certa que não foi isso. Ele só queria me mostrar o local, para que eu pudesse ver que ele é o senhor de tudo aquilo. Eu percebo que eu estou mordendo meu lábio, e eu espero que Kate não note. Mas ela parece absorvida em sua transcrição. — Eu entendo o que você quer dizer sobre formal. Você tomou algumas anotações? — Ela pergunta. — Hum… não, eu não tomei. — Tudo bem. Eu ainda posso fazer um artigo bom com isto. Pena que não temos algumas fotos originais. Bonito aquele filho da puta, não é? Eu ruborizo. — Eu acho que sim. — Eu tento duramente soar desinteressada, e eu acho que consegui. — Oh vamos, Ana, até você não pode ser imune a sua aparência. — Ela arqueia uma sobrancelha perfeita para mim. Merda! Sinto que minhas bochechas ardem. Assim eu a distraio lisonjeando-a, sempre é um bom truque. — Você provavelmente teria conseguido muito mais dele. — Eu duvido, Ana. Ora... ele praticamente te ofereceu um emprego. Mesmo depois daquela pergunta que impus para você fazer, você foi muito bem. — Ela olha para mim especulativamente. Eu faço uma retirada apressada para a cozinha. — Então o que você realmente pensou sobre ele? — Maldição, ela é curiosa. Por que ela não pode simplesmente deixar isto passar? Pense sobre algo, rápido. — Ele é muito mandão, controlador, arrogante, realmente assustador, mas muito carismático. Eu posso entender o fascínio, — eu digo sinceramente, com a esperança que ela encerre este assunto uma vez por todas. — Você, fascinada por um homem? Está é a primeira vez, — ela bufa.

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50 tons de cinza  
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