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— Vê o bom que nós somos juntos? — ele murmura. — Se você se entregar para mim, será muito melhor. Confie em mim, Anastásia. Posso transportar você a lugares que nem sequer sabe que existem. Suas palavras ecoam em meus pensamentos. Encosta o seu nariz no meu. Ainda não me recuperei da minha insólita reação física e olho para ele com a mente em branco, procurando algum pensamento coerente. De repente, ouvimos vozes no salão, do lado de fora da porta do quarto. Demoro um momento para processar o que estou ouvindo. — Se ainda está na cama, tem que estar doente. Ele nunca está na cama a estas horas. Christian nunca se levanta tarde. — Senhora Grey, por favor. — Taylor, não pode me impedir de ver meu filho. — Senhora Grey, ele não está sozinho. — O que quer dizer com não está sozinho? — Está com alguém. — Oh... — Até eu posso ouvir a descrença em sua voz. Christian pisca rapidamente, olhando para mim, com olhos arregalados, com horror humorado. — Merda! É minha mãe.

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