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— Você já tinha feito isso antes? — Não. — Não posso ocultar um ligeiro matiz de orgulho em minha negativa. — Bom, — ele diz complacentemente e, conforme acredito, aliviado. — Outra novidade, senhorita Steele. Avalia-me com o olhar. — Bom, tem um ‘A’ em técnicas orais. Venha, vamos para cama. Devo-lhe um orgasmo. Orgasmo! Outro! Sai rapidamente da banheira e me oferece a primeira imagem completa do Adônis de divinas proporções que é Christian Grey. Minha deusa interior deixou dançar e o observa também, boquiaberta e babando. Sua ereção se reduziu, mas segue sendo importante... Uau. Ele enrola uma pequena toalha na cintura para cobrir o essencial, e pega outra maior e suave, de cor branca, para mim. Saio da banheira e lhe agarro a mão que me estende. Envolve-me na toalha, abraça-me e me beija com força, me colocando a língua na boca. Desejo estirar os braços e abraçá-lo... tocá-lo... mas os tenho presos dentro da toalha. Não demoro para me perder em seu beijo. Segura a minha cabeça com as mãos, percorre-me a boca com a língua e me dá a sensação de que está me expressando sua gratidão... talvez... pela minha primeira felação? Uau? Afasta-se um pouco, coloca as mãos em ambos os lados do meu rosto, e me olha nos olhos. Parece perdido. — Diga que sim, — ele sussurra fervorosamente. Franzo o cenho, porque não o entendo. — Para o quê? — Sim, para o nosso acordo. Para ser minha. Por favor, Ana — sussurra suplicante, enfatizando o "por favor" e meu nome. Volta a me beijar com paixão, e logo se afasta e me olha piscando. Agarra-me pela mão e me conduz de volta ao quarto, cambaleando um pouco, eu o sigo mansamente. Aturdida. Ele realmente quer isso. Já no quarto, observa-me junto à cama. — Confia em mim? — pergunta-me, de repente. Eu concordo, sacudindo a cabeça, com os olhos muito abertos, de repente me dou conta de que, efetivamente, confio nele. O que vai fazer-me agora? Uma descarga elétrica me percorre o corpo. — Boa garota, — ele me diz, passando o polegar pelo lábio inferior. Aproxima-se do armário e volta com uma gravata cinza de seda. — Junte as mãos na frente, — ordena-me, tirando-me a toalha e jogando-a no chão. Faço o que me pede. Rodeia-me os pulsos com a gravata e faz um nó apertado. Seus olhos brilham de excitação. Puxa a gravata para assegurar-se de que o nó não se mova. Tem que ter sido escoteiro para saber fazer estes 122

50 tons de cinza  
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