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— Não sei onde estão os guardanapos de mesa. — Encolho os ombros e tento desesperadamente não parecer nervosa. — Eu me ocupo disso. Você cozinha. Quer que ponha música, então você pode continuar... err... dançando? Olho para os meus dedos, perfeitamente consciente de que estou ruborizando. — Por favor, não pare por minha causa. Isso é muito interessante, — diz-me em tom zombador. Enrugo os lábios. Interessante, verdade? Meu subconsciente se dobra de rir. Viro e sigo batendo os ovos, certamente com mais força do que necessário. Num instante, ele está ao meu lado. Ele gentilmente puxa a minha trança. — Eu adoro isso, — sussurra. — Mas não vão proteger você. Mmm, Barbazul... — Como quer os seus ovos? — pergunto-lhe bruscamente. Ele sorri. — Completamente batidos e espancados, — ele sorri. Sigo com o que estava fazendo tentando ocultar meu sorriso. É difícil não ficar louca por ele, especialmente quando está tão brincalhão, o qual não é nada frequente. Abre uma gaveta, saca duas toalhas individuais negras e as coloca no balcão. Jogo o ovo batido em uma frigideira, pego o bacon do grill, dou a volta e coloco mais no grill. Quando me volto, há suco de laranja no balcão e Christian está preparando café. — Quer um chá? — Sim, por favor. Se tiver. Pego um par de pratos e os coloca em cima de uma bandeja de aquecimento para mantê-los quentes. Christian abre um armário e saca uma caixa de chá Twinings English Breakfast. Franzo os lábios. — Um bocado de conclusões precipitadas, não é? — Você crê? Não tenho certeza que tenhamos concluído nada, ainda, senhorita Steele, — ele murmura. O que ele quer dizer com isso? Nossa negociação? Nossa, err... relação... seja o que for? Ele ainda é tão enigmático. Sirvo o café da manhã nos pratos quentes, que estão em cima dos guardanapos de mesa. Abro a geladeira e pego xarope de arce. Olho para Christian, ele está esperando que eu me sente. — Senhorita Steele. — diz-me assinalando um tamborete. — Senhor Grey. — Concordo com a cabeça, em reconhecimento. Ao me sentar, faço uma ligeira careta de dor. — Está muito dolorida? — pergunta-me, enquanto também toma assento. Ruborizo-me. Por que me faz perguntas tão pessoais?

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50 tons de cinza